VOTAR É UM DEVER CÍVICO – E CUMPRIR O MANDATO QUE O POVO DELEGOU O QUE É?
Depois de realizadas as eleições para deputados à Assembleia da República, vulgo eleições legislativas, deverão em breve tomar posse os deputados eleitos pelos cidadãos que foram exercer o seu direito de voto, constantemente lembrado como simultaneamente um dever cívico.
Porém, para além daqueles que deverão ser chamados a cumprir funções governativas, alguns dos eleitos não tomarão posse do cargo e, consequentemente não exercerão o mandato que lhes foi atribuído pelos cidadãos. Não o farão por impedimentos de força maior como problemas de saúde plenamente justificáveis mas certamente por não terem alcançado o objectivo que almejavam e que não era certamente a função de deputado.
Praticamente metade dos eleitores já deixou de exercer o seu direito de voto e, apesar de constantemente lhes zurzirem aos ouvidos a sua responsabilidade por não cumprirem o dever cívico, eis que têm nos deputados que recusam cumprir o mandato para o qual foram eleitos o melhor exemplo do que representa a falta de cumprimento do dever cívico. E, quando assim se verifica, perdem os políticos a autoridade moral para exigir aos seus concidadãos o dever de votar. Afinal de contas, que consideração tiveram pelo voto com que os cidadãos os elegeram – qual o destino que deram aos votos que receberam?