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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VINHO DE MAÇÃ ESTÁ DE VOLTA A PONTE DE LIMA

A sidra recuperada por duas amigas em Ponte de Lima

Duas amigas estão a recuperar o “vinho de maçã” dos camponeses limianos, com a marca Corrupia. De caminho, pretendem trazer de regresso variedades autóctones de maçã e impulsionar as experiências de «sidroturismo».

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A Corrupia é uma sidra artesanal, tal a faziam antigamente os lavradores limianos para ter uma bebida para celebrar na altura das colheitas, quando já não sobrava o vinho. Era, por isso, a bebida forte das Feiras Novas e há-de voltar a ser, segundo a vontade das criadoras desta nova marca de sidra de Ponte de Lima. Mas Patrícia Monte e Marlene Araújo desejam mais do que devolver a sidra aos limianos. «Queremos recuperar as variedades de maçã da região, como a Porta da Loja e a Camoesa de Coura, e fazer sidra com elas», contam as jovens, que se lançaram na produção de sidra há dois anos, na sequência de um projeto do fim do curso de Biotecnologia na Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, e foram amparadas logisticamente pela Autarquia, que lhes cedeu instalações em Estorãos.

Para já, a Corrupia – um nome a evocar traquinice – tem dois rótulos no mercado, uma sidra “generalista”, feita com várias variedades de maçã, e um espumante de sidra. Tem sido reconhecida em Espanha, onde já ganhou prémios. Vende-se na vila e também em lojas do Porto, Lisboa e Braga, ou por encomenda online. Patrícia e Marlene não usam a palavra “artesanal” em vão: compram as maçãs diretamente aos produtores. E querem envolver os amigos da sidra na colheita, tal como uma vindima. No próximo dia 29, vão estrear (com mais parceiros), a Rota da Maçã e da Sidra, convidando o público a apanhar maçãs na Quinta de Pentieiros, num programa para um dia que envolve passeio, piquenique e um workshop de produção de sidra (5 euros por pessoa).

Texto: Dora Mota / Fotos: Pedro Granadeiro/GI

Revista Evasões

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