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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VILAVERDENSES FESTEJAM AS COLHEITAS A TOCAR CAVAQUINHO

Mais de 500. Chegaram de todo o país de cavaquinho ao peito para animar a Festa das Colheitas de Vila Verde

A música popular foi um dos maiores atrativos do terceiro dia da Festa das Colheitas, 05 de outubro, movendo milhares de pessoas até ao Recinto da XXVII Feira Mostra de produtos Regionais de Vila Verde. Coorganizado pela Fundação INATEL e pelo Município de Vila Verde, com o apoio do Grupo de Cavaquinhos de Soutelo, o III Encontro Nacional de Tocadores de Cavaquinho revelou-se um verdadeiro exemplo de partilha de emoções com a presença de mais 500 tocadores que chegaram de todo o país de cavaquinho ao peito (a que se juntaram também outros instrumentos) para animar a Festa das Colheitas de Vila Verde.

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Em paralelo, a programação diária incluiu a exposição e oficinas de instrumentos de cordas e a mostra de esculturas em madeira. Duas atividades com uma forte componente artística que, claramente, ajudaram a enriquecer o evento. O 13º Festival Gastronómico, sempre presente e com imensa dinâmica, continuou a mostrar a excelência dos pratos regionais minhotos, deixando o recinto envolvido de cheiros intensos que jamais passaram despercebidos. No entanto, a pujança intensificou-se com duas iniciativas noturnas: a tradicional desfolhada minhota e o espetáculo musical interpretado pelo Carlos Ribeiro com Banda, juntamente com o convidado especial, o apresentador da SIC José Figueiras.

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Cavaquinho, o protagonista do 3º dia de Festa das Colheitas

Pelo terceiro ano consecutivo, o Palco das Colheitas recebeu centenas de exímios tocadores de cavaquinho. As vibrações dos acordes do instrumento tradicional começaram logo pela manhã e prolongaram-se até ao fim do dia, sempre com imensa adesão e com muito espírito de diversão. Dos mais pequenos aos mais adultos, passaram pela iniciativa cerca de 30 grupos culturais de diversas zonas do país, com uma forte presença do Norte e do Centro. Além do som dos cavaquinhos, a iniciativa musical apresentou diversos cantares tradicionais que levaram o público a cantar e dançar ao som da música popular. As atuações de folclore em frente ao palco ajudaram a abrilhantar a tarde. A par disso, os visitantes puderam também conhecer melhor a cultura do cavaquinho nos stands de especialistas na matéria. A Festa das Colheitas reservou um lugar para expor esculturas em madeira, um trabalho criativo do artista Emanuel Curtot. Peças como a águia, o cavalo, o esquilo e o buda, entre muitas outras, despertaram a curiosidade e admiração dos espectadores. A novidade permanece até o último dia do evento, dia 7 de outubro.

O presidente do Município de Vila Verde subiu ao palco a meio da tarde do Encontro Nacional de Tocadores de Cavaquinho e frisou a importância da história e a cultura do instrumento tradicional da região. “O cavaquinho é, como sabemos, um instrumento que está muito enraizado na nossa cultura popular, não há grupo cultural ou rancho folclore que não o tenha!”, referiu. António Vilela prosseguiu afirmando que Vila Verde é um concelho com grandes músicos e que acredita que a geração mais nova assegurar o futuro do instrumento: “Vila Verde tem excelentes executantes de cavaquinho e muitos deles são jovens. Jovens que estão a aprender e que são a garantia que é uma tradição que vai continuar a existir entre nós!”.

O autarca vincou a dinâmica do instrumento no concelho vilaverdense, afirmando que “somos uma referência nesta área.  Temos várias escolas a ensinar a tocar cavaquinhos. E não há dúvidas que os cavaquinhos, a música e cultura  é uma âncora muito forte para promovermos o nosso território”. No final, o presidente do Município entregou um Lenço Namorar Portugal ao presidente da Inatel, Francisco Madelino, como forma de agradecimento pela parceria no evento.

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Presidente da INATEL: “Um grande sucesso, um grande trabalho e uma grande adesão”

O presidente do Conselho de Administração da INATEL, Francisco Madelino, sublinhou a evolução positiva do Encontro: “É um evento que está sempre a crescer, estão aqui hoje 28 grupos, mais de 500 tocadores. É um grande sucesso, um grande trabalho e com uma grande adesão”. Francisco Madelino concluiu referindo que é neste tipo de iniciativas que se vê que “há uma grande abertura dos portugueses para as suas raízes culturais” e que a instituição que lidera continuará fiel ao evento. “A Inatel continuará a estar aqui sempre aqui!”, rematou.

Filipe Cracel, presidente do Grupo de Cavaquinhos de Soutelo e coorganizador do Encontro Nacional de Cavaquinhos começou por deixar um cumprimento especial ao Município de Vila Verde e à Fundação Inatel: “Sem o apoio destas duas instituições não era possível realizar uma festa destas!”. Aproveitou também o momento para fazer uma homenagem aos mais novos que, hoje, carregam os cavaquinhos: “Deixei estes jovens aqui, porque eles são o futuro de amanhã, vão ser eles a descendência, são eles que vão continuar este tipo de coisas”.

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Uma noite com casa cheia e repleta de energia

Já com o estômago confortado do jantar, chega a hora de meter aos mãos ao trabalho para representar uma das práticas agrícolas mais comum do passado: a desfolhada do milho. A organização ficou a cargo da Associação de Folclore de Vila Verde que se dedicou a preparar a atividade nos moldes antigos com as canas de milho a chegar ao recinto em carros de bois. Homens e mulheres, vestidos com os trajes de outrora, avivavam a chama da tradição cantando alegremente músicas de índole popular. Logo a seguir, as canas foram espalhadas pela eira improvisada e deu-se início à desfolhada propriamente dita. A iniciativa contou com a animação musical do Rancho Folclórico de Aboim da Nóbrega e uma merenda tradicional com broas, sardinhas assadas e tacos de bacalhau frito, acompanhados pelo bom vinho verde. Um merendeiro que, como é habitual, foi generosamente partilhado com o público presente.

A temperatura ia baixando com o passar das horas, mas a noite não estava fria. O imenso calor humano das milhares de pessoas que ocupavam o recinto e o ritmo dos espetáculos de música ao vivo iam mantendo o ambiente quente. Primeiro, José Figueiras subiu ao palco para recordar os tempos do ‘Muita Louco’ e desfilou um rol de canções animadas, bem conhecidas pelo público. De seguida, destaque para a atuação de Carlos Ribeiro, que encheu o palco e o recinto com a animação da música popular. O público acompanhou o concerto do primeiro ao último tema e brindouos com chuvas de aplausos.

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HOJE: Programa com 15 iniciativas que prometem um dia em cheio!

Com o fim de semana instalado, a Festa das Colheitas proporciona um dia repleto de atividades ligadas à agropecuária com uma diversidade promete agradar a ‘todos os gostos e feitios’. Os primeiros momentos do dia são realizados dois concursos pecuários e o desfile dos animais, além da abertura da exposição de esculturas em madeira. Com o Festival Gastronómico a decorrer, prossegue-se a entrega de prémios referentes aos concursos da manhã. No início da tarde chega a XV Feira Tradicional – ‘Reviver o Passado’, com os agricultores vestidos a rigor a vender os produtos frescos da terra. Com mais concursos e entrega de prémios, a tarde segue com dois espetáculos: o concerto da Academia de Música de Vila Verde e a Mostra de Talentos. Pelas 19h00, surge um dos maiores destaques da Festa das Colheitas: XVII Festa do ‘Caurdo’ com os mais variados sabores tradicionais que, todos os anos, são motivo de enorme satisfação e convívio para os participantes. Os bilhetes estarão à venda a partir das 15h00 no recinto da Feira Mostra. Para terminar o dia, o Palco das Colheitas recebe a atuação da Banda Musical de Vila Verde e o Festival Folclórico concelhio com a presença de nove grupos culturais.

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