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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VILA VERDE: CABANELAS ESTÁ NA ROTA DAS COLHEITAS

Agridoce: A Feira de Agricultura e Doçaria está de volta a Cabanelas com grande pujança!

Não há dúvidas. Este ano, a Feira de Agricultura e Doçaria em Cabanelas regressa em força com um programa repleto de múltiplas e variadas atividades, que antecipam um fim de semana de grande convívio e boa disposição.

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A Agridoce decorre de 31 de agosto a 2 de setembro, no largo da igreja da freguesia, e prepara-se para estar no centro das atenções pela excelência dos produtos do campo (legumes e animais vivos) e dos deliciosos doces caseiros.

Além das compotas e de geleias de diferentes sabores, a gastronomia vai também passar por outras iguarias. A famosa broa com sardinha e o tradicional vinho doce são dois bons exemplos disso mesmo.

Mas a verdade é que o evento não fica só por aqui. Haverá muito mais para conhecer e apreciar durante três dias consecutivos. Cinquenta stands, diferentes atuações de música ao vivo, recriação de práticas ancestrais, fumeiro, insufláveis, entre muitos outros, serão outros dos atrativos da iniciativa.

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Para o presidente da Junta a Feira está no bom caminho: “o nosso objetivo é fazer igual ou melhor que no ano anterior!”. António Esquível diz que, apesar de a iniciativa já estar consolidada, mantém-se a aposta no aumento de motivos de interesse. “Desta vez, criámos o 1º passeio de carros clássicos precisamente para atrair pessoas com diferentes gostos”, refere.

Na visão do presidente, a iniciativa “dá uma dinâmica muito boa à freguesia” e acredita que tem mostrado, de ano para ano, um caráter sustentável e até “dá lucro todos os anos”, receita que reverte para serviços de benefício da freguesia. Algo que só é possível com o apoio massivo da população local: “A Agridoce conta com mais de uma centena de voluntários. A Junta de Freguesia, a Paróquia, várias associações e muitas pessoas a título individual… é graças a todos que esta festa acontece”.

O autarca sublinha que a vertente financeira não é a mais importante. O que realmente importa é divulgar as potencialidades da freguesia e promover a cultura e as tradições locais. “A feira é uma grande impulsionadora na divulgação do nome da nossa terra e dos nossos costumes”, afirma António Esquível, sublinhando ainda importância da programação turístico-cultural para o concelho de Vila Verde: “As freguesias só ganham em pertencer à Rota das Colheitas”. E se o presente é sorridente, o presidente da Junta sabe que é tempo de assegurar o futuro e deixa o apelo: “Não podemos deixar estas atividades acabar, mas a verdade é que são quase sempre os mesmo a trabalhar. Se cada um der um bocadinho, a freguesia cresce e todos beneficiam com isso”.

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Programa rico e diversificado para três dias de festa

O 31 de agosto é o dia que encerra o mês, mas é também dia de abrir as portas da popular Feira de Agricultura e Doçaria. A partir das 20h, o público terá a oportunidade de adquirir os diferentes produtos agrícolas e saborear as delícias gastronómicas. Passada uma hora da abertura, haverá tempo para a concentração de rusgas com cantares típicos da região, que garantem dar momentos de enorme animação.

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No segundo dia de festa (1 de setembro), as atividades começam logo pela manhã. Às 10h, há um workshop de bonsais que permitirá a cada participante aprender a fazer o seu próprio bonsai. O custo é de ‘15 bonsais’, com o almoço incluído. A primeira parte da tarde fica reservada para dois momentos de lazer, o torneio de sueca (com direito a três prémios) e jogos para reviver o passado (berlindes, peão, arco e macaca, entre outros).

Ambas as atividades iniciam às 14h. Uma hora depois, a jovem artesã local Joana Fernandes dirige um workshop de cortiça. No fim do dia haverá dança aberta com uma mega-aula de zumba e muita espuma à mistura. Já com a espiga no ponto, é tempo de fazer a desfolhada. Marcada para às 21h, a recriação da prática agrícola é uma forma de divulgar e valorizar da tradição minhota.

O primeiro nome da música vai para Carlos Ribeiro, com a atuação agendada para 22h. O artista proporcionará a todos os espectadores uma noite repleta de boa energia. O encerramento acontece com uma festa da caipirinha com after party com DJ e, ainda, uma festa da espuma.

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Desfile Etnográfico para valorizar a tradição e costumes locais

O último dia, 2 de setembro, começa com uma ação religiosa pela manhã (Eucaristia, 08h00) e segue com os passeios de motorizadas e de carros clássicos, sendo este último a primeira aventura das quatro rodas na Agridoce.

A participação tem o custo de ‘10 carros’, com almoço incluído. Ainda durante a manhã, dá-se um grande encontro de cavaquinhos, com dez grupos a subirem ao palco. Às 14h, há atuação do cantor Tony Costa, que promete animar a tarde. Um dos pontos mais altos da feira chega com a apresentação do cortejo etnográfico, que pretende demonstrar as diversas profissões antigas e tradições locais. A fechar há um encontro de folclore pelas 17h.

A Agridoce convida também toda a população cabanelense e visitantes a passear pelos jardins de bonsais e admirar a ornamentação dos altares da igreja paroquial. Inserida na Rota das Colheitas, a Feira de Agricultura e Doçaria é organizada pela Junta de Freguesia, pela Paróquia e também por vários voluntários, que se trabalham com afinco para ajudar a tornar o evento um sucesso.

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