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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ARCOS DE VALDEVEZ EXPÕE "BICHOS DE CÁ... BICHOS DE LÁ"

Exposição “Bichos de cá….bichos de lá” patente no Centro Interpretativo da Paisagem Cultural de Sistelo

No passado domingo, dia 30 de Julho, o Presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez inaugurou a exposição “Bichos de cá...bichos de lá”, da autoria da Universidade de Aveiro, Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) (Brasil) e da ONG Osuwela (Moçambique), a qual se encontra patente no Centro Interpretativo da Paisagem Cultural de Sistelo, em Sistelo, até ao fim do mês de agosto.

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Esta mostra consiste na apresentação de 7 módulos com 41 painéis, que abordam um conceito/comportamento (ex: predação, mimetismo, parasitismo, etc.) ou aspeto de destaque (ex: espécies endémicas e ameaçadas) com exemplos de Portugal, Brasil e Moçambique. Desta forma o visitante desta exposição pode observar como a natureza une estes três países (e o mundo todo) e fala uma só língua na forma como diferentes espécies ocupam a mesmas funções e desempenham os mesmos papeis nos onde quer que viajemos.

Em cada canto do planeta Terra a natureza apresenta-se plena de narrativas de drama e superação. Ao adentrar nos vários ecossistemas que cobrem as superfícies terrestres e aquáticas podemos observar diferenças mas também muitas semelhanças na forma como funcionam e como nos contam a sua história. No palco da Terra há milhões atores, muitos dos quais não conhecemos. Mas conseguimos identificar alguns papeis, que por serem comuns a todos os ecossistemas, que nos ajudam a decifrar os segredos que se escondem no cenário da Biodiversidade.

Este é mais um bom motivo para visitar Sistelo! Não perca!

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MUNICÍPIO ARCUENSE MOSTRA “O MUNDO DAS BORBOLETAS” EM SISTELO

Na passada sexta feita a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez e a Junta de Freguesia de Sistelo, com o apoio do Centro de Biologia Molecular e Ambiente da Universidade do Minho e do projeto “Rede de Estações de Borboletas Noturnas”, levaram a cabo uma sessão noturna de amostragem de borboletas noturnas junto ao rio Vez em Sistelo.

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Nesta sessão, que se iniciou pelas 21 horas e terminou depois das 23 horas, foram recolhidas, identificadas e fotografadas espécies de borboletas noturnas. Esta sessão teve como objetivo mostrar aos participantes as técnicas de captura, e principalmente explicar a importância da existência de centros de monitorização destas espécies como indicadores de biodiversidade.

As variedades de borboletas noturnas dão indicações preciosas sobre a biodiversidade daí a importância da existência de redes de observação. Estas espécies são muito sensíveis aos efeitos das alterações climáticas sendo por isso bons indicadores dos efeitos das suas alterações.

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ARCOS DE VALDEVEZ VAI A MIRANDA DESCOBRIR A “VACA-LOURA”

Oficinas de Criatividade Himalaya - Centro Ciência Viva dos Arcos. 𝐕𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐫 𝐚 𝐕𝐚𝐜𝐚-𝐋𝐨𝐮𝐫𝐚

No passado sábado, as Oficinas de Criatividade Himalaya - Centro Ciência Viva dos Arcos partiu à descoberta do maior escaravelho de Portugal, a Vaca-Loura, na floresta de Miranda. Pelo caminho, os participantes ainda encontraram outros lucanídeos e descobriram a importância de florestas maduras e autóctones para a continuação destas espécies.

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O objetivo destas iniciativas passa por sensibilizar os cidadãos para a importância destes insetos e dos seus habitats.

Esta é a primeira iniciativa de um conjunto alargado de atividades de verão, levada a cabo por este Centro de Ciência Viva do Município de Arcos de Valdevez, com o objetivo de promover a ciência, a ecocidadania e a educação ambiental junto das pessoas.

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COMUNICADO DO PAN SOBRE OS JARDINS ZOOLÓGICOS EM PORTUGAL

Foi recentemente divulgado pela Fundação Born Free o relatório “Investigação da União Europeia aos Zoos 2011”, onde publica as conclusões das visitas efectuadas aos jardins zoológicos no espaço da União Europeia. As conclusões no que diz respeito aos jardins zoológicos nacionais são verdadeiramente decepcionantes: “Muitos dos parques zoológicos licenciados em Portugal não cumprem plenamente a lei, enquanto outros funcionam sem licença há muito tempo.” Segundo a Born Free, o Zoo da Maia não tem licença, quando “a lei portuguesa determina que qualquer zoo detectado em inconformidade com os requisitos legais deve ser encerrado”, recorda a fundação.

Perante estes resultados, o PAN não pode deixar de se interrogar sobre a utilidade destas "prisões zoológicas" na nossa sociedade nos dias de hoje. Actualmente, com o recurso à Internet bem como os excelentes documentários sobre a vida selvagem, é possível observar os animais ameaçados e espécies exóticas em reservas no seu local de origem, onde vivem no seu habitat natural e convivem com outros indivíduos da sua espécie e da sua cadeia alimentar, sejam plantas ou animais, cumprindo assim a função pedagógica para a qual os jardins zoológicos foram criados no século XVIII.

Por outro lado, os jardins zoológicos representam uma grande fonte de despesas no que diz respeito ao tratamento dos animais e conservação das infra-estruturas. Quanto maior é o jardim zoológico e mais variedade de espécies animais tem, mais caro se torna fornecer cuidados adequados aos animais. Assim, apesar dos milhares de pessoas que os visitam todos os anos, a maior parte apresenta prejuízos financeiros. Para compensar essas perdas, as direcções vendem animais a circos (como aconteceu no passado) ou concebem atracções especiais, deixando para último plano o bem-estar dos animais. Segundo o estudo agora publicado, 81% dos jardins zoológicos não cumpre “os padrões mínimos exigíveis”.

É o caso do Zoo da Maia, que há anos que opera sem licença, não obedecendo às disposições impostas por lei, colocando em risco animais e visitantes. Neste espaço, os leões apresentavam excesso de peso por não terem espaço para andar. Em vários parques, os animais não tinham material de cama ou sombras para se abrigarem do calor. Foram ainda detectados animais mutilados – como aves com asas partidas para que não pudessem voar. Além disso, contrariando a lei, mais de um quarto das espécies era exibida sem qualquer sinalização explicativa. Nos casos em que esta existia, 19% estava em mau estado e 9% apresentava as designações científicas dos animais mal escritas.

O PAN defende o encerramento destes espaços que não apresentam as condições mínimas de higiene e segurança para albergar os animais e a entrega destas espécies a santuários no seu habitat natural onde a sua principal função é resgatar e preservar os animais, em lugar de os vender ou criá-los em cativeiro em espaços exíguos nos meios urbanos, onde desenvolvem psicoses e outras perturbações nervosas. É ainda de lamentar que as autoridades responsáveis pela tutela dos jardins zoológicos continuem a ignorar as condições pouco dignificantes em que estas espécies sobrevivem.

Só através de uma investigação mais aprofundada por parte da Direcção-Geral de Veterinária, que tem a competência para emitir as licenças e fiscalizar os jardins zoológicos e aplicar as sanções previstas na lei, será possível alterar as condições de vida destes animais, que vivem por vezes décadas em cativeiro, para entretenimento do público que lá passa algumas horas.