Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

FAFENSE JOSÉ RODRIGUES É UM DOS MAIORES PRODUTORES DE VINHOS DE BORDÉUS

  • Crónica de Daniel Bastos

A França, um dos principais países produtores de vinho no mundo, tem na região de Bordéus, uma das suas mais afamadas regiões vinícolas, a origem de um dos mais emblemáticos símbolos da cultura e gastronomia gaulesa: o vinho de Bordéus.

Jose-Rodrigues-Chateau-Saint-Martin-Leognan-Bordeaux-by-Carlos-Pereira-696x422.jpg

José Rodrigues, natural de Fafe e um dos maiores produtores do vinho de Bordéus. Foto: Carlos Pereira / https://radioalfa.net/

Com uma produção anual de mais de 700 milhões de garrafas, a região de Bordéus, no sudoeste de França, produz uma enorme quantidade de vinhos de mesa para o dia-a-dia, assim como, também dos mais prestigiados e conhecidos vinhos de luxo a nível mundial.

Entre os maiores produtores de vinhos de Bordéus, destaca-se o franco-português José Rodrigues, detentor de quatro propriedades, “châteaux”, identificadas como Domaines Rodrigues-Lalande, com mais de 70 hectares de vinha e uma produção anual de mais de 500 mil garrafas.

Natural da freguesia de Vinhós, concelho de Fafe, território minhoto fortemente marcado pelo fenómeno migratório para o Brasil no alvorecer do séc. XX, e para França na década de 1960, época em que José de Matos Rodrigues chegou ao território gaulês com os pais, apenas com meio ano de idade, e onde tinha já um avô instalado desde 1929 no promontório de Cap Ferret.

O trabalho, o esforço e a resiliência, valores coligidos no seio familiar,impulsionaram o jovem oriundo de Fafe, numa primeira fase a formar-se em engenharia química, que o levou a trabalhar durante oito anos na indústria da energia, e mais tarde, a seguir a paixão do vinho, herdada do avô, e a formar-se como enólogo em Bordéus.

Tendo começado por adquirir o setecentista Château de Castres, e depois o Château de Beau-Site e de Roche-Lalande, e mais recentemente o Château du Pont Saint Martin, onde se encontra uma bandeira portuguesa hasteada à entrada, José Rodrigues tem-se destacado pela dedicação, tradição e inovação na produção de vinhos. Premissas que concorrem para que os mesmos sejam servidos em cerca de uma centena de restaurantes em Bordéus, e estejam presentes em todo o mundo, desde a Tailândia a Nova Iorque.

Mantendo uma relação estreita com a família portuguesa, e também com a que vive no Brasil, José Rodrigues tem nos últimos anos apostado também no enoturismo, através da oferta de alojamento, espaços para seminários, reuniões e provas de vinhos. Simultaneamente tem procurado estreitar os laços com a comunidade luso-francesa, constituída por milhares de compatriotas, como por exemplo, através da iniciativa que ocorreu no ano transato, quando a associação “O Sol de Portugal” de Bordéus, no âmbito do seu 40.º aniversário organizou uma sessão de fotografias, seguida de uma prova de vinhos no Château Pont Saint-Martin.

Uma das figuras mais conhecidas da comunidade lusa em Bordéus, o exemplo de vida do produtor de vinho franco-português, José Rodrigues, que a breve trecho tem intenção de comprar uma quinta no Douro, uma zona vinícola portuguesa de eleição, recorda-nos a máxima do escritor renascentista francês Rabelais: “O vinho tem o poder de encher a alma de toda a verdade, de todo o saber e filosofia”.

MINHO RECUPERA A SIDRA E AS BEBIDAS DE POMAR

A sidra – frequentente designada por “vinho de maçã” – foi desde sempre um produto bastante apreciado pelos minhotos em dia de festa ou nas feiras e romarias. Degustado pela malguinha como quem bebe vinho verde, a sua frescura e acidez vai ao encontro do paladar das nossas gentes, sobretudo nas tardes escaldantes de verão.

Untitled-design-60-500x500-c-default.jpg

O seu método de produção é em tudo semelhante ao do vinho, desde o esmagar e da prensagem até ao processo de fermentação que leva à produção de um suco fermentado a partir das maçãs cuja graduação alcoólica pode atingir os 10 graus.

No Minho a sua produção é caseira e feita de forma artesanal. Porém, em virtude da sua elevada procura, algumas marcas de refrigerantes passaram a produzi-la de maneira industrial e a introduzi-la nos circuitos comerciais, nomeadamente nas grandes superfícies. De resto, a sua importância económica faz com que países como a Inglaterra, Irlanda e França se encontrem entre os seus maiores produtores, sendo notória a sua maior influência nos países do norte da Europa onde tal bebida teve a sua origem.

Também na Madeira possui enorme popularidade desde o início do seu povoamento, facto a que naturalmente não é alheia a influência dos minhotos que se encontram entre os seus principais povoadores.

Havia lavradores que produziam a sidra destinada a ser vendida aos taberneiros nas festas e romarias e faziam dela boa receita. Porém, necessitavam de libertar o vasilhame para nele armazenar o vinho porque as vindimas estavam próximas e, apesar de muito apreciarem a sidra, não lhe davam a mesma importância que ao verdasco que deveria durar o ano inteiro. E, assim, a sidra foi diminuindo a sua produção e desaparecendo dos hábitos de consumo.

Mas a sidra está de volta: o Minho está de novo a despertar para um dos seus produtos endógenos e a colocá-la na lista das suas especialidades vinícolas. E, eis que Ponte de Lima acaba de anunciar a realização de um festival de sidras e bebidas de pomar já para o próximo mês de Agosto. E podem ter a certeza que a moda vai pegar!

Foto: http://bfiver.com.br/

295059205_5242804009106973_346659648860981958_n.jpg

PONTE DE LIMA REALIZA FESTIVAL DE SIDRAS

Sidrama – Festival de Sidras e Bebidas de Pomar realiza-se de 26 a 28 agosto 2022

Organizado pelo Município de Ponte de Lima, trata-se de um festival de sidra e bebidas de pomar.

O evento é único e posicionará esta Vila secular numa rede de interesse internacional de cidades, vilas e territórios da produção desta bebida milenar.

O consumo deste produto tem crescido sistematicamente, e Ponte de Lima tem um forte potencial de crescimento nesta categoria de bebidas.

295059205_5242804009106973_346659648860981958_n.jpg

CELORICO DE BASTO: QUINTA DE SANTA CRISTINA HÁ 18 ANOS A PRODUZIR O NÉCTAR DOS DEUSES!

Venha celebrar o aniversário da Quinta de Santa Cristina
A Quinta de Santa Cristina irá abrir portas no dia 2 de julho para celebrar mais um aniversário.

248187713_4445656002181973_2054817203648844652_n.j
O evento Open Day começará com uma visita guiada à adega, onde os participantes poderão conhecer todas as fases de vinificação desde a zona de receção das uvas, passando pelos lagares e prensas, cave de espumantes, zona de barricas, até à área de engarrafamento e rotulagem.
A seguir, terá lugar uma prova de três vinhos produzidos pela Quinta ao sabor da fantástica paisagem que a sub-região de Basto proporciona.
No final, os participantes poderão visitar a loja de vinhos e produtos regionais, onde poderão adquirir os seus vinhos favoritos bem como alguns produtos locais e acessórios de vinho.
As visitas decorrerão durante a manhã, com início às 11:00 horas, e durante a tarde, com início às 15:00 e às 17:00 horas.
Cada participação tem o valor de oito euros e carece de marcação prévia obrigatória até ao dia 1 de julho.
Contactos para informações e marcações:
enoturismo@quintadesantacristina.pt

+351 912 527 396

247428505_4436595533088020_2239036698722641297_n.j

AMARES INAUGURA ESCULTURA DA AUTORIA DE ALBERTO VIEIRA EM HOMENAGEM AOS TRABALHADORES DO VINHO E DA VINHA

Escultura foi inaugurada em Lago, instalada no Largo do Paço

A porta de entrada no concelho, em Lago, tem agora uma nova escultura para ser apreciada por quem mora no concelho de Amares e por quem o visita.

Créditos Hugo Delgado (1).jpg

Foto: Hugo Delgado

O Município de Amares inaugurou hoje uma bela peça de arte em homenagem ao vinho e aos produtores do vinho, elaborada por Alberto Vieira, no âmbito do Programa de Intervenções Artísticas e Comunidade “No Minho não há aldeia melhor do que a minha!”, do Consórcio Minho In.

A obra que teve a coordenação artística da zet gallery, representada por Helena Mendes Pereira, foi inaugurada na presença do Presidente da Câmara, Manuel Moreira, do Vereador, Delfim Rodrigues, da Presidente da Junta, Lurdes Arantes e do próprio escultor, Alberto Vieira.

Felicitando o autor pela conceção e resultado da obra, o Presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, sublinhou que “o vinho tem um grande peso nesta região e esta obra é uma homenagem a todos aqueles que fazem desta área o seu trabalho, que tanto engrandece o nosso território”.

O cacho de uvas “é o princípio de todo o trabalho, o requisito essencial para haver vinho” e, neste caso, está traduzido “num trabalho muito bonito e dinâmico”.

Lurdes Arantes, Presidente de Junta da Freguesia de Lago, reconheceu que é “uma honra” receber a obra na freguesia, dizendo que esta só poderia ser colocada naquele local, “na porta de entrada do Concelho”.

“Cacho de uva é o ponto de partida para tudo”

Para Alberto Vieira, artista que deu corpo à escultura, a obra pretende ser uma “homenagem aos trabalhadores do vinho e da vinha” e explica que o cacho de uvas significa “o ponto de partida para tudo”. “Temos aqui tudo o que dá origem ao processo que envolve a produção do vinho”. “Serve, acima de tudo, para valorizar este espaço, a cultura do vinho e todo o trabalho que este envolve”, salienta.

“Objetos artísticos que promovam os concelhos na sua ruralidade”

Para concluir, Helena Mendes Pereira, em representação da Zet Gallery, apontou que o projeto pretende que sejam criados um “conjunto de objetos artísticos que promovam os concelhos na sua ruralidade”, justificando, ainda, a escolha de Alberto Vieira para a concretização da obra. “É um artista que trabalha com qualquer tipo de material, com uma mensagem clara e objetiva. Não podia haver artista mais indicado para realizar esta obra”, acrescentou.

AGUARDENTE VÍNICA XO DE ALVARINHO DONA PATERNA GALARDOADA COM MEDALHA DE OURO

No concurso “Os Melhores Verdes 2022”, onde a marca viu também mais quatro dos seus produtos serem distinguidos com o prémio Honra.

A Aguardente Vínica XO de Alvarinho Dona Paterna foi galardoada com medalha de ouro, na categoria Aguardente de Vinho Verde, no concurso «Os Melhores Verdes 2022», iniciativa promovida pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) que se realizou ontem (27 de abril), em Viana do Castelo.

paternavinhosmelg (5).jpg

A marca de alvarinho melgacense viu ainda mais quatro dos seus produtos serem distinguidos com o prémio Honra. São eles: Dona Paterna Alvarinho 2021, na categoria Vinho Verde Alvarinho; Dona Paterna Alvarinho Trajadura Escolha 2021, na categoria Vinho Verde Branco; e na categoria Aguardente de Vinho Verde a Dona Paterna Aguardente Bagaceira Alvarinho e a Dona Paterna Aguardente Bagaceira Velhíssima Alvarinho.

«É um enorme orgulho para a nossa marca, e para a região, ver os nossos produtos serem distinguidos perante uma vasta diversidade de vinhos de excelência que a região dos Vinhos Verdes tem.», afirma o produtor, Carlos Alberto Codesso, realçando que «a Aguardente Vínica XO de Alvarinho Dona Paterna é o nosso ex-libris neste segmento.»

Estas distinções são o resultado de uma enorme paixão e vontade de saber e fazer mais e melhor. «Foi o meu espírito aventureiro que me levou a apostar nas aguardentes quando mais ninguém tinha.», refere o produtor que trabalha no setor há já cerca de 50 anos.

O concurso “Os Melhores Verdes 2022” destacou 157 vinhos da Região dos Vinhos Verdes, em 11 categorias distintas.

paternavinhosmelg (6).jpg

AGUARDENTE VÍNICA XO DE ALVARINHO DONA PATERNA A aguardente Dona Paterna XO é uma aguardente vínica, que resulta da destilação de vinhos da casta Alvarinho, e com os cuidados que tal operação exige.

Assim como a aguardente Dona Paterna Velhíssima, também a Dona Paterna XO envelhece em cascos de carvalho, de diferentes origens e durante vários anos.

Apresenta-se de cor topázio, com aroma característico da madeira, dado o seu envelhecimento de anos em barricas de madeira, complexo e de sabor macio, estruturado e untuoso.

paternavinhosmelg (1).png

A NOVA IDENTIDADE

O conceito do novo logótipo e da identidade visual surge pelo prazer de abrir uma garrafa de vinho alvarinho e o poder saborear com familiares e amigos em momentos de confraternização, de alegria e de amizade.  Este novo conceito privilegia o foco na elegância, representada pela qualidade dos seus vinhos; na tradição histórica, recordando o mosteiro que deu origem ao nome; e o cuidado e requinte, que a marca tem no tratamento das uvas e em todo o processo que leva o vinho até a mesa do consumidor.

A nova imagem foi pensada com base na junção das letras “D” e “P”, as iniciais do nome Dona Paterna, resultando num monograma. A espiral em torno desse monograma simboliza o ato de abrir uma garrafa de vinho alvarinho, revelando e valorizando o movimento e a harmonia. «Transmite modernidade, mas mantém a nossa história e valores.», refere Carlos Codesso, contando que esta imagem teve ainda por base «a aposta em novos produtos, a médio-longo prazo».

A marca acompanha o rebranding da sua imagem com a aposta e forte presença nos meios digitais: com website (www.alvarinhodonapaterna.com) e redes sociais (facebooklinkedin e instagram).

A PAIXÃO PELA VINHA LEVOU À CRIAÇÃO DA MARCA DONA PATERNA EM 1990

Localizada numa das mais importantes sub-regiões da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, a sub-região de Monção e Melgaço, a adega Dona Paterna situa-se, concretamente, no município mais a norte de Portugal, Melgaço, na Quinta da Carvalheira, no centro da freguesia de Paderne, uma região fortemente marcada pela cultura da vinha, nomeadamente da casta alvarinho, uma das castas brancas mais ilustres e considerada, por muitos, a melhor casta branca enxertada nas vinhas portuguesas.

Em seu redor é possível admirar, para além da rica paisagem natural, o antigo Mosteiro e a sua vetusta igreja românica, considerado monumento nacional. Uma velha tradição histórica refere que o Mosteiro de Paderne terá sido fundado no século X por D. Paterna, casada com o Conde D. Hermenegildo, governador de Tui (Espanha) e irmã do famoso São Rosendo da Ordem dos Cónegos Regrantes de Stº Agostinho. O nome desta freguesia tem aqui a sua origem e, honrando a História, o nome deste vinho – Dona Paterna.

O alvarinho Dona Paterna nasceu da paixão de Carlos Codesso que, inspirado pelo seu pai, Manuel Francisco Codesso, desde muito novo se interessou pela viticultura. Obstinado e incentivado pelo progenitor, em 1974, iniciou as primeiras plantações de alvarinho. O acumular de experiência, o contacto com a vinha, o cultivo de videiras, o explorar e conhecer o terroir e, por fim, a experiência na vinificação, foi a pedra-base para a criação, em 1990, da marca de vinho alvarinho Dona Paterna. «Foram das primeiras vinhas contínuas em Melgaço. Comecei a produzir vinho, como lavrador, na altura nas designadas adegas de garagem, e a participar em concursos de vinho, recebendo algumas distinções. Em 1990 decidi criar a marca Dona Paterna.», conta Carlos Codesso.

Esta relação entre o vinho e o terroir onde se insere, a sub-região Monção e Melgaço, o respeito pelo meio ambiente, bem como a aposta na tecnologia, permite hoje apresentar diferentes perfis de alvarinho Dona Paterna de elevada qualidade, entre vinhos espumantes e aguardentes.

paternavinhosmelg (7).jpg

CELORICO DE BASTO RECEBEU CONFERÊNCIA COM O TEMA “TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS: UMA VISÃO NO TÂMEGA – CELORICO DE BASTO EM DEBATE”

Decorreu este sábado, 4 de dezembro, no auditório do Centro Cultural Marcelo Rebelo de Sousa, a conferência que procurou mostrar um pouco do muito que Celorico de Basto tem para oferecer ao nível do Turismo, gastronomia e vinhos. Uma iniciativa da Associação Tameobris em parceria com o Município de Celorico de Basto.

_DSC3811.JPG

Maria José Marinho, Vereador do Turismo da Câmara Municipal de Celorico de Basto, impossibilitada de estar presente por motivos pessoais não deixou de observar que “o turismo apresenta-se, neste território, como uma cadeia de valor incalculável onde é preciso trabalhar em rede, numa interligação de sinergias para conseguir imprimir a notoriedade que este concelho precisa tendo em conta os produtos de excelência que aqui existem”. Para a autarca “o caminho a trilhar terá que ser sempre um caminho de união em prol de um bem comum, o crescimento concertado do turismo em todas as suas vertentes.

Esta é a 4 conferência promovida pela entidade Tameobris tendo já decorrido em Penafiel, Marco de Canaveses e Amarante, com término agendado para o início de 2022 em Mondim de Basto, e iniciou com uma apresentação musical a cargo da Academia de Música de Basto.

  Na organização da iniciativa, pela Tameobris, Dinis Cardoso, disse-nos que “ temos 1 ano de existência e decidimos organizar este ciclo de conferências para nos darmos a conhecer e também para conhecermos melhor o território onde pretendemos atuar, nos 5 municípios. Por isso, decidimos pegar no turismo, gastronomia e vinhos, discuti-los e conhecer a realidade de cada concelho”. A seguir, “pretendemos trabalhar lado a lado com o turismo, as camaras municipais, os produtores de vinho para desenvolver uma estratégia de melhor promoção e divulgação deste território”.

Durante a sessão a técnica de Turismo do Município de Celorico de Basto, Maria das Dores Vieira, apresentou as rotas onde o concelho está inserido, a Rota do Românico e a Rota dos Jardins Históricos, a marcas registadas (Celorico de Basto Capital das camélias), as campanhas promocionais internacionais, nacionais e locais, as atividades culturais de maior destaque, os percursos pedestres/pequenas rotas, a ecopista, e todo o valor turístico associado a cada ação, numa discriminação pormenorizada do valor que o turismo tem na região e da notoriedade que vai conseguindo com ações concertadas.

A ação contou também com a apresentação da Escola Profissional Agrícola Eng Silva Nunes, “a mais importante fábrica da região” desde os cursos que leciona, as valências, as ações de divulgação, os fatores de atratividade para os alunos e para a região, à organização interna, à importância na formação de homens e mulheres para um futuro brilhante, “desaproveitado a nível interno, com grande parte destes alunos a ter que emigrar sobretudo para o Luxemburgo, por apresentarem melhores condições para acolher este recursos humanos cheios de potencial” disse o diretor da Escola, Fernando Fevereiro. Isso “tem vindo a contribuir para o desaparecimento dos jovens do interior, e há necessidade urgente de fixar essas populações, temos que mudar a tendência da emigração”.

Os vinhos e o Enoturismo foram representados pela “empresa mais premiada de vinhos verdes da região”, a Quinta de Sta. Cristina, tendo António Pinto, proprietário, apresentado um pouco desta entidade que iniciou atividade em 2002 após perceber “a potencialidade desta sub-região”. António Pinto salientou a importância do trabalho em parceria, “temos que olhar para esta região como um todo, unirmo-nos e perceber que temos à nossa frente um mundo para descobrir, afinal temos todas as condições para, nos próximos 10 anos sermos a melhor região, com os melhores vinhos verdes e o melhor enoturismo”.

António Pinto iniciou com 3 hectares de vinha e com predominância das castas autóctones mas cedo percebeu que “com um microclima excecional” era necessário introduzir outras castas de outras sub-regiões, o alvarinho, o loureiro o avesso… “Não devemos atormentarmo-nos por outras regiões terem mais notoriedade mas devemos promover verdadeiramente esta região pelo seu grande potencial”. Lançou-se no Enoturismo em 2015 e em 2019 já tinham recebido entre 3000 a 4000 pessoas. “Fazemos o nosso produto com toda a qualidade mas é preciso saber vendê-lo e vende-lo bem para poder pagar, e ao ganhar os vinhos, ganha a gastronomia, a hotelaria e toda a comunidade”.

Por fim e não menos importante, o Restaurante Nova vila, por António Sousa, proprietário, fez uma apresentação relativa à gastronomia local com especial enfoque aos pratos que tradicionalmente são concessionados no restaurante. A vitela assada, o cozido à portuguesa, a feijoada, o bacalhau, numa conjugação perfeita entre a gastronomia e os vinhos da região. Referiu ainda que, todas as ações promocionais gastronómicas que o Município participe ou organize, são muito importantes para a divulgação da nossa gastronomia e para a captação de novos clientes.

No final das apresentações os presentes foram sujeitos a debate com várias questões a serem colocadas aos intervenientes.

Esta conferência encerrou com uma pequena mostra algumas iguarias e vinhos da região que puderam ser degustados por todos os participantes.

_DSC3826.JPG

_DSC3842.JPG

_DSC3853.JPG

_DSC3859.JPG

MELGAÇO REABILITA SOLAR DO ALVARINHO

O Solar do Alvarinho reabre portas amanhã, mas num novo espaço. O edifício quinhentista vai ser alvo de profundas intervenções.

175582119_4205726089493360_8149694824620444327_n.j

O espaço provisório situa-se no antigo Quartel dos Bombeiros Voluntários de Melgaço, na Alameda Inês Negra (4960-561 Melgaço)

HORÁRIO:

Seg. a Sex.: das 10h00 às 19h00

Sáb. e Dom.: das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00

Telf: 251 410 195 solardoalvarinho@cm-melgaco.pt

A reabilitação do Solar do Alvarinho enquadra-se na candidatura “Vinho Alvarinho na Rota do Turismo” e no âmbito do programa “Valorizar” do Turismo de Portugal, concretamente da Linha de Apoio à Sustentabilidade, e representa um investimento na ordem dos 180.000€.

Para além das obras de requalificação do Solar, é ainda objetivo da autarquia, e enquadrado na referida candidatura, levar a cabo ações que visam o relançamento da Rota do Alvarinho Monção & Melgaço. as duas iniciativas representam um investimento total de cerca de 350.000€

174739377_4205726099493359_2663189543876131023_n.j

175553407_4205726096160026_5544038866291062268_n.j

MELGAÇO QUER CRIAR MUSEU DE ARTE AO AR LIVRE SOBRE O VINHO E A VINHA

O concurso de arte Urbana “Memórias do Alvarinho de Melgaço 2021” decorre até 15 de janeiro

A Câmara Municipal de Melgaço, em parceria com a Fundação Convento da Orada, está a organizar o concurso de arte urbana “Memórias do Alvarinho de Melgaço 2021”. Sob a temática do vinho e da vinha, o concurso é aberto a artistas nacionais e estrangeiros, maiores de 18 anos, e decorre até dia 15 de janeiro.

Cartaz Concurso Memórias do Alvarinho de Melgaço

A iniciativa, incorporada no Plano de Ação para a Reabilitação Urbana (PARU), visa animar a área urbana, potenciar o território, atraindo novos públicos, e contribuir para a afirmação da cultura do vinho e da dinâmica económica local, bem como da promoção turística. Serão selecionadas as dez propostas mais criativas e que reflitam a tradição, o vinho, os locais e as pessoas da sub-região Monção & Melgaço. O júri avaliará os trabalhos e selecionará as duas obras vencedoras que ficarão em exposição no centro urbano de Melgaço.

As obras de arte deverão sugerir aos espectadores um novo olhar sobre os espaços públicos do território e fomentar a reflexão sobre a importância da cultura do vinho e a sua ligação à arte. O concurso é o ponto de partida para, ao longo dos anos, criar um museu de arte ao ar livre, visitável 24 horas durante os 365 dias do ano. A ação prevê uma reflexão no despertar do interesse dos cidadãos pela arte e cultura, além de promover uma vivência estética ligada a uma temática territorial.

As dez propostas selecionadas estarão patentes ao público numa exposição a inaugurar em data e local a definir pela Câmara Municipal de Melgaço, na vila melgacense. Os trabalhos deverão estar preparados para ser desmontadas/transportados, já que poderão ficar, temporariamente, em exposição em outros locais e/ ou concelhos.

Aos dois melhores classificados do concurso, que é cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte 2014/2020 - NORTE 2020, serão atribuídos prémios no valor de 10.000€ e 8.000€, respetivamente, para a conceção artística e produção das respetivas obras. Regulamento disponível em www.memoriasdoalvarinhodemelgaco.pt.

Recorde-se que, no âmbito do PARU, o município está a levar a cabo investimentos avultados, superiores a dois milhões de euros, na reabilitação do espaço público da ARU da Vila. Os objetivos passam por melhorar o ambiente urbano e incrementar os níveis de satisfação da população residente: serão requalificados quase 25.000 m2 de espaço público. O concurso de arte urbana “Memórias do Alvarinho de Melgaço 2021” constitui-se, claramente, como animação do espaço público requalificado.

Imagem-Concurso Memórias do Alvarinho de Melgaço

ESPUMANTES DE ALVARINHO: A IRREVERÊNCIA DA TRADIÇÃO

Soalheiro assinala época da Festa do Espumante com convite especial!

O espumante de Alvarinho é já um ícone da sub-região de Monção e Melgaço e o mês de novembro fica, habitualmente, marcado por um dos maiores eventos da região: a Festa do Espumante. Embora não possa ser comemorada da forma habitual, o Soalheiro assinalará esta data com um convite especial.

Soalheiro Festa do Espumante 2020.jpg

A brindar com Alvarinho, desde a primeira edição da Festa, o Soalheiro convida todos os que o visitarem a provar diferentes variações de espumante que têm no seu portefólio. Mais tradicionais ou mais irreverentes, todos 100% pur terroir.

A prova de espumantes não tem custo e pode ser feita, em grupos no máximo de 5 pessoas, entre 23 e 29 de novembro. A reserva é obrigatória e pode ser realizada online (www.soalheiro.com/enoturismo).

E quem não tiver a oportunidade de se deslocar ao Município mais a Norte de Portugal, poderá na mesma celebrar à distância. Para tal, foi criado um conjunto especial - Soalheiro Festa do Espumante 2020. O mesmo poderá ser adquirido online (www.soalheiro.com/loja) e inclui o Soalheiro Espumante Bruto Alvarinho, o Soalheiro Espumante Bruto Rosé e fumeiro tradicional da Quinta de Folga.

UMA INOVAÇÃO QUE VIROU TRADIÇÃO

Pioneiro na criação de vinho Alvarinho, a aposta na inovação e a irreverência fazem desde sempre parte do ADN do Soalheiro, primeira marca de Alvarinho de Melgaço. Assim, em 1995, surge o primeiro espumante de Alvarinho da região - o Soalheiro Espumante Bruto Alvarinho. Um espumante elaborado pelo método clássico que revela a juventude da casta Alvarinho e que perpetuou a história da marca por ser a sua primeira inovação. Uma inovação que, ao longo dos anos, virou tradição no território.

E foi essa vontade de inovar que fez com que, em 2019, fosse criado o primeiro espumante de Alvarinho natural - o Soalheiro Espumante Bruto Nature - baseado no método ancestral de fermentação, sem adição de sulfitos.

De perfis mais conservadores ou mais 'fora da caixa', pelas suas particularidades, à família de espumantes Soalheiro juntam-se mais duas inovações: o Soalheiro Espumante Bruto Rosé e o Soalheiro Espumante Bruto Barrica. Embora de perfis diferenciadores, todos têm na sua génese a paixão, a aposta constante na redescoberta do território e da casta Alvarinho e a vontade de inovar.

CAMPANHA PROMOCIONAL DA FEIRA DO ALVARINHO 2019 EM EXPOSIÇÃO NO MUSEUM OF DESIGN

De 15 de Outubro a 15 de Novembro, na cidade de Como, em Itália. Desenvolvida pela Marka Branka, conquistou, em Abril passado, a medalha de prata no “A Design Award & Competition”, na categoria “Publicidade, Marketing e Comunicação”.

“O Reino do Alvarinho”, trabalho desenvolvido pela agência criativa Marka Branka para a edição de 2019 da Feira do Alvarinho de Monção, estará em exposição no Museum of Design, na cidade de Como, em Itália, entre 15 de outubro e 15 de novembro.

O trabalho criativo e, consequente, campanha promocional da Feira do Alvarinho de Monção, edição 2019, conquistou a medalha de prata no “A`Design Award & Competition”, o mais relevante e prestigiado concurso de design do mundo, na categoria “Publicidade, Marketing e Comunicação”.

Organizado em Itália, com apresentação de trabalhos de todo o mundo, o primeiro lugar deste concurso foi atribuído à MG Motors Austrália e o terceiro à Nissan South Africa, tendo a Feira do Alvarinho de Monção, repartido o segundo lugar com a Unilever Food Solutions.

Além de obter o logotipo do "A`Design Award Winner", o qual é atribuído aos projetos vencedores e atesta a originalidade e excelência do design dos produtos/projetos, o Município de Monção e a MarkaBranka vêm reconhecido, mundialmente, o projeto que inspirou a Feira do Alvarinho de Monção, edição 2019.

Denominado “O Reino do Alvarinho”, baseou-se na criação de um reino antigo e fictício, não mencionado nos livros de história. Com nome e civilização próprios, este reino foi inspirado na história real, nos lugares, nas pessoas icónicas e nas lendas de Monção.

O concurso Internacional “A`Design Award & Competition”, onde já venceram marcas como a Nike, a Disney, a Coca-Cola, a Samsung, a Vodafone e a Nestlé, premeia, anualmente, os melhores designers, arquitetos, engenheiros e estúdios/empresas do mundo inteiro, em diferentes categorias, bem como os projetos que privilegiam a inovação, tecnologia, design e criatividade.

feiraalvar.jpg

PROVAS DE ALVARINHO E ENTRADAS GRATUITAS NO DIA MUNDIAL DO TURISMO

Domingo, 27 de setembro

Um convite para partir à Descoberta de Melgaço!

No próximo domingo, dia 27 de setembro, o Município Mais a Norte de Portugal vai assinalar o Dia Mundial do Turismo com entradas gratuitas nos espaços museológicos e com provas de alvarinho no Solar do Alvarinho, também gratuitas. Mas, não fosse este o destino de natureza mais radical de Portugal, Melgaço sugere ainda diferentes atividades, como rafting no Rio Minho, passeio TT Buggy/Moto4, canyoning e visitas a quintas de alvarinho.

DESCUBRA-MELGAÇO.jpg

E ainda, durante este dia, os turistas que visitem a Loja Interativa de Turismo ficarão habilitados a um prémio: a Loja terá em sorteiro três vouchers para atividades radicais - rafting no Rio Minho e canyoning no Rio Laboreiro. As sugestões do município complementam-se com a boa gastronomia e o alvarinho, que poderão ser apreciados em vários pontos do concelho.

ESPAÇOS MUSEOLÓGICOS DISPERSOS PELO CONCELHO

A rota cultural vai permitir a visita a vários pontos da vila melgacense, já que os espaços estão dispersos pelo concelho: Museu de Cinema Jean Loup Passek, Espaço Memória e Fronteira e o Núcleo Museológico de Castro Laboreiro.

No Solar do Alvarinho os turistas terão a possibilidade de degustar, gratuitamente, o magnífico néctar da região, o alvarinho.

Horário dos Museus e da Porta de Lamas de Mouro

Abril – setembro: das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
Outubro – março: das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h00
Encerrados nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1 de janeiro, e todas as segundas-feiras e domingo de Páscoa.

Horário do Solar do Alvarinho
Sala de Prova, Loja e Bar
Abril – setembro: das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00
Outubro – março: das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 18h00
Encerra no domingo e segunda-feira de Páscoa, nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1 de janeiro

ATIVIDADES RADICAIS PARA OS MAIS AVENTUREIROS

O dia poderá, ainda, ser preenchido com atividades radicais: às 10h rafting no Rio Minho - uma descida em grupo num bote pneumático, superando todos os obstáculos do rio (informações e marcações: geral@melgacoradical.com / 967 006 347); às 9h ou às 14h um passeio TT Buggy/Moto4, que possibilita percursos fascinantes em dois veículos diferentes (informações e marcações: geral@melgacoww.pt  / 933 459 751); e ainda uma atividade de canyoning, pelas 10h ou 15h, que consiste em caminhar sob as reservas naturais melgacenses (esta última atividade é organizada pela Montes de Laboreiro que oferecerá aos visitantes 10% de desconto - informações e marcações: geral@montesdelaboreiro.pt / 251 466 041).

CONHECER O ALVARINHO

Durante este dia, Melgaço sugere também visita a quintas de alvarinho:

Quinta de Soalheiro: a marca possibilitará a experiência de diferentes provas de alvarinho e convida os visitantes a conhecerem a adega e apreciarem as deslumbrantes paisagens (informação e marcação: enoturismo@soalheiro.com / 251 416 769);

Quintas de Melgaço: proporcionará um dia de portas abertas, onde os turistas terão a oportunidade de provar as suas três grandes referências - Torre de Menagem, Loureiro Alvarinho QM e Alvarinho QM (informação e marcação: enoturismo@quintasdemelgaco.pt/ 251 410 020).

SOLAR DO ALVARINHO É O ESPAÇO MAIS VISITADO

Este foi um ano diferente, dada a situação pandémica, mas, assim que os espaços reabriram, com todas as medidas de segurança, os turistas voltaram a visitar Melgaço.

Dados do Observatório Turístico de Melgaço (relativos aos meses de verão – junho, julho e agosto) demonstram que o Solar do Alvarinho continua a ser o espaço preferencial: 4.979 visitas. Segue-se a Porta de Lamas de Mouro – 1.966; a Loja Interativa de Turismo – 1.220; a Biblioteca Castro Laboreiro – 1.070; o Museu de Cinema Jean Loup Passek – 899; o Museu de Castro Laboreiro – 585 e o Espaço Memória e Fronteira – 518. A Torre de Menagem encontra-se encerrada para obras de requalificação.

Estes números são o resultado de uma aposta clara da autarquia na qualidade dos espaços e do seu acervo. A oferta em Melgaço é completa: da natureza ao bem-estar, passando pelo Alvarinho e pelo fumeiro, dando uma volta entre a cultura e o património, sem esquecer o desporto. Localizado a menos de duas horas do Porto e perto da Galiza, Melgaço é um destino a não perder. Aqui, é possível descobrir histórias únicas, contadas com o rigor histórico, mas com as novas tecnologias apelativas e sem dúvida cativantes para o visitante, a sugestão é que se Descubra o que Melgaço Tem. 

Em virtude da situação de contingência, apela-se a que todos sigam, rigorosamente, as normas de segurança emanadas pela Direção-Geral da Saúde: uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social.

A saber…o Dia Mundial do Turismo tem o objetivo de consciencializar sobre a importância do turismo e do seu impacto social, cultural, político e económico, promovendo o desenvolvimento sustentável. A data começou a ser celebrada no ano de 1980, após decisão da Organização Mundial de Turismo. Este ano celebra-se sob a temática Desenvolvimento Rural e Turismo.

Mais informações em www.cm-melgaco.pt.

alvarinho-melgaco1.jpg

TURISMO DO PORTO E NORTE CONSIDERA ENOTURISMO ESTRATÉGICO PARA MONÇÃO E MELGAÇO

Visita ao território da Origem do Alvarinho

Em plena época das vindimas, o Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) esteve em Melgaço para acompanhar a colheita 2020 e descobrir as potencialidades desta Sub-Região dos Vinhos Verdes com foco no turismo sustentável. A visita decorreu na Quinta de Soalheiro, primeira marca de alvarinho de Melgaço, onde tiveram a oportunidade de conhecer um projeto de Enoturismo que vai muito para além do vinho, pois assenta nas potencialidades do território, dos produtos e dos serviços locais de qualidade.

Soalheiro - visita Turismo Porto e Norte.jpg

Inácio Ribeiro, Vice-Presidente do TPNP parabenizou o projeto que, salientou, “vai muito para além do vinho. Nós, no Turismo Porto e Norte, temos excelentes territórios para promover, mas precisamos de produtos nesses territórios que nos ajudem a convencer os visitantes a cá virem, a ficarem e, acima de tudo, a levarem as melhores razões para os recomendar”. “E a aposta do Soalheiro numa oferta integrada contribui para isso mesmo. Através do vinho estão a alavancar um projeto assente no território, assente no enoturismo, o que para nós é muito importante, pois podemos levar como bandeira um produto que nos ajudará a voltar aos 5 milhões de visitantes no Porto e Norte, a fazer com que os turistas fiquem mais do que as duas noites que se alcançou em 2019 e que continuem a visitar este maravilhoso Minho”.

Para os produtores Soalheiro, Maria João Cerdeira e António Luís Cerdeira, as expetativas acerca da qualidade desta colheita são as melhores e acreditam que este ano será desafiante, mas que é fundamental continuar a trabalhar para criar uma oferta turística integrada, fundada na qualidade do território, dos produtos e dos serviços. Maria João Cerdeira garante que o foco continua a ser “conseguir um bom produto, uma matéria prima de grande qualidade para depois na adega ser trabalhada de forma adequada”. Reforçando “Esta é a base de tudo. Nós queremos estar no território como a natureza está. Melgaço tem muitas potencialidades que fazem deste local especial. Melgaço não é só vinho ou vinha, é um destino a descobrir”. António Luís Cerdeira acrescenta que “2020 será um ano de grandes vinhos, mas também de grandes oportunidades de desenvolvimento do território. A título de exemplo, inauguramos a Casa das Infusões, uma casa de alojamento local, e estamos a desenvolver, através do Clube de Produtores de Monovarietais de Vinho Verde, promovido pelo Soalheiro, o projeto ENOTOUR que tem como objetivo criar uma rede de entidades que promovam um turismo direcionado para a sustentabilidade ambiental, social e económica e, ao mesmo tempo, promover o Turismo na região de Monção e Melgaço, território alvo nesta primeira fase do projeto".

O “ENOTOUR – Promoção do Turismo Sustentável no Território dos Vinhos Verdes e do Alvarinho de Monção e Melgaço” prevê ainda a criação de uma plataforma digital colaborativa que reunirá conteúdos e percursos onde se explorará a realidade aumentada, aliando a tecnologia à tradição, história e culturas locais.

EXECUTIVO MUNICIPAL DE PONTE DE LIMA VISITA A APHROS WINE

No âmbito da política de apoio às empresas instaladas no concelho, o Executivo Municipal visitou, na passada terça-feira, a quinta da produtora vinícola Aphros Wine.

IMG_8779-2 (Medium).jpg

A empresa, que conta com 15 anos de existência, tem-se empenhado em valorizar as castas locais, nomeadamente o loureiro assim como o vinhão e o alvarelhão. Contando com 20 hectares de terreno a empresa produz cerca de 100 a 110 mil garrafas por ano.

“Em Ponte de Lima temos condições magníficas em termos de solo, clima e na riqueza das próprias castas tradicionais” palavras do dono e fundador da Aphros Wine, Vasco Croft.

A Aphros Wine exporta para todo o mercado internacional chegando aos quatro continentes. Os EUA e o Canadá ocupam uma grande fatia das exportações assim como o continente europeu, nomeadamente países como a França, Inglaterra e a Alemanha. No continente asiático estão presentes em países como a Tailândia, Singapura e o Japão. O mercado nacional tem vindo a crescer e representa entre 10% a 15% do valor total de vendas.

A empresa possuí uma estreita ligação com a Escola Superior Agrária de Ponte de Lima proporcionado estágios para os alunos, ensinando-os e permitindo formação qualificada para aqueles que pretendam seguir o ramo da viticultura.

O próximo projeto será a aposta no enoturismo, com a criação de um wine bar para a prova de vinhos, visitas guiadas às adegas e a oportunidade de observar todo o processo de produção mecanizado assim como a produção de vinhos em ânfora usando ferramentas manuais. A empresa pretende dar a conhecer a marca e a filosofia da viticultura num projeto que se espera estar em funcionamento já no próximo verão.

“Este é um bom exemplo do ponto de vista da produção ecológica, mas também nos processos de vinificação e acima de tudo no facto de este ser um produto de altíssima qualidade servindo também para promover o nosso território” referiu Victor Mendes, Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima.

O autarca refere-se ao setor vinícola, afirmando que este “faz parte da nossa cultura e das nossas tradições e é sempre uma alavanca fundamental do ponto de vista da economia e da preservação do nosso mundo rural.”

Face às dificuldades criadas pela pandemia de COVID-19 o edil menciona que “É bom saber que esta empresa regressou à normalidade. Excelente projeto para Ponte de Lima à semelhança de outros projetos de alta qualidade que têm vindo a dignificar o nosso concelho. É um bom exemplo de uma aposta no mundo rural demonstrando a possibilidade em criar projetos criativos, inovadores e rentáveis no mundo rural.”

O Presidente da Câmara conclui “Existem muitos jovens a trabalhar neste setor, técnicos altamente qualificados, exemplo de parceria entre o setor privado com as escolas do concelho, nomeadamente a Escola Superior Agrária de Ponte de Lima.”

Como forma de auscultar as dificuldades sentidas e as perspetivas de futuro, promovendo a sustentabilidade e o progresso do tecido empresarial de Ponte de Lima, o Executivo Municipal vai continuar as visitas in loco às unidades empresariais e respetivos projetos do concelho.

IMG_8862-2 (Medium).jpg

IMG_8767-2 (Medium).jpg

IMG_8801-2 (Medium).jpg

IMG_8796-2 (Medium).jpg

IMG_8860-2 (Medium).jpg