Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

CAMINHA: FESTIVAL DE VILAR DE MOUROS – DECANO DOS FESTIVAIS DE MÚSICA EM PORTUGAL

117757481_657191911591935_2434356511831766262_n.jpg

Um ano depois da carga policial sobre a multidão no Festival de Música dos Salesianos no Estoril, em agosto de 1971 o Alto Minho recebia a primeira edição do festival de Vilar de Mouros.

A história começa um pouco antes, com duas edições mais pequenas: em 1965, dedicada à música tradicional do Minho e da Galiza, e em 1968, com artistas portugueses como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e Carlos Paredes no meio de ranchos folclóricos e da banda da GNR.

No verão de 1971, o festival, apostado na “música moderna”, na Pop e no Rock, recebe nos dias 7 e 8 de agosto nomes como Elton John, Manfred Mann, Quarteto 1111, Rão Kyao, Sindikato, Duo Ouro Negro ou Amália Rodrigues.

Em relatório da PIDE/DGS de 26 de agosto, aquilo que sobressai são considerações de índole essencialmente moral e dos costumes: a alegada promiscuidade e as práticas sexuais da assistência, homens de mão dada, o consumo de drogas, os modos de Elton John ou o desagrado da população com os “cabeludos” e o aspeto da assistência.

A análise política estava guardada para as bandeiras vermelhas nas margens do rio Coura, para o facto de um dos membros dos Manfred Mann ter gritado "Angola é… (qualquer coisa)” e de o seu baterista, Mike Hugg, ser “um declarado comunista”.

Naquele que terá sido o primeiro festival de música Rock em Portugal terão estado 20 a 25 mil pessoas. Dias de liberdade e libertação, modernidade, música, juventude e festa, que o regime, decrépito, olhou com desconforto, destacando GNR e PIDE para vigiarem os acontecimentos, desta vez sem cargas policiais, mas numa omnipresença vigilante. As ditaduras não gostam de Rock n’ Roll.

A muitos dos jovens que por ali passaram esperava-os a guerra colonial ou as fortemente politizadas universidades portuguesas em clima de crescente tensão, enquanto o Estado Novo, no seu período “marcelista”, pusera para trás quaisquer veleidades democratizadoras e de resolução do conflito em África. O fim aproximava-se às mãos de jovens militares desgastados com a guerra colonial.

Foto: Armando Vidal, publicada na reportagem de 'O Século Ilustrado' de 11 de agosto de 1971. Disponível no blog Portal da Loja | Fonte: Museu do Aljube Resistência e Liberdade

CAMINHA: VILAR DE MOUROS E OS SEUS BENS CULTUAIS

Captura de ecrã_24-7-2025_222932_.jpg

O Ministério da Justiça e dos Cultos – Direcção Geral da Justiça e dos Cultos – 2ª Repartição, determinou em 1929 através da Portaria nº 6138, de 14 de maio, a entrega de vários bens à corporação encarregada do culto católico na freguesia de Vilar de Mouros, concelho de Caminha.

O diploma foi publicado em Diário do Governo, nº 107/1929, Série I de 14 de maio de 1929.

Captura de ecrã_24-7-2025_224446_ (1).jpg

Primeira página do Auto de Arrolamento dos bensno cultuais da freguesia de Vilar de Mouros, concelho de Caminha e distrito de Viana do Castelo, constando de: Igreja Paroquial de Santa Eulália de Vilar de Mouros. Documento iniciado em 28 nde outubro de 1911 e concluído em 13 de novembro de 1911.

Fonte: Ministério das Finanças

CAMINHA: VILAR DE MOUROS… PARA ALÉM DO FESTIVAL!

galeria_4_photo_6.jpg

Os primeiros povoadores foram os homens da Pré-História, o que se comprova pelo achado de bifaces no monte da Cavada e na Igreja Nova. Foram seguidos depois, em época Proto-histórica, por uma comunidade de agricultores da Idade do Bronze e depois por uma outra da Idade do Ferro. Desses períodos chegaram até nós alguns testemunhos, como machados em bronze e insculturas rupestres, as quais se encontram no monte de Goios. Da Idade do Ferro é certamente o castro, um povoado fortificado romanizado, que localizado junto da capela da Srª do Castro contempla, ainda hoje, vestígios de alicerces de casas de planta circular e retangular.

A paz trazida pelos romanos, de um  modo geral, alterou o povoamento da freguesia. As populações que viviam no castro foram descendo do monte e fixaram-se junto das melhores terras, fundando aí pequenos casais, os quais vieram a dar origem a boa parte dos lugares da freguesia.

No essencial, Vilar de Mouros como freguesia já existia no século IX, pois quando cá chegou Paio Bermudes no período da Reconquista encontrou uma comunidade de mouros. Por essa altura a comunidade mais importante deveria ser a que estava situada na igreja velha, que ficava ligeiramente a sul da atual.

Na Idade Média, à medida que os tempos foram avançando, temos a ponte, que data do século XIV, assim como, eventualmente, uma pequena torre senhorial, da qual apenas resta hoje o topónimo.

Os testemunhos materiais e imateriais mais consistentes da cultura e do património da freguesia, para além dos já referidos, reportam-se, sobretudo, à época Moderna e Contemporânea. Traduzem-se primeiramente na igreja paroquial e na capela de Stª Luzia (séc. XVI), e depois num conjunto de capelas, alminhas, cruzeiros e via-sacra que são demonstrativos do profundo sentimento religioso da comunidade, o qual se materializa depois em festas e romarias.

Para além destes, assinala-se também na freguesia um vasto conjunto de testemunhos etnográficos, como moinhos, azenhas, fábricas, espigueiros e casas agrícolas, que demonstram o caráter agrícola da freguesia.

Não obstante, os tempos mudaram, e hoje Vilar de Mouros é uma freguesia moderna. Para além da sua ruralidade, que conserva, os seus habitantes criaram novas dinâmicas. Entre elas, a praia fluvial, muito concorrida no verão e as várias unidades hoteleiras de excelência. E para tudo isto foi importante, seguramente, o Festival de Vilar de Mouros, o primeiro a realizar-se no país e que tornou a freguesia conhecida além fronteiras.

Texto e fotos: Junta de Freguesia de Vilar de Mouros

galeria_4_photo_5.jpg

galeria_3_photo_1.jpg

galeria_3_photo_2.jpg

galeria_3_photo_3.jpg

CAMINHA REÚNE EXECUTIVO MUNICIPAL

501044436_1290239719813805_7383801106085867776_n.jpg

Reunião quarta-feira, 4 de junho, nos Paços do Concelho

Executivo aprova esta semana Protocolo entre a JF de Vilar de Mouros e a Câmara para criação do Museu do Festival de Vilar de Mouros

O Executivo de Caminha reúne esta quarta-feira, dia 4 de junho, pelas 15h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Na reunião, ordinária, serão apreciadas e votadas várias propostas, referentes a diversos setores da vida municipal, com destaque para o Protocolo de cedência de instalações entre a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros e a Câmara Municipal de Caminha para criação do Museu do Festival de Vilar de Mouros. O documento viabiliza o projeto já assumido, conforme foi anunciado na passada semana, na altura em que foi apresentada a edição 2025 do CA Vilar de Mouros.

A criação de um Museu do Festival de Vilar de Mouros é ponto assente há vários anos, sendo o objetivo consensual entre os órgãos locais da freguesia e a Câmara de Caminha. O assunto foi discutido publicamente por diversas vezes, nos últimos anos, inclusive nas reuniões descentralizadas realizadas na freguesia. A Junta preparou-se há muito para a realização deste sonho, tendo adquirido um imóvel no coração da freguesia, o Largo da Torre, que, entretanto, reabilitou exteriormente, deixando o interior amplo e pronto a receber as obras de adaptação.

Depois de várias diligências foi decidido que, este ano, o ano em que o festival completa seis décadas, seria o momento de formalizar o projeto, não apenas com o necessário protocolo, mas também dando início à parte preparatória da obra.  

O Festival de Vilar de Mouros é o mais antigo festival de música da Península Ibérica. Foi fundado em 1965 pelo médico António Barge. No verão de 2007, a um mês da sua realização, o Festival foi cancelado por alegadas dificuldades de entendimento entre os vários parceiros envolvidos na organização e não voltou a ser retomado nos anos seguintes. Regressou, para ficar, em 2014 e a edição deste ano surge mesmo reforçada, quer pelos nomes que vão pisar o palco, quer pela duração do evento, que voltará a ter quatro dias.

O Protocolo que deverá ser aprovado quarta-feira prevê a cedência do prédio, conhecido como “Casa do Barrocas”, pelo prazo de 20 anos, renovável automaticamente, no fim do prazo, por períodos de um ano se não for denunciado por qualquer das partes com a antecedência mínima de 3 meses.

Recorde-se que o Festival 2025 foi apresentado já na “Casa do Barrocas”, o edifício vai acolher o Museu do Festival de Vilar de Mouros, tendo sido anunciado que terá curadoria de Fernando Zamith, presente na ocasião.

Na reunião desta quarta-feira, além deste Protocolo, estão em agenda: Protocolo de colaboração entre a Federação dos Bombeiros do Distrito de Viana do Castelo e os dez Municípios do Alto Minho para assegurar a coordenação das despesas de alimentação das equipas de reforço de combate a incêndios rurais;  Protocolo entre a Câmara Municipal de Caminha e o Âncora Praia Futebol Clube; Atribuição de subsídio à Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Assunção de Caminha para apoio na realização da Solenidade do Corpo de Deus; Atribuição de subsídio ao Clube de Caçadores Vilar Mourense para apoio no desenvolvimento de atividades; Atribuição de subsídio à Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Coura e Minho para apoio na alteração de estatutos; Atribuição de espaço público para o exercício da atividade de comércio a retalho não sedentária e atividade de restauração ou de bebidas não sedentária para o período da época balnear 2025 – homologação da ata e auto de sorteio; Alteração temporária da postura de trânsito e estacionamento na União de Freguesias de Caminha e Vilarelho para realização da Procissão de Velas – ratificação; Alteração temporária da postura de trânsito e estacionamento na Freguesia de Dem para realização das Festas do Senhor e São Gonçalo – ratificação: Alteração temporária da postura de trânsito e estacionamento na União de Freguesias de Caminha e Vilarelho para realização da Solenidade do Corpo de Deus.

CAMINHA: ANTIGA “CASA DO BARROCAS” ACOLHERÁ MUSEU DO FESTIVAL DE VILAR DE MOUROS QUE TERÁ CURADORIA DE FERNANDO ZAMITH

_RF10367.jpg

Conhecida como a “Casa do Barrocas”, no Largo da Torre, em Vilar de Mouros, o edifício vai acolher o Museu do Festival de Vilar de Mouros, que terá curadoria de Fernando Zamith. O prédio, propriedade da Junta de Freguesia, já foi o espaço escolhido, hoje, para a apresentação da edição 2025. A Câmara Municipal de Caminha está também a desenvolver o projeto de reabilitação do equipamento.

_RF22709.jpg

CMCaminha-10341.jpg

CMCaminha-10376.jpg

CMCaminha-22650.jpg

CAMINHA: SOLUÇÕES E DESAFIOS MARCARAM REUNIÃO DESCENTRALIZADA DO EXECUTIVO EM VILAR DE MOUROS

IM5D3228.jpg

Presidente da Câmara anunciou resolução de vários problemas e projetos para um futuro próximo

Realizou-se esta quarta-feira a reunião pública descentralizada em Vilar de Mouros, na sede da Junta. Em dia de avisos oficiais de ocorrência de temporal e chuva intensa, a reunião acabou por não ser tão participada como seria desejável, mas mesmo assim houve oportunidade de colocar questões e da Câmara, através do seu Presidente, anunciar medidas importantes para a freguesia. Foi o caso das soluções, a breve prazo, para três problemas muito concretos, em zonas da freguesia como a Aveleira, Leveda e Pereira.

Em relação à Aveleira e à fossa comunitária ali existente, Rui Lages informou que a Câmara vai executar, talvez ainda este ano, a obra de ligação ao coletor principal, numa distância de cerca de 30 metros. Já sobre o Lugar de Leveda e sobre a falta de ligação de um loteamento, o assunto deverá ser resolvido na próxima semana. Outra das questões prende-se com a zona de Pereira e com a avaria na estação elevatória. O Presidente da Câmara explicou que uma das peças da estação avariou, mas que já foi adquirida uma nova, uma aquisição que tem requisitos, informando que se encontra em trânsito, na Alemanha, e que vai substituir a danificada, sendo instalada logo que chegue a Portugal e designadamente ao concelho.

Boas notícias ainda relativamente ao património. Ficou-se a saber que o barco caraterístico de Vilar de Mouros, foco do livro recentemente lançado pelo GEPPAV - Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense, vai “regressar”, ou melhor, vai ser executada uma réplica, com os recursos da Câmara Municipal de Caminha, que já tem na sua posse os esquiços que permitirão um trabalho mais fiel, que será sempre acompanhado pelo GEPPAV.

Rui Lages informou ainda que será realizada uma ação de limpeza nas margens do rio Coura, provavelmente já em outubro, retirando-se árvores de grande porte que se encontram tombadas, já identificadas por GPS. Será um trabalho de parceria com a Junta de Vilar de Mouros, mas também com as de Argela e Venade, envolvendo ainda a Capitania de Caminha, os bombeiros, os sapadores florestais, os baldios e a associação ambientalista Corema.

As boas notícias levadas à reunião pelo Presidente da Câmara de Caminha surgiram em resposta a questões colocadas por Carlos Alves, Presidente da Junta de Freguesia. O autarca local pediu soluções também para várias artérias, sobretudo relativas a mau estado do piso.

Carlos Alves elogiou o bom relacionamento da Câmara com a Junta, que se reflete em benefícios para a freguesia, como destacou, e deixou desafios de amplitude. Desde logo, e após todos termos assistido a uma catástrofe em matéria de incêndios florestais, o autarca pediu à Câmara que lidere a organização de uma frente florestal, com as Juntas de Freguesia, baldios e particulares; que possa executar um trabalho de prevenção e desenvolvimento, à semelhança, por exemplo, do que está a ser realizado em Riba de Âncora, com sucesso reconhecido.

O autarca referiu-se ainda ao CA Vilar de Mouros, que tem continuidade assegurada, com datas já fixadas para o próximo ano, um festival que, sublinhou, se afirma a cada edição, com os festivaleiros a elogiarem não apenas a música, mas também a hospitalidade e a beleza natural, caraterísticas que consolidam e distinguem o festival.

E o próximo passo que Carlos Alves gostaria de ver cumprido é a construção de um museu do festival, que concentre todo o espólio disperso, referindo que a Junta até já tem o edifício.

Carlos Alves pediu ainda o empenhamento da Câmara no projeto de reconhecimento e valorização do Caminho de Nossa Senhora do Norte até Santiago de Compostela, um itinerário medieval com cerca de 200 quilómetros, que atravessa o Norte de Portugal e a Galiza. Tem início em Portugal, na igreja de São Pedro de Rates, concelho da Póvoa de Varzim, atravessando os concelhos de Barcelos, Viana do Castelo, Caminha e Vila Nova Cerveira e, na Galiza, passa por Tomiño, Gondomar, Vigo e Redondela.

IM5D3215.jpg

CAMINHA: VILAR DE MOUROS ACOLHE A REUNIÃO PÚBLICA DESCENTRALIZADA DE SETEMBRO

Reunião terá lugar no dia 25 de setembro, pelas 18H30, no Edifício da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros

As Reuniões Públicas Descentralizadas que decorrem pelas freguesias do concelho fazem parte da agenda mensal do Executivo Caminhense. Este mês, o executivo camarário vai até Vilar de Mouros. A reunião vai decorrer no dia 25 de setembro, pelas 18H30, no Edifício da Junta de Freguesia. Os cidadãos interessados em participar, podem fazer a respetiva inscrição através do telefone 258 710300, ou por email: geral@cm-caminha.pt  até 48 horas antes da data reunião.

Estas reuniões são importantes. São um meio que os munícipes têm à disposição para interagirem diretamente com os decisores políticos do concelho e favorecerem a proximidade junto da população, já que possibilitam ao presidente e vereadores da Câmara Municipal ouvir, esclarecer e prestar contas da gestão municipal, contribuindo assim para uma democracia local mais participativa.

Como temos vindo a referir, apresentam como único ponto da ordem de trabalhos a auscultação dos munícipes. Os interessados em intervir deverão proceder à respetiva inscrição, com uma antecedência mínima de 48 horas da data da reunião. No momento da inscrição, os munícipes deverão indicar o contacto telefónico e o assunto a tratar. Será dada prioridade aos assuntos relacionados com as freguesias em questão e de interesse coletivo e/ou público.

CAMINHA: GEPPAV LANÇA OBRA SOBRE “O BARCO DE VILAR DE MOUROS E OUTRAS EMBARCAÇÕES DO RIO COURA”

Iniciativa no âmbito da IV Feira do Livro Luso-Galaica da Ribeira Minho. Sábado, pelas 18h00, nas arcadas dos Paços do Concelho

O Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense - GEPPAV vai apresentar o livro "O Barco de Vilar de Mouros e outras embarcações do Rio Coura", no dia 31 de agosto, pelas 18h00, no âmbito da IV Feira do Livro Luso-Galaica da Ribeira Minho. A sessão terá lugar nas arcadas dos Paços do Concelho, em Caminha. A edição conta com o apoio da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros e da Câmara Municipal de Caminha.

A obra, que será apresentada por Carlos Antunes, diretor do Aquamuseu do Rio Minho, é da autoria de Paulo Torres Bento, Joaquim Aldeia Gonçalves, Basílio Barrocas e Plácido Ranha Silva Souto. O livro possui apontamentos, desenhos e fotografias inéditas de Octávio Lixa Filgueiras.

“O Barco de Vilar de Mouros e outras embarcações do Rio Coura” é o VII Caderno do Património Vilarmourense editado pelo Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense, que desde 2004 tem vindo a investigar a história desta freguesia do concelho de Caminha e a memória coletiva do seu povo no contexto da região do Alto Minho.

De acordo com o GEPPAV, “até um passado recente, o Coura desempenhou um importante papel na vida e na economia dos vilarmourenses, da pesca e transporte, aos serviços agrícolas e ao simples recreio, mas desde há cerca de 30 anos que praticamente deixaram de se ver no rio, cada vez mais assoreado e invadido por vegetação, quaisquer embarcações”.

Assim acrescenta aquele organismo, “pesquisando nos arquivos da Capitania do Porto de Caminha, do Arquivo Histórico da Marinha, do Aquamuseu do Rio Minho e do Museu Marítimo de Ílhavo — neste último, o Fundo Especial Octávio Lixa Filgueiras, ali depositado pela família do mais relevante investigador das embarcações tradicionais portuguesas —, obtivemos a comprovação científica para reivindicar a especificidade de uma embarcação própria do Coura, o Barco de Vilar de Mouros, os pequenos barcos de fundo chato, de proa e popa afiadas (na freguesia conheciam-se vulgarmente por bateiras), que antes navegavam rio acima, rio abaixo e cujo rasto, como apurámos, se perde nos tempos”.

Carlos Antunes, conforme refere o CIIMAR - Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental -, é licenciado em Ciências do Meio Aquático, doutorado pela Universidade do Porto em 1995 e Líder da Equipa de Ecologia de rios e zonas costeiras, no CIIMAR.

É diretor do Aquamuseu do Rio Minho e as suas principais áreas de investigação são ecologia aquática, biologia e gestão das pescas e comunicação de ciência, integrando as equipas de investigação Rivers and Coastal Ecology.

csdfg copy.jpg

CAMINHA: FESTIVAL DE VILAR DE MOUROS EM 1971

363334550_1035198987926914_5184797826291921260_n (2).jpg

No verão de 1971, o Festival de Vilar de Mouros, apostado na “música moderna”, Pop e Rock, recebeu nos dias 7 e 8 de agosto nomes como Elton John, Manfred Mann, Quarteto 1111, Rão Kyao, Sindikato, Duo Ouro Negro ou Amália Rodrigues.

Em relatório da PIDE/DGS de 26 de agosto, aquilo que sobressai são: a alegada promiscuidade e as práticas sexuais da assistência, homens de mão dada, o consumo de drogas, os modos de Elton John ou o desagrado da população com os “cabeludos” e o aspeto da assistência.

A análise política estava guardada para as bandeiras vermelhas nas margens do rio Coura, para o facto de um dos membros dos Manfred Mann ter gritado "Angola é… (qualquer coisa)” e de o seu baterista, Mike Hugg, ser “um declarado comunista”.

Naquele que terá sido o primeiro festival de música Rock em Portugal terão estado cerca de 30 mil pessoas, com vigilância permanente da GNR e PIDE.

Fotos: autor desconhecido, Caminha, agosto 1971

Fonte: Museu do Aljube Resistência e Liberdade

363398517_1035199017926911_2617746336543381490_n.jpg

CAMINHA: FESTIVAL DE VILAR DE MOUROS ARRANCA NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA

Está quase tudo pronto para arrancar, quarta-feira, o CA Vilar de Mouros. Durante o dia de hoje, a azáfama foi muita e vai continuar no dia de amanhã.

Capturartendas.JPG

São várias as equipas a operar em simultâneo para que nada falte aos festivaleiros e a todos os que, por estes dias, não vão querer arredar pé de Vilar de Mouros.

Há vários dias que as equipas da Câmara Municipal de Caminha estão também no terreno e hoje à tarde, o Presidente, Rui Lages, esteve ao recinto para apreciar o andamento das montagens e demais diligências.

Rui Lages agradeceu o empenhamento de todos, em especial os trabalhadores do Município, que não têm poupado esforços para que a edição seja um enorme sucesso, como apontam todas as expetativas.

Capturarv4 (10).JPG

Capturarv5 (1).JPG

Capturarv2 (6).JPG

Capturarv1 (10).JPG

CAMINHA: FESTIVAL DE VILAR DE MOUROS ESTÁ DE REGRESSO!

C.A. VILAR DE MOUROS

Compromisso com a sustentabilidade e inclusão

O Festival CA Vilar de Mouros, que se realiza nos dias 23, 24, 25 e 26 de agosto, reforça o seu compromisso com a sustentabilidade e inclusão da comunidade local.

À semelhança de anos anteriores, as equipas de produção são compostas por habitantes da região, contratados e formados localmente. Além disso, a conceção do espaço ficou a cargo de uma arquiteta natural de Caminha. A preocupação com a inclusão local resulta da vontade de devolver à região a dedicação e o empenho que entregam ao Festival.

Capturarvilar (4).JPG

PRESIDENTE DA CÂMARA DE CAMINHA DESTACA REFORÇO DO CA VILAR DE MOUROS E PRESENÇA DA BANDA CAMINHENSE MICOMANÍACOS

Evento passa para quatro dias e consolida a marca do mítico Festival

O Festival de Vilar de Mouros regressa a 23 de agosto, mais robusto e com excelentes novidades. E as boas notícias vão para além da qualidade das bandas – o Festival cresce para quatro dias: começa a 23, mas só termina no dia 26, prometendo horas e horas de boa música, dança, campismo, convívio, boa disposição e muita alegria. E há uma banda caminhense em palco, são os Micomaníacos.

Capturarvimo1 (15).JPG

Ano após ano, o nosso Festival reforça-se, consolida-se. O Presidente da Câmara de Caminha reforça o caráter mítico do Festival de Vilar de Mouros e sublinha que está de volta, mais forte, mais atrativo e com muitas novidades - “Com mais um dia do que o habitual conseguimos chancelar a qualidade do CA Vilar de Mouros”.

Mas os talentos do concelho também vão marcar presença no palco, fator que Rui Lages valoriza e inclui entre as melhores notícias desta edição, significando o reconhecimento dos nossos artistas: “aliás, a primeira grande novidade é a integração da banda caminhense Micomaníacos no cartaz, uma jovem banda que tem subido a pulso e que agora tem a oportunidade de se estrear no grande palco da música”.

Confirmados: Limp Bizkit, The Prodigy, James, Pendulum, Within Temptation, Xutos e Pontapés, Ornatos Violeta, The Bloody Beetroots DJ set, Millencolin, Peaches, Guano Apes, Enter Shikari, Apocalyptica, Bizarra Locomotiva, The Last Internationale, Nowhere To Be Found e Micomaníacos são os Artistas confirmados para a edição de 2023, com quatro dias.

Capturarvimo2 (9).JPG

CAMINHA: VILAR DE MOUROS RECEBE REUNIÃO DESCENTRALIZADA

Reunião terá lugar dia 26 de abril, pelas 18H30, na sede da Junta de Freguesia

A Câmara Municipal de Caminha vai realizar mais uma reunião pública descentralizada na freguesia de Vilar de Mouros, no dia 26 de abril, pelas 18h30, na sede da Junta de Freguesia. As inscrições para intervenção já estão a decorrer, podendo os cidadãos fazê-lo através de telefone (258 710300), ou por email: geral@cm-caminha.pt

Estas reuniões acontecem rotativamente, em cada uma das freguesias do concelho. Como temos referido, as reuniões públicas descentralizadas favorecerem a proximidade junto da população e permitem ao presidente e aos vereadores da Câmara Municipal ouvir, esclarecer e prestar contas da gestão municipal, contribuindo assim para uma democracia local mais participativa.

As reuniões apresentam como único ponto da ordem de trabalhos a audição dos munícipes. Assim, os munícipes interessados em intervir deverão proceder à respetiva inscrição, com uma antecedência mínima de 48 horas da data da reunião. No momento da inscrição, os munícipes deverão indicar o contacto telefónico e o assunto a tratar. Será dada prioridade aos assuntos relacionados com as freguesias em questão e de interesse coletivo e/ou público.

As inscrições dos munícipes são aceites num número máximo de 20. As intervenções do público serão ordenadas de forma a priorizar as que incidam sobre assuntos de interesse da freguesia, coletivo e\ou público, não podendo o tempo de cada intervenção ultrapassar os cinco minutos.