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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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AQUI HÁ CULTURA! HENRIQUE MONTEIRO, ANTIGO DIRETOR DO “EXPRESSO”, VAI PROFERIR CONFERÊNCIA SOBRE TOLERÂNCIA E DEMOCRACIA

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Henrique Monteiro, antigo diretor do jornal Expresso e do Courrier Internacional, comentador da SIC Notícias e da Rádio Renascença, uma das vozes mais respeitadas, informadas e independentes do jornalismo português, proferirá uma conferência, em Vila Verde, no âmbito do Projeto AQUI HÁ CULTURA! promovido pelo Município e pela EPATV.

A palestra subordinada ao tema A (re)construção de um chão comum: tolerância e democracia, decorrerá no dia 12 de dezembro, sexta-feira, às 21 horas, na Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela.

Com esta iniciativa e com a exposição de fotografia "Do teu ombro vejo o mundo", patente ao público até 10 de janeiro, chega ao fim à programação do AQUI HÁ CULTURA! para 2025, estando já a ser preparado o programa para o próximo ano.

VILA VERDE: PROJETO INOVADOR ALIA ARTE E INCLUSÃO NO PROGRAMA “AQUI HÁ CULTURA! UM DIA TODAS AS EXPOSIÇÕES SERÃO ASSIM!”

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No dia 3 de dezembro teve lugar, na Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela, a inauguração da exposição “Do teu ombro vejo o mundo”, uma mostra integrada no projeto AQUI HÁ CULTURA!, promovido pelo Município de Vila Verde e pela EPATV. A exposição, resultante da colaboração entre o fotógrafo João Silva, o músico cego Aliu Baiu e a designer de produto Maria João Ramos, com curadoria de Ana Luís Nogueira, Ana Gomes e Arnaldo Varela de Sousa, ficou, a partir desse momento, patente ao público.

Aliu Baiu, músico cego nascido em 1994, na Guiné-Bissau, tinha sido fotografado por João Silva num projeto desenvolvido entre finais de 2019 e setembro de 2020, centrado no quotidiano do artista. Da conjugação dessas imagens com fotografias captadas pelo próprio Aliu nasceu a exposição “Do teu ombro vejo o mundo”, apresentada pela primeira vez em Lisboa e, posteriormente, nos Encontros da Imagem, em Braga.

Esta nova apresentação da mostra, agora em Vila Verde, alcança uma dimensão inédita em termos de acessibilidade e inclusão. A intervenção de Maria João Ramos permite que várias imagens ganhem forma física, impressas em 3D, criando uma experiência tátil complementada por roteiros áudio. Assim, pessoas cegas passam a poder aceder ao universo da fotografia pelo contacto direto com os relevos tridimensionais e pela escuta das descrições sonoras, numa abordagem sensorial ampla e inovadora.

A sessão de abertura foi iniciada por Manuela Barreto Nunes, que deu as boas-vindas a todos e deixou um agradecimento especial a Ana Nogueira, sublinhando o seu trabalho excecional e incansável. Seguiu-se Arnaldo Varela de Sousa, que destacou o papel das escolas, afirmando: “Não posso deixar de dizer que a EPATV entende que é um dever das escolas, um dever até moral, assumir, para além dos currículos, uma dimensão de promoção cultural e de inclusão de que esta mostra é um bom exemplo”. Considerou, ainda, tratar-se de “uma exposição excecional” e terminou acrescentando que “no futuro, todas as exposições serão assim”!

Depois, tomou a palavra Manuel Lopes, em representação da Câmara Municipal de Vila Verde, que agradeceu o empenho da EPATV na promoção cultural do concelho. Reafirmou o compromisso municipal em continuar a dar a conhecer diferentes formas de criação artística e cultural e sublinhou que, neste caso em particular, “há uma representação inclusiva da realidade”. Referiu que esta exposição permite às pessoas cegas sentir as imagens “de uma forma que nós não sentimos”, lembrando que “os cegos também conseguem ver e nós precisamos de perceber e dar a devida importância, dando oportunidade de contactar com estas exposições culturais”.

Seguiu-se Ana Nogueira, que recordou o momento em que viu a exposição pela primeira vez, noutro espaço, e explicou que imaginara como seria estar no lugar de Aliu, o que a motivara a transformá-la em algo tridimensional. Já Maria João Ramos afirmou que o seu objetivo principal fora criar condições para que “as pessoas com deficiência visual consigam ver”.

Por sua vez, João Silva agradeceu à equipa todo o apoio e dedicação, enfatizando que, embora a exposição já tivesse passado por vários espaços, “nenhuma foi como esta”. Acrescentou: “Se eu conseguir chegar ao maior número de pessoas possível, será isso que me motiva. O mundo precisa de coisas boas, coisas positivas. Vamos tentar melhorar o mundo à nossa maneira”. Propôs, depois, transformar a inauguração numa visita guiada, convidando o público a colocar questões.

Quando chegou a vez de Aliu Baiu falar, o músico descreveu a mostra como algo profundamente especial: “No fundo, tudo o que possa trazer alguma positividade, principalmente para as pessoas com deficiência, eu estou dentro”. Recordou que tendemos a valorizar demasiado a visão, quando existem muitas outras formas de sentir e ver o mundo. Confessou que, graças aos moldes 3D, passou a ter uma perceção mais presente das fotografias, mencionando, como exemplo, a imagem em que aparece na água, que pôde finalmente “sentir” em tridimensionalidade. Manifestou ainda o desejo de que a exposição pudesse viajar para outros lugares, “para que todos possam ver”.

A inauguração terminou com uma visita guiada, durante a qual os artistas explicaram os processos de criação das imagens, salientando que nenhuma delas fora encenada, tendo todas resultado de momentos naturais do quotidiano de Aliu.

A exposição está patente até 10 de janeiro, na Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela, estando já marcadas múltiplas visitas de associações de cegos do norte de Portugal.

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FALSIFICAÇÃO DE VINHO VERDE É CRIME QUE NÃO TEM PERDÃO

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Oito detidos após buscas da PJ em operação "Puro Verde"

Um dos alvos das buscas da Polícia Judiciária foi a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes. Em causa estão suspeitas da autoria dos crimes de corrupção ativa e passiva, falsificação de documentos e abuso de poder e realizadas 21 buscas domiciliárias e não domiciliárias, incluindo na sede da Comissão.

No âmbito da operação “Puro Verde”, que a Polícia Judiciária (PJ) levou a cabo na na zona norte do país, foram realizadas dezenas de buscas e detidas oito pessoas. A investigação, iniciada em agosto deste ano, “teve origem numa denúncia”.

De acordo com a PJ, em causa estaria “um alegado esquema de conluio entre funcionários da Comissão e empresários do setor vinícola (CVRVV), com vista ao favorecimento destes, designadamente, mediante a omissão dos deveres de fiscalização da origem e trânsito das uvas e seu depósito em adegas e produtores durante a vindima de 2025”.

“Importa referir que a CVRVV tem funções de controlo da produção e comércio e de certificação dos produtos vinícolas com direito a atribuição de DO (Denominação de Origem) e à IG (Indicação Geográfica), bem como a empresas relacionadas com a produção e comercialização de vinhos”, explica a PJ.

Através desta conduta é colocado em risco o processo de certificação da qualidade do vinho com DO, que confere e atesta a sua origem, as castas utilizadas, os processos de tratamento da vinha, vinificação e estágios, que caracterizam os vinhos de uma determinada DO e os distinguem dos restantes.

“O objetivo seria beneficiar certos operadores económicos através da oferta e aceitação de vantagens, tanto em bens como em dinheiro”, adianta a PJ, revelando ainda que os detidos são: quatro membros da Divisão de Fiscalização e Controlo da CVRVV e quatro empresários do setor de produção e distribuição de vinhos verdes.

Foram ainda constituídos arguidos 17 pessoas singulares e coletivas e apreendidos bens em espécie e numerário.

Os detidos vão ser presentes à competente autoridade judiciária no Tribunal de Instrução Criminal do Porto para primeiro interrogatório judicial de arguido detido e aplicação de medidas de coação.

Fonte: Ana Lemos e SIC Notícias | Foto: GETTY IMAGES

VILA VERDE: AQUI HÁ CULTURA! EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA “DO TEU OMBRO VEJO O MUNDO” – PROJETO INOVADOR ALIA ARTE E INCLUSÃO

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Alio Baio, músico e cego, nasceu na Guiné-Bissau em 1994. João Silva, fotógrafo bracarense, num projeto desenvolvido entre finais de 2019 e setembro de 2020, fotografou o quotidiano do músico e, da junção com fotografias realizadas pelo próprio Alio, resultou a exposição “Do teu ombro vejo o mundo” primeiramente apresentada nos Encontros da Imagem, em Braga, em 2023, tendo uma das fotografias sido selecionada e publicada pelo prestigiado Washington Post.

Não é, pois, a primeira vez que a exposição “Do teu ombro vejo o mundo” se oferece ao olhar do público.

No âmbito do Projeto AQUI HÁ CULTURA!, promovido pelo Município de Vila Verde e pela Escola Profissional Amar Terra Verde, a mostra estará, agora, patente ao público na Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela entre os dias 3 de dezembro (dia em que será inaugurada, às 09h30) e 10 de janeiro de 2026.

E se há motivos de interesse e de grande originalidade que se mantêm – a forma sensível e subtil como João Silva aflora a intimidade de Aliu Baio, a maneira como o quotidiano de um cego nos é transmitido através do que (a representação através de imagens) à partida lhe estaria vedado, um percurso estético único que irmana dois olhares em torno de um desiderato comum - ,  acrescentam-se agora novos elementos a partir dos quais a mostra se torna mais inclusiva e por isso, mantendo a elevada qualidade artística, ainda mais humana.  

À colaboração entre o fotógrafo João Silva e o músico cego Aliu Baiu junta-se a designer de produto Maria João Ramos e a exposição alcança uma dimensão nova no que respeita à acessibilidade e à inclusão quando as imagens ganham forma física através de impressão 3D numa experiência que se complementa com roteiros em áudio, permitindo que aqueles que não veem acedam ao mundo da fotografia através do contacto tátil e do registo sonoro.

Projeto singular, original e único, a mostra constitui mais um dos momentos altos a que a programação do AQUI HÁ CULTURA! já nos habituou.

Para visita de grupos por favor responder a este email ou contactar através do número 913917894.

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VILA VERDE ACOLHEU APRESENTAÇÃO DO LIVRO “PIONEIRISMO, GENIALIDADE E MODERNIDADE EM ARTUR PAREDES” DA AUTORIA ANTÓNIO MANUEL NUNES

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A Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela foi, no dia 21 de novembro, o palco da apresentação da obra “Pioneirismo, genialidade e modernidade em Artur Paredes”, de António Manuel Nunes, integrada no programa AQUI HÁ CULTURA!, promovido pelo Município e pela EPATV.

Com edição da Tradisom, de José Moças, o livro representa um importante trabalho de investigação sobre a vida e a obra daquele que é unanimemente considerado o mais relevante intérprete da guitarra portuguesa de Coimbra. A edição inclui seis CD’s que reúnem a totalidade da obra de Artur Paredes, bem como registos sonoros dos mais importantes instrumentistas que o antecederam — alguns deles tornados públicos pela primeira vez.

A sessão foi aberta por Daniela Gomes, em representação da Câmara Municipal de Vila Verde, que apresentou os convidados e deu a palavra a Arnaldo Varela de Sousa, moderador da conversa. Este iniciou a sessão elogiando a participação ativa de José Moças nos vários encontros do AQUI HÁ CULTURA! e a presença de António Manuel Nunes.

O editor da obra, José Moças, afirmou que o livro surge como uma continuação do trabalho de edição da discografia de Artur Paredes e representa o encerramento de um ciclo na história da guitarra de Coimbra. Destacou que o livro reúne toda a obra discográfica de Artur Paredes e que João Pedro Almeida Rocha redescobriu um conjunto de gravações instantâneas inéditas do guitarrista. Contou ainda que recebeu apoio de diversas entidades, entre as quais a Câmara Municipal de Lisboa, que contribuíram para o lançamento da obra.

Seguiu-se a intervenção de António Manuel Nunes, autor do livro, que explicou que o trabalho de investigação se desenvolveu ao longo de mais de trinta anos. Descreveu o processo de escrita e investigação, salientando a dificuldade causada pelo facto de Carlos Paredes, filho de Artur Paredes, não ter guardado qualquer pertence do pai, exceto as guitarras.

No final da sessão, foi possível ouvir excertos dos CDs presentes na obra e debater ideias com o público, permitindo que todos tirassem dúvidas sobre a obra e sobre o artista Artur Paredes, numa conversa informal.

O encerramento coube a Arnaldo Varela de Sousa, que, mais uma vez, agradeceu a presença de todos e dos convidados e relembrou da restante programação do AQUI HÁ CULTURA! até ao final do ano.

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VILA VERDE: PCP PROMOVE APRESENTAÇÃO DE LIVRO SOBRE A CAUSA PALESTINIANA

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3ª Edição do Roteiro do Livro Insubmisso começa em Vila Verde

Apresentação do livro "Genocídio na Terra Santa – Testemunho de mais de 40 anos de reportagens no Médio Oriente" de José Goulão

22 Novembro, sábado, 17h, Vila Verde, Café "O Basílio" - junto aos Bombeiros (Rua dos Combatentes)

A 3ª Edição do Roteiro do Livro Insubmisso começa amanhã, sábado, 22 Novembro, em Vila Verde, com a apresentação do livro "Genocídio na Terra Santa – Testemunho de mais de 40 anos de reportagens no Médio Oriente" de José Goulão, com a participação do autor e de Rafael Lomba, da DORBraga do PCP.

José Goulão tem um longo percurso de mais de 50 anos como jornalista, tendo passado por vários órgãos de comunicação social e dirigido diversas publicações. É especialista em política internacional, particularmente nos problemas do Médio Oriente.

Num quadro em que o povo palestiniano continua a ser vítima de um genocídio, a realização desta iniciativa é um contributo da DORBraga para alargar a solidariedade internacionalista e luta pela Paz.

VILA VERDE: MAGUSTO REÚNE TODA A COMUNIDADE ESCOLAR DA EPATV

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No dia 14 de novembro, a comunidade escolar da EPATV assinalou o Dia de S. Martinho com um magusto que reuniu alunos, professores, funcionários e direção num ambiente de celebração e partilha.

A tradição voltou a cumprir-se, quer no recinto da escola, em Vila Verde, quer na Escola industrial DST-EPATV, em Soutelo, onde as castanhas assadas marcaram o início de uma manhã dedicada ao convívio e à valorização das tradições populares.

O buffet foi preparado pelos alunos dos 2º e 3º anos do Curso de Cozinha/Pastelaria, que, sob a orientação do chef Rodolfo Meléndrez, puseram em prática os conhecimentos adquiridos ao longo do ano. Entre a preparação das castanhas e a organização do serviço, os estudantes tiveram a oportunidade de demonstrar competências e sentido de responsabilidade.

A atividade teve como objetivo principal assinalar uma data tradicional e fortalecer laços dentro da comunidade escolar, proporcionando um momento inclusivo para todos os participantes.

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EPATV MARCOU PRESENÇA NA III FEIRA DA SAÚDE DE VILA VERDE

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Os alunos do Curso de Estética e de Cabeleireiro da EPATV participaram na III Feira da Saúde de Vila Verde, realizada a 14 de novembro, no Centro de Promoção de Gastronomia e Ciências Gastronómicas, no âmbito do Projeto SANUS. O evento reuniu a comunidade local num espaço dedicado à prevenção e promoção da saúde, oferecendo um ambiente de aprendizagem, partilha e bem-estar.

Ao longo do dia, a feira integrou um vasto conjunto de atividades que incluíram palestras orientadas por profissionais de diversas áreas, workshops práticos, exposições temáticas e momentos de autocuidado abertos ao público. Realizaram-se, também, vários rastreios considerados essenciais para a deteção precoce de problemas de saúde e para a sensibilização da população para hábitos de vida mais saudáveis.

A participação do curso de Estética da EPATV destacou-se pela realização de massagens de relaxamento, manicure e penteados, reforçando a importância da estética enquanto componente complementar da saúde integral. A presença dos alunos permitiu-lhes aplicar conhecimentos adquiridos em aula num contexto real.

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AQUI HÁ CULTURA! -BIBLIOTECA MUNICIPAL RECEBE APRESENTAÇÃO DA OBRA “PIONEIRISMO, GENIALIDADE E MODERNIDADE EM ARTUR PAREDES”

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No seguimento do Projeto AQUI HÁ CULTURA! – iniciativa da Câmara Municipal de Vila Verde e da Escola Profissional Amar Terra Verde -, a Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela será palco, no dia 21 de novembro, sexta-feira, às 21h00, da apresentação da obra “Pioneirismo, genialidade e modernidade em Artur Paredes”, numa sessão que contará com a presença do autor, António Manuel Nunes.

Com edição da Tradisom, de José Moças, o livro constitui um exaustivo trabalho de investigação em torno da vida e obra daquele que é consensualmente considerado o mais importante intérprete da guitarra portuguesa de Coimbra e o principal responsável por conferir dignidade a este instrumento.

Acresce, como motivo de interesse, o facto de esta edição incluir seis cd’s que contemplam a totalidade da obra de Artur Paredes e ainda registos sonoros dos mais importantes instrumentistas que o antecederam, alguns deles tornados públicos pela primeira vez.

MÁRIO CONSTANTINO LOPES ELEITO PRESIDENTE DA CIM CÁVADO

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O presidente da Câmara de Barcelos, Mário Constantino Lopes, foi hoje eleito, por unanimidade, para a presidência do Conselho Intermunicipal da CIM Cávado.

Na sua intervenção de tomada de posse, Mário Constantino Lopes destacou a importância de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo seu antecessor – Ricardo Rio, antigo autarca de Braga – e tornar a CIM Cávado “cada vez mais expressiva, dinâmica e próxima das pessoas e dos territórios”.

“Temos o dever de honrar o trabalho feito, mas também o desafio de inovar”, sublinhou o novo presidente da CIM Cávado, apontando a sustentabilidade e a competitividade como eixos centrais do novo ciclo de governação intermunicipal.

Para Mário Constantino Lopes, “o Cávado tem todas as condições para continuar a afirmar-se como um território de oportunidades.” Nesse sentido, acrescentou que será dada continuidade à “aposta em políticas que reforcem a ligação entre os nossos concelhos, valorizem os nossos recursos e projetem a região como exemplo de desenvolvimento equilibrado, inovador, sustentável e que ajuda a potenciar toda a dinâmica do Pentágono Urbano e a relevância nacional que tem o Minho.”

O presidente da Câmara de Barcelos, agora eleito presidente da CIM Cávado, fez ainda questão de agradecer o trabalho desenvolvido por Ricardo Rio, que liderou o Conselho Intermunicipal nos últimos três mandatos.
Na sequência da eleição de hoje, o Conselho Intermunicipal da CIM Cávado passa a ter Mário Constantino Lopes (Barcelos) como presidente, João Rodrigues (Braga) e Júlia Fernandes (Vila Verde) como vice-presidentes, e Emanuel Magalhães (Amares), Carlos Silva (Esposende) e Manuel Tibo (Terras de Bouro) como membros.

A CIM Cávado engloba aqueles seis concelhos, constituindo a NUT III do Cávado. Esta associação tem por objetivo conjugar, promover e articular interesses comuns aos municípios associados, nas áreas dos serviços coletivos de proximidade e dos investimentos municipais a vários níveis.

Entre eles, estão os seguintes: promoção do planeamento e da gestão da estratégia de desenvolvimento económico, social e ambiental do território abrangido; articulação dos investimentos municipais de interesse intermunicipal; participação na gestão de programas de apoio ao desenvolvimento regional, designadamente no âmbito dos fundos europeus; planeamento das atuações de entidades públicas, de caráter supramunicipal.

VILA VERDE: AQUI HÁ CULTURA! PROMOVE DEBATE SOBRE O CONFLITO ARMADO ISRAELO-PALESTINIANO

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A Biblioteca Professor Machado Vilela, em Vila Verde, acolheu, a 7 de novembro, a conferência “Palestina: do silêncio à solidariedade” no âmbito do programa AQUI HÁ CULTURA!, promovido pelo Município e pela EPATV.

Luís Nuno Barbosa, presidente da direção da CIVITAS Braga, membro de vários coletivos de defesa dos direitos humanos, personalidade que, em 2024, esteve na Palestina e visitou Jerusalém, a Cisjordânia e os chamados territórios de 48, foi um dos oradores da sessão. Thierry Ferreira, autor da exposição “Gaza é Aqui!”, que resulta da sua experiência pessoal na Cisjordânia, em 2014, foi outro orador.

No final houve oportunidade para que os presentes interviessem no debate e pudessem exprimir as suas dúvidas, dar as suas opiniões sobre as temáticas abordadas e ainda acrescentar ideias. Assim, a conferência terminou num tom de reflexão profunda, deixando clara a importância de compreender o passado para agir no presente, e reforçando a ideia de que a paz e a justiça exigem tanto consciência histórica como compromisso humano.

João Luís Nogueira, diretor geral da EPATV, agradeceu a todos pela presença e deu umas palavras sobre a dificuldade de explicar aos alunos o que é a opressão. “Como é que nós podemos dizer aos nossos alunos que o mundo está de pernas para o ar?”, questionou. Seguiu-se Manuel Lopes, vice-presidente da Câmara Municipal, que destacou a importância de realizar sessões como esta e sublinhou a necessidade de nos colocarmos na pele dos outros para combater o egoísmo enraizado na sociedade atual.

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