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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VILA PRAIA DE ÂNCORA: REQUALIFICAÇÃO DO PORTINHO FOI INSCRITA NO ORÇAMENTO DE ESTADO

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Diário da República, Lei n.º 73-A/2025, de 30 de dezembro Orçamento do Estado para 2026 Artigo 215.º Requalificação do Portinho de Vila Praia de Âncora

O Porto de Mar que une pessoas, território, comunidades e políticas públicas. Um grande investimento para o Norte do país, para salvar vidas e sustentar uma economia.

O Porto de Mar de Vila Praia de Âncora não é apenas betão, molhes ou dragagens. É uma infraestrutura crítica de segurança, de coesão territorial e de sobrevivência económica. Quando falha, falha o Estado.

A sua requalificação, agora inscrita no Orçamento do Estado, não é um favor político nem uma obra local. É uma decisão estrutural para o Norte do país, com impacto direto na segurança no mar, na pesca profissional e desportiva, na economia azul e na dignidade de quem vive do mar.

Este porto liga pessoas ao território, fixa comunidades e obriga as políticas públicas a descerem do papel para a realidade.

Durante décadas foi ignorado, adiado e tratado como um problema menor. Hoje entra na lei. Não resolve tudo. Mas muda o patamar.

A todos os que nunca desistiram — pescadores, comunidade piscatória, técnicos, responsáveis políticos, poder local e poder central — é devido reconhecimento público.

Nada disto aconteceu por acaso. Aconteceu porque houve persistência, memória, pressão legítima e recusa em aceitar o abandono como destino.

Uma palavra muito especial é devida à Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora.

Pela consistência, pela coragem e pela capacidade de manter este dossiê vivo quando outros preferiram o silêncio ou a resignação.

O reconhecimento é justo. O agradecimento é sincero. Mas importa dizê-lo com clareza: a obra ainda não está feita.

O compromisso agora existe, está escrito e tem responsáveis. A partir daqui, não há desculpas técnicas nem adiamentos políticos aceitáveis. A linha foi traçada. A vigilância será permanente.

Carlos Sampaio

Presidente da Direção Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora

CURIOSIDADES DO FALAR MINHOTO: O QUE É A CATRAIA?

A catraia, também conhecida por catraio, é uma pequena embarcação de pesca artesanal movida a remos e de vela triangular, muito usual na costa minhota, mormente nas zonas de Esposende e Vila Praia de Âncora. Nesta localidade, a catraia faz parte do património marítimo local, como a “catraia fanequeira” ou a “catraia piladeira”, assim designada pelo seu uso na apanha do pilado.

O pilado, também designado por patelo, é o caranguejo pequeno apanhado em cardume e empregado geralmente na adubação das terras misturado com o sargaço. Em Esposende, este tipo de embarcação era usual na pesca da sardinha, tendo a introdução da traineira a motor levado ao desaparecimento progressivo da catraia a partir de meados do século passado.

Nalgumas regiões, um pequeno bote que também designam por catraio é não raras vezes rebocado por uma embarcação de maior porte como sucede com as fragatas no rio Tejo, surgindo daí a associação com a criança que é levada pela mão dos adultos.

FRANCISCO SAMPAIO – UM DOS MAIS LÍDIMOS DEFENSORES DA ETNOGRAFIA E DO TURISMO DO ALTO MINHO – DEIXOU-NOS HÁ 4 ANOS!

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Detentor de um curriculum invejável, Francisco Sampaio dedicou a sua vida ao turismo. Tem mais de quatro dezenas de obras publicadas nas áreas da sociologia e do turismo e viu o seu mérito reconhecido cerca de duas dezenas de vezes. Com provas dadas no associativismo,foi diretor artístico e maestro do Grupo Coral do Orfeão de Vila Praia de Âncora, presidente da direção da Associação dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, fundador do Lions Clube de Vila Praia de Âncora, presidente da Assembleia Geral do Centro Cultural e Social de Vila Praia de Âncora e presidente da Comissão de Festas de Nossa Senhora da Bonança.

Foi ainda presidente da Assembleia Municipal de Caminha e um grande impulsionador do desenvolvimento de produtos turísticos na região do Alto Minho, como por exemplo os Caminhos de Santiago, a Rota do Românico da Ribeira Minho, o artesanato, a gastronomia e vinhos e ainda teve um papel ativo na recuperação e remodelação do património, como foi o caso do Castelo de Santiago da Barra, em Viana do Castelo.

O Dr Francisco Sampaio foi desde 1980 Presidente da Região de Turismo do Alto Minho e a ele se deve em grande medida a promoção do Minho também nas suas vertentes económica, cultural e paisagística, nomeadamente o seu folclore e o turismo rural.

Conceituado estudioso e defensor da gastronomia tradicional minhota, a sua atividade científica tem sido marcada pelos inúmeros trabalhos que tem produzido na área do turismo, marketing e definição do produto turístico do Alto Minho. Esclareça-se que, neste conceito geográfico, a Região de Turismo do Alto Minho abrangeu, para além dos concelhos do distrito de Viana do Castelo, ainda os de Terras de Bouro, Barcelos e Esposende, no distrito de Braga.

Presença assídua em programas televisivos e em todos os fóruns que poderiam constituir uma oportunidade de promoção turística da nossa região, ela é atualmente em grande medida resultado da estratégia delineada e perseguida pelo Dr. Francisco Sampaio.

Para além da sua atividade como investigador e divulgador das potencialidades turísticas do Minho, integrou desde sempre numerosas instituições da nossa região, mormente do concelho de Caminha onde tem vive, entre as quais se salienta a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora e o Orfeão de Vila Praia de Âncora onde foi coralista e maestro. Tem ainda integrado muitas Comissões de Festas como as de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo, e Nossa Senhora da Bonança, em Vila Praia de Âncora.

O seu trabalho em prol do Minho e do país tem merecido público reconhecimento por parte de inúmeras entidades oficiais das quais destacamos a Secretaria de Estado do Turismo que, em 1996, atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Turístico, a Xunta de Galiza com a Medalha de Honra em 2003, a Secretaria de Estado do Turismo com a Medalha de Honra em 2005 e, ainda no mesmo ano, a atribuição da Comenda de Mérito do Presidente da República.

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A imagem mostra o Dr. Francisco Sampaio, desfilando em Lisboa na avenida da Liberdade, em 2014, juntamente com milhares de minhotos que ali foram reclamar contra a extinção das freguesias. (Foto: Carlos Gomes)

Francisco José Torres Sampaio (Barcelos, 7 de Junho de 1937 - 31 de dezembro de 2021), também conhecido como Senhor Turismo e Noivo do Minho, foi um professor português. Foi fundador e antigo presidente da Região de Turismo do Alto Minho, sendo considerado uma referência do turismo da região do Alto Minho, e uma das maiores figuras do turismo de Portugal.

Nasceu em Barcelos, a 7 de Junho de 1937, residindo em Afife durante a infância e juventude. Licenciou-se em Ciências Históricas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, obtendo uma pós-graduação em Programa de Direção de Empresas, pelo Instituto de Estudos Superiores da Empresa.

Exerceu funções docentes no ensino secundário, no Instituto Superior de Turismo e Empresas, tendo sido membro da Comissão Instaladora da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, onde foi professor e coordenador do curso superior de Turismo, assim como presidente do Conselho Pedagógico, entre 1993 e 2000.

Entre 1973 a 1979 presidiu à Junta de Turismo de Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, onde residia.Participou no processo de constituição da Região de Turismo do Alto Minho, que presidiu de sde 1980 até se reformar, em 2009, defendendo a instalação da sede no Castelo Santiago da Barra, onde continua até hoje.

Foi fundador da Confraria dos Gastrónomos do Minho,[4] da qual foi juiz entre 1984 e 2012, tendo, neste âmbito, sido responsável pela organização de uma quinzena de Congressos de Gastronomia, assumindo a publicação de diversas obras no âmbito da Gastronomia e Vinhos, produto turístico reconhecido em 2007 em grande medida pelo trabalho que desenvolveu tanto como docente, como Presidente da Região de Turismo.

Ao longo de 40 anos foi responsável pelas Festas da Senhora da Agonia, nas quais se destacava como organizador do cortejo histórico etnográfico. Era tido como um dos maiores conhecedores das tradições da Romaria d'Agonia, tendo redigido a Declaração de Interesse para o Turismo da Romaria d'Agonia, aprovada em 2013. Desenvolveu um trabalho semelhante nas Festas da Senhora da Bonança, em Vila Praia de Âncora.

É autor de cerca de 50 livros sobre temas de caráter histórico, arqueológico, turístico, etnográfico e gastronómico, sendo também colaborador de várias publicações do Alto Minho e de centenas de pequenas publicações em jornais e revistas.

Morreu a 31 de dezembro de 2022, aos 84 anos. A Câmara Municipal de Viana do Castelo divulgou no mesmo dia um voto de pesar pela sua morte.

Em 1996, foi condecorado com a Medalha de Mérito Turístico – Grau Prata, da Secretaria de Estado do Turismo.

Em 2000, recebeu a Medalha de Ouro ao Mérito Turístico, do Comércio de Pontevedra 2000.

Em 2003, foi agraciado com a Medalha de Honra – Grau Prata, da Junta da Galiza, recebendo em 2004 o título de Cidadão de Mérito de Viana do Castelo pela Câmara Municipal da mesma cidade.

Em 2005, recebeu a Medalha de Mérito Turístico – Grau Ouro, da Secretaria de Estado de Turismo, e em 2007, a Medalha da Academia Portuguesa de Gastronomia.

Em junho de 2019, o Município de Viana do Castelo atribuiu o nome de Francisco Sampaio à galeria do piso 0 do Museu do Traje.

Em outubro de 2021, foi homenageado numa cerimónia que contou com a presença dos presidentes da Entidade de Turismo do Porto e Norte (ETPN), da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e da Câmara Municipal de Viana do Castelo. Durante a homenagem, foi atribuído o nome de Francisco Sampaio ao Centro de Congressos do Castelo Santiago da Barra, em Viana do Castelo.

Fonte: Wikipédia

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MERCADO DE SEGUNDA VENDA DE PESCADO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA – CRÓNICA DE CARLOS SAMPAIO

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O mar deu descanso à barra do Porto de Mar de Vila Praia de Âncora. As embarcações regressaram à faina e começam a trazer mais pescado ao nosso mercado.

As previsões indicam barra aberta e boas condições de mar até ao dia 8 de janeiro, permitindo uma atividade regular e segura.

O Mercado de Segunda Venda estará aberto todos os dias, garantindo peixe fresco para o abastecimento do mercado local e para chegar às mesas da nossa comunidade.

Valorizar o pescado local é valorizar quem trabalha no mar e garantir qualidade a quem consome.

Carlos Sampaio

Presidente

Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora

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ESTAÇÃO SALVA-VIDAS NO CONCELHO DE CAMINHA NÃO É UMA IDEIA NOVA, É UMA DECISÃO ANTIGA QUE NUNCA FOI CUMPRIDA! – CRÓNICA DE CARLOS SAMPAIO

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𝗔 𝗔𝘀𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗣𝗲𝘀𝗰𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗣𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗗𝗲𝘀𝗽𝗼𝗿𝘁𝗶𝘃𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗣𝗿𝗮𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗔̂𝗻𝗰𝗼𝗿𝗮 associa-se, de forma clara e responsável, à 𝗥𝗲𝗰𝗼𝗺𝗲𝗻𝗱𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗮𝗽𝗿𝗼𝘃𝗮𝗱𝗮 𝗽𝗼𝗿 𝘂𝗻𝗮𝗻𝗶𝗺𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗖𝗮̂𝗺𝗮𝗿𝗮 𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶𝗽𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗲 𝗮̀ 𝗣𝗲𝘁𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗣𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮 que exigem a instalação de uma Estação Salva-Vidas no concelho de Caminha.

Estamos de acordo com o essencial:

- a perigosidade real da barra do porto de mar de Vila Praia de Âncora

- a perigosidade real da nossa costa e da foz do rio Minho

- o número de acidentes e fatalidades registadas ao longo dos anos

- a necessidade de meios permanentes, especializados e operacionais

- a responsabilidade do Estado na proteção da vida humana

No entanto, 𝗻𝗮̃𝗼 𝗽𝗼𝗱𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝘇𝗲𝗿 𝗮𝗹𝗴𝘂𝗺𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗶𝗱𝗲𝗿𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗳𝘂𝗻𝗱𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗶𝘀, porque esta discussão não começa hoje.

𝗨𝗠𝗔 𝗘𝗦𝗧𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗦𝗔𝗟𝗩𝗔-𝗩𝗜𝗗𝗔𝗦 𝗝𝗔́ 𝗙𝗢𝗜 𝗣𝗟𝗔𝗡𝗘𝗔𝗗𝗔, 𝗔𝗣𝗥𝗢𝗩𝗔𝗗𝗔 𝗘 𝗣𝗔𝗚𝗔

𝗡𝗼 𝗘𝘀𝘁𝘂𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗜𝗺𝗽𝗮𝗰𝘁𝗲 𝗔𝗺𝗯𝗶𝗲𝗻𝘁𝗮𝗹 𝗲 𝗻𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝗰𝗶𝘀𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗠𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗣𝗿𝗮𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗔̂𝗻𝗰𝗼𝗿𝗮, nos anos 𝟭𝟵𝟵𝟳–𝟭𝟵𝟵𝟵, foram analisadas 𝘁𝗿𝗲̂𝘀 𝘀𝗼𝗹𝘂𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝘁𝗲́𝗰𝗻𝗶𝗰𝗮𝘀: 𝗔, 𝗕 𝗲 𝗖.

𝗡𝗮𝘀 𝘁𝗿𝗲̂𝘀 𝘀𝗼𝗹𝘂𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗽𝗿𝗲𝘃𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗮 𝗶𝗻𝘀𝘁𝗮𝗹𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗿𝗮𝗺𝗽𝗮 𝗲 𝗽𝗹𝗮𝘁𝗮𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗹𝗮𝗻𝗰𝗵𝗮 𝗱𝗼 𝗜𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗼𝗰𝗼𝗿𝗿𝗼𝘀 𝗮 𝗡𝗮́𝘂𝗳𝗿𝗮𝗴𝗼𝘀.

Não era uma hipótese teórica.

Era uma infraestrutura funcional, pensada para:

salvamento marítimo

resposta rápida a naufrágios

apoio direto à comunidade piscatória

𝗔 𝗢𝗣𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗕 𝗙𝗢𝗜 𝗔 𝗘𝗦𝗖𝗢𝗟𝗛𝗜𝗗𝗔

E A RAMPA FOI CONSTRUÍDA

A Solução B foi a opção selecionada pelo Estado Português.

O 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗠𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗣𝗿𝗮𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗔̂𝗻𝗰𝗼𝗿𝗮 𝗳𝗼𝗶 𝗶𝗻𝗮𝘂𝗴𝘂𝗿𝗮𝗱𝗼 𝗲𝗺 𝟮𝟬𝟬𝟯.

𝗔 𝗿𝗮𝗺𝗽𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗜𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗼𝗰𝗼𝗿𝗿𝗼𝘀 𝗮 𝗡𝗮́𝘂𝗳𝗿𝗮𝗴𝗼𝘀 𝗳𝗼𝗶 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝘂𝗶́𝗱𝗮.

𝗘𝘀𝘁𝗮́ 𝗹𝗮́ 𝗮𝘁𝗲́ 𝗵𝗼𝗷𝗲.

𝗡𝘂𝗻𝗰𝗮 𝗳𝗼𝗶 𝘂𝘀𝗮𝗱𝗮.

𝗢 𝗔𝗦𝗦𝗢𝗥𝗘𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢 𝗡𝗔̃𝗢 𝗘́ 𝗗𝗘𝗦𝗖𝗨𝗟𝗣𝗔

E NUNCA FOI

Importa ser absolutamente claro para que todos percebam, incluindo quem não domina linguagem técnica:

𝗮 𝗘𝘀𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗦𝗮𝗹𝘃𝗮-𝗩𝗶𝗱𝗮𝘀 𝗻𝘂𝗻𝗰𝗮 𝘂𝘀𝗼𝘂 𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹𝗮 𝗿𝗮𝗺𝗽𝗮 𝗹𝗼𝗴𝗼, 𝗼 𝗮𝘀𝘀𝗼𝗿𝗲𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗻𝗮̃𝗼 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗶𝗻𝘃𝗼𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗷𝘂𝘀𝘁𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼

se a estação tivesse sido instalada quando o porto foi inaugurado, a gestão do porto e do assoreamento teria sido outra desde o início

Estamos a falar de quase 25 anos de inação, apesar de:

decisões tomadas

obras executadas

dinheiro público gasto

𝗨𝗠𝗔 𝗛𝗜𝗦𝗧𝗢́𝗥𝗜𝗔 𝗤𝗨𝗘 𝗡𝗔̃𝗢 𝗣𝗢𝗗𝗘 𝗦𝗘𝗥 𝗜𝗚𝗡𝗢𝗥𝗔𝗗𝗔

𝗦𝗮𝗹𝘃𝗮-𝗩𝗶𝗱𝗮𝘀 𝗲𝗺 𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗣𝗿𝗮𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗔̂𝗻𝗰𝗼𝗿𝗮

𝟭𝟴𝟵𝟮

𝟮𝟳 𝗱𝗲 𝗳𝗲𝘃𝗲𝗿𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝟭𝟴𝟵𝟮

Um violento temporal nos mares da Póvoa de Varzim provoca 105 mortes num só dia.

Este desastre marca um ponto de viragem na consciência nacional sobre o salvamento marítimo.

Surge a necessidade de criar um sistema organizado de socorro no mar

𝟏𝟗𝟏𝟏–𝟏𝟗𝟏𝟒

Gontinhães (Vila Praia de Âncora)

Sob forte pressão da comunidade piscatória local, e com o impulso do Dr. Luís Ramos Pereira, são criados:

Serviços de Socorros a Náufragos

Embarcação salva-vidas

Casa-abrigo

Vila Praia de Âncora passa a ter resposta permanente a naufrágios.

𝟭𝟵𝟭𝟮

𝟱 𝗱𝗲 𝗳𝗲𝘃𝗲𝗿𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟭𝟮

Realiza-se a 𝗔𝗰𝘁𝗮 𝗶𝗻𝗶𝗰𝗶𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗖𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗮̃𝗼 𝗟𝗼𝗰𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗜𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗼𝗰𝗼𝗿𝗿𝗼𝘀 𝗮 𝗡𝗮́𝘂𝗳𝗿𝗮𝗴𝗼𝘀, na Farmácia Brito.

Nomes registados:

𝗠𝗮𝗻𝗼𝗲𝗹 𝗙𝗲𝗿𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗱𝗮 𝗦𝗶𝗹𝘃𝗮 𝗖𝗼𝘂𝘁𝗼

𝗝𝗼𝗮̃𝗼 𝗝𝗼𝘀𝗲́ 𝗱𝗲 𝗕𝗿𝗶𝘁𝗼

𝗛𝗶𝗴𝗶𝗻𝗼 𝗟𝗮𝗴𝗶𝗱𝗼

Estrutura oficial criada. Não é informal. É Estado organizado.

𝟭𝟵𝟭𝟯–𝟭𝟵𝟮𝟱

𝗦𝗮𝗹𝘃𝗮-𝘃𝗶𝗱𝗮𝘀 “𝗣𝗲𝗱𝗿𝗼 𝗕𝗼𝗴𝗮𝗹𝗵𝗼”

Primeira embarcação salva-vidas de que há memória em Vila Praia de Âncora.

Cerca de 13 tripulantes

Totalmente movido a remos

Ativo entre 1913 e 1925

Função exclusiva: salvar pescadores em perigo

𝗗𝗲́𝗰𝗮𝗱𝗮𝘀 𝘀𝗲𝗴𝘂𝗶𝗻𝘁𝗲𝘀

𝗦𝗮𝗹𝘃𝗮-𝘃𝗶𝗱𝗮𝘀 “𝗟𝗮𝗴𝗼𝗮”

Segunda e última embarcação salva-vidas do porto.

Início de atividade por volta de 1950

Barco de boca aberta, com duas proas

Sempre a remos, mesmo já existindo motorização

Último patrão: 𝗠𝗮𝗻𝘂𝗲𝗹 𝗝𝗼𝘀𝗲́ 𝗱𝗲 𝗢𝗹𝗶𝘃𝗲𝗶𝗿𝗮, 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗼 “𝗠𝗮𝗻𝗲𝗹 𝗚𝗮𝗹𝗲𝗴𝗼”

A embarcação manteve-se operacional até, ,𝗱𝗲́𝗰𝗮𝗱𝗮 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟳𝟬, já considerada obsoleta no final dos anos 60.

𝗠𝗲𝘀𝘁𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗼 𝗦𝗮𝗹𝘃𝗮-𝗩𝗶𝗱𝗮𝘀 (𝗣𝗮𝘁𝗿𝗼̃𝗲𝘀)

𝗣𝗹𝗮́𝗰𝗶𝗱𝗼 𝗦𝗶𝗹𝘃𝗮

𝗗𝗮𝗺𝗶𝗮̃𝗼 𝗙𝗲𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗲𝘀 𝗙𝗮𝗼

𝗙𝗶𝗿𝗺𝗶𝗻𝗼 𝗘𝘃𝗮𝗻𝗴𝗲𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗲 (“𝗢 𝗙𝗶𝗿𝗺𝗶𝗻𝗼”)

Nascido em 1876 | Falecido em 1953 | Mestre em 1936

𝗠𝗮𝗻𝘂𝗲𝗹 𝗝𝗼𝘀𝗲́ 𝗱𝗲 𝗢𝗹𝗶𝘃𝗲𝗶𝗿𝗮 (“𝗠𝗮𝗻𝗲𝗹 𝗚𝗮𝗹𝗲𝗴𝗼”)

Nascido em 1903 | Falecido em 1983 | Mestre em 1950

Homens da terra, pescadores, que arriscavam a vida para salvar outros pescadores.

𝟭𝟵𝟳𝟳–𝟭𝟵𝟴𝟬

Com o prolongamento da avenida para Norte:

𝗔 𝗰𝗮𝘀𝗮-𝗮𝗯𝗿𝗶𝗴𝗼 𝗱𝗼 𝘀𝗮𝗹𝘃𝗮-𝘃𝗶𝗱𝗮𝘀 “𝗟𝗮𝗴𝗼𝗮” 𝗲́ 𝗱𝗲𝗺𝗼𝗹𝗶𝗱𝗮

A embarcação fica desprotegida

O serviço perde operacionalidade

Em 𝟭𝟵𝟴𝟬 o salva-vidas é retirado do portinho.

O serviço 𝘁𝗲𝗿𝗺𝗶𝗻𝗮 𝗱𝗲𝗳𝗶𝗻𝗶𝘁𝗶𝘃𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲.

𝗢 𝗤𝗨𝗘 𝗜𝗦𝗧𝗢 𝗣𝗥𝗢𝗩𝗔

Vila Praia de Âncora teve salva-vidas durante mais de meio século

Teve embarcações, mestres, tripulações e estrutura oficial

O fim do serviço não foi por falta de risco, mas por decisão política e abandono

𝗖𝗢𝗡𝗖𝗟𝗨𝗦𝗔̃𝗢 𝗦𝗜𝗠𝗣𝗟𝗘𝗦

𝐎 𝐬𝐚𝐥𝐯𝐚-𝐯𝐢𝐝𝐚𝐬 𝐣𝐚́ 𝐞𝐱𝐢𝐬𝐭𝐢𝐮. 𝐅𝐮𝐧𝐜𝐢𝐨𝐧𝐨𝐮. 𝐒𝐚𝐥𝐯𝐨𝐮 𝐯𝐢𝐝𝐚𝐬.

𝐅𝐨𝐢 𝐚𝐛𝐚𝐧𝐝𝐨𝐧𝐚𝐝𝐨.

𝐌𝐚𝐢𝐬 𝐭𝐚𝐫𝐝𝐞, 𝐨 𝐄𝐬𝐭𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐞𝐜𝐢𝐝𝐢𝐮 𝐯𝐨𝐥𝐭𝐚𝐫 𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐚́-𝐥𝐨 𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐢𝐮 𝐚 𝐫𝐚𝐦𝐩𝐚.

𝐍𝐮𝐧𝐜𝐚 𝐞𝐱𝐞𝐜𝐮𝐭𝐨𝐮.

Não estamos a pedir algo novo.

Estamos a exigir que se cumpra a história, a decisão e o investimento público.

Carlos Sampaio

Presidente Associação pescadores Profissionais e Desportivos Vila Praia de Âncora

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EMBARCAÇÃO DE PESCA NAUFRAGA AO LARGO DA COSTA DE CAMINHA – CRÓNICA DE CARLOS SAMPAIO

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A Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora manifesta a sua profunda preocupação e solidariedade na sequência do naufrágio da embarcação “𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮” ocorrido ao largo da costa de Caminha, junto ao 𝗙𝗼𝗿𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗜́𝗻𝘀𝘂𝗮 na tarde de hoje.

A embarcação, de pesca costeira, com 𝟭𝟭,𝟱𝟬 𝗺𝗲𝘁𝗿𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼, teve como mestre o pescador 𝗡𝘂𝗻𝗼 𝗖𝗮𝘀𝘁𝗿𝗼, que foi resgatado com vida, assim como um tripulante de nacionalidade indonésia, graças à rápida intervenção da Polícia Marítima de Caminha com ajuda de pescadores profissionais locais. Ambos foram transportados para a 𝗨𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗟𝗼𝗰𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗦𝗮𝘂́𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗔𝗹𝘁𝗼 𝗠𝗶𝗻𝗵𝗼, encontrando-se, felizmente, fora de perigo.

Encontram-se ainda 𝘁𝗿𝗲̂𝘀 𝘁𝗿𝗶𝗽𝘂𝗹𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗶𝗻𝗱𝗼𝗻𝗲́𝘀𝗶𝗮 𝗱𝗲𝘀𝗮𝗽𝗮𝗿𝗲𝗰𝗶𝗱𝗼𝘀, estando em curso operações de busca e salvamento. Segundo informação prestada pelos 𝗕𝗼𝗺𝗯𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗩𝗼𝗹𝘂𝗻𝘁𝗮́𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 e pela 𝗣𝗼𝗹𝗶́𝗰𝗶𝗮 𝗠𝗮𝗿𝗶́𝘁𝗶𝗺𝗮, após inspeção à embarcação encalhada, não foi encontrado qualquer tripulante no seu interior.

A situação mobilizou de imediato a Autoridade Marítima Nacional e o Instituto de Socorros a Náufragos, com meios navais e apoio aéreo, envolvendo dois helicópteros, um português e outro espanhol, num esforço articulado de salvamento que importa reconhecer.

O Mestre 𝗡𝘂𝗻𝗼 𝗖𝗮𝘀𝘁𝗿𝗼 é irmão do Presidente da Associação de Pescadores de Caminha, 𝗥𝘂𝗶 𝗖𝗮𝘀𝘁𝗿𝗼 a quem esta Associação esteve presente deste primeiro momento e transmitiu 𝘁𝗼𝘁𝗮𝗹 𝗱𝗶𝘀𝗽𝗼𝗻𝗶𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗰𝗼𝗹𝗮𝗯𝗼𝗿𝗮𝗿 𝗲 𝗮𝗽𝗼𝗶𝗮𝗿 𝗲𝗺 𝘁𝘂𝗱𝗼 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗼𝗿 𝗻𝗲𝗰𝗲𝘀𝘀𝗮́𝗿𝗶𝗼, quer no plano humano, quer institucional.

É também de salientar que Secretario de Estado das Pescas Salvador Malheiro se encontra a acompanhar de perto a evolução da situação.

Enquanto Presidente da Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora, deixo um 𝗮𝗴𝗿𝗮𝗱𝗲𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗼 𝗲 𝗶𝗻𝗲𝗾𝘂𝗶́𝘃𝗼𝗰𝗼 à prontidão e eficácia de todos os meios envolvidos:

Capitão do Capitânia de Caminha, Fernando Vieira;

Polícia Marítima de Caminha;

ISN de Viana do Castelo;

Bombeiros Municipais e Voluntários de Caminha;

Equipa se mergulho dos Bombeiros Voluntários de Caminha;

Instituto Nacional Emergência Médica ( VMER / SIV)

Meios aéreos nacionais e espanhóis,

Proteção Civil de Caminha Liliana Silva;

Presidente da Junta Freguesia de Caminha e Vilarelho Margarida Lages,

𝗲, 𝗱𝗲 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗰𝗶𝗮𝗹, 𝗮𝗼𝘀 𝗽𝗲𝘀𝗰𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗹𝘂́𝗱𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲, 𝗰𝗼𝗺 𝗮𝘀 𝘀𝘂𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗼́𝗽𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗲𝗺𝗯𝗮𝗿𝗰𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗲 𝗿𝗶𝘀𝗰𝗼 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝗹, 𝗻𝗮̃𝗼 𝗵𝗲𝘀𝗶𝘁𝗮𝗿𝗮𝗺 𝗲𝗺 𝗽𝗿𝗲𝘀𝘁𝗮𝗿 𝗮𝘂𝘅𝗶́𝗹𝗶𝗼.

Este episódio trágico volta a lembrar-nos a 𝗱𝘂𝗿𝗲𝘇𝗮 𝗱𝗼 𝗺𝗮𝗿 𝗲 𝗼𝘀 𝗿𝗶𝘀𝗰𝗼𝘀 𝗽𝗲𝗿𝗺𝗮𝗻𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗲𝘀𝗰𝗮𝗱𝗼𝗿, mas também demonstra, uma vez mais, a força de uma comunidade marítima que, em momentos de aflição, se une num só corpo para ajudar o próximo.

Neste momento difícil, os nossos pensamentos estão com as famílias dos tripulantes desaparecidos, mantendo a esperança de que os esforços em curso possam trazer respostas.

𝗛𝗼𝗷𝗲, 𝗖𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗺𝗼𝘀𝘁𝗿𝗼𝘂 𝗾𝘂𝗲 𝗲́ 𝘂𝗺 𝗽𝗼𝘃𝗼 𝘀𝗼𝗹𝗶𝗱𝗮́𝗿𝗶𝗼. 𝗘 𝗼 𝗺𝗮𝗿, 𝗮𝗽𝗲𝘀𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝘁𝘂𝗱𝗼, 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝘂𝗮 𝗮 𝗲𝘅𝗶𝗴𝗶𝗿 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗼, 𝘂𝗻𝗶𝗮̃𝗼 𝗲 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝘀𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲.

Carlos Sampaio

Presidente da Associação Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora

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DIA MUNDIAL DAS PESCAS 2025 – CRÓNICA DE CARLOS SAMPAIO

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21 novembro.

𝗛𝗼𝗺𝗲𝗻𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗮̀ 𝗣𝗲𝘀𝗰𝗮 𝗣𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗲 𝗮̀ 𝗖𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗣𝗶𝘀𝗰𝗮𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗣𝗿𝗮𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗔̂𝗻𝗰𝗼𝗿𝗮

Hoje, Dia Mundial das Pescas, a primeira palavra tem de ser para 𝗼𝘀 𝗽𝗲𝘀𝗰𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀.

Para os homens e mulheres que, em Vila Praia de Âncora, mantêm viva uma das atividades mais duras, mais antigas e mais importantes do país.

Aqui existe uma comunidade piscatória resiliente, trabalhadora e tecnicamente competente, que continua a enfrentar o mar em condições que muitos desconhecem, mas que sustentam famílias, cultura e economia local.

No concelho de Caminha, e de forma muito particular na freguesia de Vila Praia de Âncora, existe 𝘂𝗺 𝘃𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗽𝗼𝗹𝗼 𝗶𝗻𝗱𝘂𝘀𝘁𝗿𝗶𝗮𝗹 𝗺𝗮𝗿𝗶́𝘁𝗶𝗺𝗼, com condições que poucas zonas costeiras do Norte possuem:

lota funcional, mercado de segunda venda de pescado, armazéns, zona técnica, pátio de pescadores e capacidade instalada para 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝟮𝟱 𝗲𝗺𝗯𝗮𝗿𝗰𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗽𝗲𝘀𝗰𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹.

𝗘́ 𝘂𝗺 𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗮𝘁𝗲́𝗴𝗶𝗰𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗲𝗹𝗵𝗼 𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹.

A 𝗔𝘀𝘀𝗼c𝗶𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗣𝗲𝘀𝗰𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗣𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗗𝗲𝘀𝗽𝗼𝗿𝘁𝗶𝘃𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗣𝗿𝗮𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗔̂𝗻𝗰𝗼𝗿𝗮, em articulação com o República Portuguesa através do Ministério da Agricultura e Mar representado pelo José Manuel Fernandes e da Secretaria de Estado das Pescas, liderada pelo Salvador Malheiro tem trabalhado com a Docapesca - Portos e Lotas, S.A. e a DGRM - Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos na melhoria contínua deste polo marítimo.

O novo layout do porto de Vila Praia de Âncora será um passo decisivo para modernizar a atividade, reforçar a segurança e devolver dignidade ao setor.

Somos todos parte da 𝗽𝗲𝗾𝘂𝗲𝗻𝗮 𝗽𝗲𝘀𝗰𝗮 que representa cerca de 𝟴𝟬% 𝗱𝗮 𝗳𝗿𝗼𝘁𝗮 𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 e é responsável por manter vivas tradições, emprego local e um modelo de exploração 𝗮𝗿𝘁𝗲𝘀𝗮𝗻𝗮𝗹, 𝘀𝘂𝘀𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮́𝘃𝗲𝗹 𝗲 𝗲𝗾𝘂𝗶𝗹𝗶𝗯𝗿𝗮𝗱𝗮. Defendemos a preservação dos stocks, a proteção dos ecossistemas e o respeito pela biodiversidade marinha porque sem mar saudável não há pesca, não há futuro, não há comunidade.

Hoje celebramos os pescadores.

Celebramos quem sai de madrugada, enfrenta o frio, os temporais e a incerteza, para que o país tenha peixe fresco, economia viva e uma cultura marítima que não pode desaparecer.

𝗡𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗗𝗶𝗮 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗶𝗮𝗹 𝗱𝗮𝘀 𝗣𝗲𝘀𝗰𝗮𝘀, 𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗲́ 𝗰𝗹𝗮𝗿𝗼:

valorizar a pesca profissional, melhorar continuamente as condições de trabalho e garantir que a pequena pesca tem futuro no concelho de Caminha e em Portugal.

Carlos Sampaio

Presidente da Associação Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora

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VILA PRAIA DE ÂNCORA: PATRONATO DE NOSSA SENHORA DA BONANÇA LANÇA CAMPANHA SOLIDÁRIA DE NATAL

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"O Patronato Nossa Senhora da Bonança lança mais uma Campanha Solidária de Natal, com o objetivo de angariar fundos para a missão da Instituição na infância e na solidariedade (a Instituição dá resposta a 85 crianças em idade de Creche e Pré-Escolar). 

Este ano a Campanha de Natal intitula-se "A SWEAT DO MEU NATAL!" e traz consigo Sweats de Natal para crianças e adultos, ilustradas com desenhos das crianças de Creche e Pré-escolar do Patronato.

A Instituição no momento já se encontra a aceitar encomendas, quer no Patronato, quer através da rede social do facebook institucional.

Adquira a nossa Sweat de Natal do Patronato e vista a magia da solidariedade!

Como habitual este ano também teremos a Agenda e o Calendário Solidário, edição de 2026, subordinado ao tema do presente ano letivo "Cuidar o Ar!". 

APOIE A MISSÃO E O SERVIÇO DO PATRONATO NA INFÂNCIA E NA SOLIDARIEDADE!"

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ORÇAMENTO DE ESTADO 2026: ASSOCIAÇÃO DE PESCADORES, DEPUTADOS E GOVERNO JUNTOS NA REQUALIFICAÇÃO DO PORTO DE MAR DE VILA PRAIA DE ÂNCORA – CRÓNICA DE CARLOS SAMPAIO

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𝗔 𝗔𝘀𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗣𝗲𝘀𝗰𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗣𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗗𝗲𝘀𝗽𝗼𝗿𝘁𝗶𝘃𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗣𝗿𝗮𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗔̂𝗻𝗰𝗼𝗿𝗮, 𝗮𝘁𝗿𝗮𝘃𝗲́𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗲𝗽𝘂𝘁𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗲𝗹𝗲𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗽𝗼𝗿 𝗩𝗶𝗮𝗻𝗮 𝗱𝗼 𝗖𝗮𝘀𝘁𝗲𝗹𝗼 dos partidos 𝙋𝙎𝘿 𝙚 𝙋𝙎 viu hoje serem colocadas 𝗽𝗲𝗿𝗴𝘂𝗻𝘁𝗮𝘀 𝗱𝗶𝗿𝗲𝘁𝗮𝘀 𝗮𝗼 𝗠𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗮 𝗔𝗴𝗿𝗶𝗰𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗲 𝗱𝗼 𝗠𝗮𝗿, 𝗘𝗻𝗴.º 𝗝𝗼𝘀𝗲́ 𝗠𝗮𝗻𝘂𝗲𝗹 𝗙𝗲𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗲𝘀, sobre o processo de 𝗥𝗘𝗤𝗨𝗔𝗟𝗜𝗙𝗜𝗖𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗗𝗢 𝗣𝗢𝗥𝗧𝗢 𝗗𝗘 𝗠𝗔𝗥 𝗗𝗘 𝗩𝗜𝗟𝗔 𝗣𝗥𝗔𝗜𝗔 𝗗𝗘 𝗔̂𝗡𝗖𝗢𝗥𝗔.

𝗔𝘂𝗱𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗠𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗮 𝗔𝗴𝗿𝗶𝗰𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗲 𝗱𝗼 𝗠𝗮𝗿 – 𝗢𝗿𝗰̧𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗘𝘀𝘁𝗮𝗱𝗼 𝟮𝟬𝟮𝟲

𝗘𝘅𝗰𝗲𝗿𝘁𝗼 𝗱𝗮 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝘃𝗲𝗻𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲 𝗱𝗮𝘀 𝗽𝗲𝗿𝗴𝘂𝗻𝘁𝗮𝘀 𝗱𝗮𝘀 𝗗𝗲𝗽𝘂𝘁𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗠𝗮𝗻𝘂𝗲𝗹𝗮 𝗖𝗮𝗿𝘃𝗮𝗹𝗵𝗼 (𝗣𝗦𝗗) 𝗲 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗻𝗮 𝗚𝗼𝗻𝗰̧𝗮𝗹𝘃𝗲𝘀 (𝗣𝗦), 𝗮𝗺𝗯𝗮𝘀 𝗲𝗹𝗲𝗶𝘁𝗮𝘀 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗰𝗶́𝗿𝗰𝘂𝗹𝗼 𝗲𝗹𝗲𝗶𝘁𝗼𝗿𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗮𝗻𝗮 𝗱𝗼 𝗖𝗮𝘀𝘁𝗲𝗹𝗼,

Carlos Sampaio | Presidente Associação Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia Âncora

CAMPO DE JOGOS DO ÂNCORA PRAIA FUTEBOL CLUBE JÁ EXIBE O NOVO RELVADO

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Obra está na fase final e representa um investimento da Câmara Municipal de cerca de meio milhão de euros. Com 63 anos e milhares de atletas, o APFC é dono de muitas conquistas e tem forte implantação na comunidade

Estão já na fase final os trabalhos de “Requalificação do Campo de Jogos do Âncora Praia Futebol Clube - Instalação de Relvado Sintético”, em Âncora, um investimento de cerca de meio milhão de euros assumido pela Câmara Municipal, que vem melhorar significativamente as condições de treinos e jogos para as centenas de atletas que diariamente utilizam o relvado. Esta é uma grande parte de uma obra fundamental, mas o compromisso assumido pelo Município com este clube, por altura do 63º aniversário, vai mais longe, e consta do “Estudo Prévio para Requalificação e Remodelação do Estádio do Âncora Praia Futebol Clube”. Com a concretização da restante obra de requalificação do estádio, estarão criadas todas as condições para a prática desportiva, honrando um clube com mais de seis décadas, por onde passaram muitos milhares de atletas.  

O Âncora Praia Futebol Clube, hoje liderado por Patrícia Fão, tem uma longa e extraordinária história, sendo também um dos clubes mais antigos do distrito de Viana do Castelo. O seu estádio localiza-se numa zona que é até algo invulgar, junto ao mar, a praias de excelência e ao pinhal, um autêntico paraíso que encanta sobretudo as equipas visitantes. Mas o equipamento estava deteriorado e com poucas condições para a utilização, o que levou a Câmara Municipal a responder positivamente aos desejos da direção, dos atletas e da comunidade, avançando com uma obra estruturante para o concelho. 

Um clube que tem funcionado mesmo como uma espécie de “incubadora” de talentos, tendo passado por aqui algumas estrelas do futebol de maior visibilidade, que de Âncora voaram para os campos nacionais e internacionais, como foi o aso de Tiago Mendes.

As conquistas são mesmo muitas e conhecidas, mas além da componente desportiva, o clube tem também um forte papel social e na comunidade em geral, motivando os mais jovens para a prática do desporto e envolvendo-se com entusiasmo em múltiplas atividades, como ainda aconteceu, este verão, com a Festa do Mar e da Sardinha, realizada novamente numa parceria com a Câmara Municipal.

O Âncora Praia Futebol Clube é uma instituição atenta e comprometida com a sociedade. Um exemplo, entre outros, é a campanha de sensibilização que lançou, intitulada: “És o exemplo que quero seguir”, no âmbito da promoção dos valores no desporto.

Entre os Benjamins, Infantis, Iniciados, Juvenis, Juniores, Seniores e Veteranos, o Âncora Praia Futebol Clube conta atualmente com cerca de duas centenas e meia de atletas ativos, a utilizar regularmente o estádio, para além das equipas que recebe para os seus jogos. Um dinamismo que em breve regressará ao relvado de Âncora, ao novo relvado. Para já, os treinos fazem-se noutras instalações, provisoriamente e já por muito pouco tempo, porque a instalação do novo relvado, como referimos, está quase a terminar. A “Requalificação do Campo de Jogos do Âncora Praia Futebol Clube - Instalação de Relvado Sintético” foi executada na sequência de concurso público e contratualizada pela Câmara Municipal com a empresa especializada que foi a vencedora do procedimento por 459.236,01 € (+ IVA).

Faltará então por concretizar a segunda parte do projeto que consta do “Estudo Prévio para Requalificação e Remodelação do Estádio do Âncora Praia Futebol Clube”, ou seja, a requalificação dos balneários e instalações de apoio em geral. O projeto foi apresentado no Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora e a previsão é de que possa estar concluído até 2027, conforme o compromisso assumido.

MINHO: O CULTO DOS MORTOS E A ACÇÃO CRIADORA DOS DEUSES

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Dólmen da Barrosa em Vila Praia de Âncora

Desde sempre o Homem acreditou na possibilidade dos mortos intercederem na ação criadora dos deuses e no próprio ciclo da natureza, contribuindo inclusivamente para o renascimento dos vegetais e das culturas que os demónios e maus espíritos do inverno fizeram desaparecer.

Esta crença está na origem de uma infinidade de práticas relacionadas com o culto dos mortos que regra geral se iniciam em Novembro e prolongam-se até à Serração-da-Velha, atravessando as cerimónias solsticiais ou "saturnais" e os festejos carnavalescos.

Naturalmente, os ritos variam consoante as celebrações em causa mas conservam entre si uma finalidade comum que é o de assegurar que o ciclo da vida e da morte não se interrompa, possibilitando, por conseguinte, que ao inverno suceda impreterivelmente a primavera.

De acordo com as investigações feitas no domínio da arqueologia e da antropologia, acredita-se que as práticas do culto dos mortos tiveram o seu começo na fase de transição da pedra lascada para a pedra polida, sendo disso testemunho os inúmeros monumentos funerários como os dólmens ou antas, inscrições votivas e outros achados. Não admira, pois, que sejam precisamente os monumentos funerários desde sempre os mais visitados pelo seu interesse artístico e patrimonial, marcando cada época histórica e constituindo roteiros culturais.

Pão por Deus! - pedem as crianças na região saloia, percorrendo as casas em alegre peditório. A ladaínha varia contudo de uma região para outra. Por exemplo, para os lados de Braga é costume dizer-se do seguinte modo: "Bolinhos, bolinhós, / Para mim e para vós / E para quem está debaixo da cruz / Truz truz".

Por esta ocasião, as pessoas cumprem o ritual da visita aos cemitérios e cuidam das sepulturas dos seus entes queridos. Mas, também em casa é costume em muitas localidades, após a ceia, deixar até ao dia seguinte a mesa composta de iguarias para que os defuntos possam banquetear-se.

Nalgumas localidades, na noite de Todos-os-Santos, coloca-se uma mesa com castanhas para os familiares falecidos, as quais ninguém tocará porque ficam “babadas dos defuntos”. Da mesma forma que o azeite que alumia os defuntos jamais alumiará os vivos. Entre alguns povos do leste europeu conserva-se ainda a tradição de organizar o festim no próprio cemitério a fim de que todos em conjunto – mortos e vivos – possam confraternizar!

A partir desta época do ano, as noites das aldeias são povoadas por criaturas extraordinárias que surgem nas encruzilhadas e amedrontam os notívagos. Uivam os lobos nas serranias enquanto as bruxas – quais sacerdotisas do paganismo – reúnem-se sob as pontes em locais ermos.

Aconselha a prudência que ao gado se prendam pequenas saquinhas de amuletos que o resguardem do “mau olhado”. O serão é passado junto à lareira, no afago do lume, escutando aos mais antigos estória que nos embalam num mundo de fantasia povoado por seres sobrenaturais. E, quando finalmente chegada é a hora de dormir, manda o costume fazer o sinal-da-cruz para que o demónio não nos apoquente e a manhã do dia seguinte nasça radiosa a anunciar uma vida nova.

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Dólmen da Barrosa em Vila Praia de Âncora

PESCA PROFISSIONAL – VILA PRAIA DE ÂNCORA – CRÓNICA DE CARLOS SAMPAIO

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O mar da costa de Âncora até Caminha 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗲𝗼𝘂 𝘂𝗺 𝗱𝗼𝘀 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗼𝘀 𝗮𝗿𝗺𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗷𝗼𝘃𝗲𝗻𝘀 𝗰𝗼𝗺 com um magnífico exemplar: 𝘂𝗺𝗮 𝗱𝗼𝘂𝗿𝗮𝗱𝗮 𝗱𝗲 𝟯,𝟲𝟬𝟬 𝗸𝗴.

Apesar deste belo prémio, 𝗮𝗻𝗼 𝘁𝗲𝗺 𝘀𝗶𝗱𝗼 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗶𝗰𝘂𝗹𝗮𝗿𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗶𝗳𝗶́𝗰𝗶𝗹 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗽𝗲𝘀𝗰𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 não apenas para as embarcações de Vila Praia de Âncora, mas em todo o país. As capturas diminuíram de forma acentuada. Uns dizem que é apenas um 𝗰𝗶𝗰𝗹𝗼 𝗻𝗮𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗺𝗮𝗿, outros apontam a 𝗽𝗼𝗹𝘂𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲 𝗼 𝗮𝘂𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗲𝘀𝗽𝗲́𝗰𝗶𝗲𝘀 𝗽𝗿𝗲𝗱𝗮𝗱𝗼𝗿𝗮𝘀 como principais causas.

Mas há algo que nunca muda: 𝗮 𝗰𝗼𝗿𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗱𝗼𝘀 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗼𝘀 𝗽𝗲𝘀𝗰𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀. Mesmo quando o peixe escasseia, 𝗮𝘃𝗲𝗻𝘁𝘂𝗿𝗮𝗺-𝘀𝗲 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼 𝗲 𝗮 𝗯𝗮𝗿𝗿𝗮 𝗼 𝗽𝗲𝗿𝗺𝗶𝘁𝗲 mantendo viva uma tradição que atravessa gerações.

Vila Praia de Âncora, 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗰𝗮𝗻𝘁𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗱𝗼 𝗹𝗶𝘁𝗼𝗿𝗮𝗹 𝗻𝗼𝗿𝘁𝗲 𝗰𝗼𝗹𝗮𝗱𝗼 𝗮𝗼 𝗺𝗮𝗿 𝗱𝗼𝘀 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗼𝘀 𝗵𝗲𝗿𝗺𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗴𝗮𝗹𝗲𝗴𝗼𝘀, possui 𝗰𝗼𝗻𝗱𝗶𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗲𝘅𝗰𝗲𝗹𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮, com 𝗹𝗼𝘁𝗮 𝗲 𝗺𝗲𝗿𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗴𝘂𝗻𝗱𝗮 𝘃𝗲𝗻𝗱𝗮 reconhecidos pela qualidade do pescado e pela dedicação dos seus profissionais.

Ainda assim, há melhorias a fazer. A Docapesca - Portos e Lotas, S.A. prepara-se para realizar 𝗮𝗷𝘂𝘀𝘁𝗲𝘀 𝗶𝗺𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗻𝗮 𝗼𝘁𝗶𝗺𝗶𝘇𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗲𝘀𝗽𝗮𝗰̧𝗼 𝗱𝗼 𝗠𝗲𝗿𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗲𝗴𝘂𝗻𝗱𝗮 𝗩𝗲𝗻𝗱𝗮, em articulação com a 𝗔𝘀𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗣𝗲𝘀𝗰𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗣𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗗𝗲𝘀𝗽𝗼𝗿𝘁𝗶𝘃𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗣𝗿𝗮𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗔̂𝗻𝗰𝗼𝗿𝗮, o Caminha Município e a Freguesia de Vila Praia de Âncora para reforçar a qualidade e valorização do nosso pescado.

Por agora, 𝗺𝗮𝗿𝗮𝘃𝗶𝗹𝗵𝗲𝗺𝗼-𝗻𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗺𝗮𝗴𝗻𝗶́𝗳𝗶𝗰𝗼 𝗲𝘅𝗲𝗺𝗽𝗹𝗮𝗿, que viajou para longe…𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘀𝗲 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗿 𝗲𝗺 𝗦𝗨𝗦𝗛𝗜 levando consigo o sabor autêntico da nossa costa.

Carlos Sampaio | Presidente interino Associação Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora