O historiador da diáspora Daniel Bastos (esq.), com o artista plástico Orlando Pompeu (centro) e o tradutor Paulo Teixeira (dir.), no decurso da apresentação do livro “Monumentos ao Emigrante” em Vigo
Na passada sexta-feira (26 de setembro), a cidade de Vigo, na Galiza, comunidade autónoma de Espanha, acolheu a apresentação do livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”.
A obra, concebida pelo historiador da diáspora Daniel Bastos, em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido, assente no levantamento dos Monumentos de Homenagem ao Emigrante existentes em todos os distritos de Portugal continental, e regiões autónomas da Madeira e dos Açores, foi apresentada no Camões - Centro Cultural Português em Vigo.
A sessão de apresentação do livro, uma edição bilingue (português e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, prefácio do filósofo e escritor Onésimo Teotónio Almeida, e posfácio da socióloga das migrações, Maria Beatriz Rocha-Trindade, esteve a cargo de Orlando Pompeu, um dos mais consagrados artistas plásticos portugueses da atualidade. No decurso da sessão, o mestre-pintor salientou a “admiração e respeito pelos emigrantes portugueses espalhados pelo mundo”, e a acuidade da obra como “um testemunho de homenagem à história da emigração”.
Refira-se que o livro, realizado com o apoio institucional da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e da Sociedade de Geografia de Lisboa, assume-se como um convite a uma viagem pelo passado, com os olhos no presente e futuro, da imagem e memória da emigração em Portugal. Uma viagem através de um itinerário profusamente ilustrado, que percorre todas as regiões de Portugal, onde existem mais de uma centena de monumentos, como bustos, estátuas ou memoriais dedicados ao Emigrante, e que constituem uma relevante fonte material para a compreensão da diáspora lusa.
Neste sentido, a apresentação desta história concisa e ilustrada da emigração, constituiu um reconhecimento da importância das migrações entre a Galiza e Portugal, um fenómeno marcante do passado e do presente de dois territórios que estão ligados por laços históricos, culturais, geopolíticos e económicos.
A sessão de apresentação no Camões - Centro Cultural Português em Vigo, organismo que tem como objetivo central levar a cultura lusa a toda a Galiza, incluiu uma prova de vinho verde, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde que procura aliar a tradição de fazer vinho com a inovação no sector.
O historiador da diáspora Daniel Bastos (à direita), acompanhado do tradutor Paulo Teixeira
No próximo dia 26 de setembro (sexta-feira), é apresentado em Vigo,a maior cidade da região espanhola da Galiza, o livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”.
A obra, concebida pelo historiador da diáspora Daniel Bastos, em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido, assente no levantamento dos Monumentos de Homenagem ao Emigrante existentes em todos os distritos de Portugal continental, e regiões autónomas da Madeira e dos Açores, é apresentada às 18h00, no Camões - Centro Cultural Português em Vigo.
A sessão de apresentação do livro, uma edição bilingue (português e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, prefácio do filósofo e escritor Onésimo Teotónio Almeida, e posfácio da socióloga das migrações, Maria Beatriz Rocha-Trindade, estará a cargo de Orlando Pompeu, um dos mais consagrados artistas plásticos portugueses da atualidade.
A obra pioneira, realizada com o apoio institucional da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e da Sociedade de Geografia de Lisboa, é um convite a uma viagem pelo passado, com os olhos no presente e futuro, da imagem e memória da emigração em Portugal. Uma viagem através de um itinerário profusamente ilustrado, que percorre todas as regiões de Portugal, onde existem mais de uma centena de monumentos, como bustos, estátuas ou memoriais dedicados ao Emigrante, e que constituem uma relevante fonte material para a compreensão da diáspora lusa espalhada pelos quatro cantos do mundo.
A sessão de apresentação desta história concisa e ilustrada da emigração portuguesa, aberta à comunidade, constitui um reconhecimento da importância das migrações entre a Galiza e Portugal, um fenómeno marcante do passado e do presente de dois territórios que estão ligados por laços históricos, culturais,geopolíticos e económicos.
Refira-se que a sessão de apresentação no Camões - Centro Cultural Português em Vigo, organismo que tem como objetivo central levar a cultura lusa a toda a Galiza, inclui uma prova de vinho verde, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde que procura aliar a tradição de fazer vinho com a inovação no sector.
No prefácio do livro, Onésimo Teotónio Almeida, Professor Emérito da Universidade Brown, que dedicou uma grande parte da sua vida a escrever sobre a portugalidade, assegura “Se uma imagem vale mil palavras, temos aqui duas centenas e meia de milhar de belas palavras saltando-nos à vista com gritante eloquência”. Na mesma linha, Maria Beatriz Rocha-Trindade, autora de uma vasta bibliografia sobre matérias relacionadas com as migrações, sustenta no posfácio que “Este livro, constitui uma valiosa contribuição para o conhecimento da História de Portugal”.
A ligação ferroviária entre o Porto e Vigo é assegurada pelo comboio Celta. Este serviço operado pela CP em conjunto com a Renfe, transportadora espanhola, iniciou a sua atividade em julho de 2013. É realizado numa automotora a gasóleo com mais de 40 anos, alugada pela CP à Renfe, apesar da linha estar totalmente eletrificada há mais de três anos.
Este serviço, de extrema importância para a mobilidade na região, tem sido negligenciado, o que já levou a uma declaração conjunta entre a Xunta da Galiza e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, apelando aos governos centrais dos dois países investimento para melhorar o atual serviço. Não só o material circulante é obsoleto, pondo em causa o conforto dos passageiros, mas também o ambiente, uma vez que as locomotivas ainda são a gasóleo, como os horários disponíveis são muito reduzidos. Adicionalmente, os passageiros portugueses que queiram comprar bilhete para este comboio só o podem fazer através da página da Renfe, que tem as instruções em castelhano ou então num balcão das estações da CP, devido ao fato de a CP estar à espera do lançamento do novo portal e aplicação móvel.
Durante o verão passado, a ligação entre Viana do Castelo e Vigo foi efetuada de autocarro, uma vez que o maquinista da Renfe faltou. Durante os períodos entre 15 e 21 de julho e entre 20 e 26 de agosto, os passageiros do Celta tiveram de trocar de meio de transporte a meio da viagem, impossibilitando assim transporte de bicicletas, dificultando a entrada e saída de passageiros, principalmente aqueles com mobilidade reduzida, e ainda aumentou os atrasos nas viagens (o Celta apenas chegou a horas em 17,7% das viagens).
O Bloco de Esquerda considera que é necessário um investimento no material circulante, por um comboio mais cómodo, rápido e com mais oferta de horários. Não se compreende com uma linha completamente eletrificada, as locomotoras sejam ainda a gasóleo.
No documento entregue na Assembleia da República o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda pretende saber se está prevista a substituição das locomotivas a gasóleo e para quando está previsto que se possa adquirir bilhetes para o comboio Celta pela aplicação e sitio da internet da CP, em português.
Como forma de assinalar o 40º aniversário, a Orquestra Clássica de Vigo está a dinamizar um programa monográfico dedicado ao mestre Reveriano Soutullo, um dos compositores galegos mais importantes. Organizado pela Deputación de Pontevedra, o ‘Ciclo: Concertos às Beiras do Miño’ vai passar por cinco concelhos portugueses e galegos, sendo Vila Nova de Cerveira um dos privilegiados ao receber o espetáculo de música clássica, dia 10 de agosto, no Auditório Municipal. Entrada livre.
Em 2024 assinala-se o centenário da estreia de ‘La leyenda del beso’, obra fundamental no repertório de Reveriano Soutullo. Nascido em Ponteareas em 1880, é um dos compositores mais importante da história da Galiza, tendo-se convertido no autor galego mais ovacionado da história graças à sua repercussão e gravações posteriores na Ibero América. Trabalhando com Juan Vert, Soutullo alcançou o reconhecimento com as suas zarzuelas, conseguindo um espaço incontestável entre os artistas mais importantes do primeiro terço do século XX no género lírico.
Com estes cinco concertos, com epicentro no rio Minho, a Orquestra Clássica de Vigo pretende colocar a tónica na música que Reveriano Soutullo dedicou à sua terra, repartida entre Ponteareas, Redondela e Vigo. «Puenteareas» é um hino, ao qual se acrescentam duas obras recuperadas e reinstrumentadas por Manuel Martínez Álvarez-Nava, diretor da Orquestra Clássica de Vigo: ‘La suite Vigo’ e o ‘pasodoble Redondela’, estreia absoluta neste ciclo de concertos que, além de Vila Nova de Cerveira, passa também por Melgaço, Oia, Salvaterra e A Guarda.
Criada em 1984 pelo ainda seu diretor titular e artístico, Manuel Martínez Álvarez-Nava, a Orquestra Clássica de Vigo oferece a sua programação anual na cidade de Vigo. Al longo dos seus 40 anos de história, já são mais de 500 as obras interpretadas e mais de 650 instrumentistas de toda a Galiza e Norte de Portugal, com mais de 140 solistas. A Orquestra Clássica de Vigo não compreende estilos ou rótulos na sua programação, o que é entendido como uma oportunidade para explorar a riqueza do património musical e atrair outros públicos, para além dos da música clássica tradicional. De salientar que, nos últimos anos, tem apresentado propostas de dança, cinema em direto, bandas sonoras, propostas atuais e obras consagradas.
Redondela é um município galego pertencente à Província de Pontevedra, Comarca de Vigo.
A vitória de Redondela sobre o dragão
No passado, jovens marinheiros de Redondela venceram o dragão e, desde então, todos os anos, a sua vitória é celebrada na animada Dança das Espadas. Além desses jovens, jovens aladas, vestidas de branco e representando as virgens, popularmente conhecidas como penlas, também participam da dança. Estas raparigas dançam sobre os ombros das, mulheres que fazem o papel das suas mães. A procissão da Virgem de A Gabacha, os coloridos tapetes de flores e a encenação da morte da Coca trazem milhares de pessoas a Redondela todos os anos. Eles participam deste festival, que começa na noite anterior ao Corpus Thursday e segue até domingo.
Segundo a lenda, este dragão, símbolo do mal durante a Idade Média, vivia no mar perto de Redondela, perto da ilha de San Simón. Esta criatura visitava a cidade, destruindo tudo no seu caminho e raptando raparigas. Na quinta-feira de Corpus, este monstro desfila pela cidade fugindo da Virgem de A Gabacha, que marcha em um desfile pelas ruas, lindamente dispostas com canteiros coloridos, sob uma chuva de pétalas.
A figura da Virgem, escoltada pelos bailarinos, é transportada da Igreja de Vilavella para a Igreja de Santiago. Ela protegeu os habitantes locais do ataque deste dragão. Nesta celebração, a Dança das Espadas é realizada logo após a reconstituição da morte da Coca. O grupo de bailarinos é composto por vinte homens – o mestre, quatro abaelas ou rabelos, quatro guias ou primeiros, e uma dúzia de bailarinos com espadas – e as penlas. Dançam ao som dos tubos e ao ritmo dos tambores na praça da Casa da Torre. Figuras fantasiadas, conhecidas como xigantes e cabezudos, também participam do desfile.
A origem desta festa remonta a 1482, quando o dia do Corpus Christi foi declarado dia sagrado pelo Bispado de Tui. Nessa altura, a Câmara Municipal de Redondela e as diferentes guildas forneceram as imagens para a procissão, e também organizaram as danças e as performances do evento. A reconstituição da luta de São Jorge e do dragão faz parte da tradição da cidade até hoje. Em Monção, do outro lado do rio, esta tradição também foi preservada, mas neste caso São Jorge é quem enfrenta e derrota o dragão. As primeiras evidências sobre a existência da Dança das Espadas datam do século 16.
A figura da Virgem regressa à Igreja de Vilavella numa procissão realizada na sexta-feira após os acontecimentos do dia principal da festa. No sábado uma oferenda de flores é realizada nesta igreja. E, na segunda-feira a procissão do Corpus marcha pelas ruas da freguesia de Vilavella, e a Dança das Espadas e Penlas volta a ser executada.
Embora existam muitas teorias, de acordo com alguns historiadores, o nome Coca pode vir do nome latino Cocatrix, que significa crocodilo. Isso é evidenciado por vários documentos que datam do século 15; Em documentos anteriores o nome Coqueriz também foi mencionado. Outra hipótese é que a Coca pode ter sua origem no coco (semelhante ao bicho-papão), um monstro que assusta as crianças. Outros pesquisadores acreditam que esta besta pode estar associada ao gigante de três cabeças Cacus, filho de Vulcano.
Se compararmos a aparência do monstro em algumas fotografias do desfile que datam da década de 1920 com a sua aparência atual, a cabeça da Coca é o único elemento que permaneceu inalterado. Ao longo dos anos, a cabeça da criatura foi repetidamente restaurada e melhorada. De acordo com algumas evidências escritas, a tradição de colocar tapetes nas ruas para a procissão data do século 16. No entanto, os tapetes de flores foram colocados desde 1950, no início consistiam em búzios e flores espalhadas pelas ruas, e mais tarde, a partir de 1965, foram arranjados com desenhos artísticos.
Como diz o ditado popular espanhol: "há três quintas-feiras no ano que brilham mais do que o Sol: Quinta-feira Santa, Corpus Christi e o Dia da Ascensão". Na cidade de Redondela, a segunda quinta-feira tem estado intimamente ligada ao Festival da Coca.
Foi ontem apresentado em Vigo o livro “Memórias da Ditadura – Sociedade, Emigração e Resistência”.
A obra, concebida pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio fotográfico inédito de Fernando Mariano Cardeira, antigo oposicionista, militar desertor, emigrante e exilado político, foi apresentada no Camões - Centro Cultural Português em Vigo.
Mesa da sessão de apresentação em Vigo do livro “Memórias da Ditadura – Sociedade, Emigração e Resistência” (Da esq. para dir.: o historiador Daniel Bastos, acompanhado do mestre-pintor Orlando Pompeu, e do tradutor Paulo Teixeira)
A sessão de apresentação, que contou com a presença de participantes da Galiza e do Norte de Portugal, esteve a cargo de Orlando Pompeu, um dos mais consagrados artistas plásticos portugueses da atualidade, que destacou os laços culturais entras as comunidades transfronteiriças. E a importância da Revolução de Abril na instituição da liberdade de expressão, na vivência da cultura e na valorização da criação artística.
Refira-se que neste novo livro, uma edição bilingue (português e inglês) com tradução de Paulo Teixeira e prefácio do investigador José Pacheco Pereira, realizada com o apoio institucional da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril, Daniel Bastos revela o espólio singular de Fernando Mariano Cardeira, cuja lente humanista e militante teve o condão de captar fotografias marcantes para o conhecimento da sociedade, emigração e resistência à ditadura nos anos 60 e 70.
Através das memórias visuais do antigo oposicionista, assentes num conjunto de centena e meia de imagens, são abordados, desde logo, as primeiras manifestações do Maio de 1968 em Paris, acontecimento icónico onde o fotógrafo engajado consolidou a sua consciência cívica e política. E, com particular incidência, o quotidiano de pobreza e miséria em Lisboa, a efervescência do movimento estudantil português, o embarque de tropas para o Ultramar, os caminhos da deserção, da emigração “a salto” e do exílio, uma estratégia seguida por milhares de portugueses em demanda de melhores condições de vida e para escapar à Guerra Colonial nos anos 60 e 70.
Em plena celebração de meio século de liberdade em Portugal, a apresentação deste livro em Vigo, assumiu-se como um reconhecimento dos laços históricos, territoriais, culturais e linguísticos entre a Galiza e o Norte de Portugal. Assim, como uma iniciativa simbólica para revisitar os países ibéricos como eram há 50 anos, e apreender a influência da Revolução de Abril no processo de transição para a democracia em Espanha.
Refira-se que a sessão de apresentação no Camões - Centro Cultural Português em Vigo, organismo que tem como objetivo central levar a cultura portuguesa a toda a Galiza, incluiu uma prova de vinho verde, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde que procura aliar a tradição de fazer vinho com a inovação no sector.
No próximo dia 16 de maio (quinta-feira), é apresentado em Vigo o livro “Memórias da Ditadura – Sociedade, Emigração e Resistência”.
A obra, concebida pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio fotográfico inédito de Fernando Mariano Cardeira, antigo oposicionista, militar desertor, emigrante e exilado político, é apresentada às 18h00 no Camões - Centro Cultural Português em Vigo.
O artista plástico Orlando Pompeu (ao centro), ladeado do historiador Daniel Bastos (dir.), e do tradutor Paulo Teixeira
A apresentação do livro, uma edição bilingue (português e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, e prefácio do historiador e investigador José Pacheco Pereira, estará a cargo de Orlando Pompeu, um dos mais consagrados artistas plásticos portugueses da atualidade.
Nesta nova obra, realizada com o apoio institucional da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril, Daniel Bastos revela o espólio singular de Fernando Mariano Cardeira, cuja lente humanista e militante teve o condão de captar fotografias marcantes para o conhecimento da sociedade, emigração e resistência à ditadura nas décadas de 1960-70.
Através das memórias visuais do antigo oposicionista, assentes num conjunto de centena e meia de imagens, são abordados, desde logo, as primeiras manifestações do Maio de 1968 em Paris, acontecimento icónico onde o fotógrafo engajado consolidou a sua consciência cívica e política. E, com particular incidência, o quotidiano de pobreza e miséria em Lisboa, a efervescência do movimento estudantil português, o embarque de tropas para o Ultramar, os caminhos da deserção, da emigração “a salto” e do exílio, uma estratégia seguida por milhares de portugueses em demanda de melhores condições de vida e para escapar à Guerra Colonial nos anos 60 e 70.
Em plena celebração de meio século de liberdade em Portugal, a apresentação deste livro em Vigo, constitui um reconhecimento dos laços históricos, territoriais, culturais e linguísticos entre a Galiza e o Norte de Portugal. Assim, como uma iniciativa simbólica para revisitar os países ibéricos como eram há 50 anos, e apreender a influência da Revolução de Abril no processo de transição para a democracia em Espanha.
Refira-se que a sessão de apresentação no Camões - Centro Cultural Português em Vigo, organismo que tem como objetivo central levar a cultura portuguesa a toda a Galiza, incluirá uma prova de vinho verde, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde que procura aliar a tradição de fazer vinho com a inovação no sector.
Nascido já depois da Revolução de Abril, e com vários livros publicados no domínio da História e da Emigração, cujas sessões de apresentação o têm colocado em contacto estreito com as comunidades lusas, o percurso do historiador e escritor Daniel Bastos tem sido alicerçado no seio da Diáspora.
Depois de uma trajetória marcada pela deserção, emigração e exílio nas décadas de 1960-70, Fernando Mariano Cardeira regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974. Foi um dos fundadores da Associação de Exilados Políticos Portugueses (AEP61/74), e presidiu à Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória-NAM.
O AECT da Eurorregião Galicia - Norte de Portugal reuniu, hoje, em Vigo os agentes sociais e económicos da Eurorregião para preparar o conteúdo do Estatuto do Trabalhador Transfronteiriço
O grupo de trabalho quer que o Estatuto do Trabalhador Transfronteiriço seja uma realidade o mais rápido possível para facilitar a circulação, o acesso à informação e o exercício dos direitos dos trabalhadores que residam habitualmente ou trabalham na raia.
Da reunião sai, também, o compromisso de que o “Estatuto do Trabalhador Transfronteiriço” seja uma eficaz “carta dos direitos e deveres” dos trabalhadores transfronteiriços: para que não saiam prejudicados em relação aos trabalhadores “nacionais”.
Foi a primeira reunião técnica deste grupo que entregará o trabalho aos governos de Espanha e de Portugal, antes da próxima Cimeira Ibérica do mês de outubro.
Vigo, 23 de abril de 2024.
A Eurorregião Galicia – Norte de Portugal continua a trabalhar intensamente, junto com outras instituições do território, para que o Estatuto do Trabalhador Transfronteiriço, seja uma realidade proximamente, para os 15.000 cidadãos que cruzam diariamente a raia para ir trabalhar. Por esse motivo, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal reuniu hoje, na sua sede em Vigo, os agentes sociais e económicos da Eurorregião, para trabalhar no conteúdo do supracitado Estatuto. O documento será entregue aos governos de Espanha e Portugal, antes da próxima Cimeira Ibérica, prevista para o mês de outubro.
No encontro participaram o Diretor geral e com a União Europeia da Junta da Galiza, Jesús Gamallo, o Chefe de serviço da Conselheria de Emprego, Comércio e Emigração, Santiago Boquete, a Delegada regional do "Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P. Delegação Regional do Norte", Carla Vale, os dois Vice-Presidentes do Conselho Sindical Interregional Galicia-Norte de Portugal, José Carlos Rio e Carlos Pérez, a Coordenadora do Eures Transfronteiriço Galicia - Norte de Portugal, Teresa Ventín, o Secretário geral da Confederação de Empresários da Galiza (CEG), José Manuel Maceiras, além do Diretor, Sub-diretor e Gerente do AECT da Eurorregião, Nuno Almeida, Xosé Lago e Alfonso Rubio.
O grupo de trabalho nasceu, auspiciado pela Junta da Galiza e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte I.P, com o objetivo de definir os principais assuntos que devem ser tratados pelo Estatuto e propor soluções para que esta ferramenta nos permita avançar para um mercado laboral mais eficiente e coeso, em benefício dos habitantes dos territórios fronteiriços.
O objetivo é que o Estatuto do Trabalhador Transfronteiriço facilite a circulação, o acesso à informação e o exercício dos direitos dos trabalhadores que residam ou trabalhem nos territórios fronteiriços da Galiza e do Norte de Portugal, e por conseguinte, de Portugal e de Espanha. Trata-se de facilitar a execução dos direitos da legislação nacional de cada um dos Estados e dos instrumentos pertinentes de Direito da União Europeia ou do Direito Internacional, no emprego, a formação profissional, as condições de trabalho, incluindo a segurança e a saúde.
Entre outras coisas, o Estatuto deve:
Estabelecer uma definição comum e consensuada da figura do Trabalhador Transfronteiriço, que seja esta a única válida em termos laborais, de fiscalidade e de segurança social, estabelecer o seu âmbito de aplicação, assim como a relação laboral entre o empresário e o trabalhador.
Tratar os temas relativos ao direito laboral e condições de trabalho; os assuntos de fiscalidade; os referidos à Segurança social dos trabalhadores transfronteiriços; os que afetem a reforma e prestações dos trabalhadores e as suas famílias; as melhorias sociais que lhes incumban; as questões mais “logísticas” de organização; os intercâmbios de informações entre os diferentes organismos implicados (que, por definição, pertencem a dois países diferentes).
Ser uma “carta dos direitos e deveres” dos trabalhadores transfronteiriços: estes trabalhadores não podem sair pior desempregados que os que trabalham no seu país de residência.
Quatro anos de trabalho para a sua materialização:
o A Eurorregião propõe, desde 2020, para as Cimeiras Ibéricas, uma série de “Prioridades” com as principais petições que fazem referência a questões laborais, para melhorar as condições dos trabalhadores transfronteiriços. Entre elas está o Estatuto do Trabalhador Transfronteiriço.
o No da Guarda, Portugal, (outubro de 2020) os dois governos anunciaram a elaboração deste Estatuto, como um dos pilares dentro da Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço.
o No de Trujillo, Extremadura, (outubro 2021), assinou-se um Protocolo de Cooperação Institucional relativo aos trabalhadores transfronteiriços, no qual se propunha a criação de um grupo de trabalho para elaborar o Estatuto e que fosse aplicável aos supracitados trabalhadores transfronteiriços. É preciso acrescentar que as Comunidades Autónomas e Regiões nunca foram chamados para este grupo.
o No de Viana do Castelo, (novembro, 2022) só se publicou uma Guia informativa do trabalho Fronteiriço entre Espanha e Portugal. O guia continha a informação publicado pelo Eures Transfronteiriço Galiza - Norte de Portugal na sua página web.
O vindeiro venres día 19 de xaneiro presentaremos o noso libro "O Merdeiro. Personaxe da Ribeira". Contaremos coa actuación da Banda de Gaitas do Casco Vello.
Realizarase na instalacións do Camões - Centro Cultural Português en Vigo sito na Praza de Almeida. Agardámosvos!
A Associação Cidadãos de Esposende não entende "a loucura viguesa" e lança campanha nas redes sociais "Faça uma excursão no seu distrito".
São mais de 30 imagens da iluminação de natal dos diferentes concelhos do distrito de Braga colocadas juntas numa publicação com o objetivo de mostrar que não é preciso fazer uma viagem de várias horas para ver uma iluminação de natal bonita.
Segundo os responsáveis desta associação não se entende que milhares de portugueses estejam horas nas filas de trânsito só para poder entrar em Vigo quando aqui bem perto existem cidades com iluminação e atrações que superam as da cidade galega.
Numa época tão importante para o comércio, seria positivo ver este fluxo nos dois sentidos, no entanto não vemos milhares de galegos fazer fila para entrar nas cidades portuguesas e contribuir para as economias locais.
Para a Associação Cidadãos de Esposende a "loucura viguesa" estará ligada a uma campanha de marketing muito forte, incluindo alguns meios de comunicação nacionais que sugerem vigo como destino colocando frases como:
"Aproveite os feriados para ir ver as luzes de Natal a Vigo. Saiba onde ficar, onde comer e o que visitar".
"Se está a planear aproveitar os fins de semanas e quer ver luzes de Natal, sugerimos uma escapadinha até à Galiza".
"Ver as iluminações da cidade galega, onde a celebração do Natal é considerada uma das mais importantes da Europa".
"Vigo, a cidade vai expor aquela que será “árvore de Natal mais alta do planeta e vamos poder ver 11 milhões de LEDs a iluminar as suas ruas, serão mais luzes do que as podemos ver no icónico Natal de Nova Iorque".
Para terminar a associação deixa um "convite" ao presidente da câmara de vigo Abel Caballero, o autarca galego referiu que a cidade viguesa tem a maior árvore do planeta com 40,5 metros de altura, a associação convida o autarca a visitar por exemplo a arvore de natal de Ermesinde com 55 metros.
Coloca os seus serviços à disposição de Bernardino Machado, considerando que este era indispensável no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Refere uma viagem a Coura. Manifesta o desejo de resolução da crise governamental. No verso tem um apontamento relacionando o conteúdo da carta com conspiradores na Galiza. Remetente: Eduardo de Carvalho, cônsul de Portugal em Vigo. Destinatário: Bernardino Machado. Datada de 7 de Junho de 1912.
Quatro anos após a primeira edição deste evento, os participantes mostrámos nossa satisfação por reunir no marco de um novo Encontro de AECT, organizado pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Eurorregião Galiza-Norte de Portugal. Se, por uma questão de proximidade, o encontro de 2019 tinha-se circunscrito aos Agrupamentos luso-espanholas, esta edição tem tido um carácter verdadeiramente ibério, ao dar cabida às AECT da fronteira franco-espanhola, que nos contribuíram um novo ponto de vista sobre a cooperação transfronteiriça.
Os acontecimentos desenvolvidos desde nosso último encontro -em especial a pandemia de COVID-19- vieram-nos a recordar que Bruxelas, Madrid, Lisboa ou Paris, legislam, mas são as regiões de fronteira da UE e suas 150 milhões de habitantes os que materializam, dia a dia, o mais genuíno espírito da União Européia.
Todas as instituições europeias têm coincidido em realçar, através de numerosos relatórios e declarações, a necessidade de eliminar os obstáculos, tanto físicos como burocráticos, que ainda freiam o pleno desenvolvimento dos territórios de fronteira. Iniciativas como b-Solutions têm posto o foco em muitos destas problemáticas e têm demonstrado que frequentemente é possível encontrar soluções viáveis para facilitar a vida dos cidadãos, cuja implementação pode depender da vontade das administrações competentes. O Parlamento Europeu aponta na mesma direção já que, no ditame que está a preparar sobre o reforço da cooperação transfronteiriça, tem voltado a pôr sobre a mesa a necessidade de um marco comum de coordenação a escala da UE e o Comité das Regiões. Seguem-se dando passos, como o recente acordo europeu sobre teletrabalho que beneficia àqueles habitualmente destacados em outros países, mas fica muito por fazer para facilitar a vida dos 1,3 milhões de trabalhadores transfronteiriços que há na UE.
Esperamos que de todas estas reflexões e processos legislativos saia reforçado o papel das AECT como instituições finque para a cooperação e o desenvolvimento transfronteiriço. Temos confirmado e demonstrado, com exemplos como os que se apresentaram neste encontro, nossa capacidade para atuar como facilitadoras de iniciativas que dinamizam a cooperação trans-fronteiriça e melhoram a vida de seus cidadãos. Também temos dado voz a suas necessidades, como o Estatuto do Trabalhador Transfronteiriço, longamente reclamado e sobre cuja eventual materialização não perdemos a esperança.
Muitas das regiões transfronteiriças são, ao mesmo tempo, periféricas; isto se traduz numa dupla “penalização” e em que os reptos que têm de enfrentar sejam muito específicos. As instituições que têm de trabalhar para superar estes reptos devem contar com um conhecimento profundo do terreno e com a capacidade para atuar como nexo de união entre administrações, tanto de diferentes níveis como de diferentes países. Por isso, as AECT são ferramentas idôneas para liderar iniciativas que contribuam a desenvolver todo o potencial inato desses territórios através da colaboração entre instituições e agentes territoriais.
As áreas de fronteira têm uma longa história comum, que, graças à integração europeia nos permitiu nos converter em espaços de cooperação nos que são mais as coisas que nos unem que as que nos separam. A cultura e o património são, sem dúvida, bons exemplos desta sintonia. Assim, temos podido comprovar como projetos impulsionados pelas AECTs reforçam a identidade comum e o conhecimento mútuo, e contribuem a fomentar o desenvolvimento do tecido empresarial vinculado aos serviços culturais e turísticos. Por outra parte, em matéria de inovação a cooperação promovida pelas AECT contribui a aproveitar de maneira mais eficiente os ativos materiais e humanos das regiões fronteiriças. Neste encontro, expuseram-se projetos que promovem e facilitam sinergias institucionais, empresariais e pessoais, que se traduzem num desenvolvimento mais sustentável e uma melhor qualidade de vida nuns territórios nos que fixar a população é um dos principais reptos a abordar.
Os fundos derivados dos diferentes programas INTERREG têm sido, são e serão fundamentais para a atividade das AECT ibérias, mas, a cada vez mais, devemos abrir-nos a novas vias de financiamento através de outros programas nacionais e comunitários. Somente assim asseguraremos a continuidade e consistência de nosso labor, abrindo o leque de áreas e projetos nos que podemos contribuir nossa contrastada experiência e bom fazer. Consideramos, também, que é necessário reforçar a cooperação com outros territórios da UE, para ampliar nossas perspetivas e ganhar, com o trabalho conjunto, peso institucional nos centros de decisão nacionais e europeus.
Esperamos seguir contando para isso com o apoio da ARFE, pioneiros e “tratores” da cooperação transfronteiriça desde faz mais de 50 anos. Esperamos que este evento tenha sido satisfatório para os assistentes, e que tenha permitido reforçar os contactos entre as AECT. Neste sentido, aproveitamos esta oportunidade para anunciar nossa intenção de dar continuidade, em 2025, a este encontro, já que supõe uma ocasião única para compartilhar nossas experiências, procurar soluções a problemas comuns e abrir novas vias de cooperação.
A Assembleia e o Conselho Superior do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Eurorregião Galicia - Norte de Portugal reuniram-se hoje, na sua sede em Vigo, com a presença da Directora Xeral de Administración Local da Xunta de Galicia, Natalia Prieto, da Vice-Presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte de Portugal, Célia Ramos, e do Diretor e Subdiretor do AECT da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal, Nuno Almeida e Xosé Lago.
O objectivo da sessão foi aprovar o plano de actividades e o orçamento do AECT para 2023,
A ASSEMBLEIA E O CONSELHO SUPERIOR DO AECT COMPROMETERAM-SE A:
Continuar a apoiar a mobilidade académica, com a ampliação do programa de sucesso Iacobus, para PDI, investigadores e pessoal administrativo das Universidades, Institutos Politécnicos e Centros Tecnológicos da Eurorregião. Em 2023 iremos lançar novas convocatórias para Estadias de investigação, Publicações Científicas e Patentes.
Fomentar a mobilidade geográfica e a cooperação de proximidade. O AECT da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal continua envolvida na reinvidicação do Estatuto do Trabalhador Transfronteiriço, além da melhoria urgente nas conexões ferroviárias, com a aposta no comboio de alta velocidade Vigo - Porto, reafirmando as especificidades da Eurorregião com os Governos dos dois países, ainda que sem novidades nem avanços nas últimas Cimeiras Ibéricas, de Viana do Castelo, novembro de 2022, e Lanzarote, do passado dia 15 de março.
Apostar no reforço da cooperação transfronteiriça entre as principais instituições de fronteira, como as Eurocidades e as outras AECTs e com as Confederações Empresariais e Sindicais da Eurorregião.
Continuar a colaborar com alguns dos setores mais pujantes da nossa Eurorregião, como a automação, o aeroespacial, o trabalho conjunto em biotecnologia marinha, e também do potencial da Galiza e do Norte de Portugal no desenvolvimento de projetos de energias renováveis, com o especial destaque para as eólicas marinhas
Seguir incentivando a cultura na Eurorregião, através da ampliação da aposta do projeto Nortear e a colaboração na promoção e difusão dos Caminhos portugueses a Santiago.
Apostar no setor do turismo conjunto, tendo em vista conseguir, em 2023, a materialização de um Clúster de Turismo Transfronteiriço.
O projeto tem sido desenvolvido conjuntamente pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal, o Turismo Porto e Norte de Portugal, a Axencia de Turismo de Galicia e a Direção Regional de Cultura do Norte, no âmbito do programa INTERREG VA – POCTEP com fundos FEDER e um custo total de 657.499,57 €.
O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal (GNP, AECT) reuniu, hoje, no Museu do Mar de Vigo, em pleno Caminho Português da Costa, uma centena de especialistas e pessoas vinculadas com os Caminhos de Santiago portugueses de peregrinação a Compostela para apresentar os resultados do projeto de cooperação transfronteiriça “Facendo Caminho”. O projeto foi desenvolvido conjuntamente pelo GNP, AECT, a Axencia de Turismo de Galicia, a Turismo do Porto e do Norte de Portugal e a Direção Regional de Cultura do Norte, para consolidar os Caminhos Portugueses na nossa Eurorregião e fomentar o seu aproveitamento sustentável como recurso patrimonial, cultural, natural e económico. “Fazendo Caminho” tem sido desenvolvido no âmbito do programa INTERREG VA – POCTEP, com um custo total de 657.499,57 €, dos quais 493.124,68 € provém de fundos FEDER.
A abertura institucional do seminário esteve a cargo do Diretor do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal, Nuno Almeida, que salientou o número crescente de peregrinos de diferentes países e procedências que converteram ao Caminho português, com 124.735 peregrinos em 2022, no 2º em número de peregrinos, só por detrás do Caminho francês, com 227.046, segundo os dados facilitados pela Oficina do Peregrino de Santiago. Almeida lembrou também a importância do projeto “Facendo Caminho” na consolidação e melhorarias das infraestruturas e a sinalização das diferentes rotas de peregrinação dos Caminhos Portugueses a Santiago na Eurorregião, alguns deles já certificados, como o Caminho português da Costa, o do Interior e outros em processo de certificação. Na abertura participaram também os parceiros de “Facendo Caminho”, representados pelo Vice-presidente da Turismo Porto e Norte de Portugal, Inácio Ribeiro, a Directora da Axencia de Turismo de Galicia, Nava Castro, a Diretora Regional de Cultura do Norte de Portugal, Laura Castro, e a Delegada territorial da Xunta de Galicia em Vigo, Marta Fernández-Tapias.
Os estudos realizados
Neste evento, foram ainda apresentados os estudos realizados para o projeto “Facendo Caminho”. Melchor Fernández explicou os Impactos Económicos dos Caminhos a Santiago. Mario Crescente deu a conhecer as bases do Plano Diretor dos Caminhos de Santiago. Cristina Rubal, na sua intervenção deu a conhecer a exposição de Ilustração “Facendo Caminho”, realizada com a temática do Caminho Português de Santiago, na Ilha de São Simón, no âmbito do projeto “Nortear” e que posteriormente todos os presentes no evento puderam visitar.
No Museu do Mar foram ainda apresentados o Guia Digital "Facendo Caminho", que incluí todos os Caminhos portugueses de Santiago na Eurorregião, desenvolvido pelos autores Guti Martín e Simón Neira; Os conteúdos e a certificação nos Caminhos portugueses, por Nuno Ferreira, da Turismo Porto e Norte de Portugal, e um estudo sobre os aspectos arquitectónicos e paisagísticos divergentes dos caminhos portugueses, desenvolvido por Jóni Vieira e Ricardo Vieira.
O projeto “Facendo Caminho” nasceu em 2020 para consolidar todas as rotas do Caminho português de Santiago na Eurorregião Galicia - Norte de Portugal e fomentar o seu aproveitamento sustentável como recurso patrimonial cultural e natural transfronteiriço capaz de gerar atividades turísticas e económicas que contribuam ao desenvolvimento socioeconómico deste território. Contribuir a proteger e valorizar o património cultural e natural como suporte de base económica da Eurorregião atendendo a um recurso concreto, o Caminho de Santiago, que apresenta um grande potencial para o desenvolvimento socioeconómico deste território e cujo carácter transnacional converte-o em marca de identidade e obriga à cooperação para a seu ordenamento, gestão, proteção, conservação, valorização e promoção.
O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, reuniu hoje com o Secretário Geral da Federação Ferroviária de CC.OO de Pontevedra e com o Secretário Geral do Eixo Atlântico, Xoan Vasquez Mao. Na reunião, foram debatidas as linhas gerais de um projeto piloto para a linha ferroviária entre Viana do Castelo e Vigo que irá permitir a melhoria do serviço ferroviário e que obteve o interesse e apoio do Município e do Eixo Atlântico.
Em causa está a implementação, entre Vigo e Viana do Castelo, de um serviço de proximidade para dar resposta aos núcleos habitacionais próximos dos polígonos/parques empresariais e portos de mar; organizar frequências e horários complementares com outros meios de transporte (intermodalidade e interoperacionalidade), realizar investimentos necessários para a melhoria das vias e instalações ferroviárias, articular um serviço tarifário integrado e digitalizar a informação do transporte intermodal.
Recorde-se que, em julho do ano passado, entraram em funcionamento, ao serviço de passageiros, as primeiras 9 carruagens Arco da empresa Comboios de Portugal (CP). Estas carruagens, compradas à operadora espanhola Renfe, foram remodeladas pela CP e começaram a circular no serviço interregional da Linha do Minho.
Estas novas carruagens vieram juntar-se a um outro investimento na Linha do Minho, já que em abril de 2021 o Primeiro-Ministro, António Costa, inaugurou a eletrificação da Linha do Minho, no troço entre Viana do Castelo e Valença, dando assim por concluída a modernização desta linha ferroviária.
A modernização da Linha do Minho, que representou um investimento total de 86 milhões de euros, foi cofinanciada com 68 milhões de fundos do programa Compete 2020. A eletrificação do troço Nine-Viana do Castelo, que ficou concluída em julho de 2019, custou 16 milhões, e a eletrificação do troço Viana do Castelo-Valença, concluída em 2021, custou 18 milhões de euros.
Esta empreitada de eletrificação da Linha do Minho garantiu a melhoria das condições de operação da linha e de segurança, com redução dos tempos de percurso entre as cidades do Porto e Vigo e dos custos operacionais, assegurando simultaneamente a melhoria dos níveis de qualidade do serviço, designadamente em termos da pontualidade e fiabilidade do horário e da redução da sinistralidade nos atravessamentos de nível.
Eduardo de Carvalho, cônsul de Portugal em Vigo, endereçou em 7 de Junho de 1912 a Bernardino Machado um ofício em papel timbrado, no qual coloca os seus serviços à disposição de Bernardino Machado, considerando que este era indispensável no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Refere uma viagem a Coura. Manifesta o desejo de resolução da crise governamental. No verso tem um apontamento relacionando o conteúdo da carta com conspiradores na Galiza.