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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIANA DO CASTELO: ESTALEIROS NAVAIS ENTRE 1955 E 1992

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Fonte: Centro Português de Fotografia

  • Comentário deGonçalo Fagundes Meira

Estamos em 1940. As obras de alargamento e alongamento da doca comercial, bem como a mudança de canal de acesso a esta, e outros complementos, estavam em fase de conclusão.

Inauguraram-se em ato solene em 23/08/1931, com a presença, entre outas autoridades, do Presidente da República, Óscar Carmona. Para conclusão da empreitada previa-se um prazo de 3 anos e meio. No entanto, esta só se concluiu, com a entrada do primeiro navio, decorridos cerca de 9 anos, no primeiro trimestre de 1940.

A primeira imagem mostra-nos a remoção dos últimos materiais e dragagens de canais de acessos, com a presença ainda do velho fortim, dotado de observatório. Este seria demolido pouco tempo depois, para então se dar início à construção da Doca Eng. Duarte Pacheco, precisamente no antigo canal de acesso à doca.

A primeira e quarta imagens, especialmente, são documentos importantes que retratam bem a dimensão das obras realizadas.

VIANA DO CASTELO: PORTO DE PESCA EM 1940

Estas fotografias, entre outras, foram encomendas da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, entre 1939 e 1940, que resultou na realização de 7 álbuns, quatros dos quais relativos às operações ligadas ao cultivo e comércio do vinho verde e às instalações e armazéns da Comissão. Outros dois designados de "álbuns turísticos" retratam as cidades e lugares que fazem parte da rota demarcada do vinho verde. O álbum que diz respeito aos armazéns desapareceu das instalações da Comisssão.

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, que também usa a sigla CVRVV, é um organismo que tem por objeto a representação dos interesses dos vinhos verdes.A Região Vinhos Verdes foi demarcada a 18 de Setembro de 1908. “Estende-se por todo o noroeste de Portugal, na zona tradicionalmente conhecida como Entre-Douro-e-Minho. Tem como limites a Norte o rio Minho, que estabelece parte da fronteira com a Espanha, a Sul o rio Douro e as serras da Freita, Arada e Montemuro, a Este as serras da Peneda, Gerês, Cabreira e Marão e a Oeste o Oceano Atlântico. Em termos de área geográfica é a maior Região Demarcada Portuguesa, e uma das maiores da Europa.” http://www.vinhoverde.pt/pt/regiao-demarcada

Fonte: Centro Português de Fotografia

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COSTA DE PORTUGAL: VISTA AÉREA DE VIANA DO CASTELO EM 1951

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Fonte: Biblioteca Central de Marinha / Arquivo Histórico

  • Comentário de Gonçalo Fagundes Meira

Três imagens aéreas a apanhar Viana do Castelo no seu todo, mas com forte incidência na costa marítima. Já se tinham realizado as obras do porto de mar para alongamento da doca (1931/1940), Já os ENVC funcionavam (1944) e já lá estava o bairro dos pescadores (1950). Portanto estamos perante imagens da década de 1950, que nos mostram bem boa parte da veiga de Areosa, onde só a agricultura predominava; e como o casario construído, qual progresso descontrolado, alterou a fisionomia, para pior, da entrada da cidade. Progresso sim, mas com ordem.

VIANA DO CASTELO: BARRA E PORTO DO RIO LIMA EM 1886

PORTUGAL. Direcção Geral dos Trabalhos Geodésicos

Plano hydrographico da barra e porto do rio Lima e costa adjacente : Costa Oeste de Portugal : Oceano Atlântico Norte / levantado em 1865 sob a direcção do Cons[elheir]o F. Folque ; pelo Engenheito Hydrographo D. Carlos de Vasconcellos e Noronha ; coadjuvado pelo Tenente do Exercito, A. G. T. Ferreira ; P. Rebello, B. Mesquita, Samora, J. Mesquita e Martins gr[avaram]. - Escala 1:5000. - [Lisboa] : Direcção Geral dos Trabalhos Geodésicos, 1886. - 1 mapa : litografia, p&b ; 76,00x115,50 cm, em folha de 94,00x124,50 cm

Fonte: Biblioteca Nacional de Portugal

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VIANA DO CASTELO: CHALET QUARTIN FOI CASA DOS PESCADORES

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

Tratava-se de um edifício de habitação de estilo suíço, mandado construir ainda no século XIX por Sebastião da Silva Neves, um vianense conhecido, fundamentalmente, por ser o dono da empresa de diligências que faziam o trajeto entre Douro e Minho, mas que também circulavam por Trá-os-Montes e até pela vizinha Galiza. Sebastião Neves faleceu em 1897.

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Este Chalet pertenceu posteriormente a Domingos José de Morais, que faleceu em 1903. Veio logo depois a ser adquirido por Tomás Quartin, falecido em 1933, que lhe deu nome. Ambos foram homens de negócios, para além de devotados e beneméritos vianenses.

Mais tarde ali funcionou a Casa dos Pescadores, onde também se instalou a escola para pescadores, habilitada para preparar os jovens que queriam abraçar a vida do mar.

Abandonado, o chalet viria a ser demolido em 1964, depois de adquiridos os terrenos por particulares (presumo que pelo Senhor Ribeiro, falecido há pouco tempo, com mais de 100 anos), onde ele construiu o atual Bairro de São Roque.

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Fonte: Biblioteca Central de Marinha / Arquivo Histórico

 
  • Comentário de Gonçalo Fagundes Meira

O que se poderá dizer mais?

Apenas que foi um crime ter demolido tão bonito chalet, antes habitada por dois vianenses a quem Viana tanto ficou a dever: Domingos José de Morais e António Thomás Quartim. Dois beneméritos que apoiaram todas as causas ligadas ao progresso de Viana e que muito contribuíram para amenizar a pobreza que grassava em boa parte da cidade.

Mas os vianenses têm memória curta. Luís Figueiredo da Guerra (1853/1931), homem das letras, figura iminente da cidade, que viveu um pouco mais à frente, junto ao quartel da GNR, teve lápide na casa em que morou, fazendo-lhe referência. Com o chamado progresso, que não se contesta, foi a casa e a placa. Luís Figueiredo da Guerra, hoje é um ilustre desconhecido, apenas sabido pelos amantes da cultura. Lamentavelmente.

VIANA DO CASTELO: ESTALEIROS NAVAIS ENTREGAM EMBARCAÇÕES AOS PESCADORES

Entrega de 7 Barcos motores a pescadores de Viana do Castelo, em 7 de Março de 1948, com a presença do Comandante Henrique Tenreiro.

Fonte: Biblioteca Central de Marinha / Arquivo Histórico

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  • Comentário de Gonçalo Fagundes Meira

Estamos perante a cerimónia de entrega de 7 barcos movidos à vela para operar na costa local, a 7 de março de 1948, um domingo.

Esta entrega integrava-se na dinamização ativa que o Estado Novo estava a levar a cabo para a dinamização da atividade marítima. De 1944/1958, este processo resultou na construção de 30 navios para a pesca do alto e 26 para a pesca costeira. Foram ainda substituídas 237 traineiras, com embarcações modernas.

Na pesca local foram aplicados 12.000 contos de empréstimos, concedidos ao abrigo do Fundo de Renovação e Apetrechamento da Indústria de Pesca, com benefício para centenas de pescadores, quer financiando a construção de pequenas embarcações, quer melhorando as existentes e os respetivos apetrechos de pesca .

Como é visível nas imagens, foi mais um dia de festa na nossa ribeira, com Monsenhor Daniel Machado, um pastor fiel e amigo do seu povo, ainda hoje lembrado com saudade, a benzer as pequenas embarcações.

A comitiva governamental aproveitou para fazer um visita prolongada aos ENVC.

Tratava-se de um período de aposta no mar, mas algo tinha que ser feito sob pena de o país manter o seu estado de empobrecimento.

VIANA DO CASTELO: RECLAMAÇÃO DOS MORADORES DE DARQUE FOI ACEITE PELAS CORTES GERAES E EXTRAORDINÁRIAS DA NAÇÃO PORTUGUEZA EM 1821

A Comissão de Agricultura, examinou o requerimento dos moradores de Darque, dando como aprovado o seu parecer na sessão das Cortes Geraes e Extraordinarias da Nação Portugueza na sua sessão de 12 de Julho de 1821.

“A Commissão de Agricultura examinou o requerimento dos moradores de Darque, termo da villa de Barcelos, e assignado por seu procurador.

Queixão-se dos pezados onus de seu foral, e das violencias que lhes fazem os rendeiros, não lhes deixando ceifar o pão e vindimar as uvas sem precedente alvitre; assim como não são senhores de abrirem seus lagares de vinho sem revistas. Pedem providencias.

A Commissão parece que elles terão o allivio que desejão na proxima lei nova, que ha de regular os foraes.

Sala das Cortes 10 de Junho de 1821. - Antonio Lobo de Barbosa Ferreira Teixeira Girão. - Francisco Antonio d'Almeida Moraes Pessanha. - José Carlos Coelho Carneiro Pacheco. - Pedro José Lopes d'Almeida. - Francisco de Lemos Bettencourt.

Approvado o parecer da Commissão.”

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VIANA DO CASTELO: LANÇAMENTO DO NAVIO “OLHAN OILLIER” EM 1953

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Data: 30 de Maio de 1953

Fonte: Biblioteca Central de Marinha / Arquivo Histórico

  • Comentário de Gonçalo Fagundes Meira

Estamos perante a cerimónia da entrega do navio "Alan Villiers". Tratava-se não da construção de um navio de raiz, mas sim de uma grande transformação encomendada pela companhia "Bacalhau de Portugal", com um contrato na valor de 8.255.000$00 e que gerou um lucro para os ENVC de 1.053.833$62. Presumo que o nome "Olhan Oillier" era o primitivo nome do navio.

Alan Villiers, que aparece a discursar na segunda imagem, nasceu na Austrália, em 1903. Foi Oficial de Marinha e repórter de temas marítimos, adquirindo fama no National Geographic Magazine e em diversos jornais australianos e britânicos. Realizou filmes documentais e escreveu várias crónicas de viagens marítimas. Em 1951, através do livro "A campanha do Argus" deu a conhecer mundialmente a pesca do bacalhau por homens e navios portugueses. faleceu em Oxford em 1982.

Foi muito acarinhado pelo Estado Novo que lhe promoveu abundantemente esta obra, ainda hoje de referência para quem se interessa pela pesca do bacalhau. Foi editado pela "Cavalo de Ferro". Entre as muitas homenagens que lhe foram feitas, coube-lhe esta da atribuição do seu nome a este navio. Sobre esta cerimónia, está um filme no portal "Lugar do Real".

Neste evento, na primeira imagem, regista-se a visita ao inicio da construção do navio Gil Eannes, com assentamento da quilha, na doca nº2.

Américo Tomás, Ministro da Marinha à data, com o apoio do Mestre Tude, aproveitou, para simbolicamente, cravar rebites em cascos de navios, que se presume se destinavam ao Gil Eannes, imagem 5.

VIANA DO CASTELO: NOTÍCIA NO JORNAL “O SÉCULO” SOBRE A CONSTRUÇÃO DE PETROLEIRO PARA A MARINHA FOI VISADO PELA CENSURA

Dia 20 de Dezembro de 1959. O jornal “O Século” produziu a notícia “Custará 143.000 contos o novo petroleiro da Marinha de Guerra que vai ser construído em Viana do Castelo"

Os Serviços de Censura do Estado Novo “autorizou com cortes”…

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  • Comentário de Gonçalo Fagundes Meira
O contrato foi assinado pelo valor de 156.863.188$40. O custo de construção acabou em 152.815.188$40. O lucro foi de 4.048.000$00.
A construção do navio foi rodeada de vigilância adequada, com os desenhos do mesmo guardados em cofre no Serviço de Planeamento, sob a responsabilidade de Daniel Caeiro.
Coisas da guerra fria.

VIANA DO CASTELO: LANÇAMENTO AO MAR DO NAVIO “RIO LIMA”

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Data: 26 de Abril de 1952

Fonte: Biblioteca Central de Marinha / Arquivo Histórico

  • Comentário de Gonçalo Fagundes Meira

Foi mandado construir pela Empresa de Pesca de Viana, para substituir o velho Rio Lima (lugre), construído em 1920 por José Ferreira Maiato, nos Estaleiros do Largo 5 de outubro, e afundado em 1951, na Terra Nova.

No Relatório e Contas da EPV de 1951 fala-se na ansiedade em receber o novo Rio Lima, já em estado adiantado nos ENVC.

E assim, a 26 de Abril de 1952, a EPV passa a contar com o seu melhor navio para reforçar a captura de bacalhau nos mares da Gronelândia e da Terra Nova. Ao recebê-lo, manifestou satisfação e esperança no seu futuro perante as autoridades presentes. E no Relatório e Contas de 1952 deixa já uma nota de satisfação, porque, apesar da saída tardia do Rio Lima para as terras do bacalhau, a pescaria foi muito satisfatória.

E assim Viana dava mais uma passo no engrandecimento da sua atividade marítima.

O Rio Lima tinha 67 metros de comprimento e a sua carga era de 1250 toneladas. Custou 16.202.805$88.

FALECEU D. JOSÉ PEDREIRA, BISPO EMÉRITO DE VIANA DO CASTELO

José Pedreira era natural de Gondomil, no concelho de Valença

José Augusto Martins Fernandes Pedreira (Gondomil, Valença, 10 de Abril de 1935) é um Bispo Católico português. Actualmente Bispo Emérito de Viana do Castelo, foi Bispo desta Diocese de 1997 a 2010.

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Foi ordenado sacerdote a 12 de Julho de 1959 e posteriormente foi nomeado bispo-auxiliar do Porto a 28 de Dezembro de 1982, com o título de bispo-titular de Elvas. A ordenação episcopal decorreu a 19 de Março de 1983, tendo como principal consagrante D. Armindo Lopes Coelho, na altura recentemente nomeado bispo de Viana do Castelo, e como co-sagrantes, D. Eurico Dias Nogueira, arcebispo de Braga e D. Júlio Tavares Rebimbas, arcebispo do Porto. A 29 de Outubro de 1997 foi nomeado bispo de Viana do Castelo, cargo onde se manteve até ao seu pedido de resignação e consequente nomeação de D. Anacleto Cordeiro Gonçalves de Oliveira. É o actual bispo-emérito de Viana do Castelo.

Fonte: Wikipédia