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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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COVID-19 LEVA AO CANCELAMENTO DA COCA EM MONÇÃO, VACA DAS CORDAS EM PONTE DE LIMA E FESTA DAS ROSAS EM VILA FRANCA – ESTÃO EM RISCO MUITAS FESTAS E ROMARIAS DO MINHO

Este ano não há Vaca das Cordas em Ponte de Lima, nem Coca em Monção

A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM) suspendeu hoje todas as festas e romarias no distrito de Viana do Castelo, até ao dia 30 de junho, foi anunciado em comunicado.

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Assim, grandes eventos como a Vaca das Cordas, em Ponte de Lima, a Festa da Coca, em Monção, ou a Festa das Rosas, em Vila Franca, no concelho de Viana do Castelo, não se irão realizar.

“Os Municípios do Alto Minho não irão passar qualquer licença para festas, romarias e eventos equiparáveis que decorram até final do mês de junho, face aos graves riscos de saúde pública associados à propagação da pandemia do Covid-19 no Alto Minho”, lê-se num comunicado da CIM.

Fonte: https://ominho.pt/

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BANDA "SALTO" GRAVA EM VIANA DO CASTELO

Disponível versão especial de "Ninguém Te Viu" gravada com o Ensemble de Violoncelos da ARTEAM

Música foi gravada no Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo e faz parte do último álbum de originais da banda, "Férias em Família".

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Saiu no final de 2018 e foi um dos melhores registos desse ano. "Férias em Família", o terceiro álbum de originais dos portuenses Salto, que conta com os singles "Rio Seco" e "Teorias", rodou o país até agora e inspirou a banda para o que aí vem. Outro das músicas deste trabalho, ganha agora uma versão especial. Gravado com o Ensemble de Violoncelos da ARTEAM, no Teatro de Sá Miranda, a banda apresenta uma versão especial da canção "Ninguém te Viu".

Esta partilha é uma homenagem a quem vive da cultura, lembrando todos os envolvidos na criação deste vídeo - Teatro Municipal Sá de Miranda, Escola Profissional Artística do Alto Minho, com especial destaque para todos os alunos e professores envolvidos, técnicos de som e luz e toda a equipa de vídeo.

2020 encerra assim o capítulo "Férias em Família" mas os Salto já pensam nas novidades que aí vêm.

VILA VERDE: SOUTELO DESINFETA EQUIPAMENTOS PÚBLICOS

Junta de Soutelo já iniciou a desinfeção dos espaços e equipamentos públicos da freguesia

A Junta de Soutelo avançou hoje, 23 de março, com a desinfeção dos espaços e equipamentos públicos da freguesia. Desta forma, a autarquia soutelense procura contribuir ativamente para proteger a comunidade, diminuir o risco de contágio e prevenir a propagação do novo coronavírus, uma pandemia que já ceifou milhares de vida em todo o mundo e que coloca Portugal (à semelhança de outros países) em estado de emergência.

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No entanto, é essencial que todos continuem a cumprir com rigor e sentido cívico as medidas decretadas pelo Governo e as instruções das autoridades. Permanecer em casa, sair apenas para o imprescindível, manter sempre a distância social, lavar frequentemente as mãos e cumprir as regras de etiqueta respiratória (tossir e espirrar para o braço ou lenço de papel). Estes comportamentos podem fazer a diferença e ajudar a salvar muitas vidas.

Por outro lado, apesar da distância que nos separa, nunca como agora foi tão fácil estarmos em contacto. É fundamental que cada um esteja atento à comunidade em que se insere para tentar identificar casos de idosos sem retaguarda familiar, doentes sem possibilidade de fazer deslocações... Se conhecer soutelenses que, por algum motivo, estejam particularmente vulneráveis e necessitem de apoio, contacte a Junta de Freguesia de Soutelo, estamos disponíveis para ajudar. Apesar de os tempos serem difíceis, sabemos que com o contributo de todos vamos conseguir ultrapassar esta crise. Proteja-se. Por si, pelos seus, por todos nós!

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BLOCO DE ESQUERDA APRESENTA PROPOSTAS PARA RESPONDER À CRISE

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COMUNICADO

RESPOSTA À CRISE SOCIAL- O PAPEL DAS AUTARQUIAS

As autarquias dispõem de meios e conhecimento essenciais na resposta a esta crise. São responsáveis por serviços públicos fundamentais e de proximidade. Contam com trabalhadores que conhecem bem o território e as populações e com meios e equipamentos (de cantinas a frota automóvel, passando por pavilhões e escolas) que podem e devem ser direcionados para a resposta à crise que estamos a viver.

Nesse sentido, o Bloco de Esquerda apresenta um programa de emergência autárquico para a crise pandémica, com medidas concretas articuladas em 3 eixos e 17 áreas de intervenção prioritárias, que contêm um conjunto de propostas a serem adaptadas à realidade social e económica de cada território e da dimensão e capacidade interventiva de cada autarquia.

O documento de orientação política geral sobre a resposta social que as autarquias devem dar em tempos de crise do COVID-19, designado por RESPOSTA À CRISE SOCIAL- O PAPEL DAS AUTARQUIAS,

Apoiar os mais vulneráveis

  1. Nenhuma criança fica para trás

Garantir a confecção de refeições para as crianças de escalão A e B da ação social escolar, distribuindo pequeno-almoço, almoço e lanche a quem necessitar, garantindo que cumprem o normal equilíbrio nutricional, atendendo a que muitos destes alunos dependem da escola para uma alimentação de qualidade. Por questões de distanciamento social, a distribuição deve ser em serviço de take-away.

  1. Idosos e pessoas com deficiência acompanhados

As equipas sociais devem continuar a fazer as visitas e acompanhamentos habituais, para distribuição de refeições quentes, garantia de higiene, entrega de medicamentos e acompanhamento pessoal por telefone através dos serviços sociais da autarquia. Identificar e incluir nestes programas, idosos e pessoas com deficiência que tenham ficado isolados em casa devido à crise e ao encerramento temporário de Centros de Dia e outros equipamentos sociais para pessoas dependentes.

As autarquias devem reforçar os serviços de apoio domiciliário existentes, o apoio às organizações que asseguram as necessidades diárias desta população (organizações dedicadas ao apoio domiciliário, Centros de Apoio à Vida Independente, entre outras) e promover canais de comunicação dedicados e com acessibilidade de apoio a esta população.

  1. Identificar e apoiar famílias particularmente fragilizadas

O despedimento de trabalhadores precários, informais e indocumentados cria novos problemas sociais. Em muitos destes casos, a segurança social não tem ainda instrumentos de resposta capazes e as autarquias podem identificar e apoiar quem está mais vulnerável. Através das cantinas municipais e das equipas de apoio domiciliário, e em articulação com a Segurança Social sempre que possível, os serviços sociais das autarquias devem garantir apoio de emergência (alimentação, medicamentos, apoio financeiro) e na procura de respostas mais amplas.

  1. Quem hoje dorme na rua precisa de uma resposta especial

Reforço dos Centros de Acolhimento, através do aumento da capacidade de resposta e, sempre que necessário, criação de novos centros temporários para garantir acolhimento de todos os que necessitem, com medidas de higienização reforçadas e garantindo espaços de isolamento. Manutenção das respostas para quem consome drogas também preparadas para situações de isolamento e quarentena. Estas respostas devem estar preparadas para albergar os animais de companhia das pessoas em situação de sem abrigo.

  1. Proteger as vítimas de violência doméstica

A prevenção e combate à violência doméstica e o acompanhamento a crianças em risco é dificultado pelo encerramento das escolas e pelo isolamento social das famílias. As situações de violência são susceptíveis de se intensificarem e importa continuar a garantir a resposta adequada.

Os serviços sociais das autarquias, em colaboração com a Segurança Social, forças de segurança e entidades que intervêm na área, devem garantir visitas a famílias sinalizadas, contactos presenciais e telefónicos regulares e o reforço de campanhas de sensibilização e informação. Deve ser reforçada a resposta de acolhimento de emergência e a mobilização de vizinhos/as para denúncia e proteção.

Garantia de direitos e serviços fundamentais

  1. Direito à habitação

Neste período, as autarquias devem mobilizar todas as respostas possíveis para assegurar o direito à habitação como resposta de garantia da saúde pública. Para isto, exige-se suspender as rendas nos parques habitacionais municipais, da mesma forma que não podem ser realizados quaisquer despejos nos mesmos.

Suspender as demolições de construções habitacionais precárias e encontrar solução urgente para famílias em situação de sem abrigo ou solução habitacional muito precária, com mobilização de parque habitacional público municipal ou do Estado central e ainda, se necessário, requisição a privados.

  1. Acesso à água e a serviços essenciais

Serviços essenciais, responsabilidade direta ou indireta dos municípios, tais como os Serviços Municipais de Água e Resíduos, devem garantir o fornecimento contínuo de qualquer serviço durante o período de surto do COVID 19, sem lugar a qualquer corte. Da mesma forma, devem organizar e reforçar as equipas de resposta nos casos de apoio às redes e infraestruturas do município.

No acesso à água, além da proibição do corte no fornecimento, é necessário garantir que não há lugar a penalizações, multas e juros de mora por atraso de pagamento, e admitir a gratuitidade do consumo essencial, determinado por escalões de consumo e número de pessoas do agregado.

  1. Transportes seguros

Reforço da higienização dos transportes coletivos e suspensão da cobrança de passes e bilhetes de transporte. Reforço da oferta de transportes nos horários e percursos dos profissionais dos serviços essenciais. Garantia de estacionamento gratuito.

  1. Continuidade de apoio e serviços sociais

O trabalho social de proximidade é muitas vezes prestado por IPSS ou ONG. Cada município deve acompanhar os procedimentos e garantir que não sofrem interrupção ou diminuição.

Os serviços sociais das autarquias, em colaboração com outros serviços públicos, devem ainda garantir a permanência de serviços mínimos presenciais no acompanhamento e apoio a grupos de risco, complementados com contactos telefónicos individualizados. Caso seja necessário, devem ser contratados os recursos humanos necessários à manutenção das respostas essenciais.

  1. Proteger os trabalhadores das autarquias

Dispensa ou teletrabalho para quem faz parte de grupos de risco, sem perda de remuneração ou direitos, criação de planos de contingência para os diversos serviços e garantia de medidas reforçadas de higiene e segurança para quem mantenha tarefas presenciais, adaptadas à exposição a que esteja sujeito.

Após a definição dos serviços e setores essenciais, quem trabalha nas autarquias deve ser dispensado de exercer as suas funções presencialmente, recorrendo, sempre que possível, ao teletrabalho ou trabalho à distância.

As pessoas consideradas indispensáveis para garantir os serviços essenciais devem, sempre que possível, trabalhar em regime de rotatividade.

As autarquias e as empresas municipais não enviam para o desemprego nenhum trabalhador durante a crise, renovando ou prolongando eventuais contratos a prazo, temporários ou outros que cessem neste período. Todos os salários devem de ser garantidos a 100%.

Uma comunidade solidária

  1. Colaboração com o SNS

Mobilização de recursos das autarquias para retirar pressão do SNS e proteger a população:

  • Articulação com os serviços hospitalares para garantir que os internamentos sociais têm alta hospitalar para equipamentos autárquicos, garantido seguimento em contexto de hospitalização domiciliária e seguimento dos serviços sociais;
  • Cedência de equipamentos ou espaços municipais para a realização de rastreio e diagnóstico do vírus, de forma segura para os cidadãos e profissionais de saúde;
  • Disponibilização de viaturas e motoristas das autarquias que não estejam adjudicados a atividades essenciais, para maior abrangência de equipas domiciliárias do SNS na prestação de cuidados pós hospitalares e de população com doenças crónicas;
  • Transporte para recolha e entrega de medicação crónica apenas disponíveis em farmácias hospitalares).
  1. Alojamento para quem nos protege

Garantir aos profissionais de saúde, forças de segurança e bombeiros um alojamento condigno e gratuito na zona onde estão a trabalhar, caso o requeiram. Podem ser mobilizadas, entre outras, unidades hoteleiras agora disponíveis.

  1. Manter os compromissos para proteger o emprego e os rendimentos dos trabalhadores

As autarquias e empresas municipais mantêm os compromissos de financiamento assumidos com associações, cooperativas ou micro e pequenas empresas para a realização de eventos culturais, desportivos, de animação turística ou outros, que tenham sido cancelados ou adiados por causa do surto de Covid-19.

  1. Mercados

Os mercados semanais / feiras são suspensos devido às suas características. Os mercados diários de frescos devem funcionar. A autarquia deve garantir no terreno orientação sobre o número de pessoas que devem estar no local, organizando as entradas.

Em algumas situações a introdução de um novo horário de funcionamento (por exemplo das 17 às 20 horas) poderá contribuir para facilitar o acesso diminuindo a concentração de pessoas. Este alargamento de horário não deve implicar o pagamento de taxas.

Em alternativa, as autarquias poderão adquirir os produtos para distribuição ou para uso em confeção de refeições e posterior distribuição a pessoas em situação de dificuldade.

  1. Apoio e Bem-estar animal

Muitas pessoas em situação de confinamento necessitarão de apoio para a garantia do bem estar dos seus animais, seja para alimentação, cuidados veterinários ou passeios higiénicos. As juntas devem mobilizar canais de apoio para a realização destas tarefas por pessoas que não se encontrem em grupos vulneráveis e que possam dar este apoio.

O município deve promover, onde tal não exista ainda, a identificação das colónias de gatos e a articulação entre cuidadores, assim como uma bolsa de pessoas disponíveis para substituir cuidadores habituais sujeitos a confinamento obrigatório.

  1. Informação para todos

As autarquias devem promover informação atualizada sobre o surto de Covid-19, os procedimentos aconselhados e os apoios disponíveis, tendo em conta a diversidade dos seus destinatários e do território.

Deve ser tida em conta as especificidades das populações isoladas e das aldeias, bom como das pessoas com pouca literacia, com deficiência e das comunidades imigrantes (incluindo informação em linguagem acessível, braille, língua gestual portuguesa e na língua materna das comunidades imigrantes presentes no território).

Os sites das autarquias, bem como as páginas nas redes sociais, devem ter informação atualizada sobre os serviços sociais à comunidade que estejam ativos, com contatos e horários.

  1. Redes solidárias de participação comunitária

Os trabalhadores e equipas especializadas são insubstituíveis na ação social. No entanto, a participação dos cidadãos em tarefas solidárias pode ser necessária nos momentos em que os trabalhadores formais escasseiam.

As autarquias devem organizar a resposta de base cívica e comunitária através de uma rede solidária. Esta rede solidária consiste numa recolha e organização de pessoas que estejam dispostas a, num determinado período, realizar tarefas como a realização de compras, entrega de refeições, recolha e entrega de medicamentos ou

passeio de animais domésticos. Esta intervenção solidária deve dar resposta a pessoas idosas, pessoas com deficiência e suspeitos de Covid-19 em situação de isolamento domiciliário.

Esta rede deve excluir pessoas que integrem grupos de risco, e as autarquias devem dar o suporte material e de informação necessários à redução do risco de contágio

Também se recorda que já foi publicada a Lei n.º1-A/2020, de 19 de março que no seu Artigo 3.º (Órgãos do Poder Local), estabelece que:

1 - As reuniões ordinárias dos órgãos deliberativos e executivos das autarquias locais e das entidades intermunicipais previstas para os meses de abril e maio podem realizar-se até 30 de junho de 2020.

2 - A obrigatoriedade de realização pública das reuniões dos órgãos deliberativos e executivos dos municípios e das freguesias e dos órgãos deliberativos das entidades intermunicipais, conforme previsto nos artigos 49.º, 70.º e 89.º do regime jurídico das autarquias locais, aprovado em anexo à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, fica suspensa até ao dia 30 de junho de 2020, sem prejuízo da sua gravação e colocação no sítio eletrónico da autarquia sempre que tecnicamente viável.

3 - Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, até dia 30 de junho de 2020, podem ser realizadas por videoconferência, ou outro meio digital, as reuniões dos órgãos deliberativos e executivos das autarquias locais e das entidades intermunicipais, desde que haja condições técnicas para o efeito.

EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES CANCELA CONVÍVIO PREVISTO PARA ESTE ANO EM VIANA DO CASTELO

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Caros Amigos (as) da Casa do Minho.

Depois de conversar com a organização encabeçada pela Dª Graça Lário nomeada para o nosso XXIV convívio e depois de muito ponderarmos, chegamos a uma melhor conclusão, que todos vós poderão estar ou não de acordo e para isso quero colher aqui algumas ideias e informações, agradeço que todos se pronunciem e colaborem atempadamente, pois é a nossa Festa anual em que todos participam, pois sem vocês este Evento não se realizaria.

Motivado pela situação Mundial do Coronaviros é um risco este ano realizarmos o Convívio, pois pela actual conjuntura dos factos, conforme visualizamos na informação, seria um perigo iminente efectuarmos esta Festa. Para esta inédita situação e com muita pena minha, ficou então decidido que este ano não se irá realizar o convívio da Casa do Minho programado para o dia 2 de Maio em Viana do Castelo, mas, esta mesma organização, já se comprometeu a realiza-la no próximo ano 2021 na mesma cidade e com um novo ou até o mesmo programa que será emitido perto da sua realização.

Peço a maior compreensão pela solução apresentada, mas acho que é a mais adequada para os momentos que atravessamos, pois não sabemos e será uma incógnita o nosso futuro.

Os meus agradecimentos a todos os Amigos (as).

Rui Aguilar Cerqueira

VIANA DO CASTELO: AS COMEMORAÇÕES DO DIA DA ÁRVORE EM 1913, NA LOCALIDADE DA AREOSA

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A imagem mostra o carro de bois que participou no cortejo que decorreu na Areosa, em Viana do Castelo, por ocasião das comemorações do Dia da Árvore, em 1913, transportando um grupo de meninas da escola oficial. O carro pertenceu ao sr. Jerónimo Vieitas Costa e a fotografia foi publicada na edição de 14 de abril daquele ano, na revista “Ilustração Portugueza”.

A COMEMORAÇÃO DO DIA DA ÁRVORE E DA FLORESTA: SUAS ORIGENS E SIGNIFICADO

O culto da árvore – atualmente celebrado como Dia da Árvore e da Floresta – no qual se insere a festa que lhe era dedicada constituiu uma das iniciativas que os republicanos fomentaram nos começos do século passado com vista à introdução na sociedade portuguesa de novos valores e símbolos com os quais procuraram substituir os valores tradicionais associados à Igreja Católica e ao Cristianismo em geral. Tratava-se, com efeito, de uma campanha de penetração ideológica nos meios rurais, promovida pela própria maçonaria, utilizando para esse meio os seus próprios órgãos de propaganda como era o caso do jornal “O Século Agrícola”, suplemento do jornal “O Século” dirigido por Magalhães Lima que, conforme o próprio título sugere, propunha-se promover a secularização da sociedade.

Tratava-se, com efeito, de criar uma nova liturgia, celebrado por altura do equinócio da Primavera, preconizando o retorno aos antigos ritos pagãos anteriores ao estabelecimento do Cristianismo em detrimento das celebrações da Páscoa e da Ressurreição de Jesus Cristo, crença essencial da fé cristã.

A “Festa da Árvore” realizou-se pela primeira vez no Seixal em 1907, por iniciativa da Liga Nacional de Instrução, tendo nos anos que se seguiram atingido especial visibilidade as que tiveram lugar na Amadora por iniciativa da Liga de Melhoramentos da Amadora, organização de inspiração republicana onde pontificava o escritor Delfim Guimarães.

De uma maneira geral, a realização da “festa da árvore” ocorreu nas localidades onde os republicanos dispunham de maior organização, sobretudo nas regiões mais a sul do país. Porém, é sabido que em Viana do Castelo também dispunham de uma certa influência, mantendo inclusive em funcionamento uma loja maçónica – a Loja Fraternidade – com mais de três dezenas de membros.

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A revista Ilustração Portugueza, de 30 de março de 1914, dá-nos conta da realização nesse ano da festa da árvore em Viana do Castelo, nos seguintes termos: “Em Viana do Castelo a festa da árvore teve o concurso de todas as autoridades civis e militares, escolas oficiais e particulares. No Campo da Agonia foram plantadas duas laranjeiras e duas cerejeiras tendo assistido imenso povo. Falaram o alferes sr. Alpedrinha e o sr. Dr. Rodrigo Abreu sendo o cortejo dirigido pelo capitão sr. Malheiro. As tropas da guarnição da cidade também tomaram parte n’essa encantadora cerimónia em que foi exaltado o culto da árvore que O Século Agrícola tanto tem propagandeado.

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A comemoração do Dia da Árvore manteve-se durante a vigência do Estado Novo, desprovida contudo da carga ideológica que inicialmente encerrava, tendo chegado até aos nossos dias como um ritual que se cumpre anualmente como um aceno à chegada da Primavera.

Não obstante o propósito original de tal iniciativa, a comemoração do Dia da Árvore e da Floresta, dirigida especialmente às crianças em idade escolar, veio cumprir uma função pedagógica e cívica, sensibilizando-os para a necessidade de preservação da floresta e do meio ambiente.

A JUSTIÇA E A PESTE EM VIANA DO CASTELO EM 1548

Carta do Juíz de Fora de Viana do Castelo - então Viana da Foz do Lima - dando conta ao Rei receber a maior parte dos empréstimos da dita vila e que o corregedor, fazendo o mesmo na Comarca, adoecera por causa da peste, largando a vara a Jerónimo Gonçalves, Juíz de Fora de Monção, e falecendo o dito Corregedor encarregara a arrecadação do lançamento da dita vila a Gaspar Riscado. Em 23 de Dezembro de 1548, ao tempo do reinado de D. João III.

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Fonte: ANTT

JUNTA DE FREGUESIA DE SOUTELO ADOTA MEDIDAS DE PREVENÇÃO CONTRA O NOVO CORONAVÍRUS

A Junta de Freguesia de Soutelo informa que vai tomar medidas de prevenção contra o novo coronavírus, conhecido por Covid-19, em consonância com as indicações da Direção-Geral da Saúde. As alterações surtem efeito imediato. Neste sentido, a feira semanal do Alívio está cancelada e o polidesportivo do Alívio encerrado até ao dia 3 de abril.

Até à mesma data, solicita-se aos soutelenses que utilizem o atendimento da Junta de Freguesia apenas para as questões mais urgentes, recordando que para tratar outro tipo de assuntos podem optar pelo contacto telefónico (253 311 406) ou pelo e-mail (jfsoutelo@gmail.com).

É aconselhável o resguardo (evitar o contacto próximo e locais com muitas pessoas) e a adoção de medidas preventivas por parte de toda a população (ver abaixo).

Por um lado, queremos ressalvar que o pânico generalizado e o alarmismo não são a solução, nesta nem em qualquer outra matéria, e podem agravar ainda mais a situação. Por outro, não podemos ignorar que estamos a viver uma epidemia à escala global (pandemia), com os governos de todo o mundo a tomarem medidas severas relacionados com o assunto. É um problema sério.

Importa, por isso, estar consciente das ações preventivas que cada um de nós tem que tomar para retardar a propagação do vírus. Quanto mais devagar se propagar a doença, maiores as probabilidades de o Serviço Nacional de Saúde conseguir dar uma resposta adequada e eficaz aos casos que forem surgindo. Desta forma, conseguimos proteger a comunidade, com especial atenção nas pessoas de idade mais avançada e grupos de risco.

Para que isto seja possível, para sua proteção e de quem o rodeia, reunimos algumas informações importantes, bem como medidas que deve adotar. Se tiver conhecimento de algum caso suspeito, mantenha a calma, contacte o 808 24 24 24 e siga as recomendações dos profissionais de saúde.

COVID -19, o que é?

Nome oficial, atribuído pela Organização Mundial da Saúde, à doença provocada por um novo coronavírus (SARS-COV-2), que pode causar infeções respiratórias graves, como a pneumonia.

Quais são os sintomas?

Febre, tosse, falta de ar (dificuldade respiratória) e cansaço são os sintomas principais, semelhantes aos da gripe, que podem evoluir para uma doença mais grave como a pneumonia. O período de incubação, até que a doença se manifeste vai de 2 a 14 dias, segundo as últimas informações publicadas.

Como se pode transmitir? 

O vírus é transmissível de pessoa para pessoa, através das gotículas respiratórias dos infetados, que se espalham com a tosse, espirros ou fala, e podem ser inaladas ou pousar na boca, nariz e olhos de quem esteja próximo. O contacto das mãos com uma superfície ou objeto infetado, seguido de contacto com a boca, nariz ou olhos também proporciona a transmissão.

Como se proteger a si e às pessoas que o rodeiam?

-     Manter a distância de pessoas com sintomas como tosse ou espirros

-     Lavar as mãos com frequência e sempre que se assoar espirrar ou tossir

-     Evitar tocar nos olhos, boca e nariz com as mãos

-     Adotar medidas de etiqueta respiratória (tapar o nariz e boca ao espirrar ou tossir, utilizar sempre um lenço de papel ou braço e nunca as mãos e deitar o lenço no lixo)

-     Evitar frequentar locais com grandes aglomerados de pessoas 

É necessário utilizar máscara?

Segundo as informações divulgadas pelo SNS, as máscaras só devem ser utilizadas em casos de pessoas com sintomas de infeção respiratória, suspeitos de infeção por COVID-19 e por pessoas que prestem cuidados a estes doentes.

O que fazer em caso suspeito de infeção?

Contactar o sistema de saúde através da Linha SNS 24 (808 24 24 24).

SANTA MARTA DE PORTUZELO CANCELA EVENTOS

De acordo com as recomendações da Direção Geral da Saúde devido ao COVID 19, infelizmente iremos cancelar os dois eventos relativos ao mês de março. 

Dia 15 de março, o Almoço Arroz de Lampreia e no dia 21 de Março que seria o nosso primeiro torneio de sueca deste ano mas como medida preventiva não os vamos realizar.

Mas já estamos a pensar nos próximo eventos, sendo estes uma boa fonte de receita para a realização da nossa Romaria. 

Mas apontem nas vossas agendas o dia 04 de Julho para o próximo torneio de sueca.

 Entretanto vamos dando noticias de outros eventos a realizar. 

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NÃO RETROCEDEMOS, PROGREDIMOS

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

“Desta vez gostei do texto mas menos do título. Então o mundo evolui ou retrocede?” Comentário de um leitor a propósito da minha última crónica. De vez em quando, direta ou indiretamente contrariam-me. Gosto do confronto de ideias, particularmente quando neste prevalece a cortesia. O aprofundamento das questões só se faz com debate livre e franco. Se nos julgamos detentores da razão e não valorizamos argumentos de terceiros, tantas vezes meritórios, acabamos a pregar no deserto.

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Mas o mundo, tal como disse ao meu interlocutor, progride mesmo. Alguns teimam em querer fazê-lo desandar, especialmente nas relações laborais (era esse o sentido do título da minha última nota), porém a realidade é evidente na questão do crescimento das sociedades. Se queremos fazer uma análise ligeira, basta-nos olhar para o mundo de há 100 anos atrás, ou mesmo de há 50, e fazer um paralelo com o atual, para termos a exata medida de como evoluímos.

Mas se nos situarmos no tempo quase presente, recorrendo à abundante informação de que dispomos, concluiremos que vivemos tempos de progresso, apesar de o continente em que nos inserimos enfrentar algumas dificuldades de caracter social, que muitos não esperavam. Segundo o Banco Mundial, no planeta, a população a dispor de menos de 1,9 dólares por dia, que era de 36,9% em 1990, desceu para 12,7% em 2012. E, nesses 22 anos de referência, na China essa taxa de pobreza passou de quase 67% para 11,2%. Até na África subsariana (situada a sul do Deserto do Saara), a zona mais carecida do globo, a descida foi de 56,8% para 42,7%.

Como se constata por estes escassos indicadores, a humanidade teima em apostar na via evolutiva, já que mais de metade das nações que a compõe conseguiu sair do estado de carência em que estavam mergulhadas. Alguém dirá que os progressos nos países desenvolvidos quase estagnaram, mas também isso não é verdade. O que não houve foi uma evolução na qualidade de vida das suas populações ao ritmo que vinha acontecendo, mas não podemos desejar que as comunidades, no sentido lato, se mantenham eternamente desiguais.

Aqui chegados, só podemos concluir que progredimos insuficientemente, sim, na defesa do planeta e que sacrificamos este para criar bem-estar, mas isso é assunto para comentários futuros. Foi isto que procurei explicar ao cidadão que me abordou e com quem tive um diálogo cortês. Afinal, a escrita e o debate também proporcionam aproximação às pessoas.

goncalofagundes@gmail.com

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VIANA DO CASTELO: SANTAMARTENSES PROMOVEM TROCA DE SEMENTES

Desde tempos muito antigos que se fazem trocas de sementes. Com a nova era da industrialização e da globalização, este hábito ancestral foi-se perdendo ao longo do tempo.

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Desde há alguns anos a esta parte que pelo país se tem tentado recuperar este velho hábito, fazendo encontros onde qualquer agricultor ou simplesmente alguém que tenha amor pela sua pequena horta ou jardim, possa levar plantas, estacas ou sementes e trocar ou partilhar com outros participantes. Pela primeira vez um evento deste género será realizado em Viana do Castelo, mais propriamente em Santa Marta de Portuzelo. A partilha não é só de plantas ou sementes, mas também de experiências e conhecimentos.

Com a recuperação deste velho hábito, temos a possibilidade de fazer com que as sementes que melhor se dão na nossa terra não se percam para sempre, e que a experiência  e conhecimento de gerações tenha continuidade.

VIANA DO CASTELO: SANTAMARTENSES HONRAM A PADROEIRA

Espaço Comissão de Festas | Somos Tradição

A Comissão de Festas da Romaria de Santa Marta continua a desenvolver atividades mensais com vista a angariar fundos para as festas em honra da nossa padroeira.

Nesse sentido, decorreu no dia 22 de fevereiro, no Salão das Taças do Centro Paroquial, um baile de Carnaval. A animação esteve a cargo do conjunto musical Pau & Lata e do DJ Priest. O espaço foi pequeno para tanta diversão e foram muitas as surpresas ao longo da noite. Houve vários prémios para as melhores máscaras e melhores fantasias. No dia seguinte, a Comissão de Festas e outros amigos santamartenses participaram no Corso Carnavalesco em Viana do Castelo.

Para além desses eventos já realizados, pretende-se realizar duas atividades para o mês de março. Assim, no dia 15, no salão das Festas do Centro Paroquial, a Comissão de Festas irá promover o primeiro almoço de Arroz de Lampreia, iguaria muito apreciada por muito aficionados. Este evento contará com a colaboração da 1ª Companhia de Guias de Santa Marta de Portuzelo.

Na semana seguinte, no dia 21, sábado à noite, logo a seguir ao início da primavera, realizar-se-á o primeiro torneio de sueca de 2020. É um evento que costuma atrair dezenas de adeptos desta modalidade. Decorrerá, como habitual, na antiga escola primária da Fonte Grossa.

Entretanto, a Comissão de Festas está a preparar uma viagem a Fátima, para o dia 10 de maio, domingo. As inscrições já podem ser feitas nos locais habituais que amavelmente colaboram.

A par destas iniciativas, a Comissão de Festas tem trabalhado incansavelmente na preparação da nossa Romaria, com reuniões, contratações, angariação de patrocínios, etc. Para elevar ainda mais o nível da nossa Romaria, contamos com a colaboração de todos os santamartenses a quem, antecipadamente, agradecemos o contributo e apoio dado. Para ficar informado das iniciativas e novidades da nossa Romaria acompanhe a nossa página no facebook.

P’la Comissão de Festas, Hugo Oliveira Martins

MINHOTOS DA EX-CASA DO MINHO DE LOURENÇO MARQUES MARCAM ENCONTRO EM VIANA DO CASTELO

Viana do Castelo vai receber este ano o Almoço-convívio dos minhotos que viveram em Moçambique e fizeram parte da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques. O encontro vai ter lugar no próximo dia 2 de Maio, na Quinta da Preza, na Meadela.

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O programa, a fechar até ao final deste mês, deverá incluir a celebração de missa em memória dos conterrâneos falecidos, a realização de uma tarde dançante com música ao vivo e a actuação de um rancho folclórico cuja confirmação se aguarda para breve.

O encontro deverá contar com a presença entre outros, de muitos minhotos radicados em Moçambique, Brasil e Canadá e outros espalhados por todo o país. O BLOGUE DO MINHO espera em breve poder adiantar mais pormenores acerca deste evento.

Como é sabido, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955.

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e, todos os anos continuam a reunir-se no Minho em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

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