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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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NOVO SECRETÁRIO DA EMBAIXADA DE PORTUGAL NA VENEZUELA TEM RAÍZES MINHOTAS – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

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Assumiu ontem funções de Secretário da Embaixada de Portugal na Venezuela, o meu estimado amigo Nuno Abreu Lima, Licenciado em Direito e jurista da equipa de assessoria do Ministério dos Negócios Estrangeiros, cujo titular Paulo Rangel, o nomeou há tempos atrás para a nossa representação na Venezuela.

Residente no Porto, mas com raízes seculares no Minho, especialmente nos concelhos de Vila Verde e Ponte de Lima, é também investigador nos domínios da genealogia e heráldica, bibliófilo, e gosto pelo apetite: a gastronomia regional portuguesa faz parte do seu ócio, e entre as mais recentes provas incluiu-se o Arroz de pato no forno, da autoria do Chefinho João Leonardo Matos, elemento do nosso Clube de Gastronomia de Ponte de Lima. Aliás, o agora diplomata na América Latina, antes de fazer as malas, veio saborear a iguaria num jantarinho do grupo de promoção da culinária lusitana, na Casa Grande de Sá, em parceria com o seu proprietário, Miguel Ayres de Campos – Tovar. O balanço, positivo naturalmente, foi partilhado pelo colaborador especial do nosso Bispo diocesano, Professor de Moral e Religião, Francisco Martins (foto) acompanhado dum Loureiro Lethes, e em despedida com todos os participantes (última foto).

Desde há uns anos que a cultura ocupa o tempo e o gosto de Nuno Abreu e Lima, destacando-se por exemplo há quatro anos ser vencedor do Prémio Nacional de literatura juvenil Ferreira de Castro, além de ter realizado conferências e publicado trabalhos científicos nos domínios da historiografia e arquivos de família. Esta temática debateu-a Nuno Abreu e Lima nos últimos meses em Ponte de Lima com a comunicação – Morgadio de Coucieiro e Corutelo – um dos mais antigos da região, pois foi instituído em 1395, além de interveniente em outras tertúlias na Casa Grande de Sá e na da Carcaveira, com os amigos Miguel Ayres de Campos, Manuel Guilherme Vasconcelos e João Gomes de Abreu e Lima.

O agora caloiro na carreira diplomática do Palácio das Necessidades, junta-se como expatriado ao irmão Leonel (foto de capa), que divide a sua actividade profissional de arquitecto entre Madrid e o Porto, além de outras ocupações como a de exímio desenhador á pena, nomeadamente duma grande parte das casas antigas da Ribeira Lima.

Nuno Abreu e Lima vai coadjuvar o embaixador João Pedro Fins do Lago numa das maiores comunidades portuguesas, a qual estimada em meio milhão de cidadãos e maioritariamente madeirenses, é a segunda no continente americano, após a liderança pelo Brasil.

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PAREDES DE COURA REALIZA ENCONTRO DE JANEIRAS

A comunidade venezuelana radicada em Paredes de Coura, através da Parranda Venezuelana,  junta-se a mais nove associações do concelho para mais um Encontro de Janeiras, o vigésimo primeiro. Assim, este domingo, 14 de janeiro, a partir das 15h00, a tenda instalada no Largo Hintze Ribeiro volta a dar corpo a uma das tradições mais ricas e bonitas do cancioneiro popular courense.

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A Associação Cultural e Desportiva de Insalde, Associação Cultural de Lamamã, Rancho Camponês de Bico, Confraria de Nossa Senhora da Pena – Moselos, Projeto Couração – OUSAM, Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Ferreira, Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Rubiães, Associação Cultural de Paredes de Coura e a Parranda Venezuelana de Paredes de Coura, num total de cerca de 300 elementos, entre cantadores e músicos, proporcionam o som, o tom e o colorido ao XXI Encontro de Janeiras, depois de terem percorrido as aldeias do concelho a cantar os Reis e as Janeiras.

Como habitualmente, este Encontro de Janeiras tem entrada livre e é precedido, caso o estado do tempo assim o permita, por um desfile pelas ruas centrais de Paredes de Coura, com concentração pelas 14h30 no Largo 5 de Outubro, junto ao Tribunal, percorrendo em animada marcha pela Rua Conselheiro Miguel Dantas até ao Largo Hintze Ribeiro, onde está instalada a tenda que vai acolher este XXI Encontro de Janeiras.

Posteriormente a este Encontro de Janeiras, os grupos das associações culturais, recreativas e desportivas, estabelecimentos de ensino locais, grupos de catequese, Lar de Idosos e Centros de Dia, provenientes de todo o concelho, continuarão durante todo o mês de janeiro a visitar as casas e a Cantar as Janeiras, como é tradição no coração do Alto Minho, e que todos os anos rejuvenesce partilhando saberes e experiências de geração em geração.

PAREDES DE COURA: COMUNIDADE VENEZUELANA ASSOCIA-SE AO XX ENCONTRO DE JANEIRAS

domingo | 15h00 | tenda instalada no Largo Hintze Ribeiro 

A comunidade venezuelana radicada em Paredes de Coura junta-se a mais dez associações do concelho para mais um Encontro de Janeiras, o vigésimo, depois de um hiato de dois anos devido à pandemia. Assim, este domingo, 15 de janeiro, a partir das 15h00, a tenda instalada no Largo Hintze Ribeiro volta a dar corpo a uma das tradições mais ricas e bonitas do cancioneiro popular courense.

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A Associação de Insalde, Associação de Paredes de Coura, Coro Sénior Música no Couracção, Associação de Rubiães, Catequese de Castanheira, Grupo de Catequese de Padornelo, Associação de Padornelo, Catequese de Cunha, Clube de Natação e Cultura, Junta de Freguesia de Romarigães e Jovens venezuelanos,  num total de cerca de 300 elementos, entre cantadores e músicos, proporcionam o som, o tom e o colorido ao XX Encontro de Janeiras de Paredes de Coura, depois de terem percorrido as aldeias do concelho a cantar os Reis e as Janeiras.

Como habitualmente, este Encontro de Janeiras tem entrada livre e é precedido, caso o estado do tempo assim o permita, por um desfile pelas ruas centrais de Paredes de Coura, com concentração no Largo 5 de Outubro, junto ao Tribunal, percorrendo em animada marcha pela Rua Conselheiro Miguel Dantas até ao Largo Hintze Ribeiro, onde está instalada a tenda que vai acolher este XX Encontro de Janeiras.

Posteriormente a este Encontro de Janeiras, os grupos das associações culturais, recreativas e desportivas, estabelecimentos de ensino locais, grupos de catequese, Lar de Idosos e Centros de Dia, provenientes de todo o município, continuarão durante todo o mês de janeiro a visitar as casas e a Cantar as Janeiras, como é tradição neste concelho do coração do Alto Minho, e que todos os anos rejuvenesce partilhando saberes e experiências de geração em geração.

CORRE CABALLITO

Corre caballito, vamos a Belén

A ver a María y al niño también

Corre caballito (Corre)

Vamos a Belén (A Belén)

A ver a María y al niño también

Al niño también dicen los pastores

Que ha nacido un niño cubierto de flores

Que ha nacido un niño cubierto de flores

El ángel Gabriel anunció a María

Que el hijo divino, de ella, nacería

Grupo: Parranda Venezuelana

FEDERAÇÃO AMERICANA DE LUSO-DESCENDENTES: UMA INSTITUIÇÃO AO SERVIÇO DA COMUNIDADE LUSO-VENEZUELANA

Nos últimos anos, a comunidade portuguesa na Venezuela, segunda maior comunidade lusa na América Latina, a seguir ao Brasil, constituída por meio milhão de portugueses e lusodescendentes, vive afetada por duras condições socioeconómicas.

Muitas das conhecidas situações de compatriotas que já não conseguem satisfazer as necessidades mais básicas, e cujas vivas são ritmadas pela angústia do presente e a incerteza do futuro, têm sido mitigadas pelo movimento associativo luso-venezuelano, a quem se deve em grande medida, por exemplo, a fundação e apoio a lares geriátricos, assim como a prestação de cuidados de saúde a vários compatriotas.

No seio do movimento associativo luso-venezuelano, destaca-se há duas décadas o papel ativo da Federação Americana de Luso-Descendentes. Uma instituição sem fins lucrativos, criada em novembro de 2010, que tem como principal missão preservar e difundir a cultura e língua portuguesa, e entrelaçar as relações de amizade entre Portugal e a Venezuela através dos valores da união e solidariedade.

Ainda na última quadra natalícia, a Federação Americana de Luso-Descendentes, presidida pelo luso-venezuelano Jany Augusto Moreira, foi a responsável pela entrega e operacionalização da oferta de 200 cabazes por parte da Fundação Nova Era Jean Pina. Um apoio protocolado com a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e que permitiu melhorar o Natal de compatriotas que vivem com graves dificuldades na Venezuela.

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Cerimónia de distinções promovida pela Federação Americana de Luso-Descendentes no Auditório António de Almeida Santos – Assembleia da República

Foi neste contexto, que no passado dia 14 de junho, a Federação Americana de Luso-Descendentes, em conjunto com o Observatório dos Luso-Descendentes, promoveu no Auditório António de Almeida Santos – Assembleia da República,uma cerimónia que distinguiu um conjunto de personalidades que têm norteado a sua intervenção cívica, política e profissional em prol da diáspora, em geral, e da comunidade portuguesa na Venezuela, em particular.

Entre os distinguidos pela instituição luso-venezuelana com a Ordem D. Afonso Henriques – Grau Ouro, encontram-se o antigo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, atualmente à frente do Ministério da Administração Interna; a atual deputada e antiga Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes; o empresário benemérito luso-francês, João Pina; e a jornalista da RDP/Internacional, Paula Machado.

No decurso da cerimónia, que contou com a presença de Lucas Enrique Rincón Romero, embaixador da República Bolivariana da Venezuela em Portugal, a máxima de Franz Kafka, um dos escritores mais influentes do século XX, foi uma tónica comum a todos os intervenientes: A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”.

DANIEL BASTOS DISTINGUIDO PELA COMUNIDADE PORTUGUESA NA VENEZUELA

A Federação Iberoamericana de Luso Descendentes, uma associação de referência da comunidade portuguesa na Venezuela, que tem como principal desígnio a promoção da cultura e união luso-venezuelana, acaba de distinguir o historiador Daniel Bastos.

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O representante da Fundação Nova Era Jean Pina junto das comunidades portuguesas, que ao longo dos últimos anos tem publicado vários livros no domínio da História e Emigração, cujas sessões de apresentação o têm colocado em contacto estreito com a Diáspora, e que atualmente é docente no Colégio João Paulo II, em Braga, e consultor do Museu das Migrações e das Comunidades, sediado em Fafe, foi agraciado com a condecoração ordem: "Luís Vaz de Camões".

Na base da distinção atribuída encontra-se o relevante apoio que a Fundação Nova Era Jean Pina, cuja missão visa a promoção de uma cultura e rede de solidariedade na Diáspora, destinou à comunidade luso-venezuelana na última quadra natalícia, mormente a distribuição de 200 cabazes de Natal a famílias portuguesas residentes na Venezuela. Um apoio protocolado com a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e operacionalizado pela Federação Iberoamericana de Luso Descendentes, que permitiu melhorar o Natal de compatriotas que vivem com graves dificuldades neste país da América Latina.

Refira-se que a condecoração está prevista ser entregue, em Lisboa, no decurso do mês de junho, pelo presidente geral da Federação Iberoamericana de Luso Descendentes, Jany Ferreira, na esteira das celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, numa cerimónia em que será também distinguido o instituidor da Fundação Nova Era Jean Pina, o empresário luso-francês João Pina, com a condecoração ordem: "Infante D. Henrique".

FUNDAÇÃO "NOVA ERA JEAN PINA" ASSINA PROTOCOLO PARA DISTRIBUIÇÃO DE CABAZES DE NATAL À COMUNIDADE PORTUGUESA NA VENEZUELA

  • Crónica de Daniel Bastos

A Fundação “Nova Era Jean Pina”, representada pelo presidente da instituição, o empresário luso em França, João Pina, o Governo português, através da Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, e do presidente da Federação Iberoamericana de Luso Descendentes, Jany Ferreira, assinaram no passado dia 10 de novembro, em Lisboa, um protocolo que vai resultar na distribuição de 200 cabazes de Natal a famílias portuguesas e lusodescendentes residentes na Venezuela.

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Cerimónia de assinatura do protocolo, em Lisboa, com a presença da Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas e do presidente da Fundação Nova Era Jean Pina

Este apoio, concretizado através da oferta de 200 cabazes de Natal por parte da Fundação Nova Era Jean Pina, uma instituição que assume como principal missão a promoção de uma cultura e rede de solidariedade na Diáspora, será entregue e operacionalizado pela Federação Iberoamericana de Luso Descendentes, em articulação com a rede diplomática e consular de Portugal na Venezuela, tem como objetivo melhorar o Natal de famílias portuguesas que vivem com graves dificuldades na Venezuela.

Refira-se que a cerimónia de assinatura do protocolo realizou-se em paralelo em Lisboa e em Caracas, e que a Fundação Nova Era Jean Pina ao longo dos últimos anos tem apoiado quer na Diáspora, como em Portugal, o desenvolvimento de projetos de solidariedade em prol das pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças institucionalizadas e desempregados.

MUSEU DA FAMÍLIA TEIXEIRA: UM TRIBUTO AO LEGADO MIGRATÓRIO LUSO-VENEZUELANO

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  • Crónica de Daniel Bastos

O arquipélago da Madeira, cais singular de chegadas e partidas no oceano Atlântico, tem sido, ao longo da história portuguesa, um dos territórios nacionais mais fortemente marcado pelo fenómeno da emigração.

Um dos principais destinos da emigração madeirense na segunda metade do séc. XX, foi indubitavelmente a Venezuela, país da América do Sul, onde se estima que vivam atualmente cerca de 400 mil emigrantes portugueses, conquanto os lusodescendentes possam ser 1,3 milhões, essencialmente radicados na capital, Caracas, e sobretudo ligados aos sectores da hotelaria, construção civil e alimentação.

O relevante legado histórico da emigração lusa para a pátria de Simón Bolívar, maioritariamente oriunda da Madeira, está desde o início da segunda década do séc. XXI plasmado na missão e visão do Museu da Família Teixeira, situado na Fajã da Murta, freguesia do Faial, no concelho de Santana.

Um espaço museológico concebido pelo empresário Anaclet Teixeira de Freitas, e que tem como principal desígnio homenagear e perpetuar a memória dos seus progenitores, Albino Teixeira e Conceição Caires, naturais de Fajã da Murta, e que nos anos 50, tal como milhares de conterrâneos, encetaram uma trajetória migratória familiar para a Venezuela à procura de melhores condições de vida.

Nos anos 60, com apenas sete anos de idade, Anaclet Teixeira, foi ao encontro dos pais em Caracas onde viria no alvorecer da década de 80 a especializar-se em gastronomia judaica-ortodoxa. Área alimentar, que aliada a uma incansável capacidade de trabalho, ao culto do mérito e a uma constante dedicação à família, permitiram-lhe construir um verdeiro império comercial, atualmente refletido nas conhecidas cadeias de lojas “Rey David” na capital venezuelana.

Detentor de vários investimentos na América Latina, assim como na sua terra natal, onde tem investido em hotéis e imobiliário, contexto que confluiu para que no passado dia 1 de julho, Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses, tenha sido agraciado pelo Governo Regional com a insígnia autonómica de bons serviços, Anaclet Teixeira erigiu em Fajã da Murta um espaço museológico que alberga as memórias, objetos, cartas e fotografias da família.

Um núcleo museológico, aberto ao público e com entrada gratuita, aformoseado por um jardim com vinte palmeiras trazidas do Egipto, uma capela, um coreto e uma adega, que ao preservar a história de vida da Família Teixeira, dinamiza e perpetua a memória histórica do fenómeno da emigração no Arquipélago da Madeira, em particular do legado migratório luso-venezuelano.

Como destaca a socióloga das migrações, Maria Beatriz Rocha-Trindade, no artigo Museus de Migrações – Porquê e para quem?, o Museu da Família Teixeira “constitui um espaço museológico revelador de muitos factos que se encontram intimamente ligados à vida pessoal de um migrante, que partiu para a Venezuela pelo chamamento do seu pai e que a partir daí construiu habilmente e de forma particularmente inteligente o sucesso obtido”.

O exemplo de vida Anaclet Teixeira, empreendedor de sucesso que apesar de várias vicissitudes da vida nunca olvida as suas raízes e família, como espelha a construção do museu dedicado a homenagear e perpetuar a memória dos seus pais, inspira-nos a máxima do ensaísta francês Joseph Joubert: “A memória é o espelho onde observamos os ausentes”.

GUIMARÃES ACOLHE CONCERTO DE ARIANNA CASELLAS ATRAVÉS DO FACEBOOK

Com raízes na Venezuela, Arianna Casellas estreia o EP “Concepto de Madre”. CLAV LIVE SESSION I Arianna Casellas. Dia 1 de maio pelas 19h00 

No EP editado pela Discos de Platão, Arianna Casellas canta o seu proto diário de viagem: uma mensagem metida em garrafa de vidro e atirada a um mar qualquer; um percurso de escadarias cujas direções não se entendem mas são giras de ver.

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Este disco navega por entre histórias de aventuras, nostalgia e muita família, acompanhado por sonoplastias discretas que espreitam nos momentos narrados das canções.

Apercebeu-se então uma paisagem sonora de memórias, projeções e emoções dignas de um pirata maroto. Ou talvez só de alguém ainda bastante jovem, defendida pelos objetos aleatórios que usou para gravar as sonoplastias que acompanham as secções narradas das canções, do seu fiél Cuatro venezuelano e pela bravura do seu coração. 

Pretende não cair no típico belo nas suas explorações/composições musicais e vocais. Às vezes, aceita a sua sina e a agradabilidade de, de facto, cantar bem. Trabalha também com os Melifluo, com os Sereias e Zygosis.

Para ela, as canções são fundamentais, tal como o vinho à refeição.

Arianna Casellas nasceu na Venezuela, e de momento encontra-se a terminar a licenciatura na Faculdade de Belas Artes do Porto.

Apesar da situação atual relativa ao surto epidémico de impedir a realização de concertos, o mesmo será apresentado na Plataforma CLAV LIVE SESSIONS do Centro e Laboratório Artístico de Vermil no dia 01 de maio pelas 19h00.

Este concerto em formato Live Streaming será transmitido na rede de Facebook do CLAV-Centro e Laboratório Artístico de Vermil e na rede de Facebook do Comunidade Cultura e Arte.

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ANÍBAL MORGADO, O CONSTRUTOR DA CIDADE DE GUYANA NA VENEZUELA

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  • Crónica de Daniel Bastos

Numa época em que chegam diariamente a Portugal notícias sobre a grave crise política, económica e social em que mergulhou a Venezuela, nação onde vivem cerca de meio milhão de compatriotas que não são imunes aos efeitos da turbulência que atravessa este país da América do Sul, sobressaiu recentemente nos meios públicos de comunicação nacionais, um exemplo de esperança e resiliência de um dos mais considerados representantes da comunidade luso-venezuelana.

Mormente, o do empresário Aníbal Morgado, um aveirense que emigrou para a Venezuela há mais de seis décadas, e que é um dos principais responsáveis pela construção da cidade de Guayana, a metrópole mais povoada do Estado de Bolívar e do  Município de Caroní, com uma população de mais de um milhão de habitantes.

Um dos mais importantes centros industriais, económicos e financeiros da Venezuela, a cidade encerra a particularidade de ter sido construída de raiz nos anos 60 para responder à necessidade do poder central de criar uma metrópole no sul do país, com apoio do Instituto de Tecnologia do Massachussetts (MIT).

Ao longo do último meio século, o esforço de planificação, construção e desenvolvimento de Guayana, onde se encontram as principais barragens elétricas da Venezuela e as processadoras de ferro, alumínio, aço, bauxite e outros minerais, deve muito ao empreendedorismo de Aníbal Morgado, que através do Consórcio Empresarial Morgado (CEM), erigiu 80% do que é a metrópole em estradas, edificações, obras industriais e barragens.

Abordando o seu percurso de vida, marcado pela chegada à Venezuela em 1957, com 16 anos, território onde o irmão, Manuel Morgado, já vivia há dois anos. O empresário afirmou aos meios públicos de comunicação nacionais, que embora a Venezuela fosse “um país de muita esperança e neste momento essa esperança está bastante truncada”, está confiante que "depois de passar esta tempestade, o país ressurgirá porque a Guayana sempre tem sido uma zona de muita riqueza" e que por isso não pensa “ir embora”, acreditando que em Guayana “há futuro".

O exemplo de constância e resiliência perfilhado por Aníbal Morgado pode e deve constituir um renovado sinal de esperança no futuro da numerosa comunidade portuguesa, que tem enfrentado vários dilemas e momentos de incerteza na Venezuela.

BARQUENSES MANIFESTAM-SE PELA VENEZUELA

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Comunicado Movimento pela Venezuela

O grupo Movimento pela Venezuela, preocupado com a grave situação política, económica e social que vive o país, decidiu reunir uma série de cidadãos portugueses, venezuelanos e luso-descendentes, para de forma contundente, fazer uma manifestação pacífica em apoio ao povo venezuelano, no próximo sábado, dia 2 de fevereiro, em Ponte da Barca.

Nesse sentido pedimos a este prestigiado órgão de comunicação social a divulgação do evento e o respetivo convite para estarem presentes neste movimento que será feito um pouco por todo o mundo.

O evento será realizado às 14h00, do dia 2 de fevereiro, em Ponte da Barca, em frente aos Paços do Concelho.

Obrigada pela divulgação, apoio e ajuda!

Respeitosos cumprimentos,

Movimento pela Venezuela.

A HERDADE VALE DA ROSA E O RECRUTAMENTO DE LUSO-VENEZUELANOS

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  • Crónica de Daniel Bastos

A grave crise política, económica e social que tem assolado a Venezuela nos últimos anos, tem impelido o retorno de milhares de luso-venezuelanos ao território nacional, sobretudo à Madeira, região autónoma de onde é oriunda a maioria do quase meio milhão de emigrantes portugueses que vivem neste país da América do Sul.

Estima-se que no ano passado, tenham chegado à “pérola do Atlântico" quase quatro mil lusodescendentes vindos do país liderado por Nicolas Maduro, e que se encontrem inscritos mil lusodescendentes no Instituto de Emprego da Madeira.

Com mais ou menos dificuldades, são públicos e notórios os esforços que as autoridades, e os serviços públicos regionais e nacionais, têm encetado na tentativa de procurar apoiar os cidadãos portugueses que regressaram ao país vindos da Venezuela, designadamente nas áreas da educação, da saúde, da segurança social e da inserção profissional.

Estes esforços não se esgotam nas esferas públicas regionais e nacionais, antes pelo contrário, têm colhido também apoio e recetividade na sociedade civil, mormente nos meios associativos e empresariais, que têm procurado dentro das suas possibilidades contribuir para a integração dos compatriotas que regressam da Venezuela em contexto de precariedade.

Um dos melhores exemplos desse apoio foi recentemente expresso pela Herdade Vale de Rosa, uma empresa agrícola do Baixo Alentejo que produz e comercializa uva de mesa, particularmente uva sem grainha, que através de um protocolo assinado com o Governo Regional da Madeira permite a emigrantes luso-venezuelanos terem acesso a oportunidades de emprego. Esta parceria imbuída de uma meritória responsabilidade social da Herdade Vale de Rosa, que já tem a trabalhar na sua estrutura cerca de 30 luso-venezuelanos, permite desde logo ao maior produtor nacional de uva de mesa suprir falta de mão-de-obra que não encontra na região onde se encontra implantada.

A necessidade de recrutamento da empresa, que prevê poder empregar cerca de 100 luso-venezuelanos, constitui um importante sinal de apoio à inserção socioprofissional de compatriotas regressados da Venezuela, assim como um sinal de esperança num futuro e uma vida melhor.

ARTISTA VENEZUELANO LUÍS NÓBREGA EXPÕE PINTURA EM MONÇÃO

Encontra-se patente ao público até ao próximo dia 29 de setembro, na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho, a exposição de pintura do jovem artista venezuelano Luís Nóbrega, intitulada "Pele e Figura".

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Sinopse da exposição: «Na primeira exposição individual do artista, Luís Nóbrega, o jovem desenvolve a figura e o retrato humano, evocando as correntes contemporâneas e clássicas no realismo, no simbolismo e na reinterpretação».

A entrada é livre!

Horário da Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho:

terça a sexta feira: das 09h30 às 12h00 e das 14h00 às 17h00

sábado: das 14h00 às 18h00

domingo e segunda feira: encerrada

Mais informações em:

www.casamuseumoncao.uminho.pt 
www.facebook.com/pages/Casa-Museu-de-MonçãoUniversidade-do-Minho/809321412454696

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O PROJETO SOLIDÁRIO DA REDE MÉDICA PORTUGUESA NA VENEZUELA

  • Crónica de Daniel Bastos

A Comunidade Portuguesa na Venezuela, segunda maior comunidade lusa na América Latina, a seguir ao Brasil, constituída por meio milhão de portugueses e lusodescendentes, vive por estes tempos marcada pela angústia do presente e a incerteza do futuro.

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Esta intranquilidade é resultante da grave crise económica e social em que mergulhou a pátria Simón Bolívar, que ainda no início deste século era o país mais rico da América do Sul, e onde na atualidade a população sofre uma séria escassez de alimentos e medicamentos. O panorama socioeconómico sombrio regista a falta de comida, o aumento nos índices de mortalidade infantil e materna, a privação de remédios essenciais, como antibióticos e analgésicos, a carência de luvas, gazes, seringas ou produtos de limpeza.

A Comunidade Portuguesa na Venezuela não está imune à crise, sendo conhecidas várias situações de compatriotas que já não conseguem satisfazer as necessidades mais básicas. Situação que tem contribuído para o regresso de milhares de luso-venezuelanos a Portugal, sobretudo à Madeira, onde nos últimos anos segundo o Governo Regional já regressaram mais de quatro mil emigrantes da Venezuela.

Mas é também nestes tempos sombrios de crise, que se têm gerado genuínos exemplos de resiliência e solidariedade no seio da Comunidade Portuguesa na Venezuela. Como é o caso da Associação de Médicos Luso-venezuelanos (Assomeluve), que durante o mês de julho delineou uma rede médica portuguesa centrada em atender as necessidades prioritárias de saúde dos compatriotas.

Este projeto solidário, que conta com o apoio do Governo português, da Embaixada de Portugal na Venezuela e dos consulados locais, tem segundo a gastrenterologista Clara Maria Dias de Oliveira, porta-voz da Assomeluve, como principal missão “estabelecer as necessidades prioritárias dos portugueses na Venezuela, e prestar atenção médica geral e especializada", e irá começar em cinco regiões da Venezuela, no Distrito Capital (Caracas, Miranda e Vargas) e nos estados de Lara, Bolívar, Carabobo e Anzoátegui.

O exemplo de solidariedade praticado pela Associação de Médicos Luso-venezuelanos em prol da Comunidade Portuguesa é digno de louvor e de reconhecimento público, e um sinal de esperança no futuro da Comunidade Portuguesa na Venezuela.

BRAGA EXPÕE “DIABLOS DANZANTES DE CORPUS CHRISTI” DA VENEZUELA

Exposição patente no Edifício da Estação até dia 13 de Agosto

Foi inaugurada esta manhã, em Braga, no âmbito da CIAJ – Capital Ibero-Americana da Juventude, uma exposição fotográfica promovida em estreita colaboração entre a Embaixada da Venezuela em Portugal e o Município de Braga, sob o tema «Diablos Danzantes de Corpus Christi», da autoria do fotógrafo José Carlos de Sousa.   

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A sessão de inauguração da exposição, que estará patente ao público no Edifício da Estação da CP, em Braga, até ao próximo dia 13 de Agosto, contou com a presença da Cônsul Geral da Venezuela em Portugal, Yadira Mendoza, do presidente da Câmara de Braga. Ricardo Rio, bem como das vereadoras da Cultura, Lídia Dias e do Desporto e Juventude, Sameiro Araújo.

Para Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga “este evento cumpre, na essência, um dos grandes objectivos da CIAJ. Dar a conhecer, a partir de Braga, as tradições, a cultura e a vida em sociedade de cada país ibero-americano, seja pela sua cultura, seja pelo desporto, seja pela gastronomia”.

“Desafiamos cada um dos representantes diplomáticos em Portugal a trazer até nós o que de melhor cada país tem para nos mostrar. A Embaixada da Venezuela e o seu corpo diplomático, desde logo aceitaram o nosso desafio. Em meu nome pessoal e em nome do Município de Braga, deixo um agradecimento sentido, pois esta exposição permitirá que os Bracarenses e todos os que chegam ou partem de Braga, da Estação de Caminhos-de-ferro, conheçam um pouco mais da Venezuela e da sua cultura”, concluiu o Autarca.

Elevada recentemente a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, o ritual dos «Diablos Danzantes de Corpus Christi», é uma manifestação folclórico – religiosa que ocorre anualmente na Venezuela e que tem mais de três séculos de história. Celebrada por ocasião do dia do Corpo de Deus, pelas designadas confrarias ou Sociedades do Santíssimo, são formadas por adultos e crianças que partilham o pagamento de promessas. Os membros das confrarias, ou pagadores de promessas, vestem trajes coloridos e, transportando máscaras que caracterizam o diabo, desfilam em procissão, acabando por render-se perante o Sagrado Sacramento, representando assim o triunfo de Deus sobre o Demónio.

Graças à mescla de culturas que caracterizam a sociedade venezuelana, a manifestação inclui expressões religiosas e profanas, unindo elementos culturais provenientes da Europa, África e de povos aborígenes.

Esta manifestação está profundamente enraizada no povo venezuelano e é um dos maiores exemplos de como a diversidade de origens dos habitantes de um país pode ajudar ao enriquecimento da cultura popular dando-lhe identidade, personalidade e dinamismo.

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PARA QUANDO O ENCONTRO DAS CASAS REGIONAIS DO MINHO ESPALHADAS PELO MUNDO?

Calcula-se em cerca de duas dezenas o número de casas regionais do Minho existentes em todo o mundo, incluindo as que possuem apenas referência concelhia. Não obstante alguns contactos estabelecidos entre algumas dessas associações, não foi possível até ao momento reuni-las num grande encontro com vista a estabelecerem laços de cooperação entre si.

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Para além da Casa do Minho e das seis casas concelhias existentes em Lisboa referentes a Arcos de Valdevez, Valença, Ponte de Lima, Paredes de Coura, Ponte da Barca e Vila Nova de Cerveira, existem ainda casas regionais do Minho nomeadamente em França, Suíça, Alemanha, Brasil, Estados Unidos da América, Canadá e Venezuela. No Brasil existem pelo menos duas casas do Minho – no Rio de Janeiro e em São Paulo.

No que se refere às casas regionais de âmbito concelhio, destaca-se o concelho de Arcos de Valdevez com diversas representações nomeadamente em França, Estados Unidos e na Venezuela.

Para além das representações já existentes, existem ainda condições excelentes com vista ao aparecimento de novas casas regionais do Minho noutros países, como se verifica na Argentina em cuja capital se encontra uma comunidade minhota bastante unida e dinâmica, organizada sobretudo através de ranchos folclóricos.

São conhecidas as excelentes relações entre as associações regionalistas minhotas nos Estados Unidos da América e Canadá, estabelecendo constantes permutas para a atuação dos respetivos ranchos folclóricos. Também foi estreita a ligação outrora existente entre a Casa do Minho em Lisboa e a Casa do Minho no Rio de Janeiro. Porém, o associativismo regionalista minhoto tem vindo a registar novos desenvolvimentos, sobretudo com o aparecimento de várias casas concelhias, aliás à semelhança do que se verificou em Lisboa.

A promoção de um encontro de casas regionais do Minho permitiria uma maior entreajuda e partilha de informações, contribuindo para uma maior projeção do Minho a nível internacional. A colaboração entre todas as comunidades minhotas, em Portugal e no estrangeiro, poderia inclusive favorecer uma melhoria da representação do nosso folclore e a divulgação mútua, nomeadamente através do estabelecimento de eventuais permutas e outras formas de colaboração.

Também a este respeito, o Minho necessita de falar a uma só voz, superando os condicionalismos naturalmente resultantes da inexistência de uma entidade congregadora de todas as vontades da região. Mas, importa que, com o apoio nomeadamente das autarquias, os regionalistas minhotos saibam construir essa unidade em prol da nossa região.

O BLOGUE DO MINHO será sempre o elo de ligação entre o Minho e todos os minhotos espalhados pelo mundo!

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VENEZUELA É O “CENÁRIO B” PARA OS ESTALEIROS DE VIANA DO CASTELO

O contrato entre os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) e a empresa de petróleos da Venezuela (PDVSA) é a última salvação da empresa pública e o único cenário alternativo à eventual rejeição da Comissão Europeia à reprivatização. O cenário foi abordado ontem entre o autarca de Viana do Castelo, José Maria Costa (PS), e o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco.

Isto porque a Comissão Europeia insiste que a empresa tem de devolver 180 milhões de euros de ajudas do Estado recebidas entre 2006 e 2010, dinheiro que os estaleiros não têm. Além disso, o Estado também não se pode substituir, pelo que a atividade económica dos estaleiros pode estar em causa. Por outro lado, na carteira de encomendas da empresa figura a construção, com entrega para final, de 2014 e início de 2015 de dois navios asfalteiros para a Venezuela, negócio de 128 milhões de euros, e cuja prioridade passa por assegurar como um ativo da empresa, num dos vários cenários de futuro. Contudo, para que isso aconteça, é necessário que a Venezuela aceite eventuais novas condições de um contrato que já de 2011.

Embora sem adiantar mais pormenores, o autarca José Maria Costa admite ser esta a "solução B", mas que dependerá-sempre da empresa de petróleos da Venezuela. "No fundo, há um 'cenário B' que está a ser traçado, entre outros cenários. Falou-se num cenário possível, mas que passará sempre pela concordância da entidade que fez o contrato, a Venezuela", afirmou.

O autarca vianense disse ainda que o secretário de Estado adjunto da Economia vai viajar e interceder junto do Governo venezuelano e da empresa petrolífera local Pedevesa, uma vez que já existe um contrato com o Estado venezuelano para a construção de navios.

O socialista José Maria Costa diz que sentiu "conforto de que há empenho do Ministério da Defesa em procurar uma solução" e anteviu que, "se de Bruxelas não vier o visto bom, há uma 'solução B' para a manutenção de uma empresa que é vital para o concelho".

"Fiquei convencido de que há um forte empenho em tentar ultrapassar essas dificuldades. Pareceu-me que está a ser feito tudo, da parte do Governo, no sentido de a situação ser ultrapassada", assegurou o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo à saída do encontro com Aguiar-Branco. Em cima da mesa continuam várias hipóteses para a viabilização dos ENVC: "subconcessão, concessão ou a prevista reprivatização", conforme o andamento do caso nas instâncias europeias.

Os 625 trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo voltam hoje à rua para o quarto protesto público desde 2011, mas admitem que desta vez está mesmo em causa a "sobrevivência" da empresa. Sem rodeios, e face às dúvidas sobre o futuro da empresa, a comissão de trabalhadores admite a urgência do protesto: "Nesta altura, face ao que se vai dizendo, estamos a lutar pela sobrevivência dos estaleiros contra o encerramento", afirmou o porta-voz da comissão de trabalhadores, António Costa.

Fonte: DN

Foto: olharvianadocastelo.blogspot.com