Com raízes na Venezuela, Arianna Casellas estreia o EP “Concepto de Madre”. CLAV LIVE SESSION I Arianna Casellas. Dia 1 de maio pelas 19h00
No EP editado pela Discos de Platão, Arianna Casellas canta o seu proto diário de viagem: uma mensagem metida em garrafa de vidro e atirada a um mar qualquer; um percurso de escadarias cujas direções não se entendem mas são giras de ver.
Este disco navega por entre histórias de aventuras, nostalgia e muita família, acompanhado por sonoplastias discretas que espreitam nos momentos narrados das canções.
Apercebeu-se então uma paisagem sonora de memórias, projeções e emoções dignas de um pirata maroto. Ou talvez só de alguém ainda bastante jovem, defendida pelos objetos aleatórios que usou para gravar as sonoplastias que acompanham as secções narradas das canções, do seu fiél Cuatro venezuelano e pela bravura do seu coração.
Pretende não cair no típico belo nas suas explorações/composições musicais e vocais. Às vezes, aceita a sua sina e a agradabilidade de, de facto, cantar bem. Trabalha também com os Melifluo, com os Sereias e Zygosis.
Para ela, as canções são fundamentais, tal como o vinho à refeição.
Arianna Casellas nasceu na Venezuela, e de momento encontra-se a terminar a licenciatura na Faculdade de Belas Artes do Porto.
Apesar da situação atual relativa ao surto epidémico de impedir a realização de concertos, o mesmo será apresentado na Plataforma CLAV LIVE SESSIONS do Centro e Laboratório Artístico de Vermil no dia 01 de maio pelas 19h00.
Este concerto em formato Live Streaming será transmitido na rede de Facebook do CLAV-Centro e Laboratório Artístico de Vermil e na rede de Facebook do Comunidade Cultura e Arte.
Numa época em que chegam diariamente a Portugal notícias sobre a grave crise política, económica e social em que mergulhou a Venezuela, nação onde vivem cerca de meio milhão de compatriotas que não são imunes aos efeitos da turbulência que atravessa este país da América do Sul, sobressaiu recentemente nos meios públicos de comunicação nacionais, um exemplo de esperança e resiliência de um dos mais considerados representantes da comunidade luso-venezuelana.
Mormente, o do empresário Aníbal Morgado, um aveirense que emigrou para a Venezuela há mais de seis décadas, e que é um dos principais responsáveis pela construção da cidade de Guayana, a metrópole mais povoada do Estado de Bolívar e do Município de Caroní, com uma população de mais de um milhão de habitantes.
Um dos mais importantes centros industriais, económicos e financeiros da Venezuela, a cidade encerra a particularidade de ter sido construída de raiz nos anos 60 para responder à necessidade do poder central de criar uma metrópole no sul do país, com apoio do Instituto de Tecnologia do Massachussetts (MIT).
Ao longo do último meio século, o esforço de planificação, construção e desenvolvimento de Guayana, onde se encontram as principais barragens elétricas da Venezuela e as processadoras de ferro, alumínio, aço, bauxite e outros minerais, deve muito ao empreendedorismo de Aníbal Morgado, que através do Consórcio Empresarial Morgado (CEM), erigiu 80% do que é a metrópole em estradas, edificações, obras industriais e barragens.
Abordando o seu percurso de vida, marcado pela chegada à Venezuela em 1957, com 16 anos, território onde o irmão, Manuel Morgado, já vivia há dois anos. O empresário afirmou aos meios públicos de comunicação nacionais, que embora a Venezuela fosse “um país de muita esperança e neste momento essa esperança está bastante truncada”, está confiante que "depois de passar esta tempestade, o país ressurgirá porque a Guayana sempre tem sido uma zona de muita riqueza" e que por isso não pensa “ir embora”, acreditando que em Guayana “há futuro".
O exemplo de constância e resiliência perfilhado por Aníbal Morgado pode e deve constituir um renovado sinal de esperança no futuro da numerosa comunidade portuguesa, que tem enfrentado vários dilemas e momentos de incerteza na Venezuela.
O grupo Movimento pela Venezuela, preocupado com a grave situação política, económica e social que vive o país, decidiu reunir uma série de cidadãos portugueses, venezuelanos e luso-descendentes, para de forma contundente, fazer uma manifestação pacífica em apoio ao povo venezuelano, no próximo sábado, dia 2 de fevereiro, em Ponte da Barca.
Nesse sentido pedimos a este prestigiado órgão de comunicação social a divulgação do evento e o respetivo convite para estarem presentes neste movimento que será feito um pouco por todo o mundo.
O evento será realizado às 14h00, do dia 2 de fevereiro, em Ponte da Barca, em frente aos Paços do Concelho.
A grave crise política, económica e social que tem assolado a Venezuela nos últimos anos, tem impelido o retorno de milhares de luso-venezuelanos ao território nacional, sobretudo à Madeira, região autónoma de onde é oriunda a maioria do quase meio milhão de emigrantes portugueses que vivem neste país da América do Sul.
Estima-se que no ano passado, tenham chegado à “pérola do Atlântico" quase quatro mil lusodescendentes vindos do país liderado por Nicolas Maduro, e que se encontrem inscritos mil lusodescendentes no Instituto de Emprego da Madeira.
Com mais ou menos dificuldades, são públicos e notórios os esforços que as autoridades, e os serviços públicos regionais e nacionais, têm encetado na tentativa de procurar apoiar os cidadãos portugueses que regressaram ao país vindos da Venezuela, designadamente nas áreas da educação, da saúde, da segurança social e da inserção profissional.
Estes esforços não se esgotam nas esferas públicas regionais e nacionais, antes pelo contrário, têm colhido também apoio e recetividade na sociedade civil, mormente nos meios associativos e empresariais, que têm procurado dentro das suas possibilidades contribuir para a integração dos compatriotas que regressam da Venezuela em contexto de precariedade.
Um dos melhores exemplos desse apoio foi recentemente expresso pela Herdade Vale de Rosa, uma empresa agrícola do Baixo Alentejo que produz e comercializa uva de mesa, particularmente uva sem grainha, que através de um protocolo assinado com o Governo Regional da Madeira permite a emigrantes luso-venezuelanos terem acesso a oportunidades de emprego. Esta parceria imbuída de uma meritória responsabilidade social da Herdade Vale de Rosa, que já tem a trabalhar na sua estrutura cerca de 30 luso-venezuelanos, permite desde logo ao maior produtor nacional de uva de mesa suprir falta de mão-de-obra que não encontra na região onde se encontra implantada.
A necessidade de recrutamento da empresa, que prevê poder empregar cerca de 100 luso-venezuelanos, constitui um importante sinal de apoio à inserção socioprofissional de compatriotas regressados da Venezuela, assim como um sinal de esperança num futuro e uma vida melhor.
Encontra-se patente ao público até ao próximo dia 29 de setembro, na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho, a exposição de pintura do jovem artista venezuelano Luís Nóbrega, intitulada "Pele e Figura".
Sinopse da exposição: «Na primeira exposição individual do artista, Luís Nóbrega, o jovem desenvolve a figura e o retrato humano, evocando as correntes contemporâneas e clássicas no realismo, no simbolismo e na reinterpretação».
A entrada é livre!
Horário da Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho:
terça a sexta feira: das 09h30 às 12h00 e das 14h00 às 17h00
A Comunidade Portuguesa na Venezuela, segunda maior comunidade lusa na América Latina, a seguir ao Brasil, constituída por meio milhão de portugueses e lusodescendentes, vive por estes tempos marcada pela angústia do presente e a incerteza do futuro.
Esta intranquilidade é resultante da grave crise económica e social em que mergulhou a pátria Simón Bolívar, que ainda no início deste século era o país mais rico da América do Sul, e onde na atualidade a população sofre uma séria escassez de alimentos e medicamentos. O panorama socioeconómico sombrio regista a falta de comida, o aumento nos índices de mortalidade infantil e materna, a privação de remédios essenciais, como antibióticos e analgésicos, a carência de luvas, gazes, seringas ou produtos de limpeza.
A Comunidade Portuguesa na Venezuela não está imune à crise, sendo conhecidas várias situações de compatriotas que já não conseguem satisfazer as necessidades mais básicas. Situação que tem contribuído para o regresso de milhares de luso-venezuelanos a Portugal, sobretudo à Madeira, onde nos últimos anos segundo o Governo Regional já regressaram mais de quatro mil emigrantes da Venezuela.
Mas é também nestes tempos sombrios de crise, que se têm gerado genuínos exemplos de resiliência e solidariedade no seio da Comunidade Portuguesa na Venezuela. Como é o caso da Associação de Médicos Luso-venezuelanos (Assomeluve), que durante o mês de julho delineou uma rede médica portuguesa centrada em atender as necessidades prioritárias de saúde dos compatriotas.
Este projeto solidário, que conta com o apoio do Governo português, da Embaixada de Portugal na Venezuela e dos consulados locais, tem segundo a gastrenterologista Clara Maria Dias de Oliveira, porta-voz da Assomeluve, como principal missão “estabelecer as necessidades prioritárias dos portugueses na Venezuela, e prestar atenção médica geral e especializada", e irá começar em cinco regiões da Venezuela, no Distrito Capital (Caracas, Miranda e Vargas) e nos estados de Lara, Bolívar, Carabobo e Anzoátegui.
O exemplo de solidariedade praticado pela Associação de Médicos Luso-venezuelanos em prol da Comunidade Portuguesa é digno de louvor e de reconhecimento público, e um sinal de esperança no futuro da Comunidade Portuguesa na Venezuela.
Exposição patente no Edifício da Estação até dia 13 de Agosto
Foi inaugurada esta manhã, em Braga, no âmbito da CIAJ – Capital Ibero-Americana da Juventude, uma exposição fotográfica promovida em estreita colaboração entre a Embaixada da Venezuela em Portugal e o Município de Braga, sob o tema «Diablos Danzantes de Corpus Christi», da autoria do fotógrafo José Carlos de Sousa.
A sessão de inauguração da exposição, que estará patente ao público no Edifício da Estação da CP, em Braga, até ao próximo dia 13 de Agosto, contou com a presença da Cônsul Geral da Venezuela em Portugal, Yadira Mendoza, do presidente da Câmara de Braga. Ricardo Rio, bem como das vereadoras da Cultura, Lídia Dias e do Desporto e Juventude, Sameiro Araújo.
Para Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga “este evento cumpre, na essência, um dos grandes objectivos da CIAJ. Dar a conhecer, a partir de Braga, as tradições, a cultura e a vida em sociedade de cada país ibero-americano, seja pela sua cultura, seja pelo desporto, seja pela gastronomia”.
“Desafiamos cada um dos representantes diplomáticos em Portugal a trazer até nós o que de melhor cada país tem para nos mostrar. A Embaixada da Venezuela e o seu corpo diplomático, desde logo aceitaram o nosso desafio. Em meu nome pessoal e em nome do Município de Braga, deixo um agradecimento sentido, pois esta exposição permitirá que os Bracarenses e todos os que chegam ou partem de Braga, da Estação de Caminhos-de-ferro, conheçam um pouco mais da Venezuela e da sua cultura”, concluiu o Autarca.
Elevada recentemente a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, o ritual dos «Diablos Danzantes de Corpus Christi», é uma manifestação folclórico – religiosa que ocorre anualmente na Venezuela e que tem mais de três séculos de história. Celebrada por ocasião do dia do Corpo de Deus, pelas designadas confrarias ou Sociedades do Santíssimo, são formadas por adultos e crianças que partilham o pagamento de promessas. Os membros das confrarias, ou pagadores de promessas, vestem trajes coloridos e, transportando máscaras que caracterizam o diabo, desfilam em procissão, acabando por render-se perante o Sagrado Sacramento, representando assim o triunfo de Deus sobre o Demónio.
Graças à mescla de culturas que caracterizam a sociedade venezuelana, a manifestação inclui expressões religiosas e profanas, unindo elementos culturais provenientes da Europa, África e de povos aborígenes.
Esta manifestação está profundamente enraizada no povo venezuelano e é um dos maiores exemplos de como a diversidade de origens dos habitantes de um país pode ajudar ao enriquecimento da cultura popular dando-lhe identidade, personalidade e dinamismo.
Calcula-se em cerca de duas dezenas o número de casas regionais do Minho existentes em todo o mundo, incluindo as que possuem apenas referência concelhia. Não obstante alguns contactos estabelecidos entre algumas dessas associações, não foi possível até ao momento reuni-las num grande encontro com vista a estabelecerem laços de cooperação entre si.
Para além da Casa do Minho e das seis casas concelhias existentes em Lisboa referentes a Arcos de Valdevez, Valença, Ponte de Lima, Paredes de Coura, Ponte da Barca e Vila Nova de Cerveira, existem ainda casas regionais do Minho nomeadamente em França, Suíça, Alemanha, Brasil, Estados Unidos da América, Canadá e Venezuela. No Brasil existem pelo menos duas casas do Minho – no Rio de Janeiro e em São Paulo.
No que se refere às casas regionais de âmbito concelhio, destaca-se o concelho de Arcos de Valdevez com diversas representações nomeadamente em França, Estados Unidos e na Venezuela.
Para além das representações já existentes, existem ainda condições excelentes com vista ao aparecimento de novas casas regionais do Minho noutros países, como se verifica na Argentina em cuja capital se encontra uma comunidade minhota bastante unida e dinâmica, organizada sobretudo através de ranchos folclóricos.
São conhecidas as excelentes relações entre as associações regionalistas minhotas nos Estados Unidos da América e Canadá, estabelecendo constantes permutas para a atuação dos respetivos ranchos folclóricos. Também foi estreita a ligação outrora existente entre a Casa do Minho em Lisboa e a Casa do Minho no Rio de Janeiro. Porém, o associativismo regionalista minhoto tem vindo a registar novos desenvolvimentos, sobretudo com o aparecimento de várias casas concelhias, aliás à semelhança do que se verificou em Lisboa.
A promoção de um encontro de casas regionais do Minho permitiria uma maior entreajuda e partilha de informações, contribuindo para uma maior projeção do Minho a nível internacional. A colaboração entre todas as comunidades minhotas, em Portugal e no estrangeiro, poderia inclusive favorecer uma melhoria da representação do nosso folclore e a divulgação mútua, nomeadamente através do estabelecimento de eventuais permutas e outras formas de colaboração.
Também a este respeito, o Minho necessita de falar a uma só voz, superando os condicionalismos naturalmente resultantes da inexistência de uma entidade congregadora de todas as vontades da região. Mas, importa que, com o apoio nomeadamente das autarquias, os regionalistas minhotos saibam construir essa unidade em prol da nossa região.
O BLOGUE DO MINHO será sempre o elo de ligação entre o Minho e todos os minhotos espalhados pelo mundo!
O contrato entre os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) e a empresa de petróleos da Venezuela (PDVSA) é a última salvação da empresa pública e o único cenário alternativo à eventual rejeição da Comissão Europeia à reprivatização. O cenário foi abordado ontem entre o autarca de Viana do Castelo, José Maria Costa (PS), e o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco.
Isto porque a Comissão Europeia insiste que a empresa tem de devolver 180 milhões de euros de ajudas do Estado recebidas entre 2006 e 2010, dinheiro que os estaleiros não têm. Além disso, o Estado também não se pode substituir, pelo que a atividade económica dos estaleiros pode estar em causa. Por outro lado, na carteira de encomendas da empresa figura a construção, com entrega para final, de 2014 e início de 2015 de dois navios asfalteiros para a Venezuela, negócio de 128 milhões de euros, e cuja prioridade passa por assegurar como um ativo da empresa, num dos vários cenários de futuro. Contudo, para que isso aconteça, é necessário que a Venezuela aceite eventuais novas condições de um contrato que já de 2011.
Embora sem adiantar mais pormenores, o autarca José Maria Costa admite ser esta a "solução B", mas que dependerá-sempre da empresa de petróleos da Venezuela. "No fundo, há um 'cenário B' que está a ser traçado, entre outros cenários. Falou-se num cenário possível, mas que passará sempre pela concordância da entidade que fez o contrato, a Venezuela", afirmou.
O autarca vianense disse ainda que o secretário de Estado adjunto da Economia vai viajar e interceder junto do Governo venezuelano e da empresa petrolífera local Pedevesa, uma vez que já existe um contrato com o Estado venezuelano para a construção de navios.
O socialista José Maria Costa diz que sentiu "conforto de que há empenho do Ministério da Defesa em procurar uma solução" e anteviu que, "se de Bruxelas não vier o visto bom, há uma 'solução B' para a manutenção de uma empresa que é vital para o concelho".
"Fiquei convencido de que há um forte empenho em tentar ultrapassar essas dificuldades. Pareceu-me que está a ser feito tudo, da parte do Governo, no sentido de a situação ser ultrapassada", assegurou o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo à saída do encontro com Aguiar-Branco. Em cima da mesa continuam várias hipóteses para a viabilização dos ENVC: "subconcessão, concessão ou a prevista reprivatização", conforme o andamento do caso nas instâncias europeias.
Os 625 trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo voltam hoje à rua para o quarto protesto público desde 2011, mas admitem que desta vez está mesmo em causa a "sobrevivência" da empresa. Sem rodeios, e face às dúvidas sobre o futuro da empresa, a comissão de trabalhadores admite a urgência do protesto: "Nesta altura, face ao que se vai dizendo, estamos a lutar pela sobrevivência dos estaleiros contra o encerramento", afirmou o porta-voz da comissão de trabalhadores, António Costa.