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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FALECEU D. JOSÉ PEDREIRA, BISPO EMÉRITO DE VIANA DO CASTELO

José Pedreira era natural de Gondomil, no concelho de Valença

José Augusto Martins Fernandes Pedreira (Gondomil, Valença, 10 de Abril de 1935) é um Bispo Católico português. Actualmente Bispo Emérito de Viana do Castelo, foi Bispo desta Diocese de 1997 a 2010.

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Foi ordenado sacerdote a 12 de Julho de 1959 e posteriormente foi nomeado bispo-auxiliar do Porto a 28 de Dezembro de 1982, com o título de bispo-titular de Elvas. A ordenação episcopal decorreu a 19 de Março de 1983, tendo como principal consagrante D. Armindo Lopes Coelho, na altura recentemente nomeado bispo de Viana do Castelo, e como co-sagrantes, D. Eurico Dias Nogueira, arcebispo de Braga e D. Júlio Tavares Rebimbas, arcebispo do Porto. A 29 de Outubro de 1997 foi nomeado bispo de Viana do Castelo, cargo onde se manteve até ao seu pedido de resignação e consequente nomeação de D. Anacleto Cordeiro Gonçalves de Oliveira. É o actual bispo-emérito de Viana do Castelo.

Fonte: Wikipédia

QUEM FOI O VALENCIANO JOSÉ ALFREDO DE MAGALHÃES?

José Alfredo Mendes de Magalhães (Valença do Minho, São Salvador de Gandra, 20 de Abril de 1870 — Porto, 17 de Outubro de 1957), mais conhecido por Alfredo de Magalhães, foi médico, professor de Medicina, publicista e político republicano com actividade no período da Primeira República Portuguesa e do Estado Novo. Entre outras funções foi reitor da Universidade do Porto, procurador à Câmara Corporativa, Ministro da Instrução Pública,  governador-geral de Moçambique e presidente da Câmara Municipal do Porto. Foi membro da Maçonaria, com iniciação feita na loja Fernandes Tomás, da Figueira da Foz.

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Nasceu em São Salvador de Gandra, Valença do Minho, filho de Francisco de Paula Mendes de Magalhães e de Felizarda da Conceição Dias da Silva Magalhães. Entre 1876 e 1879 frequentou o ensino primário na escola oficial da freguesia de Arão. Em 1879 fez a preparação para admissão ao liceu na aula particular de Manuel Durães, em Vilar de Lamas (Arão), tendo nesse ano feito o exame de admissão no Liceu de Viana do Castelo, cuja frequência inicia.

Após o falecimento de sua mãe (que ocorreu a 29 de abril de 1884) frequentou, de 1885 a 1888, como aluno interno, o Colégio do Espírito Santo de Braga (1872-1910), um estabelecimento com internato e externato, fundado em 1872 por missionários franceses da Congregação do Espírito Santo. Nesse ano transferiu-se para o Porto, cidade onde em 1889 terminou o ensino secundário no Liceu Nacional do Porto.

No ano de 1889 ingressa no curso preparatório da Academia Politécnica do Porto tendo em vista preparar a sua admissão à Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Nesse ano inicia-se nas lides literárias fundando, com Dinis Neves, um periódico intitulado Revista Académica. Ainda nesse ano integrou a Comissão Académica Patriótica, então dirigida pelo estudante de Medicina Francisco de Paula Reis Santos, criada em reacção ao ultimato britânico de 1890. No contexto da corrente antimonárquica que esses acontecimentos desencadearma, aderiu ao Partido Republicano Português.

Em 1890 matriculou-se no curso de Medicina da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, curso que terminou em 1896 com a defesa da tese Os milagres de Lourdes como terapêutica psicológica, sendo aprovado plenamente com louvor a 28 de Julho daquele ano.

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Enquanto estudante de Medicina no Porto colaborou em O Debate, o jornal da academia do Porto, que viria a dirigir em 1893, e no periódico Dyabo. Em 8 de Março de 1895 presidiu à representação dos estudantes do Porto que se integrou na homenagem nacional a João de Deus que, naquele dia, se realizou em Lisboa.

Terminado o curso, em 1897 foi colocado como facultativo municipal do concelho de Grândola, cargo que acumulava com o de médico privativo da Santa Casa da Misericórdia daquela vila. Permaneceu em Grândola cerca de dois anos, travando neste período conhecimento com Jacinto Nunes, dirigente do Partido Republicano Português, o que ajudou a cimentar a relação de Alfredo Magalhães com o campo republicano que se iniciara enquanto estudante no Porto.

No ano de 1899 parte para França, onde permanece até 1901, período durante o qual frequenta na Universidade de Paris um curso de especialização em Dermatologia e Sifiligrafia, ao mesmo tempo que exerce clínica no Hospital de Saint-Louis (Hôpital Saint-Louis) e no Hospital Broca (Hôpital Broca, na rue Pascal).

Terminada a especializaçção, em 1901 regressou ao Porto, iniciando a sua actividade clínica naquela cidade. Nesse msmo ano fez-se sócio correspondente do Instituto de Coimbra ao mesmo tempo que se preparava para o concurso a professor da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, o qual decorreu em 1902. Concorreu com um trabalho intitulado Problemas da Vida – Ensaio da Biologia Geral, obra que publicaria no ano imediato.

Na sequência desse concurso, foi contratado como omo professor substituto da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, onde lecionava as disciplinas de Histologia, Matéria Médica e Terapêutica Geral, cargo que acumulava com o exercício da medicina provada e com aulas no Instituto Superior do Comércio Portuense. Manteria esta actividade até 1911, ano em que foi nomeado professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em resultado da integração da Escola Médico-Cirúrgica na recém-fundada Universidade do Porto.

Durante esse período manteve intensa actividade como publicista, a que aliou militância no campo republicano. Editou e dirigiu o periódico intitulado O Debate (1903-1904) e lançou, em colaboração com o Professor António Joaquim de Sousa Júnior, a revista mensal Porto Médico (1904). No campo cívico, foi secretário interino da Escola Médico-Cirúrgica do Porto (1903), secretário-geral do 4.º congresso da Liga Nacional contra a Tuberculose, que se realizou no Teatro Águia d'Ouro, do Porto, a 9 de Abril de 1907 e sócio-fundador da Liga de Educação Nacional (1908).

Interessado pelas questões sociais, fundou, com os médicos Eduardo Santos Silva, Antunes Lemos, Júlio Vitória e Alberto Gonçalves, o Posto Médico da Batalha, inaugurado em 16 de Abril de 1906. A instituição tinha fins filantrópicos e Alfredo Magalhães apresentou, no congresso da Liga Nacional contra a Tuberculose, realizado no Porto em 1907, uma conferância preliminar intitulada A Tuberculose e a Miséria no Porto.

A sua militância republicana levou a que fosse julgado no Tribunal Colectivo do Porto por delito de opinião em resultado de um discurso que pronunciou em Bragança.

No campo científico, produziu diversos artigos sobre dermatologia, sífilis e outro temas, muitos dos quais publicados no Jornal dos Médicos. Manteve correspondência com Paul Gerson Unna, um pioneiro da dermatologia, em cuja revista (a Dermatologische Zeitschrift) publicou pelo menos um artigo.[6] Também colaborou no periódico A Medicina Contemporânea, fundado por Miguel Bombarda, Sousa Martins e Manuel Bento de Sousa.

Em 30 de Agosto de 1910, nas últimas eleições do regime monárquico português, foi eleito deputado pelo círculo eleitoral de Lisboa. na lista apresentada pelo Partido Republicano Português. A implantação da República Portuguesa, que ocorreu a 5 de Outubro imediato, impediu a tomada de posse.

Com a implantação do regime republicano em Portugal iniciou uma fase de intensa actividade política, com diversas nomeações para cargos díspares e dificilmente compatíveis. Logo a 8 de Outubro de 1910 substitui interinamente Duarte Leite no cargo de director do diário A Pátria, cargo que manteve até finais de Novembro. Entretanto, a 24 de Outubro de 1910 fora nomeado director da Penitenciária de Lisboa e por duas vezes governador civil interino do Distrito de Viana do Castelo (de 5 de Novembro de 1910 a 5 de Janeiro de 1911 e de 23 de Maio de 1911 a 17 de Junho de 1911). A estas nomeações acresce que a 15 de Dezembro de 1910 foi enviado à ilha da Madeira com o cargo de Comissário do Governo Provisório da República no Arquipélago da Madeira tendo como missão coordenar a luta contra a epidemia de cólera que ali grassava. Em resultado da sua acção na Madeira na luta contra a epidemia, a 25 de Fevereiro de 1911 foi proclamado cidadão benemérito da cidade do Funchal.

Com a criação da Universidade do Porto, ocorrida a 22 de Março de 1911 por decreto do Governo Provisório da República, é nomeado professor efectivo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, funções que manteve até falecer.

Nas eleições realizadas a 28 de Maio de 1911 foi eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte criada pelo novo regime para elaborar uma Constituição republicana para Portugal. Em consequência desta eleição, em Julho de 1911 demitiu-se das funções de director da Penitenciária de Lisboa e participou activamente nos trabalhos que conduziram à eleboração e aprovação da Constituição Portuguesa de 1911. Aprovada a nova Constituição em 18 de Agosto de 1911, com entrado em vigor no dia 21 desse mesmo mês, foram instalados os primeiros órgãos constitucionais do novo regime, ficando Alfredo Magalhães como deputado.

Logo após a tomada de posse do primeiro Senado da República, Alfredo Magalhães foi eleito, por voto unânime dos senadores, para o cargo de governador-geral da Província de Moçambique, razão pela qual renunciou ao cargo de deputado. A sua nomeação como comissário geral daquela província foi anunciada a 18 de Novembro de 1911, substituindo no cargo Azevedo e Silva, nomeado Procurador Geral da República.[9] Em consequência, em Janeiro de 1912 partiu para Moçambique, com passagem pela recém-criada União Sul-Africana, tendo chegado à Cidade do Cabo a 6 de Fevereiro de 1912. Depois de uma paragem em Joanesburgo para contactos diplomáticos, chegou a Lourenço Marques em finais Fevereiro daquele ano.

Na sua acção como governador-geral, fundou no Distrito de Lourenço Marques a circunscrição de Namaacha, promoveu a abertura do Hospital Miguel Bombarda de Lourenço Marques e mandou adaptar a Liceu o edifício do antigo hospital. Foi exonerado do cargo em Março de 1913. Enquanto em Lourenço Marques integrou-se na loja maçónica Cruzeiro do Sul, de Lourenço Marques.

Entretanto entrou em dissidência com a direcção do Partido Republicano Português, sendo expulso daquele partido em Julho de 1913, aquando do seu regresso a Lisboa vindo de Lourenço Marques. Passou então a militar na franja de tendência nacionalista e presidencialista do movimento republicano, afastando-se dos democráticos de Afonso Costa. Nesse contexto dirigiu o periódico O Rebate e participou em diversas tentativas de organizar um partido presidencialista, isto é que rompesse com o parlamentarismo exacerbado que era então apontado como a causa da permanente instabilidade política em que o regime mergulhava.

Nas eleições para o Congresso da República de 13 de Junho de 1915, as primeiras eleições gerais na vigência da Constituição de 1911, conseguiu ser eleito deputado independente pelo círculo eleitoral da Província de Moçambique, tomando assento na Câmara dos Deputados do Congresso da República. Contudo, apesar do seu estatuto de deputado, em 1916 foi preso sob a acusação de ter participado na fracasada revolta de Tomar, encabeçada por Machado Santos. Permaneceu 33 dias preso num navio de guerra surto no Tejo, sendo libertado a 12 de Julho, mas apenas regressando ao Parlamento a 15 de Janeiro de 1917. Manteve-se como deputado em funções até à dissolução do Congresso, ocorrida em 6 de dezembro de 1917 na sequência do golpe de Estado de Sidónio Pais.

Com a vitória do sidonismo, a 11 de Dezembro de 1917 tomou posse do cargo de Ministro da Instrução Pública, cargo que exerceu durante todo o consulado sidonista, embora entre 15 de Maio e 23 de Dezembro de 1918 com o título de Secretário de Estado da Instrução Pública por term os ministérios sido extintos com a reforma presidencialista promovida por Sidónio Pais. Com o assassinato deste, retomou o título de Ministro da Instrução Pública no governo de transição presidido por João Tamagnini Barbosa, mantendo-se em funções até à exoneração deste a 28 de Janeiro de 1919. Neste período exerceu, por três vezes, interinemante e em acumulação com a Instrução Pública, o cargo de Ministro da Marinha e Ultramar.

Com o fim do sidonismo é afastado dos cargos políticos, retirando-se para o Porto onde exerce clínica e mantém as suas funções docentes na Faculdade de Medicina. Com a restruturação do sistema partidário republicano, aderiu à República Nova e foi eleito membro do directório do Partido Nacional Republicano, partido em que militaria até à sua extinção. Nas listas deste partido candidatou-se, sem sucesso, a um lugar de deputado pelo círculo eleitoral de Lisboa nas eleições gerais de 10 de Julho de 1921.

Em 1924 foi nomeado director da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, cargo que exerceu até ao final do ano seguinte. Durante esse período organizou as comemorações do centenário da fundação da Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Manteve intensa actividade cívica e filantrópica, sendo sócio de múltiplas instituições portuenses, sendo dirigente de algumas delas.

Mantendo o seu pendor antiparlamentarista, apoiou o Golpe de 28 de Maio de 1926 e a implantação da Ditadura Nacional, sendo a 26 de Junho desse ano nomeado reitor da Universidade do Porto, cargo que exerceu até 1928. Nessas funções coube-lhe inaugurar, a 1 de Dezembro de 1926,[10] o Monumento a Júlio Dinis,[11] um conjunto escultórico que resultou de uma homenagem da Faculdade de Medicina do Porto, que o ofertou à Câmara Municipal da mesma cidade.[12]

Em 1926 foi eleito presidente do Ateneu Comercial do Porto, regressando pouco depois à actividade política ao ser nomeado a 22 de Novembro de 1926 para o cargo de Ministro da Instrução Pública do governo presidido por António Óscar Carmona, funções que manteria até 18 de Abril de 1928. A 5 de Outubro de 1927 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.

Em 1932 foi um dos fundadores da União Nacional, sendo escolhido para exercer as funções de presidente da Comissão Distrital do Porto daquela organização política. Nesse mesmo ano, a 11 de Abril, foi-lhe atribuída a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.

A 8 de Junho de 1933 foi nomeado presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal do Porto. Com a entrada em vigor da Constituição Portuguesa de 1933, a instauração do Estado Novo e a entrada em funcionamento dos novos órgão políticos, a 23 de Maio de 1934 foi nomeado presidente da Câmara Municipal do Porto, cargo que exerceu até 1936. Nessas funções superintendeu a conclusão da rede de saneamento básico da cidade do Porto, promoveu a criação da Maternidade Júlio Dinis e do Abrigo dos Pequeninos e adquiriu para o património municipal o Palácio de Cristal. Manteve uma polémica pública com Ezequiel de Campos, Director dos Serviços Municipalizados do Gás e Electricidade, o que o levou a publicar em 1937 o livro Em defesa do Porto, defendendo a sua gestão do Município do Porto.

Entre 1935 e 1937 foi procurador à Câmara Corporativa em representação dos municípios. Entre 1937 e 1941 presidiu à assembleia geral da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, instituição de que era sócio honorário. A partir de 1941 passou a presidente honorário daquela associação.

Em 1938 foi responsável pela inauguração da Maternidade Júlio Dinis, no Porto, instituição que funcionava na dependência técnica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

A 10 de Março de 1950 recebeu a medalha de ouro da Câmara Municipal do Porto. Faleceu na cidade do Porto a 17 de Outubro de 1957.

Alfredo Magalhães é lembrado na toponímia da cidade do Porto pela Rua Doutor Alfredo de Magalhães, em Santo Ildefonso, nome atribuído em 1965 pela Câmara Municipal do Porto.

Fonte: Wikipédia / Fotos: Arquivo Municipal do Porto

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REVISTA "BRANCO E NEGRO" EVOCOU EM 1897 O ESCRITOR VALENCIANO JOSÉ AUGUSTO VIEIRA

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Fonte: Branco e Negro – Semanário Ilustrado. nº 68. 18 Julho 1897 / Hemeroteca Municipal de Lisboa

QUEM FOI O VALENCIANO JOSÉ AUGUSTO VIEIRA?

José Augusto Vieira, (Valença do Minho, 13 de julho de 1856 - Porto, 13 de julho de 1890), foi um escritor português da segunda metade do século XIX de estética naturalista e cuja predilecção foi abordar e descrever a sua província do Minho.

Publicou um livro chamado "As fototipias do Minho" que reune quatro narrativas: As arrecadas de RosinhaA cura de uma nevroseA procissão dos defuntos e "A carta do Brasil", em parte anteriormente publicadas na imprensa sob o pseudônimo de Rui de Pina.

Na nota preliminar que antecede os contos, o autor esclarece as ambições científicas já manifestadas no título Fototipias, isto é, fotografias: As Fototipias são a tradução das condições do meio, que influenciaram toda a nossa infância e grande parte da nossa mocidade.

A terminologia científica e a formação médica do autor refletem-se particularmente na extensa narrativa Cura de uma nevrose: aqui, o histerismo de Luísa, filha do morgado de Soutelo, é perspectivada de forma oposta pelo gentio da aldeia, nomeadamente pelo padre Júlio e pela bruxa Tia Maria, mulher de aparente virtude, que consideram a jovem endemoninhada e decidem, pois, exorcizá-la através de um rude ritual sexual, e pelo narrador, que o explica por razões patológicas, denunciando as superstições populares e o partido que delas tiram os indivíduos sem escrúpulos, sobretudo os de origem clerical.

  • Phototypias do Minho, contos, 1879, segunda edição em 1906
  • A divorciada, romance, 1881, segunda edição em 1906
  • O Minho pittoresco, Lisboa: Livraria de António Maria Pereira, 1886-1887: 2

Fonte: Wikipédia

VALENÇA É SENTINELA DE PORTUGAL

Valença deriva do topónimo latino Valentia, derivado de valens, 'valente',

e também existente em Espanha como Valencia e em França como Valence.

Existem os derivados Valenças e Valência. – in Infopédia

Situada na margem esquerda do rio Minho, a praça-forte de Valença ergue-se altaneira qual sentinela sempre vigilante destinada a defender o território de Portugal. O início da sua construção remonta ao século XII, tendo ao longo da História testemunhado diversas batalhas, destacando-se as travadas no período da Guerra da Restauração, as invasões francesas e as guerras liberais. É, porventura, a mais imponente fortificação militar do Alto Minho.

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Em 1763, funcionou em Valença uma loja maçónica, constituída essencialmente por militares, facto a que não é alheia a importância da praça de Valença em termos castrenses. Foi provavelmente a primeira loja constituída na região, tendo a sua constituição sido relacionada com a chegada a Portugal, no ano anterior, do Conde Schaumburg de Lippe, Friedrich Wilhlm Ernst, maçon iniciado na Alemanha e que veio para Portugal para reorganizar o exército português.

Valença – primitivamente denominada Contrasta – recebeu foral de D. Sancho I em 1217. E, em 1262, alterou a sua designação para Valença, frequentemente denominada Valença do Minho a fim de a distinguir do concelho de Valença do Douro, actualmente freguesia do concelho de Tabuaço.

A sua grandeza, porém, não ficou entricheirada nas suas muralhas. Atravessou o oceano Atlântico e no Brasil foi dar nome a três importantes municípios: Valença (Bahia), Valença (Rio de Janeiro) e Valença do Piauí (Piauí).

Valença (do Minho) é actualmente a localidade minhota mais visitada pelas gentes da Galiza que aproveitam para visitar o seu casco histórico, fazer ali as suas compras e deliciar-se com a excelente gastronomia da região, nomeadamente o bacalhau e a lampreia, regados com os melhores vinhos verdes.

Fotos: José Alves / https://www.facebook.com/soutariatv/

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BLOCO DE ESQUERDA QUESTIONA GOVERNO SOBRE PLANTAÇÃO DE ÁRVORES NA MURALHA DA FORTALEZA DE VALENÇA

O Bloco de Esquerda tomou conhecimento a Câmara Municipal de Valença plantou árvores no pano da muralha da Fortaleza de Valença, no adarve da Gaviarra, no âmbito do projeto de requalificação do centro histórico da cidade e questionou o ministério da cultura. 

A Fortaleza de Valença é monumento nacional e candidato a património da Humanidade, tem cerca de 700 anos e estende-se por 5, 5 quilómetros. Desempenhou um papel defensivo até ao ano de 1927, data da saída do último batalhão do exército. A estrutura de base da muralha remonta à época medieval e não é maciça e tem galerias no seu interior.

Moradores e especialistas têm vindo a público denunciar o perigo que representa a plantação de pereiras bravas em cima da muralha. Por duas razões. Uma é que os panos de muralha não têm árvores, nem nunca tiveram, precisamente para garantir a sustentação da muralha que não é maciça. A outra razão é estrutural e tem a ver com as raízes e o porte das árvores. As raízes infiltram-se e causam danos na muralha. O peso do porte das árvores também tem esse efeito negativo. Acrescente-se, além destas ameaças, o perigo e de derrocada que poderão vir a representar árvores de grande porte como as pereiras bravas, que são os exemplares utilizados. Estas árvores atingem a altura de 13 metros e as suas raízes são de rápido crescimento.

Perante estas evidências, e sensível às questões levantadas, o gabinete de arquitetura coordenado por Eduardo Souto de Moura já mostrou disponibilidade para alterar o projeto. A própria Direção Geral do Património e Cultura também levantou questões quanto à plantação de árvores naquele local, tendo já instado a Câmara Municipal de Valença a remover as árvores, há pelo menos um ano.

Como se trata de um monumento nacional classificado, se a Câmara Municipal de Valença mantiver esta posição, incorre em crime contra o património.

O Bloco de Esquerda, através dos deputados Alexandra Vieira, Beatriz Gomes Dias e Jorge Costa quer saber se o Governo está a acompanhar a situação e o que fazer para salvaguardar a Fortaleza.

MUNICÍPIOS REABREM ECOPISTA DO RIO MINHO

𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑑𝑜𝑟 𝑒𝑐𝑜𝑙𝑜́𝑔𝑖𝑐𝑜 𝑐𝑜𝑙𝑎𝑑𝑜 𝑎𝑜 𝑟𝑖𝑜 𝑀𝑖𝑛ℎ𝑜, 𝑎𝑏𝑒𝑟𝑡𝑜 ℎ𝑜𝑗𝑒, ℎ𝑎𝑣𝑖𝑎 𝑠𝑖𝑑𝑜 𝑝𝑟𝑜𝑖𝑏𝑖𝑑𝑜 𝑎̀ 𝑐𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑝𝑒𝑑𝑜𝑛𝑎𝑙 𝑒 𝑐𝑖𝑐𝑙𝑖𝑠𝑡𝑎 𝑛𝑜 𝑑𝑖𝑎 27 𝑑𝑒 𝑚𝑎𝑟𝑐̧𝑜 𝑑𝑒𝑣𝑖𝑑𝑜 𝑎𝑜 𝐶𝑂𝑉𝐼𝐷19. 𝑁𝑒𝑠𝑡𝑒 𝑑𝑖𝑎, 𝑟𝑒𝑎𝑏𝑟𝑖𝑢 𝑡𝑎𝑚𝑏𝑒́𝑚 𝑜 𝑎 𝑒𝑠𝑠𝑜 𝑎𝑢𝑡𝑜𝑚𝑜́𝑣𝑒𝑙 𝑎𝑜 𝑃𝑎𝑟𝑞𝑢𝑒 𝑑𝑎𝑠 𝐶𝑎𝑙𝑑𝑎𝑠 𝑒 𝑎𝑜 𝑃𝑎𝑟𝑞𝑢𝑒 𝑑𝑎 𝐿𝑜𝑑𝑒𝑖𝑟𝑎.

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No âmbito das medidas de contenção do novo coronavírus COVID-19, os Municípios de Monção, Valença e Vila Nova de Cerveira determinaram, no passado dia 27 de março, a proibição da utilização pedonal e ciclista da Ecopista do Rio Minho.
Esta decisão concertada integrou um conjunto alargado de medidas tomadas pelos três municípios, entre as quais, o encerramento de espaços públicos de lazer e parques infantis. No caso de Monção, foi vedado o acesso ao Parque das Caldas e ao Parque da Lodeira.
Hoje, mais de um mês e meio depois, coincidindo com o início da segunda fase de desconfinamento, foi levantada a proibição de circulação, sendo permitida a utilização da Ecopista do Rio Minho, corredor verde com várias distinções internacionais, entre as quais, o prémio de 3ª Melhor Via Verde da Europa, nos 8th European Greenway Award, na Irlanda, em 2017.
O primeiro troço da Ecopista do Rio Minho, entre o apeadeiro de Cortes, em Monção, e a ponte seca, em Valença, foi inaugurado no dia 14 de novembro de 2004, merecendo, desde o início, rasgados elogios e aplausos por parte dos utilizadores daquele trajeto verde.
Com os anos, a Ecopista foi ampliada nos dois concelhos e prolongada a Vila Nova de Cerveira, apresentando um conjunto de atributos e motivos de interesse que fazem desta via ecológica, a primeira em Portugal a aproveitar linhas férreas desativadas, uma referência para quem gosta de praticar desporto em comunhão com a natureza.
Hoje, reabriu também o acesso automóvel ao Parque das Caldas e ao Parque da Lodeira, permitindo que a população e visitantes possam regressar aquelas áreas ribeirinhas de Monção, podendo utilizar as estruturas existentes como, por exemplo, o passadiço de madeira junto ao rio, o parque de merendas, o parque infantil, o campo de futebol sintético e os courts de ténis.

PALÁCIO DOS MARQUESES DE VALENÇA EM 1968

À excepção da imagem que mostra a construção em 1977 de um enorme prédio por detrás do Palácio dos Marqueses de Valença, todas as demais fotos datam de 1968.

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Situado na Alameda das Linhas de Torres, perto do Campo Grande, trata-se do Palácio que nos primórdios do século XIX pertenceu aos 2ºs Marqueses de Valença, tendo sido comprado ao conde de Vimioso por Pinto da Cunha.

A quinta era muito maior do que é hoje. O campo de futebol onde estiveram instalados primeiramente o Sporting e depois o Benfica, foi construído em terrenos que pertenciam ao Palácio.

Algumas das salas conservam-se como estavam no século XIX. O cruzeiro é Monumento Nacional e o Palácio, Imóvel de Interesse Público.

Também a Câmara Municipal dos Olivais esteve instalada neste palácio durante algum tempo Algumas destas imagens fazem parte de um conjunto que integra a monografia Dispersos, do engenheiro Augusto Vieira da Silva.

Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa

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