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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FALECEU O MELGACENSE ALBERTO PEREIRA DE CASTRO – FOI PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VALENÇA.

Município de Valença decretrou luto municipal

O Município de Valença decretou um dia de luto municipal pela morte do antigo presidente da Câmara Major Alberto Pereira de Castro que, apurou a Rádio Vale do Minho, irá cumprir-se esta quarta-feira.

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Conforme noticiou a Rádio Vale do Minho, morreu esta terça-feira, aos 80 anos de idade, o Major Alberto Magno Pereira de Castro, antigo presidente da Câmara Municipal de Valença e antigo colaborador da Rádio Vale do Minho.

Alberto Castro nasceu em Melgaço em 16 de Agosto de 1940.Em 1966, cumprido o serviço militar obrigatório, com uma Comissão em Angola, ingressou na Guarda Nacional Republicana, tendo sido transferido para Valença em Novembro do mesmo ano com destino ao Comando da Secção, onde permaneceu até 1986.

Em Dezembro deste ano, assume o Comando interino da Companhia de Viana do Castelo, optando pela continuação nesta Unidade, como Adjunto do Comando e depois como Comandante da Companhia até 1992, data em que, terminando o Curso de Promoção a Oficial Superior da GNR no Instituto de Altos Estudos Militares, é colocado em Lisboa.

Por motivos de ordem familiar, passa à situação de Reserva, fixando-se definitivamente em Valença. No ano seguinte concorre nas Eleições Autárquicas, como Independente pelo PSD, à Presidência da Câmara local tendo sido eleito, cumprindo o mandato de 1993-1997.

Já na situação de Reforma exerceu o cargo de Presidente da Direção e do Conselho Fiscal da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Alto Minho e de Presidente do Conselho Fiscal da Santa Casa de Misericórdia de Valença.

Foi Presidente daAssociação de Valença do Minho dos Amigos do Caminho Português de Santiago, de que foi co-fundador em 1995, no final do estudo, com outras individualidades, desta via de peregrinação a Compostela.

Até ao momento, desconhece-se ainda a data e local onde irão decorrer as cerimónias fúnebres.

Fonte: https://www.radiovaledominho.com/

MINHOTOS JÁ VÊEM A LUZ AO FUNDO DO TÚNEL... PARA A GALIZA!

Fronteiras Portugal/Espanha: A luz ao fundo do túnel

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho pretende apresentar, em breve, um plano próprio de reativação económica para a fronteira do Rio Minho com recurso a fundos europeus. Com o objetivo de amenizar os prejuízos causados pelo encerramento de fronteira, a entidade transfronteiriça aguarda ainda que os governos de Portugal e de Espanha revelem sensibilidade para com as preocupações sentidas pelas populações raianas, e efetivem medidas reais.

Com o anúncio do Governo de Portugal de abertura das fronteiras terrestres com Espanha já a partir deste sábado 1 de maio, aguardando-se a mesma medida brevemente do lado espanhol, a prioridade é já “o dia depois de amanhã”. “O mal está feito, agora é urgente atenuar os efeitos”, afirma o diretor do AECT Rio Minho e Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira. “Nos últimos 13 meses, a dinâmica socioeconómica transfronteiriça do Alto Minho e da Galiza apenas viveu em comum seis meses. Foi criado um deserto que afetou trabalhadores e empresas, pelo que é tempo de concretizar uma necessária e efetiva união de esforços para reativar esta vivência”, sublinha Fernando Nogueira, acrescentando: “Este é o momento para os Governos de Portugal e de Espanha, mostrarem que a última Cimeira Ibérica da Guarda não passou de um efémero marketing político”.

Aos prejuízos calculados por estimativa do primeiro confinamento (92ME), a pandemia Covid-19 veio adensar “a inquestionável relação umbilical existente nas regiões transfronteiriças, em particular do Alto Minho e da Galiza, e colocar a descoberto alguns pontos sensíveis”. Para o diretor do AECT Rio Minho não restam dúvidas, “os trabalhadores transfronteiriços e as empresas foram lesadas, e tem de haver compensações financeiras, pois é da a responsabilidade direta dos Estados a imputação dos custos extraordinários ao longo destes meses”.

A intenção é recorrer aos fundos europeus através do ‘Next Generation’, programa criado pela União Europeia para reativar economicamente os estados membros perante o contexto da pandemia Covid-19. Não obstante, o AECT Rio Minho considera que, comprovados cientificamente os duplos prejuízos nas zonas de fronteira, o ‘Next Generation’ deve conter medidas concretas para estes territórios excecionais.

Não obstante, e porque em breve vai avançar-se com a execução do Quadro Comunitário 2021-2027, no qual normalmente há medidas para a cooperação transfronteiriça, o AECT Rio minho considera ser necessário ter em linha de atenção o Minho-Miño e incluir contrapartidas específicas, bem como o papel dos estados centrais é reivindicado, de modo a concretizar instrumentos de compensação direta, ajudas económicas, às trabalhadores transfronteiriços que, em média, gastaram entre 200 e 300 euros a mais em combustível e perderam o tempo em filas e circuitos mais longos, durante o encerramento de fronteiras.

Apesar de Portugal ter anunciado a reabertura de fronteiras com Espanha a partir deste sábado, 1 de maio, há ainda algumas condicionantes na circulação, uma vez que Espanha ainda está sob ‘estado de alarma’ até 9 de maio, e a Comunidade Autónoma da Galiza está sujeita a um fecho perimetral, pelo que as saídas e as entradas neste território só são possíveis para motivos considerados na lei (trabalho saúde, educação…). Deste modo, os trabalhadores transfronteiriços deixam de estar sujeitos a um calvário provocado pelas longas filas no único ponto permanente de passagem e de fazer percursos extensos, levando mais tempo e despendendo mais dinheiro.

Por último, o AECT Rio Minho endereça um agradecimento a todas as entidades pelos esforços encetados para que este processo fosse o mais ágil possível, assim como a solidariedade manifestada para com os próximos passos.

VALENÇA INAUGURA REQUALIFICAÇÃO DA ESCOLA MURALHAS DO MINHO

Valença inaugurou a obra de requalificação da Escola Básica e Secundária Muralhas do Minho. O renovado complexo escolar implicou um investimento de 3,79 milhões de euros.

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O ato foi presidido pelo Primeiro Ministro, António Costa e contou com a presença do Presidente da Câmara de Valença, Manuel Lopes, do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, entre outras autoridades.

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NARCISO ALVES DA CUNHA LEVOU AO SENADO EM 1911 FACTOS OCORRIDOS NA FRONTEIRA ENTRE VALENÇA E TUI

Narciso Alves da Cunha nasceu em 5 de Setembro de 1851 na Freguesia de Formariz, Concelho de Paredes de Coura. Em 1911, foi eleito deputado para as Constituintes pelo círculo de Ponte de Lima e veio a pertencer ao Senado na Legislatura de 1911-1912.

Na sessão do Senado de 13 de Março de 1912, usou da palavra para falar acerca de factos ocorridos na fronteira, entre Valença e Tui, tendo obtido resposta por parte do Presidente do Ministério, Augusto de Vasconcelos. Nesta intervenção, apresentada como urgente, fez nomeadamente menção ao sacrifício das nossas gentes, referindo que “Esta pobre gente faz todos os dias, de Paredes de Coura a Valenca, um percurso de 40 quilómetros, para se aproveitar da isenção, que já havia, do imposto.”

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O Sr. Presidente:—O Sr. Senador Alves da Cunha pediu a palavra para tratar dum negócio urgente, o qual diz respeito à ponte internacional de Valença.

Os Srs. Senadores qae aprovam a urgência, tenham a bondade de se levantar.

Foi aprovado.

O Sr. Narciso Alves da Cunha: — Sr. Presidente e Srs. Senadores: o assunto de que vou dar conhecimento ao Senado afigura-se-me de extrema gravidade pelas consequências embaraçosas que pode trazer à República.

Eu não teria mesmo dúvida em requerer uma sessão secreta para o Senado conhecer dele, se já não fosse do domínio público, por intermédio da imprensa.

É possível que eu esteja em erro nesta forma de pensar e ver as cousas, mas estou convencido de que as minhas apreensões tem razão de ser e tem fundamenío.

Há tempos, não posso precisar a data, mas como estão aqui presentes dois ilustres Ministros podem dar esclarecimentos a esse respeito, em Conselho de Ministros tomou-se esta deliberação: não permitir a ninguém passagem para a fronteira espanhola sem previamente se munir com passaporte ou salvo-conduto, visado pela autoridade militar, do qual deviam constar os sinais respectivos e declaração de não haver inconveniente na passagem do portador á Espanha.

Dispenso-me de fazer considerações gerais sobre esta ordem ministerial, pois sou o primeiro a reconhecer a boa intenção do Ministério ao dá-la aos seus agentes.

Vou apresentar factos concretos, por que eles serão os melhores argumentos para demonstrar os perigos e gravames que resultam daquela medida policial.

Primeiro: há dias o comandante da canhoneira espanhola Pérola, que faz o serviço de fiscalização no Rio Minho, por parte da Espanha, dirigiu-se de Caminha a Valença e pretendeu atravessar a ponte internacional. A guarda fiscal, porém, embargou-lhe o passo, dizendo-lhe que não podia passar sem apresentar o salvo-conduto, passado pelo comandante do governo militar da praça.

O comandante observou que Portugal e Espanha eram duas nações amigas, - vizinhas e que por consequência devia ser livre o trânsito; que não tinha o salvo conduto, mas seguiria pelo comboio, e que o prendessem se quisessem.

À hora precisa o comandante da canhoneira espanhola entrou, efectivamente para o comboio, e seguiu para Tui.

A guarda fiscal não se opôs.

Peço agora ao Senado que reproduza, na retina da sua inteligência ou no caleidoscópio da sua fantasia, a cara com que ficariam aqueles representantes do poder executivo, ao verem entrar para o comboio e seguir para Espanha o referido oficial de marinha.

Não pertenço aos agentes do poder executivo, mas, como português, devo dizer que ainda estou sentindo na face, esbraseada, os vergões da chicotada com que o estrangeiro atingiu, naquela hora a face da guarda fiscal.

Mas há mais e melhor; melhor não, muito pior.

Dois alemães chegaram á ponte internacional, não há muitos dias, para passarem para Espanha.

Estando em Tui, tomariam o comboio e seguiriam para Vigo. E claro, a guarda fiscal, perguntou-lhes pelo salvo conduto.

Eles declinaram a sua qualidade de alemães e apresentaram documentos comprovativos da sua identidade.

A guarda fiscal, porem, não os deixou atravessar a fronteira, sem o salvo conduto, que não puderam obter do governo militar da praça, a tempo de seguirem para o seu destino. Ficaram em Valenca e seguiram no outro dia para Vigo.

Chegados aí, dirigiram-se ao seu cônsul, apresentaram a sua queixa, o seu protesto, e desde logo reclamaram perdas e danos.

Sr. Presidente e Srs. Ministros: a Alemanha ó a Alemanha, e nós-. . . e nós temos colónias que aguçam o apetite.

Pouco depois, um súbdito espanhol que residia em Ancora, povoação do concelho de Caminha, foi avisado para prestar o seu serviço militar em Espanha. Dirigiu-se ao administrador daquele concelho com o bilhete de identidade, apresentou-se na ponte internacional para passar. A guarda fiscal não consente e não o deixou passar sem o visto do governo militar da praça.

O homem dirigiu-se ao governador militar, o qual lhe observou que não lhe podia passar o documento que impetrava, por isso que ele devia vir munido duma cédula ou bilhete de identidade passado pelo seu respectivo cônsul.

O homem, vendo que com estas demoras corria o perigo de nâo se apresentar no dia próprio para assentar praça, dirigiu-se ao vice-consul de Espanha em Valença, mas este fez-lhe ver que nada podia fazer porque ele não residia dentro da sua área territorial.

Este homem dirigiu-se, depois, ao administrador de Valença. o qual declarou no bilhete de identidade que reconhecia ser o próprio o apresentante.

Mas, nem assim, o recruta espanhol regressou a Caminha e foi declarar ao seu vice-consulado que as auctoridades portuguesas não o deixavam sair de Portugal.

Como êste, muitos outros factos. V.Exª Sr Presidente, sabe que nós temos um tratado comercial com a Espanha, é de 1893, pelo qual certos géneros e artigos podem transitar dum para outro país sem pagamento de imposto aduaneiro, e no tráfico comercial destas mercadorias andam empregadas centenas de pessoas.

Mas S. Ex.a facilmente compreende que a obtenção do bilhete de identidade e depois do Visto do Governo militar são entraves à execução do referido tratado, pois são dificuldades e embaraços á facilidade de comunicações, que o Comércio reclama.

Por consequência, desde que há dificuldades não será surpresa que o Governo Espanhol reclame contra essas dificuldades que as autoridades portuguesas estão criando à inteira e livre execução daquele tratado.

Mas há mais, e o facto que vou relatar prende-se com um projecto de lei, que foi votado aqui ultimamente, e que se destina a permitir que, durante 60 dias, os indivíduos que transitam da Galiza para Portugal possam trazer de lá cinco quilogramas de pão, livres de direitos.

Neste tráfico andam empregadas centenas de mulheres, muito pobres, que procuram nele o seu ganha-pão e de seus filhos.

Esta pobre gente faz todos os dias, de Paredes de Coura a Valenca, um percurso de 40 quilómetros, para se aproveitar da isenção, que já havia, do imposto.

Pois essa pobre gente, antes de percorrer esse trajecto tem de se munir dum bilhete de identidade do respectivo administrador, e depois ir visá-lo ao Governador da Praça.

Quere a Câmara saber qual é a Legenda que encima esse salvo-conduto, passado pela autoridade militar da praça?

E muito curiosa:

Serviço de campanha. (Risos).

Veja o Senado se, porventura, na fronteira norte se trata de qualquer serviço de campanha.

Eu mesmo perguntarei se lá estão suspensas as garantias.

Como a Camara vê, este estado de cousas ofende por uma forma directa e imediata o comércio lícito, e afecta o tratado internacional a que me referi há pouco.

Não sei se a Espanha reclamará; mas, quer reclame quer não, creio que este gravame não pode continuar a pesar sobre aqueles que se dedicam a este género de negócio.

Mas ainda há mais.

Na Galiza estão empregadas centenas e centenas de operários portugueses, porque encontram lá trabalho nas obras e nas fábricas. Este êxodo para a Galiza, é. sem dúvida, um grande bem para nós, porque atenua, até certo ponto, a mania do urbanismo nacional de que muita gente da província é acometida.

Pois essa gente, que de Portugal transita para a Galiza, tem de pedir todos os dias um passaporte ao comandante militar de Valenca.

O mesmo acontece com suas mulheres, ou filhos, para lhes levarem a comida, porque os operários vem ficar a suas casas à noite.

Uma VOZ:—Todos os dias.

O Orador:—Todos os dias, sim, se quiserem livrar-se da guarda fiscal.

Sem a cédula do Serviço de Campanha, ninguém pode transitar para a Galiza.

Ora isto não dá prestígio algum à Pátria, nem à República.

A meu ver, o Conselho de Ministros adoptou esta medida na melhor das intenções.

Não pretendo irrogar-lhe a menor censura, porque, manifestamente, o seu empenho foi evitar a passagem para a Galiza àqueles indivíduos que andavam e andam a conspirar cá dentro, contra a República.

Por isso tem o Ministério o meu inteiro aplauso; mas os Srs. Ministros não viram, não foram examinar toda a fronteira, nem conhecem a facilidade com que o rio Minho pode atravessar-se em qualquer ponto, o que, até certo ponto, não admira, nem é para estranhar, e por isso não calcularam que a sua medida, para o fim a que visa, é absolutamente improfícua, por isso que aqueles que desejam conspirar contra a República de forma alguma vão pedir passaporte ao governador da praça, para se transportarem para a Galiza; e vou citar um facto concreto que demonstra o que acabo de afirmar.

Há cerca dum mês, evadiram se da cadeia de Valença dois presos, pronunciados pelo crime de furto.

Praticaram esta gentileza às duas horas da manhã; depois dirigiram-se à margem do rio para obter barco, e verificou-se que atravessaram para a Galiza, entraram na cidade de Tui, e que, de manhã, já estava em Valenca a noticia de que eles andavam a passear em Tui.

Isto prova que aquelas medidas nada valem para o fim visado, porque em toda a parte se pode obter um barco para atravessar o rio que aliás tem uma grande extensão, emquanto que, pode dizer-se, só de 200 a 200 metros é que se encontra um guarda-fiscal.

No caso vertente, o delegado da comarca, logo que teve conhecimento deste facto, mandou solicitar do alcaide de Tui a prisão dos evadidos.

Efectivamente foi encontrado um dos fugitivos e o alcaide prendeu-o, mas como o preso declarasse que era conspirador, o alcaide deu-lhe a liberdade.

O oficial de diligências veio informar o delegado da comarca, por isso que o alcaide dizia que sem saber de que crime se tratava, não promoveria a recaptura do evadido da cadeia de Valenca; e tanta foi a infelicidade do larápio, que ainda foi apanhado outra vez pelo alcaide, depois de saber o fundamento da sua prisão na cadeia de Valença, remetido para esta, comarca e depois para a Relação do Porto, onde se conserva.

Nestas condições, não peço esclarecimento algum ao Sr. Ministro do Interior, relativo a estes factos; o que peço ao Governo é que se informe com gente conhecedora daquela região e que lá reside, para ela indicar a forma mais prática e mais eficaz, pela qual se possa evitar que os conspiradores passem a fronteira para se irem unir às hostes de Paiva Couceiro, sem prejuízo, nem gravame para o comércio ou para a indústria.

É claro que S. Ex.as os Srs. Ministros não podem percorrer todo o país e observar todas estas minuciosidades; e estou até convencido de que pelo espírito do Conselho de Ministros passou, ao decretar estas medidas, dar um corte no contrabando.

Pois nem isso conseguiram, porque o contrabando continua da mesma forma e em grande escala e nas mesmas condições que se fazia até aqui.

Eu posso citar um facto, que é característico, e, de mais a mais, dá-se a circunstância que o contrabandista já faleceu; e, por outro lado, este facto mostra também a honestidade da Guarda Fiscal.

Foi o seguinte: um contrabandista tinha necessidade de fazer passar da Galiza para cá uma porção de fardos de sedas, chegando a oferecer cem libras ao guarda fiscal do respectivo posto, o qual rejeitou o oferecimento.

Então o contrabandista disse lhe que as sedas haviam de entrar, e entraram, sem que gastasse o dinheiro que tinha oferecido ao guarda.

Este caso dos salvos-condutos diz respeito ao Ministério da Guerra e, de certo modo, ao Ministério do Interior; mas, como não está presente o Sr. Ministo da Guerra, peço ao Sr. Presidente do Ministério a fineza de fazer-lhe o relato dos factos a que acabo de referir-me. E verdade que S. Ex.a não os ouviu todos, mas tem aqui dois ilustres colegas que o podem auxiliar nessa missão.

Presidente do Ministério, o favor de tomarem as providências que o caso reclama, sobretudo para pôr a República a coberto de reclamações que estes factos, dando-se com estrangeiros, podem ocasionar e que. com certeza. não são nada lisongeiros para nós.

O Sr. Presidente do Ministério é Ministro dos Negócios Estrangeiros (Augusto de Vasconcelos): — Os passaportes ou salvos-condutos não dizem respeito a estrangeiros.

Eu não ouvi todas as considerações do ilustre Senador que, com tanto interesse, se ocupa daquilo que mais de perto interessa às nossas populações do Norte e à vigilância que, acerca dos conspiradores, se deve fazer, mas duma parte do seu discurso posso concluir o fundamento da sua exposição.

Eu posso dizer a V. Ex.a como essas cousas estão organizadas.

Os portugueses do norte do país tem hoje um salvo-conduto da autoridade militar. Os que vem de Espanha para Portugal tem de trazer, ou esse salvo-conduto visado pelos cônsules, ou una documento passado no consulado, se não tem salvo-conduto.

Suponho que o salvo-conduto passado pela autoridade militar constitui a máxima vigilância que podemos exercer na fronteira para evitar quanto possível o trânsito de nacionais dum e doutro país, ou entre os dois países.

A princípio, quando se estabeleceu o passaporte visado pela autoridade militar, houve dificuldades por não estar bem organizado o serviço, mas agora isso está bem combinado e os estrangeiros não tem razão de reclamar. Pelo que diz respeito aos portugueses, as providências estão tomadas e são as únicas que se podiam tomar.

Disse V. Ex.a e muito bem, que isto não evita que se passe: mas não há meio de evitar que passem.

O Sr. Alves da Cunha: — Eu o que desejaria é que os vexames se evitassem o mais possível. Na ponte internacional de Valença passam centenas de pessoas manifestamente conhecidas da Guarda Fiscal e de todas as autoridades fiscais, e não sei por que razão há-de ser obrigada toda esta gente a apresentar, sempre que ali passe, um salvo conduto.

O Orador:—Não são essas as ordens que estão dadas. Isso é exagero.

Interrupção do Sr. Alves da Cunha que não se ouviu.

Tem V. Ex.a, razão: vai-se fazer a correcção e passar a uma prova mais prática.

Sendo impossível evitar o contrabando entre países que, como a Alemanha e França, tem os seus serviços aduaneiros organizados admiravelmente, mais dificuldades portanto, existem para Portugal, que tem uma larga fronteira e é um país falho de recursos.

As considerações do ilustre Senador serão tidas na devida conta pelo Governo; e, quanto à questão dos salvos-condutos, posso afirmar a S. Ex.a que tal inconveniente vai desaparecer.

O orador não reviu.

O Sr. Alves da Cunha:—Agradeço a V. Ex.a as considerações que acaba de fazer sobre os factos que relatei.

Confio da solicitude, do bom desejo que V. Ex.a tem de favorecer quanto possível os direitos individuais de cada cidadão português, que há-de tomar providencias para que desapareça este estado de cousas.

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CP GARANTE LIGAÇÃO DIRECTA DE LISBOA A VALENÇA

A 25 de abril, entram em funcionamento novos horários na Linha do Minho, após conclusão da segunda fase de modernização da linha, entre Viana do Castelo e Valença.

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Linha do Minho - alteração ao horário - 25 de abril

Informamos que, a partir de 25 de abril de 2021 haverá alteração ao horário em vigor na Linha do Minho com o objetivo de conferir maior conforto, rapidez e mobilidade, assente nos benefícios da eletrificação total da linha até Valença. 

Principais melhorias a destacar: 

  • Prolongamento do serviço Intercidades até Valença. 
  • Nova ligação Coimbra <> Valença com 2 InterRegionais diários (um em cada sentido)
  • Redução de transbordos e de tempo de percurso. 
  • Maior conforto na viagem por alteração de material circulante.
  • Reforço da oferta Regional ao fim de semana através de 1 comboio Viana do Castelo/Valença aos sábados e 2 comboios Viana do Castelo/Valença aos domingos. 
  • Reforço da oferta na área urbana com 2 comboios InterRegionais (um em cada sentido) com origem/destino em Porto São Bento e extensão de um comboio Regional, de Nine a Porto São Bento, no período de ponta da manhã.
  • Transporte ecológico, maior sustentabilidade.

Fonte: https://www.cp.pt/passageiros/pt

VALENÇA PRESERVA 400 ANOS DE MEMÓRIA HISTÓRICA

Município de Valença já digitalizou mais de 20 mil documentos

Valença digitalizou 20 mil documentos trazendo para o mundo digital as atas das reuniões da Câmara Municipal de Valença entre 1607 e 1970. Documentos com mais de 400 anos foram digitalizados, em alta resolução e conteúdos preservados para memória futura.

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Este trabalho pretende preservar, em formato digital, parte da documentação do Arquivo Municipal de Valença e futuramente tornar mais acessível e rápido um grande volume de informação histórica a historiadores, investigadores, estudantes ou simples curiosos.

Este trabalho foi financiado pelo programa de cooperação INTERREG V A Espanha-Portugal (POCTEP), através do GEOARPAD.

A digitalização da documentação do histórica do Arquivo Municipal de Valença é para continuar, no sentido de tornar acessível um amplo volume de informação que tem já mais de 1600 metros lineares de documentos do arquivo histórico, intermédio e corrente, que guardam a memória histórica de Valença.

Milhares de documentos históricos podem ser consultados no Arquivo Municipal de Valença. De toda a documentação destaca-se o Foral Manuelino de 1512, o documento mais antigo. Do espólio existente merecem especial referência os documentos da Administração do Concelho (1834-1928), do Antigo Colégio Português (1932-1972), da Assembleia Valenciana (1635; 1851-1975), da Associação Valenciana de Socorros Mútuos (1864-1970), do Couto de Sanfins (1747-1835), do Juízo dos Resíduos (1680-1821), bem como de muitas irmandades e serviços públicos extintos em Valença, ao longo dos tempos.

O Arquivo Municipal está aberto ao público, a todos os interessados, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

PONTE INTERNACIONAL DE VALENÇA FOI INAUGURADA HÁ 135 ANOS!

Passam precisamente 135 anos sobre a data da inauguração oficial da ponte internacional de Valença, tendo ao longo do tempo constituído a principal ligação do Minho à Galiza.

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Fonte: Arquivo Dixital de Galicia

Projectada pelo arquitecto espanhol Pelayo Mancebo, os custos com a sua construção foram repartidos entre os governos de Espanha e Portugal.

Com 318 metros de comprimento, a ponte cruza o rio Minho através de dois tabuleiros – o superior para a linha-férrea e a inferior para o trânsito rodoviário e pedonal – e é composta por uma superstrutura em viga metálica, de treliça de rótula múltipla, com 5 tramos.

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VALENÇA RENOVA CENTRO COORDENADOR DE TRANSPORTES

Câmara Municipal de Valença está a requalificar o Centro Coordenador de Transportes numa obra orçamentada em 146 mil euros. Prevê-se que a intervenção esteja concluída no início do verão.

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Um espaço mais funcional, confortável e adaptado às necessidades atuais dos utentes é o resultado que se pretende desta intervenção. Uma renovada sala de espera, cinco guichés de atendimento, das empresas de transporte, que operam no espaço, renovados wc’s, com acessos a utentes com mobilidade reduzida, pretendem criar as condições para um melhorado serviço aos cidadãos.

A intervenção incide, também, nos espaços afetos à sede da da Junta da União de Freguesia de Arão, Cristelo Côvo e Valença. Pretende-se proporcionar melhores condições para o atendimento aos cidadãos no dia a dia, com gabinetes de atendimento, receção, wc’s e sala de reuniões.

Enquanto decorre a intervenção a Câmara Municipal preparou duas salas de espera numa carpa anexa ao edifício.

VALENÇA: SÃO TEOTÓNIO NASCEU EM GANFEI

Desde 1977 que o concelho de Valença celebra o seu feriado municipal no dia 18 de Fevereiro, dia de St. Teotónio.

St. Teotónio, o primeiro santo português, nasceu em Ganfei, Valença, por volta de 1082, numa família nobre do Alto Minho, figura cimeira na sociedade portuguesa de então, foi amigo e aliado de Afonso Henriques. Foi um dos fundadores do Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra, onde foi prior, e onde foi sepultado, perto do seu amigo. Ficou para a história como um grande reformador da vida religiosa no recém nascido reino de Portugal.

Em 1258, na lista das igrejas de Entre Lima e Minho, que foi efectuada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, Ganfei, padroado real, é referida como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.

Em 1546, tinha abade e 4 monges, sendo as rendas do primeiro avaliadas em 100 mil réis. Cada monge tinha 2 mil réis em dinheiro, 2 pipas de vinho e 112 alqueires de pão e o vigário da igreja 15 mil réis.

Em 1569, a congregação de São Bento tomou posse do Mosteiro. Para isso teve, contudo, de sustentar demandas com os Marqueses de Vila Real que terminaram por uma composição em 1617.

O que resta da igreja do antigo Mosteiro de Ganfei é um dos mais elucidativos testemunhos da relação que a arte românica nacional do rio Minho estabeleceu com a vizinha e galega margem direita deste rio.

A imagem que partilhamos é do livro de assentos de casamentos, 1732-09-24 a 1770-10-20, do fundo paróquia de Ganfei (São Salvador).

Fonte: Arquivo Distrital de Viana do Castelo

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VALENÇA RELEMBRA FIGURA DE SÃO TEOTÓNIO – O PRIMEIRO SANTO PORTUGUÊS!

Valença evoca hoje o Dia de São Teotónio, primeiro santo português, establecido como feriado municipal naquele concelho.

Este ano, pelas limitações existentes, os atos oficiais constarão da deposição de uma coroa de flores na estátua de São Teotónio, na Coroada, Fortaleza de Valença, e de outra estátua de São Teotónio, em Ganfei.

Os tradicionais atos comemorativos, nomeadamente a sessão de reconhecimento de Mérito Municipal às instituições e personagens que se destacaram em prol do concelho, foram adiados para um momento em que seja possível a sua realização.

A 18 de fevereiro, Feriado Municipal, Valença evoca a sua figura maior São Teotónio. Para Portugal o primeiro santo, para a Cristandade o padroeiro dos cristãos escravizados, para Valença a figura maior, para os tempos da nacionalidade o homem que deu força espiritual à fundação do país.

D. Telo, aliás São Teotónio, foi canonizado em 1163, um ano após a sua morte, pelo Papa Alexandre IV, tornando-se desse modo o primeiro português a subir aos altares. Nasceu em Ganfei, no Concelho de Valença, em 1082 e faleceu em Coimbra em 18 de Fevereiro de 1162. No próximo ano, assinalam-se 930 anos sobre a data do seu nascimento e 850 anos do seu falecimento.

Em 1112, S. Teotónio tornou-se Prior da Catedral e Administrador Apostólico da Sé de Viseu. Por essa razão, a Diocese de Viseu iniciou já os preparativos para as celebrações jubilares de São Teotónio a terem lugar durante o próximo ano, tendo já celebrado um acordo de colaboração com o Museu Grão Vasco para celebrar os 900 anos da sua ida para Viseu.

O valenciano S. Teotónio foi ainda um dos fundadores do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, local onde se encontra sepultado, perto do local onde repousam os restos mortais de D. Afonso Henriques de quem foi aliado em vida, tendo contribuído para a afirmação da independência de Portugal face ao rei de Leão.

ALFREDO DE MAGALHÃES: UM VALENCIANO ILUSTRE QUE FOI PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO

Nasceu em 20-04-1870, em Valença do Minho. Formou-se na Faculdade de Medicina na Universidade do Porto. Foi eleito deputado, por Lisboa, nas eleições legislativas de 28 de Agosto de 1910 e deputado às constituintes em 1911. Entre 1933 e 1937 exerceu a presidência da Câmara Municipal do Porto. E foi o responsável pela inauguração, em 1938, da Maternidade Júlio Dinis, no Porto, que funcionava na dependência técnica da Faculdade de Medicina. Morreu em 1957, com 87 anos.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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VALENÇA: PORTÃO BRASONADO DA QUINTA DO CRASTO EM FRIESTAS

Pormenor do portão brasonado da Casa da Quinta do Castro ou Crasto, situada na estrada entre Valença e Monção, pertenceu a D. Ana Pereira Pimenta de Castro, Senhora da Casa de Pias (Portal de Pias - Valença/Monção); também denominada como Morgado da quinta da Ponte do Manco.

Fonte: www.solaresdeportugal.pt / Casa do Correiro Mor

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