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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BLOCO DE ESQUERDA QUESTIONA GOVERNO SOBRE PLANTAÇÃO DE ÁRVORES NA MURALHA DA FORTALEZA DE VALENÇA

O Bloco de Esquerda tomou conhecimento a Câmara Municipal de Valença plantou árvores no pano da muralha da Fortaleza de Valença, no adarve da Gaviarra, no âmbito do projeto de requalificação do centro histórico da cidade e questionou o ministério da cultura. 

A Fortaleza de Valença é monumento nacional e candidato a património da Humanidade, tem cerca de 700 anos e estende-se por 5, 5 quilómetros. Desempenhou um papel defensivo até ao ano de 1927, data da saída do último batalhão do exército. A estrutura de base da muralha remonta à época medieval e não é maciça e tem galerias no seu interior.

Moradores e especialistas têm vindo a público denunciar o perigo que representa a plantação de pereiras bravas em cima da muralha. Por duas razões. Uma é que os panos de muralha não têm árvores, nem nunca tiveram, precisamente para garantir a sustentação da muralha que não é maciça. A outra razão é estrutural e tem a ver com as raízes e o porte das árvores. As raízes infiltram-se e causam danos na muralha. O peso do porte das árvores também tem esse efeito negativo. Acrescente-se, além destas ameaças, o perigo e de derrocada que poderão vir a representar árvores de grande porte como as pereiras bravas, que são os exemplares utilizados. Estas árvores atingem a altura de 13 metros e as suas raízes são de rápido crescimento.

Perante estas evidências, e sensível às questões levantadas, o gabinete de arquitetura coordenado por Eduardo Souto de Moura já mostrou disponibilidade para alterar o projeto. A própria Direção Geral do Património e Cultura também levantou questões quanto à plantação de árvores naquele local, tendo já instado a Câmara Municipal de Valença a remover as árvores, há pelo menos um ano.

Como se trata de um monumento nacional classificado, se a Câmara Municipal de Valença mantiver esta posição, incorre em crime contra o património.

O Bloco de Esquerda, através dos deputados Alexandra Vieira, Beatriz Gomes Dias e Jorge Costa quer saber se o Governo está a acompanhar a situação e o que fazer para salvaguardar a Fortaleza.

MUNICÍPIOS REABREM ECOPISTA DO RIO MINHO

𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑑𝑜𝑟 𝑒𝑐𝑜𝑙𝑜́𝑔𝑖𝑐𝑜 𝑐𝑜𝑙𝑎𝑑𝑜 𝑎𝑜 𝑟𝑖𝑜 𝑀𝑖𝑛ℎ𝑜, 𝑎𝑏𝑒𝑟𝑡𝑜 ℎ𝑜𝑗𝑒, ℎ𝑎𝑣𝑖𝑎 𝑠𝑖𝑑𝑜 𝑝𝑟𝑜𝑖𝑏𝑖𝑑𝑜 𝑎̀ 𝑐𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑝𝑒𝑑𝑜𝑛𝑎𝑙 𝑒 𝑐𝑖𝑐𝑙𝑖𝑠𝑡𝑎 𝑛𝑜 𝑑𝑖𝑎 27 𝑑𝑒 𝑚𝑎𝑟𝑐̧𝑜 𝑑𝑒𝑣𝑖𝑑𝑜 𝑎𝑜 𝐶𝑂𝑉𝐼𝐷19. 𝑁𝑒𝑠𝑡𝑒 𝑑𝑖𝑎, 𝑟𝑒𝑎𝑏𝑟𝑖𝑢 𝑡𝑎𝑚𝑏𝑒́𝑚 𝑜 𝑎 𝑒𝑠𝑠𝑜 𝑎𝑢𝑡𝑜𝑚𝑜́𝑣𝑒𝑙 𝑎𝑜 𝑃𝑎𝑟𝑞𝑢𝑒 𝑑𝑎𝑠 𝐶𝑎𝑙𝑑𝑎𝑠 𝑒 𝑎𝑜 𝑃𝑎𝑟𝑞𝑢𝑒 𝑑𝑎 𝐿𝑜𝑑𝑒𝑖𝑟𝑎.

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No âmbito das medidas de contenção do novo coronavírus COVID-19, os Municípios de Monção, Valença e Vila Nova de Cerveira determinaram, no passado dia 27 de março, a proibição da utilização pedonal e ciclista da Ecopista do Rio Minho.
Esta decisão concertada integrou um conjunto alargado de medidas tomadas pelos três municípios, entre as quais, o encerramento de espaços públicos de lazer e parques infantis. No caso de Monção, foi vedado o acesso ao Parque das Caldas e ao Parque da Lodeira.
Hoje, mais de um mês e meio depois, coincidindo com o início da segunda fase de desconfinamento, foi levantada a proibição de circulação, sendo permitida a utilização da Ecopista do Rio Minho, corredor verde com várias distinções internacionais, entre as quais, o prémio de 3ª Melhor Via Verde da Europa, nos 8th European Greenway Award, na Irlanda, em 2017.
O primeiro troço da Ecopista do Rio Minho, entre o apeadeiro de Cortes, em Monção, e a ponte seca, em Valença, foi inaugurado no dia 14 de novembro de 2004, merecendo, desde o início, rasgados elogios e aplausos por parte dos utilizadores daquele trajeto verde.
Com os anos, a Ecopista foi ampliada nos dois concelhos e prolongada a Vila Nova de Cerveira, apresentando um conjunto de atributos e motivos de interesse que fazem desta via ecológica, a primeira em Portugal a aproveitar linhas férreas desativadas, uma referência para quem gosta de praticar desporto em comunhão com a natureza.
Hoje, reabriu também o acesso automóvel ao Parque das Caldas e ao Parque da Lodeira, permitindo que a população e visitantes possam regressar aquelas áreas ribeirinhas de Monção, podendo utilizar as estruturas existentes como, por exemplo, o passadiço de madeira junto ao rio, o parque de merendas, o parque infantil, o campo de futebol sintético e os courts de ténis.

PALÁCIO DOS MARQUESES DE VALENÇA EM 1968

À excepção da imagem que mostra a construção em 1977 de um enorme prédio por detrás do Palácio dos Marqueses de Valença, todas as demais fotos datam de 1968.

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Situado na Alameda das Linhas de Torres, perto do Campo Grande, trata-se do Palácio que nos primórdios do século XIX pertenceu aos 2ºs Marqueses de Valença, tendo sido comprado ao conde de Vimioso por Pinto da Cunha.

A quinta era muito maior do que é hoje. O campo de futebol onde estiveram instalados primeiramente o Sporting e depois o Benfica, foi construído em terrenos que pertenciam ao Palácio.

Algumas das salas conservam-se como estavam no século XIX. O cruzeiro é Monumento Nacional e o Palácio, Imóvel de Interesse Público.

Também a Câmara Municipal dos Olivais esteve instalada neste palácio durante algum tempo Algumas destas imagens fazem parte de um conjunto que integra a monografia Dispersos, do engenheiro Augusto Vieira da Silva.

Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa

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A DEPUTACIÓN DE PONTEVEDRA E O AECT RIO MINHO PROMOVEM UM ESTUDO URGENTE SOBRE O IMPACTO SOCIOECONÓMICO DO ENCERRAMENTO DAS FRONTEIRAS NO RIO MINHO DEVIDO AO COVID-19

O AECT Rio Minho adverte de que “o efeito da pandemia nas fronteiras é a dobrar” e reclama  para estes territórios “uma atenção especial por parte das autoridades europeias”

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O deputado de Cooperação Transfronteiriça e Diretor do AECT Rio Minho, Uxío Benítez, anunciou que a Deputación de Pontevedra, em colaboração com o AECT Rio Minho, realizará um estudo com carácter de urgência sobre o impacto socioeconómico que o encerramento de fronteiras provocado pela pandemia do Covid-19 está a ter sobre o território transfronteiriço do Rio Minho.

Benítez explicou que o território do Rio Minho transfronteiriço foi afetado pelo decreto de estado de alarme espanhol e o pelo estado de emergência português. A recuperação das fronteiras, precisamente no momento do 25º aniversário do Tratado de Schengen, e a eliminação do trânsito em pontos de atravessamento fronteiriço, “supõem uma limitação adicional à existente no resto de territórios”, indicou o deputado provincial. “O efeito da pandemia na fronteira é a dobrar, incide sobre a saúde e a economia local, como em todo o lado, mas além disso afeta os fluxos transfronteiriços num território fortemente interrelacionado”.

“Encontramo-nos num período que se estão a promover Eurocidades, serviços públicos e organismos partilhados, e sobretudo na vida quotidiana das pessoas, das famílias e das empresas que se desenvolve nas duas margens do Rio Minho, de modo que as limitações aqui tem um impacto diferente e mais profundo que é necessário ter em conta”, advertiu o Diretor do AECT Rio Minho.

Por outro lado, Uxío Benítez dirigiu-se às autoridades europeias para reclamar “uma atenção especial e medidas concretas para os territórios transfronteiriços que são dos que mais estão afetados por esta crise”.

O estudo realizar-se-á através de entrevistas telefónicas ou por videoconferência, com representantes políticos e sociais de todos os concelhos de ambas as margens do Rio Minho e um acompanhamento dos meios de comunicação e das redes sociais. “Este relatório irá permitir dimensionar numa primeira abordagem o impacto territorial e tomar decisões de curto prazo, independentemente da necessidade de maiores e mais amplos estudos posteriores”, aclarou Benítez.

Fernando Nogueira, Vice-diretor do AECT Rio Minho em representação da CIM Alto Minho, reforçou esta posição “afirmando a sua preocupação por esta situação excecional provocada pelo inevitável encerramento temporário das fronteiras que afeta gravemente as relações socio-económicas transfronteiriças, designadamente os trabalhadores transfronteiriços deste território e as empresas que atuam no mercado comum constituído pelo Norte de Portugal e pela Galiza”.

AECT Rio Minho

"PORTA LARGA" DA MOURARIA: TABERNA DE VALENCIANOS EM LISBOA VIROU MESQUITA PARA A PRÁTICA DO CULTO ISLÂMICO

O BLOGUE DO MINHO publicou recentemente um artigo que dava conta da abertura de mesquitas nos bairros antigos de Lisboa em locais que foram velhas tabernas pertencentes a minhotos. Um desses estabelecimentos – outrora dedicado ao culto dionisíaco – que foi recentemente convertido à religião islâmica, situa-se em pleno bairro da Mouraria, alomerado urbano situado fora da cerca Fernandina por razões estratégicas.

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O referido estabelecimento – o “Porta Larga” que foi taberna e casa de pasto – foi criado em 1958 por José Luís, um valenciano da Freguesia de S. Julião, e situava-se na rua do Terreirinho, com os números de polícia 82 – 86. De um lado situava-se a taberna propriamente dita onde junto aos pipos de vinho podia-se jogar às cartas e ao dominó e, do outro lado separado por um guarda-vento, uma sala de refeições que, apesar de designada por “casa de pasto”, não consta que alguma vez tivesse servido forragem aos animais. Uma pequena passagem sob a escada do nº 84 do mesmo prédio ligava as duas partes do estabelecimento.

Em 1962, o proprietário cedeu o estabelecimento António Pereira Marinho, também conhecido por "Antónia da Porta Larga", outro valenciano, natural de Fontoura, o qual o manteve até quase aos nossos dias, enquanto José Luís foi abrir uma cervejaria situada em local próximo, na esquina da rua do Desterro com a rua Capitão Renato Baptista: a “Gruta do Desterro”.

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Entretanto, António Pereira Marinho, o seu último proprietário – pai do sr. Zé Marinho, também ele um valenciano embora já nascido em Lisboa e a quem devemos a gentileza desta informação e das fotos que publicamos – cessou a sua actividade comercial, tendo a velha taberna virado mesquita para a celebração do culto muçulmano. E tal utilização continuará a ser dada àquele local, pelo menos até à altura que será construída a nova mesquita…

Enquanto decorria tal conversão, o venerando sacerdote de Dionísos que até então celebrava o culto do vinho por detrás da ara do balcão como se de um altar se tratasse, servindo sucessivas rodadas de verdasco numa inebriante comunhão eucarística, retirava-se para a terra onde nasceu e onde ecoaram os primeiros gritos de guerra da Reconquista Cristã: Valença do Minho!

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ONDE ESTÃO AS FRONTEIRAS DE PORTUGAL?

Desde que Portugal aderiu à Comunidade Económica Europeia (CEE) andaram a propalar aos cidadãos portugueses a ideia utópica de que os países que dela faziam parte deixavam de ter fronteiras entre si, reservando apenas as exteriores vulgarmente designadas por Espaço Schengen.

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Ao longo de todos estes anos assistiu-se a uma abertura desenfreada de atalhos um pouco por toda a parte ao longo de toda a linha fronteiriça… pequenas pontes, trilhos de aldeias ou estreitas estradas municipais foram criadas, por vezes sob o estalejar de foguetes e discursos proferidos por demagogos de aldeia!

Entretanto, bastou que uma epidemia alastrasse por todo o continente para que os países que antes juravam a pés juntos solidariedade comunitária, para encerrarem as suas fronteiras com os demais países vizinhos. E, cada qual tratou dos seus problemas internos sem a menor preocupação com os demais membros do clube a que agora tratam por União Europeia.

Portugal também seguiu o exemplo. Porém, ao longo das últimas décadas procedeu à abertura de tantas passagens que agora se torna difícil controlar devido à inexistência de postos fronteiriços. E assistimos agora à remoção de obstáculos na fronteira portuguesa sem qualquer autoridade para o impedir, o mesmo é dizer que a autoridade do Estado deixou aqui de ser exercida!

Em Portugal entra quem quer sem precisar de se submeter a quaisquer normas estabelecidas, inclusive às medidas de quarentena e isolamento a que os demais cidadãos estão obrigados, emigrantes e cidadãos estrangeiros trazendo consigo o vírus que há-de infectar toda a comunidade. Eis as nefastas consequências de uma política irresponsável que ao longo de várias décadas infectou a consciência dos cidadãos portugueses!

VALENÇA CANCELA "SABORES DA LAMPREIA"

Cancelado Festival Sabores da Lampreia

O Município de Valença comunica o cancelamento da 11ª edição do Festival Gastronómico Sabores da Lampreia, programado para este fim de semana, de 13 a 15 de março.

O cancelamento deste evento segue as orientações estipuladas pelo despacho 2836-A/2020, bem como as recomendações da Direção Geral da Saúde, em virtude do Coronavírus (COVID-19).

O Município lamenta os inconvenientes do cancelamento do evento, mas dadas as medidas preventivas e orientações, a nível nacional, é a medida mais sensata e correta. A saúde é o bem mais precioso e para nós é inegociável.

LAMPREIA É FESTIVAL EM VALENÇA

Lampreia É Festival em Valença 13 a 15 de Março. Festival Gastronómico

É apreciador de lampreia? 13 a 15 de março, chega o desejado Festival Gastronómico “Sabores da Lampreia”, na comunidade de pescadores de São Pedro da Torre. Para os apreciadores é uma oportunidade única de se deliciar com os cinco sabores da lampreia.

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Arroz de lampreia, lampreia à bordalesa, lampreia recheada, lampreia assada no forno e lampreia seca qual a sua preferida?

Cinco Sabores de Lampreia

No prato cinco sabores, ou individualmente, é possível saborear as cinco formas de apresentar a lampreia neste festival, tudo com a marca habitual da tradição local.

Tradição e Especialização

A arte de preparar a lampreia tem saber, tradição e uma mão cheia de segredos.

Aqui os pratos são elaborados com tradição por cozinheiros especializados, verdadeiros guardiões dos segredos seculares deste saber e arte que tem passado de geração para geração.

Lampreia do Rio Minho é a Melhor do Mundo

Os mais afamados gastrónomos consideram a lampreia do rio Minho a melhor do mundo e este festival é a oportunidade para a saborear.

Pescada Artesanalmente como há séculos

Em Valença a pesca à lampreia é artesanal, desenvolvida sobretudo pelas comunidades de pescadores de São Pedro da Torre e Cristelo Côvo. As redes de tresmalho retiram do rio a lampreia vivaça e com toda a qualidade.

A Nossa Lampreia é Batida

Pescada nas últimas semanas a lampreia estagia já nos tanques da Associação Sabores do Rio Minho, em água corrente. A técnica é antiquíssima e conhecida por “bater a lampreia”, um modo que enrije-se a sua carne, o que permitirá, aquando da sua confeção, pratos de excelência.

Novas Receitas

Aliada à tradição e aos emblemáticos cinco pratos, que fazem a história deste festival, os visitantes tem a oportunidade de descobrir as novas tendências de confeção da lampreia. Durante os três dias estão programados um showcooking e degustação de lampreia.

Sabores da Lampreia é uma genuína festa gastronómica valenciana que, ano após ano, se tem afirmado como o maior evento gastronómico da região dedicado à lampreia.

Programa do Festival

13 de março

11H: Inauguração Oficial

12H/15H: Serviço Almoço

12H/14H: Degustação “Isto Também é Lampreia” - EPRAMI

16H/19H: Petiscos e Tapas

19H/24: Serviço de Jantar

24H: Encerramento

14 de março

11H30: Degustação “Isto Também é Lampreia”

12H/15H: Serviço Almoço

16H/19H: Petiscos e Tapas

19H/24: Serviço de Jantar

24H: Encerramento

15 de março

09H: Trilho Sabores da Lampreia

11H30: Degustação “Isto Também é Lampreia”

12H/15H: Serviço Almoço

16H/19H: Petiscos e Tapas

19H: Encerramento