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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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"COMÉDIAS DO MINHO" ARRANCA A ATIVIDADE COM A ABERTURA DO ANO LETIVO

Nas Comédias do Minho, o ano de 2022 começa em 2021, com a abertura do ano letivo.

Os Encontros Excêntricos da Arte e da Educação existem para assinalar este início de ano e apresentar o programa do Projeto Pedagógico das Comédias do Minho. Acontecem no dia 13 de outubro, em Valença (auditório CILV), das 17h30 às 19h30.

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Neste espaço de encontro, é também dado a conhecer o pensamento que orienta a programação geral da associação cultural, bem como algumas pessoas que estarão a trabalhar com as Comédias do Minho nos próximos tempos.

A bióloga marinha, Ana Pêgo, foi convidada para falar sobre o seu projeto de educação ambiental e ‘artivismo’ – Plasticus Maritimus, uma espécie invasora. Para além de estar presente nos Encontros Excêntricos, conduzirá nos dias 14 e 15 de outubro, em Valença, uma ação de formação sobre os problemas que afetam os oceanos e sobre o seu processo de trabalho artístico com plásticos recolhidos na praia.

Miguel Fragata e Inês Barahona, da Formiga Atómica, foram convidados para falar sobre a sua próxima criação para o público infantil: “O Estado do Mundo”. Este espetáculo de teatro circula no Vale do Minho em janeiro e fevereiro de 2022 e é coproduzido pelas Comédias do Minho. 

E porque estes Encontros servem, também, como espaço de debate sobre a relação entre a arte e a educaçãoSara Brighenti irá falar sobre a sua experiência e visão como subcomissária do Plano Nacional das Artes.

Este ano, nos Encontros Excêntricos, é feito o lançamento oficial do Projeto Mutantes, que se estende aos 10 municípios do Alto Minho, por uma duração de 2 anosMutantes é um programa de oficinas artísticas especialmente dedicado aos adolescentes, mas que alcança também professores, mediadores e outros interessados em arte e educação. O projeto está inserido na iniciativa Cultura para Todos, promovida pelo NORTE2020.

AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS EM VALENÇA E PAREDES DE COURA EM 1904

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Em quasi todo o paiz, mas especialmente nos districtos de Vianna do Castello, Villa Real, Porto, Bragança, Vizeu e Castello Branco, os parciaes do Governo juntaram-se com todos os elementos possiveis, absolutamente com todos, sem distincção de cor ou feição partidaria, para fazer guerra aos amigos politicos d'elle, orador.

Em alguns districtos chegou a parecer uma montaria politica organizada contra os regeneradores.

Assim, no districto de Vianna do Castello e em toda a parte, onde todos os elementos congregados se pudessem defrontar com os seus amigos politicos; ahi deram batalha, auxiliados pela auctoridade e empregando quantos meios de prejuizo e damno lhes foi possivel encontrar.

Havia um concelho onde o partido regenerador luctava e onde inconstestavelmente tinha maioria: era o concelho de Valença.

Com os seus amigos lidava um Deputado da nação: foi chamado a Lisboa.

Em outro concelho estava um membro d'esta Camara, o Digno Par Sr. Miguel Dantas; pois vae ler o telegramma em que S. Exa. conta a impressão que lhe causou o acto eleitoral na localidade em que reside:

"Coura. - Eleição terminou hontem noite. Perdi por 24 votos, graças violencias e illegalidades praticadas por auctoridade. Delegados Governo todos franquistas. Alem de grande força policia civil e praças linha, mais de sessenta caceteiros de concelhos limitrophes. Aspecto bellico verdadeiramente revolucionario. Não houve alteração ordem devido unicamente á prudencia dos amigos. Protesto em todas assembleias".

Por este telegramma comprehende a Camara com que liberdade e com que isenção foram realizadas as eleições municipaes em Coura.

RESTOS MORTAIS DE D. AFONSO DE PORTUGAL, 1º MARQUÊS DE VALENÇA, REPOUSAM NA COLEGIADA DE OURÉM

Os restos mortais de D. Afonso de Portugal, 1º Marquês de Valença e 4º Conde de Ourém, repousam na cripta da Colegiada de Ourém, em pleno burgo medieval, por si mandada construir em 1445.

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Foto: Museu Municipal de Ourém

Túmulo do Marquês de Valença, na Igreja da Colegiada, para onde foram trasladados em 1487.

No seu túmulo, magnífica obra de arte gótica da autoria do escultor Diogo Pires-o-Velho, pode ler-se o seguinte epitáfio: “Aqui jaz o Ilustre Príncipe D. Afonso, Marquês de Valença, conde de Ourém, primogênito de D. Afonso, Duque de Bragança, e conde de Barcelos, e neto del Rei D. João de gloriosa memória, e do virtuoso, e de grandes virtudes D. Nuno Alvares Pereira, Condestável de Portugal. Faleceu em vida de seu pai, antes de lhe dar a dita herança, de que era herdeiro, o qual foi fundador desta Igreja, em que jaz, cuja fama e feitos este dia florescem. Finou-se a 29 de agosto do ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1460 anos.”

Os restos mortais do IV Conde de Ourém repousam na cripta da Igreja da Colegiada, em Ourém.

Conforme refere o Portal da História em (http://www.arqnet.pt/), o 1º Marquês de Valença “Era filho primogénito do 1.º duque de Bragança, D. Afonso filho de D. João I, e de sua mulher D. Brites Pereira, condessa de Ourém, filha do condestável D. Nuno Álvares Pereira.

Nasceu em Lisboa, faleceu em Tomar a 29 de Agosto de 1460.

Depois de cultivar os estudos próprios da sua hierarquia, tornou se distinto pelas suas virtudes morais e políticas, pelas quais mereceu ser estimado dos príncipes do seu tempo. Seu tio, o rei D. Duarte, resolvido a mandar um embaixador ao concílio de Basileia, que se tinha congregado para pacificar as largas discórdias entre a Igreja Grega e a Latina, que depois foi transferido por Eugénio IV para Ferrara, o nomeou a ele, confiando na sua profunda capacidade, que felizmente desempenharia as obrigações do seu cargo. Com outros companheiros e mais comitiva, saiu de Lisboa a 21 de Janeiro de 1435, e chegando a Bolonha a 24 de Julho do mesmo ano, foi recebido pelo papa com as manifestações de paternal benevolência. Concluído o concilio, foi à Palestina visitar os lugares santos, regressando depois a Lisboa Mais tarde, também teve a incumbência de acompanhar D. Leonor, quando esta infanta, sua prima, foi desposar Frederico III, imperador da Alemanha. Saiu de Lisboa a 20 de Outubro de 1451, como general da armada que a conduziu a Leorne. Desta cidade caminhou até Sena, despertando todas as atenções pela numerosa e magnífica comitiva que os acompanhava Chegando a Roma, procedeu à coroação dos dois esposos o papa Nicolau V. Terminada a cerimónia, o imperador o armou cavaleiro.

Em 1415 fundou a importante colegiada de Ourém, consignando lho copiosas rendas para sustentação das dignidades e cónegos, de que ela se compunha. Edificou também N. Sr.ª das Misericórdias, de Ourém, sumptuoso templo e sede da referida colegiada. D. Afonso V, por decreto de 11 de Outubro de 1451, lhe fez doação da vila de Valença, com todos os seus termos e limites, concedendo-lhe também o título de marquês de Valença, sendo este o primeiro marquesado que houve em Portugal. O seu corpo foi trasladado para Ourém, em 1487, sendo sepultado na capela debaixo do coro da Igreja da colegiada, num soberbo mausoléu, em que se gravou um longo epitáfio.

Dizem alguns antigos escritores, que D. Afonso foi casado ocultamente com D. Brites de Sousa, filha de Martim Afonso de Sousa, senhor de Mortágua, de cujo matrimónio houve um filho, D. Afonso de Portugal, que pretendeu suceder na casa de seu avô, o que se não pôde provar, mas o que não padece dúvida é a existência desse filho, a quem, segundo a tradição, D. João II obrigou a ser clérigo, ainda em curta idade, e foi bispo de Évora do a 24 de Abril de 1552. O marquês de Valença compôs: Itinerario ao Concilio de Basileia no anno de 1435, que saiu impresso no tomo V das Provas da Historia Genealogica da Casa Real Portugueza, por D. António Caetano de Sousa, pág. 573.”

Tendo sido o primeiro título de marquês concedido em Portugal, este foi criado pelo rei D. Afonso V, através de carta régia de 11 de Outubro de 1451, em favor de D. Afonso de Portugal, constituindo um título nobiliárquico de juro e herdade.

Ao que tudo indica e segundo teoria avançada por José de Figueiredo, seguindo a observação de Virgílio Correia em 1924, da semelhança existente com a respectiva estátua jazente que se encontra na Colegiada de Ourém, a segunda figura de opa verde com colar é identificada com D. Afonso de Bragança, IV Conde de Ourém e Marquês de Valença, no painel dos cavaleiros.

Entretanto, a cripta e o túmulo do Marquês de Valença foram classificados na categoria de Arquitectura Religiosa, através do Decreto n.º 37366, publicado no Diário do Governo n.º 70, de 5 de Abril de 1949.

A este respeito, publicou o IGESPAR a seguinte nota Histórico-Artística:

“Edificada na Igreja Matriz de Ourém, a cripta de D. Afonso, conde de Ourém e Marquês de Valença, é o único exemplar desta tipologia, construída durante o período final do gótico, que subsiste actualmente.

Apresenta semelhanças estruturais e acústicas com a Sinagoga de Tomar (SIMÕES, 1992), desenvolvendo-se em planimetria quadrangular, formada por três naves de três tramos definidos pelas colunas que suportam a abóbada de arestas que cobre o espaço.

Ao centro foi erigida a arca tumular do Marquês de Valença, em pedra de Ançã, com jacente. Os frontais são totalmente decorados com motivos vegetalistas em relevo, integrando o escudo de armas do marquês; sob a tampa foi gravada uma inscrição biográfica de D. Afonso.

A tampa é rodeada por cinta lavrada com rosetas que alastram para a parte superior, onde se dispõe a estátua jacente de mãos postas, repousando a cabeça sobre almofadas, com pés assentes numa mísula. A figura do marquês enverga túnica comprida pregueada, tendo a cabeça coberta por barrete.

A arca tumular foi executada cerca de 1485-1487, tendo sido neste último ano que D. Afonso, que havia falecido em Tomar em 1460, foi trasladado para Ourém. A obra escultórica insere-se no gosto do Gótico final, sendo atribuída às oficinas coimbrãs, nomeadamente ao cinzel de Diogo Pires o Velho. A sua tipologia apresenta muitas semelhanças com o túmulo de Fernão Teles de Menezes, erigido na Igreja de São Marcos de Coimbra.

Catarina Oliveira

IPPAR/2006”

A D. Afonso de Portugal, Marquês de Valença e 4º Conde de Ourém, deve o burgo medieval grande parte da sua histórica grandeza e progresso que só veio a ser interrompido em consequência do terramoto de 1755 e, cerca de meio século depois, as invasões francesas que a pilharam e incendiaram às ordens do general Massena. Não obstante, ainda se conserva o castelo e o palácio que foram do Marquês de Valença e o túmulo onde repousam os seus restos mortais, a convidar a uma visita sobretudo dos valencianos, a escassa distância do Santuário de Fátima.

MINHOTOS EM 1941 ENTREGARAM O MILHO À FEDERAÇÃO NACIONAL DOS PRODUTORES DE TRIGO

O Ministério da Economia - Gabinete do Ministro, através da Portaria 9958, publicada em Diário do Govêrno n.º 289/1941, Série I de 1941-12-12, determinou que se considerem requisitadas as quantidades de milho existentes na posse dos produtores dos concelhos de Caminha, Vila Nova da Cerveira, Valença do Minho, Monção, Melgaço, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras do Bouro, Montalegre e Chaves.

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Este diploma foi rectificado, tendo sido acrescentados novos concelhos.

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EUROCIDADE VALENÇA-TUI RECEBE FESTIVAL DE ARTES DE RUA

F.I.A.R.-Festival Internacional de Artes de Rua da Eurocidade – 3 Dias 24 Espetáculos de Rua

F.I.A.R. - Festival Internacional de Artes de Rua trás a arte às ruas da Eurocidade Tui Valença, entre 23 e 25 de julho. 24 espetáculos prometem diversão, alegria e muitas performances artísticas pelas ruas de Valença e Tui.

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Artistas de Itália, Espanha, França e Portugal, vão trazer a magia das artes da rua, no próximo fim de semana.

Teatro, dança, malabaristas, palhaços, magia e musica serão algumas das intervenções e performances artísticas programadas para estes três dias.

A arte vai invadir os espaços abertos, conquistar as praças e as ruas e interagir diretamente com os residentes e turistas. Em Valença os palcos serão o Jardim das Amoreiras e o Largo do Governo Militar, na Fortaleza, bem como o Jardim Municipal. Em Tui programam-se os espetáculos para a Praza do Concello, Paseo da Corredoira e Paseo Fluvial. As zonas históricas das duas cidades serão percorridas, ainda, por grupos itinerantes que realizarão as suas intervenções artísticas em movimento.

Esta é uma atividade dedicada às famílias, acessível a todas as faixas etárias.

O acesso aos espetáculos é gratuito, mas implica reserva prévia de bilhetes através dos sites www.tui.galwww.visitvalenca.com.

Todas as atividades terão lotação limitada e seguirão as normas emanadas pela Direção Geral de saúde.

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS ELEVOU EM 1937 O POSTO DE DESPACHO DO CAMINHO DE FERRO DE VALENÇA A SUBDELEGAÇÃO ADUANEIRA

O Ministério das Finanças - Direcção Geral das Alfândegas - 1.ª Repartição - 1.ª Secção, através da Portaria nº. 8743, publicada em Diário do Govêrno n.º 154/1937, Série I de 1937-07-05, elevou à categoria de subdelegação o posto de despacho do caminho de ferro de Valença, que se denominará Subdelegação aduaneira do caminho de ferro de Valença.

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VALENÇA TEM FÉRIAS DIVERTIDAS EM JULHO E AGOSTO

Rio em Família é a iniciativa que vai proporcionar férias divertidas, entre 12 de julho e 6 de agosto, de segunda a sexta-feira, em quatro áreas de lazer do rio Minho. O programa é da Câmara Municipal de Valença.

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No rio os kayaks e em terra as camas elásticas vão proporcionar umas férias verdadeiramente divertidas em entornos naturais fantásticos, para a população em geral, a partir dos 6 anos de idade.

As áreas de lazer da Pesqueira dos Frades, em Ganfei, da Senhora da Cabeça em Cristelo Côvo, da Pesqueira em São Pedro da Torre e na Foz do Manco em Friestas serão o palco do Rio em Família.

As atividades decorrerão entre as 15h00 e as 19h00, são gratuitas e estão abertas a todos os interessados sendo que os menores de idade terão que estar acompanhados por adultos.

Todas as atividades serão acompanhadas e monitorizadas pelos técnicos de desporto do Município de Valença.

Levar a população e turistas e desfrutar das áreas de lazer do entorno do rio Minho, descobrindo a riqueza paisagística e de biodiversidade destes espaços e proporcionar momentos de saudável convívio em família é o objetivo deste programa.

CONCURSO “FAR PLAY” A APROXIMAR AS PESSOAS DAS FORTALEZAS ABALUARTADAS DA RAIA DE FORMA CRIATIVA

Os municípios de Almeida, Elvas, Marvão e Valença reunidos no Projeto Rota das Fortalezas Abaluartadas da Raia em breve a inaugurar, lançam um inovador Concurso de aproximação das populações a este Património Cultural único da Raia Luso-espanhola. Trata-se do Concurso “FAR PLAY” que procura promover uma participação ativa, pedagógica e enriquecedora em torno deste Património através de diferentes manifestações artísticas: Urban Sketching, Fotografia, Artes Performativas, Criação Literária, Instalação Artística e Práticas Gastronómicas.

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O FAR PLAY é um Concurso aberto a todas as faixas etárias, talentos artísticos ou graus de experiência em projetos similares, podendo-se participar individualmente ou em grupo até 4 elementos.

O Concurso procura fortalecer o espírito crítico, a criatividade e o sentimento de pertença face a um património comum. Todos os concorrentes terão ajuda de especialistas e artistas nacionais com a concretização de 6 Masterclasses online e gratuitas relativas às 6 áreas artísticas a concurso, contando com André Letria da “Pato Lógico”, Pedro Neves da “Red Desert”, Bernardo Gramaxo da “The Takes”, Ricardo Garcia da “Ondamarela” ou, ainda, a escultora Maria Leal da Costa e o crítico gastronómico Fortunato da Câmara.

Estes especialistas farão igualmente parte do júri composto, ainda, por um representante do Turismo de Portugal e pelo Professor Jorge de Oliveira da Universidade de Évora.

Se a criatividade do Concurso e as Masterclasses já surgem como razões suficientes para gerar o interesse de tantos, os prémios são igualmente tentadores: 1 “Passe Rota das Fortalezas Abaluartadas da Raia” contemplando a estadia de 1 noite em 1 dos 4 municípios integrantes da Rota, com Visita Guiada à respectiva Fortaleza (por cada desafio a concurso); 1 Vale presente no valor de 50€ a utilizar em materiais ou experiências artísticas à escolha em loja FNAC, BERTRAND, PAPELARIA FERNANDES ou MIMO COOK (por cada desafio a concurso em cada município.

As inscrições para participar no Concurso FAR PLAY estão abertas e os trabalhos poderão ser entregues até 15 de setembro de 2021. Para mais informações sobre os desafios e inscrições, basta aceder ao site www.farplay.pt

No contexto “Rota das Fortalezas Abaluartadas da Raia”, a Raia Luso-espanhola é uma faixa da fronteira mais antiga do mundo, de cerca de 1316 km, e uma das mais fortificadas da Europa, com particularidades históricas e culturais únicas.

As populações raianas são herdeiras de uma continuidade demográfica construída em resposta ao problema da guerra do século XVII, assente na utilização do urbanismo civil para garantir a consistência e a continuidade do sistema defensivo, materializado nas várias fortificações que podemos encontrar ao longo da fronteira.

O sistema de defesa criado durante a guerra que opôs Portugal a Espanha (1640-1668) integra cerca de uma centena de fortificações do lado português. Nessa paisagem, para além da cidade de Elvas, reconhecida pela UNESCO como Património Mundial em 2012, destacam-se, pela excecional demonstração de autenticidade e estado de conservação, a Praça-forte de Almeida, a Fortaleza de Marvão e a Fortaleza de Valença.

Este sistema de defesa permitiu a Portugal, em 1668, reconquistar a soberania plena do Estado nos exatos limites espaciais do Tratado de Alcañices (1297) – não somente o tratado de fronteira mais antigo do mundo mas, também, o tratado na sequência do qual os reinos ibéricos firmaram uma Raia.

A Raia, espaço de conflitos bélicos, foi sobretudo um espaço de partilha e de convivência ao longo dos tempos.

Construídas na conjuntura política e militar da Guerra da Restauração (1640-1668), as fortalezas deste sistema destinaram-se tanto a proteger as comunidades raianas, como a defender e a afirmar a independência de Portugal ao longo da sua História.

Hoje, mais do que elementos evocadores de conflitos passados, estas fortificações constituem testemunhos de Paz e ligações linguísticas, económicas e culturais que unem os povos dos dois lados da fronteira.

A criação da Rota das Fortalezas Abaluartadas da Raia visa valorizar e dar a conhecer este património de excecional valor, um património que reflete alguns dos episódios mais marcantes da História nacional, que deixa transparecer a perícia técnica dos seus exímios construtores e a História de um povo sempre pronto a defender o seu território e a lutar pela Paz.

Para além da constituição da Rota que permitirá a descoberta deste Património de forma qualificada, e tendo presente o valor excecional deste património, os municípios de Valença, Almeida, Marvão e Elvas uniram-se com o intuito de preservar e restaurar os bens e assegurar a sua efetiva proteção no presente e no futuro; promover a participação informada de todas as partes interessadas, especialmente dos utilizadores diretos dos Bens, através de processos ativos de consulta pública e de ações orientadas para a sua proteção, valorização e promoção; proporcionar a fruição qualificada dos Bens, contribuindo para a excelência da experiência turística em Almeida, Elvas, Marvão e Valença; estimular a criação e desenvolvimento de indústrias criativas baseadas na excelência do valor patrimonial dos Bens e das suas envolventes; reforçar o papel das Fortalezas Abaluartadas da Raia como marcos arquitetónicos que permitem interpretar os múltiplos significados das históricas relações estabelecidas entre os dois lados da fronteira entre Portugal e Espanha.

VALENÇA REFORÇA OFERTA HOTELEIRA

Aumento de 39,2% em 2 Anos

A oferta hoteleira de Valença está nas 71 unidades de alojamento. Face a 2019 verifica-se um aumento de 39,2%, fruto sobretudo das novas unidades de alojamento local.

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A dinâmica crescente dos Caminhos de Santiago, o turismo patrimonial e comercial focado na Fortaleza, o de natureza na Ecopista do Rio Minho e o gastronómico, numa restauração emblemática atrai cada vez mais turistas. Fatores que tem motivado a confiança dos empresários em investir no setor do turismo no concelho.

Para o Presidente da Câmara, Manuel Lopes, “Os empresários do turismo investem em Valença confiantes nas elevadas potencialidades de um setor que é estratégico para o concelho. A Fortaleza de Valença é dos monumentos que mais turistas recebe a diário em Portugal, em média 10 mil, e estamos confiantes e com muita esperança na recuperação pós pandemia”.

Unidades Por Todo o Concelho

Valença tem 71 unidades de alojamento distribuídas por todo o concelho, com mais significado na cidade e nas freguesias atravessadas pelo Caminho de Santiago (Central e da Costa). Pelo concelho encontramos 26 unidades em Valença, 9 em Cerdal, 7 em Fontoura, 6 em São Pedro da Torre, 6 em Ganfei, 3 em Cristelo Côvo, 3 em Gandra, 3 em Gondomil, 2 na Silva, 2 em Friestas, 2 em Arão, 1 em Taião e 1 em São Julião. A oferta pode ser consultada no site www.visitvalenca.com.

Espera-se para breve a abertura de novas unidades que se encontram, de momento, em fase final do processo de licenciamento.

Registo Obrigatório dos Alojamentos Locais

As unidades de Alojamento Local, para poderem operar, tem obrigatoriamente de ter um número de registo. O registo deverá ser formalizado nos Serviços Técnicos de Obras, do Município de Valença, na Rua Mouzinho de Albuquerque, ou através do e-mail: sop@cm-valenca.pt ou telefone 251 809 513.

ESTE VERÃO, OS FINS DE TARDE ACONTECEM AO AR LIVRE, NA COMPANHIA DAS COMÉDIAS DO MINHO.

As Comédias do Minho estreiam o espetáculo de teatro FIM DE TARDE, no dia 1 de julho. A criação de Leonor Barata marca o regresso da companhia minhota ao formato presencial. Ao longo de um mês, a peça vai percorrer os concelhos de Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira, Melgaço, Valença e Monção.

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O regresso aos palcos faz-se ao ar livre e em horário de fim de tarde. Acomodar a segurança dos espectadores e a eventualidade de novo recolher obrigatório fez parte das premissas de criação. Os espectadores podem contar com um espetáculo que, com humor, coloca em cena algumas questões sobre a forma como contamos histórias e, com elas, nos construímos

Leonor Barata é uma criadora que desenvolve o seu trabalho na fronteira entre o teatro e a dança. O universo clássico está, muitas vezes, presente nas suas criações. Em FIM DE TARDE, parte da premissa de que “antes dos gregos não havia nada” para, de uma forma lúdica, explorar questões sobre a repetição das narrativas ao longo dos séculos. Será que há uma ‘grande narrativa’ que se reproduz em todas as pequenas narrativas ao longo do tempo? A pergunta traz consigo as possibilidades do “E se?”. Os três atores em cena ensaiam novos ângulos e desfechos para histórias que todos conhecem e para as suas múltiplas personagens. Será que somos nós que construímos a nossa narrativa ou é a ‘grande narrativa’ que nos constrói? Que sentido damos ao que vivemos através da forma como contamos a(s) nossa(s) história(s)?

Passado mais de um ano desde o início da pandemia de COVID-19, importa questionar de que forma a circularidade dos discursos influencia o olhar de cada um sobre si e sobre a sociedade. Depois de um ano e meio sem espetáculos presenciais, as Comédias do Minho ensaiam possibilidades para o fazer dentro dos limites de segurança, para que o teatro continue a ser uma realidade nas aldeias do Vale do Minho.

Envio em anexo duas fotografias da fase de ensaios (©Sara Barros), o dossier de imprensa com informações adicionais e alguns materiais gráficos. Não hesite em contactar-me, caso necessite de mais informações.

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GOVERNO REQUISITOU EM 1941 O MILHO AOS PRODUTORES

O Ministério da Economia - Gabinete do Ministro, através da Portaria nº. 9958, publicada em Diário do Govêrno n.º 289/1941, Série I de 12 de Dezembro de 1941, determinou que se considerassem requisitadas as quantidades de milho existentes na posse dos produtores dos concelhos de Caminha, Vila Nova da Cerveira, Valença do Minho, Monção, Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras do Bouro, Montalegre e Chaves.

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PARTIDO “CHEGA” APRESENTOU CANDIDATOS AUTÁRQUICOS AOS CONCELHO DO DISTRITO DE VIANA DO CASTELO

O Partido “CHEGA” apresentou no passado dia 15 de Junho, os seus cabeças-de-lista às câmaras municipais e assembleias municipais dos concelhos do Distrito de Viana do Castelo. A iniciativa teve lugar no Restaurante Camelo, em Santa Marta de Portuzelo, e contou com a presença do Dr. André Ventura.

Os candidatos são os seguintes:

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Autarquia de Viana do Castelo

Câmara Municipal – Cristina Miranda

Assembleia Municipal – Manuel Moreira

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Autarquia de Ponte de Lima

Câmara Municipal – Gonçalo Abreu Lima

Assembleia Municipal – Tristão Bacelar Malheiro

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Autarquia de Caminha

Câmara Municipal – Carlos Gomes-Pinto

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Autarquia de Monção

Câmara de Monção - Artur Dias Trindade

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VALENÇA RECUPERA PATRIMÓNIO DOS CAMINHOS DE SANTIAGO

O Senhor dos Caminhos, em Fontoura, um dos principais símbolos do Caminho Português para Santiago, foi objeto de uma intervenção.

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O nicho, com o Cruzeiro do Senhor dos Caminhos, foi protegido com películas anti raios UV e com um novo sistema de iluminação leds. Nova sinalética interpretativa explicativa do traçado e da importância deste cruzeiro foi, também, ser colocada no local.

Está prevista, também, a produção de um desdobrável multilingue.

A intervenção decorreu no âmbito do Plano de Ação Piloto dos Caminhos de Santiago do Alto Minho, através da Pilot Action do projeto CultRing, financiado pelo programa INTERREG Europe.

Esta intervenção pretende dignificar um espaço memória para os peregrinos que já tinha sido objeto de uma grande obra em 2006, a cargo da Deutsche St. Jakobus - Gesellschaft (Sociedade Alemã do Apóstolo Santiago). Por essa época recuperou-se o cruzeiro / retábulo do Nosso Senhor dos Caminhos e criou-se a atual estrutura de proteção.

Valença Cidade dos Caminhos para Santiago

Valença é o ponto de confluência do Caminho Português Central (bem como do Caminho das Torres que coincidem no mesmo traçado), bem como do Caminho Português da Costa.

GOVERNO DEFINIU EM 1969 OS LIMITES ENTRE FREGUESIAS DE PAREDES DE COURA, VALENÇA E MONÇÃO

O Ministério do Interior - Direcção-Geral de Administração Política e Civil, através do Decreto nº. 48906, publicado em Diário do Governo n.º 60/1969, Série I de 12 de Março de 1969, definiu os limites entre as freguesias de Porreiras e Insalde, do concelho de Paredes de Coura, e as de Boivão, do concelho de Valença, e Pias, do concelho de Monção.

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