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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VALENÇA: SÃO TEOTÓNIO NASCEU EM GANFEI

Desde 1977 que o concelho de Valença celebra o seu feriado municipal no dia 18 de Fevereiro, dia de St. Teotónio.

St. Teotónio, o primeiro santo português, nasceu em Ganfei, Valença, por volta de 1082, numa família nobre do Alto Minho, figura cimeira na sociedade portuguesa de então, foi amigo e aliado de Afonso Henriques. Foi um dos fundadores do Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra, onde foi prior, e onde foi sepultado, perto do seu amigo. Ficou para a história como um grande reformador da vida religiosa no recém nascido reino de Portugal.

Em 1258, na lista das igrejas de Entre Lima e Minho, que foi efectuada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, Ganfei, padroado real, é referida como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.

Em 1546, tinha abade e 4 monges, sendo as rendas do primeiro avaliadas em 100 mil réis. Cada monge tinha 2 mil réis em dinheiro, 2 pipas de vinho e 112 alqueires de pão e o vigário da igreja 15 mil réis.

Em 1569, a congregação de São Bento tomou posse do Mosteiro. Para isso teve, contudo, de sustentar demandas com os Marqueses de Vila Real que terminaram por uma composição em 1617.

O que resta da igreja do antigo Mosteiro de Ganfei é um dos mais elucidativos testemunhos da relação que a arte românica nacional do rio Minho estabeleceu com a vizinha e galega margem direita deste rio.

A imagem que partilhamos é do livro de assentos de casamentos, 1732-09-24 a 1770-10-20, do fundo paróquia de Ganfei (São Salvador).

Fonte: Arquivo Distrital de Viana do Castelo

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VALENÇA RELEMBRA FIGURA DE SÃO TEOTÓNIO – O PRIMEIRO SANTO PORTUGUÊS!

Valença evoca hoje o Dia de São Teotónio, primeiro santo português, establecido como feriado municipal naquele concelho.

Este ano, pelas limitações existentes, os atos oficiais constarão da deposição de uma coroa de flores na estátua de São Teotónio, na Coroada, Fortaleza de Valença, e de outra estátua de São Teotónio, em Ganfei.

Os tradicionais atos comemorativos, nomeadamente a sessão de reconhecimento de Mérito Municipal às instituições e personagens que se destacaram em prol do concelho, foram adiados para um momento em que seja possível a sua realização.

A 18 de fevereiro, Feriado Municipal, Valença evoca a sua figura maior São Teotónio. Para Portugal o primeiro santo, para a Cristandade o padroeiro dos cristãos escravizados, para Valença a figura maior, para os tempos da nacionalidade o homem que deu força espiritual à fundação do país.

D. Telo, aliás São Teotónio, foi canonizado em 1163, um ano após a sua morte, pelo Papa Alexandre IV, tornando-se desse modo o primeiro português a subir aos altares. Nasceu em Ganfei, no Concelho de Valença, em 1082 e faleceu em Coimbra em 18 de Fevereiro de 1162. No próximo ano, assinalam-se 930 anos sobre a data do seu nascimento e 850 anos do seu falecimento.

Em 1112, S. Teotónio tornou-se Prior da Catedral e Administrador Apostólico da Sé de Viseu. Por essa razão, a Diocese de Viseu iniciou já os preparativos para as celebrações jubilares de São Teotónio a terem lugar durante o próximo ano, tendo já celebrado um acordo de colaboração com o Museu Grão Vasco para celebrar os 900 anos da sua ida para Viseu.

O valenciano S. Teotónio foi ainda um dos fundadores do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, local onde se encontra sepultado, perto do local onde repousam os restos mortais de D. Afonso Henriques de quem foi aliado em vida, tendo contribuído para a afirmação da independência de Portugal face ao rei de Leão.

ALFREDO DE MAGALHÃES: UM VALENCIANO ILUSTRE QUE FOI PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO

Nasceu em 20-04-1870, em Valença do Minho. Formou-se na Faculdade de Medicina na Universidade do Porto. Foi eleito deputado, por Lisboa, nas eleições legislativas de 28 de Agosto de 1910 e deputado às constituintes em 1911. Entre 1933 e 1937 exerceu a presidência da Câmara Municipal do Porto. E foi o responsável pela inauguração, em 1938, da Maternidade Júlio Dinis, no Porto, que funcionava na dependência técnica da Faculdade de Medicina. Morreu em 1957, com 87 anos.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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VALENÇA: PORTÃO BRASONADO DA QUINTA DO CRASTO EM FRIESTAS

Pormenor do portão brasonado da Casa da Quinta do Castro ou Crasto, situada na estrada entre Valença e Monção, pertenceu a D. Ana Pereira Pimenta de Castro, Senhora da Casa de Pias (Portal de Pias - Valença/Monção); também denominada como Morgado da quinta da Ponte do Manco.

Fonte: www.solaresdeportugal.pt / Casa do Correiro Mor

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AUTARCAS DO ALTO MINHO E GALIZA CONTRA O FECHO DAS FRONTEIRAS

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Marinho, participou hoje, em Valença, numa ação de protesto que juntou autarcas do Alto Minho e da Galiza contra as restrições que afetam a passagem na fronteira entre Portugal e Espanha, numa ação que visou alertar para o impacto económico e social da medida prevista no estado de emergência e solicitar a abertura imediata de mais pontos de passagem.

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Augusto Marinho, entende que “esta medida prejudica gravemente os muitos trabalhares transfronteiriços, assim como penaliza fortemente todos os meios de transporte de mercadorias”, salientando ainda que o Governo “tem de repensar isto rapidamente e reverter a situação”.

Recorde-se que a Câmara de Ponte da Barca já tinha solicitado ao Governo a criação de um ponto de passagem autorizado na Fronteira da Madalena, em Lindoso, após total encerramento decretado desde o passado Domingo.

LIVRO DAS DOAÇÕES DOS PADROADOS DE IGREJAS DA COMARCA DE VALENÇA, CONCELHOS DE COURA E VALDEVEZ, FEITAS A D. FRANCISCO DE LIMA E SUCESSORES ENCONTRA-SE NA TORRE DO TOMBO

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Contém o registo sumário das doações das igrejas e de outras doações feitas por diversos doadores a D. Francisco de Lima, e a D. Lourenço de Lima Brito Nogueira, Viscondes de Vila Nova de Cerveira, confirmadas pelo arcebispo D. Diogo de Sousa, cujas escrituras e confirmações se encontram no Livro grande das doações e confirmações das igrejas do viscondado. Refere a doação da igreja de São João de Vilar de Monte, feita em 6 de Junho de 1520, e confirmada em 31 de Julho do mesmo ano, pelo arcebispo D. Diogo de Sousa (f. 1), a doação da igreja de São Bartolomeu de Monte Redondo, feita em 7 de Junho de 1520 (f. 2), as doações das igrejas de Santa Comba de Eiras (f. 3), de Santa Eulália de Redemoinhos e de sua anexa de São Tomé de Aguião (f. 4, 10), de Santa Eulália de Gondoriz (f. 5), de São Pedro de Arcos ou de Nossa Senhora do Vale (f. 6), de Santa Marinha de Prozelo (f. 7), de São Jorge (f. 8), de Santa Comba de Guilhafonse (igreja dos Arcos) (f. 9), de Santa Maria de Távora (f. 11) e de sua anexa a igreja de São Vicente (f. 12), de Santo Estevão de Aboim (f. 13), de parte da igreja de São Miguel de Cristelo, sendo a outra do Mosteiro [do Salvador] de Ganfei (f. 14), de São João de Bico (f. 15), de São Pedro de Ruivães (f. 16), de Santo André de Portela (f. 17), de São Pedro da Castanheira (f. 18), do Salvador de Sabadim (f. 19), de São Pedro de Formariz (refere também a doação feita por várias pessoas a D. Lourenço de Lima Brito Nogueira, f. 20), de São Miguel do Barreu (refere o marido de uma doadora, morador no Mosteiro de Alete, f. 21), de Santa Marinha de Sardonelo (refere a doação feita por várias pessoas a D. Lourenço de Lima Brito Nogueira, f. 22), de São Mamede de Ferreira (à margem escrito "duvidosa", refere dois doadores, monges no Mosteiro de Sanfins [de Friestas] f. 23 a 25), do Salvador de Cabreiro e de sua anexa São João de Sistelo (f. 26), de São Paio de Coura ou de Água Longa e de sua anexa São Tiago de Romarigães (f. 28), de Santa Maria de Ensalde (à margem escrito "duvidosa", f. 29), de Santa Maria de Pedroso, anexa à de Sabadim (tem registado "não acho documentos...", f. 31), de São Cosmade e de sua anexa Cabana Maior (?) (f. 32), de Santo André de Guilhadeses (à margem escrito "duvidosa", f. 33), São Martinho de Vascões (à margem escrito "duvidosa", f. 34), São Paio de Arcos (à margem escrito "duvidosa", f. 35 a 36), de Santa Maria de Grade (à margem escrito "duvidosa", f. 37), de Santa Maria de Paredes (refere a doação feita por várias pessoas a D. Lourenço de Lima Brito Nogueira, f. 38), de São Paio de Solda (tem registado "não acho documentos...", f. 39), Santa Maria de Oliveira (f. 40), São Pedro de Sá (à margem escrito "duvidosa", f. 41), de Vila Nova de Cerveira (tem registado "não achei papéis...", f. 42), São Pedro da Gândara (à margem escrito "duvidosa parece-me ser São Pedro do Couço", f. 43), de Santa Cruz de Burrol (à margem escrito "duvidosa" f. 44). Os registos referem a comenda de Rio Frio, as Quintas do Paço, e de Jolda (termo do Arcos). Todos os fólios têm o termo de reconhecimento do sinal do arcebispo, feito por Gregório Rodrigues, vigário geral pelo arcebispo D. Fr. Bartolomeu dos Mártires, no Livro grande a f. 93. Tem índice. Contém os sinais dos tabeliães que elaboraram os documentos.

Fonte: ANTT