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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CONCELHIAS DO PSD DO AVE EXIGEM PLANO EFETIVO PARA DESPOLUIÇAO DO RIO AVE

Governo desrespeita recomendação que a Assembleia da República aprovara por unanimidade!

Despoluir e revitalizar o rio Ave é o objetivo que está a unir e mobilizar as concelhias do PSD dos sete concelhos atravessados pelos 90 quilómetros de percurso do Ave, desde a nascente, na Serra da Cabreira, em Vieira do Minho, até à foz em Vila do Conde. Ao longo das próximas semanas, as sete estruturas partidárias vão promover, através dos seus representantes eleitos nas autarquias locais, uma tomada de posição conjunta das Câmaras, Assembleias Municipais e Assembleias de Freguesia, a exigir do Governo a elaboração imediata de um Plano de Despoluição e Revitalização do Rio Ave.

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Trata-se dos concelhos de Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Guimarães, Santo Tirso, Trofa, Vila Nova de Famalicão e Vila do Conde, a que se juntam as mais de 6 dezenas de freguesias atravessadas por aquele curso de água, o que poderá resultar no envio de cerca de sete dezenas de propostas de recomendação ao Governo.

A expetativa dos responsáveis sociais democratas é que esta tomada de posição assente na união de propósitos entre territórios contíguos, torne a Administração Central sensível ao problema e a faça avançar de imediato para a elaboração de um diagnóstico, avaliação, identificação das principais áreas de intervenção e elaboração um plano de ação urgente.

“Não podemos esperar mais. O Rio Ave tem uma importância crucial para a economia da região. É fundamental para a saúde, para o ambiente e, sobretudo, para a valorização do elemento água para as gerações vindouras e tem um potencial cultural e turístico de grande alcance”, afirmam, em uníssono, os presidentes das Concelhias do PSD dos identificados territórios.

Para além da importância ambiental do rio Ave para a sustentabilidade da vida e para a biodiversidade dos ecossistemas, os responsáveis realçam o potencial turístico deste curso de água, na sequência do aparecimento nos últimos anos de novos e ambiciosos projetos à volta da Bacia Hidrográfica do Ave, como a construção de novos parques e de percursos pedonais através da recuperação das margens ribeirinhas, e que se têm traduzido no desenvolvimento de atividades de lazer e desportivas e no aparecimento de novas oportunidades de desenvolvimento regional.

“Quase 40 anos depois de iniciado o processo de despoluição do Rio Ave e mais de 500 milhões de euros de investimento, há resultados visíveis e positivos que importa prosseguir. Não podemos permitir que haja agora um retrocesso, que se desista do rio Ave e que se comprometa o esforço realizado”.

“Quase 40 anos depois de iniciado o processo de despoluição do Rio Ave e mais de 500 milhões de euros de investimento, há resultados visíveis e positivos que importa prosseguir. Não podemos permitir que haja agora um retrocesso, que se desista do rio Ave e que se comprometa o esforço realizado”.

Em vez de cumprir a emanação parlamentar, o Governo limitou-se a iniciar a implementação de um plano de intervenção nos rios Vizela, Burgo e Ferro.

Em concreto, as propostas que se pretende aprovar em sede dos executivos autárquicos e respetivas assembleias, remetem para a necessidade e urgência de elaboração de um plano de despoluição e revitalização do Rio Ave assente em diversos objetivos, donde sobressaia avaliação e diagnóstico das situações com impacto direto na qualidade da água e identificação das principais áreas de intervenção; a elaboração de uma estratégia de atuação conjunta e partilhada entre entidades para fazer face aos fenómenos de poluição; a definição de uma estratégia de intervenção na ação integrada de fiscalização; a execução das medidas definidas no âmbito do PGRH – Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Cávado, Ave e Leça; o melhoramento da performance da solução das infraestruturas investindo na telegestão e em ID&I; e finalmente a criação de uma Comissão de Acompanhamento da execução do plano.

“A despoluição e revitalização da bacia hidrográfica do Ave, nas suas diversas facetas, pressupõem uma abordagem integrada e colaborativa, que exige, para além do papel primordial e insubstituível do Estado, o envolvimento ativo dos municípios e das freguesias e inclusivamente o compromisso e cumplicidade dos cidadãos. A sociedade está pronta e até desejosa em abraçar este desafio e em ajudar as instituições públicas a devolver o Rio Ave às comunidades”.

“Ao circunscrever o plano de ação à bacia do rio Vizela, o Governo descrimina negativamente as populações que vivem, estudam e trabalham na área de ação da bacia hidrográfica do rio Ave”

“Está na hora de aproveitar esta oportunidade e devolver o Rio Ave às pessoas”.

“Não aceitamos que o Vale do Ave continue a ser desconsiderado pelo Governo

Os signatários

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XI ENCONTRO DE CANTARES AO MENINO EM SANTIAGO DE BOUGADO.

Teve hoje lugar na Trofa o XI Encontro de Cantares ao Menino na Igreja da Senhora da Livração, na Trofa Velha.

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Este Domingo celebra o Baptismo de Jesus, dando por concluído assim o Ciclo natalício.

A Organização foi da responsabilidade o Rancho Etnográfico de Santiago de Bougado, da Trofa, na qual imperou pela qualidade dos grupos participantes, grupo Folclórico da Casa do Povo de Santa Cruz do Bispo, Matosinhos, Grupo Folclórico e Etnográfico de Arzila, Coimbra e Rancho Folclórico de S. Félix da Marinha, Vila Nova de Gaia.

A RFPTV fez a cobertura do evento e felicitou a organização pela qualidade ímpar do evento. Votos que são secundados pelo BLOGUE DO MINHO.

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RANCHO DAS LAVRADEIRAS DA TROFA LEVA A LISBOA O FOLCLORE DA REGIÃO D’ENTRE-O-DOURO-E-MINHO

Sob a divisa “Usos e Costumes em Lisboa”, decorreu hoje em Lisboa mais um festival de folclore organizado conjuntamente pelo Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa e a Junta de Freguesia de São Vicente, do concelho de Lisboa.

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Coube ao Rancho das Lavradeiras da Trofa representar os usos e costumes das gentes da região d’Entre-o-Douro-e-Minho, mais concretamente do concelho da Trofa. Para além deste magnífico agrupamento folclórico da nossa região, participaram ainda o Rancho Folclórico de Gouveia – Beira Alta; Grupo Folclórico e Etnográfico de Cova do Ouro e Serra da Rocha (Coimbra) – Beira Litoral e o Grupo Folclórico “Os Camponeses de D. Maria” (Sintra) – Região Saloia, além naturalmente do anfitrião Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa (Arganil) –Beira Serra.

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Todos os grupos demonstraram elevada qualidade na sua representação, desde a forma de trajar até à exibição propriamente dita. A organização, como de costume, manteve-se à altura. A decoração com motivos tradicionais foi a mais apropriada a este género de eventos. A festa foi animada e, até quando o Rancho da Ribeira de Celavisa se preparava para subir ao palco, o galo de serviço cacarejou a anunciar a actuação dos seus donos!

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A constante alusão a uma suposta região do Douro Litoral constitui um equívoco do ponto de vista geo-etnográfico porquanto se tratou de uma mera divisão político-administrativa, aliás efémera, criada ao tempo do Estado Novo. Com efeito, a reforma administrativa levada a efeito em 1936 subtraiu à vetusta Comarca d’Entre-o-Douro-e-Minho uma importante parcela de território para criar artificialmente a província do Douro Litoral. Esta englobava outrora, no Distrito de Aveiro, os concelhos de Arouca, Castelo de Paiva, Espinho e Santa Maria da Feira. No Distrito de Viseu incluía os concelhos de Cinfães e Resende. E, no Distrito de Vila Real, parte do concelho de Montalegre que outrora pertenceu ao extinto concelho de Ruivães que foi despois integrado no município de Vieira do Minho. Perante tal divisão, o Minho ficou supostamente reduzido aos atuais Distritos de Viana do Castelo e Braga, limitado a sul pelo Douro Litoral.

Em relação à entidade organizadora deste festival de folclore que contou com a participação do Rancho das Lavradeiras da Trofa – o Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa – trata-se de um grupo constituído em 1981 por arganilenses radicados na região de Lisboa e que “tem o objectivo de recolher, preservar e divulgar o que de mais valioso existe e existiu nas vidas e nas mentes dos seus antepassados, que tão generosamente o souberam transmitir. Este trabalho vai desde as modas, as danças e os cantares a muitas outras tradições, como os trabalhos rurais, serões, escapeladas, cavadas e romarias”.

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FAMALICÃO, SANTO TIRSO E TROFA UNIDOS NA MOBILIDADE INTERMUNICIPAL

Rede de transportes entre os três municípios deverá ficar operacional em 2019

A linha de transportes que vai ligar e aproximar os municípios de Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso e Trofa deverá estar operacional em 2019. Na segunda-feira, os autarcas dos três municípios assinaram um protocolo de colaboração para a realização de um estudo de planeamento sobre a mobilidade de passageiros na área territorial dos três concelhos, tendo em vista a organização de futuras concessões de serviço público de transporte à população.

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Para o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, a celebração do protocolo entre as três autarquias é de “grande importância para a convergência territorial, que nos permite defender aquilo que nos une e que são os interesses da comunidade”.

O autarca lembrou as várias dificuldades que esta região conseguiu ultrapassar, sublinhando que “hoje é uma região com ambição e pujança”. Neste sentido, “era importante que déssemos este passo, neste setor”, afirmou adiantando que “foi fácil, devido à convergência das três autarquias”.

Paulo Cunha recordou ainda que muitos são os que vivem na Trofa ou Santo Tirso e trabalham em Vila Nova de Famalicão, ou vice-versa. “É por causa deles que assinamos este protocolo e que trabalharemos em conjunto para uma solução adequada”, defendeu.

Por sua vez, o presidente do município da Trofa, Sérgio Humberto, considerou que a região em que se inserem os três municípios “contribui, de forma significativa, para o PIB (Produto Interno Bruto) em termos nacionais” e que o futuro de Portugal não passa só pelo turismo, “tem de ser indústria também, tem de ser emprego”. Nesse sentido, o sistema inter-urbano de transportes vai “potenciar o tecido industrial. Potenciando isso, temos pessoas e emprego”, frisou Sérgio Humberto. O autarca trofense afirmou ainda que o atual sistema de transportes entre os três municípios é insuficiente ou inexistente.

O presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Joaquim Couto, considerou a“cerimónia simples, mas histórica”. O autarca defendeu que a organização de uma rede de transportes “devia ter sido a pedra de toque da organização dos territórios”já há muitos anos.

Joaquim Couto salientou que a forma encontrada para responder a esse desafio foi“encontrar uma formulação política que satisfizesse este objetivo e, depois, a sustentação técnica que permita chegar a esse objetivo. Em 2019 é provável que nós tenhamos uma nova concessão inter-municipal de transportes”.

A rede inter-urbana de transportes vai ser alvo de um concurso internacional e poderá vir a ser explorada por uma empresa ou através da concessão a um consórcio.

De acordo com o protocolo de cooperação os três municípios vão proceder a estudos conjuntos sobre a organização de um sistema de transporte público e partilhado (redes e serviços articulados e hierarquizados) sujeito a contratação futura, conjunta ou separadamente por cada entidade adjudicante, no âmbito da área territorial dos três concelhos em articulação com as redes “regionais” e “inter-regionais” que vierem a ser definidas pela Comunidade Intermunicipal e Área Metropolitana do Porto.

Caberá a cada município o investimento de 15 mil euros para a concretização do estudo.

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FAMALICÃO, TROFA E SANTO TIRSO CELEBRAM PROTOCOLO PARA CRIAÇÃO DE TRANSPORTE PÚBLICO PARTILHADO

Documento é assinado na segunda-feira, 19 de junho, pelas 16h00, em Santo Tirso

Os presidentes das Câmaras Municipais de Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso e Trofa, Paulo Cunha, Joaquim Couto e Sérgio Humberto Silva, respetivamente, vão assinar, na próxima segunda-feira, 19 de junho, pelas 16h00, o protocolo de colaboração entre os três municípios, para a elaboração de estudos de planeamento destinados à organização do transporte público partilhado. A celebração do documento irá realizar-se no auditório do Museu Internacional de Escultura Contemporânea (ao lado da igreja), em Santo Tirso.

Refira-se o estudo sobre a mobilidade de passageiros na área territorial dos três concelhos tem em vista a organização de futuras concessões de serviço público de transporte à população. O estudo irá analisar os movimentos de passageiros que existem entre estes três municípios, nomeadamente os horários, os destinos e o número de pessoas envolvidas.

MUNICÍPIOS MINHOTOS CELEBRAM ACORDO DE COOPERAÇÃO

Famalicão, Santo Tirso e Trofa estudam criação de uma linha conjunta de transporte de passageiros

Os municípios de Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso e Trofa vão avançar para a realização de um estudo sobre a mobilidade de passageiros na área territorial dos três concelhos, tendo em vista a organização de futuras concessões de serviço público de transporte à população. A novidade foi avançada esta quinta-feira de manhã, pelo presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, durante a reunião do executivo municipal, com a apresentação da proposta para a celebração de um acordo de cooperação entre os três municípios.

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“É nossa intenção que haja mais e melhor transporte público no concelho que sirva mais comunidade com mais frequência e que a mobilidade através dos transportes públicos seja uma evidência e um aspeto fundamental da nossa política pública”,explicou o autarca, acrescentando que o município tem neste momento em curso,“diversas iniciativas quer ao nível do Quadrilátero Urbano com a interação dos quatro municípios, quer ao nível da CIM do Ave com a interação dos oito municípios, mas também de uma forma bilateral como acontece agora entre estes municípios que são vizinhos, tendo em vista a criação de um novo modelo de transporte que vai melhorar significativamente as condições dos famalicenses relativamente ao modelo que hoje existe”.

O estudo irá analisar os movimentos de passageiros que existem entre estes três municípios, nomeadamente os horários, os destinos e o número de pessoas envolvidas.“Tudo isto tem que ser muito bem equacionado para quando lançarmos o concurso público termos uma métrica e dados concretos para que as empresas no mercado percebam que estas linhas de transporte que vão ser criadas são sustentáveis”, salientou Paulo Cunha.

O autarca destacou ainda a dimensão supramunicipal deste projeto. “Não estamos sozinhos, nem isolados, porque estamos conscientes do impacto que este projeto tem no futuro da região, na fixação de população e na criação de emprego, e por isso é queremos fazê-lo em conjunto com outros municípios da região. É uma solução amiga da região.”

De acordo com o protocolo de cooperação os três municípios vão proceder a estudos conjuntos sobre a organização de um sistema de transporte público e partilhado (redes e serviços articulados e hierarquizados) sujeito a contratação futura, conjunta ou separadamente por cada entidade adjudicante, no âmbito da área territorial dos três concelhos em articulação com as redes “regionais” e “inter-regionais” que vierem a ser definidas pela Comunidade Intermunicipal e Área Metropolitana do Porto.

Caberá a cada município o investimento de 15 mil euros para a concretização do estudo.

ATLETAS DE PALMO E MEIO DO CRAV PARTICIPAM NO TORNEIO DE NATAL NA TROFA

As equipas sub-8, sub-10 e sub-12 do CRAV deslocaram-se à Trofa para participar no convívio Regional de Natal aí organizado no domingo 18 de novembro.

Com uma excelente adesão dos jovens, sempre identificáveis pela sua energia e entusiasmo, a participação teve um saldo extremamente positivo pela forma como os jogos decorreram e belo excelente espírito presente na competição, em que só houve vencedores, pela experiência vivida e por mais um episódio na sua formação desportiva.

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ESCALÕES DE FORMAÇÃO CONVIVEM NA TROFA

Foi no campo do FC Bougadense, na Trofa, que as equipas sub-10 e sub-12 do CRAV participaram no último convívio regional do ano.

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As equipas foram positivamente surpreendidas com o tempo que se fez sentir, num dia ensolarado de temperatura amena, em que as previsões de chuva não se confirmaram.

Mais intenso foi o ambiente dentro de campo, com os jovens atletas a darem o seu melhor por atingir as tão desejadas vitórias. Contudo, apesar da intensidade, tudo correu dentro das regras de Sã convivência e do Espírito do rugby: é bom vencer, mas não é tudo. Interessa sobretudo participar e fruir ao máximo a diversão que o rugby proporciona.

Assim, mais uma vez a organização não afixou resultados e mais uma vez ninguém se importou com isso. Ficou uma bela tarde de rugby, coroada com um bolo de aniversário oferecido a todos os participantes, como forma de celebrar o segundo aniversário dos clubes de rugby da Trofa

CLUBE DE RUBGY DE ARCOS DE VALDEVEZ JOGA NA TROFA

Sub-8, Sub-10 e Sub-12 do CRAV no Convívio da Trofa

No dia 15 de Março, os sub-8, sub-10 e sub-12 do CRAV marcaram presença em mais um convívio regional do rugby juvenil. Este torneio teve lugar no Estádio Atlético Clube Bougadense, na Trofa.

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Numa tarde soalheira, foi com muito entusiasmo que os mais pequenos jogadores de rugby deram mostra das suas aptidões dentro do campo. Com muitos ensaios marcados e alguns sofridos, o balanço é mais do que positivo para todos os jogadores e respetivas treinadoras que salientam a alegria com que todos os miúdos se entregam a cada desafio.

Pelo CRAV sub-8 jogaram: Leonor Coutinho, Pedro Oliveira, Eva Araújo, Hélder Machado e Iago Moreira.

Pelo CRAV sub-10 jogaram: Diogo Rodrigues, João David Pereira, Fábio Rodrigues, Rogério Brito, Tomás Gonçalves, Guilherme Coutinho e Josué Araújo.

A equipa sub-12 foi constituída por: Raquel Pinto, Gabriela Oliveira, Érica Ventura, Bárbara Pacheco, Mariana Santos, Sara Lopes, Ricardo Araújo, Daniel Araújo, João Pires, Vasco Sobrinho e Tomás Pinto.

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ATOR RUI DE SÁ ORIENTA WORKSHOP DE REPRESENTAÇÃO TEATRAL NA TROFA

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WORKSHOP REPRESENTAÇÃO (TV e TEATRO) com RUI DE SÁ

TOPICOS :

Auto-Estima | Auto-confiança | Colocação de Voz| Técnicas de Representação |Dicção | Escrita de Textos | Interpretação de Textos Sérios e Cómicos | Abordagem as Dobragens de Desenhos Animados

RUI DE SÁ

Ator profissional - 30 anos de carreira

Director de Dobragens na Disney e RTP

Director de Atores de Morangos com Açucar e outras novelas

Malucos do Riso

Bora Lá Marina

Loja do Camilo

Dias 7 e 8 de Dezembro

TROFA

VALOR : 60 euros ( para inscrições esta semana )

Inscrições / Info :

beexocticagency@gmail.com Telemóvel: 960075304 ||916340564

HÁ 100 ANOS, DEPUTADO RODRIGO FONTINHA INTERPELOU NA CÂMARA DOS DEPUTADOS O MINISTRO DO FOMENTO SOBRE AS OBRAS PÚBLICAS NO MINHO

Faz hoje precisamente 100 anos que o deputado Rodrigo Fontinha interpelou na Câmara dos Deputados o Ministro do Fomento, Estêvão de Vasconcelos, a respeito da situação das obras públicas na nossa região, mormente no que dizia respeito à construção de novas estradas e linhas de caminho-de-ferro. Publicamos o conteúdo da referida interpelação, bem assim a resposta do Ministro do Fomento ao deputado Rodrigo Fontinha.

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O Sr. Rodrigo Fontinha: - Sr. Presidente: o objecto da interpelação que anunciei é o seguinte: viação acelerada e ordinária em alguns pontos do distrito de Viana do Castelo.

Devo desde já dizer que não é meu intento tratar do assunto com aquele desenvolvimento que ele merece, porque, além de me faltar a competência, acho suficiente, na ocasião presente, chamar para ele a atenção do Governo e nomeadamente a do Sr. Ministro do Fomento.

Sr. Presidente: o Alto Minho tem sido, até hoje, votado ao mais completo e condenável desprezo pelos poderes públicos.

Não falando agora na falta de escolas, que todos sabem que existe, concelhos há pessimamente servidos e alguns até quasi completamente desprovidos de telégrafo, correio, estradas, caminhos de ferro, de tudo quanto é imposto pelas exigências da vida moderna, numa palavra, em condições dum tal abandono que, dir-se-hia, não pertencerem essas terras a Portugal, mas sim a alguma parte do sertão.

Restrigindo agora as minhas considerações à questão das vias de comunicação no Alto Minho, eu permito-me chamar a atenção do Sr. Ministro do Fomento para a maneira deplorável como tem sido tratado êste ramo da fazenda nacional naquela região.

Por várias vezes se tem reclamado providencias, nesse sentido, aos poderes públicos.

Reclamaram-se no tempo da monarquia, reclamações que não deram resultado algum, porque, como toda a Câmara sabe e era natural a monarquia, em vez de procurar satisfazer os justos interesses dos povos, tratava unicamente de lhes sugar a vitalidade.

Mas já na República se tem feito diversas representações sem que se tenha feito absolutamente nada, no sentido de atender às justas reclamações daquela região, onde a população é muito densa, onde o tráfego é grande, onde o solo é fertilíssimo, onde a natureza é de uma vegetação luxuriante sem igual, onde há inúmeras quedas de água, que convêm aproveitar para as indústrias, que ali estão num estado primitivo, onde é excelente, não só em qualidade, mas também em quantidade, a produção vinícola, onde há riquezas soberbas, que estão por explorar, por não existirem os meios de transporte, quer de estradas, quer de caminhos de ferro, que não só valorizariam extraordinariamente esses traços de terreno, mas seriam um elemento admirável para a mobilização de tropas, como creio estar cabalmente demonstrado pela última mobilização, na fronteira.

Sr. Presidente: quando se organizou o primeiro Ministério Constitucional, eu exultei de alegria e suponho que o mesmo aconteceu a todos os homens do Minho, por haver sido encarregado da pasta do Fomento, e digo-o sem espírito de lisonja, o Sr. Sidónio Paes, que, além de ser um homem de grande talento, é um minhoto, como eu, e que, como tal, conhece de vista aquela região, e saberia que não são exageradas as minhas despretensiosas considerações, em relação à viação acelerada no Alto Minho.

Foi por isso, que eu, como presidente da Câmara de Viana do Castelo, redigi uma representação na qual solicitava a atenção de S. Exa. para este ponto de tanta importância, de tanto valor económico e até de tanto valor político, porque, a meu ver, nenhuma propaganda a favor da República, pode ser profícua senão a propaganda pelo facto, meter pelos olhos dentro àqueles campónios, simples, que, se é certo que a monarquia gastava os dinheiros públicos em manigâncias de toda a ordem, não acontece o mesmo com a República.

Nessa representação lembrava-se a S. Exa. a necessidade de que fosse concluída a linha-férrea de Valença a Monção, já construída em grande parte, com várias estações, sob pena de se retardar o desenvolvimento económico dos povos de uma região tão fértil.

Alem disso estão-se estragando duma forma deplorável as obras já feitas.

Na mesma representação aludia-se também ao projectado caminho-de-ferro do Alto Minho, de Braga a Guimarães, de Braga a Monção, de Viana do Castelo a Ponte da Barca e dos Arcos a Monção, caminho-de-ferro esse cuja construção foi adjudicada por concessão, em 1907, à firma Canha & Formigai que, segundo um relatório publicado há meses, tem 50:000$000 réis em depósito para garantia do contracto, e alem disso já gastou mais de 400:000$000 réis em trabalhos, estudos, material, expropriações, etc.

Também se falava na mesma representação do ramal da estação de Viana para a doca, que o Estado pode construir afoitamente, sem receio de espécie alguma, porque os resultados que daí auferirá são positivamente seguros, pois é relativamente grande o movimento principalmente de toros de pinheiro, de peixe, de vinho verde, etc., para embarque.

Também se falava na estrada distrital n.º 2, da Praia de Ancora a Lanhezes, começada há mais de vinte anos, e de que faltam apenas uns 3 quilómetros e alguns metros para ser concluída. Esses terrenos serão muito facilmente macadamizados.

Idêntica sorte teve uma outra estrada de Ponte do Lima a Paredes de Coura, e que falta pouco para ser concluída, o que exigiria uma verba diminutíssima.

A primeira vista parece que pedir isto tudo ao mesmo tempo, é de mais, é impertinente, mas não é; tudo isto foi já reclamado por muitas vezes e já há muitos anos, e alem disso porque tais obras constituiriam um elemento admirável de riqueza para aquela região e, portanto, para todo o país.

O Ministério do Sr. João Chagas caiu, e vi com mágoa sair da pasta do Fomento o Sr. Sidónio Paes, que já tinha prometido uma viagem ao norte, para tomar conhecimento mais preciso e mais exacto destas e doutras necessidades urgentes, como sejam as obras do porto e doca de Viana do Castelo.

Isto não significa um desprimor para o actual Ministro do Fomento, pois S. Exa. é dotado de excepcionais qualidades de trabalho, tem um fundo nobilíssimo, tem um acendrado patriotismo e desejo de que todo o país progrida, sem restricções para as terras pequenas, porque a despeito de serem pequenas, e terras de província, nem por isso deixam de ser parte deste todo chamado Pátria. (Apoiados).

E, pois, a S. Exa. que me dirijo, pedindo para que, se é possível, me esclareça sobre os seguintes pontos:

Porque razão estão paralisadas, e até que tempo estarão paralisadas, as obras do caminho de ferro de Valença a Monção, onde estão gastos mais de 700:000$000 réis, segundo informações que tenho, despesa esta que não dá rendimento absolutamente nenhum a ninguém, e antes pelo contrário, está empatando e está obrigando o Estado ao pagamento de juros? E o que é pior é que aquilo que está feito, está-se deteriorando por uma forma lastimável?

Com relação ao caminho-de-ferro do Alto Minho, eu desejava ser esclarecido sobre o seguinte:

Porque motivo, em relação á rede dos caminhos-de-ferro do Alto Minho, não tem sido dada solução à questão posta em 1908 pela firma adjudicatária, Ganha & Formigal?

Naturalmente responde-se-me que o que a firma agora deseja é diferente do que estava no contracto primitivo.

A tal respeito direi que é necessário atender às vantagens e desvantagens das modificaç5es que a firma agora propõe.

Desvantagem não vejo absolutamente nenhuma, porque a distância de Viana do Castelo para Ponte da Barca é sensivelmente a mesma, quer se faça o traçado pela margem direita, quer se faca o traçado pela margem esquerda, e as vantagens são grandes, porque a firma diminui o limite máximo das pendentes, o que é importante, aumenta o limite mínimo das linhas de curva, o que é também importante, reduz o prazo, de sete a cinco anos, para a construção do troço de Arcos de Valdevez a Monção, e agora propõe a construção de uma ponte em Lanhezes, para comunicar a margem esquerda com a margem direita e, alem disso, compromete-se a fazer uma estação de recreio, para o turismo, em Santa Luzia, que é um ponto formoso, e que há-de vir a ser um elemento de riqueza para aquela terra.

Por isso julgo que há tudo a lucrar com a mudança do traçado.

Desejava saber porque não se permite a essa firma a emissão de obrigações de que ela necessita para fazer essa construção, se o juro é garantido e a amortização também é assegurada?

Naturalmente respondem-me que o Código Comercial o não permite, mas exemplos desses temo-los frequentíssimos. Poder-me hão objectar que um erro não justifica outro erro.

É para obviar a isso que elaborei um projecto de lei, que vou mandar para a mesa, que vai assinado pelos Deputados do distrito, e que, a meu ver, remedeia o mal.

Parece-me que o Estado em nada se prejudicaria com a permissão da emissão das obrigações.

Desejava também saber porque não se permite a fusão das empresas de caminhos de ferro do Porto a Famalicão e da Trofa a Guimarães e Fafe com a do Alto Minho, fusão que já foi admitida, em princípio, em 1909, e que, a meu ver, seria de grande importância, porque, por um lado, põe de parte a inconveniência que há em haver uma linha comum entre a Trofa e Lousado, e por outro lado alarga a linha da Póvoa, que é estreitíssima, assim como, pela exploração do ramal chamado da Senhora da Hora, canalizar se há para o porto de Leixões um tráfego enorme.

Devo dizer que não tenho procuração da firma Canha & Formigal para aqui advogar a sua causa; o que desejo é que a obra se faça. Pouco importa aos Deputados pelo distrito de Viana do Castelo que seja a firma Canha & Formigal que faça a construção, que seja qualquer outra empresa, ou que seja mesmo o Estado, mas não creio que tal suceda; o que desejo é que a obra se faça, não importando nada com quem a tenha de fazer.

Porque não se autoriza também a construção do ramal da estação de Viana à doca, ramal sôbre que, me disse o Sr. engenheiro Bazílio da Silva Pinto, o Conselho Superior dos Caminhos de Ferro do Estado já tinha dado parecer favorável e cujos interesses para o Estado são seguros?

Porque não estão ainda construídos os 3 quilómetros que faltam, da estrada a macdam da Praia de Âncora a Lanheses, tanto mais que já estão feitas expropriações no valor de 700$000 réis e ainda há na verba respectiva mais de 3:000$000 réis de saldo positivo?

Porque não se conclui também a estrada distrital n.º 1, de Caminha a Melgaço, cujos trabalhos estão completos no concelho de Caminha, quási todos em Paredes de Coura e a que falta só uma parte em Arcos de Valdevez, para depois ser levada até Melgaço?

Esta estrada é importantíssima não só pelo movimento comercial, como até pela razão de defesa do país, e por isso a sua conclusão é urgente.

Esta estrada traria para aquela região um benefício enorme, porque a poria em contacto com centros mais civilizados, os habitantes da Gavieira, Penedo, Suajo, etc., que vivem num estado quási primitivo.

É possível que o Sr. Ministro do Fomento não possa responder de pronto a todas estas perguntas, nem isso mesmo eu exigo. Basta-me que S. Exa., que é um homem de bem, me dê a sua palavra de honra de que estudará com atenção o assunto e que procurará resolvê-lo no mais curto espaço de tempo.

Terminando, peço a S. Exa., em nome dos habitantes daquela região, que, na primeira oportunidade a visite, para ver com os seus próprios olhos quanto estas reclamações são justificadas, e como isto é uma questão de justiça, porque, se não fôsse, nem uma palavra sairia da minha boca.

Mando para a mesa o meu projecto.

Tenho dito.

O Sr. Ministro do Fomento (Estevão de Vasconcelos): - Agradece ao Sr. Rodrigo Fontinha a forma gentil como se lhe dirigiu, tratando da questão sob o ponto de vista geral, e não exigindo dele, orador, uma resposta pormenorizada, ainda que se tinha prevenido com os elementos precisos para lhe dar uma resposta completa.

Começará pelas estradas.

Não há dúvida alguma de que S. Exa. tem razão em tudo o que disse. Todos os Deputados, tanto os do Alto Minho, como os do Algarve, os do Alemtejo e os da Estremadura podem dizer que as suas regiões têm sido votadas ao maior despreso por parte dos poderes públicos. Na questão de estradas, porém, é necessário que o Parlamento e o país conheçam as circunstâncias em que se encontra o Ministério do Fomento, para que não se lhe atribuam responsabilidades que sejam absolutamente injustas e descabidas.

A Câmara e o país ficarão completamente inteirados de quais são as responsabilidades que no assunto estradas podem caber ao Ministro do Fomento, desde que êle, orador, lhe leia os elementos que ainda hoje lhe foram fornecidos pela sua Secretaria.

"Sabe a Câmara qual é a verba necessária para a reparação imediata de todas as estradas que carecem de reparação? 2.000:000$000 a 3.000:000$000 réis." E sabe qual é a verba que para esse fim está inscrita no orçamento? 600:000$000 réis. Esta verba, que só para as pequenas reparações seria insuficiente, para as grandes reparações é manifestamente insignificante.

E sabe também qual seria a verba necessária para se completar a rede da viação, tal como está estudada? 25:000 contos de réis.

E quer saber quanto para isso está inscrito no orçamento? 300 contos apenas.

É necessário que isto se diga, não só para que não pesem sobre os seus antecessores responsabilidades que lhes não cabem, como para que todos saibam que não está na mão do Ministro mandar proceder a todas as obras, embora elas sejam indispensáveis.

Relativamente a Viana do Castelo, deve dizer que esse distrito não é dos que tenham maior razão de queixa. Afirmou-lhe perentóriamente o Sr. Director das Obras Publicas que a reparação de estradas nesse distrito se pode considerar regular, e que no Orçamento tem inscrita a verba de dezoito contos de róis.

Para a estrada de Caminha a Melgaço, pode informar S. Exa. de que está destinada a verba de 800$000 réis.

Quanto a caminhos-de-ferro, a resposta é quási a mesma.

£ Porque não se conclui o caminho-de-ferro de Valença a Monção? Perguntou S. Exa. Porque, segundo a informação de Conselho da Administração dos Caminhos-de-ferro do Estado, que lê à Câmara, embora os trabalhos estejam muito adiantados, são ainda precisos 80:000$000 róis para os concluir. Se no fundo dos Caminhos-de-ferro houvesse disponibilidades para essa construção, ele poderia estar concluído dentro de oito meses, mas as suas receitas estão hipotecadas a um empréstimo.

Para essa construção, como para outras igualmente urgentes, se fazer, era necessário contrair um grande empréstimo, mas para isso é necessário primeiro consolidar o crédito do país, o que só se conseguirá desde que todos compreendam os seus deveres e responsabilidades de bons patriotas.

Sobre este assunto fala desafrontadamente, porque num aviso prévio que realizou a um Ministro da monarquia sobra caminhos-de-ferro, disse que era necessário desenvolver a viação acelerada, porque sem isso não era possível melhorar as condições económicas do país.

O fundo especial de caminhos-de-ferro tem aumentado consideravelmente, mas por mais que ele aumente é materialmente impossível realizar todos os caminhos-de-ferro que seria necessário construir.

Referiu-se S. Exa. também à rede do Alto Minho e à respectiva concessão.

Antes de responder a S. Exa. deseja rectificar uma informação que viu publicada no jornal O Século. Efectivamente, ele, orador, foi procurado por um representante da firma concessionária dessas linhas, teve com ele uma larga conversa, mas não lhe disse o que o Século lhe atribui "que estranhava a demora que tinha havido na resolução do assunto". O que disse foi que estudaria o assunto e que procuraria resolvê-lo o mais rapidamente possível.

Foi isto o que disse, nem podia ser outra cousa, pois o contrário seria uma censura dirigida aos seus antecessores, o que ele seria incapaz de fazer, porque reconhece quanto a questão é escabrosa.

O que o conselho de administração dos caminhos-de-ferro diz a este respeito é o que ele, orador, lê à Câmara.

A questão, como o Sr. Deputado Fontinha vê, não é fácil de resolver, mas se S. Exa. no projecto que mandou para a mesa o consegue, ele, orador, muito prazer terá em o votar.