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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BOMBOS DA ASSOCIAÇÃO “US BAT N’PELLE” – ALFÂNDEGA DA FÉ – BRAGANÇA – RUFAM NO FOLKLOURES’19

Vêm do nordeste transmontano, mais especificamente de Alfândega da Fé, no concelho de Bragança. São a Associação Us Bat n’Pelle nasceu de um grupo de amigos que se juntavam no mês de fevereiro para ajudar na realização do desfile de carnaval daquela vila transmontana.

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Em 2015, numa brincadeira, pediram emprestados bombos a alguns amigos de terras vizinhas, apresentaramo-se no desfile de Carnaval e, de uma forma cuidada e organizada, juntaram mais de 20 tocadores de bombos.

A população perguntava se no ano seguinte iriam novamente desfilar nos festejos de Carnaval, porque tinha sido diferente e haviam emprestado mais alegria ao desfile. E, assim determinados, decidiram constituir notarialmente a associação Us Bat n’ Pelle.

A associação tem como objectivos fundamentais a produção, promoção e divulgação de actividades culturais, recreativas, desportivas e musicais, nomeadamente a prática da música com bombos e outros instrumentos, bem como a defesa do ambiente e contribuir para o desenvolvimento regional e local,.

É ainda seu propósito contribuir para um salutar e benéfico aproveitamento e utilização dos tempos livres, desenvolvendo actividades de âmbito nacional, dirigidas à população.

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VIEIRENSES ATRAVESSAM A PONTE DO DIABO

Autarquia promove “Trilho Ponte da Misarela”

Após um périplo de caminhadas realizadas em plena Serra da Cabreira, a Autarquia Vieirense promove, agora o Trilho Pedestre Ponte da Misarela, já este domingo, dia 16 de setembro.

Ponte da Misarela (Foto: mariofch - https://www.blogger.com/profile/08157613590328915957)

O itinerário proposto é de pequena rota, circular, que inicia, pelas 9h00, no Centro de Frades – Ruivães e termina na emblemática Ponte da Misarela, uma ponte com uma história ancestral, cuja sua edificação está associada ao “Diabo”.

Com uma extensão de 8.5 km, o itinerário proporciona ao pedestrianista o contacto directo com a história e crenças do povo, e com natureza exuberante do Concelho.

Na paisagem a percorrer pelos participantes no passeio pedestre  predominam afloramentos rochosos, prados e matos de altitude, que suportam um leque de espécies de fauna e flora típicos desta zona.

Os interessados em participar devem fazer a sua inscrição em animacao.turistica@cm-vminho.pt, ou através do telefone 925973100.

SERRA DO LAROUCO - O ATESTADO AO PASSADO GALAICO QUE UNE O BARROSO À GALIZA!

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  • Crónica de Domingos Chaves

Situada na zona da raia correspondente ao concelho de Montalegre em Trás-os-Montes, a Serra do Larouco faz parte do complexo montanhoso da Peneda-Gerês e é a segunda maior elevação de Portugal, atingindo os 1527 metros de altitude no seu cume. Num planalto granítico que se estende por 10 quilómetros, a Serra do Larouco apresenta uma paisagem que nos oferece a atmosfera escarpada de Trás-os-Montes, pintada pela presença de matos, designadamente de carqueija, tojos, giesta e de urze, juntamente com zonas de pastagem e a presença de carvalhos, alguns pinheiros e vidoeiros.

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Esta pitoresca paisagem é habitada por aves de rapina, lobos, corços, raposas, javalis e por uma notável presença de répteis como lagartos e cobras.

Nas zonas de maior concentração de matos de giesta e urze fica-se com a sensação de haver um chilrear permanente de serpentes escondidas por entre a vegetação, lembrando-nos que o território nacional em tempos ancestrais era apelidado de “Ofiussa”, a terra das serpentes.

Há sítios que insistem em reavivar a nossa memória para o passado ancestral de Portugal. Logo no seu nome, a Serra do Larouco remete-nos para o deus galaico Larouco, um deus do trovão, da metalurgia e da fertilidade. De facto, quando subimos ao alto da Serra e contemplamos as paisagens correspondentes às terras Barrosãs, ao Gerês, Peneda, Ourigo, Soajo e Cabreira, todas elas parecem pontos mais baixos perante o deus Larouco, que todas vigia na sua imponência trovejante.

Uma das dádivas de Larouco, é ainda a da medicina popular, justificando a sua ligação à serra, visto que nesta se dizem encontrar plantas terapêuticas nas suas zonas mais elevadas. Em diversas zonas e povoações em redor da Serra do Larouco, encontramos vestígios da antiga adoração ao deus e ao substrato cultural galaico do povo transmontano, como o Altar de Pena Escrita, dedicado a Larouco, em que este é comparado ao Júpiter romano, e povoações icónicas como Montalegre, Meixedo, Gralhas Santo André, Solveira e Vilar de Perdizes.

A Serra do Larouco é além de uma bonita serra, um atestado ao passado galaico que une barrosões e galegos. Tradicionalmente, e até há pouco tempo, os jovens das zonas circundantes dos dois lados da raia, tanto de aldeias portuguesas como galegas, uniam-se no cimo da serra para a festa ao “Deus Larouco”, em celebração de uma cultura que em tempos ancestrais, nos quais não existiam fronteiras, pertencia a um mesmo povo.

Foto: Domingos Chaves

- "ESTÓRIAS DO ARCO DA VELHA": - COMO E DE QUE VIVIA “A GENTE BARROSÔ NOS COMEÇOS E DURANTE AS PRIMEIRAS DEZENAS DE ANOS DO SÉCULO PASSADO!...

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              * Crónica de Domingos Chaves

Corria o ano de 1910!... Enquanto as tropas monárquicas com as suas luzidias espadas e os seus cavalos em passo de “caracol”, desciam pelas encostas do Larouco, tentando recuperar posições face ao avanço dos repúblicanos, dois meninos, a Maria Carneira* e o seu irmão Begia#, guardavam uma junta de vacas, ali para os lados do Castelo do Romão!...

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Assustados co`a “guerra”, esconderam-se por entre o arvoredo e os muitos penedos ali existentes, de onde só saíriam com a chegada do seu pai, que entretanto havia ido ao seu encontro. Pareciam coisas do “outro mundo” e era preciso serenar as crianças!... Crianças que cedo despertavam para a vida!...

No único aposento da casa, coberta de colmo esburacado, de rudes paredes de pedra sobreposta, por cujas fendas entrava o frio e o vento, nasciam essas crianças, nestas aldeias remotas e “perdidas no tempo. Nasciam sem assistência médica e só raras vezes com o auxilio de uma parteira improvisada, no mesmo leito e tosco e bárbaro do noivado.

O ritual era sempre o mesmo!... Momentos antes de dar á luz, a futura mãe colocava junto ao fogo do lar o pote de ferro com água para o banho. O marido, esse andava pelos campos a sachar, a lavrar ou a arrancar ervas. Acontecia por vezes uma vizinha chamá-lo para ver o filho que havia nascido.

Quatro ou cinco dias depois, a mãe aparecia pela primeira vez após o parto na rua com o filho ao colo, e uma semana depois já o levava para o monte. Neste “meio tempo” tem também lugar o baptizado...

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Durante dois anos – ás vezes mais – a criança alimentava-se do leite materno. Por vezes já comia pão e ainda mamava. Exposta ás intempéries da vida, ao calor e ao frio, ao sol e á chuva, como um “animalzinho bravio” nascido no monte sob uma lapa, a criança ou sucumbe ou fortalece. Eram as agruras do tempo e da época. A maioria das vezes cria-se bem resistente e forte, nesse severo regime de selecção natural.

Apartada do leite, é então invariavelmente abandonada á educação do próprio instinto. Aos cinco anos ensinam-lhe a rezar e aos sete, já lhe confiam a guarda das vacas e das ovelhas. Até eu sei como era!... Muitas vezes, a criança passa já os dias no monte, solitária, pastoreando o gado. O monte é a sua primeira escola e quase sempre a única.

Aos dez anos, começa a preparar-se para a comunhão, "indo á doutrina". Era assim que o “senhor padre” queria e determinava. Quem não seguisse a regra, entrava em “pecado”.

Aos doze anos comunga. E a vida de trabalho ininterrupto principia.Rapaz ou rapariga e de comunhão feita, é já uma criatura emancipada. Se os pais são pobres, vão “servir”. Se são filhos de um lavrador remediado, fazem em casa o tirocínio árduo da lavoura.

O “criado de servir” começa por ganhar o que come e bebe, bem como os “usos da casa”. Raros são aqueles que têm direito a “jorna”, e quando tal acontece, não ultrapassa os dois mil réis por ano.

Mais tarde - dos dezoito aos vinte anos - os mais diligentes e ao serviço de lavradores mais abastados, chegam a ganhar três moedas. Mas este salário é um fenómeno.

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Os usos variam também com a idade dos “criados”!... Uma a três camisas de estopa, um ou dois pares de calças de cotim ou saias de riscado, um colete e um par de sócos, é o prémio pelo seu trabalho.

Aos rapazes, as patroas remendam-lhes e lavam-lhes a roupa.

As raparigas fazem-no por conta própria.

As relações entre estes “servos pobres” e estes amos tão pobres como eles são quase familiares mas sempre com a noção inata da hierarquia.

Por volta dos vinte e dois, vinte e três anos, o moço de lavoura, tendo concluído a sua aprendizagem e livre de “ser soldado”, casa-se. É tão raro ficar um lavrador sem casar, como haver moço que não lute tenazmente, para se furtar ao tributo do sangue.

O casamento era por estas terras funcionava como base essencial á independência. Moço ou moça que não case fica condenado a servir toda a vida ou a trabalhar para os “bezinhos”.

O casamento é a aspiração unânime, o fim para que tendem todos os esforços, o prémio conquistado com as canseiras mais indescritíveis. O idilio, meio sensual e meio lírico, iniciado nas segadas, nas malhadas, no arranque das batatas, ou até no adro da Igreja, termina com a boda para se converter numa obstinada refrega pelo pão.

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Ordinariamente, a noiva leva para o casal um cordão e umas argolas de ouro e o noivo as alfaias indispensáveis para o granjeio das terras. Os parentes e os amigos oferecem aos esposados, alguns duas galinhas, outros uma raza de centeio, outros dois pedaços de pano de linho, um pote, meia dúzia de tigelas ou de pratos de barro, meio alqueire de pão, a pá para o forno ou um carro de lenha.

Se um deles é filho de lavrador abastado, este abona-lhes o gado!... Uma junta de “bacas” medianas para principiar e raras vezes um bezerro para a engorda. Algumas vezes, também raras, levam ainda em dote uma “céba” de porcos e um “odre” de vinho.

O primeiro dia de casados é para os noivos pobres o primeiro dia de trabalho árduo. Vão tratar os dois umas terras a “mêas”, que tomam a algum “bezinho”. Desde o nascer do dia até noite fechada, trabalham ambos no campo ou na eira. À noite, até altas horas, a mulher fia junto da lareira, a teia com que há de fazer as primeiras camisas e os primeiros lençóis. O homem descansa da labuta do dia, ajudando a mulher a dobar o fiado.

Feitas as sementeiras e antes das colheitas, quando a lavoura abranda, o homem vai ás feiras, vende os bezerros e ás vezes as “bacas”, compra outras mais baratas e vai ganhando alguns favores em carretos de pedra, de lenha ou de estrume. A mulher, no entanto, cora a teia, lança ninhadas de frangos e galinhas e engorda os porcos para sustento no ano que se segue.

Mas esses pobres têm uma riqueza: São independentes!... Enquanto pagarem com o que a terra lhes dá, essa terra que eles lavram cavam e semeiam pertence-lhes. É dessa terra, adubada com o seu suor, que lhes vem com o sustento, o orgulho de um domínio que se lhes afigura sem partilha. São deles as aguas, os campos, as árvores, os montes, as eiras e as casas. Não existe para eles, como para o operário citadino, um patrão dominador e imperativo. Só eles mandam na “sua fabrica”.

No ínicio do século passado, o alimento destes casais, reduz-se a pouco mais do que a caldo e pão. O homem que trabalha de manhã até á noite, a mulher que o acompanha na sua lida incessante, comem menos do que hoje as crianças da cidade. Mas se a gravidez a não deformou, é uma mocetona corada e jovial de larga bacia, de grandes seios e de roliços braços de trabalhadora. O homem é musculoso e rijo. Ambos cantam enquanto sacham. Nenhuma tristeza perturbam esses casais pacificos e laboriosos, que não conhecem o dinheiro. Gozam amplamente os dois saúdes humanas: a moral e a física, de cuja união resultam as felicidades perfeitas. O trabalho é o seu regime moral.

O caldo destes trabalhadores infatigáveis reduz-se a algumas couves galegas, apanhadas na horta, a alguns feijões e a um magro fio de azeite, ou um “bocado de unto” como adubo. O pão é de centeio, cozido em grandes fornadas no forno do povo para durar uma ou duas semanas. O cozer pão a miúdo é prejudicial á economia. Porque come-se mais enquanto é fresco e quantas mais vezes se acende o forno, mais lenha se consome. Raras, muito raras vezes, há sardinhas ao jantar ou à ceia. Petiscos como este só de longe a longe. Quando o sardinheiro as vende a mais de 5 ao vintém, a mulher aventura-se a gastar dez réis nesse luxo supérfluo.

Um quartilho de azeite, podia custar seis ou sete vinténs e durava a um casal pobre, de 15 dias a um mês. Anos há, em que o pão (centeio) escasseia e a caixa (arca) se esgota. Aí surgem de Montalegre os compradores, oferecendo oito tostões por alqueire.

Á salgadeira – os que a têm – vão apenas pelas festas do ano: no Entrudo, na Pascoa e no Natal, ou em dias de trabalho extraordinário, quando não podem de todo, sozinhos, granjear as terras, e rogam o auxílio dos vizinhos que vêem ajudar, sem direito a “jorna” e só pelo favor e pela mantença.

Nestes tempos, uma família de lavradores, que não satisfeita com as dádivas generosas da terra - pão, batatas, hortaliça, feijão e lenha, gasta em alimentação, vestuário e demais necessidades da vida para cima de dez tostões por mês, ou é rica ou está perdida.

Parecendo á primeira vista impossível que tão insignificante quantia possa chegar ao orçamento de uma casa, verifica-se, que ele é suficiente e não é mesmo atingido na maior parte das das vezes.

O exíguo "orçamento" de um casal de lavradores no inicio do século passado por terras de Barroso para as primeiras necessidades, assentava fundamentalmente em quatro modestísimas verbas: 240 réis para o azeite, 100 para as sardinhas, 20 para sal e 60 para sabão.

Fora do "orçamento", ficam as despesas de vestuário. Uma “andança” de roupa para homem, que pode custar aproximadamente 8 réis, dura entre 5 e 10 anos. Quase sempre usando “sócos”, o lavrador não chega a romper um por ano. A boina, que custa de seis a dez tostões, serve apenas para usar nos dias de feira ou nas festas. No trabalho diário, o lavrador usa uma capucha de burel no Inverno e um lenço da mão no verão.

As mulheres gastam ainda menos do que os homens!... Uma saia de chita, um avental com barras a enfeitar e um lenço para a cabeça, são as peças essenciais e que duram “uma vida”.

Roupa branca, lençóis, toalhas e ainda as calças de uso dos homens saem do linho, da estopa ou dos tomentos – da teia fiada em casa. O gado, é considerado fortuna comum.

A própria doença, parece respeitar todo este culto sagrado da economia dos lavradores de Gralhas e de outras aldeias vizinhas. Só a velhice mata esta gente...

Quando entram na agonia, a família manda chamar o padre para os confessar e ungir. Depois do padre, vem então o médico - se o houver - que raro receita e as mais das vezes chega a tempo de verificar o óbito.

E assim morreu economicamente todo este mundo e toda esta gente. Exactamente, como economicamente nasceram e viveram.Só a emigração a partir da década 60, mudaria os hábitos e o "bem-estar" destas gentes...

* Avó do signatário

# Tio-Avô

Domingos Chaves

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SENIORES DE FAFE VÃO PASSEAR AO ALTO MINHO E TRÁS-OS-MONTES

Passeio Sénior 2018. Inscrições gratuitas de 28 de Maio a 6 de Junho

O Passeio Sénior, promovido anualmente pelo Município de Fafe terá, este ano, dois destinos: Valença / Monção/Ponte da Barca e Lamego/Mirandela.

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A visita a Valença / Monção/Ponte da Barca decorre no dia 14 de Junho e o passeio a Lamego/Miranda terá lugar no dia 21 do mesmo mês.

Todos os seniores que se quiserem inscrever, de forma gratuita, devem deslocar-se à Loja Interactiva de Turismo, apresentando o respectivo Cartão Sénior, entre os dias 28 de Maio e 6 de Junho.  

Só os seniores com idade igual ou superior a 60 anos têm acesso aos passeios, podendo apenas usufruir de uma das deslocações.

A saída, em ambos os dias, está marcada para as 07h30, no Pavilhão Multiusos.

Recorde-se que as inscrições estão limitadas aos lugares existentes.

PONTE DE LIMA PROMOVE CAÇA E TURISMO EM MACEDO DE CAVALEIROS

Ponte de Lima Participa na XXII Feira da Caça e Turismo em Macedo de Cavaleiros

A imagem e os produtos típicos Limianos estão em destaque na XXII Feira da Caça e Turismo a decorrer este fim-de-semana, em Macedo de Cavaleiro, em simultâneo com a XXIV Festa dos Caçadores do Norte.

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O Município de Ponte de Lima participa com um stand próprio, cujo objetivo é o de promover os seus produtos endógenos e toda a região.

Tendo em conta a temática do evento, o Município de Ponte de Lima destaca a próxima edição da Feira de Caça, Pesca e Lazer de Ponte de Lima, que este ano se realiza mais cedo, junto dos caçadores, expositores, clubes e associações cinegéticas. A X Feira de Caça, Pesca e Lazer de Ponte de Lima realiza-se no próximo mês de março, de 9 a 11, integrando a programação do projeto "Em época Baixa, Ponte de Lima em Alta".

Considerando Ponte de Lima como uma imagem de Marca, o Stand dispõe ainda de uma mostra de produtos, nomeadamente o afamado Vinho Verde e o Artesanato tradicional.

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PORQUE FUMAM AS CRIANÇAS NA FESTA DOS RAPAZES EM MIRANDELA?

Existem tradições que chegadas aos nossos dias e, sobretudo no contexto social e cultural em que vivemos, afiguram-se-nos profundamente estranhas e por vezes até repudiáveis. Trata-se de antigos usos e costumes que foram com o tempo adquirindo novas formas, mas que não deixaram, porém, de representar resquícios da antiga religiosidade pagã e de normas de comportamento social.

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Desde sempre, a burguesia foi avessa a certas formas de celebração populares tidas como mais rudes e que tinham origem nos meios rurais e eram trazidos para o espaço urbano como sucedia com os corsos carnavalescos e o típico xe-xé cujas tiradas constituíam uma autêntica crítica social que não raras as vezes punha a nu os podres e a hipocrisia de importantes figuras da sociedade. Assim, na cidade, os festejos do carnaval retiraram-se para as casas particulares – ou para o interior das agremiações recreativas, vulgo colectividades, nos ambientes mais populares habitualmente situados nas vilas e bairros operários.

Idêntico horror verifica-se em relação a formas de divertimento popular originário dos meios rurais como sucede com jogos e práticas que envolvem a participação de animais, nem sempre brutalizadas como sucede com as que implicam o sofrimento animal, absolutamente repudiável à luz dos novos valores civilizacionais.

Todas estas mudanças culturais mais não reflectem do que a alteração dos valores culturais e os padrões morais impostos a partir do Romantismo por uma nova classe social – a burguesia – que acabou por tomar o poder político e estabelecer uma nova ordem social.

Entre tais práticas que causam uma profunda estranheza encontra-se a curiosa tradição mantida em dia de Reis, na aldeia de Vale de Salgueiro, no concelho de Mirandela, por ocasião da Festa dos Rapazes em Honra de Santo Estêvão, que consiste na permissão por parte dos pais em deixarem as crianças fumar e andarem pelas ruas com maços de tabaco durante os dois dias da festa.

Este costume inscreve-se nos antigos ritos de iniciação que ainda actualmente se observam nas sociedades mais primitivas e que ao longo dos tempos foram adquirindo diferentes formas de representação consoante a evolução da sociedade, as mudanças religiosas e a alteração dos padrões mentais. Tal como o consumo de cigarros constitui um hábito relativamente recente e, portanto, uma influência moderna sobre costumes antiquíssimos, outras práticas também denunciam semelhantes origens como sucede com a “noite de núpcias” e o correspondente afastamento da comunidade, a “ida às sortes” e o seu ritual na taberna da aldeia ou ainda, na sua forma mais cristianizada, a “comunhão solene” a culminar alguns anos de preparação através da catequese cristã.

Por essa ocasião, nesta região de Trás-os-Montes, o povo tem por costume dançar a murinheira ao ritmo dos bombos e som das gaitas-de-foles, uma dança originária da cultura celta que também é executada na Galiza.

A figura do Rei – alusiva aos Reis Magos – organizando a festa e percorrendo as casas da aldeia a recolher os donativos, constitui já um traço da influência do Cristianismo a modificar uma ancestral prática pagã.

Mais do que julgar, compete ao etnólogo – tal como ao historiador – compreender a evolução das culturas e das mentalidades, colocando de lado preconceitos ideológicos que mais não correspondem a uma moral vigente numa determinada época de acordo com um modelo de sociedade.

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O Xé-xé era a figura mais típica do carnaval no século XIX e que entretanto desapareceu

Fotos: http://www.sabado.pt/ / Arquivo Municipal de Lisboa

Carlos Gomes

QUATRO MIL ANOS DE TRADIÇÃO INDO-EUROPEIA

Em Terra de Miranda, nos confins de Trás-os-Montes, resiste uma velha tradição cujos traços se perdem na noite dos tempos, reminiscência, talvez, das danças rituais guerreiras indo-europeias presentes em todas as comunidades agro-pastoris a partir da Idade do Ferro e da qual dão conta sucessivos testemunhos de Plínio, Estrabão e Tácito. Os antropólogos encontram similitudes entre os Pauliteiros e as danças que os mancebos da Grécia Antiga, da Roma republicana e da Germânia primitiva executavam por ocasião das festividades religiosas em honra dos deuses protectores dos guerreiros. Tais rituais subsistiram um pouco por toda a Europa até ao advento da era industrial - na Suíça, no sul de França, no País Basco - mas desapareceram assim que as sociedades camponesas entraram em colapso.

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A coreografia insere movimentos que lembram o adestramento militar - o ataque, a defesa, a agilidade - bem como a unidade ritmada. Nas mãos dos dançarinos, dois paus substituindo a espada e o punhal, simulam a luta corpo-a-corpo em que a espada interceptava e detinha a estocada, e o punhal assestava o golpe mortal no inimigo. O saio branco substitui a túnica, o colete lembra o peitoral em couro ou bronze e o chapéu com fitas coloridas evoca o capacete emplumado. As danças são ritmadas por tambores, acompanhados por gaitas-de-foles e adufes, instrumentos antiquíssimos entrados na Península Ibérica por volta do primeiro milénio a.C e já comuns entre os Celtiberos. As castanholas surgem no fim do combate e são executadas pelos bailadeiros-guerreiros como representação da alegria da vitória.

Graças ao empenho das associações defensoras da identidade cultural dos povos de Miranda, os Pauliteiros são hoje um dos florões do folclore português, actuando um pouco por todo o mundo como embaixadores de um povo orgulhoso da sua exclusividade.

Fonte: MCB / https://www.facebook.com/pg/novaportugalidade/about/?ref=page_internal

BRAGA PROMOVE TURISMO NA GALIZA E TRÁS-OS-MONTES

Braga promove activos turísticos em Ourense e Vila Real

Com o objectivo de reforçar a atractividade e a promoção da Cidade junto de mercados turísticos de proximidade, o Município de Braga participou nas Comemorações do Dia de Portugal, realizadas na cidade galega de Ourense, e na ExpoCidades do Eixo Atlântico, que decorreu em Vila Real.

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Considerando a atracção económica e turística que a Galiza e o Nordeste Transmontano focados, sobretudo, na captação de turismo de proximidade, Braga apostou na promoção de diversas iniciativas, desde logo das grandiosas Festas de S. João, do Mimarte, da Noite Branca ou da Braga Barroca, da intensa programação do Theatro Circo e do gnration. A gastronomia, o património, o comércio e o alojamento foram outros dos focos destas acções promocionais.

“O turismo de proximidade é um mercado que importa cuidar e incrementar para combater a sazonalidade e potenciar principalmente as estadias de fim-de-semana. Promover os nossos activos turísticos nestes mercados é uma das acções que temos vindo a desenvolver através de parcerias com agentes públicos e privados com o foco em aumentar a notoriedade e importância do destino Braga”, sustenta António Barroso, do Gabinete de Apoio à Presidência do Município.

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PORCO BÍSARO DE TRÁS-OS-MONTES VEM À FEIRA DO PORCO A PONTE DE LIMA

Bísaro Pig Parade – Exposição Itinerante. IX Feira do Porco e as Delícias do Sarrabulho em Ponte de Lima

A IX Feira do Porco e as Delícias do Sarrabulho, a realizar este fim-de-semana em Ponte de Lima, apresenta um projeto artístico proveniente da região de Trás-os-montes, cujo objetivo é o de promover e preservar a raça do porco Bísaro.

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Trata-se de uma exposição itinerante designada “Bísaro Pig Parade” da autoria de 20 artistas plásticos da região transmontana, que pintaram e decoraram 20 maquetes de porcos de dimensão real, em fibra de vidro, com cerca de 50 a 70Kgs. A mostra que tem percorrido diversos concelhos promete suscitar a curiosidade dos visitantes, este fim-de-semana em Ponte de Lima.

O Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima, um dos verdadeiros motores do desenvolvimento económico do concelho, enquadra-se nos Fins-de-semana Gastronómicos promovidos pela Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal. Expositores de produtos regionais e artesanato participam neste evento, onde os visitantes poderão encontrar propostas irresistíveis dos vários restaurantes do concelho, degustando as iguarias derivadas do Porco, com destaque para os enchidos e fumados.  

Promovido pelo Município de Ponte de Lima no âmbito do projeto Em Época Baixa, Ponte de Lima em Alta’, dirigido aos agentes locais e aos empresários do setor turístico hoteleiro e da restauração, esta iniciativa abrange as campanhas especiais de alojamento, com 15% de desconto, em Hotéis e Casas de Turismo aderentes, e a oferta do leite-creme por cada dose, nos restaurantes aderentes ao Ponte de Lima em Alta.

Consulte mais informações em: http://www.visitepontedelima.pt/pt/turismo/ix-feira-do-porco-e-as-delicias-do-sarrabulho/