No âmbito do debate da especialidade do Orçamento de Estado para 2017, o deputado Joel Sá questionou o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas sobre a modernização da Linha do Minho, durante a audição de 7 de Novembro de 2016 na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, na Assembleia da República:
- Sobre supressão das passagens de nível, o que está concretamente programado? Nomeadamente nas passagens de nível do concelho de Barcelos.
- As discrepâncias no número de viagens por dia, de e para Barcelos, comparativamente a Braga, Viana do Castelo e Nine. Os números de viagens vão ser melhorados?
- As discrepâncias de preços em relação ao número de quilómetros. Está prevista a alteração, retificação e correcção desta injustiça de preços?
- Vai ser renovado o material circulante nesta linha, dado o seu visível mau estado?
Vídeo com as questões colocadas pelo deputado Joel Sá ao Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, disponível em: https://youtu.be/M6EFo_RMsNU
Roteiro Social
Nas próximas semanas o deputado Joel Sá continuará o seu Roteiro Social pelas instituições do concelho de Barcelos. Na última semana visitou o Centro Social Paroquial de Carreira, a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Viatodos e o GASC - Grupo de Acção Social Cristã.
Presidente da Câmara de Guimarães propõe ligar o Minho por Tramway
Domingos Bragança considera que a circulação rodoviária deve ser complementada por um comboio elétrico urbano. Em paralelo, propôs criar uma via verde única nas margens dos cursos de água que ligam as cidades minhotas. Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão encerrou conferência sobre o futuro da região.
A implementação de um Tramway, um meio de transporte que atravesse as zonas povoadas do Quadrilátero Urbano e da região minhota, em que cada uma das cidades seria responsável pela construção do seu tramo, foi uma ideia defendida pelo Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, durante a realização da conferência “O Futuro do Minho”, cuja sessão de encerramento esteve a cargo do Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, esta sexta-feira, 04 de novembro, no Museu dos Biscaínhos, em Braga.
Durante a sua intervenção, Domingos Bragança citou como exemplo a possibilidade de criação de uma linha que ligue o centro da cidade de Guimarães a Fermentões, Ponte e Taipas, com o trajeto do tramo norte a interligar-se posteriormente com o lanço do concelho de Braga. Outro percurso ligaria a cidade de Guimarães às vilas de Pevidém, Brito e Ronfe, fazendo a conexão com Joane, no tramo respeitante ao concelho de Famalicão. «São ideias para o futuro para criar coesão territorial!», salientou Bragança no encontro promovido pelo Correio do Minho e Antena Minho, em que participaram o edil local, além dos Presidentes de Câmara de Famalicão, Barcelos e Viana do Castelo, cujo autarca demonstrou vontade em integrar o Quadrilátero, dando origem a um «futuro Pentágono».
O Presidente do Município de Guimarães propôs também a criação de um percurso ciclável e pedonal ao longo dos rios e cursos de água existentes em cada concelho, com o objetivo de gerar uma nova coesão territorial através do ambiente e da biodiversidade minhota. «Estas ligações no âmbito da mobilidade têm de ser feitas por fases! É fundamental criarmos um plano global em que cada município cumpra com a sua parte deste projeto comum. Seremos mais atrativos, se trabalharmos em conjunto a sustentabilidade ambiental e os modos suaves de mobilidade, criando percursos nas margens dos rios, ligando a Universidade, Institutos Politécnicos, Centros Tecnológicos...».
Meio de transporte mais ecológico
Afirmando que «o futuro será exigente ao nível ecológico», o Presidente da Câmara de Guimarães considera que a concretização destes projetos permitirá «qualificar o território e os recursos humanos das cidades», criando novos ecossistemas de inovação. «A nossa região tem competência, tem dinâmica empresarial, fontes de saber de referência internacional e com capacidade de produzir conhecimento», referiu Domingos Bragança, cuja opinião foi partilhada por Xoan Vázquez Mao, Secretário Geral do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, e por Luís Braga da Cruz. «A ideia apresentada pelo senhor Presidente não deve ser ambição! Deve ser matéria estudada!», reforçou o Presidente do Centro Português de Fundações, sustentando os argumentos da proposta de âmbito ambiental.
O Tramway é um transporte moderno que circula numa infraestrutura de trilhos mais simples em relação a uma linha de metro, voltado principalmente para o transporte de passageiros em centros urbanos. Mais barato, este veículo possui outras grandes vantagens, entre as quais, um reduzido índice de poluição, tanto sonora como atmosférica, e um menor custo de manutenção, permitindo aos cidadãos deixar o carro em casa. Podendo garantir uma capacidade de transporte variável entre os 15 e os 35 mil passageiros por hora, o Tramway adapta-se perfeitamente ao meio urbano e paisagístico, sendo adequado para ser implementado em projetos de renovação urbana. Seguro, rápido e confortável, uma das suas características são os seus movimentos suaves. Compatível com áreas de pedestres, adapta-se muito bem ao meio urbano.
Eixo Atlântico quer reverter atraso na modernização da ligação ferroviária à Galiza
Ricardo Rio defendeu hoje, dia 2 de Fevereiro, a necessidade de “reverter de uma vez por todas” o atraso no lançamento das obras de modernização da ligação ferroviária entre o Porto e Vigo.
No final da reunião da Comissão Executiva, realizada no Porto, o presidente do Eixo Atlântico criticou o facto de investimentos como esta importância “estarem ainda por concretizar”, tanto do lado português como do lado galego. “Desejamos que este atraso seja revertido e que haja iniciativas palpáveis por parte do Governo, até porque há verbas disponíveis do ponto de vista dos financiamentos comunitários, que foram cativadas atempadamente”, afirmou, sublinhando ainda a necessidade de se avançar com a ligação rodoviária Bragança-Puebla de Sanabria (Espanha).
O Autarca Bracarense lembrou que os investimentos na ligação ferroviária deveriam estar concluídos até 2017, caso os concursos tivessem sido lançados a tempo. Como nada disso aconteceu até à data, Ricardo Rio referiu que o projecto não poderá ser concretizado antes de 2019/2020.
A suspensão de ligações aéreas da TAP do Porto para a Europa foi outro dos assuntos abordados na reunião da Comissão Executiva do Eixo Atlântico, que vê com “apreensão este desinvestimento no aeroporto Francisco Sá Carneiro”. Ricardo Rio defendeu, por isso, a necessidade de encontrar operadores privados que queiram fazer as ligações directas ao Aeroporto Sá Carneiro para Barcelona, Milão, Roma e Bruxelas.
“Acto público após acto público, somos forçados a repetir os mesmos argumentos e as mesmas reivindicações, porque há muitos investimentos que de um lado e de outro da fronteira estão ainda por concretizar e que correspondem a aspirações de longa data, cruciais para o desenvolvimento da região”, afirmou Ricardo Rio.
Estas questões serão novamente abordadas na próxima Assembleia Geral do Eixo Atlântico, agendada para o próximo dia 16 de Fevereiro, em Santa Maria da Feira, que deverá contar com a presença do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.
A par de todas as iniciativas que estão a ser desenvolvidas no seio desta estrutura de cooperação transfronteiriça, Ricardo Rio destacou a “aposta muito sustentada” que o Eixo Atlântico está a encetar em matéria de agenda urbana. “Queremos que os nossos territórios sejam cada vez mais sustentáveis, inclusivos e competitivos e estamos com o apoio de vários peritos, de um lado e de outro da fronteira, a desenvolver um conjunto de iniciativas que visam estimular a partilha de boas práticas entre os municípios que compõem o Eixo”, afirmou o Autarca Bracarense.
A 28 de março de 1926 o Sr Amândio Oliveira torna-se num dos pioneiros do transporte público em Portugal.
Esta história remonta no entanto ao principio do Século estando intimamente ligada ao seu fundador, Amândio Oliveira, nascido em Garfe em 15 de Fevereiro de 1910. Amândio começou a acompanhar o sei pai na venda de produtos hortícolas em feiras do Minho; tinha então nove anos.Estas viagens eram feitas de carroça e numa delas o seu pai fica incapacitado devido a um acidente. Os primeiros tempos dos veículos motorizados foram vividos com grande espirito de aventura por parte de Amândio Oliveira que se lembrou de trazer um autocarro para a aldeia de Garfe. Assim fez e no dia 28 de Março de 1926 o autocarro chega pela primeira vez. Essa é a data que fica para a história como dia de fundação da empresa.
Assim, ainda só com 16 anos, começa a conduzir a carreira, substituindo assim as carroças nesse serviço.
Embora tenha sido dado um enorme passo no progresso, a verdade é que este veio acompanhado de grandes problemas no desenvolvimento do negócio. Este progresso era naturalmente difícil já que as estradas eram muito más e os veículos bastante frágeis.
Durante quinze anos o seu fundador foi motorista, cobrador, empresário e incentivador do uso do transporte público.
Até 1978 a companhia usou sempre o seu nome, embora nos autocarros o nome utilizado fosse Auto Rodoviária do Minho de Amândio Oliveira.
Foi nesse ano que com a sua esposa, a Dª Beatriz Domingues Basto e com dois filhos constitui a sociedade Amândio Transportes de Oliveira e Filhos.
Amândio Oliveira morre em 1981 depois de prolongada doença
Ficam então com a responsabilidade da gestão os seus filhos Manuel Basto de Oliveira e Amândio Basto de Oliveira. De seguida a empresa muda o nome para AMI – Amândio & Irmão (Transportes), Lda.
A AMI trouxe à atividade uma constante modernização de meios sendo pioneira na introdução de sistemas computorizados ou agente único. Foi também o primeiro operador privado em toda a região a norte da Estremadura a colocar em serviço autocarros articulados nas suas carreiras.
O espirito pioneiro do seu fundador manteve-se sendo possível verificar que em 1994 70% da sua frota era composta por autocarros novos.
EMPRESA SOARES | Os autocarros da Cidade Berço
O fundador da empresa foi o Sr João Carlos Soares nasceu em Outubro de 1901.
A sua vida profissional iniciou-se na venda em feiras embora o seu interesse pelo transporte público o tenha levado a criar a sua empresa em 6 de Junho de 1929.
O crescimento da empresa é a par do crescimento da própria cidade de Guimarães.
Em 17 de Outubro de 1958 constitui a firma João Carlos Soares e Filhos.
João Carlos morre em 1960 tendo sido então substituído na gerência pelo seu filho Henrique Fernando Carlos Soares. O crescimento da empresa continua de uma e vai ser especialmente notável quando ganha o Serviço de Transportes da Cidade de Guimarães, a empresa antecessora da atual Transurbanos de Guimarães.
Na altura o serviço fundamental da empresa era a ligação entre Guimarães e a Póvoa de Varzim mas com a aquisição da empresa Joaquim Rodrigues da Póvoa de Lanhoso, passou também a operar a linha de Taipas para o Porto. Também dessa época é uma nova ligação que opera de Fafe para o Porto por Guimarães e Famalicão.
Em 1988 adquire a empresa Viação Costa e Lino de Vila do Conde.
Com a morte de Henrique Soares em 1993 a gerência passa para o Sr Manuel Soares, João Carlos Soares e José Carlos Soares.
Em 1998 compra à empresa João Ferreira das Neves a carreira Guimarães Porto bem como uma série de serviços na área de Pevidém, Airão e Joane.
João Carlos Soares era conhecido a nível nacional e no estrangeiro pelos pneus com faixas brancas já que quando já todas as outras empresas haviam abandonado essa característica, a empresa Soares manteve-a em todos os seus autocarros até ter passado para a ARRIVA.
Abílio da Costa Moreira | a Andorinha da Portela
O Senhor Abílio da Costa Moreira nasceu em Mouquim, Vila Nova de Famalicão a 7 de Maio de 1899.
Como detestava a agricultura, juntou-se com o seu primo Luciano, comprou um camião que converteu em autocarro.
Começou a fazer serviços em dias de mercado em Famalicão dependendo os serviços das necessidades dos clientes.
Entretanto os industriais do transporte público da época juntam-se e distribuem entre si as operações.
Não há registos anteriores a 1926, no entanto do ano seguinte já os há, aparecendo linhas que ligam Famalicão a Braga e a Guimarães, estas já em nome de Abílio da Costa Moreira. A sua primeira garagem foi na Portela, Antas São Tiago. Devido ao nome da localidade, a empresa tornou-se conhecida por “Andorinha da Portela”
Em 1935 a garagem muda-se para Cortinhas, local onde Abílio da Costa Moreira havia construído também algo bastante diferente; a Escola Primária. Toda a família trabalhava na empresa que geria, embora nos anos sessenta tenha passado este cargo para o seu genro. Nesse tempo, Abílio ainda conduzia autocarros. Em 26 de Março de 1964 constitui-se a sociedade Abílio da Costa Moreira sendo sócios ele próprio, a esposa, fila e genro. Abílio da Costa Moreira faleceu em 22 de Setembro de 1989 tendo deixado um forte legado na história industrial de Vila Nova de Famalicão