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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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O TRAJE DE NOIVA DE VIANA DO CASTELO

  • Crónica de Abel Cunha

Não pretendendo assumir o papel de educador do povo, o facto é que o óbvio, raramente o é. vem isto a propósito de um post sobre o vestido de noiva de Viana criado por Fernando Lima em 2015 que foi objecto de inspiração para a poetisa Maria Isilda Monteiro, publicado na revista literária espanhola Oceanum e posteriormente partilhado num grupo do facebook.

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Neste questiona-se o facto de ser de cor preta e, ainda que não morra ninguém, aparentemente também ninguém se questionou por que carga de água são nos tempos actuais usualmente brancos. pode morrer-se ignorante mas, não se morre da mesma.

Será uma total perda de tempo explicar que o traje de cerimónia sempre foi preto pelo que sendo o casamento uma cerimónia, os nubentes vestiam de preto. a cor branca começou a ser usada a partir de 1840 aquando do casamento da rainha Victória de Inglaterra que decidiu casar de forma diferente e com isso criou uma moda que perdura até à actualidade. associa-se o branco à pureza da mulher e com isso o enraizamento no vestir de branco em dia de casório. felizmente que não é exigido comprovativo daquela.

No caso das mulheres minhotas, a tradição do vestido preto tem raizes demasiado profundas para comentários idiotas e atrevidos. o vestido preto das minhotas é o vestido de toda a sua vida, ajustado à volumetria que os anos vão determinando. origina-se no fato de morgada, pessoa com posses acima da média e que a acompanhará em todo e qualquer acto social pelos anos que viva.

É vestido pela primeira vez aquando da sua primeira mordomia (normalmente aos 18 anos quando colabora pela primeira vez na organização da festa ao santo do seu lugar ou da sua fé). será pouco mais tarde o seu vestido de noiva apenas trocando o habitual lenço de cabeça por um véu. será ao longo da vida o seu traje de cerimónia que usará em todos os actos civis e religiosos a que compareça. será por fim a sua mortalha ainda que pela sua riqueza e valor, muitas vezes tenha sido deixado testamentalmente a outrem.

Não deveria ser necessário este arrazoado sobre um assunto que parecendo óbvio, pelos vistos, não o é. e como a ignorância atrevida me causa calafrios.., fica o arrazoado…

VIANA DO CASTELO: MUSEU DO TRAJE JAMAIS VISTO COMO ATUALMENTE!

O Museu do Traje de Viana do Castelo atingiu 3300 visitantes no mês de outubro.

Situado em pleno centro histórico da cidade, o edifício do antigo Banco de Portugal, alberga, desde 2004, o Museu do Traje que dá a conhecer a riqueza etnográfica dos tradicionais trajes vianenses.

O Museu do Traje realiza inúmeras exposições temporárias tendo como tema o traje e etnografia vianense.

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VIANA DO CASTELO: MUSEU DO TRAJE RECEBE DOAÇÕES

O Museu do Traje de Viana do Castelo vai acolher novo espólio através de doações feitas por particulares. As doações, aprovadas em reunião de Câmara, dizem respeito a itens relacionados com o traje de Viana e ficam sob custódia do Museu do Traje, que se compromete a guardar as peças em condições de conservação adequadas, com menção dos doadores sempre que forem expostas.

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Em causa está uma doação de Carlos Alberto Carvalho Dias de dois espadeladouros em madeira de 1923, três espadelas em madeira e um par de perneiras em junco; uma outra de Amaro David Palhares Pinto Moreira de uma sombrinha com pano em tafetá de algodão creme; um lenço de lá estampado com motivos florais doado por Maria Goretti Pereira Gonçalves; e uma doção de Marta Prozil de um conjunto de três pares de chinelas bordadas com fio colorido, um conjunto de cinco pares de chinelas sem bordado e um conjunto de seis pares de chinelas bordadas com fio branco.

Estas doações integram agora o espólio do Museu do Traje, instalado num edifício construído entre 1954 e 1958, com características arquitetónicas do “Estado Novo”, onde funcionou até 1996 a delegação nesta cidade do Banco de Portugal, foi criado em 1997, dedicando-se à etnografia vianense - e muito particularmente ao Traje.

O Museu iniciou, em 2002, o processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus, tendo sido certificado em 2004, o que lhe confere grandes responsabilidades no estudo, conservação e divulgação dos bens culturais. Em 2007 o edifício sofreu grandes obras de adaptação às funções museológicas, com a conquista de espaços para exposições, reservas, serviços educativos, tertúlias e administração que melhoraram consideravelmente as condições para o cumprimento das funções museológicas.

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TRAJE À VIANESA APRESENTADO NA EXPO 2020 DUBAI

O Traje de Viana do Castelo vai ser apresentado no Pavilhão de Portugal durante a EXPO 2020 DUBAI. O Museu do Traje irá ceder temporariamente exemplares dos trajes típicos vianenses à mostra internacional, sendo que os exemplares serão apresentados num programa de uma televisão local sobre trajes e culturas de vários países.

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O Traje à Vianesa é um produto múltiplo, composto por um conjunto de peças, todas manufaturadas artesanalmente na região do Minho (à exceção dos lenços), cujo resultado final se deve à combinação poliédrica entre elas e ao modo como os adornos em ouro o enfeitam e sublinham. É, hoje, um símbolo local e nacional, sendo também motivo de orgulho da diáspora onde existem inúmeros grupos folclóricos que primam pela arte do bem trajar e que sentem uma grande chieira nas suas raízes e nas tradições vianenses.

Considerado um dos maiores valores culturais do concelho, o traje está certificado mediante um documento que é o instrumento onde estão definidas as caraterísticas do “Traje à Vianesa”.

O caderno de especificações define as caraterísticas do “Traje à Vianesa” e lista, fundamentando, todos os parâmetros que pesem para a sua certificação, nomeadamente o nome que identifique o produto e que neste caso terá derivações; referenciais histórico-geográficos que contextualizem a ocorrência e a continuidade da produção; e a caraterização do produto: caraterísticas físicas (forma, dimensões, padrões, cores e desenhos predominantes); matérias-primas utilizadas; modos de produção (técnicas, saberes, ferramentas e equipamentos).

Com o "Portugal, um mundo num país", o Pavilhão de Portugal conta com uma área de 1.800 metros quadrados, com produtos típicos nacionais e uma ‘concept store’, que pretende ser uma 'embaixada' transacional de promoção de marcas e produtos portugueses, com mais de 170 produtos distintivos.

A Expo Dubai, que termina em 31 de março de 2022, é o primeiro grande mega evento desde o início da pandemia onde são esperados 25 milhões de visitantes. Reúne mais de 200 participantes, incluindo 192 países e também organizações multilaterais, empresas e estabelecimentos de ensino durante 182 dias.

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VIANA DO CASTELO: SECRETÁRIA DE ESTADO DO TURISMO AFIRMA QUE RENOVAÇÃO DA SALA DO OURO DO MUSEU DO TRAJE É HOMENAGEM AO "TRADICIONAL E AUTÊNTICO"

A Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, visitou o Museu do Traje de Viana do Castelo para conhecer a renovada Sala do Ouro e para assistir à apresentação do catálogo “Viana do Castelo e a Tradicional Ourivesaria Portuguesa”, da autoria de Rosa Maria Mota, agora disponível em português ou inglês.

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Para o Presidente da Câmara Municipal, “esta Sala do Ouro sofreu uma importante remodelação para acrescentar ainda mais valor às peças que guarda”. José Maria Costa indica que “Viana do Castelo é a montra do ouro português e é provavelmente responsável pela venda de boa parte do ouro tradicional português graças à beleza das nossas mordomas e ao trabalho que a Comissão de Festas tem feito na divulgação e internacionalização da Romaria d’Agonia”.

A Secretária de Estado do Turismo indicou que o Museu do Traje se apresenta como “um testemunho vivo e uma demonstração do muito orgulho por todos aqueles que desenvolvem funções em torno da autenticidade”. Rita Marques explicou que “aquilo que é único, tradicional e autêntico é sempre uma mais-valia para o turismo”.

“Viana do Castelo abriu o cofre que é a Sala do Ouro abrindo o coração, revelando as suas riquezas e valorizando a sua autenticidade”, assegurou.

Já a autora do livro e do catálogo, Rosa Mota, refere que a Sala do Ouro “faz a ligação entre a cultura e o turismo porque quando o visitante vê algo, também aprende, sendo esta uma forma de disseminação do conhecimento que valoriza a relação entre a ourivesaria popular e Viana do Castelo”.

O comissário da candidatura de Viana do Castelo a Capital Europeia da Cultura 2027, Gonçalo Vasconcelos e Sousa, realça que “um dos eixos fundamentais da candidatura é a sua identidade e o Traje e o Ouro, que são duas realidades desta mesma identidade”. O comissário frisa que apesar de serem duas realidades dissociáveis, “se unem num casamento perfeito”.

Na renovada Sala do Ouro podem ser encontradas as peças que mais marcam a cidade, como os Colares de Contas, o Coração de Viana, o Cordão e a Cruz de Resplendor. Também os Colares de Gramalheira podem ser vistos, bem como as Borboletas, os Relicários, as Libras e Medalhas, assim como os brincos mais típicos de Viana do Castelo. O cofre guarda ainda peças do século XX e ourivesaria masculina. A exposição compreende peças da Fundação Eduardo Freitas, que resulta de uma doação de Manuel Freitas a Viana do Castelo.

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