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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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“O CANCIONEIRO DO ALTO MINHO” NO LUXEMBURGO MOSTA COMO OUTRORA O HOMEM SE VESTIA DE NOIVO – FOTO DE UMBERTO DA SILVA

A foto é elucidativa e a descrição vale de igual modo para aquilo que se costuma designar por “traje domingueiro”. Ao contrário do que muitas vezes é exibido, o fato é completo ou seja, inclui o casaco com ferragens metálicas pois ainda não tinha sido inventado o plástico. Para ter utilidade como peça de vestuário, o colete não é recortado nem exibe as ridículas fileiras de botões brancos sem qualquer utilidade – as abas são destinadas às “casas” e aos botões para abotoar. A camisa não exibe bordados de fantasia e, numa época mais recente, já pode ter colarinho de ponta, a substituir a estreita gola. O chapéu não possui o formato da marmita que alguém se lembrou de inventar para se diferenciar dos ranchos bracarenses, apesar de à época a sua confecção situar-se em Braga e espalhar-se por toda a região sobretudo através das feiras. Ocasionalmente, a corrente do relógio podia ser dupla e outrora as calças não usavam braguilha nem eram passadas a ferro. Em resultado da evolução dos tempos, aqui já aparece o bolso, da mesma forma que o chapéu substitui o barrete. E, jamais se apresenta de varapau de ir à feira... Afinal de contas, estamos perante um fato de noivo!

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BRAGA: GRUPO FOLCLÓRICO DR. GONÇALO SAMPAIO EXPÕE E VENDE LENÇOS TRADICIONAIS NO MUSEU DO TRAJE

O Paço da Vila estará no Museu do Traje a participar numa iniciativa organizada e promovida pelo Grupo Folclórico Dr Gonçalo Sampaio proporcionando aos Grupos de Folclore e visitantes a oportunidade de adquirirem lenços de qualidade e representativos etnograficamente.

Datas:

Sábado, 7 de Maio : Manhã - 10h às 13h e Tarde - 15h às 19h;

Domingo, 8 de Maio: Manhã - 10h às 13h e Tarde - 15h às 17h.

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PONTE DA BARCA REALIZA EXPOSIÇÃO "O TRAJE" NA LOJA INTERATIVA DE TURISMO

A Câmara Municipal de Ponte da Barca inaugura na próxima sexta-feira, 1 de abril, às 17h, na Loja Interativa de Turismo, a exposição “O Traje” que contempla Trajes do Alto Minho Interior e Litoral, do riquíssimo espólio de Ivo Rua.

A mostra vai estar patente ao longo do mês de abril, podendo ser visitada de terça-feira a sábado, das 10h às 13h e das 14h às 18h.

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VIANA DO CASTELO: ESPÓLIO DO MUSEU DO TRAJE ENRIQUECIDO COM DUAS DOAÇÕES

O Museu do Traje de Viana do Castelo acaba de ser enriquecido com duas doações. De acordo com um dos autos de doação aprovados em reunião ordinária de executivo, Vítor Tiago Afonso Pinto Cardoso doou ao museu vianense peças que pertenciam à sua mãe, Judite Cardoso, que foi Presidente da Comissão de Honra das Festas d’Agonia em 2015 e recebeu o galardão de Cidadã de Mérito em 2016 pelo seu papel de destaque na cultura popular etnografia vianense.

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Assim, foram doados um balaio, duas condessas, um crivo, seis fusos de madeira e ferro, um fuso com aplicações em latão, duas rocas com espicha, uma espadela, um ferro de engomar, uma plaina, um enxó, dois restelos, um corredor, um púcaro, um saco de papel, três foices, duas foicinhas, um corno, uma foice, quatro medidas, um rolo das medidas, um sacho, uma forquilha, um coador, uma colher, uma lançadeira, um par de tairocas, um saco de copas, dois aventais de veludo, um lenço de cetim, um meio lenço de trabalho, um meio xaile de libra e um avental de Traje à Vianesa.

Foi ainda aprovada proposta do auto de doação de Maria Helena Cardoso Figueiredo Moura Assunção, que oferece uma toalha bordada inacabada ao museu. As doações ficarão sob custódia do Museu do Traje, que se compromete a guardar as peças em condições de conservação adequadas e a mencionar o dador sempre que as peças sejam expostas ou publicadas.

O Museu do Traje de Viana do Castelo, instalado num edifício construído entre 1954 e 1958, com características arquitetónicas do “Estado Novo”, onde funcionou até 1996 a delegação nesta cidade do Banco de Portugal, foi criado em 1997, dedicando-se à etnografia vianense - e muito particularmente ao Traje.

A criação de um Museu dedicado à etnografia vianense - e muito particularmente ao Traje – onde se pudesse mostrar o arrojo e a criatividade das raparigas da região foi, desde muito cedo, uma aspiração dos vianenses e por ele lutaram nomes como Cláudio Basto, Abel Viana, Tenente-coronel Afonso do Paço, Manuel Couto Viana, Amadeu Costa, Benjamim Pereira, entre muitos outros.

O Museu iniciou, em 2002, o processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus, tendo sido certificado em 2004, o que lhe confere grandes responsabilidades no estudo, conservação e divulgação dos bens culturais.