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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

PINTURA EM LOURES DA AUTORIA DO GRAFITER NORTE-AMERICANO ARCY ILUSTRA CARTAZ DO FOLKLOURES’19

A organização do FolkLoures’19 – Encontro de Culturas Verde Minho – acaba de editar o cartaz do evento e deverá em breve fechar o respectivo programa com todos os grupos participantes assegurados, tudo indicando que irá alcançar um êxito superior ao registado este ano.

 

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A pedido da “Loures Arte Pública” e sob a denominação genérica “Tradição”, Arcy retratou na parede de um edifício uma bela lavradeira minhota em traje domingueiro, retratada de perfil com os seus magníficos brincos à rainha.

Não podia, pois, o Grupo Folclórico Verde Minho – entidade organizadora do FolkLoures – deixar de destacar esta magnífica obra de arte, com a devida vénia da “Loures Artes Pública”.

 

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Na sua página pessoal do facebook, Arcy deixou o seguinte comentário:

"Tradição"

20 ' x50'

Loures, Portugal - 2018

Muito obrigado aos maravilhosos anfitriões da Loures Arte Pública por todo o seu trabalho árduo e dedicação a preparar para este festival de semanas. Também grandes ups para a Montana Colors por fornecerem a tinta! Até à próxima!

Frequentemente associado a uma cultura suburbana onde pontificam os mais diversos grupos de transgressão das normas sociais, o grafiti, na forma como atualmente se apresenta, tem a sua origem no movimento de contracultura surgido um pouco por toda a Europa por ocasião do levantamento estudantil do maio de 1968, em Paris. Considerado frequentemente como um ato de vandalismo condenado por lei, o próprio ato de produção do grafiti é assumido como um ato de rebeldia em relação à ordem estabelecida.

Convém, antes de mais, estabelecer uma clara distinção entre o mural de grafiti concebido com reconhecida qualidade artística e contendo uma mensagem da reles pichagem que apenas conspurca as paredes e não respeita o direito à propriedade e ao asseio urbano.

Existem grafitis que constituem autênticas obras de arte, transmitindo preocupações de natureza política, social ou ambientais através de representações críticas e emocionais. Com evidentes traços caraterísticos do expressionismo, surrealismo e simbolismo, alguns das pinturas destes murais podem muito bem serem consideradas verdadeiras manifestações estéticas do neoexpressionismo.

 

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DESIGNER ANNA GALVÃO RETRATA LAURA RUA

A designer e bordadeira Anna Galvão (Carol) acaba de produzir uma magnífica ilustração de uma das jovens mais queridas da comunidade minhota em Lisboa: Laura Rua! Nada mais do que a mordoma da Romaria de Nossa Senhora d’Agonia, do ano passado, em Viana do Castelo.

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Trata-se de uma bonita ilustração que retrata a beleza da lavradeira minhota com o seu traje de festa, vulgo traje à vianesa.

Mas, para Laura Rua não é apenas uma simples ilustração. Segundo as suas próprias palavras, “Aqui está a ilustração que eu tanto esperava ... É mais que uma ilustração, é uma recordação de um dos momentos mais marcantes da minha vida que foi ser a mordoma da romaria da Senhora d' Agonia 2017”.

TRAJES TRADICIONAIS NÃO SÃO FARDETAS DE FANTASIA

A cada dia deparamo-nos com ranchos folclóricos exibindo trajes alegadamente tradicionais, subvertidos em autênticas fardetas de fantasia, mais próprias dos saraus carnavalescos das agremiações ou dos salões burgueses dos começos do século passado.

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A imaginação não possui limites: os casacos dos homens apresentam botões em ambas as abas sem casas para poderem ser abotoadas, exibem extensas filas de botões, por vezes de plástico e cor branca… muito ao jeito circense!

Seguem-se os emblemas estampados nas faixas colocadas à cinta. Em muitos casos, os desgraçados apenas possuem o colete, pois nunca aparecem de casaco: quando foram à feira, o dinheiro não dava para o fato completo… mas nem por isso os homens deixam de fingir que seguram as abas do casaco.

E, quanto ao traje de lavradeira, é para todos os gostos! Velhas matriarcas continuam a trajar à moda da Areosa com os seus fatos garridos e a exibir as três libras… nada disto com qualquer fundamentação etnográfica, porventura mais adequada para vender aos turistas nas casas de fado!

As fábricas de “trajes regionais” passaram a produzir fatos de todas as cores e feitios. Se o clinte quer que o brasão do seu concelho vá estampado no avental, faça-se a vontade! E, se é o nome da freguesia, então porque não bordá-lo à cintura? Um dia destes veremos os logótipos dos patrocinadores... É genuíno? É, sim senhor, ninguém é capaz de desmenti-lo… afinal de contas, quem avalia os avaliadores? O que importa é que eles avaliem os outros… ora, foi o próprio evangelista S. Mateus que, no Sermão da Montanha (7:1-5), disse o seguinte: “Não julgueis, para que não sejais julgados; porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e a medida de que usais, dessa usarão convosco. Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que tens no teu? Ou como poderás dizer a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás claramente para tirar o argueiro do olho do teu irmão.”

- Esta passagem bíblica aplica-se de forma notável ao folclore!

TRAJE POPULAR DESFILOU EM GONDOMAR

Mais de um milhar de participantes desfilaram no passado Sábado em Gondomar, exibindo trajes de todas as regiões de Portugal, à excepção da região dos Açores por dificuldades de logística. Tratou-se do XXIII Desfile Nacional do Traje Popular Português, uma iniciativa da Federação do Folclore Português em parceria com as autarquias locais, mobilizando centenas de grupos folclóricos de todo o país e das comunidades de emigrantes.

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Dos 13 quadros que passaram pela bonita passerelle de Gondomar, que este ano terá bancadas para maior conforto do publico, foi o quadro do trabalho aquele que mais expressão teve, numa dinâmica de representação de artes e oficios já extintos.

Também outra forma de ser e estar da mulher Portuguesa foi abordada, o canto polifónico tradicional, assim como, a vertente do culto religioso, daquilo que o luto representava para a mulher portuguesa, a relação da criança com o trabalho doméstico, entre outras representações, todas elas narradas pela já habitual dupla de apresentadores, Dra. Emília Francisco e Dr. António Gabriel.

O Desfile encontra-se inserido no Festival da Cultura Mediterrânica, organização da Fundação INATEL e contou com o alto patrocínio da Câmara Municipal de Gondomar que se mostrou incansável na sua organização.

Fotos: Município de Gondomar

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TRAJE POPULAR DESFILA EM GONDOMAR

O XXIII Desfile Nacional do Traje Popular Português, acontecerá amanhã pelas 21h30 na cidade de Gondomar.

Estarão presentes trajes de todas as regiões do país, com exceção dos Açores num total de 1220 participantes, registando um pequeno aumento face a 2017.

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Dos 13 quadros que passarão pela bonita passerelle de Gondomar, que este ano terá bancadas para maior conforto do publico, será o quadro do trabalho aquele que mais expressão terá, numa dinâmica de representação de artes e oficios já extintos.

Também outra forma de ser e estar da mulher Portuguesa será abordada, o canto polifónico tradicional, assim como, a vertente do culto religioso, daquilo que o luto representava para a mulher portuguesa, a relação da criança com o trabalho doméstico, entre outras representações, todas elas narradas pela já habitual dupla de apresentadores, Dra. Emília Francisco e Dr. António Gabriel.

Para todos aqueles que ficam em casa devido à distância, o Desfile será transmitido em direto no Facebook pela Rádio do Folclore Português e pela FFP no Youtube, pelo que, deverão procurar os links na página da FFP.

A direção da FFP agradece de forma calorosa a disponibilidade de todos aqueles que irão passar pela passerelle e de todos que constituem a tocata, o apoio do Conselho Técnico Regional do Douro Litoral Norte, e a todo o staff que entre elementos da direção e voluntários alcança quase 50 pessoas, sinal da envergadura que Desfile está a assumir no panorama nacional.

O Desfile encontra-se inserido no Festival da Cultura Mediterrânica, organização da Fundação INATEL e conta com o alto patrocínio da Câmara Municipal de Gondomar que se mostrou incansável na organização do Desfile deste ano.

O ESCUDO REAL NO AVENTAL DA MORDOMA: O BOM EXEMPLO DO DESFILE ETNOGRÁFICO EM VIANA DO CASTELO!

Nos finais do século XIX e começos do seguinte, as bordadeiras vianenses e minhotas em geral reproduziam no traje e outras peças aquilo que viam em seu redor. Inspiravam-se naturalmente nos motivos barrocos que contemplavam nas igrejas – recorde-se que nesse tempo a missa era celebrada em latim! – nos símbolos nacionais e outros elementos decorativos ou emblemáticos em monumentos antigos como sucedeu com o galo de Barcelos.

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As bordadeiras, tal como outros artesãos, jamais podiam reproduzir motivos artísticos que não conheciam, tal como os símbolos heráldicos das freguesias e concelhos na sua forma actual porque estes apenas foram criados a partir da década de trinta do século passado. Não obstante, eles têm surgido de forma cada vez mais frequente em aventais de trajes alegadamente folclóricos, por vezes com um colorido que jamais existiu no traje tradicional.

Não raras as vezes, deparamo-nos com o brasão do concelho ou da freguesia “estampado” num avental de mordoma, copiando grosseiramente o estilo autêntico do traje tradicional. O mesmo se passa por vezes com os dizeres à cintura. Por este andar, se tal tendência não for contrariada, ainda haveremos de ver a publicidade das entidades patrocinadoras expostas nos ditos aventais…

Foto: José Carlos Vieira

TRAJE MASCULINO DO ALTO MINHO: O BOM EXEMPLO QUE VEM DO LUXEMBURGO!

A imagem que reproduzimos pertence ao Grupo “O Cancioneiro do Alto Minho”, sediado no Grão-Ducado do Luxemburgo, e mostra um autêntico traje masculino domingueiro como outrora se usava no Alto Minho.

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Ao contrário do que frequentemente assistimos sem contestação, a casaca do homem não apresenta fantasias absurdas como a série interminável de botões nas duas abas, as formas arredondadas e toda uma série de invenções que, caso fosse realidade, tornavam aquela peça de vestuário uma verdadeira inutilidade.

Frequentemente deparamos com a ausência de casaca – os pobres, coitados, não dispunham do fato completo! – e até mesmo sem colete, simulando agarrar-se às abas deste ou da casaca, não se agarrando na prática a coisa alguma…

Eis aqui um bom exemplo que nos chega do Luxemburgo, mais precisamente do Grupo “O Cancioneiro do Alto Minho”!

TRAJE À VIANESA “TEM TODAS AS CONDIÇÕES” PARA SER CANDIDATO A PATRIMÓNIO MUNDIAL

- Afirmou o Ministro da Cultura

O ministro da Cultura afirmou este sábado, em Viana do Castelo, onde marcou presença no cortejo da Romaria d' Agonia, que o Traje à Vianesa "tem todas as condições" para integrar a lista indicativa de Portugal a Património Mundial.

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"O traje vianense está muito, muito bem encaminhado. Tem todas as condições para entrar na lista indicativa, que é o primeiro passo para se poder candidatar a património da UNESCO [Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura]", afirmou o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes.

A certificação no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais do Traje à Vianesa, com origem no século XIX, foi publicada em Diário da República no final de 2016.

O traje assume-se como um símbolo tradicional da região, nas suas várias formas, consoante a ocasião e o estatuto da mulher. Em linho e com várias cores características, onde sobressai o vermelho e o preto, foi utilizado até há cerca de 120 anos pelas raparigas das aldeias em redor da cidade de Viana do Castelo.

Questionado pelos jornalistas, no final do cortejo das festas de Nossa Senhora da Agonia, que durante cerca de três horas percorreu as principais artérias da cidade, o governante explicou que a lista indicativa é feita pela Direção-Geral do Património Cultural e, depois, avaliada pelo Conselho Nacional de Cultura.

"Depois de ser inscrita na lista indicativa, entra para a Comissão Nacional da UNESCO, que está no âmbito do Ministério dos Negócios Estrangeiros e começa o seu caminho no sentido de consolidar uma candidatura", referiu, avisando, por já ter sido embaixador na UNESCO, que "mesmo que se tenha um bem muito valioso é preciso trabalhar muito bem a candidatura".

"O traje de Viana está nas nossas prioridades, mas há análises a serem feitas por peritos independentes e especialistas. Penso que é um projeto que está no bom caminho", destacou.

Luís Filipe Castro Mendes referiu que neste processo o "Ministério da Cultura faz apenas a integração do bem na lista indicativa, reconhecendo que o bem tem interesse e merece ser classificado".

"A partir daí é um processo internacional. É apresentar a candidatura junto da UNESCO e ganhá-la", reforçou.

Já quanto à classificação da ponte Eiffel sobre o rio Lima, que em junho completou 140 anos, como monumento nacional, como aspira a câmara da capital do Alto Minho, o ministro da Cultura disse que o processo "merece atenção" do Governo.

"A ponte Eiffel merece a nossa atenção. É interessante. O traje à Vianesa é único. Pontes de Eiffel há muitas. Este é um exemplar muito interessante, muito valioso, merece, sem dúvida, uma classificação, mas eu penso que o grande valor aqui é o traje de Viana do Castelo que é uma maravilha", referiu, na tribuna de honra, onde assistiu ao cortejo, envergando a camisa do traje de Viana do Castelo.

Dedicado aos 140 anos da Ponte Eiffel e aos 50 anos da procissão ao mar, que se cumpre na segunda-feira, o cortejo contou com a participação de mais de 3.000 pessoas.

A Vianafestas, entidade que organiza a Romaria d'Agonia, esgotou os mais de 5.000 bilhetes que tinha disponíveis para o desfile.
O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, estimou em cerca de um milhão o número de visitantes que a cidade irá acolher nos quatro dias de festa.

A romaria começou na sexta-feira com o desfile da mordomia e termina na segunda-feira, feriado municipal dedicado a Nossa Senhora d'Agonia, padroeira dos pescadores.

Fonte: https://www.jn.pt/

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ALARGA PRAZO DE INSCRIÇÃO PARA O DESFILE NACIONAL DO TRAJE POPULAR PORTUGUÊS

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Estimados dirigentes,

Devido aos inúmeros contactos recebidos dando nota que devido ao período de férias existe alguma dificuldade em fazer chegar as inscrições devidamente preenchidas, vimos pelo presente dar nota do alargamento do prazo de inscrição até dia 02 de Setembro.

Realçamos também, que pelo facto da Câmara Municipal de Gondomar querer preparar um prato regional para o jantar (tripas à moda do porto), devem nas fichas assinalar se pretendem este prato ou a opção (carne assada).

Agradecemos o vosso empenho e participação, contando que até dia 02 de Setembro todos estejam devidamente inscritos.

Após esse prazo não temos qualquer hipótese de aceitar inscrições-

Com os melhores cumprimentos,

Fábio Pinto

Comunicação e Imagem da Federação do Folclore Português

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TRAJE À VIANESA CERTIFICADO JÁ ESTÁ NO MERCADO

Primeiros trajes de Viana certificados já estão no mercado

Três unidades de produção de trajes à vianesa, em Viana do Castelo, possuem certificação de produto e já colocaram no mercado os primeiros fatos com garantia de origem na etiqueta.

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A informação foi avançada, terça-feira, pela Câmara Municipal, numa cerimónia que juntou artesãos e responsáveis da "Adere Certifica", entidade responsável que desenvolveu nos últimos três anos o processo para certificar os produtores de traje.

Trajes típicos de Afife, Areosa, Santa Marta de Portuzelo, Geraz do Lima e o azul escuro (ou fato de Dó), vão entrar no mercado etiquetados como "Traje à Vianesa", como garantia para o consumidor de que se cumprem os requisitos estipulados num caderno de especificações previamente aprovados.

No ato simbólico desta terça-feira, foram certificados os primeiros cinco fatos, compostos por nove peças (saia, avental, camisa, colete, lenços de peito e de cabeça, algibeira, meias e chinelas), alguns dos quais já foram vendidos. Um deles para a Casa do Minho no Rio de Janeiro (Brasil).

Segundo Graça Ramos da "Adere Certifica", entidade que também foi responsável pela certificação dos Bordados de Viana há cinco anos, este é um passo que contribuirá para que "um traje emblemático português", obtenha "uma estabilização que não permitirá que este venha a ser abastardado ou adulterado".

"Estamos muito felizes porque temos hoje o nosso traje certificado e o nosso património mais bem resguardado. É disto que se trata: defender o nosso património para o podermos valorizar para as futuras gerações", comentou o Presidente da Câmara de Viana, José Maria Costa.

Fonte: Ana Peixoto Fernandes / https://www.jn.pt/

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A organização do FolkLoures’19 – Encontro de Culturas Verde Minho – acaba de editar o cartaz do evento e deverá em breve fechar o respectivo programa com todos os grupos participantes assegurados, tudo indicando que irá alcançar um êxito superior ao registado este ano.

Layout 1

A pedido da “Loures Arte Pública” e sob a denominação genérica “Tradição”, Arcy retratou na parede de um edifício uma bela lavradeira minhota em traje domingueiro, retratada de perfil com os seus magníficos brincos à rainha.

Não podia, pois, o Grupo Folclórico Verde Minho – entidade organizadora do FolkLoures – deixar de destacar esta magnífica obra de arte, com a devida vénia da “Loures Artes Pública”.

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Na sua página pessoal do facebook, Arcy deixou o seguinte comentário:

"Tradição"

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Loures, Portugal - 2018

Muito obrigado aos maravilhosos anfitriões da Loures Arte Pública por todo o seu trabalho árduo e dedicação a preparar para este festival de semanas. Também grandes ups para a Montana Colors por fornecerem a tinta! Até à próxima!

Frequentemente associado a uma cultura suburbana onde pontificam os mais diversos grupos de transgressão das normas sociais, o grafiti, na forma como atualmente se apresenta, tem a sua origem no movimento de contracultura surgido um pouco por toda a Europa por ocasião do levantamento estudantil do maio de 1968, em Paris. Considerado frequentemente como um ato de vandalismo condenado por lei, o próprio ato de produção do grafiti é assumido como um ato de rebeldia em relação à ordem estabelecida.

Convém, antes de mais, estabelecer uma clara distinção entre o mural de grafiti concebido com reconhecida qualidade artística e contendo uma mensagem da reles pichagem que apenas conspurca as paredes e não respeita o direito à propriedade e ao asseio urbano.

Existem grafitis que constituem autênticas obras de arte, transmitindo preocupações de natureza política, social ou ambientais através de representações críticas e emocionais. Com evidentes traços caraterísticos do expressionismo, surrealismo e simbolismo, alguns das pinturas destes murais podem muito bem serem consideradas verdadeiras manifestações estéticas do neoexpressionismo.

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