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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MANNEKEN PIS EM BRUXELAS TRAJADO À MINHOTA

O monumento Manneken Pis – garoto a urinar – é o ex-líbris da cidade de Bruxelas, na Bélgica. Ele representa uma pequena fonte em bronze mostrando uma criança a urinar para a bacia da fonte.

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Na realidade, trata-se na realidade de uma réplica do original, da autoria do escultor Jerôme Duquesnoy, e que actualmente se encontra na Maison du Roi em virtude de, após várias tentativas de roubo por parte dos exércitos francês e britânico em 1745, ter por fim sido roubada por um antigo condenado que a despedaçou.

Por ocasião das festividades locais, a pequena estátua é vestida sob diferentes disfarces, tendo em 28 de Abril de 2007 a comunidade portuguesa radicada na Bélgica decidido trajá-lo com traje domingueiro à moda do Minho. 

Decorrida mais de uma década, os minhotos decidiram voltar a trajá-lo à moda do Minho, conforme se pode ver pela imagem produzida pelo fotógrafo Tony da Luso Produxctions que aqui reproduzimos.

PORTUGUESES NA ARGENTINA ELEGEM RAINHA DA COMUNIDADE PORTUGUESA

Minhotos abrilhantam a festa com os seus trajes tradicionais

A comunidade portuguesa radicada na Argentina elegeu no passado fim-de-semana a Rainha das comunidades portuguesas de Argentina. O evento teve lugar no âmbito do XX Encontro Das Comunidades Portuguesas de Argentina, uma iniciativa que contou com a participação de quase todas as organizações comunitárias portuguesas de Argentina

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A cidade escolhida foi Salliqueló, a 560 kms de Buenos Aires, aliás um dos municípios que integram a Província de Buenos Aires. Ali encontra-se a instituição mais antiga do pais – a Sociedad Portuguesa de Salliqueló, fundada em 5 de Outubro de 1916, actualmente designada por Asociación Portuguesa de Salliqueló, entidade organizadora deste evento.

Na apresentação não faltaram os bonitos e garridos trajes do Minho, com especial realce para o traje domingueiro de lavradeira, vulgo “traje à vianesa”.

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Transcrevemos a seguir as palavras de agradecimento da organização transmitidas a todos os participantes.

“Olá Amigos!!!

Depois de vários dias de árduo trabalho queremos compartilhar com vocês algumas das imagens tiradas durante os dias 7 e 8 de abril em nossa localidade, talvez com um pouco de atraso, mas a tarefa continuou, apesar de os visitantes voltaram a As suas casas.

Esperamos ter estado à altura das circunstâncias e agradecemos a boa vontade e o trabalho de todos aqueles que deram o seu tempo e esforço fazendo deste xx encontro um fato memorável para todos.

O Sr. Embaixador da República de Portugal, Dr. João Ribeiro de Almeida, também nos acompanhou nas jornadas em que durou o encontro e encontramos nele a uma pessoa muito amável e sociável que foi comentário de todo aquele que interagiu com ele.

A todos os que trabalharam com o seu granito de areia novamente, muito obrigado, e aos visitantes também lhes dizemos obrigado por se terem aproximado da nossa humilde instituição. Esperamos que o tenham passado muito bem.

Imensamente devemos agradecer a quem entretenimento o jantar-Show, eles foram o nosso Alfredo Pavana e dulio moreno que fizeram um duo espetacular e com muito nível.

Também agradecemos às pessoas que sem serem descendentes de portugueses se fizeram presentes no jantar show para acompanhar a nossa candidata a rainha nacional, a aclamar as crianças e adultos do corpo de dança de "saudades lusitanas" e que permaneceram até bem entrada a a. Madrugada para saber o resultado da escolha.

Aos integrantes do nosso Rancho Folclórico que começaram seus ensaios em fevereiro e que deram de si o seu maior esforço, e em especial aos mais pequenos que ao lado de seus pais trabalharam incansavelmente para que tudo corra bem.

Como vão ler, são muitos os agradecimentos e, provavelmente, vão escapar-nos alguns.

Todos, absolutamente todos fomos protagonistas, organizadores, colaboradores, patrocinadores, músico, vassalos e bailarinos, visitantes, candidatas, representantes, autoridades, prefeitura, o público no show, a cidade, a absolutamente todos, infinitas obrigado!!!!!!!

Estamos muito gratos com todos vocês!!!!!”

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EM DEFESA DO TRAJO POPULAR

Continuo a ler mil e um disparates a respeito do "trajo civilizado" e igual número de insanidades sobre "trajos de submissão". A questão não é nova, nem se aplica em exclusivo ao véu islâmico; pelo contrário, já foi bem europeia e não só carregava um verdadeiro programa ideológico, como uma lógica capitalista de destruição da economia familiar e regional em favor da expansão da industrialização e do mercado internacional de vestuário.

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Em torno do trajar popular, travou-se em finais do século XIX uma dura e prolongada polémica entre "progressistas" e "conservadores" visando a imposição do trajo burguês e consequente demonstração da inferioridade de formas de vestir consideradas obscurantistas e reaccionárias. Foi então declarada guerra sem quartel às forma de vestir das classes populares: capotes, samarras, biocos, cocas, mantilhas, botas e chapéus foram alvo de verdadeira perseguição. Aparentemente anódina, a polémica escondia um verdadeiro ataque aos ofícios tradicionais e ao trabalho de alfaiates, sapateiros, curtidores, surradores, tintureiros, costureiras, colcheiras, bordadeiras, tecedeiras e chapeleiros, tomados por entraves à expansão das superfícies comerciais que vendiam o "trajo britânico", subentendendo igual ataque às produções locais de mantas, linhos e buréis que impediam a fixação do monopólio das "fazendas" britânicas.

Ontem como hoje, o capitalismo sorridente acenando com uma mão e esmagando com a outra. O nosso Rei Dom Carlos compreendeu perfeitamente o que se passava e passou a exibir com máximo orgulho o trajo das "classes inferiores", não perdendo qualquer oportunidade em fazer chegar às revistas burguesas a imagem de um Rei inteiramente vestido como um qualquer camponês. É evidente que tal só podia enfurecer os burguesitos lisboetas.

Pensemos, pois, duas vezes antes das parvas solturas a respeito das tais "humilhações e submissões". Há sempre um fito comercial abate-fronteiras a espreitar por oportunidades de mercado por detrás das sonoras proclamações de liberdade.

MCB

Fonte: https://www.facebook.com/novaportugalidade/

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO PUBLICA EM LIVRO RESUMO DA CONFERÊNCIA DO DR. APUIM BOTELHO SOBRE O TRAJE À VIANESA

Acaba de ser editado em livro o resumo da conferência que o Dr. João Alpuim Botelho realizou em Loures subordinada ao tema “O Uso do Traje à Lavradeira: Os afectos e as regras”. Entretanto, encontra-se no prelo o livro relativo à palestra proferida pela Dr. Ana Paula Assunção, subordinada ao tema “Usos e Costumes dos Saloios – uma conversa com muitos nós!”, que também teve lugar em Loures no âmbito do FolkLoures’17. Espera-se também em breve vir a editar-se o livro relativo à conferência do Dr. Daniel Café, Presidente da Federação do Folclore Português, alusiva aos “40 anos da Federação do Folclore Português: o Presente, o Passado e o Futuro do Movimento do Folclore Nacional”

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Do livro do Dr João Alpuim Botelho transcrevemos o respectivo prefácio:

“O traje domingueiro de lavradeira do Alto Minho, vulgo “traje à vianesa”, é porventura o mais belo traje feminino dos trajes tradiconais portugueses e um símbolo identitário da nossa região e até de Portugal.

A sua importância exige que o estudemos afincadamente e preservemos na sua autênticidade pois essa constitui uma das missões que incumbe a um grupo folclórico. Nesse sentido, decidiu o Grupo Folclórico Verde Minho convidar o Dr. João Alpuim Botelho – pessoa de reconhecido mérito que foi director do Museu do Traje de Viana do Castelo e um dos autores da obra “Uma Imagem da Nação – Traje à Vianesa”, editado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, a partilhar os seus conhecimentos com todos aqueles que revelaram interesse em participar nesta conferência.

As diferenças existentes entre trajes de trabalho pesados e ligeiros na lavoura e ainda traje de festa, as influências recebidas ao longo dos tempos e, nomeadamente, sob os diferentes regimes, a importância das relações de afecto e de identidade que nem sempre observam as regras e a controversa problemática da recente certificação do traje sob a égide do Ministério da Economia foram alguns dos aspectos abordados ao longo da palestra apoiada por uma apresentação de powerpoint.

Com a realização desta conferência que, na realidade, se transformou numa conversa amigável e descontraída entre minhotos e amigos, espera o Grupo Folclórico Verde Minho ter contribuído para uma melhor compreensão e entendimento de um dos mais ricos elementos do nosso património artístico: o traje à Vianesa!”

PONTE DE LIMA EXPÕE O TRAJE REGIONAL

Tradição do folclore evocada em exposição no CIT

O Município de Ponte de Lima tem patente ao público uma exposição intitulada “Os nossos ranchos: mostra de objetos e trajes do folclore regional”, de 5 de dezembro de 2017 a 31 de janeiro de 2018, no Centro de Interpretação do Território (CIT).

A exposição, que conta com a colaboração das várias coletividades do concelho, apresenta peças e objetos representativos de cada grupo folclórico e uma resenha histórica com o essencial do percurso das associações.

Uma oportunidade para divulgar o melhor das tradições populares de Ponte de Lima e celebrar uma das suas mais importantes manifestações culturais.

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FOLCLORISTAS DEBATEM EM OEIRAS "O TRAJO DE ANTANHO"

A troca de experiências e conhecimentos é atualmente fundamental para prosseguir o trabalho de melhoria progressiva dos grupos folclóricos.

Com este objetivo decorrerá, no próximo dia 25 de Novembro, o Colóquio “Memórias do Povo”, subordinado ao tema "Trajes de Antanho", organizado pelo Grupo Cultural de Vila Fria, na sua sede sita na Rua Carlos Paião, nº 23, em Vila Fria (Oeiras), no qual gostaríamos de contar com a vossa presença.

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Para tal, propomos o preenchimento da ficha de inscrição em: https://goo.gl/forms/BONxSpgfxRHwWFhd2

PROGRAMA

15:00h – Sessão de Abertura

15:30h – Iº Painel

Mediador: Joaquim Pinto (Presidente da Associação do Distrito de Lisboa para a Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa)

Xaile - Memória dos afetos - Carlos Alves Cardoso

(Rancho Folclórico Os Rancheiros de Vila Fria)

O Campino no Concelho da Golegã - Carlos Santana

(Rancho Folclórico da Golegã)

Do trajar e do vestir do Alto Minho Interior - José Artur Brito

(Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega)

16:30h – Intervalo

16:45h – 2º Painel

Gentes do Mar - Ricardo Gomes

(Rancho Folclórico de Geraldes)

O Traje, a Recolha, os Erros - Virgílio Reis

(Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage)

17:30h – Debate

18:00h – Sessão de Encerramento