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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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SEMANA SANTA DE BRAGA 2020 SERÁ CELEBRADA A PARTIR DE CASA

Programa digital decorre entre os dias 5 e 12 de Abril

A Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa, a Arquidiocese de Braga e o Município de Braga prepararam um programa digital que permite que todos possam celebrar a Semana Santa de Braga 2020 a partir de casa, com um simples acesso à internet.

Semana Santa Braga 2020 - Assista a partir de casa

Para tal, foi criado um evento conjunto entre as três entidades na rede social Facebook que se inicia este Domingo de Ramos, dia 5 de Abril, e se prolonga até Domingo de Páscoa, dia 12.

Neste evento serão partilhados conteúdos que passam pela transmissão em directo das Eucaristias, repetição das transmissões das Procissão do ano transacto, estreia de novos episódios da série ´Santos da Casa´ e outros conteúdos informativos sobre as Procissões e a história da Semana Santa em Braga.

O evento pode ser acedido aqui: https://www.facebook.com/events/1588171118003985 

Proporcionar-se-á assim à comunidade uma oportunidade de vivenciar a Semana Santa de Braga de modo simbólico, mas efectivo. Longe do contacto directo, mas próximo pela lembrança e participação possível. Para que não se diga, ou pense, que este ano não há Semana Santa. Há, mas assinalada e vivida de forma diferente.

Repleta de tradições seculares, a Semana Santa de Braga é um dos momentos maiores na vida da Cidade e este ano, mesmo com as condicionantes derivadas da Pandemia de Covid-19, continuará a sê-lo.

QUAL A ORIGEM DAS "CHEGAS DE BOIS" EM GOA?

O «DHIRIO»

A tourada ou "chega de bois", enquanto forma de luta envolvendo touros, é uma atividade desportiva muito popular em Goa, e uma prática ancestral ligada às comunidades agrárias católicas.

Em concani, é chamada de Dhirio.

Aqui, dois touros brigam entre si, geralmente numa área aberta. Às vezes, a tourada termina em 30 minutos, outras dura até 1 hora, dependendo da capacidade de luta dos touros.

A luta ocorre a qualquer momento, com base no desafio feito por ambos os proprietários dos touros.

Um treino diário é dado aos touros, levando-os para longas caminhadas, o que os mantêm em forma e prontos para a luta.

Estes touros de luta são mantidos separados de outros touros normais.

As lutas de touros são famosas no sul de Goa, e os goeses são loucos por assistirem a elas, em assistências que chegam a alguns milhares de pessoas.

Atualmente, esta manifestação cultural foi ilegalizada pelo governo indiano a revelia dos goeses, mas não totalmente banida, por continuar na clandestinidade.

A discussão pública mantém-se, com a vontade da comunidade católica em manter esta ancestral atividade à luz do dia.

Fonte: https://www.facebook.com/Galeria-dos-Goeses-Ilustres-290551081112191/

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COVID-19 LEVA AO CANCELAMENTO DA COCA EM MONÇÃO, VACA DAS CORDAS EM PONTE DE LIMA E FESTA DAS ROSAS EM VILA FRANCA – ESTÃO EM RISCO MUITAS FESTAS E ROMARIAS DO MINHO

Este ano não há Vaca das Cordas em Ponte de Lima, nem Coca em Monção

A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM) suspendeu hoje todas as festas e romarias no distrito de Viana do Castelo, até ao dia 30 de junho, foi anunciado em comunicado.

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Assim, grandes eventos como a Vaca das Cordas, em Ponte de Lima, a Festa da Coca, em Monção, ou a Festa das Rosas, em Vila Franca, no concelho de Viana do Castelo, não se irão realizar.

“Os Municípios do Alto Minho não irão passar qualquer licença para festas, romarias e eventos equiparáveis que decorram até final do mês de junho, face aos graves riscos de saúde pública associados à propagação da pandemia do Covid-19 no Alto Minho”, lê-se num comunicado da CIM.

Fonte: https://ominho.pt/

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TABERNAS DOS MINHOTOS EM LISBOA VIRAM MESQUITAS

As velhas tabernas de Lisboa onde outrora pontificaram minhotos e galegos, estão nos últimos tempos a serem transformadas em pequenas mesquitas para a celebração do culto muçulmano. Tal fenómeno ocorre sobretudo na zona da Mouraria onde se concentra a maior parte de imigrantes que praticam aquela religião e exercem a sua actividade comercial.

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Um pouco por todo o bairro típico proliferam as mesquitas ao lado de pequenos estabelecimentos comerciais e já se fazem sentir as rivalidades entre os vários grupos de imigrantes e as respectivas correntes do islão pelo domínio do território.

As tabernas lisboetas foram no passado pontos de encontro e convívio de gente simples que regressava do trabalho e ali punha a conversa em dia. Locais onde se formaram inúmeros grupos excursionistas e almoçaristas que por vezes deram origem a colectividades de cultura e recreio, muitas das quais ainda existentes.

Entretanto, o turismo que nos últimos anos tomou descontroladamente posse de Lisboa levou ao desaparecimento de muitos desses emblemáticos estabelecimentos para darem lugar a toda a sorte de imitações daquilo que existe nos países de proveniência dos turistas… e, agora, também de mesquitas que povoam perigosamente os já de si inseguros bairros antigos da capital!

Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa

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O MITO ESTÁ DESFEITO: EM PONTE DE LIMA TAMBÉM SE DANÇAVA A TIRANA NOS FINAIS DO SÉCULO XIX

O “Cancioneiro de Músicas Populares” constitui uma obra rara e de elevado interesse sobretudo para os estudiosos da nossa etnografia. Publicada em três volumes, compilando uma colecção de fascículos editados entre os anos 1893 e 1899 e impressos na Typografia Occidental, da cidade do Porto, contém “letra e musica de canções, serenatas, chulas, danças, descantes, cantigas dos campos e das ruas, fados, romances, hymnos nacionaes, cantos patrioticos, canticos religiosos de origem popular, canticos liturgicos popularisados, canções políticas, cantilenas, cantos maritimos, etc. e cançonetas estrangeiras vulgarizadas em Portugal”, recolhida por César A. Das Neves, coordenada a parte poética por Gualdino de Campos e prefaciada pelo Dr. Teophilo Braga.

Uma Tyrana recolhida em Ponte de Lima constitui uma das preciosidades do “Cancioneiro de Músicas Populares”. Esta obra pode ser consultada na Biblioteca Nacional de Portugal.

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RELIGIOSIDADE POPULAR E RELIGIÃO CÍVICA

Desde o começo da sua existência, o Homem procurou sempre encontrar explicações para os fenómenos do mundo que o rodeia, desde a sua origem às alterações resultantes das ações climáticas e das estações do ano que interferem no ciclo de renascimento da natureza e dos vegetais, essencial à preservação da vida e à sobrevivência da comunidade humana. E, em todas as culturas, a explicação encontra-se na vontade dos deuses cuja ação criadora deve ser celebrada para assegurar a sua continuidade. E, desse modo, através do rito, o Homem participa na sua ação criadora, o mesmo é dizer perpetuando através da tradição o ciclo de perpétuo renascimento da vida.

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Carro alegórico da Maçonaria no desfile comemorativo do 1º aniversário da República

As festividades populares que chegam até nós, mormente as festas e romarias populares, têm a sua origem nas mais remotas crenças dos nossos ancestrais que nos foram transmitidas graças à sua preservação sob a forma de manutenção da tradição. Ao longo dos tempos, foram adquirindo novas formas, nomeadamente as que resultam da nossa conversão ao Cristianismo, mas ainda assim conservando a essência da sua celebração e o seu real significado. Quer isto dizer que as festas que o povo realiza aos seus padroeiros e santos venerandos constituem celebrações cujas raízes mergulham no que de mais profundo existe na razão humana.

Desde os finais do século XIX tem vindo a assistir-se à tentativa de sobrepor um novo tipo de celebrações, mais de caráter cívico, procurando de algum modo substituir as tradicionais festividades religiosas do povo e, desse modo, instituir uma “religião cívica”. Inserem-se nesse plano as festividades do “dia da árvore” e a comemoração de efemérides de caráter político geralmente estabelecidas como feriados oficiais como a data de atribuição da carta de foral ou a elevação de uma localidade a freguesia, vila ou cidade. Não raras as vezes, o empenho vai ao ponto de pretender-se substituir as datas festivas dos próprios feriados municipais cuja instituição tem na origem a mais profunda tradição popular.

Esta tentativa de falsificação vai ao ponto da invenção de novas letras e novas coreografias para o nosso folclore, numa clara manifestação de propaganda municipal e turística que nada tem a ver com as verdadeiras tradições locais mas antes com operações de marketing.

Em regra, a comemoração de tais efemérides não colhe a adesão do povo porque, na realidade, não passam de construções artificiais que nada têm a ver com a sua forma de encarar o mundo que o rodeia, resultando apenas de sucessos políticos que pouco o nada alteram o seu modo de vida. Não são as posturas municipais nem os decretos governamentais que vão suprimir a religiosidade do povo português. Este continuará sempre devoto aos seus santos padroeiros e a festejar os dias que lhes são consagrados, da mesma forma que os nossos ancestrais veneravam as mais misteriosas forças da natureza com a mais profunda veneração que devotavam aos deuses que as representavam.

As festividades locais devem sempre ter em consideração a religiosidade do povo e, por conseguinte, combinar a componente profana e cívica com a tradição cristã e a devoção popular. Sem a participação da Igreja ou seja, da comunidade cristã, com os seus andores e pendões e sobretudo a sua devoção, nenhuma festa assume um caráter verdadeiramente popular por mais importante que seja a efeméride que se pretenda celebrar.

Carlos Gomes in http://www.folclore-online.com/

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Funerais do almirante Cândido dos Reis e do médico Miguel Bombarda, a Loja Maçónica Liberdade no cortejo fúnebre

Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa

VIANA DO CASTELO: AS COMEMORAÇÕES DO DIA DA ÁRVORE EM 1913, NA LOCALIDADE DA AREOSA

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A imagem mostra o carro de bois que participou no cortejo que decorreu na Areosa, em Viana do Castelo, por ocasião das comemorações do Dia da Árvore, em 1913, transportando um grupo de meninas da escola oficial. O carro pertenceu ao sr. Jerónimo Vieitas Costa e a fotografia foi publicada na edição de 14 de abril daquele ano, na revista “Ilustração Portugueza”.

A COMEMORAÇÃO DO DIA DA ÁRVORE E DA FLORESTA: SUAS ORIGENS E SIGNIFICADO

O culto da árvore – atualmente celebrado como Dia da Árvore e da Floresta – no qual se insere a festa que lhe era dedicada constituiu uma das iniciativas que os republicanos fomentaram nos começos do século passado com vista à introdução na sociedade portuguesa de novos valores e símbolos com os quais procuraram substituir os valores tradicionais associados à Igreja Católica e ao Cristianismo em geral. Tratava-se, com efeito, de uma campanha de penetração ideológica nos meios rurais, promovida pela própria maçonaria, utilizando para esse meio os seus próprios órgãos de propaganda como era o caso do jornal “O Século Agrícola”, suplemento do jornal “O Século” dirigido por Magalhães Lima que, conforme o próprio título sugere, propunha-se promover a secularização da sociedade.

Tratava-se, com efeito, de criar uma nova liturgia, celebrado por altura do equinócio da Primavera, preconizando o retorno aos antigos ritos pagãos anteriores ao estabelecimento do Cristianismo em detrimento das celebrações da Páscoa e da Ressurreição de Jesus Cristo, crença essencial da fé cristã.

A “Festa da Árvore” realizou-se pela primeira vez no Seixal em 1907, por iniciativa da Liga Nacional de Instrução, tendo nos anos que se seguiram atingido especial visibilidade as que tiveram lugar na Amadora por iniciativa da Liga de Melhoramentos da Amadora, organização de inspiração republicana onde pontificava o escritor Delfim Guimarães.

De uma maneira geral, a realização da “festa da árvore” ocorreu nas localidades onde os republicanos dispunham de maior organização, sobretudo nas regiões mais a sul do país. Porém, é sabido que em Viana do Castelo também dispunham de uma certa influência, mantendo inclusive em funcionamento uma loja maçónica – a Loja Fraternidade – com mais de três dezenas de membros.

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A revista Ilustração Portugueza, de 30 de março de 1914, dá-nos conta da realização nesse ano da festa da árvore em Viana do Castelo, nos seguintes termos: “Em Viana do Castelo a festa da árvore teve o concurso de todas as autoridades civis e militares, escolas oficiais e particulares. No Campo da Agonia foram plantadas duas laranjeiras e duas cerejeiras tendo assistido imenso povo. Falaram o alferes sr. Alpedrinha e o sr. Dr. Rodrigo Abreu sendo o cortejo dirigido pelo capitão sr. Malheiro. As tropas da guarnição da cidade também tomaram parte n’essa encantadora cerimónia em que foi exaltado o culto da árvore que O Século Agrícola tanto tem propagandeado.

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A comemoração do Dia da Árvore manteve-se durante a vigência do Estado Novo, desprovida contudo da carga ideológica que inicialmente encerrava, tendo chegado até aos nossos dias como um ritual que se cumpre anualmente como um aceno à chegada da Primavera.

Não obstante o propósito original de tal iniciativa, a comemoração do Dia da Árvore e da Floresta, dirigida especialmente às crianças em idade escolar, veio cumprir uma função pedagógica e cívica, sensibilizando-os para a necessidade de preservação da floresta e do meio ambiente.

A PRIMAVERA CHEGOU!

O Equinócio da Primavera ocorreu ontem, dia 20 de março às 3:50 horas. Este instante marca o início da Primavera no Hemisfério Norte. Os instantes estão referenciados à hora legal de Portugal continental e Região Autónoma da Madeira.

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A Primavera, de Botticelli

A partir daqui até ao início do outono, o comprimento do dia passa a ser maior do que a duração da noite, devido ao Sol percorrer um arco mais longo e mais alto no céu todos os dias, atingindo uma altura máxima no início do Solstício de Verão. É exatamente o oposto no Hemisfério Sul, onde o dia 20 de março marca o início do Equinócio de Outono.

O Equinócio da Primavera encontra-se intimamente associado a tradições dos povos como a celebração da Páscoa, a Serração da Velha, o Ramadão, a Queima do Judas e muitas outras com origem nas mais diversas culturas, quase sempre originárias de ancestrais rituais pagãos.

Na Páscoa, o Cristianismo celebra a morte e ressurreição de Jesus Cristo, o que faz desta festividade porventura a mais importante e de maior significado para os cristãos. Com efeito, é a crença na ressurreição de Jesus Cristo que distingue a fé cristã em relação a outras confissões religiosas. Foi apenas no século II que a Igreja Católica fixou a Páscoa no domingo, sem a menor referência à celebração judaica. Sucede que Jesus Cristo, segundo o calendário hebraico, terá morrido em 14 de Nissan, precisamente o início do Pessach ou seja, o mês religioso judaico que marca o início da Primavera.

Com efeito, de acordo com a tradição judaica, a Páscoa provém de Pessach que significa passagem e evoca a fuga dos judeus do Egipto em busca da Terra Prometida. Na realidade, tal significação remonta a raízes ainda mais ancestrais, concretamente às celebrações pagãs que ritualizavam a passagem do Inverno para a Primavera ou seja, as festas equinociais associadas à fertilidade e ao renascimento dos vegetais.

Tais celebrações eram antecedidas pela Serração da Velha, o Entrudo e as saturnais que originaram as festividades de Natal. Mas, as novas religiões monoteístas alicerçaram-se sobre as ruínas das crenças antigas e, por cima dos antigos santuários pagãos ergueram-se as novas catedrais românicas e góticas. Da mesma forma que, sobre as ruínas dos velhos castros foram construídos os castelos medievais. E, assim, também as celebrações pagãs se revestiram de novas formas mais de acordo com novas conceções religiosas e se cristianizaram, adquirindo uma nova simbologia e significação.

Subsistem, no entanto, antigas usanças que denunciam as origens pagãs da festividade pascal associadas a costumes importados da cultura anglo-saxónica que, em contacto com as tradições judaico-cristãs originam um sincretismo que conferem à celebração pascal uma conceção religiosa bastante heterodoxa. É o que se verifica, nomeadamente, com toda a simbologia associada ao coelho e aos ovos da Páscoa, sejam eles apresentados sob a forma de chocolate, introduzidos nos folares ou escondidos no jardim, rituais estes ligados à veneração praticada pelos nórdicos a Ostera, considerada a deusa da fertilidade e do renascimento, por assim dizer a “deusa da aurora”.

Em todos os casos, tais celebrações indiciam o culto solar, desde o Solstício de Inverno – Natale Solis Invicti – até à festividade do Equinócio da Primavera que assinala o nascimento do novo ano solar!

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Foto: Observatório Astronómico de Lisboa

PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTE DE LIMA, ENGº VICTOR MENDES, SAÚDA FOLKLOURES’20

Em artigo expressamente oferecido para a próxima edição da revista “FolkLoures” que acompanha o evento com o mesmo nome a ter lugar no próximo dia 4 de Julho – caso as medidas de contenção do novo coronavírus não venham a prejudicar a sua realização este ano! – e que contará com a participação do Grupo Etno-folclórico de Refoios do Lima, o Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Engº Victor Alves, saúda a organização do evento. O BLOGUE DO MINHO tem o privilégio de poder transcrever antecipadamente a referida mensagem.

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É com grande honra que Ponte de Lima se associa ao FolkLoures’20 – XXVII Encontro de Culturas, organizado pelo Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares “Verde Minho”. E fá-lo de uma maneira dupla, quer através destas minhas singelas palavras, quer, sobretudo, através da participação, na edição deste ano, do Grupo Etno-folclórico de Refoios do Lima.

Estou certo que este grupo limiano, com a sua alegria contagiante e a variedade dos seus trajes, será um notável embaixador das tradições e costumes deste território e contribuirá de modo brilhante para a dignificação e engrandecimento deste excelente evento cultural organizado em Loures, que contará, de resto, com uma presença significativa da região do Alto Minho.

A nós, enquanto representantes do Poder Local, cabe-nos incentivar e apoiar todo este fervoroso movimento associativo e felicitar os envolvidos na organização deste certame, que constitui uma excelente oportunidade para o convívio fraterno entre a comunidade portuguesa, para a troca de experiências culturais e para levar ao público o trabalho desenvolvido sempre com afinco e persistência pelas nossas associações.

Convicto já do assinalável êxito que vai ser este Encontro de Culturas, resta-me agradecer o convite endereçado pela organização a Ponte de Lima e desejar uma vida longa ao FolkLoures.

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima

Victor Mendes

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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO ORGANIZA FOLKLOURES'20

Câmara Municipal de Loures apoia a iniciativa

O Grupo Folclórico Verde Minho leva a efeito no próximo ano mais uma edição do FolkLoures – Encontro de Culturas, iniciativa que incluirá palestra, exposição, tasquinhas, venda de artesanato e culminará com um grandioso espectáculo de folclore e recriações tradicionais de várias regiões do país, das comunidades imigrantes e a participação de representações estrangeiras.

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O MINHO É VERDE – FOLCLORE É VERDE MINHO!

Disse um dia o escritor transmontano Miguel Torga, “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – não podiam, pois, os minhotos que vivem na região de Lisboa, deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua região.

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afetiva às origens. Assim nasceu em 1994 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Visa através da sua atuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore!

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BOMBOS MUDARAM DE COR COM A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA

À semelhança do que se verificou com o tradicional barrete do campino – que, de resto, era geralmente utilizado em quase todo o país rural e piscatório! – também os bombos mudaram de cor após a implantação do regime republicano.

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Assim, as cores iberistas da bandeira da Carbonária que foram adoptadas como as cores nacionais sob o novo regime, passaram de igual modo a surgir nos bombos tradicionais que até então possuíam as cores mais variadas, com um certo predomínio para o azul e branco que identificava a bandeira da monarquia constitucional. Resta saber até que ponto constituiu uma influência directa com propósito de propaganda ao novo regime...

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ROMARIA DE S. BARTOLOMEU E ENTRUDO DO PAI VELHO CANDIDATOS ÀS “7 MARAVILHAS DA CULTURA POPULAR”

O Município de Ponte da Barca submeteu a Romaria de S. São Bartolomeu e o Entrudo do Pai Velho ao concurso “7 Maravilhas da Cultura Popular” duas expressões culturais de elevada relevância, que se realizam em momentos distintos no ano e que atraem inúmeros visitantes ao concelho.

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“Numa perfeita simbiose entre o sagrado e o profano, a Romaria de S. Bartolomeu é o condensar das múltiplas facetas de um território onde as tradições e vivências se mantêm vivas e renovadas, logo não faria outro sentido que não candidatar esta expressão maior da nossa cultura popular. O mesmo acontece com o Pai Velho, um dos raros e autênticos entrudos do país. É uma tradição ancestral que temos que preservar e promover, ”, disse o Autarca de Ponte da Barca, Augusto Marinho.

As “7 Maravilhas da Cultura Popular” são uma iniciativa que pretende valorizar e reconhecer o património cultural material e imaterial das várias regiões e localidades do país, contribuindo para a diferenciação e promoção territorial, contemplando várias categorias.

ÀGUEDA DANÇA NO FOLKLOURES’20

Grupo de Danças e Cantares de Vale Domingos - Águeda Vale Domingos é um pequeno lugar que fica situado a nascente de Águeda, mais propriamente no sopé da serra do Caramulo.

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A zona serrana é uma região muito rica, sobretudo pela sua floresta, pelas culturas do milho, batata e outros produtos agrícolas. A serra oferece-nos a sua beleza natural, com as suas aldeias acolhedoras que, são autênticos quadros de Galeria de Arte.

As suas gentes mantêm ainda as tradições das Romarias à Santa Eufémia, à Senhora do Livramento, ao Senhor da Serra, ao S. Geraldo e à Senhora da Guia. Naturalmente, uma região com um património cultural tão rico deveria ter, quase forçosamente, um grupo folclórico, que fosse recolhendo e preservando todas as tradições locais.

Assim, em 1981 surge o Grupo de Danças e Cantares de Vale Domingos, que através das suas recolhas não só de danças e cantares mas também de trajes, usos e costumes, se tornou no fiel representante da Zona Serrana de Águeda. Sócio desde quase a primeira hora da Federação do Folclore Português, encontra-se também filiado no Inatel.

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TINERII DIN ROMANIA DANSEAZA LA FOLKLOURES'20

Grupul Folcloric al Asociației Doina – Asociația Imigranților Români și Moldoveni din Algarve – va participa pe 4 iulie, va participa la FolkLoures'20 al cărui festival are loc în Parcul Orașului, în Loures, la inițiativa Grupului Popular Green Minho care are sprijinul municipalității Loures.

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Asociația Doina din care face parte acest grup popular a fost fondată în 2007 și are ca misiune "Protejarea drepturilor și intereselor specifice ale imigranților și descendenților acestora care locuiesc în Portugalia" și organizarea de evenimente socioculturale și promovarea schimburi lor culturale", printre alte aspecte de natură socială.

De remarcat că, separate de granițele politice, românești și moldovenești, sunt de fapt aceiași oameni cu o cultură comună, motiv pentru care sunt grupați în aceeași asociație.

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O Grupo Folclórico Juvenil da Associação Doina – Associação de Imigrantes Romenos e Moldavos do Algarve – vai no próximo dia 4 de Julho participar no FolkLoures’20 cujo festival se realiza no Parque da Cidade, em Loures, numa iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho que conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

A Associação Doina de que este grupo folclórico faz parte foi fundada em 2007 e tem como missão “Proteger os direitos e interesses específicos dos imigrantes e dos seus descendentes residentes em Portugal” e a realização de eventos socioculturais e promoção de intercâmbios culturais” entre outros aspectos de índole social.

Refira-se que, separados embora por fronteiras políticas, romenos e moldavos constituem na realidade o mesmo povo com uma cultura comum, razão pela qual se agrupam numa mesma associação.

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