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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIANENSES CANTAM AS JANEIRAS

Centro histórico de Viana do Castelo recebe “Cantar as Janeiras” de 15 a 30 de janeiro

Entre os dias 15 e 30 de janeiro, o centro histórico de Viana do Castelo vai ouvir “Cantar as Janeiras”. Numa iniciativa da Câmara Municipal, as Janeiras típicas do arranque do novo ano vão contar com a participação de oito grupos do concelho.

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Assim, Cantadeiras do Vale do Neiva, Escola de Folclore de Santa Marta de Portuzelo, Grupo Danças e Cantares de Perre, Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo, Modilhas das Terras do Neiva A Mó – Associação Vale do Neiva, Rancho Folclórico das Terras de Geraz do Lima, Ronda Típica de Carreço e Sport Clube Vianense vão cantar pelas ruas da cidade, dinamizando o centro histórico e desejando um Bom Ano aos vianenses.

O percurso previsto implica que os grupos de Janeiras passem pela Praça General Barbosa, Rua Manuel Espregueira e ruelas paralelas, Avenida dos Combatentes, Praça da República, Rua da Picota, Rua Grande, Rua Aurora do Lima, Rua General Luís do Rego, Rua Sacadura Cabral, Passeio das Mordomas da Romaria, Avenida Conde da Carreira, Praça 1º de Maio, Rua da Bandeira, Avenida Rocha Páris, Praça D. Maria II; Largo das Almas, Avenida Luís de Camões, entre outras.

Assim, no dia 15 de janeiro, pelas 21h00, a iniciativa arranca com as Cantadeiras do Vale do Neiva. Depois, a 22 de janeiro, pelas 10h00, a cidade acolhe o Grupo de Santa Marta de Portuzelo e, a partir das 11h00, a Ronda Típica de Carreço. Nessa noite, às 21h00, a atuação fica a cargo d’A Mó – Associação Vale do Neiva.

A 28 de janeiro, às 21h00, saem à rua a Escola de Folclore de Santa Marta de Portuzelo e o Rancho Folclórico das Terras de Geraz do Lima.

A fechar, a 29 de janeiro, às 15h30, as Janeiras serão cantadas pelo Sport Clube Vianense e, no mesmo dia, às 21h00, pelo Grupo Danças e Cantares de Perre.

REDE EUROPEIA DE CELEBRAÇÕES DA SEMANA SANTA E PÁSCOA APROVA EM ASSEMBLEIA A RENOVAÇÃO DO SEU CONSELHO DIRETIVO

Maria Luísa Ceballos, presidente da Câmara Municipal de Priego de Córdoba, vai assumir a presidência da Rede nos próximos dois anos. Na mesma assembleia foi também aprovado o Relatório de Contas e o Relatório de Ações de 2021, bem como o Orçamento e o calendário de atividades para 2022.

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A Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e da Páscoa realizou, no passado dia 14 de dezembro, uma nova Assembleia Geral em que foi aprovada a renovação do seu Conselho Diretivo para os próximos dois anos e cuja presidência recaiu, desta vez, sobre a presidente da Câmara Municipal de Priego de Córdoba, María Luísa Ceballos. Sucede a Rosário Andújar Torrejón, presidente da Câmara de Osuna, que agora assumirá o cargo de vogal.

Durante a Assembleia, a nova presidente agradeceu a Rosário Andújar "pelo grande trabalho feito, porque assumiu a presidência em tempo difícil". Da mesma forma, mostrou a sua gratidão "a todos os parceiros por esta nomeação" e manifestou o seu "interesse por esta Rede, em que acredito, pela forma de trabalhar, numa cooperação positiva que funciona para levar a cabo um projeto". Maria Luísa Ceballos sublinhou ainda "a boa ligação entre os municípios que compõem esta Rede" e sublinhou o seu desejo de "realizar o trabalho da melhor forma possível com a ajuda dos técnicos que nos colocam no panorama turístico internacional", além do seu desejo de "estar, pelo menos, à altura da anterior presidência".

No decurso desta Assembleia Geral, foi também aprovado o Relatório de Contas de 2021 e o Relatório de Ações, bem como o Orçamento e o Calendário de Atividades para 2022, que inclui, entre outras ações relevantes, a apresentação, no Luxemburgo, da candidatura como Itinerário Cultural Europeu cuja resolução terá lugar no mesmo ano.

Mais sobre a Rede Europeia

A Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa foi criada em 2019 e faz parte da Fundação Italiana Federico II, representando os municípios de Palermo e Caltanissetta, da Sicília, Itália; o município de Birgu, em Malta; a Comissão de Quaresma e Celebrações da Semana Santa, em Braga, Portugal; as Representações da Paixão de Cristo em Skofja Loka, Eslovénia; os municípios que fazem parte da rota Caminos de Pasión: Alcalá la Real em Jaén, Baena, abra, Lucena, Priego de Córdoba e Puente Genil em Córdoba e Carmona, Écija Osuna e Utrera em Sevilha. Também dentro da geografia espanhola encontramos Orihuela em Alicante; Lorca em Múrcia e Viveiro em Lugo.

Esta Rede tem como objetivo promover e divulgar o património cultural, tanto material como imaterial, relacionado com as comemorações da Semana Santa e da Páscoa, através de ações que valorizem este património, promovam o desenvolvimento turístico sustentável e contribuam para a salvaguarda do património imaterial através de trabalhos científicos e de investigação. Da mesma forma, o seu principal objetivo é unir forças e sinergias para consolidar um modelo de estudo, salvaguarda e divulgação do património das tradições da Semana Santa e da Páscoa na Europa.

MINHOTOS EM LOURES CANTAM AO MENINO JESUS – UMA INICIATIVA DO GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO

Entrai pastores, entrai / Por este portal sagrado / Vinde adorar o menino / Numas palhinhas deitado – entoaram os componentes do Grupo Folclórico Verde Minho à medida que devotamente se dirigiam para o presépio onde está representada a Sagrada Família, na Igreja Matriz de Loures.

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Devidamente trajados de acordo com a época natalícia e convenientemente agasalhados, os homens descobriram respeitosamente a cabeça e perfilaram-se junto ao altar. Uma luz trémula das velhas candeias conferia um ambiente quase místico à festa do nascimento de Jesus.

Para além dos minhotos que afluíram à Igreja Matriz de Loures para assistir e participar no evento, a assistência contou com a participação de alguns paroquianos.

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A abrir o espectáculo, o Director do Grupo Folclórico, deu as boas-vindas a todos os presentes e, em nome da entidade organizadora, fez uma breve apresentação cujo teor seguidamente transcrevemos:

“Os cânticos ao Menino Jesus constituem uma das tradições cristãs mais apreciadas pelo nosso povo, celebradas durante a quadra natalícia e profundamente ligada à Missa do Galo. E é essa tradição que hoje, todos nós, propomos aqui trazer, nos moldes em que a mesma era vivida em terras de Entre-o-Douro-e-Minho!

Como quase todas as tradições populares que foram entretanto cristianizadas, também esta tem as suas origens pagãs. É nesta altura do ano que se celebra o Solstício de Inverno ou seja, o nascimento do Sol, outrora venerado como uma divindade. Sucede que o Galo simboliza a aurora, o nascimento do Sol, o amanhecer de um novo ano solar após um prolongado período de inverno. E, porque a Natureza constitui um ciclo de perpétuo renascimento, a celebração do mito através da sua ritualização assegura a passagem da morte para a vida, o nascimento do Sol.

Não existindo embora qualquer fundamentação histórica para a atribuição desta data ao nascimento de Jesus, as nossas gentes continuam a festejar com imensa alegria a Natividade, com a mesma fé e fervor com que os nossos ancestrais celebravam o nascimento do Sol.

- Vamos, pois, cantar louvores ao Menino Jesus, preservando as nossas tradições!”

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MAREADA – ASSOCIAÇÃO CULTURAL LEVA AO PORTO TERTÚLIA SOBRE APÚLIA E O SARGAÇO

Sob o mote “Apúlia e Sargaço – Uma relação entre a terra e o Mar” e a convite da Macaréu – Associação Cultural, falou-se desta vila do concelho de Esposende nas instalações da associação portuense, no Porto, no passado sábado, dia 11.

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O evento, que contou com uma interventiva plateia e foi promovido pela associação portuense em colaboração com a Mareada, deu a conhecer a tradição da apanha do Sargaço em Apúlia através de pequenos documentários e testemunhos recolhidos pela Mareada, bem como através de um trabalho realizado por esta associação, demonstrativo da importância do Sargaço na vila Apuliense.

Apúlia e as tradições da apanha do sargaço estão intimamente ligadas, dada a importância do sargaço na sua história e que, principalmente nos últimos 100 anos, a tem transformado.

A associação Apuliense planeia apresentar em breve este mesmo trabalho no concelho de Esposende.

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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO PARTICIPA EM 2022 NAS CELEBRAÇÕES DO ANO NOVO CHINÊS

A convite da Embaixada da República Popular da China, o Grupo Folclórico Verde Minho vai participar uma vez mais nas celebrações do Ano Novo Chinês que em 2022 têm início no dia 1 de Fevereiro, alusivas ao signo zodíaco do Tigre. E em virtude das circunstâncias da pandemia, as festividades serão apenas realizadas on-line em data que esperamos anunciar oportunamente.

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O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

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绿民集团MINHO明年参加中国新年庆祝活动

应中华人民共和国大使馆的邀请,绿米尼奥民俗集团将再次参加2022年2月1日开始的中国新年庆祝活动,以虎的星座为契。由于大流行的情况,庆祝活动只会在我们希望在适当的时候宣布的日期在网上举行。
中国历法由月亮周期和太阳的位置共同支配,从新月之夜开始,最接近太阳经过水瓶座十度的那一天。星座中十二种动物的表示,中国历法中的年份对应于传说,根据传说,十二种动物向佛陀展示自己,对应于它们的召唤。
超过20,000名居住在葡萄牙的华人,主要来自广州省,是因为他们靠近澳门,构成了一个和平和勤劳的社区,主要致力于贸易,并在我们地区拥有相当大的影响力.

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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO LEVA A LOURES O QUE DE MELHOR EXISTE NA CULTURA TRADICIONAL PORTUGUESA

O Grupo de Folclore Verde Minho leva a efeito no próximo dia 18 de Dezembro, em Loures, os tradicionais cantares ao menino Jesus.

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Nos primeiros meses de 2022, estão já programados os almoços regionais do Arroz de Sarrabulho com Rojões à Moda de Ponte de Lima e, de seguida, o Arroz Pica-no-chão à moda de Vila Verde, a promover a gastronomia tradicional.

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Em relação ao FolkLoures'22, a programação já se encontra praticamente assegurada, prometendo uma vez mais um grandioso evento da nossa cultura tradicional.

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Foto: Sérgio Moreira

O MINHO É VERDE – FOLCLORE É VERDE MINHO!

Disse um dia o escritor transmontano Miguel Torga, “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – não podiam, pois, os minhotos que vivem na região de Lisboa, deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua região.

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afetiva às origens. Assim nasceu em 1994 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Visa através da sua atuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore!