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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CELORICENSES CANTAM AS JANEIRAS

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Técnicos e utilizadores do CACI, da Associação de Solidariedade Social de Basto, estiveram a cantar as Janeiras na autarquia Celoricense

“A boa nova” foi a música trazida pelos membros do CACI para desejar um bom ano ao Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, que acolheu este grupo com alegria e gratidão.

Com as vozes afinadas e sorrisos no rosto, o grupo cantou as Janeiras  com o objetivo de celebrar a tradição, desejar um bom ano e renovar os laços com a comunidade. O autarca assume que esta tradição é das mais belas “pela união, inclusão e respeito pelas nossas raízes. Ano após ano recebo nestes Paços do concelho estes meus amigos do CACI e fico muito grato e orgulhoso por sentir e vivenciar a sua alegria, a alegria que transmitem a toda a comunidade. Bem-haja por continuarem a preservar as nossas tradições e a contribuir por manter viva a nossa identidade cultural”.

Os elementos do CACI têm cantado as Janeiras em várias instituições públicas e privadas e vão, segundo a diretora técnica do CACI, Natália Lage, encantar no XXIV Encontro “Vamos cantar as Janeiras, promovido pelo Município no dia 25 de janeiro. Cantar as Janeiras pela comunidade é segundo Natália Lage “ uma forma de inclusão, participação ativa e preservação das nossas tradições e ao mesmo tempo, mais uma iniciativa que nos permite continuar a angariar fundos para continuarmos a construir um dos projetos mais brilhantes e especiais do nosso CACI, “o jardim 5 sentidos”.

A par do Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, este grupo foi recebido pelo vereador da Ação Social do Município, José Sousa.

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CELORICO DE BASTO ACOLHE O XXIV ENCONTRO “VAMOS CANTAR AS JANEIRAS”

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Celorico de Basto volta a ser palco de uma das mais genuínas expressões da cultura popular com a realização do XXIV Encontro “Vamos Cantar as Janeiras”, um evento que, ano após ano, reafirma a importância das tradições enquanto elemento vivo da identidade coletiva. Mais do que um momento festivo, este encontro representa a continuidade de um legado cultural que atravessa gerações e que permanece profundamente enraizado na comunidade.

Marcado para o dia 25 de janeiro, domingo, com início às 15h00, no Gimnodesportivo da Escola Básica e Secundária de Celorico de Basto, o encontro reúne dezenas de grupos formais, provenientes de diferentes pontos do concelho, num verdadeiro mosaico de vozes, sonoridades e expressões populares. Cada grupo traz consigo não apenas canções, mas histórias, memórias e formas próprias de manter viva uma tradição que resiste ao tempo. Com um legado que preenche a memória coletiva da comunidade local.

A inscrição para o XXIV Encontro “Vamos Cantar as Janeiras” é obrigatória e encontra-se disponível em www.mun-celoricodebasto.pt, para todos os grupos formais – coletividades/associações – que desejem integrar este momento simbólico do calendário cultural.

Sendo uma iniciativa que se realiza anualmente, “este encontro assume um papel fundamental na preservação do património cultural imaterial, e representa um momento de transmissão de saberes e de valorização das raízes populares, um legado que queremos transmitir de geração em geração, com orgulho e resiliência” assume a vereadora da Cultura, Maria José Marinho.

VII ENCONTRO DE REIS CELEBROU A TRADIÇÃO EM PONTE DA BARCA

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A Praça Fernão de Magalhães foi ontem o ponto de encontro de música, de memória e tradição. O VII Encontro de Reis trouxe à vila barquense o espírito das celebrações populares, vivido com alegria e um forte sentido de pertença.

Entre vozes que entoaram o cancioneiro dos Reis e passos que evocaram costumes ancestrais, o numeroso público que encheu o recinto foi convidado a embarcar numa verdadeira viagem pelas tradições portuguesas.

A iniciativa, organizada pelo Rancho Folclórico e Etnográfico de Ponte da Barca, em colaboração com o Município de Ponte da Barca, reuniu diferentes gerações num ambiente de convívio, partilha e valorização cultural.

O encontro contou ainda com a participação do Rancho Folclórico de S. Martinho do Campo e do Grupo Folclórico de Santa Cruz de Vila Meã, que enriqueceram a tarde com atuações marcadas pela autenticidade e pelo respeito pela herança cultural.

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PAREDES DE COURA CANTA AS JANEIRAS

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dom_11 jan_15h00 | Tenda no Largo Hintze Ribeiro

É já este domingo que Paredes de Coura vive um dos momentos mais acarinhados pelas suas gentes. A tenda instalada no Largo Hintze Ribeiro recebe a partir das 15h00 mais de uma dezena de associações do concelho para mais um Encontro de Janeiras, precedido como habitualmente, se o tempo assim o permitir, pelo desfile pelas ruas centrais da vila, num total de cerca de 300 elementos, entre cantadores e músicos, proporcionando um bonito colorido nestes dias mais cinzentos e muita chuva.

A Confraria de Nossa Senhora da Pena, de Mozelos, a Associação Cultural Recreativa e Desportiva Padornelo, a Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Rubiães, a Catequese de Bico, a Associação Cultural Recreativa e Desportiva Lamamã, a Junta de Freguesia de Romarigães, a Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Paredes de Coura, o Coro Sénior Couração, o grupo Jabillo Ensamble, a Associação Cultural, Desportiva e Social de Parada, a Associação Desportiva e Cultural de São Martinho de Coura, um grupo de alunos do 12ºA da Escola Secundária de Paredes de Coura, o Clube de Natação e Cultura e a Associação Cultural Desportiva de Insalde, num total de cerca de 300 elementos, entre cantadores e músicos, proporcionam o som, o tom e o colorido ao XXIII Encontro de Janeiras, depois de também terem percorrido as aldeias do concelho a cantar os Reis e as Janeiras.

Como habitualmente, este Encontro de Janeiras tem entrada livre e é precedido, caso o estado do tempo assim o permita, por um desfile pelas ruas centrais de Paredes de Coura, com concentração pelas 14h30 no Largo 5 de Outubro, junto ao Tribunal, percorrendo em animada marcha pela Rua Conselheiro Miguel Dantas até ao Largo Hintze Ribeiro, onde está instalada a tenda que vai acolher este Encontro de Janeiras.

Posteriormente a este XXII Encontro de Janeiras, os grupos das associações culturais, recreativas e desportivas, estabelecimentos de ensino locais, grupos de catequese, Lar de Idosos e Centros de Dia, provenientes de todo o concelho, continuarão durante todo o mês de janeiro a visitar as casas e a Cantar as Janeiras, como é tradição no coração do Alto Minho, e que todos os anos rejuvenesce partilhando saberes e experiências de geração em geração.

ORIGEM E TRADIÇÃO DAS REGUEIFAS E CANTARES AO DESAFIO NA GALIZA E EM PORTUGAL

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Remontam muito provavelmente à Idade Média os tradicionais cantares ao desafio tão caraterísticos do Minho, filiando-se porventura nos cantares trovadorescos e principalmente nas cantigas de escárnio e maldizer da época, a um tempo em que o falar do povo não se distinguia ainda nas duas margens do rio Minho – Galiza e Portugal – e a Língua portuguesa florescia graças a um extraordinário movimento cultural a que certamente não era alheio as peregrinações a Santiago de Compostela e a tradição da poesia trovadoresca provençal que os peregrinos transportavam consigo pelo caminho que atravessava os Pirenéus. Estava então Portugal a dar os primeiros passos na sua formação como nação independente, fazendo tentativas várias para que também a Galiza o acompanhasse nesse projeto.

Aos cantares ao desafio, também conhecidos entre nós como desgarradas, chamam os galegos de regueifas, fato a que não é alheio o velho costume de, em ocasião de romaria, se consumir um pão doce em forma de rosca, com farinha de boa qualidade, também utilizado em ocasiões de boda. As migrações internas e sobretudo as vias de comunicação levaram esta especialidade gastronómica a outras regiões do país, adquirindo novas formas e denominações como fogaça e bolo-de-arco, sendo nalguns sítios se popularizado como “pão espanhol” numa clara alusão às suas origens minhotas e galegas.

À semelhança dos cantares ao desafio, a regueifa galega constitui uma cantiga improvisada na qual duas ou mais pessoas seguem um cantar ao despique sobre um tema determinado ou simplesmente tratando de saber qual deles logra obter o maior aplauso do público. A relação com o pão que na realidade dá o nome a esta forma de expressão musical reside na competição havida entre regueifeiros durante uma boda, cujo vencedor era distinguido pela noiva que lhe entregava a regueifa e dava a honra de reparti-la entre rapazes e raparigas solteiras presentes na festa. Com o decorrer do tempo, o costume vulgarizou-se e a designação de regueifa passou a denominar o cantar ao desafio mesmo fora da ocasião de uma boda, com ou sem o pão.

Tal como a regueifa feita de açúcar, ovos, manteiga e canela é apreciada noutras regiões do país e passou a marcar presença em ocasiões festivas, também o costume dos cantares ao desafio se propagaram por outras paragens, naturalmente adaptados às idiossincrasias de cada povo, como sucede com os repentistas no Brasil e na Colômbia e os desafios entre payadores na Argentina e no Uruguai. Em Portugal, a forma de cantar ao desafio adaptou-se ao fado sob a forma de desgarrada e encontramo-lo nos cantos das décimas do Alentejo e nos poetas repentistas algarvios.

Em consequência do abandono do mundo rural e das suas tradições em face do crescimento urbano e da perda do uso da língua galega, o género musical da regueifa tem vindo a cair em desuso na Galiza á semelhança de outras manifestações da cultura tradicional galega. Porém, os cantares ao desafio têm vindo a adquirir crescente notoriedade no nosso país graças sobretudo a exímios cantadores e tocadores de concertina, constituindo uma das principais atrações de muitas festas e romarias que competem entre si a sua preferência e dela fazendo uma das tradições mais apreciadas das nossas gentes.

Fotos: http://www.consellodacultura.org

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AS JANEIRAS VÃO INAUGURAR AS COMEMORAÇÕES DO 30º ANIVERSÁRIO DO GRUPO DE FOLCLORE CASA DE PORTUGAL EM ANDORRA

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O Grupo de Folclore Casa de Portugal sediado no Principado de Andorra inicia, este fim de semana, a 19ª edição das tradicionais Janeiras que irão percorrer o país nos quatro fins de semana próximos.

Duas dezenas de espaços comerciais, Igrejas e casas particulares do Principado irão receber a visita dos tocadores e cantadores de Janeiras que, no dia 25, irão visitar a Catedral de Santa Maria de Urgell, em Espanha, na presença do Copríncipe de Andorra, Josep-Lluis Serrano.

O último dia de Janeiras será o 31 de Janeiro com a visita ao Consulado Geral de Portugal, na presença do Cônsul Duarte Pinto da Rocha e em colaboração com o Rancho Folclórico dos Residentes do Alto Minho assim como a organização do 1º Encontro de Janeiras a realizar-se na Igreja de Sant Esteve da capital andorrana, com a participação dos dois grupos.

Além das Janeiras, o Grupo de Folclore Casa de Portugal está a preparar um conjunto de iniciativas culturais para comemorar os 30 anos de promoção da cultura portuguesa no Principado de Andorra.

Destaque para o lançamento de um livro em abril, um concerto musical e o Festival de Folclore em maio, assim como viagens a Vila Praia de Ancora no mesmo mês e ao Brasil a finais de outubro. Em novembro haverá o lançamento de um documentário gravado em Andorra, Espanha e Portugal. Outras iniciativas habituais estão programadas como a participação no dia da Diversidade Cultural em maio, o Feirão em julho, e a Feira de Andorra em outubro.

O Grupo de Folclore Casa de Portugal foi fundado a 1 de maio de 1996 e está formado por cerca de 60 elementos de diferentes franjas etárias e diversas nacionalidades.

José Luis Carvalho
Presidente
Grupo de Folclore Casa de Portugal
Principado de Andorra

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