Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

VILAVERDENSES MATAM A SEBA

Lage revive a tradição com 'Matança da Ceba e Rejoada'

A Lage vai reviver a tradição através da recriação de uma prática típica do Minho rural. No próximo fim de semana, 23 e 24 de novembro, a freguesia regressa ao tempo em que a família e a vizinhança se juntavam em torno da matança da ceba (porco), uma atividade fundamental para garantir mantimentos para a estação fria. As sopas de cavalo cansado e a música popular vão reforçar o cariz tradicional da iniciativa e ajudar a animar a festa. No dia seguinte, a comunidade junta-se em ambiente de convívio e amizade na rejoada com papas de sarrabulho. Preservar e divulgar a tradição são os grandes objetivos do evento organizado pela Junta de Freguesia da Lage, inserido na programação Na Rota das Colheitas, do Município de Vila Verde.

0 (1)collheitt.jpg

 “Com a chegada do tempo frio, começava a haver menos galinhas e ovos. A matança do porco garantia carne para o resto do inverno, que era preservada na salgadeira”, afirma o presidente da Junta, Carlos Pedro Castro, recordando o forte espírito de comunidade em torno desta prática tradicional. “Também era uma atividade social. Os vizinhos combinavam para fazerem sempre à vez. Este fim de semana na casa de um, no seguinte na casa do outro… Todos ajudavam e todos recebiam uma parte do sarrabulho. Assim, todos os fins de semana havia sarrabulho”, refere Carlos Pedro Castro.

0 (2)collheitt.jpg

O evento arranca na tarde de sábado, 23 de novembro, pelas 16h00. O Monte de Santa Cruz - Santa Helena recebe a recriação da ‘Matança da Ceba’, uma iniciativa que alia tradição e modernidade, já que o processo é acompanhado pela veterinária municipal, assegurando o cumprimento escrupuloso da legislação em vigor. O resto é tudo à moda antiga. A palha a arder é utilizada para a queima do pelo e a cora da pele. Depois, é altura do desmanche do animal que outrora ajudava a alimentar uma família inteira durante boa parte do inverno. As concertinas e outros instrumentos da música popular garantem a animação e, no final, haverá uma merenda com vários petiscos tradicionais, entre os quais as famosas sopas de cavalo cansado.

O final da manhã de domingo, 24 de novembro, traz consigo a rejoada com papas de sarrabulho, um banquete que todos os anos junta largas dezenas de pessoas num almoço convívio muito alegre e animado. Família e amigos sentados em torno de uma mesa vasta a partilhar histórias enquanto degustam uma das mais apreciadas iguarias da gastronomia minhota. Como já é habitual e a época do ano convida, haverá castanhas assadas e um magusto típico para manter viva a chama da tradição. As inscrições para o almoço podem ser efetuadas na sede da Junta de Freguesia da Lage (horário de atendimento), no sábado na ‘Matança da Ceba’ ou através dos seguintes contactos: 938 308 882; 962 023 678; 961 243 296.

0 (3)collheitt.jpg

A FAMÍLIA E O CASAMENTO NO MINHO

A quem era pedida a mão da moça em casamento?

É recorrente no meio folclórico inventarem-se quadros alegadamente etnográficos, completamente desajustados da realidade de outrora na sociedade rural e apresentá-los ao público como tratando-se de representações fidedignas… sempre foi mais fácil inventar do que investigar porque isso exige trabalho e aturado estudo que não está ao alcance das mentes preguiçosas!

capture7

A sociedade rural – ao contrário dos burgos – sempre foi constituída por pequenos aglomerados populacionais a que normalmente designamos por aldeias. No centro do país é mais frequente o termo casais e, entre as colónias de pescadores, a designação de póvoas.

Tem essas reduzidas comunidades origem nas primitivas tribos que agrupavam diferentes clãs unidos entre si, na maioria das vezes por laços familiares. Sucede que, nessas pequenas comunidades rurais – ou piscatórias – era frequente a prática da endogamia a fim de garantir a continuidade do mesmo grupo familiar, o que também era proporcionado pelo isolamento geográfico dos pequenos aglomerados populacionais no meio rural. De resto, era encarado com certa desconfiança o jovem que procurava noiva em terra alheia, deduzindo-se que por algum motivo era rejeitado na sua própria terra…

Assim se entende como, ainda nos tempos actuais, todos os habitantes de uma determinada aldeia mantenham relações de parentesco entre si, sendo tal realidade mais notória quanto mais reduzida é a sua população.

Os conversados – um dos termos que outrora se usava para designar os namorados – encontravam-se geralmente à saída da igreja ao fim da missa dominical ou na vila em dia de feira. Lá iam pondo as suas conversas em dia até que decidiam que estavam bem um para o outro, faziam juras de amor e planos para a vida futura. Mas, não era à noiva que o rapaz pedia em casamento e muito menos com aquele espectáculo espalhafatoso no qual, de joelhos prostrados no chão, oferecia o anel de noivado… isso só mesmo no cinema!

De resto, à época nem sequer existia anel de noivado e, a aliança de casados só mais tarde viria a entrar nos costumes dos aldeãos. Eram as três libras que, após o compromisso, a moça deixava de exibir no seu traje domingueiro, como sinal da sua nova condição. Noutras regiões do país usavam as moedas de vintém.

Não é raro vermos ranchos folclóricos apresentarem matriarcas com os mais garridos trajes de lavradeira minhota, exibindo as três medalhinhas…

Era ao pai da jovem que o rapaz devia pedir a mão da rapariga em casamento. Ela acertava com o pai a melhor altura para o receber. E, no dia aprazado, ele deslocava-se a casa do pai da namorada, o mais discretamente possível, por vezes metendo-se em atalhos a horas menos movimentadas.

Numa reunião familiar na qual a noiva e a futura sogra podiam ou não estar presentes, o jovem pretendente procurava dar a melhor impressão sobre si, mostrar ao futuro por palavras o quanto amava a sua filha e garantir a sustentabilidade futura da família. Apesar da notória influência do matriarcado, a sociedade minhota à semelhança do resto do país assenta no patriarcado. O que não assenta bem no meio disto tudo são as representações pseudo-folclóricas a que frequentemente assistimos e deveriam ser corrigidas!

LIMIANOS DANÇAM NO FOLKLOURES’20

Grupo Etno-Folclórico de Refóios do Lima vai a Loures participar no FolkLoures’20

Este Grupo Etno-Folclórico, esta situado na freguesia de Refoios do Lima concelho de Ponte de Lima. Refoios, terra cheia de beleza natural e de muita riqueza, desde as suas tradições á sua cultura, na arte e nos seus monumentos.

CapturarRefoiosLima-PonteLima.PNG

O grupo nasceu com o objetivo de preservar e divulgar as tradições mais antigas da sua terra, entre elas o folclore.

Tendo feito a sua primeira atuação ao publico no dia 7 de agosto de 2005 e apresentado o seu primeiro cd. A partir dessa data o Grupo tem sido solicitado para várias atuações, tem corrido o país de norte a sul, contando com várias saídas ao estrangeiro. Atualmente o grupo é constituído por aproximadamente 48 elementos, que convivem em espirito de família e que tem enorme alegria a reviver e interpretar estas tradições, e pretende leva-las a todos aqueles que as queiram acolher e apreciar.

Desde então o grupo já gravou mais dois CDs com musicas tradicionais. Tem três dvds gravados um com a recriação tradicional da matança do porco. E os dois mais recentes gravados em dois mil e treze que retratam os “usos e custumes” dos anos 50/60. E na comemoração do seu décimo aniversário a presentou um livro (Década de Cor) que anuncia os dez anos de existência do grupo.

Folkloures2020 (4).jpg

CENTENAS DE SENIORES DO CONCELHO DE AMARES CELEBRAM O SÃO MARTINHO

Perto de duas centenas de seniores, do concelho de Amares, desfrutaram, durante a tarde de ontem, de um agradável magusto, assinalando o dia de São Martinho, que se comemora, anualmente a 11 de novembro.

IMG_4916.jpg

As quentes e boas castanhas assadas, saboreadas com muita animação a acompanhar, foram os ingredientes principais para mais um momento de convívio entre os seniores de várias IPSS´s do concelho de Amares, aos quais se juntaram, uma vez mais os utentes do Centro de Atividades Ocupacionais – CAO Ser Igual, que brindaram o público com uma atuação de bombos.

Nesta iniciativa, que soma já várias edições, marcaram presença o presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, e o vereador do Desporto, João Esteves, que enalteceram o contributo deste género de ações para uma comunidade ativa, inclusiva e feliz.

"São Martinho, toca a mexer", assim se chamou esta iniciativa promovida no âmbito do projeto “Desportiv@Mente 4G”, dinamizado ao abrigo do Plano Nacional de Desporto para Todos, promovido pelo IPDJ, e coordenado pelo Clube Desportivo, Recreativo e Cultural Amarense (CDRCA), em parceria com a Câmara Municipal de Amares, a Valoriza (Projeto Luz de Presença, Ser Igual - Centro de Atividades Ocupacionais, Valor Humano - CLDS 3G), Juntas de Freguesias locais e IPSS´S do concelho.

Promovido, anualmente, este magusto é apenas uma das várias iniciativas dinamizadas pelos parceiros que integram este projeto, que conta com uma equipa multidisciplinar de técnicos do Município de Amares e da Valoriza, que, diariamente, desenvolvem uma série de atividades com o intuito de promover o envelhecimento ativo e inclusivo da população sénior do concelho.

VIEIRA DO MINHO VAI REALIZAR 17 CHEGAS DE BOIS

António Cardoso reuniu com produtores de gado

O Presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho reuniu, ontem com os produtores de gado do concelho com o intuito de preparar a sua participação no  Mercado da Castanha e dos Produtos Locais que abre portas ao público já, esta sexta-feira, dia 15 de novembro.

chegas1-1.JPG

O momento que contou com a presença de 30 produtores locais de gado teve por objetivo dar voz ativa aos produtores locais que ano após ano têm mostrado cada vez mais interesse em participar em eventos desta índole levados a cabo pela autarquia.

De salientar que a edição deste ano do Mercado da Castanha vão participação de 35 touros nas 17 chegas de bois que vão ter lugar, nos dias 15, 16 e 17 de novembro, no Parque dos Moinhos.

Refira-se que as chegas de bois são uma verdadeira atração turística num concelho que vê a tradição como uma mais-valia a preservar.

Trata-se, por isso, de uma iniciativa de valorização do setor primário e do mundo rural.

chegas1-1 (1).JPG

CABECEIRAS DE BASTO DEDICA QUADRAS A SÃO MARTINHO

Vinte e seis grupos participaram no Encontro de Quadras de S. Martinho em Cabeceiras de Basto

Vinte e seis grupos apresentaram-se ontem, dia 10 de novembro, ao 19.º Encontro de Quadras de S. Martinho, uma iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, com o apoio da Junta de Freguesia do Arco de Baúlhe e Vila Nune.

Vinte e seis grupos participaram no Encontro de S. Martinho (1).JPG

O evento realizou-se no Pavilhão Desportivo do Arco de Baúlhe, um convívio de S. Martinho repleto de animação, onde não faltaram as castanhas assadas e o vinho novo.

Mais de 300 cantadores/tocadores em representação das associações, coletividades e instituições do concelho de Cabeceiras de Basto subiram ao palco e interpretaram temas originais ou adaptados à época festiva, revivendo, assim, tradições antigas.

Neste evento marcaram presença o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, o vice-presidente da Câmara, Dr. Mário Machado, o vereador Eng. Pedro Sousa e presidentes de Juntas de Freguesia, entre outros autarcas do município e das freguesias e público em geral.

O encontro teve como principal objetivo proporcionar uma tarde de convívio entre as associações/coletividades do concelho e o público em geral.

De salientar que todos os grupos participantes receberam um prémio de participação no valor de 100 euros.

No final da tarde, o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, e a vereadora Dra. Carla Lousada, à chegada a Cabeceiras de Basto vindos de França, onde se deslocaram para participar em iniciativas realizadas no âmbito da geminação com Sury-le-Comtal, ainda tiveram oportunidade de se encontrar com algumas das pessoas que participaram no magusto-convívio.

Vinte e seis grupos participaram no Encontro de S. Martinho (2).JPG

CARTAZ DO FOLKLOURES’20 TEM A MARCA DOS CONCEITUADOS FOTÓGRAFOS VIANENSES SÉRGIO MOREIRA E SÍLVIA MOREIRA

O Grupo Folclórico Verde Minho acaba de lançar o cartaz da próxima edição do FolkLoures que vai ter lugar no próximo ano em Loures e deverá contar com uma presença significativa da região do Alto Minho.

74377086_1456143321203395_7262958575650078720_n.jpg

Contribuíram para a execução gráfica deste cartaz os dançadores do Grupo Etnográfico da Areosa – Viana do Castelo, fotografados no evento “A minha terra é Viana”, organizado pela AGFAM

Sérgio Moreira & Sílvia Moreira é uma das mais conhecidas e conceituadas duplas de fotógrafos minhotos. Sérgio Moreira é natural de Santa Marta de Portuzelo, à sua terra natal dedica muito do seu labor que publica na sua página do Facebook “Imagens da minha terra - Santa Marta de Portuzelo” em https://www.facebook.com/SergioMoreiraFotografia/posts/1430601463664931?comment_id=1430677023657375&notif_t=share_reply&notif_id=1489014307781187

A ele se devem inúmeras produções fotográficas para cartazes como os de Santa Marta de 2013, 2015, 2016. É também autor dos cartazes da Romaria da Senhora d’Agonia em 2015, de Perre em 2013 e de Serreleis em 2016.

Mas, também a beleza da mulher do Minho não escapa à sua objectiva atenta, dedicando-lhe também a página no Facebook “Beleza e Tradição”, no endereço https://www.facebook.com/belezadamulherdominho/?fref=ts

Sérgio Moreira frequentou a Academia dos Olhares, no Porto, e o Instituto Portuguesa de Fotografia. É fotógrafo daAPPI Magem - Associação Portuguesa dos Profissionais da Imagem

e trabalha na Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Esta paixão e arte é ainda partilhada com Sílvia Moreira, sua esposa e companheira também nesta área da fotografia, transmitindo-lhe naturalmente a sua sensibilidade e perspectiva.

Através da fotografia, Sérgio Moreira e Sílvia Moreira prestam uma verdadeira homenagem ao Minho e à mulher minhota, porventura a mais bela de Portugal!

Folkloures2020 (1).jpg