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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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A PESCA DA SARDINHA NA COSTA PORTUGUESA

Captura da sardinha autorizada a partir de 17 de Maio. A qualidade da sardinha depende em grande medida do começo da nortada

No S. João, a sardinha pinga no pão” – diz o povo imbuído na sua sabedoria empírica. Com efeito, é por esta altura que a sardinha é mais gorda, devendo-se tal facto a circunstâncias de ordem climática e geofísica únicas na costa portuguesa que fazem desta espécie um exemplar único em toda a Península Ibérica.

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Tradição de origens remotas, a sardinha era tradicionalmente pescada por meio da arte xávega, método que consistia numa forma de pesca por cerco. Deixando uma extremidade em terra, as redes são levadas a bordo de uma embarcação que as vai largando e, uma vez terminada esta tarefa, a outra extremidade é trazida para terra. Então, o saco é puxado a partir da praia, outrora recorrendo ao auxílio de juntas de bois, atualmente por meio de tração do guincho ou de tratores. Entretanto, as modernas embarcações de arrasto vieram a ditar a morte da arte xávega e, simultaneamente, a ameaçar a sobrevivência das próprias espécies piscícolas, colocando em causa o rendimento familiar dos próprios pescadores.

A sardinha constitui um das suas principais fontes de rendimento, representando quase metade do peixe, calculado em peso, que passa nas lotas portuguesas. Matosinhos, Sesimbra e Peniche são os principais portos pesqueiros de sardinha em todo o país.

Quando, no início da Primavera, o vento sopra insistentemente de norte durante vários dias, os pescadores adivinham um verão farto na pesca da sardinha, do carapau, da cavala e outras espécies que são pescadas na costa portuguesa. A razão é simples e explica-se de forma científica: esta época do ano é caracterizada por um sistema de altas pressões sobre o oceano Atlântico, vulgo anticiclone dos Açores, o qual se reflete na observância de elevadas temperaturas atmosféricas, humidade reduzida e céu limpo. Verifica-se então uma acentuada descida das massas de ar que resultam no aumento da pressão atmosférica junto à superfície e a origem de ventos anticiclónicos que circulam no sentido dos ponteiros do relógio em torno do centro de alta pressão, afastando os sistemas depressionários. Em virtude da situação geográfica de Portugal continental relativamente ao anticiclone, estes ventos adquirem uma orientação a partir de norte ou noroeste, habitualmente designado por “nortada”.

Sucede que, por ação do vento norte sobre a superfície do mar e ainda do efeito de rotação da Terra, as massas de água superficiais afastam-se para o largo, levando a que simultaneamente se registe um afloramento de águas de camadas mais profundas, mais frias e ricas em nutrientes que, graças à penetração dos raios solares, permite a realização da fotossíntese pelo fito plâncton que constitui a base da cadeia alimentar no meio marinho. Em resultado deste fenómeno, aumentam os cardumes de sardinha e outras espécies levando a um maior número de capturas. E, claro está, o peixe torna-se mais robusto e apetecível.

O mês de Junho, altura em que outrora se celebrava o solstício de Verão e agora se festejam os chamados "Santos Populares" – Santo António, São João e São Pedro – é, por assim dizer, a altura em que a sardinha é mais apreciada e faz as delícias do povo nas animações de rua. Estendida sobre um naco de pão, a sardinha adquire um paladar mais característico, genuinamente à maneira portuguesa.

Por esta altura, muitos são os estrangeiros que nos visitam e, entre eles, os ingleses que possuem a particularidade de a fazerem acompanhar com batata frita, causando frequente estranheza entre nós. Sucede que, o “fish and chips” ou seja, peixe frito com batatas fritas, atualmente bastante popular na Grã-Bretanha, teve a sua origem na culinária portuguesa, tendo sido levado para a Inglaterra e a Holanda pelos judeus portugueses, dando mais tarde origem à tempura que constitui uma das especialidades gastronómicas mais afamadas do Japão.

Fotos: Luís Eiras / http://esposendealtruista.blogspot.pt/

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE SENSIBILIZA PARA CONTROLO DE ESPÉCIES INVASORAS

A propósito da tradição dos Maios, ou Maias, que ganha relevo nesta altura, o Município de Esposende alerta para a problemática das espécies invasoras, que, cada vez mais, retiram espaço às espécies autóctones, como, por exemplo, as giestas.

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No concelho de Esposende existem diferentes espécies de codeços e giestas frequentemente utilizados para a tradição dos “Maios”. Estas plantas crescem apenas em espaços florestais e desempenham importantes funções ecológicas. Para além da vantagem de uma elevada diversidade biológica, com especial destaque para a componente florística, estas plantas fixam o azoto atmosférico e protegem o solo da erosão. As espécies mais comummente utilizadas são a giesta-negral (Cytisus scoparius), giesta-das-serras (Cytisus Striatus), tojo-gadanho (Genista falcata Brot.), giesta-piorneira (Genista florida L.) e codeço-de-laínz (Adenocarpus lainzii).

Constata-se que as manchas deste tipo de plantas autóctones (giestas e codeços) estão a diminuir, sendo cada vez mais substituídas por diversas espécies invasoras, especialmente acácias. Neste sentido, importa ter uma atitude atenta no controlo de todas as espécies invasoras, impondo-se a necessidade de se preservarem os espaços florestais e de promover uma gestão adequada dos mesmos. Esta postura enquadra-se nas metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

Refere a tradição que na noite de 30 de abril para 1 de Maio todas as entradas das habitações devem ser protegidas das entidades malignas com um ramalhete de flores de Maio. Reza a lenda que esta tradição remonta ao tempo de Jesus, ao episódio da Fuga para o Egipto, em que recolhida a mãe e filho na proteção de uma habitação, um traidor marca com um ramo de giesta florida o local, denunciando a presença do menino. No dia seguinte, quando os perseguidores vinham para matar o menino, depararam-se com marcações semelhantes em todas as ombreiras da aldeia, impedindo assim a denúncia. Existem diferentes versões desta tradição ancestral, contudo, ainda se continua a perpetuar a memória daquele episódio. Outras explicações pagãs remetem para a celebração da primavera, e acolhimento da época das flores e abundantes colheitas, a crença popular que este ato afasta o agoiro, mau-olhado e energias malignas.

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PONTE DE LIMA EXPÕE OS MAIOS

Exposição 'Os Maios' 2021 no Centro Histórico de Ponte de Lima.

O Município de Ponte de Lima no sentido de manter viva a tradição dos Maios promove em colaboração com as Juntas de Freguesia, IPSS's e as Escolas do Concelho, a Exposição d'Os Maios'.

'Os Maios' ficarão expostos no Largo de Camões até ao dia 7 de Maio e, em seguida, serão colocados nas varandas e janelas dos edifícios do Município.

Ao incentivar esta tradição, o Município está a contribuir para que a comunidade possa cumprir a tradição, que 'Os Maios' devem ser colocados na noite de 30 de abril para 1 de maio, nas entradas das habitações.

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VIANA DO CASTELO: VILA NOVA DE ANHA LEVOU À “PRAÇA DA ALEGRIA” DA RTP1 A TRADIÇÃO DAS MAIAS

Estivemos hoje na Praça da Alegria, RTP 1, onde falamos sobre a tradição do Maio (ou das Maias) na nossa região, mais concretamente em Vila Nova de Anha.

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Além da Junta de Freguesia, prestamos também homenagem às tradições vivas dos idosos e equipa técnica do Lar e Centro de Dia do Centro Social Paroquial e das crianças e corpo docente do Jardim de Infância e Escola Básica de Vila Nova de Anha, através da exposição das Coroas de Maio por si elaboradas.

Coube à D. Maria Rego a confecção de um ramo de Maio tradicional, que foi oferecido aos apresentadores Sónia Araújo e Jorge Gabriel. Já a Coroa confeccionada pelo Centro Social Paroquial de Vila Nova de Anha foi oferecida à produção deste programa matinal.

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