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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO: IGREJA DE JOANE RECEBE CONCERTO “MELODIAS DE NATAL”

Natais do Minho, ei-lo que chegam branquinhos de neve, como se os moleiros do alto das serras, sacudindo os fatos, os enfarinhassem de longe. Neste concerto, são cantados versos galantes a Maria e ao Menino.”

A Rusga de Joane apresenta o concerto “Melodias de Natal”, no próximo domingo, 4 de dezembro, às 15h30 na Igreja Paroquial de Joane.

O concerto iniciará com o grupo anfitrião, a Rusga de Joane, com belas cantigas tradicionais religiosas, alusivas ao natal e recolhidas na comunidade e nos cancioneiros populares da região minhota.

Atuará também neste concerto a fadista Patrícia Costa com “Um Natal Português”, melodias distantes, quase perdidas na memória, que nos devolvem aromas, lugares, pessoas e vivências, envoltos no sentimento mais português: a saudade. No emaranhado dessas memórias, o coração vibra ainda mais quando soa uma guitarra portuguesa, e de repente acrescenta mais uma pincelada ao quadro da magia do Natal.

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BARCELOS APRESENTA RECOLHA DE TEMAS POPULARES DO VALE DO NEIVA

É já no próximo Domingo a apresentação de um trabalho de recolha de temas populares inéditos na zona do Vale do Neiva (Barcelos). Um concerto que contará com a presença de várias pessoas das freguesias do Vale do Neiva e que contribuíram para a preservação deste património único. São eles: Cantadeiras do Grupo Cénico do Vale do Neiva, Rancho Folclórico de Tregosa, Clementina Silva, Rosa Ressureição, Francisco Rosas e Zés Pereiras Nacionais acompanhados por ensemble musical.

O Projeto "Memórias da Música Popular Portuguesa" é desenvolvido no âmbito do Programa Cultura para Todos numa Cidade Educadora Inclusiva, promovido pelo Município de Barcelos e cofinanciado pelo Fundo Social Europeu através do Programa Norte 2020.

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VIEIRA DO MINHO REALIZA HOJE CHEGAS DE BOIS

O concelho de Vieira do Minho leva hoje a efeito várias chegas de bois, tradição que está relacionado com costumes ancestrais e práticas de vida comunitária das gentes da região. A inicitiva integra-se no Mercado de Outono que teve ontem o seu unício e incluiu animação musical, magustos tradicionais, concurso de mel, jornadas micológicas. A castanha, os cogumelos, os frutos secos, a marmelada, o feijão amarelo, os doces, as compotas e claro a gastronomia da época, couves com feijões, a feijoada, e as papas de sarrabulho voltaram a ser os ingredientes principais do Mercado de Outono.

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O povo partilhava o forno onde cozia o pão da mesma forma que todos os habitantes concorriam para a lavra de cada um. Por mais árduo que fosse, o trabalho era vivido num ambiente de intensa alegria, desde a época das sementeiras até ao malhar do centeio. E depois vinha a festa e o divertimento que a vida não era só feita de sacrifícios.

Entre os vestígios dessa vivência comunitária salientamos o boi do povo, assim designado por cada aldeia possuir o seu animal que alimentava e preparava para o combate com o da aldeia vizinha em dia aprazado com a finalidade de saber qual era o mais possante e corajoso, até chegar a altura em que deveria ser abatido.

A expressão empregue justifica-se pelo facto dos seus promotores se limitarem a chegarem os animais um ao outro, não possuindo outra interferência na luta que travam.

O boi barrosão é um animal possante que facilmente se distingue pela sua enorme barbela e grandes hastes, chegando a pesar com frequência mais de quatrocentos quilos. Em virtude de ter sido durante muito tempo empregue nos trabalhos da lavoura, veio a tornar-se num dos cartazes emblemáticos da região de Entre-o-Douro-e-Minho, sendo a sua carne muito apreciada por se alimentar sobretudo dos pastos nos lameiros do Soajo e do vale do Lima.

Em tempos idos, sucedia com frequência que, antes do dia combinado para o combate, havia quem pela calada da noite vinha raptar o animal para medir forças com o boi da sua aldeia a fim de saber as probabilidades deste sair vencedor. Actualmente, são os criadores que os levam para o terreiro e os chegam com outro de idêntica compleição física que esteja destinado à chega.

O povo acorre, entusiasma-se e até se fazem apostas a saber qual deles vai ser o campeão. Ao avistarem-se a reduzida distância, os animais enfrentam-se com denodada bravura até que um deles desiste e afasta-se dando-se por vencido. O boi vencedor, vulgarmente designado por campeão, é o orgulho do criador tal como noutros tempos o era de igual modo da aldeia que representava.

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RUSGA DE SÃO VICENTE DESCEU AO TERREIRO EM BRAGA

A 1ª edição do "Registo Fotográfico - A Rusga desce ao Terreiro", contou com dezanove fotógrafos inscritos

A 1ª edição do "Registo Fotográfico - A Rusga desce ao Terreiro", contou com dezanove fotógrafos inscritos, para além de mais alguns que acorreram ao Terreiro sem inscrição prévia. Provenientes de diferentes localidades, desde Estarreja, Vila Nova de Gaia, Porto, Barcelos e Braga, como não poderia deixar de ser. Registamos ainda, duas inscrições de fotógrafos brasileiros, residentes na nossa Augusta cidade. Sem dúvida alguma, uma aposta ganha.

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Sabíamos, partindo das edições anteriores, que o número de fotógrafos (profissionais e amadores), vem num crescendo de alguns anos a esta parte. Daí termos partido para esta "1ª edição do Registo Fotográfico''.

Toda a cenografia montada, mais o ambiente gerado - o saltar da fogueira, as modas dançadas e cantadas em torno daquela, as brincadeiras e demais folguedos, são muito mais que uma mera recriação de rituais de outros tempos -, são salutares vivências e convivências, momentos de partilha e muita interação com o público presente. Uma herança reatualizada e revigorada. Assim, estamos convictos que os objetivos iniciais que visavam recolher e/ou captar os melhores momentos da iniciativa, para 'memória futura', e ainda, para divulgação e promoção do evento, dentro e fora de portas, foram amplamente alcançados.

Mesmo com as previsões meteorológicas em nada favoráveis, a afluência de público foi bastante significativa e participativa, tal como nas edições anteriores.Se o ano transato a 10ª edição "A Rusga desce ao Terreiro", foi ainda sob as fortes medidas de contingência pandémica (nomeadamente o uso de máscara), este ano tudo decorreu de forma bem mais tranquila, onde a interação entre os elementos rusgueiros e público presente foi uma constante.

Com base no sucesso alcançado, para o ano, com a realização da 12ª edição do evento, teremos firmada a "2ª edição do Registo Fotográfico - A Rusga desce ao Terreiro".

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VIEIRENSES FESTEJAM O SÃO MARTINHO

Centros de Convívio e Lazer de Caniçada, Soengas e Cantelães comemoraram S. Martinho

Os Centros de Convívio e Lazer de Caniçada, Soegas e Cantelães comemoraram, ontem o S. Martinho com um magusto convívio que se realizou na Sede da Junta de Freguesia  de Soengas.

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O convívio contou a participação de cerca de 80 utentes dos três Centros de Convívio e Lazer e foi animado pelo Grupo de Cantares do Município.

O magusto que incluiu as tradicionais castanhas, lanche e caldo verde foi oferecido pelas duas juntas de freguesia envolvidas no convívio.

O convívio contou com a presença da vereadora da ação social, Elsa Ribeiro e do Executivo das juntas de Freguesia de Cantelães e União de Freguesias de Caniçada e Soengas.

Um dia de festa que primou pela boa disposição, intercâmbio entre os idosos das três freguesias e muita animação.

MONÇÃO CELEBRA O SÃO MARTINHO

À semelhança de outras localidades no país, Monção comemora a data com a realização de magustos em várias freguesias do concelho que decorrerão no domingo, dia 13 de novembro. Em Parada, a celebração de S. Martinho é acompanhada pela realização da tradicional feira do gado, com prémios para os melhores exemplares.

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Neste dia festivo, perspetiva-se muita animação popular com bombos, concertinas e cantares ao desafio. Os recintos prometem encher-se de pessoas para saborearem uma castanha e beberem um copo de vinho tinto. E, como é habitual, o astro rei vai espreitar, cumprindo o chamado “Verão de S. Martinho”.

A lenda reza assim: “Num dia frio e chuvoso de inverno, Martinho seguia montado a cavalo quando encontrou um mendigo. Vendo o pedinte a tremer de frio e, sem nada que lhe pudesse dar, pegou na espada e cortou o manto ao meio, cobrindo-o com uma das partes.

Mais à frente, voltou a encontrar outro mendigo, com quem partilhou a outra metade da capa. Sem nada que o protegesse do frio, Martinho continuou a viagem. Nesse momento, as nuvens negras desapareceram e o sol surgiu. O bom tempo prolongou-se por três dias”.