A Mostra Gastronómica de Portugal (Viana do Castelo, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez) e Douro (Lamego e Tabuaço) com Taiwan (Taipei) realizada no penúltimo domingo 26 deste mês de Outubro na Casa de Tomar em Lisboa, continua a ser motivo de comentários positivos e formulação de questões sobre os produtos apresentados.
Porque nos solicitaram ontem informações sobre a escolha vínica que acompanhou as 33 entradas e o prato principal – Bacalhau á Almeida Garrett – eis então algumas notas sobre o assunto.
Nas entradas foi escolhido o Alvarinho Foral da Quinta das Pereirinhas, da freguesia de Troviscoso, Monção, empresa do jovem João Pereira, antigo aluno da Escola Superior Agrária de Ponte de Lima; já para acompanhar o prato do “fiel amigo”, foi a vez de Viana do Castelo participar com o Loureiro Escolha Pecadinhos do Abade, produzido na freguesia de Portela Susã, ambos vinhos medalhados em vários concursos regionais e nacionais. A selecção de rótulos foi da responsabilidade do promotor na região de Lisboa, Guilherme Galante, residente em Ponte de Lima, onde abriu na Festa da Vaca das Cordas, a sua Pipa de Sabores.
Para acompanhar o café, novamente Ponte de Lima á mesa: um digestivo de vinho licoroso Loureiro – a popular geropiga – Biamar, produção do amigo Raúl Amorim Abreu, na freguesia de Brandara.
E, entre elogios aos vinhos, também aos petiscos apresentados por Portugal e Taiwan, há a assinalar o nome de Den Chuang (foto de capa), Presidente da Câmara de Comércio de Portugal e Taiwan e também a da Europa, com sede em Lisboa.
A Mostra Gastronómica de Portugal com produtos do Alto Minho (Viana do Castelo, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez), Douro (Lamego e Tabuaço) e Taiwan (Taipei) realizada no passado domingo na Casa de Tomar em Lisboa, degustou mais de três dezenas de iguarias dessas regiões ou municípios.
O alinhamento de salgados e doces como entradas portuguesas, abriu com os enchidos e fumados, onde se destacaram o paio do lombo e presunto da Arte dos Sabores de Sá, Ponte de Lima; as alheiras e salpicão da Serra de Arga e chouriça de carne da MinhoFumeiro, Correlhã; os pedros, de Viana do Castelo, rissóis de leitão, bolinhos de bacalhau, queijos de vaca, curado e amanteigado da Porfírios, Lamego; a broa de centeio e a de milho do Soajo, Arcos de Valdevez; os pães de girassol e de beterraba, o misto de enchidos diversos de Entre Douro e Lima. Quanto a doces, da variedade aos clássicos, havia o doce de gema, ou da Páscoa ou branco; os coquinhos, perinhas de côco e recheio de marmelada, e a novidade da Confeitaria Havaneza em Ponte de Lima, o Limonete; os charutos de ovos moles, de Arcos de Valdevez, o bolo de Laranja, o Arroz doce decorado com canela e o Pão de Ló de Tabuaço e menos comuns: pudins Abade de Priscos, o de laranja e um outro de Josefina d´Eça (de Queirós) tia do romancista, estes dois últimos com receitas datadas cerca de 1861 encontradas no arquivo da família Coelho Vilas Boas, de Viana do Castelo e da Areosa.
Já da pequena nação asiática, o secretário do Centro Económico e Cultural de Taipei em Portugal, David Lai, conseguiu que entre a centena e meia de taiwaneses cá residentes e com dois restaurantes típicos na capital, presenteassem as sete dezenas de convidados com suas tradições: ovos marinados à moda de Taiwan, isto é, cozidos em folhas de chá; rolinhos Primavera ou tubos de massa folhada recheados com legumes; frango frito de pipoca e o bolo de roda nas duas versões: um com feijão vermelho no recheio e outro com natas.
Todavia, também era ansiado pelos comensais um novo prato a apresentar pelo nosso Clube de Gastronomia de Ponte de Lima: o Bacalhau á Almeida Garrett, com um toque de actualização pelo Chef Thomas Egger, o austríaco green chef em Portugal, que de Tabuaço exporta sua produção de vinho Loureiro, azeite, pasta de azeitona e cortiça para rolhas, além de efectuar serviços de enogastronomia em parte da Europa: Áustria, Hungria e Alemanha.
Um convívio de quase quatro horas, onde interagiu a comunidade taiwanesa, nomeadamente duas dezenas de estudantes, a embaixadora Grace Chang, o Presidente da Câmara de Comércio de Taiwan e Portugal, Den Chuang, além de nossos patrícios: o anfitrião Carlos Galinha, Presidente da Casa de Tomar, o da casa das Beiras em Lisboa, José Manuel Couto; o assessor jurídico no município lisboeta, José Inácio Faria e a Junta de Freguesia de Alvalade.
No trabalho de cozinha, ora no local do manjar, com os Chefs Paulo Santos e Thomas Egger e esposa Fátima, ora nos seus quotidianos onde prepararam seus contributos doceiros enviados para a capital, é de registar também a restante equipa: o Chef Domingos Gomes e os Chefinhos João Leonardo Matos, de Ponte de Lima e Diogo Nascimento, de Arcos de Valdevez.
Quanto a agenda, ainda há mais trabalho até final do ano, mas no próximo de 2026, ele já preenche o primeiro semestre, com promoção da gastronomia lusíada dentro e fóra de portas, o mesmo que dizer na Europa e já convites para mais longe, a fim dum modesto contributo par fomentar o incremento do turismo.
Trata-se de um prato com história, onde o “Rei” das mesas de Portugal, omnipresente não só na Ceia de Natal, mas ao longo de todo o ano, tem 1001 maneiras de o confecionar. A apresentação de uma receita desconhecida com esse peixe proveniente dos mares frios da Terra Nova e redondezas no passado domingo, 19 do corrente mês de Outubro, motivou uma série de pedidos para o saborear, e alguns que o conhecerem na Mostra Gastronómica de Portugal (Alto Minho, Douro e Tomar) com Taiwan (Taipei), realizada na Casa de Tomar em Lisboa, desejam-no repetir!
O sucesso foi iniciado a 24 de janeiro deste ano, a pedido do embaixador Jorge Cabral ao nosso Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, reunindo mais 13 colegas no encontro anual, do (também deles assim designado) Clube dos Embaixadores na Bélgica, e a Inteligência Artificial (IA) já o registou, tal como segue:
O "bacalhau à Almeida Garrett" é um prato que foi apresentado no Blogue do Minho, como um tributo ao escritor Almeida Garrett. Este prato não deve ser confundido com o "Bacalhau à Minhota", que é uma receita diferente e mais comum, embora ambas envolvam bacalhau. O "Blogue do Minho" descreveu este prato especial como parte de um evento em Bruxelas, referindo-se ao contexto de um encontro do Clube de Embaixadores.
Na capital europeia, a ementa descoberta em São Paulo, Brasil, foi um trabalho do Chef Thomas Egger e esposa Fátima, e os colegas, Chef Domingos Gomes, de Cardielos, Viana do Castelo, e o Chefinho João Leonardo Matos, de Arcozelo, Ponte de Lima.
E, no passado fim de semana, passou a integrar o grupo dos autores dessa preciosidade culinária, o Chef Paulo Santos, da Casa de S. Sebastião, em S. Pedro de Arcos, Ponte de Lima, que soma agora com a variante com o “fiel amigo” á moda de António Feijó e Eça de Queirós, apresentado por si também a diplomatas em Estocolmo, Suécia, esta versão ao gosto do autor de Viagens na Minha Terra.
Recorde-se, que o motivo de ser o prato principal escolhido há dez meses para o banquete belga, foi Almeida Garrett ter sido o primeiro diplomata português na Bélgica, ocupando o cargo entre 1836 – 38, proveniente do exílio em Londres.
Para já fica o desejo, pois para cumprir a promessa, teremos de discuti – la com parceiros do Clube na região alfacinha e integrar a proposta nas actividades previstas para 2026, pois este ano está a terminar, e ainda há eventos agendados há meses, a realizar dentro e fóra do país.
Começou a contagem decrescente para mais um convívio com a assinatura do nosso Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, em parceria com o Centro Económico e Cultural de Taipei em Portugal e a Casa do Concelho de Tomar em Lisboa.
Com inscrições limitadas, mas uma diversificada apresentação de produtos, o Encontro Gastronómico e Cultural do Alto Minho (Viana do Castelo, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez) , Douro(Tabuaço e Lamego) e Taipei (Taiwan), pretende reunir parte da comunidade desta pequena nação asiática, algumas das representações oficiais em Portugal e definir linhas para uma cooperação entre dois territórios.
O programa promete, pois na sequência de reuniões preparatórias realizadas em Lisboa e Ponte de Lima, o pessoal de cozinha elaborou a seguinte ementa: entradas Salgados e enchidos como: cogumelos recheados com alheira de galo, paio escarlate, salpicão da Serra de Arga, morcela com ananás, pataniscas de Bacalhau, pastéis do dito, rissóis de leitão, broa de milho de Ponte de Lima e do Soajo, salpicão de lombo do cachaço, espetada de crocante de alheira aromatizada com maçã (Tabuaço), misto de enchidos do Douro, queijos de vaca, cabra, amanteigado, curado, de várias regiões de Portuga; de Taiwan teremos o frango de pipoca, o Rolinho Primavera com legumes e os ovos marinados.
O prato principal | Bacalhau à Almeida Garrett (1799-1854) , um tributo ao primeiro diplomata português na Bélgica, após a sua independência em 1830, apresentado no encontro do Clube de Embaixadores em Bruxelas, a 24 de Janeiro do corrente ano. Nas sobremesas, guloseimas de Portugal e de Taiwan (República Democrática da China), das quais destacamos: arroz-doce, Leite creme, Pudim Abade de Priscos, Pudim de Laranja, Doce de gema ou cavacas de romaria, castanhas de ovos, Bolo Rei, Pão de Ló tradicional, Bolo de roda recheado com feijão vermelho, Bolo de roda recheado com natas. As inscrições podem ser efectuadas no endereço electrónico do cartaz em anexo.
No seguimento da visita da embaixadora Grace Ya-Kuang Chand e o Secretário do Centro Económico e Cultural de Taipei, capital de Taiwan em Portugal, David Lai, vai ter lugar a 19 de Outubro próximo, na Casa de Tomar em Lisboa, um Encontro Cultural e Gastronómico representado pelo Alto Minho (Viana do Castelo, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez), Douro (Lamego e Tabuaço), Tomar e essa pequena nação insular da Ásia, República Democrática da China.
O manjar em preparação incluirá dezena e meia de entradas, onde salientamos a charcutaria da Arte dos Sabores, situada em Sá e da MinhoFumeiro na Correlhã, freguesias Limianas, o folhado de alheira de Tabacô, Arcos de Valdevez e os Pedros ou ossinhos, de Perre, Viana do Castelo. Quanto ao principal prato para os comensais, ele será talvez uma receita de Bacalhau, invulgar, a qual em 24 de Janeiro foi confecionada para o almoço do Clube Gastronómico dos Embaixadores em Bruxelas, no total de 14 participantes, confecionado pelo nosso Clube de Gastronomia de Ponte de Lima.
Nas sobremesas já foi acordada a respectiva lista, que da parte taiwanesa constará de um Bolo de feijão vermelho e outro de abacaxi. Portugal e os vales do Minho e do Douro contribuirão entre outros doces, com o arroz doce, o Leite creme queimado, a Tarte de limão merengada e o pudim Abade de Priscos.
A equipa portuguesa de cozinha responsável pelo almoço – convívio na capital, com inscrições limitadas, será constituída por: Chefs Paulo Santos e Chefinho João Leonardo Matos (Ponte de Lima), Chef Domingos Gomes (Viana do Castelo) , Chefinho Diogo Nascimento (Arcos de Valdevez), Chefs Thomas Egger e Fátima (Tabuaço, Douro). Supervisor Filipe Matos (Ponte de Lima). Da parte de Taiwan aguardamos o a indicação do respectivo elenco.
Recordemos que os dois diplomatas taiwaneses ao norte de Portugal decorreu de 15 a 15 de Agosto, num programa elaborado pelo signatário e Inácio faria, deputado á Assembleia Municipal de Lisboa e assessor jurídico no município e esposa, Isabela Barreto, docente universitária no Rio de Janeiro.
Foi nesses dias que foi sugerida a Mostra Gastronómica de especialidades da Ásia e da Europa, após os ilustres visitantes provarem, entre outras delícias, receitas do Chefinho João Matos, de Ponte de Lima, do Chef Domingos Gomes e esposa Alexandrina (Xana), de Cardielos, Viana do Castelo, e do Chefinho Diogo Nascimento de Arcos de Valdevez. Como supervisor de tudo, foi contratado Filipe Matos, conhecido Chefe de Sala e Ajudante de Cozinha.
Gualdim Pais nasceu em Amares, região de Braga. Escudeiro de D. Afonso Henriques, combateu ao seu lado contra os mouros, vindo a ser ordenado cavaleiro pelo soberano no campo da batalha de Ourique, em 1139. Depois tornou-se cruzado e freire templário, partindo a seguir para a Palestina onde pelejou durante cinco anos. No seu regresso, em 1157, foi feito procurador do Templo em Portugal, sendo o seu 4.º Mestre desde que a Ordem se estabeleceu em Soure, em 1128.
Segundo uma lápide existente no Convento de Cristo, colocada junto à primitiva entrada na Rotunda Templária pelo Infante D. Henrique, Mestre Gualdim Pais além do castelo e vila de Tomar, fundou ainda, os castelos de Pombal, Zêzere (hoje desaparecido - no atual concelho de Vila Nova da Barquinha), Almourol, Idanha e Monsanto.
Deu foral à vila de Tomar, em 1162, que se tornou então a sede dos Templários no reino. Cercado este castelo em 1190, pelas forças Almóadas, sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al Mansur, os Templários conseguiram defendê-lo graças a uma estratégia eficaz, até que, ao fim de seis dias, o cerco foi levantado e os muçulmanos abandonaram a empresa.
Gualdim Pais faleceu em Tomar, no ano de 1195 e encontra-se sepultado na igreja de Santa Maria dos Olivais, que foi panteão dos mestres do Templo.
Gualdim Pais (Amares, 1118 - Tomar, 1195) foi um cruzado português, Freire Templário e Cavaleiro de D. Afonso Henriques (1128-1185). Foi o fundador da cidade de Tomar.
Filho de Paio Ramires e de Gontrode Soares, foi criado no mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e ficou muito cedo ao serviço do futuro Rei, D. Afonso Henriques, combatendo ao lado dos seus irmãos de armas, os cavaleiros Mem Ramires e Martim Moniz, em todas as batalhas contra os mouros para conquistar o reino. Veio a ser ordenado Cavaleiro pelo soberano no campo de Ourique (1139).
Partiu depois para a Palestina, onde militou durante cinco anos como Cavaleiro da Ordem dos Templários, tendo participado do cerco à cidade de Gaza.
Ao retornar, foi ordenado como quarto Grão-Mestre da Ordem em Portugal (1157), então sediada em Soure, onde tinham castelo desde 1128 (Castelo de Soure) por doação de D. Teresa. Fundou, nessa capacidade, o Castelo de Tomar e o Convento de Cristo (1160), que se tornou o Quartel-General dos Templários no país, dando foral à nova vila no ano de 1162.
Também fundou o Castelo de Almourol, o da Idanha, o de Ceras, o de Monsanto e o de Pombal. Deu foral a Pombal em 1174.
Cercado em 1190 em Tomar pelas forças do Califado Almóada sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur, conseguiu defender o Castelo contra esse efetivo numericamente superior, detendo assim a invasão do norte do Reino por esta parte.
Faleceu em Tomar no ano de 1195, e ali se encontra sepultado, na Igreja de Santa Maria dos Olivais.
Gualdim Pais (Amares, 1118 - Tomar, 1195) foi um cruzado português, Freire Templário e Cavaleiro de D. Afonso Henriques (1128-1185). Foi o fundador da cidade de Tomar.
Filho de Paio Ramires e de Gontrode Soares, foi criado no mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e ficou muito cedo ao serviço do futuro Rei, D. Afonso Henriques, combatendo ao lado dos seus irmãos de armas, os cavaleiros Mem Ramires e Martim Moniz, em todas as batalhas contra os mouros para conquistar o reino. Veio a ser ordenado Cavaleiro pelo soberano no campo de Ourique (1139).
Partiu depois para a Palestina, onde militou durante cinco anos como Cavaleiro da Ordem dos Templários, tendo participado do cerco à cidade de Gaza.
Ao retornar, foi ordenado como quarto Grão-Mestre da Ordem em Portugal (1157), então sediada em Soure, onde tinham castelo desde 1128 (Castelo de Soure) por doação de D. Teresa. Fundou, nessa capacidade, o Castelo de Tomar e o Convento de Cristo (1160), que se tornou o Quartel-General dos Templários no país, dando foral à nova vila no ano de 1162.
Também fundou o Castelo de Almourol, o da Idanha, o de Ceras, o de Monsanto e o de Pombal. Deu foral a Pombal em 1174.
Cercado em 1190 em Tomar pelas forças do Califado Almóada sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur, conseguiu defender o Castelo contra esse efetivo numericamente superior, detendo assim a invasão do norte do Reino por esta parte.
Faleceu em Tomar no ano de 1195, e ali se encontra sepultado, na Igreja de Santa Maria dos Olivais.
A Casa do Concelho de Tomar em Lisboa, no seguimento do almoço – convívio com o Bacalhau ao Gosto de Eça de Queirós e António Feijó, no passado dia 26 de Outubro, pretende retomar essa temática gastronómica e literária no próximo ano.
Deste modo, aquela instituição regionalista e o Clube de Gastronomia de Ponte de Lima voltarão a unir-se, desta vez para assinalar os 180 anos do nascimento do escritor, ocorrido a 25 de Novembro de 1845 na Póvoa de Varzim, em casa de Francisco Augusto Pereira Soromenho, fiscal do pescado e irmão da avó materna de Eça, Ana Francelina Pimentel Amado Soromenho , oriundos de Lagos, Algarve, família radicada na capital poveira e em Ponte de Lima.
O programa em elaboração incluirá algumas evocações bio - biográficas do autor de “Os Maias”, com percurso pedonal na baixa lisboeta, salientando-se as suas residências no Rossio e no Chiado (Rua Nova da Trindade), antes de se mudar para a Quinta dos Castanhais em Sintra. Depois, uma recordação dos restaurantes predilectos de Eça, situados na Rua da Prata e na Vítor Córdon, ou o Hotel Mata, entre outros locais de referência do escritor, diplomata e gastrónomo falecido em Paris a 16 de Agosto de 1900.
Também, prosseguem investigações para indagar o local do decesso da mãe do escritor, Carolina Augusta Pereira de Eça, natural de Monção ocorrido na freguesia de Arroios em 1908, com a idade de 82 anos.
Mas, para a recriação histórica desses tempos da Lisboa fin de siécle, também o cardápio retomará a narrativa queirosiana. Mas isso, será responsabilidade da equipa de cozinha do Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, com os chefs Paulo Santos e Domingos Gomes e o “chefinho” João Leonardo Matos. Das pesquisas em curso, salientamos a possibilidade dos participantes debicarem os cogumelos recheados com alheira, trecho colhido n O Crime do Padre Amaro, que no próximo ano também completa 150 anos da sua publicação, ou outras referências escritas, como o caldo de galinha ou o arroz de favas para confraternidade nas mesas do salão da Casa do Concelho de Tomar.
Aprofundar a pesquisa, elaborar cardápio e escolha de produtos para satisfazer desejos e pedidos de comensais e amigos das Letras, foram o motivo para o “regresso” de Eça de Queirós á mesa da Casa do Concelho de Tomar em Lisboa, no próximo ano, instituição regionalista de que é presidente o Dr. Carlos Galinha. Depois do sucesso do almoço literário no passado sábado 26 de Outubro, sucedem-se os pedidos de conterrâneos, apreciadores da vida e da obra do autor d” Os Maias”, para a realização dum evento similar ou repetido em 2025.
Deste modo, o Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, e o líder da instituição regionalista dos Templários na capital portuguesa, voltarão a organizar esse convívio de faca e garfo, interrompido com umas evocações gastronómicas na obra do grande escritor do último quartel do século XIX, falecido aos 16 de Agosto de 1900, em Neuilly, Paris, como cônsul de Portugal. De salientar, que no encontro marcaram presença elementos do Círculo Eça de Queirós, uma agremiação lisboeta fundada em 1940, com sede no Chiado.
Para o também gastrónomo que considerava como “ … coisas mais deliciosas de Portugal, legumes, vinhos e doces, o lombo de porco e vitela de Lafões”, como regista na sua obra A Correspondência de Fradique Mendes, ou “… espumar o vinho verde, fazendo-o cair de uma caneca vidrada…”, trecho d’ AIlustre Casa de Ramires, ou ainda os “ cogumelos recheados com alheira”, referidos em O Crime do Padre Amaro, levam-nos a recriar uma ementa com esses ou outros produtos regionais lusitanos, elencados por Eça de Queirós.
Mas, em tempo de balanço, é de agradecer aos colegas responsáveis pela confecção do almoço, esse Bacalhau (de cebolada) ao gosto de Eça de Queirós e António Feijó, subscrito pelas dezenas de participantes no repasto: Paulo Santos, João Leonardo Matos, Domingos Gomes e Filipe Matos, e quanto aos vinhos, Guilherme Galante.
Oito dezenas de comensais participaram no Sábado último, 26 do corrente mês, numa apresentação do Bacalhau ao Gosto de Eça de Queirós (1845-1900) e de António Feijó (1859-1917), cujo perfil gastronómico de ambos foi evidenciado com esse evento.
A iniciativa vem no seguimento de parceiros e amigos do Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, este conjunto de conterrâneos apreciadores de comida tradicional portuguesa, no qual proliferam chefs e ajudantes de cozinha, produtores de vinhos, doces e enchidos, que no nosso Portugal e mais além divulgam esses produtos regionais.
Os artistas da culinária foram quatro: os Chefs Paulo Santos, da Casa de S. Sebastião em Ponte de Lima; o colega Domingos Gomes, do Restaurante Rio Lima, em Cardielos, Viana do Castelo, e os jovens ajudantes, com experiência na área: Filipe Matos, do “Fátima Amorim”, na Correlhã, e João Leonardo Matos, da Taverna da Cadeia Velha, mais duas unidades limianas da restauração.
Mas, elenquemos o programa alimentar do dia: a começar, entreténs diversos com enchidos como o paio de suíno Pontelimês e, um similar, mas das Argas, completados com mais lambarices na forma de queijos curado e de mistura.
A antever a chegada do Rei das mesas de Portugal , uns taquinhos de bacalhau frito, seguido do cardápio queirosiano / limiano: o Bacalhau ao gosto dos dois escritores e diplomatas, esse pitéu oitocentista do receituário do desaparecido Hotel Espanhol na Rua da Prata, e num outro, o Bragança, para os lados do Chiado, e essoutro refúgio alimentar, o Restaurante Augusto, na Travessa Portas da Trindade.
Como capítulo da história alimentícia de Portugal, recordemos que essa especialidade piscícola já é mencionada pelo ilustre escritor já em 1887 n “A Relíquia”; relembrado nas “Últimas Páginas”, e “Eça de Queirós Entre os Seus”, duas edições póstumas publicadas em 1912, e ainda na “Correspondência”, lançada só em 1925. A variante do Bacalhau ao Gosto de Eça de Queirós e António Feijó, consiste principalmente na substituição das batatas fritas ás rodelas, por outras cozidas com a casca ou pele, e depois laminadas aos cubos ou também rodelas.
A rematar a deliciosa refeição o habitual Leite Creme queimado, muito comum na restauração de Ponte de Lima.
Quanto a vinhos por selecção do painel de provadores do Clube de Gastronomia, o aconselhamento foi predominante o Loureiro. Este serviço, esteve confiado e bem, a Guilherme Galante com sua Pipa de Sabores, promotor de néctares minhotos e outros, com epicentro em Ponte de Lima, na região de Lisboa.
Quanto aos convidados, salientamos o Presidente da Junta de Alvalade, Miguel Tomás Gonçalves e seu tesoureiro Paulo Moura; o Secretário da de Arroios, João Borges da Costa; o ex-eurodeputado nas comissões de Segurança Alimentar e Saúde Pública, e agora deputado á Assembleia Municipal de Lisboa, José Inácio Faria.
João Leonardo Matos, nascido há 23 anos na freguesia de Arcozelo, frente á sede do concelho, é um jovem promissor na cozinha regional portuguesa, especialmente a Limiana. Formado pela Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo, e depois do estágio na “Cozinha Velha”, próximo de sua residência, onde nos pratos residentes se salientam o Leitão à moda da Bairrada e o Arroz de Sarrabulho, lá começou o seu gosto pelas artes culinárias do Portugal interior.
Depois, João Matos ingressou na vida profissional, sendo o responsável da cozinha da Taverna da Cadeia Velha, onde a par de receitas tradicionais, também um toque nas estrangeiras, pois há apreciadores lusos . Por outro lado, o jovem cozinheiro deseja apostar no receituário de outrora, mas juntando inovação e um toque especial a seu gosto. É o caso de dois acepipes da casa: os Pimentos Padrón, da Galiza, Espanha, e as Tâmaras enroladas em bacon, este último uma ligação entre o Norte de África e a Ásia.
E, perante estas apetências, João Leonardo Matos é o novo elemento do Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, sector de Cozinha. Esse grupo de promoção dos produtos regionais em Portugal e estrangeiro, contará em próximos eventos com a colaboração do conterrâneo: no próximo Sábado, 26 do corrente, no Bacalhau ao gosto de António Feijó e Eça de Queirós, na Casa do Concelho de Tomar em Lisboa; e, já para 2025 mais longe: em Bruxelas, um serviço com a nossa Confraria dos Vinhos de Portugal na Bélgica, e depois um outro em França, ambos reunindo também os experimentados Chefs Paulo Santos, da Casa de S. Sebastião em Ponte de Lima, e Domingos Gomes, do “Rio Lima”, em Cardielos, Viana do Castelo.
O Leite Creme ou Creme Queimado, foi escolhido pela equipa de cozinha que vai confecionar o Bacalhau á Moda de António Feijó e Eça de Queirós, para remate desse convívio de Sábado próximo, 26 do corrente mês , na Casa do Concelho de Tomar em Lisboa.
A sobremesa regional portuguesa é omnipresente em refeições de restaurantes de Ponte de Lima, nomeadamente na Clara Penha (hoje Casa dos Sabores, empreendimento municipal), o Solar do Taberneiro, o Diamante Azul, o S. Nicolau, o Encanada, o Gaio, o Manuel Padeiro, o Sabores do Lima (foto cedida), a Taverna Cadeia Velha, a Tulha, a extinta Maria Preta (S. João) e nos arredores a Fátima Amorim, o Sonho do Capitão, a Casa de S. Sebastião, a Carvalheira, a Cozinha Velha, entre outros.
Assim, após o teste do chefinho da Cadeia velha, Leonardo Matos, tudo está selecionado: leite, ovos caseiros, limão, farinha, pau de canela, etc.. e segredo!
O Leite Creme foi também sobremesa apreciada em 22 de Fevereiro de 1992 pelo escritor brasileiro Jorge Amado (1912-2001), em visita a Ponte de Lima, acompanhado do saudoso amigo Nuno Lima de Carvalho, Secretário Geral do Casino Estoril e fundador Grão – Mestre da Confraria Gastronómica do Minho. O autor de dezenas de títulos, alguns deles adaptados a telenovelas, fechou o Arroz de Sarrabulho em Ponte de Lima com essa delícia doceira, diz a tradição adaptada da – crema catalana – da Catalunha, Espanha.
Mas, caso desejem os amigos leitores degustar esta especialidade de Ponte de Lima com o bacalhau, ainda existem poucas, mas algumas inscrições possíveis.
Albino António de Oliveira de Carvalho nascido em 1884 na Póvoa do Lanhoso, era comerciante no Alvito, Tomar, onde era conhecido por «Carvalho das Batatas».
Detido para averiguações a 26 de fevereiro de 1937, numa esquadra de polícia, foi enviado para a Prisão do Aljube, em Lisboa, onde permaneceu de 23 de março a 8 de agosto desse ano. Após uma passagem de quase dois anos pela Prisão de Peniche, entre agosto de 1937 e maio de 1939, regressou por uns dias ao Aljube, de 7 a 12 de maio de 1939, passando ainda pelo reduto norte da Prisão de Caxias, até embarcar para o Campo de Concentração do Tarrafal, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, a 20 de junho de 1939.
Como desenlace deste périplo prisional, foi no Tarrafal que agonizou e acabou por morrer no dia 22 de outubro de 1941, aos 56 anos, vítima de doença, maus-tratos e falta de assistência médica.