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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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O HUMOR “MATURADO” DE HUGO SOUSA NO CINE TEATRO JOÃO VERDE EM MONÇÃO

O novo espetáculo de stand-up comedy, do humorista e comediante Hugo Sousa, denominado “Maturado”, chega ao Cine Teatro João Verde no dia 26 de outubro, sexta-feira, pelas 21h30. Os bilhetes, no valor de 7,00 €, estão à venda na Loja Interativa de Turismo e no Cine Teatro João Verde.

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“Maturado”, escrito e interpretado por Hugo Sousa, está a percorrer o país de norte a sul, abordando temas relacionados com a sua vida pessoal, viagens com muitos episódios para contar e relatos de histórias com pormenores que, diz o comediante, não vão deixar a sua mãe orgulhosa......

Nascido a 23 de Fevereiro de 1980, no Porto, Hugo Sousa participou inúmeras vezes no programa “Levanta-te e Ri” da SIC, trabalhou vários anos no Porto Canal com o programa “Bolhão Rouge”, apresentou o “Canta Portugal”, o “Eu Sou Portugal” e foi uma das caras da Praça da Alegria, da RTP1.

Hugo Sousa é autor de textos humorísticos e anda pelo país com espetáculos de stand-up comedy. Lançou um DVD, gravado ao vivo no Teatro Villaret, em Lisboa, tendo, em 2015 e 2016, feito uma tournée por várias cidades com o espetáculo “Frenético”. Em 2017, visitou grande parte das cidades portuguesas com o projeto "On the Rocks".

JOVENS FAMALICENSES EXECUTAM PROJECTO ARTÍSTICO

Coprodução da Casa das Artes e da Companhia de Música Teatral. Projeto artístico envolve famílias e escolas em Famalicão

As crianças do ensino pré-escolar de diversas escolas de Vila Nova de Famalicão são chamadas a integrar o projeto “Orizuro”, uma iniciativa de educação através da arte, que decorre até dezembro. Trata-se de uma ação da Casa das Artes de Famalicão em parceria com a Companhia de Música Teatral que se baseia na conceção de pássaros em origami a partir da experimentação de estímulos sonoros e sensoriais.

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Cerca de duas dezenas de agentes locais de educação participaram numa ação de formação, na passada quinta-feira, 4 de outubro, na Casa das Artes, em que fizeram a experiência sensorial que vão passar, agora, às crianças que, diariamente, educam nas suas instituições. Foi uma sessão animada e que exigiu a integração dos participantes numa moldura grupal, modelada por duas artistas da Companhia de Música Teatral.

Foram cerca de duas horas de intensidade sensorial pouco habitual para a maioria das participantes, mas que, a julgar pelos testemunhos que prestaram no final, conseguiram fazer com que se apaixonassem pela iniciativa que vão agora implementar com os meninos e meninas que educam. Outro dos objetivos de “Orizuro” é envolver os pais das crianças, permitindo-lhes a partilha do projeto em momentos de qualidade. Ouvir os pássaros, pintar, dobrar e construir o seu origami, são algumas das tarefas que os pais são chamados a fazer com os seus filhos, gerando, assim, eles mesmos, uma coprodução que será apoiada pela técnica, mais tarde, no respetivo Jardim de Infância.

A Companhia de Música Teatral e a Casa das Artes apoiam a execução do projeto, entre outras ações, com a PaPI (Peça a Peça Itinerante) - Opus 8, que concentra toda a narrativa do projeto e a torna mais compreensível por todos, em cada uma das instituições que se quiseram envolver.

O projeto Orizuro deriva do origami “Orizuru” (pássaro) – que na cultura tradicional do Japão é um símbolo de felicidade e paz –  e inspirou este projeto que visa ajudar a olhar e a escutar o mundo de forma poética a partir da primeira infância.

Tudo resultará na criação de uma “instalação” em cada escola. Esta “instalação” é um objeto cénico preparado para ser “ninho” onde serão colocados os pássaros da imaginação de cada criança guiada pelos seus pais e educadores.

Cada uma destas “instalações” será, em dezembro, mostrada à comunidade na Casa das Artes, confirmando também a natureza da intervenção educativa deste equipamento cultural de Vila Nova de Famalicão.

Um projeto a seguir, com atenção.

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TEATRO EM BARCELOS É UM FESTIVAL

Festival de Teatro Popular junta sete grupos do concelho. 31.ª edição do evento realiza-se entre 6 de outubro e 3 de novembro

O mais antigo e importante evento de teatro do concelho está de volta. De 6 de outubro a 3 de novembro, o Teatro Gil Vicente vai receber sete espetáculos de companhias de teatro de Barcelos.

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A 31.ª edição do Festival de Teatro Popular de Barcelos começa no dia 6 de outubro com o TPC – Teatro Popular de Carapeços a levar à cena a comédia “TPE – Tudo para Enterros”.

No dia 13, os Pioneiros da Ucha apresentam a peça “Tire Dali a Menina”. No dia 19, é a vez de a Via 3 – Companhia de Teatro subir ao palco do Teatro Gil Vicente para representar “Aristides, e agora?”.

A Associação Amigos do Pato participa nesta edição do Festival de Teatro Popular de Barcelos com a encenação “O cliente tem sempre razão”, no dia 20.

O Grupo de Teatro Amador da Pousa – O Branselho vai apresentar “Trair pelos Dois”, no dia 27, e a Associação Só Podia Teatrices & Companhia leva à cena “Só podia ser assim”, no dia 28.

A fechar a 31.ª edição do certame, o Teatro de Balugas apresenta a peça “Pão Nosso”, no dia 3 de novembro.

Os espetáculos começam às 21h30, com exceção da peça da Associação Só Podia, no dia 28, que tem início às 16h00.

A entrada é livre, mas sujeita a reserva, que poderá ser efetuada através de-mail (tgv@cm-barcelos.pt) ou telefone (253 809 694).

Organizado pela Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos e com o apoio do Município de Barcelos, o festival tem como principal objetivo a troca de experiências entre grupos, o desenvolvimento da arte teatral e a promoção de novos projetos teatrais.

COMÉDIAS DO MINHO E VENTO MINHO RENOVAM PARCERIA DE MECENATO

Quartel é o novo espaço residente da companhia de teatro

As Comédias de Minho e a VentoMinho renovaram a parceria de mecenato no valor de 100 mil euros anuais, no dia em que esta companhia de teatro do Vale do Minho também tomou conta do Quartel como novo espaço de trabalho.

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Na presença da Secretária de Estado Adjunta do Primeiro-Ministro, Mariana Vieira da Silva, bem como dos promotores Crédito Agrícola – Caixa do Noroeste, Conselho de Administração da VentoMinho e representantes dos seus acionistas e os cinco presidentes dos Municípios do Vale do Minho e que integram o núcleo desta companhia de teatro, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira, as Comédias do Minho ganharam um novo espaço residente que assim substitui o até agora utilizado no Centro Cultural de Paredes de Coura.

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“Temos que nos empenhar todos os dias neste projeto cultural”, explicou o Presidente da Câmara de Paredes de Coura e das Comédias do Minho, acrescentando que “a cultura não é uma herança, mas uma conquista de todos os dias e a VentoMinho tem esta sensibilidade como ninguém, fazendo deste projeto um caso único ao nível do mecenato”.

Já a Secretária de Estado Adjunta do Primeiro-Ministro, Mariana Vieira da Silva, sublinhou a importância das Comédias do Minho como “projeto colaborativo que promove a coesão do território e consegue garantir o acesso da cultura às populações”, acrescentando também que tem “o apoio dos setores mais inovadores do país”, como a VentoMinho. Também Nuno Ribeiro da Silva, do Conselho de Administração da VentoMinho, relevou a importância do “papel social e da aposta na cultura” nos territórios onde desenvolvem a sua atividade

O Quartel é assim designado porque ocupa o lugar do antigo quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura e que foi alvo de uma reabilitação municipal no âmbito da candidatura apresentado ao Norte 2020 – Reabilitação Urbana, num investimento total de cerca de 220 mil euros e dotado de infraestruturas pensadas especificamente para uma utilização na criação e produção artísticas.

Recorde-se que as Comédias do Minho são um projeto artístico que se desenha e articula em três eixos: a companhia que leva os espetáculos de teatro itinerante às aldeias do Vale do Minho; o projeto pedagógico junto da comunidade educativa dos cinco municípios e o projeto comunitário com cinco grupos de teatro de amadores e as associações culturais do território, num trabalho contínuo de relação e proximidade.

As Comédias do Minho pertencem aos cinco municípios do Vale do Minho -- Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira --, são apoiadas pelo Estado português e contam com o apoio de 100 mil euros anuais da VentoMinho, empresa de energias renováveis que desde 2006 tem apoiado incondicionalmente este projeto.

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COMÉDIAS DO MINHO E VENTO MINHO RENOVAM PARCERIA DE MECENATO

Quartel é o novo espaço residente da companhia de teatro

As Comédias de Minho e a VentoMinho renovaram a parceria de mecenato no valor de 100 mil euros anuais, no dia em que esta companhia de teatro do Vale do Minho também tomou conta do Quartel como novo espaço de trabalho.

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Na presença da Secretária de Estado Adjunta do Primeiro-Ministro, Mariana Vieira da Silva, bem como dos promotores Crédito Agrícola – Caixa do Noroeste e os cinco presidentes dos Municípios do Vale do Minho e que integram o núcleo desta companhia de teatro, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira, as Comédias do Minho ganharam um novo espaço residente que assim substitui o até agora utilizado no Centro Cultural de Paredes de Coura.

“Temos que nos empenhar todos os dias neste projeto cultural”, explicou o Presidente da Câmara de Paredes de Coura e das Comédias do Minho, acrescentando que “a cultura não é uma herança, mas uma conquista de todos os dias”.

Já a Secretária de Estado Adjunta do Primeiro-Ministro, Mariana Vieira da Silva, sublinhou a importância das Comédias do Minho como “projeto colaborativo que promove a coesão do território e consegue garantir o acesso da cultura às populações”, acrescentando também que tem “o apoio dos setores mais inovadores do país”, como a VentoMinho, na área das energias renováveis.

O Quartel é assim designado porque ocupa o lugar do antigo quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura e que foi alvo de uma reabilitação municipal no âmbito da candidatura apresentado ao Norte 2020 – Reabilitação Urbana, num investimento total de cerca de 220 mil euros e dotado de infraestruturas pensadas especificamente para uma utilização na criação e produção artísticas.

Recorde-se que as Comédias do Minho são um projeto artístico que se desenha e articula em três eixos: a companhia que leva os espetáculos de teatro itinerante às aldeias do Vale do Minho; o projeto pedagógico junto da comunidade educativa dos cinco municípios e o projeto comunitário com cinco grupos de teatro de amadores e as associações culturais do território, num trabalho contínuo de relação e proximidade.

As Comédias do Minho pertencem aos cinco municípios do Vale do Minho -- Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira --, são apoiadas pelo Estado português e contam com o apoio de 100 mil euros anuais da VentoMinho, empresa de energias renováveis que desde 2006 tem apoiado incondicionalmente este projeto.

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BARCELOS PROMOVE MÚSICA E TEATRO EM OUTUBRO

Música e teatro marcam programação cultural do mês de outubro do Teatro Gil Vicente

A programação cultural de outubro do Teatro Gil Vicente arranca com o ciclo de concertos itinerante ‘triciclo’, cujo concerto de estreia tem lugar no dia 4 de outubro, às 22h, com a banda portuguesa 'Três Tristes Tigres' que vem a Barcelos relembrar alguns dos temas que a tornaram numa das bandas mais icónicas dos anos 90.  O espetáculo é gratuito.

Teatro Gil Vicente

A música tem ainda lugar reservado nos dias 14 e 21. A rubrica “Em família no TGV” reserva a tarde de domingo, dia 14, às 16h, com o grupo Trovas e Cantigas com o espetáculo D’Encantar, que apresenta temas que marcaram a geração dos avós, pais, filhos e netos.

No dia 21, às 17h, a Sinfonietta de Braga apresenta o espetáculo “Barroco Veneziano”, com concertos para oboé com Samuel Bastos.

O Festival de Teatro preenche grande parte da programação do Teatro Gil Vicente no mês de outubro. No dia 6, às 21h30, o TPC (Teatro Popular de Carapeços) traz “Tudo para enterros”; no dia 13, o Grupo de Teatro Pioneiros da Ucha leva  ao espaço cénico  “Tire dali a menina”; no dia 19, é a vez da Via3 Companhia de Teatro trazer “Aristides, e agora?”; “O cliente tem sempre razão”, no dia 20, pela Associação Amigos do Pato; “Trair pelos dois”, no dia 27, pelo Grupo de Teatro Amador da Pousa; e, a encerrar o mês, no dia 28, às 16h, a Associação Só Podia Teatrices & Companhia traz “Só podia ser assim”.

O cinema, a cargo da Associação ZOOM-Cineclube, chega ao Teatro no dia 11, às 21h30, com a película “Jauja” de Lissandro Alonso. As entradas têm um custo de 3,5€ (geral) e 1,75€ (Cartão Quadrilátero). Os sócios não pagam.

As Folk Session Barcelos estão de volta ao TGV e ocupam a programação dos dias 15, 22 e 29, às 21h00. A inscrição é obrigatória.

Os bilhetes para assistir aos espetáculos no Teatro podem ser adquiridos no local, ou através de reserva por e-mail (tgv@cm-barcelos.pt) ou telefone (253 809 694).

AgendaOutubro2018-TGV

FAMALICÃO É UM ESPECTÁCULO!

Cão Danado leva música, dança e teatro ao Parque da Devesa. Iniciativas promovidas no âmbito do projeto “Germinal” decorrem hoje e amanhã

A companhia cultural Cão Danado vai “assentar arraiais” no Parque da Devesa, durante o fim-de-semana com o projeto “Germinal” e a residência artística com Davis Freeman. São dois dias, hoje e amanhã, que mais parecem uma maratona cultural com inúmeras iniciativas e atividades destinadas a todos os públicos.

Toalhas pintadas para o piquenique (1)

Pelas 17h00, 17h45 e 18h30 de hoje, na Ilha dos Amores será feita a apresentação pública de “(A)Solos/Assentos”, que é o culminar do trabalho com Pascal Luneau, em Famalicão. Cinco textos sobre o tema do “assento”, do estado de estar sentado com ou diante de outras pessoas. Jovens atores recém formados pela ACE de Famalicão, apresentam divididos em três grupos três diferentes versões na Ilha dos Amores.

A partir das 19h00, arranca a residência artística Expanding Energy com Davis Freeman, com uma conferência/performance (com ações performativas de 4 bailarinos). Pelas 20h00, realiza-se o jantar/debate e pelas 22h00, o concerto/performance. Sob orientação de Davis Freeman e Leonor Keil, a participação dos músicos Jochen Arbeit e Sérgio Martins e da atriz Sara Barbosa, será preparado um cocktail de todos os problemas ambientais que promete levar os corações ao limite numa explosão de energia.

No sábado, a partir das 16h00, o parque é palco do concerto Germinal com Jorge Fernandes &co. Às 17h00, arranca o piquenique/lanche com as toalhas realizadas na oficina do fim-de-semana de 8 e 9 de Setembro. Pelas 18h00, nova apresentação pública de "(A)Solos/Assentos", com encenação de Pascal Luneau e 19h30, acontece “Arte em Processo" com Teresa Silva, Afonso Rocha e Constança Araújo Amador, onde se procura refletir sobre as novas realidades artísticas contemporâneas nos seus discursos indefinidos, plurais e abertos, que conduzem a novas formas de pensar e comunicar.

A partir das 21h30, destaque para "7 Promessas", com direcção de Davis Freeman. "7 Promessas" apresenta dois pregadores ambientalistas/ecologistas que apelam à audiência a transformar as suas palavras em ação. Nós sabemos que enfrentamos um desastre ecológico iminente, mas a questão é, porque é que não estamos a fazer mais em relação a isso? "7 Promessas" debruça-se sobre estes problemas com um sentido de urgência e humor.

A partir das 22h30, acontece "Karaoke Art", com direção de Davis Freeman. Davis Freeman endereçou um convite a quinze artistas internacionalmente aclamados para que integrassem este projeto. A cada artista foi dada uma lista de canções de karaoke e foi-lhes pedido que criassem um vídeo totalmente original para a canção da sua preferência, tendo como única exigência que o vídeo transmitisse o seu estilo pessoal e a sua visão do mundo atual, sem retirar preponderância à música e às letras. No bom estilo de um karaoke tradicional, o único intérprete deste projeto é o público, que apenas poderá visualizar os vídeos se os selecionar para cantar. À meia-noite a festa encerra com DJ Tatsumaki.

A participação é livre.

Toalhas pintadas para o piquenique (2)

CABECEIRAS DE BASTO LEVA À CENA PEÇA TEATRAL QUE EVOCA TRAGÉDIA OCORRIDA NO ANO PASSADO NO CENTRO DO PAÍS

Teatro junta mais de 600 pessoas nos Claustros do Mosteiro

Mais de 600 pessoas assistiram ontem à noite, 19 de setembro, à grande produção teatral ‘Aquilo que arde em nós’, mais um magnífico espetáculo produzido pelo CTCMCB – Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto.

CTCMCB - Aquilo que arde em nós - S. Miguel (19-08-2018) (1)

O evento que assinalou a pré-abertura da Feira e Festas de S. Miguel decorreu nos magníficos Claustros do Mosteiro e foi seguido de uma pequena sessão de fogo-de-artifício.

Assistiram à encenação teatral o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, vereadores, presidentes de Junta de Freguesia, entre outros autarcas e público em geral.

A peça intitulada ‘Aquilo que arde em nós’ que levou ao palco dezenas de atores, figurantes e outros participantes é “uma construção poética das chamas enquanto paixão, enquanto vida, vingança, alegria e dor”. Uma história carregada de símbolos de um Portugal que ardeu tragicamente em 2017.

Esta iniciativa contou com o apoio da IBERDROLA, empresa que volta, assim, a assumir o seu compromisso social, através do apoio a atividades capazes de motivar a aproximação da população à Cultura, dinamizando toda região, especialmente o município de Cabeceiras de Basto.

Recorde-se que a Iberdrola é a empresa que está a desenvolver o Sistema Eletroprodutor do Tâmega, um dos maiores projetos hidroelétricos levados a cabo na Europa nos últimos 25 anos, patrocinando este evento que decorreu ontem à noite nos Claustros do Mosteiro de S. Miguel de Refojos.

O Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto continua a surpreender e a cativar grande número de espetadores, o que faz deste projeto um projeto de sucesso no nosso concelho.

Foi desta brilhante forma, com uma extraordinária participação popular, que arrancaram as Festas do Concelho 2018 que se prolongam até ao dia 30 de setembro em Cabeceiras de Basto, com um programa vasto e muito diversificado, capaz de atrair todos os públicos, desde as crianças ao seniores, passando pelos jovens e adultos.

CTCMCB - Aquilo que arde em nós - S. Miguel (19-08-2018) (2)

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CABECEIRAS DE BASTO LEVA TEATRO ÀS FESTAS DE S. MIGUEL

Grande produção teatral assinala hoje a pré-abertura da Feira e Festas de S. Miguel

O CTCMCB – Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto volta a surpreender o público esta noite, 19 de setembro, com a grande produção ‘Aquilo que arde em nós’, “uma construção poética das chamas enquanto paixão, enquanto vida, vingança, alegria e dor”. Esta história é também uma obra forte, carregada de símbolos de um Portugal que ardeu tragicamente em 2017. “É uma prova de amor através do fogo”.

CTCMCB - Aquilo que arde em nós (1)

De acordo com a sinopse, o espetáculo inspirou-se nas diversas formas que o fogo pode assumir nas nossas vidas. “É verão, e na Aldeia todos comemoram o São Pedro. Guida é a filha do meio de um pai muito severo. A chegada de Edgar, um rapaz de Viana do Castelo, acende algo dentro das raparigas, especialmente dentro dela. Mas o fogo da raiva parece crescer em Augusto, que também a deseja. Tudo parece arder. Tudo é festa. Tudo é tragédia. Tudo é coragem”.

O emocionante espetáculo que conta com o apoio da IBERDROLA assinala esta noite, a partir das 21h30, a pré-abertura da Feira e Festas de S. Miguel nos magníficos Claustros do Mosteiro, seguido de uma sessão de fogo-de-artifício.

São esperadas esta noite largas centenas de pessoas para assistir a mais uma brilhante peça de teatro produzida pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto que continua, assim, a promover a cultura ao seu melhor nível em Cabeceiras de Basto, cativando e fidelizando o público que acarinha este projeto de sucesso no nosso concelho.

ESCRITOR E DRAMATURGO FERNANDO PINHEIRO EVOCA D. GUALDIM PAIS

Fernando Pinheiro apresenta livro e peça de teatro sobre a vida de D. Gualdim Pais

O escritor e dramaturgo Fernando Pinheiro lança um romance histórico sobre a vida de D. Gualdim Pais nas Jornadas Gualdinianas, organizadas para celebrar o 9.º centenário do nascimento de D. Gualdim Pais. O programa das comemorações começa em Barcelos nos dias 21 e 22 de setembro, continuando em Braga (29 de setembro), Coimbra (6 de outubro), Tomar (13 de outubro) e Vila Verde (20 de outubro).

O Fronteiro de Deus – A Vida Heróica de D. Gualdim Pais

Além da apresentação da obra O Fronteiro de Deus – A Vida Heróica de D. Gualdim Pais, o maior monge-guerreiro de Portugal, o autor, distinguido o ano passado com o prémio Palco de Terra, leva à cena com a companhia de teatro Nova Comédia Bracarense um drama histórico sobre o fascinante roteiro de vida de D. Gualdim Pais, desde o seu nascimento em Santo André de Marecos (hoje um lugar de Barcelinhos), no ano de 1118, até à sua morte em Tomar, em 1195, na condição de Mestre da Ordem do Templo, depois de demoradas passagens por Coimbra e Terra Santa (Palestina), onde se fez monge, militar e templário.

BARCELOS

21 de setembro

21h30 – Representação do drama histórico O Fronteiro de Deus – A Vida Heróica de D. Gualdim Pais, o maior monge-guerreiro de Portugal, de Fernando Pinheiro, pela Nova Comédia Bracarense (Teatro Gil Vicente)

22 de setembro

17h00 – Apresentação do livro O Fronteiro de Deus – A Vida Heróica de D. Gualdim Pais, o maior monge-guerreiro de Portugal, de Fernando Pinheiro (Auditório da Câmara Municipal de Barcelos)

21h30 – Representação do drama histórico O Fronteiro de Deus – A Vida Heróica de D. Gualdim Pais, o maior monge-guerreiro de Portugal, de Fernando Pinheiro, pela Nova Comédia Bracarense (Teatro Gil Vicente)

BRAGA

29 de setembro

17h00 – Apresentação do livro O Fronteiro de Deus – A Vida Heróica de D. Gualdim Pais, o maior monge-guerreiro de Portugal, de Fernando Pinheiro (Auditório do Hospital de São Marcos)

21h30 – Representação do drama histórico O Fronteiro de Deus – A Vida Heróica de D. Gualdim Pais, o maior monge-guerreiro de Portugal, de Fernando Pinheiro, pela Nova Comédia Bracarense (Auditório Vita)

FAMALICÃO REALIZA SEMANA DE TEATRO PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE

O Porquê? da Fértil leva teatro contemporâneo ao Vale do Este de Famalicão. Semana de Teatro para a Infância e Juventude realiza-se de 1 a 5 de outubro com espetáculos particularmente dirigidos para os vários níveis de ensino

Porquê? Porque é preciso estimular a curiosidade e formar públicos para as artes e para a cultura, criando consciência e autocrítica. É nesta premissa que assenta a organização do Porquê?, a Semana de Teatro Dedicado à Infância e Juventude que vai decorrer entre os dias 1 e 5 de outubro no Vale do Este, em Vila Nova de Famalicão, numa organização da Associação Fértil Cultural.

Rui Leitão e Neuza Fangueiro com Paulo Cunha

Com uma programação fortemente dirigida ao público escolar – os espetáculos foram particularmente escolhidos em função dos diferentes níveis de ensino -, a iniciativa prevê a presença em Famalicão de várias companhias de referência em Portugal no que consta à criação para a infância e juventude, como o Teatro e Marionetas de Mandrágora, Teatro Art’Imagem, Trigo Limpo/ACERT, Urze Teatro e Teatro do Montemuro.

“O objetivo mais imediato é despertar o gosto e a sensibilidade das crianças pelo teatro, ao mesmo tempo que, com uma criteriosa seleção de peças teatrais, se procura ajudar a escola nos seus esforços educacionais no âmbito da formação estética e cívica”, revela Neusa Fangueiro da direção artística da companhia, atriz, encenadora e dramaturga.

O melhor teatro contemporâneo vai, por isso, ao encontro da comunidade e assim teremos o Teatro de Marionetas de Mandrágora na Junta de Freguesia de Castelões, a abrir o festival, no dia 1 de outubro, com um espetáculo para o 3.º ciclo, intitulado “Aurora”. O Teatro Art’Imagem vai trazer “A Maior Flor do Mundo” e “Outras Histórias Segundo José”, no dia 2, à sede da Banda de Música de Arnoso, para os alunos do 2º Ciclo. O Trigo Limpo Teatro aterra no dia 3 no Centro Paroquial do Louro para levar às crianças dos 3º e 4.º anos do 1.º ciclo, “Um Urso com Poucos Miolos”, e, no dia 4, é a vez da Urze Teatro, apresentar a sua interpretação da “Ilha do Tesouro” para o 1.º Ciclo.

Da programação há ainda espaço para uma conversa sob o título “Porquê o teatro para infância e juventude?” que conta com presença de Ana Caridade (Mosaico - Plataforma de projetos inclusivos artísticos e educativos), Soraia Gonçalves (MOTIM - Mostra de Teatro Para a Infância de Mindelo - Cabo Verde) e Paulo Duarte (Teatro do Montemuro). Para encerrar o “Porquê?”, no dia 5 de outubro, às 16h30, a Fértil propõe um espetáculo para toda a família: “À espera que volte”, do Teatro Montemuro, na Casa da Pedreira.

UMA COMPANHIA FÉRTIL

A apresentação do Porquê? serviu de mote para a revelar o percurso, ambições e missão da Fértil Cultural. Na conferência de imprensa realizada ontem na Casa da Pedreira, sede da companhia, o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, realçou a “coragem de sedear um projeto de teatro contemporâneo numa zona do concelho de caraterísticas rurais, sem hábitos e consumos culturais sustentados por parte da população, muito ligado à vertente educativa, como o demonstra o histórico do percurso da Fértil e esta organização do Porquê”.

A verdade é que a descentralização cultural está no ADN da Fértil que nasceu precisamente para estender aos meios rurais propostas artísticas contemporâneas, produzindo e organizando espetáculos culturais para subirem tanto ao Palco da Casa das Artes e do D. Maria II, como ao palco da Junta de Freguesia de Cavalões e do Louro.

“É preciso mostrar à população que vive fora dos grandes centros urbanos que as expressões artísticas contemporâneas não são um bicho papão e que a arte, educação e cultura são a base de desenvolvimento de todos os seres humanos”, refere Rui Leitão, diretor da companhia, antropólogo, encenador, dramaturgo e músico.

Rui Leitão sabe que o desafio é difícil e reconhece que é mais fácil trabalhar a partir dos grandes centros urbanos. A verdade, contudo, é que, a partir de Gondifelos, ao longo de oito anos a Fértil produziu dez espetáculos, cinco dos quais para público adulto, mais cinco para infância e um juvenil. Estes últimos foram sempre criados com dois objetivos, um de serem apresentados em teatros, o outro de poderem ser levados às escolas. Durante todo este tempo apresentou publicamente mais de 400 apresentações dos seus espetáculos em várias regiões do país e duas internacionalizações (Espanha e Cabo Verde).

A Fértil é uma estrutura financiada pela DGArtes/ Ministério da Cultura/ Governo de Portugal, desde 2018 e conta com o apoio do município desde a sua fundação, em 2008.

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ANO ESCOLAR NO VALE DO ESTE EM FAMALICÃO COMEÇA COM “PORQUÊ?”

Fértil Cultural apresenta primeira edição do “Porquê?” no âmbito do Roteiro pela Inovação de Famalicão, segunda-feira, 17 de setembro, pelas 15h00, com a presença do Presidente da Câmara.

Companhia de Tatro de Montemuro vem ao Porquê

O regresso às aulas no Vale do Este, em Vila Nova de Famalicão, é também sinónimo de teatro. A primeira edição do “Porquê?” significa uma semana inteira dedicada ao teatro para a infância e juventude em outubro que inclui espetáculos particularmente dirigidos para o público escolar. A iniciativa é da Fértil Cultural, associação sediada na Casa da Pedreira, na freguesia de Gondifelos, base de desenvolvimento de uma programação descentralizada assente na arte, na educação e na cultura, como alavanca de desenvolvimento dos cidadãos, particularmente das novas gerações.

O projeto da Fértil e em particular a apresentação da semana “Porquê?” dão o mote para uma conferência de imprensa incluída no Roteiro da Inovação de Vila Nova de Famalicão, na próxima segunda-feira, 17 de setembro, pelas 15h00, na Casa da Pedreira, na Rua do Barroco, n.º 195, em Gondifelos.

A programação conta com espetáculos de várias companhias de referência de Portugal no que consta à criação para a infância e juventude. O espaço de ação desta semana concentra-se no Vale do Este de V. N. de Famalicão por opção da direção artística da Fértil, de forma a criar um ponto de equilíbrio da oferta cultural com o centro do concelho. A programação é dirigida ao público escolar, que decorre entre o dia 1 e 4 de outubro, conta com o apoio de dois agrupamentos de escolas, juntas de freguesia locais e outras associações.

MONÇÃO APRESENTA "TEATRO INVISÍVEL"

UNIVERSIDADE INVISÍVEL

HÁ ESTRADAS PARA LÁ?

15 SET | MONÇÃO | ENTRADA LIVRE

PROGRAMA E SINOPSES:

CINETEATRO JOÃO VERDE

10:00 – 12:30 Encontro + Conversa O TEATRO DA ESTRADA

Álvaro Domingues

Álvaro Domingues, Filipe Caldeira e Vera Mantero são os convidados da próxima UNIVERSIDADE INVISÍVEL: “Ui! Há Estradas para Lá?”, que acontece no dia 15 de Setembro, no Cineteatro João Verde, em Monção.

Esta é a quarta sessão de 2018 da UNIVERSIDADE INVISÍVEL e durante este ano andamos em torno da ideia de Justiça.

As aproximações ao tema fazem-se, umas vezes de forma mais concreta e outras de forma mais abstrata, através de abordagens teóricas (encontros e conversas), de espetáculos, filmes e livros. As opções são várias para que cada um, em função dos seus interesses, formações, idade e até disponibilidade de tempo, possa escolher.

Este é um dos momentos em que o território acolhe também espetáculos exteriores às Comédias do Minho.

A Rua da Estrada é um modo de organizar e um modo de ver. Pela linha do asfalto por onde vai também a rede elétrica, o gás, a água, o saneamento, alinham-se de um lado e do outro as formas visíveis das atividades dos humanos, os seus dramas e comédias: as casas, as esplanadas, os cafés, restaurantes, armazéns, indústrias, tudo. Pelos cartazes, anúncios, objetos publicitários, pelo movimento dos veículos e dos corpos se percebe a palpitação dos dias, a organização da sociedade e do espaço. Nas máquinas, conduzindo ou sendo transportado, vai o passante mais ou menos distraído com os códigos da estrada. A paisagem corre pelas janelas, pelo retrovisor, acelerando e retardando ao sabor da velocidade, do engarrafamento, do semáforo, da travagem brusca. É a azáfama urbana. Muitas e variegadas gentes, como dizia o cronista.

COM Álvaro Domingues

(1959) Álvaro Domingues é geógrafo, doutorado pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É docente e investigador na Faculdade de Arquitetura da UP, conferencista, ensaísta, publicando regularmente sobre geografia urbana e paisagem. A sua obra concentra-se especialmente na cultura e território de Portugal, com incursões ocasionais nas áreas da teoria da análise do território. Rua da Estrada, Vida no Campo (ambos editados pela Dafne, Porto) e Volta a Portugal (Contraponto, Lisboa), são algumas obras recentemente publicadas pelo autor.

CINETEATRO JOÃO VERDE

10:00 – 22:30 FEIRA DO LIVRO TEMÁTICA

Numa parceria com a livraria Centésima Página, acontece uma feira do livro que dará especial atenção ao tema de cada encontro.

A literatura infantil está presente em todos os encontros. 

O Cão que Corre Atrás de Mim ©Susana Pomba

CINETEATRO JOÃO VERDE

15:00 Espetáculo O CÃO QUE CORRE ATRÁS DE MIM (E O AVÔ ELÍSIO À JANELA) + CONVERSA

PÚBLICO-ALVO | a partir dos 3 anos

Este espetáculo é um retrato-memória da infância escrito a quatro mãos (duas mãos que não param quietas; outras duas que as acompanham e observam), em que há espaço para o medo, o risco, a rua, um cão que ladra (e talvez morda) e um avô à janela capaz de nos proteger pelo canto do olho. “Caco, porque é que estás a trepar?”, perguntava o meu avô Elísio. “Porque me chamo Caco, Caco, Caco…”, dizia eu a imitar o eco. O meu nome atirado contra uma montanha partir-se-ia em mil bocados. Quero dizer, em cacos. Talvez não seja o nome mais respeitável do mundo. Um nome que é um pedaço de uma coisa partida. Mas é o meu.

criação Filipe Caldeira

direção artística Filipe Caldeira e Catarina Gonçalves

interpretação Filipe Caldeira

texto original Isabel Minhós Martins

apoio à dramaturgia Joclécio Azevedo

cenografia Ana Guedes

apoio à cenografia Emanuel Santos

sonoplastia Rodrigo Malvar

voz Catarina Gonçalves

figurinos Jordann Santos

desenho e operação de luz Miguel Carneiro

vídeo Teresa Pinto

apoio à residência Teatro do Frio; Companhia Instável

agradecimentos Seteventos; Escola Viva

Produção Executiva e Difusão Circular Associação Cultural

co-produção Maria Matos Teatro Municipal e Teatro Municipal do Porto Rivoli Campo Alegre

Encomenda do Programa para Crianças e Jovens do Maria Matos Teatro Municipal  

CINETEATRO JOÃO VERDE

16:30 – Filme + Conversas de Porta Aberta

De portas abertas a todos os que queiram juntar-se, assistimos a um filme, escolhido pelo convidado do encontro, e conversamos sobre o que vimos e sobre o que pensamos sobre o tema. As únicas condições de acesso são: o gosto por ver filmes e a vontade de conversar…

CINETEATRO JOÃO VERDE

21:00 Espetáculo SERRENHOS DO CALDEIRÃO, EXERCÍCIOS EM ANTROPOLOGIA FICCIONAL + CONVERSA

Esta é uma peça povoada de vozes que vêm de longe. Tomando como ponto de partida o processo de desertificação/ desumanização da Serra do Caldeirão, no Algarve, as recolhas de vídeo aí feitas por Vera Mantero, e outras realizadas em filme pelo etnomusicólogo Michel Giacometti, esta peça olha para as práticas de vida tradicionais e rurais em geral. Trata-se de um espetáculo sobre o conhecimento transmitido pelas culturas orais existentes de norte a sul do país e de outros continentes, por isso, os índios da América do Sul, trazidos aqui através de citações de Eduardo Viveiros de Castro, se confundem tanto com estes Serrenhos. Este “retrato alargado” procura resgatar uma sabedoria quase perdida, que liga corpo e espírito, quotidiano e arte. Uma sabedoria que podemos (e devemos, para nosso bem) reativar.

conceção e interpretação Vera Mantero

desenho de luz Hugo Coelho

captura de imagens e elaboração de guião para o vídeo Vera Mantero

montagem vídeo Hugo Coelho

excertos vídeo da Filmografia Completa de Michel Giacometti Salir (Serra do Caldeirão), Cava da Manta (Coimbra), Dornelas (Coimbra), Teixoso (Covilhã), Manhouce (Viseu), Córdova de S.Pedro Paus (Viseu) e Portimão (Algarve)

excertos de textos de Antonin Artaud, Eduardo Viveiros de Castro, Jacques Prévert e Vera Mantero

residências artísticas Centro de Experimentação Artística - Lugar Comum/Fábrica da Pólvora de Barcarena/Câmara Municipal de Oeiras e DeVIR/CaPA Faro

co-produção DeVIR/CaPA

produção O Rumo do Fumo

agradecimento Editora Tradisom

Este projeto foi uma encomenda dos Encontros do DeVIR da DeVIR/CAPa/Faro.

O QUE É A UNIVERDADE INVISÍVEL?

Aqui aprende-se através de aproximações diversas e valoriza-se o encontro individual com a arte e com o conhecimento. Também aqui nem sempre somos capazes de aferir no imediato o que aprendemos ou a importância do que aprendemos. As sementes germinam na invisibilidade.

Tomamos a imagem da colmeia. Move-nos a necessidade de reforçar o alcance do processo de polinização que, tão ou mais importante que a produção de mel (produção esta visível e quantificável), é difícil ou até impossível de medir sendo, no entanto, determinante para o equilíbrio e sobrevivência da natureza, da sobrevivência humana.

Acreditamos, pois, que a experiência da arte, e das múltiplas formas de conhecimento, age ao nível mais íntimo de cada um e, tal como no processo de polinização, em tempos e de modos imprevisíveis, mas imprescindíveis à construção, consolidação e manutenção dos valores humanos. Tal como a polinização não impede as catástrofes naturais, também a arte e o conhecimento não impedem a barbárie humana, mas sem a polinização e sem a arte e o conhecimento o mundo seria certamente um lugar pior.

Orienta-nos ainda a afirmação do escultor Rui Chafes: “Não sei o que a arte pode mas sei o que deve. A arte deve manter as perguntas acesas.” Muito desejamos que este seja um lugar de perguntas acesas.

Serrenhos do Caldeirão © Luís da Cruz

"CÃO DANADO" VAI PARA FAMALICÃO

Cão Danado estreia-se em Famalicão com residência artística de Davis Freeman no Parque da Devesa. Associação Cultural mudou a sua sede para o Lago Discount, no concelho famalicense

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A companhia cultural Cão Danado está de malas aviadas para o concelho de Vila Nova de Famalicão. A associação criada em 2001, assume-se como uma estrutura de criação e de produção de artes, tendo vindo a desenvolver o seu trabalho não só na área das artes performativas, mas também nas artes visuais, música, cinema e formação.

Nos últimos tempos, a companhia tem desenvolvido um conjunto de parcerias e colaborações regulares com a ACE (Academia Contemporânea do Espetáculo), escola de teatro de Famalicão, e pretende estabelecer um aprofundamento de trabalho com as várias dinâmicas culturais do concelho famalicense e da região.

A nova amplitude do projeto cultural justificaram a mudança da sede da associação para Vila Nova de Famalicão, onde ficará instalada num dos pavilhões do Lago Discount, que acolhe também desde há um ano o INAC – Instituto Nacional das Artes Circenses.

“A vinda do Cão Danado é uma boa notícia para Vila Nova de Famalicão que tem vindo a reunir no seu território um conjunto de companhias, espaços e associações culturais e educativas que está a fazer do nosso concelho um espaço criação e produção artística que vai de encontro à nossa estratégia de afirmação e democratização cultural”, refere a propósito o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha.

Por sua vez, uma das responsáveis da associação, Joana Barbosa refere que "com os novos projetos na área de cruzamento disciplinar, não hesitamos em eleger a cidade de Famalicão para o desenvolvimento dos mesmos, pela sua crescente dinâmica cultural, privilegiada localização e sobretudo pela forma acolhedora como sempre nos receberam criando parcerias que iriam motivar o projeto Germinal  e (In)Formação projetos complementares à excelente oferta de formação artística nesta cidade."

Com uma equipa constituída por mais de meia centena de elementos, entre responsáveis, atores e outros participantes, a Cão Danado pretende retomar a experiência de um espaço e de uma programação regular multidisciplinar que a estrutura teve nos anos de 2004/2006, através de parcerias para cruzamento disciplinares.

Aliás, é precisamente neste sentido que a associação está a desenvolver atualmente o projeto Germinal, aprovado pela Direção Geral das Artes (DGArtes e Ministério da Cultura) com um conjunto de atividades a decorrer em colaboração com o Parque da Devesa, em Vila Nova de Famalicão.

Neste âmbito, destaque para a residência artística com Davis Freeman, sob o tema da energia, que vai decorrer entre 10 e 20 de setembro, na Devesa, com trabalho de laboratório promovido pela equipa do Cão Danado e cerca de 40 participantes (dançarinos, atores, desportistas, estudantes, professores e quem mais se quiser juntar) para recriação do espetáculo Expanding Energy marcado para 21 de setembro, entre as 18h30 e as 20h00. Sob orientação de Davis Freeman e Leonor Keil, a participação dos músicos Jochen Arbeit e Sérgio Martins e da atriz Sara Barbosa, será preparado um cocktail de todos os problemas ambientais que promete levar os corações ao limite numa explosão de energia

As inscrições são gratuitas até ao limite de 40 participantes e os interessados devem fazê-lo através do email caodanadoproducao@gmail.com.

TEATRO EM DESTAQUE NOS PALCOS DO CONCELHO DE CAMINHA NOS MESES DE SETEMBRO E OUTUBRO

“Comédias da Vida”, “Divorciadas, Evangélicas & Vegetarianas”, “Eh Oh” e“A Curva”, são alguns dos espetáculos disponíveis

O teatro é uma das grandes apostas da programação no concelho, nos meses de setembro e outubro. “Comédias da Vida”, “Divorciadas, Evangélicas & Vegetarianas”, “Eh Oh!” e“A Curva”, são alguns dos espetáculos que vão decorrer nos vários espaços culturais do concelho.

O Cineteatro dos Bombeiros de Vila Praia de Âncora apresenta no dia 22 de setembro a peça de teatro “Comédias da Vida”, da Krisálida – Associação Cultural do Alto Minho, a partir de Karl Valentim. Este espetáculo é o resultado da Oficina de Teatro que a Krisálida realizou durante a temporada 2017/2018. Os bilhetes têm o valor de 3€ e estarão disponíveis nos Postos de Turismo de Caminha e de Vila Praia de Âncora.

No dia 29 de setembro, “Comédias da Vida” vai ainda subir ao palco da Sociedade de Instrução e Recreio Ancorense, pelas 21H30.

Eh Oh!” e “Divorciadas, Evangélicas & Vegetarianas” Para ver no Valadares

Nos meses de setembro e outubro, o Valadares, Teatro Municipal de Caminha tem em cartaz o espetáculo de magia ‘Eh Oh!’, dos vianenses Quase Quatro (15 de setembro) e ‘Divorciadas, Evangélicas & Vegetarianas’, da Varzim Associação Cultural (13 outubro).

No dia 15 de setembro, krisálidaAkolhe apresenta ‘Eh Oh!’, um espetáculo de magia e ‘clown’ para miúdos e graúdos dos Quase Quatro. A sessão vai decorrer pelas 17H30. Os bilhetes têm o valor de 4€ e poderão ser adquiridos nos Postos de Turismo de Caminha e de Vila Praia de Âncora.

Em outubro, a Varzim Associação Cultural exibe a comédia "Divorciadas, Evangélicas & Vegetarianas", da autoria do escritor venezuelano Gustavo Ott, com encenação de Eduardo Faria. Este espetáculo com Isabel Marques, Isabel Morim e Isabel Viana “retrata com humor a vida de três mulheres em que uma está mal, a outra pior e da terceira nem se fala. A peça fala de uma forma hilariante das pequenas coisas da vida destas mulheres para nos falar das grandes coisas da vida de todos nós. A primeira, uma vegetariana de caráter impulsivo que acaba de ter uma batalha com o seu namorado, conhece uma divorciada que casou muito jovem renunciando assim os seus sonhos. Juntas encontram-se com a terceira protagonista, uma evangélica plena de contradições”. O espetáculo sobe ao palco do Valadares no dia 13 de outubro, pelas 22H00. Os bilhetes têm o valor de 7,5€ e poderão ser adquiridos nos Postos de Turismo de Caminha e de Vila Praia de Âncora.

A “A Curva”está de regresso aos palcos das freguesias

Depois de uma pausa, em outubro, ‘A Curva’ de TankredDorst, apresentada pela Krisálida – Associação Cultural do Alto Minho está de regresso às freguesias do concelho. Recorda-se que a sua estreia decorreu em maio e a partir dessa data tem andado em digressão. No dia 12, sobe ao palco do Centro Cultural de Gondar; no dia 13, Centro de Bem Estar Social de Seixas; no dia 19, no Centro Social e Paroquial de Riba de Âncora; no dia 20, na Casa do Povo de Lanhelas e no dia 26, no Centro Cultural de Azevedo. Todos os espetáculos vão decorrer pelas 21H30 e a entrada é livre.

Esta peça de teatro é promovida no âmbito de um protocolo celebrado entre a Câmara Municipal de Caminha e a Krisálida – Associação Cultural do Alto Minho que garante que, à semelhança de anos anteriores, a Krisálida levará um espetáculo às 14 freguesias do concelho, conduzindo o teatro ao encontro do público nas salas das juntas de freguesia, nas ruas e nas pequenas praças, ao mesmo tempo que prosseguirá o projeto pedagógico em íntima articulação com a criação e produção artísticas, dirigidos às comunidades de crianças, jovens e suas famílias.

“A Curva” é uma farsa sobre a comercialização da morte. Sobre a peça, diz-se “dois irmãos vivem num lugar remoto junto a uma curva perigosa onde já aconteceram muitos acidentes mortais: 24 mais precisamente. Os irmãos encontraram formas engenhosas de conviver bem com esta situação e a vida decorre com relativa tranquilidade. Até que um dia o inesperado acontece…”.

“A Curva” apresenta na direção artística e produção Carla Magalhães; na encenação Nelma Nunes; na interpretação Alexandre Martins, Nuno J. Loureiro e Rui Barbosa; na cenografia e figurinos Grácia Cordeiro e no desenho de luz Rui Gonçalves.

FAMALICÃO RECEBE FESTIVAL DE TEATRO AMADOR

Associação Cultural de Vermoim promove festival de teatro amador

A freguesia de Vermoim acolhe, entre os dias 15 de setembro e 20 de outubro, a quinta edição do Festival de Teatro Amador “Vamos ao Teatro”, uma iniciativa organizada peloNUTEACV - Núcleo de Teatro da Associação Cultural de Vermoim.

Ao todo são seis os espetáculos teatrais incluídos na programação do certame.

Na noite de estreia, no dia 15, o grupo da casa – o NUTEACV – apresenta a peça “Falar Verdade a Mentir”. Seguem-se, no dia 22 de setembro, o Teatro Amador do Círculo Católico de Operários (Vila do Conde) com a peça “A Mansão”, e no dia 29, o Grupo Paroquial de Teatro de Leça da Palmeira com o espetáculo “O Leitinho do Néné”.

Para outubro fica reservada a atuação do Teatro Experimental Flaviense, no dia 6, com a apresentação de “Bailado Russo”; do Grupo de Teatro Novelas, no dia 13, com a peça “Ide dar lavagem à porca” e do Grupo de Teatro da Aldeia Verde de Lazarim, no dia 20, com “Não há uma sem duas”.

Todos os espetáculos começam às 21h30.

QUEM É MELÂNIA GOMES, A ATRIZ QUE SE TORNOU NUM DOS ÍCONES DE VIANA DO CASTELO?

A conhecida atriz Melânia Gomes é já um dos ícones de Viana do Castelo, terra com a qual plenamente se identifica. Não é vianense de nascimento – nasceu em Tomar em 1 de Outubro de 1984 – mas é vianense de alma e coração. Mudou-se para Viana do Castelo quando ainda era criança. E, depressa se apaixonou por esta terra, da mesma forma que é amada pelos vianenses e minhotos em geral que se deixam cativar pela sua transbordante simpatia bem expressa no seu sorriso franco.

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Desde muito tenra idade se seduziu pelo teatro, começando a representar na Companhia de Teatro "O Trapo", grupo de teatro amador, sob a direcção de Lucílio Valdez e Dantas Lima, em Viana do Castelo. Chega a fazer uma tourné à Madeira, com “O Velho da Horta” de Gil Vicente. Na escola, escreve e encena peças, que chegam a ser gravadas em estúdio. Organiza eventos, declama poesia, sempre muito activa e interveniente na sua escola e comunidade.

Na escola, escreve e encena peças, que chegam a ser gravadas em estúdio. Organiza eventos, declama poesia, sempre muito activa e interveniente na sua escola e comunidade.

Aos dezoito anos, o sonho em vir a ser atriz leva-a para Lisboa e começa a fazer teatro amador de Revista na Academia de Santo Amaro. Nesse mesmo ano é aceite na audição do Teatro Maria Vitória e em 2003 passa a trabalhar como profissional. Desde então, são inúmeras as peças de teatro em que participa, contracenando com os mais consagrados actores, nomeadamente do teatro de revista à portuguesa.

Do palco do teatro para a televisão foi um salto, participando em numerosas telenovelas. Segue-se o cinema, as dobragens e locuções. Apoia as marchas populares do concelho de Almada e de Lisboa, tendo já sido por várias vezes madrinha da marcha de S. Vicente – o Padroeiro da Cidade de Lisboa!

Mas o coração está em Viana do Castelo e, como não podia deixar de acontecer, Melânia Gomes dá um brilho muito especial com a sua presença à Romaria da Senhora d’Agonia, desfilando como mordoma e acenando ao povo que a saúda com o maior carinho.

- Obrigado, Melânia Gomes!

Foto: José Carlos Vieira

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ESPOSENDE VIRA CAPITAL DO TEATRO DE RUA

Festival do Teatro de Rua anima Esposende de 24 a 26 de agosto

As localidades de Esposende, Antas, Apúlia e Marinhas vão acolher, nos próximos dias 24, 25 e 26 de agosto, a quarta edição do FESTITEATRO – Festival de Teatro de Rua.

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O evento, que volta a apostar na descentralização das manifestações de cariz cultural, integra o CREARTE, projeto que está a ser promovido e dinamizado pelo Município, sob a orientação do encenador e formador Jorge Alonso, com o intuito de incentivar o crescimento da arte teatral no concelho.

Este ano, a programação dará destaque à arte do palhaço ou Clown, através das diferentes abordagens a esta arte de fazer rir. Assim, esta edição contará com a participação de artistas de várias nacionalidades, consagrados no panorama do Teatro de Rua e com uma carreira internacional, como o projeto Ganso & Cia (ES), com o espetáculo ‘Babo Royal’; Oli&Mary (PT), com "A Inauguração"; RADAR 360º (PT), com 'O Baile dos Candeeiros'; ou ainda Diogo Duro, com 'Click to Click'.

Assim, no dia 24 (sexta-feira), o teatro sai à rua na Praça do Município, em Esposende, e no Adro da Igreja, em Antas. No dia 25 (sábado), os palcos serão a Praça do Município, em Esposende, e a Frente Marítima de Apúlia. A Praça do Município volta a acolher nova sessão no dia 26 (domingo), a par do espaço exterior do Albergue de S. Miguel, em Marinhas. Todos os espetáculos são de acesso livre e decorrem a partir das 22h00.

O FESTITEATRO tem como objetivos motivar e dar a conhecer novas possibilidades criativas de Teatro de Rua, bem como criar condições que garantam aos cidadãos o acesso às artes e à cultura no espaço da rua. O evento tem vindo a afirmar-se com assinalável êxito, dando expressão a esta vertente artística.

BRAGA: EXPOSIÇÃO ASSINALA 50 ANOS DO GRUPO CÉNICO DE ARENTIM

Até 31 de Agosto no Museu D. Diogo de Sousa

No âmbito das comemorações do 50.º aniversário da fundação do Grupo Cénico e Beneficente de Arentim, está patente até dia 31 de Agosto, no átrio principal do Museu D. Diogo de Sousa, a exposição “50 anos de Teatro”. Esta mostra, que reúne alguns elementos do seu espólio, conta com o apoio do Município de Braga e da União de Freguesias de Arentim e Cunha.

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A vereadora da Cultura, Lídia Dias, recorda a «relevância» que as associações culturais detêm na dinâmica das freguesias mais afastadas do centro da cidade, afirmando o «especial papel» desempenhado pelo Grupo Cénico «em Arentim e seu entorno geográfico».

«Ao assinalar esta efeméride, o Grupo Cénico de Arentim comemora o seu relevante percurso artístico e, certamente, tem a oportunidade de lançar as bases para novos desafios, nos quais sabe que pode contar com o apoio da Câmara Municipal», sublinha Lídia Dias.

O Grupo Cénico e Beneficente de Arentim foi fundado no ano de 1968 pelas mãos de Alcino Pinto Faria, recentemente falecido, mantendo-se em actividade até aos nossos dias.

Ao longo do seu percurso, o Grupo levou a cena dezenas de peças tais como “A morte de Abel”, “Rainha Santa Isabel”, “Pescador de Pérolas”, “Amor de Perdição”, “Rosa do Adro”, “Festas da Cidade”, entre muitas outras. Reconhecido em Braga e na região como referência nas artes cénicas, o Grupo detém um valioso espólio, entre cenários, adereços e roupas, e sonha com a formação de um núcleo museológico.

No programa das comemorações do 50.º aniversário está ainda previsto o lançamento das obras da nova sede do Grupo Cénico de Arentim, com financiamento contemplado pelo Orçamento Participativo 2016, além da estreia da peça “Braga por um Canudo” que deverá acontecer até ao final do ano.

ARCOS DE VALDEVEZ APRESENTA "JUÍZ DO SOAJO"

“Juiz de Soajo” teatralizado na Feira das Artes e Ofícios Tradicionais

A Feira das Artes e Ofícios Tradicionais de Soajo este ano, para além de toda animação habitual, como as rusgas ou as atuações musicais, proporcionou teatro aos visitantes, através da teatralização da sobejamente conhecida “Lenda do Juiz de Soajo”, no Largo Eiró.

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Este foi um momento de especial destaque, no qual participaram atores locais, de Soajo, encenados pelo Grupo de Teatro do Vez.

Lenda do Juiz de Soajo

“Lenda ou realidade, a história do juiz de Soajo, Ti Sarramalho, é por todos conhecida, sendo ele o símbolo da inteligência e justiça de todo o povo da Vila de Soajo.

O Juiz Sarramalho era um dos homens bons da terra, de passagem para a sua terra natal, deparou com um crime de morte de um indivíduo, sendo testemunha ocular.

O caso foi submetido a julgamento e face às provas testemunhais tinha de sentenciar. Proferiu então o seguinte veredicto: “Morra que não morra, dê-se-lhe um nó que não corra, ou degredado toda a vida e com cem anos para se preparar”.

É claro que esta decisão não foi entendida pela maioria das pessoas. A sentença subiu às instâncias superiores e por recurso. Foi então, chamado o Juiz de Soajo, para justificar e explicara sentença dada.

Cansado de tanto esperar de pé, pelos juízes do Tribunal da Relação, tirou a sua capa das costas e sentou-se nela, no chão.

Após ter justificado a sentença, retirou-se. Sendo chamado, quando descia as escadas, que se esquecera da capa. De maneira digna, respondeu com altivez: “O Juiz de Soajo, cadeira onde se sentou, nunca consigo a levou.”” - Excerto retirado do site da Junta de Freguesia de Soajo.

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