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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO DEDICA SEMANA AO TEATRO PARA A IDADE DOS “PORQUÊS”

Semana de Teatro Dedicado à Infância e Juventude decorre de 21 a 27 de Outubro. Vem aí uma semana inteira dedicada ao teatro para a infância e juventude.

A segunda edição do “Porquê?” realiza-se de 21 a 27 de outubro, em Vila Nova de Famalicão, com espetáculos protagonizados por várias companhias de teatro de referência em Portugal nesta área, como o Teatro de Montemuro, Imaginar do Gigante, Red Cloud - Marionetas e Partículas Elementares.

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A iniciativa, organizada pela Associação Fértil Cultural, volta a concentrar o seu espaço de ação no Vale do Este e Vale do Pelhe do concelho famalicense, levando o teatro, em particular, e a cultura, no geral, para fora do centro urbano e indo ao encontro da política de descentralização cultural pretendida e promovida pela autarquia.

Entre os dias 21 e 25 de outubro a programação é dirigida exclusivamente ao público escolar e conta com o apoio de dois agrupamentos de escolas, juntas de freguesia locais e outras associações.

Para o dia 26 de outubro, às 16h00, na Casa da Pedreira, em Gondifelos, está agendada uma conversa sob o título “Porquê o teatro para infância e juventude?”. O momento, com entrada livre, vai contar com as presenças de Isabel Barros, do Teatro de Marionetas do Porto, José Caldas, da Quinta Parede, e Susana Menezes, diretora artística do LU.CA - Teatro Luís de Camões.

A encerrar o “Porquê?”, no dia 27 de outubro, às 16h30, a Fértil apresenta às famílias o seu mais recente espectáculo para a infância – “Os Grandes Não Têm Grandes Ideias”. A sessão é gratuita e decorrerá no salão da Junta de Freguesia de Cavalões.

Despertar o gosto e a sensibilidade das crianças pelo teatro, ajudar as escolas nos seus esforços educacionais no âmbito da formação estética e cívica e criar um espaço de proximidade entre o teatro e a infância e juventude e também um espaço de reflexão entre criadores e programadores  são os grandes objetivos do “Porquê?”.

Recorde-se ainda que a Fértil é uma estrutura financiada pela DGArtes/ Ministério da Cultura/ Governo de Portugal desde 2018 e conta com o apoio do município famalicense desde a sua fundação, em 2008. A descentralização cultural está no ADN da Fértil que nasceu precisamente para estender aos meios rurais propostas artísticas contemporâneas.

PROGRAMA

21 a 27 de outubro de 2019

Público Escolar:

21 de outubro – Imaginar do Gigante com “Areias” (EB1 de Gondifelos)

22 de outubro – Teatro de Montemuro com “A Velha Casa de Madeira” (EB Vale do Este)

23 de outubro – Red Cloud - Marionetas com “A Menina que Vendia Fósforos” (Centro Escolar Mouquim/Louro)

24 de outubro – Partículas Elementares com “Eu Quero a Lua” (Centro Escolar de Telhado)

25 de outubro - Fértil Cultural com “Os Grandes Não têm Grandes Ideias” (EB1 de Gondifelos)

Programa aberto ao público:

26 de outubro |16h00

Local: Casa da Pedreira (Gondifelos)

Conversa: Porquê o teatro para infância e juventude?

27 de outubro | 16h30

Local: Salão da Junta de Freguesia de Cavalões

“Os Grandes Não Têm Grandes Ideias” pela Fértil Cultural

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FAMALICÃO VAI SER PALCO DE "TEATRO N'ALDEIA"

Há muito “Teatro n’Aldeia”. Edição deste ano da iniciativa apresenta 6 peças, divididas por quase 30 sessões

A edição deste ano da iniciativa “Teatro n’Aldeia” arrancou no passado sábado, na Casa da Juventude de Delães, e para os meses de outubro, novembro e dezembro tem agendadas quase três dezenas de sessões e três workshops de teatro nas várias freguesias do concelho famalicense.

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Até ao final do ano serão apresentadas seis peças, divididas em várias sessões e todas elas com entrada livre.

O Grutaca - Grupo de Teatro Amador Camiliano participa na iniciativa com a apresentação da peça “Eu, Tu, Ele, Nós, Vós, Eles”, no dia 19 de outubro, na Junta de Freguesia de Nine; no dia 25, no Salão Paroquial de Oliveira São Mateus; no dia 9 de novembro, na ADC Santa Eulália; a 16 de novembro, na Casa do Povo de Fradelos; no dia 30 de novembro, no Salão do Grupo Recreativo de Vale São Martinho; no dia 6 de dezembro, no Salão Paroquial de Pousada de Saramagos, a 14 de dezembro, na Casa do Povo de Ruivães, no dia 27 de dezembro, no Salão Paroquial de Gavião e no dia 28, no Salão Paroquial de Brufe.

O Núcleo de Teatro da ACV- Associação Cultural de Vermoim vai levar a representação da obra “Sexta-Feira 13” ao Salão Paroquial de Mogege, no dia 11 de outubro; ao Salão Paroquial de Telhado, no dia 3 de novembro; à Junta de Freguesia de Sezures, no dia 15 de novembro; ao Salão Paroquial de Pedome, no dia 23 de novembro e ao Auditório da Banda Marcial de Arnoso, de Arnoso Santa Maria, no dia 20 de dezembro.

O GRECULEME – Grupo Recreativo e Cultural de Lemenhe vai apresentar três peças: “Maldição de Mãe”, no dia 16 de novembro, no Salão Paroquial de Castelões; “Zé Pacóvio”, no dia 13 de dezembro, no Salão Paroquial de Vale S. Cosme, e ainda “Um Médico à Rasca”, a apresentar no dia 18 de outubro, no Salão Paroquial da Portela; a 8 de novembro, no Salão Paroquial de Riba de Ave; no dia 29 de novembro, no Salão Paroquial do Louro; a 1 de dezembro, no Pavilhão de Cavalões; a 7 de dezembro, no Salão Paroquial de Cabeçudos e no dia 14 de dezembro, no Salão Paroquial de Oliveira Santa Maria.

A PASEC – Plataforma de Ação Socioeducativa e Cultural junta-se também ao leque de associações do concelho que participam na iniciativa, com a apresentação da peça “A Viagem que falta fazer”, no dia 24 de novembro, na Casa de Esmeriz, no dia 8 de dezembro, na Junta de Freguesia de Bente, e no dia 15 de dezembro, no auditório António Gomes, em Avidos.

Destaque ainda para três workshops de teatro inseridos na programação do “Teatro n’Aldeia”: no dia 10 de novembro, na Junta de Freguesia da Carreira, no dia 17 de novembro, na Junta de Freguesia de Landim, e no dia 14 de dezembro, na Junta de Freguesia de Vilarinho das Cambas.

Recorde-se que o “Teatro n’Aldeia” é promovido desde 2015 pela autarquia famalicense, através do pelouro da Cultura e Turismo, com o objetivo de descentralizar a atividade cultural no concelho e de promover o teatro amador. 

Horários e mais informações em www.famalicao.pt.

FESTIVAL DE TEATRO DE BARCELOS ARRANCA ESTE DOMINGO

Theatro Gil Vicente acolhe espetáculos da 32.ª edição que decorre até 3 de Novembro

O mais antigo e importante evento de teatro do concelho está de volta. De 13 de outubro a 3 de novembro, o Theatro Gil Vicente recebe cinco espetáculos de grupos de teatro de Barcelos.

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A 32.ª edição do Festival de Teatro Popular de Barcelos começa no dia 13 de outubro, às 16h00, com o TPC – Teatro Popular de Carapeços a levar à cena a comédia “República das Mulheres 2.0”.

No dia 20, a Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos apresenta a peça “Pinóquio”, às 16h00.

No dia 25, às 21h30, é a vez da Associação D’Improviso – Artes do Espetáculo trazer “O Peixe Engoliu o Pescador”.

O Grupo TeatroNeiva- Associação A Mó apresenta a peça “Frades do Vale do Neiva enxotam diabo”, no dia 26, às 21h30.

A fechar a 32.ª edição do certame, o Teatro de Balugas apresenta a peça “Raposos” no dia 3 de novembro, às 16h00.

Organizado pel'a Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos, e com o apoio do Município de Barcelos, o festival tem como principal objetivo a troca de experiências entre grupos, o desenvolvimento da arte teatral e a promoção de novos projetos teatrais.

A entrada é livre, mas sujeita a reserva, que poderá ser efetuada através de email (tgv@cm-barcelos.pt) ou telefone (253 809 694).

BARCELOS DESTACA MÚSICA E TEATRO EM OUTUBRO

Música e teatro marcam programação cultural do mês de outubro do Theatro Gil Vicente

O Theatro Gil Vicente apresenta no mês de outubro uma programação diversificada com teatro, cinema e música, arrancando com o ciclo de concertos itinerante ‘triciclo’.

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O espetáculo musical de estreia tem lugar no dia 5 de outubro, às 22h00, com a banda de São Paulo “Deaf Kids”, que regressa a Portugal e traz uma sonoridade psicadélica e pesada à blackbox do Theatro Gil Vicente.

A música tem ainda lugar reservado no dia 12, com o regresso do ciclo Linha TGV que traz a palco o cantor português “São Pedro” com a apresentação do novo disco e, no dia 27, às 16h00, com o espetáculo “Hamlet Cancelado”.

O Festival de Teatro Popular preenche grande parte da programação do Theatro Gil Vicente no mês de outubro. No dia 13, às 16h00, o TPC (Teatro Popular de Carapeços) traz “República das Mulheres 2.0”; no dia 20, a Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos leva ao espaço cénico “Pinóquio”; no dia 25, às 21h30, é a vez da Associação D’Improviso – Artes do Espetáculo trazer “O peixe engoliu o pescador”; no dia 26, às 21h30, o TeatroNeiva – Associação A Mó traz “Frades do V. do Neiva enxotam diabos” e, a encerrar o festival, no dia 3 de novembro, às 16h00, o Teatro de Balugas apresenta “Raposos”.

A sétima arte também passa pelo teatro no dia 19, às 21h30, com a peça de teatro “La vida de los salmones” da companhia de teatro espanhola Karlik Danza Teatro.

A Associação Zoom - Cineclube continua a levar o cinema ao Theatro Gil Vicente, com a exibição no dia 8, do filme “Um cão andaluz + a idade do ouro”; no dia 15, “ensaio de um crime” e, no dia 22 , do filme “Viridiana”. Os filmes pertencem a Luís Buñuel, as sessões têm início às 21h30 e têm entrada paga.

Para terminar o mês, no dia 30 de outubro, no âmbito do triciclo, Adolfo Luxúria Canibal junta-se a Krake para repetir um espetáculo que foi criado e apresentado para o Zigurfest deste ano. O vocalista dos míticos Mão Morta e o baterista barcelense vão apresentar um espetáculo experimental e ainda desconhecido para o grande público, mas com o selo de qualidade que os dois músicos carimbam em cada projeto que integram.

Os bilhetes para assistir aos espetáculos no Theatro podem ser adquiridos no local, ou através de reserva por e-mail (tgv@cm-barcelos.pt) ou telefone (253 809 694).

TEATRO DE BALUGAS SOBE AO PALCO EM FAFE

O espetáculo “Pão Nosso” do Teatro de Balugas sobe ao palco do Teatro Cinema de Fafe, no dia 28 de setembro, às 21h30, integrando o programa do FAFENCENA - Festival de Teatro Amador de Fafe.

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A última produção do Teatro de Balugas resulta de uma residência artística de teatro comunitário que foi uma das premiadas pelo Programa de Apoio ao Associativismo da Fundação INATEL, tendo a peça arrecadado o prémio de Melhor Espetáculo no Festival de Teatro de Barcelos, bem como os prémios de Melhor Cenário, Melhor Sonoplastia, Melhor Iluminação Cénica e Melhor Guarda-Roupa. Este ano, a peça de teatro foi selecionada para apresentação no Festival Transfronteiriço de Teatro Amador PLATTA, em Espanha.

O texto fala-nos da aldeia de Balugães, situada entre o Alto e o Baixo Minho, que foi terra onde já se amassou muito pão e onde se talharam muitas gamelas de pinho. O pão era o sustento, as gamelas também. Uma relação de pequenas histórias que contam mais do que o artefacto, o alimento, o labor. Uma recolha de memórias, ladainhas, cantigas e ofícios, recuperando utensílios e ligando artisticamente com a comunidade a criação do espetáculo. A partir daqui, o Teatro de Balugas aborda de uma forma teatral e poética o ciclo do pão na aldeia, reconstruindo-o a partir de princípios diferentes não tradicionais e quase oníricos.

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AMAReMAR APRESENTA ESPETÁCULO NO PORTO

O projeto social e comunitário AMAReMAR, desenvolvido pelo Município de Esposende, vai integrar a programação que antecede o MEXE - Encontro Internacional de Arte e Comunidade, evento que o PELE - Espaço de Contacto Social e Cultural realiza entre os dias 16 e 20 de setembro, na cidade do Porto.

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O Triumph’arte – Grupo de Teatro Comunitário de Esposende sobe ao palco no próximo domingo, dia 15 de setembro, pelas 16h00, na Casa d’Artes do Bonfim, no Porto, com o espetáculo de Teatro-fórum “Tu e eu, e agora?”, que convida à discussão e reflexão sobre o tema da discriminação face à orientação sexual de cada indivíduo.

Em atividade desde 2016, o projeto AMAReMAR tem vindo a promover a coesão social, valorizando a educação pela arte, através das diversas atividades que desenvolve, no enriquecimento da formação integral do indivíduo e do seu coletivo, e no desenvolvimento de uma sociedade mais solidária e participativa. Este projeto enquadra-se no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da agenda 2030 da ONU, designadamente ODS 1 - Erradicar a Pobreza, ODS 4 - Educação de Qualidade, ODS 10 – Reduzir as desigualdades, ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes e ODS 17 – Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade.

Atendendo à sua dimensão e importância, a participação neste evento é da maior relevância, constituindo uma oportunidade para dar a conhecer o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Município de Esposende junto da comunidade esposendense.

AS VIVÊNCIAS DA EMIGRAÇÃO PORTUGUESA NOS PALCOS DO TEATRO

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  • Crónica de Daniel Bastos

Realidade incontornável na sociedade portuguesa, o fenómeno da emigração tem merecido cada vez mais a atenção de diversos campos de produção artística, como é o caso do Teatro, umas das principais manifestações artísticas, e um fenómeno cultural de enorme alcance na formação e desenvolvimento da cidadania.

Em Portugal, ao longo da última década, é notório o interesse que várias companhias e estruturas teatrais têm dedicado a este elemento estruturante da identidade coletiva nacional, como comprovam as inúmeras peças que têm sido levadas à cena inspiradas nas experiências e vivências da emigração.

Os exemplos são variados e perpassam o território nacional, na esteira da transversalidade do fenómeno migratório na sociedade portuguesa. No ocaso de 2011, por exemplo, o Teatro Municipal da Guarda (TMG), encetou um espetáculo sobre a odisseia da emigração lusa dos anos 60 para França, justificando então o seu diretor artístico a aposta no mesmo, pela atualidade da temática e a ligação muito forte da mesma com a região.

Em 2014, ano em que a emigração portuguesa se manteve num patamar elevado, o Teatro Experimental do Porto, levou a cena no Auditório Municipal de Gaia a peça “Nós somos os Rolling Stones”, que se assumiu como um manifesto geracional sobre a emigração de jovens lusos. Este novo paradigma da emigração portuguesa foi retratado no ciclo Migrações, que decorreu em 2018 no Teatro Maria Matos, em Lisboa, onde foi abordada a experiência de emigrantes portugueses em Great Yarmouth, uma pequena vila na costa leste de Inglaterra, através do espetáculo “Provisional figures Great Yarmouth”, que tinha sido já apresentado no Reino Unido e no Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, no Porto.

Presentemente, ainda no fim-de-semana passado, a Casa da Cultura de Câmara de Lobos, na Madeira, acolheu a produção teatral “Nas entrelinhas da emigração”, que retratou as vivências de um emigrante na África do Sul, um dos principais destinos da emigração madeirense nas décadas de 60 e 70, que no próximo ano, em conjunto com a pérola do Atlântico, será palco das comemorações oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

SOPRANO ELISABETE MATOS: UMA VIMARANENSE À FRENTE DO TEATRO NACIONAL DE S. CARLOS

A soprano vimaranense Elisabete Matos acaba de suceder a Patrick Dickie na direcção artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Elisabete Matos nasceu em Guimarães onde estudou canto e violino. Como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, mudou-se para Espanha a fim de completar a sua formação com Ángeles Chamorro, Marimí del Pozo, Félix Lavilla e Miguel Zanetti.

Depois da sua estreia na Ópera de Hamburgo como Alice Ford (Falstaff) e Donna Elvira (Don Giovanni), papel que voltou a cantar em Lisboa, Las Palmas e Santander, participou, em 1997, na inauguração do Teatro Real de Madrid, interpretando Marigaila na estreia mundial de Divinas Palabras, de Antón García Abril, ao lado de Plácido Domingo. Imediatamente, é convidada por Domingo para estrear o papel de Dolly na Washington Opera, numa nova produção de Sly, de Wolf-Ferrari, com José Carreras como protagonista. De seguida, interpretou o mesmo papel no Teatro Regio de Turim, no Japão (com a Washington Opera) e na Ópera de Roma, desta vez com Plácido Domingo no elenco.

Interpretou, entre outros papéis, Chimène em Le Cid, de Jules Massenet, no Teatro de la Maestranza de Sevilha e na Washington Opera, com Plácido Domingo; a protagonista de Margarita la Tornera, também com Plácido Domingo, no Teatro Real de Madrid; Elsa em Lohengrin, na sua estreia no Gran Teatre del Liceu de Barcelona; Mimí em La Boheme, no Teatro de São Carlos de Lisboa; La Voix Humaine, na Maestranza; Zaza, no Teatro Regio de Turim e na Opéra de Nice; Elisabetta, numa nova produção de Don Carlo no Teatro Real de Madrid e em Palermo; La Battaglia di Legnano, no Teatro Massimo Bellini de Catânia; Freia em Das Rheingold, em Turim, Ópera de Roma e Liceu de Barcelona; o papel titular de Suor Angelica, no Palau de les Arts de Valência; Tosca, no La Fenice de Veneza, Teatro Massimo Bellini de Catania, em Chipre (com a Arena de Verona), Porto, Messina, no Festival de Macerata, em Tóquio, Lisboa e Cardiff (com a Welsh National Opera); La Vida Breve, em Lisboa; Amelia Grimaldi de Simon Boccanegra, no Teatro Real e Catania; Sieglinde em Die Walküre, na Maestranza, Centro Cultural de Belém e Liceu de Barcelona; Senta em O Navio Fantasma, em Nápoles, Sevilha e Madrid; Katia Kabanova e Els Pirineus, no Liceu de Barcelona; Madame Lidoine de Os Diálogos das Carmelitas, no La Scala de Milão, dirigida por Ricardo Muti; o papel titular de La Dolores, no Teatro Real de Madrid; Gutrune (Götterdämerung) e Rosa (Gaudi) no Liceu de Barcelona; Amélia de O Baile de Máscaras em Nápoles e em Bari; Condessa de Capriccio, no Centro Cultural de Belém; Santuzza de Cavalleria Rusticana, no São Carlos de Lisboa e no San Carlo de Nápoles; Abigaille (Nabucco), em Toulon; a protagonista de Norma, no Festival de Mérida e no Teatro Villamarta de Jerez; Elisabeth de Tannhäuser, no Liceu de Barcelona; Iphigénie en Tauride, no Teatro Campoamor de Oviedo; Turandot, em Antuérpia, Gante, Jerez e Valência (no Palau de les Arts, sob a batuta de Lorin Maazel); La Gioconda, em Tóquio; Minnie de La Fanciulla del West, em Lucca (com o Maggio Musicale Fiorentino).

Entre os seus compromissos mais recentes destacam-se Gutrune (Götterdämmerung), com Zubin Metha, e Cassandre (Les Troyens), com Valery Gergiev, ambos no Palau de les Arts de Valência.

Após o seu êxito como Senta (O Navio Fantasma) no Teatro Real de Madrid, cabe referir entre os compromissos futuros de Elisabete Matos a estreia como Lady Macbeth, na Ópera Nacional do Reno (Estrasburgo), e Isolda (Tristão e Isolda), no Campoamor de Oviedo, além de Iphigénie en Tauride, no Liceu de Barcelona, e da sua estreia na Metropolitan Opera de Nova Iorque como Minnie de La Fanciulla del West.

Para além dos teatros líricos, Elisabete Matos apresenta-se com frequência nas salas de concerto, interpretando habitualmente lied e concerto sinfónico, num vasto repertório que vai desde Bach até à música contemporânea. Destacam-se um recital de canções russas na Fundação Gulbenkian de Lisboa e no Festival de A Corunha; a Nona Sinfonia de Beethoven em Cagliari, dirigida por Lorin Maazel (com quem actuou também em Milão), no Auditório Nacional de Madrid (sob a direcção de López Cobos) e na Gulbenkian; O Chapéu de Três Bicos de Manuel de Falla, com a Chicago Simphony Orchestra, dirigida por Daniel Baremboim; um concerto de árias de Mozart com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por Giuliano Carella; Offrandes, de Varèse, dirigida por C. Walmar; e os Wesendonk Lieder em Lisboa. Em Março de 2001, participou com Plácido Domingo, José Carreras e Mariella Devia, entre outros cantores de renome, no concerto que Zubin Mehta dirigiu em Parma em memória de Verdi, e que foi transmitido para todo o mundo.

Gravou o Requiem de Suppé com o Coro e Orquestra da Fundação Gulbenkian de Lisboa, sob a direcção de Michel Corboz, para a Virgin Classics; o papel titular de La Dolores, de Bretón, para a Decca, pelo qual foi galardoada com um Grammy em 2000; e Margarita la Tornera, de R. Chapí, para a RTVE, ambas com Plácido Domingo. Também com Domingo gravou em DVD a ópera Le Cid, de Massenet, com a Washington Opera. Recentemente, foi lançado em DVD O Chapéu de Três Bicos, de Manuel de Falla, com a Chicago Simphony Orchestra, dirigida por Daniel Baremboim.

Elisabete Matos foi nomeada Oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República Portuguesa.

Foi galardoada com a Medalha de Ouro por Mérito Artístico da Cidade de Guimarães.

JAZZ E TEATRO ANIMAM BARCELOS

Jazz e teatro em destaque na programação cultural de setembro

O Município de Barcelos apresenta uma programação bastante diversificada ao longo do mês de setembro com muita música, teatro, cinema e dança.

O arranque será dado com teatro, no dia 1 de setembro, às 16h00, com a peça “Guarda dos Sonhos – O Musical” pelo Growup Eventos, inserido no programa “Em Família no TGV”

O teatro regressa no dia 21, às 21h30, com a peça “A Criatura”, uma adaptação de Lelio Lecis, a partir de “Quando nós os mortos despertamos” de Henrik Insen pela Companhia de Teatro de Braga; e no dia 28, às 16h00, com a peça “Filme Queen – We Are The Champions” pela APAC – Associação de Pais e Amigos de Crianças.

Nos dias 11, 12, 13, 14 e 15 o Festival Jazz ao Largo vai cumprir a sua quarta edição, com uma programação de qualidade que irá realizar-se no Largo Dr. Martins Lima, na Frente Ribeirinha da Azenha e a bordo dos autocarros Barcelos Bus com um ciclo de concertos gratuitos com grupos e músicos nacionais e internacionais de renome, a saber Banda Musical de Oliveira, Bruno Pernadas Quarteto, Jeffery Davis Trio, Tatabiato, The Selva, Mário Laguinha Trio, Carlos Bica Solo e Julius Gabriel Solo.

Neste ciclo o envolvimento com os artistas da cidade é um ponto obrigatório, pelo que, este ano, a Banda de Oliveira abre o Festival, no dia 11, às 22h00, no Largo Dr.Martins Lima.

A programação prossegue com os concertos no exterior do Theatro Gil Vicente, de Bruno Pernandas Quarteto (no dia 12), Jeffery Davis Trio (no dia 13) e Mário Laguinha Trio (no dia 14), que começam às 22h00.
O palco da Frente Ribeirinha da Azenha, dedicado ao universo das improvisações, receberá os magníficos The Selva e o histórico Carlos Bica num concerto especial a solo, nos dias 14 e 15.

O Jazz ao Largo oferece ainda uma oficina para crianças no dia 14, às 11h00, com Tatabiato, no Theatro Gil Vicente.

O festival encerra no dia 15, às 18h00, com um concerto a bordo de um dos autocarros da cidade “Barcelos Bus”, com o saxofonista alemão Julius Gabriela , um acontecimento único e que marcará, também, esta edição.
No dia 22 e 29,às 16h00, o Theatro Gil Vicente recebe a Audição de Final de Ano da Art’ é Vida – Escola de Artes.

A Zoom promove no Theatro duas noites de cinema no mês de setembro. No dia 17, às 21h30, “As cinzas brancas mais puras” de Jua Zhangke e, no dia 24, “Jia Zhang-Ke – Um Homem de Fenyang” de Walter Salles.

Os bilhetes para assistir aos espetáculos no Theatro podem ser adquiridos no local, ou através de reserva por e-mail (tgv@cm-barcelos.pt) ou telefone (253 809 694).

TEATRO DESCE À RUA EM ESPOSENDE

Esposende promove Festival do Teatro de Rua de 23 a 25 de agosto

O Município de Esposende vai levar a efeito, entre os dias 23 e 25 de agosto, a quinta edição do Festiteatro – Festival de Teatro de Rua. Os espetáculos decorrem a partir das 22h00, na Praça do Município, no centro da cidade, com entrada livre.

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O evento integra o CREARTE, um projeto que o Município está a dinamizar com o intuito de incentivar o crescimento da arte teatral no concelho. Por esta via, os grupos locais de teatro amador têm tido a oportunidade de desenvolver produções teatrais e de fazer a sua apresentação em vários espaços do concelho.

Outra das variantes deste projeto é o Teatro de Rua, onde os espetáculos vão ter com o público. O Festiteatro tem como objetivos motivar e dar a conhecer novas possibilidades criativas de Teatro de Rua, bem como criar condições que garantam aos cidadãos o acesso às artes e à cultura no espaço da rua. O evento tem vindo a afirmar-se com assinalável êxito, dando expressão a esta vertente artística.

Esta edição apresenta uma programação onde a arte do palhaço ou clown terá o seu destaque, através das diferentes abordagens a esta arte de fazer rir. A abrir o Festival, no dia 23, a atriz espanhola Mireia Miracle apresenta o espetáculo “Rojo”. Trata-se da história de uma Clown, um espetáculo que faz uma viagem até aos limites que nos impõem e que nós mesmos criamos. “Rojo” é um diálogo com uma fronteira/muro, uma dança com os limites, um sonho que está mais além, é algo que tem de ser deixado para trás para se poder avançar. No final e graças a todos, alcançará o seu objetivo: a liberdade.

No dia 24, o actor, clown e showman e malabarista Javi Javichy promete muitas gargalhadas com o espetáculo “Velo como el Rayo”. Este é um espetáculo de teatro-circo que aproveita os jogos de malabares, diábolos e equilíbrios como fio condutor, buscando em cada momento o riso do público. Aborda aquelas pequenas coisas que todos pensam, mas que ninguém se atreve a dizer: dos sonhos por cumprir e das coisas que custam a superar.

A encerrar esta edição do Festiteatro, no dia 25, a companhia Coração nas Mãos apresenta “Chá da 5: Peça para Quatro Amigas mais uma que nunca mais chega”. O presente, o aqui e o agora, aquando do bebericar e do desfrutar da essência da infusão. Mas, ao contrário do que se espera, a paz não acontece. E a utópica calma do chá́ contrapõe-se às ansiosas situações que dele vão surgindo – a água que nunca mais aquece, o chá que nunca mais está pronto e a amiga que nunca mais chega.

O Festiteatro enquadra-se no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU “Educação de Qualidade” e “Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade”.

1200 PESSOAS JÁ VIRAM TEATRO NA UCHA ESTE ANO

Comemorações dos 30 anos d’Os Pioneiros da Ucha

| Próximo espetáculo é esta sexta-feira. Grupo da casa sobe ao palco

| Ciclo de teatro na freguesia começou em janeiro

É já na próxima sexta-feira que Os Pioneiros da Ucha voltam a subir ao palco. Prometem animar com um espetáculo que foram buscar ao baú das representações dos últimos 30 anos.

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A estreia da peça “Os dois surdos” foi precisamente em agosto de 2010, agora voltam a levá-la a cena com algumas diferenças.

“Alterámos bastantes pormenores, mas o que caracteriza as personagens e dá personalidade à peça mantivemos. Na altura, houve um feedback fantástico do público e foi por isso que decidimos repescar este espetáculo agora”, explica o presidente do grupo, Filipe Gomes.

O grupo de teatro amador continua a celebrar a data redonda - festejaram 30 anos em abril - com um ciclo de teatro que já levou ao Salão Paroquial da Ucha quase 1200 pessoas.

Pela Ucha já passaram 5 grupos de teatro barcelenses e bracarenses.

Depois de março e abril, o grupo da casa volta a subir ao palco quando forem 21h30 da próxima sexta-feira.

Vão contar a  história de uma jovem casadoira que vive sozinha com um pai que é surdo e a quer casar com um homem também surdo. No meio há um mordomo que se aproveita da fraca audição do patrão e farta-se de fazer troça dele.

Uma comédia de Manuel de Rodeado que Os Pioneiros da Ucha elegeram para levar a palco no mês de excelência dos emigrantes.

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PAREDES DE COURA PÕE “O MUNDO AO CONTRÁRIO”

novo circo : animação de rua : teatro : música : robótica

26 - 28  jul | Paredes de Coura

Carlos Adriano (Argentina), Karkocha (Chile), La Bella Tour (Espanha), ManoAmano (Argentina), Gigante (Espanha), Olé (Espanha), Flash Gonzalez (Chile), Joan Catalã (Espanha), Barto (Bélgica) e Aziz Gual (México), bem como os portugueses Mika Paprika, Sílvia Barbosa, Daniel Gonçalves, Mariela – Tuba & Clown e as bandas Xaral’s Dixie e Orquestra Improvável prometem voltar a proporcionar muita magia, sonhos e fantasia a todos quantos vão passar por Paredes de Coura no fim de semana de 26, 27 e 28 de julho, para mais uma edição de ‘O Mundo ao Contrário’.

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Ao longo de uma semana, de 22 a 28 de julho, as ruas e largos desta bonita vila no coração do Alto Minho ganham uma animação sem igual e convidam a participar e a assistir a espetáculos de teatro, música, novo circo, animações de rua, residências artísticas, instalações e oficinas, numa iniciativa dirigida a toda a família e com entrada livre. Organizado pelo Município de Paredes de Coura, ‘O Mundo ao Contrário’ reúne artistas nacionais e estrangeiros que transportam os participantes para um mundo ao contrário onde o riso, o deslumbre, a fantasia, a criatividade, o risco e o absurdo assumem um lugar especial na imaginação de pequenos e graúdos.

Um leque de excelência de artistas do fantástico e promotores de sonhos trazem ao público de todas as idades a oportunidade de sorrir e até integrar os espetáculos, transformando o óbvio em incompreensível, o real em fantasia pelo que virar tudo ao contrário é nestes dias possível. Têm de ter a capacidade de sonhar e imaginar. Entrem neste mundo de fantasia. Visitem Paredes de Coura, que por estes dias também sugere oficinas de artes plásticas, construções LEGO®, robótica, pinturas faciais e leitura que proporcionam a grandes e pequenos liberdade à imaginação e criatividade.

Residências artísticas, oficinas, instalações e construções em LEGO®

As residências artísticas, asseguradas por Gonçalo Fonseca -- ator e criador das Comédias do Minho --, decorrerão durante a semana, de 22 a 26 de julho, no Centro Cultural, e destinam-se sobretudo aos jovens que vão criar o espetáculo ‘Há monstros debaixo da cama”, que tal como no ‘O Mundo ao Contrário’ também vai virar tudo de pernas para o ar. Mas também há o “O bairro das emoções”, oficina de artes plásticas, numa criação de Rita Nicolau, bem como a instalação “Estranhofone”, de Samuel Coelho e César Estrela, que promete espicaçar o visível e o audível, para incitar a visão e a escuta sensível do banal, do inútil, da aparição comum.

A imagem do evento e a instalação artística ao longo da rua principal de Paredes de Coura, em construção durante a semana pelas mãos de Madalena Martins, trazem à vila uma nova estética que promete também marcar a diferença.

As oficinas de robótica e impressão 3D, mas também construções em LEGO® e artes plásticas acrescentam valor a um programa recheado de talento e animação. Por exemplo, no âmbito da robótica e impressão 3D é possível conhecer as diferentes aplicações da impressão 2D e 3D e cada criança poderá recriar um brinquedo tecnológico.

Já na oficina ‘Lego – Caixa de Brinquedos: Comunidade 0937’ as crianças e jovens poderão ver construções originais, fazer as próprias, ver sets e construir sets num espaço inteiramente dedicado às construções LEGO@.  As pinturas faciais ‘Animakids’ marcam mais uma vez presença, enquanto no fim de semana dos dias 26, 27 e 28 de julho as ruas de Paredes de Coura são percorridas por um divertido comboio turístico “Devagar devagarinho”, como que se dando a conhecer a miúdos e graúdos os cantos e recantos desta nossa bonita vila, entre muitas outras propostas para rir e divertir, num evento muito especial, onde se vira “de pernas para o ar” a rotina e a rigidez, permitindo que reine o inesperado e a fantasia.

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ESPOSENDE PARTICIPA NO ENCONTRO INTERNACIONAL DE MARIONETAS

“Viagem ao fundo do mar” apresentado no EI!!! Marionetas”

Esposende marcou presença na 5º edição do Encontro Internacional de MarionetasEI!!! Marionetas” com a peça de teatro de marionetas “Viagem ao fundo do mar” apresentada pelo Centro de Educação Ambiental de Esposende.

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Organizado pela Companhia de Teatro de Marionetas de Mandrágora, com o apoio da Câmara Municipal de Gondomar, este evento internacional contou com um programa rico e diversificado, com mais de 40 iniciativas culturais de rua e de palco. Várias companhias de marionetas nacionais e internacionais deram corpo a apresentações, exposições, conversas, feiras, mostras, workshops e concertos.

Foram cerca de 80 as crianças que assistiram ao espetáculo de marionetas “Viagem ao fundo do mar” que decorreu no CEA da Quinta do Passal, em Gondomar. A peça, que aborda diferentes temáticas relacionadas com os oceanos e a biodiversidade, nomeadamente os impactes do lixo marinho e as atividades agro-marítimas associadas ao concelho de Esposende, foi criada no âmbito do projeto OMARE, Observatório Marinho de Esposende, cofinanciado pelo POSEUR.

O espetáculo “Viagem ao fundo do mar” insere-se nas atividades de educação ambiental que contribuem para a concretização de vários Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, em particular para os ODS’s ODS’s 12, 13 e 14.

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Ó DIABO!... CABECEIRENSES PASSEIAM PELA LITERATURA

‘Rio’ de gente na ‘Praia Fluvial’ do Poço do Frade para um Passeio Literário pela ‘mão’ do Centro de Teatro

Centenas de pessoas assistiram ontem à noite, 18 de julho, na ‘Praia Fluvial’ do Poço do Frade, ao Passeio Literário conduzido pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Basto. ‘Ó Diabo! O Rapaz que lhe tirou o coiso de ser bruxa’ foi o espetáculo cómico levado à cena, inspirado nas histórias e crendices populares dos mais antigos sobre os seres mais misteriosos da nossa imaginação: as bruxas.

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“Nada como o amor. Tão cheio de surpresas… Quando tudo parece bem, afinal não está! O Quim gosta da Rosa. A Rosa é Bruxa. As Bruxas são prometidas ao Diabo. E agora, Quim? Esta história acaba assim?” lê-se na sinopse. Mas Não! Esta história não acabou assim porque o Quim enfrentou o Diabo! O amor venceu e a Rosa livrou-se de ser bruxa.

Este Passeio Lieterário traduziu-se em mais uma brilhante encenação teatral, desta feita com a participação especial da Associação Vilela com Vida, Amigos da Galhofa e Sérgio Oliveira.

Organizado pela Câmara Municipal, o evento foi produzido pelo Centro de Teatro com o apoio da Associação Encanto Radical.

Participaram neste Passeio Literário o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, a vereadora da Cultura, Dra. Carla Lousada, os presidentes das Juntas de Freguesia de Refojos, Outeiro e Painzela e também de Abadim, respetivamente, Leandro Campos e Fernando Basto, entre outros convidados e população em geral.

Uma vez mais, o numeroso público que participou neste evento demonstra bem o interesse dos Cabeceirenses por este projeto cultural que valoriza o teatro de comunidade.

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MUNICÍPIO DE ARCOS DE VALDEVEZ LEVA TEATRO AOS LARES

No âmbito das atividades inseridas no Plano Municipal do Idoso, o qual congrega um conjunto de ações levadas a cabo em áreas tão importantes como a saúde, a ocupação dos tempos livres, as condições habitacionais, as acessibilidades, as respostas sociais e os serviços de apoio à população idosa, a Câmara Municipal, em parceria com o Grupo de Teatro do Vez, levou, durante todas as sextas-feiras dos passados meses de abril a junho, sessões de teatro às várias Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho.

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Tal como o Projeto Seniores + Ativos ou as Olimpíadas Seniores, também estas sessões de teatro têm como principal objetivo promover a melhoria da condição física e emocional da população com mais idade e, consequentemente, um envelhecimento mais ativo.

Sendo o teatro uma arte que permite expressar emoções, vivências e memórias de vida, é também um excelente veículo para proporcionar momentos de entretenimento, convívio e alegria, principais objetivos desta iniciativa.

A dinâmica criada com estas sessões, a forma como a população idosa institucionalizada e as respetivas instituições onde se encontram inseridas aderiram à iniciativa, fazem crer que este é um projeto que deverá ter continuidade.

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CERVEIRA ACOLHE ESPETÁCULO "PAISAGEM COM PESSOAS"

“Paisagem com Pessoas” continua em circulação pelo Vale do Minho, e na próxima sexta-feira e sábado chega ao Auditório do Fórum Cultural de Cerveira. Trata-se da apresentação final do trabalho conjunto do Teatro do Vestido e das Comédias do Minho, que teve início em janeiro deste ano, com apresentação intercalar em março, em “Pontos na Paisagem”. De entrada livre, o espetáculo tem início às 21h30, estando sujeito à lotação do espaço.

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Com texto e direção de Joana Craveiro e interpretação de Ana Lúcia Palminha, Estevão Antunes, Rosinda Costa, Tânia Guerreiro (Teatro do Vestido), Joana Magalhães, Luís Filipe Silva e Rui Mendonça (Comédias do Minho), “Paisagem com Pessoas” faz parte do projeto “Viagem a Portugal”, que o Teatro do Vestido tem vindo a desenvolver. Nesta paragem pelo Minho, e no encontro entre as duas companhias, mergulhamos na geografia humana e física não só do território, mas também na autobiografia e no percurso individual e geográfico de cada um dos criadores do projeto. Tudo isto no encalço da resposta à nossa pergunta de sempre –como chegámos até aqui?

De acordo com a sinopse: “Várias são as perguntas de partida: que país é este? Fale-me de árvores. Fale-me da guerra. Fale-me de si. Viaje connosco por Portugal e pelas histórias das nossas famílias. Conte-me a história da sua família. Conte-me como lhe contaram as coisas, como as aprendeu. Diga-nos o que não lhe contaram, os segredos, as omissões, os apagamentos. “Portugal, questão que tenho comigo mesmo”, escrevia, acertado, incisivo, Alexandre O’Neill. E é bem verdade. Questão que temos connosco próprios, pois claro.

Parte do projeto “Viagem a Portugal,” que o Teatro do Vestido está a empreender ao longo de 2019, Paisagem com Pessoas é o feliz encontro da companhia lisboeta com as Comédias do Minho e o seu território vasto e profundo. Desde janeiro que escavamos, que procuramos, que perdemos o que encontramos, que nos perdemos assim em conjunto – que é a melhor forma de procurar alguma coisa. Agora deu-nos para falar de morte, mas também de coisas menos pesadas, como crocodilos, esse animal frio, como nos disse P. Um projeto sobre paisagens habitadas por pessoas. Ou sobre pessoas com paisagens dentro de si”.

De entrada livre, ‘Paisagem com Pessoas’ chega a Vila Nova de Cerveira esta sexta-feira e sábado, com espetáculos agendados para as 21h30, no Auditório do Fórum Cultural de Cerveira.

TEATRO EM DARQUE APRESENTA A "GUARDIÃ DE RETRETES"

A Guardiã de Retretes do À Margem- Armazém Teatral vai desta vez a Darque!

Sim, vai visitar a Sociedade de Instrução e Recreio de Darque e as gentes de Darque no próximo  dia 3 de Julho  quarta-feira, pelas 21,30 horas.

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Desta vez a convite e com o apoio da junta de Freguesia de Darque ,em colaboração com A SIRD integrado no programa das comemorações dos 33ª aniversário de elevação de Darque a Vila! 

A nossa guardiã  entrará na ribalta do palco da SIRD para mais uma vez além de limpar e desinfectar retretes, ainda dará conselhos, venderá papel higiénico e emprestará sonhos como cugnomista  multifacetada.

Esta já é a 11ª vez que surge nos palcos do concelho na sua sessão de terapia do stress através da libertação do riso com as cenas que se desenrolam no decorrer da sua visita.

Elas são duas senhorecas que  vêm defecar ,um  presidente irrequieto que distribui comendas e prebendas a umas quantas figuras agraciadas,um Hollywoodesco 10 de Junho, enfim numa retrete  onde tudo acontece, até uma selfie com Donald Trump.

Por fim chegamos a Morpheus 80, onde o 80 é apenas para dar ar de ficção.

Apenas faltam os alentejanos com a sua exposição  ao M. da Agricultura e aquele homem, como todos nós sempre aflito.

A entrada é gratuita e se ainda não viu este nosso espectáculo não perca esta última oportunidade antes de finalizarmos a nossa digressão e de entrarmos em férias !

Venha ao teatro.

Venha  ver a “Guardiã de Retretes!” esta quarta-feira a Darque.

GIL VICENTE SOBE AO PALCO EM BARCELOS - A SUA TERRA NATAL!

Theatro Gil Vicente comemora 118 anos com auto de Gil Vicente

A Câmara Municipal de Barcelos apresenta para o mês de julho uma programação repleta de arte e talento, com entradas gratuitas. Ao longo do mês, podemos contar com momentos de cultura e lazer nas Salas do Theatro Gil Vicente bem como outros espaços.

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A programação inicia no dia 5, às 21h30, com a Associação Clube Moto Galos apresentar no TGV o espetáculo de música “3.º Cinemoto Barcelos”.

No dia 11, às 21h30, o Theatro Gil Vicente recebe o Memorial a Bernardete Costa com um recital de poesia autógrafa pelos alunos da Oficina de Teatro e do Clube de Leitores da Barcelos Sénior, para maiores de 3 anos.

O teatro vem ao palco, já no dia 27 de julho, às 10h30, com  a peça infantil “Um Assunto Malcheiroso” da responsabilidade do “Teatro A Quatro” destinado a crianças dos 0 aos 5 anos.

A rubrica “Em família no TGV” reserva a tarde de domingo, dia 24, às 16h, com a peça “Os Músicos de Bremen”, da CTB – Companhia de Teatro de Braga,  para maiores de 4 anos.

No dia 31, às 21h30, dia em que se comemoram os 118 anos do Theatro Gil Vicente, o espaço vicentino recebe a peça “Auto da Barca do Inferno” protagonizada pela CTB – Companhia de Teatro de Braga, para maiores de 12 anos.

Ainda no âmbito da programação cultural do mês de julho, a Igreja Matriz recebe, no dia 10, às 21h00, o espetáculo Rejoice “Alegrem-se” pelo Grupo Word and Voice de Lviv, Ucrânica.

O Ciclo Jazz ao Largo regressa a Barcelos, no dia 12, às 22h00, no Largo da Porta Nova, com o espetáculo da Orquestra de Jazz de Matosinhos, concerto incluído na programação da Feira do Livro.

No dia 19, às 22h00, o Paço dos Condes recebe o concerto “Slower Pace of Existence” de Frederico Dinis.

O segundo semestre do ciclo de concertos Música no Salão regressa no dia 20 de julho, às 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, com o Duo Harpa e Saxofone com Angélica Salvi & Isabel Anjo. A entrada é livre.

Barcelos integra pela primeira vez o Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous – o mais influente festival de circo contemporâneo do país, que decorre  entre 24 e 27 de julho, nas quatro cidades que formam o projeto de cooperação intermunicipal Quadrilátero.

A celebrar a sua estreia no Festival, Barcelos recebe o primeiro espetáculo desta sexta edição. “A Simple Space”, dos Gravity & Other Myths está agendado para o dia 24 de julho, às 22h00 , no Largo da Porta Nova.

No dia 25 de julho, às 19h00, o Largo da Porta Nova recebe o grupo Coração nas Mãos que apresenta a sua peça “Chá das Cinco”. À 22h00, é a vez da  estreia do espetáculo “Fábrica da Mentira”.

Tal como nas edições anteriores, o festival volta ainda a apostar num “Showcase”, no dia 26 de julho, às 11h00, no Theatro Gil Vicente, que permite aos criadores emergentes apresentarem os seus projetos aos programadores que marcam presença no Vaudeville Rendez-Vous.

Ainda de destacar, no âmbito das estreias nacionais, a dança acrobática “Zoog”, de Amir and Hemda, no dia 26 de julho, às 19h00, no Largo da Porta Nova,que representa o amor e o ódio numa relação, assim como a rotina e os altos e baixos de uma história íntima.

No dia 26, às 22h00, é a vez do grupo francês Cirque Exalté protagonizar o espetáculo “Furieuse Tendresse”, na Praceta Francisco Sá Carneiro.

O Vaudeville Rendez-Vous termina no dia 27 de julho, às 11h00, com as performances da companhia portuguesa Dulce Duca com a peça “Um belo dia”  um espetáculo sem narrativa, baseado nas memórias do autor, que coloca a artista no centro do palco a representar emoções e, às 19h00, com um espetáculo que concilia dança, circo, teatro e performance, de Joan Català, de Barcelona, que apresenta, pela primeira vez em Portugal, “Pelat”, projeto que promove uma interação única com o público um espetáculo. Ambos os espetáculos decorrem no Largo da Porta Nova.

Os bilhetes para assistir aos espetáculos no Theatro podem ser adquiridos no local, ou através de reserva por e-mail (tgv@cm-barcelos.pt) ou telefone (253 809 694).

TEATRO EM FAMALICÃO SAI DO "BAÚ DOS SEGREDOS"

Teatro que sai do “Baú dos Segredos”

Julho é sinónimo de um exercício cénico de introdução ao Teatro que assume por nome “Baú dos Segredos” e que mobiliza um exército de pequenos atores e atrizes dos 8 aos 18 anos de idade.

“Baú dos Segredos” é um ateliê de teatro anual, da responsabilidade da Casa das Artes de Famalicão e do encenador João Regueiras que se realiza, nas instalações da Casa das artes de Famalicão, de outubro a julho do ano seguinte.

É de um texto de Alice Vieira, que mergulha numa história da tradição popular, que é retirado a primeira das encenações teatrais que a Casa das Artes de Famalicão programa e coproduz para o mês de julho. “Leandro, o Rei de Helíria” sobe a cena nos dias 24 e 25 de julho, às 21h3, no Grande Auditório. Segundo a história, um pai decide repartir o reino pelas filhas e põe-nas à prova, acabando, contudo, por deserdar a mais nova. Esta vem a revelar-se, afinal, a única que era merecedora da sua generosidade. Vítima do próprio orgulho e castigado pela sua cegueira, o rei expia as culpas mergulhando na miséria, até ser finalmente salvo e perdoado pela filha mais nova entretanto reencontrada.

Uma história onde se fala de amor, de ingratidão, e do que acontece a um rei quando a coroa lhe cai da cabeça, num enredo em muitos aspetos semelhante ao de "Rei Lear", de Shakespeare.

A entrada custa quatro euros, ou dois para os portadores do Cartão Quadrilátero Cultural.

“Leandro, o Rei de Helíria” é encenado por João Regueiras, numa adaptação de Ana J. Regueiras e a interpretação está a cargo dos alunos da Classe A (10 aos 14 anos), do “Baú dos Segredos”.

De 26 e 27 de julho, às 21h30, o Grande Auditório da Casa das Artes assiste à peça “Mulheres Invisíveis”, numa interpretação da Classe B (15 aos 18 anos), do Baú dos Segredos e encenada por Ana J. Regueiras. Uma viagem ao trágico 25 de março de 1911 que, na cidade de Nova Iorque, viu perecer mais de uma centena de mulheres no incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist. O título “Mulheres Invisíveis” ilustra o facto de muitas das vítimas, por serem mulheres, operárias e imigrantes, não terem sido alertadas para o incêndio que consumiu o prédio onde laboravam. Trabalhavam, à mingua de uns 6 a 10 dólares por semana, 14 horas por dia, em semanas de trabalho de 60 a 72 horas. Na hora da calamidade, a sua maior desgraça foi terem sido ignoradas. Mulheres invisíveis pela cegueira do lucro a qualquer custo, pela falta de condições de segurança no trabalho e pela completa ausência de sentido humano. “Quando tudo terminou, juntei-me ao meu povo. As outras mulheres cujas vidas, as mortes, não foram vistas. Nós, as Mulheres Invisíveis. Eu vejo-as. E elas a mim.”

A entrada custa quatro euros, ou dois para os portadores do Cartão Quadrilátero Cultural.