Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO LEVA À CENA A PEÇA DE JACINTO LUCAS PIRES "ESCREVER, FALAR"

"Escrever, Falar" de Jacinto Lucas Pires revela-se à Comunicação Social

A Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão realiza amanhã, dia 19 de fevereiro, a um ensaio para a imprensa da mais recente coprodução deste teatro municipal: "Escrever, Falar" de Jacinto Lucas Pires. A estreia está marcada para 21, 22, 23,24 de fevereiro| quinta a sábado: 21h30| Domingo: 16h00 | Grande Auditório.

Trata-se de uma coprodução Momento - Artistas Independentes e Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

No final, o elenco estará disponível para prestar todas as declarações que as/os jornalistas quiserem colocar.

SINOPSE

Em lugar nenhum. Dois homens encontram-se (ou simplesmente estão) e permitem-se partilhar as suas histórias como quem constrói um guião. Viajam repetidamente numa história (que são várias) que eles próprios vão moldando tal como o tempo os molda a eles e os faz crescer e ganhar corpo à medida que falam e escrevem um destino partilhado.

É um trabalho sintético de Jacinto Lucas Pires que, em cerca de uma hora, condensa as suas melhores qualidades como dramaturgo, trazendo-nos os seus personagens que crescem no arco de tempo dos próprios espetáculos e se encontram, se reescrevem quase como se pudéssemos assistir ao vivo e a cores ao fenómeno impalpável do aparecimento de uma pessoa em cena.

É uma breve viagem que dá sempre um passo atrás para rever o seu rumo e, sem o auxílio de qualquer sistema de navegação assistida, se vira novamente para dentro com o objetivo de se enriquecer nas palavras dos dois personagens.

Encenação Simão Do Vale Africano

Assistência de Encenação e Produção Inês Simões Pereira

Interpretação Daniel Silva e Diogo Freitas

Desenho de Luz Pedro Correia

Sonoplastia Daniel Martinho

Figurinos Joana Africano

Fotografia Simão Do Vale Africano

Apoio à residência Teatro Viriato

Apoio Teatro Nacional São João

Entrada: 4 euros. Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 2 Euros

M/12 | Duração: 60 min

GATA INAUGURA FESTIVAL DE TEATRO DE ESPOSENDE COM A PEÇA "O NARIZ"

GATA apresenta “O Nariz” na abertura do Festival de Teatro Amador de Esposende

Arranca no próximo fim-de-semana, dias 16 e 17 de fevereiro, o 3.º FestiAma – Festival de Teatro Amador do Concelho de Esposende. O evento é promovido pelo Município de Esposende, no âmbito do programa CREARTE – Crescimento da Arte Teatral em Esposende, e contempla a apresentação de seis produções teatrais, todos os fins-de-semana até final de março, num total de doze espetáculos, tendo como palco o Auditório Municipal de Esposende. Ao sábado, os espetáculos são às 21h30 e ao domingo às 16h30.

onariz.jpg

O espetáculo de abertura estará a cargo do GATA – Grupo de Teatro Amador de Fão, que levará à cena a peça "O Nariz", uma adaptação do conto de Nicolau Gogol. O Nariz é o nome de um dos contos cómico-satíricos clássicos da literatura russa. Foi escrito pelo célebre escritor Nicolau Gogol e inspirou o compositor Dmitri Shostakovich a compor a ópera homónima. Escrito entre 1835 e 1836, conta a história de um oficial de São Petersburgo cujo nariz abandona o rosto e decide ter uma vida independente. A partir deste conto, o GATA criou o seu próprio espetáculo, em que uma figura importante da sociedade, inacreditavelmente, acorda sem o seu nariz. O espetáculo desenrola-se na busca desesperada desta parte do corpo tão importante e tão definidora da personalidade de cada um.

Nos dias 23 e 24 de fevereiro, é a vez do GATERC - Grupo Amador de Teatro Esposende-Rio Cávado subir ao palco, com a produção "Al Olaré", baseado num texto de Mário Botequilha. Em março, nos dias 9 e 10, o grupo infanto-juvenil Boca de Cena apresenta “Escafandro”, com texto de Hugo Direito Dias, nos dias 16 e 17, o JUM - Juventude Unida de Marinhas leva à cena “Círculo da Caça”, de Eduardo de Filippo, a 23 e 24 de março é a vez do GARFO - Grupo de Artes Recreativas de Fonte Boa apresentar a peça “Aqui há Gato”, de Joaquim Graça do Vale, e, a encerrar esta terceira edição do FestiAma, no fim-de-semana de 30 e 31 de março, o grupo Forjães em Cena apresenta “A Vizinha do Lado”, de André Brun.

O ingresso para cada espetáculo custa dois euros, sendo que as reservas de lugares podem ser efetuadas através do telemóvel 968 690 784 ou do e-mail rui.cavalheiro@cm-esposende.pt.

CENTRO DE TEATRO DE CABECEIRAS DE BASTO PROMOVE CULTURA CABECEIRENSE

Três vereadores do IPC votaram contra

Na sequência das principais deliberações da reunião de câmara de 25 de janeiro, o Executivo Municipal de Cabeceiras de Basto aprovou por maioria, com três votos contra dos vereadores do IPC, o protocolo de colaboração com a Associação ‘No Encalço de Ideias’ para dinamização do Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto. O protocolo para a execução de um plano de desenvolvimento cultural a realizar no Município, durante o ano de 2019, tem como objeto a atribuição de um apoio financeiro e logístico no montante de 75 mil euros, estando, assim, garantida a continuidade do Centro de Teatro na promoção e afirmação da cultura Cabeceirense aquém e além-fronteiras.

CTCMCB levou 'O Baile' aos Claustros do Mosteiro - Arquivo 2018.JPG

De salientar que a celebração do protocolo mereceu quatro votos favoráveis do PS e três votos contra dos vereadores do IPC que apresentaram uma declaração de voto, elencando os motivos dessa votação: “investimento nitidamente desproporcional” e “um evidente exagero”.

A realidade é que as extraordinárias e inspiradoras produções do Centro de Teatro continuam a arrebatar numeroso público que tem assistido aos inúmeros espetáculos promovidos pelo CTCMCB, o que é bem demonstrativo do interesse dos Cabeceirenses por este projeto que tem vindo a ser amplamente acarinhado pelas pessoas, um projeto de sucesso que a Câmara Municipal não pode, por isso, deixar de apoiar.

De destacar que o CTCMCB conta com a participação e formação efetiva de cerca de duas centenas de crianças, jovens e adultos do concelho de Cabeceiras de Basto, tendo como principal objetivo dar continuidade ao projeto de formação artística onde se desenvolvem e partilham experiências cénicas com diferentes grupos e associações locais, uma verdadeira aposta na cultura e mais concretamente no teatro mas também na valorização humana e artística dos Cabeceirenses.

As apostas do Município têm sido, ao longo dos anos, transversais a todos os setores de atividade, e a cultura não é exceção.

O CTCMCB – Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto continua a promover a cultura ao seu melhor nível. Numa perspetiva da arte ao encontro da comunidade, tem sido desenvolvido um excelente trabalho no campo cultural e artístico concelhio, a que o CTCMCB pretende dar continuidade indo, desta forma, ao encontro das pessoas e das instituições culturais, através da promoção de um conjunto de ações capazes de contribuir para o enriquecimento cultural da comunidade ao confrontá-la com novas manifestações artísticas e sensibilizá-la para a articulação das artes com o seu quotidiano.

O Centro de Teatro tem aprofundado estudos e universalizado a cultura rural na procura de novas linguagens e técnicas de comunicação, bem como na aproximação de agentes culturais e sociais, com enfoque especial nas gentes da terra. O CTCMCB trabalha as memórias, as tradições e o património material e imaterial. Não só faz a recolha dos aspetos que envolvem o nosso património imaterial, como o tratam e divulgam.

O Centro de Teatro assume-se como um projeto inclusivo, intergeracional, envolvente e comunitário que pretende ser impulsionador de um processo de transformação cultural na sociedade, ancorado ao Município de Cabeceiras de Basto. De destacar igualmente a colaboração do Centro de Teatro com as freguesias, o movimento associativo e outras instituições, e também com o Agrupamento de Escolas, designadamente promovendo a integração de algumas crianças e jovens.

O Centro de Teatro que surgiu em 2012 tem vindo, ano após ano, a reafirmar no concelho a forte aposta que a Câmara Municipal tem vindo a desenvolver na cultura, criando em conjunto um elevado nível de programação cultural e artística.

TEATRO AMADOR TEM FESTIVAL EM ESPOSENDE

3.º Festival de Teatro Amador de Esposende em cena em fevereiro e março

O Município de Esposende vai levar a efeito, nos meses de fevereiro e março, a terceira edição do FestiAma – Festival de Teatro Amador do Concelho de Esposende.

DSC05126.JPG

O evento enquadra-se no programa CREARTE – Crescimento da Arte Teatral em Esposende e contempla a apresentação de seis produções teatrais, num total de doze espetáculos, no Auditório Municipal de Esposende. Os grupos de teatro amador do concelho vão levar à cena as peças de teatro preparadas no âmbito das respetivas formações, sob a orientação do encenador e formador Jorge Alonso, sendo eles o Forjães em Cena, o GARFO - Grupo de Artes Recreativas de Fonte Boa, o GATA - Grupo de Teatro Amador de Fão, o GATERC - Grupo Amador de Teatro Esposende-Rio Cávado e o JUM - Juventude Unida de Marinhas. O grupo de teatro infantil e juvenil Boca de Cena, sob a orientação do encenador Hugo Direito Dias, irá estrear a peça “Escafandro”. Os espetáculos decorrerão ao fim-de-semana, ao sábado às 21h30 e ao domingo às 16h30, sendo que cada ingresso custa 2 euros.

DSC05988.JPG

O festival inicia-se no fim-de-semana de 16 e 17 de fevereiro, com a apresentação da peça "O Nariz", uma adaptação do conto de Nicolau Gogol, pelo GATA – Grupo de Teatro Amador de Fão. O Nariz é um dos contos cómico-satíricos clássicos da literatura russa e conta a história de um oficial de São Petersburgo cujo nariz abandona o rosto e decide ter uma vida independente. O espetáculo desenrola-se na busca desesperada desta parte do corpo tão importante e tão definidora da personalidade de cada um.

O GATERC apresenta-se em palco, nos dias 23 e 24 de fevereiro, com a produção "Al Olaré", baseado num texto de Mário Botequilha. A peça retrata a história de um embuste, o golpe dado a um país, a uma geração, a muitas gerações, pelo ganancioso Pantalone, o homem que quer sempre mais uma moedinha no porta-moedas e um amigo bem colocado no bolso.

O FestiaAma prossegue, nos dias 9 e 10 de março, com o Boca de Cena, que apresenta “Escafandro”, com texto de Hugo Direito Dias, peça criada no âmbito do Março com Sabores do Mar 2019. "Escafandro" imerge-se, sem fôlego, numa terra de mar. Uma terra que quem visitar, do ar ao mar, fica a amar... Era uma vez um mergulho no amor de um Robalo por uma bela Travessa. O inusitado caso amoroso vem levantar a questão "O que estás disposto a fazer por amor?". E a história enrola-se como onda, mar adentro, mar afora, afagando o paladar de um sabor fresco a Esposende.

DSC08959.JPG

Nos dias 16 e 17 de março, o JUM leva à cena “Círculo da Caça”, de Eduardo de Filippo. A peça acontece em torno de um respeitoso “Clube de Caça” que não é mais que um disfarce de uma casa de jogo clandestina. Januário Ferro, o proprietário, arranja um novo “sonso” para o jogo, o Luisinho Pobretanas, a quem tenta ensinar os truques do ofício. Neste jogo de disfarces irão participar alguns mal-afamados frequentadores da casa de jogo, assim como as mulheres que tentarão distrair o “frango a depenar”. Uma farsa que evidencia as relações entre o Povo e a Burguesia, tema muito presente nas peças de Filippo.

O GARFO apresenta, nos dias 23 e 24 de março, “Aqui há Gato”, de Joaquim Graça do Vale, uma peça cómica que abre uma janela sobre a complexidade das relações amorosas e suas aventuras, abordando-as sob perspetivas etária, estrato social ou simplesmente de ordem cronológica.

A encerrar esta terceira edição do FestiAma, no fim de semana de 30 e 31 de março, o grupo Forjães em Cena apresenta “A Vizinha do Lado”, de André Brun. O professor de moral Plácido Mesquita vai de Forjães a Lisboa visitar o seu sobrinho Eduardo para o resgatar de uma vida condenável de maus vícios e encontra-o dividido entre a paixão pela sua vizinha do lado, a jovem Mariana, e a relação amorosa que mantém com Isabel Moreira, artista de variedades arrojada e muito determinada. O vizinho Saraiva e o porteiro Jerónimo contribuem para a confusão que se instala no prédio e contagia o professor, que vê o objetivo da sua viagem ser radicalmente alterado.

O Festival de Teatro Amador de Esposende visa dar a conhecer o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelos grupos de teatro amador do concelho, sob a orientação do encenador e formador Jorge Alonso e de Hugo Direito Dias. Para além da oportunidade de apresentarem publicamente o seu trabalho e de se conhecerem entre si, os grupos de teatro do concelho têm também, através deste festival, a oportunidade de adquirir ferramentas relativas à organização de um espetáculo.

festiama.jpg

OS 4 CLOWNS DO APOCALIPSE | TEATRO DO MONTEMURO. VENHAM DIVERTIR-SE EM FAMÍLIA NO TEATRO DIOGO BERNARDES

1 de Fevereiro – 21h30 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

Sexta-feira à noite, 1 de Fevereiro, a partir das 21h30, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, Os 4 Clowns do Apocalipse, pelo Teatro do Montemuro, com criação de Abel Duarte, Andrew Harries, Eduardo Correia, Paulo Duarte, Peter Cann e Simon Fraser e encenação de Andrew Harries.

Capturarpalha3.PNG

Teatro do Montemuro e Absolute Theatre

Os quatro cavaleiros do Apocalipse cavalgam até ao início... do fim do mundo.

No entanto só vemos três chegar.

Então a guerra, a fome e a peste sentam-se à espera da morte.

E enquanto esperam começam a "brincar".

E transformam-se em "palhaços".

Eles brincam com detritos lavados na margem à beira da terra e, ao contrário de destruir o mundo, criam novos mundos anárquicos, tolos e bonitos.

O espectáculo clownesco é interpretado na totalidade sem palavras pelos actores do Teatro do Montemuro.

Capturarpalha2.PNG

Estamos no fim do mundo. Demasiados conflitos levaram à aniquilação da humanidade e os quatro Cavaleiros do Apocalipse galopam em direcção à Terra como presságio do fim dos tempos. Só que um deles não aparece. O Teatro do Montemuro e o Absolute Theatre imaginam as experiências e tribulações dos três Cavaleiros do Apocalipse deixados numa qualquer praia remota inglesa e essa visão é, acima de tudo, o mais louco e divertido dumb-show que vejo há anos. Este espectáculo não se apoia nas palavras (à excepção de ocasionais grunhidos, gritos ou rugidos), mas na linguagem universal do clowning (comédia física). À semelhança dos seus conceitos, Peste (Eduardo), Guerra (Paulo) e Fome (Abel) carecem de muitas formas de uma dita correcta forma de comunicar, bem como de qualquer respeito por qualquer convenção social.

Capturarpalha1.PNG

Estes três infelizes seres vão-se transformando gradualmente em palhaços tagarelas que se tentam livrar das calúnias que os acusam de estarem ali apenas a passar o tempo – e a comer. (…) Não só os Cavaleiros se transformam, também o público que é chamado e chamado de novo, arrastado para o palco para se tornarem caçadores de pássaros, jogadores de futebol, a própria Morte ou um apóstolo na Última Ceia. (…) Bom entendedor saberá que ser relutante apenas aumentará a probabilidade de ser escolhido. Tudo está habilidosamente controlado. Não há lapsos, pés, peixes ou aves fora do lugar. Estes clowns estão perfeitos em cada erro, falso murro, subida de escada e em cada cena de pancadaria. Não sendo apenas incrivelmente engraçados, mas também garantindo ao público que estão em boas (e ineptas) mãos. Este espectáculo internacional é do melhor que já vi. É inteligente e habilmente concebido e durante a hora e dez minutos de espectáculo sob as Estrelas estiveram os três clowns, mas não podemos deixar de mencionar toda a equipa envolvida que criou esta maravilhosa noite de entretenimento espirituoso, louco e mordazmente inteligente. Palmas de pé para esta agradável performance na qual está garantida uma deliciosa surpresa para todas as pessoas – de qualquer idade, de qualquer língua.

Love Midlands Theatre Março 2018

Bilhetes à venda (4,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt

Capturarpalha4.PNG

FAMALICÃO REALIZA FESTIVAL DE TEATRO AMADOR

Famalicão está há 13 anos a dar palco ao teatro amador. Festival de Teatro Amador Terras de Camilo decorre de 24 de fevereiro a 25 de maio, no Centro de Estudos Camilianos

Há 13 anos consecutivos que em Vila Nova de Famalicão se dedica um festival inteiramente gratuito à arte do teatro amador. Este ano não é exceção e em terras de Camilo já se prepara a próxima edição do Festival de Teatro Amador, que arranca no dia 24 de fevereiro e que até maio vai contar com uma dezena de encenações.

DSC_5750.JPG

A iniciativa, promovida pela autarquia famalicense em parceria com o GRUTACA – Grupo de Teatro Amador Camiliano, decorre no auditório do Centro de Estudos Camilianos, em Seide São Miguel, e estreia no dia 24 de fevereiro com “Verdegar”, pelo Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto.

Seguem-se os Nova Comédia Bracarense, no dia 16 de março, com a apresentação da peça “As Guerras de Alecrim e Manjerona” e o Grupo Recreativo e Cultural de Lemenhe, no dia 23 de março, com a peça “Médico à Rasca”, de Dídimo Vitor Hugo.

No dia 27 de março, dia em que se assinala o Dia Mundial do Teatro, a iniciativa propõe duas sessões da peça “Eu, Tu, Ele, Nós, Vós, Eles”, pela mão do GRUTACA, e a oficina de teatro “Abordagem prática sobre uma dramaturgia pedagógica para Amor de Perdição”, destinada a atores de grupos de teatro amador e profissional.

O Grupo de Teatro Artes da Alegria, de Braga, apresenta no dia 31 de março, “Sebastião”. Para abril estão agendados três espetáculos: no dia 6, o Grupo Dramático e Recreativo da Retorta, de Valongo, apresenta “Uma história que não lembra ao diabo”; no dia 13, chega a vez do Grupo de Teatro Aviscena subir ao palco com “O rei está a morrer”, e, por fim, no dia 28, “o Leitinho do Néné”, pela mão do Grupo Paroquial de Teatro de Leça da Palmeira.

O Festival de Teatro Amador Terras de Camilo despede-se em maio, com a apresentação, no dia 4, da peça “O Silêncio das Horas”, pelo Grupo de Teatro Renascer; no dia 19, com a peça “Com Garrett no Coração”, do Grupo de Teatro Casca de Nós e no dia 25, com um Jantar Tertúlia Camiliana.

Refira-se que todos os espetáculos têm entrada livre, sujeita à lotação da sala.

Mais informações sobre o festival em www.vilanovadefamalicao.org

IMG_0029.jpg

BARCELOS DESTACA MÚSICA E TEATRO

Música e teatro marcam programação cultural do mês de fevereiro do Teatro Gil Vicente

O programa cultural do mês de fevereiro do Teatro Gil Vicente traz ao palco teatro, música e cinema.

Programação TGV fevereiro.jpg

A programação arranca com teatro no dia 2, às 21h30, com a peça de teatro “A Herança” pela Getepepe Teatro Perafita.

A rubrica “Em família no TGV” reserva a tarde de domingo, dia 3, às 16h, com a Companhia de Teatro de Santo Tirso que apresenta a peça “Chef Giovanni e o Tesouro da Alimentação Saudável”.

No dia 8, às 21h30, a APACI apresenta a peça “A História do Ser Diferente” e, no dia 22, às 21h30, o espaço cénico recebe a peça de teatro “TPE – Tudo para Enterros” pelo TPC- Teatro Popular de Carapeços.

O Cineclub Zoom leva ao Teatro Gil Vicente três filmes: “Antes da Revolução” de Bernardo Bertolucci , no dia 5, às 21h30; e “O Último Tango em Paris” de Bernardo Bertolucci, no dia 12, às 21h30 e, no dia 19, “Fora de Tempo” de Nicolas Roeg. O bilhete para as sessões de cinema custa 3,5 euros para o público em geral, mas os sócios da Associação Zoom e menores de 18 anos têm entrada livre.

No domínio musical, o Teatro Gil Vicente recebe, nos dias 9 e 15, às 22h00, dois concertos no âmbito do triciclo. No dia 9 de fevereiro, às 22h00, os portuenses HHY & The Macumbas, importante banda da música experimental portuguesa, apresentam ao vivo o seu novo álbum, “Beheaded Totem”.

No dia 15 de fevereiro, o palco do Teatro Gil Vicente recebe o duo norte-americano Wrekmeister Harmonies, que traz na bagagem o novo disco “The Alone Rush”, num concerto que é de entrada livre.

No dia 16, às 21h30, é a vez do recital de canto e piano “Interlúdios à sesta de um fauno” interpretado por Ana Sofia Vintena, Helena Ressurreição e Nuno Areia.

No último dia de programação, no dia 23 de fevereiro, o Teatro Gil Vicente prepara-se para receber um novo ciclo de programação que trará ao palco algumas das mais entusiasmantes propostas da música contemporânea portuguesa e internacional.

“Linha TGV” é uma iniciativa da associação cultural barcelense, Macho Alfa, com o apoio do Município de Barcelos e começa no dia 23, às 22h00, com Daga Garbeck de Rui Souza.

Ainda no âmbito da Linha TGV, o Salão Nobre dos Paços do Concelho recebe o concerto de Marco Franco, e o Café Concerto do TGV a exposição itinerante Marco Franco.

No mês de março, o espaço cénico prepara-se para receber o Festival Internacional de Barcelos denominado “FESTIBA19”.

O GIGANTE | TEATRO DO MONTEMURO: O TEATRO PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE NO TEATRO DIOGO BERNARDES

VENHAM EM FAMÍLIA E ENSINEM OS VOSSOS FILHOS A APRECIAR E A DESFRUTAR DO TEATRO

2 de Fevereiro – 17h30 e 21h30 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

O próximo sábado, 2 de Fevereiro, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, a programação é totalmente dedicadas às famílias e aos mais novos, com duas sessões, às 17h30 e às 21h30, do espectáculo O Gigante, com Fantoches e Formas Animadas.

panfleto_criancas_jan_fev_20192.png

Três actores em palco, em cena, com um universo colorido e cativante de fantoches. Um mundo mágico e imaginário conseguido num jogo de luz, cor e sons capazes de nos transportar para um outro mundo.

O Gigante é uma parceria entre duas companhias de dois países diferentes: The Fetch Theatre, da urbana West Midlands em Inglaterra e o Teatro do Montemuro, da zona rural de Portugal. Duas companhias cada uma com o seu próprio estilo, mas com algo em comum: o compromisso de criar uma nova forma de apresentação, vibrante e dinâmica. Uma fusão de linguagens: a música, as canções, o movimento e muito pouco texto em português liderados numa verdadeira aventura de dois encenadores, um português e um inglês.

Um avô só e sem forças para lutar. Afastado das gentes deste local, vê -se agora com uma criança nos seus braços para cuidar, educar, ajudar a crescer.

Uma criança que vive num outro universo. Um universo de traquinices, onde tudo é possível, onde tudo é diferente da realidade. Uma criança que procura ainda a sua identidade.

Uma jovem que tenta desfazer-se do passado, deixando tudo para trás e que julga encontrar neste local, um possível sítio para recomeçar uma nova vida. Um sítio onde pode ser respeitada, onde os espíritos possam estar mais próximos dela, onde consiga viver.

Mas existe o resto do povo. Povo este que não gosta desta gente, que é tão diferente deles. Um avô sempre mal disposto! Uma criança sem educação! Uma jovem que dorme ao lado das abelhas! É tudo muito estranho! Dizem eles.

Os três encontram-se neste mesmo local. Local onde as rochas respiram e movem-se em auxílio daqueles que as rodeiam e as procuram, ajudando-as a descobrir, a ver, as partes boas da vida de cada um deles.

Afectos, relações, educação, respeito pelos outros e pela vida, são a essência desta história, que nos leva para lá do real, onde não necessitamos de palavras mas sim de actos para a vivermos

Paulo Duarte, Co-encenador do espectáculo

Ficha Artística e Técnica

Encenação de Paulo Duarte e Andrew Purvin

Direcção Musical de Mary Keith

Cenografia e Fantoches de Andrew Purvin

Construção de Cenários Carlos Cal

Assistência à Cenografia e Construção Cénica Maria da Conceição Almeida e Laura Brannon

Desenho de Luz Paulo Duarte

Interpretação de Abel Duarte, Eduardo Correia e Tanya Ruivo

Direcção de Produção Paula Teixeira

Assistente de Produção Paulo Pereira

Comunicação Paula Teixeira

Bilhetes à venda (4,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt

ESPETÁCULO "MESA" É UMA COMÉDIA DO MINHO

Biblioteca Municipal convida famílias a assistir à “MESA”

O Projeto Pedagógico das Comédias do Minho apresenta, no próximo sábado, 2 de fevereiro, na Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira, o espetáculo “MESA”. Destinada a crianças a partir dos 6 anos e famílias, a peça de teatro tem como ponto de partida o livro “Uma Mesa é uma Mesa. Será?”, da editora Planeta Tangerina. Entrada livre, 11h00.

ensaio_MESA_4©Carolina Lapa.jpg

Com criação de Catarina Requeijo, e interpretação de Ana Valente e Victor Yovani, este espetáculo, destinado a crianças do 1º ciclo, pretende explorar este objeto não só na sua dimensão utilitária, mas também nas suas dimensões simbólica e afetiva.

Segundo a sinopse: “Uma mesa é muito mais do que isso. É o lugar de uma infinidade de ações, individuais ou coletivas. À mesa escreve-se, come-se, conversa-se, desenha-se, opera-se, constrói-se, celebra-se, vota-se e ensaia-se. Há mesas de vários materiais, tamanhos e feitios, mas o que mais faz variar este objeto é o modo como cada um se relaciona com ele. Não há certo nem errado, só diferentes formas de olhar. Uma mesa é uma mesa, mas pode sempre ser outra coisa!”

Ao longo do espetáculo, duas personagens servem-se da mesa para viajar entre o passado, o presente e o futuro, convocando os lugares da imaginação e da memória.

Com sessões previamente agendadas para alunos do 1º ciclo do concelho nos dias 29, 31 e 1, há uma sessão dirigida a famílias marcada para sábado, às 11h00, na Boiblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira, com entrada livre.

O espetáculo “MESA” é uma coprodução das Comédias do Minho, da Materiais Diversos e do LU.CA (Teatro Luís de Camões).

COMÉDIAS DO MINHO APRESENTA PROGRAMAÇÃO TEATRAL EM CERVEIRA

Apresentação pública da programação 2019 das Comédias do Minho

Esta quinta-feira, 31 de janeiro, às 18h00, as Comédias do Minho dão a conhecer a sua vasta programação de 2019. Associado ao conceito de viagens e paisagens, o Aeródromo de Cerval é o local escolhido para acolher esta sessão pública.

O percurso para este novo ano conta com a chegada ao Vale do Minho do Teatro do Vestido e do Teatro Meridional para dinamizar um trabalho em conjunto com as Comédias do Minho, e com criadores como Sonoscopia, Catarina Requeijo, Rita Pedro, Catarina Santos e Ricardo Casaleiro, entre outros, em diversas atividades do Projeto Pedagógico.

A sessão tem início às 18h00, com a intervenção de Fernando Nogueira, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Vítor Paulo Pereira, Presidente da Direção das Comédias do Minho, um representante da VentoMinho (Mecenas CdM), e Magda Henriques, Diretora Artística das Comédias do Minho.

A apresentação pública da programação 2019 conta também com o visionamento dos melhores momentos de 2018.

p.s. CARMEN | COMPANHIA DE DANÇA DE ALMADA: O PRIMEIRO ESPECTÁCULO DE DANÇA CONTEMPORÂNEA, EM 2019, NO TEATRO DIOGO BERNARDES

25 de Janeiro – 21h30 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

Sexta-feira à noite, dia 25 de Janeiro, às 21h30, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, a Companhia de Dança de Almada apresenta p.s. CARMEN, espectáculo de dança contemporânea com coreografia de Margarida Belo Costa.

carmen_mupi_.png

Para estrear no outono de 2018 (21 e 22 de Setembro, Teatro Municipal Joaquim Benite), a Companhia de Dança de Almada convidou a jovem coreógrafa Margarida Belo Costa, que se propôs revisitar a temática da ópera Carmen, de Georges Bizet (1838-1875).

Tendo como ponto de partida a história original de Carmen, e seguindo o seu enredo, “p.s. CARMEN” é uma peça de dança contemporânea que transpõe para cena a vivência de uma mulher com a qual nos podemos identificar, independentemente do género. É a desconstrução do mistério, da sedução, do poder, da materialidade e da obsessão. É uma visão sobre a fêmea que não esconde os seus instintos, que captura as suas presas, mas que também é seduzida no engano, sofrendo o reverso da medalha. São várias as questões que se apropriam deste ser contemporâneo, deste corpo feminino, protegido e vítima da sua beleza hipnotizante.

A nova criação da Companhia de Dança de Almada, estreada no âmbito da 26.ª Quinzena de Dança de Almada, encontra inspiração em Carmen, uma das mais célebres óperas de Bizet (1838-1875) e uma das que mais escandalizou a opinião pública da época, ao representar em palco caracteres provenientes das camadas menos favorecidas da sociedade: ciganos, contrabandistas e operários fabris. p.s. CARMEN é uma peça de dança contemporânea que, acompanhando a par e passo o enredo da ópera, propõe uma visão centrada na figura da protagonista: “um corpo feminino vítima da sua beleza hipnotizante”, “uma fêmea que não esconde os seus instintos, que captura as suas presas, mas que também é seduzida no engano, sofrendo o reverso da medalha“. Carmen, José e Micaëla são, com efeito, os vértices de um triângulo amoroso que problematiza, como poucos, os conceitos de amor, paixão e obsessão.

Margarida Belo Costa iniciou o seu percurso na Escola Vocacional de Dança das Caldas da Rainha. Diplomada pela Royal Academy of Dance, ingressou em 2004 no Grupo Experimental de Dança. Em 2012 concluiu a licenciatura na Escola Superior de Dança e o 1.º ano do Mestrado Profissionalizante em Educação. A par da sua actividade como criadora, já trabalhou com o Quorum Ballet, o Teatro Mosca, o Teatro Meridional e com António Cabrita e São Castro. Actualmente integra a Companhia de Dança de Évora e é professora em várias escolas de dança em Lisboa.

Criação coreográfica: Margarida Belo Costa

Interpretação: Beatriz Rousseau, Bruno Duarte, Francisco Ferreira, Joana Puntel, Luís Malaquias, Mariana Romão e Raquel Tavares

Música: Georges Bizet, Sir Neville Marriner e Pan Sonic

Cenografia e figurinos: Joana Subtil e Mafalda Matos

Desenho de luz: Hugo Franco

Ensaiadora e assistente de coreógrafa: Maria João Lopes

Direcção artística: Maria Franco

Bilhetes à venda (4,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.

MUNICÍPIO DE FAFE PROMOVE TEATRO PEDAGÓGICO

Teatro Cinema de Fafe acolhe nove peças de teatro para mais de 5000 alunos do concelho

810_7007A.jpg

O Município de Fafe, em parceria com os agrupamentos de escolas de Fafe, reinicia, hoje, um projeto de Teatro Pedagógico que vai levar mais de 5000 alunos ao Teatro-Cinema de Fafe.

Ao palco do Teatro Cinema, sobem seis grupo de teatro: Teatro Actus, Caixa de Palco, Teatro Independente de Loures, Caixa de Palco , Há Cultura e o ETC English Theatre Company.

500_1579A.jpg

A iniciativa, que se baseia nas obras de leitura aconselhada para cada ano lectivo leva aos alunos, até ao mês de Maio, peças como ‘A Farsa de Inês Pereira’, ‘Auto da Barca do Inferno’, ‘A Viúva e o Papagaio’, ‘Breve História da Lua’, ‘Os Piratas’, ‘Episódios da Vida Romântica’, ‘What if?’, ‘Leandro, Rei da Helíria’ e ‘Pessoalmente’.

O "Teatro Pedagógico 2019" é um projeto ao serviço do alunos do 2º e 3º ciclo, do ensino secundário e do ensino particular (ACR de Fornelos e da Escola Profissional de Fafe).

Pompeu Martins, Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Fafe, destaca a importância desta iniciativa na sensibilização para a arte e no estímulo à fruição cultural.

A Câmara Municipal tem continuado a sua aposta na cultura e educação, promovendo diversas atividades e eventos que contribuem para uma sociedade que se quer mais ativa, consciente e com um sentido crítico e de responsabilidade”.

500_1576A.jpg

PIONEIROS DA UCHA FESTEJAM 30 ANOS DE PALCO

Os Pioneiros da Ucha festejam aniversário

30 anos celebrados com 12 espetáculos

| Nova Comédia Bracarense abre ciclo de teatro

| 10 grupos de teatro vão passar pela Ucha

| Grupo de teatro amador nasceu em 1989 e conta com atores de quatro gerações diferentes

| Os Pioneiros da Ucha estreiam nova peça em abril

49596021_2259919437554276_518612494923595776_n.jpg

Ainda há, no grupo, quem se lembre do dia 16 de abril de 1989. Foi um dia importante, uma reunião de amigos que na altura gostavam de subir ao palco e representar. 30 anos depois, ainda é esse o sentimento dos 13 elementos do grupo que se reúnem todas as sextas-feiras, no salão paroquial da freguesia barcelense.

DSC_0396 (1).JPG

“Este será um ano especial, por isso vamos trazer um espetáculo de teatro por mês, à nossa freguesia”, explica o presidente do grupo, Filipe Gomes.

A data redonda vai ser marcada pela passagem de uma dezena de grupos de teatro pelo coração da Ucha.

DSC_0260 (1).JPG

As comemorações arrancam já no próximo dia 26, com o primeiro espetáculo. A Nova Comédia Bracarense vai levar a palco a peça “As Artimanhas de Scapin”. A entrada é livre e as portas do Salão Paroquial da Ucha abrem às 21h30.

“Queremos que seja um ano de festa. Vamos subir ao palco e festejar, mas também vamos receber muitos grupos amigos que fazem parte, de uma forma ou de outra, deste percurso”, sublinha Filipe Gomes.

Confirmados para fazer parte deste ciclo festivo estão também os grupos barcelenses ‘O Branselho’, o ‘TCP’ e o ‘Teatro de Balugas’.

E a pergunta impõe-se: haverá estreia em ano de festa? “Vamos ter surpresas durante o ano, mas podem contar com uma nova história representada pel’Os Pioneiros em abril, no dia de aniversário”, anunciou o representante.

O teatro nasceu em 1989, oficialmente, mas a tradição teatral na freguesia da Ucha já tem quase 100 anos.

Capturarucccha.PNG

BOA NOITE MÃE | A TENDA: O PRIMEIRO ESPECTÁCULO DE TEATRO PARA ADULTOS DO ANO VAI MARCAR TODOS OS ESPECTADORES DO TEATRO DIOGO BERNARDES

18 de Janeiro – 21h30 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

Sexta-feira à noite, dia 18 de Janeiro, a partir das 21h30, o Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, apresenta o espectáculo de teatro Boa Noite Mãe, para maiores de 18 anos, da dramaturga norte-americana Marsha Norma, texto que venceu o Prémio Pulitzer, em 1983 e que, nesta encenação, a cargo de Hélder Gamboa, com interpretação de Ângela Pinto e Sylvie Dias, pela Tenda Produções, estreou na Sala Estúdio do Teatro da Trindade a 17 de Setembro.

1K9A3337_alta©Filipe Ferreira.jpg

Numa casa de classe média no interior do país, mãe e filha enfrentam uma noite que parece igual a qualquer outra. Porém, ao longo do diálogo, as duas mulheres vão revelando a sua verdadeira natureza, pondo-nos a par do que foi a sua vida até aí. A filha, epiléptica, com um casamento falhado e um filho delinquente, está farta de viver. A sua relação com a mãe, viúva, mulher fria e pragmática, nunca foi a melhor. Diante do público vão desfilar ainda todos os outros membros da família, agora ausentes. A conversa entre as duas que traz à tona o ressentimento, a solidão e a incompreensão de toda uma sociedade, para desaguar, enfim, num libelo à vida, para o entendimento e o amor.

“Nós temos uma vida boa, as duas” diz Telma, mãe de Luísa.

Esta noite vai ser especial na vida destas duas mulheres que vivem juntas na mesma casa, mas em mundos diferentes, porque Luísa diz à mãe que vai terminar com a vida nas próximas duas horas. Desde o primeiro momento que acompanhamos os rituais tranquilos e ordeiros de Luísa, enquanto o sol se põe sobre uma pequena casa de classe média numa zona rural, onde toda a sua atenção vai para o cumprimento de uma lista que foi elaborada para não deixar nada por fazer neste seu último dia de vida. São tarefas monótonas e enervantes como encher frascos de doces, deixar o frigorífico com produtos dentro do prazo, cancelar jornais, mas sempre a controlar o tempo para não fugir ao seu objectivo. Ao completar cada tarefa, ela assinala na sua lista, a cada segundo que passa a sua determinação é admirável. A revelação de Luísa, chega sem raiva, confrontos, histerias ou lágrimas. Esta não é uma decisão precipitada, ela já pensa nisto há pelo menos dez anos. Num espectáculo com 90 minutos com um texto de Marsha Norman, vamos assistir à tentativa de persuasão da mãe para que a filha abandone esta sua intenção macabra, recorrendo a vários estratagemas que irão deixar quem vai ver este espectáculo preso a cada palavra dita. À medida que a noite avança, ela é forçada a perceber que, para Luísa, a sobrevivência está fora de questão. Mas é Luísa que controla a história. O retrato de uma mulher que calmamente planeia a sua própria morte, indo ao ponto de sugerir como a sua mãe deveria lidar com ela no funeral, é totalmente convincente. Seu exterior frio, ausente de arrependimento ou emoção de qualquer espécie, oblitera qualquer piedade que possamos sentir por ela. Nós não acabamos a desejar a morte dela, mas percebemos, como Luísa parece ter sabido o tempo todo, que a morte nada mais é do que um aspecto da vida que às vezes é atrasado por forças além do nosso controle. Tudo o que ela faz é acelerar um pouco as coisas.

“Não vamos ter mais conversas como esta, porque é precisamente o que vem a seguir que tornou esta conversa tão boa.” Diz Luísa.

A autora não acreditava no início que este texto tivesse uma grande aceitação do público devido ao seu humor negro, mas logo nos ensaios e na primeira vez que subiu ao palco percebeu o seu potencial. O espectáculo teve quatro nomeações ao Tony, incluindo a melhor peça, um prémio Pulitzer em 1983 e uma versão cinematográfica adaptada pela autora em 1986. Hoje é um texto

 representado em todo o mundo e é apresentado pela terceira vez em Portugal, com as actrizes Ângela Pinto e Sylvie Dias e encenação de Hélder Gamboa, numa coprodução do Teatro da Trindade com a Tenda Produções.

Bilhetes à venda (4,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt

1K9A2815_alta©Filipe Ferreira.jpg

VIANA DO CASTELO: TEATRO DO NOROESTE APRESENTA PROGRAMAÇÃO PARA 2019

Teatro do Noroeste (CDV) apresenta a sua programação para 2019

Dentro daquele profissionalismo a que já nos habituou, mas sempre em crescendo, no passado sábado, dia 12, o CDV deu a conhecer publicamente o que vai ser a sua atividade no ano em curso.

Imagem_1ccv.jpg

Com a segurança própria de quem sabe que tem obra realizada e que, com humildade e muito trabalho, prepara com confiança o futuro, o Teatro do Noroeste, pela voz de Ricardo Simões, o Diretor Artístico da Companhia, apresentou um programa de trabalho que, para além de dar continuidade a muitas e marcantes vertentes, como é o caso do Fitei – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (17, 18 e 19 de maio), o intercâmbio entre companhias de teatro, ou o Festival de Teatro de Viana do Castelo (10 a 18 de novembro), tem previsto a sua produção própria, composta por quatro peças: “Os Ovos Misteriosos”, a partir de Luísa Ducla Soares (6 de fevereiro a 9 de março); “Rottweiler”, de Guillermo Heras (27 de março a 13 de abril); “O Bojador”, de Sophia de Mello Breyner (9 a 26 de outubro); e, em parceria com A Comuna – Teatro de Pesquisa, o “Almocreve e o Diabo”, de Fialho de Almeida (4 a 14 de dezembro). Mas, a 23, 24 e 25 de Janeiro ainda há a possibilidade de ver, para quem não a viu ou a quiser rever, a peça “Estalajadeira”, de Carlo Goldoni, uma bela produção do CDV, a que aqui já nos referimos.

Imagem_2ccv.jpg

Muito e muito teatro, muito intercâmbio com as grandes companhias teatrais do país e do exterior, trazendo até Viana do Castelo, entre muitas, companhias bem conhecidas, como o Teatro Guirigai – Badajoz, (22 de fevereiro), a Companhia de Teatro de Braga (29 de junho), ou a Comuna – Teatro de pesquisa – Lisboa (20 de julho), deslocando também o CDV a vários pontos do país e de Espanha, demonstrando assim que o teatro só pode singrar nesta prática de cooperação, trocando experiências, apresentando novidade e consolidando públicos, sem esquecer que há novos públicos para trazer ao teatro.

Para além disso, entre tantas outras coisas que constituem um ano de grande dinamismo da companhia, o CDV vai continuar a dar vida às diversas oficinas que tem a laborar no seu seio, o Ativasénior, o Ativajúnior e o Enquanto Navegamos, e vai manter, ou iniciar em parte, o seu serviço educativo, com os seminários, os digestivos – conversas com o público no fim dos espetáculos –, as visitas guiadas, o Ver com as Mãos, para cegos e ambliopes, Workshops, etc.

Um vastíssimo programa, que consta de um bonita publicação, tratada graficamente pelo Rui Carvalho, apresenta-nos um trabalho rico a levar a cabo pelo CDV, ao longo de 2019, que se aconselha seja bem observada. No Teatro Sá de Mirando ainda poderá ser adquirido algum exemplar. Foi apresentado com grande brilho, a que se seguiu um espetáculo de encanto, “Desconcerto” – Clarinetes Ad Libitum. Para mais tarde recordar.

Profissionalismo que baste, gentes do CDV. Desde há muito que estava feita a aposta do teatro em Viana, mas agora está-se, verdadeiramente, na fase da consolidação.

Gonçalo Fagundes Meira

Imagem_3ccv.jpg

TEATRO E GASTRONOMIA CRUZAM-SE EM CERVEIRA NO ESPETÁCULO "FOGO LENTO"

O Cineteatro de Cerveira recebe, esta sexta-feira e sábado, o mais recente espetáculo das Comédias do Minho, ‘Fogo Lento’. Este projeto nasceu da vontade de investigar as camadas de história dos nossos hábitos culinários quotidianos, e cujos ‘ingredientes’ contribuíram para vencer a terceira edição da Bolsa de Criação Isabel Alves Costa. Sessões têm início às 21h30 e são de entrada livre.

Fogo lento- Banner evento.jpg

Com direção artística de Costanza Givone, “num tempo em que os nacionalismos ganham poder e as pessoas se refugiam em “grupos exclusivos” definidos pela identidade cultural e religiosa, investiga-se os conceitos de “tradição” e “identidade cultural” a partir de algo que faz parte do nosso quotidiano, que nos une e nos orgulha: a culinária”.

De acordo com a sinopse da história: “Há um jantar para ser cozinhado, há uma mulher italiana e um homem português, há uma mesa e há conceitos como identidade ou tradição que precisam de ser descascados e cozinhados em lume brando para se apurar o seu sentido”. O intuito passa por “desvendar lentamente as camadas que os nossos hábitos culinários quotidianos escondem. Viajar do particular ao universal: dum conflito em família ao redor da confeção de um jantar, até aos significados e às memórias mais antigas que este conflito contém”.

Numa iniciativa conjunta das Comédias do Minho, do FIMP e do Teatro Municipal do Porto, o projeto ganhou a Bolsa Isabel Alves Costa e estreou a 20 de outubro de 2018 no Teatro do Campo Alegre no contexto do FIMP – Festival Internacional de Marionetas do Porto. Encontra-se neste momento em circulação no Vale do Minho até fevereiro de 2019.

A ‘Vila das Artes’ acolhe duas sessões de ‘Fogo Lento’, agendadas para esta sexta-feira e sábado, dias 18 e 19 de janeiro, às 21h30, no Cineteatro de Cerveira, com entrada livre.