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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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AS COMÉDIAS DO MINHO DESPERTAM AS CRIANÇAS PARA O ESTADO DO MUNDO

As Comédias do Minho apresentam um espetáculo que se foca nas alterações climáticas e na crise ambiental que vivemos. O Estado do Mundo (Quando Acordas) é um espetáculo de pequeno porte, pensado para o público a partir dos 6 anos. De 22 de janeiro a 19 de fevereiro de 2022, circula por Melgaço, Valença e Monção, com apresentações abertas às famílias e com apresentações para todas as turmas de 1º ciclo dos referidos municípios.

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O Estado do Mundo (Quando Acordas) é a mais recente produção da Formiga Atómica e conta com a participação das Comédias do Minho enquanto coprodutora e programadora. O encenador, Miguel Fragata, coloca em cena uma relação de causa-efeito entre pequenos gestos e grandes consequências. Servindo-se de utensílios domésticos, aparelhos eletrónicos, bens essenciais do dia-a-dia, o espetáculo sublinha uma ideia de paradoxo: entre aquilo que defendemos a respeito das alterações climáticas e a nossa incapacidade de abdicar de comportamentos do quotidiano.

Em cena, apenas um intérprete e uma esfera com aspeto de meteorito. A esfera vai abrindo partes da sua geografia e revelando outros mundos dentro de si. Contam-se histórias de crianças que são afetadas pela crise climática, mas que podem ser parte da solução. Poderá um T-Rex ser símbolo da guerrilha ambiental para a qual se convocam as crianças de todo o mundo?

O espetáculo explora caminhos para encenar a imensidão de uma catástrofe natural através de miniaturas e a produção foi pensada para ter a menor pegada de carbono possível. É caso para dizer que este é um espetáculo profundamente ecológico.

Estou ao seu dispor para qualquer informação necessária. Poderá contactar-me através deste endereço de email ou através do seguinte número de telefone: 932 233 890.

- Fotos de cena (©Comédias do Minho).

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FAMALICÃO LEVA “HIENA” AO PALCO DA CASA DAS ARTES

O aproveitamento da catástrofe através da caridade sobe ao palco e tem um nome: HIENA

Peça de teatro escrita por Regina Guimarães e encenada por Rui Leitão. “Hiena” apresenta-se na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, de 20 a 22 de janeiro.

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O ponto de partida para esta peça surge durante uma viagem de carro onde, aquando as notícias da rádio, Rui Leitão, codiretor da Fértil Cultural e encenador da peça, ouve os casos de corrupção e de enriquecimento ilícito e fraude a partir de movimentos de caridade no pós-incêndios de Pedrógão Grande. É aí que surge a ideia das hienas, um animal reconhecido pela sua capacidade de sobrevivência e pela ingestão de alimentos difíceis - até ossos.

A convite da Fértil Cultural, Regina Guimarães escreve “Hiena” para “ajustar contas com a monstruosidade banalizada mas, ainda assim, demasiada humana para escapar ao nosso pasmado entendimento” e para “que percebam a minha inquietude, a tristeza de viver num país chamuscado, a incapacidade de mudar o rumo das coisas com as palavras”. Segundo o encenador, a ideia do espetáculo “passa por dar uma noção de conflito interno de como uma pessoa desesperada pelo dinheiro é capaz de tudo, até de ver na desgraça de outros a solução e de como isso é tão bem aceite que consegue ter aliados que acompanhem as suas ideias e que possam atacar em grupo”. Um espetáculo que põe o público em constante tensão à volta da própria Hiena, num cenário provocador de dúvidas construído por Sandra Neves. Até onde é que poderá esta empresária lucrar ilicitamente enquanto desenvolve um projeto de ajuda humanitária? Na realidade, ela pretende contribuir para o bem-estar da população afetada pela catástrofe, mesmo que desviando parte das receitas obtidas para colmatar as suas dívidas. Será assim tão má?

FAMALICÃO É O EPICENTRO DAS COMEMORAÇÕES EM PORTUGAL DOS 400 ANOS DO NASCIMENTO DE MOLIÉRE

Festival de Teatro «400 anos do nascimento de Molière» decorre de 5 a 7 de maio de 2022

Amanhã, dia 15 de janeiro, celebra-se os 400 anos do nascimento de Molière, dramaturgo francês, além de ator e encenador, considerado um dos mestres da comédia satírica. Para o efeito, a França está mobilizada para assinalar a efeméride a nível mundial e, em Portugal, Vila Nova de Famalicão é o centro destas comemorações, com a realização do Festival de Teatro «400 anos do nascimento de Molière», iniciativa que decorre de 5 a 7 de maio de 2022.

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O projeto, que está a ser preparado desde setembro de 2021, arrancou com uma ação de formação, na Casa do Território, que se prolonga por 2022, dirigida a professores de Francês e ministrada pelo formador Jan Nowak («Drameducation – dispositivo 10 sur 10»). Nesta ação estão a ser preparados cerca de duas dezenas de professores do ensino básico, de instituições de ensino da região Norte, que vão encenar com os seus alunos do 3.º ciclo uma das peças de teatro de Molière, na língua francesa, para o Festival de Teatro.

Para além das Escolas do Ensino Básico, também os alunos do Curso de Teatro da ACE Famalicão estão mobilizados para estas comemorações, e vão apresentar um espetáculo baseado numa peça de Molière, nos dias 5 e 6 de maio, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão. Estes mesmos alunos terão oportunidade de participarem, previamente, numa masterclass com um ator da Comédie Française.

No dia 7 de maio, decorre no Teatro Narciso Ferreira, com a presença da comunidade escolar, a representação em francês, pelos alunos do 3.º ciclo, das peças selecionadas no âmbito da ação de formação, e onde serão eleitas as três melhores representações pelo júri do festival. Nesse mesmo dia, à noite, terá lugar o encerramento da iniciativa na Casa das Artes de Famalicão com a representação a solo de um ator da Comédie Française, seguida da atribuição dos prémios às turmas vencedoras, numa cerimónia com representação diplomática e a presença dos parceiros envolvidos.

As comemorações dos 400 anos do Nascimento de Molière em Portugal são uma iniciativa que envolve o Município de Vila Nova de Famalicão, o Instituto Francês de Portugal/Embaixada de França em Portugal, a Alliance Française de Guimarães-Braga, o E.Leclerc Famalicão (Culturissimo France), a ACE Famalicão - Escola de Artes,  a APPF - Associação Portuguesa de Professores de Francês, o «Drameducation – dispositivo 10 sur 10», o Agrupamento de Escolas D. Sancho I, o Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado e o Agrupamento de Escolas de Gondifelos.

Refira-se que, paralelamente a esta iniciativa, com o objetivo de dinamizar a internacionalização das artes e da cultura portuguesa, através do fomento da presença de projetos internacionais no território nacional, a Casa das Artes de Famalicão associa-se à «Temporada Cruzada França-Portugal 2022», projeto desenvolvido pelos dois países entre fevereiro e outubro do corrente ano.

Desta forma, a Casa das Artes de Famalicão promoverá duas estreias nacionais na área da dança contemporânea, ambos em coprodução com o Centro Coreográfico Nacional Malandain Ballet Biarritz: «A Bela Adormecida» de Fábio Lopez da Cie. Illicite - Bayonne e INTRANZYT Cia.® a 4 e 5 fevereiro; e «Triplo» de Kale Companhia de Dança a 18 março, com coreografias de Daniela Cruz (PT), Hamid Bem Mahi (FR) e Igor Calonge (ES).

A Temporada Portugal-França 2022 é organizada em Portugal pelo Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. – Ministério dos Negócios Estrangeiros, e pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC) – Ministério da Cultura, com o apoio da Presidência do Conselho de Ministros e da Embaixada de Portugal em França.

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COMÉDIAS DO MINHO ESTREIA “ESTÁVAMOS PARA LÁ DO TEMPO”

As Comédias do Minho estreiam o espetáculo de teatro [ESTÁVAMOS] PARA LÁ DO TEMPO, no dia 15 de janeiro, em Valença. Com dramaturgia e encenação de Tânia Guerreiro, atriz e criadora residente do Teatro do Vestido, o espetáculo foi criado a partir do universo literário de Álvaro Laborinho Lúcio – jurista, político, professor e romancista. “Sou um jovem escritor com um longo futuro atrás de mim”, afirma.

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Em [Estávamos] para lá do tempo colocam-se em cena rememorações fragmentadas da vida de um homem, fazendo dialogar a verdade com a fantasia dessas memórias. Explora-se a forma única como cada um grava em si camadas de realidade e ficção e como as transporta para o encontro com o outro. A encenadora aposta numa estrutura narrativa fragmentada, composta por várias histórias, a que se juntam múltiplas camadas visuais e sonoras. Histórias, imagens e sons tocam-se para explorar a possibilidade de o passado individual atravessar o presente e, com ele, continuar pelo futuro.

Nas palavras de Tânia Guerreiro, “este espetáculo debruça-se muito sobre a memória. Aquilo que lembramos é, ou não, parte real da nossa história? Se nos lembramos é porque é real, mas pode não ter acontecido realmente assim. Mas essa memória, entre fantasia e a realidade, faz parte de nós. Constitui-nos. Cada um lembra o que viveu de uma forma única. E, por isso, o espetáculo também se relaciona muito com a construção da identidade. Quem somos nós e como é que nos podemos encontrar? Penso que só nos encontramos através do encontro com o outro.

Magda Henriques, responsável pela direção artística das Comédias do Minho, refere a importância deste espetáculo para abordar a questão da verdade. “Com esta criação da companhia, exploramos a impossibilidade da posse da verdade, porque ela está para além dos factos. E a ideia de verdade está intimamente ligada a uma ideia de justiça. Pensar a complexidade de uma é pensar a complexidade da outra.” Com este espetáculo, as Comédias do Minho encerram um ciclo de quatro anos de programação em torno de uma ideia de justiça, trabalhada a partir da diversidade de olhares e de múltiplos caminhos.

O espetáculo é o resultado de um processo de criação colaborativo que se iniciou em setembro de 2020. O atual contexto pandémico levou a sucessivos adiamentos da estreia, que foi reagendada para dia 15 de janeiro de 2022, em Valença. Até 25 de fevereiro, a peça vai percorrer os municípios de Monção, Vila Nova de Cerveira, Melgaço e Paredes de Coura.

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KRISÁLIDA VAI PROMOVER OFICINAS DE TEATRO MUSICAL EM VILA PRAIA DE ÂNCORA

Inscrições decorrem até dia 28 de janeiro

A KRISÁLIDA assumiu mais um desafio e vai promover Oficinas de Teatro Musical para crianças a partir dos 6 anos de idade. Estas oficinas têm início a 31 de janeiro e vão prolongar-se até julho. As inscrições já estão a decorrer e terminam a 28 de janeiro.

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As Oficinas de Teatro Musical são um espaço onde o participante poderá viver novas experiências e aprender de forma lúdica e divertida e fazer novos amigos. É uma atividade completa, já que cada um poderá cantar, dançar e fazer teatro em simultâneo.

Estas oficinas vão decorrer às segundas-feiras, das 18H00 às 20H00, no Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora. Como já referimos esta atividade dirige-se a crianças a partir dos 6 anos de idade e as inscrições terminam a 28 de janeiro e deverão ser realizadas em https://forms.gle/YLGSFqQZYNFCZ88K6

As Oficinas de Teatro Musical têm uma mensalidade de 20€ por participante, sendo que, para inscrições de sócios, será aplicado um desconto de 50% e para inscrições de irmãos, um desconto de 10%.

A realização destas oficinas pressupõe um número mínimo de participantes.

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BARCELOS: TEATRO BALUGAS DESEJA BOAS FESTAS AOS LEITORES DO BLOGUE DO MINHO

A equipa do Teatro de Balugas deseja a todos umas Boas Festas!

[…] Vivo a natureza integrado nela. De tal modo, que chego a sentir-me, em certas ocasiões, pedra, orvalho, flor ou nevoeiro.

Nenhum outro espectáculo me dá semelhante plenitude e cria no meu espírito um sentido tão acabado do perfeito e do eterno.

Miguel Torga

Bom Natal e Feliz Ano Novo!

Cândido Sobreiro

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ESPOSENDE: CENTRO INTERPRETATIVO DE S. LOURENÇO CONVIDA A CELEBRAR O NATAL COM TEATRO DE MARIONETAS

O Centro Interpretativo de S. Lourenço, em Vila Chã, vai promover sessões de teatro de marionetas, na quadra natalícia, convidando o público a celebrar esta época, divulgando e valorizando o património cultural de Esposende.

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“A História de um bravo castrejo!” é como se intitula a peça a apresentar, concebida e produzida pelo Teatro e Marionetas de Mandrágora, no âmbito da candidatura “Do Ferro ao Ouro”, cofinanciada pelo NORTE 2020 - Programa Operacional Regional do Norte, Portugal 2020 e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). As vivências e peripécias de um jovem castrejo são o mote para levar o público a viajar cerca de 2000 anos e a conhecer as suas origens.

A celebração da época natalícia é muito antiga e está associada à festa pagã “natalis solis invicti” (festa do nascimento do Sol Vitorioso). Realizada no solstício de inverno (no Hemisfério Norte), estava associada a rituais do ciclo agrícola. Na Roma Antiga a festividade ficou conhecida como Saturnália, com início a 17 de dezembro e na qual era comum a oferta de presentes.

Sob este pretexto, o Centro Interpretativo de S. Lourenço dinamiza esta ação, que se enquadra no cumprimentos das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, nomeadamente a valorização da diversidade cultural e da contribuição da cultura para o desenvolvimento sustentável, a promoção de políticas orientadas para o desenvolvimento que apoiem as atividades produtivas, criatividade e inovação, bem como a consolidação dos esforços para proteger e salvaguardar o património cultural e natural

As sessões decorrerão nos dias 20, 21, 22, 27, 28 e 29 de dezembro, com acesso gratuito. Contudo, face à situação pandémica atual, o número de participantes é limitado e carece de reserva prévia através telefone 253 960 179 ou do e-mail arqueologia@cm-esposende.pt

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TEATRO DO NOROESTE – CENTRO DRAMÁTICO DE VIANA ASSINALA 30 ANOS COM ESTREIA DE “HANTÍGONA”

O Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana assinalou ontem 30 anos de existência com a estreia de uma nova criação, num momento que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal. Em dia de aniversário, a companhia estreou o espetáculo “Hantígona”, com texto e encenação de Guillermo Heras.

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O Teatro do Noroeste – CDV é a companhia profissional de teatro residente do Teatro Municipal Sá de Miranda e fez a sua estreia pública em 6 de dezembro de 1991. Desenvolve uma ação de serviço público de dinamização e qualificação da oferta cultural da região, sensibilização e desenvolvimento de públicos, promovendo o acesso dos cidadãos à fruição dos bens culturais.

Até ao momento, o CDV já fez 144 criações para diferentes públicos, com a presença de mais de 800 mil espetadores. Com uma programação eclética, produz em média quatro novas criações por ano e faz mais de 100 espetáculos anuais com reposições, acolhimento e circulação de espetáculos em território nacional e internacional.

Para o Presidente da Câmara, Luís Nobre, a companhia residente do Teatro Municipal Sá de Miranda “tem feito um trabalho absolutamente louvável e imprescindível na formação de públicos e no enriquecimento da oferta cultural do concelho”.

“Graças ao trabalho do Centro Dramático de Viana, temos podido oferecer aos vianenses e visitantes peças de teatro de elevada qualidade, ao longo de todo o ano, com ofertas para todos os gostos e idades”, reforçou.

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PREMIADO PROGRAMA CREARTE DO MUNICÍPIO DE ESPOSENDE

O programa do Município de Esposende “CREARTE - Crescimento da Arte Teatral em Esposende” foi agraciado com o Prémio ‘Palco de Terra/2021’, na categoria “Instituição”, pela companhia Teatro de Balugas, de Barcelos. Esta distinção deve-se ao trabalho desenvolvido pelo Município na dinamização e promoção do teatro amador no concelho, com destaque para o FESTIAMA - Festival de Teatro Amador de Esposende.

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Os Prémios “Palco de Terra” são uma iniciativa da companhia Teatro de Balugães, cuja primeira edição se realizou em 2017, sendo atribuídos anualmente com o intuito de reconhecer e agradecer o trabalho e o esforço de pessoas e instituições no âmbito do teatro realizado no meio rural e da criação artística sobre o Minho e, a partir de 2022, sobre o Norte de Portugal e Galiza.

A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar no dia 12 de dezembro, às 15h00, no auditório da Junta de Freguesia de Balugães (Barcelos) e encerra o Palco de Terra - Festival de Teatro Amador do Noroeste Peninsular.

Implementado em 2015, com o intuito de incentivar o Crescimento da Arte Teatral em Esposende, o CREARTE tem vindo a apostar na formação dos cinco grupos de teatro amador em atividade do concelho, nomeadamente o GATERC, o GATA, a JUM, GARFO (Grupo de Teatro de Fonte Boa) e o grupo Forjães em Cena, tendo impulsionado também a criação do grupo de teatro infantil Boca de Cena.

Num contexto de partilha e de mostra do teatro concelhio, é realizado anualmente o FESTIAMA - Festival Teatro Amador de Esposende e o FESTITEATRO - Festa do Teatro de Rua, trazendo para as ruas e praças de Esposende uma programação diversificada do ponto de vista artístico, promovendo o comércio local e novas perspetivas sobre a cidade. Por força da pandemia da Covid 19 estes eventos sofreram um interregno, mas a expetativa é que possam ser retomados em 2022.

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BARCELOS: PALCO DE TERRA ARRANCA ESTE SÁBADO

O Festival de Teatro Amador do Noroeste Peninsular arranca este sábado. De 4 a 12 de dezembro, vindo de Vigo na Galiza, e de Fafe, no Norte de Portugal, o melhor do teatro amador do noroeste peninsular monta palco na terra de Balugães (Barcelos) e será uma mostra da nova versão deste certame a consolidar em 2022, num novo formato revisto e alargado.

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Este sábado, pelas 21h30, a comédia “Año 0 Antes de Cristo”, da companhia galega Allegro Teatro abre a programação. O festival continua no fim-de-semana seguinte, no dia 11 de dezembro, pelo Teatro Vitrine, com a peça “Amor Incondicional”. O certame fecha no domingo com a cerimónia de entrega dos Prémios Palco de Terra. São galardões concedidos anualmente para reconhecer e agradecer o trabalho e o esforço de pessoas e instituições no âmbito do teatro realizado no meio rural e da criação artística sobre o Minho e, a partir de 2022, sobre o Norte de Portugal e Galiza.

Organizado pelo Teatro de Balugas e dedicado ao teatro amador do território do noroeste peninsular (Norte de Portugal e Galiza), o Palco de Terra, que começou em 2017, voltará a ser dividido em quatro partes, a realizar em cada uma das estações do ano, e a outra novidade é que a edição do verão será dedicada ao teatro amador de outra região nacional ou internacional.

A entrada é gratuita, limitada à lotação do auditório da Junta de Freguesia de Balugães e às regras sanitárias em vigor.

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AS COMÉDIAS DO MINHO LEVAM OS MAIS PEQUENOS A OLHAR PARA DENTRO.

MIOCÁRDIO é um espetáculo-oficina de dança para crianças a partir dos 3 anos. A proposta da criadora, Marina Nabais, é a de trabalhar sobre aquilo que se move dentro de cada um - o ar, os músculos, o sangue, mas sobretudo os sonhos, os segredos e os sentimentos. Este é um espetáculo que se faz com a participação das crianças, as quais, através do movimento, exploram as diferentes facetas das suas emoções. Perante um “Quantos Queres”, os mais pequenos escolhem aleatoriamente o que é dançado: a tristeza, a timidez, a surpresa, a alegria, o medo, a raiva ou o amor. Cada sentimento ou emoção convoca as crianças, de corpo inteiro, para se expressarem em cena com a intérprete.

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O espetáculo vai circular por Valença, Paredes de Coura, Melgaço, Monção e Vila Nova de Cerveira, de 4 de dezembro a 19 de março, com cinco apresentações abertas a famílias.

Paralelamente, o Projeto Pedagógico das Comédias do Minho vai levar todas as turmas de ensino pré-escolar do território a ver (e dançar) o Miocárdio.

Este espetáculo resultou de uma coprodução das Comédias do Minho e da Fundação Lapa do Lobo, em 2015. Miocárdio, de Marina Nabais, volta ao território alto-minhoto neste final de 2021 e início de 2022, num momento em que é fundamental dar às crianças espaço para expressar as emoções que os acontecimentos presentes lhes suscitam.

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"COMÉDIAS DO MINHO APRESENTA "ELIPSE" NO ALTO MINHO

De 26 de novembro a 10 de dezembro, as Comédias do Minho apresentam o espetáculo de teatro Elipse, de André Martins

Com percurso firmado na área do cinema, André Martins aceitou o convite das Comédias do Minho para criar um projeto ambicioso, onde as linguagens teatral e cinematográfica se combinassem. O projeto Elipse, que ao longo de um ano de maturação criativa e iterativa resultou na realização de 3 curtas-metragens, entra na sua fase final. Até 10 de dezembro, o espetáculo de teatro Elipse é apresentado em Paredes de Coura, Valença, Melgaço, Vila Nova de Cerveira e Monção. Em 2022, será exibida uma longa-metragem, nascida do mesmo processo criativo e a entrar, agora, em fase de montagem.

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Elipse é, no imaginário do criador, o nome de uma comunidade criada por Alberto Caeiro no norte de Portugal, em 1910. Secreta e isolada, forjou a sua cultura a partir da rejeição da transcendência proposta pelas religiões. Em Elipse, vive-se o ateísmo e o quotidiano é um laboratório ritualístico para os mistérios da vida. Os habitantes de Elipse cultivam ativamente o espanto, a dissolução da identidade e a imanência.

O espetáculo conta a história de uma conferência de antropologia onde um investigador apresenta as descobertas que fez em Elipse e mostra as suas recolhas videográficas. No entanto, os rituais de dissolução da identidade que experimentou em Elipse deixaram o antropólogo alterado. Em palco, um colega tenta impedir a comunicação do investigador e um censor observa atentamente o que se passa. O regime político de Portugal sofreu recentemente uma viragem à direita e as mudanças estão ainda muito próximas. À conferência, junta-se uma nativa de Elipse, que vem demonstrar o poder dos seus rituais com máscaras. À medida que as tensões vão escalando entre as personagens, as suas ‘máscaras sociais’ vão caindo e a conferência de apresentação de Elipse à comunidade científica torna-se, afinal, numa “desconferência” onde as personagens se revelam verdadeiramente ao público.

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MARIA JOÃO LUÍS SERVE A ÚLTIMA REFEIÇÃO DE ANTÓNIO CABRITA NO PALCO DA CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO

9, 10 e 11 de dezembro às 21h30

Maria João Luís sobe ao palco da Casa das Artes de Famalicão nos dias 9, 10 e 11 de dezembro para servir “A Última Refeição de António Cabrita”, numa encenação de António Pires. Trata-se de uma coprodução do Teatro da Terra, Casa das Artes de Vila Nova Famalicão, Teatro Municipal de Bragança e São Luiz Teatro Municipal.

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Helena dispõe os ingredientes sobre a banca e deita mãos à obra: preparar uma última refeição para Bert. Escolheu fazer-lhe frango na púcara com temperos à Mãe Coragem. Assim começa este monólogo.

Enquanto cozinha, Helena vai discorrendo sobre a sua vida com Bert: as grandes alegrias por partilharem de um transcendente sonho teatral e por se confiarem incondicionalmente no palco, numa sintonia que os levou ao êxito, e por outro lado o sofrimento com as traições conjugais, o carácter de pinga-amor do Brecht e a sua noção alargada de "família"; a dureza da vida no exílio; o difícil regresso a Berlim e o seu papel de "mãe" para manter Bert no equilíbrio propício às suas necessidades criativas.

Bert já está no caixão, mas ela ficou de responder à morte na manhã seguinte, para o substituir ou não, enquanto nesse caso, a Morte o ressuscitaria. Em desespero, resolveu fazer o prato que Bert mais gostava e que considerava digno de ressuscitar um morto - talvez assim ela não precise de se sacrificar, pensa.

“A Última Refeição de António Cabrita” é uma das variadas propostas culturais da Casa das Artes de Famalicão, cuja programação completa está disponível em www.casadasartes.org, em https://www.facebook.com/CasadasArtesVNFamalicao e @casadasartesdefamalicao no Instagram.

Ficha técnica e artística

Texto: António Cabrita

Encenação: António Pires

Interpretação: Maria João Luís

Cenografia: José Manuel Castanheira

Composição e Direção musical: João Lucas

Desenho de luz: Pedro Domingos

Coprodução: Teatro da Terra, Casa das Artes de Vila Nova Famalicão, Teatro Municipal de Bragança e São Luiz Teatro Municipal

CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO APRESENTA ESPETÁCULO DOCUMENTAL SOBRE O TRÁFICO DE MULHERES

MULHERES – TRÁFICO

Um espetáculo documental a partir de relatos de mulheres traficadas

Direção de Manuel Tur

18 e 19 de novembro no Grande Auditório da Casa das Artes de Famalicão.

Dia 18, quinta-feira | 15h00 (sessão para escolas)

Dia 19, sexta-feira | 21h30

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Em MULHERES-TRÁFICO (uma iniciativa do MDM – Movimento Democrático de Mulheres, desenvolvido no âmbito do seu projeto “ACT – Agir contra o Tráfico de Mulheres”) defrontamo-nos com um particularíssimo objeto teatral. Não só pela pungência do tema, mas pelo jeito cru com que dele se aproxima. Incomplacente de espírito e letra. Sempre. Sem volteios ou especiais meneios. 11 mulheres, 12 cadeiras, umas poucas folhas de papel e outras tantas garrafas de água. Zero personagens. Dispostas no nada. Simples atrizes expondo tumulares anonimatos. Em trânsito. Contra a insensibilidade. E o espaço da não-arte como revelação. Armados de acre despojamento cénico, Manuel Tur e seus rostos azorragam-nos, assim, a cada sentença — provando como a economia de meios pode bem resultar em acentuada concentração expressiva. E é por isso que, sobre dar voz — que pouco não seria —, MULHERES-TRÁFICO vem a restituir o pundonor de tão desvalidos nomes. Sem dirigismos, bem certo, mas jamais permitindo que deixemos de fazer dessa sua renúncia à ficcionalidade coisa nossa também.

Ficha Técnica e Artística:

COM

Ana Ramos, Beatriz Magano, Carolina Rocha, Cristiana Sousa, Gabriela Leão, Inês Pérola, Joana Mesquita, Joana Teixeira, Maria Teresa Barbosa, Maria Quintelas e Telma Cardoso

(as atrizes Ana Lemos, Joana Costa, Mariana Costa, Patrícia Gonçalves, Rafaela Sá, Sara Barros Leitão e Teresa Arcanjo fizeram parte do elenco original)

DESENHO DE LUZ

Cárin Geada

MÚSICA

Blackseat Bingo

Tiago Simães & Marco Ferreira

COPRODUÇÃO

11Zero2 e MDM - Movimento Democrático de Mulheres

PARCEIROS

ACE – Famalicão e Armazém 22

AGRADECIMENTOS

Olga Dias, Sandra Benfica, Manuel Albano, Manuel Molarinho e Sofia Arriscado