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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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"DE VOLTA À PRAÇA" REGRESSA A ARCOS DE VALDEVEZ

1 de agosto no Jardim dos Centenários

Parceria com o Coliseu do Porto e o Teatro Nacional São João

O projeto de Volta à Praça vai regressar a Arcos de Valdevez no próximo dia 1 de agosto para dois espetáculos no Jardim dos Centenários, de entrada gratuita.

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Às 18h00 estará em cena a Companhia Erva Daninha, a qual tem como missão a criação de circo contemporâneo explorando o diálogo entre diferentes expressões das artes performativas.

Este grupo irá apresentar o espetáculo “Trator”. Um novo espetáculo para espaço público e alternativo. Um projeto coreográfico que coloca os corpos e um trator em diálogo através do cruzamento das técnicas de circo e da dança. Uma pesquisa acrobática onde se procura investigar sobre a simbiose máquina-homem, a relação do corpo com o objeto e com o espaço. Um espetáculo que procura ser poético, abrangente e com uma dramaturgia abstrata e simbólica que trabalha um trator e dois acrobatas num espaço circular, um confronto simbólico associado à identidade do território.

Pelas 22h00 atuará no mesmo local a companhia de teatro Palmilha Dentada.

O Teatro da Palmilha Dentada tem no café-teatro uma das suas linguagens de eleição, aquela de que mais vezes se serve para abordar e provocar o público a exercícios de reflexão mais exigentes, tornando-se marca de reconhecimento. Em “Indefensável” retoma essa gramática, aliada ao vaudeville e ao teatro de revista, ao humor visual, ao circo e ao concerto musical, num espetáculo por quadros, onde se compromete a defender o indefensável. É um espetáculo, para todas as idades, falantes ou não da língua portuguesa, sem moralismo ou moralidade, onde é exposta a defesa de situações indefensáveis estimulando o sentido crítico da audiência no confronto com o indefensável. Fica ao público a decisão de se revelar, de se manifestar, ou, se preferir, continuar a aceitar como peculiaridade cultural a xenofobia suave dos sapos à entrada dos estabelecimentos comerciais, a insistir que entre marido e mulher não se mete a colher. O café-teatro sempre foi uma das vertentes criativas do Teatro da Palmilha Dentada, esta proposta junta teatro, circo, música, humor visual e absurdo num espetáculo para toda a família. Este é um espetáculo pensado para tenda e uma praça calma, jardim ou descampado.

O projeto de Volta à Praça é um Programa Saltimbanco que salta de concelho em concelho com espetáculos de circo com teatro e dança à mistura. O Coliseu Porto Ageas e o Teatro Nacional São João fazem-se à estrada para levar os seus melhores programas a várias localidades do Norte do país.

Acompanhados pela Orquestra Circo Coliseu, com música original de Filipe Raposo, e apresentados pelo mestre-de-cerimónias Rui Paixão, os artistas presentes neste cartaz fazem uma síntese entre o circo clássico e o contemporâneo, com números devedores a ambas as tradições. Entre nomes incontornáveis e famílias que se dedicam ao circo há várias gerações, o Circo do Coliseu Ageas dá também o palco a novos e novíssimos artistas e números, sempre numa perspetiva da procura do inédito e singular enquanto procura afirmar as facetas mais alegres das nossas vidas.

VIANA DO CASTELO: PRÉMIO DE TEATRO LUCILIO VALDEZ LEVA A APRESENTAÇÃO DO LIVRO "OS ÚLTIMOS ANOS DO HOMEM-CELHA" DE MIGUEL FALCÃO

No âmbito da Feira do Livro de Viana do Castelo foi apresentada, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal, a obra “Os últimos anos do Homem-Celha”, de Miguel Falcão, vencedor da 1ª edição do Prémio Lucilo Valdez, promovido pela Câmara Municipal.

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Miguel Falcão (n. 1969, Lisboa) é doutorado em Estudos de Teatro (2006). Professor Coordenador na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa, coordena a Área de Teatro (desde 2008), o Mestrado em Educação Artística – especialização em Artes Plásticas e Teatro – e as Pós-graduações em Animação de Histórias e em Marionetas e Formas Animadas. É também investigador no Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Unidade de Lisboa. Privilegia o desenvolvimento de estudos nos domínios da História do Teatro, do Teatro de Marionetas, da Educação Artística e do Teatro na Educação.

Publicou, entre outras obras, “Espelho de ver por dentro – O percurso teatro de Alves Redor”, “Marionetas e Formas Animadas: Teorias e Práticas” e “Arquimedes da Silva Santos: um homem (fora) do seu tempo”.

Tem desenvolvimento pontualmente atividades no âmbito da criação e da programação artísticas e, no campo da dramaturgia, recebeu o Prémio de Teatro Lucilo Valdez (2020), atribuído pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, pela peça “Os últimos anos do Homem-Celha”.

O texto “Os últimos anos do Homem – Celha” sobressaiu do conjunto de textos a concurso pela sua estranheza, capacidade de emocionar, contenção dos diálogos, forma harmoniosa como se desenrola a narrativa, força dos personagens, forma de tratar um tema que é universal e ao mesmo tempo simples e poético e que trata de algo tão tocante como a “doença da felicidade súbita”.

O Prémio de Teatro Lucilo Valdez destina-se a galardoar um autor, de nacionalidade portuguesa, da melhor obra na vertente do texto de dramaturgia, visando estimular a criação literária e o aparecimento de novos autores, assim como reforçar a arte cénica e promover o gosto pela fruição e prática artística na área do teatro.

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VAUDEVILLE RENDEZ-VOUS ESTREIA-SE EM FAMALICÃO COM ESPETÁCULO "DO YOU STILL WANT TO DANCE WITH ME?"

Programação em Famalicão da 7.ª edição do Festival decorre de 22 a 24 de julho no Parque da Devesa

Em Famalicão, a 7.ª edição do Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous arranca hoje, dia 22, pelas 18h00, no anfiteatro do Parque da Devesa, com a estreia absoluta do espetáculo “Do you still want to dance with me?” uma coprodução do INAC – Instituto Nacional de Artes do Circo com o festival. O Vaudeville Rendez-Vous, que acontece até ao dia 24 de julho nas cidades do quadrilátero urbano, inclui sete espetáculos na cidade famalicense.

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Para além do INAC, no primeiro dia do festival, 22, entram em cena Joel Martí & Pablo Molina com o espetáculo “Random” às 21h00. Já no dia 23 de julho, a Compagnie Troubles Campêtres apresenta “Là-Bas” pelas 18h00, seguido da companhia Oliveira & Bachtler com “Otus Extracts” às 21h00. O último dia do Vaudeville Rendez-Vous ficará marcado pelos espetáculos “Copyleft” de Nicanor de Elia (11h00) e “Wake up!” por Corentin Diana e Leonardo Ferreira (18h00), ficando o encerramento do festival, em território famalicense, a cargo de Right Way Down com “Váld”, pelas 21h00.

A par das sete apresentações somam-se atividades de mediação que contemplam uma oficina de criação, dirigida a todos os públicos, que arrancou no passado dia  20 e decorre até 23 de julho, das 14h00 às 18h00, no Edifício das Lameiras, a masterclass “Circo Contemporâneo e Espaço Público” orientada para profissionais das artes, no dia 24 de julho, das 15h00 às 17h00, na Casa do Território, e uma sessão de pitching entre criadores e programadores, no dia 23 de julho, pelas 10h30, no pequeno auditório da Casa das Artes.

Recorde-se que o Vaudeville Rendez-Vous é um festival internacional focado na programação de circo contemporâneo e formas transdisciplinares para o espaço público, que passa por diferentes espaços urbanos das quatro cidades que compõem o Quadrilátero Cultural – Barcelos, Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão. Ao longo das várias edições, o evento tem vindo a apostar em propostas artísticas que apontam para a descoberta de novas formas, reinventando os padrões estéticos e técnicos habitualmente associados ao circo.

As apresentações do festival têm entrada gratuita, com obrigatoriedade de levantamento de bilhete junto ao local das atuações, no período das duas horas que antecede o início do evento. Cada pessoa poderá levantar até seis bilhetes.

Toda a programação do festival em www.teatrodadidascalia.com

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BARCELOS: FESTIVAL VAUDEVILLE RENDEZ-VOUS JÁ COMEÇOU

O Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous, edição de 2021, começou ontem em Barcelos com as oficinas de criação, no Parque da Cidade, e do programa constam uma série de espetáculos para poder assistir até 24 de julho nas cidades do Quadrilátero Urbano (Barcelos, Braga, Famalicão e Guimarães).

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Amanhã, e até ao dia 22 de julho, decorre um Workshop Intensivo de Skate – Streets With Attitude, dirigido a skaters e estudantes de circo que dominem este aparelho, orientado pela artista Dulce Duca, entre as 16h e as 20h, no Pavilhão Municipal. Este workshop, para maiores de 12 anos, permite aos participantes integrar o espetáculo ‘Roll With It’ que acontece na quinta-feira às 18h, na Praça dos Poetas. Este espetáculo de rua combina skate, malabares, teatro, música e pintura ao vivo, e envolve a participação da comunidade local de skateboarders. É um espetáculo para todos os públicos.

No mesmo dia, às 21h, é a vez de ‘Otus Extracts’, um duo composto por Hugo Oliveira e Sage Bachtler Cushman, atuar na Praceta Francisco Sá Carneiro. Este duo recorre ao circo, ao teatro físico, ao movimento e à técnica clown. Imersos nas suas próprias nuances e rendidos através de acrobacias, malabarismos, corda, trapézio e manipulação de bastão, o seu mundo vai-se desenrolando.

A programação prossegue no dia 23, às 18h, na Praça dos Poetas, com ‘Espera’, um espetáculo de acrobacias, onde os acrobatas se tornam artesãos do movimento, e surgem paisagens perdidas, cheias de gestos humanos e encontros sinceros. E, às 21h, a Praceta Francisco Sá Carneiro recebe ‘BAÏNA][NA]’, uma estreia nacional do coletivo G. Bistaki. Vestidos com fatos brancos e armados com pás de neve e milho como alimento para pensamentos, estes quatro homens convidam-nos a atravessar o lugar como heras, numa viagem coreográfica e musical surpreendente.

No último dia, 24 de julho, o Festival presenteia os barcelenses com três espetáculos: ‘Là-bas’, de Étienne Tribu, vencedor da bolsa de criação Vaudeville Rendez-Vous, às 11h, na Praça dos Poetas; ‘Rizoma’, de Rita Carmo Martins, às 18h, no mesmo local; e a encerrar, às 21h, na Praceta Francisco Sá Carneiro, a performance ‘Random’ trazida pelo duo Joel Marti e Pablo Molin, uma estreia nacional, que apresenta características como equilíbrio, contorção, corda bamba, dança, teatro e diálogos perturbadores para uma história dificilmente credível, narrada por este duo pronto para qualquer coisa.

Todos os espetáculos são de entrada gratuita, mediante reserva (máximo 3 por pessoa) através do email tgv@cm-barcelos.pt ou telefone 253 809 694.

O levantamento obrigatório de bilhete é efetuado entre 1 hora e 15 minutos antes do início do espetáculo, no local do evento. A lotação é limitada em conformidade com as regras da DGS e as reservas perdem a validade 15 minutos antes do espetáculo.

COMÉDIAS DO MINHO LEVA O TEATRO ÀS ALDEIAS DO VALE DO MINHO

Desde o início de julho que as Comédias do Minho estão em itinerância por campos de jogos, jardins, parques (e até um coreto), com a sua nova produção – FIM DE TARDE. O público do Vale do Minho tem preenchido a lotação permitida e tem mostrado satisfação pelo regresso da companhia ao terreno, depois de ano e meio de jejum de palco. Sobretudo nas freguesias mais isoladas, o regresso do teatro atenua o desânimo causado por mais um ano sem festas de verão.

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Até ao dia 1 de agosto, a companhia de teatro minhota vai percorrer os municípios de Valença e Monção, com atuações nos centros de cidade/vila e em seis aldeias. É a última oportunidade para ver FIM DE TARDE, um espetáculo encenado por Leonor Barata, cocriado pelos atores da companhia, e com uma forte componente musical, assegurada pela atuação ao vivo de Sara Yasmine e Afonso Passos. A cenografia e figurinos ficaram a cargo de Cristóvão Neto, que criou um ambiente distópico em palco. Em cena, três atores usam o humor para questionar a forma como contamos histórias e, com elas, nos construímos.

Em FIM DE TARDE, Leonor Barata parte da premissa de que “antes dos gregos não havia nada” para, de uma forma lúdica, explorar questões sobre a repetição das narrativas ao longo dos séculos. Será que há uma ‘grande narrativa’ que se reproduz em todas as pequenas narrativas ao longo do tempo? A pergunta traz consigo as possibilidades do “E se?”. Tecem-se novos ângulos e desfechos para histórias que todos conhecemos e para as suas múltiplas personagens. Será que construímos a nossa narrativa ou é a ‘grande narrativa’ que nos constrói? Que sentido damos ao que vivemos através da forma como ‘nos’ contamos? O espetáculo é um convite para ver teatro ao ar livre, em segurança, nas paisagens do Vale do Minho. Ano e meio depois do início da pandemia de COVID-19, importa questionar de que forma a circularidade dos discursos influencia o olhar de cada um sobre si e sobre a sociedade.

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"DIÁLOGO" LEVA AO PALCO MEMÓRIA COLETIVA DE FAMALICENSES

“Diálogo 1# - Montes de Milho” é apresentado nos dias 17 e 18 de julho em Cavalões e no Louro

Da memória coletiva local, a entidade artística Fértil Cultural desenvolveu um espetáculo que explora as experiências e memórias da comunidade, com recurso a vídeo, teatro e música, num trabalho que envolveu as freguesias famalicenses de Gondifelos, Cavalões, Outiz e Louro. “Diálogo 1# - Montes de Milho”, é o primeiro espetáculo deste “Diálogo”, que está inserido no projeto Há Cultura | Cultura Para Todos, uma iniciativa do Município de Vila Nova de Famalicão. Tem estreia marcada para o Salão da Junta de Freguesia de Cavalões e Salão Paroquial do Louro, nos dias 17 e 18 de julho, respetivamente, pelas 18h00.

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O espetáculo teve, como base da sua composição artística, relatos reais de memórias e vivências de 15 membros das freguesias abrangidas no que refere à tradição do cultivo do milho e atividades sociais envolventes. "A nossa ideia era aproveitarmos, tal como fazemos nos nossos espetáculos de teatro, (…) as sinergias da comunidade, transformá-las num objeto artístico e devolvê-las numa outra forma" refere Rui Leitão, codiretor artístico da Fértil. A recolha de testemunhos, inicialmente pensada em formato presencial e em contacto permanente, numa “partilha de ideias, de vivências e de relações, entre profissionais das artes e a comunidade envolvente", como refere Neusa Fangueiro, codiretora artística da Fértil, acabou por se transformar numa recolha videográfica individualizada. "Com a pandemia, (…) pensamos em trazer a comunidade para o palco na mesma, mas em vídeo, salvaguardando qualquer tipo de contaminação possível durante o processo", realça Rui Leitão.

A recolha videográfica das paisagens, relatos e recriações locais, associadas ao tema do milho, serviu de reforço ao trabalho performativo desenvolvido pela Fértil Cultural, e ficou a cargo do cocriador do espetáculo Rúben Marques, que descreve a sua função como sendo a de "criar uma sensação de isolamento de discurso, uma narrativa que possa ser isolada e criar uma sensação cinemática”. Ao longo do espetáculo, serão transmitidas as imagens registadas, com destaque para os relatos obtidos junto do público-alvo do projeto - população desempregada ou inativa -, coordenada com uma performance musical, protagonizada por Rui Leitão, em consonância com uma interpretação teatral, da parte de Neusa Fangueiro.

Recorde-se que a Fértil – Associação Cultural é uma entidade artística que surge do encontro entre o teatro e a antropologia, tendo sido fundada em 2010 com o propósito de dar voz às criações e investigações que partam desse princípio. As criações da Fértil assentam essencialmente no teatro e na sua relação com as outras formas artísticas, privilegiando as criações originais. Ao longo dos últimos anos, produziram mais de uma dezena de espetáculos, tanto para público adulto, como para infantojuvenil, tendo realizado mais de 300 apresentações em várias regiões do país, inclusivamente em Espanha. Paralelamente à criação, a Fértil tem assumido o papel de programador da Casa da Pedreira em Gondifelos, um espaço cultural no meio rural que pretende uma oferta diversificada e por onde já passaram vários espetáculos de teatro, música, exposições e oficinas artísticas.

«Diálogo» é uma ação inserida no projeto HÁ CULTURA | CULTURA PARA TODOS, promovido pelo Município de Vila Nova de Famalicão e cofinanciado pelo NORTE 2020, através do Fundo Social Europeu (FSE). O espetáculo “Diálogo 1# - Montes de Milho” está limitado ao número de lugares disponíveis em cada espaço de exibição, sendo que o levantamento de bilhetes é efetuado no próprio dia do evento, na entrada do recinto onde será realizada a atuação.

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FESTIVAL VAUDEVILLE RENDEZ-VOUS COMEÇA NA PRÓXIMA SEMANA

O Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous realiza-se entre os dias 19 e 24 de julho nas cidades do Quadrilátero Urbano.

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Face ao anúncio de novas medidas de combate à pandemia de COVID-19 nos concelhos de risco elevado, o Festival Vaudeville Rendez-Vous procedeu a diversas alterações às datas e horários de apresentação dos seus espetáculos e atividades de mediação nos municípios de Barcelos, Braga, Famalicão e Guimarães, de forma a cumprir todas as regras e recomendações de segurança da Direção-Geral de Saúde e das várias entidades competentes.

Assim, os horários de espetáculos inicialmente agendados para as 19h00 passam para as 18h00 e as récitas inicialmente agendadas para as 22h00 passam para as 21h00. As apresentações finais das oficinas de criação passam para as 17h.

A performance ‘Roll with it’, de Dulce Duca, abre a programação em Barcelos, no dia 22 de julho, às 18h, na Praça dos Poetas. Este espetáculo de rua combina skate, malabares, teatro, música e pintura ao vivo. Uma comédia surrealista sobre uma mulher à procura do significado da sua vida, que lida com os seus problemas e tenta aprender através deles. Este espetáculo envolve a participação da comunidade local de skateboarders. É um espetáculo para todos os públicos.

‘Otus Extracts’, um duo composto por Hugo Oliveira e Sage Bachtler Cushman, atua na Praceta Francisco Sá Carneiro, no mesmo dia, às 21h, e recorrendo ao circo, ao teatro físico, ao movimento e à técnica clown, o espetáculo explora a tensão entre as personagens, objetos e o mundo de madeira em que residem. Imersos nas suas próprias nuances e rendidos através de acrobacias, malabarismos, corda, trapézio e manipulação de bastão, o seu mundo vai-se desenrolando.

O espetáculo ‘Espera’, que decorre no dia 23, às 18h, na Praça dos Poetas, convida o público, de uma forma sensível e muito subtil, a viver de perto as acrobacias que ocorrem no palco. Numa atmosfera que nos transporta para um lugar fora do tempo, feito de gestos simples, os acrobatas tornam-se artesãos do movimento, onde surgem paisagens perdidas, cheias de gestos humanos e encontros sinceros.

No dia 23, às 21h, o coletivo G. Bistaki traz à Praceta Francisco Sá Carneiro a estreia nacional de ‘BAÏNA][NA]’, um espetáculo que vai aproveitar o espaço público para elaborar um cenário social, sonhador e absurdo do nosso mundo contemporâneo. Vestidos com fatos brancos e armados com pás de neve e milho como alimento para pensamentos, estes quatro homens convidam-nos a atravessar o lugar como heras, numa viagem coreográfica e musical surpreendente. Imagens desatualizadas, futuristas ou fantásticas, juntam-se para dar ao espectador uma visão da nossa sociedade. A cenografia alimenta-se da arquitetura do lugar, através de uma instalação plástica in situ, alimentada pela luz e pelo vídeo. Nem circo nem dança, a linguagem de G. Bistaki é um cruzamento entre disciplinas. O uso do malabarismo, drama ou dança, resulta numa linguagem comum que dá origem a situações por vezes loucas e muitas vezes absurdas onde o escárnio e o riso prevalecem.

Praça dos Poetas, no dia 24, às 11h, recebe Étienne Tribu, vencedor da bolsa de criação Vaudeville Rendez-Vous, com a estreia nacional ‘Là-bas’, que é a historia de um jovem, que migra do seu país de origem para novas terras. Através do seu diário, ele conta-nos os seus sonhos, dúvidas e histórias de amor.

No mesmo local, às 18h, tem lugar o espetáculo ‘Rizoma’, de Rita Carmo Martins. Um vaso, uma mulher, um músico. «Rizoma» é um work-in-progress sobre a teoria filosófica do “Rhizome” de Deleuze e Guattari. Uma pesquisa contínua sobre sensibilidade, força, adversidade e infância. Uma respiração de liberdade horizontal num pensamento hierárquico e vertical da vida quotidiana. Uma aventura surrealista através da imaginação. Poesia visual.

Também no dia 24, às 21h, o duo Joel Marti e Pablo Molin traz à Praceta Francisco Sá Carneiro a performance ‘Random’, mais uma estreia nacional, que  apresenta características como equilíbrio, contorção, corda bamba, dança, teatro e diálogos perturbadores para uma história dificilmente credível, narrada por este duo pronto para qualquer coisa.

Ainda no âmbito do Festival, nos dias 20, 21, 22, entre as 16h e as 20h, tem lugar, no Pavilhão Municipal, um Workshop Intensivo de Skate – Streets With Attitude, dirigido a skaters e estudantes de circo que dominem este aparelho. Orientado pela artista Dulce Duca, este workshop, para maiores de 12 anos, permite aos participantes integrar o espetáculo ‘Roll With It’.

De 19 a 22 de julho, das 14h às 18h, no Parque da cidade, decorrem também as oficinas de criação com os artistas Julieta Rodrigues & António Oliveira/Radar 360, cujo workshop de apresentação final tem lugar no dia 22 de julho, às 18h.

Todos os espetáculos são de entrada gratuita, mediante reserva (máximo 3 por pessoa) através do email tgv@cm-barcelos.pt ou telefone 253 809 694.

O levantamento obrigatório de bilhete é efetuado entre 1 hora e 15 minutos antes do início do espetáculo, no local do evento. A lotação é limitada em conformidade com as regras da DGS e as reservas perdem a validade 15 minutos antes do espetáculo.

ESTE VERÃO, OS FINS DE TARDE ACONTECEM AO AR LIVRE, NA COMPANHIA DAS COMÉDIAS DO MINHO.

As Comédias do Minho estreiam o espetáculo de teatro FIM DE TARDE, no dia 1 de julho. A criação de Leonor Barata marca o regresso da companhia minhota ao formato presencial. Ao longo de um mês, a peça vai percorrer os concelhos de Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira, Melgaço, Valença e Monção.

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O regresso aos palcos faz-se ao ar livre e em horário de fim de tarde. Acomodar a segurança dos espectadores e a eventualidade de novo recolher obrigatório fez parte das premissas de criação. Os espectadores podem contar com um espetáculo que, com humor, coloca em cena algumas questões sobre a forma como contamos histórias e, com elas, nos construímos

Leonor Barata é uma criadora que desenvolve o seu trabalho na fronteira entre o teatro e a dança. O universo clássico está, muitas vezes, presente nas suas criações. Em FIM DE TARDE, parte da premissa de que “antes dos gregos não havia nada” para, de uma forma lúdica, explorar questões sobre a repetição das narrativas ao longo dos séculos. Será que há uma ‘grande narrativa’ que se reproduz em todas as pequenas narrativas ao longo do tempo? A pergunta traz consigo as possibilidades do “E se?”. Os três atores em cena ensaiam novos ângulos e desfechos para histórias que todos conhecem e para as suas múltiplas personagens. Será que somos nós que construímos a nossa narrativa ou é a ‘grande narrativa’ que nos constrói? Que sentido damos ao que vivemos através da forma como contamos a(s) nossa(s) história(s)?

Passado mais de um ano desde o início da pandemia de COVID-19, importa questionar de que forma a circularidade dos discursos influencia o olhar de cada um sobre si e sobre a sociedade. Depois de um ano e meio sem espetáculos presenciais, as Comédias do Minho ensaiam possibilidades para o fazer dentro dos limites de segurança, para que o teatro continue a ser uma realidade nas aldeias do Vale do Minho.

Envio em anexo duas fotografias da fase de ensaios (©Sara Barros), o dossier de imprensa com informações adicionais e alguns materiais gráficos. Não hesite em contactar-me, caso necessite de mais informações.

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FAMALICÃO: "MARIA, A MÃE" PARA VER ESTE SÁBADO NA CASA DAS ARTES

Na Casa das Artes com a intensidade disruptiva de Elmano Sancho

A Casa das Artes de Famalicão acolhe este sábado, dia 26 de junho, às 17h00 e às 21h00, o espetáculo “Maria, a Mãe” da autoria e encenação de Elmano Sancho, com interpretação de Custódia Gallego, Elmano Sancho, João Gaspar e Lucília Raimundo.

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Integrado no programa celebrativo dos 20 anos da Casa das Artes, esta é mais uma coprodução do Teatro da Trindade, Casa das Artes de Famalicão e Loup Solitaire.

A entrada custa 6 euros, ou 3 euros para estudantes, Cartão Quadrilátero Cultural e Seniores (a partir dos 65 anos).

O espetáculo tem por elemento cénico central A Sagrada Família, a caixa retangular de madeira onde se encontram as imagens de José, Maria e Jesus, um pequeno oratório portátil. Na porta lateral esquerda, estão escritos os nomes dos assinantes que pretendem acolhê-la em casa e seguir os ensinamentos da família de Nazaré. O culto remonta ao século XV e existe de forma residual em algumas aldeias do país. Este oratório é o elemento cénico comum aos três textos que integram A Sagrada Família de Elmano Sancho: José, o pai; Maria, a mãe; Jesus, o filho.

Maria, a mãe, segundo texto da trilogia sobre a família, é um texto sobre a perda, a dor, a solidão, a velhice, o esquecimento e a morte. Um espetáculo intensidade disruptiva característica de Elmano Sancho.

Ficha Técnica

Autoria e encenação | Elmano Sancho

Interpretação | Custódia Gallego, Elmano Sancho, João Gaspar, Lucília Raimundo

Assistência de encenação | Paulo Lage

Espaço Cénico | Samantha Silva

Figurinos | Ana Paula Rocha

Assistente de Figurinos | Carolina Furtado

Desenho de Luz | Rui Monteiro

Assistente de Iluminação | Teresa Antunes

Espaço Sonoro | Frederico Pereira

Coprodução | Teatro da Trindade, Casa das Artes de Famalicão, Loup Solitaire

Apoio | Direção-Geral das Artes (DGArtes), Fundação GDA, Câmara Municipal de Lisboa / FES CULTURA – Projetos, Deixa o Amor Passar, Acegis

BRAGA: SEIS PROJECTOS APROVADOS NO ÂMBITO DO "OLHÓ TEATRO 2021"

Espectáculos decorrerão em vários espaços das freguesias de Braga

Promovida pelo Município de Braga, o ´Olh’Ó Teatro 2021 – Convocatória Aberta de Projectos Artísticos no âmbito da Descentralização Cultural´, uma iniciativa de apoio à criação artística na área do Teatro destinada aos artistas e agentes culturais naturais ou residentes no Concelho, teve um total de 6 projectos aprovados, num total de 9 candidaturas.

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Os projectos e autores aprovados nesta convocatória foram: “A rua do castelo que se abre”, de Ana Paula Leite; “A roupa está suja!”, da CEA - Cooperativa de Ensino Artístico; “Em banho Maria”, de Júlio Cerdeira & BANQUETE - Associação de Investigação e Criação em Artes Performativas; “Odisseia de Emigração”, da Associação Tin.Bra - Academia de Teatro; “Rio Este”, da Associação MalaD'arte e “Tarantata” da Companhia de Teatro de Braga.

A apresentação dos espectáculos decorrerá em vários espaços das freguesias periurbanas, visando a crescente descentralização da programação cultural do Concelho. 

Com esta iniciativa, o Município de Braga pretende que os projectos apresentados impulsionem as dinâmicas culturais Concelhias ajudando a crescentemente consolidar o sector cultural e criativo municipal. O valor total do programa é de 15.000€ e actua numa acção complementar de apoio aos agentes e produtores teatrais Concelhios.

Nesta convocatória, os projectos foram convidados a reflectir sobre o território, o património material e imaterial, os usos, os costumes e as tradições locais, reflexão sobre o presente, mas também, sobretudo, propostas que ajudassem a pensar o futuro da Cidade e dos seus habitantes. Como interpretamos o nosso território através da arte e como o imortalizamos na prática teatral? Qual o papel da arte, do Teatro, na construção da comunidade e da sua identidade?

Os critérios de avaliação incluíram a adequabilidade, originalidade e criatividade na abordagem ao tema proposto pela convocatória, a inovação e potenciação de novos discursos artísticos, a qualidade artística das propostas, a adequação curricular ao projecto apresentado e as parcerias, contratos e protocolos de colaboração com artistas e/ou entidades.

BRAGA: MIMARTE REGRESSA COM NOVO FORMATO EM JULHO

Espectáculos irão decorrer no Altice Forum Braga

Da rua para o palco do Altice Forum Braga, o teatro continua um dos protagonistas do Verão cultural Bracarense. Após um ano de pausa, o Mimarte – Festival de Teatro de Braga regressa na sua 21ª edição. Devido às restrições sanitárias ainda em vigor, o Festival deixa o palco da Praça Municipal e conquista o palco do grande auditório do Altice Forum Braga.

O Mimarte, que decorrerá entre os dias 03 a 06 e os dias 13 e 14 de Julho, conta com seis espectáculos multidisciplinares protagonizados por companhias portuguesas e galegas, no âmbito da Capital de Cultura do Eixo Atlântico.

Este ano, apesar de alterada a sua localização, da rua para um espaço convencional, buscou-se uma programação ecléctica, diferenciada e que pudesse potenciar os recursos de uma sala de espectáculos. Além dos habituais espectáculos teatrais, este ano o Mimarte terá espectáculos de teatro-dança e uma opereta, dando continuidade ao trabalho de formação de públicos.

Os condicionalismos da pandemia de COVID-19 retiraram temporariamente o Mimarte da rua, mas o Município de Braga, através da Divisão da Cultura, pretende continuar a apoiar os agentes culturais e os artistas, na manutenção de um espírito de resiliência e persistência para que, em breve, o festival possa calcar os palcos ao ar livre.

Os espectáculos realizam-se às 21h00 e os bilhetes devem ser levantados previamente junto da bilheteira do Altice Forum Braga.

PROGRAMA

Dia 03 Julho | Peripécia Teatro em “O Ensaio dos Abutres” | m/12

Dia 04 Julho | Companhia All’Opera em “Pomme d’Api” | m/6

Dia 05 Julho | Jangada Teatro em “Pinóquio” | m/6

Dia 06 Julho | Companhia Teatro de Braga & Centro Dramatico galego em “A Contenda dos Labradores de Caldelas ou Entremés Famoso sobre a Pesca no Rio Miño” | m/12

Dia 13 Julho | Teatro do Bairro em “O Mundo é Redondo” | m/12

Dia 14 Julho | La Macana em “Pink Unicorns” | m/6

Consulte o programa completo do Mimarte 2021 em: https://www.cm-braga.pt/archive/doc/Programa_Mimarte_2021.pdf

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BRAGA APRESENTA "BANQUETE DE DAVID"

Visita a ensaio do espectáculo de comunidade e à nova exposição na galeria INL do gnration, amanhã, dia 19 de Junho, pelas 11h15, no gnration

O Município de Braga e o Theatro Circo realiza o ensaio do espectáculo de comunidade ´Banquete de David´ e a nova exposição na galeria INL, amanhã, Sábado, dia 19 de Junho, pelas 10h15, no gnration.

A iniciativa contará, entre outros, com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e da administradora do Theatro Circo e Directora-Geral da Braga Media Arts, Cláudia Leite.

Banquete de David é um espectáculo original e de criação colaborativa, que se propõe a unir o universo das media arts à tradição popular das Festas de São João de Braga. A apresentação pública do espectáculo decorrerá no Theatro Circo na Terça-feira, 22 de Junho às 19h00.

Já a nova exposição na galeria INL, intitulada Heart of sky centro do vento, de Nuno da Luz, resulta de encomenda artística pelo gnration para o programa Scale Travels, que relaciona arte e nanotecnologia.

PONTE DE LIMA: TEATRO DIOGO BERNARDES LEVA À CENA DUAS PEÇAS

Teatro Diogo Bernardes – Programação para os dias 4 e 5 de junho

O Teatro Diogo Bernardes apresenta, nos próximos dias 4 e 5 de junho, respetivamente, “WAKE UP” pela Companhia de Teatro “A Turma”, e “Para Uma Leitura da Vida de Maria”, com a consagrada atriz Cucha Carvalheira e o pianista Nuno Vieira de Almeida.

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“WAKE UP” está baseado no texto “Wake Up And Smell The Coffee” do premiado ator e autor norte-americano Eric Bogosion. Apresenta-nos uma sucessão vertiginosa de personagens moralmente questionáveis e à deriva entre a conformidade e a hipocrisia, que procuram desesperadamente capitalizar a dor, a miséria e o desastre. O universo não perdoa ninguém e nós não perdoamos ninguém. Nem a nós próprios.

“Para Uma Leitura da Vida de Maria”, concerto/espetáculo, tem por fim dar a “ler”, em português, o magnífico ciclo poético de Rainer Maria Rilke sobre a vida da Virgem Maria, aproveitando a recente e bela tradução dos poemas por Yvette Centeno.

Serão ouvidas obras de Paul Hindemith, de Brahms, Schumann, Strauss e Alban Berg. Esperamos que a música, com a sua chave misteriosa para o subconsciente, clarifique e/ou intensifique a compreensão desta extraordinária poesia.

Venha ao Teatro. Venha ao Teatro Diogo Bernardes. A Cultura é Segura.

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CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO ESTREIA "DESPE-TE [ISABEL]

A celebrar o 20.º aniversário, a Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão estreia DESPE-TE [ISABEL] de Ella Hickson, uma criação da ENSEMBLE - SOCIEDADE DE ACTORES, em coprodução com a Casa das Artes de Famalicão, com direção artística de Pedro Galiza e interpretação de Emília Silvestre, Ana Pinheiro, Filomena Gigante e Margarida Carvalho.

A 10, 11 e 12 de Junho no Grande Auditório da Casa das Artes.

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BARCELOS: MÚSICA E TEATRO MARCAM PROGRAMAÇÃO CULTURAL DO MÊS DE JUNHO DO THEATRO GIL VICENTE

O Theatro Gil Vicente apresenta, no mês de junho, uma programação diversificada com teatro, cinema e música.

Teatro Gil Vicente

No âmbito do serviço educativo, programa dedicado à comunidade escolar, o primeiro dia do mês é dedicado aos mais novos no âmbito do Dia Mundial da Criança, com a exibição da peça de teatro“Os Piratas” pela Caixa de Palco com três sessões a ter lugar no dia 1, às 10h30, às 14h00 e às 15h30.

Ainda no âmbito do serviço educativo, a Caixa de Palco volta a trazer ao TGV uma peça de teatro infantil, no dia 15 de junho, “A viúva e o papagaio”, com duas sessões: 10h30 e 14h30.

Mas não são o únicos dias que a sétima arte passa pelo Gil Vicente, pois pode reservar o dia 12 para assistir ao espetáculo “Gostava de estar viva para vê-los sofrer”, com Ana Bustorff, pela CTB – Companhia de Teatro de Braga,  que promete um contagiante clima de boa disposição e muitas gargalhadas.

No dia 19, às 21h00, é a vez da Produções Fora de Cena levar a palco “Cartas na Mesa”, uma comédia explosiva que promete surpreender e cativar o público do início ao fim.

No domínio musical, o Theatro Gil Vicente recebe, nos dias 4 e 26, às 21h00, dois concertos no âmbito do triciclo. No dia 4 de junho, às 21h00, os Paraguaii que vão lançar “Propeller”, o quinto disco da banda de Guimarães. No dia 26, Noiserv volta às edições discográficas e regressa a Barcelos para apresentar “Uma Palavra Começada por N”, um disco integralmente escrito em português e que assume um tom mais confessional que os registos anteriores, aproximando-se ainda mais do ouvinte através da sonoridade que sempre o caracterizou.

No dia 5, a música volta ao espaço vicentino com o espetáculo de TIM, o vocalista dos Xutos e Pontapés que apresenta o seu novo projeto musical “20-20-20”. E, no dia 11, é a vez do Ciclo Jazz ao Largo trazer “Trama no Navio” de João Pedro Brandão.

A Zoom promove no Theatro duas noites de cinema no mês de junho, com a exibição, no dia 8, do filme “Undine”, de Christian Petzold, e, no dia 29, do filme “O Movimento das Coisas”, de Manuela Serra. As sessões têm início às 21h00 e têm entrada paga.

O cinema volta ao palco, no dia 18, com a apresentação do filme “O Silêncio”, do barcelense  Miguel Gomes.

A quinta sessão de cinema está inserida da rubrica “Em família no TGV” que proporciona às famílias uma tarde de domingo por mês dedicada à cultura no Theatro Gil Vicente, de forma gratuita. No dia 13 de junho, às 16h, é apresentado o filme “A Vida Secreta dos Nossos Bichos”, de Yarrow Cheney e Chris Renaud, para pais e filhos.

Os bilhetes para assistir aos espetáculos no Theatro podem ser adquiridos no local, ou através de reserva por e-mail (tgv@cm-barcelos.pt) ou telefone (253 809 694).

Até ao dia 13 de junho, pode ainda visitar a exposição “Pele”, de Diogo Figueiredo, no Café Concerto, do Theatro Gil Vicente.

FAMALICÃO ESTREIA O ESPETÁCULO COMUNITÁRIO "ÚLTIMA CEIA"

Iniciativa decorre esta sexta-feira, 28 de maio, pelas 20h30, no salão paroquial de Ruivães e é fruto de uma co-criação com a população

O Salão Paroquial de Ruivães, em Vila Nova de Famalicão, é palco na próxima sexta-feira, 28 de maio, pelas 20h30, de um espetáculo comunitário intitulado “Ùltima Ceia”, que vai contar com cerca de uma dezena de participantes em cena, dos quais apenas um é ator profissional, sendo os restantes membros da comunidade.

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O espetáculo é o resultado da ação “Se o Mundo Acabasse Amanhã, o Que Eu Faria Hoje?”, desenvolvida pelo município de Famalicão em parceria com a Momento – Artistas Independentes, e foi realizada com o objetivo de explorar a identidade da comunidade das freguesias de Bairro, Delães, Carreira, Bente, Ruivães e Novais recorrendo ao teatro, como arte principal, aliado à música, dança e videografia. Este projeto artístico desenvolvido em co-criação decorreu entre março e maio deste ano com habitantes das freguesias, com foco na inclusão de pessoas portadoras de deficiência, população sénior e pessoas em risco de exclusão social. Para o efeito, foram desenvolvidas parcerias com entidades locais como o Centro Social e Cultural de Bairro, Paróquia de Ruivães e Juntas de Freguesia dos referidos territórios.

A ideia-base desta ação surgiu de Diogo Freitas e Filipe Gouveia, dois jovens artistas da Momento – Artistas Independentes, uma estrutura de criação com sede na freguesia de Joane, em Vila Nova de Famalicão. “Achamos que seria interessante pensarmos um projeto que fosse 100% das pessoas” refere Diogo Freitas, encenador da ação. Com este projeto, a Momento pretende explorar a individualidade e as aptidões de cada participante e perscrutar os diferentes estímulos de criação e imaginários artísticos, de forma a mostrar que cada pessoa, apesar de diferente, é igual em sonhos, qualidades e talentos.

A ação arrancou com um processo de recolha de testemunhos em regime misto - online e presencial -, de modo a não infringir as restrições relacionadas com o COVID-19, nessa altura, em vigor. As questões levantadas relacionavam-se com o sentimento da despedida, tema principal da ação. Os testemunhos recolhidos pela Momento serviram depois de inspiração para a dramaturgia. O texto que originou o guião “Ùltima Ceia” resultou da união das vozes dos entrevistados, suas histórias e crenças, de forma a permitir a criação de um trabalho artístico com o qual as pessoas se pudessem identificar e sentir como seu.

O espetáculo “Ùltima Ceia” é assim um trabalho de retrato e de homenagem à comunidade que constitui e carateriza os territórios abrangidos. Trata-se de um “espetáculo-carta”, “um espetáculo que fosse (como se) esta comunidade escrevesse ou quisesse dizer alguma coisa à vida, ou antes de se despedir” realça Diogo Freitas. Ao longo do texto são confrontadas emoções, memórias e pensamentos mais fortes, que vão desde a saudade à esperança, enquanto é elaborada uma cerimónia de despedida à própria vida baseada nas perspetivas da comunidade envolvida no projeto.

Como complemento à atividade performativa, haverá a projeção de imagens obtidas durante o processo de auscultação da comunidade. É de salientar que a Momento também realizou atividades ligadas ao movimento e à dança com pessoas portadoras de deficiência do Centro Social e Cultural de Bairro, tendo, estas, ficado registadas em vídeo, servindo de complemento ao espetáculo. Para além deste registo, serão, de igual modo, partilhadas imagens do Grupo Zés P’reiras e Musical “Os Divertidos” e do Grupo Musical “Os Delaenses”.

Dada a limitação de lugares, o controlo da ocupação do espaço será feito através da atribuição de um bilhete gratuito, por pessoa, aquando a entrada no recinto que abrirá 30 minutos antes do início do espetáculo.

Refira-se que a ação “Se o Mundo Acabasse Amanhã, o Que Eu Faria Hoje?” está inserida no projeto HÁ CULTURA | CULTURA PARA TODOS, promovido pelo Município de Vila Nova de Famalicão e cofinanciado pelo NORTE 2020, através do Fundo Social Europeu (FSE). Com um investimento total previsto de cerca de 310 mil euros e uma comparticipação na ordem de 260 mil euros, o projeto irá envolver cerca de meio milhar de participantes em 17 ações, distribuídas por todo o concelho.

Para já estão em preparação várias ações. Para além da “Se o Mundo acabasse amanhã, o que eu faria hoje?” em parceria com a Momento que vai estrear está em preparação a ação “ARTE’ID” com A Casa ao Lado; a “Diálogo” com a Fértil – Associação Cultural; e a “Todos Somos Paisagem” com o Teatro da Didascália.

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FAMALICÃO DEDICA SEMANA AO TEATRO PARA A IDADE DOS "PORQUÊS"

Quarta edição do “Porquê”, organizado pela Associação Fértil Cultural, decorre de 1 a 6 de junho

Despertar o gosto e a sensibilidade das crianças pelo teatro é o principal objetivo do “Porquê?”, a semana dedicada ao teatro para a infância e juventude que decorrerá em Vila Nova de Famalicão de 1 a 6 de junho, com a chancela da Associação Fértil Cultural e com o apoio do município famalicense.

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Ao todo são seis os espetáculos inseridos na programação da iniciativa, que nesta sua quarta edição volta a ter propostas para as famílias, mas também para o público escolar.

A semana do “Porquê?” arranca no dia 1 de junho, Dia Mundial da Criança, com o espetáculo “Pequenas Fábulas de La Fontaine”, da companhia Lua Cheia, em cena no Salão Paroquial do Louro e direcionado para o público escolar.

No dia 2 de junho, e também para as escolas, o Teatro e Marionetas de Mandrágora apresenta “O Meu Avô Sabe Voar”, no Salão Paroquial de Ribeirão.

“QUBIM” é a proposta para as famílias da Trupe Fandanga para o dia 3 de junho, na Casa da Pedreira, em Gondifelos.

Salão Paroquial de Cavalões recebe, no dia 4 de junho, a peça “O Segredo do Rio – Conto”, apresentada pela companhia Chão de Oliva para o público escolar, e no dia 5, “Isto Aconteceu de Repente. Distorção”, da RedCloud Teatro de Marionetas, para o público geral.

O “Porquê?” termina no dia 6 de junho, no Salão Paroquial do Louro, com o espetáculo “Estranhões e Bizarrocos” de Joana Providência / ACE.

Para além destas 6 propostas teatrais, para o dia 4 de junho, às 18h00, está também agendada a conversa “Porquê o teatro para infância e juventude?” dedicada ao tema “A inclusão social nos processos de criação e programação cultural”. O momento decorrerá na Casa da Pedreira, em Gondifelos, contará Maria Vlachou (Acesso Cultura), Madalena Wallenstein (Centro Cultural de Belém / Fábrica das Artes) e Flávio Hamilton (Companhia de Teatro Art’Imagem) como convidados e será transmitida via streaming nas redes sociais da Associação Fértil Cultural.

Na conferência de imprensa de apresentação do festival que decorreu na passada segunda-feira, dia 17 de maio, o diretor artístico do “Porquê?”, Rui Leitão, lembrou que em Portugal são ainda poucos “os eventos dedicados à reflexão sobre o teatro para a infância e juventude”.

O responsável referiu ainda que o projeto tem uma relação muito próxima com o território famalicense, visando “fomentar a descentralização da cultura e a relação com a comunidade, nomeadamente, com a comunidade escolar”, uma vez que o objetivo do “Porquê” também passa por ajudar as escolas nos seus esforços educacionais no âmbito da formação estética e cívica.

Para o vereador da Cultura e Educação do município, Leonel Rocha, o “Porquê” é um exemplo de um projeto bem-sucedido de oferta cultural descentralizada” e “é  muito mais do que um festival de teatro” dado que “pretende claramente ser um complemento à educação para a vida, para a cultura”. O responsável autárquico realçou a importância de se construir públicos, referindo que iniciativas como o “Porquê”, com programação própria pensada para o público infantojuvenil, potenciam o gosto pelo teatro no público mais novo e nas suas famílias.

Horários e mais informações em www.fertilcultural.org/.

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