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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PROTOIRO CONTESTA DEMOLIÇÃO DA PRAÇA DE TOUROS DE VIANA DO CASTELO

Praça de Touros de Viana: Tribunal admite acção judicial da PROTOIRO contra o município de Viana. Federação avança ainda com pedido de perda de mandato de presidente e eleitos que aprovaram novo projecto e denúncia no Ministério Público.

Federação Portuguesa de Tauromaquia aponta diversa ilegalidades na aprovação do projecto Praça Viana e pretende responsabilizar autarcas pelas mesmas e pela demolição ilegal da praça de touros. 

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A ProToiro vem por este meio anunciar que deu entrada no passado dia 19 de Março, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, de uma acção judicial para defesa do património cultural (incluindo o património edificado), no caso, a Praça de Touros de Viana do Castelo, porquanto, reputamos ferido de graves ilegalidades, o processo e as decisões respeitantes à demolição da Praça de Touros de Viana do Castelo (realizada a 8 de Abril) e da edificação do denominado projeto Praça Viana, tendo o tribunal admitido a ação interposta no dia 10 de Maio.

Em causa está o processo decisório da Câmara Municipal de Viana do Castelo à volta da demolição da Praça e da adjudicação e construção do edifício denominado de Praça Viana, no nosso entendimento, é tudo menos transparente, não é legal, não é necessário além de que carece de justificação e fundamentação. O edifício da Praça de Touros de Viana do Castelo tinha, à luz das normas em vigor, que ser preservado e não demolido. 

A ação pede ao tribunal que, entre outras, declare a nulidade das decisões do Município de Viana do Castelo relativamente à demolição do imóvel da Praça de Touros e das referentes ao novo projecto denominado de “Praça Viana” e da sua edificação no local da Praça de Touros, repondo o património demolido. Estão também em causa deliberações da Câmara Municipal de Viana do Castelo e da Assembleia Municipal e de alterações ilegais ao Plano de Pormenor do Parque da Cidade, Lote J.

É ainda de realçar que o edifício denominado “Praça Viana” que o Município de Viana do Castelo pretende e está a começar a edificar,situa-se em zona de cheia, local, que por estar sujeito ao risco de cheias não pode, nem deve ter edifícios novos, e, muito menos equipamentos públicos da natureza deste, o que além das implicações em sede de ordenamento, acarreta riscos para pessoas e bens e prejuízos.

Para João Santos Andrade, Presidente da PROTOIRO, “Vivemos num Estado de Direito e não podemos admitir comportamentos à margem da lei, destruindo património edificado e o património cultural imaterial da nossa cultura, como é o caso da Tauromaquia. O que se vem passando em Viana do Castelo na última década, com repetidos ataques à cultura tauromáquica, envergonha qualquer democrata e terão de ser os tribunais a repor a legalidade.”

Em face da gravidade das situações detectadas e das consequências das mesmas a PROTOIRO mais informa que além da Acção Administrativa interposta também deu indicações ao seu advogado, Dr. Francisco Vellozo Ferreira, da sociedade de advogados Vellozo Ferreira e Associados para avançar com pedido de perda de mandato dos eleitos locais que praticaram os atos em causa, denúncia ao Ministério Público e ainda queixa junto da Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT).

PROTOIRO - Federação Portuguesa de Tauromaquia

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Fotos: https://www.facebook.com/olharvianadocastelo

VIANA DO CASTELO: PRAÇA DE TOUROS ESTÁ A SER DEMOLIDA!

Construída em 1948, demolida em 2021

Começou a demolição da Praça de Touros. O antigo espaço de corridas de touros de Viana do Castelo, no futuro, será a Praça Viana, um complexo desportivo apto para a prática de várias modalidades em simultâneo.

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A empreitada, com um valor aproximado de 3,7 milhões de euros, tem um prazo de execução de 18 meses. O projeto para a Praça Viana foi elaborado tendo como base o edifício existente e mantendo as caraterísticas arquitetónicas do mesmo ao nível da fachada exterior e volumetria.

Recorde-se que a Praça de Touros foi construída em 1948. O último espetáculo tauromáquico aconteceu em agosto de 2008, por altura da Romaria da Senhora d'Agonia. Estava encerrada desde 2009, quando Viana do Castelo se declarou cidade antitouradas.

Fonte: https://www.facebook.com/olharvianadocastelo

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PONTE DE LIMA É O ÚLTIMO REDUTO DO ESPECTÁCULO TAUROMÁQUICO NO MINHO

Braga, Guimarães e mais recentemente Viana do Castelo colocaram termo ao espectáculo tauromáquico na nossa região, mais concretamente às touradas uma vez que outras tradições como as Chegas de Bois e a Vaca das Cordas continuam a realizar-se.

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Apenas em Viana do Castelo – cidade onde inclusivé existe o centenário Viana Taurino Clube – o fim desta tradição que ocorria habitualmente por ocasião dos festejos em honra de Nossa Senhora d’Agonia, tem origem em contestação que até ao momento não foi referendada pela população.

Em Ponte de Lima, a realização de uma tourada por ocasião das Feiras Novas mantém-se como um costume muito antigo, fazendo desta vila minhota o último reduto do espectáculo tauromáquico no Minho. E, pela adesão que o mesmo anualmente regista, nada indica que tal tradição tenha ali os dias contados…

Fotos: Carlos Vieira / Tourada nas Feiras Novas em Ponte de Lima

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VIANA DO CASTELO: COMEÇARAM HOJE AS OBRAS NO REDONDEL DA ARGAÇOSA

Começaram hoje as obras de reabilitação e refuncionalização da Praça Viana

A antiga Praça de Touros de Viana do Castelo vai ser transformada numa estrutura multifunções, apta para a prática de várias modalidades desportivas em simultâneo.

A empreitada, com um valor de quase 3,7 milhões de euros tem um prazo de execução de 18 meses.

A Praça de Touros de Viana do Castelo foi construída em 1948. O último espetáculo tauromáquico aconteceu em agosto de 2008, por altura da Romaria da Senhora d'Agonia. Está encerrada desde 2009, quando Viana do Castelo se declarou cidade antitouradas.

Fonte: https://www.facebook.com/olharvianadocastelo

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PETIÇÃO PÚBLICA JUNTA ATÉ AO MOMENTO 15 MIL CIDADÃOS CONTRA A ALTERAÇÃO DA IDADE PARA ASSISTIR E PARTICIPAR EM TOURADAS

Petição on-line em https://peticaopublica.com/psign.aspx?pi=PT94978

O Programa do Governo e as propostas de vários partidos pretendem proibir ou alterar idade mínima para assistir ou participar em espetáculos tauromáquicos, interferindo na liberdade de menores e pais.

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Estas propostas atentam contra a Cultura Taurina e diversidade cultural no nosso país. A alteração é absurda, infundada e atentatória dos direitos dos menores.

Os menores são cidadãos de pleno direito. Esta tentativa de limitar o acesso a um espetáculo cultural choca com a obrigação constitucional do Estado de promover a acessibilidade de todos à Cultura. O artigo 43º da CRP refere claramente que "o Estado não pode programar a Educação e a Cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas", tal como o artigo 73º, nº 1, dispõe que "todos têm direito à Cultura" e "o Estado promove a democratização da Cultura, incentivando e assegurando o acesso de todos os cidadãos à fruição e criação cultural".

Como se isso não bastasse, a Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU dispõe no art.18.º, que a responsabilidade de educar as crianças e de assegurar o seu desenvolvimento cabe, primacialmente, aos pais. O art.29.º diz que, entre outros, a educação deve destinar-se a inculcar na criança o respeito pela sua identidade cultural, língua e valores, pelos valores nacionais do país em que vive, e o art.31.º reconhece expressamente à criança o direito de participar livremente na vida cultural e artística.

Deste modo, vimos peticionar o respeito pelos direitos e liberdades das crianças, a manutenção da classificação etária da tauromaquia de M/12 e a manutenção da liberdade de escolha das crianças e dos seus pais.

PROTOIRO – Federação Portuguesa de Tauromaquia

UNESCO NÃO VAI RECONHECER TOURADAS COMO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL DA HUMANIDADE

A UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - revelou que não reconhecerá as touradas como Património Cultural Imaterial da Humanidade em necessidade de salvaguarda urgente, tal como pedido pela associação espanhola International Tauromaquia Association.

A revelação foi feita por uma fonte interna da UNESCO ao eurodeputado Francisco Guerreiro, que indicou que o assunto não chegará a ser debatido nem pelo secretariado, nem pela comissão responsável. A decisão surge depois da UNESCO questionar o governo Espanhol sobre a urgência da classificação por iminência do desaparecimento da atividade no país, sugestão que foi liminarmente rejeitada pelo executivo Espanhol. 

“A UNESCO fez o seu trabalho e percebeu que não há qualquer risco de extinção da indústria tauromáquica, em Espanha, logo o principal argumento utilizado pela International Tauromaquia Association era falso. Infelizmente, a prática vai manter-se, mas felizmente, não será distinguida pela UNESCO”, explicou Francisco Guerreiro.

Existem assim 54 propostas que serão discutidas, sem contemplar a tauromaquia, na 15ª sessão da Comissão para a Proteção do Património Cultural Imaterial da UNESCO, que se realiza de 14 a 19 de Dezembro, na sede da própria organização em Paris.

A discussão sobre o assunto iniciou-se no Parlamento Europeu em setembro devido à carta de contestação redigida por Francisco Guerreiro e enviada à Diretora-Geral da UNESCO, subscrita também por 61 eurodeputados de 6 das 7 famílias políticas europeias, incluindo também as assinaturas dos vice-presidentes dos Verdes/ALE, Ska Keller e Philippe Lamberts.

“O cerco continua a apertar ao sector tauromáquico e o seu desespero é claro pois o pedido, para ser Património Cultural Imaterial da Humanidade, foi baseado em falsos pressupostos e é contrário aos próprios princípios de não violência da UNESCO”, conclui Francisco Guerreiro.

Esta rejeição afigura-se como mais um golpe ao setor tauromáquico, juntando-se ao recente corte dos subsídios europeus agrícolas (aos chamados 'pagamentos associados' a serem recebidos pelos agricultores) para a produção de touros para fins tauromáquicos, aprovado na semana passada pelo Parlamento Europeu durante as votações para a nova Política Agrícola Comum (PAC). 

EURODEPUTADO FRANCISCO GUERREIRO APELA À UNESCO PARA TRAVAR CLASSIFICAÇÃO DA TOURADA COMO PATRIMÓNIO CULTURAL

O eurodeputado Francisco Guerreiro (Verdes/ALE) enviou hoje uma carta à Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, onde se manifesta contra a classificação das touradas como Património Cultural Imaterial da Humanidade. A carta foi subscrita por 61 eurodeputados de 6 das 7 famílias políticas europeias e inclui as assinaturas dos vice-presidentes dos Verdes/ALE, Ska Keller e Philippe Lamberts.

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“A tourada é uma atividade que retrata e glorifica o abuso, a violência e a crueldade contra os animais para o bem do entretenimento de um número muito reduzido de indivíduos em todo o mundo”, refere a carta enviada a Audrey Azoulay. “Acreditamos que este pedido será desconsiderado pela UNESCO pois vai contra os seus princípios base”, conclui Francisco Guerreiro.

Esta missiva com o apoio de 61 subscritores, eurodeputados de 6 das 7 famílias políticas que se uniram, por que consideram que “tal distinção minaria o propósito e a credibilidade da missão humanitária da UNESCO”.

A iniciativa partiu do próprio eurodeputado, depois de ter tido conhecimento de que o Secretariado da UNESCO para a Convenção recebeu no dia 7 de Junho um pedido da International Tauromaquia Association (com sede em Espanha) para que os eventos tauromáquicos sejam inscritos na lista do Património Cultural Imaterial que precisa de salvaguarda urgente.

“A brutalidade associada aos eventos tauromáquicos não passa despercebida no Parlamento Europeu e esta carta é reflexo disso. Hoje os direitos dos animais estão mais fortes na casa da democracia Europeia”, afirma Francisco Guerreiro.

O pedido da International Tauromaquia Association será discutido pela Comissão Intergovernamental na reunião que terá lugar em Outubro deste ano.

PROTOIRO ACUSA PAN DE MENTIR QUANTO AOS APOIOS PÚBLICOS À TAUROMAQUIA

Hoje serão discutidos alguns projectos que pretendem proibir apoios públicos à tauromaquia (BE, Verdes, PAN) e uma ILC. Festas populares como Colete Encarnado, Barrancos ou Touradas à corda dos Açores podem estar em risco se forem aprovados.

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A rotina demagógica de certos partidos de nicho já nos habituou a estes projectos ilegais, intolerantes e contra a cultura portuguesa, que têm sido repetidamente chumbados.

A Tauromaquia é das poucas áreas culturais que vivem da bilheteira, ao contrário da maioria das outras formas de cultura dependentes de apoios públicos. Não somos contra o financiamento do Estado às atividades culturais. Bem pelo contrário. Essa é a obrigação constitucional do Estado: promover o acesso à Cultura a todos os cidadãos. Mais, a tauromaquia é tutelada pelo ministério da Cultura e, por isso, qualquer apoio seria absolutamente legítimo.

Nas palavras de Hélder Milheiro, Secretário-geral da PROTOIRO "não existe nenhum programa de apoio à tauromaquia no Ministério da Cultura ou do Estado central, existindo uma situação de discriminação em relação às demais áreas culturais. Por exemplo o apoio para o cinema e audiovisual em 2020 tem um valor de 22,7 milhões de euros. O programa de apoios às artes (2020-2021) tem uma dotação de 18,6 milhões. A Tauromaquia tem zero!"

Muitos dos apoios que existem são para eventos de tauromaquia popular, ou seja, festas populares que vão muito para além da tauromaquia e que têm outras manifestações artísticas e culturais associadas, movimentando mais de 2,5 milhões de pessoas. Se estes projectos fossem aprovados muitas das maiores festas populares de Portugal desapareceriam. O Colete Encarnado de Vila Franca de Xira, as Festas do Barrete Verde de Alcochete, as Festas da Moita, as festas de Barrancos, a Vaca das Cordas de Ponte de Lima, as Touradas à Corda dos Açores, as Capeias Arraianas do Sabugal, classificadas como Património Cultural Imaterial de Portugal, são alguns exemplos.

Desconstrução dos apoios invocados:

Benefícios fiscais: A tauromaquia não tem nenhum tipo de benefícios fiscais em relação a qualquer outra área cultural. Aliás, neste momento, está penalizada com um IVA discriminatório de 23%, ao invés das restantes áreas culturais com iva a 6%. A única isenção fiscal existente é no IVA da prestação de serviços dos artistas, igual todos os setores culturais. No entanto, no caso da tauromaquia, a maioria dos toureiros possui sociedade empresariais, pagando iva a 23%.

Apoios europeus: É falso que existam. Existem apoios à raça brava dentro dos apoios a todas as raças autóctones portuguesas e não existe nenhum apoio a animais usados em touradas, pois os apoios só existem para as vacas bravas aleitantes (que não são usadas nas touradas) estando os toiros excluídos. A Comissão Europeia já por diversas vezes reiterou que não existem apoios europeus destinados a actividades tauromáquicas.

Proibição de apoios europeus: Não existem apoios destinados a atividades tauromáquicas, logo não podem ser proibidos.

RTP. As transmissões de touradas na RTP são líderes de audiências, mostrando o forte apoio dos portugueses a estes conteúdos culturais, que a RTP tem dentro das suas obrigações de promoção e divulgação da cultura portuguesa, como bem o reforça a ERC. Além das elevadas audiências, é provavelmente o programa mais barato da RTP no custo hora, pelo que é um exemplo de produção de conteúdos de elevada audiência a custo muito baixos.

Apoios municipais: o Poder Local investiu em todo o país pouco mais de 250 mil de euros ano, em actividades tauromáquicas, entre 2013 e 2017, segundo o Base, portal da contratação pública. Estes valores irrisórios são um investimento e não uma despesa, uma vez que a tauromaquia atrai anualmente cerca de meio milhão de espectadores em praças de touros e cerca de 2,5 milhões nas tauromaquias populares (de rua). Ambas com elevados impacto económico e no emprego. Por exemplo em 2019 as 3 corridas de toiros em Santarém, tiveram um apoio de 20 mil euros, geraram um impacto económico direto de mais de 1 milhão de euros. Um exemplo de boa gestão de dinheiros públicos.

Com efeito, convém não esquecer o artigo 13º da nossa Lei Fundamental, o Princípio de Igualdade, segundo o qual "Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei".

artigo 43º refere claramente que "O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas."

Também o artigo 73º, n.º1, da Constituição dispõe que: "todos têm direito à cultura" e "O Estado promove a democratização da cultura, incentivando e assegurando o acesso de todos os cidadãos à fruição e criação cultural. (...)" e o artigo 78º, nº 1, da Constituição acrescenta que: "todos têm direito à fruição e criação cultural, bem como o dever de preservar, defender e valorizar o património cultural." sendo que o nº 2 desse mesmo artigo dispõe que "incumbe ao Estado, em colaboração com os agentes culturais, incentivar e assegurar o acesso de todos os cidadãos aos meios e instrumentos de ação cultural, (...) e promover a salvaguarda e a valorização do património cultural, tornando-o elemento vivificador da identidade cultural comum."

Rematando Hélder Milheiro "estes projetos são inconstitucionais, discriminatórios e atentatórios dos mais elementares direitos dos cidadãos, em particular dos 3 milhões de portugueses que se afirmam aficionados, e das obrigações constitucionais do Estado. Estes projectos já foram repetidamente chumbados nas últimas sessões legislativas e acreditamos que os deputados saberão, uma vez mais, defender a cultura, legalidade e a liberdade de todos os portugueses."

Fonte: https://www.touradas.pt/ Foto: ProToiro

PAN QUER FIM DOS DINHEIROS PÚBLICOS PARA AS TOURADAS

O PAN – Pessoas – Animais – Natureza vai levar a debate amanhã um projeto de lei pela não utilização de dinheiros públicos em atividades tauromáquicas, no seguimento da iniciativa legislativa dos cidadãos que pede à Assembleia da República para terminar com a atribuição de apoios financeiros por parte de entidades públicas à tauromaquia.

No entender do PAN o Estado deve abster-se de continuar a financiar esta atividade, nomeadamente através de apoios concedidos aos produtores de raça bovina brava de lide, construção ou recuperação de praças de touros, transmissões televisivas de touradas na televisão pública, isenções ao nível autárquico (como é o caso do Campo Pequeno, que está isento de IMI em valores que ascendem aos 12 milhões de euros/ano), aquisições de bilhetes por parte das autarquias, entre outras formas de apoio.

A verdade é que o financiamento público à actividade tauromáquica configura uma muito questionável opção política com impacto em todos os portugueses. Não se percebe como pode um país, cujos cidadãos e cidadãs vivem diariamente confrontados/as com exigências decorrentes do rigor orçamental a que estão vinculados/as e com privações ao nível das mais elementares necessidades humanas, como sejam a saúde, a educação ou a habitação, permitir-se a injetar elevados montantes nesta atividade  anacrónica e que há muito é contestada pela sociedade portuguesa”, afirma Inês de Sousa Real, líder do grupo parlamentar do PAN.

É conhecido o posicionamento abolicionista do PAN relativamente à tauromaquia. Em Fevereiro deste ano,  o PAN conseguiu inscrever no Orçamento do Estado o aumento do IVA da atividade tauromáquica de 6% para 23%.

Infelizmente não estamos a discutir o fim desta atividade, um debate para o qual já vamos historicamente atrasados, mas em pleno Séc. XXI não faz qualquer sentido que o sofrimento animal tenho o alto patrocínio do Estado”, acrescenta a líder parlamentar.

SONDAGEM REVELA QUE MAIORIA DOS PORTUGUESES NÃO É CONTRA AS TOURADAS

Eurosondagem: 86,7% dos portugueses não são contra as touradas; 30,3% são aficionados e 67,1% não votaria num partido que as tente proibir.

Pelo menos 1 em cada 2 portugueses costuma assistir ou já assistiu a uma tourada e mais de metade acha que tauromaquia contribui para a imagem positiva do país. 30% dos jovens entre os 15 e os 30 anos declara-se aficionado. 

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Eurosondagem realizou um estudo de opinião nos dias 14 a 19 de Dezembro, com um total de 1100 entrevistas telefónicas validadas e um erro máximo da amostra de 2,92% para um grau de probabilidade de 95%. Este estudo foi encomendado pela ProToiro, Federação Portuguesa de Tauromaquia, e tem como objectivo aferir a opinião dos portugueses face às actividades tauromáquicas.

Na resposta à pergunta "Qual a sua postura em relação às touradas?" 30,3% dos inquiridos diz que é aficionado, por seu lado 33,7% diz que o tema lhe é indiferente, 22,7% diz não gostar mas respeita a liberdade de escolha e apenas 11% afirma ser contra a realização das mesmas. Há ainda uma diminuta percentagem de 2,3% que disse não saber a resposta ou preferiu optar por não responder. Assim, 86,7% não tem uma posição contrária às Touradas.

Outro dado a ter em conta encontra-se no desdobramento por faixa etária, em que 30% dos jovens entre os 15 e 30 anos se declara como aficionado. Cerca de 29% diz que lhe é indiferente, 24% não gosta mas respeita a liberdade de escolha e apenas 15% é contra. 

Outra das perguntas a que os entrevistados responderam nesta sondagem foi: "Já assistiu ou costuma assistir a touradas ao vivo?". Nesta questão 50,5% afirmam que sim e 43,3% diz que não, sendo que 6,2% diz não saber a resposta ou simplesmente opta por não responder. 

Quando questionados sobre se "o espectáculo taurino contribui para a imagem do nosso país?", os dados são esmagadores. A maioria, com 56,3%, diz que a arte tauromáquica contribui de forma positiva para a imagem de Portugal, enquanto 33,1% diz não ter qualquer impacto e apenas a esmagadora minoria de 4,4% diz contribuir de forma negativa. Há ainda 6,2% de inquiridos que optou por não responder. 

Relativamente à pergunta "Votaria num partido que tomasse medidas proibitivas contra actividade cultural contra touradas ou largadas de toiros?", 67,1% dos portugueses inquiridos responde que não. Apenas 14,5% responde afirmativamente e 18,4% diz não saber ou opta por não responder. 

Na reação a esta sondagem - a ProToiro vem regozijar-se publicamente pela imagem positiva que a arte tauromáquica tem junto dos portugueses. Nas palavras de João Santos Andrade, Presidente da ProToiro: "por muito que uma ruidosa minoria continue a espalhar mentiras sobre a festa, a tauromaquia dá cada vez mais provas de que continua bem viva e a crescer, principalmente junto das novas gerações". O Secretário-Geral da ProToiro, Hélder Milheiro, acrescenta: "esta é uma mensagem clara ao poder político e é também a prova de que o povo português está frontalmente contra medidas discriminatórias da arte tauromáquica em relação às outras manifestações culturais, nomeadamente no que ao aumento da taxa de IVA diz respeito".

Do ponto de vista do consumo de marcas associadas à tauromaquia 84,9% dos portugueses diz que "Não deixaria de comprar", apenas 6% afirma que deixaria de comprar essas marcas e 9,1% diz não saber ou ser indiferente. 

Já no que diz respeito à assistência de espectáculos taurinos por menores de idade, 71,1% dos inquiridos afirma que deveria ser "a família" a tomar essa decisão, 20,2% acha que deveria ser o Estado e 8,7% das pessoas dizem não saber ou não querer responder. 

Quando questionados sobre a gravidade cultural do desaparecimento das touradas, 70,5% dos portugueses afirma que tal seria grave ou muito grave. Apenas 19,1% dizer ser pouco grave e 6,5% nada grave. 3,9% não sabem ou não respondem. 

Um dado a reter também é o facto de 65,4% dos inquiridos afirmar já ter assistido ou costumar assistir a espectáculos tauromáquicos na televisão. Apenas 32,7% nega fazê-lo e 1,9% afirma não saber ou não querer responder. 

No desdobramento por região verifica-se que o maior número de aficionados se encontra a sul, norte e centro do país.  36% dos portugueses a sul do país diz ser aficcionado, 31,7% no centro, 31,5% no norte, 30,6% na Área Metropolitana do Porto e 26,3% na Área Metropolitana de Lisboa. 

ProToiro - Federação Portuguesa de Tauromaquia, é a representante oficial do sector em Portugal, congregando aficionados, toureiros, forcados, empresários, ganadeiros e as misericórdias, enquanto proprietárias de praças.

Fonte: https://ovilaverdense.pt/