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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ALVARINHO DE MONÇÃO E MELGAÇO AFIRMA-SE NA GASTRONOMIA ASIÁTICA

Sommeliers de topo distinguem Soalheiro Clássico 2017 com medalha de ouro

Fazendo jus, à longa história de contacto do povo português com o Oriente, o Soalheiro pretende continuar a contribuir para um acentuado e sólido conhecimento do Alvarinho de Monção e Melgaço nos mercados asiáticos. Com presença no Japão, Macau, Hong Kong e Singapura, a 1ª Marca de Alvarinho de Melgaço demonstra que os Alvarinhos da região têm perfis que harmonizam na perfeição com diferentes estilos de gastronomia seja ela nipónica, chinesa ou até mesmo cantonesa.

ASIA WINE & SPIRITS AWARDS 2018

Mais uma vez, os mercados asiáticos ficaram rendidos aos aromas e sabores da 1ª Marca de Alvarinho de Melgaço. O Soalheiro Clássico 2017 conquista a medalha de ouro no ASIA WINE & SPIRITS AWARDS 2018 (AWSA). A avaliação é feita, em prova cega, por Sommeliers de topo de toda a Ásia, juntamente com um painel de Master Sommeliers liderados por Brian Julyan MS, CEO do The Court of Master Sommeliers. AWSA pretende abrir portas para os produtores de vinho e destilados e seus distribuidores que já estão nos mercados asiáticos ou planeiam entrar nesses mercados.

Orgulhosamente da região mais a norte de Portugal, os produtores do Soalheiro pretendem deixar uma marca da cultura portuguesa pelo mundo. Tal como "tempura", um prato tradicional nos restaurantes japoneses foi introduzido pelos jesuítas portugueses e a palavra kappu deriva de copo em português, o Alvarinho será certamente um desafio de harmonização na gastronomia internacional.

soalheiro classico 2018

BRAGA JUNTA EMBAIXADORES DAS FILIPINAS, INDONÉSIA E TAILÂNDIA

Oportunidades de negócios em debate na cidade de Braga no 4º Fórum ASEAN-Portugal. Encontro reuniu os embaixadores e representantes das Filipinas, Indonésia e Tailândia

A InvestBraga participou esta manhã no 4º Fórum ASEAN- Portugal, que se realizou pela primeira vez na cidade de Braga.

Forum 1

O encontro – que contou com a presença dos embaixadores das Filipinas e da Tailândia e do encarregado de negócios da Indonésia – teve como objetivo discutir e trocar informações sobre possíveis parcerias de negócios entre Portugal e os países do sudeste asiático, nomeadamente, as Filipinas, a Tailândia e a Indonésia.

Este Fórum, organizado pelo Comité da ASEAN Portugal em Lisboa (ACPL), contou com a presença de Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga; Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga e de Sara Medina, administradora da Sociedade Portuguesa de Inovação.

O presidente da InvestBraga salienta que este encontro é “uma excelente oportunidade para abordar as possibilidades de cooperação bilateral entre estes países e a região de Braga”. Durante a sua apresentação, Carlos Oliveira salientou as potencialidades da cidade enquanto agente de atração de investimento e apresentou dados sobre o volume de exportações e de investimentos do município.

Recorde-se que as economias do universo da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático) têm registado um grande dinamismo económico.

Os participantes tiveram assim a oportunidade de conhecer a realidade económica e empresarial destes mercados do sudeste asiático e partilharem informações para o estabelecimento de possíveis parcerias.

Por outro lado, os embaixadores e representantes das Filipinas, Tailândia e Indonésia conheceram, no dia anterior, as valências da cidade de Braga e alguns dos fatores competitivos do concelho, que fazem da cidade um fator de atração de investimento internacional.

Forum 2

EMBAIXADORES DAS FILIPINAS, TAILÂNDIA E INDONÉSIA VISITAM BRAGA

Visita está inserida na estratégia de internacionalização de Braga

Os embaixadores das Filipinas e da Tailândia e o encarregado de negócios da Indonésia, que fazem parte da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), estão hoje a visitar Braga, numa iniciativa promovida pela InvestBraga e pela Câmara Municipal de Braga.

Os três representantes dos países do sudeste asiático foram recebidos, no final da manhã, no Theatro Circo, pelo presidente do município, Ricardo Rio, e pelo diretor da InvestBraga, Marcos Marques, numa iniciativa que está inserida dentro da estratégia de internacionalização de Braga.

Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga, salienta a importância destas visitas: “É uma oportunidade para dar a conhecer o trabalho realizado pela InvestBraga e para abordar possibilidades de cooperação entre Braga e, neste caso, com os países da ASEAN. É, pois, uma excelente oportunidade para colocar Braga no radar da atração de investimento internacional”.

A InvestBraga planeou a agenda da visita dos Embaixadores a Braga de forma a proporcionar o contacto com as valências e os fatores competitivos da região. Nesse sentido foi realizada uma visita à Universidade do Minho, que contou com a presença da Pro-Reitora Carla Martins, responsável pela área de internacionalização, e também ao Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), onde os Embaixadores estiveram reunidos com o diretor, Lars Montelius, com o objetivo de procurar identificar formas de colaboração e sinergias nas áreas económica e científica.

Os embaixadores e representantes dos países da ASEAN irão amanhã participar no 4º Forum ASEAN-Portugal, que se realiza na white box do edifício GNRation, às 9h30, em Braga, onde serão debatidas as oportunidades de negócio na região do sudeste asiático.

“Esta é mais uma iniciativa no quadro de aprofundamento da internacionalização da cidade de Braga. Esta iniciativa tem por objetivo não só dar a conhecer aos Embaixadores aquilo que Braga tem para oferecer no que toca à investigação, à educação e do ponto de vista turístico e económico, mas também aproximar as instituições do concelho e os nossos empresários às realidades de cada um dos países que os embaixadores representam”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Braga na sessão de boas-vindas.

BRAGA RECEBE EMBAIXADORES DAS FILIPINAS, TAILÂNDIA E INDONÉSIA

Embaixadores das Filipinas, Tailândia e Indonésia visitam Braga

Embaixadores das Filipinas, Tailândia e Indonésia visitam amanhã Braga. Às 12h00, serão recebidos no Theatro Circo, na Av. da Liberdade, onde o Presidente da Câmara Municipal de Braga e a InvestBraga darão as boas-vindas aos representantes destes três países do sudeste asiático, sendo que da parte da tarde os Embaixadores irão visitar a reitoria da Universidade do Minho e o INL.

Esta visita é organizada pela InvestBraga e pela Câmara Municipal de Braga e está inserida na estratégia de atração de investimento internacional.

No dia seguinte, os Embaixadores participarão no 4º Forum ASEAN-Portugal, que se realiza na White Box, do edifício GNRation, às 9h30, em Braga, e onde serão debatidas as oportunidades de negócio na região do sudeste asiático.

O MINHO NA HERANÇA CULTURAL DOS PORTUGUESES DE MALACA

Malaca fica situada no litoral sul da Península Malaia, entre Kuala Lumpur e Singapura, a milhares de quilómetros de distância de Portugal. Muitos dos seus habitantes descendem dos descobridores portugueses e de suas famílias miscigenadas, nomeadamente com gentes da antiga Índia Portuguesa e do antigo Reino do Sião, atual Tailândia, onde também se estabeleceram. Em 1511, já lá vão mais de quinhentos anos, Afonso de Albuquerque ali aportou conjuntamente com um milhar de homens. Falam o papiá Kristáng que é como quem diz “fala cristã” e que constitui um crioulo português utilizado na Malásia e em Singapura. São conhecidos como os portugueses de Malaca.

Esta comunidade é atualmente constituída por cerca de cinco mil falantes a viver em Malaca e teve a sua origem nos casamentos celebrados entre navegadores portugueses e migrantes goeses, também eles de ascendência indo-portuguesa, com mulheres malaias.

Com o objetivo de dominar o comércio das especiarias provenientes das Filipinas, Timor, Macau e Ilhas Molucas, os portugueses apoderaram-se de Malaca e ali mantiveram o seu domínio durante quase século e meio até cair em mãos holandesas quando estes, rivalizando com a Espanha e aproveitando-se da situação difícil em que Portugal se encontrava após a proclamação da Restauração da Independência, lograram tomar o território que viria mais tarde a passar ao domínio britânico.

Apesar de jamais terem visitado Portugal e serem escassos os contactos com a cultura e as entidades portuguesas desde o fim da soberania portuguesa naquele território ocorrida no século XVII, os portugueses de Malaca procuram por todos os meios preservar a sua herança cultural e identificar-se o mais possível com os símbolos e até as regiões portuguesas como se nelas tivessem nascido de facto. A manutenção desta identidade tem sido fundamental para assegurar um estatuto próprio e conferir uma autoestima a um povo que, afinal, possui um passado que resulta da grande epopeia realizada pelos portugueses que aproximou povos e criou novas identidades.

Um dos aspetos curiosos da maneira de ser dos portugueses de Malaca consiste na forma como executam danças tradicionais portuguesas como o “Vira di Santa Marta”, o “Verdi Gayo” e a “Ti Anika”, algumas das quais introduzidas em meados do século passado por missionários portugueses enviados com o propósito de lhes prestar assistência religiosa. Existe, porém, quem acredite que algumas daquelas dançam foram levadas pelos navegadores portugueses ao tempo das caravelas.

Os trajes que exibem são naturalmente estilizados e constituem cópias aproximadas dos trajes mais genuínos. As danças são executadas a um ritmo porventura alterado. As cores e formas exuberantes dos trajes minhotos encontram-se entre as suas preferidas. Mas, não se questiona aqui o rigor etnográfico dos seus trajes nem a autenticidade do seu reportório mas a sinceridade dos seus sentimentos que os levam a orgulharem-se das suas origens portuguesas e do legado deixado pelos seus ancestrais, apesar de nunca terem experimentado a felicidade de pisar a terra que viu nascer os seus antepassados antes de partirem nas naus para cumprirem um desígnio e uma missão que foi o de estabelecer o predomínio dos portugueses nos mares do Oriente.

É, naturalmente, algo de bastante comovente quando vemos que, apesar da distância temporal e geográfica que os separa de Portugal, continuam a sentir-se espiritualmente ligados a esta Pátria que a consideram como sua, mantêm a identidade que os identifica por todos os meios ao seu alcance e sem usufruir de quaisquer apoios por parte das entidades portuguesas, orgulhando-se da sua herança cultural e conservando-a com a dignidade que lhes é devida como portugueses. E, envergando fatos que de alguma forma procuram sugerir os nossos trajes tradicionais, exibidos com muito garbo e carinho, vemo-los a executar danças com designações tão sugestivas como “Ao nosso Algarve”, “O Vira vamos”, “Fado di Coimbra” e “Kantu sen fazé fabor”. Trata-se, com efeito, de um extraordinário exemplo de portuguesismo que convida à reflexão por parte daqueles que jamais tiveram a necessidade de viver distante da sua Pátria.

Carlos Gomes in http://www.folclore-online.com/ (Adaptado)

Apesar da distância geográfica e dos quinhentos anos decorridos desde a chegada dos portugueses a Malaca, os seus descendentes conservam como podem a sua identidade cultural.