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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ALVARINHOS DA ADEGA DE MONÇÃO GANHAM OURO EM ZURIQUE

A Adega Cooperativa de Monção vê, uma vez mais, a qualidade dos seus vinhos ser reconhecida e premiada além-fronteiras. Os vinhos Deu la Deu Reserva 2017 e o Deu La Deu Terraços 2016 conquistaram a medalha Albariño de Oro na VIII edição do Concurso Internacional Albariños Al Mundo Zurich 2019.

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Considerado a maior montra internacional do Alvarinho, o Concurso Internacional Albariños Al Mundo é organizado pela Unión Española de Catadores e tem como principal objetivo dar a conhecer aos principais mercados vinícolas mundiais a excelência da produção das regiões onde esta casta assume o protagonismo.

Armando Fontainhas, presidente da direção da Adega de Monção, manifesta a sua enorme satisfação pelas distinções alcançadas, “provas irrefutáveis da enorme qualidade dos nossos vinhos. Temos vindo a percorrer um longo caminho. Este é mais um marco na história de uma instituição que deixa um enorme legado no setor vinícola. Estamos todos de parabéns – sócios e colaboradores - mas sobretudo a região de Monção e Melgaço que reúne características únicas, que nos permitem alcançar este sucesso”, destaca o responsável.

Os vinhos em prova, originários de Espanha e Portugal, são avaliados por um júri criteriosamente selecionado, constituído por sommeliers, jornalistas, prescritores e responsáveis de compras.

Principais marcos

Entre 1986 e 2004, a Adega de Monção melhorou as condições tecnológicas de receção das uvas e o processo de vinificação, a capacidade de armazenamento, estabilização e engarrafamento dos vinhos.

Em 1999 aumentou as suas instalações com a criação de um novo centro de receção de uvas e vinificação – o Pólo de Melgaço.

Entre 2004 e 2006 tiveram início as obras de criação de modernização das instalações que permitiram alargar a comercialização a nível nacional e internacional.

Em 2005 surgiu o espaço Histórico e Cultural da Adega na antiga casa do Adegueiro e silos do Bagaço, que levou à sua integração na Rota dos Vinhos Verdes, Itinerário do Minho.

Em 2007, a Revista dos vinhos galardoou-a como a “Cooperativa do Ano”, e, em 2008 no evento “Lisboa Celebra o Vinho”, o Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas distinguiu-a com o prémio Empreendedorismo e Inovação.

Em 11 de Outubro de 2008 a Adega de Monção lançou uma aguardente de Vinho Verde Alvarinho, com numeração limitada, para a comemoração do seu Quinquagésimo Aniversário.

É desde 2008 PME Líder.

Em 2017, a Adega Cooperativa de Monção implementou um sistema de produção de energia fotovoltaica para autoconsumo e um sistema solar térmico, um investimento de 160 mil euros que permitiu minimizar a pegada ecológica. Ao todo, foram instalados 307 painéis solares fotovoltaicos de 265 W cada para autoconsumo.

Recentemente, a Adega de Monção, obteve dois Ouros, uma Prata e seis menções honrosas no concurso de Vinhos Verdes Engarrafados, promovido pela Comissão dos Vinhos Verdes. No Concurso Vinhos Portugal, organizado pela ViniPortugal, foi distinguida com um Grande Ouro e com um Ouro com o vinho Deu la Deu e Deu la Deu Reserva. O “Muralhas de Monção espumante 2015 Reserva” foi premiado com uma medalha de Prata no Concurso Internacional Brut Experience 2019.

Adega de Monção

Fundada a 11 de outubro de 1958, por iniciativa de 25 viticultores, a adega encontra-se situada em plena Região Demarcada dos Vinhos Verdes, na sub-região de Monção e Melgaço, onde a casta Alvarinho é melhor representada.

Esta sub-região da Região dos Vinhos Verdes é onde o Alvarinho tem origem e onde iniciou a sua evolução, o que aconteceu mesmo antes da existência de qualquer registo escrito.

A adega agrega 1.600 cooperantes e tem uma área vinícola1.151Ha.

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RICARDO FERREIRA RETRATA PONTE DE LIMA EM TONS DE AGUARELA

Pintores de Portugal, ajoelhai!

Isto é um milagre, não é cor nem tinta!...

Mas não pinteis, pintores! Orai, rezai!

Uma beleza destas não se pinta!...

Teófilo Carneiro

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A paisagem limiana é porventura uma das mais deslumbrantes de Portugal. E, Ricardo Ferreira, fazendo orelhas moucas ao poeta, decidiu pintar Ponte de Lima em tons de aguarela. E, apesar do seu sublime encanto, o aguarelista fez da pintura uma verdadeira oração, agradecendo ao Senhor por juntar tantas maravilhas no pequeno paraíso que constitui a sua terra natal.

João Ricardo Alves Ferreira nasceu em Ponte de Lima a 12 de Outubro de 1961, na rua Beato Francisco Pacheco. É um pintor autodidata exercendo a sua arte nas horas livres. A aguarela é a técnica que melhor domina. Actualmente encontra-se nos Alpes suíços onde trabalha numa estação de ski. Mas, a tela chama-o sempre a nela retratar o carinho que sente pela sua terra – Ponte de Lima!

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BRAGA PROMOVE-SE NA SUÍÇA

Município participa em prestigiada feira de Lausanne

Braga está a participar na Comptoir Helvetique, uma prestigiada feira de negócios e turismo, que se realiza de 13 a 22 de setembro, em Lausanne, na Suíça. Portugal é o país convidado desta edição e o seu pavilhão foi organizado pela Câmara de Comércio de Indústria e Serviços Suíça-Portugal, que convidou o município de Braga a estar presente com um espaço próprio.O Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, foi um dos convidados da inauguração, tendo destacado que "a Suíça é um país muito interessante para a nossa cidade em várias dimensões e foi esse o motivo que nos levou a participar nesta relevante feira de turismo e negócios ". Além da grande comunidade portuguesa que reside na Suíça e particularmente nesta região francófona, é de destacar o seu potencial económico e tecnológico, que pode ser de grande importância para o nosso país e que motivou esta visita de dois dias do autarca Bracarense a Lausanne, que foi acompanhado por Gary Heath, Diretor Executivo para a Inovação do INL.

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A participação de Braga nesta feira tem dois importantes objetivos e que estão espelhados nos conteúdos em exposição. Em primeiro lugar, divulgar toda a oferta turística que a cidade tem para oferecer, numa altura em que "Braga vive um momento de grande euforia, com dois acontecimentos de grande impulso turístico: o mais relevante, a elevação do Bom Jesus a Património da Humanidade da UNESCO, mas também a escolha como Segundo Melhor Destino Turístico Europeu", realçou Rio. A outra dimensão é a dinamização económica e a promoção de Braga como centro atractivo para a captação de investimento. "Além de toda a informação sobre as vantagens económicas que temos para oferecer através da Invest Braga e Startup Braga, temos também um espaço do INL, pois é importante demonstrar todo o potencial tecnológico da cidade. Aliás, o INL tem sido fundamental neste início de relações com a Suíça e a sua presença nesta feira vai reforçar esta dinâmica que está a ser criada. Braga representa o Portugal de futuro, que é moderno, empreendedor, inovador e tecnológico e é isso que estamos a aqui promover em Lausanne", destacou o autarca Bracarense. Ricardo Rio disse ainda que a participação nesta feira inclui-se num esforço mais vasto, pois "estamos a criar uma relação especial entre Braga e Lausanne e esta presença aqui vai reforçar as nossas intenções". Nesta feira está também uma empresa de Braga, o Grupo Bernardo da Costa, que tem um espaço de exposição próprio e que está a apostar no mercado suíço.

Nesta inauguração participaram ainda o Embaixador de Portugal na Suica, António Ricoca Freire, bem como diversas autoridades Suíças, como o ministro das Finanças do Cantão de Vaud, Pascal Brollis, do presidente da Câmara Municipal de Lausanne, Gregoire Junod, da deputada federal Ada Marra ou da presidente da Câmara de Comércio e Indústria e Serviços Suíça-Portugal, Marina Prevost.

BRAGA E LAUSANNE (SUIÇA) DE MÃOS DADAS NA INOVAÇÃO E NO DESPORTO

“Foram fatores pessoais, institucionais, científicos, económicos e desportivos que impulsionaram o estabelecimento de um novo patamar de cooperação entre as cidades de Braga e Lausanne, para o qual auguramos um enorme sucesso no futuro próximo” – Foi assim que o Presidente da Câmara Municipal de Braga explicou a abertura das duas importantes cidades de Portugal e da Suíça para a implementação de projetos futuros conjuntos, tendentes a afirmar ambos os territórios entre os espaços mais inovadores no contexto europeu.

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As declarações de Ricardo Rio foram produzidas após um encontro com o seu homólogo de Lausanne, Grégoire Junod, na qual participaram também a Presidente da Câmara de Comércio de Indústria e Serviços Suíça-Portugal, Marina-Prévost Mürier, e o Diretor Executivo para a Inovação do INL – Laboratório Internacional de Nanotecnologia, Gary Heath.

No Cantão de Vaud, que integra a cidade de Lausanne, a comunidade portuguesa representa quase 13% da população, entre os quais muitos cidadãos com fortes ligações a Braga e a esta Região. 

Por sua vez, o INL tem em curso diversos projetos de parceria com a prestigiada EPFL – Escola Politécnica Federal de Lausanne, uma das instituições de ensino superior mais prestigiadas à escala global nas áreas das ciências e da tecnologia, com uma comunidade académica que agrega mais de 120 nacionalidades.

Um exemplo destas parcerias foi o acordo recentemente celebrado entre o INL e a empresa suíça IPROVA que passou a juntar Braga (e o INL) às suas anteriores localizações em Londres, Cambridge, Califórnia e Tóquio, desde o passado mês de Julho, com visto ao desenvolvimento de projetos na área da inteligência artificial e “machine-learning”.

O objetivo do INL e da Câmara Municipal de Braga é alargar este tipo de parcerias a outras empresas e startups suíças, trazendo também fundos de capital de risco para investir em startups de Braga ou do ecossistema da Startup Braga.

Na conversa entre Rio e Junod ficou também assumido o empenho de ambos em estabelecer ligações entre o polo de inovação de Lausanne na área do desporto, para que muito contribui o seu estatuto de cidade-sede do Comité Olímpico Internacional e de diversas Federações, com projetos de empreendedorismo na área do deporto e saúde a desenvolver na cidade de Braga.

Nesta deslocação a Lausanne, Ricardo Rio teve também oportunidade de contatar com diversos membros da comunidade portuguesa, entre os quais os luso-eleitos Sandra Pernet e José Martinho. 

A breve trecho, a visita será retribuída por diversos responsáveis do Município de Lausanne e da EPFL a Braga.

MELHOR COZINHEIRO JOVEM DE PORTUGAL MUDA-SE PARA A SUÍÇA!

Nasceu em Fornelos no concelho de Ponte de Lima cursou a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural na Quinta do Cruzeiro (Arca) e colaborou em vários eventos nacionais e internacionais no sector da enogastronomia, com lugar efectivo na cozinha do Vidago Palace Hotel, em Chaves.

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Mas, agora João Pedro Coelho a completar os seus 20 anos, parte hoje pelos céus da Europa para um “ voo maior “ juntamente com a namorada Andreia Alves.

O destino da aeronave é a Suíça, mais concretamente a cidade financeira de Genéve! João Coelho vai ser colaborador em eventos enogastronómicos, uma área onde Portugal com seus vinhos e comidas continua a apostar, mas no país de acolhimento, também a culinária local estará nas suas ementas/serviços.

Recorde-se, que esta será a segunda etapa de expatriação do Melhor Cozinheiro Jovem de Portugal 2017, ao vencer o concurso organizado por várias entidades e empresas no sector da hotelaria, entre centenas de candidatos do continente, Açores e Madeira. É que, antes de “ descoberto” pelo Chef Vítor Matos, Estrela Michelin em Portugal, Coelho esteve no seu Restaurante Antiqvm, no Porto, estagiou na Hungria, no Hotel Costes Down em Budapeste.

A nível internacional, destacamos a concepção do almoço em Bruxelas, a convite do eurodeputado José Inácio Faria, da Comissão de Saúde Pública e Segurança Alimentar para os conferencistas do evento realizado em Novembro 2018, da – Universidade Marítima Mundial. A defesa dos Oceanos – com um bacalhau assado no forno, gratinado, com germinados de beterraba, creme limão e balsâmico velho, e a excelente entrada com salmão fumado, enrolado e umas especiarias juntas… esse encontro juntou docentes universitários e especialistas mundiais no Parlamento Europeu, provenientes da Noruega, Irlanda, Suécia, Bélgica, Suíça e Portugal. A reconhecer esse trabalho na capital europeia, o Parlamento através do seu membro Inácio Faria, que sessou funções em 30de Junho último, atribuiu um Diploma, o qual foi ontem entregue em Ponte de Lima, pela decana do grupo de promoção do Sarrabulho na Europa: D. Cassilda Quesado e marido, Álvaro Araújo. O casal, proprietários do Restaurante Solar do Taberneiro, estão associados aos colegas Paulo Santos, da Casa de S. Sebastião, em S. Pedro de Arcos; D. Fátima Amorim, do restaurante com o mesmo nome, e D. Goretti Bezerra, do Sonho do Capitão, ambos na Correlhã; D. Maria Céu Gomes, da Cozinha Velha, em Arcozelo, juntamente com os enchidos MinhoFumeiro e Restaurante Sabores do Lima, têm participado em dezenas de jantares e demais eventos de divulgação do prato limiano, na França, Bélgica e Luxemburgo.

Quanto á jovem Andreia Alves, a companheira de João Coelho, ela tem destino fixo em terras helvéticas! Natural de Vila Franca de Xira, subiu até Murça, frequentou Ciências Alimentares na Universidade de Trás – os – Montes. Mas, a paixão pela prática na gastronomia, levaram-na também para o Vidago Palace. Agora, vai integrar a equipa de Serviço de Mesa de um dos melhores restaurantes do mundo, já recebedor de 3 Estrelas Michelin, nota máxima de avaliação e agraciado com o Grande Prémio Excepcional da Academia Internacional de Gastronomia, onde uma refeição média orçamenta – se por 400 francos suíços.

Aos dois jovens, talentos de Excelência, as maiores Felicidades no desempenho profissional, são os nossos desejos, e decerto dos nossos conterrâneos e leitores.

Tito Morais / https://www.luso.eu/

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SAMUEL BASTOS, MÚSICO NATURAL DE BARCELOS FOI ENCONTRADO MORTO NA SUÍÇA

Músico de 32 anos era natural de Barcelos e integrava a Orquestra da Ópera de Zurique.

Samuel Bastos, oboísta português que integrava a Orquestra da Ópera de Zurique, foi encontrado morto na manhã deste domingo, na Suíça. A notícia foi avançada pela Rádio Barcelos, sendo ainda desconhecidas as causas da morte do solista de 32 anos.

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O músico era natural da freguesia de Oliveira, concelho de Barcelos. Começou a tocar numa banda filarmónica aos sete anos de idade. Passou para o oboé aos dez. Samuel Bastos era oboísta solista na Orquestra da Ópera de Zurique, cidade onde obteve vários graus de educação musical na Universidade de Artes de Zurique, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.

Samuel Bastos colaborou com diversas orquestras, nas quais se incluem a Tongyeong Festival Orchestra, da Coreia do Sul, e a Mozarteum Orchestra, de Salzburgo. Venceu vários prémios e provas internacionais: em Julho de 2017, Samuel Bastos conseguiu o primeiro lugar no concurso internacional de oboé Fernand Gillet-Hugo Fox, nos Estados Unidos. Foi um dos músicos portugueses na diáspora que integrou a Orquestra XXI, projecto que venceu o primeiro prémio do FAZ – Ideias de Origem Portuguesa, concurso da Fundação Calouste Gulbenkian e da COTEC – Associação Empresarial para a Inovação.

https://www.publico.pt/

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A ASSOCIAÇÃO DE APOIO À COMUNIDADE PORTUGUESA NA SUÍÇA

  • Crónica de Daniel Bastos

Dentro do espaço europeu, a Suíça, oficialmente Confederação Suíça, uma república federal composta por vinte e seis estados, chamados de cantões, perdura como um dos principais destinos da emigração portuguesa, como comprovam os mais de 200 mil lusos que vivem e trabalham no território helvético, essencialmente na hotelaria, restauração, construção civil, indústria manufaturada, serviços de limpeza e agricultura.

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A dinâmica da emigração portuguesa na Suíça, que se desenvolveu, sobretudo, a partir de meados dos anos 80, está patente na existência de mais de duas centenas de associações lusas disseminadas pelo território helvético. Como listou há poucos anos o investigador Eduardo Araújo na sua tese de mestrado "Transnacionalismo e Etnicidade. O Movimento Associativo Português na Suíça".

Na última década, no seio do numeroso movimento associativo luso-suíço, tem-se destacado o papel ativo da Associação de Apoio à Comunidade Portuguesa na Suíça (AACP). Uma associação sem fins lucrativos, fundada em 2011, que tem como principais objetivos defender os interesses dos emigrantes portugueses na Suíça, favorecer, informar e orientar a integração dos emigrantes, divulgar a língua e a cultura portuguesa, e criar iniciativas para reforçar a compreensão e a colaboração intercultural.

Presidida atualmente pelo diligente dirigente associativo luso-suíço Nuno Domingos, e com instalações e várias valências recentemente inauguradas em Vevey, uma cidade localizada no Cantão de Vaud, a Associação de Apoio à Comunidade Portuguesa na Suíça tem prestado um valioso auxílio a compatriotas que vivem com dificuldades no território helvético. O inestimável apoio social, jurídico, psicológico e alimentar que a AACP presta a vários portugueses na Suíça, como por exemplo, a compatriotas que se encontram detidos em prisões helvéticas, revela a existência de vários casos de dificuldades e insucesso da emigração portuguesa.

Situações de insucesso, que no caso helvético muitas das vezes são olvidadas pela imagem de Eldorado da Suíça, designadamente de país onde as oportunidades de emprego são grandes e os salários são altos. No entanto, a realidade quotidiana luso-suíça é também marcada pela precariedade, desemprego e elevado custo de vida, contexto que demanda um reforço do apoio das autoridades portuguesa e helvéticas às estruturas associativas que como a AACP lidam diariamente com as dificuldades reais.