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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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HOMILIA NA PÁSCOA 2019

Salvação e fé

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Recordamos a profecia de Jesus: “Destruí este templo e eu, em três dias, o reedificarei” (Jo 2, 19). E o Evangelista explica: “Ele referia-se ao templo do seu corpo” (Jo 2, 21). Destruído na sexta feira e permanecendo no túmulo em dia de sábado, na aurora de Domingo cumpre-se a profecia e o Senhor, vivo e próximo, volta ao contacto com os seus. É esta ressurreição gloriosa que celebramos neste dia de Páscoa, no qual ressoa o grito incontido: “Jesus está vivo! Aleluia”.

Como se chegou a esta certeza? O Evangelho dá-nos pistas: a perceção de Maria Madalena, a pedra de acesso ao túmulo retirada, as ligaduras no chão, o sudário enrolado. São estes “sinais” que levam à compreensão e aceitação do mistério. Sinais para alguns insuficientes, pois não demonstram laboratorial ou matematicamente, mas plenamente reveladores para quem os vive a partir da experiência da proximidade, da fé e do amor.

Foi o caso de João, o tal discípulo que chegou ao túmulo em primeiro lugar e que “viu e acreditou”. Que fez correr João, porventura apelidado de louco pelos comerciantes da estreita rua que, da cidade velha de Jerusalém, saía em direção ao monte Calvário? O mais jovem dos Apóstolos foi o único que tinha vivido de perto os dramas do julgamento, crucifixão e sepultura do Senhor. Fez-se «próximo» de Jesus, quando os outros se afastaram. Por amor, e só por amor, não abandonou o Amigo nem a Mãe do Amigo. Por isso, receber d’Ele o sagrado encargo de amparar a Mãe, já viúva e, a partir daquele momento, sem ninguém para cuidar dela.

É por esta contínua presença junto do Amigo que, para o “discípulo amado”, a fé na ressurreição se tornou um dado quase natural. “Viu e acreditou”. Viu a partir do olhar da afetividade e acreditou confiadamente ou com a naturalidade com que uma criança acredita na mãe. É provável que a sua razão não compreendesse tudo, mas o amor ajudou o coração a abrir-se e a ver. Foi essa intuição amorosa e de proximidade que permitiu a João ver e acreditar antes de todos os outros. Nele, a alegria pascal maturou sobre uma base de amor fiel. Um amor que nada nem ninguém pode quebrar ou pôr em causa.

Creio que esta continua a ser a grande via de acesso ao mistério central da nossa fé: o da ressurreição de Cristo. Racionalmente, nenhuma ciência a demonstra. Mas na proximidade existencial e amorosa com o Senhor, «comendo e bebendo com Ele», como invocava S. Pedro no discurso escutado na primeira leitura, a fé de que “Deus O ressuscitou dos mortos” e “O constituiu juiz dos vivos e dos mortos” torna-se uma “absoluta certeza”. Certeza pregável a “toda a casa de Israel”, mais familiarizada com a crença na ressurreição, mas também pregável ao ainda pagão Cornélio e sua família, o qual, curiosamente, o chamou à cosmopolita Cesareia Marítima, porque se impressionou com esse testemunho e se dispôs a ser batizado.

Como sabemos bem, a atualidade necessita muito deste testemunho a ser dado por aqueles que vivem a tal proximidade amorosa com o Senhor. Face a uma nova cultura de massas, por vezes de base materialista e hedonista, é preciso apresentar o grande “sinal” histórico: ao longo de dois milénios, milhões e milhões de cristãos afinaram a sua existência pela “ressurreição” e celebraram-na ininterruptamente no próprio dia semanal em que aconteceu: no primeiro dia da semana ou Domingo. De tal forma que fé em Jesus Cristo, crença na ressurreição, guarda do Domingo como dia absolutamente diferente e celebração festiva aglutinaram-se numa mesma unidade, qual marca identitária da cultura ocidental humanista.

Esta marca está a perder-se. E a perder-se em detrimento da dignidade pessoal e dos direitos humanos. Pensemos no novo esclavagismo da laboração contínua, «legalmente» imposta pelos novos senhores do mundo que dominam a economia e, por esta, os governos. Pensemos como os critérios dos «turnos», em sectores onde, para além da ganância, nada os justifica, a par dos graves transtornos psicológicos do trabalhador e do fracionamento dos encontros familiares, está a gerar a «morte do Domingo», o fim dos ritmos semanais, a abolição dos verdadeiros momentos celebrativos e o fracionamento da família e das relações de amizade. O mesmo se diga da abertura dos supermercados e dos centros comerciais ao Domingo, expressão de um certo subdesenvolvimento humano e mesmo económico. Enfim, está-se a gerar uma civilização fria, sem alma, individualista, sem profundidade de relações e até mesmo sem outros contactos que não sejam os da «realidade virtual».

Caro cristãos, convoco-vos para esta tarefa urgente de trazer nova alma à nossa cultura mediante a inserção nela da crença profunda na ressurreição. Dizei-o a todos e vivei-a convictamente a partir da proximidade amorosa com o Senhor Jesus. A Páscoa é a alegria do céu que irrompe sobre a terra. A Páscoa é a luz da esperança que desfaz as nossas trevas e angústias. A Páscoa é a forma de percebermos uma nova comunhão entre as pessoas. Jesus está vivo! Brilhe em todos nós a alegria da ressurreição.

+ Manuel Linda

Bispo do Porto

PAN QUER PREVENÇÃO E COMBATE À ESCRAVATURA MODERNA

Em Portugal aumentou o risco de escravatura moderna. PAN quer um novo plano nacional de prevenção e combate

  • Portugal figura entre os 20 países europeus onde aumentou o risco de escravatura moderna em 2017
  • Índice Global da Escravatura 2016 aponta a existência de cerca de 13.000 pessoas escravizadas em território português
  • Relatos de servidão, tráfico humano, aumento do trabalho temporário e inoperância das autoridades
  • No início da crise, em 2011, realizaram-se mais 56% de inspeções do que em 2015

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza, apresenta hoje uma iniciativa legislativa que recomenda ao Governo que proceda à célere elaboração e implementação de um novo Plano Nacional de Prevenção e Combate ao Tráfico de Seres Humanos, uma vez que o anterior Plano cessou a respetiva vigência a 31 de dezembro de 2017, existindo uma vazio nesta matéria.

Nos últimos anos, Portugal tem-se deparado com um cenário de crescimento desenfreado de contratação de mão-de-obra estrangeira, proveniente de países como a Tailândia, o Nepal, a Moldávia e a Roménia, por empresários agrícolas ou grandes produtores nacionais nas regiões do Ribatejo e do Alentejo, onde se verificam condições que atentam clara e diretamente contra as premissas legais subjacentes, tais como, remunerações abaixo do salário mínimo nacional; alojamento em tendas; horas extraordinárias não remuneradas, inexistência de folgas, entre outros.

De acordo com o relatório da consultora Verisk Maplecroft, Portugal figura entre os 20 países europeus onde aumentou o risco de escravatura moderna em 2017, onde é sublinhada a inoperância das autoridades que deveriam fiscalizar o cumprimento das leis laborais, a par do aumento do trabalho temporário e dos relatos de servidão e tráfico humano, que colocam o país na categoria de risco médio de escravatura moderna.

Em pleno século XXI, os dados apresentados pelo relatório do Índice Global da Escravatura (IGE) 2016, editado pela Walk Free Foundation, apontam para a existência de quase 13.000 pessoas escravizadas em território português.  O IGE revela um aumento significativo do número absoluto de pessoas que vivem em condições de escravatura em Portugal, uma vez que o mesmo relatório de 2014 apontava para um número aproximado de 1.500 pessoas a viverem nesta situação. Apesar desta subida abrupta ser justificada pelo reajustamento da definição de “escravatura” por parte do IGE, que passou a considerar que “escravatura moderna implica o controlo ou posse de uma pessoa, retirando-lhe a sua liberdade individual com intenção de a explorar. As pessoas são escravizadas através de redes de tráfico humano, trabalho forçado, servidão por dívidas, casamento forçado ou exploração sexual”. Portugal, no ranking alusivo aos países cujos governos estão a diligenciar medidas contra a escravatura, figura no 6º lugar, a seguir à Holanda, Estados Unidos, Reino Unido, Suécia e Austrália.

Segundo uma denúncia recente do Presidente da Câmara da Vidigueira, Manuel Narra, existem dezenas de novos escravos no seu concelho nas épocas da apanha da azeitona. De acordo com este autarca a necessidade de mão-de-obra e a falta de mecanismos adequados para a contratação de mão-de-obra para colmatar as necessidades destes empreendimentos agrícolas, “potencia a criação de redes mafiosas que alimentam novas formas de escravatura”. Carlos Graça, inspetor e coordenador de uma equipa nacional de combate ao trabalho não declarado no seio da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), afirmou que o caso da Vidigueira “infelizmente não é único”.

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) abriu concurso, há vários meses com o objetivo de acrescentar 83 inspetores aos cerca de 300 que possuía em 2015, ano em que esse efetivo realizou mais de 39 mil visitas inspetivas relativas a mais de 4,5 milhões de pessoas empregadas em mais de um milhão de empresas.  No início da crise, em 2011, realizaram-se mais 56% de inspeções do que em 2015.

Esta é a segunda iniciativa legislativa que o PAN apresenta sobre este assunto tendo a primeira, uma recomendação ao Governo português que proceda ao combate ao tráfico de seres humanos para fins laborais, sido aprovada em Plenário a 26 de janeiro de 2018.

Perante estas evidências e circunstâncias, o PAN considera preocupante e desadequado a inexistência de um Plano Nacional de Prevenção e Combate ao Tráfico de Seres Humanos em plena atividade formal, que sirva de suporte e diretriz a um Estado de Direito que deve assumir a prevenção e combate ao tráfico de seres humanos como prioridade, mitigando a presente realidade de variadíssimos casos em que é posta em causa a dignidade da pessoa humana.

PCP QUER GESTÃO PÚBLICA DAS CANTINAS ESCOLARES

O PCP apresentou o Projeto de Lei n.º 1162/XIII – que Recomenda a gestão pública das cantinas escolares, prevendo o seguinte:

·         Que no ano letivo 2018/2019 não possam ser renovados os contratos de concessão nas cantinas escolares em que ação de fiscalização realizada tenha identificado falta de qualidade das refeições ou incumprimento do caderno de encargos.

·         Que se adote, a partir do ano letivo 2018/2019, as medidas necessárias para, progressivamente, assumir a gestão direta das cantinas escolares nas escolas da responsabilidade da Administração Central.

·         Que sejam assegurados os meios humanos e materiais necessários ao bom funcionamento das cantinas escolares e à qualidade das refeições fornecidas.

·         O não aumento do valor da refeição cobrada aos estudantes.

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CGTP DEFENDE REFORMA AOS 40 ANOS DE CARREIRA CONTRIBUTIVA SEM PENALIZAÇÕES

CGTP quer a eliminação do fator de sustentabilidade e a revisão do regime de reformas antecipadas

A CGTP defendeu hoje a eliminação do fator de sustentabilidade que aumenta a idade de reforma e exigiu que o Governo retome rapidamente as negociações para rever o regime das reformas antecipadas, abrangendo todas as situações de antecipação.

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"A CGTP-IN considera que a revisão do regime da antecipação da idade da reforma não pode ficar limitado à proteção das muito longas carreiras contributivas no âmbito do regime da flexibilização da idade de acesso à pensão, já efetuada, mas deve estender-se a todas as situações e regimes de antecipação, conforme o compromisso assumido pelo Governo", referiu o sindicalista.

A CGTP-IN criticou e recusou desde o início a criação e aplicação do fator de sustentabilidade, por considerar que esta medida "veio determinar uma redução muito significativa no valor de todas as pensões e uma quebra progressiva na respetiva taxa de substituição, que se vai acentuando cada vez mais à medida que a esperança média de vida aumenta, implicando uma contínua degradação da qualidade de vida e o empobrecimento gradual de sucessivas gerações de reformados".

Arménio Carlos lembrou que este regime foi ainda agravado pelo Governo PSD/CDS-PP, mediante a alteração do ano de referência para o respetivo cálculo de 2006 para 2000, bem como através do aumento da idade normal de acesso à pensão de velhice, que deixou de ser uma idade fixa, para passar a variar anualmente em função da evolução da esperança média de vida.

"Assim, todas as pensões requeridas antes da idade normal de acesso à pensão legalmente fixada em cada momento passaram a ser consideradas como pensões antecipadas e, como tal, substancialmente reduzidas pela aplicação de uma dupla penalização: o fator de sustentabilidade (atualmente 13,88%) e um fator de redução que tem em conta o nº de meses de antecipação relativamente à idade legal de acesso à pensão (0,5% ao mês)", referiu o sindicalista.

Para contrariar a situação, a CGTP-IN propõe que a idade legal de acesso à pensão de velhice seja fixada nos 65 anos, que o fator de sustentabilidade seja eliminado e que todos os trabalhadores com pelo menos 40 anos de carreira contributiva possam aceder à pensão antecipada sem qualquer penalização, independentemente da idade.

Fonte: http://24.sapo.pt/

HISTORIADOR DANIEL BASTOS VAI À GALIZA FALAR SOBRE A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

Historiador Daniel Bastos apresenta conferência sobre a emigração portuguesa em Santiago de Compostela

No próximo dia 15 de novembro (quarta-feira), o historiador minhoto Daniel Bastos é um dos oradores convidados do II Seminário da Cátedra das Migrações “Galegos e portugueses além da sua terra”, promovido pela Cátedra UNESCO da Universidade de Santiago de Compostela.

Daniel Bastos

No decurso da iniciativa que decorrerá na Faculdade de Geografia e História, de uma das mais antigas universidades da Península Ibérica e do mundo, o investigador natural de Fafe, cujo percurso percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, apresentará uma comunicação intitulada “Gérald Bloncourt – O fotógrafo da emigração portuguesa”.

Com diversas participações em conferências nacionais e internacionais, assim como artigos e livros publicados no domínio da História e Emigração Portuguesa, Daniel Bastos é autor do livro “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”, uma edição bilingue, que conta com prefácio do pensador Eduardo Lourenço, e que foi concebida a partir do espólio do conhecido fotógrafo francês Gérald Bloncourt que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos 60 e 70.

II Seminario 2017

O MUNDO DO TRABALHO TEM MOTIVOS PARA PREOCUPAÇÃO

Peter Poschen, Diretor do departamento de Empresas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), tem a gentileza de nos oferecer um artigo de opinião para publicação, o qual se insere no âmbito do Ano Europeu para o Desenvolvimento (AED), uma iniciativa que está a decorrer durante o ano de 2015 em todos os países da União Europeia, com o mote “O nosso mundo, a nossa dignidade, o nosso futuro”.

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“O mundo do trabalho tem motivos para preocupação”

Esta frase, do Diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT) poderia referir-se à situação do emprego no mundo e na Europa. Na UE o desemprego atingiu 10,2% em 2014, 3 p.p. acima do nível verificado em 2007.

Contudo, Guy Ryder referia-se à deterioração do meio ambiente e às alterações climáticas. Na última década, a desregulação do clima tem provocado sérias rupturas na atividade económica ao destruir empregos e bases de sustento das comunidades numa escala nunca antes vista.

Os dois desafios – do trabalho digno e da inclusão social para todos e da proteção do clima e do meio ambiente - são urgentes e estão estreitamente ligados. Uma transformação decisiva com vista à sustentabilidade ambiental pode ser fonte de mais e melhores empregos. A OIT e a União Europeia estabeleceram uma parceria para gerar trabalho digno e empregos verdes numa economia sustentável que está a dar frutos na Europa, em Portugal e no mundo.

A Europa duplicou os seus esforços em 2014 através da “Iniciativa Emprego Verde”. Segundo um relatório do Parlamento Europeu de julho de 2015, as políticas atuais da União para proteger o clima e o meio ambiente poderão criar 2 milhões de empregos adicionais no ano 2030.

Portugal tem participado nesta transformação sendo um dos cinco países da União com uma política coerente para fomentar a geração de empregos através de crescimento verde. Um dos êxitos do país prende-se com o crescimento expressivo das energias renováveis já que 36% do consumo final de energia é satisfeito com recurso às mesmas. Em Portugal a economia verde resistiu muito bem à crise. Entre 2007 e 2010 o mercado de tecnologia verde cresceu 11,8% por ano. A manutenção das políticas que permitiram o desenvolvimento deste sector, mesmo durante o processo de ajustamento orçamental, foi uma decisão acertada. Estima-se que a procura de bens e serviços verdes mais que duplique até 2025 chegando a 4.400 mil milhões de euros.

Uma das fontes mais interessantes para mais empregos na Europa é o aumento da eficiência no uso de recursos. As empresas e as economias europeias poderão economizar 630 mil milhões de euros até 2030 se aumentarem a eficiência no uso de recursos em 2% por ano. O resultado seria um PIB superior em 1% e mais 2 milhões de empregos.

Um novo acordo global e ambicioso sobre o clima é urgente. Rumo à cimeira de Paris em dezembro, a mensagem é clara: investir no clima pode gerar emprego e a UE deveria liderar este processo e apoiar outros países a beneficiarem de boas políticas ambientais.

Peter Poschen

Diretor do Departamento de Empresas da OIT

CASAMENTO DA NOBREZA PORTUGUESA E ITALIANA

Filho do Conde de Calheiros casa em Itália

No dia 3 de Outubro ocorreu o casamento do Exm.º Sr. Dr. Francisco de Sousa Coutinho de Calheiros, cavaleiro de Honra e Devoção, filho do Exm.º Sr. Conde de Calheiros, Chanceler do Conselho da Assembleia Portuguesa e da Exm.ª Srª Dona Rosário de Sousa Coutinho de Calheiros, Condessa de Calheiros, com a Exm.ª Srª Dona Elena Zanardi Landi di Ravano, no Castello dì Rivalta, sede da sua família, em Piacenza, Itália.

Entre os 500 convidados vindos de todo o mundo, estiveram presentes S.S.A.A.R.R. os Duques de Bragança, Sua Alteza Real o Sr. Don Carlos de Borbon Parma (um dos Padrinhos da Noiva), e a nossa Assembleia que esteve representada ao mais alto nível por S.E. o Conde de Albuquerque, Presidente da Assembleia Portuguesa da Ordem de Malta, pelo Excelentíssimo Sr. Dr. João Pedro de Campos Henriques, Secretário-Geral da ACPOSMM e muitos amigos da família do noivo que se deslocaram de Portugal para assistir e para participar nas cerimónias.

A Santa Missa foi presidida e celebrada por um dos Capelães Magistrais Grã Cruz da Assembleia Portuguesa Monsenhor José Avelino Bettencourt, Chefe de Protocolo do Vaticano.

Após a cerimónia religiosa seguiu-se uma receção e banquete nos claustros elegantes do Castello de Rivalta, que se prolongou com um Baile durante toda a noite.

Fonte: http://ordemsoberanamilitardemalta.blogspot.pt/

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA: ENCENAÇÃO DE MOTIM INCUTE INSTINTOS DE VIOLÊNCIA NAS CRIANÇAS

Para assinalar o Dia Mundial da Criança, a PSP de Portalegre escolheu como “divertimento” a encenação de um motim opondo dois grupos de crianças, colocando um deles a reprimir o outro sugerindo um grupo de desordeiros que atiram pedras à polícia.

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Desconhece-se qual foi o “pedagogo” que esteve na origem deste disparate mas, a avaliar pela lição que procurou transmitir às crianças, deverá tratar-se de alguém que merece os maiores cuidados por parte das autoridades… ou da psiquiatria!

GALIZA: FERROL DESCE À RUA EM DEFESA DOS ESTALEIROS NAVAIS

Convocam em Ferrol manifestaçom em defesa do setor naval

A CIG chama a cidadanía de Ferrolterra a participar na manifestación convocada para o domingo 10 de maio en defensa do naval.

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A protesta, convocada polos Comités de Navantia e a industria auxiliar, sairá ás 12:00 horas do Inferniño

A CIG fai un chamamento a toda a cidadanía de Ferrolterra a participar na manifestación convocada polos Comités de empresa da Navantia e da industria auxiliar en defensa do sector naval, o vindeiro domingo 10 de Maio, ás 12 horas, con saída dende o Inferniño.

A Unión Comarcal da CIG asevera que é o momento de que a cidadanía de Ferrolterra se rebele, e diga "non á inxustiza histórica que coa nosa comarca, e en especial co sector naval, estamos a padecer por parte dos distintos gobernos do Estado, coa compracencia do Goberno da Xunta de Galiza".

A este respecto, o voceiro comarcal, Manel Grandal, anima a amosar na rúa o vindeiro domingo a realidade que está a padecer a comarca, "botando abaixo as continuas mentiras e a falsa propaganda que o PP introduce continuamente na opinión publica".

O responsábel comarcal lembra que é preciso demandar carga de traballo para o sector naval e esixir que pare a sangría que a comarca sofre, "abocada á morte por inanición". O próximo domingo hai que saír á rúa, conclúe "porque sen carga de traballo no sector naval e imposíbel falar da tan necesaria reindustrialización da nosa comarca"

Fonte: http://www.diarioliberdade.org/

NO DIA 1º DE MAIO DE 1904, OS TRABALHADORES SAIRAM À RUA EM LISBOA PARA HOMENAGEAR JOSÉ FONTANA

Dia Internacional do Trabalhador comemora-se em Portugal há mais de um século

Passam precisamente 111 anos sobre a data em que, por ocasião das celebrações do 1º de maio, os trabalhadores saíram à rua em Lisboa e desfilaram até às Picoas onde, frente ao edifício do então matadouro municipal, procedeu ao lançamento da primeira pedra de um monumento a ser erguido em homenagem a José Fontana.

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Na ocasião, Azedo Gneco procedeu à entrega ao vereador Sabino de Sousa do martelo “com que havia de bater a pedra fundamental do monumento”, como refere a revista Ilustração Portugueza à época.

Influenciado pelos ideais anarquistas de Proudhon e Bakunine, José Fontana foi um dos pioneiros dos ideários socialistas em Portugal, tendo participado na organização cas conferências do Casino e na fundação do Partido Socialista Português, tendo também participado na redação dos estatutos do Centro Promotor dos Melhoramentos das Classes Laboriosas.

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VIZELA: ATLETAS DO DESPORTIVO JORGE ANTUNES VISITAM ESTABELECIMENTO PRISIONAL DE GUIMARÃES

A Associação – Desportivo Jorge Antunes, de Vizela, vai no próximo dia 28 de março, sexta-feira, pelas 15 horas, realizar um jogo-treino com os reclusos do Estabelecimento Prisional de Guimarães.

Os atletas juvenis e juniores do clube levam a efeito esta atividade tendo por objetivo incutir nos nossos jovens uma educação de caráter de inclusão e de igualdade social.

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INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA CONFIRMA AUMENTO DA POBREZA EM PORTUGAL

O Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC), realizado em 2013 sobre rendimentos do ano anterior, indica que 18,7% das pessoas estavam em risco de pobreza em 2012, mais 0,8 p.p. do que em 2011 (17,9%).

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A taxa de risco de pobreza das famílias com crianças dependentes foi de 22,2% em 2012, aumentando novamente a desvantagem relativa face ao valor para o total da população residente. As taxas de risco de pobreza mais elevadas foram estimadas para os agregados constituídos por um adulto com pelo menos uma criança dependente (33,6%), por dois adultos com três ou mais crianças (40,4%) e por 3 ou mais adultos com crianças (23,7%), que ao longo da série enfrentam pela primeira vez um risco de pobreza superior ao das pessoas que vivem sós (21,7%).

O risco de pobreza para a população em situação de desemprego foi de 40,2% em 2012, com um aumento de 1,9 p.p. face ao ano anterior, e a proporção da população com menos de 60 anos que vivia em agregados familiares com intensidade laboral per capita muito reduzida aumentou 2,0 p.p., de 10,1% para 12,2% em 2012.

A assimetria na distribuição dos rendimentos entre os grupos da população com maiores e menores recursos manteve a tendência de crescimento verificada nos últimos anos. 

Fonte: http://www.ine.pt/

PADRE ABEL VARZIM FALECEU HÁ 50 ANOS!

Abel Varzim da Cunha e Silva nasceu em Cristelo, a 29 de Abril de 1902. Ordenado sacerdote em Braga, a 29 de Junho de 1925, com 23 anos apenas, aceitou ser enviado para o Alentejo. Começou aí a sua vida paroquial. Lecionou no Seminário de Serpa e fundou aí o primeiro grupo de Escuteiros daquela província.

Para melhor habilitação na defesa da justiça, frequentou entre 1930 e 1934, a Universidade de Lovaina, na Bélgica, conseguindo o grau de Doutor em Ciências Políticas e Sociais, com tese editada em França sobre a Liga dos Agricultores Belgas.

Regressado a Portugal, dedicou-se em pleno, dentro dos condicionalismos existentes, à defesa dos trabalhadores e de todos os desprotegidos.

Dirigiu, de 1939 a 1948, o Secretariado Económico-Social da Acção Católica Portuguesa, onde, durante horas seguidas, atendia e procurava resolver casos de desemprego e de falta de realização humana.

Foi deputado à Assembleia Nacional, em representação da Igreja, na legislatura de 1938 a 1942. Não voltou ao lugar nas legislaturas seguintes, porque as suas principais intervenções beneficiaram da hostilidade governamental.

O seu amor à classe trabalhadora e o conhecimento que possuía dos seus problemas e aspirações fizeram dele fundador e inesquecível assistente da Liga Operária Católica, cuja atividade veio também a ser reprimida.

Abel Varzim sentiu-se obrigado, em 1948, a deixar o lugar de professor do Instituto de Serviço Social, que ocupava desde 1938, sob a ameaça de a escola cessar de receber o subsídio do Governo, caso ele não saísse.

Nomeado pároco da Encarnação, no Chiado, em Lisboa, em 1951, também aí o seu trabalho de recuperação das prostitutas do Bairro Alto, suas paroquianas, teve má sina, não obstante a criação de um centro de reintegração na Amadora e no Porto e da fundação da Liga Nacional Contra a Prostituição.

Cansado e doente, foi aconselhado, em 1957, a retornar à sua terra natal, onde ainda se lançou na constituição e colocação em funcionamento, juntamente com alguns conterrâneos, da Sociedade Avícola do Minho, para desenvolvimento da região.

Vigiado pela PIDE, durou seis anos e meio o seu cativeiro. Faleceu a 20 de Agosto de 1964, em atividade.

Fonte: Fátima Vilaça / http://jlrodrigues.blogspot.pt/

FORUM ABEL VARZIM ANALISA OBRA E PENSAMENTO DO PADRE ABEL VARZIM NO CINQUENTENÁRIO DA SUA MORTE

Neste ano, de 2014, passam 50 Anos sobre a morte do Padre Abel Varzim. Naturalmente, o Fórum Abel Varzim não poderia ignorar esta efeméride e irá promover ao longo do ano um conjunto de iniciativas, em parceria com a LOC/MTC – Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos, e o CSCRAV – Centro Social Cultural e Recreativo Abel Varzim, visando recordar a obra e o pensamento desta grande figura da Igreja e da Sociedade Portuguesa.

PROGRAMA DAS ACÇÕES COMEMORATIVAS:

Dia 16 de março

LISBOA - Igreja da Encarnação - Chiado - Lisboa

11:45 Horas – Lançamento da 3.ª edição do livro «Procissão dos Passos» de autoria do Padre Abel Varzim

12:30 Horas – Missa Solene, presidida pelo Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente

Dia 20 de maio

LISBOA - Auditório da Assembleia da República

18:00 Horas - Conferência sobre pensamento e acção política do Padre Abel Varzim, que foi Deputado à Assembleia

Nacional na II Legislatura de 1938/42, e sobre a vocação política do Cristão.
Intervenções de D. Manuel Clemente, Dr. Guilherme de Oliveira Martins e Prof. Dr. Diogo Freitas do Amaral.

Dia 28 de junho

BRAGA - local a designar

15:00 Horas – Conferência sobre o Pensamento e acção do Padre Abel Varzim no Mundo Laboral. Ensinamentos para a realidade atual.

Dia 23 de agosto

CRISTELO / Barcelos

Na terra natal de Abel Varzim, celebração da sua visão dos outros, concretizada no “Centro Social, Cultural e Recreativo Abel Varzim”

Dia 22 de outubro

LISBOA - Bairro Alto (Local a designar)

18:00 Horas – Conferência sobre Tráfico Humano com referência à ação do Padre Abel Varzim. Oradores a designar

Dia 16 de novembro

CRISTELO  / Barcelos

Conferência e Missa com a presença do D. Manuel Martins, Bispo de Emérito de Setúbal

TRABALHADORES DESCEM Á RUA EM BRAGA E VIANA DO CASTELO CONTRA A AUSTERIDADE E O EMPOBRECIMENTO

Milhares de trabalhadores saem hoje à rua em todos os distritos do país para protestar contra o agravamento da austeridade e o empobrecimento, reclamando a adoção de novas políticas económicas e sociais. No Minho, as concentrações estão marcadas para as 15 horas, a terem lugar na Praça da República, em Viana do Castelo e no Parque da Ponte, em Braga.

A iniciativa é promovida pela CGTP-IN e tem ainda como objetivo a defesa do emprego, do aumento dos salários, dos direitos sociais e da contratação coletiva, da melhoria das condições de trabalho, das Funções Sociais do Estado e dos serviços públicos. A demissão do Governo, a convocação de eleições antecipadas, o cumprimento da Constituição da República e a Defesa do Regime Democrático são outras das reivindicações na base do protesto.

A iniciativa é promovida pela CGTP-IN e tem ainda como objetivo a defesa do emprego, do aumento dos salários, dos direitos sociais e da contratação coletiva, da melhoria das condições de trabalho, das Funções Sociais do Estado e dos serviços públicos. A demissão do Governo, a convocação de eleições antecipadas, o cumprimento da Constituição da República e a Defesa do Regime Democrático são outras das reivindicações na base do protesto.

MUNICÍPIO DE VIZELA CRIA GABINETE DE ENCAMINHAMENTO DE VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Câmara Municipal de Vizela celebra Protocolo com Associação Humanitária de Mulheres Empreendedoras

A Câmara Municipal e a Associação Humanitária de Mulheres Empreendedoras (AHME) assinaram esta tarde um protocolo de parceria, que, de entre vários objetivos se destaca a criação de um Gabinete de Encaminhamento de Vítimas de Violência Doméstica (e potenciais vítimas) com o intuito de dar resposta a situações de violência doméstica existentes no concelho de Vizela.

Ass. AHME

O protocolo foi assinado pelo Presidente da Câmara Municipal, Dinis Costa, e pela Presidente da AHME, Ana Sofia Costa.

Este protocolo tem como objetivo a partilha mútua de conhecimento e desenvolvimento de atividades em prol da sociedade civil, sobretudo no âmbito do projeto “Equal Rights & Equal Duties”, aprovado pelo POPH e pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género enquanto organismo intermédio.

O Gabinete de Encaminhamento de Vítimas de Violência Doméstica irá funcionar uma vez por semana, à segunda-feira de manhã, das 9.00h às 13.00h, nos serviços de Ação Social da Autarquia, sitos no edifício do Turismo. Este Gabinete irá disponibilizar dois técnicos, um na área da psicologia e outro na área jurídica.

No âmbito da parceria com a AHME foi já realizado em Vizela um seminário subordinado ao tema “Igualdade de Género”, nos dias 4 e 5 de junho.

Foi também iniciada, no princípio de junho, uma campanha de informação/sensibilização pelo Concelho, através da divulgação de material (folhetos e cartazes distribuídos pelos MUPIs) com o tema “é um PAI presente?”, temática que aborda a questão da maternidade e da paternidade, evidenciando o papel do Pai enquanto educador e figura de referência para a criança.

De realçar que este é mais um serviço que a Autarquia de Vizela presta aos seus munícipes, aliado a outros entretanto criados como a consulta de Psicologia, o atendimento e acompanhamento psicossocial, o Cartão Sénior, a Loja Social, o Gabinete de Apoio ao Emigrante, o Centro de Informação Autárquica de Apoio ao Consumidor (CIAC), a Oficina Domiciliária, o Banco Local do Voluntariado e o programa Desporto é Vida … e não tem idade.

REDE SOCIAL DE BARCELOS COMEMORA DIA NACIONAL DO CIGANO

Iniciativa realiza-se no dia 1 de julho, às 10h00, na sede da Junta de Freguesia de Arcozelo

A Rede Social e o Município de Barcelos voltam a organizar no próximo dia 1 de julho as comemorações do Dia Nacional do Cigano, uma iniciativa no âmbito do Projeto Mediador Municipal.

O programa decorre entre as 9h30 e as 13h00 no auditório da Junta de Freguesia de Arcozelo e terá como ponto principal o debate intitulado “Cultura Cigana – Diferentes Olhares”, que terá início às 11h00. Este debate integra diversos especialistas e individualidades ligadas à temática da cultura cigana, bem como representantes de várias entidades – Gabinete de Apoio às Comunidades Ciganas e Rede Europeia Anti-Pobreza.

A sessão de abertura está prevista para as 10h30 e contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, do Diretor da Segurança Social do Distrito de Braga, Rui Barreira, e da Coordenadora do Gabinete de Apoio às Comunidades Ciganas (ACIDI), Maria Helena Torres.

Antes da sessão de abertura será feita uma visita à exposição “Comunidade Cigana”.

DIA 1 DE JUNHO: ENQUANTO HÁ LUTA HÁ ESPERANÇA!

Braga, Barcelos e Guimarães participam nos protestos.

Os cidadãos de mais de setenta cidades de dez países europeus descem à rua no próximo dia 1 de junho para protestar contra as medidas de austeridade impostas pela União Europeia para salvar o sistema financeiro. Em Portugal, dezassete cidades já confirmaram a sua participação neste protesto internacional, considerado único e, quiçá, prenunciador de uma “primavera europeia”.

indignados+em+Braga

No Minho, encontram-se já marcadas concentrações para Braga, a ter lugar na avenida Central, pelas 15 horas, em Barcelos, no Largo da Porta Nova, às 15h30, e em Guimarães, no Largo do Toural, às 16 horas. Entretanto, aguarda-se a confirmação de Viana do Castelo que, à semelhança de iniciativas anteriores, deverá promover a concentração na Praça da República.

Espanha, Grécia, Itália, Inglaterra, Irlanda, Alemanha, França, Áustria e Holanda são alguns dos países europeus que se juntam ao protesto que pretende alertar para “o retrocesso civilizacional imposto pela troika.”. Em Lisboa, que constituirá o centro dos protestos, o percurso começa às 16 horas em Entrecampos, passa pela delegação do FMI, na Avenida da República, e termina na Alameda.

De acordo com a organização da iniciativa, “A Europa está sob um violento ataque do capital financeiro que se faz representar pela troika (FMI, BCE, CE) e pelos sucessivos governos que aplicam as políticas concertadas com estas entidades desprezando as pessoas. Sabemos que esta ofensiva aposta em vergar os povos, tornando-os escravos da dívida e da austeridade. Atravessa a Europa e também deve ser derrotada pela luta internacional.” E acrescenta: “Cada um de nós, em cada país, em cada cidade, em cada casa, com as suas especificidades, sente na pele as medidas que aniquilam direitos conquistados ao longo de décadas, medidas que agravam o desemprego, que privatizam tudo o que possa ser rentável e condicionam a soberania dos países sob a propaganda da “ajuda externa”. É urgente que unamos as nossas forças para melhor combatermos este ataque.”. Por conseguinte, “Os povos da Europa têm vindo a demonstrar em vários momentos que não estão disponíveis para mais sacrifícios em nome de um futuro que nunca chegará. É chegada a hora de uma grande demonstração da capacidade colectiva destes povos de se coordenarem na luta e na recusa destas políticas.”

UNIÃO EUROPEIA ESTÁ A LEVAR O MINHO À MISÉRIA!

Carlos Gomes

In Jornal “NOVO PANORAMA”, nº 89, de 7 de março de 2013

A questão da viabilidade dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e das implicações sociais que daí resultam, num país que possui uma das mais extensas zonas económicas exclusivas do mundo e espera vir a alargar a sua jurisdição numa área da Plataforma Continental que pode ir até às 350 milhas, leva-nos a fazer um balanço crítico das consequências para a nossa região das políticas económicas que têm vindo a ser seguidas principalmente desde á adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia (CEE), já lá vão quase trinta anos.

Pese embora as melhores intenções dos políticos e burocratas de Bruxelas que nos prometem uma Europa solidária e de abundância onde todos os cidadãos usufruem dos mesmos direitos – utopias semelhantes verificadas num passado não muito distante levaram a Humanidade às maiores tragédias! – a reforma da Política Agrícola Comum (PAC), o processo de desindustrialização e outras políticas que têm vindo a ser implementadas apenas têm resultado no aumento do desemprego e no empobrecimento da nossa região.

A imposição de cotas de produção de leite levou ao encerramento de centenas ou talvez milhares de postos de recolha até então existentes em cada freguesia e ao encerramento e deslocalização das empresas de laticínios que laboravam no Distrito de Viana do Castelo, representando uma clara diminuição de postos de trabalho e do rendimento dos próprios agricultores. Mau grado o financiamento para a reconversão da atividade produtiva nos mais variados setores, a região não registou qualquer desenvolvimento significativo para além da construção de mais autoestradas e a instalação de grandes superfícies comerciais. Jorraram subsídios a fundo perdido para tudo e mais alguma coisa mas nenhum resultado positivo é visível dessa política perdulária.

À semelhança do que se verificou um pouco por todo o país com o desmantelamento de importantes unidades industriais de grande valor estratégico como foi o caso da marinha mercante, do setor das pescas, da Sorefame e da Siderurgia Nacional, também os Estaleiros Navais de Viana do Castelo parecem estar condenados à destruição total, pese embora o interesse neles demonstrado por grupos económicos estrangeiros como a Rússia e o Brasil.

Com algum esforço e muita imaginação, algumas localidades como Ponte de Lima procuram aproveitar ao máximo as suas caraterísticas e potencialidades como sendo a paisagem, o património edificado e a gastronomia para, dinamizando sucessivos eventos de natureza cultural, atraírem o maior número de visitantes e, desse modo, tentarem minimizar os efeitos da crise económica e o desemprego. Mas, apesar dos méritos de tais iniciativas, convém lembrar que um país e uma região não podem estar dependentes do arroz de sarrabulho ou do bacalhau de cebolada por mais saborosos que sejam e apreciados pelos visitantes: o desenvolvimento da região e a criação de bem-estar das suas populações terá necessariamente de assentar numa estratégia que contemple importantes setores produtivos nos domínios da agricultura, pescas e indústrias transformadoras e não apenas no comércio e serviços.

Por mais que isso desagrade àqueles que, na União Europeia pretendem aumentar os seus negócios à custa do esmagamento da economia dos países mais fracos, os minhotos não podem deixar de produzir para que as multinacionais possam negociar sem concorrência, sendo obrigados a abandonar as suas terras e emigrar como despudoradamente aconselham os nossos governantes. A terra que foi berço da nossa nacionalidade – o Minho foi a nossa primeira Pátria! – jamais poderá vergar-se a um destino tão ignominioso como o de abdicar à sua liberdade descurando os seus próprios meios de subsistência!

Primeira55-2

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