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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIANA DO CASTELO: CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS PROMOVE CONFERÊNCIA SOBRE REGIÃO MINEIRA DA SERRA D’ARGA

Amanhã, dia 22 de fevereiro, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, às 17.15 horas, tem lugar a conferência “Minas e recursos minerais – património e promessa – o exemplo da Região Mineira da Serra d’Arga”, pela geóloga Raquel Alves. A comunicação integra o programa do XIII Ciclo de Estudos organizado pelo Centro de Estudos Regionais, sob o tema “Terra”.

A conferencista convidada, Raquel Alves, é Pós-Doutorada em Geoquímica Ambiental, doutorada e mestre em Ordenamento e Valorização de Recursos Geológicos. O seu principal campo de estudo e análise é a Serra d’Arga. Tem, atualmente, funções em Investigação, Desenvolvimento e Inovação na empresa Mercado da Pedra, do grupo António Longarito, sendo responsável por parcerias com entidades técnicas e científicas. É colaboradora do Centro de Investigação Lab2PT, da Universidade do Minho, onde vem orientando alunos de mestrado e de doutoramento. Integra a Comissão Técnica Portuguesa das Rochas Ornamentais e é especialista no Comité Europeu de Normalização para Especificações de Produto de Pedra Natural. Publicou artigos científicos e capítulos de livros e coordenou ações de divulgação das geociências e dos recursos minerais.

O acesso à sessão é livre.

A direção do Centro de Estudos Regionais

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CAMINHA: DIA MUNDIAL DA MÚSICA COMEMORADO COM PEQUENOS CONCERTOS EM SIMULTÂNEO EM TODAS AS FREGUESIAS E UNIÕES DE FREGUESIAS DO CONCELHO

O Dia Mundial da Música que hoje se assinala, foi comemorado no concelho de Caminha, em todas as freguesias e uniões de freguesias em simultâneo. Pequenos concertos, com músicos do nosso Território, protagonizaram eventos musicais, entre as 11h00 e as 12h00, em espaços diversos, quer de interior, quer ao ar livre.

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Este ano, o Município de Caminha decidiu celebrar o Dia Mundial da Música com a iniciativa “Um pequeno concerto pela música nas freguesias do concelho de Caminha”. O desafio foi lançado aos músicos, a diversas instituições e às Juntas de Freguesia. Repto aceite, foi tempo de conciliar disponibilidades, escolher locais e organizar cada evento. A atividade contou imediatamente com o apoio das Freguesias e Associações do Concelho.

“O concelho de Caminha vibrou pela música. Os músicos, tocadores cantadores e cantadeiras, abrilhantaram o nosso concelho com aquilo que une todos os povos: a música! A chieira das concertinas, o timbre do reco-reco, a harmonização dos violinos, violoncelos e instrumentos de sopro, o gemido da guitarra, as vozes de um concelho criaram o colorido musical, homenageando o Dia Mundial da Música”, referiu o Presidente da Câmara, Rui Lages.

Em Caminha (União de Freguesias de Caminha e Vilarelho) o pequeno concerto decorreu junto ao Chafariz do Terreiro, na Praça Conselheiro Silva Torres; em Lanhelas, na Igreja Paroquial;  em Seixas, na Igreja Paroquial; em Moledo (União de Freguesias de Moledo e Cristelo),  na Igreja Paroquial; em Vila Praia de Âncora, na Sede do Etnográfico de Vila Praia de Âncora; em Âncora, na sede da Sociedade de Instrução e Recreio Ancorenese; em Vile, na Igreja Paroquial; em Riba de Âncora, no Largo da Capela de São Miguel; em Gondar (União de Freguesias de Gondar e Orbacém), na Igreja Paroquial; em Arga de Cima (União de Freguesias de Arga), na sede da Junta de Freguesia: em Venade (União de Freguesias de Venade e Azevedo), no Largo da Igreja Paroquial; em Argela, no edifício da Junta de Freguesia; em Vilar de Mouros, no espaço frente à Junta de Freguesia e, em Dem, na Igreja Paroquial.

Participaram na iniciativa “Um pequeno concerto pela música nas freguesias do concelho de Caminha” a Academia de Música Fernandes Fão; Sociedade Musical Banda Lanhelense; Academia de Dança e Música Tradicional de Caminha e Vilarelho; Etnográfico de Vila Praia de Âncora; Sir’Art; Rancho Folclórico das Lavradeiras de Gondar; Grupo Coral da Igreja; Rusgas e Cantares da Serra d’Arga.

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CAMINHA: ROMARIA DE SÃO JOÃO D’ARGA ESTÁ DE VOLTA NOS PRÓXIMOS DIAS 28 E 29 DE AGOSTO – A MAIS GENUÍNA ROMARIA DE PORTUGAL REALIZA-SE EM ARGA DE SÃO JOÃO

A Romaria de S. João d’Arga, uma das mais conhecidas e visitadas do concelho de Caminha. Todos os anos, após ano, após a subida ao monte, os peregrinos e visitantes dos nossos dias mantêm a tradição de dar três voltas à capela, seguindo-se da entregue de duas esmolas: uma ao santo…e outra ao diabo.

A noite de 28 para 29 é uma grande festa. A animação e a boa disposição são uma constante. Os romeiros oriundos dos concelhos vizinhos, pernoitam na zona envolvente ao Mosteiro para assistirem aos cantares ao desafio, dançarem ao som das concertinas, bem como provarem as especialidades locais: a aguardente com mel, a broa, o chouriço, o cabrito e o vinho verde, petiscos considerados já uma tradição.

Entre os romeiros existem muitos devotos, que se deslocam à serra somente para pagarem promessas e assistirem às cerimónias religiosas. É, sem dúvida, a romaria mais genuína do concelho de Caminha, que merece ser visitada!

A Romaria de S. João d’Arga, no concelho de Caminha, é provavelmente a mais genuína de todas as romarias do Minho e, quiçá, de Portugal inteiro. Quem nunca subiu a penedia daquele maciço montanhoso jamais esteve tão próximo de Deus e respirou tamanha beleza da criação divina. O Santuário de S. João d’Arga está para os cristãos – e em particular para os minhotos! – como Meca está para os muçulmanos.

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A mais de oitocentos metros de altitude, em pleno santuário da natureza, situa-se a capelinha do S. João d’Arga, rodeada de quarteis onde se alojam os peregrinos. E, em redor, num sublime hino ao Criador, a vida selvagem revela-se em todo o seu esplendor. Os garranos apascentam livremente nos planaltos agrestes da serrania e a vegetação respira o ar livre das impurezas da civilização humana.

A quebrar a tranquilidade e pacatez das gentes serranas, o S. João d’Arga chama os peregrinos que, de terras distantes, ali acorrem em devoção ou por simples atração pela folia. E, com eles, misturados nos ranchos de romeiros, lá vêm os tocadores de concertina que, durante a noite inteira, vão animar a festa com os seus cantares brejeiros a lembrar as cantigas medievais de escárnio e maldizer.

Aqueles que por fé sincera ali vão no cumprimento de uma promessa dão três voltas em redor da capela, findas as quais se dirigem ao seu interior para depositar uma esmola ao santo… e outra ao diabo! Assim convém para que este, ao longo do ano, não faça tantas diabruras…

Em regra, as promessas a S. João d’Arga têm a ver com pedidos de cura de verrugas, quistos, doenças de pele e infertilidade ou ainda ajuda para arranjarem casamento. De resto, como veremos, a devoção a S. João d’Arga revela cultos ancestrais ligados a ritos de fertilidade.

Pelo caminho, os romeiros passam junto ao “penedo do casamento” onde têm o costume de lançar uma pedra para que esta ali fique, no cimo dele, dependendo das tentativas feitas para o conseguir com êxito o tempo de espera para a concretização do desejo.

Não estão fáceis os tempos que correm. Apesar disso, o penedo “arranja testo para qualquer panela”. E, imbuídos de fé, os solteiros não desistem:

Ó meu Senhor S. João

Casai-me que bem podeis

Já tenho teias de aranha

Naquilo que bem sabeis

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ROMARIA DE SÃO JOÃO D’ARGA FOI EM 2000 DISTINGUIDA PELO CONCURSO DA RTP COMO UMA DAS “7 MARAVILHAS DA CULTURA POPULAR”

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A ROMARIA DE SÃO JOÃO D’ARGA NA DÉCADA DE 70 DO SÉCULO PASSADO

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Caminha, S. João d’Arga. As danças no adro da capela.

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Caminha. S. João d’Arga. A capela em dia de romaria, isolada no coração da serra de Arga.

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Caminha, S. João d’Arga. Os devotos beijam a cruz que tocou os pés da imagem de S. João.

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Caminha. S. João d’Arga. A procissão.

CAMINHA: ARTE NA LEIRA CELEBRA “BODAS DE PRATA” COM EDIÇÃO MUITO ESPECIAL

Casa do Marco abre portas a 15 de julho e fica até 20 de agosto

As portas da Casa do Marco, em Arga de Baixo, abrem-se já no próximo dia 15 para mais uma edição da Arte na Leira, uma edição muito especial, porque celebra 25 anos de um evento ininterrupto, que venceu todos os desafios e surge, ano após ano, mais robusto e qualitativamente melhor e mais atrativo. Com a generosidade que é reconhecida ao seu promotor, o artista plástico Mário Rocha, este ano a presença das novas gerações será reforçada e as gentes da Serra d’Arga serão também uma inspiração para alguns dos trabalhos que vai apresentar.

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Falando dos novos talentos, para participar nas “Bodas de Prata”, Mário Rocha convidou quatro crianças, que vêm do Porto, Felgueiras, Matosinhos e Viana do Castelo. Contará também com trabalhos de estudantes do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, porque, como já o dissemos, a Arte na Leira não tem preconceitos e há vários anos que abre as portas às futuras gerações de artistas, nomeadamente desta instituição de ensino.

Este ano, o artista convidou mais uma jovem, que estuda no Agrupamento de Escolas de Caminha e que tem a Arte como objetivo para o seu futuro. A jovem visitou a Casa do Marco em maio, integrada num grupo de alunos do Istituto Tecnico Statale Grazia Deledda, da cidade italiana de Lecce, que estiveram no nosso concelho no âmbito do programa Erasmus+. O interesse da jovem, ao visitar o atelier do pintor evidenciou-se de imediato e o convite do promotor surgiu, com toda a espontaneidade.

É assim a Arte na Leira, um evento que acolhe nomes consagrados das artes, nacionais e internacionais, mas onde os novos talentos são também bem-vindos. São muitos os elementos diferenciadores da mostra: seja esta sã convivência intergeracional, seja o fato da “galeria” se situar num local improvável, seja até a informalidade que o promotor imprime. Tudo isto, claro, sem perder de vista o nível da própria exposição, atraem à Casa do Marco centenas de pessoas, todos os anos.

Entre pintura, escultura, fotografia e cerâmica, a Arte na Leira contará com trabalhos de artistas nacionais e estrangeiros. Entre as obras de Mário Rocha, algumas deverão destacar as gentes da Serra d’Arga e recordar o homem que, há pouco mais de um quarto de século, vendeu a Casa do Marco ao artista. Era então praticamente uma ruína, onde cresciam árvores no interior e vegetação de todo o tipo. O senhor Evaristo Pereira, homem da serra, falecido este ano, negociou a ruína com Mário Rocha, que a reabilitou e onde, entre a casa e a leira, realizou a primeira Arte na Leira. Hoje, a Casa do Marco é mesmo a sua residência permanente.     

Para o Presidente da Câmara Municipal de Caminha, Rui Lages, a Arte na Leira é “notável”: “os 25 anos da nossa Arte na Leira traduzem a extrema coragem de um homem, um artista que viu numa quase ruína perdida nos confins da Serra, a galeria de arte ideal para expor, veja-se lá, arte moderna”.  

“Mário Rocha é um visionário, um sonhador. Os olhos do artista viram mais, viram mais além. Vinte e cinco anos depois de uma aventura, em que provavelmente poucos acreditaram, a 25ª edição da Arte na Leira está aí, pronta para nos voltar a surpreender, pronta para voltar a receber, com aquele sorrido acolhedor, franco e sincero; as muitas centenas de pessoas que virão com certeza visitar Arga de Baixo. A Arte na Leira não resistiu apenas ao passar dos anos, firme, ininterrupta. Não se ‘assustou’ com uma pandemia avassaladora que fechou cidades, por todo o mundo, colocou a vida em suspenso – mas a Arte na Leira não. A Arte na Leira cresceu e é melhor, mais extraordinária, a cada edição”, sublinha Rui Lages.

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VIANA DO CASTELO: PERCURSOS EQUESTRES LIGAM O RIO LIMA À SERRA D’ARGA

Inauguração de dois novos percursos equestres faz rede regional atingir os 100km: Viana do Castelo – Ponte de Lima - Caminha

No próximo domingo, 25 de junho, serão inaugurados dois novos percursos equestres entre o Rio Lima e a Serra de Arga, unindo os concelhos de Viana do Castelo, Ponte de Lima e Caminha. Os novos itinerários que se inauguram dão forma a uma rede intermunicipal de percursos equestres, articulando-se com os percursos já existentes ao longo da Ribeira Lima, desde a área urbana de Viana do Castelo até Lanheses, e ao longo da faixa litoral deste Município.

A Vereadora do Ambiente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Fabíola Oliveira, considera que esta rede “fortifica a espinha dorsal do território para a oferta de percursos a cavalo, permitindo aos operadores turísticos diversificarem os seus programas e estimulando a instalação de novos operadores”.

Se é cavaleiro e aprecia passeios a cavalo, pode participar na inauguração destes dois novos percursos equestres. Assim, da parte da manhã decorrerá a inauguração do Percurso Equestre do Rio Lima à Serra de Arga, sendo o ponto de encontro o Parque Verde de Lanheses, pelas 9h30. A receção aos cavaleiros terá lugar na Quinta de Pentieiros (S. Pedro d'Arcos, Ponte de Lima), pelas 12h30.

De tarde, decorrerá a inauguração do Percurso Equestre da Serra de Arga. O ponto de início será na aldeia da Montaria (Viana do Castelo), no Largo do Souto, pelas 15h00. A receção aos cavaleiros, em Dem (Caminha), decorrerá pelas 18h00.

O Percurso Equestre da Serra de Arga, com cerca de 37 km, abraça o maciço central da Serra de Arga, usando ancestrais caminhos rurais e de pastoreio. Desenvolve-se entre os 300 e os 500 metros de altitude, unindo as principais aldeias serranas: Montaria, Cerquido, Dem, Arga de São João, Arga de Baixo e Arga de Cima. Acima dos 500 metros, a imponência das formas graníticas modela a feição mais agreste da serra. Em contraste, a paisagem que envolve os núcleos rurais é marcada pelo rendilhado de ribeiros e campos de cultivo, muitas vezes em socalcos, divididos e suportados por muros de pedra. Nas aldeias, sobressai a força da arquitetura vernacular, persistindo diversas casas cuja traça respeita as caraterísticas da arquitetura tradicional do Alto Minho. Destacam-se também os numerosos moinhos de água de rodízio horizontal, as levadas de água, as pontes, pontões, fontes e lavadouros.

O Percurso Equestre do Rio Lima à Serra de Arga, com cerca de 20 km, desenvolve-se na continuidade do Percurso Pedestre e Equestre da Ribeira Lima (PR25), com início no limite urbano da cidade de Viana do Castelo.

Este itinerário oferece-lhe uma experiência de imersão na natureza, contemplação da paisagem, aventura, exploração e descoberta da evolução deste território ao longo dos tempos. Partindo da serenidade das margens do Rio Lima, na freguesia de Lanheses, o percurso sobe à aldeia do Cerquido, na vertente sul da Serra de Arga.

A primeira parte deste itinerário, de feição plana e dificuldade reduzida, desenvolve-se entre o Parque Verde de Lanheses e a Zona de Lazer de Bertiandos, prosseguindo ao longo da planície aluvial da margem direita do rio Lima, através de um importante corredor ecológico. O percurso continua através da Área de Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e São Pedro de Arcos. Na segunda parte deste trajeto tem início a subida do flanco ocidental do Monte da Formiga, no cume do qual, com cerca de 400 metros de altitude, terá existido o Castelo de Formiga, também conhecido como Castro de Formigoso. Uma vez superado o topo desta colina íngreme, o percurso segue em direção ao Cerquido.

A consolidação de um destino equestre internacional, meta para a qual contribui a constituição desta rede de percursos intermunicipal, é o grande desígnio do projeto Vilas e Aldeias Equestres entre Arga e Lima, cofinanciado pelo programa Valorizar, do Turismo de Portugal, com uma dotação global de cerca de 135 mil euros.

Estes percursos, de índole ambiental, patrimonial e paisagístico, fomentam sinergias entre o turismo equestre e outros produtos turísticos centrais à escala regional, especialmente com o turismo rural, o turismo de natureza e o touring cultural e paisagístico. Constituem ainda uma aposta estratégica para a promoção da valorização turística do garrano enquanto espécie autóctone e do seu habitat natural.

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