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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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AECT RIO MINHO ARTICULA POSIÇÃO COMUM TRANSFRONTEIRIÇA CONTRA MINERAÇÃO DE LÍTIO

O Movimento SOS Serra d’Arga reuniu, esta terça-feira, em Vila Nova de Cerveira, com a direção do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial do Rio Minho (AECT) Rio Minho para solicitar o seu apoio na sensibilização de autarcas e de movimentos associativos galegos em prol de uma defesa consensualizada do território comum da Serra d’Arga, no âmbito do processo de mineração de lítio.

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Enquadrado no conjunto de reuniões solicitadas pelo Movimento SOS Serra d`Arga aos municípios do Alto Minho que integram o perímetro da Serra d’Arga, este encontro de âmbito transfronteiriço procurou valorizar a importância da bacia do rio Minho. O movimento cívico já tem vindo a promover, desde agosto, contactos diretos com várias associações galegas, no sentido de delinear ações de sensibilização e de apelo popular para o envolvimento nesta causa.

O diretor do AECT Rio Minho e presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira sublinhou que “não existem fronteiras na proteção do ambiente em defesa de um património comum que é o rio Minho”. Fernando Nogueira realçou ainda que “os problemas ambientais que afetam o rio Minho são comuns no Alto Minho português e no Baixo Minho galego e que em cima da mesa está uma causa justa, porque a defesa da Serra d’Arga em conjunto com os galegos é a defesa do património comum do Vale do Minho”.

Para o vice-diretor do AECT Rio Minho, a entidade vai articular um posicionamento transfronteiriço conjunto, “já que os recursos da região, ainda que estando em território administrativo português, são comuns ao Baixo Minho galego”. “Estaremos vigilantes aos possíveis impactos no rio, no território, nos recursos naturais da região e na qualidade da água. Antes, o Minho era um lugar que parecia que não era de ninguém, nem o defendiam de um lado nem do outro, mas agora existe o AECT e vamos defendê-lo conjuntamente com os concelhos galegos e as câmaras portuguesas”, sublinhou.

A representante do Movimento SOS Serra d’Arga, Ludovina Sousa, reafirmou que “tendo o rio Minho como elemento de união, este encontro teve como propósito sensibilizar a entidade transfronteiriça para os possíveis e nefastos impactos sobre as águas internacionais do rio Minho, caso o projeto de mineração do Governo Português se venha a concretizar nesta região do Alto Minho”.

No final do encontro, o AECT Rio Minho comprometeu-se a uma tomada de posição consensual com as já conhecidas de todos os autarcas de ambas as margens do rio Minho e as associações de defesa do ambiente relativamente ao dossier em questão, consubstanciado em iniciativas conjuntas com a participação da sociedade civil representada pelo movimento cívico.

Em curso está a criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d'Arga já aprovada pelos quatro municípios (Vila Nova de Cerveira, Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima), sendo o próximo passo a constituição de uma associação de municípios com fins específicos que garanta a respetiva gestão. Este projeto contribuirá para a conservação da natureza e da biodiversidade em presença na serra e, por conseguinte, no Noroeste Peninsular, perspetivando-se que sejam fomentadas condições que permitam o desenvolvimento socioecónomico sustentável da área, com benefícios para as comunidades locais e para a exploração do território do ponto de vista turístico, de educação e sensibilização ambiental.

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MOVIMENTO SOS SERRA D’ARGA REUNIU COM O SECRETÁRIO DE ESTADO E DA ENERGIA, JOÃO GALAMBA

O Movimento SOS Serra d'Arga reuniu hoje via videoconferência com o Secretário de Estado Adjunto e da Energia e alguns elementos do seu gabinete, a fim de clarificar a situação actual deste território perante a intenção de lançamento de concurso público internacional para atribuição de direitos de prospecção e pesquisa de lítio e outros minerais que, de acordo com as recentes notícias difundidas pelo ministério do Ambiente e transição energética, ocorrerá no terceiro trimestre de 2021.

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Questionado inicialmente sobre quando é que a Serra de Arga seria excluída do concurso público, João Galamba respondeu que " apenas está excluída a parcela integrada na rede Natura 2000; a restante área faz parte das zonas consideradas pelo governo como de alto potencial de lítio".

Questionado sobre se a classificação da Serra de Arga como Área de Paisagem Protegida de Interesse Regional seria motivo bastante para exclusão do referido concurso, afirmou que qualquer exclusão está " dependente do resultado da Avaliação Ambiental Estratégica", pelo que podemos concluir que a Serra d'Arga continua seriamente ameaçada.

Questionado sobre por que razão não foi realizado o roteiro de apresentação da nova lei das minas aos municípios implicados, conforme anunciado, afirmou que tal era " falso; só não reunimos com os municípios de Viana do Castelo". Concluimos portanto que os municípios de Viana do Castelo que integram a área da Serra d'Arga ameaçada pelo projecto de mineração (Caminha, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura) foram os únicos, a nível nacional, que não tiveram direito à referida reunião de apresentação, marcada para Fevereiro de 2020 e cancelada in extremis após a notícia da manifestação que juntou mais de 500 pessoas nas ruas de Viana do Castelo.

Questionado sobre se tinha conhecimento da posição das autarquias alto-minhotas, que é contrária ao projecto de mineração, respondeu que " os autarcas também estão contra a linha de muito alta tensão e não é por isso que nós vamos seguir as suas opiniões; não podemos sobrepôr os interesses de um conjunto da população ao interesse nacional, é inaceitável dar poder de veto à população".

Questionado sobre o teor do decreto-lei agora aprovado em Conselho de Ministros, nomeadamente se poderíamos ter acesso para consulta, foi-nos respondido que o decreto-lei só será tornado público após a pronúncia do Presidente da República (que pode vetar ou promulgar). No entanto, questionámos se a nova redacção acomodou as pronúncias dos municípios via Associação Nacional de Municípios (cujo parecer foi desfavorável), ao que respondeu que " foram aceites todas as sugestões positivas", referindo de seguida que não foi tida em conta a intenção das autarquias de que os seus pareceres fossem vinculativos neste processo, alegando que " dar direito de veto aos municípios seria inconstitucional".

Relativamente à elaboração da Avaliação Ambiental Estratégica (que, de acordo com a nova lei, será realizada previamente ao lançamento do concurso), foi questionado sobre que entidades iriam assumir a elaboração deste estudo, ao que respondeu " provavelmente uma universidade, mas ainda não está definido". O governo pretende lançar o concurso no terceiro trimestre de 2021, portanto assumimos que este estudo será realizado num espaço de tempo consideravelmente estreito para o tipo de avaliação em causa.

Solicitou-se também esclarecimento relativamente às áreas que serão sujeitas a concurso, uma vez que inicialmente eram doze, depois foi noticiado que seriam nove, e em comunicado do conselho de ministros na semana passada foram avançadas onze. Foi-nos respondido que seriam oito áreas, tendo sido excluída a zona Alvão-norte.

Questionado finalmente sobre se, aquando da consulta pública no âmbito da Avaliação Ambiental Estratégica (ainda não iniciada), seriam consultadas entidades e organismos transfronteiriços - uma vez que o rio Minho é um rio internacional e poderá ser ameaçado pelo projecto de fomento mineiro - respondeu que " serão feitas as consultas previstas na lei".

De modo algum satisfeito com o posicionamento do Governo perante este processo que, claramente, será lesivo dos interesses regionais e do território alto-minhoto por muitas gerações, o Movimento SOS Serra d'Arga concluiu a reunião alertando o Secretário de Estado Adjunto e da Energia de que não irá aceitar a destruição da Serra d'Arga e desenvolverá todas as diligências necessárias para o impedir.

CERVEIRA DEFENDE CRIAÇÃO DA ÁREA DE PAISAGEM PROTEGIDA REGIONAL DA SERRA D'ARGA

Aprovada proposta para criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga

Reunido esta sexta-feira, o executivo municipal aprovou, por unanimidade, autorizar o Município de Vila Nova de Cerveira a apresentar a proposta de criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d'Arga, conjuntamente com os concelhos de Caminha, Ponte de Lima e Viana do Castelo. Constituição de uma associação de municípios com fins específicos que garanta a respetiva gestão é o próximo passo.

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O documento base da proposta refere que "a Serra d'Arga constitui uma área emblemática, pela vastidão das paisagens agrestes do seu topo e também pela singularidade dos seus valores naturais", destacando a existência de “um património cultural singular pela sua situação geográfica, mas também pela forma como as atividades humanas foram desenvolvidas, de modo, ao longo do tempo, garantir a sustentabilidade das populações".

Após aprovação pelos quatro municípios envolvidos, o objetivo é iniciar o processo de constituição de uma associação de municípios com fins específicos que garanta a gestão da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga. Enquanto esse passo não for concretizado, cabe à Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho apoiar o processo ao nível jurídico.

A criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga contribuirá para a conservação da natureza e da biodiversidade em presença na serra e, por conseguinte, no Noroeste Peninsular, perspetivando-se que sejam fomentadas condições que permitam o desenvolvimento socioecónomico sustentável da área, com benefícios para as comunidades locais e para a exploração do território do ponto de vista turístico, de educação e sensibilização ambiental.

A Serra d'Arga abrange uma área de 10 mil hectares nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 hectares se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária. É detentora de 10 tipos de habitat de importância comunitária, de uma extraordinária riqueza florística, com 546 espécies de plantas vasculares, incluindo 32 espécies raras ou ameaçadas de extinção, a presença confirmada de mais de 180 espécies de vertebrados selvagens, entre as quais espécies raras e emblemáticas como o lobo, a salamandra-lusitânica e o bufo-real.

PARTIDO "OS VERDES" JUNTOU-SE AO PROTESTO CONTRA A MINERAÇÃO DA SERRA D'ARGA

Os Verdes Solidários com a população portuguesa e galega juntaram-se ao protesto contra a exploração de lítio

Na manhã de hoje, o Partido Ecologista Os Verdes, solidário com a luta em defesa da Serra d’Arga e contra a possível exploração de lítio neste local, nesta que é uma luta comum, e marcou presença na iniciativa promovida por movimentos e associações ambientais.

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Esta ação simbólica, e muito participada, reuniu movimentos, população e associações portuguesas e galegas que marcharam em direção à Ponte da Amizade sobre o rio Minho, manifestando a sua união e dizendo " Não à exploração de lítio na Serra d'Arga" onde estão em causa impactos danosos sobre rios e seus ecossistemas (Lima, Minho, Âncora, Coura), sobre a biodiversidade, incluindo diversas espécies protegidas, sobre a saúde e qualidade de vida das populações e sobre a economia local.

Estiveram presentes na iniciativa o Conselheiro Nacional Filipe Gomes e outros ativistas do PEV.

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MINHOTOS E GALEGOS PROTESTAM CONTRA A MINERAÇÃO DA SERRA D'ARGA

Está neste momento a decorrer na Ponte Internacional da Amizade, em Vila Nova de Cerveira, um acto simbólico de união das populações e autarquias das margens do Rio Minho.

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A acção consiste no desfraldamento de faixas em sinal de protesto contra o projecto de mineração que o Estado Português pretende implementar na Serra d'Arga e que, a avançar, poderá colocar em risco o desenvolvimento sustentável e o futuro de toda esta região.

A iniciativa decorre exactamente sobre o Minho, "o rio que nos une", e é co-organizada pelo Movimento SOS Serra d'Arga, pela ANABAM (Asociación Naturalista do Baixo Miño), pelo Centro Social Fuscalho e pela A Jalleira (Asociación Forestal e de Educación Ambiental), com o apoio das autarquias de Vila Nova de Cerveira e Tomiño, que se farão representar para uma saudação oficial entre as autarquias vizinhas, e assim manifestar o seu apoio a esta causa.

Fotos: Liliana Silva

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MINHOTOS E GALEGOS JUNTAM-SE EM CERVEIRA NA PONTE DA AMIZADE PARA PROTESTAR CONTRA A MINERAÇÃO DA SERRA D'ARGA

Juntem-se a nós nesta acção simbólica na Ponte da Amizade! Xuntémonos este sábado na Ponte da Amizade!

No próximo sábado dia 19 de Setembro às 10:00 (11:00 galegas) vamos realizar, na Ponte Internacional da Amizade em Vila Nova de Cerveira, um acto simbólico de união das populações e autarquias das margens do Rio Minho. A acção consistirá no desfraldamento de faixas em sinal de protesto contra o projecto de mineração que o Estado Português pretende implementar na Serra d'Arga e que, a avançar, poderá colocar em risco o desenvolvimento sustentável e o futuro de toda esta região. A iniciativa do próximo sábado irá decorrer exactamente sobre o Minho, "o rio que nos une", e é co-organizada pelo Movimento SOS Serra d'Arga, pela ANABAM (Asociación Naturalista do Baixo Miño), pelo Centro Social Fuscalho e pela A Jalleira (Asociación Forestal e de Educación Ambiental), com o apoio das autarquias de Vila Nova de Cerveira e Tomiño, que se farão representar para uma saudação oficial entre as autarquias vizinhas, e assim manifestar o seu apoio a esta causa.

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GAL. O vindeiro sábado 19 de setembro ás 11h (10h portuguesas), realizaremos na Ponte Internacional da Amizade que une Vila Nova de Cerveira con Tomiño un acto simbólico de unión entre as poboacións e os concellos unidos por esta ponte. A acción consistirá en despregar unhas pancartas en sinal de protesta contra o proxecto mineiro que o Estado Portugués pretende implementar na Serra da Arga e que, de producirse, podería por en risco o desenvolvemento sostible e o futuro de toda esta rexión. A iniciativa do sábado decorrerá sobre o río Miño, “o río que nos une”, e é co-organizada polo Movimento SOS Serra da Arga, por ANABAM (Asociación Naturalista do Baixo Miño), polo Centro Social Fuscalho e por A Jalleira (Asociación Forestal e de Educación Ambiental), co apoio de representantes dos concellos de Vila Nova de Cerveira e Tomiño, onde mostrarán o seu apoio a esta causa.

Programa: Encontro na rotunda do Forte às 9:30 para ir a caminhar até à meio da ponte, lugar onde se realizará o acto simbólico. Pede-se que se acautelem as distâncias de segurança entre os grupos, de forma a evitar aglomerações. Organigrama: Quedada no aparcadoiro que hai na rotonda de Goián ás 10:30h para ir camiñando ata a metade da ponte, lugar no que se realizará o acto simbólico. Prégase manter as distancias de seguridade entre os grupos, evitando calquera tipo de aglomeración.

Movimento SOS Serra d’Arga

ROMARIA DE SÃO JOÃO D’ARGA (CAMINHA) E ROMARIA DE S. BARTOLOMEU (PONTE DA BARCA) ELEITAS ENTRE AS 7 MARAVILHAS DA CULTURA POPULAR

O Minho está de parabéns! Duas das romarias com as quais se candidatou ao concurso “7 Maravilhas da Cultura Popular” promovido pela RTP – a Romaria de São João D’Arga em Caminha e a Romaria de S. Bartolomeu, em Ponte da Barca – foram distinguidas como as vencedoras.

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As demais foram o Bailinho da Madeira, o Criptojudaísmo de Belmonte, as Festas em Honra de Nossa Senhora dos Remédios (Lamego), Os Santeiros de São Mamede do Coronado (Trofa) e o Colete Encarnado (Vila Franca de Xira).

Este concurso que em nada fez por desmerecer o valor de outras candidaturas, procurou seleccionar as “7 Maravilhas da Cultura Popular portuguesa” nas categorias de Artesanato, Mitos e Lendas, Festas e Feiras, Músicas e Danças, Rituais e Costumes, Procissões e Romarias, Artefactos.

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MOVIMENTO SOS SERRA D'ARGA REALIZA SESSÃO DE ESCLARECIMENTO EM MOLEDO

Não às minas na Serra d'Arga - sessão de esclarecimento

O Movimento SOS Serra d'Arga irá promover este mês uma série de iniciativas que visam o envolvimento da comunidade na defesa deste território, e que serão realizadas com diversos parceiros nacionais e internacionais.

O primeiro momento será uma sessão subordinada ao tema "Não às minas na Serra d'Arga", a decorrer no próximo sábado 5 de Setembro de 2020 às 14:30 no Auditório da Biblioteca de Moledo.

Trata-se de uma acção de esclarecimento e debate aberto ao público, promovida pelo Movimento SOS Serra d'Arga com o apoio da União das Freguesias de Moledo e Cristelo. A abertura da sessão estará a cargo do Sr. Presidente da UFMC, Joaquim Guardão, e as apresentações serão da Dra. Teresa Fontão (geóloga), de Fernando Cerqueira Barros (arquitecto) e de Carlos Seixas, porta-voz do Movimento SOS Serra d'Arga.

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ROMARIA DE SÃO JOÃO D'ARGA A UM PASSO DE SE TORNAR UMA DAS “7 MARAVILHAS DA CULTURA POPULAR”

Votação começou hoje, através do 760 207 761, e decorre até ao próximo sábado . Catarina Furtado e José Carlos Malato conduzem os programas do próximo sábado na RTP

A Romaria de São João d’Arga está a um passo de ser classificada como uma das “7 Maravilhas da Cultura Popular”. A candidatura, apresentada pelo Município de Caminha, ultrapassou seis fases, em que a avaliação foi realizada em parte por um painel de especialistas e posteriormente pelo público, através do voto por telefone. As votações abriram hoje para a etapa decisiva e terminam no programa de sábado, dia 5 de setembro, à voz dos apresentadores Catarina Furtado e José Carlos Malato. O programa Daytime será transmitido pela RTP e RTP Internacional, a partir de Bragança, das 10H00 às 19H30, e a Gala Final a partir das 22H00.

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A Romaria de São João d’Arga realiza-se anualmente, desde há vários séculos, no Santuário de São João d’Arga, local onde se encontra a capela com o mesmo nome. É conhecida, principalmente, pelas suas danças e cantares e pela beleza típica dos trajes coloridos das suas romeiras, característicos do Alto Minho. Nela encontramos a riqueza das danças como o Vira, a Rosinha, o Malhão, a Góta da Serra d’Arga, a Cana-verde, a Tirana, etc., num encontro espontâneo de grupos de tocadores de concertinas, cantadores e dançarinos aos quais se juntam os romeiros no adro da capela.

Para a RTP, que promove a iniciativa, neste concurso, elege-se “o património cultural material e imaterial de Portugal, elevando a nossa cultura popular a um patamar de causa pública. O desafio é evidenciar a vivência e reconhecimento desse património e eleger o que de melhor Portugal tem, enfatizando as tradições, associadas a uma determinada região do país”.

Trata-se de uma inquestionável oportunidade para valorizar e promover não apenas o património em causa, neste caso a Romaria de São João d’Arga, mas todo o concelho. A votação é decisiva e, como referimos, começou hoje, através do 760 207 761, e decorre até ao próximo sábado.

CAMINHA: SÃO JOÃO D'ARGA JÁ NOS CHAMA À ROMARIA DO PRÓXIMO ANO

Este ano, a serra d’Arga conserva a sua pacatez por ocasião da festa a S. João. As rusgas e os romeiros não sobem a serra com os seus cantares característicos. Não há bailaricos, cantadores ao desafio nem aguardente com mel para aquecer o corpo e a alma. Mas, a romaria concorre a uma das 7 Maravilhas da Cultura Popular. E, quem sabe, não irá ganhar? Resta-nos a lembrança de outros anos e a esperança em dias melhores!

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A Romaria de S. João d’Arga, no concelho de Caminha, é provavelmente a mais genuína de todas as romarias do Minho e, quiçá, de Portugal inteiro. Quem nunca subiu a penedia daquele maciço montanhoso jamais esteve tão próximo de Deus e respirou tamanha beleza da criação divina.

A mais de oitocentos metros de altitude, em pleno santuário da natureza, situa-se a capelinha do S. João d’Arga, rodeada de quarteis onde se alojam os peregrinos. E, em redor, num sublime hino ao Criador, a vida selvagem revela-se em todo o seu esplendor. Os garranos apascentam livremente nos planaltos agrestes da serrania e a vegetação respira o ar livre das impurezas da civilização humana.

A quebrar a tranquilidade e pacatez das gentes serranas, o S. João d’Arga chama os peregrinos que, de terras distantes, ali acorrem em devoção ou por simples atração pela folia. E, com eles, misturados nos ranchos de romeiros, lá vêm os tocadores de concertina que, durante a noite inteira, vão animar a festa com os seus cantares brejeiros a lembrar as cantigas medievais de escárnio e maldizer.

Aqueles que por fé sincera ali vão no cumprimento de uma promessa dão três voltas em redor da capela, findas as quais se dirigem ao seu interior para depositar uma esmola ao santo… e outra ao diabo! Assim convém para que este, ao longo do ano, não faça tantas diabruras…

Em regra, as promessas a S. João d’Arga têm a ver com pedidos de cura de verrugas, quistos, doenças de pele e infertilidade ou ainda ajuda para arranjarem casamento. De resto, como veremos, a devoção a S. João d’Arga revela cultos ancestrais ligados a ritos de fertilidade.

Pelo caminho, os romeiros passam junto ao “penedo do casamento” onde têm o costume de lançar uma pedra para que esta ali fique, no cimo dele, dependendo das tentativas feitas para o conseguir com êxito o tempo de espera para a concretização do desejo.

Não estão fáceis os tempos que correm. Apesar disso, o penedo “arranja testo para qualquer panela”. E, imbuídos de fé, os solteiros não desistem:

Ó meu Senhor S. João

Casai-me que bem podeis

Já tenho teias de aranha

Naquilo que bem sabeis

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MOVIMENTO SOS SERRA D’ARGA ACUSA: MINISTRO DO AMBIENTE NEGA DIÁLOGO COM AS POPULAÇÕES

O ministério do Ambiente continua a desrespeitar as exigências das populações locais e os apelos das autarquias no processo do concurso de mineração de lítio.

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O ministério do Ambiente continua a atuar de forma opaca na atribuição de direitos de prospecção, pesquisa e exploração de lítio.

O ministério do Ambiente tem medo da participação democrática dos cidadãos.

Depois de ter anunciado que iria fazer um roteiro para apresentar a nova legislação junto das autarquias, roteiro esse que nunca se realizou - tendo entretanto divulgado já o conteúdo do referido decreto, elaborado sem a necessária discussão pública - o ministério do Ambiente não deu resposta ao pedido formal de audiência que o Movimento SOS Serra d’Arga lhe solicitou.

Ao ignorar este pedido, o ministério do Ambiente faz mau serviço público, quebra o princípio da administração aberta e desrespeita TODOS os cidadãos. Tal atitude mostra, mais uma vez, a justeza da luta que estamos a travar.

Não permitiremos que a falta de cultura democrática se sobreponha à vontade de um Povo.

Não permitiremos um modelo económico destrutivo para a nossa região.

Não permitiremos NEM UM FURO na Serra d'Arga!

DEFESA DA SERRA D'ARGA JUNTA MINHOTOS E GALEGOS

Galegos e portugueses juntos na defesa da Serra d'Arga

Ontem, sábado, 22 de agosto, elementos do Movimento SOS Serra d'Arga e das associações galegas ANABAM (Asociación Naturalista do Baixo Mino), Centro Social Fuscallo e A Jalleira (Asociación Forestal e de Educación Ambiental) percorreram a Serra d'Arga a pé, visitando alguns dos lugares mais ameaçados pelo projecto de exploração mineira que o governo aí pretende implementar. Em conjunto, estes colectivos irão levar a cabo uma série de acções durante as próximas semanas, nas localidades fronteiriças, tendo em vista a sensibilização das populações para a problemática da mineração de lítio que, a avançar, colocaria em risco os recursos naturais da região, nomeadamente o rio Minho, aquífero comum às duas nações.

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Desta jornada de trabalho resultou ainda uma declaração conjunta de empenho na defesa do património comum, sob a forma de um Manifesto:

"O norte de Portugal e a Galiza são casa para dois Povos irmãos, unidos não só pela matriz da língua mas também pela paisagem, pela cultura, e por um rio que nos abraça e aproxima. O Rio Minho está sob a ameaça do projecto de fomento mineiro que o Governo português pretende implementar e que, a ocorrer, irá danificar irremediavelmente o nosso território e comprometer o futuro da água que nos é VITAL. Juntos, galegos e portugueses, não iremos permitir o avanço deste projecto, que mais não fará do que impossibilitar o desenvolvimento sustentável da nossa região comum. Nem um furo na Serra d'Arga!"

“O Norte de Portugal e a Galiza son casa para dous Pobos irmáns, unidos non só pola matriz da lingua senón tamén pola paisaxe, pola cultura e por un río que nos abraza e nos achega. O Rio Miño está baixo a ameaza do proxecto que o Goberno portugués pretende implementar e que, de acontecer, estragará de xeito irrecuperable o noso territorio, comprometendo o futuro da auga que nos é VITAL. Conxuntamente, a poboación galega e portuguesa, non permitiremos o avance deste proxecto, que impedirá o desenvolvemento sostible da nosa rexión común. Nin unha perforación na Serra da Arga!”