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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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REQUALIFICAÇÃO DO CAIS DO RIO MINHO RESOLVE PROBLEMAS DE ASSOREAMENTO

Obra está a decorrer e o investimento ultrapassa os 150 mil euros

Está a decorrer, na freguesia de Seixas, a empreitada de Requalificação do Cais do Rio Minho (S. Sebastião), obra que se prende com o fecho do Cais, motivado pelo assoreamento que verificava no seu espaço interior. O investimento é superior a 150 mil euros. O vereador das Obras Públicas, Rui Lages, esteve em Seixas para acompanhar o avanço dos trabalhos.

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A empreitada, como referimos, contempla o fecho do paredão de Seixas, num troço de 45 metros, que servia de embocadura a um pequeno cais de atracagem de embarcações ligeiras, sendo que, paralelamente será aterrado o tardoz deste paredão fluvial (aterro da antiga zona de atração das embarcações), até uma cota de sensivelmente 60 centímetros abaixo do terrapleno atual existente na envolvente.

Será também executada uma rede de drenagem de águas pluviais, onde serão encaminhadas as águas que atualmente afluem a este local através das três tubagens existentes no topo nascente do cais, para uma caixa de visita que efetuará o seu escoamento a jusante através de emissário de descarga no rio.

A presente intervenção tem enquadramento na medida de apoio POCTEP, tendo sido objeto de auscultação e pedido de pareceres às entidades da tutela, tendo obtido parecer favorável, inclusive junto da Comissão Tratado Internacional do rio Minho entre Portugal e Espanha.

A principal ideia subjacente ao projeto prende-se com o fecho do Cais devido ao assoreamento que verificava no seu espaço interior, desenvolvendo-se a presente empreitada em duas fases distintas: o fecho do Cais com recurso a enrocamento de empréstimo proveniente de pedreira, e o aterro do tardoz do paredão fluvial, incluindo o encaminhamento das águas pluviais.

Equacionando-se ainda numa terceira fase, apesar de não ser parte integrante da presente empreitada a reposição de um cais flutuante no leito do rio, adossado ao paredão, com características idênticas ao cais existente mais a norte.

A presente empreitada ascende a 149 984,17€ + IVA, sendo 75000,00€ (com IVA incluído) objeto de compartição comunitária ao abrigo do programa POCTEP 2020.

Entretanto, também na freguesia de Seixas, tiveram início no final de abril, os trabalhos de beneficiação da Rua da Praia, designadamente no troço compreendido entre a EN13 e a linha férrea, uma vez que este troço vinha sendo alvo de diversos assentamentos no pavimento de cubos de granito, que originaram o aparecimento de algumas depressões e cavidades, estando inclusivamente cortada a circulação rodoviária, atendendo à perigosidade que estas anomalias constituíam para os transeuntes.

Tal situação era originada pela existência de fugas de água no aqueduto de águas pluviais existente no lado sul deste arruamento. A intervenção de beneficiação passa pela substituição do aqueduto de águas pluviais existente por uma tubagem de polipropileno corrugado com 630 mm de diâmetro, de modo a garantir maior estanquidade a esta infraestrutura, evitando assim as infiltrações de água que vinham sucedendo no solo envolvente, e consequentemente as depressões e cavidades no respetivo pavimento. Esta tubagem é instalada no troço compreendido entre a EN13 e a linha férrea, sendo que, em cada uma destas extremidades será executada também uma caixa de visita. A obra termina com a repavimentação da área intervencionada com o mesmo material anteriormente existente, ou seja, cubo de granito. A intervenção ascende a 4 143,20€+IVA.

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ARQUITECTO MIGUEL VENTURA TERRA E O “PRÉMIO VALMOR” DA RUA ALEXANDRE HERCULANO EM LISBOA

Rua Alexandre Herculano, Lisboa, na varanda do Arq. Miguel Ventura Terra, prédio doado às Belas Artes de Lisboa e Porto para com o seu rendimento pagar bolsas de estudos a alunos talentosos sem possibilidades financeiras, conforme placa gravada no edificio.

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Esta foto deve ser de 1904, a Rua Alexandre Herculano ainda tinha este aspeto. A foto pertence á família Terra e o seu autor é António Joaquim Terra, irmão de Miguel Ventura Terra.

Texto: Alda Sarria Terra (Sobrinha-bisneta de Miguel Ventura Terra)

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CÂMARA VAI PROCEDER À REABILITAÇÃO DA MARGEM DO RIO MINHO NO TROÇO ENTRE PEDRAS RUIVAS E O CAIS DE SÃO BENTO EM SEIXAS

Através de uma parceria com a Agência Portuguesa do Ambiente

A Câmara Municipal vai proceder à reabilitação da margem do Rio Minho, no troço entre Pedras Ruivas e o Cais de São Bento, em Seixas, celebrando para tal contrato interadministrativo com a APA - Agência Portuguesa do Ambiente. O documento será analisado e votado na próxima reunião do Executivo, que terá lugar segunda-feira, dia 6 de janeiro, no edifício dos Paços do Concelho, pelas 15h00.

A beneficiação da margem do Rio Minho neste troço, que se estende desde a zona de Pedras Ruivas até ao Cais de São Bento, tem sido uma reivindicação da Junta de Freguesia de Seixas, mas também de vários munícipes, que por diversas vezes se manifestaram nesse sentido, em vários fóruns.

Na sequência das negociações estabelecidas por parte do Município com a Agência, estão agora reunidas as condições para a formalização da parceria e para que a intervenção seja possível, existindo financiamento por parte da APA até ao montante de 100 mil euros.

Recorde-se que a APA é a entidade competente para intervir no ordenamento, manutenção e conservação da rede hidrográfica Minho/Lima. Através deste contrato, a entidade autoriza o Município de Caminha a proceder às obras necessárias, assumindo o acompanhamento da execução dos trabalhos. A Câmara fica autorizada a lançar todo o processo burocrático e a implementar e acompanhar toda a estratégia da intervenção.

Da ordem de trabalhos de segunda-feira faz ainda parte o concurso público para arrendamento de um espaço destinado à instalação de um estabelecimento comercial, no complexo das Piscinas Municipais de Vila Praia de Âncora.

VISITA À SINAGOGA DE LISBOA DÁ A CONHECER OBRA DO ARQUITETO CAMINHENSE MIGUEL VENTURA TERRA

Neste evento vamos ficar a conhecer, através de uma Visita Guiada, a Sinagoga de Lisboa, a sua origem e a história da comunidade israelita no nosso país. Venha daí e não perca mais este evento do Caminhando.

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História da comunidade israelita em Lisboa:

A actual comunidade judaica de Lisboa tem a sua origem nos grupos de judeus sefarditas que se instalaram em Portugal no inicio do séc. XIX. Eram na sua maioria negociantes, provenientes de Gibraltar e Marrocos (Tânger, Tetuão e Mogador) e alguns dos nomes ainda exprimiam uma ligação às suas terras de origem ibérica, antes do período da expulsão. É o caso de CONQUI (de Cuenca, provincia de Cuenca) ou CARDOSO (de Cardoso, Distrito de Viseu).

Eram pessoas com nível cultural acima da média, sabendo ler e escrever e falando, para além do hebraico litúrgico, o árabe ou o inglês e o Haquitia, dialecto judeu-hispano-marroquino. Tinham numerosos contactos internacionais, devido não só às actividades comerciais mas também aos laços familiares espalhados pelo mundo. Estes factores explicam o rápido florescimento económico e cultural não só, aliás, dos judeus de Lisboa mas também dos grupos que se foram instalando nessa primeira metade do séc. XIX, nos Açores e em Faro.

Paralelamente à sua integração rápida e bem sucedida na vida portuguesa, os primeiros grupos de judeus procuraram logo organizar-se como tal, criando salas de oração e adquirindo terrenos para enterrar os mortos segundo o ritual judaico. A primeira sepultura é a de José Amzalak, falecido a 26 de Fevereiro de 1804 e enterrado num terreno pertencente ao Cemitério Inglês da Estrela, sem dúvida devido à nacionalidade inglesa dos primeiros judeus de Lisboa, originários, como vimos, de Gibraltar.

Nessa altura os judeus ainda eram considerados como uma colónia estrangeira e a comunidade ainda não tinha existência legal. A Carta Constitucional de 1826 reconhecia apenas o catolicismo como a única religião permitida aos cidadãos portugueses, remetendo os outros cultos para os estrangeiros. Daí que nessa altura se fale de “colónia” israelita, tal como se falava de colónia inglesa ou alemã.

Não podendo obter a legalização da comunidade, os judeus de Lisboa foram criando, sobretudo na segunda metade do sec.XIX, instituições de beneficência sob a forma de associações autónomas, cujos estatutos eram submetidos á aprovação do Governo Civil ou sob a forma de fundações privadas, geralmente dirigidas por senhoras. Estas instituições desempenharam um papel decisivo na união e organização do judaísmo português.

Outro passo decisivo para a constituição da actual comunidade judaica de Lisboa é dado em 1894 com a realização de uma Assembleia Geral dos judeus de Lisboa com o fim de unificar os serviços de Shehitá (abate ritual e aprovisionamento de carne cacher). Sob o impulso de Isaac Levy e Simão Anahory, inicia-se um processo que culmina na criação, em 1897, de uma comissão para a edificação de uma sinagoga única e com a eleição do Iº Comité da Comunidade Israelita de Lisboa, cujo Presidente Honorário é Abraham Bensaúde e o Presidente EfectivoSimão Anahory.

A construção da Sinagoga Shaaré Tikvá

Existiam em Lisboa, desde 1810, várias casas de orações, mas dificilmente reuniam as condições necessárias ao culto, pois situavam-se em modestos andares. Assim apesar das dificuldades ocasionadas pela falta de reconhecimento oficial, a comunidade consegue comprar, em nome de particulares, um terreno para a construção de um edifício de raíz, próprio e condigno.

O projecto da sinagoga foi da autoria de um dos maiores arquitectos da época,Miguel Ventura Terra. Situada no nº 59 da Rua Alexandre Herculano, teve de ser construída dentro de um quintal muralhado, dado que não era permitida a construção com fachada para a via pública de um templo que não fosse de religião católica, então religião oficial do estado.

Lançada a Primeira Pedra em 1902, a Sinagoga Shaaré-Tikvá é finalmente inaugurada em 1904, culminando um esforço de mais de 50 anos dos judeus de Lisboa.

Fonte: https://caminhando.pt/

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