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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PORTUGAL DIZ NÃO AO ÓDIO RACIAL E ÉTNICO: SOMOS TODOS JUDEUS!

Pese embora os esforços daqueles que a todo o custo procuram semear o ódio étnico e racial, não raras as vezes a pretexto de alegadas “justas causas”, a sociedade portuguesa é por natureza pacífica e resultado da convivência, ao longo de muitos séculos, com inúmeros povos de todos os continentes.

Sinagoga Portuguesa de Amesterão

A imagem mostra o local reservado ao culto na Sinagoga Portuguesa de Amesterdão.

 

Não existe família em Portugal que não possua no seu seio pessoas oriundas do Brasil, Angola, Cabo Verde, Moçambique… ou não tenha deixado algures um dos seus filhos misturados com uma família nos lugares mais recônditos do planeta!

Entre os portugueses contam-se inúmeros cidadãos de origem judaica e, durante a Segunda Guerra Mundial, serviu Portugal de abrigo – e de entreposto! – a milhares de famílias que escaparam ao holocausto, graças ao empenho de diplomatas e funcionários consulares como Aristides de Sousa Mendes, Teixeira Branquinho e Sampaio Garrido, de forma concertada com o regime que inclusivamente possibilitou a travessia da fronteira e a boa vontade da ditadura franquista.

De novo, está a ressuscitar nalguns países europeus o mesmo ódio que no passado levou ao extermínio milhões de pessoas – judeus, comunistas, ciganos, Testemunhas de Jeová e muitos outros! – algo que desde já rejeitamos liminarmente.

Somos portugueses e temos orgulho da nossa identidade e passado glorioso. Rejeitamos o ódio racial e étnico da mesma maneira que repudiamos os seus fomentadores. Perante a ascensão do antisemitismo, somos todos judeus!

PONTE DA BARCA LEMBRA QUE O HOLOCAUSTO NÃO É BRINCADEIRA DE CRIANÇAS

Exposição 'Isto não é brincadeira de crianças - Holocausto: criatividade e jogo'

'Isto não é brincadeira de crianças - Holocausto: criatividade e jogo' é o nome da exposição que está desde ontem patente no átrio dos Paços do Concelho de Ponte da Barca.

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Trata-se de uma exibição itinerante concebida pelo Museu YadVashem, de Israel e dinamizada pelo Projeto N.O.M.E.S. A Exposição, composta por cerca de 20 painéis que versam as temáticas dos ‘Campos de Extermínio’, ‘Campos de Concentração’, ‘Guetos’, ‘Esconderijos’, ‘Orfanatos’, entre outras, ilustra o mundo das crianças durante o Holocausto, expondo a sua luta diária para se manterem vivas e o esforço para conservar a sua infância na difícil realidade que as cercava.

De salientar que o título desta exposição se baseia numa citação do pediatra Janusz Korczak, diretor do Orfanato Judaico de Varsóvia, que morreu em 1942, em Treblinka, onde acompanhou duzentas crianças do seu orfanato do Gueto de Varsóvia, Alemanha, até às câmaras de gás.

A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 09h às 12h30 e das 14h às 17h30.

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FOI A ATITUDE DO CÔNSUL ARISTIDES DE SOUSA MENDES UM CASO ISOLADO DE REBELDIA AO ESTADO NOVO?

Muito se tem falado acerca da iniciativa do Cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, mas sem o rigor histórico que o estudo do caso exige.

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A atitude do Cônsul é positiva e humana. Colocar isso em causa está fora de questão.

Porém, existe uma apreciação histórica que creio propositadamente errada acerca do caso porque motivada por preocupações de natureza política do que propriamente pelo interesse em compreender os factos.

À época, era ainda incerto o desfecho da guerra, nada garantindo a derrota alemã. Apesar da neutralidade portuguesa, a Alemanha e a Itália com o conluio da Espanha planearam a operação Félix para tomar Gibraltar e, como complemento, a Operação Isabela para invadir Portugal e tomar Lisboa, impondo aos nossos aliados ingleses o “bloqueio continental”. E, apenas com a ajuda e financiamento destes foi possível demover a Espanha do seu intento de anexar Portugal com a ajuda dos nazis.

Apesar das simpatias mais germanófilas da Espanha – lembremo-nos a propósito a participação da Divisão Azul da Falange na invasão à URSS – puderam milhares de judeus atravessar a Espanha sem serem incomodados e passar a fronteira portuguesa fortemente vigiada pela PIDE.

Esses milhares de judeus fixaram-se -se em Lisboa, Mafra, Ericeira e Torres Vedras. E, ainda inseguros do desfecho da guerra, foi a partir do porto de Lisboa que embarcaram para os EUA. E, à luz das crónicas situacionistas, tudo isto ocorre como se o regime de nada soubesse e o próprio Presidente do Conselho de Ministros, Prof. Doutor Oliveira Salazar – o ditador! – Ignorasse o que se passava debaixo dos seus próprios olhos… que raio de ditador que era ludibriado da forma mais ignóbil!

Mas vejamos: O que aconteceria a Portugal caso a Alemanha saísse vitoriosa?

E, que dizer da acção semelhante de diplomatas como Teixeira Branquinho e Sampaio Garrido?

Foi a acção de Aristides realmente um caso isolado?

Qual era verdadeiramente a origem da maior parte dos judeus que vieram para Portugal? Não eram eles descendentes dos judeus portugueses que, por pressão espanhola, foram forçados no século XVI a abandonar Portugal, fixando-se muitos deles na Flandres, precisamente os mesmos a quem Portugal concede agora a nacionalidade aos seus descendentes? E porque razão veio há cerca de vinte anos a Rainha da Holanda agradecer a Portugal o acolhimento dispensado aos judeus que viviam na Holanda?

Como se explica que, ao contrário de outras nações como a França, Portugal ao tempo do Estado Novo não criou campos de concentração para os judeus nem os entregou à morte, às mãos dos nazis?

E, uma vez que se teima em julgar a História aos olhos da actualidade, porque será que, antes do início da guerra, não aceitaram as “democracias ocidentais” receber os judeus que os alemães pretendiam expulsar do seu país? E, finalmente, porque não foram então os árabes e muçulmanos, agora tão idolatrados pelos países da União Europeia, perseguidos pelos nazis, não se registando a sua presença nos campos de concentração e de extermínio nem as suas mesquitas destruídas e incendiadas como se verificou com as sinagogas judaicas? E, entre tais minorias que, para além dos judeus, também foram sacrificadas nos campos de extermínio nazis, continuam os historiadores de serviço a apagar da História o sacrifício dos russelistas, actualmente mais conhecidas por Testemunhas de Jeová?

Conclui-se que a História continua ao serviço da política e, tal como no passado, os cronistas escrevem o que aos seus amos convém!

BRAGA EVOCA ARISTIDES DE SOUSA MENDES

Testemunhos da 2ª Guerra Mundial: de Aristides Sousa Mendes a Gerd Klestat, sobrevivente de Campo de Concentração. Dias 19 e 20 de Julho, pelas 18h00, no auditório do Museu D. DIogo

O Município de Braga informa que se realiza nos dias 19 e 20 de Julho, no auditório do Museu D. Diogo, às 18h00, a iniciativa ´Testemunhos da 2ª Guerra Mundial, de Aristides Sousa Mendes a Gerd Klestat, sobrevivente de Campo de Concentração´.

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Hoje, dia 19 de Julho, a conferência tem como tema Aristides Sousa Mendes, com a presença de Luísa Pacheco Marques, arquitecta do museu ‘Vilar Formoso – Fronteira da Paz’, um memorial aos refugiados da II Guerra Mundial e ao cônsul Aristides Sousa Mendes.

Amanhã, dia 20 de Julho, a iniciativa debruça-se sobre os campos de concentração nazis, com a presença de Gerd Klestat, um dos últimos sobreviventes vivos dos campos de concentração nazis que vem a Braga contar a sua história de vida.

Em 1936, então com apenas três anos, Gerd Klestat e a sua família judia fugiram da Alemanha nazi, indo viver para a vizinha Holanda. Após a invasão da Holanda, em Maio de 1940, a sua família instalou-se numa pequena vila a leste de Amesterdão.

Até à prisão da sua família, em 1943, viveram numa pequena casa a salvo dos nazis. Primeiro, a sua família foi deportada para o campo de concentração de Westerbork, na Holanda, tendo posteriormente sido enviada para o campo de Bergen-Belsen, no norte da Alemanha. Aqui viu o pai morrer em Fevereiro de 1945, tendo sido libertado, juntamente com a sua mãe e irmão pelos exércitos aliados em Abril do mesmo ano.

COMUNIDADE EDUCATIVA DE BRAGA MANTÉM VIVA A MEMÓRIA DO HOLOCAUSTO

Curso de Formação de Professores decorre até Sábado

Até Sábado, 7 de Abril, a Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, acolhe o Curso de Formação de Professores que se debruça sobre o ensino do Holocausto. Organizada pela Direcção Geral de Educação (DGE) em parceria com o Município de Braga, a formação resulta do protocolo de cooperação entre a DGE e o Mémorial de la Shoah, de Paris. Esta instituição, criada durante a Segunda Guerra Mundial, tem como missão preservar a memória e promover o ensino do Holocausto, contando para isso com investigadores e formadores de relevo internacional.

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A sessão de abertura, que decorreu esta Quinta-feira, 5 de Abril, contou com a presença da vereadora da Educação da Câmara Municipal de Braga, que considerou ser “fundamental a abordagem deste tema em contexto escolar” como forma de recordar a história do domínio nazi na Europa e evitar acontecimentos similares. Para Lídia Dias, esta é, também, uma forma de desenvolver métodos de educação e memória do Holocausto, com especial incidência nos jovens.

“Para a esmagadora maioria dos cidadãos, o Holocausto é um acontecimento do passado e isso não podia estar mais errado. Infelizmente, o Mundo actual enfrenta vários desafios com algum paralelismo no Holocausto. Por isso, é de extrema importância alertar a sociedade, particularmente os jovens, para as questões que colocam radicalmente em causa os valores de cidadania e direitos fundamentais da humanidade”, referiu Lídia Dias, sustentando que o Holocausto “é e deverá ser sempre um tema actual”.

Esta formação assume-se como momento ideal para capacitar os professores para o ensino do Holocausto, dando as ferramentas necessárias para uma abordagem transversal que culminará no tratamento das questões de cidadania e direitos humanos.

No âmbito da sua missão de assegurar a concretização das políticas educativas relativas às componentes pedagógicas e didáctica dos ensinos básico e secundário, a DGE reconhece a importância e a necessidade da formação contínua dos professores de modo a aumentar a sua capacitação na área da cidadania, promovendo, igualmente, a interligação entre as aprendizagens das disciplinas e os domínios a serem abordados nesta componente curricular.

De referir que o Mémorial de la Shoah é, ao mesmo tempo, um museu e um centro de investigação e documentação único na Europa sobre o Holocausto. Tem por missão transmitir, estudar e ensinar a história do Holocausto no século XX, bem como aprofundar a reflexão e o conhecimento dos genocídios e crimes contra a humanidade contemporâneos. É um espaço de encontro para historiadores, investigadores e formadores, assim como para outros públicos.

Recorde-se que o Holocausto consistiu a perseguição e extermínio em massa de cerca de seis milhões de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial.

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“TEMPOS DE PESCA EM TEMPOS DE GUERRA”: LIVRO VAI SER APRESENTADO NO NAVIO GIL EANNES

No próximo dia 1 de outubro, pelas 17H00, no Navio Gil Eannes será apresentado o livro “Tempos de Pesca em Tempos de Guerra” de Licínio Ferreira Amado.

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O livro retrata a história do bacalhoeiro O Maria da Glória, lugre de 3 mastros da praça de Aveiro que foi bombardeado a 5 de Junho de 1942 pelo submarino alemão U-94. Dos seus 44 tripulantes só 8 se salvaram.

“Tempos de Pesca em Tempos de Guerra” dá a conhecer aspectos da pesca do bacalhau nos mares do Atlântico Norte e da tragédia dos referidos tripulantes, mas também constitui, acima de tudo, uma sentida homenagem a todos os Homens do Mar.

CIDADE DE NAGASAKI FOI DESTRUÍDA HÁ 70 ANOS!

Nagasaki foi fundada pelos portugueses há 445 anos, na Ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão

No próximo dia 9 de agosto, passam precisamente 70 anos sobre a data da destruição da cidade japonesa de Nagasaki. Naquele fatídico dia, os Estados Unidos da América lançaram sobre a cidade a bomba atómica, após dias antes terem feito o mesmo em relação à cidade de Hiroshima.

Nagasaki foi criada pelos portugueses com vista ao estabelecimento de um porto de abrigo para os navios que demandavam aquelas paragens. Após um longo processo de negociações entre os jesuítas e Ômura Sumitada, senhor de Ômura e várias tentativas falhadas de fixação noutros locais, foi finalmente decidida a sua construção na ampla e profunda baía onde até então apenas existia uma pequena povoação de pescadores.

A construção foi iniciada em 1571 e a cidade rapidamente se transformou num importante entreposto comercial, sobretudo para os negociantes holandeses, ingleses, chineses e coreanos. De igual modo, constituiu um dos principais pontos de evangelização dos jesuítas no Extremo Oriente

Possuindo uma população maioritariamente cristã, em grande medida resultante da miscigenação entre portugueses e mulheres japonesas, Nagasaki era uma cidade carateristicamente portuguesa, com as suas catedrais, a organização paroquial e a Misericórdia fundada em 1583. Mas, ainda mais relevante, a introdução de numerosos vocábulos no dialeto local, a influência na gastronomia, no vestuário e em muitos outros hábitos japoneses.

A sua importância estratégica levou á instalação no local de uma importante base naval da Marinha Imperial do Japão, razão pela qual se tornou um dos alvos escolhidos para o lançamento da bomba atómica no final da Segunda Guerra Mundial que a destruiu quase por completo.

Mais do que qualquer outra cidade do Japão, Nagasaki permanece viva no coração dos portugueses!

MINHOTOS DEPORTADOS DE FRANÇA PARA OS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO DO NAZISMO

O jornal “O Público” encontrou os nomes de 40 portugueses deportados de França para os campos de concentração nazis e a indicação de que uma portuguesa a residir na Bélgica também teria morrido em Auschwitz. Entre eles, contam-se 10 minhotos, oriundos nomeadamente de Vila Verde, Vila Nova de Famalicão, Guimarães e Ponte de Lima. Uma parte deles não sobreviveu. Esta lista faz parte de um trabalho de reportagem publicada pelo jornal “O Público”, da autoria dos jornalistas Patrícia carvalho e Nelson Garrido.

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Abel Carvalho

n. 04.02.1890, Vila Verde. Deportado a 9 de Agosto de 1944 para Dachau, prisioneiro n.º 94100. Transferido para authausen, desconhece-se o que lhe aconteceu.

Cândido Ferreira

n. 17.04.1922, Castelões, Vila Nova de Famalicão. Deportado para Buchenwald a 31 de Julho de 1944, prisioneiro n.º 69209. Morre no campo a 24 de Fevereiro de 1945. Causa: gastrenterite.

Emílio Pereira

n. 02.02.1910, Prado, Santa Maria, Vila Verde. Deportado para Buchenwald a 22 de Janeiro de 1944, prisioneiro n.º 42352. Sobreviveu à guerra.

Francisco Barbosa da Costa

n. 12.02.1924, Ponte de Lima. Deportado para Dachau a 29 de Junho de 1944, prisioneiro n.º 75950. Transferido para Buchenwald e Bergen-Belsen, morre neste campo em data e de causa desconhecidas.

João Faria de Sá

n. 15.03.1910, Sezures, Vila Nova de Famalicão. Deportado para Buchenwald a 17 de Janeiro de 1944, prisioneiro n.º 41109. Sobreviveu à guerra.

João Fernandes

n. 05.06.1908 ou 1911, Gondariz (?). Deportado para Dachau a 9 de Agosto de 1944, prisioneiro n.º 93945. Transferido para Mauthausen (prisioneiro n.º 98.030) e Natzweiler-Struthof (prisioneiro n.º 42733). Sobreviveu à guerra.

Luiz Ferreira

n. 18.10.1902, Figueiredo, Guimarães. Deportado para Buchenwald a 31 de Julho de 1944, prisioneiro n.º 69369. Sobreviveu à guerra.

Manuel Alves

n. 29.11.1910, Vila Verde. Deportado para Buchenwald a 17 de Janeiro de 1944, prisioneiro n.º 40953. Transferido para Flossenburg (prisioneiro n.º 6670). Sobreviveu à guerra.

Maria Barbosa

n. 23.02.1922, Ponte de Lima. Deportada para Ravensbruck a 31 de Janeiro de 1944, prisioneira n.º 27864. Foi transferida para Neuengamme (prisioneira n.º 5575) e Bergen-Belsen. Sobreviveu à guerra.

Venâncio Dias

n. 14.05.1904 ou 1914, S. Vicente, Vila Verde. Deportado para Buchenwald a 31 de Julho de 1944, prisioneiro n.º 69553. Sobreviveu à guerra.

Foto: http://de.creepypasta.wikia.com/