Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

LAMPREIA NÃO É PEIXE – É CICLÓSTOMO!

Lampreia é uma das mais requintadas iguarias da cozinha tradicional minhota

É frequente a alusão à lampreia como tratando-se de um peixe e à sua captura como pesca. Na realidade, ao contrário dos peixes, a lampreia não respira através de guelras e não possuem escamas pelo que cientificamente não se inscrevem naquele grupo zoológico. A lampreia é um ciclóstomo com aspecto de enguia, sem maxilas, apresentando a boca em forma de ventosa circular com o diâmetro do corpo que actua como bomba de sucção.

A lampreia marinha reproduz-se nos rios onde vão desovar, gerando cada fêmea milhares de pequenos ovos que são depositados no fundo dos rios. A lampreia encontra-se sobretudo em águas temperadas, sendo no nosso país os rios Minho, Lima e Cávado os habitats onde estas espécies mais se desenvolvem e são capturados os exemplares mais apreciados da nossa gastronomia tradicional. De resto, é comercializada a preços bastante elevados e servida como uma iguaria requintada à mesa dos melhores restaurantes.

Trata-se de uma especialidade sazonal, servida desde os finais de Janeiro até meados de Abril, o que também contribui para o seu encarecimento, sendo geralmente confeccionada como Arroz de Lampreia ao jeito de cabidela e ainda à Bordalesa ou seja, guisada com acompanhamento de arroz, podendo ainda ser assada no espeto ou cozinhada em molho de escabeche, portanto temperada em vinagre como era uso dos romanos e cujo costume se tornou muito popular sobretudo no Algarve.

img056.jpg

“Ó lampreia divina, ó divino arroz,

Comidos noite velha, em casa do Julião!

Sem ter ceias assim o que há-de ser de nós? Sofre meu paladar! Chora meu coração!”

Afonso Lopes Vieira

Reza a História que, ao tempo do Condado Portucalense, D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, concedeu em 1125 ao Arcebispado de Tui o privilégio de tomar como suas as lampreias que apresassem no rio Minho, a montante da Torre da Lapela, a fim de abastecer os mosteiros e conventos por ocasião dos jejuns quaresmais. Mais recentemente, foi nas estantes da Biblioteca de Nápoles encontrado uma obra-prima da culinária portuguesa, remontando ao século XVI, com o título “Livro de Cozinha da Infanta D. Maria”. Com efeito, são inúmeras as referências históricas a tão afamada especialidade da nossa cozinha tradicional. 

Dentro de pouco tempo, a lampreia subirá os rios Minho, Lima e Cávado para desovar, depositando sob as rochas ou em pequenos ninhos escavados no leito milhares de minúsculos ovos que garantirão a sobrevivência da espécie. E morrem. Após a desova, as larvas permanecem no rio até que, por meio de metamorfose se tornam adultas. Nessa altura, migram para o mar onde permanecem até atingirem a sua maturação sexual. 

A lampreia é um ciclóstomo muito procurado por conceituados gastrónomos e outros apreciadores da nossa culinária. Ela faz os requintes das melhores mesas das mais afamadas unidades hoteleiras, atraindo numeroso público a localidades do nosso país que mantêm a tradição da sua confecção esmerada e o requinte de bem servir. No Minho, a lampreia dos rios Cávado, Lima e Minho constituem o ex-líbris da gastronomia local a promover o desenvolvimento económico daquela região. Não admira, pois, o relevo que lhe é conferido pelas entidades que superintendem a promoção turística e os próprios estabelecimentos de restauração. Mas, também perto de Ourém, o vizinho concelho de Tomar recebe anualmente milhares de visitantes que de longe se deslocam a fim de degustarem um apetitoso e suculento arroz de lampreia regado com os bons vinhos da região. 

A preservação da lampreia nos nossos rios depende também da importância que lhe atribuímos, nomeadamente como parte integrante da nossa alimentação. Ao contrário do que à primeira vista se possa imaginar, não é a pesca mas a poluição das águas e outros atentados ao ambiente que fazem perigar a sua sobrevivência. 

Em virtude do período sazonal da desova, o seu consumo verifica-se geralmente entre Fevereiro e os finais de Abril. A partir daí, a lampreia apenas surge figurada na doçaria da Páscoa sob a forma de “lampreia de ovos”, e evocar as delícias de um prato que apenas pode voltar a ser apreciado no ano seguinte. Não admira, pois, que chegue inicialmente a atingir preços exorbitantes que, no entanto, não constituem razão que baste para desmotivar os melhores apreciadores de tão delicioso pitéu. 

Refastelando-se na sua casa senhorial de Paredes de Coura, Aquilino Ribeiro, na sua obra “A Casa Grande de Romarigães” afirmava: “Não há como o arroz de lampreia, se lhe adicionarem uma colher de manteiga de pato”. Por seu turno, o poeta e gastrónomo António Manuel Couto Viana, no seu livro “Por horas de comidas e bebidas – crónicas gastronómicas”, dedica um capítulo inteiro à “lampreia divina”, como Afonso Lopes Vieira a designou. Escreveu Couto Viana o seguinte: 

Já a correnteza das águas que jorram da vizinha Espanha se enfeitam com o aparato das estacas e redes, para prenderem, nas suas malhas, noite adiante, o fugidio ciclóstomo, a tentar disfarçar-se aos rés dos seixos do leito; o chupa-pedras tão apreciada por mim, quando de cabidela, afogado no arroz malandrinho, embebido no seu sangue espesso e escuro. 

Também a fisga certeira, atirada, firme, dos altos, se os olhos penetrantes do pescador distinguem bem o vulto ondeante, faz içar a lampreia até às mãos ávidas, e lança-a, depois, para a vastidão de um saco que se quer a abarrotar.

(…)

Soberbo petisco! Com que gula a mastigavam os frades medievos torturados pelos jejuns quaresmais! 

Com que gula a mastigo eu, em mesa que ma apresente opípara no arroz do tacho, em grossos toros aromáticos, ou à bordalesa, ou de escabeche, que nestas três artes se mantém ela tentadora e sápida”. 

Com o talento dos mais consagrados artistas, cozinheiro após pelar a lampreia coloca-a num alguidar deitando sobre ela água a ferver. De seguida, abre-a da cabeça até ao fundo dos buracos e, junto à cauda, desfere-lhe um golpe para lhe retirar a tripa inteira. O sangue é guardado no mesmo recipiente onde a lampreia fica a marinar mergulhada em vinho tinto a que se juntam um ramo de salsa, uma folha de louro, um dente de alho, pimenta, colorau, sal e margarina. No dia seguinte, é feito um refogado onde é colocada a lampreia que fica a cozer durante cerca de quinze minutos, cuidando para que não se desfaça. Após o guisado, retira-se a lampreia. Ao caldo junta-se água no triplo do arroz que vai ao tacho e deixa-se ferver durante mais quinze minutos. Finalmente, serve-se numa travessa funda, cobrindo o arroz com a lampreia, golpeada em troços. 

Apetece exclamar, como o fez o poeta Afonso Lopes Vieira: - Ó lampreia divina!

Confeção lampreia

LAMPREIA À BORDALESA

- Para 6 a 8 pessoas

1 lampreia; 2 cebolas; 2 cenouras; 2 colheres de sopa de banha; 2 colheres de sopa de azeite; 2 dentes de alho; 1 ramo de salsa; 1 folha de louro; 2 dl de vinho tinto; sal; pimenta.

Para o arroz: 600 g de arroz, 1 cebola, 3 colheres de sopa de azeite; salsa; 1 folha de louro; sal; pimenta.

Corta-se a lampreia em pedaços regulares que se colocam numa caçarola com a banha, o azeite, as cenouras e as cebolas cortadas às rodelas grossas, os dentes de alho, a salsa e o louro. Tempera-se com sal e pimenta e leva-se a estufar sobre lume forte.

Quando a lampreia estiver cozida, rega-se com o vinho tinto que, entretanto, serviu para conservar líquido o sangue que escorreu da lampreia enquanto se arranjou e cortou. Deixa-se ferver aproximadamente durante mais 5 minutos.

Preparação do arroz: começa-se por fazer um estrugido com a cebola, o azeite, a salsa e o louro. Depois, rega-se com água (três vezes o volume do arroz), tempera-se com sal e pimenta e, assim que o caldo levantar fervura, adiciona-se o arroz e um pouco do molho da lampreia estufada.

Serve-se a lampreia com o arroz ou sobre fatias de pão frito, sendo neste caso o arroz servido à parte.

Arroz de lampreia

lamprevalen.jpg

lampreia.jpg

unnamed

PESQUEIRAS DO RIO MINHO: APANHA DA LAMPREIA ABRE NO SÁBADO, 15 DE FEVEREIRO

A distinção destas estruturas seculares como Património de Interesse Nacional, processo encabeçado pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, encontra-se em fase de ultimação.

pesqueirasrminhomonçao (1).JPG

A pesca da lampreia na zona das pesqueiras, construções de pedra nas margens do rio Minho, inicia-se no dia 15 de fevereiro, prolongando-se até 21 de maio. Neste período, centenas de pescadores entre Lapela, em Monção, e o concelho de Melgaço, vão “atirar-se” ao rio para a apanha deste afamado ciclóstomo.

Por força do Regulamento de Pesca no Troço Internacional do Rio Minho, o uso do colete de salvação é obrigatório. Uma medida aprovada pela Comissão Internacional de Limites entre Portugal e Espanha que visa transmitir mais segurança e proteção aos pescadores.

Mais batidas e esguias, as lampreias apanhadas com utilização das redes colocadas nas pesqueiras são, regra geral, mais rígidas e saborosas. Tal deve-se à perda de gordura na exaustiva “viagem” entre a foz do rio Minho e a zona das pesqueiras.

Desde 15 de janeiro até 15 de abril, decorre a iniciativa “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência”, partilhada pelos seis concelhos do Vale do Minho. No caso de Monção, participam 17 restaurantes localizados no centro histórico da localidade e em várias freguesias do concelho.

Nos dias 29 de fevereiro e 1 de março, o Município de Monção, em colaboração com várias entidades, promove o fim-de-semana gastronómico dedicado à Lampreia do Rio Minho. O objetivo é divulgar este prato singular com tradição no concelho e dinamizar o setor hoteleiro em época baixa.

Pesqueiras do Rio Minho

As pesqueiras do Rio Minho, habilidosos sistemas de muros em pedra construídos a partir das margens, constituem um legado histórico de construções populares que testemunham a destreza, o engenho e a arte da pesca fluvial artesanal.

Hoje, como ontem, os seus proprietários ou arrendatários utilizam-nas, frequentemente, na captura do peixe do rio Minho através de engenhosas armadilhas como o botirão e cabaceira. Uma atividade com centenas de seguidores que ajuda a preservar esta arte de pesca milenar.

As primeiras referências escritas às pesqueiras do Rio Minho datam do século XI, aparecendo em documentos relativos às doações a mosteiros da Ribeira do Minho, sendo possível, a partir daqui, traçar o rumo da sua evolução, quer ao nível da propriedade e gestão, quer ao nível do processo de construção.

Dados recentes da Capitania de Caminha, referem que estão registadas 656 pesqueiras na margem portuguesa, das quais 161 estão licenciadas para a pesca. A distinção destas estruturas seculares como Património de Interesse Nacional, processo encabeçado pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, encontra-se em fase de ultimação.

pesqueirasrminhomonçao (2).JPG

AQUAMUSEU DO RIO MINHO RECONHECIDO COMO PARCEIRO DA CARTA EUROPEIA DE TURISMO SUSTENTÁVEL

A CIM do Alto Minho promoveu, a 13 de dezembro, o reconhecimento dos primeiros 11 representantes do setor do turismo que, ao longo de 2019, trabalharam em prol da implementação da metodologia para adesão à II Fase da Carta Europeia de Turismo Sustentável - CETS, no âmbito de uma experiência piloto promovida no Território CETS do Alto Minho. O Aquamuseu do rio Minho é uma das entidades distinguidas na vertente das Áreas Protegidas e/ou Classificadas.

Diplomaaqumus.JPG

As entidades/empresas “Parceiras da CETS" cumpriram um conjunto de requisitos básicos de acesso e elaboraram um Programa de Atividades a três anos (2020-2022), no qual assumem um conjunto de compromissos para melhorar o desempenho da sua atividade em termos ambientais, sociais e económicos, contribuindo para a sustentabilidade do Alto Minho enquanto destino turístico.

As 11 entidades/empresas reconhecidas trabalharam em conjunto na implementação da metodologia de adesão à II Fase da CETS, sendo que alguns dos compromissos assumidos têm um caráter transversal, o que potenciará o impacto que as mesmas terão no Território CETS do Alto Minho enquanto destino turístico.

ATLETAS CERVEIRENSES INCENTIVAM "A CORRER" CONTRA A POLUIÇÃO DO RIO MINHO

O Cerveira Team Running dinamizou, este domingo, 29 de dezembro, mais uma ação de limpeza das margens do Rio Minho. Com a adesão de cerca de 30 pessoas, entre as quais várias crianças e jovens, a iniciativa resultou na recolha de dezenas de quilos de resíduos poluentes, nomeadamente plásticos e equipamentos de grandes dimensões, entre o Cais do Ligo, em Gondarém, e a Ponte da Amizade, em Lovelhe. Objetivo é promover mais atividades e envolver um maior número de população.

cerveira team running 1.jpg

“Não somos uma associação de cariz ambientalista, mas somos uma equipa de atletas que se preocupa com o meio ambiente e com a sua preservação. Com a mais recente cheia no Rio Minho ficamos alarmados com a enorme quantidade de resíduos que ficaram alojados nas suas margens e decidimos por mãos à obra e fazer a sua total remoção”, sublinha José Gomes, um dos membros fundadores da associação cerveirense.

À limpeza propriamente dita, o Cerveira Team Running pretende sensibilizar e consciencializar as pessoas para o impacto das alterações climáticas no presente e no futuro, alertando para o papel que cada cidadão pode desempenhar na alteração de certos comportamentos abusivos do meio ambiente. Nesse sentido, em 2020 vai ser realizadas mais ações de limpeza, com datas atempadamente divulgadas. “Temos a consciência de que ainda há muito para fazer. Cabe a todos nós enquanto sociedade fazer este trabalho, primeiro de recolha e seguidamente de sensibilização ambiental para a devida utilização e destino dos resíduos”, assegurou o atleta.

O sucesso desta ação resulta da forte adesão das pessoas, mas também do apoio logístico da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, da Junta de freguesia de Loivo, da União de Freguesias Cerveira e Lovelhe e de alguns comerciantes locais.

A paixão pelas belas paisagens naturais que Vila Nova de Cerveira oferece e o entusiasmo pelo trail levou um grupo de cerveirenses a constituir o Cerveira Team Trail – Clube Celtas do Minho, em novembro de 2016. 

São já cerca de 50 ‘trail runners’ que, além da força e vontade de superar desafios pessoais, têm como grande objetivo a promoção de Vila Nova de Ceveira pelo desporto e contacto com a natureza, estimulando o desenvolvimento de práticas de vida saudáveis e dinamizando a partilha de experiências desportivas. Com o slogan ‘razões que nos fazem correr’, a equipa tem participado em várias as provas do Norte e Centro do país, subindo por diversas vezes ao pódio.

cerveira team running 4.jpg

cerveira team running 45jpg.jpg

AGRUPAMENTO EUROPEU DE COOPERAÇÃO TERRITORIAL DO RIO MINHO (AECT) APROVA PLANO E ORÇAMENTO PARA 2020

AECT Rio Minho aprova plano de atividades e orçamento para 2020

A Assembleia Geral do AECT Rio Minho reuniu, esta segunda-feira, em Valença, tendo como objetivo a aprovação do Plano de Atividades e Orçamento para o próximo ano, com investimento global de cerca de 300.000 euros, em parte cofinanciado pelo Programa Interreg V A.

IMG-20191217-WA0004.jpg

Em 2020, o AECT Rio Minho vai reforçar o trabalho em rede com as dinâmicas locais de cooperação transfronteiriça das Eurocidades do Rio Minho, através do arranque do projeto “Rede de Apoio às Dinâmicas Locais de Cooperação do Rio Minho Transfronteiriço”_Red_LaB_Minho, e na implementação do projeto Estratégia de Cooperação Inteligente do Rio Minho Transfronteiriço_Smart_Miño, ambos cofinanciados pelo Programa Interreg V A , com destaque neste último para a implementação de projetos piloto de mobilidade suave, no âmbito do Plano de Mobilidade Suave Transfronteiriça, de ações de promoção do património cultural imaterial transfronteiriço e para a dinamização de fóruns culturais com o objetivo de reforçar a coesão dos agentes culturais locais transfronteiriços, na perspetiva da montagem de parcerias para a implementação de projetos culturais em rede.

A identificação de obstáculos à mobilidade transfronteiriça no território do Rio Minho e desenho de propostas de soluções serão também prioridades a ter em conta neste exercício procurando, por um lado, capitalizar os projetos transitados da Uniminho (saúde, transportes e ambiente), e, por outro lado, continuar a participar na iniciativa B-Solutions – Boosting Growth and Cohesion in EU Border Regions - , promovida pela Comissão Europeia e pela Associação de Regiões Fronteiriças da Europa. 

Também no âmbito do projeto “Preservação e valorização do Rio Minho Transfronteiriço”, Visit_Rio_Minho, co-financiado pelo Programa Interreg V A, serão implementadas ações relacionadas com a estruturação e promoção da Marca Rio Minho, designadamente a participação em feiras e a organização de press trips ao território transfronteiriço.

Durante a reunião, a Assembleia Geral do AECT Rio Minho aprovou ainda a submissão de candidaturas do processo das “As Artes da Pesca nas Pesqueiras do Rio Minho” (prosseguindo com o trabalho iniciado pela CIM Alto Minho, também no âmbito do projeto Smart_Miño, co-financiado pelo Programa Interreg V A), a registo no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, em Portugal, e às Listas Nacionais de Património Cultural, em Espanha.

O AECT Rio Minho - Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial do Rio Minho - é uma pessoa coletiva de direito público, constituída em fevereiro de 2018 pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho e pela Deputación Provincial de Pontevedra, com vista a promover a cooperação territorial transfronteiriça.

IMG-20191217-WA0006.jpg

MINHO: UM RIO QUE UNE CADA VEZ MAIS

Projeto “Rio Minho: Um Destino Navegável”, apresentado hoje em Monção, vai contribuir para a valorização turística dos quatro municípios, ajudando a cimentar, ainda mais, o relacionamento entre os municípios de Monção, Salvaterra, Valença e Tui.

DSC_0347.JPG

Monção e Valença, nesta margem, Salvaterra e Tui, na outra margem. Durante séculos, estiveram de costas voltadas. Nos tempos do contrabando, criaram-se cumplicidades comerciais e amizades inquebráveis. Com a abertura da fronteira, iniciou-se um tímido e desejado desenvolvimento conjunto.

Construíram-se pontes, surgiram negócios conjuntos, potenciaram-se atividades comuns e incrementou-se a mobilidade profissional entre os dois lados.  O novo relacionamento económico, cultural e social levou à constituição de duas Eurocidades, fortalecendo a união e intercâmbio entre ambos os povos.

Uma realidade conhecida por todas as pessoas que habitam neste espaço geográfico transfronteiriço, bem como pelo tecido empresarial dos quatro municípios ribeirinhos que encontram neste território banhado pelo rio Minho o seu habitat económico natural.

Esta constatação, evidente aos olhos de todos, será reforçada nos próximos anos com o projeto conjunto “Rio Minho: Um Destino Navegável”. Apresentado esta manhã no Museu do Alvarinho, em Monção, contou com a presença dos representantes dos municípios e das três entidades envolvidas: Porto e Norte de Portugal, Dirección Xeral do Patrimonio Natural da Xunta de Galicia, e Axencia de Turismo de Galicia.

Inserido no programa INTERREG V–A España – Portugal (POCTEP) 2014-2020, o projeto implica um investimento de 1.1 ME (75% Feder e 25% comparticipação dos parceiros), resultando na efetivação de um conjunto de medidas e atividades focadas na atratividade e sustentabilidade do rio Minho.

Quais são? Por um lado, melhoria da navegabilidade do rio Minho, passeios turísticos em barco, percursos pedestres pelas margens e pesqueiras, visitas programadas às fortalezas, centros históricos, adegas de vinho Alvarinho, e equipamentos culturais.

Por outro, criação de pequenos cais flutuantes nos municípios e centro de interpretação ambiental na ilha de Fillaboa, em Salvaterra. Previsto ainda a realização de ateliês e conferências relacionadas com o rio (passado, presente e futuro) e incentivo à prática de desportos fluviais (kayak, canoagem, stand up paddle…).

Para o autarca monçanense, o projeto “Rio Minho: Um Destino Navegável” garante o reforço de relacionamento entre os parceiros, já bastante positivo, e permite alargar a oferta turística, cultural e patrimonial dos quatro municípios banhados pelo rio Minho.

António Barbosa adiantou que “as vantagens do projeto são grandes quer numa perspetiva de valorização ambiental do rio Minho quer no que respeita à mediatização do território e rentabilização económica dos agentes turísticos, hotelaria e restauração”.

Ciente que o projeto proporcionará um conjunto de experiências e descobertas aos visitantes do território, António Barbosa, acredita que o projeto contribuirá para fazer desta região um espaço privilegiado para a passagem de momentos agradáveis tanto em contexto familiar como em grupos de amigos.

“Rio Minho: Um Destino Navegável” deverá estar no terreno no próximo verão, ajudando a cimentar o conceito “Visit Rio Minho” através do reforço do posicionamento da região no mercado nacional e internacional, assegurando, com isso, uma vantagem competitiva em relação a outros destinos.

DSC_0320.JPG

DSC_0322.JPG

RIO MINHO DEVE TER INTERVENÇÃO TERRITORIAL INTEGRADA

“O Rio Minho Transfronteiriço preenche todos os requisitos para ter uma ITI. Haja vontade política dos Estados-Membros”

O Vice-diretor do AECT Rio Minho e Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira não tem dúvidas de que o território do rio Minho Transfronteiriço deve ser encarado como “um espaço piloto entre Portugal e Espanha para a implementação de um modelo inovador para a aplicação de políticas de desenvolvimento territorial, ou seja, uma Intervenção Territorial Integrada (ITI)”. A convicção foi manifestada, esta segunda-feira, durante as jornadas de trabalho em torno do futuro financiamento da “Estratégia Rio Minho Transfronteiriço 2030” que reuniu, em Tomiño, especialistas estatais, regionais e representantes de todas as entidades locais do território.

Xornadas ITI 1.jpg

Organizado pela Deputación de Pontevedra e pelo Grupo Ante da Universidade de Compostela, o encontro de dois dias serviu para conhecer e debater a Intervenção Territorial Integrada (ITI), um inovador instrumento impulsionado pela Comissão Europeia durante o período 2014-2020 que, para os autarcas do Vale do Minho Transfronteiriço, poderá ser a chave de financiamento da estratégia comum futura.

Segundo Fernando Nogueira, a constituição do AECT - Rio Minho (CIM Alto Minho e Deputación de Pontevedra), em fevereiro de 2018, e o posterior trabalho no desenvolvimento de uma estratégia sustentada, dota este território de todas as condições para uma efetiva aplicação da figura de uma ITI transfronteiriça, na lógica da Política de Coesão da UE e prevista no Plano Nacional de Coesão Territorial aprovado pelo Governo Português.

Apresentado como “um modelo inovador para a aplicação de políticas de desenvolvimento territorial transfronteiriço que introduzem comprovadamente maiores níveis de eficiência e eficácia na aplicação de fundos comunitários”, o Rio Minho Transfronteiriço apresenta todos os requisitos necessários: “temos um território de intervenção adequado, uma estratégia de desenvolvimento participada, um instrumento de governança robusto (AECT Rio Minho), uma vasta experiência na gestão de projetos apoiados pelos fundos comunitários e, acima de tudo, existe vontade política. Essa mesma vontade a tenham os Estados-membros, Portugal e Espanha”, disse o autarca cerveirense.

O diretor do AECT, Uxío Benítez, sublinhou que “a implementação de uma ITI conta ainda com a existência de um documento estratégico e de um percurso delineado até 2030”, pelo que a criação deste mecanismo para o território transfronteiriço durante o próximo marco comunitário dos Fundos Europeus “encaixa perfeitamente com o projeto do AECT Rio Minho”.

Um dos casos mais significativos apresentados durante a jornada foi o do ITI italoesloveno de Gorizia/Nova Gorica/ Sempeter-Vrtojba, o único caso de uma ITI transfronteiriça na Europa que, segundo explicou a sua representante, Tanja Curto, tem muitas semelhanças com o caso do Rio Minho Transfronteiriço pelas suas características similares.

Também está a participar neste encontro o expert em financiamento europeu e consultor para a Dirección Xeral de Política Rexional e Urbana da Comissão Europeia (DG Regio), Jonatan Paton, o subdirector adjunto de Cooperación Territorial do Goberno español, Moisés Blanco Maceira ademais de especialistas universitários em diferentes matérias.

As jornadas continuaram durante a manhã desta terça-feira, com uma reunião de todos os representantes das eurocidades da fronteira ibérica para o intercâmbio de experiências e boas práticas, na qual participaram entre outros a alcaldesa de Ayamonte, Natalia Santos (Eurocidade do Guadiana); o regedor de Badajoz, Francisco Javier Fragoso (Eurocidade de Badajoz – Elvas); o alcalde de Tui, Enrique Cabaleiro (Eurocidade Valença-Tui); a alcaldesa de Tomiño, Sandra González (Eurocidade Cerveira-Tomiño), o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Monção, João Oliveira e o secretário executivo da Eurocidade Chaves-Verín, Pablo Rivera Búa.

AECT Rio Minho, 19 novembro 2019

xornadas ITI 3.jpg

RIO MINHO REÚNE ESPECIALISTAS PARA ENCONTRAR MECANISMOS DE FINANCIAMENTO PARA A ESTRATÉGIA 2030

O concelho de Tomiño acolhe, na próxima 2ª e 3ªfeira, dias 18 e 19 de novembro, um encontro de administrações públicas estatais e regionais de Espanha e Portugal, especialistas em financiamento europeu e representantes das entidades locais do território minhoto, com o propósito de estudar o futuro financiamento da Estratégia Rio Minho Transfronteiriço 2030, no âmbito do novo quadro financeiro europeu. Estas jornadas são organizadas conjuntamente pela Deputación de Pontevedra e o Grupo Ante da Universidade de Santiago de Compostela, em colaboração com o Concello de Tomiño e o AECT Rio Minho.

O encontro servirá para aprofundar a proposta de elaboração de um mecanismo inovador da União Europeia ainda pouco conhecido na Galiza, mas já implementado com êxito noutros territórios: a Intervenção Territorial Integrada(ITI). Trata-se de um instrumento específico que poderia financiar o Plano de Ação da Estratégia Rio Minho Transfronteiriço 2030, dado o seu carácter integrador dos diferentes instrumentos de financiamento, tanto europeu, como estatal e regional.

Neste sentido, e para conhecer o funcionamento das ITI e as suas possibilidades, a organização destas jornadas conta com a presença de representante do único exemplo de ITI transfronteiriço da União Europeia, de Gorizia/Nova Gorica/ Sempeter-Vrtojba (Itália e Eslovénia), além de outros exemplos como a ITI portuguesa do Alto Minho e as implementadas em Aragón, Andalucía e Castilla la Mancha, em território espanhol.

Do programa para os dois dias, está prevista a presença de especialistas em financiamento europeu como o Secretario Geral da Asociación de Rexións Fronteirizas Europeas (ARFE), Martín Guillermo; o coordenador da ARFE Global Initiative, José María Cruz; o consultor para a Dirección Xeral de Política Rexional e Urbana da Comisión Europea (DG Regio), Jonatan Paton; representantes do Ministerio de Hacienda e da Consellería de Facenda da Xunta de Galicia; da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte de Portugal e do AECT Galicia - Norte de Portugal.

Também já confirmaram presença em Tomiño os principais atores locais do território; as três Eurocidades do Rio Minho (Valença-Tui, Cerveira-Tomiño e Monção-Salvaterra), e ainda as Eurocidades do Guadiana, de Badajoz – Elvas e de Chaves-Verín, todos com o objetivo de estudar conjuntamente os mecanismos de financiamento das ações incluídas no documento estratégico galego-português.

De sublinhar que, após a aprovação da Estratégia Rio Minho Transfronteiriço 2030 no Conselho Consultivo celebrado em Valença no passado mês de abril, o documento foi apresentado ainda em 2019 às diversas instâncias dos governos espanhol e português, no 9º Encontro Anual da Plataforma de AECTs de Palma de Mallorca, e à DGRegio, em Bruxelas, durante a Semana Europeia das Regiões e das Cidades, obtendo uma receção muito positiva por parte de todas as entidades.

As jornadas estão abertas à participação pública mediante inscrição através da página web www.smartminho.eu/aect/xornadas/ onde também pode ser consultado o programa completo e atualizado do encontro.

Capturarrminrmin.PNG

AUTARCAS DE FRONTEIRA DEBATEM PLANO DE MOBILIDADE SUSTENTÁVEL DO RIO MINHO TRANSFRONTEIRIÇO DO MINHO

Odirector do AECT Rio Minho, Uxío Benítez, reuniu, esta quinta-feira, em Valença, com os autarcas dos municípios do território transfronteiriço para avançar no desenvolvimento do Plano de Mobilidade Sustentável do Rio Minho Transfronteiriço (PMST) e auscultar opiniões.O documento, que se encontra em fase de redação, englobará as sugestões das equipas técnicas dos vários concelhos até 30 de novembro, para ser apresentado oficialmente no início de 2020.

pmst10.jpg

Os autarcas sublinharam a necessidade de apostar num cariz cooperativo, a curto e longo prazo, por um projeto de mobilidade que tenha em atenção as particularidades do território relacionadas com o crescimento do Caminho de Santiago, o transporte de mercadorias ou os movimentos de trabalhadores através da fronteira.

O encontrocontou com a presença dos autarcas dos municípios portugueses de Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila nova de Cerveira, e do lado galego dasAlcaldesas de Tomiño e Rosal, dosAlcaldes de A Guarda,Tui, Mondariz, A Cañiza, As Neves e Salvaterra, e ainda de representantes da CIM-Alto Minho e do AECT Rio Minho.

O Plano de Mobilidade Sustentável do Rio Minho Transfronteiriço tem como objetivoimplementar formas de deslocação mais sustentáveis e que, em simultâneo, garantama conectividade real do território com os principais pontos de atração.

O Plano propõe um total de 22 medidas, em torno de sete linhas de actuação, centradas na melhoria das deslocações para não-motorizados, no transporte público, na mobilidade de pessoas com mobilidade reduzida; no transporte para grandes áreas e centros recetores de viagens, na segurança viária, e aindamedidas de proteção ambiental.

O presente plano aposta por situar as pessoas no centro do planeamento de um vasto território: a fronteira ibérica mais transitada e a que temo maior fluxo de veículos (47%) entre Espanha e Portugal. Abrangue mais de 3.300 km2 de território, inclui 26 municípios galegos e portugueses e tem uma população de cerca de 376.000 pessoas. Com este Plano, poderia iniciar-se um caminho de melhoria da mobilidade sustentável entre ambas as margens do rio Minho.

De salientar que oPlano de Mobilidade Sustentável do Rio Minho Transfronteiriço enquadra-se no projeto Smart Minho, através do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2014-2020 (INTERREG V-A), cofinanciado a 75% por fundos FEDER, com um orçamento total de 942.022,47 euros.

PARCEIROS EUROPEUS DO "CHERISH" VISITAM AQUAMUSEU DO RIO MINHO PARA CONHECEREM BOAS PRÁTICAS

A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM do Alto Minho) está a receber, até esta sexta-feira, os parceiros do projeto de cooperação inter-regional ‘CHERISH’, cofinanciado pelo Programa Interreg Europe, e que visa a proteção e valorização das comunidades piscatórias. O Aquamuseu do rio Minho foi um dos pontos de visita obrigatória, dando a conhecer o vasto trabalho desenvolvido em prol da bacia hidrográfica do rio Minho.

IMG_6347.jpg

Os 34 parceiros e stakeholders do ‘CHERISH’ - Creating opportunities for regional growth through promoting Cultural HERitage of fISHing communities in Europe, oriundos de oito países - Holanda (Município de Middelburg), Letónia (Riga Planning Region), Espanha (Conselho Insular de Malhorca), Grécia (Município de Kavala), Portugal (CIM Alto Minho), Chipre (Development co. Pafos Ltd.), Itália (Região de Abruzzo) e Alemanha (EUCC - Coastal Union Germany) – estão reunidos com o propósito de contribuir para a melhoria das políticas regionais de desenvolvimento que protegem e promovem o património cultural das comunidades piscatórias, reforçando a atratividade destas regiões para as empresas, cidadãos e turistas.

Na receção de boas-vindas ao grupo, o Presidente da Câmara Municipal reforçou a forte aposta da CIM Alto Minho na economia do mar, com vários projetos, destacando o Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC) que visa promover, em territórios específicos, o desenvolvimento local e a diversificação das economias de base rural e das zonas pesqueiras e costeiras.

Fernando Nogueira sublinhou ainda a importância do Aquamuseu do rio Minho como um espaço público, de interesse supramunicipal, “que transporta para dentro de quatro paredes toda a riqueza do rio Minho, ao longo da sua extensão de 75kms”. Antes de formalizar a parceria no ‘CHERISH’, através da assinatura do respetivo acordo, Fernando Nogueira lembrou que o Aquamuseu do Rio Minho já dispõe de um trabalho diversificado e de excelência nas vertentes didático-cultural, investigação científica e turística, podendo dar um contributo muito significativo para este projeto.

Durante estes três dias, os participantes deste projeto europeu têm a oportunidade de conhecer projetos e boas práticas do Alto Minho e Esposende ligadas às comunidades piscatórias, nomeadamente o Projeto AmareMar (Esposende), o Aquamuseu do rio Minho de Vila Nova de Cerveira, as tradições ligadas ao Navio Gil Eannes, o projeto Lugar do Real – Aldeias de Mar (Ao Norte), as Conservas da Vianapesca e a recolha de sargaço em Castelo do Neiva.

O programa prevê ainda a realização de um workshop, no Núcleo Museológico do Sargaço de Castelo do Neiva, ligado aos saberes tradicionais ecológicos (Traditional Ecological Knowledge), durante o qual os participantes ficarão a conhecer as tradições ligadas à recolha de sargaço, incluindo um “storytelling” sobre Maria do Céu, a sargaceira de Castelo do Neiva.

IMG_6304.jpg

PONTE INTERNACIONAL MONÇÃO – SALVATERRA DO MIÑO VAI SER RECUPERADA E AMPLIADA COM TABULEIRO PARA BICICLETAS

Os dois países, através da Infraestruturas de Portugal e Infraestruturas e Mobilidade da Junta da Galiza, acertaram a partilha do investimento em partes iguais. De momento, inicia-se o processo para a efetivação de um convénio internacional.

Ponte_.jpg

Com a requalificação e ampliação da Ponte Internacional Monção – Salvaterra de Miño como único ponto na agenda, realizou-se, na passada segunda-feira, uma reunião de trabalho entre o Vice-Presidente da Infraestruturas de Portugal, José Serrano Gordo, e a Conselheira de Infraestruturas e Mobilidade da Junta da Galiza, Ethel Vazquez.

O encontro, realizado no Porto, contou ainda com a presença do diretor da Agência Galega de Infraestruturas, Francisco Menéndez, do presidente da Câmara Municipal de Monção, António Barbosa, e da Alcaldesa de Salvaterra de Miño, Marta Valcárcel.

O resultado foi extremamente positivo, ficando decidido iniciar-se o processo para a efetivação de um convénio internacional direcionado para a requalificação e ampliação da ponte internacional sobre o rio Minho, incorporando-se um tabuleiro para bicicletas.

De acordo com o trabalho técnico já efetuado, estima-se que os trabalhos de requalificação estrutural ascendam a 700 mil euros, cujo financiamento será repartido pelos dois países. Paralelamente, será projetada a ampliação da travessia, incluindo tabuleiro para bicicletas, unindo as ecopistas existentes nas duas margens.

Para António Barbosa, a reunião não podia ter corrido melhor: “assistiu-se a uma convergência de opiniões entre os responsáveis dos dois organismos que registo com enorme agrado. A intervenção é absolutamente necessária dada a acentuada afluência de veículos nos dois sentidos. O alargamento garante maior segurança aos ciclistas e potencia as vias verdes existentes nas duas localidades que, desta forma, passam a ficar unidas”

A Ponte Internacional Monção – Salvaterra de Miño, batizada com os nomes dos poetas João Verde e Amador Saavedra, foi inaugurada no dia 29 de março de 1995, comemorando, no próximo ano, as bodas de prata. Segundo os últimos dados, a ponte é atravessada, diariamente, por mais de 9 mil veículos. Esta manhã, a televisão de Galiza esteve em Monção para recolher depoimentos sobre a importância deste investimento para a Eurocidade Monção – Salvaterra de Miño. 

CERVEIRENSES LIMPAM RIO MINHO

50kg de lixo removidos da margem do rio Minho

Cerca de 30 pessoas optaram por tornar o feriado nacional de 5 de outubro num dia dedicado à defesa do rio Minho, manifestando a sua preocupação para com a temática da poluição, mas arregaçando as mangas e avançando para o terreno, concretizando a atividade "Limpeza de margens - Rio Minho".

Limpeza do rio minho 1.jpg

Os voluntários de todas as idades conseguiram retirar aproximadamente 50Kg de resíduos da margem do rio Minho, tendo dominado a presença de plásticos e de beatas.

Organizada em parceria entre Aquamuseu do Rio Minho, a APLM, a COREMA e a RAIA, com o apoio da Fundação Oceano Azul, a iniciativa teve por objetivo sensibilizar a população para o problema do lixo acumulado nas margens do rio Minho, e alertar para os problemas de poluição que afetam diversos cursos de água a nível nacional e internacional.

Limpeza do rio minho 2.jpg

AQUAMUSEU DO RIO MINHO APRESENTA O RUIVACO E A ENGUIA

Duas novas exposições para desfrutar no Aquamuseu do rio Minho

Até ao final do ano, o Aquamuseu do rio Minho sugere mais duas exposições que convidam ao conhecimento de duas espécies: o Ruivaco e a Enguia.

EXPOSIÇÃO ENGUIA.jpg

Assim, até 30 de novembro, os visitantes do Aquamuseu podem conhecer um pouco mais sobre o Ruivaco do Oeste, um pequeno ciprinídeo (< 15cm) que só existe em Portugal, em três rios do Oeste: no rio Alcabrichel e Sizandro, em Torres Vedras e na ribeira do Safarujo, em Mafra. Tem estatuto de ameaça de “criticamente em perigo”, consequência da poluição, destruição de habitats, escassez de água e predação por parte do lagostim-da-Louisiana. A presente exposição em painéis descreve as características gerais, habitats e problemas desta espécie endémica da Península Ibérica que, apesar de não ter importância comercial, tem muita importância para o equilíbrio dos ecossistemas.

Já até dia 31 de dezembro, encontra-se patente ao público a exposição “A enguia no rio Minho”, onde é abordado o ciclo biológico, as características gerais, a distribuição, a tendência do recurso, a pesca do meixão, as ameaças e a investigação. A enguia é um peixe serpentiforme, que vive grande parte da sua vida em água doce, migrando para o mar para se reproduzir. A sua exploração comercial e a construção de obstáculos à sua migração são considerados importantes fatores de ameaça.

O Aquamuseu do rio Minho encontra-se de portas abertas de terça-feira a domingo, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h00.

EXPOSIÇÃO RUIVACO.jpg