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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CAMINHA: PORTO E BARRA DO RIO MINHO

Porto e barra do rio Minho : Caminha : plano hidrografico levantado em 1913 / Missão Hidrografica da Costa de Portugal ; lev. por E. T. de Almeida Carvalho e R. N. Frade. - Escala 1:20000. - [Lisboa] : Missão Hidrográfica da Costa de Portugal, [1913]. - 1 plano : color. ; 27,50x23,70 cm em folha de 36,40x29,50 cm

Fonte: Biblioteca Nacional de Portugal

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CAMINHA: FERRYBOAT SANTA RITA DE CÁSSIA SUSPENDE TRAVESSIA AMANHÃ

Em virtude do VIII Triatlo Longo de Caminha

Amanhã, dia 3 de outubro, o Ferryboat Santa Rita de Cássia, que faz as travessias entre Caminha e A Guarda, vai suspender o funcionamento da carreira, em virtude da realização do evento desportivo Triatlo Longo de Caminha. Será igualmente encerrado o parque de estacionamento existente junto do cais de acostagem.

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O Concelho de Caminha vai acolher o VIII Triatlo Longo de Caminha no próximo sábado, dia 3 de outubro. Este evento de projeção nacional e internacional integra o Campeonato Ibérico Individual de Média Distância, o Campeonato Individual de Triatlo e de Grupos de Idade de Média Distância e o Campeonato Nacional de Clubes de Triatlo de Longa Distância.

Trata-se de um grande evento desportivo, com grande importância para o concelho, já que visa a dinamização da economia local e a prática desportiva.

VILA NOVA DE CERVEIRA: AQUAMUSEU DO RIO MINHO COM ENTRADAS GRATUITAS NO DOMINGO

Para assinalar o Dia Mundial do Turismo, que se celebra desde 1980, no dia 27 de setembro, o Município de Vila Nova de Cerveira disponibiliza, este domingo, entradas gratuitas no Aquamuseu do rio Minho. Dado o atual contexto de pandemia Covid-19, há procedimentos de segurança emanados pela Direção Geral de Saúde que estão a ser escrupulosamente cumpridos.

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O Dia Mundial do Turismo foi escolhido na data em que, no ano de 1970, entraram em vigor as diretivas que são consideradas como mais marcantes para o turismo global. Esta comemoração anual tem como objetivo chamar a atenção para a importância do turismo em todo o mundo, como alavanca para o desenvolvimento económico, preservação e promoção da cultura e do património.

De portas abertas desde 13 de julho de 2005, o Aquamuseu do rio Minho tornou-se num dos maiores polos de atração turística de Vila Nova de Cerveira, alcançando uma média anual de 25 mil visitantes. Localizado junto à margem do rio Minho e integrado numa envolvente natural de Vila Nova de Cerveira, este equipamento municipal público, de interesse supramunicipal, transporta para dentro de quatro paredes toda a riqueza natural e patrimonial daquele curso de água internacional.

Associando-se à comemoração do Dia Mundial do Turismo, o Município de Vila Nova de Cerveira propõe, para o próximo domingo, um programa familiar completo, com as vertentes cultural, turística, científica e uma forte componente pedagógica, ao único museu que tem como referência um rio – o Rio Minho. Uma oportunidade para quem nunca visitou o Aquamuseu do rio Minho ou de voltar a desfrutar do espaço que, pelo menos, com caráter trimestral, apresenta exposições com temáticas diferentes.

Cumprindo as normas impostas pela DGS, ao nível de distanciamento social, de lotação do espaço e de higienização, a visita gratuita pode ser realizada, este domingo, entre as 10h00 e as 12h30 ou das 14h00 às 18h00.

AMBIENTALISTAS LIMPAM PRAIA DA FOZ DO RIO MINHO EM CAMINHA

Marcada ação de limpeza terrestre da Praia da Foz do Minho

O Aquamuseu do rio Minho associa-se à Fundação Oceano Azul para assinalar o Dia Internacional de Limpeza Costeira, com uma ação agendada para dia 19 de setembro, às 15h00, na Praia da Foz do Minho, em Caminha. Inscrições necessárias através do email aquamuseu@cm-vncerveira.pt

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A iniciativa internacional agrega, num primeiro momento, a apresentação do livro “Clara e Ilha de Plástico” de Liliana Geraldes, seguindo-se a ação de limpeza da praia selecionada, abrangendo o lixo marinho que é eliminado, abandonado ou perdido em ambiente costeiro.

A comemoração do Dia Internacional de Limpeza Costeira foi criada pela organização Ocean Conservancy, com o objetivo de promover a proteção dos oceanos, o sistema de sustento à vida do planeta, que representa 70% da extensão da Terra e que alimenta mil milhões de pessoas. Estima-se que entre 5 milhões a 12 milhões de toneladas de plástico entupam os oceanos todos os anos, matando mais de 1 milhão de aves marinhas (90% delas come plástico) e mais de 100 mil tartarugas, focas e baleias, para além de um imenso número de peixes.

O Dia Internacional de Limpeza Costeira, de 19 a 27 de setembro, com ações de limpeza terrestres. Todos os anos é organizada a maior limpeza voluntária do planeta, envolvendo milhões de pessoas espalhadas pelo mundo.

Saiba mais sobre outras ações a decorrerem em Portugal em www.oceanoazulfoundation.org

PROJETO DO AQUAMUSEU DO RIO MINHO COMBINA ARTE E AMBIENTE

Ambiente e Arte unem Aquamuseu do rio Minho e Fundação Bienal de Arte de Cerveira em projeto

“LowPlast – a arte de reduzir o plástico” é um projeto promovido pelo Aquamuseu do rio Minho – Município de Vila Nova de Cerveira, em parceria com a Fundação Bienal de Arte Cerveira (FBAC), a Associação Portuguesa do Lixo Marinho e o Instituto Interdisciplinar de Artes – DTK, (Noruega), com dotação de 52 mil euros, financiado pelos EEA Grants.

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Tendo como objetivo fortalecer a sensibilização para redução e prevenção de plásticos nos Oceanos, o projeto prevê a realização de ações de sensibilização para a necessidade de reduzir o consumo de plásticos de utilização única e garrafas de plástico, em setores chave como o fast-food, restauração e supermercados, bem como incentivar a sua valorização após o uso, dando sentido prático à expansão da Economia Circular.

A iniciativa engloba ações de monitorização, disseminação de boas práticas e criação de elementos artísticos, no qual se enquadra a participação da FBAC. Assim, integrando a programação da XXI Bienal Internacional de Arte de Cerveira, serão apresentados ao público três momentos de intervenção artística. Devido ao contexto da situação atual, o projeto foi adaptado e serão apresentadas duas participações à distância das artistas norueguesas Pippip Ferner e Christine Istad e uma intervenção, em pleno Rio Minho, do português Acácio de Carvalho.

AQUAMUSEU DO RIO MINHO ASSINALA 15 ANOS DE ACTIVIDADE

Aquamuseu do Rio Minho assinala 15 anos entre a tradição e o digital 

Atendendo aos tempos de pandemia, e às orientações para evitar aglomerados populacionais, o Município de Vila Nova de Cerveira vai assinalar o 15º aniversário do Aquamuseu do Rio Minho de forma simbólica, mas com algum impacto para o futuro. Entre esta sexta-feira e domingo, enaltece-se o barco típico o ‘Carocho’ e é lançado nas redes sociais o vídeo promocional deste equipamento de interesse supramunicipal, para além de estarem previstas entradas livres.

A celebração de caráter simples arranca esta sexta-feira, 10 de julho, às 10h30, com a inauguração da exposição “XV anos do Aquamuseu do rio Minho” e uma homenagem ao barco “Carocho”, com um exemplar para ser apreciado in loco. Com um comprimento entre os 6 e os 8 m, o “Carocho” navegava principalmente na zona de influência da maré, mas podia chegar a Monção-Salvaterra do Miño. Por tempos imemoriais confunde-se o seu uso como barco de passagem para o contrabando e para a pesca, acreditando-se que o nome provém do seu aspeto, quando impulsionado por dois pares de remos compridos e encurvados, que o faziam assemelhar-se a uns escaravelhos, as carochas.

Para sábado, 11 de julho, está prevista a divulgação do vídeo promocional do Aquamuseu do rio Minho nas suas plataformas digitais, de forma a impulsionar a posição deste museu além-fronteiras de Portugal e Espanha, onde o seu trabalho na área da investigação e na vertente lúdico-pedagógica já é sobejamente reconhecida, procurando alcançar diversos públicos e mais parcerias.

Do programa, para domingo, estão previstas entradas livres no Aquamuseu no período de funcionamento entre as 10h00 e as 12h30, as 14h00 e as 18h00. Respeitando as recomendações e diretrizes de saúde pública, os interessados podem desfrutar de uma visita em contexto familiar aos espaços de maior relevância como o Aquário, o Lontrário e o Museu de Pescas.

Junto à margem do rio Minho e integrado numa envolvente natural de Vila Nova de Cerveira, o Aquamuseu do rio Minho transporta para dentro de quatro paredes toda a riqueza daquele curso de água internacional. De portas abertas desde 13 de julho de 2005, este espaço público tornou-se num dos maiores polos de atração turística de Vila Nova de Cerveira, alcançando uma média de 25 mil visitantes por ano.

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FERRY RETOMA TRAVESSIAS ENTRE CAMINHA E A GUARDA, HOJE, DIA 1 DE JULHO

Foram hoje retomadas as travessias entre Caminha e A Guarda. A primeira viagem ocorreu partir de Caminha, pelas 09h30. Estão previstas saídas de Caminha às 10h00, 11h00, 12h00, 14h00 e 15h00.

Amanhã, de A Guarda haverá viagens às 09h45, 10h30, 11h30, 12h30, 14h30 e 15h15.

As travessias estão sempre condicionadas às condições de navegabilidade do ferry, por força do assoreamento do canal balizado. Telefone: 258 092 564.

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AQUAMUSEU DO RIO MINHO REABRE AS PORTAS NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA

Quase quatro meses de encerramento devido à pandemia COVID-19, o Aquamuseu do rio Minho volta a reabrir portas ao público, a partir desta quarta-feira, 1 de julho, em horário normal, com a garantia das medidas de segurança emanadas pela Direção Geral de Saúde e pelo Governo.

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Como medida de prevenção e contenção do novo coronavírus, a 9 de março, Vila Nova de Cerveira foi dos primeiros concelhos do distrito a encerrar espaços e equipamentos municipais, e a suspender eventos e atividades da sua responsabilidade. Paulatinamente, e após aprovado pelo Governo o plano de desconfinamento, a autarquia cerveirense foi analisando as condições e a evolução epidemiológica da pandemia, tendo procedido, a 11 de maio, a uma reabertura gradual da Biblioteca Municipal e do Arquivo Municipal.

A 1 de julho, é a vez do Aquamuseu do rio Minho voltar à sua interação com a comunidade. Inaugurado a 13 de julho de 2005, este equipamento de interesse supramunicipal, por apresentar o rio Minho dentro de quatro paredes, tornou-se num dos maiores polos de atração turística de Vila Nova de Cerveira, alcançando uma média de 25 mil visitantes por ano, sem descurar a importante vertente educativa e científica.

O período de funcionamento é de terça-feira a domingo, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h00. Para esclarecimento de dúvidas ou obter mais informações, podem contactar através do número de telefone 251 708 026 ou pelo correio eletrónico aquamuseu@cm-vncerveira.pt

AQUAMUSEU DO RIO MINHO EXPÕE SOBRE O ROBALO

O Robalo - Exposição bimestral online

Ainda a viver o período de pandemia Covid-19, e mantendo-se de portas fechadas, o Aquamuseu do rio Minho reinventa-se e não deixa os seus utilizadores sem conhecimento. Neste sentido, aquela que seria a próxima exposição bimestral - junho e julho - dedicada ao Robalo (Dicentrarchus labrax) é disponibilizada online, através da página no facebook.

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  • Sabia que:
  • O robalo é um peixe de água salgada que pode aparecer nos estuários em pequenos cardumes, principalmente na época de verão. De corpo alongado, o seu dorso apresenta uma cor acinzentada com reflexos esverdeados e um ventre esbranquiçado. Este peixe tem duas barbatanas dorsais, sendo que a primeira delas é formada por raios espinhosos. O seu opérculo é caracterizado pela presença de uma mancha escura e dois espinhos. Pode atingir os 80 cm de comprimento e viver até 30 anos.
  • Na sua fase juvenil vivem em cardumes de maneira a se protegerem melhor dos predadores. Na sua fase adulta costumam ser animais solitários ainda que por vezes formam cardumes para atacar outros peixes.
  • O seu período de reprodução varia entre dezembro e fim de março, variando um pouco em função da temperatura da água. A sua alimentação baseia-se principalmente em pequenos peixes e crustáceos, especialmente camarões e caranguejos.
  • É comum encontrar juvenis desta espécie na zona do estuário do rio Minho, inclusive nos canais do sapal. Também, e devido à sua capacidade de suportar salinidades muito baixas, na época do verão, é comum chegarem a Vila Nova de Cerveira exemplares de dimensões consideráveis.
  • O robalo tem um alto valor comercial e é muito apreciado pelos pescadores, sendo que os exemplares maiores podem chegar a atingir um valor considerável. Apesar de ser um peixe capaz de viver em águas salobras ou mesmo água doce é muito sensível à poluição.

OS CONCELHOS DO AECT RIO MINHO APOSTAM NA RE-ABERTURA DE NOVAS TRAVESSIAS FRONTEIRIÇAS COMO MEDIDA DE ALÍVIO PARA OS TRABALHADORES TRANSFRONTEIRIÇOS

Destacam ainda a importância de um desconfinamento gradual coordenado entre as duas margens que não crie desequílibrios no território

“É vital que o encerramento de fronteiras não vá muito mais além do fim dos estados de alarme e emergência de Espanha e Portugal”, advertiu Uxío Benítez

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial do Río Minho, reuniu-se esta terça-feira com os Alcaldes e Presidentes das Câmaras Municipais do território transfronteiriço para analisar conjuntamente o impacto socioeconómico que a pandemia do Covid-19 está a ter nesta região. A reunião, que se desenvolveu em vídeo conferência telemático contou com uma elevada participação e interesse, designadamente da presidente da Deputación de Pontevedra, Carmela Silva, e de representantes da CIM Alto Minho, que demonstraram a sua preocupação com as atuais circunstâncias e ofereçam-se a trasladar a mensagem do AECT Rio Minho juntos das entidades competentes do Governos de Portugal e Espanha.

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A reunião faz parte do estudo promovido pelo AECT Rio Minho e a Deputación de Pontevedra para obter um primeiro diagnóstico da atual situação que enfrenta o território. As conclusões deste trabalho serão transmitidas esta mesma semana aos governos e ministérios competentes de ambos os estados para que sejam analisadas e se possam aplicar as decisões mais adequadas, explicou o Diretor do AECT Rio Minho, Uxío Benítez.

Re-Abertura de novas travessias fronteiriças

Uma das principais ideias sobre a mesa, e que a totalidade dos participantes coincidiu, foi a necessidade de re-abertura de novas travessias fronteiriças como “uma medida de alívio” para as economias locais e sobretudo para “os e as trabalhadoras transfronteiriços que diariamente tem de se deslocar quilómetros para aceder aos seus postos de trabalho”.

Segundo informou o diretor do AECT Rio Minho, Uxío Benítez, neste momento, a única fronteira aberta no território é a da ponte de Tui – Valença, um tramo que agora mesmo “concentra cerca de 44% do total da mobilidade entre Espanha e Portugal”, sendo com elevada diferença o mais transitado do total das 9 travessias fronteiriças permitidas entre os dois estados.

Alguns das trabalhadoras e trabalhadores transfronteiriços deslocam-se obrigatoriamente a “distancias de mais de 60 km entre a ida e volta para poder chegar às zonas industriais ou empresas que ficavam a uma escassa distância dos seus domicílios”, segundo explicou a Alcaldesa de Tomiño, Sandra González. Esta situação, que afeta a uma população “com um nível económico medio baixo, está a provocar que alguns destes trabalhadores se viram obrigados a abandonar os seus postos de trabalho devido ao aumento dos custos de deslocação que são incompatíveis com os seus salários baixos que às vezes não ultrapassam os 600€”, aclarou González, um argumento que foi reforçado pela alcaldesa de Salvaterra, Marta Valcárcel, que propôs como solução imediata “uma abertura parcial, por exemplo, em vários horários”.

Apesar do acordo na necessidade de re-abrir novas travessias fronteiriças, todos os participantes neste encontro assumiram também que esta medida deve ser tomada sob “a aplicação dos devidos meios de controle e segurança, os mesmos que já existem na passagem de Tui – Valença de modo a evitar um retrocesso ou novos confinamentos”, segundo apontou o presidente da Câmara de Melgaço, Manoel Batista. “Não se trata de abrir as fronteiras para que circule qualquer pessoa”, explicou Benítez, senão de oferecer “uma melhoria” para aquelas pessoas que “mais estão a sofrer o duplo golpe da pandemia por se encontrarem na fronteira e num território fortemente interrelacionado”.

“Devemos assumir que infelizmente esta crise pode-se prolongar no tempo pelo que a seguridade sanitária é imprescindível, advertiu o presidente da Câmara Municipal de Monção, Antonio Barbosa.

Coordenação das medidas de desconfinamento gradual

Outro dos pontos em comum na reunião foi a necessidade de coordenação entre o governo português e o espanhol durante as medidas de desconfinamento gradual. Uxío Benítez lamentou que “um ritmo diferente de desconfinamento gradual possa provocar fricções num território em que a interdependência económica entre ambas as margens do rio é muito forte”. Uma ideia também defendida pelo alcalde de A Guarda, Antonio Lomba, que apontava a necessidade de abrir a mobilidade, a medio prazo, para facilitar as deslocações até ao aeroporto Sá Carneiro de Porto, entre outros.

Esta interdependência é facilmente palpável em alguns centros urbanos como Valença, onde 90% do comércio do concelho está dirigido à população galega, segundo afirmou o presidente da Câmara de Valença, Manuel Lopes. Casos semelhantes são os de Caminha e Vila Nova de Cerveira, onde a economia local e o emprego depende em grande parte desta relação transfronteiriça, designadamente o turismo, a indústria, as

feiras e os mercados locais, de acordo com o Presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, e do Presidente da Câmara e Vice-diretor do AECT Rio Minho, Fernando Nogueira, consciente de que a “logística não é fácil”. Após a saúde, a economia deve ser a prioridade, advertiu o presidente da Câmara de Paredes de Coura, Vitor Pereira, pensando a medio prazo e na implementação de uma estratégia conjunta.

Outra das preocupações mais repetidas ao longo da reunião foi a de que o encerramento de fronteiras não se prolongue muito mais além da suspensão dos estados de emergência e alarme de Portugal e Espanha, algo que poderia incrementar ainda mais as sequelas da pandemia neste território tão interdependente pelo que se torna necessário uma estratégia conjunta. Neste sentido, a alcaldesa do Rosal, Ánxela Fernandez, reforçou na “importância que as relações de proximidade vão ter a partir de agora, não só a relevância que vão ter as autarquias locais, mas também o nosso entorno mais próximo como espaço para nos relacionarmos”.

A este respeito, Xosé Manuel Rodríguez, Alcalde de As Neves, assinalou a necessidade de realizar um estudo conjunto da economia e da hotelaria no território transfronteiriço e de como se verá afetado e propôs estudar a possibilidade de regulamentar a pesca e a sua venda já que a pandemia afetou fortemente este setor em plena temporada de lampreia.