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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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LAMPREIA DO RIO MINHO – UM PRATO DE EXCELÊNCIA

Com a participação de 47 restaurantes do Vale do Minho, 11 do concelho de Monção, a 12ª edição funciona em regime takeaway, todos os fins de semana, até 15 de abril.

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A ADRIMINHO, a Confraria da Lampreia do Rio Minho, e os seis municípios do Vale do Minho (Melgaço, Monção, Valença, Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira e Caminha), promovem a 12ª edição da “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência”, decorrendo entre 15 de fevereiro e 15 de abril, aos fins de semana.

Devido ao surto pandémico que vivemos, os restaurantes participantes nesta iniciativa intermunicipal vão funcionar em regime de takeaway, cumprindo todas as normativas e recomendações da Direção Geral de Saúde, bem como as medidas restritivas constantes no estado de emergência.

Participam 80 restaurantes dos seis concelhos, contando-se, entre estes, 12 restaurantes do concelho de Monção. Primando pela qualidade, requinte e tradição, convidam os habitantes da região do Vale do Minho e os amantes da boa gastronomia a manterem esta tradição, levando para casa os diferentes pratos de lampreia para degustação em contexto familiar.

A “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência” constitui um importante contributo para a promoção deste prato típico da região, assumindo-se, neste período adverso, como a manifestação de um ato de solidariedade com todas as pessoas que, direta ou indiretamente, estão envolvidas na preservação e valorização deste recurso singular do nosso território.

A organização desta iniciativa, cuja programação tem reforçado a componente cultural, histórica e turística dos municípios envolvidos, revela, na presente edição, uma carga de enorme simbolismo retratada na firmeza e resiliência de quem se recusa a desistir: pescadores, vendedores, restaurantes, unidades de alojamento, empresas de animação e outros profissionais ligados ao setor.

O que diz António Barbosa

“A iniciativa Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência constitui um valioso cartão-de-visita da região num período de época baixa. Com tradição, inovação e profissionalismo, os restaurantes de Monção disponibilizam a afamada e saborosa Lampreia do Rio Minho. Este ano, devido à pandemia, vão funcionar em regime de takeaway.

Louvo a determinação, perseverança e capacidade de adaptação dos nossos empresários de restauração, desejando-lhes sucesso neste período difícil.  Convido os monçanenses a encomendarem este prato tradicional num dos nossos restaurantes, apoiando a gastronomia local e todos os profissionais do setor”.

Catálogo em https://tinyurl.com/yqqmmdlc

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BLOCO DE ESQUERDA QUESTIONA GOVERNO SOBRE O ENCERRAMENTO DE FRONTEIRAS NO RIO MINHO

Bloco quer implementação de medidas que facilitem o trânsito de trabalhadores transfronteiriços

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre o encerramento de três pontes sobre o rio Minho, no âmbito da implementação de medidas sanitárias de resposta à crise sanitária provocada pela Covid-19.

Nos documentos entregues na Assembleia da República, dirigidas à Ministra da Coesão Territorial e também ao Ministro dos Negócios Estrangeiros e ao Ministro da Administração Interna, os deputados e deputadas do Bloco de Esquerda, afirmam que “a decisão foi tomada de forma centralizada, tanto do lado de Portugal como do lado do estado espanhol, sem atenção à caraterísticas próprias destes territórios e esquecendo que milhares de trabalhadores e trabalhadoras têm que atravessar a fronteira todos os dias, tendo sido altamente prejudicados pelo aumento de horas que passaram a ter que fazer para se deslocar ao trabalho”.

Atualmente, mantém-se somente em aberto por 24h a ponte Valença-Tui. Segundo os bloquistas, “esta medida de encerramento de fronteiras numa região tão densamente povoada e com tão elevado fluxo de transito rodoviário, à semelhança do ocorrido em anteriores períodos de confinamento e já comprovado nos primeiros dias da presente semana, potencia o “efeito funil” criando quilómetros de filas de trânsito no único ponto de passagem”.

Assim, o Bloco quer saber se “existem ou existiram conversações com responsáveis governamentais espanhóis para a implementação de medidas específicas para os territórios transfronteiriços” e se o Governo “tem pensada a implementação de medidas que facilitem o trânsito de trabalhadores transfronteiriços, evitando o acumular de horas diárias que estes trabalhadores se vêm obrigados a fazer com a reposição do controlo de fronteiras”.

O partido quer ainda esclarecer se o Governo “está recetivo à reabertura de outras pontes transfronteiriças sobre o Rio Minho, tal como é reivindicado pelos autarcas dos municípios portugueses e da Galiza e tal como sucedeu no passado mês de março aquando do anterior período de confinamento”.

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MONÇÃO: BARCOS DE PESCA E TRANSPORTE DO RIO MINHO

O barco do rio Minho é uma embarcação de pesca e transporte usada a montante de Vila Nova de Cerveira até arredores de Monção. Como o carocho tem fundo chato e quilha de secção em T, casco de tábua trincada de dois bicos construído pela técnica de shell-first, mas distingue-se deste por ter uma proa menos desenvolvida com as bordas niveladas. Dimensões médias de 6 x 1,5 x 0.45m. Arma uma vela ao baixo, numa variante com a altura reduzida de 1/3, mediante um insólito recorte da esteira. Propulsão também por 2 remos e vara. Tripulação de 2 a 4 pessoas.

Fonte: Centro Português de Fotografia

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CÂMARA DE CAMINHA SUSPENDE TRAVESSIAS DO FERRYBOAT POR TEMPO INDETERMINADO

As travessias do ferryboat Santa Rita de Cássia, entre Caminha e A Guarda, vão ser interrompidas sine die, a partir de hoje. Esta decisão deve-se ao crescimento do número de novos infetados no concelho de Caminha nas últimas semanas que apontam, segundo o último relatório da ULSAM de 8 de janeiro, para a existência de 162 casos ativos e um acumulado de 809 casos desde o início da pandemia.

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Com a suspensão das travessias pretende-se proteger os trabalhadores do ferryboat e as pessoas que o utilizam, bem como passar uma mensagem clara relativamente à necessidade de limitar a mobilidade e reduzir os contactos com outras pessoas ao mínimo essencial.

O Presidente da autarquia tomou a decisão de suspender as travessias do ferryboat por tempo indeterminado tendo em conta vários fatores, nomeadamente o facto do concelho de Caminha ter registado um crescimento do número de infeções desde o Natal e, ainda, por o concelho de A Guarda ter comunicado à Câmara Municipal de Caminha que no seu território, bem como nos concelhos de O Rosal e Tomiño, existem restrições à mobilidade estabelecidas pela Xunta da Galicia devido à elevada incidência de novos infetados por COVID 19.

FERRY SUSPENDE LIGAÇÃO ENTRE CAMINHA E A GUARDA (GALIZA)

Ferry suspende travessias sábado e domingo

O ferryboat Santa Rita de Cássia não cruzará o rio Minho este fim de semana, ou seja, amanhã e domingo, acompanhando as restrições impostas no âmbito da COVID 19.

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Tendo em conta a decisão do Conselho de Ministros do Governo de Portugal do dia de ontem, que proíbe a circulação na via pública a partir das 13h00 no fim-de-semana de 09 e 10 de Janeiro, bem como a proibição de circulação de concelhos entre as 23h00 de hoje, dia 08 de janeiro, e as 05h00 do dia 11 de janeiro de 2021, salvo exceções devidamente documentadas, o Presidente da Câmara Municipal de Caminha, Miguel Alves, determinou a suspensão da carreira do ferryboat durante todo o dia, amanhã depois, dias 09 e 10 de janeiro.

FERRYBOAT SANTA RITA DE CÁSSIA SUSPENDE ATIVIDADE DE 24 DE DEZEMBRO DE 2020 A 5 DE JANEIRO DE 2021

O ferryboat Santa Rita de Cássia não cruzará o rio Minho de 24 de dezembro de 2020 a 5 de janeiro de 2021, acompanhando as restrições impostas no âmbito da COVID 19.

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O presidente da Câmara de Caminha considera que, tendo presentes as últimas decisões do Conselho de Ministros que deram conteúdo prático e legal à renovação do estado de emergência, e tendo em conta que Caminha se enquadra nos concelhos de Risco Muito Elevado de infeção; o Reino de Espanha se encontrar numa situação muito semelhante do ponto de vista da gravidade da pandemia e a região da Galiza com particular dificuldade; existirem concelhos galegos ribeirinhos com cerca sanitária; estarem próximos os dias de Natal, que se juntam aos dias de Ano Novo, tempo tradicionalmente usado para passar férias, reuniões familiares ou encontros de amigos; ser necessário acautelar que as deslocações se reduzam ao mínimo, evitando assim maiores ajuntamentos e tendo em conta as medidas tomadas pela Câmara Municipal de Caminha de cancelamento de todas as actividades e, ainda, a decisão do Governo de Portugal de proibição de circulação entre concelhos entre as 00h de 31/12 e as 5h de 4/01, o ferryboat que faz a travessia entre Caminha e A Guarda vai suspender a atividade de 24 de dezembro a 5 de janeiro de 2021.

AECT RIO MINHO APROVA PLANO DE ATIVIDADES E ORÇAMENTO PARA 2021

A Assembleia Geral do AECT Rio Minho reuniu, esta terça-feira, através de videoconferência, com o objetivo da aprovação do Plano de Atividades e Orçamento para o próximo ano, e cujo investimento global é de 377.700 euros, em parte cofinanciado pelo Programa Interreg V A.

AECT Rio Minho aprova plano de atividades e orçam

A execução do Plano de Atividades 2020 ficou marcada pelo encerramento das fronteiras entre Portugal e Espanha (16 de março a 15 de junho), e pelo impacto da crise pandémica COVID 19 que provocou o cancelamento e/ou adiamento de diversas ações relacionadas com a execução dos projetos cofinanciados pelo Programa Interreg V A. Desta forma, uma das prioridades do Plano de Atividades e Orçamento 2021 do AECT Rio Minho é procurar recuperar estes atrasos na execução de ações não realizadas no exercício de 2020, com destaque para a conclusão dos projetos Smart_Miño e Visit_Rio_Minho.

A consolidação institucional do AECT Rio Minho e desenvolvimento territorial do Rio Minho Transfronteiriço apresenta-se também como uma das prioridades para 2021, apostando, por um lado, no reforço do trabalho em rede com as dinâmicas locais de cooperação transfronteiriça (A Guarda-Caminha-O Rosal; Cerveira-Tomiño; Valença-Tui; Monção-Salvaterra-As Neves; Melgaço-Arbo-Crecente), através da implementação do projeto RED_LAB_Minho e da conclusão do projeto  Smart_Miño, ambos cofinanciados pelo Programa Interreg V A e, por outro lado, no processo de articulação do AECT Rio Minho com entidades regionais, nacionais e europeias.

O diretor do AECT Rio Minho afirma que “o papel ativo, interventivo e cooperativo que este agrupamento territorial tem conseguido concretizar, com destaque nos últimos meses, revela o conjunto de ideias, de projetos e de interesses comuns que merecem a devida e reconhecida atenção”. Fernando Nogueira realça que "o rio Minho, as suas populações e toda a envolvente carecia de um mecanismo que incidisse na sua defesa, preservação e valorização”. “O futuro passa por promover um trabalho contínuo, consistente e uniforme para uma cooperação transfronteiriça verdadeiramente imprescindível, principalmente para o ano 2021 bastante desafiante para a recuperação socioeconómica de ambos os lados da fronteira”, acrescenta.

A conclusão do projeto Visit_Rio_Minho, cofinanciado pelo Programa Interreg V A será também realizada através da parceria com a CIM Alto Minho e a DEPO nas atividades de coordenação geral e na execução/conclusão das ações relacionadas com a estruturação da Marca Rio Minho.

Será também dado destaque ao processo de identificação de obstáculos à mobilidade e integração transfronteiriça no território do Rio Minho e à promoção de parcerias multinível para a apresentação de propostas de soluções na área dos transportes públicos transfronteiriços de passageiros e na área da gestão da rede Natura 2000 do Rio Minho, potenciadas através da participação na iniciativa B-Solutions – Boosting Growth and Cohesion in EU Border Regions - , promovida pela Comissão Europeia e pela Associação de Regiões Fronteiriças da Europa. 

A integração da “Estratégia Rio Minho Transfronteiriço 2030” nos planos nacionais e regionais de programas de apoio à cooperação transfronteiriça para o próximo período de apoio de fundos comunitários 2021-2027, bem como a criação de uma Intervenção Territorial Integrada Transfronteiriça– ITI- serão também uma das grandes prioridades do AECT Rio Minho para o exercício de 2021.

O AECT Rio Minho - Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial do Rio Minho - é uma pessoa coletiva de direito público, constituída em fevereiro de 2018 pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho e pela Deputación Provincial de Pontevedra, com vista a promover a cooperação territorial transfronteiriça.

ANIMAIS EXÓTICOS ENCONTRADOS NO RIO MINHO

O Aquamuseu do Rio Minho recebeu, há algumas semanas um réptil, conhecido como a tartaruga corcunda do Mississipi (Graptemys pseudogeographica), de uma família que não podia continuar a prestar os devidos cuidados. Trata-se de uma prática recomendado, ao invés do abandono.

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No entanto, uma tartaruga pertencente à mesma espécie foi apanhada no rio Minho, o que é preocupante pois não se conhecem registos da presença desta espécie neste troço internacional de água. Por ser uma espécie exótica pode criar alguns desequilíbrios no ecossistema porque compete diretamente com as espécies nativas. Certamente, que a presença deste animal no rio Minho resulta de uma libertação, dado que estes animais são nativos do continente americano.

Assim, o Aquamuseu do rio Minho partilha uma mensagem importante para que a população não liberte animais exóticos para a natureza, procurando em alternativa entregar a uma instituição, oferecer a um familiar ou um amigo que tenha condições para o cuidar convenientemente.

FERRYBOAT INTERROMPE TRAVESSIAS NO RIO MINHO ENTRE SÁBADO E TERÇA-FEIRA

O ferryboat Santa Rita de Cássia não fará as habituais travessias no rio Minho entre os dias 5 e 8 de dezembro (a partir de sábado e até terça-feira), acompanhando as restrições impostas no âmbito da COVID 19. A decisão teve em conta o estipulado em Conselho de Ministros, a situação em termos de risco do concelho de Caminha e a medida específica de proibição de circulação na via pública nos dias 5, 6, 7 e 8 de dezembro, a partir das 13H00.

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CAMINHA: FERRYBOAT INTERROMPE ATIVIDADE NOS DIAS 28, 29 E 30 DE NOVEMBRO E 1, 5, 6, 7 E 8 DE DEZEMBRO

Acompanhando as restrições impostas no âmbito do combate à COVID 19

O ferryboat Santa Rita de Cássia não cruzará o rio Minho de 28 de novembro a 1 de dezembro e de 5 a 8 de dezembro, acompanhando as restrições impostas no âmbito da COVID 19.

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O presidente da Câmara de Caminha considera que, tendo presentes as últimas decisões do Conselho de Ministros que deram conteúdo prático e legal à renovação do estado de emergência entre as 0h00 do dia 24 de novembro e as 23h59 de 8 de dezembro, e tendo em conta que Caminha se enquadra nos concelhos de Risco Extremo de infeção, o ferryboat que faz a travessia entre Caminha e A Guarda vai interromper a atividade naqueles dias, ou seja, 28, 29 e 30 de novembro e 1, 5, 6, 7 e 8 de dezembro.

Miguel Alves assume que devem as autoridades municipais dar exemplo do cumprimento da legislação, pesando ainda na decisão o facto de ser haver, adicionalmente, uma medida específica de proibição de circulação na via pública nos dias 28, 29 e 30 de novembro e 1, 5, 6, 7 e 8 de dezembro, a partir das 13H00.

AECT RIO MINHO QUER UNIFORMIZAÇÃO DE CRITÉRIOS ADMINISTRATIVOS PARA ATUAR NO ESPAÇO "REDE NATURA 2000"

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho pretende mobilizar os governos de Portugal e de Espanha, e a Xunta da Galicia, para a importância de uniformizar os critérios de atuação e proteção do rio Minho, consubstanciado num Plano de Gestão Transfronteiriço comum e coordenado. Para concretizar este objetivo, o AECT acaba de ver aprovada uma nova candidatura à iniciativa da Comissão Europeia B-Solutions que permitirá o contacto mais próximo entre experts assessores e consultores da UE com as administrações, de forma a resolver os problemas jurídicos que, na prática, fazem com que o rio Minho seja tratado de dois modos diferentes, o lado português e o lado galego.

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Apesar de ser um espaço de proteção ecológica de âmbito europeu graças à ‘Rede Natura 2000’ que se rege por uma normativa europeia única para todos os países membros, no caso do rio Minho são várias as administrações (portuguesa, galega e espanhola) que interpretam essa legislação europeia de proteção, resultando em critérios diferentes e que geram disfunções nos pareceres e autorizações necessárias.

Para o diretor do AECT Rio Minho, “mais do que um simples curso de água internacional, falar do Rio Minho é interagir com um vasto património secular comum a dois povos irmãos - Portugal e Espanha – e um inigualável potencial identitário, histórico, económico, cultural, ambiental e turístico”. O também autarca de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, sublinha que “as vontades em prol de um recurso endógeno comum como o Rio Minho têm de ser alicerçadas, apoiadas e consensualizadas com um forte cariz transfronteiriço, em prol de uma causa comum como é a sua valorização e potenciação”.

Já o vice-diretor da entidade lembra que qualquer atuação de uma margem se repercute na outra e que a disparidade atual de critérios está a criar problemas ambientais e socioeconómicos. “O AECT pretende uma gestão justa e coordenada do espaço fluvial natural transfronteiriço, onde as barreiras políticas e administrativas nunca estejam acima do sentido comum”, sublinha Uxio Benítez.

Com a aprovação do caso ‘Minho River Nature 2000 – Boosting Cross–Border Multi-level Governance’, a Comissão Europeia (DG Regio) vai colocar à disposição do AECT Rio Minho uma pessoa especializada para assessorar a formulação de propostas às administrações competentes galegas, espanholas e portuguesas, com o objetivo de superar os obstáculos que, atualmente, impedem o planeamento conjunto.

Para o AECT Rio Minho, o Plano de Gestão Transfronteiriça do Rede Natura Rio Minho deveria abordar objetivos a curto, médio e longo prazo, contando com a participação de entidades portuguesas e galegas, desde a administração e o mundo académico até particulares e organizações decisoras, em forma de projetos conjuntos que fomentam a conservação dos valores e que catalisam a sua valorização social e económica.

Dando seguimento a esta intenção, está prevista, a curto prazo, a constituição de um grupo de trabalho responsável pela implementação desta iniciativa B-Solutions  ‘Minho River Nature 2000 – Boosting Cross–Border Multi-level Governance’.

EMPREITADA ECOVIA CAMINHA – CAMINHO DO RIO MINHO – CAMINHA/ SEIXAS – TROÇO PEDRAS RUIVAS E CAIS DE S. BENTO JÁ ARRANCOU

Investimento vai custar de  271.241,28 €

A Câmara Municipal de Caminha e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) estão a executar a empreitada “Ecovia Caminha – Caminho do Rio Minho – Caminha/Seixas – Troço Pedras Ruivas e Cais de S. Bento”. A intervenção no montante de 271.241,28 €, vai permitir prolongar até Pedras Ruivas a ecovia que atravessa a zona da marginal da freguesia de Seixas, criando uma nova ecovia com uma extensão de mais 1.113km. A obra arrancou a semana passada e vai prolongar-se durante 150 dias. Para o presidente da Câmara Municipal. “este investimento valoriza as margens do rio Minho e a freguesia de Seixas em particular. Temos feito uma aposta forte na criação de percursos pedonais que permitam o bem-estar das pessoas, a pratica desportiva e o aproveitamento da beleza natural da nossa terra. Esta é mais uma peça do puzzle que temos vindo a fazer em Caminha. A ecovia Caminho do Rio Minho cresce mais de um quilómetro para sul e o nosso objetivo é ir mais longe, ir até Caminha”.

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Esta empreitada tem início junto à bolsa em terra batida existente na zona sul de Pedras Ruivas, junto ao aglomerado urbano existente. Irá prosseguir caminho, junto ao leito do rio, até ao atual parque de estacionamento junto ao Posto da Guarda Fiscal de Pedras Ruivas. De acordo com o projeto, prevê-se que esta bolsa de estacionamento seja repavimentada, sendo que todo o troço de ecovia será construído em pavimento permeável (betão poroso) entre a zona urbana de Pedras Ruivas até à ecovia já existente no Cais de São Bento.

Esta obra surge de um contrato interadministrativo entre a Câmara Municipal e a APA para a intervenção de reabilitação da margem do rio Minho entre Pedras Ruivas e o Cais de São Bento.

Sobre o investimento no concelho nesta altura de pandemia, Miguel Alves declara: “esta pandemia que vivemos tirou-nos muitos afetos, muitos encontros, muita vivência comunitária mas não nos tira o empenho em melhorar o concelho de Caminha, em investir nas nossas infraestruturas, em dar trabalho às empresas e aos seus trabalhadores. Um dia vamos sair desta privação e queremos que, nesse momento, as pessoas encontrem uma terra ainda mais bonita, com novas ecovias, com o espaço público reabilitado, com as escolas melhoradas. Não paramos porque as pessoas merecem o melhor”.

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