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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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"MIÑO DESTINO NAVEGABLE" REFUERZA SU MARCA Y SE PRESENTA EN FITUR COMO EL PRIMER PROYECTO CONJUNTO ENTRE DOS EUROCIUDADES

A iniciativa permite reforçar a cooperação transfronteiriça com a criação desta rota fluvial, a melhoria da navegabilidade do rio e a disponibilização de meios de transporte fluvial e terrestre.

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Salvaterra de Minho, 19 de Janeiro de 2022.- A FITUR apresentou hoje aquele que é o primeiro destino turístico conjunto entre duas Eurocidades, "Miño Destino Navegable", um projecto europeu financiado com fundos POCTEP que nasceu para divulgar o rico património natural, cultural e etnográfico dos quatro municípios que a compõem: Salvaterra de Minho, Tui, Valença e Monção.

A apresentação, que decorreu no stand da Xunta de Galicia, contou com a presença do vice-presidente do governo galego e responsável pelo Turismo, Alfonso Rueda, do prefeito de Salvaterra, Marta Valcárcel, do prefeito de Tui, Enrique Cabaleiro, do prefeitos de Valença e Monção.

Entre as iniciativas que vão ser lançadas destacam-se as acções de melhoria da navegabilidade do rio Minho ao longo de 16 quilómetros entre a ponte internacional Valença-Tui e a ponte internacional Monçao-Salvaterra, bem como a modernização dos cais, a a sinalização do rio no canal navegável, a disponibilização de um barco turístico e de educação ambiental ou as atividades de promoção e consolidação da marca Visit Río Miño.

A cerimónia de apresentação, conduzida pela apresentadora Cristina Maró, incluiu a projeção do vídeo promocional do projeto em que participaram vários influenciadores galegos e contou com a presença de caras conhecidas como Sergio Pazos, Sonia Castelo, Rosalía Castro, Fernando ROmán ou Josemi Rodríguez-Sieiro. A apresentação contou ainda com a presença da Diretora de Turismo, Nava Castro, do presidente do Tuirsmo Porto y Norte, Luis Pedro Martíns e dos delegados territoriais da Xunta em Pontevedra e Vigo, Luis López e Marta Fernández Tapias.

Os barcos dobram o Minho

Com o "Miño Destino Navegável" os municípios de A Raia reativam a sua oferta turística através de percursos fluviais gratuitos que lhe permitirão desfrutar e descobrir o território transfronteiriço entre a Galiza e o norte de Portugal. São excursões turísticas de um dia inteiro na zona transfronteiriça composta por Salvaterra, Minho, Monção, Tui e Valença nas quais os participantes conhecerão a zona pela mão de um guia turístico.

Os três primeiros percursos centram-se na visita aos bairros históricos e fortalezas das duas Eurocidades: um percurso longo que liga os dois percursos e dois percursos curtos (um em cada um deles).

Essas rotas, de cerca de 15 km, estarão sujeitas à profundidade do rio no momento da viagem -que pode ser encontrada através do APP `Calados Río Miño´- e em caso de não poder navegar, será oferecido serviço por terra em ônibus.

Os interessados podem se inscrever gratuitamente na Central de Reservas da operadora de turismo Hemisferios e são limitadas a 15 pessoas por grupo.

Note-se que, além das visitas guiadas de dia inteiro, as saídas estão previstas para as 16h00 (hora espanhola) todos os fins-de-semana, feriados, períodos de férias e época alta regularmente. Nesses passeios, com duração aproximada de uma hora, os interessados podem se inscrever diretamente no quiosque instalado no píer.

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UM RIO, DOIS PAISES, QUATRO MUNICIPIOS

Projeto “Rio Minho: Um Destino Navegável”, apresentado ontem na Feira Internacional de Turismo de Madrid (FITUR), tem como objetivo posicionar o rio Minho como um destino turístico único e diferenciador.

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O projeto “Rio Minho: Um Destino Navegável” tem como finalidade a concretização de um conjunto de medidas, iniciativas e atividades, focadas na atratividade e sustentabilidade do rio Minho, como um destino turístico transfronteiriço de excelência.

O objetivo é preservar a envolvente ambiental e fortalecer a componente turística neste território único e diferenciador. Mas não só. Pretende, igualmente, assumir-se como um reforço do relacionamento económico, cultural e social dos povos de ambas as margens que, com vontade e determinação, levaram à constituição das Eurocidades Monção-Salvaterra e Valença-Tui

Ontem, o projeto “Rio Minho: Um Destino Navegável” foi apresentado na Feira Internacional de Turismo de Madrid (FITUR), no stand da Galiza. Além dos quatro autarcas envolvidos no projeto, marcaram presença o Vice-Presidente da Junta da Galiza, Alfonso Rueda, e o Presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luis Pedro Martins.

Um dos aspetos mais relevantes do projeto é a criação da Rota Fluvial do Rio Minho. Apresentada em meados de dezembro, no cais de embarque de Salvaterra de Miño, a embarcação entrará em funcionamento a breve prazo, proporcionando passeios fluviais relaxantes e inspiradores a residentes e visitantes.

O percurso pelo troço internacional do rio Minho compreende passeios de barco gratuitos, bem como a realização de rotas curtas e largas, que incluem visitas aos municípios de Monção, Salvaterra, Valença e Tui, dando-se a conhecer o diversificado património natural, cultural e etnográfico das localidades raianas.

Para as rotas, é necessário fazer reserva com o operador turístico, através do website www.hemisferios.org. Para os passeios de barco gratuitos, com duração aproximada de uma hora e meia, não é necessário fazer reserva, sendo o embarque feito por ordem de chegada.

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RIO MINHO: UM DESTINO NAVEGÁVEL” APRESENTADO NA FEIRA INTERNACIONAL DE TURISMO DE MADRID (FITUR)

Apresentação decorrerá amanhã, quarta-feira, ao inicio da tarde, no stand da Galiza.

Envolvendo as duas Eurocidades, Monção-Salvaterra e Valença-Tui, o projeto “Rio Minho: Um Destino Navegável” vai ser apresentado amanhã, quarta-feira, 19 de janeiro, pelas 14h00 (HP), na Feira Internacional de Turismo de Madrid (FITUR), no stand da Galiza.

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Tendo como parceiros o Turismo do Porto e Norte de Portugal, a Axencia de Turismo de Galicia e a Dirección Xeral de Patrimonio Natural da Xunta de Galicia, o “Rio Minho: Um Destino Navegável” insere-se no programa INTERREG V–A España – Portugal (POCTEP), com financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

O projeto resultará na efetivação de um conjunto de medidas e atividades, focadas na atratividade e sustentabilidade do rio Minho, como destino turístico transfronteiriço. Entre estas, a Rota Fluvial no Rio Minho, apresentada no passado dia 17 de dezembro, no cais de embarque de Salvaterra de Minho.

A Feira Internacional de Turismo de Madrid (FITUR) é a maior feira de turismo do mercado espanhol e uma das mais importantes a nível mundial. Este ano, 42ª edição, decorre entre os dias 19 e 23 de janeiro, abrindo o circuito internacional de eventos ligados ao setor turístico.

LAMPREIA JÁ DESOVA NO MINHO E ATRAI OS MELHORES APRECIADORES DESTA IGUARIA DA NOSSA COZINHA TRADICIONAL

"Ó lampreia divina, ó divino arroz,

Comidos noite velha, em casa do Julião!

Sem ter ceias assim o que há-de ser de nós? Sofre meu paladar! Chora meu coração!”

Afonso Lopes Vieira

Lampreia é uma das mais requintadas iguarias da cozinha tradicional minhota

A lampreia é um ciclóstomo com aspecto de enguia, sem maxilas, apresentando a boca em forma de ventosa circular com o diâmetro do corpo que actua como bomba de sucção.

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Desenho da autoria de Júlio Gil, célebre ilustrador, cartonista, pintor, escritor, caricaturista e arquitecto nascido em Lisboa em 1924 e falecido em 2004.

A lampreia marinha reproduz-se nos rios onde vão desovar, gerando cada fêmea milhares de pequenos ovos que são depositados no fundo dos rios. A lampreia encontra-se sobretudo em águas temperadas, sendo no nosso país os rios Minho, Lima e Cávado os habitats onde estas espécies mais se desenvolvem e são capturados os exemplares mais apreciados da nossa gastronomia tradicional. De resto, é comercializada a preços bastante elevados e servida como uma iguaria requintada à mesa dos melhores restaurantes.

Trata-se de uma especialidade sazonal, servida desde os finais de Janeiro até meados de Abril, o que também contribui para o seu encarecimento, sendo geralmente confeccionada como Arroz de Lampreia ao jeito de cabidela e ainda à Bordalesa ou seja, guisada com acompanhamento de arroz, podendo ainda ser assada no espeto ou cozinhada em molho de escabeche, portanto temperada em vinagre como era uso dos romanos e cujo costume se tornou muito popular sobretudo no Algarve.

Reza a História que, ao tempo do Condado Portucalense, D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, concedeu em 1125 ao Arcebispado de Tui o privilégio de tomar como suas as lampreias que apresassem no rio Minho, a montante da Torre da Lapela, a fim de abastecer os mosteiros e conventos por ocasião dos jejuns quaresmais. Mais recentemente, foi nas estantes da Biblioteca de Nápoles encontrado uma obra-prima da culinária portuguesa, remontando ao século XVI, com o título “Livro de Cozinha da Infanta D. Maria”. Com efeito, são inúmeras as referências históricas a tão afamada especialidade da nossa cozinha tradicional. 

Dentro de pouco tempo, a lampreia subirá os rios Minho, Lima e Cávado para desovar, depositando sob as rochas ou em pequenos ninhos escavados no leito milhares de minúsculos ovos que garantirão a sobrevivência da espécie. E morrem. Após a desova, as larvas permanecem no rio até que, por meio de metamorfose se tornam adultas. Nessa altura, migram para o mar onde permanecem até atingirem a sua maturação sexual. 

A lampreia é um ciclóstomo muito procurado por conceituados gastrónomos e outros apreciadores da nossa culinária. Ela faz os requintes das melhores mesas das mais afamadas unidades hoteleiras, atraindo numeroso público a localidades do nosso país que mantêm a tradição da sua confecção esmerada e o requinte de bem servir. No Minho, a lampreia dos rios Cávado, Lima e Minho constituem o ex-líbris da gastronomia local a promover o desenvolvimento económico daquela região. Não admira, pois, o relevo que lhe é conferido pelas entidades que superintendem a promoção turística e os próprios estabelecimentos de restauração.

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A preservação da lampreia nos nossos rios depende também da importância que lhe atribuímos, nomeadamente como parte integrante da nossa alimentação. Ao contrário do que à primeira vista se possa imaginar, não é a pesca mas a poluição das águas e outros atentados ao ambiente que fazem perigar a sua sobrevivência. 

Em virtude do período sazonal da desova, o seu consumo verifica-se geralmente entre Fevereiro e os finais de Abril. A partir daí, a lampreia apenas surge figurada na doçaria da Páscoa sob a forma de “lampreia de ovos”, e evocar as delícias de um prato que apenas pode voltar a ser apreciado no ano seguinte. Não admira, pois, que chegue inicialmente a atingir preços exorbitantes que, no entanto, não constituem razão que baste para desmotivar os melhores apreciadores de tão delicioso pitéu. 

Refastelando-se na sua casa senhorial de Paredes de Coura, Aquilino Ribeiro, na sua obra “A Casa Grande de Romarigães” afirmava: “Não há como o arroz de lampreia, se lhe adicionarem uma colher de manteiga de pato”. Por seu turno, o poeta e gastrónomo António Manuel Couto Viana, no seu livro “Por horas de comidas e bebidas – crónicas gastronómicas”, dedica um capítulo inteiro à “lampreia divina”, como Afonso Lopes Vieira a designou. Escreveu Couto Viana o seguinte: 

Já a correnteza das águas que jorram da vizinha Espanha se enfeitam com o aparato das estacas e redes, para prenderem, nas suas malhas, noite adiante, o fugidio ciclóstomo, a tentar disfarçar-se aos rés dos seixos do leito; o chupa-pedras tão apreciada por mim, quando de cabidela, afogado no arroz malandrinho, embebido no seu sangue espesso e escuro. 

Também a fisga certeira, atirada, firme, dos altos, se os olhos penetrantes do pescador distinguem bem o vulto ondeante, faz içar a lampreia até às mãos ávidas, e lança-a, depois, para a vastidão de um saco que se quer a abarrotar.

(…)

Soberbo petisco! Com que gula a mastigavam os frades medievos torturados pelos jejuns quaresmais! 

Com que gula a mastigo eu, em mesa que ma apresente opípara no arroz do tacho, em grossos toros aromáticos, ou à bordalesa, ou de escabeche, que nestas três artes se mantém ela tentadora e sápida”. 

Com o talento dos mais consagrados artistas, cozinheiro após pelar a lampreia coloca-a num alguidar deitando sobre ela água a ferver. De seguida, abre-a da cabeça até ao fundo dos buracos e, junto à cauda, desfere-lhe um golpe para lhe retirar a tripa inteira. O sangue é guardado no mesmo recipiente onde a lampreia fica a marinar mergulhada em vinho tinto a que se juntam um ramo de salsa, uma folha de louro, um dente de alho, pimenta, colorau, sal e margarina. No dia seguinte, é feito um refogado onde é colocada a lampreia que fica a cozer durante cerca de quinze minutos, cuidando para que não se desfaça. Após o guisado, retira-se a lampreia. Ao caldo junta-se água no triplo do arroz que vai ao tacho e deixa-se ferver durante mais quinze minutos. Finalmente, serve-se numa travessa funda, cobrindo o arroz com a lampreia, golpeada em troços. 

Apetece exclamar, como o fez o poeta Afonso Lopes Vieira: - Ó lampreia divina!

Confeção lampreia

LAMPREIA À BORDALESA

- Para 6 a 8 pessoas

1 lampreia; 2 cebolas; 2 cenouras; 2 colheres de sopa de banha; 2 colheres de sopa de azeite; 2 dentes de alho; 1 ramo de salsa; 1 folha de louro; 2 dl de vinho tinto; sal; pimenta.

Para o arroz: 600 g de arroz, 1 cebola, 3 colheres de sopa de azeite; salsa; 1 folha de louro; sal; pimenta.

Corta-se a lampreia em pedaços regulares que se colocam numa caçarola com a banha, o azeite, as cenouras e as cebolas cortadas às rodelas grossas, os dentes de alho, a salsa e o louro. Tempera-se com sal e pimenta e leva-se a estufar sobre lume forte.

Quando a lampreia estiver cozida, rega-se com o vinho tinto que, entretanto, serviu para conservar líquido o sangue que escorreu da lampreia enquanto se arranjou e cortou. Deixa-se ferver aproximadamente durante mais 5 minutos.

Preparação do arroz: começa-se por fazer um estrugido com a cebola, o azeite, a salsa e o louro. Depois, rega-se com água (três vezes o volume do arroz), tempera-se com sal e pimenta e, assim que o caldo levantar fervura, adiciona-se o arroz e um pouco do molho da lampreia estufada.

Serve-se a lampreia com o arroz ou sobre fatias de pão frito, sendo neste caso o arroz servido à parte.

Arroz de lampreia

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GALIZA SOLIDÁRIA COM MINHOTOS CONTRA A EXPLORAÇÃO DO LÍTIO

O Concello de Tomiño mostra o seu apoio aos municipios portugueses do Alto Minho contra a posible mina de litio na Serra de Arga

Instan á Xunta e ao Goberno que demanden información dunha explotación que pode afectar ao río Miño e ás zonas transfronterizas

O Concello de Tomiño, no pleno celebrado onte, mostrou o seu apoio aos municipios portugueses do Alto Minho no seu rexeitamento a posible mina de litio na Serra de Arga que o Goberno da República Portuguesa someteu a consulta pública o pasado setembro. A alcaldesa, Sandra González, destacou “a ampla oposición que existe a ambas beiras do Miño a calquera tipo de explotación na Serra de Arga que comprometa a súa conservación”, e afirmou que “Tomiño sempre estará do seu lado para conservar o medio natural da zona transfronteiriza”.

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As áreas nas cales está prevista a prospección e pesquisa da mina de litio inclúen, entre outras, o territorio dos concellos de Viana do Castelo, Ponte de Lima, Paredes de Coura, Caminha e Vila Nova de Cerveira, neste último incluén zonas que confrontan co río Miño e co río Coura, principal afluente do Miño nesa marxe. Nestas prospeccións o equipo de Avaliación Ambiental da mina afirma que non extraerán máis de 100 toneladas, pero non deixan claro de onde se retirarán. A concelleira de Medio Ambiente, Ana Belén Casaleiro, afirma que de ser cerca dos marxes do río Miño “podería afectar de forma moi significativa á zona internacional do río”.

Por todo isto o Concello de Tomiño solicita á Xunta de Galicia e ao Goberno de España que estuden as posibles afeccións ás poboacións transfronteirizas. “Instamos a que demanden ser notificados polas autoridades portugueses para que teñan a oportunidade de pronunciarse en canto a estas actividades cerca das zonas transfronterizas”, conclúen.

Tomiño expresa as súas condolencias polo falecemento de Manuel Garcés Estévez

Antes do inicio do pleno o Concello de Tomiño expresou as súas condolencias polo falecemento do veciño e profesor, Manuel Garcés Estévez. A alcaldesa destacou que “foi un mestre querido e admirado polos seus veciños e que formou a varias xeracións de tomiñeses e tomiñesas”.

Manuel Garcés foi o mestre escollido para dar nome ao Centro Rural Agrupado de Tomiño e grazas ao coidado e mimo co que tratou todo o que tiña que ver coa escola, consérvase na parroquia de Estás a Aula Museo Abdón Alonso que garda material didáctico, bibliográfico e documental dos anos 30, dende expedientes académicos de varias xeracións até libros das Misións Pedagóxicas ou mapas da época.

“Manuel Garcés foi un exemplo de Mestre Rural con máis de cincuenta anos de profesión, a súa vida foi a escola e todo o que tiña que ver coa educación. Don Manolo, como se lle coñecía popularmente, era unha boa persoa que deixou fonda pegada na vida de centos de nenos e nenas que pasaron polas súas aulas. Vaia para a súa familia o noso pesar e o noso recoñecemento e admiración pola figura de Manuel Garcés”, destacou a alcaldesa.

AECT RIO MINHO APROVA PLANO DE ATIVIDADES E ORÇAMENTO PARA 2022

Esta segunda-feira na sede do AECT Rio Minho, em Valença, foi aprovado, em Assembleia Geral, o Plano de Atividades e Orçamento para 2022, com o investimento global de cerca de 400.000 euros, em parte cofinanciado pelo Programa Interreg.

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A execução do exercício de 2021 foi novamente marcado pela crise pandémica COVID 19, e consequente novo encerramento das fronteiras entre Portugal e Espanha (entre 31 de janeiro e 1 de maio), o que provocou o cancelamento ou adiamento de algumas ações. Como resultado, o Plano de Atividades e Orçamento para 2022 do AECT Rio Minho, têm como principal prioridade acelerar a conclusão do projeto REDE_Lab_Minho, cofinanciado pelo Programa Interreg V-A, e a implementação do projeto Livhes, cofinanciado pelo Programa Interreg Sudoe.

No âmbito do projeto Rede_Lab_Minho, em 2022, o AECT Rio Minho pretende reforçar o trabalho em rede com as dinâmicas locais de cooperação transfronteiriça, com destaque para o desenvolvimento de processos de construção das “Agendas Urbanas do Rio Minho Transfronteiriço”, e para a criação e dinamização do “Observatório de Dinâmicas Transfronteiriças do Rio Minho Transfronteiriço”. Já no âmbito do projeto Livhes, serão desenvolvidas estratégias de gestão e valorização do Património Cultural Imaterial para o território, designadamente a criação de um espaço-piloto onde se reunirão os exemplos recolhidos de preservação do Património Cultural Imaterial do Rio Minho transfronteiriço.

Ainda no âmbito de projetos cofinanciados pelo Interreg V-A e concluídos em 2021, em parceria com as Eurocidades Cerveira-Tomiño, Tui-Valença e Monção-Salvaterra de Miño, o AECT Rio Minho em 2022 irá promover a entrada em operação e gestão do “Sistema de Bike Sharing do Rio Minho Transfronteiriço – e-bike Rio Minho”, sistema constituído por 46 bicicletas elétricas com GPS incorporado e 9 estações de parqueamento virtual e/ou físico e dar continuidade ao processo de planeamento estratégico “Estratégia Rio Minho 2030”, defendendo a criação de uma Intervenção Territorial Integrada Transfronteiriça – ITI – junto das entidades europeias, nacionais e regionais responsáveis pelo desenho dos programas de apoio à cooperação transfronteiriça para o período 2021-2027; destaque também  para as ações de preservação e valorização do Rio Minho através da manutenção do projeto Visit Rio Minho, designadamente a consolidação da marca Rio Minho e da estruturação da rede de percursos verdes transfronteiriços. As ações de promoção que visem a eliminação de obstáculos à cooperação transfronteiriça serão também prioritárias para o AECT Rio Minho, designadamente ao nível dos transportes, da gestão da rede natura 2000 e da prestação de serviços de saúde.

Na reunião da Assembleia Geral, Rui Teixeira, Diretor do AECT Rio Minho apresentou o Plano de Atividades e destacou “o papel marcante do AECT Rio Minho na mitigação do impacto negativo gerado pela crise pandémica e consequente encerramento das fronteiras”. Por sua vez, Uxío Benítez, Vice-diretor do AECT Rio Minho, referiu “a importância em articular candidaturas transfronteiriças ao novo quadro de financiamento do programa Interreg”.

Constituído em 2018, o AECT Rio Minho tem como sócios a CIM Alto Minho e a Deputación de Pontevedra e abrange 26 concelhos: os 10 municípios que compõe a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e 16 concelhos galegos da província de Pontevedra, com ligação ao Rio Minho.

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MINHO: UM RIO QUE UNE CADA VEZ MAIS

A rota fluvial do rio Minho, inserida no Projeto “Rio Minho: Um Destino Navegável”, foi apresentada, esta manhã, em Salvaterra de Minho. A embarcação começa a operar na última semana do ano, coincidindo com o período festivo do Natal e Ano Novo.

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Monção e Valença, nesta margem, Salvaterra e Tui, na outra margem. Durante séculos, estiveram de costas voltadas. Nos tempos do contrabando, criaram-se cumplicidades comerciais e amizades inquebráveis. Com a abertura da fronteira, iniciou-se um tímido e desejado desenvolvimento conjunto.

Construíram-se pontes, surgiram negócios conjuntos, potenciaram-se atividades comuns e incrementou-se a mobilidade profissional entre os dois lados.  O novo relacionamento económico, cultural e social levou à constituição de duas Eurocidades, fortalecendo a união e intercâmbio entre ambos os povos.

Uma realidade conhecida por todas as pessoas que habitam neste espaço geográfico transfronteiriço, bem como pelo tecido empresarial dos quatro municípios ribeirinhos que encontram neste território banhado pelo rio Minho o seu habitat económico natural.

Esta constatação, evidente aos olhos de todos, será reforçada nos próximos anos com o projeto conjunto “Rio Minho: Um Destino Navegável”, o qual tem como parceiros o Porto e Norte de Portugal, Dirección Xeral do Patrimonio Natural da Xunta de Galicia, e Axencia de Turismo de Galicia.

Inserido no programa INTERREG V–A España – Portugal (POCTEP) 2014-2020, o projeto implica um investimento de 1.3 ME (75% Feder e 25% comparticipação dos parceiros), resultando na efetivação de um conjunto de medidas e atividades focadas na atratividade e sustentabilidade do rio Minho.

Englobada naquele projeto, realizou-se, esta manhã, no cais de embarque de Salvaterra de Minho, a apresentação da rota fluvial do rio Minho. A cerimónia, presidida pelo Vice-Presidente da Junta da Galiza, Alfonso Rueda, contou com a presença dos autarcas dos quatro municípios e representantes dos parceiros envolvidos.

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Reforço da oferta turística

Para o Presidente da Câmara Municipal de Monção, a rota fluvial no rio Minho, iniciativa inserida no projeto “Rio Minho: Um Destino Navegável”, reforça o relacionamento entre os parceiros, já bastante positivo, e permite alargar a oferta turística, cultural e patrimonial dos quatro municípios banhados pelo rio Minho.

António Barbosa assinala que “as vantagens deste percurso fluvial são grandes, quer numa perspetiva de valorização ambiental do rio Minho, quer no que respeita à mediatização do território e rentabilização económica dos agentes turísticos, hotelaria e restauração”

Ciente que o projeto proporcionará um conjunto de experiências e descobertas aos visitantes do território, o autarca monçanense acredita que “a rota, agora apresentada, contribuirá para fazer desta região um espaço privilegiado para a passagem de momentos agradáveis em contexto familiar ou em grupos de amigos”.

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Rio Minho: Um destino turístico único e diferenciador

Fruto da visão de Arturo Grandal, antigo autarca de Salvaterra de Minho, que sempre acreditou e pugnou pela navegabilidade do rio Minho, o percurso fluvial, além de proporcionar passeios fluviais relaxantes e inspiradores, dará a conhecer o diversificado património natural, cultural e etnográfico dos quatro municípios raianos que integram este projeto, cujo objetivo é posicionar o rio Minho como um destino turístico único e diferenciador.

A embarcação, com 24 lugares disponíveis, terá capacidade para 15 pessoas, de forma a cumprir as recomendações de distanciamento da Direção Geral de Saúde. Ca funcionar na última semana deste ano, coincidindo com o período festivo do Natal e Ano Novo.

Encontrando-se disponível ao público todos os fins de semana e nos períodos festivos.  O percurso fluvial, gratuito e com duração de uma hora, pode ser feito a titulo individual, com saída às 15h00 (HP). Não é preciso marcação, subindo a bordo os primeiros 15 passageiros.

No caso de grupos, com visitas guiadas às localidades, é necessário efetuar reserva no portal do operador turístico www.hemisferios.org. O transporte em terra será efetuado em minibus ou comboio turístico. Na fase inicial, estão previstas três rotas turísticas, uma larga e duas curtas. Futuramente, serão lançadas novas rotas temáticas.

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MINHO E GALIZA APRESENTAM ROTA FLUVIAL DO RIO MINHO

sexta-feira, 17 de dezembro, pelas 9h00, no cais de Salvaterra de Minho

A rota fluvial do rio Minho, enquadrada no projeto “Rio Minho: Um Destino Navegável”, financiado pelo Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha – Portugal (POCTEP), será apresentada na próxima sexta-feira, 17 de dezembro, pelas 9h00, no Cais de Salvaterra de Minho.

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Além de proporcionar passeios relaxantes e inspiradores pelo rio Minho, o novo percurso internacional dará a conhecer o diversificado património natural, cultural e etnográfico dos quatro municípios que integram este projeto transfronteiriço: Monção, Valença, Salvaterra de Minho e Tui.

O principal objetivo deste projeto, no qual participam também a Agência Galega de Turismo, a Direcção-Geral do Património Natural da Xunta de Galiza e o Turismo do Porto e Norte de Portugal, é posicionar o rio Minho como um destino turístico único e diferenciador.

O projeto “Rio Minho: Um Destino Navegável” contribuirá para cimentar o conceito “Visit Rio Minho” através do reforço do posicionamento da região no mercado nacional e internacional, assegurando, com isso, uma vantagem competitiva em relação a outros destinos.

 Além dos autarcas dos municípios envolvidos no projeto e representantes das entidades parceiras, a cerimónia contará com a presença do Vice-Presidente da Junta da Galiza, Alfonso Rueda.

"MINHO, DESTINO NAVEGÁVEL": UM CORREDOR TURÍSTICO ÚNICO EM AGUAS DO MINHO

O projeto, financiado com fundos do POCTEP para a cooperação transfronteiriça, será apresentado sexta-feira em Salvaterra de Miño

O Cais de Salvaterra de Minho acolhe esta sexta-feira, dia 17 de dezembro, pelas 10 horas, a apresentação do novo percurso fluvial do Minho.

A nova rota navegável, enquadrada no projecto europeu financiado com fundos do POCTEP Destino navegável Minho, dará a conhecer o diversificado património natural, cultural e etnográfico dos quatro municípios que integram este projecto transfronteiriço (Tui, Salvaterra de Minho, Monçao e Valença) com o rio Minho como espinha dorsal.

O principal objectivo deste projecto, no qual participam também a Agência Galega de Turismo, a Direcção-Geral do Património Natural da Xunta de Galiza e o Turismo do Porto e Norte de Portugal, é posicionar o rio Minho como destino turístico transfronteiriço. Única e diferenciadora, consequência da gestão sustentável e integrada do destino transfronteiriço e da diversidade cultural e natural do vale do Minho.

Essas rotas fluviais não só agregam valor ao rio e suas áreas ribeirinhas, mas também diversificam a economia local e melhoram a qualidade ambiental de seu entorno.

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MUNICÍPIOS RIBEIRINHOS DO MINHO RECONHECEM FRONTEIRA ENTRE PORTUGAL E GALIZA

Os representantes das câmaras municipais dos concelhos ribeirinhos do Minho assinaram ontem as atas anuais de Reconhecimento de Fronteira, em pleno Rio Minho, a bordo da embarcação N.R.P Rio Minho.

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O objetivo é valorizar o Rio Minho como um todo, assumindo os autarcas o compromisso de trabalhar nesse sentido e em comum.

O presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, assinou duas atas de vistoria de fronteira, com os alcaides de A Guarda e do Rosal, respetivamente Antonio Lomba Baz e Ánxela Fernández Callís.

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CAMINHA: FERRYBOAT SANTA RITA DE CÁSSIA INTERROMPE TRAVESSIAS

O ferryboat Santa Rita de Cássia, que estabelece percursos diários entre as duas margens do rio Minho, de Caminha a A Guarda, interrompeu temporariamente as travessias. A embarcação está a ser alvo de trabalhos de manutenção, necessários para a renovação do certificado de navegabilidade.

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Esta paragem temporária deve-se à necessidade de docagem da embarcação nos Estaleiros em Espanha, para se realizarem os trabalhos de manutenção. Posteriormente, o ferry-boat será vistoriado por técnicos da Direção-geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos. Estes procedimentos, como referimos, são condições necessárias para a renovação do certificado de navegabilidade.

 Não há previsão certa para a retoma das travessias.

A Câmara Municipal solicita a melhor compreensão pelo incómodo que esta paragem possa causar.

LANCHA DE FISCALIZAÇÃO "NRP RIO MINHO" JÁ REGRESSOU A CERVEIRA

Concluído o longo processo de manutenção e renovação de certificado e licenças de navegabilidade, a lancha de fiscalização da Marinha Portuguesa NRP Rio Minho já se encontra novamente operacional em Vila Nova de Cerveira.

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Como forma de assinalar este regresso e retribuindo a visita do novo comandante, o Tenente Santos Nascimento, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, esteve, esta quarta-feira, na embarcação, dando as boas-vindas e desejando os maiores sucessos no desempenho das suas funções. 

Os trabalhos de reforço da operacionalidade do NRP Rio Minho decorreram entre agosto de 2020 e setembro de 2021 nos estaleiros de Vila de Conde. Esta lancha de fiscalização foi concebida para a patrulha da fronteira fluvial norte de Portugal, principiada em 1864, tendo como missão fiscalizar e controlar as águas do Troço Internacional do Rio Minho, a jusante de Valença, e, ocasionalmente, a área costeira adjacente à sua foz, exercer presença naval, executar atos de representação e contribuir para o sistema de salvamento marítimo.