No dia 5 de dezembro, no Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS), unidade do Património Cultural, I.P., iniciou-se uma nova fase no tratamento da Piroga 5, descoberta no rio Lima.
Com uma datação por radiocarbono que a situa entre os séculos V e III antes de Cristo, esta é uma das mais antigas embarcações encontradas em Portugal.
Classificada como Tesouro Nacional, a embarcação tem sido conservada através de impregnação com polietilenoglicol (PEG), técnica essencial para estabilizar madeiras arqueológicas saturadas de água.
Este processo substitui a água interna por um agente estabilizador, evitando deformações e garantindo a preservação estrutural de uma peça particularmente vulnerável. Nesta etapa removeu-se a solução anterior (PEG 400) e a piroga foi imersa em PEG 4000, que será progressivamente reforçado nos próximos três anos.
Com esta operação assegura-se a continuidade da conservação necessária à futura apresentação pública deste exemplar excecional da navegação em Portugal.
O Município de Ponte de Lima é parceiro beneficiário do LIFE REVIVE, um projeto inovador aprovado pela União Europeia no âmbito do Programa LIFE, com um orçamento total de 6,5 milhões de euros e uma duração de cinco anos.
O LIFE REVIVE, cujo contrato de financiamento já foi assinado, visa melhorar o estado ecológico das bacias hidrográficas dos rios Lima e Vouga, por meio de soluções inovadoras e integradas, para mitigar os efeitos de pressões hidromorfológicas, como as decorrentes da construção de barragens, açudes e outras alterações nos caudais naturais, bem como os biológicos decorrentes da presença de espécies invasoras da flora aquática.
O projeto visa:
Aumentar o conhecimento sobre as pressões hidromorfológicas locais;
Restaurar a conectividade fluvial, incluindo a remoção de barreiras hidráulicas obsoletas, a construção ou melhoria de passagens para peixes e a implementação de açudes temporários, amovíveis, com passagens para peixes integradas;
Recuperar o habitat de desova para espécies salmonícolas no rio Vez;
Acelerar a recuperação do estado ecológico através do reforço populacional de espécies indicadoras. Prevê-se a realização de ações de reforço populacional com trutas assilvestradas e a translocação de larvas e adultos de lampreia-marinha;
Propor medidas de otimização dos regimes de caudal ecológico implementados nos sistemas Alto-Lindoso-Touvedo e Ribeiradio-Ermida;
Promover ações de controlo de espécies invasoras da flora aquática, assentes em boas práticas de gestão adaptativa (Rio Cértima e Pateira de Fermentelos);
Garantir ações de comunicação e disseminação eficazes, junto de um conjunto de audiências e parceiras locais e regionais;
Promover a replicação dos objetivos do projeto à escala nacional e internacional (e.g., Galiza).
O papel do Município de Ponte de Lima, em simultâneo a um conjunto de ações transversais a todos os parceiros do projeto, passa pela concretização das seguintes ações:
Intervenção de beneficiação da escada de peixes do açude de Ponte de Lima;
Intervenções de melhoria das condições de drenagem dos caudais do rio Lima e do respetivo trânsito de sedimentos na zona de influência do açude de Ponte de Lima;
Produção e distribuição de materiais de promoção e de divulgação do projeto;
Definição e implementação, incluindo produção e edição de conteúdos, de programa de informação sobre o ecossistema fluvial para escolas e juntas de freguesia.
Valor candidatado: 722.057,40€
Fundo aprovado: 433.23,44€
O projeto é coordenado pela Universidade de Évora e reúne um consórcio de 8 parceiros beneficiários e 11 parceiros associados de Portugal e Espanha, incluindo municípios, universidades, empresas de engenharia, organizações de pescadores e ONGs ambientais.
Os barcos de Água-Arriba eram antigamente utilizados para o transporte de mercadorias e pessoas. Atualmente, estas embarcações estão associadas a visitas turísticas mediante marcação, dando a conhecer a história da Vila de Ponte de Lima, bem como a fauna e a flora das margens do Rio Lima.
Água-arriba carregado, parado na margem esquerda do rio Lima, em Ponte de Lima. Ao longo do século XIX o Rio Lima foi cenário de um dos mais emblemáticos barcos de trabalho de rio, o água-arriba, também conhecido por riba-acima, ou simplesmente barco. Durante a II Grande Guerra Mundial foi o mais barato e o maior meio de abastecimento e transporte entre a foz do Lima e as terras do interior minhoto, navegando de Viana do Castelo até Ponte da Barca.
Foto: Conde d'Aurora (José de Sá Coutinho) / Arquivo da Casa de Nossa Senhora d'Aurora
No âmbito do projeto “Proteção e Conservação da Natureza e da Biodiversidade – Projetos de erradicação e controlo de espécies invasoras prioritárias”, a Câmara Municipal de Ponte da Barca está a realizar uma intervenção para combater a erva‑pinheirinha (Myriophyllum aquaticum), uma planta invasora que ameaça o equilíbrio dos ecossistemas, em troços do rio Lima e também do rio Froufe.
Os trabalhos estão a ser executados durante o corrente mês de outubro, abrangendo uma área de 22,91 hectares, num investimento de 71 500 € + IVA, com cofinanciamento do Fundo Ambiental de 85 %.
A equipa responsável utiliza uma plataforma flutuante para percorrer cuidadosamente o leito e as margens dos rios, removendo a planta invasora, e o material recolhido é posteriormente deposto em local preparado para o efeito, afastado das galerias ripícolas de maneira a precaver a sua dispersão novamente para a água.
No coração da natureza que envolve Ponte da Barca, esta iniciativa é fundamental para a preservação e recuperação dos ecossistemas locais.
A DKC de Viana apela: - Não depositem lixo e aterro nas margens do Lima!
- DKC expõe mostra fotográfica “Como é bonita Stª Luzia (em 2025), ou The Dark(ue) side” na página do Facebook do clube.
Lethes, “Lete”, Rio da Mitologia Grega...
Na margem esquerda do Rio Lima, entre pontes (Eiffel e auto estrada), há quem esteve, e esteja a depositar pequenos e grandes aterros, assim como lixo, eletrodomésticos, sofás, sanitas, roupas, sacos de lixo, plásticos, que por aí ficam a poluir as margens.
Contaminando o Rio Lima e o solo.
Como o acumular de dejetos tem aumentado, a Darque Kayak Clube, através do seu departamento de ambiente, decidiu apelar à consciência cívica das pessoas para não depositarem lixo e aterro nas margens do Rio Lima.
Plena de ironia, pretende sensibilizar as pessoas a não depositar aterro ou lixo na margem do Rio Lima.
Também vão ser expostas outras fotografias, sem “filtros”, na página, recentes, para sensibilizar à conservação das margens do Rio Lima.
Na sua génese, em 1994 e 1995, a Darque Kayak Clube, através de campos de trabalho com jovens, com o apoio do então Instituto Português da Juventude, e os serviços Municipalizados de Viana, à época, retirou da margem esquerda do Rio Lima cerca de 12 toneladas de lixo em dois anos, eletrodomésticos, sofás, plásticos... que deu origem a uma reportagem na RTP1, à época, e nos jornais nacionais.
Nessa altura houve preocupação de ir mantendo limpas as margens, já lá vão 3 décadas...
Hoje, o panorama vai-se repetindo:
- A origem do Rio Lethes é grega: O Rio Lete é um dos cinco rios do Hades (o mundo dos mortos) na mitologia grega, não o transformemos “no mundo do lixo”
- Nessa mitologia, o poder do rio: As suas águas fazem as almas esquecerem as suas vidas anteriores, para que possam prosseguir o seu caminho no além ou, em algumas tradições, para que possam regressar ao mundo dos vivos.
Segundo a mitologia grega, o rio Lethes era um dos quatro rios que banhava o Hades. A passagem da vida para a morte constituía a travessia feita do rio Lethes – o rio do esquecimento – através de uma barca conduzida por Caronte. Foi aliás, com base neste mito que Gil Vicente escreveu os seus autos, mormente o Auto da Barca do Inferno.
Como é sabido, os romanos assimilaram a cultura dos gregos, limitando-se a atribuir denominações latinas às suas divindades.
Quando no ano 163 Antes de Cristo, as legiões romanas comandadas por Decimus Julius Brutus chegaram à margem esquerda do rio Lima, elas temeram atravessar o rio Lima por acreditarem tratar-se dorio do esquecimentoe, ao fazerem-no, esquecerem-se para sempre da sua pátria e de si mesmos. A superstição foi desfeita quando o tribuno romano atravessou o rio e, da outra margem, chamou todos os seus soldados pelo seu próprio nome.
Pese embora os contemporâneos já não acreditarem na visão mítica do Hades, o rio Lima continua a enfeitiçar quem se abeira das suas margens, tal é o encanto que as mesmas causam a quem visita terras limianas.
Realiza-se amanhã o lançamento do novo Barco de Água-Arriba, junto à Avenida dos Plátanos, inserido no programa das comemorações dos 900 anos do Foral de Ponte de Lima.
Os barcos de Água-Arriba eram antigamente utilizados para o transporte de mercadorias e pessoas. Atualmente, estas embarcações estão associadas a visitas turísticas mediante marcação, dando a conhecer a história da Vila de Ponte de Lima, bem como a fauna e a flora das margens do Rio Lima.
Água-arriba carregado, parado na margem esquerda do rio Lima, em Ponte de Lima. Ao longo do século XIX o Rio Lima foi cenário de um dos mais emblemáticos barcos de trabalho de rio, o água-arriba, também conhecido por riba-acima, ou simplesmente barco. Durante a II Grande Guerra Mundial foi o mais barato e o maior meio de abastecimento e transporte entre a foz do Lima e as terras do interior minhoto, navegando de Viana do Castelo até Ponte da Barca.
Foto: Conde d'Aurora (José de Sá Coutinho) / Arquivo da Casa de Nossa Senhora d'Aurora
Barco, do Lima, é uma embarcação de carga de fundo chato, sem quilha, com planta lenticular cortada à popa, proa reta com razoável lançamento, costado de tábua trincada e cavernas em L, construído pela técnica de shell-first, e com leme.
Navega entre a Ponte da Barca e Viana do Castelo. Um modelo mais pequeno, o barquinho, é utilizado indiferentemente no transporte e na pesca.
Dimensões médias 16 x 3,5 x 0,7m e 10 x 2,18 x 0,6m, respetivamente. Propulsão por vara e vela, que, no barco, é de pano redondo, com pronunciado aluamento e com rizes, ou de espicha, e, no barquinho, de espicha, podendo ser dupla. Tripulação 2 pessoas.
Barco do Porto, na margem direita do rio Lima, é um lugar da freguesia de Serreleis, Viana do Castelo, onde existia uma barca de passagem. Foto datada de 1961.
Entidade detentora: Centro Português de Fotografia
No dia 22 de agosto de 2025, às 17h00, realiza-se o lançamento do novo Barco de Água-Arriba, junto à Avenida dos Plátanos, inserido no programa das comemorações dos 900 anos do Foral de Ponte de Lima.
Os barcos de Água-Arriba eram antigamente utilizados para o transporte de mercadorias e pessoas. Atualmente, estas embarcações estão associadas a visitas turísticas mediante marcação, dando a conhecer a história da Vila de Ponte de Lima, bem como a fauna e a flora das margens do Rio Lima.
Água-arriba carregado, parado na margem esquerda do rio Lima, em Ponte de Lima. Ao longo do século XIX o Rio Lima foi cenário de um dos mais emblemáticos barcos de trabalho de rio, o água-arriba, também conhecido por riba-acima, ou simplesmente barco. Durante a II Grande Guerra Mundial foi o mais barato e o maior meio de abastecimento e transporte entre a foz do Lima e as terras do interior minhoto, navegando de Viana do Castelo até Ponte da Barca.
Foto: Conde d'Aurora (José de Sá Coutinho) / Arquivo da Casa de Nossa Senhora d'Aurora / via Lugar do Real
A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez aprovou a celebração de um protocolo de colaboração com o MoLima – Movimento para a Defesa do Rio Lima, consolidando o compromisso conjunto pela preservação ambiental e valorização do Rio Lima.
Esta parceria tem como finalidade desenvolver projetos e promover ações de sensibilização que aumentem a consciência ecológica das comunidades, sobretudo das zonas ribeirinhas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do concelho.
Os principais pilares do protocolo incluem a troca contínua de informações entre as entidades, o envolvimento ativo de voluntários e cidadãos, a definição de planos anuais ou pontuais para as atividades conjuntas, e o respeito pela autonomia institucional de cada parte.
Este acordo representa um passo decisivo para fortalecer a sustentabilidade local, proteger os recursos naturais e incentivar a participação comunitária na construção de um futuro mais verde.
Assim, com esta iniciativa, Câmara Municipal e MoLima reafirmam a sua missão comum de promover a responsabilidade ambiental e a cooperação em prol do património natural do concelho.
No dia 13 de junho, o tribunal da província de Ourense, na Galiza, iniciou o julgamento do processo sobre “direitos humanos e ambientais dos habitantes”, devido à contaminação do Rio Lima causada pela pecuária intensiva.
Nos últimos anos, diversos meios de comunicação espanhóis têm divulgado preocupantes informações sobre a poluição da albufeira galega de As Conchas, localizada a menos de 20 quilómetros da fronteira portuguesa do Lindoso, que atravessa o Parque Nacional da Peneda-Gerês. Esta albufeira, formada por águas do rio Lima e dos seus afluentes, apresenta elevados níveis de nitratos, o que tem provocado fenómenos de eutrofização e frequentes proliferações de cianobactérias e toxinas nas suas águas.
Desde março, a Xunta da Galiza, vários municípios e a Confederação Miño-Sil têm sido alvo de processos judiciais apresentados por organizações como a Client Earth e a Amigas da Tierra, com o apoio de membros da comunidade de As Conchas.
Especialistas detetaram concentrações preocupantes de 97 milhões de bactérias nocivas por litro, resultantes de descargas de resíduos provenientes de suiniculturas e aviculturas, que se deslocam desde As Conchas até às proximidades do Lindoso.
Do lado português, os sinais de poluição já são visíveis, com o troço do rio junto ao Lindoso e a Ponte da Barca a apresentar uma coloração esverdeada, baça e com aspeto cremoso — um indício claro da presença de blooms de cianobactérias.
Considerando que 67 dos 108 quilómetros do rio Lima se situam em território português – e que uma boa parte destes atravessam o Parque Nacional da Peneda-Gerês –, é com grande preocupação que o Bloco de Esquerda acompanha esta situação de aparente exportação de contaminantes para a mais importante área protegida do nosso território, bem como para zonas a jusante desta. A exportação de contaminantes através do rio Lima pode originar graves problemas ambientais e de saúde pública no nosso território.
Ora, o rio Lima, tal como os rios Minho, Douro, Tejo e Guadiana, é um rio transfronteiriço cuja bacia hidrográfica é abrangida pela Convenção sobre Cooperação para a Proteção e o Aproveitamento Sustentável das Águas das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas – o convénio ratificado por Portugal e pelo Estado espanhol comummente conhecido por Convenção de Albufeira.
Como disposto no n.º 1 do artigo 10.º da Convenção de Albufeira, “as Partes adotam, individual ou conjuntamente, as medidas técnicas, jurídicas, administrativas ou outras necessárias” para, entre outros, “alcançar o bom estado das águas”, “prevenir a degradação das águas e controlar a poluição”, e “prevenir, eliminar, mitigar ou controlar os efeitos dos incidentes de poluição acidental.” Neste sentido, a Convenção de Albufeira assegura, ao abrigo da Diretiva Quadro da Água (Diretiva 2000/60/CE), a coordenação das medidas previstas nos planos de gestão das regiões hidrográficas internacionais do território comunitário, como é o caso da região hidrográfico na qual se insere o rio Lima.
No documento entregue na Assembleia da República, a deputada do Bloco de Esquerda pretende saber qual o conhecimento do Governo desta situação, se existem situações confirmadas de contaminação das águas e margens do rio Lima no Parque Nacional da Peneda-Gerês, e no caso de existirem quais as medidas de mitigação e eliminação das mesmas, e se foram aplicadas (e quais) as medidas previstas no Plano de Gestão de Região Hidrográfica do Minho e Lima, em coordenação com o Estado espanhol, como previsto na Convenção de Albufeira.
Em intercambio com as escolas Pintor José de Brito e Frei Bartolomeu dos Mártires, os alunos Alemães e Espanhóis (Galiza) integraram-.se com os seus colegas de turma e foram experimentar os kayaks, numa sessão oferecida pela DKC de Viana, em pleno Rio Lima.
Os estudantes, do programa ERASMUS +, em número de 40 desfrutaram da modalidade da canoagem, divertiram-se e mostraram-se muito agradados com o ambiente acolhedor, típico das gentes alto minhotas.
O desafio partiu dos respetivos Agrupamentos de Escolas, e como sempre, a DKC de Viana não poderia faltar à chamada.