Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

PORTUGAL DEVE SATISFAZER A FOME DE LÍTIO DA EUROPA? (V)

charis_0.jpg

  • Reportagem Charis Bastin *

De Barco o topo mais alto da montanha, a Serra da Estrela, é fácil de ver. A cadeia montanhosa faz parte de um local protegido da Natura 2000 e tem sido oficialmente um Geoparque Global da Unesco desde o verão passado. A nova lei estipulava que essas reservas naturais não seriam mais liberadas para prospecção.

A prospecção nas áreas incluídas na licitação deve garantir que toda a cadeia produtiva do lítio, da mineração ao refinamento, possa ser instalada em Portugal, anunciou o Gabinete de Meio Ambiente e Ação Climática em resposta ao MO*. Mas as áreas no norte onde já estão em andamento duas concessões de exploração estão localizadas na zona tampão do parque nacional Peneda-Gerês, e fazem parte do patrimônio mundial agrícola, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em 2018.

Há também dúvidas econômicas. Pesquisas recentes do geólogo português Alexandre Lima mostram que provavelmente apenas duas a três minas no norte contêm lítio suficiente para serem rentáveis.

Portugal como meca da futura produção de lítio é exagerada, segundo seu colega belga Jacques. Muitas das explorações são ar economicamente assado. Se a UE realmente quer ser independente do lítio, a diversificação e os insumos financeiros são necessários para competir com importações mais baratas."

"Você tem que ousar perguntar o que realmente está acontecendo", diz Margarido. Nas aplicações de prospecção para o primeiro semestre de 2019, o lítio ocorre 22 vezes, mas também a estanho e o tungstênio. "No caso da Serra da Argemela, estamos falando de quinze matérias-primas. No entanto, os políticos e a mídia só falam sobre lítio. Lítio é o véu verde que deve disfarçar mais. É assim que a ideia é vendida de que nosso estilo de vida pode ser feito ecológico."

As aldeias e comunidades próximas às minas estão poluídas para limpar as cidades, diz Dieter. "Mas nenhum carro elétrico impedirá a terra de morrer." O impacto destrutivo da mineração, que era visível principalmente fora da Europa por décadas, está voltando ao continente a partir de interesses geopolíticos e econômicos, alerta a Agência Europeia do Meio Ambiente. Seu ponto de partida é: a transição energética real deve ser de menor consumo e menor uso de matérias-primas limitadas.

Muitos estão certos de que novas minas de lítio destruirão mais economicamente do que produzem. "Agora temos uma economia sustentável aqui com projetos agrícolas, pecuária, indústria de queijo e vinho, projetos inovadores e pesquisa. Tudo isso é expulso por uma mina dessas", diz Margarido.

Este relatório foi realizado com o apoio de Fonds Pascal Decroos.

* Charis coordena MO.be. Possui mestrado em História (UA) e Conflict & Development (Ugent) e está estudando árabe na escola noturna. Seus interesses vão desde a migração para o futebol feminino e o Oriente Médio para Portugal.

65904_133934_97qXSf.jpg

PORTUGAL DEVE SATISFAZER A FOME DE LÍTIO DA EUROPA? (IV)

charis_0.jpg

  • Reportagem Charis Bastin *

O véu verde

A Secretária de Estado da Energia, Galamba, gosta de ressaltar a importância da indústria de lítio para todos os portugueses. As mineradoras também prometem benefícios para as comunidades locais: uma distribuição justa da receita e do desenvolvimento econômico para as regiões rurais mais pobres. Os jovens voltarão às aldeias, ao que parece, porque uma mina dá um impulso à infraestrutura local e ao emprego.

É isso que a geóloga Dominique Jacques está fazendo. "Localmente, serão empregados funcionários técnicos e administrativos, cerca de 100 a 200 pessoas. Mas os cargos mais especializados serão preenchidos por partes externas. Os aldeões têm pouca fé nas promessas.

Os moradores locais também não acreditam que a mineração "sustentável" seja feita. Como se conserta uma cratera de 400 metros de profundidade? Dieter, que trocou a Alemanha por Portugal Central há quase 40 anos, vê seus investimentos serem extintos quando uma mina vem bem em frente à sua fazenda. Ele vive lá modestamente e parcialmente autossuficiente com duas pousadas. "Essas minas significam o fim para Portugal", diz sua amiga basca Carmen. Entre os tocos enevados em sua propriedade, as oliveiras jovens estão novamente subindo. Pela primeira vez desde que os incêndios em 2017 destruíram as árvores antigas, eles conseguiram colher novamente este ano. Orgulhosamente, Dieter exibe sua prensa de azeitona caseira. Pronto para uma carga fresca de azeite.

"Olhe para nossa qualidade de vida agora", suspira o ex-prefeito Caldas. "Não temos poluição do ar do tráfego ou fábricas, como nas cidades. Aqui está limpo. Essas minas vão destruir isso. Eu não quero deixar isso para minha neta.

A mineração também continua sendo intensiva em água. Um grupo de ação escreve: "Por que o governo nunca se envolveu no reflorestamento (após os incêndios florestais, ed.)? Porque é menos interessante economicamente. No entanto, esta é uma maneira eficaz de remover o CO2 do ar, com um efeito positivo no abastecimento de água."

Além disso, ecossistemas importantes estão ameaçados pela mineração. Enquanto isso, a pandemia nos ensinou que eles são importantes não apenas localmente, mas também nacional e globalmente. "Lá", aponta Reis Morais para os antigos poços de minas em uma montanha da Serra da Argemela, "espécies vivas de morcegos protegidos. Eles são importantes para o nosso ecossistema.

* Charis coordena MO.be. Possui mestrado em História (UA) e Conflict & Development (Ugent) e está estudando árabe na escola noturna. Seus interesses vão desde a migração para o futebol feminino e o Oriente Médio para Portugal.

65904_133938_zWDwBm.jpg

PORTUGAL DEVE SATISFAZER A FOME DE LÍTIO DA EUROPA? (III)

charis_0.jpg

  • Reportagem Charis Bastin *

Ministro do Dinheiro

"Não temos um ministro do Meio Ambiente, só dinheiro", diz o ex-prefeito Caldas. Que Portugal está à venda é um sentimento que ressoa em todos os lugares. Lisboa, hoje liderada por um governo minoritário de esquerda, está muito feliz em emitir concessões de mineração. Segundo muitos, essa política visa apenas o lucro, sem levar em conta a capacidade de vida e as questões climáticas reais. Hoje, portugal rural está à venda. O governo tem sido criticado pela falta de transparência e falta de atenção às preocupações das comunidades locais.

A confiança na política não é alta de qualquer maneira, dado que o Secretário de Estado da Energia Galamba ainda estava na disputa por uma possível corrupção em novembro. Dois projetos de lei recentemente aprovados não tornam isso melhor.

65904_133942_KT3YxB.jpg

Em 14 de outubro, o Conselho de Ministros aprovou uma proposta sobre o uso de recursos geológicos em território nacional. De acordo com a nova lei, a mineração deve atender aos "padrões de sustentabilidade mais exigentes", "trazer mais transparência aos procedimentos administrativos" e proporcionar uma "distribuição justa dos benefícios econômicos". "Mas mal tivemos tempo de comentar sobre o projeto de lei", soa nas cinco aldeias que mo* visitou.

Não há consulta de verdade. "O governo nem sequer responde oficialmente às nossas queixas ou perguntas formais, exceto através da mídia", disse Margarido, o advogado baseado em Barco. Além disso, ainda não está claro se os contratos já celebrados também serão abrangidos por esta lei, com suas regulamentações ambientais mais rigorosas.

O segundo projeto aprovado é, na verdade, uma flexibilização, no âmbito do plano de recuperação português, o que facilita as desapropriações. A condição é que isso aconteça para projetos que contribuam diretamente para a recuperação econômica pós-pandemia de Portugal.

Teme-se que essa flexibilização seja utilizada na concessão de concessões de minas. Especialmente aldeias onde as terras agrícolas são baldios, terras em gestão comum, estão preocupadas. Afinal, o que acontece com essas terras comuns se elas forem incluídas em um contrato de mineração? "Isso", Caldas pisa no chão, "é oficialmente nosso território. Mas o que está por baixo dela é propriedade nacional.

* Charis coordena MO.be. Possui mestrado em História (UA) e Conflict & Development (Ugent) e está estudando árabe na escola noturna. Seus interesses vão desde a migração para o futebol feminino e o Oriente Médio para Portugal.

65904_133937_oPB34k.jpg

PORTUGAL DEVE SATISFAZER A FOME DE LÍTIO DA EUROPA? (II)

charis_0.jpg

  • Reportagem Charis Bastin *

Rio Orange

"O fato de uma mina vir aqui é muito preocupante para nós", diz João Caldas, ex-prefeito e hoje arquivista e historiador não oficial de sua aldeia de Covas, na região do Alto Minho. Ele aponta para uma galeria da velha mina de tungstênio sob a Serra d'Arga. "A montanha está cheia de água pura, nossa água potável." A água do rio mais próximo, o Coura, não está bêbada, porque foi poluída pelos resíduos da mina várias vezes desde a década de 1980.

65904_133935_aJGwzw.jpg

"Ainda não há peixes nadando no Coura."

Rendeu à Coura o apelido rio do laranja, o rio laranja. A água da chuva que entra em contato com as substâncias tóxicas das montanhas de efluentes da mina fica contaminada e acaba em águas subterrâneas e nos rios. Em 2008, foram instaladas barragens para absorver a chamada água de lixachate ou infiltração. Mas ainda não há peixes nadando no Coura.

A questão da poluição das antigas minas vem se arrastando em Portugal há décadas. Não muito longe de Barco é uma mina de estanho e tungstênio que ainda está ativa. A rocha extraída é 'lavada' para que os minerais desejados sejam liberados. Até 1996 isso aconteceu na fábrica próxima do Cabeço do Pião: no entorno da fábrica abandonada, grandes montanhas de resíduos ainda colorem a paisagem. Os resíduos permanecem em risco de contaminação do rio Zêzere.

"Essa poluição claramente não foi monitorada de perto no passado", explica a geóloga Dominique Jacques (KU Leuven), que fez pesquisas nesta região. Além do tungstênio e da lata, as minas também contêm sulfetos, com altas concentrações de enxofre, arsênico, chumbo, zinco e cádmio, entre outros. Isso pode causar acidificação da água do solo e do rio, e a absorção biológica de metais pesados. Pode representar um risco para a saúde pública.

Minerar lítio é uma história diferente, diz o geólogo. É uma das formas mais ecológicas de mineração de rochas duras. Mas há sempre um impacto. Os explosivos e máquinas pesadas fornecem vibrações e poluição sonora, e também tem um impacto na gestão da água local.

Isso preocupa um país com um sistema de água precário, que vive seca severa ano após ano. Especialmente no centro de Portugal, onde os incêndios florestais de 2017 estão gravados na memória, uma indústria de mineração intensiva em água não é mais possível para muitos.

"Os defensores das minas gostam de ressaltar que os depósitos de lítio não têm um grande impacto ambiental", disse o geólogo português Carlos Leal Gomes a uma rádio local. "E é isso que estou dizendo." Mas ele imediatamente aponta para os problemas ambientais anteriores causados pela mineração de resíduos de urânio, tungstênio ou mineração de estanho. "É preciso dizer que as rochas adjacentes (de minerais contendo lítio, ed.) podem ter um impacto negativo, deve ser dito às pessoas. Zonee, eles descobrem de uma maneira diferente. Além disso, ele afirma: "Quem vai verificar se a mineração de lítio só está sendo feita?"

Mas não é apenas o impacto no abastecimento de água ou a poluição que causa agitação. "Imagine isso, uma mina aberta de 400 acres, com um poço de 400 metros de profundidade? Para onde vai o lixo da mina? Vamos pegar três pilhas de lixo no lugar da nossa montanha?', pergunta a preocupada Gabriela Margarido, advogada de Barco.

Em uma mina tão aberta, as explosões liberam partículas de poeira, que são sopradas por todo o vento. "E se essas toxinas acabarem em plantas ou acabarem na água? E o impacto dessas explosões em nossas casas? Este projeto deveria ter sido rejeitado desde o início, porque está a apenas 500 metros da nossa aldeia. Isso é quase para nossos pés, e ao lado de um rio que até fornece água potável de Lisboa.

* Charis coordena MO.be. Possui mestrado em História (UA) e Conflict & Development (Ugent) e está estudando árabe na escola noturna. Seus interesses vão desde a migração para o futebol feminino e o Oriente Médio para Portugal.

65904_133940_BNyoWg.jpg

PORTUGAL DEVE SATISFAZER A FOME DE LÍTIO DA EUROPA? (I)

A revista belga MO* Magazine publica hoje uma reportagem acerca da exploração do lítio em Portugal, da autoria da jornalista Charis Bastin. Em virtude da sua extensão, publicamos a tradução possível da mesma em 5 posts.

charis_0.jpg

  • Reportagem Charis Bastin *

'Lítio é apenas um véu para vender um estilo de vida verde'

O lítio é a matéria-prima que precisamos para fazer baterias para carros elétricos, entre outras coisas. O "ouro branco", ainda enterrado em solo português por enquanto, deve colocar o país no mapa economicamente e ajudar a tornar possível a transição energética europeia. Mas isso vem com novas minas, e possivelmente com um custo local. "Isso significa o fim deste país."

65904_133939_0MOuYx.jpg

Quando criança, ela emigrou para a França, mas agora sua nova casa em Barco está terminada e ela também pode vir aqui para desfrutar de sua aposentadoria.

Enquanto a picape chega ao topo, seu olhar feliz dá lugar à tristeza. Florinda suspira. Ela não sabe o que sobrou de sua aldeia. "Lembro-me das vibrações e barulhos da mina subterrânea da minha infância. Mas agora é uma mina aberta.

No topo da montanha, dos Reis Morais, o prefeito de Barco, mostra os buracos de prospecção. Perfurado entre 2012 e 2017, procurando estoques de lítio na montanha. Sem o conhecimento das aldeias vizinhas. No final de 2016, os direitos de exploração da mineração foram aplicados, e então a batalha começou.

O protesto sobre a futura mineração na Serra da Argemela não é um caso isolado. Dois contratos de exploração já estão em vigor na província norte de Trás-os-Montes. Só está lá aguardando a aprovação dos estudos de impacto ambiental pela Agência Nacional do Meio Ambiente.

null_133931_dlIKRo.jpg

A mineradora que solicitou a exploração da Argemela não cumpriu o prazo para esse estudo em fevereiro. Em plena crise corona, em março, a empresa apresentou um novo pedido. Para uma "exploração experimental" desta vez. Nenhum estudo de impacto ambiental é solicitado.

A organização ambiental portuguesa Quercus já falou sobre "uma corrida ao lítio, em 10,1% da superfície terrestre", em meados de 2019. De todos os estudos de prospecção solicitados entre 2016 e junho de 2019, 50 foram de lítio. O governo ouve o caixa registradora tocando com a atenção para este "ouro branco" e, portanto, está planejando um concurso público para mais pesquisas de prospecção. "Isso ainda não é mineração", disse o ministro da Energia, João Galamba, sobre as propostas em um debate televisionado no final de 2019. "Queremos descobrir onde há potencial para uma mina."

A Comissão Europeia gosta dessa ideia. Ele quer tornar-se mais independente de outros players de matérias-primas e formar sua própria cadeia de produção de baterias. O lítio está na lista das matérias-primas mais críticas da Europa desde setembro, uma lista mantida desde 2009. Apenas para carros elétricos e armazenamento de energia, a Europa precisará de 18 vezes mais lítio até 2030 do que hoje, e até 60 vezes mais até 2050, disse o comissário da UE Maroš Šefčovič no final de setembro.

Dentro de cinco anos, a Europa pretende obter cerca de 80% do lítio doméstico necessário. Essa parcela só vai aumentar porque a União quer mais transporte elétrico. Portugal é hoje o maior produtor de lítio da Europa, o sexto maior do mundo. Embora tenha sido usado até agora apenas para cerâmica, não para a produção de baterias.

* Charis coordena MO.be. Possui mestrado em História (UA) e Conflict & Development (Ugent) e está estudando árabe na escola noturna. Seus interesses vão desde a migração para o futebol feminino e o Oriente Médio para Portugal.

65904_133936_6zr1wO.jpg

ASSEMBLEIA CONSTITUINTE DEBATEU EM 1976 A SITUAÇÃO DA NACIONALIZAÇÃO DA EMPRESA HIDRO-ELÉCTRICA DO COURA

Capturardarep76.PNG

Requerimento

Considerando que uma das graves carências de que sofre grande parte da população do distrito de Viana do Castelo diz respeito à falta de energia eléctrica;

Considerando que sem a satisfação dessa principal necessidade não é possível às camadas mais desfavorecidas daquela região obter o início dos benefícios sociais, culturais e económicos que condicionam a construção de uma sociedade rumo ao socialismo democrático;

Considerando que a empresa que fornece energia eléctrica ao distrito em referência é hoje uma empresa nacionalizada;

Considerando ainda, que em vários concelhos do distrito de Viana do Castelo é essa empresa que explora directamente a distribuição de energia;

Considerando finalmente que as condições de vida das classes mais desprotegidas devem constituir a preocupação prioritária dos órgãos do poder político:

Os signatários requerem ao Governo que através da entidade competente os informe do seguinte:

  1. Quais as freguesias dos concelhos dodistrito de Viana do Castelo com obras de instalação eléctrica em curso a cargo da referida empresa nacionalizada;
  2. Quais as freguesias dos concelhos docitado distrito em que presentemente se executam aquelas obras de instalação eléctrica, mas já a cargo das câmaras municipais;
  3. Quais as freguesias dos concelhos doreferido distrito ainda por electrificar, mas com processos pendentes nos respectivos serviços;
  4. Quais as freguesias dos concelhos domencionado distrito em relação às quais não foi até hoje solicitada a instalação de energia eléctrica;
  5. Quais as datas das petições que motivaram a organização dos processos referidos na parte final dopedido n.º 3;
  6. A quem se deve e cabe a responsabilidade da existência de muitas freguesias por electrificar, em cada um dos concelhos docitado distrito de Viana do

Sala das Sessões, 31 de Outubro de 1975.-Os Deputados do PPD: António Joaquim da Silva Amado Leite de Castro-Abel Augusto de Almeida Carneiro-António Rateira Marinho.

Resposta do Ministério da Economia - Secretaria de Estado da Indústria - Gabinete do Secretario de Estado.

Excelência:

Em referência ao vosso ofício n.º 258/75, junto se envia a resposta que nos foi dada pêlos serviços competentes relativamente ao requerido pêlos Srs. Deputados António Joaquim Amado Leite de Castro, Abel Augusto de Almeida Carneiro e Roleira Marinho.

2 de Abril de 1976. - O Secretário de Estado da Energia e Minas. (Assinatura ilegível).

ANEXO

MINISTÉRIO DA INDUSTRIA E TECNOLOGIA

DIRECÇÃO-GERAL DOS SERVIÇOS ELÉCTRICOS

Acerca do pedido formulado pêlos Srs. Deputados à Assembleia Constituinte António Joaquim da Silva Amado Leite de Castro, Abel de Almeida Carneiro e António Roleira Marinho respeitante à electrificação rural do distrito de Viana do Castelo, tenho a honra de informar:

A Empresa Hidro-Eléctrica do Coura (empresa nacionalizada) distribui nos seguintes concelhos:

Caminha, Melgaço, Monção, Ponte de Lima e Valença.

As câmaras municipais, ou seus serviços municipalizados, distribuem, por sua vez, nos seguintes concelhos:

Arcos de Valdevez, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Viana do Castelo (Serviços Municipalizados) e Vila Nova de Cerveira

Respondendo às perguntas dos Ex.mos Deputados pela ordem com que foram formuladas, diremos:

1 - Na zona concessionada à EHC estão em curso obras comparticipadas pelo Estado nas seguintes freguesias: Castro Laboreiro, Roussas e S. Paio, no concelho de Melgaço, Feitosa e Rebordões (Souto), no concelho de Ponte de Lima;

2 - Nos concelhos situados fora daquela concessão estão em curso obras comparticipadas pelo Estádio nas seguintes freguesias:

Águiã, Monte Redondo, Oliveira, Paçô, Parada, Prozelo, Rio de Moinhos, Vale e Vila Ponche, no concelho de Arcos de Valdevez;

Cossourado, Cristelo, Ferreira, Formariz, Insalde, Linhares e Porreiras, no concelho de Paredes de Coura; Ermida e Germil, no concelho de Ponte da Barca. Neste último concelho estão também comparticipadas obras nas freguesias de Entre Ambos-os-Rios e Vila Chã (S. João Baptista), as quais se encontram já adjudicadas (a primeira), ou em concurso para adjudicação (a segunda);

3 - Com processsos «pendentes» nestes Serviços, mas sem que conste o início das obras, citam-se as seguintes freguesias:

  1. 1 - Com pedido de comparticipação já atendido;

3.1.1- Nos concelhos concessionados:

Cristoval, Fiães, Penso e Prado, no concelho de Melgaço; Badim, Longos Vales, Merufe, Sá, Tangil e Valadares, no concelho de Monção; Arca (S. Mamede), Arcozelo, Brandara, Calheiros, Calvelo, Friastelas, Gaifar, Gemieira, Mato, Rebordões (Santa Maria), Ribeira, Sandiães e Vilar das Almas, no concelho de Ponte de Lima; Fontoura, Sanfins, S. Julião e Silva, no concelho de Valença,

3.1.2-Nos concelhos não concessionados.

Entre Ambos-os-Rios e Vila Chã, no concelho de Ponte da Barca (v. n º 2);

3.2 - Com pedido de comparticipação não atendido ainda:

3.2. 1 - Nos concelhos concessionados:

Cousso, Cubalhão e Lamas de Mouro, do concelho de Melgaço; Lordelo e Parada, do concelho de Monção;

Beiral do Lima, Gondufe e Serdedelo, do concelho de Ponte de Lima; Boivão, do concelho de Valença;

3.2.2 - Nos concelhos não concessionados:

Alvora, Cabana Maior, Cabreiro, Cendufe, Ermelo, Extremo, Grade, Miranda, Padroso, Portela, Rio Frio, Sonharei, Sistelo, Soajo e Vale, do concelho de Arcos de Valdevez; Agualonga, Bico, Castanheira, Cunha, Parada, Rubiães e Vascões, do concelho de Paredes de Coura.

Nota. - A maioria das freguesias citadas neste ponto 3 não está propriamente por electrificar, pois têm lugares já electrificados, referindo-se os pedidos pendentes, acabados de discriminar, à electrificação de lugares ainda desprovidos. Se se pretende, como parece ser o caso, a indicação das freguesias cujos pedidos correspondem às primeiras electrificações a efectuar nas mesmas, segue-se a sua discriminação:

  1. a) Nos concelhos concessionados:

Cousso, Cubalhão e Lamas de Mouro, do concelho de Melgaço;

Lordelo e Parada, do concelho de Monção;

Beiral do Lima, Gondufe e Serdedelo, do concelho de Ponte de Lima;

Boivão, do concelho de Valença;

  1. b) Nos concelhos não concessionados:

Cabana Maior, Cabreiro, Ermelo, Extremo, Miranda, Padroso, Sonharei e Sistelo, do concelho de Arcos de Valdevez; Agualonga, Bico, Cunha, Parada e Vascões, do concelho de Paredes de Coura;

4 - São as seguintes as freguesias que, não tendo lugares electrificados, não possuem também qualquer pedido de comparticipação do Estado:

Gave e Parada do Monte, do concelho de Melgaço;

Abedim, Anhões, Luzio e Portela, do concelho de Monção;

Labruja, Labrujó, Queijada, Rendufe e Vilar do Monte, do concelho de Ponte de Lima;

5-As datas de entrada dos pedidos mencionados em 3.2 (pedidos não atendidos ainda) são, para os concelhos em regime de concessão: Setembro de 1975 para os do concelho de Melgaço;

Setembro de 1973 para os do concelho de Monção; Setembro de 1973 e 1975 para os do concelho de Ponte de Lima, e 31 de Agosto de 1967 o referente a Boivão, no concelho de Valença (a situação actual deste pedido dependeu, por um lado, de a Câmara não ter considerado esta obra entre as prioritárias e, por outro lado, de o pedido de licenciamento da linha de alta tensão ter sido mais tardio, só tendo tido resolução em Fevereiro de 1976. A comparticipação vai, pois, ter o seguimento final).

Para os concelhos situados fora da concessão, as datas vão de 1968 a 1974 para os pedidos respeitantes a Paredes de Coura. Contudo, embora com bastante dificuldade, dadas as deficiências que os projectos apresentados por esta Câmara geralmente apresentam, já foram concedidas às licenças de estabelecimento para cinco (Agua-longa, Castanheira, Cunha, Parada e Rubiães) das sete indicadas em 3.2.2, contendo-se que seja possível a comparticipação dentro de pouco tempo, se, ao proceder-se ao estudo dos respectivos orçamentos, estes não apresentarem deficiências notáveis.

Quanto ao concelho de Arcos de Valdevez os pedidos, na generalidade, não tiveram seguimento por razões análogas às indicadas para Paredes de Coura e ainda porque a Câmara pediu a devolução (em fins de 1972) de todos os pedidos que então tinha pendentes, para os corrigir e reestruturar. A devolução efectuou-se em princípios de 1973. A câmara só muito lentamente foi procedendo a essa reestruturação, tendo os pedidos de comparticipação respeitantes a algumas freguesias reentrado somente em meados de 1975;

6-No número anterior já se indicaram motivos de alguns atrasos,

É às câmaras municipais que compete a electrificação dos respectivos concelhos, promovendo o projecto e a execução das obras pêlos seus serviços ou solicitando-os aos respectivos concessionários. Dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, metade está no primeiro caso e a outra metade no segundo.

Em qualquer caso, às câmaras cabe um encargo financeiro na execução das obras. Na totalidade, no caso de serem elas as distribuidoras, e de 70 % a 90 % no caso das distribuições concessionadas.

As câmaras podem recorrer à ajuda financeira do Estado (sob a forma de comparticipações) quando não disponham de meios financeiros para a cobertura daqueles encargos. É isto que geralmente sucede; as comparticipações, contudo, não cobrem totalmente o encargo camarário.

Há pois três entidades a custear as obras: a câmara, a concessionária (nos concelhos em que exista) e o Estado. São conhecidas as dificuldades financeiras em que se encontram as câmaras.

No caso da única concessionária do distrito, 6 conhecido o facto de há uns três anos para cá se ter verificado uma quase paralisação das obras, alegando a empresa dificuldades de mão-de-obra e financeiras. Estas, inclusivamente, já foram apresentadas superiormente, constando neste momento que se está em vias de ver concedido um empréstimo à empresa.

Quanto ao Estado, é também conhecido o facto de ter aumentado substancialmente os seus auxílios nos últimos anos, o que, contudo, não deixa de ter limites que impõem normas de distribuição das comparticipações que se traduzem por um rateio, mesmo nos casos dos concelhos cuja electrificação se pretende mais incrementar. Parece, no entanto, que no respeitante ao distrito de Viana do Castelo, o rateio não está a ser limitativo, dado o grande número de obras já comparticipadas e que estão por realizar, sobretudo na zona da concessionária. Nesta zona, mais pedidos poderiam talvez ser atendidos, mas o ritmo das comparticipações para os concelhos abrangidos encontra-se um tanto diminuído pelas razões invocadas.

Observação final:

Os quadros anexos auxiliam a formar uma ideia mais geral da situação, devendo, porém, ter-se em conta, o que já acontece nesta informação, que as freguesias de Arga de Baixo, Arga de Cima e Cristelo, no concelho de Caminha, Feitosa e Rebordões (Souto), no concelho de Ponte de Lima, Cossourado, Insalde, Linhares e Porreiros, no concelho ele Paredes de Coura, e Ermida e Germil, no concelho de Ponte da Barca, terão já as obras iniciadas, embora nos serviços não existam ainda autos de medição. As informações de que as obras foram iniciadas são muito recentes, dadas telefonicamente, quer pela concessionária quer pelas câmaras.

Repartição de Fomento da Electrificação, 6 de Março de 1976. - O Engenheiro Chefe da Repartição, (Assinatura ilegível.)

HIDRO-ELÉCTRICA DO COURA TAMBÉM VENDIA ESQUENTADORES

Recibo passado pela Empresa Hidro-Eléctrica do Coura ao General Norton de Matos pelo pagamento de 200$00 referentes à compra de um esquentador elétrico.

A Hidroelétrica do Coura, fundada em 1910, foi uma empresa de produção e distribuição de eletricidade que tirou partido das vantagens hídricas do Alto Minho. Cessou a atividade em 1976.

CNM_00431-0001_dissemination.jpg

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

PARLAMENTO DEBATEU EM 1821 A CONSTRUÇÃO DA PONTE SOBRE O RIO COURA

A pretensão dos comerciantes de Caminha relativamente à construção de uma ponte sobre o rio Coura foi pela primeira vez apresentada às Cortes Geraes e Extraordinarias da Nação Portugueza em 11 de Dezembro de 1821.

Em 31 de Janeiro de 1823, o deputado Francisco de Paula Travassos leu na Câmara dos Senhores Deputados da Nação Portugueza, o parecer da Comissão de Estatística que, segundo o boletim oficial, consta o seguinte: “Leu mais o Sr. Travassos, por parto da mesma Commissão um parecer sobre as representações da camara e negociantes de Caminha, que pertendem se imponha o tributo do dez réis em cada alqueire de sal que entrar pela barra de Caminha, ou ali for armazenar-se entrando por qualquer outro porto, e isto pelo tempo de seis annos para a construcção de uma ponto sobre o rio Coura, de que muito se precisa para commodidades daquelles e vizinhos povos. Ficou para 2.ª leitura.”

VILA PRAIA DE ÂNCORA: EM MEADOS DO SÉCULO PASSADO A ANTA DA BARROSA ERA PROPRIEDADE PARTICULAR

De acordo com correspondência trocada entre a Câmara Municipal de Caminha e a Direcção Geral da Fazenda Pública, durante o período compreendido de 16 de Novembro de 1942 a 16 de Março de 1943, a Anta da Barrosa, no concelho de Caminha, era à época propriedade particular e pertencente aos herdeiros de Rodrigo Rocha, da Vila da Praia de Âncora, que eram Maria José Rocha e Lídia Teresa Rocha.

Por seu turno, a Ponte de Vilar de Mouros sobre o Coura, no concelho de Caminha, fazia já parte da Estrada Municipal e foi reparada pelo Estado, por intermédio da Direcção dos Edifícios e Monumentos Nacionais.

Fonte: Arquivo do Ministério das Finanças

Capturarv1.PNG

Capturarv2.PNG

Capturarv3.PNG

Capturarv4.PNG

Capturarv5.PNG

Capturarv6.PNG

Capturarv7.PNG

Capturarv8.PNG

Capturarv9.PNG

Capturarv10.PNG

Capturarv11.PNG

Capturarv12.PNG

CÂMARA DE CAMINHA PROMOVE PERCURSO PEDESTRE INTERPRETATIVO “PELAS MARGENS DO RIO COURA”

Atividade vai decorrer no dia 27 de julho e a participação é gratuita

A Câmara Municipal de Caminha vai promover o percurso pedestre interpretativo “Pelas margens do rio Coura”, na Praia Fluvial das Azenhas, em Vilar de Mouros, no dia 27 de julho. A participação é gratuita.

Praia Fluvial das Azenhas - Vilar de Mouros (1).jpg

O ponto de partida do percurso interpretativo está agendado para as 10H00, na Praia Fluvial das Azenhas. “Pelas Margens do Rio Coura” está inserido nas atividades de Educação Ambiental Praias 2019 que o Município está a levar a cabo no âmbito do programa Bandeira Azul da Europa.

Esta atividade tem como objetivo a realização de um percurso pedestre interpretativo sobre a biodiversidade das margens do rio Coura, com orientação de Carlos Venade.

Como foi referido acima, a participação é gratuita, mas a inscrição é obrigatória. Assim, os interessados em participar deverão proceder à respetiva inscrição através do email cisa@cm-caminha.pt .

RIO COURA RECEBE CAMPEONATO NACIONAL DE SLALOM

Águas bravas do rio Coura propícias para mais um Campeonato Nacional de Slalom

Pelo terceiro ano consecutivo, a freguesia de Covas, em Vila Nova de Cerveira, volta a acolher o Campeonato Nacional de Slalom. Este fim-de-semana, 12 e 13 de maio, cerca de 250 atletas vão desafiar as águas correntes fortes do rio Coura à procura de obter a melhor classificação na edição 2018 da prova.

Slalom

Da competição de montanha para a náutica, as condições naturais de Vila Nova de Cerveira, conjugadas com a abertura e a aposta da Câmara Municipal na vertente desportiva, tem atraído a realização de mais eventos de referência nacional.

Depois do sucesso do Ultra Trail de Cerveira 2018 que trouxe, no passado sábado, mais de 1.100 atletas oriundos de todo o país e outro milhar para assistir, no próximo fim-de-semana, as atenções centram-se nas potencialidades desportivas e turísticas do rio Coura.

Ao longo de um percurso de apenas 300 metros, cerca de 250 atletas de várias categorias – cadetes, juniores, e veteranos C1, K2 e C2 masculino e feminino -, vão desafiar um plano de água corrente forte, com obstáculos naturais e portas (grau II e III), já reconhecido pelas condições excelentes para a prática da modalidade. Pelas margens, e à semelhança dos anos anteriores, aguardam-se centenas de pessoas que aliam o apoio aos atletas ao desfrute de um ambiente natural e tranquilo.

“Em Vila Nova de Cerveira, o desporto e o turismo estão cada vez mais interligados, tendo como denominador comum a usufruição das mais diversas e belas paisagens naturais que temos para oferecer. Temos eventos que são um sucesso logo na primeira edição, confirmado pelo crescimento constante de participantes, ano após ano. Seja numa vertente competitiva, seja apenas por lazer e bem-estar, é cada vez mais frequente ver jovens e menos jovens a colocar a atividade física na rotina do seu dia-a-dia”, afirma o edil cerveirense, Fernando Nogueira.

A prova do Campeonato Nacional de Slalom agendada para Covas vai ser disputada em três mangas, uma eliminatória no sábado a partir das 10h00, seguida das semifinais agendada para as 15h00 para, no domingo, no período da manhã, se disputarem as finais individuais e respetiva entrega de prémios.

A organização é da Federação Portuguesa de Canoagem, do Cube Desportivo Minho – Teixugos e do Conselho de Arbitragem, com apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira e da Junta de Freguesia de Covas.

RIO COURA VAI SER PROJETADO NO FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA

“O Rio e o Moleiro”, de Jorge Murteira

O filme “O Rio e o Moleiro”, realizado por Jorge Murteira, vai ser exibido na mostra de curtas metragens do 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, após ter sido selecionado pelo CineEco de Seia, Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela.

RioCoura_Moleiro10p©ClaudiaFreire

No certame que terá lugar na capital do Brasil, entre 18 e 24 de março, será projetado o filme que integra a exposição ‘Impressão Digital em Terras de Coura’, patente no Museu Regional de Paredes de Coura, numa mostra comissariada por Cláudia Freire.

Filmado em Casaldate, Parada, “O Rio e o Moleiro” evoca a importância do rio como recurso e o papel das populações na sua preservação. Manuel Barbosa é o moleiro que mantém até hoje a trabalhar este engenho movido com a força da água do rio Coura.

O 8º Fórum Mundial da Água, que decorre na capital brasileira, contará com um Pavilhão de Portugal, onde decorrerão palestras e projeções de 15 curtas metragens portuguesas sobre o tema da água.

RioCoura_Moleiro4p©ClaudiaFreire

DESCIDA INTERNACIONAL DO RIO COURA EM KAYAK MARCADA PARA O DIA 8 DE JULHO

Inscrições terminam a 4 de julho

No concelho de Caminha, a programação de verão já não dispensa a Descida Internacional do Rio Coura em Kayak. A organização está a ultimar os preparativos para que, no dia 8 de julho, tudo esteja a postos para mais um grande êxito. Descida de lazer, batismo náutico e animação para crianças dão o mote a mais uma festa do desporto concelhio que termina com um lanche convívio no Parque 25 de Abril, em Caminha. As inscrições já estão a decorrer e terminam a 4 de julho.

18881902_1374021002666090_2381198891895882836_n.jpg

Na sua quinta edição, este evento desportivo tem cada vez mais adeptos. O ano passado esta grande aventura juntou cerca de meio milhar de pessoas. Este ano o objetivo é chegar aos 600 participantes.

Com um programa abrangente, para todas as idades, a DIRCK ainda oferece atividades complementares. Às 9H00, terá lugar o passeio de kayak em família, com inicio na praia da Foz do Minho e término no cais de embarque do rio Coura. A partir das 10H00, realizar-se-á o batismo náutico e a animação para crianças.

A descida de lazer tem inicio, pelas 15H30, junto à ponte Medieval de Vilar de Mouros e termina "entre pontes", nos cais de embarque de Caminha.

As inscrições terminam a 4 de julho. Os interessados deverão formalizar a respetiva inscrição através do seguinte do seguinte endereço eletrónico http://www.descidadocoura.pt/.

Este evento é organizado pela MinhAventura e tem como promotor o Município de Caminha.

PROGRAMA:

09H30

Abertura do secretariado

13H00

Fecho do secretariado

13H30 às 14H15

Transporte dos participantes para Vilar de Mouros (local de partida)

15H30

Início da Descida Internacional do Rio Coura em Kayak

18H00

Lanche convívio

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

09H00

Kayak em Família

10H00

Batismo Náutico para crianças e animação para crianças

MINHOTOS VENCEM TAÇA IBÉRICA DE SLALOM NO RIO COURA

Ivan Silva, José Carvalho e Marta Noval vencedores em Covas

No passado fim-de-semana, Ivan Silva (K1 Sénior), José Carvalho (C1 Sénior) e Marta Noval (K1 Sénior Feminino) consagraram-se vencedores da VIII Taça Ibérica de Slalom, disputada no Rio Coura, em Vila Nova de Cerveira. Prova registou uma grande afluência dentro e fora de água!

17361507_1485450268134042_2183089658557609921_n.jpg

As águas bravas do rio Coura voltaram a ser desafiadas ao longo de aproximadamente 300m, por 150 atletas de clubes portugueses e espanhóis. Concluídas as fases de eliminatórias e as finais da prova, a tabela de classificações foi a seguinte: no K1 Sénior, os três atletas melhor posicionados foram Ivan Silva ÁBravasC84,29, Antoine LaunayDarqueKC84,58 e Rodrigo Magalhães ÁBravas C 85,58; no C1 Sénior o vencedor, José Carvalho, conseguiu o tempo de 88,45, seguido de Ivan Silva ÁBravas C (100,92) e de Marcos Pereira CP Penedo (101,75). Finalmente, no K1 Sénior Feminino, Marta Noval CCAmora consagrou-se vencedora com o tempo de 121,42, seguida de Sara Bastos AD Amarante com o resultado de 126,30.

Em disputa esteve a VIII Taça Ibérica de Slalom, com organização do Clube Desportivo do Minho – Teixugos, da Associação Kaiak Darque Clube, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, do Concello de Tomiño e da Junta de Freguesia de Covas.

O evento contou, uma vez mais, com uma forte participação de atletas dos dois países vizinhos, bem como de uma grande afluência de público que se instalou nas margens do rio Coura para assistir à prova e desfrutar das belas paisagens.