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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE VIZELA APRESENTA PROGRAMA COMEMORATIVO DOS 50 ANOS DO 25 DE ABRIL

A Câmara Municipal de Vizela apresenta o programa comemorativo dos 50 Anos do 25 de Abril, na próxima sexta feira, dia 16 de fevereiro, pelas 11.00h no miniauditório do edifício sede, numa parceria entre a Câmara Municipal de Vizela, a Sociedade Filarmónica Vizelense e o condomínio dos espaços comerciais do Fórum Vizela - Condomínios & Companhia.

O destaque do programa vai para o dia 26 de abril com o concerto de Paulo Carvalho e Mariza Liz com a Banda da Sociedade Filarmónica Vizelense, que terá lugar na Praça do Município.

BARCELOS: TERTÚLIA VAI RECORDAR COMISSÕES ADMINISTRATIVAS MUNICIPAIS

Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril ao longo de 2024

“Comissões Administrativas da Câmara Municipal de Barcelos: 1974-1976” é o tema da 2.ª Tertúlia do programa das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, promovidas pelo Município de Barcelos. O evento realiza-se na próxima quinta-feira, pelas 21h15, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

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A Tertúlia, que vai ser moderada pelo Dr. Horácio Barra, terá como convidados três protagonistas políticos que integraram as Comissões Administrativas: Dr. António Seara, Sr. Carlos Coutada e Dr. António Reis.

Esta será uma excelente oportunidade para recordar episódios vividos nessa altura, percebendo-se como se organizava o poder político-administrativo logo a seguir à Revolução de Abril.

Recorde-se que a Câmara Municipal de Barcelos está a assinalar os 50 anos da Revolução do 25 de Abril com um conjunto de iniciativas ao longo de todo o ano de 2024. A primeira ação aconteceu a 12 de janeiro com a apresentação da Comissão Executiva e das linhas gerais do programa a que se seguiu a realização da Tertúlia “O Dia D”, que contou com a participação do Furriel Manuel Correia da Silva, do Cabo José Alves Costa e do Dr. Mário Vale Lima, numa conversa moderada pelo Dr. Victor Pinho.

A programação das Comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos, que o Município de Barcelos vai promover ao longo de todo o ano, é muito diversificada e direcionada a todas as faixas etárias. Inclui um Ciclo de Tertúlias e Conferências – cerca de 12, nas quais serão discutidos os mais diversos assuntos relacionados com a Revolução; publicações diversas, casos do livro “Barcelos e o 25 de abril de 1974 - a Administração Local e a Sociedade (1960 - 1989)”, do historiador barcelense, Dr. Vítor Pinho; publicação com a identificação de todos os participantes da Assembleia Municipal desde o 25 de Abril, (edição da Assembleia Municipal de Barcelos); lançamento do livro “Herdeiro do Cravo”, de Francisco Duarte Mangas; concertos musicais com Sérgio Godinho, Fernando Tordo, Luca Argel, Anónimos de Abril, ainda os concertos “Que força é essa – a Força da Música de Barcelos”, Concerto Mil Vozes a Cantar Abril, a “Ópera - Pequena História de um Povo com Memória e a encerrar as comemorações um Concerto de Música Clássica. Estão também agendados dois cortejos mobilizando a comunidade educativa, concretamente o Desfile com as escolas do concelho de Barcelos e o Desfile Recriação Histórica, com os grupos de teatro do concelho de Barcelos, a apresentação de três peças de Teatro, poesia, cinema e concursos literários.

BRAGA CELEBRA OS 50 ANOS DA REVOLUÇÃO DE ABRIL COM MÚLTIPLAS INICIATIVAS CULTURAIS

Temas da Liberdade e Democracia servem de inspiração a vários eventos

A celebração dos 50 anos da Revolução do 25 de Abril de 1974 dá o mote para a programação cultural do Município de Braga ao longo de 2024, com um conjunto diversificado de eventos que têm em comum os temas da Liberdade e da Democracia.

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“A melhor forma de homenagearmos os heróis de Abril é promovermos a cultura, as artes e o conhecimento, envolvendo os cidadãos numa sociedade livre e pluralista”, refere a propósito o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio.

A apresentação do livro “25 de Abril de 1974, quinta-feira", de Alfredo Cunha, no próximo dia 15 de Fevereiro, no Theatro Circo, e a exposição fotográfica com o mesmo nome, que ficará patente na Galeria do Paço, entre 2 de Março e 2 de Maio são duas iniciativas marcantes da programação.

Em Abril, destaque para os concertos “Canções de abril”, pela Orquestra de Filarmónica de Braga, no dia 24, e Canto d’Aqui, no dia 25, na Avenida Central. A Biblioteca de Jardim irá acolher as oficinas artísticas alusivas aos 50 anos do 25 de Abril, numa parceria com a União de Sindicatos e, no dia 26, haverá uma recriação do Comício 26 de Abril 1974, pelos Malad’arte, na Praça Municipal.

O programa comemorativo engloba ainda um conjunto de outras atividades. As nove companhias de teatro que vão participar no Braga En’Cena, que decorrerá entre 7 de Abril e 8 de Outubro, no Theatro Circo, foram desafiadas a criar sob as temáticas da Revolução de Abril e a apresentar um novo trabalho, assim como a desenvolver, em conjunto, uma obra artística diferenciadora.

Entretanto, o tema da revolução serve também de inspiração aos alunos que vão participar este ano, na Mostra Escolar de Artes Performativas, o “Mapear”, que vai decorrer entre 29 de Abril e 4 de Maio, no Espaço Vita.

O programa de Mediação Cultural do Município de Braga – “Atlas”, iniciará uma viagem pela memória através de diversas iniciativas que irão abordar os valores da “Liberdade”, “Democracia”, “Paz” e “Progresso”.

O programa “Descentrar” também dedicará diversas jornadas ao tema do 25 de Abril, com teatro, horas do conto, oficinas e concertos.

Também o Itinerarium, a nova aposta do Município de Braga para o conhecimento do património local, irá dedicar o programa de 20 de Abril ao tema “Símbolos da Resistência”, com o professor da Universidade do Minho, José Manuel Cordeiro.

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PONTE DA BARCA: EXPOSIÇÃO NOS PAÇOS DO CONCELHO DÁ O ARRANQUE ÀS COMEMORAÇÕES DOS 50 ANOS DO 25 DE ABRIL

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Procedeu-se, ao final da tarde de segunda-feira, nos Paços do Concelho de Ponte da Barca, à inauguração da exposição que assinala os 50 anos do 25 de abril. A mostra, destinada a transportar os visitantes às primeiras eleições livres do país, destaca-se pelo uso de uma variedade de materiais político-partidários, incluindo cartazes e outros artefactos utilizados durante as eleições que marcaram o início da democracia em Portugal. Faz também parte da mostra uma pintura alusiva à temática, da autoria de Sílvia Mota Lopes.

O evento contou com dois momentos musicais significativos, com a interpretação de músicas de intervenção pelos talentosos professores da Academia de Música de Ponte da Barca, Marisa Taveira e João Pedro Azevedo, além do aluno Gabriel Lopes, que encerrou a sessão com a emblemática "Grândola, Vila Morena". A música, peça fundamental na memória coletiva da Revolução dos Cravos, acrescentou uma dimensão poética e emotiva à celebração.

Matilde Pimenta, do 7⁰ ano do Agrupamento de Escolas, fez uma contextualização do período desde a criação do Estado Novo até ao 25 de abril de 1974, com o brilhantismo a que já nos habituou.

Durante a sessão, o Presidente da Câmara, Augusto Marinho, enfatizou que a exposição não é apenas uma retrospetiva visual das primeiras eleições livres do país, mas também uma oportunidade para as gerações mais jovens compreenderem o significado do 25 de abril.

O autarca expressou a sua convicção de que esta iniciativa, juntamente com as demais atividades comemorativas dos 50 anos da Revolução dos Cravos ao longo do ano, que incluirão conferências com personalidades da atualidade e concertos de músicas de intervenção, servirá como uma lembrança viva do legado dos que lutaram por um país mais livre e justo.

A mostra permanecerá disponível para visitação até ao dia 2 de fevereiro, oferecendo uma oportunidade única para revisitar a história democrática de Portugal e homenagear aqueles que lutaram por liberdade e justiça há meio século.

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MUNICÍPIO DA PÓVOA DE LANHOSO VAI FESTEJAR A LIBERDADE AO LONGO DE TODO O ANO DE 2024

Foi apresentado na manhã do passado sábado, dia 13 de Janeiro, o programa das Comemorações dos 50 Anos do 25 de Abril, que irá decorrer ao longo de todo o ano.

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O Salão Nobre dos Paços do Concelho, por onde passaram todos os Presidentes de Câmara e Assembleia da Póvoa de Lanhoso, onde foram já recebidos Presidentes da República, Ministros e Secretários de Estado, acolheu mais esta cerimónia, a apresentação do programa das comemorações da data mais importante da democracia portuguesa, o 25 de Abril.

“Grândola, Vila Morena” foi o tema interpretado por Paulo Freitas ao saxofone e Santiago Pereira ao trompete, ambos músicos da Banda Musical dos Bombeiros Voluntários. Com estes acordes da revolução, e após o tão vivido testemunho do Capitão António Carvalho que nos transportou para aqueles dias tão conturbados, estava criado o ambiente para a apresentação do programa, que esteve a cargo de Frederico Castro, Presidente da Câmara Municipal, que preside a Comissão Executiva destas Comemorações.

Desta fazem parte também todos/as os/as Vereadores/as em exercício, o Presidente da Assembleia Municipal, bem como os líderes das Bancadas Parlamentares e Representantes eleitos em Assembleia Municipal e o representante das Juntas/Uniões de Freguesia do concelho. Os Agrupamentos de Escolas e a Epave, a par dos Serviços Culturais da autarquia, do Conselho Municipal da Juventude, da Provedoria do Idoso e os Ex-Combatentes da Guerra do Ultramar foram também convidados a integrar esta Comissão e a dar o seu contributo com o objetivo de garantir a maior participação e abrangência deste programa.

Dirigindo-se a todos os presentes, Frederico Castro referiu que “este foi o momento que escolhemos para apresentar o programa que preparámos em conjunto, que é a maneira como queremos apresentar à Póvoa de Lanhoso o nosso olhar sobre os 50 anos do 25 de Abril.” Reconhecendo a importância de todos/as os/as intervenientes, acrescentou “quero agradecer a todos/as as instituições presentes nesta sala e que colaboraram connosco na elaboração deste programa, na recolha de contributos, ideias e, sobretudo, pela disponibilidade e grau de compromisso. Quero também agradecer a intervenção do Capitão Carvalho, representante dos Ex-Combatentes da Guerra do Ultramar, que no seu testemunho nos contou todos os passos dados até alcançarmos aquele momento, até chegarmos ao dia 25 de Abril de 1974, e a forma como nos retratou alguns momentos, é surpreendente e quase inimaginável para os dias de hoje. Somos uns privilegiados em poder ouvir os relatos transmitidos na primeira pessoa que o Capitão Carvalho partilhou aqui connosco e posteriormente podermos passar estes testemunhos às novas gerações, aqui representadas pela Tatiana.”

Tatiana Couto, em representação do Conselho Municipal da Juventude, declamou o poema “Abril” de José Fanha.

“Queremos que estas comemorações sejam impactantes e que deixem marcas em todos/as! Queremos deixar vincada a importância que teve para a Póvoa de Lanhoso e para o nosso país, o 25 de Abril!” concluiu Frederico Castro.

Amândio Santa Cruz Domingues Basto Oliveira, Presidente da Comissão de Honra destas Comemorações, é a personalidade povoense com o percurso político mais relevante, tendo sido o primeiro presidente da Câmara Municipal eleito e Presidente da Assembleia Municipal em dois mandatos. Foi, ainda, além de deputado da Assembleia da República, membro do Governo da Nação. 

Sendo reconhecido pelo seu percurso exemplar, Amândio Basto de Oliveira partilhou com os/as presentes a sua satisfação por fazer parte “das Bodas de Ouro do 25 de Abril, desta data histórica e pelo espírito de abertura e diálogo em todas as fases e que foram indispensáveis para preparar este programa.” Sublinhou que na programação cabem todas as faixas etárias, mas realçou “a participação mais ativa dos/das jovens, sendo esta uma oportunidade para conhecerem e aprenderem o passado e exprimirem o que esperam do/para o futuro”.

Da Comissão de Honra fazem parte os Presidentes da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso democraticamente eleitos e com exercício nos últimos 50 anos, os/as Presidentes da Assembleia Municipal da Póvoa de Lanhoso com exercício nos últimos 50 anos; os/as representantes dos Partidos Políticos com assento na Assembleia Municipal da Póvoa de Lanhoso e os Deputados da Póvoa de Lanhoso eleitos à XV Legislatura da Assembleia da República Portuguesa.

Programa completo em bit.ly/48OZCLA

BARCELOS COMEMORA 50 ANOS DO 25 DE ABRIL

Programação vai decorrer ao longo de todo o ano

Sérgio Godinho, Fernando Tordo, “Que força é essa - a Força da Música de Barcelos” e Concerto Mil Vozes a Cantar Abril são destaques da programação musical.

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O Município de Barcelos vai promover um vasto e diversificado programa de comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, a decorrer ao longo de todo o ano de 2024. Em conferência de imprensa, o Presidente da Câmara referiu que esta iniciativa “visa envolver o maior número de pessoas possível, assinalando a efeméride mais importante da História recente de Portugal”.

Para o efeito, foi constituída uma Comissão Executiva, da qual fazem parte o Presidente da Assembleia Municipal, representantes de todos os partidos com assento na Câmara Municipal e Assembleia Municipal, o representante dos presidentes de Junta, a presidente do Politécnico do Cávado e Ave e também o presidente da Associação Académica.

Mário Constantino adiantou que a Comissão conseguiu delinear um conjunto de orientações das quais resultou “uma programação muito diversificada, mas agregadora, direcionada aos vários grupos e segmentos da população”, cujo objetivo é “perpetuar a Revolução dos Cravos, através da evocação de memórias, as quais hoje já são memória coletiva, mas também, e sobretudo, celebrar, viver, e projetar os princípios e valores da Liberdade e da Democracia”.

O autarca barcelense sublinhou que, enquanto “herdeiros da Revolução dos Cravos, temos a obrigação de zelar e não dar por segura e permanente essa preciosa herança”, pelo que todos devem ser “cidadãos vigilantes e proativos, na defesa dos seus valores e do Estado de Direito Democrático”.

Nesse sentido, acrescentou Mário Constantino Lopes, os portugueses não devem “baixar a guarda, nem nunca julgar que as conquistas de Abril estão perpetuamente adquiridas. É importante e imperioso que cada geração as deve reafirmar sempre e com muita convicção”.

Programação com Tertúlias e Conferências, Concertos Musicais, Exposições, Teatro, Poesia, Cortejos e Concursos

A programação das comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos, que o Município de Barcelos vai promover ao longo de todo o ano, é muito diversificada e direcionada a todas as faixas etárias.

Síntese do Programa:

  • Ciclo de Tertúlias e Conferências – cerca de 12 nas quais serão discutidos os mais diversos assuntos relacionados com a Revolução, mas também com abordagens sociais. Os temas são muito abrangentes e vão desde "O dia D" às "Comissões Administrativas da Câmara Municipal de Barcelos", ao papel da mulher na democracia, passando pelo Poder Local, a 1.ª Câmara Municipal de Barcelos eleita, a Guerra Colonial, o PREC, a Comunicação Social, "Conversas da juventude de 1974 com a juventude de 2024: Que Futuro?", e "Liberdade e Democracia: do 25 de Abril às Primeiras Eleições Livres".
  • Ciclo de dez exposições, das quais se destacam “Quem és tu? Um Teatro Nacional a Olhar para o País" - Odisseia Nacional – do Teatro D. Maria II; “ARCHIVUM | 50 anos | 25 de abril”, “25 de abril de 1974"| Fotografia de Alfredo Cunha” e a exposição documental "Silenciados: os livros que não podiam ser lidos”| exposição de livros censurados, com especial destaque para a censura no feminino.
  • Conjunto de publicações com apresentação diversas, casos do livro “Barcelos e o 25 de Abril de 1974 - a Administração Local e a Sociedade (1960 - 1989)”, do historiador barcelense, Dr. Victor Pinho; publicação com a identificação de todos os participantes da Assembleia Municipal desde o 25 de Abril, (edição da Assembleia Municipal de Barcelos); Lançamento do livro “Herdeiro do Cravo”, de Francisco Duarte Mangas.
  • Concertos musicais com Sérgio Godinho, Fernando Tordo, Luca Argel, Anónimos de Abril, ainda os concertos “Que força é essa – a Força da Música de Barcelos”, Concerto Mil Vozes a Cantar Abril, a “Ópera - Pequena História de um Povo com Memória, e a encerrar as comemorações um Concerto de Música Clássica.
  • Dois cortejos mobilizando a comunidade educativa, concretamente o Desfile com as escolas do concelho de Barcelos e o Desfile Recriação Histórica, com os grupos de teatro do concelho de Barcelos.
  • Teatro, com a subida a cena de três peças; a componente de poesia com dois eventos específicos; o cinema, com a exibição dos filmes – “Capitães de Abril” e “Salgueiro Maia, o Implicado” e, finalmente, os concursos também dedicados à comunidade estudantil - “Pequenos Grandes Poetas” e “Um documento - Uma História”.

Tertúlia “Dia D” abriu comemorações

A abertura oficial das comemorações dos 50 anos da Revolução do 25 de Abril aconteceu ontem à noite (sexta-feira) com a realização da tertúlia “O Dia D”.

Perante uma plateia atenta, no auditório dos Paços do Concelho, uma conversa moderada pelo historiador e ex-bibliotecário barcelense, Victor Pinho, o Furriel Manuel Correia da Silva, o Cabo José Alves Costa e o Dr. Mário Vale Lima, contaram de viva-voz as suas experiências e memórias da participação que tiveram nos acontecimentos do Dia da Revolução.

Recorde-se que estes três convidados para a primeira tertúlia têm a particularidade de terem participado ativamente do desenrolar das movimentações militares da madrugada do 25 de Abril.

Furriel Manuel Correia da Silva

O furriel, Manuel Correia da Silva, é natural de Barcelos, e tinha 22 anos quando comandou a chaimite “Bula”, participou em todas as principais movimentações da operação que libertou Portugal do regime ditatorial salazarista.

Correia da Silva tinha feito a recruta no Regimento de Infantaria 5 nas Caldas da Rainha e tirado a especialidade de blindados na Escola Prática de Cavalaria em Santarém. Foi assim que lhe coube, ao comando da chaimite, transportar o presidente do Conselho de Ministros deposto, Marcello Caetano, retirando-o do quartel do Carmo para o posto de comando dos militares revolucionários sedeado no quartel da Pontinha. Segundo relatou já, por diversas vezes, o objetivo da sua missão era dar máxima proteção ao governante destituído, o que conseguiria com total êxito.

Recorde-se que, além de Marcello Caetano, seguiram na chaimite “Bula” mais dois governantes: o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Patrício, e o Ministro do Interior, Moreira Baptista.

Cabo José Alves Costa

Só quatro décadas depois da Revolução do 25 de Abril se viria a descobrir a identidade do militar que, apesar de ter sido ameaçado com um tiro na cabeça, tomou a decisão de não disparar sobre a coluna de Salgueiro Maia no Terreiro do Paço no 25 de Abril.

Trata-se do cabo José Alves Costa. Este militar estava integrado num dos tanques da coluna que saiu do regimento de cavalaria 7, a caminho do Terreiro do Paço, que ia fazer a defesa de Marcello Caetano, “mas quando lá chegou tudo mudou”. Em declarações à comunicação social, este antigo cabo assegurou que quando saiu do regimento de cavalaria não sabia exatamente o que ia fazer e que apenas teve ordens para sair a caminho do centro de Lisboa. “Sem saber o que se estava a passar no exterior, uma vez que apenas tinha acesso às comunicações militares, José Alves Costa teve ordens para não disparar sem a ordem do seu alferes”. Tendo, entretanto, este sido preso, “um brigadeiro ameaçou José Alves Costa com um tiro na cabeça caso não disparasse, mas optou por não o fazer por respeito ao alferes que conhecia há muito tempo e que respeitava”.

Mário Vale Lima

Trata-se de um médico barcelense que em abril de 74 estava a trabalhar no Hospital Militar em Lisboa e que, mal ecoaram notícias sobre a Revolução, se dirigiu para as imediações do Quartel do Carmo, local onde se começaram a aglomerar milhares de populares.

Para se perceber a importância do testemunho do Dr. Mário Vale Lima, basta sublinhar que o Quartel do Carmo “foi o epicentro da queda da ditadura, o palco principal da Revolução de 25 de Abril de 1974, onde os acontecimentos ocorreram durante catorze horas. Foi aí que o chefe do governo, Marcello Caetano, se rendeu ao general Spínola, tudo isto depois de longas horas cercados pelas forças comandadas pelo Capitão Salgueiro Maia, um dos grandes heróis da Revolução dos Cravos”.

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PONTE DA BARCA ASSINALA O CINQUENTENÁRIO DO 25 DE ABRIL

EXPOSIÇÃO “50 ANOS DE ABRIL” REALIZA-SE DE 15 DE JANEIRO A 2 DE FEVEREIRO | PAÇOS DO CONCELHO

No âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de abril, os Paços do Concelho de Ponte da Barca recebem, a partir do dia 15 de janeiro, uma exposição que promete transportar os visitantes às primeiras eleições livres do país com recurso a uma variedade de materiais político-partidários, como cartazes e outros artefactos, utilizados durante as eleições que marcaram o início da democracia em Portugal.

"Queremos que as gerações mais jovens compreendam a importância do 25 de abril e como as primeiras eleições livres moldaram o País que conhecemos hoje”, refere o Presidente da Câmara de Ponte da Barca, Augusto Marinho sobre a mostra que vai ser inaugurada às 16h.

A iniciativa dá o mote para o arranque das comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos - que vão decorrer ao longo de todo o ano e das quais vão fazer parte ainda conferencias com personalidades da atualidade e concertos de músicas de intervenção.-, estará aberta ao público a partir do dia da inauguração e permanecerá disponível para visitação até ao dia 2 de fevereiro.

Uma oportunidade para revisitar a história democrática de Portugal e homenagear aqueles que lutaram por liberdade e justiça há meio século.

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BARCELOS VAI COMEMORAR OS 50 ANOS DO 25 DE ABRIL AO LONGO DE 2024

Tertúlia “Dia D” abre comemorações na próxima sexta-feira

A Câmara Municipal de Barcelos vai assinalar os 50 anos da Revolução do 25 de Abril com um conjunto de iniciativas ao longo de todo o ano de 2024, com a primeira ação a acontecer já na próxima sexta-feira, dia 12 de janeiro” - uma Tertúlia sob o tema: “O Dia D”, que tem início às 21h00, no Auditório dos Paços do Concelho. Antes, pelas 17h30, realiza-se, nos Paços do Concelho, uma Conferência de Imprensa, para a apresentação oficial do Programa das "Comemorações do 50.º Aniversário do 25 de Abril", em Barcelos.

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Relativamente ao programa para sexta-feira à noite, pelas 21h00, dar-se-á a abertura oficial das referidas comemorações, seguindo-se às 21h15 a “Música de Abril", pelo Coro de Câmara de Barcelos, e logo depois terá início a Tertúlia “O Dia D”, que conta com a participação do Furriel Manuel Correia da Silva, do Cabo José Alves Costa e do Dr. Mário Vale Lima, em conversa moderada pelo Dr. Victor Pinho.

Estes três convidados têm a particularidade de terem participado ativamente do desenrolar das movimentações militares da madrugada do 25 de Abril, pelo que este momento será uma excelente forma de iniciar as comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos.

Furriel Manuel Correia da Silva

O furriel, Manuel Correia da Silva, é natural de Barcelos, e tinha 22 anos quando comandou a chaimite "Bula", participou em todas as principais movimentações da operação que libertou Portugal do regime ditatorial salazarista.

Correia da Silva tinha feito a recruta no Regimento de Infantaria 5 nas Caldas da Rainha e tirado a especialidade de blindados na Escola Prática de Cavalaria em Santarém. Foi assim que lhe coube, ao comando da chaimite, transportar o presidente do Conselho de Ministros deposto, Marcello Caetano, retirando-o do quartel do Carmo para o posto de comando dos militares revolucionários sedeado no quartel da Pontinha. Segundo relatou já por diversas vezes, o objetivo da sua missão era dar máxima proteção ao governante destituído, o que conseguiria com total êxito.

Recorde-se que, além de Marcello Caetano, seguiram na chaimite "Bula" mais dois governantes: o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Patrício, e o Ministro do Interior, Moreira Baptista.

Cabo José Alves Costa

Só quatro décadas depois da Revolução do 25 de Abril se viria a descobrir a identidade do militar que, apesar de ter sido ameaçado com um tiro na cabeça, tomou a decisão de não disparar sobre a coluna de Salgueiro Maia no Terreiro do Paço no 25 de Abril.

Trata-se do cabo José Alves Costa. Este militar estava integrado num dos tanques da coluna que saiu do regimento de cavalaria 7, a caminho do Terreiro do Paço, que ia fazer a defesa de Marcello Caetano, “mas quando lá chegou tudo mudou”. Em declarações à comunicação social, este antigo cabo assegurou que quando saiu do regimento de cavalaria não sabia exatamente o que ia fazer e que apenas teve ordens para sair a caminho do centro de Lisboa. “Sem saber o que se estava a passar no exterior, uma vez que apenas tinha acesso às comunicações militares, José Alves Costa teve ordens para não disparar sem a ordem do seu alferes”. Tendo, entretanto, este sido preso, “um brigadeiro ameaçou José Alves Costa com um tiro na cabeça caso não disparasse, mas optou por não o fazer por respeito ao alferes que conhecia há muito tempo e que respeitava”.

Mário Vale Lima

Trata-se de um médico barcelense que em abril de 74 estava a trabalhar no Hospital Militar em Lisboa e que, mal ecoaram notícias sobre a Revolução, se dirigiu para as imediações do Quartel do Carmo, local onde se começaram a aglomerar milhares de populares.

Para se perceber a importância do testemunho do Dr. Mário Vale Lima, basta sublinhar que o Quartel do Carmo “foi o epicentro da queda da ditadura, o palco principal da Revolução de 25 de Abril de 1974, onde os acontecimentos ocorreram durante catorze horas. Foi aí que o chefe do governo, Marcello Caetano, se rendeu ao general Spínola, tudo isto depois de longas horas cercados pelas forças comandadas pelo Capitão Salgueiro Maia, um dos grandes heróis da Revolução dos Cravos”.

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CONSELHO MUNICIPAL DA JUVENTUDE DA PÓVOA DE LANHOSO ELEGE REPRESENTANTE PARA INTEGRAR A COMISSÃO EXECUTIVA DAS COMEMORAÇÕES DOS 50 ANOS DO 25 DE ABRIL

Realizou-se na passada terça-feira, no CIMF, uma reunião do Conselho Municipal da Juventude da Póvoa de Lanhoso, com a presença, além do Vereador do Pelouro da Juventude, Ricardo Alves e do responsável do Município para a área da juventude, Frederico Amaro; de Pedro Afonso, em representação da Bancada Parlamentar do CDS; Emanuel Silva, em representação da Juventude Social Democrata; Luís Novais, em representação da Juventude Socialista; Tatiana Couto, em representação da Associação Juvenil Voz dos Anjos; Ângela Veloso, em representação do Núcleo de Escuteiros da Póvoa de Lanhoso; Carina Pereira, em representação da 1.ª Companhia Guias de Fontarcada e Sílvia Oliveira, em representação da CPCJ da Póvoa de Lanhoso.

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A agenda dos trabalhos incluía a apresentação dos objetivos do Gabinete de Apoio à Juventude e a eleição do representante do CMJPVL, para integrar a Comissão Executiva, no âmbito das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.

Relativamente ao primeiro ponto, o responsável pelo Pelouro da Juventude manifestou ser intenção do executivo reforçar e contribuir para a execução de políticas municipais de juventude. Estas diretrizes deverão ser capazes de promover o envolvimento dos jovens povoenses e apelar à sua participação ativa na comunidade.

Para a implementação deste trabalho, o Gabinete de Apoio à Juventude deve constituir-se como uma ponte entre os jovens e as instituições, e assumir um papel mais ativo que corresponda às necessidades apresentadas, orientando e encaminhando os jovens, sempre que necessário, para os serviços que lhe apontem respostas adequadas e competentes.

O Gabinete de Apoio à Juventude, que funciona no Espaço Jovem, destina-se a jovens com idades entre os 14 e os 30 anos, que estudem, trabalhem e residam no concelho da Póvoa de Lanhoso.

Neste seguimento, o Vereador Ricardo Alves esclareceu que “está prevista a requalificação e reestruturação do Espaço Jovem, que deve ser um local capacitado para atender às múltiplas necessidades desta faixa etária, o que passa, também, pela reestruturação dos recursos humanos afetos a este serviço.” Pretensões estas que deverão passar à prática num futuro próximo, reforçadas pela ambição do município de aderir à rede nacional de municípios amigos da juventude.

Nesta reunião foi ainda eleita, de acordo com o estipulado na ordem de trabalhos, Tatiana Matos Couto, para representar o CMJPVL e integrar a Comissão Executiva, no âmbito das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.

Ricardo Alves encerrou os trabalhos, não sem antes sublinhar a importância da participação dos/das jovens na comunidade, atualmente, pois é no presente que se constrói um melhor futuro. Ficou definida, ainda que informalmente, a data da próxima reunião deste Conselho para 19 de Fevereiro de 2024.

FAMALICÃO JÁ CELEBRA OS 50 ANOS DA CONQUISTA DA LIBERDADE

Primeiras atividades da programação oficial aconteceram nos dias 10 e 11 de novembro

Famalicão já deu início às comemorações dos 50 Anos da conquista da liberdade. O assunto esteve em cima da mesa no colóquio “De Famalicão para o Mundo: O 25 de Abril de 1974 – Significado de uma data histórica em Vila Nova de Famalicão”, que teve lugar nos passados dias 10 e 11 de novembro, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, e é também o grande tema da exposição fotográfica de Alfredo Cunha, “25 de abril de 1974. Quinta-feira”, na Praça – Mercado Municipal de Famalicão.

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Foi no passado sábado que o prestigiado fotógrafo, Alfredo Cunha, levantou o véu da sua nova exposição em território famalicense. Composta por fotografias captadas quando ainda era um jovem fotógrafo amador, “25 de abril de 1974. Quinta-feira” está patente no Mercado de Famalicão até dia 30 de maio, e contém imagens tiradas no dia da Revolução dos Cravos.

O Presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Mário Passos, marcou presença na inauguração da exposição e elogiou o trabalho fotográfico, que “é uma narrativa visual de um dos dias mais importantes da História de Portugal”.

Recorde-se que a autarquia famalicense está, em articulação com a comissão nacional, a preparar para o próximo ano uma programação para celebrar o 50.º aniversário da conquista da Liberdade com a valorização dos momentos mais significativos do processo que permitiram a consolidação democrática.

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FAMALICÃO ARRANCA COM COMEMORAÇÕES DOS 50 ANOS DA CONQUISTA DA LIBERDADE

Executivo municipal aprova amanhã a constituição das Comissões de Honra e Científica das celebrações

O cinquentenário da fundação da democracia em Portugal vai ser assinalado em Vila Nova de Famalicão com uma intensa programação que arranca já neste mês de novembro e se prolonga pelo ano de 2024. O tema merecerá a atenção do executivo municipal na reunião camarária desta quinta-feira, 9 de novembro, com a avaliação da proposta de constituição das comissões de Honra e Científica das celebrações.

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Para além da constituição da Comissão de Honra, composta por 16 personalidades famalicenses com forte expressão na vida política, social e cultural do concelho e que tiveram um papel preponderante no desenvolvimento de Famalicão e na consolidação da democracia e da liberdade, na reunião do executivo de amanhã será também formalizada a constituição da Comissão Científica, constituída por sete especialistas locais e nacionais.

A Comissão de Honra terá como missão definir e concretizar o programa de celebração de meio século de liberdade e democracia em Portugal e contribuir para o rol de atividades que pretende honrar a memória, envolver as gerações nascidas após 1974 e integrar todo o concelho de forma multifacetada, reforçando os valores da democracia e promovendo a participação política e social.

As comemorações municipais arrancam já esta semana, com o colóquio “De Famalicão para o Mundo: O 25 de Abril de 1974 – Significado de uma data histórica em Vila Nova de Famalicão”, que decorrerá nos dias 10 e 11 de novembro, no auditório da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, com inscrição obrigatória através do portal do município em www.famalicao.pt.

Serão dois dias de palestras e debates que contarão com a presença de mais de uma dezena de oradores, entre os quais, o Comissário Executivo Adjunto das Comemorações “50 anos 25 de Abril”, João Faria.

Destaque também para a inauguração da exposição “25 de abril de 1974. Quinta-feira”, marcada para este sábado, 11 de novembro, pelas 16h30, na Praça – Mercado Municipal de Famalicão. A mostra fotográfica, da autoria de Alfredo Cunha, é composta por fotografias captadas no dia em que aconteceu a Revolução dos Cravos, quando ainda era um jovem fotógrafo amador. A exposição ficará patente até 30 de maio de 2024.

O programa municipal que está a ser preparado para o próximo ano, em articulação com a comissão nacional, vai celebrar o 50.º aniversário da conquista da Liberdade com a valorização dos momentos mais significativos do processo que permitiram a consolidação democrática.

PONTE DE LIMA: ENTRE O 25 DE ABRIL DE 1974 E O 25 DE NOVEMBRO DE 1975 – A MORTE EM LISBOA DE UM JOVEM LIMIANO NA “GUERRA DE CARTAZES”

HÁ 48 ANOS, MORREU AFOGADO NO RIO TEJO O JOVEM LIMIANO ALEXANDRINO DE SOUSA, EM CONSEQUÊNCIA DA “GUERRA DE CARTAZES” NO PERÍODO REVOLUCIONÁRIO PÓS 25 DE ABRIL

Alexandrino de Sousa era um jovem estudante, natural de S. Pedro de Arcos, que frequentava a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Pertencia á Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas (FE M-L), organização de que também fez parte Durão Barroso e era dirigida por Danilo Matos, genro do escritor José Saramago. Tratava-se da estrutura juvenil do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP).

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Na noite de 9 de Outubro de 1975, precisamente no período em que as tensões políticas que levaram ao 25 de Novembro se agudizavam, Alexandrino de Sousa integrava uma brigada que procedia à colagem de cartazes na Praça do Comércio, em Lisboa, quando se deparou com outra, numericamente muito superior, identificada com a União Democrática e Popular (UDP), uma das organizações que se encontra na génese do Bloco de Esquerda.

Os confrontos que então se verificavam eram de uma violência desmedida, com recurso a barras de ferro, o que levou à fuga para o rio ou à tentativa de homicídio dos elementos do MRPP – nunca chegou a ficar esclarecido em tribunal por um julgamento demasiado politizado! – de que resultou a morte por afogamento de Alexandrino de Sousa, preso no lodo junto ao cais das Colunas. Garcia Pereira foi um dos advogados que então acompanhou o processo.

O caso ocorrido causou consternação nacional e repulsa pelas práticas sectárias e violentas que caracterizaram a acção de algumas forças políticas nessa época. Por proposta do Grupo Parlamentar do PPD, a Assembleia da República aprovou um voto de pesar, o qual se encontra publicado no Diário da Assembleia Constituinte nº. 62, de 11 de Outubro de 1975.

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A foto abaixo regista o desfile fúnebre de Martins Soares, na Calçada da Ajuda, ocorrido um ano antes. Tratava-se de um militante do MRPP falecido em consequência de um acidente de viação. Alexandrino de Sousa segue na primeira linha empunhando uma bandeira do seu partido. Na imagem, pode ainda distinguir-se algumas figuras conhecidas como Violante Saramago Matos, filha do escritor José Saramago, transportando a urna e, imediatamente após esta, integrando o grupo de familiares do falecido, Arnaldo Matos, secretário-geral do MRPP. Imediatamente atrás de Alexandrino de Sousa perfila-se o historiador Fernando Rosas (ver foto anterior) e, seguindo pelo passeio do lado esquerdo, integrando o “serviço de ordem” e vestindo um casaco de flanela axadrezado, Maria José Morgado.

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PÓVOA DE LANHOSO CONSTITUI COMISSÕES PARA PREPARAR COMEMORAÇÕES DOS 50 ANOS DA REVOLUÇÃO DE ABRIL

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, presidida por Frederico Castro, aprovou a constituição da Comissão de Honra e da Comissão Executiva, que irão preparar as comemorações dos 50 anos da Revolução de Abril (1974 – 2024).

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Esta é uma das deliberações que resultaram da reunião de Câmara Municipal realizada na tarde de ontem, dia 9 de outubro, nos Paços do Concelho.

“Porque compete às instituições, particularmente às que estão próximas das populações, primar pelo exemplo e significado das ações, pretende-se, na passagem do 50.º aniversário da data que permitiu trilhar os caminhos do desenvolvimento e da verdadeira soberania popular, comemorar em comunhão de testemunho uma mensagem dirigida a toda a nossa comunidade”, fundamenta, de entre outras considerações a proposta aprovada.

A Comissão de Honra, presidida por Amândio Santa Cruz Domingues Basto Oliveira, antigo Presidente da Câmara Municipal e Assembleia Municipal da Póvoa de Lanhoso, será composta por Presidentes da Câmara Municipal democraticamente eleitos e com exercício nos últimos 50 anos, pelos Presidentes da Assembleia Municipal com exercício nos últimos 50 anos; pelos representantes dos Partidos Políticos com assento na Assembleia Municipal; e pelos Deputados da Póvoa de Lanhoso eleitos à XV Legislatura da Assembleia da República Portuguesa.

A Comissão Executiva, presidida por Frederico de Oliveira Castro, Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso em exercício, será composta pelos membros do Executivo da Câmara Municipal em exercício; pelos líderes das Bancadas Parlamentares e Representantes eleitos em Assembleia Municipal; bem como por representantes de instituições concelhias e outras funções.

No decorrer da referida reunião de Câmara, foi ainda aprovada a alteração da periodicidade das reuniões ordinárias deste órgão, que passam a realizar-se às segundas-feiras (de quinze em quinze dias, às 17h30), bem como a alteração do preçário para utilização de espaços desportivos municipais, assim como as Normas de Utilização do Polidesportivo Gonçalo Sampaio.

A aprovação da retificação do topónimo “Rua Padre João Crisóstomo” para “Rua Nossa Senhora de Fátima”, na freguesia de Galegos, foi também uma das deliberações resultantes desta sessão, que contou com oito pontos inscritos na Ordem do Dia.

O BANQUETE DA REPÚBLICA NO ACAMPAMENTO DA ROTUNDA ACONTECEU HÁ 113 ANOS!

Passam precisamente 113 anos desde a realização do grande banquete que, após os confrontos que levaram à implantação do regime republicano, teve lugar no acampamento da Rotunda onde um punhado de soldados e meia centena de carbonários se entrincheiraram às ordens do Comissário Naval Machado dos Santos.

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 Os cestos com as duas mil pescadas. Um aspeto da confraternização. À esquerda vê-se um militar agarrado à sua namorada.

Uma vez alcançado o cessar-fogo na manhã do dia 5 de outubro, as hostilidades republicanas dirigiram-se para alvos mais comestíveis e nutritivos. O acampamento manteve-se por mais cinco dias que foram preenchidos com a realização de um autêntico festim que, a avaliar pelas quantidades de alimentos digeridos, reuniu largas centenas de comensais que, não tendo embora participado nos combates, não quiseram deixar os seus créditos de bravura por mãos alheias. 

Desse extraordinário sucesso que não deveria ser omitido nas páginas da nossa História contemporânea onde se inscrevem tão gloriosos feitos revolucionários, dá-nos conta a insuspeita revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 7 de novembro de 1910, sob o curioso título “Subsídios photographicos para a História da Revolução”: 

O reducto da Avenida, que foi o verdadeiro baluarte da republica, offereceu aspectos deveras curiosos, mesmo depois de passados os combates. Durante os dias que os soldados e os civis ali se encontraram foi montado um serviço regular de subsistências, confeccionando-se em improvisadas cosinhas, rancho de que partilharam todos os que lá se tinham juntado nos dias da revolta. Na manhã do dia seis foram cozinhadas no acampamento duas mil pescadas em nove fogões de campanha e desde que se estabeleceu o serviço regular até ao dia 10, em que se retiraram os militares e paisanos, consumiu-se dez mil kilos de carne de vacca e quarenta mil kilos de pão, não sendo possível averiguar o numero de pessoas que foram alimentadas durante esse tempo na rotunda que se tornou um logar histórico”. 

- Esqueceu-se o cronista de mencionar quantos litros de vinho regaram tão lauto repasto !

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A confeção do rancho no acampamento da Rotunda. O corneteiro, ao centro, aguardando ordens para tocar para o rancho...

Fonte: “Ilustração Portugueza”, 7 de novembro de 1910

FAFE RECOLHE SUGESTÕES PARA AS COMEMORAÇÕES DO CINQUENTENÁRIO DO 25 DE ABRIL

Consulta pública: Recolha de propostas e sugestões para as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974

Sendo o 25 de Abril de 1974 uma das datas mais marcantes da História Portuguesa, com todas as consequências por demais conhecidas na vida individual e coletiva, foi constituída e empossada uma Comissão Executiva tendo em vista a elaboração de um programa comemorativo digno do concelho e da efeméride que a todos implica, a realizar ao longo do ano de 2024 e até ao 25 de Abril de 2025.

A Comissão Executiva gostaria de envolver todos os fafenses, na apresentação de ideias e sugestões que possam vir a ser incorporadas no programa comemorativo.

Nesta conformidade, desafiam-se os cidadãos em geral, independentemente da idade, opção ideológica ou política, as Escolas dos diferentes níveis, as Associações Culturais, Desportivas e Recreativas, as Juntas de Freguesia e as diferentes forças partidárias com assento na Assembleia Municipal, a apresentarem propostas que enriqueçam o programa das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974 em Fafe.

Agradece-se o envio de propostas e sugestões para o endereço eletrónico: comissão.50anosabril@cm-fafe.pt, até ao dia 15 de setembro de 2023, impreterivelmente.

HISTÓRIA: 28 DE MAIO DE 1926, A REVOLUÇÃO NACIONAL COM EPICENTRO EM BRAGA

Passam no próximo dia 28 de maio precisamente 97 anos sobre a data em que um levantamento militar, com epicentro em Braga e liderado pelo Marechal Gomes da Costa, então denominado por Revolução Nacional, derrubou o regime instaurado dezasseis anos antes e que, ao longo da sua curta existência, se caracterizou por uma grande instabilidade política e uma profunda crise económica.

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Entre os protagonistas do movimento que em 1926 instaurou a ditadura militar contavam-se muitos republicanos que antes haviam participado na implantação da República, em 1910, e que apostavam agora na regeneração do próprio regime.
Na sua origem encontrava-se a profunda crise económica e financeira em que o país se encontrava, a desordem social, a corrupção e a permanente instabilidade política causada pelas disputas partidárias.
Pesem embora as semelhanças entre a situação vivida à época e as circunstâncias da crise financeira de 2008 não constituam mais do que meras coincidências, os acontecimentos que então se viveram não devem deixar de constituir um motivo de reflexão.

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Neste local esteve instalado o Regimento de Infantaria nº 8. Junto, o Campo da Vinha onde, em 28 de maio de 1926, sob o comando do general Gomes da Costa, se formaram as tropas para marchar sobre Lisboa, dando início à “Revolução Nacional” que instaurou a ditadura militar.


“Em 28 de Maio de 1926 ocorre um levantamento militar no norte de Portugal, com o objectivo de tentar repor a ordem no país, que durante os últimos dois anos (desde 1924) está continuamente à beira da guerra civil.
Com um movimento sindicalista completamente controlado por sectores da esquerda anarquista, que provoca incidentes violentos, criam-se condições para a instalação de um regime de terror, em que os assassinatos e os atentados terroristas se sucedem todas as semanas.
A instabilidade política atinge uma situação de pré guerra-civil com confrontos entre unidades militares e com a sublevação de unidades do exército, nomeadamente da aviação do exército (na altura não havia Força Aérea).
A instabilidade generalizada atinge um ponto de ruptura e leva alguns dos principais comandos militares a uma revolta.
A revolução propriamente dita tem origem em Braga, a capital da província do Minho, uma das regiões mais povoadas de Portugal. O comando das operações é assumido pelo General Gomes da Costa, que chega à cidade na noite do dia 27.
A 28 de Maio, uma Sexta-feira, é proclamado o movimento militar e inicia-se a movimentação de forças desde Braga para Lisboa. Ao longo do dia seguinte, Sábado, 29 de Maio, unidades militares de todo o país declaram o seu apoio aos militares golpistas, enquanto que em Lisboa a chefia da polícia também adere ao golpe.
Gomes da Costa comanda em Braga as forças do Regimento de Infantaria nº 8.

No entanto, opõem-se-lhe as forças comandadas, desde o Porto, pelo comandante da III Divisão do exército, Gen. Adalberto Sousa Dias, que manda as suas tropas avançar em direcção a Braga e assumir posições defensivas em Famalicão, a meio caminho entre o Porto e a cidade revoltosa.
Mas no dia seguinte, 29 de Maio, são anunciadas adesões ao golpe por parte de divisões militares com base em Vila Real, Viseu, Coimbra, Tomar e Évora (4ª Divisão), isolando as forças do Porto.
No Domingo, 30 de Maio, o comandante da III Divisão anuncia que as suas forças também aderem ao golpe, deixando assim o caminho livre para as tropas de Gomes da Costa que marcham pelo Porto sem oposição.
O Governo, em Lisboa, verificando não ter qualquer capacidade para controlar a situação, apresenta a demissão ao Presidente da República Bernardino Machado.
Na Segunda-feira, dia 31, o poder está formalmente nas mãos de Mendes Cabeçadas, com a resignação oficial de Bernardino Machado, embora nesse mesmo dia ainda ocorra a última sessão da Câmara dos Deputados e do Senado. O palácio de S. Bento, será encerrado na tarde dessa Segunda-feira pela GNR, e só voltará a receber deputados eleitos, 49 anos depois, em 1975.
Na Terça-feira, dia 1 de Junho, quatro dias depois de a coluna de tropas revoltosas ter saído de Braga, encontra-se em Coimbra, onde o líder da revolta militar declara a formação de um triunvirato governativo ao qual presidirá e que será também constituído por Mendes Cabeçadas e Armando Ochoa.
O movimento militar, transforma-se então numa autêntica revolução com a adesão de inúmeros sectores da sociedade portuguesa, desejosos de acabar com o clima de terror e violência que se tinha instalado no país.

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A imagem mostra as forças militares lideradas pelo General Gomes da Costa, sublevadas em Braga em 28 de maio de 1926, acampadas junto ao rio Trancão, em Sacavém, antes do seu avanço sobre Lisboa. (Imagem: Fundação Mário Soares)


No dia 3 de Junho, Quinta-feira, as tropas de Gomes da Costa chegam a Sacavém, e a situação aparece confusa, pois não há exactamente a certeza de quem deverá formar parte do novo governo. Entre as novas figuras, surge a do crucial Ministro das Finanças, um professor de Coimbra, que mais tarde assumirá a chefia do Governo, Oliveira Salazar.
No dia seguinte, Sexta-feira, 4 de Junho, o comando é transferido para a Amadora, onde chegam também forças da 4ª Divisão vindas de Évora.
No dia 7 de Junho de 1926, as várias colunas militares que entretanto se formaram efectuam uma parada militar em Lisboa que serve também como afirmação de força, na qual participam 15.000 homens.
A revolução implantou um regime militar que duraria formalmente até 1933, sendo seguido pela aprovação de uma nova Constituição e pela institucionalização do «Estado Novo», um regime autocrático em parte inspirado no movimento fascista italiano que tinha acabado de despontar em Itália, mas controlado pelos sectores católicos conservadores portugueses.
O regime implantado com a revolução de 28 de Maio, conseguiu recuperar da situação económica absolutamente caótica a que a chamada «República Laica» o tinha feito chegar após o golpe de 5 de Outubro de 1910.
No entanto, embora tivesse recuperado a economia do país, o regime implantado em 28 de Maio de 1926, entrou por sua vez (após o final da II Guerra) num lento processo de apodrecimento que acabaria por conduzir a um outro movimento de contornos idênticos, também dirigido pelos militares em 25 de Abril de 1974, que como o movimento de 28 de Maio, triunfaria por causa do enorme apoio que teve nas ruas.”

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Fonte: Área Militar; Imagens: (0) Joshua Benoliel, (1, 3) Blogue do Minho, (2) Fundação Mário Soares
Obs: Este artigo foi previamente publicado em Blogue do Minho tendo sofrido ligeiras adequações na presente edição.

Estátua do General Gomes da Costa na Praça Conde de Agrolongo, em Braga

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O Lar Conde de Agrolongo situa-se no antigo Convento do Salvador

Igreja do Pópulo

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Neste local formaram as forças militares que em 28 de maio de 1926 marcharam em direção a Lisboa para colocar termo à Primeira República

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PÓVOA DE LANHOSO CONTA AOS JOVENS HISTÓRIA DA MARIA DA FONTE EM BANDA DESENHADA

A história da Maria da Fonte contada aos jovens no livro Uma aventura histórica: viagem ao tempo da Maria da Fonte!

Uma aventura histórica: viagem ao tempo da Maria da Fonte! é o título do livro que ontem, quinta-feira, 27 de Abril, foi apresentado no Theatro Club. Esta edição da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso conta a história da Maria da Fonte, em linguagem adequada ao seu público-alvo, crianças e jovens.

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Fátima Moreira, Vice-Presidente da Câmara Municipal, presente na sessão, bem como o Vereador Ricardo Alves, referiu que a apresentação desta obra, inserida na Semana da Leitura, marca também a abertura da Casa do Livro.

Acrescentou que “pretendemos que este livro, que conta a história da Maria da Fonte de uma forma simples, mas com rigor histórico, seja uma ferramenta pedagógica, que chegue as todas as crianças e jovens das escolas do concelho e não só. Sendo uma produção da empresa “Betweien edições”, que abraçou este projeto de forma tão eficaz, o resultado não poderia ser outro: este livro é um grande contributo para que se perpetue a história da heroína povoense.”

“Tal como os ideais que contribuíram para os movimentos de revolta da Maria da Fonte se espalharam por todo o país, também queremos que este livro ultrapasse os limites da Póvoa de Lanhoso”, disse ainda Fátima Moreira, que é também responsável pelas áreas da Cultura e da Educação.

Foi ainda apresentada a curta-metragem “Inquietação”, cujo enredo se baseia na Revolta da Maria da Fonte, e, no final, foi oferecida a todos os/as presentes uma edição desta obra que foi custeada pela candidatura efetuada no âmbito da Casa do Livro. Brevemente, chegarão às bibliotecas de todas as escolas do concelho, exemplares desta nova edição.

VIEIRA DO MINHO: COMEMORAÇÃO DO 25 DE ABRIL | EXPOSIÇÃO DE PINTURA DE STELA BARRETO

O Município de Vieira do Minho assinalou o Dia da Liberdade, 25 de abril, com música, exposições, homenagens e jogos populares. Uma série de iniciativas realizadas em diferentes espaços municipais.

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Na Casa da Cultura foi inaugurada a exposição de pintura “Retrospetiva Figurativa” de Stela Barreto.

Trinta e um trabalhos, criados com a técnica acrílico sobre tela, podem ser apreciados na Galeria I da Casa da Cultura, até ao final do mês de julho.

Stela Barreto nasceu em Portimão em 1952. De entre o seu vasto percurso profissional destaca-se o facto de ter sido aluna, em 1984 do pintor Jean René Thellier, tido como mestre o artista Carlos Lança e ainda durante alguns anos o apoio crítico do mestre e pintor Fernando Azevedo.

Aposentada do ensino, Stela Barreto reside, atualmente, na sua cidade natal onde trabalha, e tem atelier em Portimão - Atelier 34 - onde trabalha, exibe os seus trabalhos e apresenta exposições e eventos.

Professora de Artes, é membro fundador e presidente da associação INICIARTE com sede em Portimão, projeto com cerca de 30 anos de existência, de sua autoria onde leciona desenho e pintura artísticos, técnicas contemporâneas, que tem sede na Casa das Artes em Portimão.

Tem trabalhos em todo o país e estrangeiro. Foi distinguida com 4 Menções Honrosas em certames da especialidade nos anos de 1985, 1986, 1993 e 1996, um primeiro e um segundo prémio em 2000 e uma menção honrosa, em 2001, no Salão dos Sócios da Sociedade Nacional das Belas Arte.

Desde 1984, tem se apresentado em exposições individuais e coletivas, exibindo o seu trabalho em galerias e espaços culturais de Portugal, Espanha, Viena de Áustria, Boston, Japão e França,

Os seus trabalhos estão, agora, em exposição na Casa da Cultura de Vieira, podendo ser apreciados até final de julho de 2023.

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TERRAS DE BOURO ASSINALOU O 49º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

O 49º aniversário da “Revolução dos Cravos/25 de abril” foi celebrado nos Paços do Concelho com a presença do executivo municipal, membros da assembleia municipal, juntas de freguesia e demais entidades concelhias.

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O hastear das bandeiras marcou o início das comemorações a que se seguiram as intervenções políticas do Presidente da Câmara Municipal, Manuel Tibo e dos representantes dos grupos da Assembleia Municipal, presentes na cerimónia, nomeadamente Avelino Soares e Vítor Fernandes, pelo PSD e PS respetivamente.

O Presidente da Câmara Municipal destacou a Revolução dos Cravos como um acontecimento marcante, pois a Ditadura representou algo que não deverá ser vivido nem incentivado pela sociedade atual. De igual modo, frisou que é fundamental caminharmos para a igualdade de direitos, para um estado social mais justo, coeso, solidário e democrático. Terminou, afirmando que os valores de Abril deverão traduzir-se num mundo livre, respeitadores dos direitos do Homem, sendo o principal caminho para a Paz.

De seguida, o deputado municipal do Partido Social Democrata, Avelino Soares, destacou que o 49ºAniversário da “Revolução dos Cravos” é mais do que uma simples data, pois serve também para recordar as dificuldades e a dureza da ditadura, evidenciando o mérito da revolução e os valores que ficaram impregnados na sociedade portuguesa. Recordou os jovens que foram para o ultramar e onde, infelizmente, perderam a vida. Alertou para o perigo dos movimentos xenófobas que na sociedade tendem a crescer. Finalizou reforçando a ideia da necessidade de não se “deixar murchar os cravos de Abril”.

Por fim, o deputado municipal do Partido Socialista, Vítor Fernandes ressalvou a importância do 25 de Abril de 1974, focando a necessidade da participação de todos os portugueses na vida coletiva. Frisou que o 25 de Abril de hoje é o momento oportuno para aprofundar os valores da liberdade com vista ao desenvolvimento e a democratização da sociedade. Referiu que é a hora de consolidar a independência e aprofundar a autonomia e cooperação com as jovens nações africanas. Salientou que Portugal é hoje uma nação mais europeia e mais desenvolvida com desafios sociais exigentes pela frente. O representante do PS sublinhou também a necessidade de compromisso com um “25 de Abril” que dê primazia à justiça, à solidariedade e à igualdade social.

As cerimónias comemorativas do 49º Aniversário do 25 de Abril finalizaram com um momento musical a cargo da Escola de Música de Terras de Bouro que este ano celebra o seu 10º aniversário.

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MONÇÃO CUMPRIU ABRIL

Cerimónia do hastear da bandeira, discursos oficiais, inauguração do mural “Deus o Deu – Deus o Há Dado” e espetáculo de homenagem a Zeca Afonso. Um dia simbólico, onde reforçamos os valores da “Revolução dos Cravos”.

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O Município de Monção comemorou a passagem do 49º aniversário da “Revolução dos Cravos” com um programa focado no fortalecimento da democracia e tolerância, no reforço da oferta cultural local e na transmissão do significado desta data às gerações atuais e futuras.

Após saudação da Banda Musical de Monção e cerimónia do hastear da bandeira, no Largo do Loreto, com guarda de honra da AHBVM e a presença de jovens escuteiros do agrupamento monçanense, realizou-se a sessão solene, no Cine Teatro João Verde, com os discursos oficiais alusivos ao 25 de abril.

A abrir a cerimónia, falou o presidente da Assembleia Municipal de Monção, Armando Fontainhas, tendo os partidos com presença municipal sido representados por Sandra Vieites (PS) e Catarina Paiva (PSD). A fechar, interveio o presidente da Câmara Municipal de Monção, António Barbosa.

Os discursos incidiram no papel do 25 de abril enquanto garante da liberdade e democracia, bem como na necessidade em não “desviarmos o olhar” dos valores conquistados, de forma a contrariarmos os perigos (económicos, sociais e tecnológicos …) que ameaçam o mundo atual.

Pelas 15h00, teve lugar a inauguração do mural “Deus o Deu – Deus o Há Dado”, na Rua 5 de Outubro. Da autoria do artista monçanense, Tó Lira, o painel foi executado com recurso à técnica tencandris. Ao nosso olhar, surge-nos um trabalho minucioso e magnifico, onde a heroína local “enche” o mural, deixando ao exército inimigo o “vazio” da derrota.

Uma hora depois, com entrada gratuita, o Cine Teatro João Verde foi palco do espetáculo musical “De não saber o que me espera”. Os artistas Dario Rocha (guitarra e voz), Marlene Rodrigues (voz), José Paulo Ribeira (Teclados), José Miguel Marques (bateria) e Alexandre Pereira (baixo), subiram ao palco para homenagear Zeca Afonso.

“Para defendermos e valorizarmos a importância do 25 de abril de 1974 no 25 de abril de 2023, temos de continuar a ser revolucionários. Temos de olhar para o presente e futuro com esperança, confiança, coragem e ambição. Temos de apresentar ideias, concretizar projetos, enfrentar desafios e partilhar vontades”, António Barbosa.

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