Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

EM 1910, IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA LEVA OS MINHOTOS A ABANDONAREM AS SUAS TERRAS PARA SE JUNTAREM AOS MONÁRQUICOS

A implantação do regime republicano em 1910 provocou um autêntico êxodo sobretudo no Minho e em Trás-os-Montes. Descontentes com a nova ordem política, numerosos minhotos seguiram para a vizinha Galiza onde enfileiraram as hostes do comandante Paiva Couceiro que preconizavam a restauração da monarquia.

Visivelmente preocupados com tal situação, os republicanos procuraram adotar medidas que impedissem essa migração em massa. Com esse propósito, o deputado Álvaro Castro apresentou na sessão de 21 de julho de 1911 da Assembleia Nacional Constituinte uma proposta “no sentido de banir do territorio português todos os individuos que attentarem, attentem ou venham a attentar contra as instituições e se encontrem em territorio estrangeiro; de se criar um tribunal para julgamento rapido dos conspiradores que se encontrem em territorio português e de se autorizar os Ministros do Estado a demittirem os funccionarios, sob a sua dependencia, implicados em movimentos contra a Republica”.

Alguns deputados debateram a referida proposta, entre os quais Sousa Fernandes do qual transcrevemos a sua intervenção.

 

O Sr. Sousa Fernandes: - Sr. Presidente, eu podia deixar de tomar a palavra nesta altura da discussão, por isso que o assunto se acha por demais esclarecido. Entretanto, na minha qualidade de representante do circulo n.° 3, eu tenho obrigação de entrar neste debate.

Sr. Presidente, quando ouvi ler a proposta do Sr. Álvaro de Castro fui um dos primeiros que se levantaram a applaudi-la.

Pertenço á provincia do Minho, uma das que mais tem sido prejudicadas pelos maus patriotas, e foi devido a isso que o meu primeiro impulso foi approvar a proposta de S. Exa.

Sr. Presidente, sei que muitos habitantes das provincias do Minho e Trás-os-Montes abandonaram as suas terras e atravessaram a fronteira para se juntarem a estrangeiros e attentarem contra a integridade da nossa patria e sei, pela propria experiência, as enormes difficuldades com que as autoridades do norte do país teem lutado para reprimir esta criminosa tendência. Fala-se ahi na necessidade que temos de não imitar Governos oppressores que tanto nos perseguiram quando procuravamos implantar em Portugal o regime republicano.

Mas nem eu desejo em absoluto que tal imitação se dê, nem me parece que a nossa situação de hoje se possa comparar á d'esses dias ominosos que já pertencem á Historia.

Este momento, Sr. Presidente, é para nós um momento historico excepcional e extraordinario, um momento em que, como muito bem disse o Sr. João de Menezes, temos de defender o que hontem criámos, e envidar todos os esforços para garantir no novo estado de cousas mais harmónico com os nossos interesses, com o nosso progresso e com a nossa dignidade.

A nossa tarefa é uma tarefa de patriotismo, emquanto que a dos nossos adversarios de hontem era uma obra de tyrannia, de desmoralização e injustiça.

Quando nós tratavamos de fazer a nossa propaganda, estabelecemos sempre a nossa luta no terreno em que os nossos adversarios nos podiam combater, e a acção das leis do nosso país e a violência dos nossos maus Governos nos podiam attingir.

Nunca fomos para país estranho conspirar contra a monarchia portuguesa; isso nunca.

Não tem sido esta, Sr. Presidente, a conducta dos tristes restos de apaniguados que a monarchia brigantina nos deixou em Portugal. Nas provincias do Minho e Trás-os-Montes, nestas sobretudo, elles soccorreram-se de um exodo inexplicavel para deixarem a sua patria quando ninguem os perseguia, ninguem os ameaçava, ninguem pretendia molestá-los.

No primeiro momento todos suppusemos que elles fugiam acicatados pelo medo, corridos pela propria pusilaminidade.

Vimos depois que não era só isto: fugiam por poltrões em parte, mas em outra grande parte por perversos! Não era só a abjecção da cobardia que os levava a abandonar a terra em que nasceram e sentiam alma para trair: era tambem a tendencia da infamia que os impellia para terra alheia a fazer causa commum com a jesuitada estrangeira contra a sua propria patria e os seus proprios patricios! Que differença, pois, Sr. Presidente, entre nós que fomos revolucionarios de hontem e estes miseros que são hoje simplesmente traidores!

Então não é preciso castigo para semelhante gente? E e foi por isso que eu prestes applaudi a proposta em discussão.

Noto que alguns dos Srs. Deputados que me precederam na tribuna se deixam levar muito pela decantada brandura dos nossos costumes. E mau isto.

Recordemos que foi um excesso de sentimentalismo semelhante que era 1080 permittiu a venda da patria, só resgatada 60 annos mais tarde por uma geração cheia de heroica energia; relembremos que foi esse mesmo sentimentalismo que comprometteu a paz da republica brasileira, tornando necessaria, a poucos meses do seu advento, aquella sangrenta repressão de que Floriano Peixoto se soccorreu.

E necessario acompanhar a par e passo todos aquelles que, divorciados de nós, conspiram cobardemente contra a integridade do país, e castigá-los com a severidade que o seu crime reclama.

Mas desde que os Srs. Ministros dos Estrangeiros e do Interior dizem que ha dentro do direito commum meios de exercer tal punição, eu não ponho duvida em esperar e acceitar as modificações que se aconselham para a proposta do Sr. Alvaro de Castro.

Foi por tudo isto, Sr. Presidente, que eu me levantei, como meio de justificar o meu voto; e agora, extremadas as razões da minha situação em relação á proposta que se discute, sinto-me conformado com as promessas dos dois illustres membros do Governo. Conformo-me com ellas e com a boa vontade que S. Exas. mostram em castigar os que erram.

 

REPÚBLICA EM PORTUGAL FOI IMPLANTADA HÁ 108 ANOS!

Há 108 anos, José Relvas proclamou a implantação da República a partir da varanda dos Paços do Concelho, em Lisboa. O novo regime político resultou de um golpe revolucionário executado pela Carbonária, braço armado do Partido Republicano Português, secretamente dirigido através da Loja Montanha da Maçonaria Portuguesa.

12107157_1062989690387647_4426576477019469262_n

 

Após duas tentativas falhadas – o levantamento do 31 de janeiro de 1891 na cidade do Porto e o plano que envolveu o regicídio de 1 de fevereiro de 1908 – eis que a revolta republicana logra sair vitoriosa na sequência de vários incidentes e equívocos, de entre os quais sobressai o que resulta do armistício destinado a proteger a retirada dos cidadãos estrangeiros, quando os revoltosos confundiram a bandeira branca que aqueles empunhavam com uma inexistente rendição das forças monárquicas instaladas no Rossio.

As imagens da época retratam algumas centenas de pessoas concentradas na Praça do Município, no momento da proclamação do regime republicano, sinal evidente de que a maioria da população recolheu a suas casas durante os confrontos.

 

12140765_1062989693720980_2216914116404084541_n

Entre as causas habilidosamente exploradas pelos republicanos salienta-se a humilhação britânica resultante do Ultimatum, a crise económica e financeira da monarquia constitucional, a instabilidade política e social resultante do sistema do rotativismo entre o Partido Progressista e o Partido Regenerador, e ainda as acusações que eram feitas em relação ao poder do Clero e os gastos da Família Real constituíram os condimentos do levantamento revolucionário então verificado,

A deslocação para a capital nos dias anteriores à insurreição de centenas de membros da Carbonária, vulgo “revolucionários civis”, as manobras de diversão traduzidas nas proclamações ocorridas no dia anterior, nas localidades de Loures e Montijo, as ações de sabotagem do telégrafo e da linha férrea, constituíram apenas alguns aspetos de uma revolução que foi inclusivamente seguida com atenção pelo revolucionário russo Vladimir Ilitch Ulianov (Lenine), da qual extraiu por certo ensinamentos para a revolução que haveria de desencadear na Rússia apenas sete anos mais tarde.

A hipótese de proclamação do regime monárquico em Portugal é todavia muito anterior à ocorrida em 1910: aquando da restauração da soberania face ao domínio filipino, os conjurados de 1640, confrontados com a hesitação demonstrada por D. João, Duque de Bragança, ameaçaram-no com a possibilidade de virem a implantar uma república de nobres, à semelhança da que existia em Veneza, o que colocava em causa o seu próprio poderio e as propriedades que detinha em todo o país, as quais faziam dele o homem mais rico de toda a Península Ibérica.

 

12144738_1062989797054303_8588558194019843868_n

 

SANTA MARTA DE PORTUZELO COMEMORA O 25 DE ABRIL

Assembleia de Freguesia chama crianças

No dia 25 de abril realizou-se a Assembleia de Freguesia de Santa Marta de Portuzelo, comemorando-se os 44 anos da revolução de abril de 74.

Assembleia de Freguesia chama crianças1

Para assinalar o momento a Mesa da Assembleia e o Executivo convidaram a Escola Básica a envolver os alunos na sessão da Assembleia de Freguesia. Alunos do 3º e 4º ano participaram colocando várias perguntas ao Executivo.

A sessão da Assembleia iniciou com a participação de Sónia Cruz, professora de História, que aproveitou para ler um texto alusivo ao 25 de Abril e para explicar aos mais novos as razões da revolução e as conquistas obtidas.

A iniciativa teve como fundamento a criação de jovens ativos e empenhados nas atividades cívicas da sociedade, mobilizando-os para uma participação crítica.

Nesta reunião o Executivo apresentou as contas de 2017, que foram aprovadas com cinco votos a favor e quatro abstenções.

Assembleia de Freguesia chama crianças2

Assembleia de Freguesia chama crianças3

Assembleia de Freguesia chama crianças4

Assembleia de Freguesia chama crianças5

Assembleia de Freguesia chama crianças6

PONTE DA BARCA FESTEJOU O 25 DE ABRIL

Em Ponte da Barca aclamou-se 25 abril e exaltou-se a Liberdade

O Município de Ponte da Barca comemorou os 44 anos do 25 de Abril com um conjunto de iniciativas que exaltaram os valores da Revolução dos Cravos. O programa iniciou no dia 24 com o concerto “Outra vez Abril", que juntou um coletivo de músicos numa viagem pelas grandes canções de abril de José Mário Branco, José Afonso, Sérgio Godinho e Adriano Correia de Oliveira.

1

No dia 25 de Abril, nos Paços do Concelho, decorreu o hastear de bandeiras ao som da fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca e, perante uma moldura humana de cravo ao peito, seguiu-se a habitual Sessão Solene da Assembleia Municipal que contou com as intervenções dos representantes das forças políticas com assento na Assembleia, Afonso Graçoeiro (CDU), António Rocha (PS), e Abílio Silva (PSD), e com as intervenções do presidente da Câmara, Augusto Marinho, e da presidente da Assembleia Municipal, Sandra Neiva.

O autarca, Augusto Marinho destacou que celebrar abril, os seus valores e os direitos conquistados “pela convicção e audácia de um punhado de homens que pela sua ação deram corpo à vontade de todo um povo”  é celebrar a “nossa resiliência e a nossa capacidade de não soçobrar perante os desafios”, reforçando que o seu compromisso é “com os barquenses e pelo desenvolvimento da nossa terra, com realismo, verdade e transparência”.

2

4

5

7

31253055_10211112296834292_4849967904906543104_o

31306704_10211112300514384_6576284895197265920_o

31369728_10211112292394181_5416533838538997760_o (1)

IMG_5054

CELORICO DE BASTO COMEMORA 25 DE ABRIL COM "MÚSICAS DA REVOLUÇÃO"

“Músicas da Revolução” marcaram as comemorações do 25 de Abril em Celorico de Basto

Foi com música, com os grandes clássicos inerentes à Revolução do Cravos de 25 de Abril de 1974, que Celorico de Basto celebrou a efeméride. O espetáculo, protagonizado por grupos locais, encheu o Centro Cultural Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, no dia 24 de abril.

_DSC2435

“É com música que celebramos esta data, uma data que marca a nossa história e a nossa memória, que nos deu a liberdade e a democracia” disse Joaquim Mota e Silva, Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, presente nas comemorações do 25 de Abril. “Foi também com música que se deu a revolução e por isso hoje, temos a prata da casa, interpretes e compositores locais, a interpretar músicas de grandes compositores que, de uma forma ou de outra fizeram parte desta data histórica”.

 A primeira senha do 25 de Abril de 1974 lançada pela emissora nacional “E depois do Adeus” de Paulo de Carvalho e a música da revolução “Grândola Vila Morena” de Zeca Afonso” transmitida na Rádio Renascença foram algumas das músicas interpretadas pelos grupos convidados que protagonizaram um espetáculo que deixou o público rendido.

_DSC2320

Pelo palco passou a Cooperartes, com mais de 60 dos seus alunos e interpretou “Recordar de Zeca Afonso com arranjo de Carlos Marques, e Libertadores de Óscar Navarro, a Universidade Sénior apresentou uma Rapsódia do 25 de Abril e Liberdade, culminando a interpretação com a apresentação da nova professora do Grupo, Helena Mendes, que interpretou melodiosamente a música “O teu poema” de José Luís Tinoco, conhecida pelo voz de Carlos do Carmo.

_DSC2298

A noite continuou com a atuação do intérprete e compositor Zé Faria que apresentou “Trova do vento que passa” poema de Manuel Alegre e vejam Bem de Zeca Afonso. A Tuna de Arnoia apresentou “Milho verde” de Zeca Afonso e Trova do Vento que passa. Seguiu-se a atuação do Francisco Costa com a interpretação da música “Vejam Bem” de Zeca Afonso e “Primeiro dia” de Sérgio Godinho. Os Basfado, um grupo que interpreta maioritariamente fado, abriu uma exceção e apresentou “Vejam bem” e “Maria Faia” de Zeca Afonso. Os Suspensórios apresentaram “Depois do Adeus” e “Festa da Vida” de Carlos Mendes.

A terminar o espetáculo os presentes voltaram a ouvir “Depois do Adeus” agora interpretada pelas vozes do Grupo Omnis que cantaram ainda “Traz outro Amigo também”.

O espetáculo de comemoração do 25 de Abril “Músicas da Revolução” culminou com a interpretação da “Grândola Vila Morena” pelas vozes de todos os grupos e a plateia que encheu a sala.

_DSC2348

_DSC2441

_DSC2479

_DSC2493

FAFE COMEMORA 44º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL

Decorreram, ontem, as comemorações do 44º aniversário do 25 de Abril, em Fafe, com um conjunto de atividades que começaram logo pela manhã, com uma alvorada de morteiros e a XVIII Marcha pela Liberdade, pelos Restauradores da Granja.

ND5_1013A

Às 10h00, procedeu-se ao hastear da bandeira no edifício dos Paços do Concelho, com o desfile da Fanfarra do Agrupamento de Quinchães do CNE.

Na Avenida do Brasil, junto ao monumento de homenagem aos combatentes da Guerra Colonial, que perpetua a memória dos jovens fafenses que perderam a vida no conflito, foi evocada a memória de todos quantos participaram no conflito que durou 13 anos.

Finalmente, teve lugar a sessão solene evocativa da efeméride, no Teatro Cinema de Fafe, que abriu com a intervenção do Presidente da Assembleia Municipal, José Ribeiro.

DSA_4887A

“O 25 de Abril foi, é e deve ser para o futuro sobretudo aquilo que estava inscrito no Programa do Movimento das Forças Armadas dirigido às classes mais desfavorecidas. Aproveito aqui a ocasião para saudar e felicitar esse programa, na pessoa do Sr. Coronel João Ambrósio.

Os nossos militares que fizeram o 25 de Abril deverão ser sempre alvo do maior tributo, reconhecimento e gratidão dos portugueses.”

O Presidente da Assembleia aproveitou o momento para aplaudir a inauguração da obra de requalificação do Parque 1º de Dezembro, referindo que “Uma das melhores formas de assinalarmos esta data gloriosa é concretizando um passo mais no nosso desenvolvimento. As inaugurações, a concretização de obra ou a tomada de medidas servem para nos colar a essa memória da história que nos queremos conservar.”

Também os representantes dos Partidos Políticos com assento da Assembleia Municipal tomaram a palavra e puderam discursar, enaltecendo, em todas as tomadas de palavras, a importância que a Revolução dos Cravos teve na construção de um Portugal livre, democrático, justo e igual para todos.

ND5_0910A

O Coronel João Ambrósio agradeceu o convite para estar presente e pela homenagem prestada. “Devo, primeiramente, destacar a forma tão digna e tão democrática como o Município de Fafe organiza todos os anos esta cerimónia comemorativa do 25 de Abril.

Quando há 44 anos, os Capitães de Abril quebraram as correntes da ditadura, resgataram a Liberdade e abriram o caminho ao fim de uma guerra sem sentido e paz, e viram o povo português envolver-se profunda e entusiasticamente no processo de reconstrução da felicidade, sentiram-se profundamente realizados na iniciativa a que haviam metido ombros: o sonho de servir o seu povo!”

“A epopeia colectiva viria a tornar-se um acto único na História universal. O 25 de Abril de 1974 foi um dos momentos maiores da Luta do Homem pela Liberdade. Através dos jovens militares aconteceu coragem, a essência da Liberdade.”

DSA_5034A

Depois da entrega dos prémios 'Dr. Maximino de Matos' a Joana Filipa Ferreira Pinto e do Prémio ‘História Local’ a Lídia Maria Tavares, bem como do reconhecimento de alguns funcionários da autarquia, Raul Cunha fechou a sessão solene.

“Vivemos, sem sombra de dúvida, tempos em que, 44 anos volvidos do 25 de Abril, a Democracia representativa se encontra estabilizada, embora a Democratização da nossa sociedade seja um processo sempre em evolução e nunca se possa considerar estar acabada.

Refiro-me, por exemplo, à necessidade de se promover um envolvimento cada vez maior dos nossos concidadãos, no sentido de serem estimulados a participarem no processo político de uma forma ativa, em todos os níveis de decisão.”

“Somos, também, hoje, confrontados com uma avalanche de informação muitas vezes pouco correta, quando não, claramente falsa! E ao serviço de interesses inconfessáveis, usam os atuais meios de comunicação eletrónica como exemplo de ressonância destas notícias e que objetivamente criam um ambiente político crispado e que põe em causa a convivência democrática.

DSA_5028A

Outro aspeto que interfere na qualidade da democracia que vivemos tem a ver com a divergência entre o que os dirigentes políticos dizem e proclamam nos seus discursos e aquilo que fazem e decidem no dia a dia.”

“Quanto ao Desenvolvimento, é evidente a forma como evoluímos desses tempos, desde 1974 para os dias de hoje. Mas também aqui não podemos considerar que o trabalho está feito, havendo sempre muito mais a fazer.”

“Não podemos, nem devemos, gastar energias com polémicas inúteis e/ou com factos políticos artificiais que simplesmente nos façam distrair do objetivo principal que é continuar a cumprir Abril, melhorando a qualidade de vida dos Fafenses.”, concluiu.

DSA_4892A

DSA_4957A

DSA_4969A

DSA_4970A

DSA_4982A

DSA_4984A

DSA_4993A

DSA_4997A

DSA_5000A

DSA_5002A

DSA_5008A

DSA_5009A

DSA_5023A

DSA_5025A

CABECEIRAS DE BASTO FESTEJA 44 ANOS DO 25 DE ABRIL COM ATIVIDADES QUE EVOCAM A LIBERDADE

Diversas iniciativas assinalaram hoje as Comemorações Municipais do 25 de Abril . O dia começou, no edifício dos Paços do Concelho, com a cerimónia do Hastear da Bandeira Nacional com guarda de honra dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses, a que se seguiu a Sessão Solene da Assembleia Municipal evocativa dos 44 anos da revolução dos cravos, ‘momento alto’ da efeméride. As comemorações que tiveram início no passado dia 20 de abril, foram organizadas pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e contaram com a participação do CTCMCB - Centro de Teatro, a colaboração da Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto (ADIB) e da Banda Cabeceirense e com o apoio da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses.

Sessão Solene da Assembleia Municipal

Para além das provas desportivas que decorreram durante a manhã, o 25 de Abril ficou ainda marcado pela inauguração da Pintura Mural ‘O teu nome pela Liberdade’ e pelo Concerto da Banda Cabeceirense.

Na sessão solene da Assembleia Municipal, presidida pelo Eng. Joaquim Barreto, para além dos membros deste órgão deliberativo, participaram o presidente da Câmara e vereadores, representantes das forças políticas, presidentes de Junta de Freguesia, entre outras entidades civis do concelho.

Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, lembrou que “o 25 de abril foi o início de um novo futuro e um novo recomeço. Uma ponte entre um passado de apagada e vil tristeza, como disse o poeta Camões, e um futuro de esperança”. E continuou “o 25 de abril foi história, objetivo, sonho, esperança, liberdade e futuro. História de que muito nos orgulhamos, objetivo que rapidamente envolveu o povo, sonho de um mundo melhor, esperança num amanhã mais justo e mais fraterno e liberdade que exige responsabilidade de todos”.

Nas suas palavras, o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, sublinhou que “é inevitável reconhecer que o poder local democrático foi, desde Abril de 1974, um exemplo do sucesso da democracia, pela sua capacidade de promover a participação cívica e a vivência democrática. O nosso poder local democrático, pela sua proximidade às pessoas, fornece serviços, constrói infraestruturas e dinamiza atividades que conduzem ao bem-estar social e à consequente melhoria da qualidade de vida. O poder local democrático é desde então, um agente ativo na construção e na adaptação de modelos de ordenamento do território revelando-se também, de grande relevância nas dinâmicas empresariais”. Joaquim Barreto disse, ainda, que “celebrar Abril, é também continuar a lutar contra o branqueamento de um passado recente da nossa história. É evocar os audazes Capitães de Abril e todos aqueles, homens e mulheres, que na ânsia da liberdade, lutaram singular ou coletivamente em prol de nobres ideais e valores”. A este propósito, o presidente da Assembleia lembrou José Guilherme de Sousa, figura marcante na história da luta antifascista em Cabeceiras de Basto e no país, “um conterrâneo do Arco de Baúlhe, que combateu o regime de Salazar por mais de 20 anos”.

Em representação da Bancada Municipal do PS, Domingos Machado afirmou que “após 44 anos as mudanças no país e na sociedade foram inúmeras, designadamente com a instituição da democracia assente em valores universais e princípios que o Partido Socialista tem advogado”. Domingos Machado realçou que “em Cabeceiras de Basto, o PS fez a diferença. Trouxemos o desenvolvimento e o progresso para o concelho”.

Em representação da Bancada Municipal do IPC, Vítor Carvalho destacou que “há 44 anos Portugal renasceu”, colocando-se hoje “a par de muitas potências mundiais”. E acrescentou: “vivemos hoje num país livre mas perigoso, onde as vidas são cada vez mais isoladas”. E concluiu: “mais que apregoar Abril, precisamos de praticar Abril, de abril a abril, ano após ano”.

Em representação do Grupo ‘Mais Riodouro’, Norberto Pires disse que “o 25 de Abril é uma oportunidade para as pessoas refletirem sobre o que é a Liberdade o que é ser Livre”, desejando que o 25 de Abril seja “sempre levado à letra”.

Pintura Mural - inauguração

Pintura Mural alusiva à Liberdade inaugurada

Ao princípio da tarde, os Presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, acompanhados de outros autarcas e convidados, procederam à inauguração da Pintura Mural alusiva à Liberdade, pintura feita num muro de suporte do Centro Escolar Padre Dr. Joaquim Santos, que retrata os dois ex-libris de Cabeceiras de Basto - o Mosteiro de S. Miguel de Refojos e o Basto - ao lado de um grande cravo vermelho, símbolo da liberdade conquistada há 44 anos. De referir que a pintura executada pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto (CTCMCB) foi assinada por largas centenas de Cabeceirenses, reafirmando assim o mote da mesma “O teu nome pela Liberdade”.

Concerto Banda Cabeceirense

Concerto nos Claustros do Mosteiro

As comemorações encerraram com um magnífico concerto pela Banda Cabeceirense nos Claustros do Mosteiro a que assistiram também os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, vereadores e demais autarcas e grande número de populares. Um concerto de primavera que encantou o público presente e que encerrou de forma sublime a programação das comemorações municipais.

Atletismo atraiu inúmeros participantes

Durante a manhã decorreram as provas desportivas organizadas pela ADIB e que constaram de várias provas de atletismo e a Corrida da Liberdade.

Provas Desportivas - Entrega de Prémios

BARCELOS COMEMORA O 25 DE ABRIL SOB O SIGNO DO DESENVOLVIMENTO LOCAL

Desenvolvimento local foi o mote para as comemorações do 25 de Abril. Entrega de Medalha de Honra a Júlia Ramalho e Amadeu Lemos marcou sessão solene

Barcelos comemorou pelo 9.º ano consecutivo o 25 de Abril com uma sessão solene no auditório da Câmara Municipal, homenageando os valores da Revolução e dois cidadãos barcelenses a quem foi atribuída a Medalha de Honra da Cidade.

Presidente da Câmara _ discurso

No seu discurso, o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, aludiu à liberdade conquistada em Portugal há 44 anos como “condição de desenvolvimento e de progresso de uma sociedade” para, de seguida, destacar a importância do desenvolvimento regional e local, que “está intimamente ligado, nos seus princípios e objetivos, à questão da descentralização de competências nas autarquias  que o Governo pretende instituir”.

Notando que “desde a instituição do regime democrático, os municípios sempre reivindicaram junto do poder central a possibilidade de intervir mais e melhor junto das populações, em razão dos fatores de proximidade e do desenvolvimento mais harmonioso e coerente”, Miguel Costa Gomes afirmou que, “por isso, não podemos deixar de saudar os acordos políticos recentemente alcançados na questão da descentralização, que permitirão, a breve prazo, uma intervenção mais efetiva nas diversas áreas de atuação municipal”.

O presidente da Câmara realçou que “a descentralização é um desafio a favor das populações” e garantiu que “o Município de Barcelos está preparado para cumprir o seu papel”, justificando que “as experiências de descentralização de competências que  temos vindo a executar – como a gestão dos jardins de infância e das escolas do 1.º ciclo – provam a nossa capacidade quanto à realização de novas tarefas”. No entanto, alertou que “é preciso assegurar os meios necessários à implementação cabal da descentralização, desde logo os quadros legislativo e financeiro, sob pena da sua descredibilização política”.

Neste capítulo, Miguel Costa Gomes lembrou que o executivo municipal já deu um bom exemplo “através da contratualização com as freguesias de um quadro de competências, cuja execução foi um sucesso pela atribuição de uma verba correspondente a 200% do Fundo de Financiamento das Freguesias”, realçando que “este instrumento de desenvolvimento local, que beneficia e vive da proximidade entre a autarquia e as populações, permitiu, em oito anos, um investimento inédito de 40 milhões de euros em todo o concelho”.

Júlia Ramalho e Amadeu Lemos receberam Medalha de Honra

Na sessão solene comemorativa do 25 de Abril, o presidente da Câmara entregou a Medalha de Honra da Cidade de Barcelos a Júlia Ramalho e a Amadeu Lemos, “dois barcelenses, dois seres humanos de grande dimensão cuja obra, antes de mais, os valoriza a eles próprios e, também, engrandece a comunidade a que pertencem e que tão bem têm representado ao longo das suas vidas”.

Júlia Ramalho, que não pôde estar presente na homenagem por motivos de saúde, tendo sido representada pela filha Teresa Ramalho e familiares, é um dos nomes maiores do artesanato barcelense e, sublinha Miguel Costa Gomes, “está entre os grandes obreiros do título Barcelos Cidade Criativa da UNESCO, dado o papel incontornável que tem tido na preservação dos ensinamentos artísticos dos seus antepassados e na recriação renovada dos seus trabalhos”, dando continuidade ao legado da avó, Rosa Ramalho, “de quem manteve os conceitos a compreensão estética”, tornando-se, assim, “uma referência nacional e internacional do figurado de Barcelos”.

Miguel Costa Gomes lembrou a importância do movimento associativo do concelho como “um fator decisivo de coesão local” e que tem como características “o empenho e dedicação dos seus dirigentes e associados, de que é exemplo maior no nosso concelho, Amadeu Ferreira Lemos”. Autarca, fundador e presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viatodos, responsável pela instalação da Casa do Povo na freguesia, o homenageado tem um percurso de várias dedicado à causa pública. “De forma abnegada e totalmente empenhada, construiu uma obra ímpar que muito contribuiu para o desenvolvimento da Freguesia e do concelho”, referiu o presidente da Câmara.

Antes da atribuição das medalhas honoríficas, a professora Ariana Cosme fez uma intervenção sobre “As pessoas e desenvolvimento regional no Portugal democrático”. A oradora sublinhou que “as comunidades são tanto mais quanto mais fortes forem as pessoas dos seus lugares” para se referir aos homenageados. “É porque há Júlias Ramalhos e Amadeus Lemos e tantos outros agentes na comunidade”, acrescentou, que Barcelos coloca o seu “nome no mapa”.

O presidente da Assembleia Municipal de Barcelos, Horácio Barra, afirmou no seu discurso que “é inquestionável a significativa melhoria de vida sentida sentida pelos portugueses ao longo destes 44 anos” de democracia, ressalvando que “não devemos ter medo de executar o que ainda não está feito, apesar de prometido naquela Lei Fundamental”.

Horácio Barra referia-se “à descentralização efetiva e à regionalização que ainda está por cumprir, apesar do desiderato Constitucional para a sua concretização. Ter medo da sua execução, com falaciosos argumentos, só faz reviver os tempos do passado, em que a centralização foi, era e será sempre um fator de desigualdade”.

A sessão solene contou ainda com as intervenções dos representantes de todas as forças políticas representadas na Assembleia Municipal.

As comemorações do 25 de Abril terminaram com um concerto do Conservatório de Música de Barcelos, na Avenida da Liberdade.

homenageados

COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL EM LISBOA GANHAM NOVO FÔLEGO

Yanis Varoufakis veio a Portugal participar nas comemorações do 25 de abril em Lisboa

Após vários anos de sucessivo declínio, eis que as comemorações do 25 de abril em Lisboa adquiriram novo fôlego desde a crise e as medidas de austeridade impostas pelo anterior governo. No entanto, a participação de associações sindicais e de moradores, comissões de trabalhadores e movimentos unitários vêm progressivamente cedendo o lugar a toda uma sorte de movimentos políticos identificados com causas alternativas e de contra-cultura, incluindo movimentos feministas, LGBT, ambientalistas, para além dos colectivos anarquistas que durante muitos anos se mantiveram relutantes em relação a estas comemorações. E, não faltou este ano sequer a estelada em representação do independentismo da Catalunha.

31290688_1687295898017583_2476797112550005434_n

A grande novidade este ano foi a participação de Yanis Varoufakis, o ex-ministro das Finanças da Grécia que acaba de fundar o movimento pan-europeu DiEM25, que desfilou ao lado de Rui Tavares, dirigente do partido Livre. Participaram também o Géneration.s, liderado pelo francês Benoît Hamon, o Alternativet, da Dinamarca, o Bündnis – DiEM25, da Alemanha, o DeMA, de Itália, e o Razem, da Polónia, participarão no desfile.

Também a comunidade brasileira que vive em Lisboa, representada pela Casa do Brasil, saiu à rua em protesto contra a prisão de Lula da Silva e aquilo que consideram ser um golpe. E, como sempre acontece, a Casa do Alentejo trouxe os grupos corais da sua região, fazendo com que o cante e a cultura tradicional alentejana marcassem a su presença nas comemorações do 25 de Abril. E, até ao 1º de Maio, não dá tempo sequer para enrolar as bandeiras, cabendo aos sindicatos a liderança das comemorações do Dia Mundial dos Trabalhadores!

31252796_1687291111351395_2461714919974825247_n

31252871_1687292444684595_8864381542400552725_n

31253069_1687295471350959_6191906850057237927_n

31265510_1687296998017473_2292733207855140973_n

31265581_1687294424684397_7961142545129911653_n

31265638_1687295981350908_5563560442284157502_n

31275789_1687293921351114_1767749919218517970_n

31284247_1687294398017733_406539515422476760_n

31286214_1687291824684657_1340270733490093432_n

31287238_1687292608017912_7193224669911709244_n

31230462_1687295718017601_2153059444498424008_n

31239309_1687297244684115_5211131975686799376_n

31241551_1687292191351287_1034916966006956629_n

31250515_1687290841351422_6320095393281789606_n

31290705_1687297234684116_4339418322877410081_n

31295177_1687296104684229_2786988994029496103_n

31300101_1687292361351270_7919158913750397952_n

31300399_1687296784684161_7749188144002219386_n

31301801_1687290714684768_6678220250780907805_n

31307004_1687294038017769_1177629710480206032_n

31318133_1687292751351231_5236109212742613825_n

31318137_1687293734684466_4821302096854363189_n

31318215_1687293871351119_3472873847516401995_n

31326861_1687294264684413_1407598272678035576_n

31337910_1687295854684254_4796972816741969851_n

31345416_1687294728017700_9187461175917387198_n

31357572_1687296344684205_3962429448781259018_n

31357973_1687293571351149_4004110524389575073_n

FAMALICÃO COMEMORA 25 DE ABRIL SOB O SIGNO DA PREOCUPAÇÃO

Paulo Cunha, Nuno Melo e representantes partidários preocupados com a salvaguarda dos valores de abril

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, alertou, esta manhã, para um crescente afastamento do Estado em relação aos cidadãos. Na abertura da sessão solene comemorativa do 25 de abril, que juntou representantes das várias forças políticas do concelho, o autarca afirmou que “ao longo dos anos os sucessivos governos se têm afastado cada vez mais dos governados. A instância nacional da governação está cada vez mais ausente, demitindo-se das suas funções”.

AFS_4220

Numa reflexão coletiva, Paulo Cunha sublinhou que não se trata de uma circunstância conjuntural de apenas um governo, mas de uma tendência. “Há uma curva ascendente ao nível da demissão governativa em relação à comunidade”. E o autarca sinalizou três áreas fundamentais, “a área social, a cultura e o desporto”, como “áreas onde sucessivamente os nossos governos se vão afastando cada vez mais das populações”.

Mas Paulo Cunha foi mais longe e ilustrou com o caso do município famalicense que não tem tido qualquer apoio do Estado português para o desenvolvimento destas áreas no concelho. “No caso concreto de Famalicão o apoio para a cultura é zero, o que acontece infelizmente na esmagadora maioria dos concelhos do país onde não há investimento na área”, sublinhou. E questionou ainda “quais são os apoios nacionais ao fomento desportivo no nosso território?”, referindo que a resposta é exatamente a mesma.

Considerando a área social como a mais preocupante, o autarca afirmou que ao longo dos anos, “o governo se afasta cada vez mais da intervenção social nas populações, afasta-se da dimensão assistencialista, não apresentando soluções para os problemas atuais”.

E neste âmbito, o presidente da Câmara Municipal de Famalicão apontou o dedo aos governos que não foram capazes de garantir uma transferência de competências nestas áreas, optando simplesmente por abandonarem as suas obrigações.

“Os municípios e as freguesias não receberam competências nesta matéria, muito menos houve o envelope financeiro que deveria acompanhar o processo, o que houve foi uma crescente demissão por parte da administração central” referiu, sublinhado que o que tem acontecido é que “as instâncias locais, os municípios e as freguesias, têm ocupado essas posições, sem que ninguém lhes tenha transferido essa tarefa”.

“Ano após ano, as autarquias têm aumentado a sua presença no setor social, sem que ninguém lhe dê as condições necessárias, mas elas fazem-no porque se trata de uma área essencial e muitas vezes as situações são urgentes e preocupantes”, desabafou o autarca.

Quarenta e quatro anos após a manhã libertadora de abril em que o povo unido e focado num objetivo saiu à rua, Paulo Cunha questionou também o papel da sociedade na atualidade. “Será que hoje 44 anos depois da revolução, a nossa sociedade está focada, está concentrada ou está distraída”. E respondeu: “lamentavelmente a sociedade está distraída. Hoje vivemos num contexto de liberdade, com uma democracia assente em partidos políticos, uma sociedade civil que tem instrumentos para ser atuante, com a possibilidade de intervenção cívica, e que no entanto se acomoda”, referiu como que a espicaçar o exercício de uma cidadania mais ativa. E lembrou: “O 25 de Abril foi o resultado do sentimento de uma nação e mostrou que a função da democracia está nas mãos dos portugueses”.

O Presidente da Assembleia Municipal alinhou pelo mesmo diapasão e também ele alertou para os perigos do afastamento do Estado das necessidades e dos direitos fundamentais das pessoas, como o direito ao acesso às melhores condições de Saúde, Educação e Habitação. 

Da mesma forma, Nuno Melo também sensibilizou para a obrigação dos cidadãos em lutarem pelos seus direitos, salvaguardando os valores de Abril.

FAMALICÃO COMEMORA 44º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL

Comemorações decorrem amanhã, quarta-feira, a partir das 10h00, nos Paços do Concelho

Os presidentes da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Nuno Melo e Paulo Cunha, respetivamente, convidam os órgãos de comunicação social a participar nas comemorações do 44.º aniversário do 25 de abril, que decorrem amanhã, quarta-feira, a partir das 10h00, nos Paços do Concelho, com um conjunto de iniciativas de grande simbologia, que pretendem, acima de tudo, evocar os valores de Abril, tais como a liberdade, a igualdade e a democracia.

AFS_1001

Destaque para a sessão solene da Assembleia Municipal, que vai ter transmissão em direto no site oficial do município em www.vilanovadefamalicao.org. A sessão acontece pelas 10h15, nos Paços do Concelho, com a tradicional intervenção dos vários partidos políticos. Antes disso, assiste-se ao hastear da bandeira ao som do Hino Nacional interpretado pela Banda de Música de Famalicão.

CABECEIRAS DE BASTO COMEMORA O 25 DE ABRIL

Comemorações Municipais do 25 de Abril arrancaram sexta-feira à noite, 20 de Abril. Tertúlia sobre o antifascista José Guilherme de Sousa lotou auditório da Casa do Tempo

As Comemorações Municipais do 25 de Abril arrancaram na passada sexta-feira à noite, 20 de abril, com a tertúlia ‘José Guilherme de Sousa - Transição da ditadura para a democracia em Cabeceiras de Basto’, iniciativa que lotou o auditório da Casa do Tempo.

Tertúlia sobre o antifascista José Guilherme de Sousa lotou auditório da Casa do Tempo

No arranque da sessão, o CTCMCB – Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto protagonizou uma breve representação baseada na vida de José Guilherme de Sousa (1918 - 1991), natural do Arco de Baúlhe, ele que foi uma figura marcante na história da luta antifascista em Cabeceiras de Basto e no país, combatendo o regime de Salazar por mais de 20 anos enquanto militante do Movimento Democrático Português (MDP) e, mais tarde, do MDP-CDE.

Na tertúlia marcaram presença os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, Francisco Alves e Eng. Joaquim Barreto, respetivamente, o escritor José Manuel Mendes, a Dra. Cristina Azevedo e o Dr. Raúl Peixoto, momento que foi moderado pelo bisneto da personalidade em questão, Guilherme de Sousa.

Estiveram, ainda, presentes na iniciativa vereadores, presidentes de Junta de Freguesia, entre outros autarcas, familiares do homenageado José Guilherme de Sousa, entre outros convidados e população em geral.

Depois de saudar os oradores e a plateia, o presidente da Câmara considerou a realização desta tertúlia como “a melhor maneira de iniciar as comemorações do 44º aniversário do 25 de Abril de 1974”, uma iniciativa idealizada pelo bisneto Guilherme de Sousa que foi acolhida pela Câmara Municipal que, em 1999, homenageou a título póstumo José Guilherme de Sousa, atribuindo-lhe a Medalha de Mérito Público - Grau Ouro. De salientar que neste ano de 2018 se celebra o centenário do seu nascimento.

Nas suas palavras, o presidente da Assembleia Municipal e deputado da Assembleia da República, Eng. Joaquim Barreto, que se cruzou com José Guilherme de Sousa no início da sua carreira política, considerou aquele arcoense como “um homem com grande sentido humanista, um comunicador, hospitaleiro e frontal que nunca negou a sua terra”. Joaquim Barreto disse, ainda, que José Guilherme de Sousa foi uma “figura determinante no processo de escolha dos candidatos à 1ª Comissão Administrativa no concelho Cabeceirense.

Coube à Dra. Cristina Azevedo, neta de Elísio de Azevedo, topónimo da vila do Arco de Baúlhe – Capitão Elísio de Azevedo, falar da ligação do seu avô a José Guilherme de Sousa. Abordando a transição para a democracia e a participação política atual, Cristina Azevedo disse que “estamos hoje muito melhor” mas que “temos de ter muita criatividade e muita credibilidade para captarmos a atenção”.

Coube ao Prof. José Manuel Mendes e ao Dr. Raúl Peixoto, antigos companheiros do homenageado, falar de José Guilherme de Sousa, “democrata” do distrito de Braga que consideraram uma “figura de referência” que defendia “os ideais da liberdade” e com uma “visão do mundo muito própria”. Um “revolucionário” com “um sentimento de justiça social”, concordaram.

De salientar que o Município de Cabeceiras de Basto celebra o 25 de Abril com um programa de atividades que termina amanhã, dia 25, com um dia repleto de iniciativas.

BARCELOS COMEMORA O 25 DE ABRIL

Barcelos comemora o 44º aniversário da Revolução de Abril, na próxima quarta-feira, às 15h15, no Auditório dos Paços do Concelho, numa cerimónia que contará com a presença de Ariana Cosme, professora da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, que se debruçará sobre o tema "As pessoas e o desenvolvimento regional no Portugal democrático", e que contará também com as intervenções dos líderes municipais, do Presidente da Assembleia Municipal, Horácio Barra, e do Presidente da Câmara Municipal, Miguel Costa Gomes.

Do programa consta ainda a atribuição da Medalha de Honra da Cidade de Barcelos à barrista Júlia Ramalho e ao Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viatodos, Amadeu Ferreira Lemos. 

25 abril

MONÇÃO COMEMORA O 25 DE ABRIL

Celebramos o presente com o pensamento no futuro

Monção comemora o 25 de abril com dois momentos que visam celebrar o presente com o pensamento no futuro. Pelas 11h00, abertura da exposição “No passado, refletimos o nosso futuro”, na Praça Deu-la-Deu. Pelas 17h00. espetáculo de teatro “A Grade”, no Cine Teatro João Verde.

25 abril

A exposição, apresentada em painéis, mostra os projetos de arquitetura das áreas urbanas que serão objeto de intervenção, nomeadamente Rua 25 de abril, Rua da Estação, Praça da República, Rua General Pimenta de Castro, Largo da Alfândega, Rua Eng. Duarte Pacheco e Rua da Independência.Será igualmente apresentada a intervenção prevista para os Paços do Concelho.

Em linhas gerais, o investimento projetado visaa implementação de um desenho urbano contemporâneo, mas respeitador da herança do passado, procurando facilitar, hierarquizar e disciplinar os percursos pedonais e integrar o parqueamento/trafego automóvel com a atividade humana.

O espetáculo de teatro, protagonizado pela Associação Filarmónica Milagrense, recria “um país distante, infeliz e solitário”, onde “as pessoas falavam baixo, como se alguma coisa, um segredo terrível, as amedrontasse”. No fundo, uma mensagem para as gerações mais novas sobre o período anterior ao 25 de abril de 1974. Para que a memória não se apague.

COMEMORAÇÃO DO 25 DE ABRIL EM PONTE DA BARCA

Concerto de Música e Sessão Solene da Assembleia Municipal marcam a efeméride

No âmbito das Comemorações do 44º aniversário da revolução de 25 de Abril de 1974, o município de Ponte da Barca vai assinalar a data com uma série de iniciativas que arrancam já no dia 24 de Abril com o concerto “Outra vez abril”, um olhar fresco e desassombrado sobre as grandes canções de abril, a decorrer às 22h00, nos Paços do Concelho. José Mário Branco, José Afonso, Sérgio Godinho, Adriano Correia de Oliveira são alguns dos autores revisitados por este coletivo de músicos com múltiplas influências que vão desde o Jazz /Rock/Blues à música Popular.

No dia 25 de Abril, a partir das 11h00, também nos Paços do Concelho, decorre a habitual Sessão Solene da Assembleia Municipal, precedida pelo hastear das bandeiras, numa cerimónia que junta o executivo municipal, os representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal, Presidentes de Junta de Freguesia, entre outras entidades militares e civis do concelho.

29695164_1286225448145102_4912152126167691452_n

CERVEIRA COMEMORA O 25 DE ABRIL

25 de abril assinalado com músicas da liberdade

Vila Nova de Cerveira vai comemorar, no próximo dia 25 de abril (quarta-feira), o 44º aniversário da “Revolução dos Cravos”. Música volta a ser a forma de expressão para manter viva esta data histórica e emblemática para todos os portugueses, símbolo da liberdade e democracia.

Print

O programa das comemorações tem início às 09h00, nos Paços do Concelho, com o hastear da Bandeira Nacional ao som do Coral Polifónico de Vila Nova de Cerveira, com direção musical da maestrina Cíntia Pereira.

No período da tarde, a autarquia convida a população a assistir ao espetáculo ‘Zeca e Outros Amigos’, apresentado pela Associação Cultural Astronauta. Percorrendo o universo musical e poético da designada música de intervenção, este espetáculo nasceu no verão de 2016, em Vila Nova de Cerveira, no âmbito de uma exposição retrospetiva do pintor Miguel d’Alte.

Numa altura em que se assinalam os 30 anos do desaparecimento de José Afonso (1929-1987), em palco junta-se um conjunto de músicos e atores que cantam o canta-autor sadino, mas também José Mário Branco (n. 1942), Fausto Bordalo Dias (n. 1948), Sérgio Godinho (n. 1945), Adriano Correia de Oliveira (1942- 1982) ou Manuel Freire (n. 1942). À música juntam-se poemas de Ary dos Santos (1937-1984), Natália Correia (1923-1993) ou Manuel Alegre (n. 1936). Do repertório, interpretado por multi-instrumentos e várias vozes, fazem parte temas originais.

‘Zeca e Outros Amigos’ está agendado para as 15h00, no Largo do Terreiro, em caso de chuva, o concerto decorre no Cineteatro de Cerveira. Entrada livre.

CABECEIRAS DE BASTO COMEMORA O 25 DE ABRIL

Comemorações do 25 de Abril arrancaram com a tertúlia sobre o antifascista José Guilherme de Sousa

O Município de Cabeceiras de Basto celebra o 25 de Abril com um programa de atividades que arrancou no dia 20 e que termina no dia 25 repleto de iniciativas.

Capturar25

O programa arranca hoje à noite, 20 de abril, com a tertúlia ‘José Guilherme de Sousa - Transição da ditadura para a democracia em Cabeceiras de Basto’ a decorrer na Casa do Tempo. A iniciativa contará com a participação especial do escritor José Manuel Mendes, do presidente da Assembleia Municipal Eng. Joaquim Barreto, da Dra. Cristina Azevedo e do Dr. Raúl Peixoto, que será moderada pelo bisneto da personalidade em questão, Guilherme de Sousa.

José Guilherme de Sousa (1918 - 1991), natural do Arco de Baúlhe, foi uma figura marcante na história da luta antifascista em Cabeceiras de Basto e no país. Combateu o regime de Salazar por mais de 20 anos enquanto militante do Movimento Democrático Português (MDP) e, mais tarde, do MDP-CDE.

De salientar, ainda, que a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, em 1999, homenageou a título póstumo José Guilherme de Sousa, atribuindo-lhe a Medalha de Mérito Público - Grau Ouro, celebrando-se, neste ano de 2018, o centenário do seu nascimento.

No dia 24, como vem sendo habitual, realiza-se o Jantar Comemorativo do 25 de Abril, organizado pela ADIB - Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto.

No dia 25 de abril, dia de Feriado, o dia será dedicado a diversas iniciativas políticas, culturais e desportivas, com destaque para a Sessão Solene da Assembleia Municipal.

Pelas 9h30 do dia 25, no Parque do Mosteiro, arrancam as provas desportivas organizadas pela ADIB e às 10h45 tem lugar no edifício dos Paços do Concelho o Hastear da Bandeira Nacional com guarda de honra pela Fanfarra dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses. Pelas 11h00 na Sala de Sessões da Assembleia Municipal realiza-se a Sessão Solene da Assembleia Municipal, seguida da entrega de prémios das Provas Desportivas, a partir das 12h30 no Parque do Mosteiro.

Às 15h00 será inaugurada a ‘Pintura Mural’ produzida pelo CTCMCB - Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto no Centro Escolar Padre Dr. Joaquim Santos, sito na Alameda Camilo Castelo Branco.

As Comemorações Municipais do 25 de Abril encerram no dia 25 de abril com um magnífico Concerto da Banda Cabeceirense, a partir das 16h30, nos Claustros do Mosteiro, em caso de bom tempo, ou no Auditório da Casa da Juventude, em caso de mau tempo.