Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

QUEM AINDA SE LEMBRA QUANDO HÁ 44 ANOS A AOC QUERIA SUBSTITUIR A ESFERA ARMILAR PELO CASTELO DE GUIMARÃES NA BANDEIRA NACIONAL?

Já lá vão aproximadamente 44 anos. A bandeira nacional era então por alguns sectores políticos apelidada de “colonial-fascista” – apesar de ter sido criada pela Primeira República à imagem da bandeira da Carbonária! – e havia mesmo quem prenonizasse a sua substituição.

60662735_2328051547437369_961381038540455936_n.jpg

Entre os que tal defendiam, destacou-se um pequeno grupo político maoísta denominado Aliança Operário-Camponesa (AOC) – na realidade uma espécie de heterónimo do PCP (M-L) cujo principal dirigente veio mais tarde a aderir ao PSD.

A sua proposta na altura era, nem mais nem menos, a substituição da esfera armilar e do escudo nacional pelo castelo de Guimarães encimado com a estrela de cinco pontas que simboliza o internacionalismo proletário, identificador de todos os partidos de orientação marxista. Em causa estava sobretudo a esfera armilar, à época entendida como simbolizando o imperialismo colonialista… as ideologias sempre inebriam em todas as épocas!

Fonte: Ephémera

60334439_2328051550770702_7304676413334880256_n.jpg

DANIEL BASTOS VAI A BRUXELAS APRESENTAR A OBRA "GÉRALD BLONCOURT - DIAS DE LIBERDADE EM PORTUGAL"

Bruxelas recebe apresentação do livro “Geráld Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”

No próximo dia 31 de maio (sexta-feira), é apresentado em Bruxelas o livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.

A obra, concebida pelo historiador português Daniel Bastos a partir do espólio de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes mundiais da fotografia humanista, recentemente falecido na capital francesa, é apresentada às 18h30 na livraria portuguesa em Bruxelas “La Petite Portugaise”.

1- O historiador Daniel Bastos  (esq.) e o fotógrafo Gérald Bloncourt.jpg

O historiador Daniel Bastos (esq.) foi em 2015 o responsável pela realização do livro de Gérald Bloncourt (dir.) “O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”, que retrata a emigração portuguesa nos anos 60 e 70, e que contou com prefácio do ensaísta e pensador Eduardo Lourenço.

 

A apresentação da obra, uma edição trilingue (português, francês e inglês) prefaciada pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da Direção da Associação 25 de Abril, estará a cargo do deputado eleito pelo círculo da emigração na Europa, Paulo Pisco.

Neste novo livro, realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, uma das instituições de referência do Portugal democrático, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa nos anos 60 e 70, mas que foi também um espectador privilegiado da explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

4- Contra-capa do livro (2).jpg

Através de imagens até aqui praticamente inéditas, o investigador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Designadamente, a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

A publicação do livro, que contou com a colaboração de Isabelle Repiton, viúva de Gérald Bloncourt, e é enriquecida com memórias e testemunhos do fotojornalista franco-haitiano, representa cerca de meio século após a Revolução de Abril um novo contributo e oportunidade para revisitar a génese da democracia portuguesa.

Segundo Vasco Lourenço, esta obra ilustrada pela lente humanista de Bloncourt, fotógrafo que em 2016 foi agraciado pelo Presidente República Portuguesa com a Ordem do Infante D. Henrique, constitui uma viagem ao “tempo dos sonhos cheios de esperança, da afirmação da cidadania, da construção de uma sociedade mais livre e mais justa, do fim e do regresso de uma guerra sem sentido com a ajuda ao nascimento de novos países independentes, onde a língua portuguesa continuou a ser o principal factor congregador”.

3 - Capa do livro (2).jpg

ARCOS DE VALDEVEZ COMEMORA 45 ANOS DO 25 DE ABRIL

Arcos de Valdevez nunca deixa passar em branco as comemorações do Dia da Liberdade e, de forma a assinalar os 45 anos da revolução dos cravos, preparou um programa específico para o efeito que teve início no passado dia 24 e terminou no dia 27, sábado.

25_abril_2019.jpg

No dia 24 teve lugar no auditório da Casa das Artes o espetáculo de apresentação do CD “Zeca: 20819 Dias”, da autoria do Coral Himalaya, o qual envolveu dezenas de crianças e várias entidades.

No dia 25 realizou-se uma homenagem aos Combatentes do Ultramar, na Praceta Combatentes do Ultramar (junto ao Centro Escolar Prof. António Melo Machado), com a deposição de uma coroa de flores.

Após este momento, cerca das 09h30, na Praça Municipal, seguiram-se as Cerimónias Oficiais de Comemoração do 25 de Abril com o Hastear das Bandeiras e guarda de honra efetuada pelos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, pelo Corpo Nacional de Escutas – Agrupº214 e pela Banda da Sociedade Musical Arcuense.

Por último, teve lugar no Auditório da Casa das Artes, o Concerto pela Banda da Sociedade Musical de Arcos de Valdevez o qual contou com a participação do solista Nuno Pinto.

As comemorações terminaram sábado, dia 27 de abril, com um concerto do músico Júlio Pereira, na Casa das Artes. 

Apesar do tempo que se fez sentir, as cerimónias oficiais contaram com muitos arcuenses a assistir.

comemoracoes_25_abril_2019.jpg

comemoracoes_25_abril_2019_7.jpg

julio pereira3.jpg

AS CELEBRAÇÕES DE ABRIL NAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

30128522348_0068acc1a9_b

  • Crónica de Daniel Bastos

A Revolução de 25 de Abril de 1974, também conhecida como Revolução dos Cravos, uma data estruturante na história contemporânea portuguesa, porquanto norteou o país na senda da liberdade e da democracia, é uma das principais datas comemorativas de Portugal.

Ainda este ano, no decurso das recentes celebrações evocativas do 45.º aniversário do 25 de Abril foram várias as iniciativas que desde o meio associativo, ao poder local até à sessão solene na Assembleia da República, deram corpo à comemoração desta efeméride por todo o território nacional.

A preservação da memória da Revolução de 25 de Abril de 1974 tem tido igualmente uma considerável dinâmica e impulso no seio das comunidades portuguesas, como manifestam ao longo das últimas décadas as muitas iniciativas que são realizadas nesta época pelos quatro cantos do mundo.

Ainda este ano, um coletivo de músicos de Portugal e do Luxemburgo assinalaram o 25 de Abril com concertos nos dois países, homenageando os "cantautores" da Revolução dos Cravos. No espetáculo "Abri'Lux", que incluiu Fado e jazz, participaram a cantora de jazz Luísa Vieira e músicos do Luxemburgo, que trouxeram ao palco temas de Zeca Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho, Fausto, Mário Laginha e Carlos Paredes.

Em Londres, outro dos principais destinos da emigração portuguesa, desde há alguns anos que um coletivo de juventude conhecido por Migrantes Unidos, e um grupo de portugueses a residir em Londres por várias décadas, festejam simbolicamente o 25 de Abril.

A divulgação e defesa dos valores da Revolução dos Cravos estiveram inclusivamente, por exemplo, na base da formação na Suíça da Associação 25 de Abril em Genebra, no passado dia 27 de abril em colaboração com o Atlier-Histoire en mouvement organizaram uma sessão dedicada ao “Balanço das modificações em Portugal 45 anos depois da queda da ditadura e o papel das mulheres no processo revolucionário”.

Na esteira dos valores democráticos e da liberdade, desde 1994 que subsiste em Toronto, onde reside e trabalha uma das maiores comunidades lusas na América do Norte, a Associação Cultural 25 de Abril, que tem como principal missão preservar a memória da revolução portuguesa de Abril de 1974.

MONÇÃO: “E DEPOIS DO ADEUS”

Englobada na programação das comemorações do 25 de abril, a exposição/instalação artística “E Depois do Adeus”, de Ricardo Campos, inaugurada, ontem à tarde, nos Paços do Concelho, encontra-se patente ao público durante todo o fim de semana, entre as 11h00 e as 13h00 e as 14h30 às 18h30.

monçadeu (3).jpg

Nesta exposição, que apresenta diferentes fases do artista plástico monçanense, o público pode apreciar trabalhos executados com várias técnicas, deambulando por salas e corredores de um espaço degradado e decrépito que, registe-se, será objeto de intervenção espacial e estrutural, com arranque previsto para o próximo ano.

Além do deslumbre proporcionado pela arte, umas vezes bela e cintilante, outras vezes inquietante e provocadora, esta exposição reflete a sensação plena e vigorosa que a mudança é possível. Qualquer uma. Mesmo as mais obscuras e indecorosas. Que aprisionam o pensamento livre e a expressão de ideias.

Como a Revolução de Abril, tão poética para quem assistiu de longe, com cravos nas espingardas e gente feliz com lágrimas, “E Depois do Adeus”, nos Paços do Concelho, assume a condição metafórica que nada nem ninguém pode deter a força e a vontade da razão.

Aqui, nesta instalação artística, batizada com a primeira senha da Revolução sem sangue, o rebuliço caótico das instalações de um edifício com história, com dias melhores à espreita, transforma-se numa luminosidade libertadora criada em contexto aberto e criativo.

Haverá melhor forma de celebrar a democracia?

monçadeu (1) (1).jpg

monçadeu (2) (1).jpg

monçadeu (4).jpg

CELORICO DE BASTO COMEMORA 25 DE ABRIL

25 de Abril celebrado com música e poesia em Celorico de Basto

A Revolução dos Cravos foi recordada em Celorico de Basto com música e poesia uma forma de celebrar um momento marcante na história de Portugal. A cerimónia de celebração desta data histórica decorreu no dia 24 de abril, no Centro Cultural Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, com a interpretação das músicas da revolução por vários grupos locais.

_DSC6106.jpg

“Esta é a nossa forma de celebrar uma data memorável da nossa história, uma revolução que permitiu a instituição do regime democrático que hoje vivemos. Uma luta que deu voz, que permitiu que todos pudessem ser ouvidos, numa pluralidade de opiniões pelo bem comum” disse Joaquim Mota e Silva, Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto. O autarca disse também que “o 25 de abril deve ser uma luta diária porque nada pode ser dado como adquirido, ainda há muitas batalhas que devem ser travadas, é dever de todos criar um mundo mais justo, mais equitativo, onde todos tenham acesso à saúde, à educação, à habitação, à cultura e a todos os setores da sociedade pois só assim prevalecerão os valores de uma verdadeira democracia”.

Pelo palco passaram alguns grupos locais nomeadamente a Universidade Sénior, Francisco Costa, Tuna de Arnoia, Somos Minho e os Omnis e interpretaram músicas como Vejam bem de zaca Afonso, “Acordai” de Fernando Lopes Graça, “A Morte saiu à rua” de Zeca Afonso, “Somos livres” de Ermelinda Duarte, temas originais criados para marcar a data, “o Primeiro dia” de Sérgio Godinho entre outros clássicos que marcaram a revolução.

Ao longo do espetáculo dois jovens, Afonso e Leonor, recitaram alguns poemas como “Cantata da Paz” de Sophia de Mello Breyner Andresen”, Liberdade de Sérgio Godinho, “Portugal Ressuscitado” de José Carlos Ary dos Santos, ”Liberdade” de Sérgio Godinho, “Abril Sim, Abril não” de Manuel Alegre e “Dia da Liberdade” de José Jorge Letria.

O espetáculo terminou com a interpretação da Música de Zeca Afonso “Grândola Vila Morena, cantada por todos os presentes.

_DSC6070.jpg

_DSC6087.jpg

_DSC6147.jpg

_DSC6178.jpg

TERRAS DE BOURO COMEMORA 25 DE ABRIL

Terras de Bouro assinalou o “25 de Abril” em dia de Assembleia Municipal

O Município de Terras de Bouro assinalou os quarenta e cinco anos da “Revolução de Abril”, momento relevante e fundamental da história contemporânea portuguesa, com uma iniciativa de cariz musical e cultural e ainda a realização da sessão da Assembleia Municipal.

25abrtebou (1).jpg

Na tarde do dia 25 de abril, na Vila do Gerês, as comemorações iniciaram-se com a atuação da Escola de Música do Centro Municipal de Valências, representada pelo Prof. Luís Pinho e pela brilhante atuação da Francisca Antunes, a quem deixamos os nossos especiais agradecimentos, sendo ainda os presentes agraciados com um momento de poesia e música evocativa de “abril”, apresentado pelo ilustre poeta terrabourense João Luís Dias.

 Posteriormente decorreu a sessão ordinária da Assembleia Municipal de Terras de Bouro, adicionalmente evocativa, pelos grupos partidários, da “Revolução dos Cravos”.

Da sessão resultaram ainda as seguintes deliberações constantes da ordem de trabalhos, além da apreciação da normal atividade do município:

Análise e votação de Proposta sobre Criação de empresa intermunicipal - Sistema de Triagem, recolha seletiva, valorização e tratamento de resíduos sólidos urbanos do Baixo Cávado - Despacho do Secretário de Estado do Ambiente n.º 32/SEAMB/2018 de 26-06-2018; Colocada à discussão foi aprovada por unanimidade.

Análise e votação do Regulamento de conservação, utilização e funcionamento das instalações desportivas do campo de futebol municipal de Terras de Bouro; Colocado à discussão foi aprovado por unanimidade.

Análise e conhecimento da Declaração de Compromissos Plurianuais, nos termos da lei dos Compromissos e dos Pagamentos em Atraso; Colocada à consideração e conhecida no seu teor.

Análise e conhecimento da Declaração de Pagamentos em Atraso, nos termos da lei dos Compromissos e dos Pagamentos em Atraso; Colocada à consideração e conhecida no seu teor.

Análise e conhecimento da Declaração de Recebimentos em Atraso, nos termos da lei dos Compromissos e dos Pagamentos em Atraso; Colocada à consideração e conhecida no seu teor.

Análise e conhecimento do Relatório Semestral (2.º semestre de 2018) da Sociedade de Revisores de Contas do Município; Colocado à consideração e conhecido no seu teor.

Análise e votação dos Documentos de Prestação de Contas relativos a 2018; Colocados à discussão foram aprovados por maioria com a abstenção dos quatro deputados do Partido Socialista.

Análise e conhecimento da Certificação Legal das Contas bem como do Relatório e Parecer do Auditor Externo – exercício de 2018; Colocada à consideração e conhecida no seu teor.

Análise e votação da Segunda Revisão aos Documentos Previsionais para o ano de 2019; Colocada à discussão foi aprovada por maioria com a abstenção dos quatro deputados do Partido Socialista.

Análise e conhecimento do Relatório do Estatuto do Direito de Oposição; Colocado à consideração e conhecido no seu teor.

Análise e votação de Proposta de empréstimos de médio e longo prazo - Linha de Crédito BEI | PT 2020 | AUTARQUIAS; Colocada à discussão foi aprovada por unanimidade.

Voto de Pesar pelo falecimento da Senhora Clarisse Conceição Silva Dias.

Colocado à votação foi aprovado por unanimidade e consignado o respetivo Minuto de Silêncio.

25abrtebou (2).jpg

25abrtebou (3).jpg

25abrtebou (4).jpg

25abrtebou (5).jpg

25abrtebou (6).jpg

25abrtebou (7).jpg

25abrtebou (8).jpg

20190425_162539.jpg

VILA VERDE DÁ VIVAS À LIBERDADE E AO 25 DE ABRIL

Cravos vermelhos e vivas à liberdade nas celebrações concelhias do ’25 de abril’ na Vila de Prado!

O dia nasceu cinzento, mas rapidamente se pintou em tons de vermelho. Da cor dos cravos que populares e militares carregavam a 25 de abril de 1974, quando derrubaram o regime totalitário e ditatorial do Estado Novo e devolveram a liberdade aos portugueses. Uma liberdade que por vezes se toma como garantida, mas que foi conquistada graças aos sacrifícios de homens e mulheres que lutaram e resistiram ao longo de quase cinco décadas de ditadura. Os cravos vermelhos encheram de cor a Biblioteca de Prado – Comendador Sousa Lima, na Vila de Prado, que recebeu as celebrações concelhias do 45ª aniversário do ’25 de abril’. A iniciativa resultou de uma organização conjunta entre o Município e a Assembleia Municipal de Vila Verde, com o apoio da Junta de Freguesia da Vila de Prado e do Regimento de Cavalaria 6 (Braga).

maipradovverd (4).JPG

As comemorações arrancaram pelas 09h00, em Vila Verde, com o hastear das bandeiras, a que se seguiu o desfile da fanfarra da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde. Perto das 10h00, a Biblioteca de Prado - Comendador Sousa Lima recebia um autêntico desfile de talento de coletividades e individualidades pradenses, que ajudaram a dar ainda mais brilho à sessão. A população e as individualidades convidadas foram recebidas pela Fanfarra da Vila de Prado e por uma largada de pombos ao que se seguiu um verdadeiro festival de folclore, taekwondo, teatro, música ligeira, fado… Uma demonstração clara que uma das vitórias de abril, o associativismo, está de boa saúde na Vila de Prado com a presença massiva das associações locais. A sessão prosseguiu com homenagens ao Clube Náutico de Prado, à Federação Portuguesa de Canoagem e ao mestre pasteleiro Miguel Lopes. Seguiram-se as intervenções do presidente da Junta de Freguesia da Vila de Prado, Albano Bastos, do presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, António Vilela, do presidente da Assembleia Municipal de Vila Verde, Carlos Arantes, e dos representantes dos diferentes grupos partidários com assento na Assembleia Municipal de Vila Verde. Sérgio Sales, da CDU, Cláudia Pereira, do CDS/PP, Conceição Alves, do PS, e Carlos Correia, do PSD.

maipradovverd (1).JPG

A importância do direito ao voto

O discurso de boas-vindas ficou a cargo de Albano Bastos, que vincou a honra de receber na Vila de Prado as celebrações concelhias “desta data tão especial e importante para as nossas vidas”. O presidente da Junta de Freguesia da Vila de Prado prosseguiu congratulando todos os que estiveram envolvidos na organização da sessão e aos intervenientes pelos excelentes espetáculos que proporcionaram, antes de lembrar uma grande conquista de abril. “O direito ao voto, o direito a eleger os representes que vão gerir os nossos destinos. No período democrático da nossa história, os governantes fizeram uma opção pela Europa. Uma opção lógica e natural, as vantagens de pertencermos a União Europeia são enormes. É certo que nem tudo é um mar de rosas no velho continente, mas é indiscutível que aqui ainda imperam os valores democráticos tão caros aos militares de abril”, referiu, acrescentando palavras de incentivo ao voto para todos os sufrágios eleitorais em geral e em particular nas eleições europeias que se avizinham. Para que usufruam plenamente de um direito que durante décadas foi retirado aos portugueses.

maipradovverd (2).JPG

“A esperança renasceu em Portugal”

Por sua vez, o presidente do Município de Vila Verde deixou rasgados elogios ao talento pradense. “Permitam-me que dirija aqui algumas palavras iniciais de saudação e de agradecimento pela excelente receção que aqui tivemos na Vila de Prado. Prado mostrou-se aqui ao mais alto nível com as suas instituições e com as suas organizações. Mostrou que tem dinâmica cultural, desportiva e associativa que muito valoriza a sua terra e as suas gentes. Parabéns para todas estas instituições”, afirmou.

António Vilela continuou exaltando as conquistas da revolução dos Cravos. “O 25 de abril devolveu aos Portugueses direitos fundamentais que ficaram consagrados na Constituição de 1976 e a esperança renasceu em Portugal. A igualdade e a tolerância em relação a diferentes credos e/ou ideologias; a liberdade de reunião e de associação; a livre formação de partidos políticos e o direito ao voto foram e continuam a ser os grandes pilares do nosso edifício democrático. O direito a uma vida digna, consubstanciado no direito à saúde, à habitação, à educação, ao trabalho e à greve são também grandes conquistas estruturantes deste regime democrático que hoje completa a bonita idade de 45 anos”, afirmou, acrescentando que o poder autárquico foi outra das grandes conquistas de abril.

A força do poder local

O representante da CDU referiu que “a revolução de abril constitui uma realização histórica do povo português, um ato de emancipação social e nacional”. Sérgio Sales enalteceu os heróis de abril, condenou fortemente o Estado Novo e sublinhou o papel do PCP na revolução. Frisou ainda que, apesar dos avanços na reposição e conquista de direitos, há “problemas estruturais” que devem ser resolvidos. “O desenvolvimento das capacidades produtivas nacionais e o fortalecimento dos serviços públicos para garantir a resposta às necessidades dos trabalhadores e das populações”, afirmou, vincando a importância do poder local, uma das grandes conquistas de abril. “O poder local democrático afirmou-se, operando profundas transformações sociais e uma importante intervenção na melhoria da qualidade de vida das populações e na superação de enormes carências, substituindo e sobrepondo-se, em alguns casos, na resolução de problemas que excedem em larga medida as suas competências”, frisou.

A luta pela igualdade continua

Por sua vez, a deputada municipal do CDS-PP homenageou os sacrifícios dos que combateram o regime e prosseguiu frisando que a luta contra a desigualdade de género continua. “Ainda são visíveis na nossa sociedade grandes desigualdades entre os dois géneros. Em Portugal ainda existe uma grande precariedade laboral feminina que é substancialmente superior à masculina. Existem diferenças salariais em desfavor das mulheres. Ainda há fraca representação feminina nos postos de direção e até mesmo na política”, disse Cláudia Pereira, acrescentando que “temos que mudar este paradigma rumo à igualdade”. A deputada municipal frisou ainda que “o concelho enfrenta uma dura luta no combate à desertificação e o abandono das terras, bem como ao envelhecimento da população” e que a sociedade não pode ser condescendente com situações de violência.

O saldo é positivo, mas ainda “há gente que convive mal com a democracia”

Conceição Alves, representante do grupo do PS na Assembleia Municipal, sublinhou que a revolução devolveu “direitos elementares de cidadãos livres, até essa altura estavam vedados aos portugueses por um regime autoritário e retrógrado”. “Desde então, por entre erros e sobressaltos próprios de quem é jovem, nestes 45 anos de democracia, o nosso país tem conhecido um período de prosperidade, progresso e conquista de direitos”, apontando vários bons exemplos, como o Serviço Nacional de Saúde, o sistema de Segurança Social, a moderna rede rodoviária, as escolas e estabelecimentos de ensino, instalações desportivas… “Não está tudo feito, nem tudo o que se fez foi bem feito, mas o saldo é manifestamente positivo”, afirmou, reiterando a importância do trabalho desenvolvido pelo poder local, a quem se deve boa parte do progresso e desenvolvimento do país. No entanto, alertou para diferenças visíveis na gestão de diferentes autarquias. “Nestes 43 anos de poder local, enquanto uns deram prioridade ao tratamento das necessidades mais elementares, outros apostaram numa política diferente, uma política de encher o olho e o estômago”, afirmou, acrescentando que “em algumas autarquias há gente que convive mal com a democracia e tem alguma dificuldade em respeitar e aceitar a opinião dos outros”.

“Bem-vindos à vila dos sonhos”

 “Sejam bem-vindos à vila dos sonhos”, foi assim que o representante do grupo do PSD na Assembleia Municipal se dirigiu aos presentes, reforçando de seguida a importância dos ideais de abril e o valor de todos os homens e mulheres que resistiram e combateram a ditadura. Vincou ainda que depois da revolução o povo pôde voltar a conduzir os seus destinos e alertou para que as sociedades atuais não deem a liberdade como garantida. “Hoje, as autarquias são o baluarte da boa gestão pública, lideram o processo de transformação infraestrutural do país, sem comprometer o futuro das gerações vindouras”, afirmou também Carlos Correia, acrescentando que “não devemos olhar para as dificuldades como obstáculos intransponíveis, mas como barreiras a superar com determinação, com a arte e engenho que caracterizam a nossa história”.

“O ’25 de abril’ é um símbolo da nossa identidade”

Para concluir, o presidente da Assembleia Municipal de Vila Verde saudou as atuações preparadas pelos talentos pradenses e a receção calorosa por parte dos habitantes locais. Carlos Arantes prosseguiu sublinhando que “o ’25 de abril’ é um símbolo da nossa identidade”, que deve ser transmitido às gerações mais jovens. “Portugal evoluiu muito desde abril de 1974, em todos os indicadores sociais e económicos”, no entanto, os desafios continuam. “Temos que contribuir para a melhoria da qualidade da nossa democracia. É um ponto central neste momento que vivemos. Desenvolver o país é essencial para reforçar a confiança dos cidadãos na democracia e nas instituições do Estado de Direito Democrático”, vincou, sublinhando a pluralidade e profundidade da revolução. “O 25 de abril não são partidos de esquerda ou de direita, são pessoas vontades e quereres, somos todos nós no exercício diário da nossa cidadania. Não são velhos, não são novos, não são homens ou mulheres, são os valores que nos constroem primeiro como indivíduos e depois como sociedade”, disse Carlos Arantes.

maipradovverd (3).JPG

ESPOSENDE COMEMOROU 25 DE ABRIL

Tertúlia marcou arranque das comemorações dos 45 anos do 25 de Abril

A tertúlia “45 anos de Abril: conquistas e novos desafios” e uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal assinalaram o arranque das comemorações que o Município de Esposende agendou para celebrar o aniversário da “Revolução dos Cravos”. Amplamente participada, a tertúlia foi precedida pela performance “Sopro de Liberdade”, pelo Coro de Pequenos Cantores de Esposende que evocou a efeméride com diversas canções de intervenção.

25abrilesposend (1).jpg

Volvidos 45 anos, o que falta para cumprir Abril? O mote lançado pela moderadora da tertúlia, Sandra Sá Couto, levou a historiadora Raquel Varela a questionar a razão pela qual “temos tão pouco povo a eleger os políticos”. A historiadora contextualizou, apontando que “nos anos após a Revolução, as pessoas não eram apenas chamadas a votar. Participavam em diversas formas de cidadania”, pelo que defende “formas de democracia que aproximem as pessoas”.

José Ribeiro e Castro aponta a razão “da crise da democracia representativa”, no facto de “não estar a ser cumprida a Constituição”, nomeadamente a norma emanada da revisão de 1997 que “permite a escolha do partido e do deputado”. Para Ribeiro e Castro “é preciso restabelecer o encanto da política”.

No mesmo sentido, o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, defende para os políticos, “uma postura de trabalho e prestação de contas. Os políticos devem estar expostos à avaliação pelo trabalho que desenvolvem e não pelas cenas de teatro em que se transformou a política”.

Bernardo Branco Gonçalves, fundador da Plataforma MyPolis, que tem como grande objetivo aproximar os jovens da política, “as coisas acontecem de forma muito rápida”, pelo que não se coaduna que “o contributo do povo aconteça apenas de quatro em quatro anos”. Quanto à participação dos jovens, Bernardo Gonçalves descobre-a em fóruns que não estão diretamente ligados à política.

No dia 25 de abril, a evocação da efeméride iniciou-se com uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Esposende, na qual os alunos da Escola Básica de Mar e seus professores apresentaram a peça “Espozende, tempos difíceis”.

O presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira apontou o poder local democrático como “uma das maiores conquistas do 25 de Abril, aquele que terá sido o instrumento maior da efetiva melhoria das condições de vida dos portugueses”.

Para Benjamim Pereira, o desafio que se coloca ao autarca é “viver o presente, construindo um futuro melhor para todos, todos os dias, correndo riscos, mas acreditando nas nossas convicções e acima de tudo respeitando o povo que nos elegeu”. Por isso, considera ser uma “tarefa difícil, mas nobre. Um desafio que impõe sempre superação e que não admite falhas ou hesitações, um exercício que exige coragem e determinação porque implica sempre a sobreposição do interesse público ao interesse particular!”

Por seu turno, o presidente da Assembleia Municipal, Agostinho Silva defendeu lembrou que em esposende "cumprem-se os desígnios de abril e os princípios democráticos outrora conquistados. A Assembleia Municipal funciona com respeito, consenso e união naquelas matérias que interessam aos nossos munícipes e em plena sintonia com o Executivo Municipal, sempre com o propósito de fazer o melhor em prol do nosso concelho, nas mais diversas áreas. A situação financeira do município assim o permite", concluiu.

25abrilesposend (2).jpg

25abrilesposend (3).jpg

25abrilesposend (4).jpg

25abrilesposend (5).jpg

BARCELOS SUBLINHOU O PODER LOCAL COMO UMA DAS MAIORES CONQUISTAS DO 25 DE ABRIL

Sessão solene contemplou atribuição de Medalha Comemorativa às freguesias do concelho

O Município de Barcelos celebrou pelo 10.º ano consecutivo o 25 de Abril com a atribuição de uma Medalha Comemorativa dos 43 anos do Poder Local às freguesias do concelho. “Quisemos sublinhar a importância do Poder Local e das freguesias em particular como uma conquista da democracia e enquanto elementos fundamentais no processo de desenvolvimento local”, referiu o Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, na sessão solene do 45.º aniversário da Revolução dos Cravos, que decorreu no Auditório Municipal.

25 de Abrilbnbar.JPG

“Quando se completam 43 anos sobre a realização das primeiras eleições democráticas para os órgãos autárquicos, decidiu a Câmara Municipal de Barcelos elaborar e atribuir a cada uma das freguesias uma medalha comemorativa que é, também, uma evocação sentida e profunda do trabalho de todos os autarcas que ao longo das últimas quatro décadas trabalharam em prol das populações das suas freguesias”, acrescentou Miguel Costa Gomes.

No seu discurso, o Presidente da Câmara afirmou que, apesar da importância do Poder Local para o povo português, “ao longo do tempo e dos sucessivos governos, o processo de descentralização sofreu avanços e recuos e, até, algumas perversões, como sejam a diabolização da regionalização ou a criação de entidades intermédias não sufragadas e limitadoras da ação autonómica dos municípios e das freguesias”. No entanto, completa, “depois da publicação da Lei 50/2018, de 16 de agosto – Lei-quadro da transferência de competências para as autarquias e para as entidades intermunicipais – o processo descentralizador assume total irreversibilidade”.

Miguel Costa Gomes recorda que “a publicação do decreto-lei sectorial referente à descentralização de competências nas freguesias está para breve”, mas “seja qual for o normativo nele constante, a Câmara Municipal de Barcelos garante às freguesias todo o apoio e atenção, não só pelas competências e deveres legalmente estabelecidos nesta matéria, mas, também, pelo reconhecimento do papel insubstituível das freguesias na resolução dos problemas imediatos das populações e na perceção real da dimensão da envolvência social, económica e cultural da comunidade”.

Nesse sentido, o Presidente da Câmara deixou a garantia de que “as freguesias serão sempre o principal parceiro no desenvolvimento equilibrado e harmonioso do território concelhio” e que serão mantidas todas as formas de apoio e colaboração para a sua autonomia. “Foi esse o compromisso político que assumimos e que cumprimos escrupulosamente há dez anos consecutivos, através do protocolo que renovámos anualmente com as freguesias e que já permitiu a transferência de mais de 44,6 milhões de euros”, referiu, concluindo que “o investimento feito nas freguesias nos últimos três mandatos é o maior e o mais eficaz de sempre no nosso concelho”.

Horácio Barra, Presidente da Assembleia Municipal, lembrou as conquistas alcançadas com a Revolução de Abril e defendeu que “falta dar execução ao que na Lei Fundamental se refere à autonomia das autarquias e regiões, a uma descentralização efetiva de competências, acompanhada dos meios financeiros adequados, a uma regionalização, expressa na Constituição como vontade coletiva, que ainda está por cumprir”.

Portanto, concluiu Horácio Barra, “na verdade, a centralização foi e será sempre um fator de desigualdade, de criação de assimetrias no país e de menorização dos valores da democracia e do poder popular”.

A sessão solene contou ainda com as intervenções dos representantes de todas as forças políticas representadas na Assembleia Municipal.

As comemorações do 25 de Abril, inseridas no programa da Festa das Cruzes, terminaram com um concerto da Academia de Música de Viatodos com a participação do Grupo de Câmara da Banda Musical de Oliveira.

CABECEIRAS DE BASTO FESTEJA 25 DE ABRIL

Cabeceiras de Basto festejou 45 anos do 25 de Abril

Cabeceiras de Basto evocou hoje os 45 anos do 25 de Abril com uma Sessão Solene da Assembleia Municipal, ‘momento alto’ das Comemorações Municipais do 25 de Abril. Presidida pelo Eng. Joaquim Barreto, nesta Sessão Solene participaram, para além dos membros deste órgão deliberativo, o presidente da Câmara e vereadores, representantes das forças políticas, presidentes de Juntas de Freguesia, entre outras entidades militares e civis.

Cabeceiras de Basto festejou 45 anos do 25 de Abril (1).JPG

Devido às adversas condições climatéricas que se fizeram sentir esta manhã, a cerimónia do Hastear da Bandeira Nacional não contou com a guarda de honra dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses.

Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, lembrou que “as as nossas vidas, a nossa forma de estar e pensar, a nossa forma de ser e viver, têm a ver com o 25 de abril. Cada uma das nossas freguesias, o nosso Concelho e o País têm muito a ver com o 25 de Abril”. E continuou: “vivemos em liberdade porque os militares de Abril ouviram as vozes do povo”.

Referindo-se aos “movimentos” que têm surgido “um pouco por todo mundo” e “que nada mais defendem que o regresso ao passado”, Francisco Alves disse que “a hora é de defender o poder local, as juntas de freguesia e as câmaras municipais”, pois “a democracia, com todos os seus defeitos, é a melhor forma de organização da vida em sociedade”.

Recordando que “foi o 25 de Abril que nos abriu as portas da Europa”, o presidente da Câmara realçou que “homenagear o 25 de Abril é fazer um apelo à participação maciça, um apelo ao voto no dia 26 de maio, (…) independentemente das escolhas de cada um”.

O presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, iniciou a sua intervenção afirmando que “é bom vivermos num país livre” e que “é um dever lembrar aos mais novos os valores e ideais de Abril”. Assegurando que “o Poder Local Democrático tem sido um exemplo se sucesso”, Joaquim Barreto elogiou “a ação de tantos Portugueses” que continuam “a lutar por Abril”.

Referindo-se à Europa, ao seu projeto e mais concretamente às eleições do próximo mês de maio, o presidente da Assembleia Municipal desafiou os autarcas “a mobilizarem-se pela Europa no combate à abstenção”. Declarando que “lutar pela democracia é um imperativo todos os dias”, Joaquim Barreto finalizou o seu discurso tal como começou: “é bom vivermos num país livre”.

Em representação da Bancada Municipal do PS, Domingos Machado começou por evidenciar os importantes factos históricos vividos em Portugal há 45 anos, recordando “os Heróis de Abril”, bem como os valores e os ideais de Abril que permitiram a Portugal ser hoje “um país aberto ao mundo”. Assegurando que “o nosso destino é a Europa”, Domingos Machado deixou a garantia de que “sem participação não há democracia”.

Em representação da Bancada Municipal do IPC, Vítor Carvalho, falou das conquistas de Abril, afirmando que “o 25 de Abril é do Povo”. “Mais do que apregoar Abril, é preciso praticar Abril”, acrescentou Vítor Carvalho, declarando que “é preciso reforçar os alicerces da democracia e da liberdade com políticas credíveis de médio e longo prazo”.

Para além das provas de atletismo e Corrida da Liberdade, organizadas pela ADIB, que juntaram na manhã de hoje meia centena de participantes, a noite de ontem ficou marcada pelo teatro com a encenação da peça ‘O Conto de um Peixinho Dourado’ protagonizado pelas crianças das Oficinas de Jogos Dramáticos do Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto (CTCMCB).

O magnífico espetáculo que lotou o auditório da Casa da Juventude abordou os valores da liberdade através do universo poético do mar.

Esta tarde, a partir das 16h30, decorre na Casa do Tempo a Audição dos Alunos da Escola de Música da Banda Cabeceirense.

As Comemorações Municipais do 25 de Abril foram organizadas pelo Município Cabeceirense e contaram com a participação do CTCMCB - Centro de Teatro e ainda com a colaboração da Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto (ADIB) e da Banda Cabeceirense.

REGIONALIZAÇÃO, ÉTICA E LIBERDADE MARCAM COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL EM FAMALICÃO

Sessão solene contou com a intervenção dos representantes de todos os partidos políticos com estrutura concelhia – PSD, CDS, PS, BE e CDU.

 “Há uma tendência que evidencia um Estado cada vez mais afastado, cada vez mais indiferente, mais fechado no seu casulo, isolado do contexto nacional. Um estado que não conhece a realidade, que não pisa o terreno, que não fala com as pessoas”. 

AFS_9469.jpg

O crescente centralismo dos órgãos do Estado foi uma das principais preocupações deixadas, esta quinta-feira, nas comemorações do 45.º aniversário do 25 de abril, pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha. O autarca que abriu a sessão solene comemorativa que decorreu nos Paços do Concelho, com uma análise crítica ao Estado administrativo e legislativo atual, afirmou que “não queremos um Estado que seja indiferente ao território onde exerce as suas funções, não queremos um Estado que se refugie em Lisboa numa posição centralista, eximindo-se das suas responsabilidades e ignorando a realidade, onde os gráficos são mais importantes que as pessoas”.

Defensor assumido em diversas ocasiões da regionalização e reconhecido a nível nacional pelas suas ideias descentralizadoras do Estado, Paulo Cunha afirmou que “é fundamental reivindicar uma mudança”.“Queremos um Estado consciente, atuante, próximo, não só do ponto de vista físico, mas também da intuição, que consiga auscultar a comunidade”, afirmou acrescentando que “algo tem que ser feito”. “Nós queremos governantes que conheçam o país real, que respirem o mesmo ar das comunidades, não queremos governantes que tomem o todo pela parte”.

Mas o autarca famalicense aproveitou a presença de todos os partidos políticos com estrutura concelhia para abordar outra questão atual, a ética e o Estado legislador. Referindo-se mais uma vez a uma“tendência crescente” dos órgãos nacionais, Paulo Cunha afirmou “temos um Estado com tiques legislativos, um Estado que sente que fazer uma lei é sempre a melhor solução, como se as leis fossem resolver os problemas da comunidade”.

Para o autarca “é preciso saber combater esta tendência, que é mais uma tentação do Estado moderno”.Mas Paulo Cunha foi ainda mais longe e referiu que “mais recentemente legisla-se acerca da ética”, numa clara alusão às ligações familiares entre os membros do Governo.

“Aquilo que são os comportamentos, as condutas, as ações, aquilo que resulta da perceção que cada um tem acerca do exercício dos poderes públicos e políticos está agora a ser acoplado numa qualquer previsão legislativa e isto é o extremo do desnorte legislativo em Portugal”, salientou. Aliás para o presidente de Câmara, esta tendência “é um erro e é muito preocupante, porque constitui também um risco para a democracia”.

Apesar de todas as preocupações demonstradas, Paulo Cunha não tem dúvidas em afirmar que “o 25 de abril valeu a pena e sempre valerá a pena, mas é fundamental que não nos acomodemos pensando que tudo está feito para que eternamente tenhamos liberdade e democracia”.

Esta mesma ideia foi sublinhada pelo presidente da Assembleia Municipal de Famalicão, Nuno Melo, que encerrou a cerimónia.

Para o responsável “o 25 de abril é muito mais do que esta cerimónia, é lutando todos os dias pela liberdade”, aliás “a democracia não se faz em sessões que se realizam uma vez por ano, a democracia exerce-se através da liberdade”. Neste âmbito, Nuno Melo fez um forte apelo ao voto, salientando que “o voto é a essência da democracia”, recordando a elevada taxa de abstenção nas eleições, principalmente entre os jovens “o que contradiz abril”.

Refira-se que a sessão solene do 25 de abril foi presidida pelo Presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão, e contou com intervenção de representantes de todos os partidos políticos com estrutura concelhia – PSD, CDS, PS, BE e CDU.

O momento contou com transmissão em direto online através do site do município e lotou o salão nobre, com várias dezenas de pessoas a juntarem-se a este momento simbólico.

AFS_9627.jpg

25 DE ABRIL NÃO FOI SÓ CRAVOS! – A CRÓNICA QUE NUNCA FOI PUBLICADA

O distanciamento temporal em relação aos acontecimentos nem sempre nos permitem preservar a memória histórica, levando-nos por vezes a esquecer uns factos, e a deturpar e até fantasiar sobre outros, não raras as vezes por conveniência política. De resto, o exercício da memória também pressupõe o esquecimento com vista à preservação da memória colectiva ou seja, a comemoração.

Como acontecimento histórico, também a revolução de 25 de Abril de 1974 foi sujeita a alguns apagões como aqueles que a seguir se relatam e que convém lembrar apenas com interesse histórico.

Nesse dia, o Largo do Carmo encontrava-se apinhado de gente. Por volta das 18 horas, o General António de Spínola chega ao Quartel da Guarda Nacional Republicana para receber de Marcello Caetano a transmissão do poder a fim de que este não caia na rua. Empoleirado na guarita do sentinela e de megafone em punho, Francisco Sousa Tavares apelava à multidão para que se retirásse, garantindo que o General Spínola iria fazer uma comunicação ao povo no Terreiro do Paço… na realidade, destinado a garantir a saída em segurança de Marcello Caetano!

Com alguma insistência, consegue convencer grande parte do povo a retirar-se. Mas, o que se seguiu constituiu um verdadeiro vendaval que jamais ficou registado em qualquer crónica. Por todas as ruas da baixa lisboeta foram apedrejadas e partidas as fachadas em vidro das instituições bancárias, foram invadidos e saqueados os supermecados. No Largo Rafael Bordallo Pinheiro, a loja “Meia Hora” foi pilhada após ser partida a montra em vidro. O memso sucedeu à loja do Diário de Notícias, no Largo do Chiado.

Um pouco mais abaixo, a Polícia de Choque da PSP efectuava a sua primeira carga após o 25 de Abril, sobre as pessoas que destruíam e assaltavam. Por detrás destas acções, estariam grupos políticos radicais que nunca assumiram publicamente o seu envolvimento.

- No 25 de Abril não houve só cravos!

Carlos Gomes

INTERVENÇÃO DO DEPUTADO ANDRÉ SILVA (PAN) NA SESSÃO COMEMORATIVA DO 45º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL

Sessão Comemorativa do 45º Aniversário do 25 de Abril

image_2019-04-25_09-03-36.jpg

Sr. Presidente da República, Sr. Presidente da Assembleia da República, Sr. Primeiro Ministro, ilustres entidades, altas autoridades, distintas e distintos convidados, Sras. e Srs. Deputados

Hoje, com imensa gratidão, prestamos homenagem a todos aqueles que lutaram e resistiram a um regime autoritário de partido único, que há 45 anos libertaram o povo e ao povo devolveram a liberdade e a condução dos destinos de Portugal. Evocar o 25 de Abril constitui também um momento de lembrar e pedir desculpa por todos os que morreram e foram atingidos pela violência da guerra colonial e agradecer aos que lhe puseram fim.

É inegável que vivemos melhor que há 45 anos. Nesses tempos, falar de igualdade de género era inconcebível, com diferenças e desigualdades que iam desde a permissão para casar até aos salários – ou falta deles. Não se podia ler todos os livros e autores, a miséria e a iliteracia da população eram enormes, a assistência médica não estava assegurada para todos, a mortalidade infantil era elevada, a esperança de vida reduzida, os níveis de desigualdade e de emigração forçada eram avassaladores.

Hoje, o desenvolvimento, aferido por uma série de indicadores sociais e económicos, é inquestionável.

E refiro-me a estes indicadores com um propósito. É que, enquanto sociedade, temos por hábito congratularmo-nos com os indicadores sociais e enfatizar os que versam sobre a avaliação e o desempenho económico. Mas nunca, nunca demos atenção, e continuamos a não dar, aos indicadores que alertam para os défices ambientais e que expõem uma antevisão clara dos graves problemas humanitários com que seremos confrontados num futuro próximo e que podem comprometer, inclusivamente, a nossa sobrevivência enquanto espécie. O Antropoceno, o período que vivemos, pode mesmo ser a última idade do Ser Humano.

O ar, a água, o solo e os recursos minerais são dádivas que enquanto Humanidade temos estado a desperdiçar e desrespeitar, na procura de obter ganhos económicos de curto prazo. Dos anos 70 aos dias de hoje, a extracção de recursos e a produção de matérias-primas mais que triplicou, a emissão de gases com efeito de estufa duplicou, e perdemos 60% dos mamíferos, aves, peixes e répteis. Em Portugal, necessitamos de 2 planetas para suportar o nosso actual modelo de produção e consumo. Cada um de nós, nesta sala, gasta em média 12 toneladas de recursos naturais para viver num ano, o que é manifestamente incomportável e excessivo para o peso de um ser humano.

Estamos a viver acima das capacidades do Planeta. Vivemos a crédito, a bancarrota ambiental está anunciada, e quem tem poderes de supervisão e de intervenção continua em modo negligente.

A elite política continua a decidir segundo as leis do modelo económico linear. Dominar, Explorar, Extrair, Transformar, Produzir, Vender, Comprar, Usar, Descartar e Extinguir: são os 10 mandamentos do crescimento ilimitado, sem o qual, dizem-nos, não pode existir desenvolvimento.

Mais do que a coragem e visão que têm faltado aos decisores políticos, falta-lhes o básico: a empatia. Empatia pelo nosso semelhante, pelas outras formas de vida, pelo planeta, a nossa casa comum. Da esquerda extrativista à direita produtivista, apenas podemos esperar guerrilha partidária, tecnocracia e discursos redondos e vagos.

A elite política está de costas voltadas para o futuro das pessoas. Os jovens, movidos pela urgência climática e pela desesperança na classe política que não os ouve, têm-se manifestado na rua e à rua vão voltar. As gerações que vão receber um planeta esgotado sentem-se cada vez mais ignoradas e abandonadas pelos partidos do regime que apenas pensam e agem em função de interesses económicos de curto prazo.  

É urgente reduzir e repensar os nossos padrões de consumo e fazer a transição para um modelo económico circular, que exige mudanças profundas no sector energético, na indústria, na mobilidade de pessoas e bens, na construção civil e no sector agro-alimentar. Sim, trata-se de transformar a forma como vivemos neste planeta. E trata-se – não tenhamos dúvidas – de uma questão de sobrevivência da nossa espécie que exige uma alteração consistente e consciente do comportamento individual e social, sempre acompanhada de medidas políticas eficientes.

O prazo para salvar a Terra tem uma data: 2030. E Hoje, a partir deste momento, faltam 10 anos, 8 meses, 5 dias e 13 horas para o ponto de não retorno. Se todos e todas quisermos, se todas e todos nos unirmos tal como fizemos há 45 anos, ainda vamos a tempo. Temos de ser corajosos e competentes para que em 2030 a temperatura média do planeta não suba 1 grau e meio, o limite a partir do qual os fenómenos meteorológicos extremos são imprevisíveis e a nossa vida neste planeta se tornará mais difícil de suportar.

Devemos também ao 25 de Abril o fim do ciclo de isolamento internacional. O sonho de cumprir Portugal e de cumprir o Planeta faz-se também na Europa. A União dos povos irmãos europeus faz-nos mais fortes e capazes de liderar o grande combate das nossas vidas: o das Alterações Climáticas. O Ambiente pede Revolução. Ao PAN, seja na rua, em São bento ou em Bruxelas, não nos faltará a voz, a determinação, ou a coragem para enfrentarmos a crise ambiental.

Obrigado Capitães e Viva o 25 de Abril!

Palácio de São Bento, 25 de Abril de 2019

Foto: DN

AS CASAS REGIONAIS EM LISBOA E O 25 DE ABRIL

À excepção da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, fundada em 23 de Setembro de 1905, à época com a denominação de “Clube Transmontano”, todas as demais “casas regionais” surgiram em Lisboa após a implantação do regime republicano, recorrendo na maioria dos casos à designação de grémios.

DSCF8349 (2)

A imagem mostra o jornalista Artur Maciel

 

Mais tarde, por imposição do Estado Novo, vieram estas agremiações a abandonar a denominação de grémios que passou a ficar reservada às associações patronais para, em seu lugar, adoptarem o nome com que ainda actualmente são conhecidas ou seja, de Casa… identificada geograficamente com a região de pertença. E, foi desse modo que o antigo Grémio do Minho deu origem à Casa d’Entre-o-Douro-e-Minho, denominação posteriormente alterada para Casa do Minho a qual ainda se mantém.

Durante o período do Estado Novo, as casas regionais mantiveram uma política de bom relacionamento com as corporações vigentes, beneficiando mesmo desse relacionamento que ía ao ponto de lhes conferir um certo grau de influência. De resto, pontificavam nos seus órgãos sociais muitas personalidades gradas ao anterior regime, como foi o caso do jornalista Artur Maciel, na Casa do Minho, personalidade a quem esta instituição mais deve os maiores êxitos alcançados ao longo da sua existência.

De um modo geral, o relacionamento era feito sobretudo com os governadores civis, preterindo na maioria dos casos os presidentes das câmaras municipais, comportamento que passou a ter reflexos que se estendem até à actualidade.

Chegados ao 25 de Abril de 1974, nalgumas destas associações viveram-se tempos de incerteza do que a revolução lhes destinava… e, não foram poucos os casos que viram alguns dos seus associados afastarem-se por precaução, com receio de virem a ser conotados com o anterior regime. Mas, as casas regionais não constavam do plano de operações do golpe militar e passaram despercebidas do vendaval revolucionário que se seguiu, deixando incólumes até aos dias de hoje aqueles que prudentemente se puseram ao fresco.

Mas, os tempos eram agitados e por vezes causavam séria preocupação. Imediatamente após a mudança de regime político, mais precisamente em 23 de Maio de 1974, salvo opinião melhor documentada, realizou a Convergência Monárquica na antiga sede da Casa do Minho, situada na rua Víctor Cordon, a sua primeira reunião com vista à fundação do Partido Popular Monárquico, reunião que teve lugar secretamente. A escolha da Casa do Minho para a realização deste encontro de monárquicos deveu-se à influência de um dos seus dirigentes, o limiano Dr. Nuno Morais, plenamente identificado com os ideais monárquicos. À época, era professor de Educação Física na Escola Comercial Ferreira Borges, em Lisboa, tendo o autor destas linhas sido seu aluno. Este foi um dos casos que a mudança política levantou maiores receios entre os responsáveis da associação ao ponto de temerem eventuais represálias caso viesse a ser do conhecimento público... ainda hoje, o PPM não refere o local da sua realização!

No ano seguinte, uma assembleia geral ditava o afastamento do jornalista Artur Maciel do Conselho Regional da Casa do Minho. À época era permitido o voto por procuração e o famalicense Gomes de Sá apresentou-se com uma pasta repleta de procurações… o coração do ilustre regionalista Artur Maciel não resistiu!

Carlos Gomes

z1

A imagem data de 4 de julho de 1934 e apresenta os membros da Direção do Grémio do Minho, atual Casa do Minho, em Lisboa, e da Comissão organizadora da Semana dos Vinhos Verdes. Na foto identificam-se Francisco da Conceição Rosa, José Augusto da Cunha, Prudente da Rocha, Engenheiro Raul Dantas, Engenheiro Luís Cincinato Cabral da Costa, José de Azevedo, Álvaro de Lacerda, Pedro Bandeira, Ernesto Ferreira e Dr. Francisco Veloso.

Fonte: Arquivo Nacional da Torre do Tombo

VIEIRA DO MINHO COMEMORA 25 DE ABRIL

Vieira comemora 45º Aniversário do 25 de Abril

Quarenta e cinco anos depois, a Câmara e Assembleia Municipal de Vieira do Minho uniram esforços para comemorar mais uma Revolução dos Cravos.

58382964_1435790926562734_7085743053876494336_n.png

No dia da liberdade, as comemorações iniciam pela manhã com a realização das cerimónias solenes alusivas à efeméride: o Hastear da Bandeira, o Hino Nacional e a guarda de honra dos Bombeiros Voluntários, homenagem aos combatentes e descerramento da placa toponímica da rua Dr. Alfredo Ramalho.

A sessão solene, nos Paços do concelho vai contar com as presenças do Presidente da Câmara Municipal, Eng. António Cardoso, da Presidente da Assembleia Municipal, Drª Neli Pereira e dos líderes parlamentares e do convidado de honra Capitão de Abril, Tenente – Coronel, Professor Doutor – Fernando José Vieira Cardoso de Sousa.

Ainda no período da manhã destaque para a visita à Exposição Documental e Material Alusiva à 1ª Guerra Mundial organizada pelo 1º Sargento José da Silva e que estará patente ao público na Casa Museu Mestre Adelino Ângelo.

No período da tarde, as comemorações prosseguem com os espectáculos de Drift, na Avenida João da Torre e os tradicionais jogos Populares da malha e da sueca.