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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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SÃO JOÃO DE BRAGA REALIZA PROCISSÃO SOLENE – QUER SER FIGURANTE?

As Festas de São João de Braga estão à procura de figurantes para a Soleníssima Procissão de São João de Braga.

Conheces algum anjinho que queira participar nesta procissão? Inscreve-o já e ajuda a manter viva a tradição centenária!

O formulário de inscrição encontra-se disponível no site oficial da romaria sanjoanina, em https://www.saojoaobraga.pt/anjinhos/.

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QUEM FOI A MENINA IZILDINHA – NATURAL DA PÓVOA DE LANHOSO – A QUEM A DEVOÇÃO POPULAR FEZ SANTA?

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Maria Izilda de Castro Ribeiro (Póvoa de Lanhoso, 17 de junho de 1897 — Guimarães, 24 de maio de 1911), mais conhecida como a Menina Izildinha, o Anjo do Senhor, foi uma menina portuguesa a quem se atribuem milagres e curas.

Na década de 1950, os seus parentes residentes no Brasil resolveram trasladá-la para lá. Em 1 de agosto de 1950, 39 anos após sua morte, ao fazerem a exumação de seu corpo, verificaram que ele continuava em perfeito estado, bem como as suas vestes e flores que a adornavam.

O corpo da Menina Izildinha, vítima de leucemia, encontra-se preservado em um mausoléu na cidade de Monte Alto, estado de São Paulo, Brasil.

Maria Izilda de Castro Ribeiro, conhecida no Brasil como “Menina Izildinha", foi uma menina nascida em Portugal no ano 1897 e falecida com apenas 13 anos. Viveu uma vida simples e cheia de amor. Ela só passou a ser conhecida quando foi exumada 39 anos após sua morte e, para surpresa de todos, seu corpo estava intacto, perfeito, incorrupto, bem como seu vestido e as flores que a circundavam no caixão. A partir de então, a fama de santidade da menina alastrou-se. Grandes graças foram alcançadas por pessoas que recorreram à sua intercessão. Posteriormente seu corpo foi trazido para o Brasil. por um de seus irmãos.

Nascida dia 17 de junho de 1897 em Póvoa de Lanhoso, na província do Minho, norte de Portugal. Maria Izilda foi a primeira filha de João Rodrigues Ribeiro e Alice de Castro e viveu uma vida simples e oculta.

Maria Izilda foi batizada em 2 de setembro do mesmo ano de seu nascimento com um pormenor interessante: seu padrinho foi o abade do mosteiro de Donim, dom João Duarte de Macedo e sua madrinha foi Nossa Senhora, representada por um advogado da Póvoa de Lanhoso, chamado Doutor Alfredo António Teixeira Ribeiro. Este facto, sem dúvida, pode ter sido decisivo em sua pequena trajetória neste mundo, pois conta-se, por relatos de seus familiares, que ela sempre foi doce, meiga, amorosa e caridosa para com todos.

Quando completou sete anos, em 1904, Izildinha fez o exame da primeira classe e foi aprovada com louvor, evidenciando que aquela menina simples e quieta, guardava uma inteligência singular. Por causa disso e para prosseguir nos estudos, Izildinha ficou morando com seus avós em Póvoa de Lanhoso, enquanto seus pais viviam mudando de cidade. Izilda completou o primário quatro anos depois, aos onze de idade.

Aos nove anos, Izilda fez a primeira comunhão. Na ocasião, seu padrinho, sempre muito atencioso, deu-lhe de presente um carneirinho. A menina deu ao bichinho o nome de Tomé. A Primeira Comunhão deu a Izilda um sentido de aceitação da vida incomum para crianças da sua idade. Isto ficou evidente quando sua mãe a levou para visitar parentes em Lisboa. Para fazerem esta viagem, foi preciso deixar o carneirinho, pelo qual Izilda tinha muito afeto, com amigos. Acontece que os amigos pensaram que o carneirinho tinha-lhes sido doado, abateram-no para comê-lo. Ao voltarem de Lisboa, a mãe dela soube do acontecido e disse à menina que o carneirinho tinha ficado doente e morrera. Izilda aceitou o ocorrido sem resmungar, mantendo sua alegria e doçura mesmo diante de tal sofrimento para uma criança de nove anos.

A idade de onze anos foi marcante para Izilda. Por um lado, foi feliz por ter completado o primário, Por outro, foi triste porque sua avó faleceu e seu avô adoeceu gravemente. Por isso, ela foi para Fafe, morar com os pais e estudar. Depois, foi para Guimarães. Lá, começou a frequentar aulas de piano, patrocinadas pelo seu padrinho. Posteriormente, seu avô melhorou e a levou para Braga, para continuar seus estudos. Sabe-se que, de lá, ela escrevia cartas para sua mãe.

Quando entrou na adolescência, Izildinha começou a ficar doente. Ninguém sabia o que ela tinha. Diziam que era “sangue fraco” ou “sangue pobre”. Pelos sintomas descritos, (caroços no pescoço), poderia ser "linfatismo", causado por uma Leucemia. A princípio, ela recebeu tratamentos caseiros. Como não melhorava, foi levada parra Póvoa de Varzim, para fazer um tratamento mais sério. Chegou a ficar 18 dias num banho de manteiga. Nesse tempo, seu maior sofrimento era ficar longe de seus irmãos e de uma prima Maria dos Anjos. Porém, em meio a todos os sofrimentos, mantinha-se firme na fé, na oração, na devoção a Nossa Senhora, na atenção para com os outros, sem murmurar, reclamar ou, muito menos, praguejar.

A Menina Izildinha sentiu que iria falecer em breve e não se perturbou. Ao contrário, continuou com suas orações e devoção e avisou seu avô, dizendo: "Jesus logo me vem buscar". E assim aconteceu. Foi no dia 24 de maio de 1911, às 3 horas da tarde, mesma hora da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela tinha apenas 13 anos.

Alguns anos se passaram e a família de Izildinha perdeu mais um filho, José. Este foi sepultado num túmulo distante do jazigo da família, como acontecera a Izildinha. Por isso, depois de alguns anos, a família fez o traslado do corpo de José para o túmulo da família. Outro irmão de Izildinha, Altino, que vivia no Brasil., indignou-se com o fato de a família não ter transferido também o corpo de Izildinha para o túmulo da família e pediu que o mesmo fosse feito. A família compreendeu que Altino tinha razão e procedeu a transferência. Porém, ao exumarem o corpo, 39 anos após sua morte, viram, espantados, que a menina estava intacta, incorrupta, bem como suas vestes e as flores que a enfeitaram no caixão. Assim, transferiram o corpo de Izildinha para o túmulo da família.

Em Portugal, no túmulo da família de Izildinha, começou uma pequena devoção à santinha. Altino, quando soube do ocorrido, quis trazer o corpo de Izildinha para o Brasil., pois, além de ser apegado a ela, tinha posses, sendo dono de uma indústria alimentícia. E assim aconteceu. Assim, em 1950 o corpo de Izildinha chegou ao túmulo da família de Altino em São Paulo, com grande multidão, festa e devoção. Em 8 de março de 1958 o corpo da Menina Izildinha foi trasladado para uma praça pública, na cidade de Monte Alto, SP, onde Altino morava e construíra um grande mausoléu para a receber.

A partir de então, multidões começaram a ir até ao cemitério da cidade de Monte Alto para pedirem a intercessão da Menina Izildinha e as graças começaram a acontecer. Hoje são inúmeros os testemunhos de curas, e milagres alcançados pela intercessão da Menina Izildinha. Ela ainda não é canonizada pela Igreja Católica, mas o povo a tem como santa. E, de fato, o fenômeno dos corpos incorruptos só acontece na Igreja Católica e com pessoas de vida santa. Trata-se de um fenômeno intrigante e até ao momento inexplicável. De qualquer forma, o exemplo de simplicidade, oração e aceitação dado pela Menina Izildinha é digno de ser observado e imitado. E que um dia, se Deus assim o quiser, ela seja elevada à glória dos altares e cada vez mais conhecida pelo povo

Fonte: Wikipédia

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QUAL A ORIGEM E SIGNIFICADO DOS FESTEJOS DE SÃO JOÃO?

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A celebração do Solstício de Verão que ocorre no dia 21 de Junho marca as tradições são-joaninas – ou juninas – que levam o povo a festejar os chamados “santos populares”, assim denominados por se encontrarem entre os mais festejados.

Com evidentes raízes no paganismo – do latim paganus que quer dizer camponês, derivado de pagus que significa aldeia – as festividades em honra de São João encontram-se intimamente ligadas ao Solstício de Verão.

Por esta ocasião, salta-se a fogueira e brinca-se com alcachofras e martelinhos, tréculas e zaquelitraques, canta-se e dança-se. Pela calada da noite, invadem-se os quinteiros, assaltam-se as eiras e roubam-se vasos com plantas, carroças e carros de bois para seguidamente os levar para o centro da aldeia.

É o culto solar e a adoração do fogo que, desde os tempos mais remotos, adquiriu um carácter sagrado ao ponto de ter sido deificado. Ao invés do Solstício de Inverno que se celebra por ocasião da quadra natalícia, é a altura em que os raios solares atingem o seu maior crescimento e os dias são maiores.

À semelhança da queima do madeiro por ocasião do Natal, também no Solstício de Verão se acendiam outrora enormes fogueiras, saltando sobre ela, cantando e dançando em seu redor. São as fogueiras do S. João.

Entre os gregos e os romanos, competia às Vestais - sacerdotisas dos templos dedicados a Vesta - a tarefa de preservar aceso o fogo sagrado. Entre nós, persiste o costume de acender o lenho na noite de Natal ou na passagem do ano e o círio pela Páscoa. Manda a tradição católica que, à beira da pia batismal, os padrinhos transportam a vela acesa quando o batizado não o pode fazer se ainda for demasiado jovem. Mas, falo-a quando chegar a altura de confirmar o seu batismo cristão. É que o fogo é a luz que nos ilumina e mostra a Verdade e a Vida. É ainda o fogo que nos aquece e afaga a nossa rude existência, elemento purificador que constitui um dos quatro elementos - os outros são a Terra, o Ar e a Água.

No que às marchas populares propriamente ditas diz respeito, tiveram estas origem nas quadrilhas que se formavam de pequenos grupos constituídos por cerca de quarenta participantes que percorriam as ruas e se detinham frequentemente defronte de casas abastadas onde, ao som do apito do marcador, se exibiam de forma ruidosa e sem grandes preocupações relativamente à coreografia.

Em Braga, Ponte de Lima e outras localidades do Minho as suas gentes vivem as festas sãojoaninas com particular entusiasmo. E elas aí estão em todo o seu esplendor e grandiosidade!

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BRAGA: MILHARES DE FIÉIS FEREGRINARAM AO SAMEIRO

“A Igreja samaritana é aquela que multiplica os tempos de escuta, capa de ser artesã de encontros para lá da sua zona de conforto ou do seu perímetro habitual, capaz de diálogos e de abraços que testemunham a maternidade e a paternidade incondicionais de Deus. Uma Igreja que sabe existir não para condenar o mundo, mas para lhe dar o pão que exprime o amor sem limites”, homilia do Cardeal Tolentino, na Eucaristia de encerramento do Congresso Eucarístico

Fonte: Arquidiocese de Braga

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GRUPO FOLCLÓRICO DE SANTA MARTA DE PORTUZELO PARTICIPA HOJE NA MISSA DE ACÇÃO DE GRAÇAS PELAS BÊNÇÃOS QUE RECEBEU NOS 84 ANOS DE ATIVIDADE

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No âmbito das Comemorações do 84° aniversário do Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo, hoje, domingo, a Missa das 11 horas, na Igreja Paroquial de Sta Marta de Portuzelo, será de Acção de Graças pelas bençãos que este Grupo teve ao longo destes 84 anos de atividade.

Os cânticos litúrgicos desta Celebração serão entoados, como habitualmente, pelos componentes deste Grupo Folclórico.

Esta Missa será seguida de uma romagem de saudade por todos os componentes falecidos.

Parabéns ao Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo.

PADRE FONTES ESCONJURA O DEMÓNIO EM PONTE DE LIMA

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Padre Fontes encontra-se em Ponte de Lima a esconjurar o demónio através da tradicional queimada e esconjuro. A iniciativa conta com a presença de conceituados especialistas e insere-se nas Jornadas de Cultura Popular levadas a efeito pelo Centro de Interpretação do Território que visam debater e refletir sobre o vasto património cultural, englobando os temas da ruralidade, da tradição, do sagrado e do profano, os modos de vestir, a alimentação e o jogo do pau.

PONTE DE LIMA: PROCISSÃO DO CORPO DE DEUS FOI MANIFESTAÇÃO DE TESTEMUNHO DE FÉ! – FOTOS DE ABÍLIO COSTA

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Ponte de Lima é porventura uma das localidades do Minho e do país onde as celebrações do Corpo de Deus adquirem maior relêvo e onde a mesma perdura há vários séculos.

Como manda a tradição e sobretudo a recomendação do Código de Direito Canônico (cânone 944), “para testemunhar publicamente a adoração e a veneração para com a Santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo”, o povo saiu à rua em procissão e encheu as ruas da zona histórica de Ponte de Lima.

Os limianos viveram participaram com alegria e Fé. E, foram muitos os visitantes que uma vez mais afluíram a Ponte de Lima, fazendo desta vila uma terra de visita obrigatória.

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BRAGA: CONGRESSO NACIONAL É OPORTUNIDADE PARA VALORIZAR “TESOURO” DA EUCARISTIA – AFIRMOU D. IVO SCAPOLO

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Núncio apostólico presidiu à Missa da solenidade do Corpo de Deus

O núncio apostólico em Portugal afirmou hoje que o V Congresso Eucarístico Nacional (CEN) é uma oportunidade para valorizar este sacramento, um “tesouro” na vida dos católicos.

“O Congresso Eucarístico Nacional que se realizará nos próximos dias, mesmo aqui, em Braga, com a participação das delegações de todas as dioceses portuguesas, acompanhadas pelos seus bispos, será uma nova ocasião para entender e fazer tesouro deste grande dom que Deus quis conceder não só à Igreja, mas a toda a humanidade”, referiu D. Ivo Scapolo, na Missa da solenidade do Corpo de Deus, a que presidiu na Sé de Braga.

A cidade minhota vai acolher novamente, 100 anos depois da sua primeira edição, o V CEN, que se inicia esta sexta-feira, com o tema ‘Partilhar o Pão, alimentar a Esperança. «Reconheceram-n’O ao partir o Pão»’.

O representante diplomático do Papa em Portugal considerou que alguns católicos vivem com “superficialidade” a celebração da Eucaristia.

“A celebração da Santa Missa e a comunhão eucarística são momentos fundamentais na vida de um cristão. Às vezes, as pessoas não entendem que é o momento de real comunhão com Jesus, que pede para o seguirmos e imitarmos”, declarou D. Ivo Scapolo.

O arcebispo italiano lamentou que alguns “não sejam coerentes com o que aconteceu na celebração da Eucaristia”.

Além da superficialidade, o núncio apostólico alertou para a “rotina” que se instala na celebração da Eucaristia, vivida “com uma certa monotonia, porque faz parte do ritmo da própria vida pessoal, familiar e eclesial”.

Outra causa da falta de frutos eucarísticos é a ausência de coerência entre o que dizemos e fazemos, entre a postura que temos num ambiente eclesial e a conduta que temos num ambiente familiar, laboral e social”.

De acordo com a organização estão inscritas 1380 pessoas no V CEN, com representação de todas as dioceses de Portugal, e nele vão marcar presença quatro cardeais e 30 bispos, sendo esperadas dezenas de milhares de pessoas na Eucaristia de encerramento, no Santuário do Sameiro.

Na saudação inicial da Missa do Corpo de Deus, D. José Cordeiro, arcebispo de Braga, disse que este acontecimento eclesial “terá a sua expressão ainda mais visível naquilo que traduz o partilhar o Pão, o amor e a pura esperança”, reconhecendo nos outros “irmãos e irmãs, em Cristo Jesus”.

O arcebispo primaz saudou todos os participantes e peregrinos que acorrem a Braga, nestes dias, sejando que “a Eucaristia continue a ser a fonte e o centro de toda a vida da Igreja”.

  1. José Cordeiro recordou a inauguração da exposição ‘Pão vivo do Céu – Alimento dos Homens’, no Museu Pio XII,  mostrando peças que representam as três metrópoles – Braga, Lisboa e Évora.

Ao longo de três dias, a quinta edição do CEN conta com conferências, um painel com diversos testemunhos de movimentos eucarísticos, workshops sobre diversos temas, celebrações eucarísticas, Laudes e Vésperas, oração do Terço e ainda uma peregrinação a pé ao Sameiro.

O Papa Francisco enviou uma mensagem a propósito do V Congresso Eucarístico Nacional, desejando que seja um “passo em frente na vida da Igreja”.

O cardeal português José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e Educação, é o “enviado especial” de Francisco ao encontro.

A primeira edição do Congresso Eucarístico Nacional decorreu em 1924, em Braga, local que acolheu os dois encontros seguintes em 1974, no 50º aniversário do primeiro, e 1999, na preparação do Grande Jubileu do ano 2000; em 2016, realizou-se o IV CEN, em Fátima, no âmbito do Jubileu da Misericórdia e do Centenário das Aparições marianas na Cova da Iria.

Fonte e fotos: CB/LJ/OC / Agência Ecclesia

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O QUE SIGNIFICA A SOLENIDADE DE CORPO DE DEUS?

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Corpus Christi, também chamada de Solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo, Corpus Domini (expressão latina que significa Corpo de Cristo ou Corpo do Senhor), e generalizada em Portugal como Corpo de Deus, é uma comemoração litúrgica das igrejas Católica Apostólica Romana e Anglicana (esta última, até 1548) que ocorre na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma Festa de Guarda, em que a participação da Santa Missa é obrigatória, na forma estabelecida pela conferência episcopal do país respectivo.

Para os católicos apostólicos romanos, a procissão pelas vias públicas atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cânone 944), que determina ao bispo diocesano que a providencie "para testemunhar publicamente a adoração e a veneração para com a Santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo".

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XIII. O Papa Urbano IV, na época o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège, na Bélgica, teria recebido o segredo da freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon, que alegava ter tido visões de Cristo demonstrando desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque. Por volta de 1264, em Bolsena, cidade próxima a Orvieto (onde o já então Papa Urbano IV tinha sua corte), teria ocorrido o episódio chamado de Milagre de Bolsena, em que um sacerdote celebrante da Santa Missa, no momento de partir a Sagrada Hóstia, teria visto sair dela sangue, que empapou o corporal (pano onde se apoiam o cálice e a patena durante a Missa). O papa determinou que os objetos milagrosos fossem trazidos para Orvieto em grande procissão em 19 de junho de 1264, sendo recebidos solenemente por Sua Santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico de que se tem notícia. A festa de Corpus Christi foi oficialmente instituída por Urbano IV com a publicação da bula Transiturus em 8 de setembro de 1264, para ser celebrada na quinta-feira depois da oitava de Pentecostes.

Para um maior esplendor da solenidade, desejava Urbano IV um Ofício para ser cantado durante a celebração. O Ofício escolhido foi composto por São Tomás de Aquino, cujo título era Lauda Sion (Louva Sião). Este cântico permanece até a atualidade nas celebrações de Corpus Christi.

O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o papa morreu em seguida, menos de um mês depois da publicação da bula Transiturus. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia, na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma, é encontrada desde 1350.

A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: "Este é o Meu corpo... isto é o Meu sangue... fazei isto em memória de mim". Segundo Santo Agostinho, é um memorial de imenso benefício para os fiéis, deixado nas formas visíveis do pão e do vinho. Porque a Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o vinho sangue de Jesus Cristo, em toda Santa Missa, mesmo que esta transformação da matéria não seja visível.

Corpus Christi é celebrado 60 dias após a Páscoa, podendo cair, assim, entre as datas de 21 de maio e 24 de junho.

Em Portugal tradicionalmente é dia feriado. Entre 2013 e 2015, o feriado foi retirado, mas regressou em 2016.

Neste dia, em todas as 20 dioceses de Portugal fazem-se solenes procissões a partir da igreja catedral, tal como em muitas outras localidades, que são muito concorridas. Estas procissões atingem o seu esplendor máximo em Braga, Porto e Lisboa.

Ordenada por Dom Dinis, a festa do Corpus Christi começou a ser celebrada em 1282, embora haja referências à sua comemoração desde os tempos de Dom Afonso III. Em Portugal, a festa era antigamente celebrada com danças, folias e procissões em que o sagrado e o profano se misturavam. Representantes de várias profissões, carros alegóricos, diabos, a serpe, a coca, gigantones, ao som de gaitas de foles e outros instrumentos, desfilavam pelas ruas. Das danças dos ofícios, em Penafiel, ainda se celebram o baile dos ferreiros, o baile dos pedreiros e o baile das floreiras.  Esta celebração tem uma conotação muito forte no Minho, particularmente em Monção e em Ponte de Lima. Em Ponte de Lima, a tradição d´O Corpo de Deus perdura já há vários séculos.

O Corpo de Deus é celebrado no 60º dia após a Páscoa, ou mais correctamente na Quinta-feira que se segue ao Domingo da Santíssima Trindade (que, por sua vez, é o primeiro Domingo a seguir ao Pentecostes) seguindo a norma canônica. A diferença prende-se no fato de, no dia posterior ao feriado nacional, realizar-se uma celebração, própria e exclusiva da vila, tendo sido decretado desde 1977 feriado para todos os Limianos.

As celebrações do Corpo de Deus realizam-se durante todo o dia, sendo os Limianos presenteados com uma procissão da parte da manhã e outra da parte da tarde em volta da vila e uma missa para todos os habitantes do Concelho no próprio dia, sempre ao meio-dia, na Igreja Matriz. Em Braga, é também tradição, desde 1923, a presença maciça de Escuteiros do Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português, pois foi nessa procissão que os mesmos se apresentaram em público naquele ano.

Os tapetes de rua são uma tradição e manifestação artística popular realizada por fiéis da Igreja Católica, confeccionados para a passagem da procissão de Corpus Christi.

A tradição da confecção do tapete surgiu em Portugal e veio para o Brasil com os colonizadores. Os desenhos utilizados são variados, mas enfocam principalmente o tema Eucaristia.

Para confeccionar os tapetes são utilizados diversos tipos de materiais, tais como serragem colorida, borra de café, pedras, farinha, areia, flores e outros acessórios.

Fonte: Wikipédia

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PONTE DE LIMA VAI ACORDAR AMANHÃ COM AS RUAS COBERTAS DE TAPETES FLORIDOS

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As ruas do centro histórico de Ponte de Lima cobrem-se amanhã de tapetes floridos no dia da celebração do Corpo de Deus. A tradição de ornamentar as ruas para a procissão surge no início do século XVIII e, ano após ano, conta com o empenho e a devoção dos Limianos que, movidos pela fé, trabalham incansavelmente toda a noite, enchendo de cor e formosura as ruas que formam o itinerário da procissão. Para dar forma e cor aos desenhos, os moldes são enchidos com serrim, flores e ramos de arbustos, transformando as ruas em verdadeiras obras de arte que deslumbram os olhares dos visitantes.

PONTE DE LIMA: RUAS DO CENTRO HISTÓRICO VÃO COBRIR-SE DE TAPETES FLORIDOS PARA PASSAR A PROCISSÃO DE CORPO DE DEUS – 30 DE MAIO

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As ruas do centro histórico de Ponte de Lima cobrem-se de tapetes floridos no dia da celebração do Corpo de Deus. A tradição de ornamentar as ruas para a procissão surge no início do século XVIII e, ano após ano, conta com o empenho e a devoção dos Limianos que, movidos pela fé, trabalham incansavelmente toda a noite, enchendo de cor e formosura as ruas que formam o itinerário da procissão. Para dar forma e cor aos desenhos, os moldes são enchidos com serrim, flores e ramos de arbustos, transformando as ruas em verdadeiras obras de arte que deslumbram os olhares dos visitantes.