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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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O RIO LIMA E A VISÃO MÍTICA DO HADES

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  • Crónica de Carlos Gomes

Quando no ano 163 Antes de Cristo, as legiões romanas comandadas por Decimus Julius Brutus chegaram à margem esquerda do rio Lima, elas temeram atravessá-lo por acreditarem tratar-se do mítico rio do esquecimento e, ao transporem-no, esquecerem-se para sempre da sua pátria e de si mesmos. Tal superstição foi desfeita quando o tribuno romano atravessou o rio e, da outra margem, chamou todos os seus soldados pelo seu próprio nome.

PONTE DE LIMA RECONSTRÓI AÇUDE DO RIO LIMA - BLOGUE DO MINHO

O sítio escolhido pelas legiões romanas para atravessar o rio Lima foi naturalmente aquele que entretanto entenderam por mais adequado para construírem a ponte que liga as duas margens, um troço da qual veio a ser reconstruído ao tempo do rei D. Pedro I em virtude de ter sido derrubado pelas fortes correntes.

Foi também o local onde mais tarde veio a nascer a vila de Ponte de Lima – no sítio exacto onde a ponte que servia a estrada militar via XIX que constava do Itinerário de Antonino e que ligava Bracara Augusta (Braga a Astúrica Augusta (Astorga), passando por Lugo e Tui, se cruza com o rio como duas importantes vias de comunicação à época! – e em relação ao qual os romanos baptizaram por Lethes, numa clara alusão ao mítico Lethes, um dos quatro rios que na mitologia grega banhava o Hades, representando a passagem da vida para a morte através de uma barca conduzida por Caronte.

A travessia era paga e, a comprová-lo, as moedas encontradas em muitas sepulturas romanas, colocadas na boca do defunto para garantir o seu pagamento.

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Interpretação do século XIX da travessia do rio Lethes por Caronte, por Alexander Litovchenko.

 

Segundo a mitologia grega, o rio Lethes era um dos quatro rios que banhava o Hades. A passagem da vida para a morte constituía a travessia feita do rio Lethes – o rio do esquecimento – através de uma barca conduzida por Caronte. Foi aliás, baseado nesta crença que Gil Vicente escreveu os seus autos, mormente o Auto da Barca do Inferno.

Também Dante, na Divina Comédia, na segunda parte da obra dedicada ao Purgatório, descreve o Lethes como um rio de cujas águas os pecadores tinham de beber para apagarem da memória os seus pecados cometidos e, desse modo, entrarem no Paraíso.

Porém, uma das mais conhecidas descrições do Hades e, consequentemente do rio Lethes constitui a versão apresentada pelo poeta épico Homero na Ilíada e na Odisseia.

Como é sabido, os romanos assimilaram a cultura dos gregos, atribuindo novas denominações às suas divindades. Na Grécia antiga, Lethes significava literalmente “esquecimento”, constituindo um dos cinco rios que banhavam o Hades. Os demais eram o Aqueronte (rio da dor), Cocito (lamento), Flegetonte (fogo) e Estige (invulnerabilidade), os quais faziam a fronteira entre os mundos superiores e inferiores. Lete é também uma das náiades, filha da deusa Eris, senhora da discórdia, irmã de Algea, Limos, Horcos e Ponos.

A origem etimológica da palavra Inferno provém do latim infernum ou inferus e que significa literalmente “profundezas”, “lugares baixos”, aludindo a um local de sepultura. O equivalente ao termo hebraico sheol, não existindo nela qualquer indicação de local de fogo e tormento a que os maus estavam condenados. Aliás, tal ideia só veio a ser concebida por associação com a Geena – o vale de Hinom, fora das muralhas de Jerusalém – que era usado como lixeira e onde também eram lançados os cadáveres de pessoas consideradas indignas, sendo utilizado o enxofre para manter o fogo aceso e queimar o lixo. De resto, o termo Geena ocorre doze vezes nas Escrituras Sagradas, tendo Jesus usado o vale de Hinom para representar a destruição eterna.

Em Lucas (12:5), o evangelista refere-se à Geena com as seguintes palavras: “Mas, eu vos indicarei quem é para temer: Temei aquele que, depois de matar, tem autoridade para lançar na Geena. Sim, eu vos digo temei a Este”. E assim surgiu o Inferno como um local de padecimento!

Para trás ficou – qual rio do Esquecimento! – a crença no mítico rio Lethes que, séculos após a chegada das legiões romanas, passou a ser local de atravessamento de milhares de peregrinos, através da ponte que os romanos ali ergueram, com destino a Compostela para ali venerarem o apóstolo São Tiago Maior que, depois de ter andado pelo Minho – Braga, Guimarães e Rates – a tentar converter os pagãos, veio mais tarde segundo a tradição cristã a ser sepultado no local onde entretanto foi erguida a monumental catedral na Galiza.

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António Feijó

 

Também designado de Belion e pelo historiador e geógrafo grego Estrabão identificado como o mítico Lethes, o rio Lima continua a ser cantado pelos poetas, tendo em António Feijó porventura um dos seus maiores bardos:

 

Nasci á beira do Rio Lima,

Rio saudoso, todo crystal;

D'ahi a angustia que me victima,

D'ahi deriva todo o meu mal.

 

É que nas terras que tenho visto,

por toda a parte por onde andei,

Nunca achei nada mais imprevisto,

Terra mais linda nunca encontrei.

 

São águas claras sempre cantando,

Verdes colinas, alvôr d'areia,

Brancas ermidas, fontes chorando

Na tremulina da lua - cheia...

JORNAL INGLÊS “THE TELEGRAPH” DESTACA O MINHO NA SUA EDIÇÃO DO ...

PONTE DA BARCA: ONDE FICA O SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA PAZ QUE LEMBRA AS APARIÇÕES NO BARRAL?

O Santuário de Nossa Senhora da Paz é um santuário mariano localizado na freguesia de São João Batista de Vila Chã, no concelho de Ponte da Barca e distrito de Viana do Castelo. Este templo católico situa-se a cerca de 10 km de distância da sede do concelho, a vila de Ponte da Barca, e fica situado na entrada do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

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O Santuário de Nossa Senhora da Paz dá expressão ao pedido de Nossa Senhora, feito a 10 e 11 de maio de 1917 indicado ao pequeno Severino Alves: “Diz aos pastores do monte que rezem sempre o terço, que os homens e mulheres cantem a ESTRELA DO CÉU, e se apeguem comigo, que hei-de acudir ao mundo e aplacar a guerra”.

O Santuário de Nossa Senhora da Paz é um local de peregrinação cristã que faz memória dos acontecimentos que levaram à sua fundação, ou seja, as aparições de Nossa Senhora da Paz ao pastorinho Severino Alves. O acolhimento dos peregrinos e visitantes é elemento fundamental da missão deste santuário mariano, o qual conta com o apoio de diversos voluntários da freguesia deste mesmo Santuário.

O que aconteceu no Barral a 10 e 11 de maio de 1917?

O protagonista do caso foi um pobre pastorinho, de nome Severino Alves, de dez anos de idade, filho de uma pobre e virtuosa viúva, e irmão de mais outros seis, todos eles muito tementes a Deus. No dia 10 de maio de 1917, deviam ser oito horas da manhã, ia esse rapazinho a caminho do monte rezando o terço, como costumava fazer, quando numa ramada próxima da Ermida de Santa Marinha, sentiu um relâmpago que o impressionou. Dá mais alguns passos, atravessa um portelo e defronta uma Senhora, sentada, com as mãos postas, tendo o dedo maior da mão direita destacado, em determinada direção. O seu rosto era lindo como nenhum outro, toda Ela cheia de luz e esplendor, de maneira a confundir vista, cobrindo-lhe a cabeça um manto azul e o resto do corpo um vestido branco. Logo que o pequeno vidente a viu, caiu para o lado surpreendido com tal acontecimento. Readquirindo ânimo, levantou-se, e exclamou: “Jesus Cristo!”. Nesse mesmo instante desapareceu a Visão. O pároco da localidade, que não parecia ser um espírito que facilmente se dominava por factos, que não parecessem credíveis, ouviu com atenção o rapazinho, não só atendendo á fama de bem comportado, que gozava na localidade, mas atendendo à sinceridade e à precisão com que relatou tudo o que viu. O pároco aconselhou-o, finalmente, a que voltasse ao lugar da Aparição e pedisse a essa Visão que o informasse quem era. No dia seguinte ao da primeira Aparição, dia 11 de maio de 1917, uma sexta-feira, deviam ser também oito horas da manhã, pois ia soltar as ovelhas e os carneiros a fim de os levar para o monte, sem que sentisse relâmpago algum, quando atravessava o portelo, deparou-se com a mesma Senhora, que estava sentada no mesmo sítio do dia anterior. Nesse dia, 11 de maio, Severino foi ao local, à mesma hora, mas já preparado pelo seu pároco, a quem logo terá contado do sucedido. Ao ver de novo a dita senhora, ajoelhou-se e disse: “Quem falou ontem fale hoje”. Perante a firmeza da frase, “a Aparição com uma voz que era um misto de rir e cantar, diferente do falar de todos os mortais que tem visto, tranquilizou-o dizendo-lhe: ‘Não te assustes. Sou Eu, menino.' E acrescentou: ‘Diz aos pastores do monte que rezem sempre o terço, e que os homens e mulheres cantem a Estrela do Céu. E as Mães que têm filhos lá fora, que rezem o terço, cantem a Estrela do Céu e se apeguem comigo, que hei-de acudir ao Mundo e aplacar a guerra'”.Depois de dizer o que fica escrito, sem que a criança tivesse mais tempo para formular uma resposta além de: “Sim, Senhora”, a Visão, olhando para uma ramada, acrescentou: “Que gomos tão lindos, que cachos tão bonitos!”. Mal o pastorinho tinha olhado para a ramada, voltando a cabeça, já a Visão tinha desaparecido. O privilegiado vidente foi imediatamente avisar do acontecido às mães dos filhos da localidade que estavam no exército. A comoção do pequeno teria sido tamanha que depois destes factos, nunca mais quis voltar sozinho ao sítio da Aparição. Às perguntas feitas, o rapazinho respondia sempre da mesma forma: “Se quiserem acreditar, que acreditem, se não quiserem que não acreditem”, e acrescentava: “Eu fiz a minha obrigação, avisando como me mandaram”.

De 1917 até ao Cinquentenário das Aparições (1967)

As primeiras multidões de devotos dirigem-se a partir do momento em que o relato chega aos jornais A Ordem (Porto - 9 de junho de 1917) e Echos do Minho (Braga - 17 de junho de 1917), muito antes de serem publicadas as primeiras notícias sobre as aparições de Fátima.

"No Barral, as pessoas, de forma muito zelosa, mantiveram-se fiéis e cumpriram as orientações do senhor arcebispo primaz de Braga, que recomendava contenção, reserva e que aguardassem as orientações das autoridades eclesiásticas, e nunca tomaram a liberdade de colocar, sequer, à veneração popular uma imagem".

Após uma elevada afluência de peregrinos, apenas 50 anos depois da Aparição foi autorizada a colocação de uma imagem num nicho - no local das duas aparições. É ainda por esta altura, década de 1960, que é realizado um comunicado sobre as "Aparições do Barral", o qual é levado ao Congresso Mariano Internacional, por ocasião do Cinquentenário das Aparições de Fátima. É despertado, de novo, o interesse de muitos perante algo que ficara "esquecido".

São João Batista de Vila Chã (oficialmente, Vila Chã (São João Batista) foi uma freguesia portuguesa do concelho de Ponte da Barca, com 10,11 km² de área e 484 habitantes (2011). Densidade: 47,9 hab/km².

Foi uma das freguesias iniciais da terra medieval da Nóbrega, tendo vindo a beneficiar do foral manuelino a esta outorgado em Outubro de 1513. Anexou a antiga freguesia de Santa Marinha da Nóbrega, hoje lugar do Barral.

A freguesia de São João Batista seria extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na União das Freguesias de Vila Chã (São João Batista e Santiago).

Fonte: Wikipédia

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NOSSA SENHORA FEZ A SUA APARIÇÃO EM PONTE DA BARCA DOIS DIAS ANTES DE APARECER AOS PASTORINHOS NA COVA DA IRIA

O QUE ACONTECEU NO BARRAL A 10 E 11 DE MAIO DE 1917

O protagonista do caso foi um pobre pastorinho, de nome SEVERINO ALVES, de dez anos de idade, filho de uma pobre e virtuosa viúva, e irmão de mais outros seis, todos eles muito tementes a Deus.

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No dia 10 de maio de 1917, deviam ser oito horas da manhã, ia esse rapazinho a caminho do monte rezando o terço, como costumava fazer, quando numa ramada próxima da Ermida de Santa Marinha, sentiu um relâmpago que o impressionou.

Dá mais alguns passos, atravessa um portelo e defronta uma Senhora, sentada, com as mãos postas, tendo o dedo maior da mão direita destacado, em determinada direção. O seu rosto era lindo como nenhum outro, toda Ela cheia de luz e esplendor, de maneira a confundir vista, cobrindo-lhe a cabeça um manto azul e o resto do corpo um vestido branco.

Logo que o pequeno vidente a viu, caiu para o lado surpreendido com tal acontecimento.

Readquirindo ânimo, levantou-se, e exclamou: “Jesus Cristo!”. Nesse mesmo instante desapareceu a Visão.

O pároco da localidade, que não parecia ser um espírito que facilmente se dominava por factos, que não parecessem credíveis, ouviu com atenção o rapazinho, não só atendendo á fama de bem comportado, que gozava na localidade, mas atendendo à sinceridade e à precisão com que relatou tudo o que viu. O pároco aconselhou-o, finalmente, a que voltasse ao lugar da Aparição e pedisse a essa Visão que o informasse quem era.

No dia seguinte ao da primeira Aparição, dia 11 de maio de 1917, uma sexta-feira, deviam ser também oito horas da manhã, pois ia soltar as ovelhas e os carneiros a fim de os levar para o monte, sem que sentisse relâmpago algum, quando atravessava o portelo, deparou-se com a mesma Senhora, que estava sentada no mesmo sítio do dia anterior.

Nesse dia, 11 de maio de 1917, o rosto da Aparição desprendia-se em sorrisos. Quando a viu, o pastorinho caiu de joelhos e disse um pouco surpreendido (para não dizer assustado) o que o pároco lhe havia aconselhado: “Quem não falou ontem, que fale hoje”.

Então a Aparição com uma voz que era um misto de rir e cantar, diferente do falar de todos os mortais que tem visto, tranquilizou-o, dizendo-lhe: “Não te assustes, sou Eu, menino”. E acrescentou: “Diz aos pastores do monte que rezem sempre o terço, que os homens e mulheres cantem a ESTRELA DO CÉU, e se apeguem comigo, que hei-de acudir ao mundo e aplacar a guerra”.

Depois de dizer o que fica escrito, sem que a criança tivesse mais tempo que responder a tudo: “Sim, Senhora”, a Visão, olhando para uma ramada, acrescentou: “Que gomos tão lindos, que cachos tão bonitos!”

Mal o rapazinho tinha olhado para a ramada, voltando a cabeça, já a Visão tinha desaparecido. O privilegiado Vidente foi imediatamente avisar do acontecido as mães dos filhos da localidade que estavam no exército. A comoção do pequeno teria sido tamanha que depois destes factos, nunca mais quis voltar sozinho ao sítio da Aparição.

Às perguntas feitas, o rapazinho respondia sempre da mesma maneira: “Se quiserem acreditar, que acreditem, se não quiserem que não acreditem”, e acrescentava: “Eu fiz a minha obrigação, avisando como me mandaram”.

Local da Aparição de Nossa Senhora da Paz.

Texto e fotos: Maria Vilas Boas / https://www.facebook.com/aparicoes.barral/

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SEMANA SANTA DE BRAGA 2020 SERÁ CELEBRADA A PARTIR DE CASA

Programa digital decorre entre os dias 5 e 12 de Abril

A Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa, a Arquidiocese de Braga e o Município de Braga prepararam um programa digital que permite que todos possam celebrar a Semana Santa de Braga 2020 a partir de casa, com um simples acesso à internet.

Semana Santa Braga 2020 - Assista a partir de casa

Para tal, foi criado um evento conjunto entre as três entidades na rede social Facebook que se inicia este Domingo de Ramos, dia 5 de Abril, e se prolonga até Domingo de Páscoa, dia 12.

Neste evento serão partilhados conteúdos que passam pela transmissão em directo das Eucaristias, repetição das transmissões das Procissão do ano transacto, estreia de novos episódios da série ´Santos da Casa´ e outros conteúdos informativos sobre as Procissões e a história da Semana Santa em Braga.

O evento pode ser acedido aqui: https://www.facebook.com/events/1588171118003985 

Proporcionar-se-á assim à comunidade uma oportunidade de vivenciar a Semana Santa de Braga de modo simbólico, mas efectivo. Longe do contacto directo, mas próximo pela lembrança e participação possível. Para que não se diga, ou pense, que este ano não há Semana Santa. Há, mas assinalada e vivida de forma diferente.

Repleta de tradições seculares, a Semana Santa de Braga é um dos momentos maiores na vida da Cidade e este ano, mesmo com as condicionantes derivadas da Pandemia de Covid-19, continuará a sê-lo.

"PORTA LARGA" DA MOURARIA: TABERNA DE VALENCIANOS EM LISBOA VIROU MESQUITA PARA A PRÁTICA DO CULTO ISLÂMICO

O BLOGUE DO MINHO publicou recentemente um artigo que dava conta da abertura de mesquitas nos bairros antigos de Lisboa em locais que foram velhas tabernas pertencentes a minhotos. Um desses estabelecimentos – outrora dedicado ao culto dionisíaco – que foi recentemente convertido à religião islâmica, situa-se em pleno bairro da Mouraria, alomerado urbano situado fora da cerca Fernandina por razões estratégicas.

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O referido estabelecimento – o “Porta Larga” que foi taberna e casa de pasto – foi criado em 1958 por José Luís, um valenciano da Freguesia de S. Julião, e situava-se na rua do Terreirinho, com os números de polícia 82 – 86. De um lado situava-se a taberna propriamente dita onde junto aos pipos de vinho podia-se jogar às cartas e ao dominó e, do outro lado separado por um guarda-vento, uma sala de refeições que, apesar de designada por “casa de pasto”, não consta que alguma vez tivesse servido forragem aos animais. Uma pequena passagem sob a escada do nº 84 do mesmo prédio ligava as duas partes do estabelecimento.

Em 1962, o proprietário cedeu o estabelecimento António Pereira Marinho, também conhecido por "Antónia da Porta Larga", outro valenciano, natural de Fontoura, o qual o manteve até quase aos nossos dias, enquanto José Luís foi abrir uma cervejaria situada em local próximo, na esquina da rua do Desterro com a rua Capitão Renato Baptista: a “Gruta do Desterro”.

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Entretanto, António Pereira Marinho, o seu último proprietário – pai do sr. Zé Marinho, também ele um valenciano embora já nascido em Lisboa e a quem devemos a gentileza desta informação e das fotos que publicamos – cessou a sua actividade comercial, tendo a velha taberna virado mesquita para a celebração do culto muçulmano. E tal utilização continuará a ser dada àquele local, pelo menos até à altura que será construída a nova mesquita…

Enquanto decorria tal conversão, o venerando sacerdote de Dionísos que até então celebrava o culto do vinho por detrás da ara do balcão como se de um altar se tratasse, servindo sucessivas rodadas de verdasco numa inebriante comunhão eucarística, retirava-se para a terra onde nasceu e onde ecoaram os primeiros gritos de guerra da Reconquista Cristã: Valença do Minho!

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TABERNAS DOS MINHOTOS EM LISBOA VIRAM MESQUITAS

As velhas tabernas de Lisboa onde outrora pontificaram minhotos e galegos, estão nos últimos tempos a serem transformadas em pequenas mesquitas para a celebração do culto muçulmano. Tal fenómeno ocorre sobretudo na zona da Mouraria onde se concentra a maior parte de imigrantes que praticam aquela religião e exercem a sua actividade comercial.

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Um pouco por todo o bairro típico proliferam as mesquitas ao lado de pequenos estabelecimentos comerciais e já se fazem sentir as rivalidades entre os vários grupos de imigrantes e as respectivas correntes do islão pelo domínio do território.

As tabernas lisboetas foram no passado pontos de encontro e convívio de gente simples que regressava do trabalho e ali punha a conversa em dia. Locais onde se formaram inúmeros grupos excursionistas e almoçaristas que por vezes deram origem a colectividades de cultura e recreio, muitas das quais ainda existentes.

Entretanto, o turismo que nos últimos anos tomou descontroladamente posse de Lisboa levou ao desaparecimento de muitos desses emblemáticos estabelecimentos para darem lugar a toda a sorte de imitações daquilo que existe nos países de proveniência dos turistas… e, agora, também de mesquitas que povoam perigosamente os já de si inseguros bairros antigos da capital!

Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa

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RELIGIOSIDADE POPULAR E RELIGIÃO CÍVICA

Desde o começo da sua existência, o Homem procurou sempre encontrar explicações para os fenómenos do mundo que o rodeia, desde a sua origem às alterações resultantes das ações climáticas e das estações do ano que interferem no ciclo de renascimento da natureza e dos vegetais, essencial à preservação da vida e à sobrevivência da comunidade humana. E, em todas as culturas, a explicação encontra-se na vontade dos deuses cuja ação criadora deve ser celebrada para assegurar a sua continuidade. E, desse modo, através do rito, o Homem participa na sua ação criadora, o mesmo é dizer perpetuando através da tradição o ciclo de perpétuo renascimento da vida.

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Carro alegórico da Maçonaria no desfile comemorativo do 1º aniversário da República

As festividades populares que chegam até nós, mormente as festas e romarias populares, têm a sua origem nas mais remotas crenças dos nossos ancestrais que nos foram transmitidas graças à sua preservação sob a forma de manutenção da tradição. Ao longo dos tempos, foram adquirindo novas formas, nomeadamente as que resultam da nossa conversão ao Cristianismo, mas ainda assim conservando a essência da sua celebração e o seu real significado. Quer isto dizer que as festas que o povo realiza aos seus padroeiros e santos venerandos constituem celebrações cujas raízes mergulham no que de mais profundo existe na razão humana.

Desde os finais do século XIX tem vindo a assistir-se à tentativa de sobrepor um novo tipo de celebrações, mais de caráter cívico, procurando de algum modo substituir as tradicionais festividades religiosas do povo e, desse modo, instituir uma “religião cívica”. Inserem-se nesse plano as festividades do “dia da árvore” e a comemoração de efemérides de caráter político geralmente estabelecidas como feriados oficiais como a data de atribuição da carta de foral ou a elevação de uma localidade a freguesia, vila ou cidade. Não raras as vezes, o empenho vai ao ponto de pretender-se substituir as datas festivas dos próprios feriados municipais cuja instituição tem na origem a mais profunda tradição popular.

Esta tentativa de falsificação vai ao ponto da invenção de novas letras e novas coreografias para o nosso folclore, numa clara manifestação de propaganda municipal e turística que nada tem a ver com as verdadeiras tradições locais mas antes com operações de marketing.

Em regra, a comemoração de tais efemérides não colhe a adesão do povo porque, na realidade, não passam de construções artificiais que nada têm a ver com a sua forma de encarar o mundo que o rodeia, resultando apenas de sucessos políticos que pouco o nada alteram o seu modo de vida. Não são as posturas municipais nem os decretos governamentais que vão suprimir a religiosidade do povo português. Este continuará sempre devoto aos seus santos padroeiros e a festejar os dias que lhes são consagrados, da mesma forma que os nossos ancestrais veneravam as mais misteriosas forças da natureza com a mais profunda veneração que devotavam aos deuses que as representavam.

As festividades locais devem sempre ter em consideração a religiosidade do povo e, por conseguinte, combinar a componente profana e cívica com a tradição cristã e a devoção popular. Sem a participação da Igreja ou seja, da comunidade cristã, com os seus andores e pendões e sobretudo a sua devoção, nenhuma festa assume um caráter verdadeiramente popular por mais importante que seja a efeméride que se pretenda celebrar.

Carlos Gomes in http://www.folclore-online.com/

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Funerais do almirante Cândido dos Reis e do médico Miguel Bombarda, a Loja Maçónica Liberdade no cortejo fúnebre

Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa

A COMEMORAÇÃO DO DIA DA ÁRVORE E DA FLORESTA: SUAS ORIGENS E SIGNIFICADO

O culto da árvore – atualmente celebrado como Dia da Árvore e da Floresta – no qual se insere a festa que lhe era dedicada constituiu uma das iniciativas que os republicanos fomentaram nos começos do século passado com vista à introdução na sociedade portuguesa de novos valores e símbolos com os quais procuraram substituir os valores tradicionais associados à Igreja Católica e ao Cristianismo em geral. Tratava-se, com efeito, de uma campanha de penetração ideológica nos meios rurais, promovida pela própria maçonaria, utilizando para esse meio os seus próprios órgãos de propaganda como era o caso do jornal “O Século Agrícola”, suplemento do jornal “O Século” dirigido por Magalhães Lima que, conforme o próprio título sugere, propunha-se promover a secularização da sociedade.

Tratava-se, com efeito, de criar uma nova liturgia, celebrado por altura do equinócio da Primavera, preconizando o retorno aos antigos ritos pagãos anteriores ao estabelecimento do Cristianismo em detrimento das celebrações da Páscoa e da Ressurreição de Jesus Cristo, crença essencial da fé cristã.

A “Festa da Árvore” realizou-se pela primeira vez no Seixal em 1907, por iniciativa da Liga Nacional de Instrução, tendo nos anos que se seguiram atingido especial visibilidade as que tiveram lugar na Amadora por iniciativa da Liga de Melhoramentos da Amadora, organização de inspiração republicana onde pontificava o escritor Delfim Guimarães.

De uma maneira geral, a realização da “festa da árvore” ocorreu nas localidades onde os republicanos dispunham de maior organização, sobretudo nas regiões mais a sul do país. Porém, é sabido que em Viana do Castelo também dispunham de uma certa influência, mantendo inclusive em funcionamento uma loja maçónica – a Loja Fraternidade – com mais de três dezenas de membros.

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A revista Ilustração Portugueza, de 30 de março de 1914, dá-nos conta da realização nesse ano da festa da árvore em Viana do Castelo, nos seguintes termos: “Em Viana do Castelo a festa da árvore teve o concurso de todas as autoridades civis e militares, escolas oficiais e particulares. No Campo da Agonia foram plantadas duas laranjeiras e duas cerejeiras tendo assistido imenso povo. Falaram o alferes sr. Alpedrinha e o sr. Dr. Rodrigo Abreu sendo o cortejo dirigido pelo capitão sr. Malheiro. As tropas da guarnição da cidade também tomaram parte n’essa encantadora cerimónia em que foi exaltado o culto da árvore que O Século Agrícola tanto tem propagandeado.

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A comemoração do Dia da Árvore manteve-se durante a vigência do Estado Novo, desprovida contudo da carga ideológica que inicialmente encerrava, tendo chegado até aos nossos dias como um ritual que se cumpre anualmente como um aceno à chegada da Primavera.

Não obstante o propósito original de tal iniciativa, a comemoração do Dia da Árvore e da Floresta, dirigida especialmente às crianças em idade escolar, veio cumprir uma função pedagógica e cívica, sensibilizando-os para a necessidade de preservação da floresta e do meio ambiente.

D. ANACLETO OLIVEIRA, BISPO DE VIANA DO CASTELO: EUTANÁSIA É “SINTOMA DE COMODISMO NA SOCIEDADE”

Questionado sobre o retorno do tema da eutanásia ao Parlamento, D. Anacleto Oliveira fala num "desafio" não só "para os católicos" mas "para os portugueses em geral".

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O bispo de Viana do Castelo, D. Anacleto Oliveira, considera que a eutanásia é "um sintoma de uma crise profunda" que a sociedade atravessa, "em que há uma falta de respeito pela vida humana em geral" e, em particular, pelas "pessoas que são um peso para a sociedade".

"É essa a questão de fundo e, portanto, [a eutanásia] é um sintoma de um certo comodismo que se vai apoderando da nossa sociedade e contra o qual nós devemos lutar", defendeu o bispo de Viana do Castelo esta terça-feira, em entrevista à Renascença.

Questionado sobre o retorno do tema da eutanásia ao debate público e ao Parlamento, D. Anacleto Oliveira defende que este é "um desafio" não só "naturalmente para os católicos" mas "para os portugueses em geral".

Quem, como e onde? O que propõem os partidos sobre eutanásia

"É um desafio que devemos aproveitar, para criar nas pessoas um respeito muito grande pela vida humana, não apenas em relação a este aspeto em concreto mas em geral", sustenta.

O debate e votação das quatro propostas de lei sobre eutanásia que estão atualmente no Parlamento decorre no próximo dia 20 de fevereiro e, da que forma que o atual hemiciclo é composto, espera-se que pelo menos uma seja aprovada. A votação final global será depois agendada, mas dificilmente se realizará antes de abril.

Face a isto, D. Anacleto Oliveira defende que "devemos lutar por esta frente comum" de respeito pela vida humana. "Repito: esta crise tem muitos sintomas e a questão da eutanásia é apenas um deles."

Aura Miguel / https://rr.sapo.pt/

CAMINHA FESTEJA AO SENHOR BOM JESUS DOS MAREANTES

Decorreram nos passados dias 26 e 27 de Dezembro em Caminha os tradicionais festejos em Honra do Senhor Bom Jesus dos Mareantes.

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Como manda a tradição, as festividades tiveram o seu começo com o tradicional meio dia de fogo e prosseguiram com a realização de uma missa solene. A Banda de Música de Ponte de Lima abrilhantou os festejos e acompanhou a procissão, tendo seguidamente realizado um concerto na Igreja Matriz. Teve também lugar a bênção das embarcações no Cais da Rua.

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Nesta igreja encontra-se a capela do Bom Jesus dos Mareantes, mandada construir em 1511 às expensas de alguns caminhenses. De acordo com a respectiva ficha patrimonial, possui um “Altar em talha dourada do século XVIII (1701), entalhado por Manuel Almeida de Barcelos e dourado por Manuel Fernandes de Oliveira. Inserido na Capela do Bom Jesus dos Mareantes, capela particular da confraria com o mesmo nome, apresenta actualmente apenas 4 esculturas de vulto, a saber: Ecce Homo (localmente conhecido como Senhor dos Mareantes) ou Senhor da Cana Verde, São Sebastião, São Pedro e Santo António”

O culto ao Bom Jesus dos Mareantes em Caminha esteve sempre a cargo da Confraria dos Mareantes cujas origens remontam à Idade Média.

Fotos: Município de Caminha

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NATALE SOLIS INVICTI OU O SOLSTÍCIO DO INVERNO

Todo o mundo cristão celebra por esta altura o nascimento de Jesus, não obstante desconhecerem-se quaisquer referências históricas ou bíblicas que mencionem a data em que tal acontecimento se verificou. Por conseguinte, o Natal é festejado a 25 de Dezembro ou a 7 de Janeiro de acordo com as tradições católica ou ortodoxa, em virtude da adoção dos calendários juliano ou gregoriano. Ora, é nesta ocasião que ocorre o solstício do inverno ou nascimento do sol, precisamente a altura em que os raios solares deixam de decrescer e passam de a aumentar, fazendo de novo crescer os dias em relação às noites.

Desde a mais remota antiguidade que o ser humano adorou o sol, deificando-o e atribuindo-lhe a primazia sobre as demais divindades. Tal sucedeu na Caldeia, na Palestina e no Egipto, aqui adorado sob o nome de Ra. Na antiga Pérsia e na Índia, o deus Sol era designado por Mitra tendo o seu culto dado origem ao mitraísmo que viria mais tarde a rivalizar com o cristianismo a sua influência no Império romano, acabando por vir a sucumbir com a sua queda e mais tarde acabando por desaparecer por completo com o avanço do islamismo na Pérsia. Antes, porém, o mitraísmo fora assimilado pelos gregos e espalhou-se por todo o Império romano. O deus Mitra era geralmente representado por um jovem com um boné frígio, túnica e manto sobre o ombro esquerdo. Esta religião era superiormente dirigida por um sumo pontífice a os seus sacerdotes ostentavam sobre a cabeça uma mitra. Curiosamente, trata-se do chapéu com que os bispos se apresentam quando envergam as vestes pontificais, tendo a sua origem na Pérsia e no Egipto, correspondendo ao turbante e por conseguinte aludindo à adoração de Mitra.

Não admira, pois, que ao culto solar tenha sido sobreposta a adoração ao menino Jesus, sendo-lhe atribuída a data do seu nascimento precisamente numa altura em que os romanos celebravam o natale solis invicti consagrado ao deus Sol, à semelhança do que se verifica com inúmeras festividades pagãs que foram de algum modo adaptadas e "convertidas" à crença cristã. Na mesma ocasião realizavam os romanos as saturnais ou saturnálias que, como o próprio nome indica, eram festividades consagradas a Saturno, trocavam de presentes e organizavam um banquete público, aspetos que de alguma forma podemos relacionar com as tradicionais "festas dos rapazes" em várias localidades de Trás-os-Montes. Aliás, o culto a Saturno chegou a ser muito difundido na Península Ibérica, tendo diversos escritores da antiguidade referindo-se à existência de santuários entre os quais se supõe ter havido um na Ínsua do rio Minho, um local onde atualmente as gentes locais vão em peregrinação ao Senhor Jesus dos Mareantes, fazendo festa rija em Agosto. Saturno era o deus protetor dos semeadores e das sementes, pelo que os romanos acreditavam que durante as saturnais regressava a abundância, assegurando a fertilidade durante essa época do ano.

Ainda em relação ao mitraísmo, também este possuía extraordinárias semelhanças com o cristianismo, entre as quais a crença no céu e no inferno, na ressurreição, nos pastores que tal como os reis magos ofereciam presentes, no dilúvio, na santificação do domingo, na prática da confissão e da comunhão e, finalmente, a própria celebração do 25 de Dezembro!

A celebração do nascimento de Jesus constitui atualmente uma festa que é vivida com grande intensidade pelo povo português e que, apesar da sua significação profundamente religiosa, também não escapa às regras de funcionamento de uma sociedade mercantilizada, virada cada vez mais para os interesses materiais em detrimento dos valores espirituais. Não obstante, as festividades da quadra natalícia encontram-se profundamente enraizadas no nosso folclore revelando-se através das mais diversas manifestações de cariz popular, na gastronomia, na música, nas lendas e de um modo geral em todos os aspetos que envolvem tais celebrações. Não obstante, temos principalmente nos últimos tempos vindo a constatar que tradições oriundas de outros países têm vindo a substituir alguns costumes genuínos do nosso povo, como sucede com a reverência ao "Pai Natal", agora destituído para dar lugar a S. Nicolau, quando outrora as festividades decorriam exclusivamente em torno do "menino Jesus". Da mesma forma que o tradicional presépio cedeu o lugar ao nórdico pinheiro de Natal enfeitado com flocos de neve, mesmo em locais onde jamais nevou...

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

DIOCESE DE SETÚBAL EVOCA O BARQUENSE FREI AGOSTINHO DA CRUZ

Frei Agostinho da Cruz: D. José Tolentino Mendonça profere conferência, em Setúbal, a 3 de janeiro

Numa organização da Diocese de Setúbal, através da Comissão para as comemorações do IV Centenário da Morte de Frei Agostinho da Cruz e dos 480 anos do seu nascimento, estará presente no próximo dia 3 de Janeiro de 2020, em Setúbal, o Cardeal D. José Tolentino Mendonça, a fim de proferir uma conferência sobre o frade e poeta arrábido.

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O encontro está marcado para as 17h00 no Salão Nobre da Câmara Municipal setubalense.

Acontecerá ainda um momento musical a cargo do Mediaevus Ensemble, agrupamento que apresentará alguns poemas do homenageado com melodias compostas pelos seus músicos e pelo compositor António Laertes.

A iniciativa tem o apoio da edilidade sadina.

A Comissão das Comemorações para o IV Centenário da morte de Frei Agostinho da Cruz

Fonte: https://diocese-setubal.pt/

ARROLAMENTO DOS BENS CULTUAIS DA FREGUESIA DE ARCOS DE VALDEVEZ

Entre 7 de Setembro e 5 de Dezembro de 1911, procedeu-se ao arrolamento dos bens cultuais da freguesia e concelho de Arcos de Valdevez, constando da Igreja Paroquial de São Salvador.

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Tratou-se de um procedimento imposto pela Comissão Jurisdicional dos Bens Cultuais, um organismo criado a seguir à implantação do regime republicano no ano anterior destinado à expropriação do património eclesiástico.

Refira-se que desde a reforma administrativa de 18 de Julho de 1835 foram criadas as juntas de paróquia para se destacarem da estrutura eclesiástica que remonta à Idade Média, muito embora os seus limites geográficos fossem coincidentes com esta. Com a Lei nº 621, de 23 de Junho de 1916, a estrutura civil das juntas de paróquia passaram a designar-se por juntas de freguesia – de filius ecclesiae – que, ironicamente, quer dizer “filho da Igreja”.

São designados por bens cultuais porque se destinavam ao culto, não devendo serem confundidos com “bens culturais”.

Fonte: ANTT

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