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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ESPOSENDE: LUÍS EIRAS MOSTRA-NOS EX-VOTOS NA IGREJA DE SANTO AMARO EM BELINHO

Designa-se por ex-votos algo oferecido aos deuses ou a um santo de nossa devoção, podendo traduzir-se numa grande variedade de objetos, desde que cumpram a sua função de forma de cumprimento do pagamento de uma promessa ou graça recebida. Perde-se nos tempos a origem de tais práticas, tendo sido assimiladas pelo cristianismo sobretudo a partir do século IV. Entre eles encontram-se representações em cera de membros do corpo humano aludindo a uma graça recebida.

Na igreja de Santo Amaro, em Belinho, no concelho de Esposende podemos contemplar muitos desses ex-votos, exemplares que testemunham a religiosidade popular das gentes da nossa região.

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Fotos: Luís Eiras / Esposende Altruísta

IGREJA CATÓLICA SUSPENDE CASAMENTOS, BAPTISMOS E CRISMAS

Covid-19: «Não permitamos sinais de desleixo», pede arcebispo de Braga

Jorge Ortiga apela a reflexão sobre a vivência da Quaresma, Semana Santa e Páscoa, após novo confinamento

O arcebispo de Braga apelou aos católicos da diocese para que sejam “cumpridores escrupulosos de tudo quanto é determinado” na sequência do novo confinamento em Portugal por causa da Covid-19, alertando para eventuais “sinais de desleixo”.

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Foto: Arquidiocese de Braga

“Consciente das responsabilidades que nos competem, convido a que não permitamos sinais de desleixo motivados pelo cansaço ou por nos parecer que as coisas poderiam funcionar de outro modo. Seremos cumpridores escrupulosos de tudo quanto nos é determinado”, escreve D. Jorge Ortiga, num documento publicado online.

A nova nota pastoral surge na sequência do novo confinamento em Portugal, que começa às 00h00 desta sexta-feira.

O arcebispo de Braga assinala que devem ser encontrados “processos para testemunhar proximidade com todos”, apesar das limitações à atividade presencial.

O novo confinamento, anunciado esta quarta-feira, permite a celebração de cerimónias religiosas, de acordo com as normas da Direção-Geral da Saúde (DGS), explicando que “as diferentes confissões já se organizaram” para que as celebrações “possam ocorrer de forma segura e sem perturbações”.

“Se teremos a possibilidade de participar nas Eucaristias, determino que evitemos outras celebrações que possam provocar ajuntamentos de pessoas fora do âmbito litúrgico”, explica D. Jorge Ortiga, indicando que casamentos e batizados “devem ser adiados” e os funerais “merecem um cuidado muito especial”.

O responsável sublinha que as celebrações, mesmo com restrições, “nunca devem estar privadas de sinais variados de presença do pároco e das comunidades”.

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) determinou esta quinta-feira a suspensão ou adiamento das celebrações de Batismos, Crismas e Matrimónios, face à “gravíssima situação” provocada pela pandemia, num comunicado do seu Conselho Permanente.

Na nota pastoral ‘Ser Igreja em tempo de pandemia’, o arcebispo de Braga pede também que se comece “já, a discernir, sinodalmente”, como vão realizar “a caminhada quaresmal e particularmente a celebração da Semana Santa, com a vivência pascal, também através do Compasso”.

“Poderemos não o celebrar com as tradições. Encontraremos modos de vivenciar a ressurreição de Cristo em ambiente festivo”, adianta.Jorge Ortiga recorda que a Arquidiocese de Braga tem um programa pastoral que “não pode ser esquecido” e afirma que querem “ser uma Igreja sinodal”, isto é, que caminham juntos, também nos “caminhos digitais” para que a comunhão “não esmoreça, mas se solidifique sempre mais” e incentiva as comunidades a “mostrar uma nova vitalidade” no confinamento.

CB/OC / Agência Ecclesia

CÂMARA DE AMARES PROCURA CLASSIFICAR PEREGRINAÇÃO DE NOSSA SENHORA DA ABADIA COMO INTERESSE MUNICIPAL

Depois de ter proposto a Laranja de Amares para ser classificada como património vegetal de interesse municipal, a Câmara Municipal de Amares vai levar, também, à próxima Assembleia Municipal uma proposta para reconhecer a Peregrinação de Nossa Senhora da Abadia como um evento cultural imaterial de relevância municipal, a fim de poder ser classificada como interesse municipal.

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“Este é um evento público concelhio muito específico, com cerca de 45 anos, que ultrapassa mesmo as marcas da religiosidade e se torna uma marca importante do concelho de Amares. Pela carga cultural que a peregrinação tem e ainda pelo que ela representa de entrega e partilha de um povo e de um concelho que ali se une imbuído do seu espirito de fé, mas também de mostra do seu espirito de comunidade, apresentámos uma proposta, já aprovada em reunião de câmara, para que a Peregrinação de Nossa Senhora da Abadia, fosse aprovada como evento cultural imaterial de relevância municipal, a fim de poder ser classificada como interesse municipal”, referiu o vice-presidente e vereador da Cultura do Município de Amares, Isidro Araújo.

Peregrinação reúne 24 freguesias anualmente

O Mosteiro de Nª Sª da Abadia, considerado, o mais antigo Santuário Mariano da Península Ibérica, é hoje centro de uma das mais simbólicas peregrinações do concelho de Amares e do Minho, que se realiza anualmente no último domingo do mês de maio. Esta peregrinação que parte da Igreja/ Mosteiro de Santa maria de Bouro e sobe a encosta da Abadia até ao Santuário, num percurso de cerca de quatro quilómetros, é realizada pelo arciprestado de Amares que ali coloca cada uma das vinte quatro freguesias do concelho numa representação de fé, transportando etapa a etapa o andor da Senhora da Abadia durante todo o percurso.

Foto: Arquidiocese de Braga

AS BRUXAS SÃO AS SACERDOTISAS DO PAGANISMO

Quais sacerdotisas dos ritos próprios do culto pagão, as chamadas bruxas desde sempre povoam o nosso imaginário, associado ao mal e representando figuras demoníacas que ao longo dos séculos foram inculcadas nas nossas mentes pela religião Cristã que entre nós viria a impor-se ao paganismo. Tal como a figura de Pã, deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores veio ao longo da Idade Média a ficar associada à do Diabo transfigurado na dama pé-de-cabra.

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Proveniente do latim paganus que significa literalmente camponês ou rústico, o paganismo constitui uma forma de expressão religiosa em íntima comunhão com os fenómenos da natureza e profundamente ligado às necessidades espirituais do indivíduo inserido no mundo rural. Prova evidente dessa realidade constitui as tradições que respeitam aos ritos do inverno e ao culto dos mortos, desde os peditórios de “Pão Por Deus” até à “Serração da Velha”, passando pela celebração do solstício de Inverno e o Entrudos, celebrações quase todas convertidas em celebrações cristãs como o Natal, como se de festividades pagãs não se tratassem a sua origem. O mesmo sucede com outras festividades como o Solstício de Verão, com os seus ritos associados ao fogo e transformados em festividades são-joaninas.

Existem entre nós vestígios de antigos santuários pagãos como a do deus Endovélico na região do Alandroal, registando a própria toponímia a sua ancestral influência como sucede com a serra do Larouco, proveniente do deus Laraucus.

Porém, no ano 312 deu-se a alegada conversão do Imperador Constantino ao Cristianismo e, a partir do ano 392, passou o paganismo a ser proibido no Império Romano e consequentemente reprimido e perseguido, sendo essas medidas agravadas com a pena de morte a partir de 435 para quem praticasse ritos envolvendo o sacrifício de animais. Não obstante, o paganismo continuou a praticar-se, de forma mais ou menos discreta, sobretudo entre as gentes que viviam no campo. E a conversão à nova religião trazida pelos invasores romanos não foi tarefa fácil, deparando-se com maiores dificuldades entre os povos de regiões com maior apego às mais ancestrais tradições como se verificou no Minho e em Trás-os-Montes.

Os antigos templos e santuários pagãos foram destruídos para em seu lugar serem erguidas igrejas, o mesmo sucedendo com as encruzilhadas dos caminhos rurais e outros locais de culto nas aldeias que deram lugar a cruzeiros e a pequenos nichos contendo retábulos com as “alminhas” do Purgatório que passaram espiritualmente a aterrorizar as mentes dos humildes camponeses, até então habituados a uma relação mais sadia com a natureza que os rodeavam. Os sacerdotes pagãos conferiram uma nova roupagem às festas pagãs, procurando por esse meio conferir-lhes um novo sentido.

Mas, ainda assim, a religiosidade pagã sobrevive ao lado da nova fé, traduzida na manutenção de velhas tradições como as máscaras transmontanas e as festas dos caretos, o entrudo e as fogueiras de S. João. E, mesmo no Minho onde aparentemente existe forte religiosidade cristã, o que se verifica realmente é uma verdadeira manifestação de exuberância que caracteriza o minhoto, mais não constituindo a festa cristã do que um pretexto para exteriorizar a sua alegria como uma forma de profunda comunhão com a vida e o meio que o rodeia, iluminada por magníficas girândolas de fogo-de-vistas que revelam o seu apego embora inconsciente a antigas práticas religiosas.

Devemos a tais práticas religiosas pagãs os nossos mais profundos conhecimentos de medicina popular no uso das mais variadas espécies botânicas, o saber da meteorologia baseado na observação constante dos fenómenos naturais e da própria astronomia transmitido de geração em geração através de axiomas, a riqueza da nossa gastronomia e um infinito universo de conhecimentos que fazem parte do rico património do nosso folclore.

Com o decorrer do tempo, as perseguições acentuaram-se, tornando-se mais implacáveis durante a Idade Média e sobretudo no período da Inquisição. As sacerdotisas do paganismo eram perseguidas sob a acusação de bruxaria, sempre associada a práticas identificadas com ritos satânicos e talentos que lhes permitiam voar sentadas em rudimentares vassouras…

Nos tempos que correm, tais feitos mais não passam de fantasias literárias e até antigos rituais ligados ao culto dos mortos foram pela sociedade de consumo transformados em motivos de diversão, tal como no passado foram associados ao mal. Mas, o certo é que as bruxas jamais deixaram de existir e o paganismo parece estar de volta!

MENSAGEM DE NATAL DE S. EMINÊNCIA REVERENDÍSSIMA, D. JORGE ORTIGA, ARCEBISPO PRIMAZ DE BRAGA

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Foto: Arquidiocese de Braga

RECUPERAR A AMABILIDADE

Este Natal passará à história como um Natal diferente. Sentimos tristeza por não fazer o que sempre fizemos. Não experimentámos os afectos habituais. Lamentamos o isolamento a que nos vemos obrigados. Parece que nos falta alguma coisa. Com tantos condicionalismos, devemos encontrar alguma coisa que mostre que o Natal não perdeu a sua beleza. Menos coisas exteriores, mas algo de novo a nascer para ficar.

Com esta intenção, recupero um pensamento da encíclica Fratelli tutti. O Papa afirmou que para construirmos uma fraternidade universal, através de uma amizade comprometida, teremos de recuperar a amabilidade. Recuperar a amabilidade porque se trata de uma atitude que resplandecia nas relações e que hoje, fruto de muitas situações, nomeadamente a pressa e o anonimato em que se vive, está a ficar esquecida e, quem sabe, para algumas pessoas a desaparecer. O Santo Padre defende o que deve caracterizar o relacionamento: não tolerar atitudes ásperas, rudes, duras mas também, de um modo positivo, cuidar dos comportamentos benignos, suaves, capazes de confortar e apoiar em todos os momentos.

Quando nos preocupamos com a amabilidade para com os outros, somos capazes de os ajudar para que a sua vida se torne mais serena, sempre mas sobretudo quando se encontram envolvidos por problemas, angústias, interrogações. Devemos ser capazes de ter amabilidade no trato, cuidado para não magoar com as palavras ou os gestos, aliviar os pesos que incomodam. Ao mesmo tempo, reconhecer que a amizade, toda ela mas sobretudo a familiar, “exige palavras de incentivo, que reconfortam, consolam, fortalecem, estimulam, angustiam, irritam, desprezam”. Pensando um pouco, não teremos de rever a nossa linguagem, o que é que comunicamos com as nossas palavras? Alegria? Tranquilidade? Serenidade? Tristeza? Sofrimento? Inquietações? Noites sem dormir? Feridas que marcarão para sempre a vida? Pensamos sempre no que dizemos e no modo como o fazemos?

Para que a amabilidade aconteça e resplandeça no quotidiano das nossas vidas, necessitamos de encontrar tempo e energias para nos demorarmos com os outros e tratar serenamente com eles. Sabemo-nos muito ansiosos e sem disponibilidade para pensar no próximo e vizinhos, temos muitas urgências na vida que não permitem a alegria de ajudar os outros a serem felizes. O Papa reconhece que, de vez em quando, “verifica-se o milagre de uma pessoa amável, que deixa de lado as suas preocupações e urgências para prestar atenção, oferecer um sorriso, dizer uma palavra de estímulo, possibilitar um espaço de escuta no meio de tanta indiferença.

A coragem de recuperar a amabilidade é tarefa para todas as relações sociais, a exigir uma verdadeira mudança do estilo de vida, mas encontra espaço de um modo especial na família. É aqui, em primeiro lugar, que teremos de ser amáveis, com tudo o que isto significa, uns para com os outros. Sugiro-o nesta noite de Natal, mas como apelo a comportamentos novos a extrair da anormalidade do que estamos a viver. Como atitudes concretas, o Santo Padre volta a lembrar a trilogia de palavras a usar nos contextos diferentes da vida mas com uma incidência especial no ambiente familiar. “Com licença”, “Desculpe”, “Obrigada”. Usando-as oportunamente daremos uma qualidade diferente aos nossos relacionamentos.

A nós que queremos caminhar juntos, aponto um lugar onde esta doutrina deve ser particularmente vivida. Somos família e a família deve ser trabalhada todos os dias. Não é suficiente juntar pessoas com um número grande ou pequeno. Ela existe quando vivemos intensamente o amor entre todos e o concretizamos através de pequenos gestos, alguns escondidos e outros bem visíveis em determinados momentos. Somos família de sangue mas também na Igreja que nos ensina e mostra que o baptismo nos uniu numa comunhão que deveremos experimentar sempre mais. Precisamos de estar juntos nas nossas igrejas. Mesmo fora delas, existe entre nós uma corrente que imana e nos torna único corpo. Ainda não acreditamos suficientemente nesta doutrina. Renovemos, também, neste natal, a certeza de estarmos interligados na fé, no amor e na esperança.

É nesta certeza que quero abraçar cada um, com muito afecto e carinho. Olho para as pessoas que se encontram sozinhas. Recordo os idosos que se encontram nos lares longe do ambiente familiar. Alargo o coração aos doentes nos nossos hospitais. Manifesto amor e estima a todos quantos trabalham, nestes dias e sempre, para garantir qualidade de vida: médicos, enfermeiros, operacionais da saúde, bombeiros, voluntários. Olho, com muito reconhecimento, para todas as IPSS, carregando com as direcções e trabalhadores a vontade de sacrificadamente servir mesmo à custa de noites sem dormir.

Uno-me, particularmente, a todos quantos se comprometem, abnegada e sacrificadamente, para que as nossas paróquias cresçam quotidianamente na lógica do amor e do testemunho do bom Samaritano. Aos sacerdotes e consagrados não receio em afirmar que quero bem a todos e a cada um. Aos seminaristas e a quem procura o sentido para a vida lembro que nada há melhor do que o Amor de Deus. A todos os empenhados nas paróquias, em qualquer área e sector, recordo que o caminho a percorrer é longo mas recompensador. Aos políticos, em qualquer serviço institucional, ofereço a vontade de caminharmos juntos para uma fraternidade onde os direitos são para todos.

Abraço, particularmente, os pobres, nos diversos rostos da pobreza, e asseguro que continuaremos a fazer o melhor para que vivam felizes. Sinto-me próximo de todos os reclusos na esperança de que aproveitem o tempo de prisão para estruturar uma verdadeira reintegração na sociedade. Asseguro um carinho especial aos sem abrigo a quem gostaria de oferecer a vontade séria de voltarem ao convívio com os seus. Estou com aqueles que não se puderam juntar aos seus para passar as festas juntos e asseguro-lhes que amanhã voltarão os encontros familiares.

A todos, sem excluir ninguém, católicos e não só, conhecidos ou desconhecidos, quantos vivem no território da Arquidiocese de Braga, digo: pertenceis à minha família. Vivo para vós. Aceitai a certeza do meu amor. Que o Deus Menino nos liberte da pandemia e conceda o dom de dias tranquilos e sem medos

† Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz

QUEM É D. JORGE ORTIGA – ARCEBISPO PRIMAZ DE BRAGA – MINHOTO NATURAL DE FAMALICÃO?

"Que eu seja digno da herança que recebo das figuras gloriosas que presidiram a esta nobre Arquidiocese de Braga".

  1. Jorge Ortiga nasceu a 5 de Março de 1944, na freguesia de Brufe, concelho de Vila Nova de Famalicão, filho de José Joaquim da Costa Ortiga e de Lucinda da Costa Ferreira. Com 11 anos, em Outubro de 1955, entrou no Seminário de Nossa Senhora da Conceição. Cinco anos depois, transitou para o Seminário de S. Tiago. Em 1963 ingressou no Seminário Conciliar, em Braga, onde veio a concluir o curso Teológico-Filosófico (1967).

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Foi ordenado presbítero no dia 9 de Julho de 1967, na igreja de Lousado (V. N. de Famalicão). No dia 16 celebrou Missa-Nova em Brufe, tendo sido esta a primeira eucaristia concelebrada na Arquidiocese de Braga, após a renovação litúrgica do Concílio Vaticano II.

Em 1967 foi nomeado coadjutor da paróquia de S. Victor, Braga, por D. Francisco Maria da Silva. Um ano depois, em Setembro, começou a frequentar o Curso de História Eclesiástica na Faculdade de História da Universidade Gregoriana, em Roma, concluindo a licenciatura a 10 de Outubro de 1970.

Frequentou, entre Outubro de 1970 e Maio de 1971, um curso de espiritualidade sacerdotal, em Grottaferrata, Roma, orientado pelo Instituto Mystici Corporis.

A 3 de Janeiro de 1988, foi ordenado bispo pelo Arcebispo Primaz de Braga, D. Eurico Dias Nogueira, na Cripta do Sameiro, escolhendo como lema episcopal a passagem do cap. 17 do Evangelho de S. João: “Ut unum sint” (Que todos sejam um).

A 5 de Junho de 1999, com 55 anos, foi tornada pública a sua nomeação para Arcebispo de Braga. Poucos dias depois, recebe o "Palium" de Metropolita das mãos do Papa João Paulo II, a 29 de Junho no Vaticano, tomando posse como Arcebispo a 18 de Julho na Sé Catedral de Braga.

Percurso antes do Episcopado

Entre Junho de 1971 e Setembro de 1973, trabalhou na Secretaria Arquiepiscopal. Colaborou ainda na Igreja dos Terceiros e foi professor de Introdução aos Estudos Históricos, História das Religiões e História da Igreja no Seminário Conciliar de Braga.

Foi nomeado Reitor da Igreja dos Congregados e Capelão da Irmandade de Nossa Senhora das Dores e Santa Ana, por D. Francisco Maria da Silva, em Outubro de 1973. Foi responsável pelo Secretariado Arquidiocesano das Vocações e fez parte do Conselho Presbiteral, inicialmente como representante dos sacerdotes novos e, mais tarde, como Vigário Episcopal, participando do Conselho Permanente. Orientou, também, diversos retiros destinados a sacerdotes.

A 24 de Novembro de 1981 foi nomeado Vigário Episcopal para o Clero, cargo para o qual foi reconfirmado a 1 de Outubro de 1985. Posteriormente, a 6 de Março de 1985, foi nomeado para integrar o Cabido Metropolitano e Primacial de Braga.

Actividades como Arcebispo e Bispo Auxiliar

  • Bispo titular de Nova Bárbara e auxiliar de Braga (1987-1999);
  • Presidente do Secretariado Geral do 40º Sínodo Diocesano Bracarense;
  • Coordenador do Secretariado Diocesano de Pastoral;
  • Presidente do Instituto de História e Arte Cristã (IHAC);
  • Presidente do Conselho de Administração do Instituto Diocesano de Apoio ao Clero (IDAC);
  • Arcebispo de Braga (desde 18 de Julho de 1999);
  • Membro do Senado Académico da Universidade do Minho;
  • Membro do Conselho Superior da Universidade Católica;
  • Presidente da Assembleia Geral da Associação “Dar as Mãos”;
  • A 21 de Maio de 2009, foi eleito Doutor “Honoris Causa” em Ciências Sociais pela Universidade Lusíada de Famalicão/Fundação Minerva;
  • Na Conferência Episcopal Portuguesa, presidiu à Comissão Episcopal da Doutrina da Fé e à Comissão Episcopal da Educação Cristã;
  • Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, a 4 de Abril de 2005, sucedendo a D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, tendo sido novamente eleito para um segundo mandato que compreendia o triénio 2008-2011;
  • A 18 de Fevereiro de 2011, recebeu, das mãos do Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo;
  • Vogal da Comissão Permanente da Conferência Episcopal nos triénios 2011/2014 e 2014/2017;
  • Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana nos triénios 2011/2014 e 2014/2017;
  • Delegado da CEP (Conferência Episcopal Portuguesa) na COMECE (Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia).

Enquanto Arcebispo teve como Bispos Auxiliares

  • Jacinto Botelho (Bispo Emérito de Lamego);
  • Antonino Dias (Bispo de Portalegre-Castelo Branco);
  • António Marto (Bispo de Leiria-Fátima);
  • António Santos (Bispo de Aveiro);
  • António Couto (Bispo de Lamego);
  • Manuel Linda (Bispo do Porto);
  • António Moiteiro (Bispo de Aveiro);
  • Francisco Senra Coelho (Arcebispo de Évora)
  • Actualmente, D. Nuno Almeida.

Fonte: https://www.diocese-braga.pt/

Foto: Agencia Ecclesia

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MENSAGEM DE NATAL DE S. EMINÊNCIA REVERENDÍSSIMA, D. JORGE ORTIGA, ARCEBISPO PRIMAZ DE BRAGA

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Foto: Arquidiocese de Braga

RECUPERAR A AMABILIDADE

Este Natal passará à história como um Natal diferente. Sentimos tristeza por não fazer o que sempre fizemos. Não experimentámos os afectos habituais. Lamentamos o isolamento a que nos vemos obrigados. Parece que nos falta alguma coisa. Com tantos condicionalismos, devemos encontrar alguma coisa que mostre que o Natal não perdeu a sua beleza. Menos coisas exteriores, mas algo de novo a nascer para ficar.

Com esta intenção, recupero um pensamento da encíclica Fratelli tutti. O Papa afirmou que para construirmos uma fraternidade universal, através de uma amizade comprometida, teremos de recuperar a amabilidade. Recuperar a amabilidade porque se trata de uma atitude que resplandecia nas relações e que hoje, fruto de muitas situações, nomeadamente a pressa e o anonimato em que se vive, está a ficar esquecida e, quem sabe, para algumas pessoas a desaparecer. O Santo Padre defende o que deve caracterizar o relacionamento: não tolerar atitudes ásperas, rudes, duras mas também, de um modo positivo, cuidar dos comportamentos benignos, suaves, capazes de confortar e apoiar em todos os momentos.

Quando nos preocupamos com a amabilidade para com os outros, somos capazes de os ajudar para que a sua vida se torne mais serena, sempre mas sobretudo quando se encontram envolvidos por problemas, angústias, interrogações. Devemos ser capazes de ter amabilidade no trato, cuidado para não magoar com as palavras ou os gestos, aliviar os pesos que incomodam. Ao mesmo tempo, reconhecer que a amizade, toda ela mas sobretudo a familiar, “exige palavras de incentivo, que reconfortam, consolam, fortalecem, estimulam, angustiam, irritam, desprezam”. Pensando um pouco, não teremos de rever a nossa linguagem, o que é que comunicamos com as nossas palavras? Alegria? Tranquilidade? Serenidade? Tristeza? Sofrimento? Inquietações? Noites sem dormir? Feridas que marcarão para sempre a vida? Pensamos sempre no que dizemos e no modo como o fazemos?

Para que a amabilidade aconteça e resplandeça no quotidiano das nossas vidas, necessitamos de encontrar tempo e energias para nos demorarmos com os outros e tratar serenamente com eles. Sabemo-nos muito ansiosos e sem disponibilidade para pensar no próximo e vizinhos, temos muitas urgências na vida que não permitem a alegria de ajudar os outros a serem felizes. O Papa reconhece que, de vez em quando, “verifica-se o milagre de uma pessoa amável, que deixa de lado as suas preocupações e urgências para prestar atenção, oferecer um sorriso, dizer uma palavra de estímulo, possibilitar um espaço de escuta no meio de tanta indiferença.

A coragem de recuperar a amabilidade é tarefa para todas as relações sociais, a exigir uma verdadeira mudança do estilo de vida, mas encontra espaço de um modo especial na família. É aqui, em primeiro lugar, que teremos de ser amáveis, com tudo o que isto significa, uns para com os outros. Sugiro-o nesta noite de Natal, mas como apelo a comportamentos novos a extrair da anormalidade do que estamos a viver. Como atitudes concretas, o Santo Padre volta a lembrar a trilogia de palavras a usar nos contextos diferentes da vida mas com uma incidência especial no ambiente familiar. “Com licença”, “Desculpe”, “Obrigada”. Usando-as oportunamente daremos uma qualidade diferente aos nossos relacionamentos.

A nós que queremos caminhar juntos, aponto um lugar onde esta doutrina deve ser particularmente vivida. Somos família e a família deve ser trabalhada todos os dias. Não é suficiente juntar pessoas com um número grande ou pequeno. Ela existe quando vivemos intensamente o amor entre todos e o concretizamos através de pequenos gestos, alguns escondidos e outros bem visíveis em determinados momentos. Somos família de sangue mas também na Igreja que nos ensina e mostra que o baptismo nos uniu numa comunhão que deveremos experimentar sempre mais. Precisamos de estar juntos nas nossas igrejas. Mesmo fora delas, existe entre nós uma corrente que imana e nos torna único corpo. Ainda não acreditamos suficientemente nesta doutrina. Renovemos, também, neste natal, a certeza de estarmos interligados na fé, no amor e na esperança.

É nesta certeza que quero abraçar cada um, com muito afecto e carinho. Olho para as pessoas que se encontram sozinhas. Recordo os idosos que se encontram nos lares longe do ambiente familiar. Alargo o coração aos doentes nos nossos hospitais. Manifesto amor e estima a todos quantos trabalham, nestes dias e sempre, para garantir qualidade de vida: médicos, enfermeiros, operacionais da saúde, bombeiros, voluntários. Olho, com muito reconhecimento, para todas as IPSS, carregando com as direcções e trabalhadores a vontade de sacrificadamente servir mesmo à custa de noites sem dormir.

Uno-me, particularmente, a todos quantos se comprometem, abnegada e sacrificadamente, para que as nossas paróquias cresçam quotidianamente na lógica do amor e do testemunho do bom Samaritano. Aos sacerdotes e consagrados não receio em afirmar que quero bem a todos e a cada um. Aos seminaristas e a quem procura o sentido para a vida lembro que nada há melhor do que o Amor de Deus. A todos os empenhados nas paróquias, em qualquer área e sector, recordo que o caminho a percorrer é longo mas recompensador. Aos políticos, em qualquer serviço institucional, ofereço a vontade de caminharmos juntos para uma fraternidade onde os direitos são para todos.

Abraço, particularmente, os pobres, nos diversos rostos da pobreza, e asseguro que continuaremos a fazer o melhor para que vivam felizes. Sinto-me próximo de todos os reclusos na esperança de que aproveitem o tempo de prisão para estruturar uma verdadeira reintegração na sociedade. Asseguro um carinho especial aos sem abrigo a quem gostaria de oferecer a vontade séria de voltarem ao convívio com os seus. Estou com aqueles que não se puderam juntar aos seus para passar as festas juntos e asseguro-lhes que amanhã voltarão os encontros familiares.

A todos, sem excluir ninguém, católicos e não só, conhecidos ou desconhecidos, quantos vivem no território da Arquidiocese de Braga, digo: pertenceis à minha família. Vivo para vós. Aceitai a certeza do meu amor. Que o Deus Menino nos liberte da pandemia e conceda o dom de dias tranquilos e sem medos

† Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz

CAMINHO BRAGA A SANTIAGO DECLARADO TRAÇADO OFICIAL DA PEREGRINAÇÃO EUROPEIA DE JOVENS

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi incluído pela Igreja no conjunto de nove “itinerários oficiais” da Peregrinação Europeia de Jovens a Santiago de Compostela, que decorre em agosto de 2021 no âmbito das celebrações do Ano Santo Jacobeu.

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A inclusão do traçado, que liga Braga a Santiago de Compostela, na distância de 240 quilómetros, foi confirmada esta quarta-feira, dia 16, pelo presidente da Associação Codeseda Viva: “O arcebispado de Compostela convidou-nos em novembro para colaborarmos na preparação da peregrinação”, explica o presidente da associação, Carlos de Barreira.

“Esta decisão é importante porque dá visibilidade europeia a este caminho, ao participar num encontro que tem muita repercussão internacional; e confirma a intenção da Igreja, com a qual temos uma muito boa relação, de continuar a potenciar este itinerário jacobeu”, adianta Carlos de Barreira.

A associação estudou as condições disponíveis no Caminho da Geira e dos Arrieiros e concluiu que o grupo terá o máximo de 200 peregrinos. Neste momento, está a delinear as etapas e a encontrar locais para  pernoitarem e tomarem as refeições, em colaboração com os municípios e a organização da Peregrinação Europeia de Jovens 2021.

O plano da peregrinação, ainda sujeito a ajustes, tem cinco etapas, na distância total de 100 quilómetros, e prevê partidas e chegadas em Ribadavia ou Berán, Feás, Soutelo de Montes, Codeseda, Pontevea e Santiago de Compostela. Naturalmente, o caminho poderá ser percorrido desde Braga por outros peregrinos, com objetivos similares ou diferentes, que não estejam integrados neste projeto.

Segundo a organização da Peregrinação Europeia de Jovens a Santiago 2021, “para chegar até ao túmulo do Apóstolo Santiago existem nove caminhos oficiais preparados para peregrinos”: Inglês, Francês, Norte, Primitivo, Via da Prata, Português, Variante Espiritual, Costa da Morte e o Caminho da Geira e dos Arrieiros. “Com o objetivo de não sobrecarregar os trajetos”, a organização “vai gerir todos os grupos participantes na peregrinação”.

"Jovem, levanta-te e sê testemunha. O Apóstolo Santiago espera-te” é o lema deste encontro, que  decorre de 4 a 8 de agosto, convocado por ocasião do Ano Santo Jacobeu 2021. Os peregrinos percorrem os caminhos de Santiago nos finais de julho e início de agosto, prevendo-se a chegada de milhares de jovens entre os dias 3 e 5.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja, em março de 2019, quando o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre "as condições de outros caminhos de peregrinação" e por isso "concede a Compostela" a quem o percorrer.

O itinerário foi também foi reconhecido, a 16 de novembro de 2020, pela associação Eixo Atlântico. “Os nossos especialistas e peritos indicaram que os itinerários do guia “Um Caminho de Futuro” estão reconhecidos e certificados. Por isso estão presentes”, explicou o secretário geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao, referindo que “a publicação tem por base elementos rigorosos aportados por peritos”.

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QUEM FOI O BARCELENSE D. ANTÓNIO BARROSO - MISSIONÁRIO EM ÁFRICA E BISPO DO PORTO?

António José de Sousa Barroso (Remelhe, Barcelos, 5 de Novembro de 1854 - Porto, 31 de Agosto de 1918) foi missionário em África, bispo de São Tomé de Meliapor e enfim bispo do Porto.

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Filho de José António de Sousa e de Eufrásia Rosa Barroso.

Aos 17 anos de idade vai estudar no seminário de Braga, e daqui transferido em 1873 para o Real Colégio das Missões Ultramarinas de Cernache do Bonjardim, onde se ordenou em 1879.

Foi missionário cientista em Angola e em Moçambique. O seu relatório de 1894, sobre o "Padroado de Portugal em África" patenteia o valor da sua acção como bispo missionário.

Em 1899, será bispo do Porto. Em 1911, quando foi dada a conhecer a «Pastoral do Episcopado Português», em que se afirma desacordo com alguma Legislação do Governo, reaviva-se a luta anticlerical. Os governadores civis proíbem a leitura dessa pastoral e, por desobediência a essa proibição, são presos dezenas de párocos. E o próprio bispo do Porto foi preso e levado, sob custódia, a Lisboa. Sempre afirmando a determinação apostólica, D. António Barroso conhecerá depois o exílio, de onde só voltará em 1914, e, antes de voltar a conhecer o exílio no 1917, refugia-se durante um longo período no Santuário de Nossa Senhora do Porto d'Ave, onde ainda hoje permanece o seu retrato a óleo numa parede da sacristia. Regressa ainda no mesmo ano à sua diocese, onde vem a falecer, nove meses mais tarde.

Foi sepultado no cemitério paroquial de Remelhe, Barcelos, tendo os seus restos mortais sido trasladados em 1927 para uma capela-monumento erigida no recinto. Em 17 de Novembro de 2019, os seus restos mortais foram transladados para a igreja paroquial de Remelhe, numa cerimónia presidida por D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga.

Foi impressa uma nota de 10 angolares de Angola com a sua imagem.

Encontra-se em curso a Causa da sua beatificação, promovida pela Diocese do Porto. Em 16 de Junho de 2017 foi proclamado Venerável, com a aprovação, pelo Papa Francisco, do decreto da Declaração das virtudes heróicas de D. António Barroso.

Em 20 de Outubro de 2019 foi inaugurada em Cernache do Bonjardim uma estátua a D. António Barroso.

Fonte: Wikipédia

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ORIGENS E SIGNIFICADO DA COROA DO ADVENTO

A Coroa do Advento constitui um dos símbolos da época do Natal a anunciar o nascimento do Messias. Nos domingos do Advento, considerado o primeiro tempo do Ano Litúrgico correspondendo às quatro semanas que antecedem o Natal, as quais surgem representadas nas quatro velas. A família reúne-se à sua volta para rezar e celebrar. Seguindo a sua liturgia, é acesa a vela que corresponde à respectiva semana, entoando cânticos e fazendo leitura de passagens da Bíblia alusivas ao Advento.

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As origens desta tradição remontam a antigos ritos colares praticados pelos povos europeus através dos quais celebravam o nascimento do Sol ou seja, o solstício de Dezembro, os quais vieram mais tarde a dar origem às saturnais romanas.

A sua forma circular representava precisamente a divindade solar que ocupava um lugar central em todos os ritos pagãos. Durante o inverso, os povos antigos acendiam enormes fogueiras que, simbolizando a luz e o calor em cujo regresso se depositavam as esperanças, aparece simbolizado nas velas que fazem parte dos rituais da nossa fé.

Com efeito, através do rito, os povos antigos celebravam a ação criadora dos Deuses, assegurando dessa forma a ininterrupção do ciclo da vida e da morte num perpétuo renascimento e conferindo ao ritual um cunho de magia.

Porém, partindo de tais costumes e tradições, os cristãos transmitiram a esses povos pagãos uma nova espiritualidade, levando-os a substituir as suas crenças ancestrais. E, desse modo, também a Coroa do Advento adquiriu uma nova simbologia e um novo significado.

Para o cristão, a infinidade do círculo representado na forma circular da Coroa do Advento representa o amor de Deus e a sua eternidade, bem assim como a aliança entre Deus e o Homem.

Os seus ramos verdes simbolizam a Esperança e a Vida na crença da Vida Eterna e da Ressurreição que constitui precisamente aquilo que distingue o verdadeiro cristão.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/