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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FALECEU O IRMÃO DOMINGOS BORLIDO DE MELO, OCD – ERA NATURAL DE PONTE DE LIMA

Ao início da noite deste sábado, 19 de Setembro de 2020, faleceu, em Avessadas, no Santuário do Menino Jesus, o Irmão Domingos, de 84 de idade. O único carmelita português não sacerdote era natural de Arcozelo, Ponte de Lima.

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Por volta dos vinte anos foi trabalhar como criado de servir na Quinta dos Galos, na Abelheira, Viana do Castelo. Nesta sua curta migração para Viana elegeu como sua igreja a de Nossa Senhora do Carmo, onde participava na Eucaristia e se confessava. Foi aqui que nasceu a sua vocação de carmelita descalço.

Entrou no noviciado da Ordem no recém-inaugurado Santuário do Menino Jesus de Praga, em Avessadas, Marco de Canavezes, no dia 16 de Agosto de 1964, e professou solenemente no dia 6 de Setembro de 1967, na Igreja do Carmo de Viana do Castelo.

Foi conventual de Braga em dois breves períodos, e por mais de quarenta anos, no Carmo de Viana. Ali, por vários anos, revelou os seus dotes de cozinheiro do Seminário. E não eram poucos! De facto, os alunos chegaram a ser mais de 120, sem contar os sacerdotes e os professores. E a todos, por dias a fio, encontrou sempre forma de dar de comer!

Depois de cozinheiro foi sacristão e hortelão, ofícios que desempenhou com zelo, até que as forças o abandonaram e aconselharam a repousar (à cerca de um ano) na Casa dos Doentes do Santuário do Menino Jesus.

Obrigado, Irmão Domingos. Que o Menino Jesus e a Senhora do Carmo que tanto amastes e tão bem servistes na terra te acolham no céu!

FALECEU D. ANACLETO OLIVEIRA, BISPO DE VIANA DO CASTELO

Faleceu hoje D. Anacleto Oliveira, bispo de Viana do Castelo, confirmou à Agência ECCLESIA o secretário e porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, padre Manuel Barbosa.

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Anacleto Oliveira morreu na sequência de um despiste de automóvel, na Autoestrada 2 (A2) perto de Almodôvar, que ocorreu ao fim da manhã de hoje.

De acordo com a Agência LUSA, fonte da GNR indicou que o óbito foi declarado no local e o corpo foi encaminhado para o serviço de Medicina Legal do hospital de Beja.

Numa nota de imprensa enviada à Agência ECCLESIA, a Diocese de Viana comunica o falecimento “de forma inesperada” do bispo diocesano e convida a uma “oração reforçada” e à “serenidade”.

“As circunstâncias excecionais que nos envolvem aconselham-nos, por isso, a uma oração reforçada, assim como à serenidade e tranquilidade próprias de quem coloca o seu coração no Senhor“, refere-se.Anacleto Oliveira nasceu a 17 de julho de 1949, na freguesia de Cortes, em Leiria, e foi ordenado sacerdote a 15 de agosto de 1970; após a ordenação, estudou Sagrada Escritura em Roma e na Alemanha, onde foi capelão de uma comunidade portuguesa durante 10 anos.

Nomeado bispo para auxiliar de Lisboa em 2005, a ordenação episcopal de D. Anacleto Oliveira decorreu no Santuário de Fátima no dia 24 de abril desse ano, presidida por D. Serafim Ferreira e Silva, então Bispo da Diocese de Leiria-Fátima.

No dia 11 de junho de 2010 D. Anacleto Oliveira foi nomeado bispo de Viana do Castelo, o quarto bispo da diocese criada pelo Papa Paulo VI em 1977.

Na Conferência Episcopal Portuguesa, o bispo de Viana do Castelo presidia atualmente à Comissão Episcopal Liturgia e Espiritualidade e à Comissão de Tradução da Bíblia para português a partir dos textos originais, que está em curso.

Este verão, D. Anacleto Oliveira assinalou no dia 14 de agosto os 10 anos de bispo de Viana do Castelo e 50 de ordenação sacerdotal.

Em declarações à Agência ECCLESIA por ocasião do jubileu sacerdotal, D. Anacleto Oliveira recordou o dia em que chegou a Viana do Castelo, a 15 de agosto de 2010, para onde foi “à aventura”.

“Estava um calor infernal nesse dia, vim para aqui às escuras, não conhecia o Minho nem procurei conhecer, apenas me informei o que era Viana do Castelo e vim à aventura”, lembra.

Dez anos depois o D. Anacleto dizia que se sente bem no Minho e, quando está fora, sente saudades e gosta da “maneira de ser minhota, extrovertida e brincalhona”.

“Eu sinto-me bem aqui e quando estou fora sinto saudades de Viana. É difícil não se enamorar por esta diocese, encontramos aqui pessoas tão boas e de quem recebemos muito e muitas lições, são pessoas muito abertas à mensagem que procuramos transmitir e isso é compensador para nós”, afirmou.

Texto: PR / Fotos: Agência Ecclesia

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Aproveitamos para recordar os votos natalícios que Sua Eminência, D. Anacleto Cordeiro Gonçalves de Oliveira, Bispo de Viana do Castelo, endereçou há dois anos aos leitores do BLOGUE DO MINHO por ocasião das celebrações natalícias.

“Caríssimo Carlos,

Obrigado pela oportunidade que me dá de lhe manifestar, a si e a todos os leitores do Blogue, os meus sentidos votos natalícios:

Que o Deus Menino a todos “aqueça” com o seu carinhoso amor e ilumine com aquela luz que nos permite ver para além de nós próprios e das aparências: Ele que, deitado na manjedoura de Belém e envolto em fraldas, nos mostra o caminho para a verdadeira paz – a que nasce de uma solidariedade sem fronteiras, aquela de quem desce ao nível dos outros, independentemente da sua condição social, cultural ou religiosa!

Para todos um abraço caloroso.

Anacleto Oliveira”

VIANA DO CASTELO: NOSSA SENHORA DO MINHO VESTE O TRAJE DOMINGUEIRO DE LAVRADEIRA

Situado bem no alto da serra d’Arga situa-se o Santuário de Nossa Senhora do Minho, local onde se realiza uma das mais afamadas romarias da região. O acesso é feito por estrada estreita e perigosa, aconselhando-se a visita em dias de boas condições atmosféricas, podendo desfrutar-se da paisagem até terras distantes do concelho de Braga. O local constitui também habitat do garrano em estado selvagem.

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“Com uma Confraria com mais de 60 anos, a devoção a Nossa Senhora do Minho surgiu em 1945, mas a primeira peregrinação anual à Senhora do Minho, de acordo com o arquivo da confraria, efectuou-se no dia 31 de Maio de 1955.

Quando foi criada a Diocese de Viana do Castelo no dia 03 de Novembro de 1977, os primeiros Bispos – D. Júlio Tavares Rebimbas e D. Armindo Lopes Coelho – assumiram esta Confraria como Diocesana, chamando a si o projecto que aí se pretendia executar.

A primeira pedra do novo Santuário foi benzida em 1984 por D. Armindo Lopes Coelho, no “epicentro da Diocese”.

O dia 6 de Julho de 2008 fica gravado na memória, porque então ocorreu a dedicação (inauguração) do Templo dedicado à “Princesa do Minho”, Nossa Senhora.”

Fonte: Paróquia de Carreço

Fotos: Luís Eiras / Esposende Altruísta

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ARCOS DE VALDEVEZ: PAPA FRANCISCO CONCEDE INDULGÊNCIA PLENÁRIA AO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA PENEDA

O Santuário de Nossa Senhora da Peneda celebra 800 anos de culto mariano. Nesse âmbito, o Papa Francisco tomou a decisão de conceder indulgência plenária, de 5 de agosto até ao próximo dia 8 de setembro, aos fiéis cristãos que acorrerem, em peregrinação, ao Santuário de Nossa Senhora da Peneda, em Arcos de Valdevez.

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Os fiéis que se encontrem impedidos de peregrinar ao santuário mariano, por causa da idade avançada, por doença ou por outra causa grave, será, igualmente, concedida a Indulgência Plenária cumprindo assim que possível as três condições habituais, e se reunirem espiritualmente às celebrações deste aniversário.

O Santuário de Nossa Senhora Peneda está a celebrar 800 anos de culto este ano, e segundo a memória da aparição, a 5 de agosto de 1220 Nossa Senhora apareceu a uma pastorinha pedindo-lhe para construir uma ermida.

Assim, a Câmara Municipal apoiou a construção da Porta Jubilar, bem como o restauro de um espaço do Santuário, para aí conter uma área expositiva, que permite aos visitantes viajar no tempo e ficarem a conhecer os principais acontecimentos nestes 800 anos de existência.

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VILA VERDE: CASA DA TORRE DE SOUTELO EM 1940

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Vista parcial da fachada principal da casa, tirada do jardim, em 1940

 

Casa da Torre ou Solar da Torre, é um solar barroco construído no século XVIII com alguns elementos arquitetónicos típicos da Idade Média, como o caso da torre. Fica situada em Soutelo, no concelho de Vila Verde, no Distrito de Braga.

Pode ser também designado por "Centro de Espiritualidade e Cultura" pelos seus responsáveis por hoje ser um espaço de oração, de exercícios espirituais e de formação e sossego. Hoje pertence à Companhia de Jesus mas já foi antigo seminário dos Jesuítas.]

É uma casa rural, onde a utilização inicial era de residência. Implantada no Vale do Rio Cávado, próxima da Foz do Rio Homem é vedada por um muro alto e com portão de entrada de frontão curvilíneo, no qual ao centro está incrustado o brasão de Viscondes da Torre. A casa é composta por 3 corpos: torre, casa e capela. A torre tem 3 pisos e é o volume mais alto; a casa tem 2 pisos, onde o andar nobre mantém os tetos de madeira intactos e alguns armários de madeira embutidos, assim como algum soalho e uma sala apainelada. A capela que é o volume mais baixo tem a fachada principal virada para o exterior.

Na residência ainda se encontra o Pelourinho de Larim (padrão de soberania), onde os criminosos sofriam castigo físico, mas não a pena de morte.

No que remete à história da casa é datada no ano de 1743 invocando o crisma de Maria Josefa de Magalhães Feyo de Azevedo e inscrição a D. João da Silva Ferreira, bispo de Tânger na capela. Em 1758 a casa pertencia a Dr. Couto Magalhães. Por seguinte, era em 1847 representante da Casa da Torre o fidalgo da casa real e coronel de caçadores José Feyo de Magalhães Coutinho, primeiro Barão da Torre em 13 de Agosto desse mesmo ano e Visconde do mesmo título em 1870.

Por fim em 1950 o imóvel passou para os atuais proprietários, por legado da Viscondessa da Torre de nome D. Maria Cândida do Patrocínio Malheiro Reimão Teles Calheiros de Meneses e Sá (n. 15 de Abril 1859 – m. 2 de Maio 1947), viúva do segundo Visconde de nome Alberto Feio da Rocha Páris (n. 6 de Janeiro 1863 – m. 25 de Junho 1912). No mesmo ano há a remodelação da casa da Torre e a construção do edifício do Instituto Missionário da Companhia de Jesus acossado ao solar.

Fonte: Wikipédia

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Pormenor do portão principal que dá acesso à entrada da propriedade.

 

Arquitectura residencial, barroca e rococó e religiosa do período do Estado Novo.

Quinta com solar barroco do tipo casa-torre, composto por dois corpos, um deles correspondendo à torre, com capela adossada, em eixo, de planta longitudinal e grande edifício do Estado Novo, correspondendo ao antigo noviciado, hoje ocupado pelo Centro de Espiritualidade e Cultura, de planta irregular, com vários corpos formando duas alas, uma com claustro e outra com pátio interior.

Este núcleo de construção mais recente integra no seu interior uma igreja de planta longitudinal com capela-mor semicircular e duas pequenas capelas. Solar com fachada principal precedida por grande escadaria de acesso ao segundo piso, que corresponde ao piso nobre, rasgada neste registo por janelas de sacada encimadas por cornijas rectas e ao centro portal encimado pela pedra de armas. Torre rasgada por janelas, na fachada principal de sacada, com remate em merlões e trapeiras de faces em granito. Capela com fachada principal virada ao exterior, rematada por frontão triangular, com escadaria a preceder o portal principal, em verga recta, encimado por fresta de arejamento e frontão de volutas, interrompido por pedra de armas.

Edifício do Centro de Espiritualidade e Cultura com fachada principal perpendicular à do solar, com pedra de armas junto ao remate. Toda a decoração é bastante rectilínea, nomeadamente os vãos, alguns constituídos por altos arcos quebrados de inspiração revivalista neogótica, os pináculos, as pedras de armas, a sineira e a grande chaminé. Alguns panos são em cantaria de granito, entre outros pintados de branco, acentuando a verticalidade e geometria das fachadas. Alguma fenestração apresenta sequência de cachorros a suportar as sacadas ou os parapeitos, seguindo algumas vezes o alinhamento de três vãos dispostos horizontalmente.

Este tipo de linguagem decorativa assemelha-se bastante quer à usada na arquitectura residencial, quer à usada na administrativa e judicial, este último caso notório no escudo jesuíta da fachada lateral, muito semelhante aos utilizados nos edifícios públicos. Claustro com arcaria plena, nos ângulos com cruzes de malta vazadas, mantendo a mesma linguagem geometrizante. Interior do solar piso nobre com corredor central de distribuição para as diversas salas, algumas intercomunicantes, com tectos de madeira, em masseira e planos. Capela de decoração rococó com cobertura em abóbada de berço, balaustrada do coro-alto, sanefas e guarda do púlpito em madeira com filetes dourados, as últimas com decoração exuberante de concheados. Retábulo-mor também rococó, em talha policroma, com formas ondulantes e decoração fitomórfica e concheados.

Edifício do Centro de Espiritualidade e Cultura com escadaria principal de comunicação com salas de estar e retiro e quartos, com pavimentos em madeira e tijoleira e tectos de estuque. Igreja ampla, com cobertura de betão, ritmada por arcos abatidos, com coro-alto também de betão. Apresenta linguagem decorativa simples, pontuada apenas pela monumentalidade e cor dos enormes vitrais emoldurados por arcos quebrados e pelo grande baldaquino da capela-mor, de linguagem moderna, recorrendo ao uso dos arcos quebrados, patente na arcaria de suporte, ritmada por imaginária pétrea. Capela de São José com recurso também aos arcos quebrados, usados a emoldurar o portal, na parede testeira, nos vitrais e nos nichos com imaginária.

Na quinta encontram-se ainda dependências agrícolas compostas por eira, sequeiro, espigueiro e tanque. Portal principal da quinta, monumental de enorme riqueza e exuberância decorativa, com alguns pináculos de inspiração vegetalista, semelhantes ao trabalho escultórico de Nasoni.

Capela do solar com escadaria protegida por guarda plena com decoração relevada simulando grade de ferro cruzada. No interior do solar, no piso térreo conservam-se dois grandes arcos plenos, que marcavam a passagem entre os salões primitivos. O andar nobre mantém intactos os tectos de madeira e alguns armários de madeira embutidos. Guarda do púlpito com busto de olhos vendados, em alto relevo, possivelmente aludindo à Justiça.

O grande edifício do Centro de Espiritualidade e Cultura foi concebido em torno do antigo solar, não o anulando, com a preocupação de manter a sua traça original e procurando uma harmonia, através da simplicidade decorativa, do emprego de granito em contraste com o branco das fachadas, do recurso de cornijas rectas a encimar os vãos da fachada principal e na grande pedra de armas, à semelhança do que acontece no solar.

Fonte: SIPA

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Vista geral do pelourinho quinhentista de Larim ou de Vila Chã, implantado no jardim da Casa Torre, junto à fachada principal do edifício do Centro de Espiritualidade e Cultura de Soutelo, concelho de Vila Verde, distrito de Braga.

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Vista geral do relógio de sol nos jardins da propriedade.

CAMINHA: FESTA A SÃO JOÃO D'ARGA É UMA DAS MAIS GENUÍNAS ROMARIAS DE PORTUGAL!

A Romaria de S. João d’Arga, no concelho de Caminha, é provavelmente a mais genuína de todas as romarias do Minho e, quiçá, de Portugal inteiro. Quem nunca subiu a penedia daquele maciço montanhoso jamais esteve tão próximo de Deus e respirou tamanha beleza da criação divina. O Santuário de S. João d’Arga está para os cristãos – e em particular para os minhotos! – como Meca está para os muçulmanos.

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A mais de oitocentos metros de altitude, em pleno santuário da natureza, situa-se a capelinha do S. João d’Arga, rodeada de quarteis onde se alojam os peregrinos. E, em redor, num sublime hino ao Criador, a vida selvagem revela-se em todo o seu esplendor. Os garranos apascentam livremente nos planaltos agrestes da serrania e a vegetação respira o ar livre das impurezas da civilização humana.

A quebrar a tranquilidade e pacatez das gentes serranas, o S. João d’Arga chama os peregrinos que, de terras distantes, ali acorrem em devoção ou por simples atração pela folia. E, com eles, misturados nos ranchos de romeiros, lá vêm os tocadores de concertina que, durante a noite inteira, vão animar a festa com os seus cantares brejeiros a lembrar as cantigas medievais de escárnio e maldizer.

Aqueles que por fé sincera ali vão no cumprimento de uma promessa dão três voltas em redor da capela, findas as quais se dirigem ao seu interior para depositar uma esmola ao santo… e outra ao diabo! Assim convém para que este, ao longo do ano, não faça tantas diabruras…

Em regra, as promessas a S. João d’Arga têm a ver com pedidos de cura de verrugas, quistos, doenças de pele e infertilidade ou ainda ajuda para arranjarem casamento. De resto, como veremos, a devoção a S. João d’Arga revela cultos ancestrais ligados a ritos de fertilidade.

Pelo caminho, os romeiros passam junto ao “penedo do casamento” onde têm o costume de lançar uma pedra para que esta ali fique, no cimo dele, dependendo das tentativas feitas para o conseguir com êxito o tempo de espera para a concretização do desejo.

Não estão fáceis os tempos que correm. Apesar disso, o penedo “arranja testo para qualquer panela”. E, imbuídos de fé, os solteiros não desistem:

Ó meu Senhor S. João

Casai-me que bem podeis

Já tenho teias de aranha

Naquilo que bem sabeis

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Fotos: José Carlos R. Vieira

GENTES DA SERRA D'ARGA FESTEJAM S. JOÃO

A população da Serra d’Arga assinalou o dia de S. João com uma celebração eucarística ao ar livre.

Sem os trajes tradicionais, nem procissões e cumprindo todas as regras emanadas pela Direção Geral de Saúde, foi possível lembrar da data de nascimento do santo que dá nome à romaria de S. João d’Arga, com a mesma devoção mas de uma forma diferente do habitual.

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ARTISTA VIANENSE JOSÉ PASSOS OFERECE PINTURA AO HOSPITAL DE VIANA DO CASTELO

Foi ontem inaugurada na Capela da Unidade Local Saúde Alto Minho (ULSAM) uma pintura óleo sobre tela, representando São João Paulo II, padroeiro da Capelania daquela unidade hospitalar, da autoria do artista vianense José Passos. A cerimónia contou com a presença do Padre Fábio Carvalho.

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Na imagem, o Padre Fábio Carvalho e o Designer José Artur Rodrigues Passos

 

Refira-se que 2020 é o ano do centenário do nascimento de São João Paulo II.

José Artur Rodrigues Passos de seu nome completo, nasceu em 1969, na freguesia de Monserrate, em Viana do Castelo, e é funcionário desde há 20 anos naquele estabelecimento hospitalar, outrora designado por Hospital de Santa Luzia.

Licenciado em Design do Produto, o autor destas e outras obras, desde cedo demonstrou o gosto pelo desenho e pela pintura. Qualquer folha de papel em branco era preenchida pelo o que se lhe passava na alma.

Aqui retrata sobretudo um olhar do designer sobre o religioso, temática que sempre o fascinou.

LANÇADA PETIÇÃO EM DEFESA DO “TRAÇADO ORIGINAL” DO CAMINHO BRAGA-SANTIAGO

Uma petição em defesa do “traçado original” do caminho jacobeu que liga Braga a Santiago de Compostela, apresentado há três anos pela Associação Jacobeia do Caminho Minhoto Ribeiro (AJCMR), regista este sábado 140 assinaturas, apenas dois dias após ter sido lançada.

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O texto publicado na plataforma online Petição Pública, intitulado “Caminho de Santiago desde Braga e por Berán”, explica que o traçado, na distância de 240 quilómetros, foi apresentado em Braga, a 1 de abril de 2017 pela AJCMR, com sede na Galiza.

O itinerário, certificado pela Igreja a 28 de março de 2019, com o nome Caminho da Geira e dos Arrieiros, por ação de outra organização, a Associação Codeseda Viva (Galiza), prevê a passagem por Berán,  a “terra natal do projeto”.

“Acontece agora que uma terceira entidade pretende a homologação pelas autoridades espanholas de um traçado diferente que, entre outros aspetos, não prevê a passagem por Berán”, lamenta a AJCMR, que lançou a petição para “recolher a solidariedade da opinião pública, em particular dos peregrinos e das autoridades ligadas ao Minho e ao Caminho de Santiago”.

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O objetivo “é sensibilizar as entidades espanholas para o facto de ser desprovido de sentido o Caminho da Geira Minhoto Ribeiro/Caminho da Geira e dos Arrieiros não passar por Berán, por razões históricas documentadas e outros aspetos relevantes”, lê-se na petição.

A petição, dirigida às “autoridades civis e religiosas da Galiza”, está disponível através do link https://bit.ly/3fmhlhA. Nela, o presidente da AJCMR, Abdón Fernández Torres, apresenta o projeto que arrancou em outubro de 2009.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja no ano passado, quando o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre "as condições de outros caminhos de peregrinação" e por isso "concede a Compostela" a quem o percorrer. Está em curso o processo de homologação pelas entidades civis.

No ano passado foi percorrido por 367 peregrinos em 10 meses. A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada).

Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela (e, como tal, entraram nas estatísticas), a associação  Codeseda Viva considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.

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FALECEU A VIMARANENSE MARTA MENDES, RELIGIOSA DA ALIANÇA DE SANTA MARIA

A 17 de Maio, aos 35 anos de idade e na sequência de uma hemorragia cerebral ocorrida a 13 de Maio, faleceu a irmã Marta Mendes, religiosa da Aliança de Santa Maria, congregação com presença em Fátima desde há anos.

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Nascida em Guimarães, a 29 de Outubro de 1984, a irmã Marta pertencia à Congregação da Aliança de Santa Maria, desde o dia 1 de Janeiro de 2006, tendo professado os seus votos perpétuos a 21 de Novembro de 2015, em Fátima.

Licenciada em Ciências Religiosas pela Universidade Católica Portuguesa, a irmã Marta encontrava-se a terminar o mestrado em Discernimento Vocacional e Acompanhamento Espiritual na Escola de Formadores de Salamanca.

A maior parte do seu serviço à Igreja foi orientado para o trabalho pastoral juvenil e vocacional da sua congregação nas dioceses onde residiu, nomeadamente, Aveiro, Lisboa e Leiria-Fátima. Actualmente, era Mestra de Noviças e fazia parte do Governo-Geral da Aliança de Santa Maria.

“Damos graças a Deus pelo dom que a Irmã Marta foi para a sua família, para a nossa Congregação, para a Igreja e para tantos e tantas que com ela se cruzaram e foram tocados pela sua vida. Estamos certas de que o testemunho do seu amor a Deus, o Amado do seu coração, continuará a iluminar a nossa caminhada de fé”, testemunham as irmãs da Aliança de Santa Maria, que agradecem “todos os gestos de presença amiga e de conforto na fé que nos têm chegado e que também nos sustentam nesta hora”.

Fotografia enviada pela congregação ASM / Fonte: https://www.noticiasdefatima.pt/

ARTISTA VIANENSE JOSÉ PASSOS RETRATA COM ALMA MOTIVOS RELIGIOSOS E ETNOGRÁFICOS

José Artur Rodrigues Passos de seu nome completo, nasceu em 1969, na freguesia de Monserrate, em Viana do Castelo.

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Licenciado em Design do Produto, o autor destas e outras obras, desde cedo demonstrou o gosto pelo desenho e pela pintura. Qualquer folha de papel em branco era preenchida pelo o que se lhe passava na alma.

Aqui retrata sobretudo um olhar do designer sobre o religioso, temática que sempre o fascinou. Aliás, à semelhança da etnografia e tradições populares em geral, da qual a região de Viana do Castelo é bem rica e portadora de todo um espólio único e exclusivo.

Nas duas exposições que realizou pode sempre ler-se o mesmo lema: “ Entrem... porque as pinturas também falam! Escutem... porque as pinturas também se expressam! Vejam...porque um quadro é um espelho da nossa imagem interior”.

E nós aqui estamos para contemplar a obra magnífica de José Passos!

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REITOR DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA APELA AOS PEREGRINOS PARA NÃO SE DESLOCAREM ATÉ AO SANTUÁRIO

"Este é um momento doloroso: o Santuário existe para acolher os peregrinos e não o podermos fazer é motivo de grande tristeza"

12 e 13 de maio devem ser vividos em casa, num clima de oração

Pela primeira vez na sua história o Santuário de Fátima vai celebrar os dias 12 e 13 de maio sem peregrinos nos seus espaços, na sequência das decisões sanitárias impostas pelas autoridades por causa da pandemia provocada pela Covid-19.

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“Este é um momento doloroso: o Santuário existe para acolher os peregrinos e não o podermos fazer é motivo de grande tristeza; mas esta decisão é igualmente um ato de responsabilidade para com os peregrinos, defendendo a sua saúde e o seu bem-estar”, refere o reitor do Santuário de Fátima numa mensagem dirigida a todos os peregrinos.

"Tomar agora esta decisão dolorosa significa procurar criar condições para podermos retomar, o mais rapidamente possível, as peregrinações a este lugar”, sublinha.

O padre Carlos Cabecinhas deixa mesmo um apelo a todos quantos, ano após ano, se dirigem a Fátima, ou que este ano tinham a intenção de o fazer.

“Neste maio, pedimos-vos que não venhais nos dias 12 e 13, mas que façais esta peregrinação pelo coração e que acompanheis a transmissão das celebrações através dos meios de comunicação social, da internet e das redes sociais”, interpela o reitor.

As celebrações decorrerão no Recinto, que estará encerrado devido às regras sanitárias definidas pelo Governo no contexto da declaração do Estado de Calamidade pública, em articulação com a Conferência Episcopal Portuguesa e que impedem as celebrações religiosas com a presença de fiéis.

Para suprir esta impossibilidade de deslocação dos peregrinos à Cova da Iria, o reitor do Santuário desafia-os a fazerem um caminho espiritual a partir de uma proposta concreta de oração para cada dia, que pode ser encontrada no site do Santuário em www.fatima.pt e nas redes sociais do santuário, a partir desta segunda feira à tarde e, diariamente, até dia 13 de maio.

“Não podemos contar com a vossa presença física, mas gostaríamos de poder contar convosco. Porque não se peregrina só com os pés, mas também com o coração, propomos-vos que façais connosco uma peregrinação pelo coração: uma peregrinação por etapas, do dia 4 ao dia 13; uma peregrinação em que o caminho não é físico, mas interior”, afirma o padre Carlos Cabecinhas, desafiando os peregrinos a acenderem, todos os dias, nas janelas de suas casas, uma vela, um dos actos mais icónicos de Fátima.

“Que, em cada dia, cada um faça um momento de reflexão e oração, de acordo com as propostas que disponibilizaremos; e que, em cada noite, acenda à janela uma vela, até à procissão de velas do dia 12. Faremos, assim, uma bela procissão de velas, difundida por todos os lugares onde viveis e vos encontrais”.

Na mensagem o reitor cumprimenta ainda os vários grupos de peregrinos que tiveram de cancelar a peregrinação a Fátima neste mês de maio, cerca de três centenas e meia, de todo o mundo, incluindo muitos portugueses que se deslocariam a pé e que este ano não o poderão fazer.

“Quero saudar todos aqueles que, habitualmente, ano após ano, se fazem peregrinos de Fátima: sentimos a vossa falta! Mas estaremos unidos na oração comum. Saúdo igualmente todos aqueles que desejariam estar presentes, este ano, aqui no Santuário: rezaremos por todos vós!”

A mensagem termina com um apelo: “Rezemos à Senhora do Coração Imaculado – Nossa Senhora do Rosário de Fátima – pedindo também a intercessão dos Santos Pastorinhos, para que possamos voltar a reunir-nos, em breve, para celebrarmos com alegria a nossa fé e para rezarmos juntos, neste Santuário, por nós e pela humanidade inteira”.

As celebrações com a presença física de peregrinos na Cova da Iria, e em todas as igrejas portuguesas, só serão retomadas no próximo dia 30 de maio. Até lá, o Santuário irá retomar a sua atividade reabrindo já a partir desta segunda-feira os locais de culto, para visita e oração, mas sem celebrações comunitárias e sem a presença física de peregrinos. Também o edifício da Reitoria retomará a sua atividade com os horários habituais, tal como as unidades comerciais que recomeçarão a funcionar.

Os Espaços Museológicos abrem ao público a partir do próximo dia 19 de maio.

Para tornar os espaços do Santuário de Fátima acessíveis à visita dos peregrinos, a instituição adotou um conjunto de medidas de prevenção e de mitigação do risco de contágio, quer para os colaboradores quer para os peregrinos, que devem ser cumpridas na íntegra, como sejam o uso de máscara em espaços fechados, a lavagem frequente das mãos, a manutenção dos distanciamento físico e a monitorização dos acessos aos espaços fechados do Santuário como sejam Basílicas, Capelas e espaços comerciais.

Entre a tarde do dia 12, de tarde e o fim da manhã do dia 13, não será permitido o acesso dos peregrinos a qualquer espaço do Santuário.

Horários de abertura de lugares de culto

Basílica de Nossa Senhora do Rosário || 09h00 às 18h00 (encerra durante a missa das 11h00 e do Ângelus às 12h00)

Basílica da Santíssima Trindade || 10h00 às 18h00

Capela do Santíssimo Sacramento || 9h00 às 20h00

Capela da Reconciliação (com atendimento de confissões) || 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00

Mensagem do Pe. Carlos Cabecinhas: https://youtu.be/dKIC1vKDoAA

DIA DA MÃE: DAS ORIGENS PAGÃS AO CULTO CRISTÃO

Perde-se nos confins dos tempos a tradição de festejar o Dia da Mãe, tal como actualmente o designamos.

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Tais celebrações têm a sua origem em ancestrais ritos pagãos destinados a celebrar a fertilidade, associados ao advento da Primavera e, consequentemente, à perpectuação do ininterrupto ciclo de renascimento da vida após a morte. Através do rito, o Homem celebra a acção criadora dos deuses e assegura a sua continuidade como se de um acto de magia se tratasse.

Acredita-se que já na Grécia antiga, a chegada da Primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses. Segundo a Enciclopédia Britânica, “A adoração formal da mãe, com cerimônias para Cibele ou Rhea, a Grande Mãe dos Deuses, era realizada nos idos de março, em toda a Ásia Menor.”.

Ao longo dos séculos, tais celebrações foram-se transformando à medida em que surgiam novas crenças e, sobretudo, novas religiões se edificaram sobre os escombros das antigas. E, quase sempre, entrecruzando-se com sucessos históricos associados às nações onde tais celebrações eram praticadas.

Em Portugal, o Dia da Mãe foi até muito recentemente celebrado no dia 8 de Dezembro, Dia da Imaculada Conceição, coroada rainha de Portugal e festejada como sua padroeira, a quem devemos a bênção da Restauração da Independência de Portugal face ao jugo espanhol.

Actualmente o Dia da Mãe é comemorado no primeiro domingo de Maio – seguindo a tradição da celebração de Santa Maria por parte da Igreja Católica – a que não é alheia a forma como em 13 de Maio se apresentou aos portugueses na Cova da Iria sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

TEMPLO DA SENHORA DA PENEDA FOI ELEVADO A SANTUÁRIO

Na data que se celebra oito séculos de devoção à Senhora da Peneda, a Diocese de Viana do Castelo, informou que o templo da Senhora da Peneda foi elevado a Santuário, por decreto do Senhor Bispo Anacleto Oliveira.

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O Templo da Senhora da Peneda, situado na freguesia de Gavieira, datado do século XVIII, é constituído pela igreja que foi terminada em 1875, pelo grande terreiro dos evangelistas e uma escadaria com cerca de 300 metros, em que nas suas laterais existem 20 capelas, com cenas da vida de Cristo.

Para a Diocese de Viana do Castelo, o monumento possui um “longo e enriquecedor percurso histórico e valioso património espiritual, religioso e material, testemunho de assíduas e seculares peregrinações de fiéis e de profunda devoção e culto à Virgem Maria”.

A Câmara Municipal em articulação com a Confraria da Nossa Senhora da Peneda também está a elaborar um estudo de caracterização e inventário do Santuário de Nossa Senhora da Peneda, com o objetivo de apresentar uma candidatura do conjunto edificado para classificação nacional junto do Ministério da Cultura.

Dado que o Santuário da Nossa Senhora da Peneda é um dos maiores santuários Marianos do Minho e da Zona da Galiza, a atribuição desta classificação revela-se muito importante para o concelho de Arcos de Valdevez, pois reconhece a importância do Santuário, aumenta a notoriedade do local, situado no PNPG, valoriza o património cultural e dinamiza o turismo.