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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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REDE EUROPEIA DE CELEBRAÇÕES DA SEMANA SANTA E PÁSCOA APRESENTA CANDIDATURA A ITINERÁRIO CULTURAL EUROPEU

A Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e da Páscoa apresentou, na passada quarta-feira, dia 19, na Feira Internacional de Turismo FITUR, em Madrid, Espanha, a sua candidatura como Itinerário Cultural Europeu, que lhe permitirá posicionar-se como uma atração cultural de valor reconhecido em toda a Europa.
A apresentação teve lugar no stand da Andaluzia e nele participaram a presidente da "Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa", María Luisa Ceballos; Júlio Grande Ibarra, coordenador do Comité Científico da Rede; María Agúndez, Subdiretor Adjunta da Secretaria-Geral para a Gestão e Coordenação dos Bens Culturais do Ministério da Cultura e do Desporto do Governo de Espanha; Sérgio Ortega, chefe do serviço de Proteção do Património e Programas Europeus da Subdireção Geral de Gestão e Coordenação de Bens Culturais do Ministério da Cultura do Governo de Espanha; Stefano Dominioni, Secretário Executivo do Acordo Parcial Alargado sobre Rotas Culturais do Conselho da Europa e Diretor do Instituto Europeu de Rotas Culturais; e Eladio Fernández-Galiano, assessor especial do Programa de Itinerários Culturais, do Conselho da Europa.
Estiveram também presentes Encarnación Giráldez, gestora da Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa; Juan Pérez Guerrero, presidente do munícípio de Lucena, Espanha; Rosaroi Andújar, presidente do munícípio de Osuna, Espanha; David Javier García Ostos, presidente da Câmara de Écija (Sevilha, Espanha); Juan Manuel Ávila, presidente do munícípio de Carmona (Espanha); Mª Teresa Alonso Montejo, Vereadora do Turismo de Lucena (Espanha); Mariola Orellana, vereadora de Orihuela (Espanha); Fernando Priego, presidente presidente do munícípio de Cabra (Espanha); Ana Carrillo, vereadora do Puente Genil (Espanha); Francisco Casas, vereador da Cabra (Espanha); Jezabel Ramírez Soriano, vereador do Turismo Priego de Córdoba (Espanha); Francisco Morales González, Vice-Presidente da Câmara e Vereador do Turismo de Lorca (Espanha); Jesús Heredia, Vereador do Turismo de Osuna; Sérgio Gómez, vereador de Écija (Espanha); e, por Portugal, representando a Comissão da Semana Santa de Braga, o Dr. Marco Sousa.
A candidatura como Itinerário Cultural Europeu da Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa pretende ser representativa de todas as celebrações da Semana Santa e Páscoa de diferentes confissões religiosas que são celebradas na Europa, católica e também ortodoxa. Neste sentido, a Rede quer ascender como modelo de conservação e estudo para o património social, cultural e religioso que compõem estas tradições.
Lançadas pelo Conselho da Europa em 1987, as Rotas Culturais Europeias são um convite para viajar e descobrir o património rico e diversificado da Europa, unindo pessoas e lugares em redes partilhadas de história e património. Põem em prática os valores do Conselho da Europa: direitos humanos, diversidade cultural, diálogo intercultural e intercâmbios mútuos além-fronteiras.
Mais de 30 Itinerários Culturais do Conselho da Europa oferecem uma riqueza de lazer e atividades educativas para todos os cidadãos, sendo recursos fundamentais para um turismo responsável e desenvolvimento sustentável. Abrangem um vasto leque de temas, desde arquitetura, paisagem, influências religiosas, gastronomia, património imaterial, principais figuras da arte europeia, música e literatura.
A certificação como Itinerário Cultural do Conselho da Europa é uma garantia de excelência. As redes implementam atividades e projetos inovadores que pertencem a cinco domínios de ação prioritários: cooperação em investigação e desenvolvimento; melhorar a memória, a história e o património europeus; intercâmbios culturais e educativos para jovens europeus; prática cultural e artística contemporânea; turismo cultural e desenvolvimento cultural sustentável. Através do seu programa, o Conselho da Europa oferece um modelo de gestão cultural e turística transnacional e permite sinergias entre as autoridades nacionais, regionais e locais e um vasto leque de associações e intervenientes socioeconómicos.
Mais sobre a Rede Europeia
A Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa foi criada em 2019 e faz parte da Fundação Italiana Federico II, representando os municípios de Palermo e Caltanissetta, da Sicília, Itália; o município de Birgu, em Malta; a Comissão de Quaresma e Celebrações da Semana Santa, em Braga, Portugal; as Representações da Paixão de Cristo em Skofja Loka, Eslovénia; os municípios que fazem parte da rota Caminos de Pasión: Alcalá la Real em Jaén, Baena, Cabra, Lucena, Priego de Córdoba e Puente Genil em Córdoba e Carmona, Écija Osuna e Utrera em Sevilha. Também dentro da geografia espanhola encontramos Orihuela em Alicante; Lorca em Múrcia e Viveiro em Lugo.
Esta Rede tem como objetivo promover e divulgar o património cultural, tanto material como imaterial, relacionado com as comemorações da Semana Santa e da Páscoa, através de ações que valorizem este património, promovam o desenvolvimento turístico sustentável e contribuam para a salvaguarda do património imaterial através de trabalhos científicos e de investigação. Da mesma forma, o seu principal objetivo é unir forças e sinergias para consolidar um modelo de estudo, salvaguarda e divulgação do património das tradições da Semana Santa e da Páscoa na Europa.

BRAGA: CRIPTA DO SAMEIRO TEM NOVO SACRÁRIO

Desde o pretérito dia 8 de dezembro (de 2021), Festa da Imaculada Conceição, que a cripta do Sameiro está enriquecida com um novo sacrário, denominado “Sagrado Coração”, concebido pelo artista Jacques Ruela.

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A peça está colocada no espaço da capela-mor, fazendo contraponto à imagem de Nossa Senhora do Sameiro. Tem de altura 2,30 m. e de largura 1,20 m. É concebida em madeira de kambala escura, com formato retangular e rematada superiormente por um pequeno crucifixo.
Na porta do sacrário sobressai uma custódia, com o recetáculo radiante, os vidros da radiação iluminados por luzes LED, RGB. Essas luzes escondem-se por detrás do recetáculo e podem mudar de cor conforme a solenidade ou tempo litúrgico que se celebram.
Mas a porta do sacrário apresenta ainda outras particularidades. Na verdade, dela emergem duas mãos abertas, generosas, em postura de entrega, concebidas em pedra moleanos.
E essas mãos seguram um coração (em pedra de sal), iluminado interiormente com uma cor vermelha, dando um aspeto real a esse símbolo eloquente do amor infinito de Deus por todos nós.
A porta do sacrário tem a forma de ogiva romana, com uma escultura em baixo relevo, da autoria de Pedro César Teles, a representar um pelicano a regurgitar, dando de comer às suas crias.
Nem de propósito: afinal, não é isso mesmo que Jesus faz por nós? – Dá-nos alimento. Melhor, oferece-se a Si mesmo em alimento, para que não nos falte o Pão do Céu, o Pão da vida, o Pão que para nós é banquete e penhor de eternidade feliz.
Eis o Sacrário “Sagrado Coração”. Depois de o contemplarmos não mais esqueceremos: Cristo é o nosso “sol radioso”; tudo na Eucaristia nos fala de doação, de entrega, de ofertório; o coração recorda-nos sempre o amor infinito de Deus por nós; o pelicano evoca sempre o alimento que Deus nos dá, melhor dito, o Deus que se nos oferece em alimento, para poder estar dentro de nós e ser nosso companheiro de viagem.
Ao mesário Fernando Araújo, que custeou o investimento, uma palavra de viva gratidão; aos artistas – Jacques Ruela e Pedro César Teles – a expressão do maior apreço; a todos quantos visitam e rezam na cripta, que a comunhão com Deus seja portadora das maiores bênçãos e graças do Céu, donde também recebemos auxílio da Mãe, a Senhora do Sameiro
Texto: Paulo Abreu

PAREDES DE COURA: ARROLAMENTO DOS BENS CULTUAIS EM ROMARIGÃES

Arrolamento dos bens cultuais situados na freguesia de Romarigães, concelho de Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, constando de: Igreja Matriz de São Tiago de Romarigães; Capela de São Roque, em São Roque. Comissão Juridiscional dos Bens Cultuais. Data: 27 de Setembro de 1911.

Fonte: Arquivo Histórico do Ministério das Finanças

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EXECUTIVO MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO RECEBEU NOVO BISPO DA DIOCESE

O executivo municipal recebeu no edifício da Câmara Municipal o novo bispo da Diocese, D. João Lavrador, que tomou posse no passado sábado, véspera da entrada solene que aconteceu no domingo na Sé Catedral. O encontro serviu para que o autarca, Luís Nobre, e os vereadores, dessem as boas vindas a D. João Lavrador.

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Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal, Luís Nobre, saudou o novo bispo e desejou os maiores sucessos para o mandato, demonstrando disponibilidade para manter a cooperação já existente entre a Diocese e o Município de Viana do Castelo, continuando a aprofundar temas comuns.

Entre eles está, por exemplo, o projeto Valorizar o Património, que tem como objetivo qualificar espaços de valor arquitetónico, histórico e artístico relevante para o território; designadamente o Património Cultural Religioso e Monástico, que assume particular relevância no concelho de Viana do Castelo pela antiguidade, pela excecionalidade da arquitetura e da arte integrada, pelo testemunho de outras épocas e de outras mentalidades e porque se configuram como locais de enorme potencial para o conhecimento da ciência e da cultura.

A valorização cultural foi, aliás, sublinhada por D. João Lavrador, que recebeu com agrado o reconhecimento do património religioso para a cultura. Outro dos temas abordados foi o apoio e o aprofundamento do trabalho junto das áreas sociais, nomeadamente das respostas culturais e designadamente durante o período pandémico, e a consolidação das redes de equipamentos sociais como o apoio à família na infância e terceira idade.

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DIOCESE DE VIANA DO CASTELO TEM NOVO BISPO

Viana do Castelo: D. João Lavrador diz que é hora de «nova etapa de evangelização»

João Lavrador tomou posse e pediu prioridade «aos pobres e excluídos»

O novo bispo de Viana do Castelo disse hoje, na celebração de entradana diocese, que a “alegria contagia” e possui “uma transcendente maneira de se comunicar”, defendendo “uma nova etapa de evangelização”.

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Na homilia da Missa a que presidiu, D. João Lavrador referiu que a “missão evangelizadora da Igreja”, que toca a cada batizado, “exige a formação cristã capaz de capacitar os cristãos para a sua vivência comunitária alicerçada na celebração da Eucaristia e a partir dela saber estabelecer um diálogo sereno, convicto e frutuoso com o mundo atual”.

“Numa atitude ecuménica e interconfessional, queremos caminhar em conjunto”, sublinhou D. João Lavrador.

O responsável católico indicou que a evangelização coloca a Igreja “ao serviço da pessoa e da sociedade cujo palco é o mundo concreto em que se vive”, e neste contexto é o “mundo familiar, profissional, associativo, de serviço publico, cultural e politico a exigir de todos os cristãos, pessoal e de forma associada, a presença renovadora do Evangelho”.

O bispo sustentou que urge mudar os “paradigmas económicos, que só se corrigirão se colocarem a pessoa humana no centro das decisões e cujos projetos partam da primazia a dar aos pobres e excluídos”.

Em relação aos excluídos e marginalizados que sentem a “dignidade amordaçada”, o bispo destacou que devem gritar, com o intuito de despertar a consciência “tantas vezes adormecida”.

“Ensinai-nos os caminhos que nos levam a ser uma única humanidade, fraterna, despojada e aberta para a partilha”, apelou.João Lavrador realçou, na homilia, que a Igreja presente no mundo “terá de se empenhar na verdadeira ecologia ou ecologia integral”.

A sua preocupação com a criação, partilhada com diversos sectores da sociedade, deve levar o cunho próprio que advém de uma autêntica teologia da criação e que se traduz em comportamentos de ascese, de austeridade, de defesa de recursos e de simplicidade”.

O novo bispo da diocese do Alto Minho é o sucessor de D. Anacleto de Oliveira, que faleceu vítima de um acidente de viação, em setembro de 2020.João Evangelista Pimentel Lavrador nasceu a 18 de fevereiro de 1956, em Seixo, concelho de Mira, Diocese de Coimbra, e entrou, em 1967, no Seminário de Buarcos.

A 7 de maio de 2008, Bento XVI nomeou-o bispo auxiliar do Porto e a 29 de setembro de 2015 foi nomeado bispo coadjutor de Angra, pelo Papa Francisco, assumindo a missão de bispo diocesano a 25 de março de 2016; no último dia 21 de setembro, o mesmo Papa escolheu-o como bispo de Viana do Castelo.João Lavrador, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, dos Bens Culturais e das Comunicações Sociais, dirigiu uma palavra aos jovens que estão a caminhar rumo à Jornada Mundial da Juventude 2023, em Lisboa, que considerou o “presente” da sociedade e da Igreja, não só o seu futuro.

“Convido-vos a integrardes as comunidades cristãs e a dar-lhes a força e o vigor, a renovação e a alegria que brotam do vosso entusiasmo e dinamismo”, indicou.

LFS/OC / Fonte: https://agencia.ecclesia.pt/

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BRAGA: SANTUÁRIO DO SAMEIRO FESTEJA À IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA

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O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, vai presidir, dia 08 de dezembro, às 11h00, no Santuário do Sameiro (Braga) à Festa da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria.

Na celebração vão ser proclamados “os irmãos honorários e admissão de novos irmãos da Confraria do Sameiro”, refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

Para preparar esta festa realiza-se uma novena (de 29 de novembro a 06 de dezembro) que culmina na celebração, dia 08 de dezembro, da padroeira do Santuário do Sameiro.

LFS / Fonte: https://agencia.ecclesia.pt/

FALECEU O PADRE FERNANDO DE AZEVEDO ABREU – ERA NATURAL DE ESPOSENDE

O padre Fernando de Azevedo Abreu, da Arquidiocese de Braga, faleceu esta terça-feira, e a missa exequial foi celebrada esta quinta-feira, 25 de novembro, às 10h00, na paróquia de São Miguel de Vila das Aves, arciprestado de Vila Nova de Famalicão.

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Nascido a 23 de abril de 1948, em Santa Marinha de Forjães, Esposende, foi ordenado sacerdote a 09 de julho de 1972 na paróquia da Apúlia, Esposende, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

Uma vez ordenado sacerdote, colaborou, pelo período de dois anos, como vigário paroquial em São Mamede de Ribeirão e semelhante experiência fez entre os anos de 1974 e 1980 na paróquia de Santa Marinha de Lousado, arciprestado de Vila Nova de Famalicão.

Após este período inicial do seu ministério sacerdotal, a sua vida “ficou marcada pela sua entrega incondicional e duradoira à comunidade de São Miguel de Vila das Aves e ao acompanhamento do Núcleo de Vila Nova de Famalicão do CNE”.

LFS / https://agencia.ecclesia.pt/

VIANA DO CASTELO: CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS PROMOVE DEBATE SOBRE "O ESPAÇO DA RELIGIÃO E A RELIGIÃO NO ESPAÇO"

Mesa Redonda: “O espaço da religião e a religião no espaço”

O Centro de Estudos Regionais, o Núcleo Antropologia da Religião/CRIA e o Curso de Licenciatura em Design de Ambientes do IPVC organizam no próximo dia 2 de dezembro (quinta-feira), às 16.00 horas, a mesa redonda “O espaço da religião e a religião no espaço”. A mesa redonda, por videoconferência, contará com a presença de Eugenia Roussou, Anastasios Panagiotopoulos e Joana Martins, sendo moderada por Pedro Pereira.

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Eugenia Roussou apresentará uma comunicação intitulada “Religião e espiritualidade no/como espaço privado, público e remoto: uma comparação luso-grega”; Anastasios Panagiotopoulos tratará o tema “O espaço “secular” entre a religiosidade contemporânea e a sociedade” e Joana Martins “A Terra é o Todo, e o Todo é sagrado: a expressão do espaço no contexto do Paganismo Contemporâneo em Portugal”.

Sobre os conferencistas

Eugenia Roussou é antropóloga e investigadora integrada do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA), Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). A sua investigação concentra-se na religiosidade contemporânea do sul da Europa (Portugal, Grécia), com um foco especial na chamada espiritualidade "alternativa", pluralismo religioso e criatividade espiritual.

Anastasios Panagiotopoulos é investigador sénior do Centro em Rede de Investigação em Antropologia/FCSH-Universidade Nova de Lisboa. Tem realizado pesquisas sobre a religiosidade afro-cubana em Cuba e na Península Ibérica, bem como sobre a religiosidade e espiritualidade contemporâneas no Sul da Europa.

Joana Martins é licenciada e mestre em Antropologia pelo Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), trabalhou durante o mestrado sobre movimentos de Paganismo Contemporâneo em Portugal, nomeadamente a vivência e celebração cíclica e a sua relação com questões ecológicas. Atualmente, está a desenvolver uma investigação de doutoramento em Antropologia no Iscte-Instituto Universitário de Lisboa, financiada por uma bolsa de doutoramento da FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia, sobre Paganismo e Bruxaria Contemporânea em Portugal e no Reino Unido e a sua presença e impacto no espaço político e público, principalmente no que toca a questões ambientais e de igualdade de género.

A participação no evento é livre.

A ligação para o encontro é https://videoconf-colibri.zoom.us/j/81641898628?pwd=eHl0dTZveElVYStTK3lpTXdLckZmQT09 (ID da reunião: 816 4189 8628; Senha de acesso: 874452)

Os interessados em obter um certificado de participação devem preencher o seguinte formulário até ao dia 30 de novembro: https://forms.gle/Ht7ULbJ8T5hKsjEA6

Para acompanhe todas as notícias sobre o evento aceda a https://www.facebook.com/estudosregionais ou https://www.instagram.com/cestudosregionais/.

A Direção do Centro de Estudos Regionais

ESPOSENDE: MAREANTE JOÃO AFONSO PILOTO FOI EM 1595 ACUSADO DE LUTERANISMO E JULGADO PELA INQUISIÇÃO

João Afonso Piloto era um cristão-velho natural de Esposende, Arcebispado de Braga. Vivia em Leça e contava 35 anos quando foi acusado de luteranismo – seguidor das ideias protestantes de Martinho Lutero – e julgado no Tribunal do Santo Ofício – Inquisição de Lisboa.

Era filho de António Afonso, também ele homem do mar, e de Luzia Gonçalves. Casado com Inácia Ribeira, cristã-velha,

Por despacho da Mesa de 27 de Fevereiro de 1595, o réu foi repreendido e admoestado, foram-lhe impostas penitências espirituais e teria de pagar as custas. O processo decorreu entre 21 de Fevereiro e 28 de Fevereiro de 1595. Junto se apresentam as primeiras páginas.

De registar a influência que o protestantismo luterano já exercia na nossa região, nomeadamente entre a comunidade piscatória de Esposende.

Fonte: ANTT

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FRANCISCO PIRES: UM ESPOSENDENSE ACUSADO DE SE TER CONVERTIDO AO ISLÃO CAIU NAS MALHAS DA INQUISIÇÃO

Francisco Pires nasceu em Esposende em 1563. Era filho de António Pires (lavrador) e de Maria Martins. Solteiro e possuía o estatuto social de cristão-velho. Residia no norte de África onde era cativo e, em 1583 foi acusado de se ter convertido ao islamismo. Portanto, algum tempo depois da derrota militar portuguesa em Alcácer Quibir ocorrida em 1578. Tinha então o jovem esposendense a idade de 22 anos.

Consoante as posses das famílias, os cativos eram então resgatados pelas suas próprias famílias ou, em alternativa, pela Ordem da Santíssima Trindade para a Redenção dos Cativos, vulgo Ordem da Santíssima Trindade ou Ordem dos Trinitários que para o efeito recolhiam donativos.

O processo decorreu entre 2 de Março de 1583 e 14 de Abril de 1583 e pelo Tribunal do Santo Ofício – Inquisição de Lisboa, recebeu como sentença condenatória que se fosse confessar à Igreja de São Roque e entregasse na Mesa um documento comprovativo. Refira-se que uma análise mais cuidada das sentenças constantes dos processos dos Tribunais do Santo Ofício contribuem para desfazer alguns mitos a respeito desta instituição.

As imagens mostram as primeiras páginas do seu extenso processo.

Fonte: ANTT

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BARCELOS: ESPÓLIO DO PADRE ABEL VARZIM ESTÁ DIGITALIZADO

A sessão de apresentação da digitalização do espólio do padre Abel Varzim vai realizar-se no dia 06 de novembro nas instalações do Centro Social Cultural e Recreativo Abel Varzim em Cristel, no concelho de Barcelos.

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A apresentação do espólio digitalizado do padre Abel Varzim, realizado com o apoio do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, vai ter, às 14h00, intervenções dos professores Paulo Fontes e Nuno Estevão, refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

A atividade começa com uma romagem à campa do padre Abel Varzim (1902-1964) e após as intervenções dos docentes universitários vai decorrer, 15h00, uma homenagem a João Gomes, recentemente falecido, que foi o fundador do Fórum Abel Varzim.

A sessão de homenagem conta com intervenções de Manuel Vilas Boas (jornalista) e testemunhos de amigos e familiares que conviveram e trabalharam com João Gomes.

O Fórum Abel Varzim e o Centro Social Cultural e Recreativo Abel Varzim são as entidades promotoras desta iniciativa.

LFS

Fonte: https://agencia.ecclesia.pt/

VIANA DO CASTELO: D. JOÃO LAVRADOR TOMA POSSE A 27 DE NOVEMBRO

A tomada de posse de D. João Lavrador na Diocese de Viana do Castelo realiza-se, às 12h00, de 27 de novembro, no Centro Pastoral Paulo VI, naquela cidade.

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“Na sequência do encontro entre D. João Lavrador, Bispo eleito de Viana do Castelo, e monsenhor Sebastião Pires Ferreira, Administrador Diocesano, onde foram abordados temas relativos à vida da Diocese, anuncia-se que, a tomada de posse do seu novo bispo decorrerá no dia 27 de novembro, pelas 12 horas, no Centro Pastoral Paulo VI”, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

A entrada solene na Sé de Viana do Castelo celebrar-se-á, às 15h30, no dia 28 de novembro.

Ainda hoje a Diocese de Angra anunciou que o seu atual administrador deixa o arquipélago a 27 de novembro.

O portal ‘Igreja Açores’ indica que, “de imediato, terá de ser convocada uma reunião do Colégio de Consultores para escolher um novo administrador diocesano caso até essa data não seja nomeado um novo bispo para Angra, pelo Papa Francisco”.

LFS/OC

Fonte: https://agencia.ecclesia.pt/

A RODA DOS EXPOSTOS EM PONTE DE LIMA

As imagens reproduzem os “Mapas das Estatísticas dos expostos do Concelho de Ponte de Lima.Contém os seguintes elementos: existentes em 31 de Dezembro... (varões, fêmeas); entrados durante o ano...(varões, fêmeas); total (varões, fêmeas); falecidos (varões, fêmeas); entregues aos pais, mães ou parentes (varões, fêmeas); entregues ao Juizo Orfanológico (varões, fêmeas); que ficarão com as pessoas que os criarão (varões, fêmeas); total (varões, fêmeas); existentes no último de Dezembro... (varões, fêmeas); vacinados durante o ano; vencimento mensal das amas de (leite, seco); despesa total durante o ano com (salário das amas, enfaxis, ordenado a rodeira, aluger da casa da roda, medicamentos, mortalhas, outras despesas, total); observações.Contém um apontamento relativo à criação de rodas de expostos nos Concelhos de Penela e de Coura, que foi transcrito para o mapa.”. Estes documentos foram produzidos de 1845-11-24 a 1845-11-24 e encontram-se no Arquivo Municipal de Ponte de Lima.

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A "roda dos expostos" no Convento dos Cardaes, em Lisboa

Existe documentação semelhante nos mais variados concelhos do Minho e em todo o país em geral, com especial realce para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Ao contrário do que passou a ser divulgado como sendo um mecanismo criado para abandonar crianças recém-nascidas, a chamada “roda dos expostos” ou “roda dos enjeitados” consistia originalmente num mecanismo utilizado para transferir bens ou pequenas utilidades entre o convento e o exterior sem contacto visual. A roda funcionava como uma espécie de tambor onde se colocavam os objectos e, depois de rodada e feito o toque de chamada com a sineta que se encontrava junto, eram os mesmos recolhidos no interior.

Em virtude das suas características, passou com o tempo a ser um meio de pedido de auxílio por parte de mulheres que, encontrando-se em fase de aflição devido às mais diversas vicissitudes da vida, nomeadamente o abandono por parte de quem deveria encontrar-se a seu lado, via na “roda” uma forma de obter ajuda por parte de uma misericórdia ou outra congregação religiosa. E, na maior parte dos casos, deixavam sempre um bilhete, uma pagela recortada, uma medalhinha ou qualquer outro sinal na esperança de poderem recuperar um dia a criança que alegadamente enjeitaram… não lhes bastava a desgraça e o juízo condenatório da sociedade, vieram ainda os políticos burgueses ostensivamente anticlericais acusarem-nas do abandono dos seus próprios filhos!

Encontrando-se na maior parte das vezes as crianças em fase de aleitamento, procuravam as religiosas entre a comunidade uma mulher em condições de prestar esse serviço, para o qual obtinha remuneração e outros apoios, ficando desse modo identificada a mãe e criados laços de proximidade com o filho. Na sua chegada à instituição, era em regra baptizada com nome cristão, a maioria das vezes com o nome do santo que servia de padrinho ou era celebrado nesse dia, existindo ainda actualmente muitos casos de transmissão através das gerações do apelido “Exposto”.

À semelhança de outros boatos como os famigerados túneis e armas no interior dos conventos, a “roda dos expostos” serviu as perseguições movidas em relação às ordens religiosas e às próprias misericórdias, pelos políticos do liberalismo e da Primeira República, não raras as vezes agindo pela ambição de se apoderarem das suas propriedades.

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Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

VILA NOVA DE CERVEIRA: TÍTULO DAS CAPELAS ANUAIS NA IGREJA DE COVAS NO SÉCULO XVII

Neste livro encontra-se lançado o título das missas anuais que há na igreja de Covas. Compreende o período de 1617 a 1631 e contém os seguintes elementos: nome dos instituidores, o número de missas e as terras que estão associadas à obrigação. A f. 141 encontram-se as "obrigações que se pagão a igreja do Salvador de Covas para o Natal e Quinta Feira de endoenças. Regista o nome do falecido a o respetiva obrigação. Além de conter o registo de capelas descrito, inclui ainda os assentos de baptismos, casamento e de óbito.

Fonte: Arquivo Distrital de Viana do Castelo

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VIANA DO CASTELO VAI TER CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DE SÃO BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES

Aprovada candidatura ao Norte 2020 para criação do Centro de Interpretação de São Bartolomeu dos Mártires

Foi aprovada a candidatura ao Norte 2020 para a Reabilitação e Valorização de Património - Ala de Nossa Sra. Do Rosário / Convento de S. Domingos, que vai permitir a criação do Centro de Interpretação de São Bartolomeu dos Mártires. O investimento, na ordem dos 160 mil euros, vai assim contar com uma comparticipação de 85%.

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O Presidente da Câmara Municipal visitou hoje a empreitada de recuperação e conservação da Ala de Nossa Senhora do Rosário, que estava numa situação bastante crítica e a precisar de uma recuperação urgente.

Recorde-se que, através de um Protocolo de Proteção/Conservação do Património Cultural – Valorizar o Património Cultural, o Município apoia a obra, que obteve também financiamento do Norte 2020. O projeto, da autoria da Paróquia de Nossa Senhora de Monserrate, conta com apoio e acompanhamento do Município e da Direção Geral de Cultura do Norte.

Através de protocolo recentemente firmado, a autarquia concedeu um apoio financeiro de 90 mil euros à Fábrica da Igreja de Nossa Senhora de Monserrate “para obras de conservação de retábulos, requalificação e adaptação de espaços e projeto museológico com equipamentos necessários do Centro de Interpretação S. Bartolomeu dos Mártires”.

Recorde-se que São Bartolomeu dos Mártires distinguiu-se pela sua relevante intervenção no Concílio de Trento e ficou conhecido pelo cariz reivindicativo e simples. A 23 de fevereiro de 1582 renunciou ao arcebispado e recolheu-se ao convento dominicano da Santa Cruz, também conhecido por Igreja de São Domingos, em Viana do Castelo, nascido por seu empenho em 1561 para favorecer os estudos eclesiásticos e a pregação.

Morreu nesse convento a 16 de julho de 1590, reconhecido e aclamado pelo povo como o "Arcebispo Santo", pai dos pobres e dos enfermos. O seu túmulo, situado no altar da Igreja de S. Domingos, é, por isso, ainda hoje venerado.

Foi declarado venerável por Gregório XVI em 23 de março de 1845. O Papa João Paulo II reconheceu em 7 de julho de 2001 o milagre proposto para a sua beatificação, celebrada a 4 de novembro desse ano: dia litúrgico de S. Carlos Borromeu, com quem trabalhou arduamente na prossecução dos objetivos do Concilio de Trento. A Igreja evoca-o a 18 de julho.

A 6 de julho de 2019 foi feito o anúncio da canonização de Frei Bartolomeu dos Mártires. A 10 de novembro desse mesmo ano o Papa Francisco assinalou no Vaticano a canonização de frei Bartolomeu dos Mártires, que apresentou como “grande evangelizador e pastor”.

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO ANIMA DESPEDIDA DO CÍRIO DE NOSSA SENHORA DO CABO ESPICHEL

No próximo dia 16 de Outubro, o Grupo Folclórico Verde Minho, sediado em Loures, vai actuar na despedida de Nossa Senhora do Cabo Espichel que se realizará em Santo Antão do Tojal às 16 horas.

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A Romaria ao Cabo Espichel constitui uma das maiores tradições a juntar os círios da região de Lisboa e da margem sul naquele magnífico promontório situado perto de Sesimbra cuja vista deslumbrante alcança a própria Serra de Sintra.
Costume antiquíssimo que também tinha lugar durante o mês de Agosto e que quase desapareceu, em grande medida em consequência de fanatismos políticos que tiveram o seu tempo, consistia na organização dos círios à Senhora do Cabo que se encontra num templo situado no Cabo Espichel, à Senhora da Nazaré e à Senhora da Atalaia, sempre muito concorridos de gente nomeadamente das localidades ao redor de Lisboa. O círio à Senhora do Cabo que se realizava desde 1430 era organizado por uma confraria que chegou a reunir trinta paróquias, incumbindo a cada uma delas organizar anualmente o respectivo círio. Há alguns anos atrás, coube tal incumbência à paróquia de Rio de Mouro que a realizou após cinquenta anos em relação à última que levou a efeito em virtude do círio não ter sido organizado após o 25 de Abril de 1974. Aliás, devido ao clima anti-religioso vivido durante a vigência da Primeira República que levou inclusive a uma tentativa de destruição verificada na igreja de Carnaxide onde a imagem se guardava, também este círio não se realizou desde 1911 até 1926, ano em que foi instaurada a ditadura militar.
Levando consigo a imagem da Senhora do cabo e o respectivo pendão, o povo de Lisboa e de numerosas paróquias dos actuais concelhos de Oeiras, Sintra, Amadora, Cascais e Loures lá ia em cortejo processional de barco, atravessando o rio Tejo até à outra banda.
Desembarcavam em Porto Brandão e de lá seguiam até ao santuário do Cabo Espichel onde se lhes ajuntava muita gente da margem sul.
A tradição dos círios começou aparentemente entre nós como simples peregrinações organizadas por grupos de romeiros que de uma determinada localidade se deslocavam a um santuário, transportando consigo um círio que depunham no altar do santo da sua devoção. Um costume aliás que se origina dos cultos praticados às divindades locais durante a era pré-cristã e que certamente se encontra na génese das actuais romarias e festas que o nosso povo realiza aos santos padroeiros das suas localidades e ainda àqueles que habitam em pequenas ermidas às quais o povo sempre acorre em alegre peregrinação. É ainda relativo a tais tradições que se conserva o hábito de acender velas nos altares dos santos, embora as mesmas sejam em geral apenas acesas no local ou durante as cerimónias religiosas, costume este que também se encontra ameaçado como as novas técnicas de "velas electrónicas" cada vez mais empregue nos templos.
É aos etruscos geralmente atribuída a invenção das velas ou círios, devendo-se tal facto estar associado aos seus cultos funerários e outros rituais religiosos que marcaram a sua civilização. Também na Roma antiga eram muito utilizados em cerimónias pagãs. Os gregos usavam para o efeito pequenas candeias de azeite, costume aliás ainda praticado entre nós.
Contudo, os círios já eram conhecidos desde os povos da antiguidade que utilizavam para o efeito tochas formadas por paus de madeira resinosa para se alumiarem e prestarem os seus cultos. A designação de círios para identificar as romarias que se realizavam à Senhora da Nazaré, à Senhora da Atalaia e à Senhora do Cabo Espichel apenas se justifica por transportarem consigo o respectivo círio que, tal como os povos da antiguidade, íam depositar aos pés da santa como sinal de devoção. Os círios constituem uma das tradições que melhor caracterizam a identidade religiosa e cultural do povo português, razão pela qual se deveria desenvolver um esforço com vista à recuperação da sua grandeza de outros tempos.

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Foto: ANTT. Em 1937, o círio de Nossa Senhora do Cabo à saída de Belas