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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA: CORTEJO BÍBLICO “VÓS SEREIS O MEU POVO!” VULGO “PROCISSÃO DA BURRINHA” – FOTOS DE JOSÉ COSTA LIMA

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Cortejo bíblico «Vós sereis o meu povo», popularmente conhecida como Procissão da burrinha é uma procissão nocturna realizada anualmente na cidade de Braga, na Quarta-Feira Santa.

O cortejo foi organizado, em 1998, pela Paróquia (Monsenhor Joaquim Morais da Costa, então Pároco de S. Vítor) e pela Junta de Freguesia (Dr. Jorge Braga, eleito pelo Partido Socialista) de São Victor após um interregno de 25 anos. A sua reativação teve oposição de alguns setores da Igreja (Cónego Eduardo Melo Peixoto) e o apoio de outros (Monsenhor Joaquim Morais da Costa, recém colocado como Reitor do Santuário do Sameiro e Pároco Sérgio Torres e Padre José Carlos, recém nomeados na freguesia).

Na altura em que foi suspensa, realizava-se na noite de sábado santo, entre as igrejas de S. Victor e da Misericórdia, em moldes diferentes dos actuais e com muito menor participação popular. Era, para além do desfile religioso uma apologia do "Estado Novo" e das colónias ultramarinas.

Esta procissão inventada pelo S. N. I. (Secretariado Nacional da Informação) no tempo do Estado Novo para entreter os turistas no sábado santo, apenas sobreviveu cerca de seis anos, entre 1968 e 1973.

Pretendia-se reativar no mesmo dia: Sábado. Porém, numa negociação "feroz" com o então responsável (Cónego Eduardo Melo Peixoto), conseguiu-se a Quarta-feira.

A procissão foi totalmente reformulada e apresenta a pré-história do Mistério Pascal de Jesus que a Igreja celebra nos dias seguintes.

Desde o chamamento de Abraão, passando pela era dos Patriarcas, pela escravidão no Egipto e gesta libertadora de Moisés, até à infância de Jesus, incluindo a sua fuga para aquele país com José e Maria montada numa burrinha, desfilam, em sucessão cronológica, profetas, reis, figuras eminentes, símbolos e quadros bíblicos do Antigo Testamento.

Também desde o início é a procissão que conta com mais adesão da comunidade que a fez renascer nos atuais moldes.

Fonte: Wikipédia

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TRADIÇÃO BRACARENSE VIAJOU PARA O BRASIL EM MEADOS DO SÉCULO XVIII

A tradicional procissão dos fogaréus – ou do Ecce Homo – que ocorre por ocasião da Semana Santa foi levada para Goiás, no Brasil em 1745, pelo padre Perestrelo de Vasconcelos Espíndola. Entretanto, a tradição espalhou-se por numerosas cidades brasileiras como Caxias, Lorena, Petrópolis, Porciúncula, Bacabal e Oeiras.

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Apagada a iluminação pública e ao ritmo do rufar dos tambores, 40 farricocos reunidos à porta da Igreja da Boa Morte desfilam descalços pela calçada da zona histórica da cidade rumo à escadaria da Igreja de Nossa Senhora do Rosário onde se encontra a mesa da última ceia. Daí dirigem-se para a Igreja de São Francisco de Paula que simboliza o Jardim das Oliveiras onde se dará a prisão de Cristo, representado por um pendãode linho pintado em duas faces.

A indumentária dos farricocos – uma longa túnica e um comprido capuz cónico pontiagudo – tem a sua origem num costume medieval praticado pelos penitentes destinado a expiar os seus pecados sem revelar a sua identidade. Ao invés dos farricocos de Braga, no Brasil utilizam as cores mais variadas na sua indumentária e seguram tochas durante a procissão.

Fotos: https://g1.globo.com/

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O MINHO E A CRUZ CÉLTICA

Não é raro no Minho depararmos, sobretudo nos cemitérios do concelho de Viana do Castelo junto ao litoral do Atlântico, com a cruz celta encimando os jazigos funerários. Trata-se de um símbolo ancestral que combina a cruz com um anel que lhe faz intersecção por detrás, representando a espiritualidade focada na criação com base no culto solar.

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Com origem remota, a cruz celta tem como o próprio nome indica origem na cultura dos povos celtas que, a partir do segundo milénio Antes de Cristo, se espalhou pela Europa Ocidental e, nomeadamente, pela região do Minho e Galiza. Da fusão de algumas tribos celtas com os iberos resultaram os celtiberos.

Ainda os minhotos não haviam sido convertidos ao Cristianismo e, como lhes é característico, mantinham o seu apego às tradições pagãs, muitos locais como encruzilhadas de caminhos eram assinaladas com cruzes, geralmente associadas ao círculo solar.

A cruz celta jamais representou qualquer culto cristão, o qual tinha inicialmente o peixe como símbolo. Apenas entre os séculos III e IV da Era Cristã, por imposição do Imperador romano Constantino, quando este tomou a espada como símbolo da nova religião do império, foi a cruz adoptada pelos cristãos.

Com a cristianização, muitas foram as representações pagãs que desapareceram para darem lugar a símbolos cristãos. Porém, muitos deles passaram despercebidos e a cultura celta sobrevive na toponímia e em diversos aspectos do nosso folclore. Tal como as sacerdotizas – o paganismo era sobretudo uma religião matriarcal associada à fertilidade da Mãe Natureza! – foram sistematicamente perseguidas sob a acusação de bruxaria.

Muitas foram as divindades que deixaram o seu nome inscrito na nossa região como o deus Macário em Paredes de Coura ou Laraucos de onde derivou o nome da serra de Larouco.

A cruz celta acabou por ser adoptada por algumas confissões cristãs como os protestantes e os católicos anglicanos, tal como algumas forças políticas mais identificadas com os nacionalismos.

O CULTO DOS MORTOS NO MINHO

O cemitério – termo proveniente do latim coemeterium, por sua vez derivado do grego Kimitírion – constitui o local onde se depositam os mortos com vista ao seu repouso eterno ou seja, onde se abrem as respectivas sepulturas.

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Igreja Paroquial de Cabração, concelho de Ponte de Lima, vendo-se o cemitério paroquial antigo e novo.

Nos tempos mais remotos, os cemitérios situavam-se geralmente fora dos muros da cidade, distantes das igrejs e outros locais de culto, como sucedia com a Geena às portas de Jerusalém. Na Roma antiga, encontravam-se nas catacumbas que constituíam espaços subterrâneos destinados ao sepultamento, as quais vieram a ser utilizadas pelos cristãos para as suas práticas religiosas com secretismo devido às perseguições de que eram alvo.

Com o tempo, as igrejas vieram a tornar-se locais de sepultamento uma vez que eram considerados como locais sagrados. Porém, sobretudo a partir do século XVIII, o crescimento populacional viria a causar falta de espaço no interior dos templos e nos espaços contíguos. Começaram então para o efeito a serem construídos cemitérios junto do adro das igrejas mas, por via da tradição, esta prática ainda não obtinha grande adesão.

Em 28 de Setembro de 1844, a pretexto de razões sanitárias, o governo de Costa Cabral proíbe os enterros nas igrejas. As famílias passaram a ser obrigadas ao pagamento das despesas do funeral depois do delegado de saúde certificar o óbito. Este constituiu o rastilho para a Revolução da Maria da Fonte, protesto a que se veio juntar a outras reclamações populares em todo o Minho.

A medida sanitária não era imediatamente aplicável por falta de locais destinados exclusivamente ao sepultamento – cemitérios – mas, com o decorrer do tempo, estes foram sendo construídos, as sepulturas abertas no interior das igrejas e os cadáveres transladados para os cemitérios paroquiais. Reduziam-se, desse modo, focos de contaminação no interior das igrejas onde o povo se juntava para o culto e os incensários eram insuficientes para purificar o local.

Nalgumas igrejas ainda se conservam as pedras tumulares identificando personalidades de relevo da comunidade, tal como o local de sepultamento. Noutras, onde não se cuidou da preservação da memória histórica, as sepulturas foram aterradas e o pavimento cimentado. E a memória local perdeu-se!

Foto: José Pinto

CONGRESSO INTERNACIONAL MULHER, MÃE E RAINHA - 375 ANOS DA COROAÇÃO DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO COMO PADROEIRA DE PORTUGAL

Na impossibilidade de, nas condições sanitárias atuais, levar a cabo a realização do Congresso Internacional Mulher, Mãe e Rainha. 375 anos da Coroação de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal, adiando para os dias 24, 25 e 26 de março de 2022, a data dos 375 anos da Coroação de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal será assinalada com uma jornada a ter lugar no dia 25 de março.

Mais informo que o link para aceder à jornada é o seguinte: https://videoconf-colibri.zoom.us/j/83407872900

Sónia Vazão

Secretariado Executivo da Comissão Organizadora do Congresso “Mulher, Mãe e Rainha. 375 anos da Coroação de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal”

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VIANA DO CASTELO: ROMARIA DE NOSSA SENHORA D’AGONIA É UM TESTEMUNHO DE FÉ DAS MULHERES DA RIBEIRA!

Não sei se, para o visitante das festas da Agonia em Viana do Castelo, o papel das mulheres da Ribeira é óbvio. Diria que o seu merecimento é um pouco abafado pelo brilho dos trajos que emana dos cortejos, pelo estado de festa que invade Viana.

Saibam os meus amigos, leitores e visitantes que estas mulheres, mães, filhas, esposas dos pescadores que diariamente abalam para o mar, não só representam a componente religiosa da romaria como são a face visível da Fé em quem as socorre e guia nos momentos de agonia. São estas mulheres que organizam a festa religiosa, que carregam os andores nas procissões. que lembram aos visitantes que a festa é apenas mais um agradecimento, uma entrega da sua alma à Senhora da Agonia.

Texto e fotos: Abel Cunha

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MINHO NÃO REALIZA ESTE ANO O COMPASSO PASCAL MAS AS MISSAS JÁ PODEM SER CELEBRADAS COM ASSEMBLEIA

Covid-19: Missas com assembleia regressam a 15 de março, procissões continuam suspensas

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) anunciou hoje o regresso das celebrações públicas da Missa, a partir de 15 de março, mantendo a suspensão de procissões, incluindo o tradicional “compasso” da Páscoa.

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Compasso Pascal em Vitorino das Donas, concelho de Ponte de Lima. Foto de Abel Cunha

 

“O Conselho Permanente refletiu sobre a situação atual da pandemia e decidiu que as celebrações da Eucaristia com a presença da assembleia sejam retomadas a partir do dia 15 de março”, refere uma nota do organismo, enviada à Agência ECCLESIA, no final da sua reunião mensal, que decorreu online.

Portugal registou esta quinta-feira mais 18 mortes e 627 novos casos de Covid-19, indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), o menor número de óbitos desde 22 de outubro de 2020.

A CEP pede que se evitem procissões e outras expressões da piedade popular, como as ‘visitas pascais’ e a ‘saída simbólica’ de cruzes, de modo a evitar “riscos para a saúde pública”.

O regresso das celebrações públicas, que tinham sido suspensas em janeiro, vão decorrer de acordo com as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa de 8 de maio de 2020 e “em consonância com as normas das autoridades de saúde”.

As mais de 80 indicações incluem normas para a higienização dos espaços, das pessoas e dos objetos de culto, a reserva de quatro metros quadrados para cada participante, o “obrigatório o uso de máscara” para todos e a adaptação de rituais litúrgicos para evitar o contacto físico, no contexto da pandemia.

“Quanto à celebração doutros sacramentos, observem-se as normas de segurança e de saúde referidas nas mesmas orientações”, acrescenta a CEP.

Os bispos recordam ainda que, a 17 de fevereiro, o Vaticano divulgou um conjunto de orientações para a celebração da Semana Santa em contexto de pandemia, à imagem do que aconteceu em 2020, assumindo a necessidade de “mudanças na forma habitual de celebrar a Liturgia”.

A próxima Assembleia Plenária do organismo episcopal, que decorre de 12 a 15 de abril, vai reavaliar estas orientações, “tendo em conta a situação de pandemia do país”.

Fonte: Agência Ecclesia / Foto: Abel Cunha

VALENÇA RELEMBRA FIGURA DE SÃO TEOTÓNIO – O PRIMEIRO SANTO PORTUGUÊS!

Valença evoca hoje o Dia de São Teotónio, primeiro santo português, establecido como feriado municipal naquele concelho.

Este ano, pelas limitações existentes, os atos oficiais constarão da deposição de uma coroa de flores na estátua de São Teotónio, na Coroada, Fortaleza de Valença, e de outra estátua de São Teotónio, em Ganfei.

Os tradicionais atos comemorativos, nomeadamente a sessão de reconhecimento de Mérito Municipal às instituições e personagens que se destacaram em prol do concelho, foram adiados para um momento em que seja possível a sua realização.

A 18 de fevereiro, Feriado Municipal, Valença evoca a sua figura maior São Teotónio. Para Portugal o primeiro santo, para a Cristandade o padroeiro dos cristãos escravizados, para Valença a figura maior, para os tempos da nacionalidade o homem que deu força espiritual à fundação do país.

D. Telo, aliás São Teotónio, foi canonizado em 1163, um ano após a sua morte, pelo Papa Alexandre IV, tornando-se desse modo o primeiro português a subir aos altares. Nasceu em Ganfei, no Concelho de Valença, em 1082 e faleceu em Coimbra em 18 de Fevereiro de 1162. No próximo ano, assinalam-se 930 anos sobre a data do seu nascimento e 850 anos do seu falecimento.

Em 1112, S. Teotónio tornou-se Prior da Catedral e Administrador Apostólico da Sé de Viseu. Por essa razão, a Diocese de Viseu iniciou já os preparativos para as celebrações jubilares de São Teotónio a terem lugar durante o próximo ano, tendo já celebrado um acordo de colaboração com o Museu Grão Vasco para celebrar os 900 anos da sua ida para Viseu.

O valenciano S. Teotónio foi ainda um dos fundadores do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, local onde se encontra sepultado, perto do local onde repousam os restos mortais de D. Afonso Henriques de quem foi aliado em vida, tendo contribuído para a afirmação da independência de Portugal face ao rei de Leão.

ESPOSENDE: TERRA DE PESCADORES - GENTE DE FÉ!

A pesca é porventura um dos mais antigos meios de sobrevivência do ser humano, a par da caça e anteriormente à criação da agricultura.

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São inúmeras as referências bíblicas à pesca e ao peixe. E, foi precisamente um pescador – Simão, chamado Pedro! – que Jesus escolheu de entre os doze apóstolos para sobre ele edificar a Igreja. “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.” (Mateus 16:18).

E foi ainda de “pescadores de homens” que Jesus fez os seus apóstolos, levando-os a pregar pelo mundo inteiro. Tal como foi aos peixes que Santo António pregou. Não admira, pois, que o peixe tornou-se o símbolo do Cristianismo dede os seus primórdios.

Os pescadores de Esposende – os pescadores em geral – são os descendentes desses primitivos cristãos que do mar tomam o peixe como o seu próprio pão!

Fotos: Luís Eiras / Esposende Altruísta

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ARCOS DE VALDEVEZ E A CAPELA A SANTA APOLÓNIA NO PAÇO DE GIELA

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Celebra-se hoje, 9 de fevereiro, o Dia de Santa Apolónia

Esta Santa foi muito popular na Idade Média como padroeira dos dentes e, consequentemente, dos médicos dentistas e daqueles que sofrem de dores na boca e problemas dentários.

No Paço de Giela temos uma capela consagrada a Santa Apolónia, construída nos finais do século XVI por iniciativa de D. Lourenço de Lima Brito e Nogueira, 6º Visconde de Vila Nova de Cerveira e de sua mulher, D. Luísa de Távora.

A capela encontrava-se num avançado estado de degradação e ruína, tendo o culto deixado de ser autorizado desde 1825, ano em que o Paço de Giela deixa de ser ocupado pela família Lima.

É um espaço muito simples: planta retangular, com uma só nave, dividida em dois espaços por um degrau que separa o altar-mor do restante corpo.

Aquando as intervenções de reabilitação do espaço (2014 e 2015) as sondagens arqueológicas no interior da capela colocaram a descoberto um duplo enterramento próximo dos degraus de transição para o altar, correspondente a um adulto do sexo feminino e uma criança de tenra idade.

O edifício foi consolidado e reconstruído integralmente.

Fonte: https://www.facebook.com/pacodegiela

ESPOSENDE: TERRA DE PESCADORES - GENTE DE FÉ!

A pesca é porventura um dos mais antigos meios de sobrevivência do ser humano, a par da caça e anteriormente à criação da agricultura.

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São inúmeras as referências bíblicas à pesca e ao peixe. E, foi precisamente um pescador – Simão, chamado Pedro! – que Jesus escolheu de entre os doze apóstolos para sobre ele edificar a Igreja. “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.” (Mateus 16:18).

E foi ainda de “pescadores de homens” que Jesus fez os seus apóstolos, levando-os a pregar pelo mundo inteiro. Tal como foi aos peixes que Santo António pregou. Não admira, pois, que o peixe tornou-se o símbolo do Cristianismo dede os seus primórdios.

Os pescadores de Esposende – os pescadores em geral – são os descendentes desses primitivos cristãos que do mar tomam o peixe como o seu próprio pão!

Fotos: Luís Eiras / Esposende Altruísta

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PAREDES DE COURA / ARCOS DE VALDEVEZ: ALVES DA CUNHA LEVA FORMARIZ AO SENADO DA REPÚBLICA EM 1911

Na sessão de 29 de Novembro de 1911 do Senado da República, o senador Alves da Cunha interpelou o Ministro da Justiça para lhe dar conhecimento de dois factos ocorridos em Paredes de Coura e Arcos de Valdevez relacionados com a questão da Lei da Separação da Igreja do Estado, cuja intervenção transcreve-se do respectivo Diário.

O Sr. Alves da Cunha: - Sr. Presidente: pedia palavra por estar presente o Sr. Ministro da Justiça, a quem desejo dar conhecimento de dois factos, que reputo de certa importância e até de gravidade.

Sabe-se que na lei chamada da separação se consignaram pensões aos párocos que as quisessem aceitar.

Uns aceitaram-nas e outros não.

Aqueles, porém, encontram-se em circunstâncias difíceis e verdadeiramente embaraçosas, porque nem os seus paroquianos lhes pagam, nem tam pouco o Estado. (Apoiados).

E claro que perante esta situação, nós, republicanos, devemos envidar todos os esforços e diligências para que a República honre os seus compromissos. (Apoiados).

A República consignou na lei da separação as pensões aos párocos, não como um favor, mas como um acto de justiça; e houve párocos que aceitaram essas pensões, mas outros, qualquer que fôsse o motivo, recusaram-nas.

Que resultou daqui?

Que os primeiros estão sem as pensões e sem os antigos proventos paroquiais, e os segundos, sôbre estarem a recebê-los, riem-se e mofam, em ar de quem não acredita que a República cumpra o que lhes prometera.

Ora isto é que não pode, nem deve continuar assim.

E preciso mostrar, por obras e factos, a todos os portugueses que a República está resolvida a cumprir aquilo a que se obriga, maiormente quando a obrigação consta dum diploma legislativo. (Apoiados).

Chamo, pois, a atenção do Sr. Ministro da Justiça para êste assunto, esperando que S. Exa. intervenha por forma tal que das pensões, que já estão liquidadas, se paguem, sem perda de tempo, as prestações vencidas desde o mês de julho até hoje, e, quanto aos processos que estão por liquidar, que o Sr. Ministro ordene as providências precisas para .que se ultimem no mais curto prazo possível.

Já que estou com a palavra, e ainda sôbre um assunto que se prende com o das pensões, julgo do meu dever, embora o faça com mágua e tristeza, chamar a atenção de S. Exa. para um facto que se me afigura de muita gravidade, por poder ser origem de conflictos e desordens.

Não farei comentários; apenas relatarei um facto concreto para o qual chamo a atenção do Senado.

Está-se movendo, no Alto Minho, por parte de alguns párocos que não quiseram aceitar as pensões, uma guerra, indigna e incompatível com o espírito de paz e amor da religião que professam, a outros párocos que as aceitaram.

E uma verdadeira perseguição.

Os primeiras não permitem que os segundos oficiem nas igrejas daqueles.

O facto concreto, a que me referi, é êste: o pároco da freguesia de Formariz, concelho de Paredes de Coura, que tambêm é pregador, aceitou a pensão.

Êste pároco não tem hostilizado a República; é ilustrado, honesto e cumpridor dos seus deveres paroquiais. Sabe harmonizar os deveres da sua crença católica e do seu múnus pastoral com os deveres de cidadão português.

Pois bem: êste pároco foi convidado por uma comissão de festeiros para ir pregar um sermão a certa freguesia do concelho de Arcos de Valdevez, e na véspera da festividade em que devia pregar, recebeu urna carta do pároco da freguesia dos Arcos dizendo-lhe com todas as letras que não consentiria que êle pregasse na sua igreja por ter aceitado a pensão.

Êste facto, Sr. Presidente, é incontestavelmente grave, não só pelo carácter das pessoas que nele intervieram - sacerdotes - mas por demonstrar o espírito de que estão animados alguns curas de almas que não aceitaram a pensão: espírito de manifesta hostilidade contra colegas.

Para comprovar o que acabo de dizer, peco â V. Exa., Sr. Presidente, e ao Senado, licença para ler alguns períodos da carta do pároco que fez a proibição.

Leu.

Já vê V. Exa., Sr. Ministro, que isto não pode passar em julgado como facto de somenos importância.

O pároco que aceitou a pensão deu exemplo de que os actos de justiça devem aceitar-se donde quer que êles venham; acatou à lei e não hostilizou a República. (Apoiados).

Pelo contrário, o outro colocou-se fora da lei eclesiástica e civil. (Apoiados).

Por isso penso que V. Exa., Sr. Ministro da Justiça, não pode deixar de intervir nesta lastimável ocorrência, ou seja para se informar e proceder, ou para ordenar uma sindicância e chamar à ordem quem o merecer, para que o caso se não repita. (Apoiados).

Não quero fazer aqui o elogio do pároco de Formariz, mas peço licença ao Senado para ler o qus, a seu respeito, diz a imprensa periódica, a fim de os meus ilustres colegas verem que eu não estou a inventar, mas unicamente a colocar me ao lado de um pároco a quem todos nós devemos dar fôrça e alentos no meio da perseguição feroz que lhe foi declarada.

Diz a Vida Nova, que se publica em Viana do Castelo:

"No pretérito domingo, na matriz da freguezia de Formariz, o seu digno abade rev. António Coutinho, pronunciou uma clara alocução, demonstrando aos seus com paroquianos quais os deveres e os direitos que, segundo a lei da separação da Egreja do Estado, por êle acatada espontaneamente, aceitando a pensão que a dita lei estabelece para os párocos, lhes eram exigidos e conferidos".

E no passado dia 5 de Outubro, quando naquela freguesia se celebrava, embora por forma modesta, o aniversário da implantação da República, um dos oradores, fazendo referências a algumas pessoas dali naturais, disse que o mesmo pároco (conforme pode ler-se no mesmo jornal, de 12 daquele mês) era um abade verdadeiro modelo dos apóstolos de Cristo e de bom cidadão português.

Nestes termos, eu penso que êste pároco não pode ficar abandonado. (Apoiados).

Entendo que, para bem da República, para honra de todos nós, que andamos a dizer que a República, sempre que possa, há-de saber honrar os seus compromissos, não temos outra cousa a fazer senão o seguinte: sindicar dêste e outros factos semelhantes e dar o necessário correctivo a quem o merecer, fazendo entrar na ordem aqueles que, por meios de todo repreensíveis, se propõem criar embaraços ao bom andamento dos negócios públicos, è suscitar represálias que, facilmente, podem dar origem a conflitos graves e nada edificantes.

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MINHO: CANGAS DE BOIS SÃO PEÇAS DE VALOR ETNOGRÁFICO!

Desde tempos ancestrais, o Homem sempre recorreu ao auxílio dos animais para as mais diversas actividades. É o caso da falcoaria para fins de caça, da columbofilia para as comunicações e dos equídeos na captação de água dos poços e dos rios ou no transporte de cargas.

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Desenho de Manuel Couto Viana

Também para os trabalhos agrícolas, foi aproveitada a força física do gado bovino, sobretudo em trabalhos mais esforçados como nas lavradas e no transporte de cargas por leiras e caminhos rurais intransitáveis, ainda hoje pouco recomendáveis aos modernos tractores por razões de segurança.

A fim de juntar a parelha de bois e ligá-la ao varal utiliza-se um jugo ou uma canga que consiste numa peça de madeiraque vai no cangote dos animais e é presa ao pescoço.

No Minho, as cangas possuem uma beleza artística muito peculiar pois apresentam-se bastante ornamentadas com diferentes figuras geométricas e não raramente com alusões a elementos simbólicos da religiosidade popular.

Ainda, para protecção dos animais dos feitiços de maus-olhados praticados pelas bruxas – pessoas geralmente do sexo feminino que insistiam em preservar rituais pagãos – é costume por vezes atarem à canga um pequeno saquinho com amuletos.

As cangas do Minho dizem-nos muito do talento artístico e da religiosidade antiga das nossas gentes pelo que constituem peças de elevado valor etnográfico!

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Foto: autor não identificado

O QUE SÃO E PARA QUE SERVEM OS CRUZEIROS?

O cruzeiro constitui uma cruz monumental em pedra, geralmente colocada sobre uma plataforma formada por alguns degraus. Encontram-se predominantemente junto de igrejas, adros, praças, cemitérios, encruzilhadas e outros caminhos a assinalar percursos habituais de procissões religiosas.

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Cruzeiro na Cabração, concelho de Ponte de Lima. Encontra-se situado numa encruzilhada e constitui um ponto de referência à procissão religiosa que se realiza por ocasião das festas em honra de Nossa Senhora do Azevedo.

 

O seu aparecimento ao século III da Era Cristã, imediatamente após o imperador Constantino ter alegadamente convertido-se ao Cristianismo e adoptado a cruz como seu símbolo. Desde então, passaram a ser erigidos cruzeiros um pouco por todo o império romano, constituídos como um padrão destinado a levar a cabo o processo de cristianização e, ao mesmo tempo, extirpar o paganismo com a sua localização nas encruzilhadas de caminhos, sítios frequentemente atribuídos à realização de rituais pagãos.

A Contra-Reforma ocorrida no século XVI fez aumentar a quantidade de cruzeiros, bem assim como outros elementos de devoção religiosa, acabando por torná-los parte da religiosidade popular.

De uma maneira geral não apresentam qualquer valor artístico, existindo porém alguns com interessantes motivos escultóricos.

MINHO: O QUE SÃO AS “ALMINHAS DO PURGATÓRIO”?

Alminhas: Portugal foi o único país a criar estes monumentos

Portugal é o único país do mundo que possui no seu património cultural, localizadas habitualmente à beira de caminhos rurais e em encruzilhadas, as alminhas, representações populares das almas do Purgatório que suplicam rezas e esmolas e que frequentemente surgem em microcapelinhas, padrões, nichos independentes ou incrustados em muros ou nos cantos de igrejas, painéis de azulejo ou noutras estruturas independentes. Mas uma grande parte deste património representativo da religiosidade popular portuguesa está a degradar-se crescentemente, rodeada por silvas, alvo de actos de vandalismo avulso e reflexo directo e generalizado da pressa da vida actual, do abandono das zonas rurais do país e da indiferença que predomina nas autarquias em relação aos pequenos monumentos saídos da imaginação e da devoção do povo.

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Nicho de "Alminhas do Purgatório" na Cabração, concelho de Ponte de Lima

 

"As alminhas são uma criação genuinamente portuguesa e não há sinais de haver este tipo de representação das almas do Purgatório, pedindo para os vivos se lembrarem delas para poderem purificar e "subir" até ao Céu, em mais lado nenhum do mundo a não ser em Portugal", afirma António Matias Coelho, professor de História, investigador de manifestações da cultura religiosa e popular e organizador de dois encontros nacionais sobre Atitudes perante a morte, realizados há alguns anos na Chamusca.

"No cristianismo primitivo só havia Céu e Inferno, a ideia do Purgatório só surgiu na Idade Média, quando a Igreja, na sequência do Concílio de Trento de 1563, o impõe como dogma, numa lógica de resposta católica à Reforma levada a cabo pelos protestantes. Passava assim a haver um estado intermédio para as almas das pessoas que faleciam. E em vez do dualismo do Céu, para os bons, e do Inferno, para os impuros, criou-se um estado intermédio, um local onde durante algum tempo as almas ficariam a purificar", observa o historiador, evidenciando, porém, a forma específica como em Portugal se interpretou as indicações de Trento.

Representações públicas

"É na sequência do Concílio de Trento que são criadas as Confrarias das Almas, como forma de institucionalizar a crença no Purgatório e impor a convicção de que as almas dos mortos sairiam tanto mais cedo do Purgatório quanto mais orações e esmolas fossem feitas pelos vivos. Aliás, tudo dependia dos vivos, unicamente a eles competia sufragar as almas que esperavam pela purificação", observa António Coelho. Mas, reflexo eventual de uma forma religiosa, emocional e sentimental própria, começam a surgir em Portugal, sobretudo a norte do rio Mondego, fruto de uma cristianização mais prolongada e vivida, pequenas representações das alminhas em sítios públicos com alminhas de mãos erguidas suplicando aos vivos orações e esmolas para poderem completar a purificação e libertar-se das contingências do Purgatório.

Religiosidade popular

"Há muitas alminhas em todo o país, mas sobretudo no Norte, e alguns municípios têm seguramente centenas de alminhas com alguma relevância dispersas pelo seu território.

Nas regiões do Porto e de Aveiro, e em concelhos como Arouca, Sever do Vouga, Vouzela e São Pedro do Sul, em Trás-os-Montes e por toda a Beira Interior há alminhas dispersas pelos caminhos implorando aos vivos que se lembrem delas", afirma António Matias. O investigador lamenta, no entanto, a "morte lenta" a que estão devotadas estas manifestações tão identitárias da religiosidade popular própria dos portugueses.

Refere a pressa dos tempos modernos. "As pessoas já não param para acender uma vela ou para fazer uma oração. Agora está tudo muito diferente se compararmos, por exemplo, com o século XIX, quando ainda se construíam muitas alminhas", esclarece António Matias, sublinhando que se recorda de, ainda há poucas décadas, ser comum, "a quem passasse junto às alminhas, parar, curvar-se e tirar o barrete [ou chapéu] em respeito, pôr flores, acender uma vela ou lamparina de azeite, fazer o sinal da cruz e rezar o Pai Nosso e Ave Maria, correspondente à sigla P.N.A.M., existente como relembratório junto a muitos nichos e capelinhas que apelam às rezas cristãs".

Fonte: Manuel Fernandes Vicente / https://www.publico.pt/

FALECEU O CÓNEGO JOSÉ MARQUES – ERA NATURAL DE MELGAÇO!

Faleceu, aos 83 anos, o Cónego José Marques.

Nascido a 11 de Agosto de 1937 em Rouças, Melgaço, prosseguiu os estudos – após a instrução primária – no Seminário de Braga, sendo ordenado sacerdote na Sé Catedral a 15 de Agosto de 1961.

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A partir de Outubro desse ano e até Setembro de 1970 serviu como prefeito no Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo. Foi nomeado cónego em 1987, sendo entre Outubro de 1990 e Janeiro de 2000 mestre-escola do Cabido Metropolitano e Primacial Bracarense.

Entre Fevereiro de 1989 e Outubro de 1990 foi director do Instituto de História e Arte Cristã e, por extensão, do Arquivo Arquidiocesano. Embora nunca tenha sido nomeado pároco, foi, durante três décadas, uma presença assídua na Basílica dos Congregados, quer presidindo à Eucaristia, quer concelebrando.

O Cónego José Marques tem uma importante obra de investigação a respeito da história religiosa de Portugal, mais especificamente do Norte do país durante a Idade Média.

O percurso na área da História inicia-se em 1969, quando inicia a licenciatura na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), que conclui em 1974, especializando-se depois, em 1976, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, como bibliotecário-arquivista.

Em 1982 realizou provas de doutoramento na FLUP com a tese "A Arquidiocese de Braga no século XV", sendo director da Faculdade entre 1982 e 1985. Ascendeu a professor catedrático após realizar as provas de agregação em 1989/90. Aposentou-se em 2003.

Foi fundador do Curso de Especialização em Ciências Documentais da FLUP, que coordenou até 2003 e coordenador, até Fevereiro desse ano, da sua Secção de Ciências Documentais.

Coordenou ainda a Revista da Faculdade de Letras entre 1984 e 1988 e foi membro do Instituto Galaico-Minhoto, do Centro de História da FLUP (do qual foi co-fundador em 1982), da Real Academia de la Historia de Madrid, das Sociedades de Estudos Medievais portuguesa (sócio fundador desde 1985) e espanhola, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Comission Internationalle de Diplomatique (membro desde Outubro 1986, seu vice-presidente em 2008), e do Comité International de Paléographie Latine (desde 1989).

O Cónego José Marques será sepultado no cemitério de Braga. A cerimónia exequial será de carácter reservado à família e ao Cabido.

A Arquidiocese de Braga, a família e as comunidades às quais serviu unem-se agora em oração e agradecem a Deus pelo seu ministério sacerdotal e pelo dom da sua vida.

Paz à sua alma!

Fonte: https://www.arquidiocese-braga.pt/

BRAGA: SANTUÁRIO DO SAMEIRO – UM DOS MAIORES CENTROS DE DEVOÇÃO MARIANA EM PORTUGAL – ATRAVÉS DA OBJECTIVA DE FERNANDO ARAÚJO

A história deste santuário iniciou-se em 14 de junho de 1863. O fundador deste santuário foi o vigário de Braga, Padre Martinho António Pereira da Silva, natural de Semelhe, que em 1869 fez colocar, no cume da montanha, uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Este santuário constitui um dos centros de maior devoção mariana em Portugal, logo depois do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Cova da Iria, e do Santuário da Mãe Soberana, em Loulé.

Neste templo, concluído no século XX, destaca-se no seu interior o altar-mor em granito branco polido, bem como o sacrário de prata. Em frente, ergue-se um imponente e vasto escadório, no topo do qual se levantam dois altos pilares, encimados com a imagem da Virgem Maria e do Sagrado Coração de Jesus.

Fonte: Wikipédia

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