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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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QUEM É MANUEL TINOCO – UM DOS FUNDADORES DA CASA COURENSE EM LISBOA E ACTUAL DIRECTOR DO "NOTÍCIAS DE COURA"?

Manuel Tinoco – personalidade bastante conhecida e estimada da comunidade courense e minhota em geral radicada na região de Lisboa - foi um dos fundadores da Casa Courense em Lisboa e seu vice-presidente. E é actualmente director do jornal "Notícias de Coura".

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Foi também investigador durante três décadas da presença da comunidade courense na capital, tendo efectuado o levantamento dos courenses na indústria hoteleira em Lisboa, trabalho vertido em livro editado pela ADASPACO (Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Paredes de Coura).

Manuel Tinoco nasceu em Rubiães porque era tradição as mães virem ter os filhos à terra, a casa de seus pais. E, com pouco mais de um mês já estava em Lisboa. A mãe levou-o ao colo e, já sem pai que morreu de doença súbito no dia do seu baptismo em Rubiães (veio cá ver-me pela primeira vez, deixando a taberna de Santa Marta por uns dias, e morreu). E, juntamente com a sua mãe, Manuel Tinoco transformou a velha taberna no conceituado restaurante Alto Minho, um estabelecimento muito visitado  pelos minhotos que residem em Lisboa.

O jornalismo foi sempre a sua grande paixão o que levou a acalentar a vontade de regresso às origens – Paredes de Coura! – sonho que acabou por concretizar por volta dos quarenta anos de idade.

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Manuel Tinoco, ao lado do Dr. Jorge Sampaio, na qualidade de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, durante um almoço da Casa Courense em Lisboa

 

Fruto dessa paixão pela terra, não obstante ser já de uma geração diferente dos cabouqueiros da Casa Courense em Lisboa, e tendo uma ligação à terra cimentada por uma veia romantizada, ao contrário de quem por cá comeu o pão que o diabo amassou, integrou a equipa fundadora daquela instituição regionalista.

E, ao voltar para Paredes de Coura, a chama do jornalismo que lhe corria nas veias concretizou-se com a fundação do jornal “Notícias de Coura”, uma referência da Imprensa da nossa região. Mas, pelo caminho não lhe faltou a veia poética

Além das suas ligações nomeadamente à Casa Courense e ao jornal “Notícias de Coura, Manuel Tinoco foi presidente da Associação Cultural de Rubiães e também vice-presidente do Núcleo de Andebol do Liceu Pedro Nunes – clube federado português que movimentava mais atletas na década de oitenta.

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CARMINDA GONÇALVES DA COSTA – A MÃE DE MANUEL TINOCO

Foi para Lisboa em 1957, após o casamento. Nada sabia do ramo; tudo aprendeu num abrir e fechar de olhos, mal o marido faleceu, corria 1959. Com pouco mais de vinte anos de idade, com o bebé ao colo, passou então a manobrar o leme da taberna e carvoaria que era do casal. Trabalhou, trabalhou sempre, sete dias por semana, dezoito horas por dia, foi mulher, foi Mãe e Pai ao mesmo tempo, minha Heroína, gestora de uma vida de negócios de sucesso, uma vida da qual tinha um nunca disfarçado orgulho. Fez da taberna de Santa Marta a mais afreguesada da zona; mais tarde, nos idos de 1981, transformá-la-ia em restaurante. O trabalho redobrou e o talento para a cozinha ganhou asas de tamanho desmedido, de tal forma que do restaurante Alto Minho fez um verdadeiro santuário gastronómico da nossa terra. A sua terá sido das primeiras cozinhas, mesmo ainda no período anterior ao restaurante (pela década de sessenta acima), a reabilitar a culinária das casas dos lavradores de Rubiães, isto, sublinhe-se, num tempo em que um certo preconceito evitava preservar e dar importância à mesa do mundo rural. As receitas da sua avó Josefina tiveram então palco para brilharem às mãos milagrosas de minha Mãe. Em 2001, minha Mãe haveria de regressar à sua Rubiães, à sua Costa, ao Crasto. E nunca viria a morrer porque foi sempre muito maior do que a vida. Apenas passou a viver dentro de mim desde o mais gelado de todos os Janeiros, já lá vão quatro anos.

Texto: Manuel Tinoco

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Jornal "Notícias de Coura" - Clique na imagem!

RUBIÃES DESFILA NAS FESTAS DE PAREDES DE COURA – ATRAVÉS DA OBJECTIVA DE MANUEL TINOCO

A imagem retrata a participação da freguesia de Rubiães num cortejo etnográfico das festas do concelho de Paredes de Coura.

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Tratava-se da embaixada de Rubiães, que era dedicada ao tema “A mulher e o trabalho” em meados dos anos noventa do século passado.

À época, era o courense Manuel Tinoco presidente da Associação Cultural de Rubiães e também vice-presidente do Núcleo de Andebol do Liceu Pedro Nunes – clube federado português que movimentava mais atletas na década de oitenta.

Manuel Tinoco – personalidade bastante conhecida e estimada da comunidade courense e minhota em geral radicada na região de Lisboa -  foi um dos fundadores da Casa Courense em Lisboa e seu vice-presidente, além de investigador durante três décadas da presença da comunidade courense na capital, tendo efectuado o levantamento dos courenses na indústria hoteleira em Lisboa, trabalho vertido em livro editado pela ADASPACO (Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Paredes de Coura).

 

CASA DO PORTO NO RIO DE JANEIRO: UM PEDAÇO DA VETUSTA COMARCA D’ENTRE-O-DOURO-E-MINHO NO BRASIL

Do ponto de vista histórico, geográfico e etnográfico, o Minho estende-se até ao rio Douro, formando com o Douro Litoral uma única região que corresponde à vetusta Comarca d’Entre-o-Douro-e-Minho. Foi uma efémera quanto absurda reforma administrativa que ao Minho subtraiu o Douro Litoral.

No Rio de Janeiro, a Casa do Porto constitui uma parcela viva da nossa comunidade que ali se radicou, gente que partilha com os minhotos a mesma forma de pensar e viver pois as suas raízes fundam-se na terra que foi a Comarca d’Entre-o-Douro-e-Minho. Reproduzimos o seu historial oficial:

“A Casa Do Porto, fundada em 2 de agosto de 1945, tem por objetivo manter viva as tradições da Cidade do Porto e suas freguesias, através da cultura portuguesa.

A Casa do Porto, com suas fulgurantes atividades sociais, foi, pelo Prefeitura da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, como Governo, considerada de “Utilidade Publica”

Finalidades estatutárias da Casa do Porto: Associação Regionalista, Cultural, Recreativa, Filantrópica e Desportiva.

Projetos Principal da Casa do Porto: Transformar a Casa do Porto em uma entidade polivalente nas áreas de Cultura, Desporto, Filantropia, Cultural e Econômica.

Patrono da Casa do Porto: Infante Dom Henrique.”

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JANUÁRIO BARBEITOS: UM MONÇANENSE INESQUECÍVEL!

As imagens reproduzem o que terá sido um rascunho de texto de Alexandre Vieira, para o livro Figuras Gradas, intitulado "Januário Barbeitos (Um Monçanense inesquecível)".

O livro de Alexandre Vieira "Figuras gradas do movimento social português" foi publicado em 1959 numa edição do autor. Este documento trata-se, provavelmente, de um rascunho para o segundo volume de Figuras Gradas que Alexandre Vieira teria em preparação pouco antes de morrer.

Fonte: Fundação Mário Soares

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JANUÁRIO BARBEITOS: UM MONÇANENSE QUE FOI UM DESTACADO MILITANTE LIBERTÁRIO

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So o título “Sucumbiu um Homem dinâmico”, publicou o escritor e jornalista Alexandre Vieira no jornal “A Terra Minhota”, na sua edição de 31 de Agosto de 1968, um artigo sobre o falecimento do monçanense Januário Barbeitos, também ele um destacado militante anarco-sindicalista. O artigo vem ilustrado com uma imagem de um almoço da lampreia na Casa do Minho, em Lisboa, na qual esteve presente.

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A foto que acima reproduzimos é da autoria do fotógrafo profissional Alfredo Ferreira, também ele curiosamente simpatizante libertário. Foi por ele entregue ao Arquivo Histórico-Social, criado pelo Centro de Estudos Libertários, reunido em Lisboa nos anos 1980-1987 e depositado na Biblioteca Nacional, o qual foi depois doado a esta instituição e posteriormente acrescentado de mais alguns espólios e doações.

Fontes: Biblioteca Nacional / Fundação Mário Soares

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BERNARDINO MACHADO, O GRÉMIO DO MINHO E A CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO

Em 13 de Novembro de 1933, José de Azevedo, Presidente da Direcção do Grémio do Minho (actual Casa do Minho em Lisboa) endereçou a Bernardino Machado uma carta lembrando a “Necessidade de recolha de fundos para construção da sede do “Centro do Minho” do Rio de Janeiro, entidade que em 1930 e 1931 repatriou portugueses necessitados”.

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Solicitava ainda a sua colaboração para número único a publicar pelo Grémio do Minho, com vista à obtenção de fundos.”

Refira-se que à data da missiva já se encontrava instaurado o regime do Estado Novo em Portugal.

A título de curiosidade, Bernardino Machado, filho do Barão de Joane (Famalicão) nasceu no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, em 1851. Ficou para sempre ligado a Paredes de Coura onde nomeadamente se dedicou à produção de lacticínios e a Famalicão, cidade que lhe dedica um museu com o seu nome dando a conhecer a sua vida e obra.

Fonte: Fundação Mário Soares

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HOJE É DIA DE SANTO AMARO – PATRONO DA COMUNIDADE GALEGA EM PORTUGAL!

A ermida de Santo Amaro foi obra da comunidade galega em Lisboa

Erguida em 1549 numa colina sobranceira ao rio Tejo, a capela de Santo Amaro foi mandada erguer por um grupo de marinheiros galegos em cumprimento de uma promessa feita perante a ameaça de naufrágio à entrada da barra. Santo Amaro é o padroeiro dos galegos que vivem em Portugal.

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Situada ao cimo da calçada de Santo Amaro, trata-se de um templo de estilo Renascentista, de planta centralizada em redor de um átrio semicircular, construído segundo o projeto de Diogo de Torralva, considerado um dos melhores arquitetos do século XVI. O edifício encontra-se desde 16 de julho de 1910 classificado como Monumento Nacional.

São notáveis os painéis de azulejos polícromos tardo-maneiristas alusivos a Santo Amaro que revestem as paredes do átrio, as pinturas a óleo que revestem o teto da sacristia, os três magníficos portões de ferro forjado do século XVII e o conjunto formado pelo adro e o escadório que, na parte superior, sugere a proa de um barco virado ao Tejo.

Todos os anos, por altura do dia 15 de janeiro, ali afluíam os galegos em animada romaria, cantando e bailando xotas e muiñeiras, vendendo rosários de pinhões e divertindo-se até ao romper do dia. A romaria de Santo Amaro foi uma das mais apreciadas e concorridas que então tinham lugar em Lisboa e arredores, tendo a última se realizado em 1911, facto a que não será estranho o ambiente hostil a manifestações religiosas no espaço público vivido à época.

Seguiu-se um longo período de abandono no qual a capela chegou a ser saqueada e a ser utilizada como carvoaria. Em 1927, foi entregue à Irmandade do Santíssimo Sacramento, e no ano seguinte o espaço foi reabilitado para o culto.

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RANCHO FOLCLÓRICO DA CASA DO MINHO VAI À RTP1

O Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lisboa vai fazer-se representar com quatro dos seus componentes na próxima edição do programa da RTP1, “Hoje é Domingo”, apresentado por Vera Fernandes e João Paulo Rodrigues.

O programa é transmitido em directo, a partir do Cinemate, em Loures, situado na rua Carlos Ayres dos Santos.

Os minhotos vão falar acerca da nossa região e do “vira”.

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QUEM FOI O ESCRITOR E DIPLOMATA BRASILEIRO DÁRIO CASTRO ALVES?

A imagem regista a presença, do embaixador Dário Castro Alves na Casa do Concelho de Ponte de Lima, em 1995, por ocasião de uma conferência proferida pelo Comendador Adelino Tito de Morais sob o tema “Limianos: Nobres e Titulares no Brasil”. Na foto, com Direito Matos (Presidente da Direcção da CCPL) e Carlos Gomes (actual administrador do Blogue do Minho).

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Dário Moreira de Castro Alves (Fortaleza, 14 de dezembro de 1927 - Fortaleza, 6 de junho de 2010) foi um escritor, diplomata e embaixador brasileiro.

Filho de Pascoal de Castro Alves e de Maria de Lurdes Moreira de Castro Alves. Frequentou o curso de preparação à carreira de diplomata do Instituto Rio Branco (IRBr) a partir de 1949, sendo nomeado cônsul de terceira classe em outubro de 1951. Nesse período, em 1950, formou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1950. Na Secretaria de Estado das Relações Exteriores (SERE), então funcionando no palácio Itamaraty do Rio de Janeiro, exerceu as funções de auxiliar do secretário-geral (1952 a 1953) do embaixador Vasco Leitão da Cunha e oficial-de-gabinete do ministro das Relações Exteriores, embaixador Raul Fernandes (1954).

Promovido a segundo-secretário em janeiro de 1954, foi auxiliar do chefe do Departamento Econômico e Consular de 1954 a 1955. Nesse último ano foi removido para a Argentina, onde serviu como segundo-secretário na embaixada em Buenos Aires até 1958, quando foi transferido para a missão junto à Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque. Nesse período participou da Comissão da ONU para Estudos da Utilização Pacífica do Espaço Cósmico (Nova Iorque, 1959), da conferência para constituir o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) (Washington, 1959) e da reunião da Comissão Especial do Conselho da Organização dos Estados Americanos (OEA), Comitê dos 21 (Bogotá, 1960). Voltou dos Estados Unidos em 1960 para exercer as funções de oficial-de-gabinete do ministro das Relações Exteriores, embaixador Affonso Arinos de Mello Franco, até 1961. Promovido, nesse ano, a primeiro-secretário, foi nomeado assessor de imprensa do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

De 1962 a 1964 serviu na embaixada do Brasil em Moscou, na União Soviética. De volta à SERE, foi subchefe de gabinete do ministro das Relações Exteriores, embaixador Vasco Leitão da Cunha até 1965. Nomeado nesse ano cônsul do Brasil em Roma (Itália), lá permaneceu até 1967, ano em que foi promovido a conselheiro. De volta à SERE, foi, sucessivamente, chefe da Divisão de Comunicações e Arquivo, chefe substituto do Departamento de Administração e chefe da Divisão de Pessoal, sendo promovido a ministro de segunda classe em novembro de 1968. Chefe de gabinete do ministro das Relações Exteriores, embaixador Mário Gibson Barbosa, de 1969 a 1974, em seguida chefiou o Departamento Geral da Administração (1974-1978). Nessa função, foi secretário-geral da IX Conferência dos Países da Bacia do Prata (Rio de Janeiro, 1976). Secretário-geral do MRE (1978) na gestão do embaixador Antônio Azeredo da Silveira, ocupou interinamente a pasta das Relações Exteriores.

Nomeado embaixador do Brasil em Portugal em 1979, substituindo Carlos Alberto Fontoura, serviu em Lisboa até 1983. Nesse ano deixou a capital portuguesa, sendo sucedido por Azeredo da Silveira, enviado a Washington como embaixador do Brasil junto à OEA. Nessa função, presidiu o Conselho Permanente da OEA (1984) e chefiou a missão especial do governo brasileiro aos dez países anglofônicos das Caraíbas, membros da OEA (1988). Voltou a Portugal em 1990 como cônsul-geral do Brasil com categoria de embaixador na cidade do Porto, onde trabalhou até sua aposentadoria naquele mesmo ano. Ainda em 1990, fixou residência em Lisboa, onde trabalhou como consultor para firma Noronha Advogados.

Foi reconhecido como inventor pelo Departamento de Patentes dos EUA (Washington, 1987) pela criação de uma embalagem de medicamentos à prova de violação. A partir de 1989 pronunciou numerosas conferências sobre literatura, diplomacia, gastronomia e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (nos EUA, no Brasil, em Portugal e na Rússia) e tornou-se colaborador de diversos órgãos de imprensa de Portugal e da Espanha. Viúvo da escritora Dinah Silveira de Queiroz, casou-se com Rina Bonadies de Castro Alves. Faleceu em Fortaleza de insuficiência cardíaca.

Fonte: Wikipédia

RANCHO FOLCLÓRICO MARIA DA FONTE DA CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO COMEMORA HOJE 66 ANOS DE EXISTÊNCIA

Rancho Folclórico Maria da Fonte comemora 66 anos de existência

O Rancho Folclórico Maria da Fonte é um dos três ranchos folclóricos da Casa do Minho no Rio de Janeiro. Os demais são o Rancho dos Veteranos e o Rancho Juvenil Benjamim Pires. Com 66 anos de existência, o Rancho Maria da Fonte constitui um autêntico porta-estandarte da Casa do Minho e das tradições minhotas em terras do Brasil e, não raras as vezes, além-fronteiras.

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Para além da exibição dos trajes e das danças e cantares da nossa região, o Rancho Maria da Fonte reconstitui habitualmente interessantes quadros etnográficos como a desfolhada do milho, as vindimas e a espadelada do linho, espetáculos bastante concorridos pela comunidade minhota do Rio de Janeiro.

Acerca das origens do Rancho Folclórico Maria da Fonte, transcreve-se a sua própria descrição feita no site da Casa do Minho.

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“Antônio Pedreira, natural de Valença, era um vascaíno doente e assistia a todos os jogos do Vasco em São Januário. Após o jogo jantava, junto com as filhas e alguns amigos em seu restaurante situado na Praça da Bandeira. Era proprietário também de uma loja de artigos elétricos na Rua Frei Caneca onde também trabalhavam sua duas filhas solteiras, Elza e Nilza. A Olívia, sua terceira filha era casada e ajudava seu marido em um pequeno negócio na zona norte do Rio. Não freqüentava a Casa do Minho. O Sr. Antonio Pedreira além de todas as suas atividades idealizou organizar um grupo de danças portuguesas. Foi divulgada a idéia e os candidatos a dançarinos foram aparecendo, moças e rapazes. As filhas do Sr. Pedreira, Elza e Nilza, com a colaboração de Suely, vizinha da Casa do Minho na Rua Conselheiro Josino, confeccionaram os trajes para as moças e também o estandarte para o grupo. Ensaiando há algumas semanas teve sua primeira exibição no dia 18 de dezembro de 1954, considerada data da fundação, durante as festividades em homenagem ao Conselho de Valença.

O sucesso foi muito comentado até pela imprensa. Por sugestão de Sra. Odete, esposa do então tesoureiro e grande benemérito Alberto Gonçalves Igreja, foi o grupo batizado com o nome de Maria da Fonte, em homenagem à heroína minhota. Embora de relativo agrado, o Maria da Fonte não representava fielmente o Minho nem nas músicas nem nas danças, pois se limitava a imitar as marchas de Lisboa. Em 1960 o Sr. Domingos da Costa e Silva viajou a Portugal e em Viana do castelo encomendou os fatos genuínos da região para as moças.

Para os rapazes foram mandados confeccionar os trajes seguindo o modelo dos grupos folclóricos da região de Viana. Foi um novo sucesso a apresentação dos trajes exibidos pelo Maria da Fonte. Mas algumas coisas ainda estavam faltando.

Foi quando compareceram à Casa do Minho, Benjamim Pires e Fernanda Enes Salgueiro, o casal oriundo de Carreço, componentes que foram do grupo Folclórico daquela freguesia de Viana do castelo. A partir de então, sob a orientação de Benjamim Pires e sua esposa, Sra. Fernanda, o Rancho Maria da Fonte não parou de crescer.

A fama do Rancho espalhou-se por todo o território brasileiro, transpôs fronteiras e por três vezes foi a Portugal mostrar o que os emigrantes plantaram nesta terra brasileira. Foi recebido por autoridades brasileiras e portuguesas e já representou Portugal em diversas solenidades.

Este Rancho era composto em quase sua totalidade por portugueses. Existia um casal, ele brasileiro, Odir, e ela espanhola, Josefina. Hoje, é composto por portugueses, brasileiros, filhos de portugueses que mantém a cultura daquela linda região mais viva do que nunca.

Gravou três discos com músicas do seu repertório. Atualmente seus trajes, suas danças e seus cantares são exclusivamente da região do Minho. O Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho é o mais fiel representante do folclore minhoto no Brasil”.

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CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO É O CORDÃO UMBILICAL QUE LIGA OS MINHOTOS NO BRASIL ÀS SUAS ORIGENS

Fundada em 8 de Março de 1924 – prestes a assinalar o seu centenário – a Casa do Minho no Rio de Janeiro foi criada com o propósito de estabelecer solidariedade e prestar auxílio aos nossos compatriotas que, nos anos difíceis do começo do século XX, se viram desamparados pela sorte e à beira da miséria, muitos dos quais tiveram então de ser expatriados, a Casa do Minho viria a constituir-se num baluarte do regionalismo minhoto e da afirmação do patriotismo dos portugueses em terras de Vera Cruz, precisamente a que ostenta no seu próprio emblema.

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Ultrapassadas as dificuldades iniciais com que os nossos conterrâneos se debateram para conseguirem uma vida mais digna, as gentes minhotas deram à Casa do Minho uma nova missão que consiste na preservação da sua identidade, mormente através das mais variadas manifestações culturais, tertúlias literárias, manifestações religiosas, divulgação do folclore e, sobretudo, da união e convívio familiar dos seus associados.

Desde a sua fundação, a Casa do Minho no Rio de Janeiro é obra de muitos homens e mulheres que ao longo de oitenta e oito anos de existência souberam erguer uma grandiosa instituição que dignifica a comunidade minhota radicada no Brasil e prestigia o nosso país.

Localizada na rua Cosme Velho, na zona sul do Rio de Janeiro, a Sede social da Casa do Minho dispõe para além das instalações propriamente ditas, de uma grande arborizada, parque de estacionamento e dois magníficos recintos desportivos.

De entre as suas principais finalidades, cumpre-nos destacar a promoção da fraternidade Luso-Brasileira; o desenvolvimento da prática de atividades desportivas, recreativas, culturais e sociais; a difusão do culto à Comunidade Lusíada; a luta pelos interesses do Minho tornando conhecidas sua história, belezas naturais, gastronomia e o seu folclore.

Fotos: Casa do Minho do Rio de Janeiro

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SABE QUE O DISTRITO DO PORTO JÁ TEVE UMA CASA REGIONAL EM LISBOA?

A Casa do Distrito do Porto, em Lisboa, constituiu uma cisão ocorrida na década de quarenta do século passado, na Casa de Entre-o-Douro-e-Minho (ex-Grémio do Minho), quando aquela agremiação regionalista decidiu alterar a sua denominação para Casa do Minho. Apesar disso, continua a constar nos seus estatutos a possibilidade dos naturais dos concelhos do Distrito do Porto serem admitidos como seus sócios efectivos, procurando dessa forma manter a identidade histórica e geo-etnográfica de toda a região.

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Fonte: Vida Mundial Ilustrada, Ano V, nº 230, 11 Outubro 1945 / Hemeroteca Municipal de Lisboa

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O Conselho Diretivo da Casa do Distrito do Porto, em Lisboa, ofereceu esta fotografia ao Arquivo da Câmara Municipal do Porto recordando a homenagem que os naturais do Distrito do Porto prestaram, em Lisboa, em 11 de Novembro de 1944, ao portuense e Mestre da Pintura Portuguesa António Carvalho da Silva Porto.

Esta foto representa a mesa de honra que assistiu à cerimónia de descerramento da lápide no prédio n.º 6 da Rua Luisa Todi, onde faleceu o insigne artista, a que presidiu o Sr. Comandante Nuno de Brion, Governador Civil de Lisboa, que tinha à sua direita o Sr. Tenente Coronel Alvaro da Salvação Barreto, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e à esquerda o Dr. José de Figueiredo, em representação oficial de Sua Exa. O Ministro da Educação Nacional, Dr. José Caeiro da Mata.

No primeiro plano o Sr. Engenheiro Oscar Saturnino, Presidente da Assembleia Geral da Casa do Distrito do Porto, que também tinha a representação oficial da Câmara Municipal do Porto.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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A lápide ainda se encontra na fachada do edifício testemunhando a existência em Lisboa da Casa do Distrito do Porto.

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REGIONALISMO EM MOVIMENTO: FUTEBOL CLUBE DO PORTO REUNIU ADEPTOS E DIRIGENTES EM LISBOA NA CASA DO DISTRITO DO PORTO EM MEADOS DO SÉCULO PASSADO

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Almoço-convívio da primeira Casa do Futebol Clube do Porto em Lisboa, realizada na Casa do Distrito do Porto (CDP) com a presença como convidado do Dr. Urgel Horta, então Presidente (1951-1954—2º mandato) do Futebol Clube do Porto. Bandeirinhas da Casa engalanavam a mesa do almoço.

Fonte: http://www.ribeirodearaujo.com/

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BRASIL: RANCHO FOLCLÓRICO MARIA DA FONTE DA CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO FEZ AS HONRAS AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MARECHAL CRAVEIRO LOPES

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Esta fotografia é do ano de 1956 e mostra um desfile para recepção do presidente da República Portuguesa Craveiro Lopes, na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro. Vemos o Rancho Maria da fonte ainda com seus trajes de fundação. Arlindo, um dos componentes do grupo à época, é quem leva a bandeira. Mais ao fundo, o grande acordeonista Alberto Camilo.

O senhor Benjamin Pires e a dona Fernanda Pires, recém chegados de Portugal, vestem os únicos trajes autênticos do Alto Minho que vemos na imagem. O casal soube da realização do desfile pelos jornais e foi trajado até o local. Quando os dois viram a placa com o nome da Casa do Minho, não tiveram dúvidas: entraram no meio do Rancho e participaram do desfile juntos com os demais. Foi o primeiro contato do casal que tanto ensinou ao Rancho Maria da Fonte.

O presidente da Casa do Minho na ocasião era Manoel Fernandes de Brito Filho e o diretor artístico do rancho, Luciano Lopes de Almeida.

Fotografia: Acervo da Casa do Minho do Rio de Janeiro

Fonte: Agostinho dos Santos

Pesquisa e texto: Diretoria Artística do Rancho Maria da Fonte

PANDEMIA COVID-19: METADE DOS GRUPOS FOLCLÓRICOS MINHOTOS DA REGIÃO DE LISBOA PODE DESAPARECER

Calculam-se em mais de uma dezena de grupos folclóricos minhotos na região de Lisboa, incluindo os que integram casas regionais.

A pandemia originada pela propagação do Covid-19 veio colocar em causa a sua actividade ao ponto de nem sequer possibilitarem a eleição dos respectivos corpos gerentes.

A suspenção da sua actividade está a provocar o esmorecimento dos seus componentes. As suas preocupações estão a desviar-se para outros pontos legítimos de interesse pessoal. Existem elementos que tratam da sua transferência para outros grupos quando não assumem a sua desistência. E esta situação é tanto mais grave quanto mais se prevê o arrastamento da situação apesar das anunciadas vacinas que visam combater a doença.

A generalidade dos grupos folclóricos não vai além das publicações nostálgicas a recordar êxitos do passado, sem enfrentar os desafios do futuro, nomeadamente em termos de investigação. É, como quem diz, entraram em período de férias prolongadas… e, quando a realidade regressar ao que era antes, provavelmente metade desses grupos folclóricos já pertencerão ao passado!

Foto: José Carlos Vieira

ALMOÇO EM LISBOA DA CASA DO CONCELHO DE ARCOS DE VALDEVEZ EM 1987

Almoço da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez em 1987, realizado no restaurante "Solar de Carnide, propriedade de um arcuense. Tocador Delfim dos Arcos animou o evento. Na foto, Carlos Gomes (Administrador do Blogue do Minho) saúda a instituição arcuense em representação da recém-fundada Casa do Concelho de Ponte de Lima na qualidade de Presidente da Direcção.

A foto foi produzida por um estudante holandês que à altura se encontrava em Portugal a investigar o fenómeno das casas regionais em Lisboa.

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