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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CARDEAL CEREJEIRA VISITOU A CASA DO MINHO EM 1971

A foto data de Junho de 1971 e regista a visita do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira à Casa do Minho, em Lisboa. Na imagem, rodeado pelos elementos da Direção. A foto foi publicada no jornal Época.

De referir que o Cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira era minhoto, natural de Vila Nova de Famalicão.

Fonte: Arquivo Nacional da Torre do Tombo

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ARGANIL: RANCHO FOLCLÓRICO DA RIBEIRA DE CELVISA DESEJA BOAS FESTAS AOS LEITORES DO BLOGUE DO MINHO

Nasceu O Menino Jesus!!!! Aleluia!

O Natal é época de renascimento, de reacender o fogo da vida e de renovar os sonhos e metas para o ano novo que já se anuncia.

É época também de celebrar todas as conquistas vividas e os objectivos alcançados.

Época de viragem e de planear um ano melhor que 2021, do qual nos estamos a despedir.

É tempo de olhar em frente com determinação e otimismo, levando o espirito Natalício para todos os dias do ano.

Não se esqueçam de presentear, todos os dias, aqueles que amam.

Feliz Ano Novo! Que o amor, a paz e a sabedoria, estejam em nossas vidas durante o próximo ano e que o folclore volte a fazer parte de nós e que o possamos viver com toda a paixão e regionalismo.

Feliz Natal e um Próspero Ano 2022.

Sem outro assunto de momento e com os mais respeitosos cumprimentos,

Fernanda Neves

Secretária

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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO – EMBAIXADOR DA GASTRONOMIA MINHOTA NA REGIÃO DE LISBOA – LEVA A LOURES UMA DAS MAIS REQUINTADAS ESPECIALIDADES DA COZINHA TRADICIONAL LIMIANA: O ARROZ DE SARRABULHO COM ROJÕES À MODA DE PONTE DE LIMA!

Grupo Folclórico Verde Minho leva a Loures o Arroz de Sarrabulho com rojões à Moda de Ponte de Lima

O Grupo Folclórico Verde Minho leva a Loures no próximo dia 6 de Fevereiro o arroz de sarrabulho com rojões à moda de Ponte de Lima, especialidade minhota escolhida para a celebração do seu 27º aniversário. Trata-se de uma iniciativa conjunta com os restaurantes de Sarrabulho de Ponte de Lima e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures, esperando-se a confirmação da presença do actual presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Dr. Vasco Ferraz.

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Foto: Amândio de Sousa Vieira

O arroz de sarrabulho com rojões à moda de Ponte de Lima é uma das mais requintadas iguarias da cozinha tradicional portuguesa, atraindo à vila minhota – uma das mais belas de Portugal – numerosos forasteiros para degustar este manjar dos deuses.

Até ao descobrimento da América por Cristóvão Colombo, o milho era completamente desconhecido no ocidente. Foi a partir de então que a sua cultura se difundiu entre nós, implantando-se no noroeste peninsular.

Beneficiando das excelentes condições climáticas e da abundância de água na nossa região, o milho depressa entrou nos hábitos alimentares das nossas gentes a partir do século XVI e passou a fazer parte da nossa dieta a tal ponto que, entre naturais de outras regiões, o minhoto quando migrava era frequentemente apelidado de “pica-milho”.

Entretanto, a cultura do arroz, apesar de introduzida na Península Ibérica pelos árabes e os portugueses terem dela tido conhecimento no Japão de onde era originária desde meados do século XVI, só a partir do século XVIII surge documentação a seu respeito registando o seu cultivo nos campos alagadiços do Ribatejo.

O clima e a orografia impedem a produção de arroz na nossa região pelo que o seu cultivo nos rios Mondego, Tejo, Sorraia, Sado e Mira. Por conseguinte, a sua introdução nos hábitos alimentares dos minhotos é relativamente recente, tendo dado origem a algumas maravilhas da nossa gastronomia como o arroz de sarrabulho à moda de Ponte de Lima, surgido em meados do século XIX pelas mãos da cozinheira Clara Penha cujo testemunho passou a Belozinda Varela.

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MANUEL TINOCO – ESCRITOR E JORNALISTA COURENSE – ACABA DE PUBLICAR O LIVRO “VOU ALI E JÁ VENHO”

Manuel Tinoco acaba de lançar "Vou ali e já venho", livro cuja apresentação será feita em data a anunciar, em Paredes de Coura, e, muito provavelmente, em Lisboa.

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Trata-se de um conjunto de prosas que o autor escreveu entre 2018 e 2021, algumas publicadas sob o pseudónimo de José Luís Vaz.

Desde textos de carácter autobiográfico a crónicas sarcásticas sobre os aspectos mais comezinhos do dia-a-dia, passando por reflexões mais ou menos enroupadas em metáforas que aqui e ali pisam o risco da linguagem obscena, o livro lê-se de uma penada e fica-se desde já à espera do próximo.

Manuel Tinoco é jornalista desde os 16 anos, tendo vivido em Lisboa até ao início do milénio, altura em que passou a viver em Rubiães, Paredes de Coura, tendo fundado o "Notícias de Coura", jornal que ainda dirige.

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Manuel Tinoco – personalidade bastante conhecida e estimada da comunidade courense e minhota em geral radicada na região de Lisboa - foi um dos fundadores da Casa Courense em Lisboa e seu vice-presidente. E é actualmente director do jornal "Notícias de Coura".

Foi também investigador durante três décadas da presença da comunidade courense na capital, tendo efectuado o levantamento dos courenses na indústria hoteleira em Lisboa, trabalho vertido em livro editado pela ADASPACO (Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Paredes de Coura).

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Manuel Tinoco nasceu em Rubiães porque era tradição as mães virem ter os filhos à terra, a casa de seus pais. E, com pouco mais de um mês já estava em Lisboa. A mãe levou-o ao colo e, já sem pai que morreu de doença súbito no dia do seu baptismo em Rubiães (veio cá ver-me pela primeira vez, deixando a taberna de Santa Marta por uns dias, e morreu). E, juntamente com a sua mãe, Manuel Tinoco transformou a velha taberna no conceituado restaurante Alto Minho, um estabelecimento muito visitado  pelos minhotos que residem em Lisboa.

O jornalismo foi sempre a sua grande paixão o que levou a acalentar a vontade de regresso às origens – Paredes de Coura! – sonho que acabou por concretizar por volta dos quarenta anos de idade.

Fruto dessa paixão pela terra, não obstante ser já de uma geração diferente dos cabouqueiros da Casa Courense em Lisboa, e tendo uma ligação à terra cimentada por uma veia romantizada, ao contrário de quem por cá comeu o pão que o diabo amassou, integrou a equipa fundadora daquela instituição regionalista.

E, ao voltar para Paredes de Coura, a chama do jornalismo que lhe corria nas veias concretizou-se com a fundação do jornal “Notícias de Coura”, uma referência da Imprensa da nossa região. Mas, pelo caminho não lhe faltou a veia poética

Além das suas ligações nomeadamente à Casa Courense e ao jornal “Notícias de Coura, Manuel Tinoco foi presidente da Associação Cultural de Rubiães e também vice-presidente do Núcleo de Andebol do Liceu Pedro Nunes – clube federado português que movimentava mais atletas na década de oitenta.

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O escritor e jornalista courense Manuel Tinoco

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Manuel Tinoco, ao lado do Dr. Jorge Sampaio, na qualidade de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, durante um almoço da Casa Courense em Lisboa

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO ESTÁ NA VANGUARDA DO FOLCLORE E DO REGIONALISMO

O Grupo de Folclore Verde Minho leva a efeito no próximo dia 18 de Dezembro, em Loures, os tradicionais cantares ao menino Jesus.

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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO PARTICIPA NO PRÓXIMO ANO NAS CELEBRAÇÕES DO ANO NOVO CHINÊS SOB O SIGNO DO TIGRE

A convite da Embaixada da República Popular da China, o Grupo Folclórico Verde Minho vai participar uma vez mais nas celebrações do Ano Novo Chinês que em 2022 têm início no dia 1 de Fevereiro, alusivas ao signo zodíaco do Tigre. E em virtude das circunstâncias da pandemia, as festividades serão apenas realizadas on-line em data que esperamos anunciar oportunamente.

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O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

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绿民集团MINHO明年参加中国新年庆祝活动

应中华人民共和国大使馆的邀请,绿米尼奥民俗集团将再次参加2022年2月1日开始的中国新年庆祝活动,以虎的星座为契。由于大流行的情况,庆祝活动只会在我们希望在适当的时候宣布的日期在网上举行。
中国历法由月亮周期和太阳的位置共同支配,从新月之夜开始,最接近太阳经过水瓶座十度的那一天。星座中十二种动物的表示,中国历法中的年份对应于传说,根据传说,十二种动物向佛陀展示自己,对应于它们的召唤。
超过20,000名居住在葡萄牙的华人,主要来自广州省,是因为他们靠近澳门,构成了一个和平和勤劳的社区,主要致力于贸易,并在我们地区拥有相当大的影响力.

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Nos primeiros meses de 2022, estão já programados os almoços regionais do Arroz de Sarrabulho com Rojões à Moda de Ponte de Lima e, de seguida, o Arroz Pica-no-chão à moda de Vila Verde, a promover a gastronomia tradicional.

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Em relação ao FolkLoures'22, a programação já se encontra praticamente assegurada, prometendo uma vez mais um grandioso evento da nossa cultura tradicional.

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O MINHO É VERDE – FOLCLORE É VERDE MINHO!

Disse um dia o escritor transmontano Miguel Torga, “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – não podiam, pois, os minhotos que vivem na região de Lisboa, deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua região.

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afetiva às origens. Assim nasceu em 1994 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Visa através da sua atuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore!

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO ESTÁ NA VANGUARDA DO FOLCLORE E DO REGIONALISMO

O Grupo de Folclore Verde Minho leva a efeito no próximo dia 18 de Dezembro, em Loures, os tradicionais cantares ao menino Jesus.

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A convite da Embaixada da República Popular da China, o Grupo Folclórico Verde Minho vai participar uma vez mais nas celebrações do Ano Novo Chinês que em 2022 têm início no dia 1 de Fevereiro, alusivas ao signo zodíaco do Tigre. E em virtude das circunstâncias da pandemia, as festividades serão apenas realizadas on-line em data que esperamos anunciar oportunamente.

O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

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Nos primeiros meses de 2022, estão já programados os almoços regionais do Arroz de Sarrabulho com Rojões à Moda de Ponte de Lima e, de seguida, o Arroz Pica-no-chão à moda de Vila Verde, a promover a gastronomia tradicional.

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Em relação ao FolkLoures'22, a programação já se encontra praticamente assegurada, prometendo uma vez mais um grandioso evento da nossa cultura tradicional.

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CANADÁ: REVISTA “AMAR” DESTACA COMUNIDADE BARCELENSE EM TORONTO

A revista Amar acaba de conferir especial destaque à Associação Migrante de Barcelos Community Centre on Toronto pela passagem do seu 23º Aniversário.

Trata-se de uma revista mensal de distribuição gratuita na comunidade lusófona no Canadá com uma presença mensal na Comunidade Lusófona.

Este projeto pretende ganhar o seu espaço como revista de referência entre os “nossos”, sendo um meio informativo, educativo e de entretenimento sobre os mais variadíssimos temas de interesse para a Comunidade, mas também de diálogo e comunhão da diversidade, onde além da atualidade quotidiana, pretende igualmente dar conta dos assuntos e realidade não tão óbvios e muitas vezes condenados à invisibilidade por falta de agenda, conhecimento ou recursos dos seus protagonistas. Pretende também ser uma ferramenta de apoio aos empreendedores lusófonos a residir no Canadá, divulgando e apoiando os seu projetos e, acima de tudo, ser um elo de ligação entre toda a comunidade lusófona.

A Revista Amar é uma empresa subsidiária dos grupos Cyber Planet Inc. e MDC Media Group. Por seu turno a Associacao Migrante de Barcelos de Toronto, Ontário, é uma entidade constituída pela comunidade barcelense que promove a cultura portuguesa através do nosso folclore tradicional, comida e eventos sociais.

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RANCHO FOLCLÓRICO DA CASA DO MINHO EM LISBOA ESTÁ DE VOLTA AOS PALCOS DA TRADIÇÃO!

O Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lisboa actuou ontem na Bienal Contemporânea(BOCA), em frente ao Teatro São Carlos, na zona do Chiado. A participação abrangeu apenas a cantada e a tocata.

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Com dois músicos, Tânia Carvalho (Viana do Castelo) e Steffen, francês, estão a interagir com o RFCM.

O Rancho da Casa do Minho retoma os ensaios a partir do próximo dia 1 de Outubro, com restrições de acesso, por enquanto apenas acessíveis aos seus componentes.

No próximo dia 9 de Outubro, realizam-se as eleições para os corpos sociais da Casa do Minho.

Fotos: Ana Sofia Duque

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QUEM FOI MANUEL CARAVANA PIMENTA – SÓCIO Nº. 10 DA CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA E UM DOS FIGURANTES PERMANENTES DO CORTEJO HISTÓRICO DAS FEIRAS NOVAS?

Para além dos 9 fundadores da Casa do Concelho de Ponte de Lima, o limiano Manuel Caravana Pimenta foi o sócio efectivo mais antigo daquela instituição regionalista fundada em 1987. Por essa altura, marcada pela legalização das rádios locais, participou também na Rádio Ponte de Lima (RPL), emissora regional que teve existência efémera na sequência do aparecimento da Rádio Ondas do Lima (ROL). Entretanto, à semelhança de outros limianos como o escritor João Marcos, Manuel Caravana Pimenta passou pela Casa do Minho sem contudo obter qualquer notoriedade.

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Foto: Luís Dantas

Tipógrafo de profissão a viver na região de Lisboa, abraçou desde o início a causa regionalista e foi quem produziu os primeiros trabalhos gráficos da Casa de Ponte de Lima, marcados pelo rigor de apresentação e qualidade de imagem executados com elevado profissionalismo.

A propósito da imagem que reproduzimos, transcrevemos um comentário de Adelino Tito de Morais:

“Aqui, de Norton de Matos. Lembro-me de quando esbocei esse Carro/Quadro alegórico, e a dificuldade em obter o boné, que foi cedido pela colecionadora vianense D. Maria Emília Sena de Vasconcelos, senhora com sangue limiano: o marido, do Paço de Sequeiros, freguesia de Gondufe, e ela sobrinha - neta do engº Sílvio Belfort Cerqueira, neto do Visconde de Belfort no Brasil, nascido no Rio de Janeiro, mas falecido em Lisboa, pois casara com D. Noémia Rodrigues de Moraes, filha do grande proprietário, capitalista e benemérito local, João Francisco Rodrigues de Moraes. Foram os sucessores do palacete Villa Moraes, que após fixarem residência em Lisboa, juntamente com os filhos o venderam em 1963 para instalação da Oficina de S. José.”

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Manuel Caravana Pimenta é o primeiro de pé a contar da direita, na celebração da escritura da Casa do Concelho de Ponte de Lima em 2 de Fevereiro de 1987 (Foto: António Aguiar /Diário de Notícias)

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Participação de Manuel Pimenta no Cortejo Histórico das Feiras Novas em 2016. (Foto de Costa Lima)

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Manuel Caravana Pimenta no III Almoço Limiano, realizado em 1987 no restaurante David da Buraca. Na imagem vemos ainda o jornalista Artur Agostinho, a limiana Adelina Sá Lima e o radialista da Rádio Renascença Carneiro Gomes.