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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MINHOTOS DA EX-CASA DO MINHO DE LOURENÇO MARQUES MARCAM ENCONTRO EM VIANA DO CASTELO

Viana do Castelo vai receber este ano o Almoço-convívio dos minhotos que viveram em Moçambique e fizeram parte da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques. O encontro vai ter lugar no próximo dia 2 de Maio, na Quinta da Preza, na Meadela.

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O programa, a fechar até ao final deste mês, deverá incluir a celebração de missa em memória dos conterrâneos falecidos, a realização de uma tarde dançante com música ao vivo e a actuação de um rancho folclórico cuja confirmação se aguarda para breve.

O encontro deverá contar com a presença entre outros, de muitos minhotos radicados em Moçambique, Brasil e Canadá e outros espalhados por todo o país. O BLOGUE DO MINHO espera em breve poder adiantar mais pormenores acerca deste evento.

Como é sabido, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955.

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e, todos os anos continuam a reunir-se no Minho em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

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PAULO DUQUE É DELEGADO AO CONGRESSO NACIONAL DO PSD

Paulo Duque, actual Presidente da Casa do Minho, integra a lista de delegados ao Congresso Nacional do Partido Social Democrata que vai ter lugar em Viana do Castelo, entre os dias 7 e 9 de Fevereiro.

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Independentemente das opções políticas em relação às quais podemos ou não estar de acordo, trata-se de um exemplo de participação cívica que apraz registar.

De trato lhano, Paulo Duque é um dos minhotos mais conhecidos e estimados pela comunidade minhota radicada na região de Lisboa.

De seu nome completo Joaquim Paulo Barreiro Duque, ele é actualmente o Presidente da Direcção da Casa do Minho em Lisboa. Natural da Freguesia de Covas, no concelho de Vila Nova de Cerveira, é filho de lavradores, tendo juntamente com os seus cinco irmãos trabalhado na lavoura até aos 10 anos de idade. É casado com Maria Teresa Duque e tem três filhos – Marcelo Gonçalo Duque, Ana Sofia Duque e João Pedro Duque – que sempre o acompanham nomeadamente no Rancho Folclórico da Casa do Minho.

Há mais de quarenta anos, seguindo o exemplo de muitos minhotos, veio para Lisboa trabalhar numa taberna de um familiar no Largo da Anunciada. Daí rumou a Elvas e mais tarde a Mafra, em 1986, para cumprir o serviço militar obrigatório, onde foi condutor e tendo sido distinguido com um louvor como reconhecimento do seu trabalho, dedicação e conduta exemplar.

Em 1988, uma vez cumprido o serviço militar, regressou à hotelaria, explorando um restaurante na zona do Lumiar e mais tarde uma pastelaria na área do Cais do Sodré. Mas, haveria de começar a trabalhar por conta própria num restaurante situado na rua da Palma e, mais tarde no restaurante “Dois e Dois”, onde ainda se mantém como sócio-gerente.

Para Paulo Duque, a cozinha é uma paixão que herdou do pai e dedica uma especial devoção à cozinha tradicional minhota… que o digam os comensais que acorrem à Casa do Minho para se deliciarem com o arroz de lampreia e a couvada que ele próprio confecciona!

Mas, os seus talentos não se ficam pela arte de bem cozinhar. As suas habilidades vocais já o levaram em 1991 a gravar um cd de cantares ao desafio juntamente com os cantadores José da Silva e Tony Moreira.

Foi também catequista católico na igreja de S.josé da Anunciada e integrou um grupo de jovens desta comunidade paroquial e também do Sagrado Coração de Jesus.

Como cidadão – e os minhotos querem-se cidadãos participativos e de comportamento exemplar quaisquer que sejam as suas opções políticas – foi membro da Assembleia de Freguesia de Alcântara durante três mandatos, tendo no último sido Secretário da Mesa da Assembleia de Freguesia.

Na casa do Minho em Lisboa, foi em 1989 eleito para a Direcção como tesoureiro e, mais recentemnte, eleito Presidente da Direcção, como aliás o BLOGUE DO MINHO divulgou oportunamente.

Integra o Rancho folclórico da Casa do Minho desde 1991 como director mas também cantador, apresentador e coordenador do mesmo. Como cerveirense, foi um dos fundadores da Casa Cerveirense, da qual é Vice-Presidente da Assembleia Geral.

MEMBROS DA DIRECÇÃO DO GRÉMIO DO MINHO E DA COMISSÃO ORGANIZADORA DA SEMANA DOS VINHOS VERDES HÁ 85 ANOS

A imagem data de 4 de Julho de 1934 e mostra membros da Direcção do Grémio do Minho (actual Casa do Minho) e da Comissão Organizadora da Semana dos Vinhos Verdes.

Nela se identificam Francisco da Conceição Rosa; José Augusto da Cunha; Prudente da Rocha; Engº Raul Dantas; Engº Luís Cincinato Cabral da Costa; José de Azevedo; Álvaro de Lacerda; Pedro Bandeira; Ernesto Ferreira e o Dr Francisco Veloso.

Desde há muito tempo que a Semana dos Vinhos Verdes deixou de realizar-se naquela instituição.

Fonte: ANTT

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FOLCLORE E REGIONALISMO VIRAM MERCANTILISMO

O associativismo popular sobretudo na região de Lisboa – abrangendo os concelhos em seu redor, incluindo na margem sul do rio Tejo – tem a sua origem no republicanismo que há mais de um século fomentou a criação de agremiações recreativas de diversa ordem com vista a fomentar actividades de natureza cultural, desportiva, ensino, recreativa, instrução musical e outras com vista à sua influência a nível local.

Entre essas iniciativas destacam-se os grupos excursionistas e almoçaristas que deram origem a muitos colectividades de bairro e as bandas filarmónicas e os jornais regionais, melhor dizendo regionalistas.

Nesta linha de actuação, surgiram os grémios regionalistas a que actualmente, por influência do Estado Novo, designados por “casas regionais”. E, com elas, os grupos folclóricos a procurar congregar as tradições de diversas regiões e a procurar representá-las como instrumentos de propaganda regionalista. E, assim chegados aos começos do século XXI, deparamo-nos com mais de uma dúzia de agrupamentos folclóricos a pretenderem reclamar a representação do Minho na região de Lisboa.

Mas, nem tudo são rosas como à primeira vista se pode julgar! Longe de procurarem representar as nossas tradições de forma séria e desinteressada, algumas dessas entidades – grupos folclóricos e casas regionais – descobriram nessa actividade uma forma de angariação de receitas, com carácter bastante lucrativo, que constatamos não são aplicadas em iniciativas de interesse cultural ou regional que não produzem lucro nem possuem qualquer interesse regional.

Por outras palavras, apenas se organizam eventos dos quais se possam auferir lucros cujo destino se desconhece. E, à custa do prestigiante nome de um concelho ou de uma região, assim se vai obtendo subsídios municipais e alimentando o ego de pseudo-regionalistas… os hoteis e navios de cruzeiros que atracam em Lisboa cá aguardam uma mísera exibição paga a um chorudo caché!

Alguns desses grupos folclóricos sobrevivem desde há largos anos dessas actuações em hoteis e navios de cruzeiro para turistas… e algumas casas ditas regionais fazem almoços sem rigor cultural apenas para facturar. E receber financiamento municipal à custa dos impostos dos contribuintes. Não foi para isso que foram criadas as casas regionais!

DIREITO À IMAGEM ESTÁ CONSAGRADO NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

Carlos Gomes volta a pedir que a sua imagem seja retirada de local público na Casa do Concelho de Ponte de Lima

O retrato de uma pessoa não pode ser exposto, reproduzido ou lançado no comércio sem o consentimento dela; depois da morte da pessoa retratada, a autorização compete às pessoas designadas no n.º 2 do artigo 71.º, segundo a ordem nele indicada. – Código Civil (Diário do Governo n.º 274/1966, Série I de 1966-11-25)

Outros direitos pessoais

  1. A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade, à capacidade civil, à cidadania, ao bom nome e reputação, à imagem, à palavra, à reserva da intimidade da vida privada e familiar e à proteção legal contra quaisquer formas de discriminação. – Artigo 26º da Constituição da República Portuguesa

A Constituição da República Portuguesa consagra entre outros, como Direito Fundamental de cada cidadão, a faculdade de não ser fotografado nem ver o seu corpo exposto sem o seu consentimento, com ou sem caráter comercial.

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Apesar da forma insistente com que o autor destas linhas (o primeiro a contar de cima na imagem) tem solicitado aos actuais responsáveis da Casa do Concelho de Ponte de Lima para que retirem a sua fotografia da exposição pública das paredes daquela associação, não tem visto a sua vontade respeitada, apesar do direito a que legalmente lhe assiste.

Estranha a atitude desrespeitosa dessa entidade perante a Lei e os direitos de imagem que assistem ao signatário, conduta que coloca a referida agremiação à margem das normais legais e do respeito que deve observar perante os cidadãos.

Uma vez mais, o autor renova o seu pedido para que a sua fotografia seja retirada da exposição pública nas instalações daquela associação, na expectativa de que reconheça os direitos que assistem ao signatário.

Carlos Gomes

Foto: Luís Carlos Unisom