Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

VIANA DO CASTELO: JORNALISTA ÍGOR LOPES LANÇA O LIVRO “FESTAS D’AGONIA – VIANA DO CASTELO – PARA BRASILEIROS E LUSODESCENDENTES”

O jornalista luso-brasideiro Ígor Lopes vai no próximo dia 5 de agosto, pelas 18h, efetuar na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, o lançamento do livro "Festas D'Agonia - Viana do Castelo - Para brasileiros e luso descendentes", autor também do livro que retratou a história do Rancho Folclórico Maria da Fonte, da Casa do Minho do Rio de Janeiro.

293355904_5169342703144277_6706512433054061391_n.jpg

Esta nova obra foi apoiada pela autarquia vianense e vai contar com a apresentação de José Maria Costa, Secretário de Estado do Mar de Portugal e ex-presidente de Câmara de Viana. O Embaixador João Ribeiro de Almeida, presidente do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P, e o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo, irão falar sobre o autor no formato on-line.

O lançamento é presencial e aborda os bastidores desta que é considerada a Romaria das Romarias de Portugal e que é muito conhecida e frequentada pela Diretoria e pelos componentes da Casa do Minho carioca.

237515152_5051306421551589_1409105484663250077_n.jpg

Ígor Lopes é jornalista, escritor e social media entre Brasil e Portugal. É CEO da Agência Incomparáveis, que “defende a comunidade luso-brasileira”. É doutorando em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior, é Mestre em Comunicação e Jornalismo pela Universidade de Coimbra; Licenciado em Comunicação Social, na vertente Jornalismo, no Rio de Janeiro, pela FACHA; Possui especialização em Gestão de Redes Sociais e Comunidades para Jornalistas pela Universidade de Guadalajara, México. Os seus cursos superiores estão reconhecidos e validados pela Universidade Nova de Lisboa e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Atua para agências de notícias e meios de comunicação onde há Diáspora portuguesa e comunidade luso-brasileira. É responsável pelo conteúdo do Gazeta Lusófona, da Suíça, e pela agência e-Global, de Lisboa. Trabalha na aproximação entre Brasil e Portugal em vários níveis e é responsável pelo departamento de Comunicação e Marketing da Mutualista Covilhanense, em Portugal, onde desempenha funções também na “Casa Moura”, projeto de ajuda humanitária que acolhe jovens menores desacompanhados, fruto de um compromisso assumido pelo Estado Português junto da União Europeia.

É autor dos livros “Maria Alcina, a força infinita do Fado” (2016), “Casa do Distrito de Viseu: 50 anos de dedicação à cultura portuguesa no Rio de Janeiro” (2016) e “Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro – A jornada do grupo português que valoriza a cultura minhota no Brasil desde 1954” (2019). Mais recentemente, escreveu um quinto livro, ainda sem data de lançamento: “Festas d’Agonia – Viana do Castelo – Para Brasileiros e Lusodescendentes” (2021).

É membro da Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO), da Eco Academia de Letras, Ciências e Artes de Terezópolis de Goiás (E-ALCAT), da Academia de Letras e Artes de Paranapuã (ALAP) e da Academia Luso-Brasileira de Letras (ALBL). Foi condecorado no Brasil e em Portugal com medalhas, diplomas e comendas por diversas instituições.

É importante ressaltar que nos eventos já confirmados todos os procedimentos relativos aos cuidados com a pandemia de Covid-19 serão exaustivamente levados em conta pelas entidades promotoras. A segurança de todos é uma prioridade!

Fonte: http://artecult.com/

CASA DO MINHO EM LISBOA DEU FESTIVAL DE FOLCLORE EM BELÉM

O passado Domingo foi soalheiro como convinha. Em Lisboa, a zona histórica de Belém engalanou-se para receber a alegria e o colorido do nosso folclore. Tratou-se do XIX Festival de Folclore organizado pela Casa do Minho e o respetivo Rancho Folclórico.

286453102_797676671150138_7191837237965100757_n.jpg

O festival teve início com o desfile dos ranchos pelas ruas de Belém, despertando como é habitual a curiosidade dos inúmeros turistas nacionais e estrangeiros que frequentam o local, muitos dos quais não desperdiçam a oportunidade de assistir a um espetáculo de vida e cor que carateriza o nosso folclore.

Foi um retomar pós pandemia com muita chieira, um festival com certa elevada qualidade em representação Folclórica, grupos de vários pontos do país, Ribeirão, Vila Nova de Famalicão, Os Camponeses de Vila Nova de Cernache Coimbra, Rosas do Lena, Rebolaria Batalha, Vale de Santarém, Ribatejo.

Muitos amigos na festa, de entre os quais salientamos o Presidente do Junta de Freguesia de Belém, Dr. Fernando Ribeiro Rosa, que deu os parabéns à Casa do Minho por voltar a encher o jardim Vasco da Gama, depois de dois anos de interrupção.

Em representação da Federação do Folclore Português esteve o Dr. Carlos Bom Sucesso, que deu os parabéns pela forma como organização deste festival, pela assistência e qualidade dos grupos.

Muitos regionalista no terreiro em representação da Casa Cerveirense, Casa do Concelho de Arcos de Valdevez, Casa do Concelho de Ponte de Lima, o Presidente do partido Aliança Dr. Jorge Nuno Sá, um vianense convicto, e responsáveis e componentes de muitos ranchos e grupos Folclóricos não só Minhotos da periferia de Lisboa. Não faltaram os rojões, fêveras, enchidos tradicionais do Minho, Roscas, bolos de gema, papudos, vinhos verdes brancos e tintos. E o convívio terminou com alegria natural dos minhotos ao toque da concertina.

285879813_1714543098926262_2932987258046067455_n (1).jpg

286148232_365601548800487_8451587359750440160_n.jpg

285892357_546973873739240_6795441215363030685_n.jpg

286361091_5675245459170374_8881103812052718061_n.jpg

285987916_393514382742042_1413164258160777480_n.jpg

286092845_1080329039220859_1816724518832886433_n.jpg

286186828_386920650140678_1648086849341270165_n.jpg

286024009_748725529587354_5090172493180837027_n.jpg

286007123_1922678581266523_5894971837557421848_n.jpg

285817401_2452352131573146_3900966864322152533_n.jpg

286041554_357343223167004_883652169646724756_n.jpg

286175000_479092190657196_7265756937579102328_n.jpg

285866286_568826088252463_957738437714319176_n (1).jpg

FAMALICENSES DANÇAM EM LISBOA NA ZONA HISTÓRICA DE BELÉM – INICIATIVA DO RANCHO FOLCLÓRICO DA CASA DO MINHO

O Rancho Etnográfico de Ribeirão, de Famalicão, vai o próximo domingo, dia 5 de Junho, deslocar-se a Lisboa a fim de participar no XIX Festival de Folclore organizado pela Casa do Minho que vai ter lugar na zona histórica de Belém.

160367037_125840369545924_2087950839749456801_n.jpg

Vão também participar naquele evento o Rancho Folclórico Rosas do Lena – Batalha, o Rancho Folclórico do Vale de Santarém e o Rancho Folclórico Os Camponeses de Vila Nova, uma representação que assegurará a excelente qualidade do espetáculo.

O festival terá início com o desfile dos ranchos pelas ruas de Belém, despertando como é habitual a curiosidade dos inúmeros turistas nacionais e estrangeiros que frequentam o local, muitos dos quais não desperdiçam a oportunidade de assistir a um espetáculo de vida e cor que carateriza o nosso folclore.

281345310_3207190306226718_5141582228857318518_n.jpg

CASA DO MINHO EM LISBOA CELEBROU A PASCOELA

Escreveu o jornalista e escritor valenciano José Augusto Vieira, na revista “Branco e Negro” (Semanario Illustrado), nº.1 de 5 de Abril de 1896, o seguinte: “Pelos caminhos da aldeia o parocho revestido de sobrepeliz e estola vae acompanhado pelo mordomo da cruz, pelo caldeirinha de agua benta, pelo campainha, pelo creado encarregado de receber os folares. Partem sol nado.”

279095194_4943388949121106_5962967141832632985_n.j

Em Lisboa, a Casa do Minho recriou mais uma vez a tradição da Pascoela que se realiza invariavelmente no Domingo seguinte à Páscoa dos cristãos. A escolha desta celebração prende-se com o facto da maioria dos minhotos radicados na região de Lisboa regressarem temporariamente às suas origens para celebrar a Páscoa nas suas aldeias, conjuntamente com a família, os vizinhos e amigos.

Assim, na localidade de Telheiras, os lisboetas foram surpreendidos com este costume bem minhoto.

Cerca de centena e meia de pessoas participaram na celebração dos senhores padre João Caniço e padre Jorge. À semelhança de anos anteriores, os minhotos percorreram as ruas de proximidade da Casa do Minho e, depois, dentro das suas instalações, cumpriram o ritual sem deixar de observar as devidas regras de proteção sanitária que são aliás recomendadas pela própria Igreja.

No final foi servido o tradicional verde de honra, com a animação das concertinas e até o padre João Caniço cantou a desgarrada.

O vice-presidente da Direção, Rodrigo Aguiar agradeceu a presença de todos, lembrando que “é fundamental vocês estarem aqui para a continuação do Regionalismo”.

279105965_3053465291610917_5163092638426569657_n.j

279324976_1522793654801971_5852010967488321408_n.j

279374104_5149767671749597_402508266206904046_n.jp

279369392_473361414583438_8010672097658681441_n.jp

279098852_524807219127738_8478665774480530823_n.jp

279273303_481763853634534_8509180775458850719_n.jp

279130916_1476668856084766_5646360446873982649_n.j

VIANA DO CASTELO: RANCHO FOLCLÓRICO DAS LAVRADEIRAS E VILA FRANCA DO LIMA ANIMA ENCONTRO DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES

Os minhotos da ex-Casa do Minho em Lourenço Marques (atual Maputo), em Moçambique, rumaram no passado dia 24 de Abril até Viana do Castelo para mais uma jornada de convívio anual.

279146273_10217048253038079_5625954338455519918_n.

A iniciativa incluiu a celebração da Eucaristia na Igreja de S. Domingos por intenção dos sócios e amigos já falecidos e a realização do almoço na Quinta da Presa, na Meadela.

Coube ao Rancho Folclórico das Lavradeiras de Vila Franca do Lima animar o evento a recordar com saudade os alegres convívios das nossas gentes na terra distante da Pérola do Índico – Lourenço Marques.

A caracterizar este convívio, registamos as palavras de Rui Aguilar Cerqueira, um dos seus principais mentores: “Um dia extremamente sensível e emocional para muitos de nós.

Estivemos pela primeira vez neste convívio com a Família Araújo cujo o Sr. Capitão Araújo, hoje com 91 anos foi um dos Presidentes que passou pela Casa do Minho assim como a sua filha Anita Araújo, também fez parte do nosso Rancho Infantil. O Sr. Presidente Araújo e sua Família estiveram Felizes pelo que estava acontecendo. Ele falou afável mente no tempo em que viveu em Lourenço Marques e na Casa do Minho, o Senhor dançou com o Rancho de Vila Franca que também apresentou uma soberba exibição e que foi do agrado de todos os presentes.

Sr. Presidente Araújo e Família ficamos alegres e gratos com a vossa presença esperando por todos vós para o ano em Braga.

Para a Família Araújo Felicidades e muita Saúde. Um grande abraço.”

279005914_10217048615287135_4614900402736004966_n.

Rui Aguilar Cerqueira nasceu em 1955, no Hospital Miguel Bombarda, em Lourenço Marques, como então se designava a capital de Moçambique, actual cidade do Maputo. Descende pelo lado paterno de naturais de Arcos de Valdevez – o pai chamava-se Abel Cerqueira – e, por parte da mãe, Maria Adelaide Varela Aguilar Cerqueira, de lisboetas.

Viveu, estudou e trabalhou como até aos 22 anos Agente Técnico de Apuramentos Estatísticos no Ministério da Agricultura, em Lourenço Marques.

Após a independência de Moçambique ocorrida em 25 de Junho de 1975, regressou a Portugal na companhia de toda a família e fixou residência em Braga.

Recomeçando a vida, deu então inicio a uma nova vida profissional, passando a exercer funções nas empresas multinacionais alemãs “Grundig Electrónica Portuguesa”, “Blaupunkt Auto Rádio Portugal, Lda ” e “BOSCH BRG”, durante 38 anos, como Técnico de Electrónica-Oficial.

Praticou desporto e foi atleta federado em Hóquei em Patins e Voleibol.

Durante a sua permanência em Moçambique, integrou a Casa do Minho de Lourenço Marques e o seu Rancho Folclórico composto por 80 elementos, representando a região minhota, com as suas danças e cantares tradicionais, com especial incidência no Alto Minho.

Sendo o seu falecido pai o ensaiador do grupo, era natural que os seus dois filhos ainda de tenra idade integrassem o Rancho juntamente com outras crianças, formando assim o respectivo Rancho Infantil cuja constituição ocorreu por volta de 1959. Tinha por essa altura apenas 4 anos de idade e o seu irmão, com apenas 2 anos, tornou-se a mascote do grupo folclórico.

Com o decorrer do tempo e atingida a idade indicada para passagem ao grupo dos adultos, tornou-se o par marcante e aquele que exercia a “voz de comando”.

Para além de grandes exibições em Moçambique, o Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lourenço Marques também se deslocou a África do Sul, Rodésia, Suazilândia entre outros países africanos, tendo recebido numerosas lembranças e até ganho diversos festivais folclóricos cujos troféus reuniu nas instalações da su sede social. À época era bastante comum a realização de concursos para avaliar o desempenho dos grupos folclóricos.

Com a independência política, todas as casas regionais e demais associações portuguesas existentes em Moçambique foram nacionalizadas, ficando os minhotos privados da sua Casa do Minho.

Nas fotos que apresentamos pode ver-se o rancho infantil, encontrando-se em cima, à direita, em primeiro lugar, o seu irmão Fernando Cerqueira (já falecido) e, em seguida, o sr. Rui Cerqueira. Nas duas fotos seguintes surge o seu pai, na qualidade de ensaiador, na frente a dançar o malhão traçado e, na outrao seu pai de gravata no meio do grupo. Estas fotos datam de 1960. Nas duas seguintes aparece Rui Aguilar Cerqueira, de barbas, na frente como o par marcante.

Actualmente, todos os minhotos ainda vivos que viveram naquele ambiente minhoto em terras moçambicanas – à época território português! – desde sócios, dirigentes, antigos componentes do rancho seus familiares e amigos, reunidos por Rui Cerqueira, encontram-se anualmente num almoço de confraternização, por ocasião do aniversário da associação, sempre numa diferente cidade minhota. E este “toque a reunir” que junta invariavelmente cerca de duas centenas de convivas, ocorre ininterruptamente desde há 21 anos, tal é a saudade que os anima e o amor ao rincão natal!

279083440_10217048229037479_746045477825612650_n.j

278864086_10217048248637969_1836860227432166241_n.

278819983_10217048251998053_4445637900490876327_n.

278869532_10217048252718071_385123124977677262_n.j

279027740_10217048253118081_3801994207630668499_n.

278771493_10217048255878150_5159967701751801336_n.

279152159_10217048245517891_7904572506137151645_n.

279053101_10217048614127106_6147573115908664277_n.