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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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HÁ 37 ANOS, CASA DO MINHO EM LISBOA INICOU A PUBLICAÇÃO DO BOLETIM “MINHO VERDE”

No início de 1983, a Casa do Minho em Lisboa iniciou a publicação do “Minho Verde”. Tratava-se de um boletim com periodicidade bimestral, especialmente destinada aos associados daquela instituição regionalista.

De aspeto gráfico modesto, o seu primeiro número, relativo aos meses de janeiro e fevereiro, dispunha de 8 páginas em formato A4, sendo totalmente impresso a verde.

Para além da informação das atividades realizadas, o boletim incluiu uma secção dedicada aos poetas minhotos, algumas crónicas revivalistas, a revista da imprensa regional e incluía alguns anúncios comerciais.

Benigno da Cruz era o seu diretor e A. Barros Gonçalves o Diretor Adjunto. Colaboraram ainda neste número Albérico Fernandes e Godinho Ribeiro.

A sua publicação teve curta duração. Porém, as novas tecnologias poderiam dar-lhe continuidade em versão digital.

RANCHO FOLCLÓRICO DA CASA DO MINHO É O BALUARTE DAS TRADIÇÕES FOLCLÓRICAS DO MINHO EM LISBOA

Passam no próximo mês de Setembro precisamente 77 anos desde que foi criado em Lisboa o primeiro grupo folclórico minhoto – o Rancho Folclórico da Casa do Minho.

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Constituído em 3 de Setembro 1943 no seio daquela agremiação regionalista à época denominada Casa de Entre-o-Douro-e-Minho, a sua actuação e forma de representar caracterizou-se durante décadas pelo figurino em voga na época e que caracterizava a maioria dos grupos folclóricos surgidos na década de quarenta do século passado.

Na realidade, documentos mais recentes vieram colocar em causa a versão oficial até então aceite como definitiva, tudo indicando que o Rancho Folclórico da Casa do Minho tenha sido criado em 29 de Abril de 1943, altura em que ocorreu a sua primeira exibição em público, logo seguida de outra no dia 3 de Maio do mesmo ano. Um facto histórico a confirmar e corrigir a narrativa histórica daquela entidade.

Entretanto, mudanças sociais e políticas que se verificaram e também o inesperado desaparecimento do grande obreiro da Casa do Minho, o jornalista Artur Maciel, levaram a um prolongado interregno da actividade do rancho folclórico.

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Armando Rocha

 

Ultrapassada a fase mais atribulada que o país viveu, eis que nos finais da década de setenta do século passado, o Rancho Folclórico da Casa do Minho retoma a sua actividade sob a batuta experiente de um lanhosense conhecido e estimado pelos minhotos radicados em Lisboa – o Armando Rocha.

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Paulo Duque

 

E, desde então, o Rancho Folclórico da Casa do Minho não mais parou de dançar até ao momento em que a pandemia provocada pelo vírus Covid-19 nos forçou a todos ao confinamento. Mas, Paulo Duque, seu actual director acumulando com as funções de Presidente da Direcção daquela Instituição regionalista, não baixa os braços e prepara o regresso à normalidade ainda com maior energia, não deixando de observar as preocupações sanitárias e de higiéne que a situação actual a todos nos obriga.

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PARTIDO POPULAR MONÁRQUICO (PPM) FOI FUNDADO NA CASA DO MINHO HÁ 46 ANOS!

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  • Crónica de Carlos Gomes

O Partido Popular Monárquico (PPM) foi fundado em Lisboa no dia 23 de Maio de 1974, praticamente um mês decorrido da queda do anterior regime através do golpe militar do 25 de Abril. Porém, em lado algum é feita qualquer referência ao local onde a reunião que lhe deu origem teve lugar.

Os tempos que então se viviam eram agitados e por vezes causavam séria preocupação. Os monárquicos eram muitas vezes conotados com o Estado Novo, em parte explicado pelo facto de alguns deles terem com ele colaborado. Afinal de contas, também os militantes da Causa Monárquica integraram a União Nacional, até se aperceberem de que Salazar, apesar das conhecidas simpatias monárquicas, não considerava a possibilidade da restauração da Monarquia. E foi nessas circunstâncias que começaram a partir dos finais da década de 50 a divergir com o regime político então vigente.

O mesmo sucedia com as casas regionais que, entre os seus mais destacados dirigentes, contava com figuras gratas ao regime que acabava de ser derrubado. E, nesse contexto de mudança política, alguns notáveis trataram de desfiliar-se a tempo para poderem adaptar-se aos novos tempos sem serem incomodados…

Nessa altura, encontrava-se a Casa do Minho instalada na rua Victor Cordon, 14, dispondo de dois pisos. Porém, a sua actividade decorria geralmente no 2º andar onde nomeadamente se encontrava o amplo salão de festas. Actividade encontrava-se praticamente suspensa dadas as circunstâncias que então se viviam.

Entre os seus dirigentes, contava com o Professor Nuno Morais. Era natural de Ponte de Lima e, à altura, professor de Educação Física na Escola Comercial Ferreira Borges, em Lisboa. Chegou a ser atleta olímpico e também apaixonado pelas lides tauromáquicas que lhe deixaram mazelas físicas. Plenamente identificado com os ideias monárquicos.

Por influência do Professor Nuno Morais, reuniram-se os monárquicos na Casa do Minho num ambiente de quase secretismo, razão pela qual continua o local a não ser mencionado… havia que preservar a segurança do partido e também da própria instituição que lhes abria as portas!

O Partido Popular Monárquico foi criado por iniciativa da Convergência Monárquica, organização constituída em 1971 que juntava monárquicos oposicionistas ao regime do Estado Novo e que congregava o Movimento Popular Monárquico, fundado em 1957 e dirigido por Gonçalo Ribeiro Telles, a Renovação Portuguesa criada em 1962 por Henrique Barrilaro Ruas e uma facção da Liga Popular Monárquica, surgida em 1964 e dirigida por João Vaz de Serra e Moura.

Gonçalo Ribeiro Telles assumiu a liderança enquanto Francisco Rolão Preto – que antes fora fundador do Integralismo Lusitano e mais tarde tembém do Nacional-Sindicalismo do qual foi dirigente – assumiu a Presidência do Directório e do Congresso.

A reunião então decorrida na Casa do Minho resultou num sobressalto para os sócios que não haviam tomado conhecimento prévio da sua realização. Mas o encontro passou despercebido e o movimento revolucionário que acabava de ser despoletado tinha outras preocupações. O Partido Popular Monárquico (PPM) intregou-se no regime saído do 25 de Abril de 1974, tendo o Gonçalo Ribeiro Telles participado em vários governos e sendo uma figura muito respeitada pela sua defesa da ecologia e do meio ambiente.

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As instalações da Casa do Minho, na rua Víctor Condon, onde teve lugar a fundação do PPM

FALECEU MANUEL BRANCO – PRESIDENTE DA CASA DO PORTO E CANTADOR DO GRUPO FOLCLÓRICO ARMANDO LEÇA

Acabamos de receber via Casa do Minho do Rio de Janeiro a nefasta notícia do falecimento do regionalista portuense Manoel Branco, Presidente da Casa do Porto do Rio de Janeiro e cantador do seu Grupo Folclórico Armando Leça.

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Considerado um dos grandes representantes do folclore português no Brasil, Manoel Branco foi um grande folclorista e era um apaixonado pelo folclore português, principalmente da região do Porto e pelo Rancho Típico de Santa Maria da Reguenga.

Refira-se que o Porto é parte integrante da região geo-etnográfica que corresponde à antiga Comarca d’Entre-o-Douro-e-Minho.

QUEM FOI ARTUR MACIEL - FIGURA CIMEIRA DO REGIONALISMO MINHOTO EM LISBOA?

Artur Maciel, nome profissional e literário de Artur Santiago Maciel da Costa, (Lisboa, 21 de Fevereiro de 1900 — Lisboa, 18 de Dezembro de 1977), foi um jornalista e escritor português.

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A fotografia data de 10 de Junho de 1935 e retra a chega ao Rossio do Conde Vladimiro D’Omerson, podendo ser identificados, a contar da esquerda, Artur Maciel, François Mauriac, Condessa d’Omerson, Madame Mauriac, Ferreira dos Santos, Guilherme Pereira de Carvalho, António Ferro, Conde Vladimiro d’Omerson e António Eça de Queirós. (Foto: ANTT)

Artur Santiago Maciel da Costa de seu nome completo foi um conceituado jornalista e escritor com vasta colaboração nos jornais “O Século da Noite”, “A Voz”, “Noite” e “Diário de Notícias”. Lisboeta de nascimento, ao Minho – região à qual lhe ligavam as raízes familiares – dedicou Artur Maciel toda a sua vida e empenho à causa regionalista, a ele devendo a Casa do Minho, em Lisboa, os seus períodos mais áureos. Artur Maciel nasceu em 21 de Fevereiro de 1900.

No decorrer da sessão de 14 de Fevereiro de 1967, o deputado bracarense António Santos da Cunha não lhe poupou rasgados elogios, referindo-se-lhe nos seguintes termos: “A Casa do Minho, a que actualmente preside o distinto jornalista e escritor Artur Maciel, tem desenvolvido uma tarefa que quero disso tenho obrigação especial destacar.

Ainda há poucos dias me foi dado tomar parte numa reunião, a que assistiram pessoas do maior valor, que serviu não só para denunciar mais uma vez as delícias da cozinha minhota, como para que convivessem os naturais da região das mais variadas classes e fossem discutidos problemas de grande interesse para a mesma.

Será que a sua esforçada e dinâmica direcção pensa em organizar uma semana de estudos na capital, semana em que os mais candentes problemas regionais serão abordados por autoridades competentes nas diferentes matérias, o que será contributo apreciável para a resolução dos mesmos, e ainda, o que muito é de Ter em conta, poderosa alavanca para a mentalização dos responsáveis quanto á necessidade de esses problemas serem encarados de frente.”

O deputado António Maria Santos da Cunha era natural de Braga. Foi Secretário da Comissão Distrital da União Nacional, de Braga, em 1953, Vice-presidente daquele órgão em 1965 e Presidente da Comissão Concelhia de Braga da União nacional. Foi ainda Presidente das câmaras municipais de Braga e da Póvoa de Lanhoso, da Comissão Municipal de Turismo de Braga e Procurador à Câmara Corporativa na VI Legislatura.

Artur Maciel deixou-nos vasta obra publicada de que destacamos “Uma noite nos jardins de Espanha – Una noche en los jardines de España (1977)”; “Viagem de cem anos (1855-1955, editado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo (1958)”; “Angola Heróica. Bertrand (1963)”; “A colecção de pintura da Fundação Caloute Gulbenkian exposta no Museu de Arte Antiga”, edição do Museu de Arte Antiga (1961)”; “As artes ao serviço da nação: panorama e índice de uma época. Livraria Bertrand (1967)”; “Ritmo do bilros”, Porto, Companhia Portuguesa (19?2); “Um português nas espanhas : Galiza, Astúrias, Leão, Castelas, Catalunha e Andaluzia. Lisboa. Bertrand, (1965)”; “Condes e Senhores de Viana da Foz do Lima. Viana do Castelo. (1938)”; “Viana centro de turismo: itinerário de grandes pequenas coisas tradicionais, típicas e pitorescas (1938)”; “A mono-arquia do Prof. Doutor Marcelo Caetano. Lisboa. Liv. Bertrand (1952)”; “Ritmo de bilros : livro que contem vários casos e lendas da Beira-Lima / dado à estampa por Artur Maciel; com muitos desenhos do artista José Cyrne. Porto: Portugueza Editora. (1924)”.

O seu livro “Angola Heróica” que relata uma reportagem que fez durante 120 dias naquela frente de combate, nos primeiros anos do conflito, dedicou-o “em homenagem aos veteranos que no 1º de Maio de 1961 desembarcaram em Luanda”, prefaciando com as seguintes palavras: “... ao mais humilde e ignorado de todos esses soldados, brancos, mestiços e negros, que vi nas selvas do nosso Congo a defender Portugal - com a mesma fé, a mesma abnegação, o mesmo silencioso heroísmo de quantos dos nossos, através dos séculos, com a sua alma, o seu sangue e o seu esforço descobriram, criaram e engrandeceram Angola...”.

Para além da dinâmica que imprimiu à actividade da Casa do Minho, deixou verdadeiras pérolas literárias como sucede com os textos insertos nos cardápios dos almoços regionalistas ali realizados. A ele se deve, aliás, a divisa “Uma boa mesa para uma boa política regionalista”!

Em 1977, Artur Maciel ocupava o cargo de Presidente do Conselho Regional quando, no decorrer de uma assembleia geral que teve lugar em 18 de Dezembro desse ano, foi destituído do lugar que ocupava, através de uma votação maciça por procuração, prática que então ainda era autorizada. Seguramente movido pelo desgosto, veio momentos depois a falecer em casa.

Decorridas quase quatro décadas sobre a data do seu falecimento, Artur Maciel continua a constituir uma personalidade de referência do regionalismo minhoto na capital e, sobretudo, da Casa do Minho à qual prestou inestimáveis serviços!

Fonte: Wikipédia

EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES FOI FUNDADA HÁ 65 ANOS!

Passam precisamente 65 anos desde a data da fundação da ex-Casa do Minho em Lourenço Marques, na antiga província ultramarina portuguesa de Moçambique. Há 45 anos, a bandeira das quinas deixou de flutuar na capital do Índico e a maioria dos nossos compatriotas que viviam naquele território regressou à metrópole e, muitos minhotos às suas próprias origens. Outros, porém, refizeram a sua vida noutras paragens, na região de Lisboa ou noutras cidades e vilas de Portugal.

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Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

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Na realidade, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 65 anos!

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Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

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Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

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REGIONALISMO EM MOVIMENTO: XUVENTUD DE GALICIA É O CENTRO GALEGO EM LISBOA

A Xuventud de Galicia é a “Asociación de persoas interesadas en difundir e dar a coñecer a cultura e as tradicións galegas en todas as súas manifestacións”.

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Conferência realizada na Xuventud de Galicia em 18 de junho de 1930

 

Fundada em 10 de Novembro de 1908 com vista a congregar a numerosa comunidade galega radicada em Lisboa, a Xuventud de Galicia tem como objectivo “fomentar, entre os seus asociados, actividades culturais, recreativas e sociais, creando entre eles vencellos de amizade e compañeirismo. Procura tamén manter a continuidade dos valores, costumes e usos tradicionais de Galicia, non deixando de promover, por outra banda, un proficuo intercambio cultural con outras asociacións similares. A Xuventude de Galicia está inscrita con o número 13 na “Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio” e foi declarada de Utilidade Pública en 26 de novembro de 1980, distinción que é concedida a Asociacións que presten servizos relevantes á comunidade ou teñan actividades de interese xeral.”.

Durante muitos anos desenvolveu actividades conjuntamente com o então Grémio do Minho – actual Casa do Minho – mormente a realização da chamada “Romaria de São Tiago” que ocorria invariavelmente junto a uma pequena ermida ede Nossa Senhora da Boa Viagem, em Caxias, onde se encontra o farol do Esteiro. Porém, um desentendimento entre as direcções das respectivas associações levou ao seu afastamento, situação que lamentavelmente se mantém até à actualidade.

Espera-se, no entanto, que minhotos e galegos venham no futuro a estreitar os laços que os unem, traduzido na cooperação e realização de iniciativas conjuntas: os galegos são nossos irmãos!

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A imagem mostra a realização de uma sessão solene comemorativa do Dia da Raça, na Xuventud de Galicia, em 12 de Outubro de 1933

Fotos: ANTT

SESSÃO DE HOMENAGEM AO PROFESSOR QUEIRÓS VELOSO NO GRÉMIO DO MINHO EM 22 DE MAIO DE 1932

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José Maria de Queiroz Veloso (Barcelos, 26 de Agosto de 1860 — Lisboa, 31 de Outubro de 1952) foi um professor universitário, político, jornalista e historiador português. Formado em Medicina, enveredou por uma carreira na docência que o levaria a professor do Curso Superior de Letras e depois a vice-reitor da Universidade de Lisboa. Foi deputado, governador civil e director-geral do ensino superior.

Concluiu o ensino secundário no Liceu do Porto, ingressando seguidamente no curso de Medicina da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, que concluiu em 1884.

Ainda estudante mostrou grande propensão para as letras, iniciando-se como colaborador de diversos periódicos e integrando as tertúlias literárias então existentes na cidade do Porto. Nelas conheceu intelectuais como Joaquim Pedro de Oliveira Martins, Antero de Quental, Eça de Queirós e Guerra Junqueiro.

O seu interesse pelas letras levou ao abandono do exercício da Medicina, passando a dedicar-se ao jornalismo, colaborando em periódicos como a Folha Nova e A Província (ambos editados por Oliveira Martins) e o Novidades, o Repórter e o Tempo.

Também se interessou pela actividade política, sendo eleito deputado às Cortes da Monarquia Constitucional Portuguesa, nas listas do Partido Regenerador. Exerceu também as funções de Governador Civil do Distrito de Viana do Castelo.

Dedicou-se depois à docência, ingressando em 1896 no corpo docente do Liceu de Évora, cidade onde se fixa e onde, paralelamente às suas funções como docente do ensino secundário, assumiu os cargos de director da Escola de Habilitação para o Magistério Primário e da Biblioteca Pública.

Em 1902, na sequência da reforma de 24 de Dezembro de 1901 que conferiu ao Curso Superior de Letras funções de habilitação para o magistério secundário, ingressou, por concurso, naquela instituição, sendo encarregado de reger a cadeira de História da Pedagogia.

Em 1910, após o falecimento de Consiglieri Pedroso, foi nomeado director do Curso Superior de Letras, cargo que manteve após a reforma republicana de 1911 que transformou a instituição em Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Na novel Universidade ocupou, entre outros cargos, o de vice-reitor.

Também assumiu cargos administrativos no Ministério da Instrução Pública, entre os quais o de Chefe da Repartição do Ensino Secundário, Superior e Especial e o de Director-Geral do Ensino Superior.

Jubilou-se em 1930, aos 70 anos de idade, dedicando-se então a intensa actividade de investigação historiográfica, investigando em particular a história das relações luso-espanholas. Visitou por dezasseis vezes a Espanha, onde estudou os arquivos do Ministério dos Assuntos Exteriores, o Arquivo Histórico de Madrid e o Arquivo Geral de Simancas.

Dedicou particular atenção ao estudo do litígio luso-espanhol sobre Olivença, publicando uma importante obra sobre a história da perda e da tentativa de recuperação daquele território por Portugal, trazendo a público documentos diplomáticos até então ignorados referente ao Litígio Fronteiriço de Olivença. Neste campo mantém actualidade a sua obra Como perdemos Olivença, editada em 1932 por Ventura Ledesma Abrantes, com uma segunda edição em 1939 com a chancela da Academia das Ciências de Lisboa.

Foi um dos 40 sócios fundadores do Grupo dos Amigos de Olivença, constando em 11.º lugar na lista datada de 10 de Novembro de 1958.

Fonte: Wikipédia

REGIONALISMO EM MOVIMENTO: GRÉMIO LAFONENSE É UMA COLECTIVIDADE CENTENÁRIA

A Casa de Lafões foi fundada em 5 de Outubro de 1911 com o nome de "Grémio Lafonense".

Como os seus estatutos referem, “A "Casa de Lafões" é uma associação regionalista e tem como objectivos promover, defender e valorizar a região de Lafões e fomentar a união de todos os seus associados com vista à sua valorização sócio-cultural e desportiva”, abrangendo os concelhos de Vouzela, S. Pedro do Sul e Oliveira de Frades.

A imagem data de 19 de junho de 1938 e regista o almoço de confraternização dos sócios do Grémio Lafonense para comemorar o 28º aniversário da sua fundação.

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Fonte: ANTT

REGIONALISMO EM MOVIMENTO: CASA DE TRÁS-OS-MONTES É A MAIS ANTIGA ASSOCIAÇÃO REGIONALISTA EM LISBOA

Constituída no longínquo ano de 1905 sob a denominação de “Clube Transmontano”, a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa é a mais antiga associação regionalista existente em Lisboa.

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Acto de posse dos Corpos Gerentes do Grémio de Trás-os-Montes em 1936. Identificados no álbum: Dr. Cândido Bragança, Coronel Bento Roma, Tenente-Coronel Carvalho Teixeira, Luís Machado Pinto, Dr. Ferreira Deusdado, João Pereira Fernandes, Dr. Abreu Lopes, Comandante Celestino da Silva, Engº Álvaro da Rocha Cabral, Alferes Guedes da Silva, Artur José Severo de Oliveira, Dr. Luís Gonzaga Nouza, Virgílio Alves Garcia, Fernando José da Costa, Pinto Saraiva e Alfredo de Araújo Mourão.

 

A sua síntese histórica é por ela própria apresentada no seu site oficial e dispensa comentários: “A primeira sede, à data da fundação, ficava situada na Rua Capelo, nº5, onde actualmente está a Rádio Renascença. Em 1907, passou para a Rua Nova do Almada, nº109-1º, onde se manteve 5 anos passando depois para o Largo Camões, nº6 –2º . De 1916 a 1929, sob a direcção de uma Comissão Administrativa, esteve localizada na Travessa da Glória, nº22 A – 1º, e já com a designação de Grémio, a sede esteve dois anos na Rua do Telhal, 71 – 2ºDº, transferindo-se, em 1931, para a Rua do Mundo nº20 – 2º, que viria a chamar-se Rua da Misericórdia. Em 1934, a sede ocupava o 2º andar do Palácio Regaleira, Largo de S. Domingos nº14 C e 14 D, aparecendo localizada na Avenida Elias Garcia, nº135, no ano de 1939. No ano seguinte, em 1940, regressa à Rua da Misericórdia, nº20 – 2º. Em 1991, a sede passou para o 3º andar do edifício nº50, no Campo Pequeno, onde presentemente se encontra.

A actual sede é propriedade da CTMAD, tem uma área total da ordem dos 150 m2, distribuída da seguinte forma: salão / biblioteca para reuniões, sala com hall a funcionar como secretaria, corredor, outra sala destinada a reuniões e convívios com maior número de assistentes, cozinha, duas casas de banho, uma sala / bar e uma marquise / arrecadação.

Além da área ser muito limitada e os espaços disponíveis pouco funcionais para o bom desempenho das suas actividades normais, a sede da CTMAD apresenta outro grande inconveniente, que é o facto de estar localizada num terceiro andar sem elevador.”

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Homenagem às senhoras da Comissão de Assistência, em 1934

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Audição de Canto Coral

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1931. Em dia de festa

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1930. Em dia de Festa

Fotos: ANTT

REGIONALISMO EM MOVIMENTO: RECORDANDO A CASA DO CONCELHO DE OVAR EM LISBOA”

  • Texto de José de Oliveira Neves

Lisboa, como todas as grandes cidades cosmopolitas, acolhe dentro dos seus muros pessoas oriundas de localidades nacionais e estrangeiras que, para poderem confraternizar mais assiduamente com os seus conterrâneos, fundam colectividades.

Na capital existiam, em 1950, entre outras, as “Casas de Arganil”, das “Beiras”, do “Alentejo”. Talvez por isso, José Augusto da Cunha Lima insistiu, desde então, numa campanha, a que o extinto semanário “Notícias de Ovar” deu cobertura, para que fosse fundada a “Casa do Concelho de Ovar em Lisboa”.

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Teve lugar em 19 de Junho de 1952 uma primeira reunião de ilustres ovarenses que aderiram a esta causa, tendo sido ali constituída uma comissão organizadora, formada pelos seguintes bairristas vareiros: Afonso Pereira de Carvalho, António Pinho Branco, Armando Oliveira Soares, Artur de Oliveira Faneco, Francisco de Oliveira Faneco, José André Redes, José Augusto da Cunha Lima, Manuel de Oliveira Ventura e Pelágio José Ramos.

Assim se fundava, em Junho de 1952, a “Casa do Concelho de Ovar em Lisboa”. As primeiras reuniões foram realizadas ao ar livre, beneficiando do arvoredo amigo de uma esplanada da Avenida da Liberdade. Posteriormente, realizaram-se na federação da Sociedade de Recreio, à Rua da Palma, onde reuniu a primeira Assembleia Geral, para aprovar os seus Estatutos. A Secretaria ficou instalada na casa de João André Boturão e, depois, na de Artur de Oliveira Faneco.

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Num dos passeios fluviais a Vila Franca de Xira

 

A primeira sede situou-se no 3.º andar do prédio n.º 54 da Avenida da Liberdade. Mais tarde, a 15 de Março de 1959, em sessão solene presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Ovar dessa época, foi inaugurada uma nova sede na Calçada dos Santos, nº 37, 1º andar, junto à Igreja de Santos-o-Velho e aos jardins da embaixada de França, no coração da Madragoa, onde residiram e ainda residem tantos conterrâneos nossos, muitos deles lá registados pelos baptismo ou matrimónio naquele vetusto templo, em diversas gerações.

Em Dezembro de 1953 a Casa tinha 526 sócios. Em 18 de Junho de 1955 cantou-se pela 1.ª vez o hino da colectividade, com música do Dr. Elísio de Matos e letra do Dr. António Rasgado Rodrigues: ‘Nos quatro cantos do mundo, / Gente de Ovar se perdeu; / e o seu amor vagabundo, / Jamais a Pátria esqueceu’. Foi ensaiado pelo Dr. Elísio de Matos, na sua própria casa, a um grupo coral de homens e senhoras membros da Agremiação, grupo esse que viria a actuar na sede própria, na Avenida da Liberdade, então sob regência do Sr. Covas.

Exercerem a presidência da direcção da “Casa do Concelho de Ovar em Lisboa”:

1 - Dr. Albino Borges de Pinho (1953-1957)

2 - Mário André Boturão (1959-1962)

3 - José Augusto da Cunha Lima (1963-1966)

4 - Salviano Zagalo de Lima (1967-1970)

5 - José Augusto da Cunha Lima (1971-1972, pela 2.ª vez)

Nos primeiros anos após a sua fundação, tendo como presidente o Dr. Albino Borges de Pinho, a Casa atingiu o período mais brilhante da sua existência, organizando grandes eventos, entre os quais as visitas a Ovar da Imprensa Diária (em 27 e 28 de Junho de 1953), do Núncio Apostólico D. Fernando Cento (6 de Junho de 1954), dos conferencistas Dr. António Luís Gomes (20 de Março de 1954), do escritor do jornal “O Século” Adelino Mendes (12 de Maio 1956), o Encontro (Setembro de 1953), e o Comboio da Saudade…

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Visita do Cardeal Cento a Ovar (Chegada à Igreja Matriz)

 

Pela Páscoa, a Direcção comprava à Sr.ª Teresa da Olaria, fabricante de roscas doces, grande quantidade dessa especialidade vareira para ser distribuída pelos vareirinhos mais necessitados da capital, e nas festas natalícias fornecia géneros alimentícios aos ovarenses lisboetas mais carenciados. Anualmente, no Verão, organizava um passeio fluvial pelo rio Tejo, até Vila Franca de Xira, para sócios e seus familiares, juntando dessa maneira muita gente de Ovar, que dançava e cantava as cantigas da sua terra, numa alegre confraternização que durava enquanto o sol não se escondia.

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Na Páscoa, distribuindo as roscas da Sr.ª Teresa da Olaria

 

A sede, na Avenida da Liberdade, foi algumas vezes visitada pela nossa conterrânea Maria Albertina, grande nome do fado e do teatro, que gostava de conversar com as pessoas mais idosas, recordando, com elas, os tempos antigos da sua infância…

grupo coral da casa do concelho de ovar em lisboa.

Grupo Coral da Casa da Comarca de Ovar em visita ao Estádio Nacional

 

Quando o Orfeão de Ovar se deslocou a Lisboa para apresentar, no Parque Mayer, em 16, 17 e 18 de Junho de 1956, a Revista “Aqui Ovar!”, a Casa do Concelho alugou um coche puxado por cavalos, que percorreu as ruas mais importantes da capital com uma tripulação de quatro jovens vestidas à varina, fazendo reclamo ao espectáculo. Ao apreciarem as nossas beldades vareiras, as pessoas de Lisboa dirigiam-lhes piropos, como este: – Se a Revista for tão bonita como as varinas do coche, vale a pena ir vê-la ao Teatro Variedades!...

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Em 1955, por iniciativa de Elias Rodrigues Abade, funcionou nas instalações do Centro Vidreiro (antiga fábrica da Varina), ao sul da Praia do Furadouro, uma Colónia Balnear Infantil da Casa do Concelho de Ovar em Lisboa. Mais tarde, em 21 de Junho de 1958, nas comemorações do 6.º aniversário da colectividade, o Dr. João de Araújo Correia proferiu na sede da Casa do Concelho, na Avenida da Liberdade, uma brilhante conferência intitulada “Há Sal na Régua”, que encantou a todos presentes, e cujo texto está totalmente transcrito no “Boletim da Casa do Concelho de Ovar” de Julho de 1958, sendo publicado em separata, merecendo que se faça uma nova edição, para ser mais divulgado na nossa terra!...

A 27 de Janeiro de 1973, a Assembleia Geral da “Casa do Concelho de Ovar em Lisboa”, na sequência duma crise de dirigentes e do desinteresse da maior parte dos sócios, decidiu dissolver aquela Associação, que durou pouco mais de 20 anos.

Foram presidentes da Assembleia Geral da Casa do Concelho de Ovar em Lisboa:

1 - Major Manuel Gomes Duarte Pereira Coentro (1953-1954)

2 - Dr. Luís Valente da Silva (1955-1956), que faleceu Juiz Desembargador.

3 - António Coentro de Pinho (1957-1973)

A Casa acabou, como dizia o Sr. António Coentro de Pinho no “Notícias de Ovar” de 18/02/1988, “por terem falecido ou desistido muitas das suas dedicações, por falta de saúde de uns e cansaço de outros, e o desinteresse acentuou-se e a Casa do Concelho extinguiu-se, quase sem se saber como e porquê!...”

Eu diria que o principal porquê da extinção da Casa foi, precisamente, o falecimento das dedicações vareiras, daqueles que emigraram para Lisboa na primeira metade do século XX, porque actualmente já quase só existem na capital vareiros de 2.ª, 3.ª e 4.ª geração, os quais, embora tenham raízes ovarenses, já não manifestam por Ovar aquele acrisolado amor que os seus progenitores profundamente sentiram…

Fontes de informação: “Monografia de Ovar” e depoimentos de antigos sócios da colectividade.

Artigo publicado no jornal JOÃO SEMANA (15 de Dezembro de 2006)

REGIONALISMO EM MOVIMENTO: OS FUNDADORES DA CASA DO ALGARVE EM LISBOA

A imagem data de 23 de Março de 1929 e mostra a Comissão Organizadora da Casa do Algarve. Identificados no álbum: 1 – Pedro Gomes Marques; 2- Joaquim Américo Salgueiro Júnior; 3 – Dr Humberto Pacheco; 4 – Tenente Domingos de Freitas; 5 – Tenente António Mateus Martins Moreno; 6 – Coronel João Correia dos Santos; 7 – Dr. José de Sousa Carrusca; 8 – Dr Ascensão Contreiras

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A Casa do Algarve funcionou na rua Capêlo, em instalações que vieram a ser adquiridas pela Rádio Renascença. Nas décadas de 70 e 80, foi moda em numerosas colectividades, incluindo casas regionais, a realização de bailes sem qualquer cunho regional, alguns dos quais atraíam uma frequência pouco conveniente para o local.

A nova proprietária do imóvel moveu uma acção de despejo alegando nomeadamente que aquela associação não seguia os fins para que foi criada. A Casa do Algarve veio entretanto a ser dissolvida.

Foto: ANTT

LISBOA: RUA DE CAMPOLIDE TEM OS DIAS CONTADOS... CASA DE PONTE DE LIMA VIVE FUTURO INCERTO!

Alarga-se um lado, encurta-se o outro: como pouco muda em Lisboa entre grandes mudanças

Se o Jardim da Amnistia Internacional já ficou ligeiramente menos verde, mais cinzento ficará quando o trânsito na Rua de Campolide se intensificar. O projecto servirá para escoar o trânsito da nova Praça de Espanha.

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Enquanto a requalificação da Praça de Espanha, em Lisboa, avança com a promessa da criação de um jardim maior que o da Estrela, ali ao lado, a Rua de Campolide está em obras para passar a avenida. Com o encurtamento dos passeios já estreitos, a optimização de zonas mortas e eliminação de algumas áreas verdes, está a ser criado espaço para o automóvel. Duas vias de trânsito em cada sentido vão nascer naquela rua artéria. O projecto servirá para escoar o trânsito da nova Praça de Espanha.

É certo que o verde que se perdeu naquele belo Jardim desenhado pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles é insignificante à escala do mesmo, mas não deixa de ser simbólica e irónica essa perda (por mais ínfima que seja) na tão aclamada “Capital Verde Europeia 2020”. A criação de uma avenida no espaço de uma rua parece um contra-senso em relação a todas as restantes intervenções que vão acontecendo no resto da cidade de Lisboa, onde têm sido alargados passeios e criadas ciclovias em detrimento do espaço automóvel. (…)

Fonte: Mário Rui André / https://shifter.sapo.pt/2020/02/praca-de-espanha-greenwashing/

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