Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

CASA DO MINHO: ARROZ PICA-NO-CHÃO JUNTA “PICAMILHOS” EM LISBOA

A Casa do Minho em Lisboa levou hoje a efeito mais um evento de promoção da nossa gastronomia tradicional, o arroz pica-no-chão, vulgarmente conhecido como arroz de cabidela. E os “picamilhos” não faltaram à chamada!

IMG_20190519_140506.jpg

Na sua monumental obra “Etnografia Portuguesa”, registou José Leite de Vasconcelos a alcunha de “picamilhos” como uma das que desde sempre foram atribuídas aos minhotos… naturalmente pela sua particular apetência pelos alimentos cozinhados à base do milho, aquele cereal que as naus de Cristóvão Colombo – aliás Salvador Fernandes Zarco! – trouxeram do continente americano e começaram a ser cultivadas no noroeste peninsular.

Na realidade e até ao surgimento do arroz, ele deverá ter sido inicialmente cozinhado com farinha de trigo ou de milho, sendo a expressão “pica-no-chão” originária sobretudo da nossa região, a que também não é estranha a alcunha de “picamilhos” para designar a nossa gente.

E, fazendo jus ao lema “Uma boa mesa para uma boa política regionalista”, criado pelo eminente regionalista Artur Maciel, levou a Casa do Minho em Lisboa, actualmente sob a liderança de Paulo Duque, mais um almoço a promover na capital os requintados paladares da gastronomia minhota, com especial destaque para o tão apreciado leite-creme queimado – especialidade rica de Ponte de Lima – e, como já referimos, o apetitoso “arroz pica-no-chão que tantos apreciadores tem trazido a terras como Vila Verde, Barcelos e Ponte de Lima.

Para não variar, a confecção de tão apreciado prato da nossa cozinha tradicional esteve a cargo de Paulo Duque que, como exímio cozinheiro, usou a colher-de-pau com a mesma mestria que um maestro usa a batuta para dirigir a orquestra, não fosse ele um dos melhores dirigentes do regionalismo minhoto na actualidade.

Cumpriu-se um minuto de silêncio em memória do Dr Nuno Lima de Carvalho. E, no seu discurso aos convivas, Paulo Duque lembro a importância que o ilustre vianense, como nóvel associado da Casa do Minho, teve na organização de conferências que realizou, levando o Minho a amigos como Jorge Sampaio, Jorge Amado, Amália Rodrigues, António Valdemar, Agostinho da Silva e João Soares. Salientou ainda a forma como a Casa do Minho organiza estes almoços, sobretudo com preocupação cultural e promoção da nossa região.

A Casa do Minho contou entre os convidados o Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar e deputado da Assembleia da República, vice da bancada parlamentar do PS, Doutor Pedro Delgado Alves e ainda o Pároco do Lumiar, Padre João Caniço.

E, para coroar o ambiente festivo, o fadista Rui Vaz interpretou quatro fados… acompanhados à tocata pelo Rancho Folclórico da Casa do Minho!

IMG_20190519_114823.jpg

IMG_20190519_144144.jpg

IMG_20190519_152342.jpg

IMG_20190519_152347.jpg

IMG_20190519_152521.jpg

IMG_20190519_152526.jpg

IMG_20190519_152538.jpg

IMG-20190519-WA0000.jpg

FALECEU ANTÓNIO ESTEVES TRIGUEIRO: UM DOS DIRIGENTES DA CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA

António Esteves Trigueiro – um dos dirigentes da Casa do Concelho de Ponte de Lima – foi a sepultar em Moreira do Lima, sua terra natal, no passado dia 10 de Maio.

Pessoa cordata e de lano trato, foi Tesoureiro da Direcção no mandato 1990/1992 e, mais tarde, no mandato de 1999/2001, para além de outros cargos que ocupou.

60142198_1030205580511668_2188210284542296064_n.jpg

FALECEU NO BRASIL O ARTISTA MANUEL FÉLIX IGREJAS A QUEM O MINHO MUITO DEVE

Faleceu esta madrugada no Brasil o artista Manuel Félix Igrejas a quem os portugueses em geral e o Minho em particular muito devem pela dedicação e talento que dedicou à sua divulgação. A Casa do Minho no Rio de Janeiro é uma verdadeira galeria de arte do artista.

Manuel Igrejas vinha desde há cerca de um mês lutando contra uma pneumonia. O velório realiza-se em Campinas.

60332509_2178913975520513_3873712136194621440_n.jpg

Um Museu para Manoel Félix Igrejas: A Casa do Minho

Assim como o Bar Arco Teles poderia ser informalmente considerado um verdadeiro museu da obra de Nilton Bravo, pelo fato de posssuir nove paineis do mestre, proclamo hoje que a Casa do Minho, aquela casa portuguesa muito recuada no Cosme Velho poderia, com sobras, ser um Museu Manoel Félix Igrejas, dada a generosa quantidade de suas obras ali.

São sete obras: seis paineis azulejares e uma tela (!). Simplesmente fantástico, inda mais se consideramos que seu trabalho ali se estende por quatro décadas.

Esta que provavelmente é uma das obras mais importantes do Manoel em nossa cidade -- um lindo painel de 140 azulejos com sua típica moldura colocada no restaurante Costa Verde -- é de 1971. Neste mesmo ambiente uma pintura sua a óleo (!) retratando moinhos minhotos, de 1983. Nota-se que a pintura já sofreu cortes. Antes de se chegar ao restaurante, um belo painel dedicado à Nossa Senhora da Conceição do Sameiro, de 2010, onde Manoel, ao retratar os anjos, pode dar voz à sua veia naïf.

Colocado no alto de uma escadaria, só sendo possível a visualização para quem desce, outro grande painel quadrado de 121 azulejos de 2009 em que o pintor português homenageaia sua mulher Margarida, que o ajudava com as tintas.

Subindo um pouco mais, descobrimos um fonte com outro painel do Manoel, desta feita de 2005. Novamente motivos minhotos, a pudica minhota ounvindo os flertes de um Santos Dumont. Em local a que não tive acesso, outro pequeno painel com poema tecendo loas ao Minho.

E só na saída nos deparamos com outra pequena, notável, obra do Igrejas, de 2012. Na entrada, porém perceptível apenas para quem sai : um Afonso Henriques de espada na mão, incomum em Igrejas por ser no tradicionalíssmo azul e branco português.

Não por acaso Manoel Félix Igrejas foi homenageado com uma sala de cultura.

Fonte: http://avidanumagoa.blogspot.com/

008campi (1).JPG

008campi (2).JPG

008campi (3).JPG

008campi (4).JPG

008campi (5).JPG

008campi (6).JPG

008campi (7).JPG

008campi (8).JPG

008campi (9).JPG

008campi (10).JPG

008campi (11).JPG

REGIONALISMO EM MOVIMENTO: PENACOVA PROMOVE-SE EM LISBOA NO ENCONTRO DAS CASAS REGIONAIS

A Casa do Concelho de Penacova é uma associação regionalista, sem fins lucrativos, que tem como principal finalidade promover recreativa e culturalmente os seus associados; desenvolver a solidariedade entre os naturais do concelho bem como entre todos os que a ele se sintam ligados por laços familiares ou de amizade; divulgar as suas belezas paisagísticas, o seu património cultural e artístico, a sua gastronomia, o seu artesanato e o seu folclore; participar no desenvolvimento do concelho e prestar apoio possível ao seu comércio e à sua indústria; defender o concelho de tudo o que possa causar-lhe danos morais ou patrimoniais; organizar eventos culturais, recreativos e outros de carácter regionalista, entre sócios e simpatizantes; favorecer a prática de modalidades desportivas entre os seus associados; colaborar com as associações similares e com os órgãos autárquicos do concelho; auxiliar, dentro do possível, os penacovenses que se encontrem carenciados.

40306616_113339532950299_3194062363653308416_n.jpg

A Casa do Concelho de Penacova é uma das sócias fundadoras da “ACRL – Associação das Casas Regionais em Lisboa”, em cujos eventos tem participado com regularidade, tendo feito sempre parte dos seus órgãos sociais quer na 

Direcção quer no Conselho Fiscal.

Nesta “V Festa das Colectividades e Casas Regionais em Lisboa” participaremos mais uma vez com um stand onde serão expostos e vendidos alguns dos produtos regionais do concelho de Penacova, nomeadamente os “Pasteis de Lorvão” e as “Nevadas de Penacova” que são dois doces conventuais com origem no Mosteiro de Lorvão, a cerveja artesanal “Beira Alva”, as bolachas e biscoitos da “Sabores do Alva” com destaque para os novos “Biscoitos de Cerveja Artesanal e Flor de Sal”, mel e produtos seus derivados, artesanato, e como não poderia deixar de ser a água das Caldas de Penacova.

Teremos também para distribuição diversos folhetos de informação turística, com roteiros e sugestões, publicados pela Câmara Municipal de Penacova. 

Adelino Marcelo

Presidente da Direcção da Casa do Concelho de Penacova

www.casadoconcelhodepenacova.pt

www.facebook.com/casaconcelhopenacova

ccpenacova (1).jpg

ccpenacova (2).jpg

ccpenacova (3).jpg

ccpenacova (4).jpg

ccpenacova (5).jpg

ccpenacova (6).jpg

ccpenacova (7).jpg