Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

RANCHO FOLCLÓRICO E GRUPO DE CAVAQUINHOS DA CASA DO CONCELHO DE ARCOS DE VALDEVEZ CANTARAM AS JANEIRAS NO PALÁCIO DE BELÉM EM 2007

O Presidente da República e Senhora de Aníbal Cavaco Silva, receberam o Rancho Folclórico e o Grupo de Cavaquinhos da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez que cantam as Janeiras no Palácio de Belém, a 6 de Janeiro de 2007.

Fonte: Arquivo Histórico da Presidência da República

070106-PR-0287_dissemination.jpg

REGIONALISMO EM MOVIMENTO: FUTEBOL CLUBE DO PORTO REUNIU ADEPTOS E DIRIGENTES EM LISBOA NA CASA DO DISTRITO DO PORTO EM MEADOS DO SÉCULO PASSADO

image311cdplxx.png

Almoço-convívio da primeira Casa do Futebol Clube do Porto em Lisboa, realizada na Casa do Distrito do Porto (CDP) com a presença como convidado do Dr. Urgel Horta, então Presidente (1951-1954—2º mandato) do Futebol Clube do Porto. Bandeirinhas da Casa engalanavam a mesa do almoço.

Fonte: http://www.ribeirodearaujo.com/

image301cdplxx2.png

image313cdplxx3.png

REGIONALISMO EM MOVIMENTO: CASA DO DISTRITO DO PORTO - UMA CISÃO NA CASA DO MINHO NA DÉCADA DE 40 DO SÉCULO PASSADO

A Casa do Distrito do Porto, em Lisboa, constituiu uma cisão ocorrida na década de quarenta do século passado, na Casa de Entre-o-Douro-e-Minho (ex-Grémio do Minho), quando aquela agremiação regionalista decidiu alterar a sua denominação para Casa do Minho. Apesar disso, continua a constar nos seus estatutos a possibilidade dos naturais dos concelhos do Distrito do Porto serem admitidos como seus sócios efectivos, procurando dessa forma manter a identidade histórica e geo-etnográfica de toda a região.

Capturarcasadistritoportolx.PNG

Fonte: Vida Mundial Ilustrada, Ano V, nº 230, 11 Outubro 1945 / Hemeroteca Municipal de Lisboa

Capturarcasadistritoporto1.PNG

Capturarcasadistritoporto2.PNG

Capturarcasdisporto.PNG

O Conselho Diretivo da Casa do Distrito do Porto, em Lisboa, ofereceu esta fotografia ao Arquivo da Câmara Municipal do Porto recordando a homenagem que os naturais do Distrito do Porto prestaram, em Lisboa, em 11 de Novembro de 1944, ao portuense e Mestre da Pintura Portuguesa António Carvalho da Silva Porto.

Esta foto representa a mesa de honra que assistiu à cerimónia de descerramento da lápide no prédio n.º 6 da Rua Luisa Todi, onde faleceu o insigne artista, a que presidiu o Sr. Comandante Nuno de Brion, Governador Civil de Lisboa, que tinha à sua direita o Sr. Tenente Coronel Alvaro da Salvação Barreto, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e à esquerda o Dr. José de Figueiredo, em representação oficial de Sua Exa. O Ministro da Educação Nacional, Dr. José Caeiro da Mata.

No primeiro plano o Sr. Engenheiro Oscar Saturnino, Presidente da Assembleia Geral da Casa do Distrito do Porto, que também tinha a representação oficial da Câmara Municipal do Porto.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

Capturarluisatodi.PNG

A lápide ainda se encontra na fachada do edifício testemunhando a existência em Lisboa da Casa do Distrito do Porto.

HÁ 37 ANOS, CASA DO MINHO EM LISBOA INICOU A PUBLICAÇÃO DO BOLETIM “MINHO VERDE”

No início de 1983, a Casa do Minho em Lisboa iniciou a publicação do “Minho Verde”. Tratava-se de um boletim com periodicidade bimestral, especialmente destinada aos associados daquela instituição regionalista.

De aspeto gráfico modesto, o seu primeiro número, relativo aos meses de janeiro e fevereiro, dispunha de 8 páginas em formato A4, sendo totalmente impresso a verde.

Para além da informação das atividades realizadas, o boletim incluiu uma secção dedicada aos poetas minhotos, algumas crónicas revivalistas, a revista da imprensa regional e incluía alguns anúncios comerciais.

Benigno da Cruz era o seu diretor e A. Barros Gonçalves o Diretor Adjunto. Colaboraram ainda neste número Albérico Fernandes e Godinho Ribeiro.

A sua publicação teve curta duração. Porém, as novas tecnologias poderiam dar-lhe continuidade em versão digital.

RANCHO FOLCLÓRICO DA CASA DO MINHO É O BALUARTE DAS TRADIÇÕES FOLCLÓRICAS DO MINHO EM LISBOA

Passam no próximo mês de Setembro precisamente 77 anos desde que foi criado em Lisboa o primeiro grupo folclórico minhoto – o Rancho Folclórico da Casa do Minho.

15064665_U8FAO (1).jpeg

Constituído em 3 de Setembro 1943 no seio daquela agremiação regionalista à época denominada Casa de Entre-o-Douro-e-Minho, a sua actuação e forma de representar caracterizou-se durante décadas pelo figurino em voga na época e que caracterizava a maioria dos grupos folclóricos surgidos na década de quarenta do século passado.

Na realidade, documentos mais recentes vieram colocar em causa a versão oficial até então aceite como definitiva, tudo indicando que o Rancho Folclórico da Casa do Minho tenha sido criado em 29 de Abril de 1943, altura em que ocorreu a sua primeira exibição em público, logo seguida de outra no dia 3 de Maio do mesmo ano. Um facto histórico a confirmar e corrigir a narrativa histórica daquela entidade.

Entretanto, mudanças sociais e políticas que se verificaram e também o inesperado desaparecimento do grande obreiro da Casa do Minho, o jornalista Artur Maciel, levaram a um prolongado interregno da actividade do rancho folclórico.

93173453_101536094861946_121799551618121728_n (2).jpg

Armando Rocha

 

Ultrapassada a fase mais atribulada que o país viveu, eis que nos finais da década de setenta do século passado, o Rancho Folclórico da Casa do Minho retoma a sua actividade sob a batuta experiente de um lanhosense conhecido e estimado pelos minhotos radicados em Lisboa – o Armando Rocha.

33696530_1873248869378480_4787462172106031104_n (1).jpg

Paulo Duque

 

E, desde então, o Rancho Folclórico da Casa do Minho não mais parou de dançar até ao momento em que a pandemia provocada pelo vírus Covid-19 nos forçou a todos ao confinamento. Mas, Paulo Duque, seu actual director acumulando com as funções de Presidente da Direcção daquela Instituição regionalista, não baixa os braços e prepara o regresso à normalidade ainda com maior energia, não deixando de observar as preocupações sanitárias e de higiéne que a situação actual a todos nos obriga.

15064663_KFqZn.jpeg

15064658_sZzD5 (1).jpeg

15064675_7rlo8 (1).jpeg

15064683_lZpWK (1).jpeg

15064688_zRJ78 (1).jpeg

18837850_fJjtb.jpeg

18837859_VEwnL.jpeg

18837861_HkZEG.jpeg

18837864_zB3zj.jpeg

18837870_V6m3u (1).jpeg

PARTIDO POPULAR MONÁRQUICO (PPM) FOI FUNDADO NA CASA DO MINHO HÁ 46 ANOS!

35922660_1749853358428503_3697575518795726848_n.jp

  • Crónica de Carlos Gomes

O Partido Popular Monárquico (PPM) foi fundado em Lisboa no dia 23 de Maio de 1974, praticamente um mês decorrido da queda do anterior regime através do golpe militar do 25 de Abril. Porém, em lado algum é feita qualquer referência ao local onde a reunião que lhe deu origem teve lugar.

Os tempos que então se viviam eram agitados e por vezes causavam séria preocupação. Os monárquicos eram muitas vezes conotados com o Estado Novo, em parte explicado pelo facto de alguns deles terem com ele colaborado. Afinal de contas, também os militantes da Causa Monárquica integraram a União Nacional, até se aperceberem de que Salazar, apesar das conhecidas simpatias monárquicas, não considerava a possibilidade da restauração da Monarquia. E foi nessas circunstâncias que começaram a partir dos finais da década de 50 a divergir com o regime político então vigente.

O mesmo sucedia com as casas regionais que, entre os seus mais destacados dirigentes, contava com figuras gratas ao regime que acabava de ser derrubado. E, nesse contexto de mudança política, alguns notáveis trataram de desfiliar-se a tempo para poderem adaptar-se aos novos tempos sem serem incomodados…

Nessa altura, encontrava-se a Casa do Minho instalada na rua Victor Cordon, 14, dispondo de dois pisos. Porém, a sua actividade decorria geralmente no 2º andar onde nomeadamente se encontrava o amplo salão de festas. Actividade encontrava-se praticamente suspensa dadas as circunstâncias que então se viviam.

Entre os seus dirigentes, contava com o Professor Nuno Morais. Era natural de Ponte de Lima e, à altura, professor de Educação Física na Escola Comercial Ferreira Borges, em Lisboa. Chegou a ser atleta olímpico e também apaixonado pelas lides tauromáquicas que lhe deixaram mazelas físicas. Plenamente identificado com os ideias monárquicos.

Por influência do Professor Nuno Morais, reuniram-se os monárquicos na Casa do Minho num ambiente de quase secretismo, razão pela qual continua o local a não ser mencionado… havia que preservar a segurança do partido e também da própria instituição que lhes abria as portas!

O Partido Popular Monárquico foi criado por iniciativa da Convergência Monárquica, organização constituída em 1971 que juntava monárquicos oposicionistas ao regime do Estado Novo e que congregava o Movimento Popular Monárquico, fundado em 1957 e dirigido por Gonçalo Ribeiro Telles, a Renovação Portuguesa criada em 1962 por Henrique Barrilaro Ruas e uma facção da Liga Popular Monárquica, surgida em 1964 e dirigida por João Vaz de Serra e Moura.

Gonçalo Ribeiro Telles assumiu a liderança enquanto Francisco Rolão Preto – que antes fora fundador do Integralismo Lusitano e mais tarde tembém do Nacional-Sindicalismo do qual foi dirigente – assumiu a Presidência do Directório e do Congresso.

A reunião então decorrida na Casa do Minho resultou num sobressalto para os sócios que não haviam tomado conhecimento prévio da sua realização. Mas o encontro passou despercebido e o movimento revolucionário que acabava de ser despoletado tinha outras preocupações. O Partido Popular Monárquico (PPM) intregou-se no regime saído do 25 de Abril de 1974, tendo o Gonçalo Ribeiro Telles participado em vários governos e sendo uma figura muito respeitada pela sua defesa da ecologia e do meio ambiente.

Capturarvictorcondon.PNG

As instalações da Casa do Minho, na rua Víctor Condon, onde teve lugar a fundação do PPM

FALECEU MANUEL BRANCO – PRESIDENTE DA CASA DO PORTO E CANTADOR DO GRUPO FOLCLÓRICO ARMANDO LEÇA

Acabamos de receber via Casa do Minho do Rio de Janeiro a nefasta notícia do falecimento do regionalista portuense Manoel Branco, Presidente da Casa do Porto do Rio de Janeiro e cantador do seu Grupo Folclórico Armando Leça.

93773938_2839313146147256_4466906639429009408_n.jp

Considerado um dos grandes representantes do folclore português no Brasil, Manoel Branco foi um grande folclorista e era um apaixonado pelo folclore português, principalmente da região do Porto e pelo Rancho Típico de Santa Maria da Reguenga.

Refira-se que o Porto é parte integrante da região geo-etnográfica que corresponde à antiga Comarca d’Entre-o-Douro-e-Minho.

QUEM FOI ARTUR MACIEL - FIGURA CIMEIRA DO REGIONALISMO MINHOTO EM LISBOA?

Artur Maciel, nome profissional e literário de Artur Santiago Maciel da Costa, (Lisboa, 21 de Fevereiro de 1900 — Lisboa, 18 de Dezembro de 1977), foi um jornalista e escritor português.

SEC-AG-1117J.jpg

A fotografia data de 10 de Junho de 1935 e retra a chega ao Rossio do Conde Vladimiro D’Omerson, podendo ser identificados, a contar da esquerda, Artur Maciel, François Mauriac, Condessa d’Omerson, Madame Mauriac, Ferreira dos Santos, Guilherme Pereira de Carvalho, António Ferro, Conde Vladimiro d’Omerson e António Eça de Queirós. (Foto: ANTT)

Artur Santiago Maciel da Costa de seu nome completo foi um conceituado jornalista e escritor com vasta colaboração nos jornais “O Século da Noite”, “A Voz”, “Noite” e “Diário de Notícias”. Lisboeta de nascimento, ao Minho – região à qual lhe ligavam as raízes familiares – dedicou Artur Maciel toda a sua vida e empenho à causa regionalista, a ele devendo a Casa do Minho, em Lisboa, os seus períodos mais áureos. Artur Maciel nasceu em 21 de Fevereiro de 1900.

No decorrer da sessão de 14 de Fevereiro de 1967, o deputado bracarense António Santos da Cunha não lhe poupou rasgados elogios, referindo-se-lhe nos seguintes termos: “A Casa do Minho, a que actualmente preside o distinto jornalista e escritor Artur Maciel, tem desenvolvido uma tarefa que quero disso tenho obrigação especial destacar.

Ainda há poucos dias me foi dado tomar parte numa reunião, a que assistiram pessoas do maior valor, que serviu não só para denunciar mais uma vez as delícias da cozinha minhota, como para que convivessem os naturais da região das mais variadas classes e fossem discutidos problemas de grande interesse para a mesma.

Será que a sua esforçada e dinâmica direcção pensa em organizar uma semana de estudos na capital, semana em que os mais candentes problemas regionais serão abordados por autoridades competentes nas diferentes matérias, o que será contributo apreciável para a resolução dos mesmos, e ainda, o que muito é de Ter em conta, poderosa alavanca para a mentalização dos responsáveis quanto á necessidade de esses problemas serem encarados de frente.”

O deputado António Maria Santos da Cunha era natural de Braga. Foi Secretário da Comissão Distrital da União Nacional, de Braga, em 1953, Vice-presidente daquele órgão em 1965 e Presidente da Comissão Concelhia de Braga da União nacional. Foi ainda Presidente das câmaras municipais de Braga e da Póvoa de Lanhoso, da Comissão Municipal de Turismo de Braga e Procurador à Câmara Corporativa na VI Legislatura.

Artur Maciel deixou-nos vasta obra publicada de que destacamos “Uma noite nos jardins de Espanha – Una noche en los jardines de España (1977)”; “Viagem de cem anos (1855-1955, editado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo (1958)”; “Angola Heróica. Bertrand (1963)”; “A colecção de pintura da Fundação Caloute Gulbenkian exposta no Museu de Arte Antiga”, edição do Museu de Arte Antiga (1961)”; “As artes ao serviço da nação: panorama e índice de uma época. Livraria Bertrand (1967)”; “Ritmo do bilros”, Porto, Companhia Portuguesa (19?2); “Um português nas espanhas : Galiza, Astúrias, Leão, Castelas, Catalunha e Andaluzia. Lisboa. Bertrand, (1965)”; “Condes e Senhores de Viana da Foz do Lima. Viana do Castelo. (1938)”; “Viana centro de turismo: itinerário de grandes pequenas coisas tradicionais, típicas e pitorescas (1938)”; “A mono-arquia do Prof. Doutor Marcelo Caetano. Lisboa. Liv. Bertrand (1952)”; “Ritmo de bilros : livro que contem vários casos e lendas da Beira-Lima / dado à estampa por Artur Maciel; com muitos desenhos do artista José Cyrne. Porto: Portugueza Editora. (1924)”.

O seu livro “Angola Heróica” que relata uma reportagem que fez durante 120 dias naquela frente de combate, nos primeiros anos do conflito, dedicou-o “em homenagem aos veteranos que no 1º de Maio de 1961 desembarcaram em Luanda”, prefaciando com as seguintes palavras: “... ao mais humilde e ignorado de todos esses soldados, brancos, mestiços e negros, que vi nas selvas do nosso Congo a defender Portugal - com a mesma fé, a mesma abnegação, o mesmo silencioso heroísmo de quantos dos nossos, através dos séculos, com a sua alma, o seu sangue e o seu esforço descobriram, criaram e engrandeceram Angola...”.

Para além da dinâmica que imprimiu à actividade da Casa do Minho, deixou verdadeiras pérolas literárias como sucede com os textos insertos nos cardápios dos almoços regionalistas ali realizados. A ele se deve, aliás, a divisa “Uma boa mesa para uma boa política regionalista”!

Em 1977, Artur Maciel ocupava o cargo de Presidente do Conselho Regional quando, no decorrer de uma assembleia geral que teve lugar em 18 de Dezembro desse ano, foi destituído do lugar que ocupava, através de uma votação maciça por procuração, prática que então ainda era autorizada. Seguramente movido pelo desgosto, veio momentos depois a falecer em casa.

Decorridas quase quatro décadas sobre a data do seu falecimento, Artur Maciel continua a constituir uma personalidade de referência do regionalismo minhoto na capital e, sobretudo, da Casa do Minho à qual prestou inestimáveis serviços!

Fonte: Wikipédia

EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES FOI FUNDADA HÁ 65 ANOS!

Passam precisamente 65 anos desde a data da fundação da ex-Casa do Minho em Lourenço Marques, na antiga província ultramarina portuguesa de Moçambique. Há 45 anos, a bandeira das quinas deixou de flutuar na capital do Índico e a maioria dos nossos compatriotas que viviam naquele território regressou à metrópole e, muitos minhotos às suas próprias origens. Outros, porém, refizeram a sua vida noutras paragens, na região de Lisboa ou noutras cidades e vilas de Portugal.

484396_10200262053808057_30167815_n

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

1525551_10200518721930132_592918424_n

Na realidade, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

185877_1423411604007_1794247948_799532_5195073_n

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 65 anos!

1947359_10200671839557977_1646839287_n

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

72988_423897237640394_1534119699_n

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

576619_423897494307035_1762840828_n

10991171_10202563334284163_1027646422323654939_n

564261_423897964306988_35367262_n

199253_1423410883989_1794247948_799529_2194903_n

10246619_10200970665868448_3206099960279488663_n

10264334_10200970675188681_6251230313521465251_n

576619_423897494307035_1762840828_n

574452_423897624307022_548572634_n