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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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QUEM FOI MANUEL CARAVANA PIMENTA – SÓCIO Nº. 10 DA CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA E UM DOS FIGURANTES PERMANENTES DO CORTEJO HISTÓRICO DAS FEIRAS NOVAS?

Para além dos 9 fundadores da Casa do Concelho de Ponte de Lima, o limiano Manuel Caravana Pimenta foi o sócio efectivo mais antigo daquela instituição regionalista fundada em 1987. Por essa altura, marcada pela legalização das rádios locais, participou também na Rádio Ponte de Lima (RPL), emissora regional que teve existência efémera na sequência do aparecimento da Rádio Ondas do Lima (ROL). Entretanto, à semelhança de outros limianos como o escritor João Marcos, Manuel Caravana Pimenta passou pela Casa do Minho sem contudo obter qualquer notoriedade.

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Foto: Luís Dantas

Tipógrafo de profissão a viver na região de Lisboa, abraçou desde o início a causa regionalista e foi quem produziu os primeiros trabalhos gráficos da Casa de Ponte de Lima, marcados pelo rigor de apresentação e qualidade de imagem executados com elevado profissionalismo.

A propósito da imagem que reproduzimos, transcrevemos um comentário de Adelino Tito de Morais:

“Aqui, de Norton de Matos. Lembro-me de quando esbocei esse Carro/Quadro alegórico, e a dificuldade em obter o boné, que foi cedido pela colecionadora vianense D. Maria Emília Sena de Vasconcelos, senhora com sangue limiano: o marido, do Paço de Sequeiros, freguesia de Gondufe, e ela sobrinha - neta do engº Sílvio Belfort Cerqueira, neto do Visconde de Belfort no Brasil, nascido no Rio de Janeiro, mas falecido em Lisboa, pois casara com D. Noémia Rodrigues de Moraes, filha do grande proprietário, capitalista e benemérito local, João Francisco Rodrigues de Moraes. Foram os sucessores do palacete Villa Moraes, que após fixarem residência em Lisboa, juntamente com os filhos o venderam em 1963 para instalação da Oficina de S. José.”

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Manuel Caravana Pimenta é o primeiro de pé a contar da direita, na celebração da escritura da Casa do Concelho de Ponte de Lima em 2 de Fevereiro de 1987 (Foto: António Aguiar /Diário de Notícias)

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Participação de Manuel Pimenta no Cortejo Histórico das Feiras Novas em 2016. (Foto de Costa Lima)

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Manuel Caravana Pimenta no III Almoço Limiano, realizado em 1987 no restaurante David da Buraca. Na imagem vemos ainda o jornalista Artur Agostinho, a limiana Adelina Sá Lima e o radialista da Rádio Renascença Carneiro Gomes.

QUEM FOI O CARICATURISTA LIMANO ALFREDO CÂNDIDO?

Alfredo Cândido foi Presidente da Direcção da Casa de Entre-Douro-e-Minho

Alfredo Cândido nasceu em Arcozelo, nas «verdes margens do Lima», como ele gostava de dizer, a 27 de Janeiro de 1879.

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Em criança perdia-se nos labirintos da imaginação, nos jogos de olhar, no manejo do lápis e nos primeiros delírios tripudiante das linhas curvas. Deve ter feito caricaturas de alguns professores e por essa razão mudou várias vezes de escola até chegar à Industrial de Viana do Castelo. Foi lá que acabou o curso. Depois fez-se à vida.

Chegou a Lisboa nos finais do século XIX. «Por causa de uma caricatura, estando depois empregado,» lembra ele anos mais tarde, «fui inesperadamente posto na rua. Foi então que me fiz navegador e atravessei as florestas incultas do Brasil, aonde fiz os meus estudos d’apprès nature, pintando os retratos de várias surucucus que pousaram graciosamente.»

Depois, Alfredo Cândido iniciou, no Rio de Janeiro e em São Paulo, uma carreira resplandecente ligada aos grandes momentos do jornalismo e da charge brasileira da época. Colaborou em várias revistas ilustradas: «Portugal Moderno», «Cidade do Rio» de José do Patrocínio.

Alfredo Cândido deixava em cada obra a pequena história de um instante complexo, de um quadro tenso de alegria ou de tristeza, de uma consonância ou dissonância com a vida.

É verdade que procurava frequentemente os casos estapafúrdicos dos homens no tempo através das suas representações criativas e acessíveis aos outros homens. Por isso, os seus queixumes: «uma caricatura representou sempre uma ameaça e uma espera; duma vez foram suspensos três jornais e eu estive quase a ser também definitivamente suspenso.»

Apesar de tudo, o humorista limiano teve um papel de destaque na cultura brasileira. Conviveu com grandes vultos das artes e das letras no Café dos Artistas (O Papagaio).

Chegou a compor a letra de uma valsa “Despedida em Lágrimas” para J. Bulhões.

Em 1912, talvez um pouco antes, voltou a Portugal. Colaborou no «Brasil Portugal», no «Vira», «Novidades» e em outros jornais, revistas e anuários.

Fez caricaturas de ministros, juízes, cambistas, poetas, banqueiros, republicanos e monárquico, entre eles o Conselheiro Luciano Cordeiro; Juiz Conselheiro Francisco Mário da Veiga; Dr.Teófilo Braga; Pereira de Miranda; Dr. Afonso Costa; Moreira Júnior; Henrique Burnay; Dr. Jaime de Magalhães Lima; Fialho de Almeida; Dr. António José de Almeida; Dr. Manuel de Arriaga; Conselheiro Dr. Hintze Ribeiro; Dr. Bernardino Machado; Rei D. Carlos; Marquês de Soveral; José Maria Alpoim; Guerra Junqueiro; Conselheiro Dr. João Franco; Dias Ferreira; Mariano de Carvalho.

Ilustrou vários livros em prosa e em poesia, participou nas duas primeiras exposições dos Humoristas (1912, 1913) e em muitas outras que se realizam nas cidades de Lisboa e do Porto.

Nessa década, percorreu o país em viagens românticas na busca de temáticas para as suas telas. E em 1923 inaugurou uma exposição de aguarelas no Rio de Janeiro.

O sentimentalismo do seu pincel é reconhecido com a primeira medalha de aguarela da Sociedade Nacional de Belas-artes.

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Assinatura de Alfredo Cândido (Presidente da Direcção da Casa De Entre-Douro-e-Minho)

Pertenceu ao Grupo dos Amigos-Defensores do Museu Rafael Bordado Pinheiro, foi Secretário da assembleia-geral da Sociedade Nacional de Belas Artes, Presidente do Conselho Superior da Federação das Colectividades de Recreio e Vice-presidente da assembleia-geral da Casa do Minho. (3)

Morreu em Lisboa, a 27 de Julho de 1960.

Fonte: http://df46tic8anocdm.blogspot.com/

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Também o historiador limiano Luís Dantas a ele se referiu no seu blogue “Da minha sebenta” em http://limianismo.blogspot.com/

“Nunca se terá acomodado ao deixar correr a vida, como águas calmas em estiagem no rio Lima fronteiro à sua além da ponte(1) natal.

Os traços, as tintas, os pincéis e os lápis, foram o seu perfil, em constante volúpia de tom e de forma, muitas vezes confundindo o significado de risco. Nascido a 27 de Janeiro de 1879, completaram-se 50 anos da sua morte em 27 de Julho(2), mas as suas caricaturas, o seu humorismo, ainda servem para ilustrar obras actuais, comprovando o valor da sua intervenção artística e o rigor crítico ou evocativo das suas produções.”

  • Na Freguesia de Arcozelo, no concelho de Ponte de Lima
  • Faleceu em Lisboa, nesse dia, no ano de 1960
  • Foi também Presidente da Direcção da Casa de Entre-Douro-e-Minho

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Alfredo Cândido caricaturado por Francisco Valença

CASA DE ENTRE-DOURO-E-MINHO NOMEOU EM 1943 O GENERAL NORTON DE MATOS PARA O CONSELHO PROVINCIAL

Carta datada de 12 de Abril de 1943, enviada por Alfredo Cândido, Presidente da Direção da Casa de Entre-Douro-e-Minho, ao General Norton de Matos a solicitar a confirmação do dia para a tomada de posse como representante de Ponte de Lima na Conselho Provincial.

O “Conselho Provincial” era um órgão de consulta, semelhante ao designado “conselho regional” que ainda subsiste na maioria das casas regionais.

De registar a maneira de proceder à época em que a nomeação era feita por decisão de todos menos do consentimento do próprio…

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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QUANTAS ASSOCIAÇÕES – RANCHOS FOLCLÓRICOS E CASAS REGIONAIS – IRÃO SOBREVIVER À PANDEMIA?

A pandemia originada pelo Covid-19 veio agravar a crise em que muitas colectividades já se encontravam antes do seu surgimento. Não é propriamente a pandemia que se encontra na origem da situação em que muitas associações actualmente se encontram. Porém, veio seguramente ampliar a sua dimensão de crise crónica, colocando mesmo em risco a sua sobrevivência.

A deficiente gestão, falta de estratégia e pouco envolvimento dos associados ao nível da decisão constituem alguns dos factores com que o associativismo sempre se debateu. No que concerne às casas regionais, é recorrente estas afastarem-se das próprias finalidades para que foram constituídas – consagradas nos preâmbulos dos seus próprios estatutos – e até, com a atribuição de privilégios a elementos estranhos às sua regiões, acabam por afastar aqueles associados que constituem a principal razão de ser da sua existência.

Quebram-se as rotinas e os hábitos de convívio. Procuram-se novos interesses e ocupações. Em muitos casos muda-se de “equipa”… Uma quantidade considerável de associações – casas regionais e ranchos folclóricos – já deixou de eleger os respectivos órgãos directivos. E não se vislumbra que venha a contar com pessoas disponíveis para o efeito.

Espera-se que isto passe… mas não se sabe quando! Deposita-se a fé nos efeitos das vacinas mas estas não impedem novas contaminações e surtos epidémicos. Estão suspensas as festas e romarias porque, ao contrário de outras manifestações culturais, são consideradas de elevado risco.

Não fazemos menção às entidades que neste momento correm o risco de sucumbir perante a pandemia. No caso do folclore, procuramos manter a chama acesa. Mas, receamos que um número muito considerável de colectividades não volte a abrir as suas portas!

CASA DO CONCELHO DE ARCOS DE VALDEVEZ EM LISBOA ORGANIZOU ESTAFETA EM ATLETISMO NON-STOP QUE PASSOU POR ARCOS DE VALDEVEZ

A vereadora do Desporto, Emília Cerdeira recebeu nos Paços do Concelho um grupo de 22 atletas e os organizadores da Estafeta em atletismo non-stop – Cevide-Lisboa, realizada no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

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Esta prova foi organizada pela Casa do Concelho de Arcos de Valdevez em Lisboa e várias associações desportivas, entre as quais o Clube Recreativo e Cultural Marvila Jovem, o Grupo Desportivo de Chelas, Marvila Freguesia do Desporto, o Grupo Recreativo Janz e Associados, o Futebol Clube Recreativo de Rossão e a Associação Jorge Pina – Desporto com Qualidade.

Foram 520km de companheirismo, realizados de 11 a 13 de junho, que contaram com o apoio da Junta de Freguesia de Marvila, da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, da Câmara Municipal de Lisboa e da Câmara Municipal de Melgaço.

A Vereadora fez questão de enaltecer a iniciativa e a atividade da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez em Lisboa, bem como o facto da organização ter escolhido a nossa vila para uma das suas paragens, fazendo votos para que voltem com mais tempo e possam desfrutar em pleno dos nossos equipamentos desportivos, das nossas paisagens e da boa oferta turística cultural e de natureza!

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