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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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LIMIANOS REGRESSAM À GRANDE GUERRA

Recriação Histórica em Ponte de Lima: 18 de Novembro. Os Limianos na Primeira Grande Guerra

Com a organização do Município de Ponte de Lima e a participação da Companhia de Teatro Viv’Arte, juntamente com diversos grupos de teatro locais, como o Grupo Art’In Facha, Os Gorilas, o Grupo Duplaface e o Grupo Pequenos Actores do Lima, realiza-se no próximo domingo, 18 de novembro a Recriação Histórica Os Limianos na Primeira Grande Guerra. Agora que se cumprem cem anos sobre o término desse tão importante conflito bélico, que está a ser assinalado um pouco por todo o mundo e designadamente na Europa, tenta-se recriar um pouco da atmosfera vivida então, ao mesmo tempo que se presta um sincero tributo a todos os soldados limianos que integraram o Corpo Expedicionário Português (CEP).

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O recrutamento dos moços para o CEP, a guerra nas trincheiras e o regresso dos soldados a Ponte de Lima vão ser alguns dos aspetos a encenar nesta recriação evocativa da Primeira Guerra Mundial. A Recriação Histórica tem início às 15h00, dia 18 de novembro (domingo), nas imediações do Paço do Marquês, onde se encontra instalado o Centro de Interpretação da História Militar de Ponte de Lima.

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ARCOS DE VALDEVEZ JAMAIS ESQUECERÁ OS SEUS FILHOS QUE LUTARAM NA GRANDE GUERRA

Arcos de Valdevez assinalou centenário do Armistício da I Guerra Mundial

No passado dia 11 de novembro a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez levou a efeito um conjunto de atividades para assinalar o centenário do Armistício da I Guerra Mundial e relembrar, em particular, os arcuenses que participaram neste conflito.

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Na primeira Guerra Mundial participaram cerca de 300 arcuenses, de quase todas as freguesias do concelho, dos quais pereceram 50. Muitos estiveram em França, mas muitos foram para África, nomeadamente para a Frente de Moçambique.

Logo pela manhã decorreu a Missa em memória dos Soldados Arcuenses tombados na 1ª Guerra Mundial, na Igreja de São Paio.

Depois, foi inaugurado o Memorial aos Soldados Arcuenses tombados na 1ª Guerra Mundial, Junto à Rotunda entre a N202 e a Avenida António Caldas (São Paio).

Esta obra, da autoria do escultor Bruno Marques, é, para o Presidente da Câmara Municipal, João Esteves, “uma homenagem a estes lutadores pela liberdade dos povos e através da qual se assinala mais um momento de participação dos Nossos na História de Portugal e na História Mundial”.

“Esta é a justa e merecida homenagem a estes arcuenses construtores da Paz, construtores de uma Europa e de um Mundo mais justo, mais solidário, mais livre, com mais desenvolvimento, construtores de um mundo onde se pretende que haja harmonia entre os povos e as nações”, referiu o autarca, justificando que a escolha do local também possui simbolismo, já que recaiu em S. Paio para estar junto ao local onde se encontra a presença militar no concelho, o Quartel da Guarda Nacional Republicana.

De referir também, que com a colocação do monumento neste local, a Câmara Municipal pretendeu contribuir para criar um maior dinamismo nesta zona da Vila. O espaço público foi requalificado; foi criado mais um espaço de memória arcuense, bem como criado mais um ponto de interesse para os arcuenses e para todos os que visitam o concelho.

Após este momento foi feita a apresentação do livro “Os Arcuenses na 1ª Grande Guerra”, da autoria dos arcuenses Jorge Pires e Manuel Rodas, e, ainda no âmbito desta iniciativa foi possível visionar gratuitamente na Casa das Artes arcuense o filme “O Soldado milhões”, que conta a história de um português nesta guerra, e que também tem passagens rodadas em Arcos de Valdevez.

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Breve descrição do escultor Bruno Marques sobre o elemento escultórico inaugurado

A peça escultórica criada evoca de uma forma genérica o perfil da trincheira.

A obra pretende ser uma metáfora que evoca o conflito, a interrupção conseguida pelo Armistício e a conquista de um novo período assente num acordo de Paz. A Trincheira é símbolo de Guerra, aqui representada por um conjunto de planos evocando a sua configuração, desenhada de forma minimal evoca o vazio, sugerindo o abandono das mesmas por parte dos exércitos.

Dois outros elementos, os capacetes e a pomba são utilizados de forma narrativa de modo a possibilitar uma leitura mais imediata do objeto. Os capacetes deixados (como que abandonados) no fundo da trincheira e no terreno que a sustenta evoca os soldados tombados, mas também o fim do conflito.

Por sua vez a Pomba, que outrora servira também alguns exércitos, é contemporaneamente usada por muitas culturas como o símbolo da Paz,  e, para os cristãos como símbolo do Espírito Santo, surge neste contexto como o elemento que deseja celebrar a Paz entre os povos,  assumidamente colocada em cima  do plano em que se inscrevem os nomes dos soldados tombados como que uma referência ao povo de Deus.

A Grande Guerra ocorreu num período de forte desenvolvimento e utilização de materiais como o aço. Este material foi fortemente usado na construção do armamento.

Evocando uma ligação com esse período utiliza-se o aço para a execução da Trincheira, explorando a sua, dureza e austeridade. Relativamente aos capacetes,  e à pomba, optou-se pelo bronze, a sua referência ao nível da História de Arte, a tradição ao nível dos materiais abordados por outros autores em diversas obras espalhadas pelo município e as suas características ao nível cromático  foram os argumentos que validaram a opção.

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CAMINHADA PELA PAZ ASSINALOU CENTENÁRIO DO ARMISTÍCIO DA I GUERRA MUNDIAL EM PONTE DA BARCA

Foi com uma caminhada pela paz que o município de Ponte da Barca assinalou ontem, 11 de novembro, o centenário do Armistício da I Guerra Mundial.

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Apesar do dia chuvoso, e depois das honras dadas pela Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca em frente aos Paços do Concelho, os participantes rumaram ao cemitério municipal onde se encontra um monumento evocativo dos combatentes da Grande Guerra. Daí, seguiu-se para uma breve paragem nas casas onde viveram barquenses que combateram neste conflito, nomeadamente José Augusto Vale e membros da família Machado Cruz, tendo culminado no Largo Heróis da Grande Guerra onde está erigido um monumento em honra dos barquenses que morreram em combate na Primeira Guerra Mundial

Manter viva a valentia e bravura dos milhares de portugueses que participaram neste conflito e, de forma muito particular, os corajosos barquenses, foi o grande propósito desta singela homenagem, como atestou o Presidente da Câmara, Augusto Marinho: “as lições humanas, morais e éticas que a Grande Guerra encerra não podem ser esquecidas, pelo que se torna um dever evocarmos e homenagearmos todos aqueles que nela estiveram envolvidos”.

O autarca barquense defendeu, ainda, que evocar e homenagear estes soldados é “um ato de justiça para com o passado, é um ato de reconhecimento no presente e é, também, uma forma de prevenirmos o futuro.”

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ESPOSENDE COMEMORA ARMISTÍCIO DA GRANDE GUERRA

Município de Esposende evocou assinatura do Armistício

O Município de Esposende encerrou hoje as comemorações do centenário da Primeira Grande Guerra que ocorreu entre 1914 e 1918. Precisamente, cem anos após a assinatura do Armistício que ditou o calar das armas, assistiu-se, pelas 11 horas, a uma largada de pombos, junto ao Museu Marítimo, antecedendo a abertura da exposição “Memórias do Armistício”.

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A evocação do Armistício decorreu no Auditório Municipal, com a exibição do documentário “Lutaram como Diabos” e um recital de canto e poesia “In memorium da Grande Guerra”, com Carla Caramujo e poetas concelhios. A encerrar as cerimónias foi celebrada uma missa de Te DEUM, pelo fim da Guerra, na qual participou o arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga.

Para o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, a razão pela qual o Município decidiu evocar a Primeira Grande Guerra prende-se com a “necessidade de relembrar os momentos de terror e de dor, consciencializando a todos, para evitar situações semelhantes no futuro”. Benjamim Pereira enquadrou, ainda, a homenagem “a todos os esposendenses que lutaram nas trincheiras”, enaltecendo o feito heroico daqueles que “morreram pela pátria”.

O programa evocativo do Centenário da Primeira Grande Guerra iniciou-se em 2014, tendo o Município de Esposende promovido, ao longo de quatro anos, as exposições “Esposende nas Trincheiras” e “Novas da Guerra, Autores e Narrativas”, as conferências “O Mar de Esposende na I Grande Guerra” e “Esposende e a I Grande Guerra: Os homens e os acontecimentos”, um percurso evocativo da Primeira Grande Guerra em Esposende; e no centenário da Batalha de La Lys foram visitados os Talhões dos Combatentes da Grande Guerra, nos cemitérios de Marinhas, Esposende e Fão.

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NOS INTERVALOS DA GUERRA, MINHOTOS CANTAM E DANÇAM O VIRA NAS TRINCHEIRAS DA FLANDRES

As imagens registam momentos breves de distração ocorridos nos intervalos dos confrontos durante a primeira grande guerra, retirados das primeiras linhas de combate nos campos entrincheirados da Flandres ou em trânsito para os antigos territórios ultramarinos a fim de garantir a soberania portuguesa.

 

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Sem alegria a vida não faz o menor sentido para o minhoto. No trabalho da lavoura ou em dia de romaria, quando a colheita é abundante ou mesmo quando o pão escasseia na mesa, é com Fé e um sorriso largo no rosto que enfrenta os bons e maus momentos da vida e os supera, por vezes sabe Deus com que dificuldades.

Uma vez chamado a cumprir o seu dever – aquele que os políticos ditaram como sendo do interesse nacional! – o minhoto troca a enxada pela espingarda que leva ao ombro ou à bandoleira e, juntamente com ela, a concertina, o bombo e o cavaquinho. É que, nas breves pausas ocorridas entre os combates, o espírito jovial do minhoto constitui um tónico a levantar o moral dos soldados, fazendo-os reviver a alegria das romarias da sua aldeia, lembrando-os da família e das namoradas que ansiosamente os aguardam e despertando em todos que os rodeiam uma enorme vontade de lutar e vencer para poderem, enfim, regressar.

Fotos: Liga dos Combatentes

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MONÇÃO INAUGURA EXPOSIÇÃO SOBRE "A PARTICIPAÇÃO DE PORTUGAL NA 1ª GRANDE GUERRA"

No próximo dia 12 de novembro (segunda feira), pelas 17h30 será inaugurada na Nova Galeria do Largo do Paço, em Braga, a exposição intitulada - A participação de Portugal na 1ª Grande Guerra (1914-1918), com visita guiada pelo Dr. Manuel Penteado Neiva, que irá proferir uma conferência sobre a Brigada do Minho.

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Trata-se de uma iniciativa conjunta da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e do Prémio de História Contemporânea Victor de Sá e conta com a colaboração do Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência espólio) e o apoio da Reitoria da Universidade do Minho.

A Exposição estará patente ao público até ao dia 30 de dezembro, com o seguinte horário:

- Segunda a sábado das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

A Organização é assegurada pela Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e pelo Prémio de História Contemporânea Victor de Sá e conta com a Colaboração do Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência de espólio) e da Reitoria da Universidade do Minho.

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"OS LIMIANOS NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA" REGRESSAM A PONTE DE LIMA ATRAVÉS DE RECRIAÇÃO HISTÓRICA

Recriação Histórica em Ponte de Lima: 18 de Novembro. Os Limianos na Primeira Grande Guerra

Com a organização do Município de Ponte de Lima e a participação da Companhia de Teatro Viv’Arte, juntamente com diversos grupos de teatro locais, como o Grupo Art’In Facha, Os Gorilas, o Grupo Duplaface e o Grupo Pequenos Actores do Lima, realizar-se-á, no próximo dia 18 de novembro (domingo) a Recriação Histórica Os Limianos na Primeira Grande Guerra.

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Agora que se cumprem cem anos sobre o término desse tão importante conflito bélico, que está a ser assinalado um pouco por todo o mundo e designadamente na Europa, tenta-se recriar um pouco da atmosfera vivida então, ao mesmo tempo que se presta um sincero tributo a todos os soldados limianos que integraram o Corpo Expedicionário Português (CEP).

O recrutamento dos moços para o CEP, a guerra nas trincheiras e o regresso dos soldados a Ponte de Lima vão ser alguns dos aspetos a encenar nesta recriação evocativa da Primeira Guerra Mundial. A Recriação Histórica tem início às 15h00, dia 18 de novembro (domingo), nas imediações do Paço do Marquês, onde se encontra instalado o Centro de Interpretação da História Militar de Ponte de Lima.

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HISTORIADOR MANUEL PENTEADO NEIVA APRESENTA EM BRAGA EXPOSIÇÃO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DE PORTUGAL NA GRANDE GUERRA

No próximo dia 12 de novembro (segunda feira), pelas 17h30 será inaugurada na Nova Galeria do Largo do Paço, em Braga, a exposição intitulada -A participação de Portugal na 1ª Grande Guerra (1914-1918), com visita guiada pelo Dr. Manuel Penteado Neiva.

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Trata-se de uma iniciativa conjunta da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e do Prémio de História Contemporânea Victor de Sá e conta com a colaboração do Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência espólio) e o apoio da Reitoria da Universidade do Minho.

A Exposição estará patente ao público até ao dia 30 de dezembro, com o seguinte horário:

- Segunda a sábado das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

A Organização é assegurada pela Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e pelo Prémio de História Contemporânea Victor de Sá e conta com a Colaboração do Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência de espólio) e da Reitoria da Universidade do Minho.

PONTE DA BARCA VAI CAMINHAR PELA PAZ NO DIA QUE ASSINALA O CENTENÁRIO DO ARMISTÍCIO

No dia 11 do 11 (domingo), às 11h e 11 minutos, junte a família e amigos e apareça no àtrio dos Paços do Concelho, em Ponte da Barca, para fazer uma Caminhada pela Paz, precisamente no dia e hora que, há 100 anos, se assinava o Armistício e se colocava um ponto final na Primeira Guerra Mundial.

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Durante o percurso então contempladas visitas ao Cemitério Municipal, onde se encontra um Monumento evocativo dos combatentes da Grande Guerra, a casas de alguns barquenses que combateram na Grande Guerra e ao Largo dos Heróis da Grande Guerra onde se ergueu um Monumento em homenagem aos barquenses que tombaram na Grande Guerra.

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE ASSINALA ARMISTÍCIO DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

A encerrar o programa evocativo do Centenário da Primeira Grande Guerra (1914-1918), iniciado em 2014, o Município de Esposende vai assinalar, no próximo domingo, dia 11 de novembro, o calar das armas e o fim deste conflito mundial.

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A Evocação do Armistício da Primeira Grande Guerra inicia-se pelas 11h00, altura em que o armistício entrou oficialmente em vigor, com uma largada de pombos, junto ao Museu Marítimo de Esposende. Simultaneamente, nas igrejas do concelho o toque dos sinos assinalará o calar das armas. Segue-se, às 11h30, a visita à exposição “Memórias do Armistício”, que estará patente na Arcada Exterior dos Paços do Concelho.

Já no período da tarde, pelas 17h00, no Auditório Municipal de Esposende, decorrerá a sessão de Evocação do Armistício, com exibição do documentário “Lutaram como Diabos” e Recital de Canto e Poesia “In memorium da Grande Guerra”, com Carla Caramujo (soprano) e João Queirós (piano) e ainda participação dos Poetas/Declamadores Alberto Serra, Bernardete Costa, Álvaro Maio, Isilda Nunes, Jorge Braga e Agostinho Teixeira. A encerrar o programa, às 19h00, na Igreja Matriz de Esposende, será celebrada Missa TE DEUM pelo fim da Guerra.

A Evocação da Primeira Grande Guerra, que integrou um vasto programa de ações ao longo de quatro anos, pretendeu trazer à memória os momentos que marcaram este conflito da História mundial, homenageando aqueles que nele estiveram envolvidos, nomeadamente os 197 combatentes do concelho, 13 dos quais perderam a vida em combate, de acordo com investigação do Consultor da Comissão Executiva da Evocação da Primeira Grande Guerra, Manuel Albino Penteado Neiva.

CAMINHA COMEMORA ARMISTÍCIO DA GRANDE GUERRA

“Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”. Homenageia mortos da Grande Guerra. Ponto alto do programa acontece já no próximo domingo

De 11 de novembro a 14 dezembro Caminha vai promover a iniciativa “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”, composta por múltiplas atividades, com destaque para a Homenagem aos Mortos da Grande Guerra, que decorrerá no dia 11 de novembro. Esta iniciativa tem como objetivo assinalar dois factos históricos, o Armistício e o Assassinato de Sidónio Pais.

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A coincidência de calendário faz com que ocorra em finais de 2018 o centenário de dois eventos relevantes da vida política nacional de inícios do século XX, com destaque para o Armistício, que em 11 de novembro de 1918 pôs fim à Primeira Guerra Mundial iniciada quatro anos antes e que sacrificara milhões de vidas humanas, entre as quais muitos militares portugueses, incluindo dezenas de jovens do Alto Minho. Era então Presidente da República Portuguesa o major Sidónio Pais, nascido em Caminha, que pouco mais de um mês depois, em 14 de dezembro, jazia assassinado após um ano de polémico governo. 

Assinalando estes dois factos históricos e o impacto que ambos tiveram no município, na região e no país, a Câmara Municipal de Caminha e o Agrupamento de Escolas Sidónio Pais, com o apoio da União de Freguesias de Caminha e Vilarelho, o Centro de Formação Vale do Minho e o Locus Cinemae-Cineclube de Caminha, organizaram um vasto e diversificado programa de eventos dirigidos ao público em geral e à comunidade escolar em particular, que inclui cinema, exposições, conferências, mostra bibliográfica e colóquios, e tem o seu ponto alto na manhã de 11 de novembro, domingo, com uma solene homenagem aos combatentes e mortos do concelho na Grande Guerra.

Embora o programa arranque efetivamente no domingo, dia 11 de novembro, com uma série de iniciativas, de que se destaca a homenagem aos mortos da Grande Guerra, pelas 10H00, numa cerimónia no “Largo dos Combatentes”, no dia 9, terá lugar a exibição do filme “Cavalo de Guerra”, de 2012, um drama na categoria de “guerra”, de Steven Spielberg. Trata-se da história de Ted Narracot (Peter Mullan), “um camponês destemido e ex-herói de guerra. Com problemas de saúde e bebedeiras, batalha junto com a esposa Rose (Emily Watson) e o filho Albert (Jeremy Irvine) para sobreviver numa fazenda alugada, propriedade de um milionário sem escrúpulos (David Tewlis). Cansado da arrogância do senhorio, decide enfrentá-lo em um leilão e acaba comprando um cavalo inadequado para os serviços de aragem nas suas terras. O que ele não sabia era que seu filho estabeleceria com o animal uma conexão jamais imaginada. Batizado de Joey pelo jovem, os dois começam seus treinamentos e desenvolvem aptidões, mas a 1ª Guerra Mundial chegou e a cavalaria britânica o leva embora, sem que Albert possa se alistar por não ter idade suficiente. Já nos campos de batalha e durante anos, Joey mostra toda a sua força e determinação, passando por diversas situações de perigo e donos diferentes, mas o destino reservava para ele um final surpreendente”. O filme será exibido pelas 21H45, no Valadares, Teatro Municipal, com o apoio da Locus Cinemae.

Homenagem aos Mortos da Grande Guerra

Domingo, dia 11, o dia começa com a Cerimónia no “Largo dos Combatentes”, em pleno Centro histórico de Caminha, pelas 10H00, seguida da inauguração da mostra bibliográfica ‘A Livraria do Coronel Júlio Torres’ e da exposição “Da Batalha de Lalys ao Armistício”.

‘A Livraria do Coronel Júlio Torres’ poderá ser visitada durante um mês na Biblioteca Municipal de Caminha. Trata-se de um espólio que foi constituído ao longo da vida do Coronel e que o terá acompanhado pelas diversas residências, designadamente, Braga, Porto, Lisboa ou Caminha. 1876 e 1949 são as datas extremas que as edições apresentam. Os temas predominantes nestes volumes são: literatura portuguesa e estrangeira, sobretudo francesa; história; geografia; política; filosofia; estratégia militar e viagens. Os autores são de renome e alguns já raros ou muito ausentes nos catálogos do sec. XXI.  

A exposição “Da Batalha de Lalys ao Armistício” poderá ser visitada no Museu Municipal de Caminha.

À tarde há cinema e muito atual. Desta vez, o filme a exibir é “Soldado Milhões”, de Gonçalo Galvão Teles e Jorge Paixão da Costa. É uma produção deste ano, destinada a maiores de 12 anos. Acompanha o percurso do soldado Milhais, que valia milhões, através das suas memórias da guerra.

Cinema, conferências e colóquio marcam o programa

Dias 12 e 13 de novembro volta a ser exibido o mesmo filme, no Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, com sessões para alunos do Agrupamento de Escolas Sidónio Pais.

Sexta-feira, dia 16 de novembro, pelas 18H00, “A Maçonaria e a Loja Ancorense Vedeta do Norte” é o tema da conferência com Paulo Torres Bento e um convidado da Maçonaria. Sobre esta temática, Paulo Torres Bento (Professor de História e historiador de temas locais e regionais) escreve ‘por meados do mês de novembro de 1914, em dia incerto e lugar desconhecido do Vale do Âncora, reuniu-se um grupo de indefetíveis e históricos republicanos ancorenses para constituírem um Triângulo maçónico, que em poucos meses evoluiria para uma Loja com o sugestivo nome de “Vedeta do Norte”. O momento era dramático para o Grande Oriente Lusitano, a mais antiga e principal confissão da Maçonaria portuguesa, que tinha sofrido uma grave dissidência em meados desse ano, mas a nova oficina veio reforçar o movimento maçónico na região, afirmando-se nos tempos conturbados da República como uma das três únicas lojas de todo o Minho. A recente oportunidade de estudar parte do seu espólio documental proporcionou que se possam agora começar a revelar os seus segredos’.

Na semana seguinte, a 23 de novembro, também pelas 18H00, decorrerá a conferência “A Pneumónica no Concelho de Caminha”, com Aurora Rego (Doutorada em História, investigadora da História das Populações, Comunidades Marítimas ou Relações Transfronteiriças, privilegiando o território do concelho de Caminha e do Alto Minho) e Luís Belo (diretor do Hospital Particular de Viana do Castelo). ‘Considerada a última pandemia da Humanidade, a pneumónica ou gripe espanhola produziu efeitos significativos na evolução da população do concelho de Caminha. Que conjuntura socioeconómica lhe está associada? Que impacto teve a sua incidência nas diferentes freguesias? Que segmentos etários e profissionais foram mais atingidos? Como responderam as autoridades locais e assistenciais durante a sua erupção e contágio? O quadro geral encontrado no concelho de Caminha corresponde ao do território vizinho?’ são alguns dos aspetos a ser desenvolvidos na presente comunicação.      Doutorada em História, Aurora Botão Rego tem-se dedicado à investigação desde há uma década em estudos relacionados, entre outros, com a História das Populações, Comunidades Marítimas ou Relações Transfronteiriças, privilegiando o território do concelho de Caminha e do Alto Minho.

Colóquio “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais” com José Santos, Paulo Torres Bento, Armando Malheiro e Fernando Rosas

No dia 8 de dezembro, terá lugar o colóquio “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”, composto por dois painéis “O CEP e os Militares do Concelho de Caminha”, orientado pelo sargento José Santos e Paulo Torres Bento, e “Sidónio, a Guerra e a Política”, com Armando Malheiro e Fernando Rosas. Esta formação dirige-se a todos os grupos de professores e educadores.

O colóquio terá inicio, pelas 10H00, no Valadares, Teatro Municipal de Caminha, cuja abertura está a cargo de Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha; Maria Esteves, diretora do Agrupamento de Escolas Sidónio Pais, e Jorge Oliveira Fernandes, diretor do Centro de Formação Vale do Minho.

O painel “O CEP e os Militares do Concelho de Caminha” apresenta as comunicações ‘Os militares do concelho de Caminha a e Brigada do Minho na Flandres’, por Paulo Torres Bento (Professor de História e historiador de temas locais e regionais) e ‘Na pele do soldado Português na Grande Guerra: necessidades e realidades’, com José Manuel Alves dos santos (Sargento Ajudante do Exército, historiador de temas militares).

O painel e “Sidónio, a Guerra e a Política” encerra o colóquio com as intervenções ‘Portugal na 1ª Guerra Mundial, o quadro interno e o quadro externo’, a cargo de Fernando Rosas (Doutor em História, Universidade Nova de Lisboa) e ‘Sidónio Pais, o Sidonismo e a 1ª Guerra Mundial’, por Armando Malheiro da Silva (Doutor em História, Faculdade de Letras da Universidade do Porto).

CASA MUSEU DE MONÇÃO EXPÕE SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS MONÇANENSES NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Exposição “A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918)” na Casa Museu de Monção até 25 de agosto

Está patente ao público até ao próximo dia 25 de agosto, na Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e seus Jardins a exposição intitulada - A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918).

Abrigo

Nesta exposição é possível observar um acervo gentilmente cedido pelo Dr. Manuel Penteado Neiva, que foi usado por soldados portugueses que integraram o Corpo Expedicionário Português e mais propriamente a designada “Brigada do Minho”, composto por objetos originais tais como capacetes e invólucros de armas designados como a “arte das trincheiras”, espadas, revolveres, máscara anti gás, o telefone usado nas trincheiras, mapas, objetos do quotidiano como o cantil, o prato de marmita, o garfo e a colher, moedas e notas da época, condecorações, bibliografia essencial da Grande Guerra, entre outras.

Trincheira

Nos jardins da Casa Museu de Monção foi montada uma réplica de uma trincheira e um abrigo (ninho) de metralhadoras, sendo possível observar o armamento usado neste conflito, como espingardas e metralhadoras.

Para além deste espólio, muitos familiares de homens monçanenses que participaram neste conflito cederam o seu espólio e cadernetas militares que estão patentes ao público.

Trata-se de uma iniciativa conjunta da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho com a Liga dos Combatentes - Núcleo de Monção e conta com a colaboração do Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência espólio), do Município de Monção e do Museu Militar do Porto e de Lisboa.

No sábado dia 25 de agosto decorrerá a cerimónia de encerramento com a conferência proferida pelo Tenente-General Alexandre Sousa Pinto O Exército Português e a Grande Guerra, pelas 16h00.

Organização:

Casa Museu de Monção/Universidade do Minho

Liga dos Combatentes – Núcleo de Monção

Colaboração:

Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência espólio)

Município de Monção

Museu Militar do Porto

Museu Militar de Lisboa

Vitrina

MONÇÃO EVOCA FILHOS DA TERRA QUE COMBATERAM NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Lembrete: Dia 11 de Agosto (sábado) - Inauguração da exposição A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918) com realização de conferência

A partir do próximo dia 11 de agosto, estará patente ao público na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e nos seus Jardins a exposição intitulada - A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918).

Cartaz programa

A Exposição estará patente ao público até 25 de agosto

Trata-se de uma iniciativa conjunta da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho com a Liga dos Combatentes - Núcleo de Monção e conta com a colaboração do Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência espólio), do Município de Monção e do Museu Militar do Porto.

Título da exposição: A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918)

Exposição patente ao público de 11 a 25 de agosto

Casa Museu de Monção/Universidade do Minho

PROGRAMA GERAL

11 de agosto (sábado)

15h00 - Abertura da Exposição: A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918). Visita guiada pelo Dr. Manuel Penteado Neiva

16h00 – Conferência pelo Prof. Henrique Rodrigues Perfis do Corpo Expedicionário Português. O caso dos militares do Alto Minho, participantes na 1ª Grande Guerra.

25 de agosto (sábado)

16h00 – Conferência pelo Tenente-General Alexandre Sousa Pinto O Exército Português e a Grande Guerra.

Organização:

Casa Museu de Monção/Universidade do Minho

Liga dos Combatentes – Núcleo de Monção

Colaboração:

Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência espólio)

Município de Monção

Museu Militar do Porto

MONÇÃO EVOCA FILHOS DA TERRA QUE COMBATERAM NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Dia 11 de Agosto (sábado) - Inauguração da exposição "A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918)" com realização de conferência

A partir do próximo dia 11 de agosto, estará patente ao público na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e nos seus Jardins a exposição intitulada - A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918).

A Exposição estará patente ao público até 25 de agosto

Trata-se de uma iniciativa conjunta da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho com a Liga dos Combatentes - Núcleo de Monção e conta com a colaboração do Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência espólio), do Município de Monção e do Museu Militar do Porto.

Cartaz programa

Título da exposição: A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918)

Exposição patente ao público de 11 a 25 de agosto

Casa Museu de Monção/Universidade do Minho

PROGRAMA GERAL

11 de agosto (sábado)

15h00 - Abertura da Exposição: A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918). Visita guiada pelo Dr. Manuel Penteado Neiva

16h00 – Conferência pelo Prof. Henrique Rodrigues Perfis do Corpo Expedicionário Português. O caso dos militares do Alto Minho, participantes na 1ª Grande Guerra.

25 de agosto (sábado)

16h00 – Conferência pelo Tenente-General Alexandre Sousa Pinto O Exército Português e a Grande Guerra.

Organização:

Casa Museu de Monção/Universidade do Minho

Liga dos Combatentes – Núcleo de Monção

Colaboração:

Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência espólio)

Município de Monção

Museu Militar do Porto

MAURIZIO PADOVAN LEVOU A PONTE DA BARCA "O VIOLINO DO SOLDADO"

No âmbito do centenário do fim da I Guerra Mundial, Maurizio Padovan apresentou “O Violino do Soldado” em Ponte da Barca

O músico, professor e investigador italiano Maurizio Padovan apresentou, na passada sexta-feira, em Ponte da Barca, o concerto-conferência “O Violino do Soldado”. A iniciativa, inserida nas comemorações do centenário do fim da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), decorreu em duas sessões, à tarde para o público escolar e à noite para o público em geral, com o propósito de  mostrar a importância da música durante a primeira grande guerra.

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Entre vários aspetos de natureza política, económica, social e cultural relacionados com a 1ª Guerra Mundial, Maurizio Padovan explicou, com recurso a fotografias e vídeos que documentam a época e com a ajuda do seu violino que, durante este conflito, a música acompanhava as tropas nas longas horas nas trincheiras, no curso das marchas ou, durante o repouso, nas segundas linhas. À falta de instrumentos musicais, os soldados improvisavam e recorriam às matérias-primas que tinham como bidões ou caixas de munições para construir os seus próprios instrumentos musicais, mais toscos mas que serviam as funções.

Os soldados cantavam para ganhar coragem antes de entrarem em combate, para vencerem as saudades da família, para esquecer os sofrimentos da frente de batalha ou da prisão, como protesto ou para manter a esperança. Foi esta esperança e ilusão transmitidas pela música que permitiu a sobrevivência de muitos soldados.

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MUSEU DE MARINHA EXPÕE SOBRE A GRANDE GUERRA

O Museu de Marinha vai inaugurar no próximo dia 18 de abril, às 17 horas, uma exposição dedicada à participação da Marinha Portuguesa na I Guerra Mundial, intitulada “A Marinha na Grande Guerra”.

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Com o deflagrar do conflito armado que se generalizou entre as principais potências europeias em 1914, Portugal viu-se perante o desafio de manter uma posição de não-beligerância, assegurando de igual modo a soberania sobre os territórios nacionais. À Marinha Portuguesa competiu a salvaguarda dos interesses do Estado nas águas nacionais, na metrópole e nas colónias, garantindo a defesa e vigilância dos portos, da navegação e das principais vias de comunicação marítima.

E, passados cem anos, o grande desafio da exposição passa por manter a memória de todos aqueles que, em terra e no mar, intervieram e participaram na Grande Guerra, entre 1914 e 1918, alguns inclusive com o sacrifício da própria vida, garantindo dessa forma a defesa de Portugal.

A exposição é temporária e estará em exibição entre 18 de abril e 11 de novembro de 2018. De salientar que a exposição é gratuita, na medida em que visitar a exposição permanente do Museu de Marinha, que custa entre 3,25€ e 6,50€, dará também acesso a visitar a exposição temporária, sem qualquer custo adicional.