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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MAURIZIO PADOVAN LEVOU A PONTE DA BARCA "O VIOLINO DO SOLDADO"

No âmbito do centenário do fim da I Guerra Mundial, Maurizio Padovan apresentou “O Violino do Soldado” em Ponte da Barca

O músico, professor e investigador italiano Maurizio Padovan apresentou, na passada sexta-feira, em Ponte da Barca, o concerto-conferência “O Violino do Soldado”. A iniciativa, inserida nas comemorações do centenário do fim da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), decorreu em duas sessões, à tarde para o público escolar e à noite para o público em geral, com o propósito de  mostrar a importância da música durante a primeira grande guerra.

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Entre vários aspetos de natureza política, económica, social e cultural relacionados com a 1ª Guerra Mundial, Maurizio Padovan explicou, com recurso a fotografias e vídeos que documentam a época e com a ajuda do seu violino que, durante este conflito, a música acompanhava as tropas nas longas horas nas trincheiras, no curso das marchas ou, durante o repouso, nas segundas linhas. À falta de instrumentos musicais, os soldados improvisavam e recorriam às matérias-primas que tinham como bidões ou caixas de munições para construir os seus próprios instrumentos musicais, mais toscos mas que serviam as funções.

Os soldados cantavam para ganhar coragem antes de entrarem em combate, para vencerem as saudades da família, para esquecer os sofrimentos da frente de batalha ou da prisão, como protesto ou para manter a esperança. Foi esta esperança e ilusão transmitidas pela música que permitiu a sobrevivência de muitos soldados.

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MUSEU DE MARINHA EXPÕE SOBRE A GRANDE GUERRA

O Museu de Marinha vai inaugurar no próximo dia 18 de abril, às 17 horas, uma exposição dedicada à participação da Marinha Portuguesa na I Guerra Mundial, intitulada “A Marinha na Grande Guerra”.

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Com o deflagrar do conflito armado que se generalizou entre as principais potências europeias em 1914, Portugal viu-se perante o desafio de manter uma posição de não-beligerância, assegurando de igual modo a soberania sobre os territórios nacionais. À Marinha Portuguesa competiu a salvaguarda dos interesses do Estado nas águas nacionais, na metrópole e nas colónias, garantindo a defesa e vigilância dos portos, da navegação e das principais vias de comunicação marítima.

E, passados cem anos, o grande desafio da exposição passa por manter a memória de todos aqueles que, em terra e no mar, intervieram e participaram na Grande Guerra, entre 1914 e 1918, alguns inclusive com o sacrifício da própria vida, garantindo dessa forma a defesa de Portugal.

A exposição é temporária e estará em exibição entre 18 de abril e 11 de novembro de 2018. De salientar que a exposição é gratuita, na medida em que visitar a exposição permanente do Museu de Marinha, que custa entre 3,25€ e 6,50€, dará também acesso a visitar a exposição temporária, sem qualquer custo adicional.

FAFE EVOCA CENTÉSIMO ANIVERSÁRIO DA BATALHA DE LA LYS

Cerimónia Militar homenageou Combatentes

Fafe assinalou, esta manhã, o Centésimo Aniversário da Batalha de La Lys, com uma missa na Igreja Nova de S. José e a Cerimónia Militar de Homenagem aos Combatentes, junto ao Monumento aos Mortos Combatentes da Grande Guerra.

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Durante a Cerimónia, presidida pelo Coronel da Cavalaria José D. A. Graça Ralambas, comandante do Regimento de Cavalaria Nº6, foi lida a mensagem do Presidente da Liga dos Combatentes, General Chito Rodrigues, na qual se enalteceu “o sacrifício e valor daqueles que se bateram durante a grande Guerra em África e na Flandres. Ao pronunciarmos a expressão ‘La Lys’ evidenciamos respeito e profunda homenagem ao sacrifício de um povo e dose seus soldados., a coragem e a determinação de uma juventude que, ao serviço das Forças Armadas Portuguesas.

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A Batalha de La Lys pode ser considerada um ex líbris do combatente português do séc. XX e XXI.”

A nossa terra é conhecida por ser a terra da justiça e, nesse sentido, não poderíamos deixar passar em claro uma data com o peso que a Batalha de La lys possui na nossa história contemporânea.

O monumento que temos junto a nós e que, desde o dia 12 julho 1931, evoca os soldados mortos em combate na primeira Guerra Mundial, é um símbolo vivo e diário que nos relembra os fafenses que perderam a vida durante esta batalha mas também os demais que não regressaram com vida desta Guerra hedionda.”, revelou o Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Raul Cunha.

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O Autarca revelou ainda que “foram 36 os fafenses que tombaram em combate. Dezanove no continente europeu, onze em Moçambique e seis em Angola. Só na Batalha de La Lys faleceram nove. O nome de cada um deles e a sua proveniência estão registados para sempre neste momento. Permitam-me que evoque, também hoje, um dos mais notáveis militares desta nossa terra e que o país sempre reconheceu como patriota exemplar, como democrata convicto e como incansável defensor dos direitos humanos. Refiro-me ao Major Miguel Ferreira, também ele interveniente neste conflito Mundial.”

Que batalhas como esta se não repitam e que a paz seja duradoura no quotidiano das nações é o nosso maior desejo e a ambição por que trabalhamos em nome do bem comum.”, concluiu.

A cerimónia terminou com o Hino da Liga dos Combatentes. Esta foi uma comemoração promovida pelo Núcleo de Braga da Liga dos Combatentes com o apoio do Município de Fafe.

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ESPOSENDE HOMENAGEIA OS SEUS FILHOS QUE COMBATERAM NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Município de Esposende homenageou combatentes da 1.ª Grande Guerra no centenário da Batalha de La Lys

No dia em que se assinala o centenário da Batalha de La Lys, 9 de abril, o Município de Esposende prestou homenagem aos combatentes esposendenses da 1.ª Grande Guerra, numa evocação que integrou a celebração de uma missa e visitas aos cemitérios de Marinhas e de Esposende, para deposição de uma coroa de flores e onde se fizeram ouvir os toques do silêncio, de homenagem aos mortos, e de alvorada.

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Na celebração, que teve lugar na Igreja Matriz de Esposende, o Arcipreste de Esposende, Padre Delfim Fernandes, aludiu à memória dos 197 combatentes do concelho que combateram na 1.ª Grande Guerra e aos 15 esposendenses que perderam a vida na Batalha de La Lys, lembrando o seu heroísmo e agradecendo “a vida que deram por nós”.

Na visita que se seguiu ao Cemitério de Marinhas, ao Talhão dos Combatentes da Grande Guerra, o Presidente da Junta de Freguesia de Esposende, Marinhas e Gandra, Aurélio Neiva, referiu que mais de três dezenas de marinhenses estiveram na “fatídica” Batalha de La Lys, um dos quais morreu em combate e ficou sepultado em França. Considerando a homenagem extensiva a todos os combatentes portugueses, Aurélio Neiva saudou a Câmara Municipal por mais esta iniciativa do programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra.

“Temos obrigação moral de não deixar passar estas datas em branco”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, numa breve intervenção, onde lembrou os “milhares de jovens” que foram mobilizados para a guerra, 197 dos quais do concelho de Esposende.

“O Município empenhou-se e continuará empenhado na preservação da memória e na defesa daquilo que é mais importante”, referiu Benjamim Pereira, lembrando que, no âmbito do programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra, falta cumprir a promessa da edificação do Monumento aos Combatentes. Assumiu, contudo, que este projeto será uma realidade e anunciou que, no próximo mês de novembro, se realizará a anunciada Conferência sobre o Armistício, acrescentando que decorrerá, ainda, uma vigília pela paz. Benjamim Pereira espera que esta iniciativa mobilize a comunidade esposendense, particularmente, os jovens, envolvendo a todos num “sentimento de partilha e de união em torno de causas”.

Benjamim Pereira agradeceu a todos quantos se associaram a estas cerimónias evocativas e referiu que, também hoje, o Presidente da Comissão das Comemorações do Centenário da 1.ª Grande Guerra para Esposende, Manuel Albino Penteado Neiva, depôs uma coroa de flores e uma placa evocativa, no cemitério de Richebourg, em França, junto dos túmulos dos combatentes esposendenses aí sepultados.

No Cemitério de Fão, no Talhão dos Combatentes da Grande Guerra, o Presidente da Junta da União das Freguesias de Apúlia e Fão, Luís Peixoto, destacou a pertinência e a importância de lembrar e homenagear os “heróis” que estiveram em frentes de batalha.

Em jeito de enquadramento, Ivone Magalhães, do Museu Municipal de Esposende, deu nota da participação dos esposendenses na 1.ª Grande Guerra, 6 dos quais se encontram sepultados no Cemitério de Fão e 17 no de Marinhas, cemitérios onde o Município criou talhões oficiais aos combatentes, razão pela qual esta evocação apenas englobou visitas a estes cemitérios, como explicou o Presidente da Câmara Municipal.

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FAMALICÃO NÃO ESQUECE “LIGAÇÃO FORTE” A LA LYS

Autarquia famalicense lança obra e inaugura exposição alusivas à Batalha de La Lys

“Até que se ia aproximando o 9 de Abril, esse dia horroroso em que se travou um dos mais terríveis combates com os Portugueses”. José Gomes Pereira não poupou nas palavras para descrever o que viveu na Batalha de La Lys, em 1918, em plena Grande Guerra. “Pelas 03h30 da madrugada se travou este terrível combate, ouvindo-se os primeiros tiros. Os alemães começaram bombardeando as trincheiras fortemente e com os canhões de grosso calibre, cercando lá ao largo com milhares de granadas. Os carros de munições de artilharia portuguesa andaram num sarilho, enquanto puderam transportando granadas por debaixo do fogo inimigo. O bombardeamento era terrível por toda a parte, cortando as estradas e as comunicações telefónicas das trincheiras. Aonde quer que se viam soldados espedaçados pelos estilhaços da artilharia que se entrelaçavam por entre nós”.

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O diário deste soldado natural de Vila Nova de Famalicão, que integrou o corpo expedicionário português que participou na Batalha de La Lys, foi um dos vários objetos doados por familiares e amigos de expedicionários naturais do concelho para integrar a exposição “A I Grande Guerra e a sua repercussão em Vila Nova de Famalicão”, inaugurada esta segunda-feira no Museu Bernardino Machado, no âmbito das comemorações do centenário do combate.

A inauguração da mostra, que vai estar patente até inícios de junho, foi um dos pontos altos das celebrações promovidas hoje pela autarquia de Vila Nova de Famalicão, marcadas por duas palavras de ordem: memória e gratidão.

“É importante não esquecermos os que sacrificaram a sua vida a defender, com dignidade, a nossa bandeira e a nossa pátria. De Vila Nova de Famalicão partiram para França cerca de quinhentos homens, temos uma ligação forte com este momento da nossa história e, por isso, não podíamos deixar passar em branco este primeiro centenário da Batalha de La Lys”, referiu a propósito o vereador da Cultura da autarquia, Leonel Rocha.

O dia ficou ainda marcado pela celebração de uma missa em honra dos ex-combatentes, pelo descerramento de uma lápide comemorativa no monumento “Aos Mortos da Grande Guerra”, localizado na Praça 9 de Abril, e ainda pelo lançamento e apresentação do “Dicionário dos expedicionários famalicenses (1914-1918)”, obra lançada pela Câmara de Famalicão da autoria do investigador Amadeu Gonçalves e que desvenda os nomes dos cerca de 500 famalicenses que combateram em La Lys e que responde a perguntas como: “O que lhes aconteceu?” “Quem foi feito prisioneiro?” “Onde?” “Quem sobreviveu?” “Quem morreu?”.  

Recorde-se que a Batalha de La Lys foi considerada um dos maiores desastres militares da História de Portugal.

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PONTE DA BARCA HOMENAGEIA OS SEUS FILHOS QUE TOMBARAM NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Ponte da Barca assinalou centenário da Batalha de La Lys com homenagem a Soldados Barquenses

Um monumento erigido em Ponte da Barca para honrar os seus naturais que morreram em combate na Primeira Guerra Mundial, foi ontem inaugurado no Largo Heróis da Grande Guerra, na passagem do centenário da batalha de La Lys (ocorrida a 09 de abril de 1918), considerada a mais sangrenta das batalhas em que soldados portugueses estiveram envolvidos. O Município de Ponte da Barca prestou assim reconhecimento público a todos os barquenses que tombaram na Primeira Grande Guerra, numa cerimónia emotiva precedida por uma missa em memória dos combatentes e com Guarda de Honra pelos militares do Regimento de Braga.

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Na batalha de La Lys foram três os barquenses que perderam a vida: Domingos Cerqueira (Lavradas), João de Sousa (Grovelas) e José Maria Fernandes Júnior (Ponte da Barca), mas ao todo foram vinte e seis os barquense que tombaram na Primeira Guerra Mundial, como lembrou na ocasião o Presidente da Câmara, Augusto Marinho: “foi em defesa da nossa soberania, dos nossos valores que  vinte e seis  barquenses perderam a vida pelo que é nosso dever preservar e manter viva a memória histórica dos atos praticados por uma gesta de portugueses.”

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Foi com este propósito que a Câmara Municipal de Ponte da Barca decidiu assinalar o Centenário da Batalha de La Lys, como forma de manter viva a valentia e bravura dos milhares de portugueses que nela participaram, mas, de forma muito particular os corajosos barquenses: “as lições humanas, morais e éticas que a Grande Guerra encerra não podem ser esquecidas, pelo que se torna um dever evocarmos e homenagearmos todos aqueles que nela estiveram envolvidos”, salientou  autarca barquense.

Augusto Marinho defendeu, ainda, que  evocar e homenagear estes soldados éum ato de justiça para com o passado, é um ato de reconhecimento no presente e é, também, uma forma de prevenirmos o futuro.”

O Memorial agora inaugurado pretende simbolizar o sacrifício dos barquenses que serviram o seu País em tempo de guerra, lutando pela sua independência, pela paz e pela liberdade. Através deste Memorial é intenção do Municipal perpetuar a lembrança de avós e bisavós e o apego aos valores que nos unem, ficando assim estabelecida uma relação sentimental entre os barquenses de hoje e a memória daqueles que, na Grande Guerra, lutaram e deram a vida pela sua Pátria, assegurando que eles não serão esquecidos.

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Soldados Barquenses que tombaram na Primeira Grande Guerra

António Gomes Armada – Ruivos

António José Ribeiro – Lindoso

António Martins – Oleiros

António Rodrigues Gomes – São Tomé do Vade

Augusto Gomes de Brito – Bravães

Avelino António da Silva – Bravães

Carlos Augusto Pinheiro de Almeida – Grovelas

Celestino Júlio Dias – Germil

Custódio José da Cunha – Bravães

Domingos Cerqueira – Lavradas

Francisco Gonçalves – São Tomé do Vade

Francisco Rodrigues – Crasto

Francisco da Silva – Sampriz

João Afonso Rodrigues – Sampriz

João de Sousa – Grovelas

José Gomes – Bravães

José Maria Cerqueira – Vila Nova de Muía

José Maria Fernandes Júnior – Ponte da Barca

Manuel Alexandre Mendes – Bravães

Manuel António de Sousa- Oleiros

Manuel de Jesus Monteiro – Vila Nova de Muía

Manuel Joaquim Rodrigues – Santa Maria de Azias

Manuel Pereira – São João Batista de Vila Chã

Severino Joaquim Pereira – Britelo

Tomás José da Costa – Oleiros

Tomás José Vieira – Oleiros

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FAFE COMEMORA BATALHA DE LA LYS

Fafe evoca Centésimo Aniversário da Batalha de La Lys

Na próxima quarta-feira, Fafe assinala o Centésimo Aniversário da Batalha de La Lys, com uma missa de sufrágio, a partir das 10h30, na Igreja Nova de S. José, seguindo-se, às 11h25, uma Cerimónia Militar de Homenagem aos Combatentes, junto ao Monumento da Grande Guerra, na Praça 25 de Abril.

A Cerimónia será presidida pelo Coronel da Cavalaria José D. A. Graça Ralambas, comandante do Regimento de Cavalaria Nº6.

Esta é uma comemoração promovida pelo Núcleo de Braga da Liga dos Combatentes, com o apoio do Município de Fafe.

ESPOSENDE HOMENAGEIA OS SEUS FILHOS QUE TOMBARAM NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Município de Esposende homenageia combatentes da 1.ª Grande Guerra

No âmbito do programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra (1914-1918), promovido pelo Município de Esposende, realizar-se-á uma missa na Igreja Matriz de Esposende e visitas aos cemitérios onde repousam os restos mortais de ex-combatentes esposendenses. As comemorações iniciaram-se há quatro anos e compreenderam diversas iniciativas culturais que muito contribuíram para elucidar a população sobre o impacto da 1.ª Grande Guerra no concelho.

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Assim, na segunda feira, dia 9 de abril, pelas 16h30, celebra-se uma missa, na Igreja Matriz de Esposende, em memória dos 197 combatentes esposendenses e dos 15 que perderam a vida na 1.ª Grande Guerra.

Na ocasião, serão evocados os nomes dos combatentes. A, a saber: António Joaquim D’Aldeia (Curvos); Francisco Gonçalves Enes (Marinhas); Francisco Fernandes Meira (Palmeira); José Alves da Lage (Gandra); Manuel Machado da Costa (Fão); Manuel Narcizo Arezes (Antas); Manuel Dias Gomes (Forjães); Porfírio Fernandes Pereira (Gemeses); Manuel Gonçalves Bedulho (Belinho); José da Silva Brás (Mar); Álvaro José Fernandes (Esposende); António Laranjeira Amaro (Antas); Joaquim Carlos Martins (Fão); Manuel Afonso Sampaio (Antas); Domingos Gonçalves Pires (Belinho).

Às 17h45, realiza-se uma visita ao Talhão dos Combatentes, no Cemitério de Marinhas, onde estão sepultados 37 combatentes e, às 18h15, os participantes visitam o Talhão dos Combatentes, no Cemitério de Fão, onde estão sepultados 19 soldados.

Em ambos serão colocadas coroas de flores, cerimónias que serão complementadas com o toque do silêncio, pelo cornetim da Banda de Antas. Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Arq.to Benjamim Pereira, proferirá algumas palavras alusivas à efeméride. Para o efeito, será disponibilizado um autocarro que transportará os participantes que queiram associar-se a esta homenagem.

Simultaneamente, o Presidente da Comissão das Comemorações do Centenário da 1.ª Grande Guerra, para Esposende, Manuel Albino Penteado Neiva, irá depor uma coroa de flores e uma placa evocativa, no cemitério de Richebourg, em França, junto dos túmulos dos combatentes aí sepultados.

O programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra (1914-1918) arrancou em 15 de setembro de 2014 e compreendeu, entre diversas iniciativas, a conferência «Esposende e a 1.ª Grande Guerra: Os homens e os acontecimentos», as exposições «Novas da Guerra, Autores e Narrativas» e «Esposende nas trincheiras da 1ª Grande Guerra», Percursos Evocativos da participação de esposendenses na 1.ª Grande Guerra de Esposende, visitas pedagógicas da comunidade educativa à Escola de Serviços do Exército da Póvoa de Varzim, uma visita ao Museu Militar do Porto e o lançamento do livro “Soldados com Rosto”, da autoria de Albino Penteado Neiva.

ANTAS - Augusto Barros

BELINHO - Domingos Alves Salgueiro

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ESPOSENDE - Álvaro José Fernandes

FONTE BOA - Abílio Fernandes Mouquinho

FONTE BOA - José Fernandes de Campos

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FAMALICÃO RECORDA OS 100 ANOS DA BATALHA DE LA LYS

Na próxima segunda-feira, dia 9, pelas 15h00, na Praça 9 de Abril

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão convida os órgãos de comunicação social para as comemorações do centenário da Batalha de La Lys, que decorrerão na próxima segunda-feira, dia 9, a partir das 15h00, na Praça 9 de Abril (junto à Igreja Matriz Antiga).

Cem anos passados, a autarquia vai homenagear os mais de quinhentos soldados, cabos, sargentos e oficiais famalicenses que participaram neste combate, que decorreu a 9 de abril de 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, e que é considerado um dos maiores desastres militares da história de Portugal.

Em Famalicão, as comemorações da próxima segunda-feira ficarão marcadas pelo descerramento de uma lápide comemorativa no monumento “Aos Mortos da Grande Guerra”, localizado na Praça 9 de Abril, seguindo depois para o Museu Bernardino Machado, onde será inaugurada a exposição “A I Grande Guerra e a sua repercussão em Vila Nova de Famalicão” e apresentado o “Dicionário dos expedicionários famalicenses (1914-1918)”, obra que desvenda os nomes dos famalicenses que combateram em La Lys e que responde a perguntas como: “O que lhes aconteceu?” “Quem foi feito prisioneiro?” “Onde?” “Quem sobreviveu?” “Quem morreu?”.  

PROGRAMA

14H30 – Missa

Local: Igreja Matriz Antiga

15h00 - Descerramento de uma lápide comemorativa no Monumento “Aos Mortos da Grande Guerra”

Local: Praça 9 de Abril

15h05 Dois minutos de silêncio em memória dos expedicionários famalicenses

Local: Praça 9 de Abril

15h10 Deposição de uma coroa de flores no Monumento “Aos Mortos da Grande Guerra”

Local: Praça 9 de Abril

15h30 Inauguração da exposição “A I Grande Guerra e a sua Repercussão em V. N. de Famalicão”

Local: Museu Bernardino Machado

16h15 Apresentação e lançamento da obra “Dicionário dos Expedicionários Famalicenses (1914-1918)”

Local: Museu Bernardino Machado

FAMALICÃO CELEBRA ANIVERSÁRIO DA BATALHA DE LA LYS COM HOMENAGEM A EX-COMBATENTES

Comemorações estão agendadas para o dia 9 de abril e terão como ponto alto a inauguração de uma exposição

A 9 de abril de 1918, mais de um milhar de portugueses perdeu a vida naquela que ficou conhecida como a Batalha de La Lys, durante a Primeira Guerra Mundial.

Monumento de homenagem aos mortos na I Grande Guerra Mundial, na Praça 9...

Cem anos passados, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai homenagear os mais de quinhentos soldados, cabos, sargentos e oficiais famalicenses que participaram neste combate, considerado um dos maiores desastres militares da história de Portugal.

As comemorações decorrerão no dia 9 de abril e terão como ponto alto a inauguração da exposição “A I Grande Guerra e a sua repercussão em Vila Nova de Famalicão”, para a qual a autarquia famalicense espera contar com a colaboração de familiares e amigos dos expedicionários naturais do concelho, desafiando-os a ceder, a título de empréstimo, fotografias, cartas, uniformes, entre outros objetos pessoais dos ex-combatentes para que venham a integrar a mostra.

Os objetos deverão ser entregues até dia 23 de março, no Museu Bernardino Machado, local que acolherá a exposição. Entretanto, a Câmara Municipal já disponibilizou para consulta online, em www.vilanovadefamalicao.org, o nome dos mais de 500 expedicionáriosfamalicenses que combateram na Batalha de La Lys.

Importa ainda referir que para o dia 9 de abril está também agendada uma Guarda de Honra com militares do regimento de Braga, na Praça 9 de Abril, espaço central da cidade que conta com um monumento de homenagem aos mortos na I Grande Guerra Mundial. Segue-se depois a celebração de uma missa em honra dos ex-combatentes, na Antiga Igreja Matriz.  

Recorde-se que Portugal entrou na Primeira Guerra Mundial em março de 1916 e sofreu uma das maiores derrotas militares de sempre na Batalha de La Lys, considerada como “a Alcácer Quibir do século XX”.

HISTORIADOR MANUEL ALBINO PENTEADO NEIVA PUBLICA “VILAVERDENSES NA 1ª GRANDE GUERRA (1914-1918)” EM HOMENAGEM AOS JOVENS DE VILA VERDE QUE FORAM CHAMADOS A COMBATER NOS VÁRIOS CENÁRIOS DO PRIMEIRO GRANDE CONFLITO MUNDIAL

De todo o concelho de Vila Verde sairam perto de quatro centenas de jovens chamados a participar na Primeira Grande Guerra, na Flandres ou nos antigos territórios ultramarinos portugueses. Nem todos regressaram, sendo que alguns repousam para a eternidade nos cemitérios de França e outras paragens longínquas. A sua sorte foi o sofrimento de numerosas famílias, a angústia de toda uma comunidade, a dor sentida pela terra que os viu nascer e partir para, nalguns casos, não mais voltarem, apesar da esperança sempre presente que lhe dá cor ao nome – Vila Verde!

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“Vilaverdenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918)” é uma obra que realça o aspecto humano, mais do que propriamente descrever estratégias militares ou cálculos políticos que presidiram às decisões que levaram ao envolvimento do nosso país num conflito entre as várias potências imperialistas. É o retrato das dificuldades pelas quais passou o concelho de Vila Verde e as suas gentes, incluindo aqueles que viram os seus filhos arrancados à lavoura e à pacatez dos seus lares para irem matar – ou morrer! – em longínquas paragens.

Como refere o Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Dr. Antóio Vilela na apresentação da obra, “A evocação e a perpetuação da coragem e da bravura dos militares portugueses que participaram na Primeira Grande Guerra reveste-se da maior importância e é m muito relevante sinal de que somos um povo com memória”.

Por seu turno, também o eurodeputado Dr. José Manuel Fernandes, na cerimónia de apresentação, recordou que “na primeira grande guerra foram mobilizados 395 vilaverdenses, dos quais 61 perderam a vida e 79 foram aprisionados pelos alemães e internados em diferentes campos de concentração onde foram maltratados e passaram fome”. E concluiu dizendo: “Há sonhos desfeitos, filhos que não conheceram o pai, esposas que já não contavam com os maridos, mazelas físicas e psíquicas que nunca passaram”.

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O historiador Manuel Albino Penteado Neiva, nasceu em Vila Chã, concelho de Esposende, em 30 de Novembro de 1956. Fez o Ensino Primário em Vila Chã e S. Paio de Antas, tendo prosseguido estudos na Cidade de Viana do Castelo - Colégio do Minho. No Ano Letivo 1974/75 entra na Universidade do Porto, Faculdade de Letras, obtendo em 1979 o Curso de História. A partir daí ingressa, como Professor, nos Ensinos Preparatório e Secundário, lecionando a disciplina de História.

Em 1982, foi convidado pela Câmara Municipal de Esposende a presidir à Comissão Instaladora da Casa da Cultura de Esposende cuja atividade deu origem à criação da Biblioteca Municipal de Esposende, Serviços de Arqueologia e Museu Municipal.

Em 1983, foi nomeado Bibliotecário da Câmara Municipal de Barcelos, ocupando este cargo até 1984, ano em que assumiu o lugar de Bibliotecário na Câmara Municipal de Esposende, onde iniciou a criação do serviço de Biblioteca Pública.

Ainda em 1983, concorreu à Pós-Graduação em Ciências Documentais para a Universidade de Coimbra, tendo concluído esta especialização no Ano Letivo 1984/85.

Participou em vários Colóquios, Conferências e Seminários, onde apresentou trabalhos de investigação, tendo publicado até à data mais de cinquenta estudos, no âmbito da Etnografia, Arqueologia e História Local. Coordenou a Barcellos-Revista e foi fundador e Diretor do Boletim Cultural de Esposende.

Desde 1989 ocupou as funções de Vereador da Câmara Municipal de Esposende. Foi candidato a Deputado à Assembleia da República e Deputado Municipal na Assembleia Municipal de Esposende. Pertenceu ao Executivo da Região de Turismo do Alto Minho. É atualmente Vice-presidente da Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Cávado).

Colabora em Páginas Especiais de “O Comércio do Porto” e “Diário do Minho” assim como em outros órgãos de comunicação de âmbito regional e mesmo nacional.

É Professor na UAE – Universidade Autodidacta de Esposende, Membro da Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII, Sócio da Associação “Amigos dos Castelos “ e Fundador, em Esposende, do Lions Clube. Foi sócio fundador do GEAP - Grupo de Estudos Arqueológicos do Porto.

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EXPOSIÇÃO "AMARES NA 1ª GUERRA" PATENTE NA GALERIA DE ARTES E OFÍCIOS DE AMARES

O vice-presidente da Câmara Municipal de Amares, Isidro Araújo, e o autor do livro “Amarenses na 1.ª Grande Guerra (1914-1918)", publicado pelo Município de Amares no âmbito das Comemorações do Centenário da Primeira Guerra Mundial, Manuel Penteado Neiva, inauguraram, no passado sábado, a exposição "AMARES NA 1.ª GRANDE GUERRA". A data de abertura (22 de abril) coincidiu, simbolicamente, com o dia de embarque dos combatentes de Amares rumo a Flandres, frente europeia, na época. 

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Patente até ao dia 8 de maio na Galeria de Artes e Ofícios de Amares, na Praça do Comércio, em Ferreiros, a exposição retrata, através de 14 painéis, a história desses amarenses que combateram defendendo as cores da bandeira portuguesa e do concelho,o ambiente social, económico e político à época, individualizando alguns filhos da terra que tiveram mais destaque. 

Materiais de uso corrente, como máscaras e cantis, correspondência particular e condecorações são alguns dos elementos que podem ser vistos também nesta exposição e que pode ser visitada no horário de funcionamento da Galeria de Artes e Ofícios: às segundas, entre as 14h00 e as 18h00; às terças, quartas, quintas e sextas, entre as 9h00 e as 12h00, da parte da manhã, e as 14h00 e as 18h00, da parte da tarde e aos sábados entre as 10h00 e as 13h00.

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CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS DE VIANA DO CASTELO EVOCA EMBARQUE DOS COMBATENTES VIANENSES NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Evocação do embarque dos combatentes vianenses participantes na I Guerra Mundial

No próximo dia 15 de Abril (sábado), no Largo da Estação do Caminho de Ferro de Viana do Castelo, às 15.00 horas, tem lugar uma evocação do embarque dos soldados que combateram na Primeira Guerra Mundial, realizado no dia 15 de Abril de 1917.

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A evocação incluirá, entre outros momentos, a leitura de excertos das memórias do soldado Francisco Freire, residente na Areosa, conhecido por "o vinte e cinco", onde descreve a sua partida naquele dia. Há cem anos, este jovem Soldado Sapador partiu, acompanhado por outros compatriotas, da gare de Viana do Castelo para ingressar no Corpo Expedicionário Português. Francisco Freire, nascido em 1890, esteve presente no cenário europeu da guerra, nomeadamente na Batalha de La Lys, em 1918.

A evocação contará ainda com a participação do Coro da Academia Sénior do Centro de Estudos Regionais.

Esta singela homenagem aos soldados que participaram no primeiro conflito mundial é uma iniciativa do Centro de Estudos Regionais, contando com a colaboração de várias entidades e instituições locais, nomeadamente do Grupo Etnográfico de Areosa.

DEPUTADO BARCELENSE JOEL SÁ PRETENDE QUE SEJAM VALORIZADOS OS CEMITÉRIOS MILITARES PORTUGUESES EM FRANÇA

O deputado barcelense Joel Sá entregou na passada sexta-feira, 17 de Fevereiro, na Assembleia da República um Projeto de Resolução que recomenda medidas urgentes de valorização dos Cemitérios dos Nossos Heróis, nomeadamente o cemitério militar de Richebourg l’Avoué, no norte de França, que é um cemitério militar exclusivamente português, no qual, entre 1924 e 1938, se sepultaram 1831 soldados.

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Este Projeto de Resolução da autoria de Joel Sá, visa dignificar a memória dos nossos heróis compatriotas portugueses e desses os muitos conterrâneos barcelenses. Dai que a base tenha partido do documentário do Dr. Penteado Neiva "Lutaram como Diabos" baseado em diários, cartas, postais e com testemunhos de familiares de combatentes de Barcelos que participaram no conflito da I Guerra Mundial.

Projeto de Resolução n.º      /XIII/2ª

Recomenda medidas urgentes de valorização dos Cemitérios dos Nossos Heróis

Exposição de motivos

A chegada dos militares portugueses a França, em janeiro de 1917, marca o início do grande esforço militar português durante a I Guerra Mundial. Os primeiros soldados portugueses chegaram à Flandres há 100 anos, numa participação inglória e que culminou no desastre da Batalha de La Lys, um acontecimento incontornável da história militar portuguesa em que estiveram empenhados os efetivos do Corpo Expedicionário Português (CEP) que participaram na 1ª Guerra Mundial.

Nesta batalha, a 2ª Divisão do CEP, em algumas escassas horas, perdeu cerca de 7.500 militares entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros.

Comandados pelo General Gomes da Costa, os militares portugueses, foram sacrificados impiedosamente numa ofensiva desencadeada por quatro divisões do 6º Exército germânico sob o comando do General Ferdinand von Quast.

Ocorrida a 9 de Abril de 1918, e apesar de vitimados, a coragem dos militares portugueses, demonstrada em combate tem sido elogiada e lembrada além-fronteiras, principalmente pelas forças aliadas.

O cemitério militar de Richebourg l’Avoué, no norte de França, é um cemitério militar exclusivamente português, no qual, entre 1924 e 1938, se sepultaram 1831 soldados, dos quais 238 são desconhecidos, provenientes de outros cemitérios franceses de Le Touret, Ambleteuse e Brest, de Tournai, na Bélgica, e também os corpos de prisioneiros de guerra mortos na Alemanha.

Este cemitério foi inaugurado em 1928 e, poucos anos depois, foi construído um muro de proteção e uma porta monumental com materiais importados de Portugal. Em 1976 o sítio foi valorizado com a construção de uma capela da invocação de Nossa Senhora de Fátima.

A recordar a presença portuguesa na Primeira Guerra Mundial em França há, ainda, o monumento de La Couture, do escultor português António Teixeira Lopes e inaugurado a 10 de novembro de 1928, e o cemitério militar britânico de Boulogne, onde há um talhão português com 44 campas.

O cemitério militar de Richebourg, a capela Nossa Senhora de Fátima e o monumento aos mortos de La Couture são palco, todos os anos, em abril, de uma cerimónia evocativa da Batalha de La Lys.

Foi recentemente tornado público que o cemitério militar português de Richebourg, com 1.831 campas de soldados lusos da I Guerra Mundial, faz parte de uma “lista indicativa” para candidatura a Património Cultural da UNESCO.

O cemitério português, no norte de França, é um dos “locais funerários e memoriais da I Guerra Mundial (Frente Ocidental)” que integraram, em abril de 2014, a “lista indicativa” de França para futuras candidaturas a património da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Num conjunto de 80 locais referentes à Grande Guerra, o cemitério de Richebourg L’Avoué aparece em sétimo lugar, assim como a Capela de Nossa Senhora de Fátima, em Lorgies, mesmo em frente do cemitério.

A ambição de inscrever os "locais funerários e memoriais da I Guerra Mundial" como património da UNESCO, explica a apresentação do projeto disponível na página internet da UNESCO na secção das "listas indicativas", resulta de uma "seleção transnacional", com a Bélgica, em que foram escolhidos 80 locais em França e 25 na Bélgica, "rigorosamente selecionados no seio de um vasto conjunto de milhares de cemitérios, necrópoles e memoriais da frente ocidental".

De acordo com esse documento, "Estes elementos são representativos da enorme diversidade de nações e de povos que estiveram implicados neste conflito mundial, com uma dimensão nunca então alcançada. Eles compõem uma paisagem evocativa representativa da extensão geográfica da frente (mais de 700 km), dos grandes momentos da sua história e das suas evoluções ao longo da guerra".

Como "justificação para o valor universal excecional", o texto explica que, com a Grande Guerra, "uma nova memória funerária exprime-se através de cemitérios constituídos por campas individuais que se repetem em grande número", marcados pela "homogeneidade", e através da "inscrição de nomes nos mausoléus e memoriais que responde à vontade de guardar a memória de combatentes cujos corpos não foram encontrados ou identificados".

"Todos estes elementos refletem, também, o caráter internacional do conflito, seja através de cemitérios explicitamente associados a um dos beligerantes ou ao homenagear soldados oriundos do mundo inteiro", continua o documento, lembrando, ainda que "os memoriais são monumentos totalmente novos em relação a guerras anteriores".

A lista de monumentos traduz "um movimento arquitetónico totalmente novo" e "testemunha o sofrimento e o luto em massa", sendo "um culto funerário que é, desde logo, mais que um culto combatente, um culto civil e humanista que convida ao recolhimento e, depois, à reconciliação e à paz".

No entanto, importa referir a situação de abandono em que se encontra este Cemitério e o vizinho Monumento de La Couture, os maiores e mais ilustre Memoriais erguidos fora do território nacional. Torna-se urgente proceder a um conjunto de intervenções que permita a historicidade ativa deste património com toda a dignidade que merecem.

Nestes termos, o Grupo Parlamentar do PSD, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que tome as medidas urgentes na recuperação e valorização dos Cemitérios dos Nossos Heróis.

Palácio de S. Bento, 17 de fevereiro de 2017

Os Deputados do PSD

ALVES DOS SANTOS APRESENTA EM BARCELOS LIVRO SOBRE A PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Quinta-feira, às 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho

A Câmara Municipal de Barcelos promove a apresentação do livro “A Guerra Não se Fez só com Balas!: uma outra faceta da participação portuguesa na Grande Guerra”, de José Manuel Alves dos Santos. A sessão decorre no próximo dia 31 de março, pelas 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho e é integrada no ciclo de comemorações do primeiro Centenário da I Grande Guerra.

Escrita por um sargento, a obra debruça-se sobre a condição humana em tempos de guerra, no caso a I Grande Guerra Mundial, e pretende não deixar cair no esquecimento a missão dos Serviços do Exército, grupo de militares dedicado a satisfazer as necessidades básicas dos companheiros: alimentação, armamento, vestuário, habitação e transportes. O título do livro evoca precisamente esta face menos conhecida dos exércitos, em que as armas não são prioridade.

José Manuel Alves dos Santos é Sargento-ajudante de Administração Militar, tendo iniciado a sua carreira militar em 1991, na então Escola Prática de Administração Militar. No início do seu percurso profissional exerceu funções relacionadas com a sua especialidade, tendo colaborado ativamente na pesquisa e inventariação do património documental e histórico do serviço de Administração Militar.

Em 1999 foi indigitado para o cargo de Assistente de Relações Públicas do Quartel General do Sul Atlântico (OTAN) em Oeiras. Nestas funções participou em várias campanhas de divulgação da Aliança Atlântica, nomeadamente em Marrocos, Polónia, Estónia, Hungria e Bulgária.

Em 2003 foi indigitado para o cargo de Supervisor Administrativo do Gabinete do Chefe da Divisão de Cooperação Militar do Supreme Headquarters Allied Powers Europe (SHAPE) localizado na Bélgica. Com a extinção deste cargo em 2005, viria a assumir as funções de Sargento de Aquisições e Contratação da Divisão Financeira do mesmo Quartel Militar.

Regressado a Portugal em 2006, foi colocado na Escola Prática dos Serviços, tendo assumido funções na Direção de Formação desta mesma Unidade. Em 2007 seria nomeado Chefe do Museu do Serviço de Administração Militar e, em acumulação, Auxiliar da Secção de Programação, Avaliação e Estudos Técnicos da Direcção de Formação. Nesta escola, viria ainda a desempenhar as funções de formador para áreas de Protecção Ambiental e Organização de Arquivos. Viria posteriormente a passar pela Companhia de Reabastecimento e Serviços, a que se seguiu, em 2010, uma comissão de serviço no Afeganistão como instrutor de logística na Escola de logística do Exército Afegão. Exerce, actualmente, as funções de Sargento de Operações, Informações e Segurança da Escola de Serviços, na Póvoa de Varzim.

Colaborador da imprensa, publicou os seguintes livros: “Manual da OTAN para jornalistas lusófonos” edição OTAN, “A Administração na Guerra Peninsular” pela editora Caleidoscópio, “100 Anos de Presença Militar na Póvoa de Varzim – O Nosso Quartel”, edição da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. 

MUNICÍPIO DE BARCELOS PUBLICA LIVRO SOBRE A PRIMEIRA GRANDE GUERRA DA AUTORIA DO HISTORIADOR MANUEL ALBINO PENTEADO NEIVA

Amanhã, dia 9 de março, no Salão Nobre dos Paços do Concelho

A Câmara Municipal de Barcelos, com o apoio da Assembleia Municipal, publica o livro “Barcelos na 1ª Grande Guerra: Honrando a Memória dos seus Combatentes (1914-1918)”, da autoria do historiador Manuel Albino Penteado Neiva, sendo apresentado amanhã, dia 9 de março, pelas 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, numa cerimónia que contará com a presença de inúmeros familiares e amigos destes heróis.

Entre 2014 e 2018, evoca-se o 1º Centenário da 1ª Grande Guerra Mundial. Barcelos, tal como outros concelhos, viu partir para os campos de batalha na África e na Europa, centenas de jovens, no caso de Barcelos, um dos maiores contingentes com 532 combatentes, a maior parte deles impreparados que, mesmo assim, dignificaram o nome de Portugal.

Esta edição faz parte da sessão comemorativa com que o Município de Barcelos irá assinalar a entrada de Portugal na 1ª Grande Guerra, e contará ainda com a inauguração da Exposição Documental sobre a 1ª Grande Guerra, do Dr. Manuel Albino Penteado Neiva, e da Exposição Evocativa do Centenário da Grande Guerra, da Escola Prática dos Serviços (EPS) do Exército, na Sala Gótica dos Paços do Concelho.

Além desta iniciativa, realiza-se, no dia 31 de março a apresentação do livro “A Guerra Não se Fez Só Com Balas: uma outra faceta da participação portuguesa na Grande Guerra”, da autoria de José Manuel Alves dos Santos, Sargento de Operações, Informações e Segurança daquela Escola Prática de Serviços (EPS), no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelas 21h30.