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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BÉLGICA EVOCA GENERAL NORTON DE MATTOS E OS HERÓICOS COMATENTES DA BATALHA DE LA LYS

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A Bélgica prepara a realização de uma homenagem ao General Norton de Mattos, à época com a patente de Major e o cargo de Ministro da Guerra. Esta iniciativa decorrerá na sequência de uma cerimónia que teve lugar no passado dia 11 de fevereiro, na Bélgica.

Norton de Mattos era filho de Tomás Mendes Norton, comerciante, Fidalgo da Casa Real e Cônsul da Grã-Bretanha e Irlanda em Viana do Castelo (afilhado de baptismo de Rodrigo da Fonseca Magalhães) e de sua mulher Emília da Conceição de Matos Prego e Sousa (Ponte de Lima, Queijada, Casa do Baganheiro, 5 de Dezembro de 1847 - Ponte de Lima, Moreira do Lima, Casa do Bairro, 22 de Janeiro de 1933), neto paterno de José Mendes Ribeiro (Viana do Castelo, Santa Maria Maior, 28 de Dezembro de 1802 - Viana do Castelo, Santa Maria Maior, 4 de Novembro de 1887), da burguesia de Viana do Castelo, e de sua mulher Rita de Cássia Tavares de Resende Norton (Porto, 8 de Dezembro de 1808 - Ponte de Lima, Santa Maria Maior, 13 de Janeiro de 1875), filha dum Inglês, e neto materno de Manuel José de Matos Prego e Sousa (1805 - ?), Doutor em Direito, da fidalguia de Ponte de Lima (Casa do Bárrio), e de sua mulher Joaquina Rosa dos Reis Martins de Carvalho (Ponte de Lima, Queijada - ?).

Depois de frequentar o Colégio do Espírito Santo de Braga (1872-1910) foi, em 1880, para a Escola Académica, em Lisboa. Quatro anos depois iniciou o seu curso na Faculdade de Matemática em Coimbra. Fez o curso da Escola do Exército e, em 1898, partiu para a Índia Portuguesa, onde organizou os cadastros das terras. Começou aí a sua carreira na administração colonial, como director dos Serviços de Agrimensura. Acabada a sua comissão, viajou por Macau e pela China em missão diplomática.

O seu regresso a Portugal coincidiu com a implantação da República portuguesa. Dispondo-se a servir o novo regime, Norton de Matos foi chefe do estado-maior da 5.ª divisão militar. A 17 de Maio de 1912 é iniciado Maçon na Loja Pátria e Liberdade, N.º 332, de Lisboa (Rito Escocês Antigo e Aceite), sob os auspícios do Grande Oriente Lusitano Unido, com o nome simbólico de Danton. Nesse mesmo ano tomou posse como governador-geral de Angola. A sua actuação na colónia revelou-se extremamente importante, na medida em que impulsionou fortemente o seu desenvolvimento, protegendo-a, de certa forma, da ameaça contínua que pairava sobre o domínio colonial português, por parte de potências como a Inglaterra, a Alemanha e a França. Fundou a cidade do Huambo. A 27 de Janeiro de 1913 é elevado ao Grau 2 (Companheiro) e a 18 de Abril de 1914 é elevado ao Grau 3 (Mestre). Em Outubro desse ano dá-se a cisão da Maçonaria Portuguesa: a Loja Pátria e Liberdade, N.º 332 desliga-se da obediência do Grande Oriente Lusitano Unido.

Foi demitido do cargo em 1915, como consequência da nova situação política que se vivia em Portugal durante a Primeira Guerra Mundial. Foi depois chamado, de novo, ao Governo, ocupando o cargo de ministro das Colónias, embora por pouco tempo. A 12 de Maio de 1916 reentra na obediência do Grande Oriente Lusitano Unido, filiando-se na Loja Acácia, de Lisboa (Rito Francês), e a 19 de Setembro de 1916 é elevado ao Grau 4 (Eleito) do Rito Francês. Em 1917, um novo golpe revolucionário obrigou-o a exilar-se em Londres, por divergências com o novo governo. A 16 de Fevereiro de 1918 é elevado ao Grau 5 (Escocês) do Rito Francês e a 31 de Outubro de 1918 é elevado ao Grau 6 (Cavaleiro do Oriente ou da Espada) do Rito Francês. Regressou à pátria e foi delegado de Portugal à Conferência da Paz, em 1919. Mais tarde, foi promovido a general por distinção e nomeado Alto Comissário da República em Angola. Na Primavera de 1919, foi delegado português à Conferência da Paz. A 31 de Outubro de 1919 é elevado ao Grau 7 e último (Príncipe Rosa Cruz) do Rito Francês. Em Junho de 1924, exerceu as funções de embaixador de Portugal em Londres, cargo de que foi afastado aquando da instauração da Ditadura Militar. A 6 de Novembro de 1928 a Loja Acácia, de que é membro, propõe, pela primeira vez, a sua candidatura ao cargo de Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente Lusitano Unido. A 7 de Dezembro de 1928 morre Sebastião de Magalhães Lima, 10.º Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido, e a 31 de Outubro de 1929 morre António José de Almeida, 12.º Grão-Mestre eleito do Grande Oriente Lusitano Unido.

Foi, a 31 de Dezembro de 1929, eleito 14.º Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido para os anos de 1930 e 1931, cargo que ocupou entre 1930 e 1935. A 30 de Abril de 1930 toma posse do cargo de Grão-Mestre, dirigindo uma mensagem aos Maçons Portugueses. A 17 de Setembro parte para Antuérpia, a fim de participar na Semana Portuguesa e na Convenção Maçónica Internacional. De 25 a 30 de Setembro toma parte na Convenção da Association Maçonnique Internationale (A.M.I.), reunida em Bruxelas. Em Dezembro, devido ao período decrescente em que decorrem os trabalhos maçónicos em Portugal, é decidido suspendê-los nas lojas de Lisboa, convidando estas à imediata triangulação. Em Março de 1931 dirige uma importante mensagem à Grande Dieta e em Dezembro é reeleito Grão-Mestre.

A 5 de Julho de 1932 Salazar ascende a Presidente do Conselho. A 31 de Janeiro de 1935 protesta, junto do Presidente da Assembleia Nacional, Jose Alberto dos Reis, contra o projecto de lei que proíbe as associações secretas. A 14 de Maio é emitida uma Resolução do Conselho de Ministros exonerando e / ou passando à reforma uma série de funcionários que oferecem poucas garantias de fidelidade ao regime, entre os quais Norton de Matos. A 21 de Maio dá-se a Publicação da Lei N.º 1.091 que proíbe as associações secretas. Norton de Matos demite-se do cargo de Grão-Mestre, para que pudesse ser eleito alguém desconhecido do Governo.

Fonte: Wikipédia

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ARCOS DE VALDEVEZ: A PARTICIPAÇÃO DE CAPELÃES MILITARES NA GRANDE GUERRA ALTEROU AS RELAÇÕES DA IGREJA COM A REPÚBLICA

Telegrama de Taveira, arciprestre, presidente do Centro Católico de Arcos de Valdevez, para António José de Almeida, Presidente do Ministério e Ministro das Colónias, solicitando incorporação de capelães militares católicos no Corpo Expedicionário Português. Datado de 28 de maio de 1916.

Fonte: ANTT

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BATALHA DE LA LYS ACONTECEU HÁ 107 ANOS – EVOCANDO A HERÓICA BRIGADA DO MINHO NA FLANDRES DURANTE A PRIMEIRA GRANDE GUERRA

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A Brigada do Minho – denominação pela qual ficou conhecida e célebre a 4ª Brigada de Infantaria – integrou a 2ª Divisão do Corpo Expedicionário Português, teve como missão, desde 7 de Fevereiro de 1918, guarnecer o sector de Fauquissart, na região de Pas-de-Calais, no norte de França.

As suas forças cooperavam tacticamente com o 6º Grupo de Baterias de Artilharia, o 4º Grupo de Metralhadoras Pesadas e as 4ªs baterias de morteiros médios e morteiros pesados.

A bandeira da Brigada do Minho foi confeccionada e oferecida pelas famílias dos oficiais da Brigada.

Como refere em carta reproduzida neste relatório o Tenente-Coronel João Diogo Guerreiro Telo, “Unificou o seu Quartel General, identificou-o de tal forma com o seu modo de ser, que êle constituiu até ao 9 de Abril um comando verdadeiramente modelar; conseguiu reunir na sua Brigada, e sabe Deus à custa de quantos esforços e de quanta perseverança, os quatro batalhões oriundos do Minho indo assim buscar ao espírito regionalista o primeiro élo da cadeia que tão fortemente os havia de futuro ligar, fazendo dêles um blóco homogénio onde se fundiam todos os esforços qualquer que fôsse a sua região d’origem.

Dados êstes primeiros passos, a fria e inexpressiva designação de 4ª B.I. dava lugar à de “Brigada do Minho” – E este já tinha história, já tinha tradições; tinha a história e as tradições heróicas da sua tão querida província natal, eram os descendentes dos Minhotos de Caminha e da linha do Ave, eram os mantenedores dos loiros dos minhotos de matacães da Guerra Penínsular – e êsses Minhotos quiseram e fôram dignos das suas tradições, bateram-se com denôdo pela Bandeira que o seu Minho, num gesto galante, lhes enviava para os nortear no campo de batalha.”

Quis a História que a capitulação da Rússia ocorrida na sequência da revolução ocorrida no final de 1917 levásse ao fim da frente oriental, o que possibilitou à deslocação massiva para a frente ocidental de todas as forças e meios limitares que ali tinham concentradas. E, como resultado, a tragédia da Batalha de La Lys, porventura a maior derrota militar portuguesa desde a Batalha de Alcácer-Quibir.

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SARDINHAS “MINHOTA” É UMA DAS MARCAS MAIS ANTIGAS DA INDÚSTRIA CONSERVEIRA PORTUGUESA – A RAÇÃO DE COMBATE QUE VIROU GOURMET

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Remonta aos começos do século XIX a invenção da comida enlatada, atribuindo-se ao industrial francês Nicolas Appert o invento do método de conservação dos alimentos através do seu aquecimento e acondicionamento em recipientes fechados como forma de interromper o processo de fermentação, segundo Pasteur como forma de eliminar os microrganismos. Durante muito tempo, este invento destinou-se a ser utilizado pelas tropas em campanha como ração de combate, o que ainda se verifica.

A elevada utilização da comida enlatada nas trincheiras da Primeira Grande Guerra, assistiu-se a um grande incremento da indústria conserveira. Em Portugal, devido à sua localização costeira, esta atividade centrou-se preferencialmente no embalamento de espécies piscícolas como o atum e a sardinha. Com o decorrer do tempo, o consumo de produtos alimentares em embalagens de metal generalizou-se como uma forma nomeadamente de reduzir os inconvenientes resultantes do armazenamento das embalagens, aumentando contudo os custos ambientais e a necessidade de se proceder à reciclagem.

O consumo das conservas veio a generalizar-se e a ser usado também pela população civil no seu consumo diário, facto a que não é alheio, entre outros aspetos, a publicidade que foi criada à sua volta, associando inclusive o produto a uma ideia de tradição que na realidade não existia. Exemplo disso, são as latas de sardinhas “Minhota”, com a sua embalagem colorida e atraente exibindo uma lavradeira minhota.

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PONTE DE LIMA E CHALETTE-SUR-LOING RECORDAM COMBATENTES EM 2025 – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

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Os concelhos de Ponte de Lima e de Chalette-Sur-Loing, este um município francês geminado com o nosso, acordaram em realizar mutuamente em 2025 uma homenagem aos militares mortos nas guerras em que estiveram envolvidos. A iniciativa partiu do vereador Atif Khalid, com os pelouros da cultura e geminações, ao ter conhecimento da existência da Liga dos Combatentes de Ponte de Lima, cujo Presidente Manuel Oliveira Pereira e seu colega Ten. Coronel José António Leitão acolheram anteontem o autarca.

No âmbito da breve visita à placa memorial localizada na base da torre inacabada do Paço do Marquês de Ponte de Lima / Centro de Interpretação Militar, o representante da cidade-irmã, acompanhado da Secretária do Presidente e da fundadora da Ronda Típica de Chalette, Margarida Pereira, prestaram homenagem simples aos que tombaram pela Pátria na frente belga e em África, ou seja na Batalha de La-Lys na frente belga e nas antigas colónias portuguesas.

Após a deposição de flores, os dirigentes Pontelimenses da Liga dos Combatentes convidaram o vereador das geminações daquela região de Orléans a participar na efeméride anual a 10 de Junho. Retribuindo a simpatia, o autarca francês endereçou propósito de igual participação portuguesa em 11 de Novembro no programa junto do monumento.

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PONTE DE LIMA E TABUAÇO PARTICIPARAM NA MOSTRA GASTRONÓMICA NA BÉLGICA (GAND) EM HOMENAGEM AOS COMBATENTES MORTOS NA GRANDE GUERRA – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

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Ponte de Lima e Tabuaço participaram no passado Domingo, 24 do corrente na cidade de Gand (ou Ghent) na cerimónia de Homenagem aos Militares Portugueses Mortos na Grande Guerra, a célebre Batalha de la Lys, na Flandres, território no Norte da Bélgica e fronteira com a França.

Com sete dezenas de participantes, entre entidades civis e militares, destacamos a presença de: Tenente General Paulo Mateus e contingente de Portugal na NATO; o embaixador de Portugal e a Chefe de Missão Adjunta, Jorge Cabral e Joana Estrela; o cônsul de Portugal em Gand  e Presidente da Liga dos Combatentes local, Bruno Beerst e o seu colega diplomata em Lille, Bruno Cavaco; o deputado e vice-Presidente da Comissão de Defesa Nacional, José Maria Costa; o Presidente da Câmara de Gand, Christophe Peeters; o Comandante Provincial da Flandres Oriental, Tenente-Coronel Geert Loier;  o Presidente de Câmara de Richebourg em França, Jérôme Demulier, onde se situa o cemitério militar português e a Directora do Turismo em Lille, Fanny Roussel; o Presidente dos Combatentes em Ponte de Lima e representante do Presidente Vasco Ferraz e da Liga Nacional, Manuel Oliveira Pereira; o Secretário da Liga na Bélgica (Gand) e Administrador da Agência Europeia de Investigação, Vitor Gomes; o Chefe de Gabinete Presidente Município de Tabuaço, Faustino Lopes, entre outros.

Terminado o programa junto da placa e memorial, toda a comitiva participou na Mostra Gastronómica de Tabuaço e Ponte de Lima, organização da Confraria dos Vinhos de Portugal na Bélgica e Clube de Gastronomia de Ponte de Lima. Dos vinhos aos petiscos, estes doces e salgados, à troca de lembranças, aos discursos, foram duas horas de convívio, com degustação de vinhos brancos e tintos do Douro e do Lima; as chouriças de carne, os salpicões do lombo e da Serra de Arga da MinhoFumeiro; o doce de gema da Havaneza; o Pão de Ló do sistema de Margaride, o Bolo Rei, os pastéis de nata, delícias que todos elogiaram.

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QUANDO SE OUVEM AO LONGE OS TAMBORES LEMBRAMOS O QUE FOI A BRIGADA DO MINHO NA FLANDRES DURANTE A GRANDE GUERRA

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Batalha de La Lys aconteceu há 106 anos

A Brigada do Minho – denominação pela qual ficou conhecida e célebre a 4ª Brigada de Infantaria – integrou a 2ª Divisão do Corpo Expedicionário Português, teve como missão, desde 7 de Fevereiro de 1918, guarnecer o sector de Fauquissart, na região de Pas-de-Calais, no norte de França.

As suas forças cooperavam tacticamente com o 6º Grupo de Baterias de Artilharia, o 4º Grupo de Metralhadoras Pesadas e as 4ªs baterias de morteiros médios e morteiros pesados.

A bandeira da Brigada do Minho foi confeccionada e oferecida pelas famílias dos oficiais da Brigada.

Como refere em carta reproduzida neste relatório o Tenente-Coronel João Diogo Guerreiro Telo, “Unificou o seu Quartel General, identificou-o de tal forma com o seu modo de ser, que êle constituiu até ao 9 de Abril um comando verdadeiramente modelar; conseguiu reunir na sua Brigada, e sabe Deus à custa de quantos esforços e de quanta perseverança, os quatro batalhões oriundos do Minho indo assim buscar ao espírito regionalista o primeiro élo da cadeia que tão fortemente os havia de futuro ligar, fazendo dêles um blóco homogénio onde se fundiam todos os esforços qualquer que fôsse a sua região d’origem.

Dados êstes primeiros passos, a fria e inexpressiva designação de 4ª B.I. dava lugar à de “Brigada do Minho” – E este já tinha história, já tinha tradições; tinha a história e as tradições heróicas da sua tão querida província natal, eram os descendentes dos Minhotos de Caminha e da linha do Ave, eram os mantenedores dos loiros dos minhotos de matacães da Guerra Penínsular – e êsses Minhotos quiseram e fôram dignos das suas tradições, bateram-se com denôdo pela Bandeira que o seu Minho, num gesto galante, lhes enviava para os nortear no campo de batalha.”

Quis a História que a capitulação da Rússia ocorrida na sequência da revolução ocorrida no final de 1917 levásse ao fim da frente oriental, o que possibilitou à deslocação massiva para a frente ocidental de todas as forças e meios limitares que ali tinham concentradas. E, como resultado, a tragédia da Batalha de La Lys, porventura a maior derrota militar portuguesa desde a Batalha de Alcácer-Quibir.

Carlos Gomes / Fotos: livro propriedade do autor

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A imagem mostra a capa de um exemplar do livro “A Brigada do Minho na Flandres: o 9 de Abril. Relatório da Batalha e sua Documentação”, da autoria do Coronel Eugénio Mardel, atualmente pertencente atualmente à Biblioteca do Exército.

O livro foi publicado em 1923 pelo Ministério da Guerra e impresso nos Serviços Gráficos do Exército.

NÚCLEO DE PONTE DE LIMA DA LIGA DOS COMBATENTES CELEBRA O ARMISTÍCIO DA GRANDE GUERRA

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Celebramos neste ano os 106 anos do fim da 1.ª Guerra Mundial; os 103 anos da Liga dos Combatentes e os 50 anos do fim da Guerra do Ultramar e do 25 de Abril.

A 13/11/2024, pelas 09h30, junto ao memorial do Combatente Limiano, ocorreu a celebração do Armistício da 1.ª Guerra Mundial  pelo Núcleo de Ponte de Lima que contou com a presença de alunos, jovens e seniores, das escolas do Concelho de Ponte de Lima e teve o seu momento mais alto, depois da Homenagem aos Mortos, quando foram chamados, um a um, os nomes dos combatentes deste Concelho mortos na frente da Flandres e, por cada nome, um aluno subiu para junto do Memorial aos Combatentes com o respetivo nome colocado no peito.

Estiveram presentes, para além de meia centena de alunos, representando três instituições de ensino, o agrupamento de escolas António Feijó, o agrupamento de escolas de Arcozelo e a Universidade Sénior de Ponte de Lima com a sua turma de história, o vice-presidente da Câmara Municipal, Dr. Paulo Sousa e vários combatentes e seus familiares.

A homenagem contou com a deposição de uma coroa de flores, Homenagem aos Mortos em campanha, leitura de uma prece, leitura do nome dos vinte e sete mortos na 1.ª Grande Guerra com a assunção de cada um por um aluno identificado com o respetivo nome, discursos do presidente do Núcleo, Dr. Manuel Pereira, e do vice-presidente da autarquia, terminando com o hino dos combatentes.

A encerrar estas comemorações, terá lugar no dia 26 de novembro, no Agrupamento de escolas António Feijó, uma palestra aos alunos sobre os contornos deste Armistício que às 11horas do dia 11 do mês 11, de 1918, puseram fim às hostilidades bélicas que levaram ao fim, na frente ocidental, da 1.ª Guerra mundial ou Grande Guerra ou ainda a guerra das guerras, como ficou conhecida.

Ressalvar o apoio incondicional da câmara municipal às iniciativas deste Núcleo da Liga dos Combatentes, bem como o excelente intercâmbio intergeracional com as instituições locais de ensino.

A Liga dos Combatentes, Núcleo de Ponte de Lima, presta apoio aos Antigos Combatentes e familiares na área do apoio psico-social, aos Concelhos de Ponte de Lima, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez e Paredes de Coura, como interlocutor na obtenção dos direitos consagrados na Lei n.º 46/2020, de 20 de agosto, estatuto do Antigo Combatente, actualizado pela Lei n.º 61/2024, de 30 de Setembro, no que diz respeito à garantia da comparticipação total dos medicamentos, estando previsto o apoio de 50% em 01 de janeiro 2025 e os restantes 50% em 01 de janeiro de 2026.

Estes Concelhos estão ainda abrangidos pelo apoio de  área do Centro de Apoio Médico, Psicológico e Social n.º 3, do Núcleo do Porto da Liga dos Combatentes (CAMPS 3), sempre que o solicitem.

Reconhecer ainda os recentes protocolos assinados entre o Ministério da Defesa Nacional:

Com a “ANAFRE” onde as Juntas de freguesia se comprometem a apoiar os Antigos Combatentes, nomeadamente, na isenção de taxas, esclarecimento dos seus direitos e prestar-lhes as devidas homenagens.

Com os Hospitais das Forças Armadas (HFAR) para receberem os Antigos Combatentes, na sua capacidade sobrante, em todas as especialidades, cirurgias e internamentos.

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ALTO MINHO E TABUAÇO NA BÈLGICA, PARA HOMENAGEM AOS SOLDADOS MORTOS NA GRANDE GUERRA – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

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Uma delegação de Portugal e do Alto Minho e Douro, participa no próximo Domingo 24 de Novembro, na cerimónia de homenagem aos soldados portugueses mortos na I Guerra Mundial. O programa organizado pelo Cônsul de Portugal e Presidente da Liga dos Combatentes em Gent (ou Gand), Bruno Joos De Ter Beerst inicia-se pelas 14 h com o desfile militar da representação portuguesa junto da NATO em Bruxelas, liderada pelo Tenente – General Paulo Mateus.

Segue-se o cumprimento do protocolo junto da placa evocativa da participação lusa no conflito bélico e discursos, com participação entre outros de: Leon De Turck, Presidente Nacional da União dos Combatentes da Bélgica; direcção da Liga dos Combatentes em Gand, nomeadamente o Secretário Victor Alves Gomes e Tesoureira Filipa Pedro; do Embaixador de Portugal, S. E. Jorge Cabral ; o Comandante Provincial da Flandres Oriental, Tenente-Coronel Geert Loier e o Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Gent, Christophe Peeters. A representação portuguesa integra o Vice-Presidente da Comissão de Segurança na Assembleia da República e deputado pelo círculo de Viana do Castelo, José Maria Costa (ex-Secretário de Estado das Pescas ; o Presidente da Liga dos Combatentes de Ponte de Lima, Manuel Oliveira Pereira e o município de Tabuaço, cujo Presidente Carlos Carvalho, por compromissos anteriormente assumidos, estará representado pelo seu Chefe de Gabinete, Faustino Lopes.

De recordar que nesta autarquia do Vale do Douro também pereceram no campo de batalha filhos da terra, como o Tenente Alexandre salvador Ribeiro, natural da freguesia de Távora, e falecido na Batalha de la Lys, a 9 de Abril de 1918. O saudoso militar integrava o Regimento de Artilharia número 2 e a Coluna de Munições número 2.

No final do evento, haverá no Hotel Marriott uma mostra gastronómica dos vales do Douro e do Lima, organização da Liga dos Combatentes de Gand, município de Tabuaço, Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, enchidos e fumados da MinhoFumeiro e Confraria dos Vinhos de Portugal na Bélgica.

Recordemos, que este acontecimento anual, ganhou mais relevo nos últimos dois anos, mercê da colaboração de Ponte de Lima e evocação do seu ilustre conterrâneo, Ministro da Guerra aquando da nossa participação : o futuro General Norton de Matos (1867 – 1955), cujos setenta anos da sua morte em 2 de Janeiro próximo, serão assinalados na terra natal e na Bélgica, conforme preparativos em curso.

Na edição do ano passado, deslocaram-se a Gand também o ex-eurodeputado e assessor jurídico da Câmara Municipal de Lisboa, José Inácio Faria; a chefe de missão adjunta da embaixada na Bélgica e ex-Secretária na de Portugal na ONU, Joana Estrela, e o Chef de Cozinha Thomas Egger, austríaco radicado em Tabuaço, responsável pelo Porto de Honra.

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MINHO: VEM AÍ O CALOR… E O CHAMPARRIÃO!

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O champarrião é uma das bebidas tradicionais do Minho muito apreciada em ambiente de festa no Verão. Provavelmente inspirada no “champerion” francês, foi trazida para Portugal pelas tropas portuguesas da Brigada do Minho que combateram na Flandres durante a Grande Guerra.

Trata-se de uma bebida com teor alcoólico preparada com vinho verde, branco ou tinto, misturado com cerveja, gasosa e açúcar, podendo adicionar-se pau de canela e café. Deve juntar-se gelo para servir-se bem fresco

Foto: https://www.geocaching.com/

CAMINHA E A GRANDE GUERRA: SOLDADO ANÍBAL GONÇALVES COUTADA ERA NATURAL DE ARGA DE BAIXO

Anibal Gonçalves Coutada, soldado pertencente ao Regimento de Infantaria nº3, embarcou em 15 de Abril de 1917. Porém, foi punido por ter recusado embarcar em França para a frente, no dia 28 de Julho desse ano, alegando “doença que lhe não foi reconhecida”. Pela ocorrência foi punido com 15 dias de prisão correcional.

O referido soldado era natural de Arga de Baixo, no concelho de Caminha. Terminada a Grande Guerra, desembarcou em Lisboa a 19 de Abril de 1919.

Fonte: Arquivo Histórico Militar

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SARDINHAS “MINHOTA” É UMA DAS MARCAS MAIS ANTIGAS DA INDÚSTRIA CONSERVEIRA PORTUGUESA – A RAÇÃO DE COMBATE QUE VIROU GOURMET

Remonta aos começos do século XIX a invenção da comida enlatada, atribuindo-se ao industrial francês Nicolas Appert o invento do método de conservação dos alimentos através do seu aquecimento e acondicionamento em recipientes fechados como forma de interromper o processo de fermentação, segundo Pasteur como forma de eliminar os microrganismos. Durante muito tempo, este invento destinou-se a ser utilizado pelas tropas em campanha como ração de combate, o que ainda se verifica.

A elevada utilização da comida enlatada nas trincheiras da Primeira Grande Guerra, assistiu-se a um grande incremento da indústria conserveira. Em Portugal, devido à sua localização costeira, esta atividade centrou-se preferencialmente no embalamento de espécies piscícolas como o atum e a sardinha. Com o decorrer do tempo, o consumo de produtos alimentares em embalagens de metal generalizou-se como uma forma nomeadamente de reduzir os inconvenientes resultantes do armazenamento das embalagens, aumentando contudo os custos ambientais e a necessidade de se proceder à reciclagem.

O consumo das conservas veio a generalizar-se e a ser usado também pela população civil no seu consumo diário, facto a que não é alheio, entre outros aspetos, a publicidade que foi criada à sua volta, associando inclusive o produto a uma ideia de tradição que na realidade não existia. Exemplo disso, são as latas de sardinhas “Minhota”, com a sua embalagem colorida e atraente exibindo uma lavradeira minhota.

GLÓRIA AOS HERÓIS DA BRIGADA DO MINHO QUE TOMBARAM NA FLANDRES EM 1918!

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9 de Abril. Final da noite. Os alemães capturam seis mil portugueses da segunda divisão e quase 100 peças de artilharia. As tropas alemãs avançam. Mas não cumprem totalmente o objectivo: avançar para além das ribeiras de La Lol e La Lys. Dizimada é a Brigada do Minho. Mas conseguiu resistir heroicamente juntamente com as restantes tropas portuguesas durante 24 horas permitindo a reorganização da frente de combate. Se ouve vencedores neste dia foram sem duvida os soldados portugueses que lutando 1 contra 10 (ou mais dependendo das fontes) travaram o avanço germanico.

Fonte: Corpo Expedicionário Português. 1916-1919

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FAMALICÃO HONRA A MEMÓRIA COM RESTAURO DO MONUMENTO AOS “MORTOS DA GRANDE GUERRA

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Trabalhos promovidos pela autarquia, no âmbito do centenário do monumento, implicaram um investimento municipal de 15 mil euros

“Aquilo que hoje quisemos transmitir é a nossa vontade e convicção de que devemos honrar a história. Porque é na nossa história e na nossa memória que encontramos as nossas raízes e os alicerces que sustentam o nosso futuro enquanto comunidade”.

Foi desta forma que o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão assinalou este domingo, dia 14 de abril, a conclusão dos trabalhos de restauro e conservação do monumento de homenagem “Aos Mortos da Grande Guerra”, localizado na Praça 9 de Abril.  

Mário Passos falava ontem, na cerimónia comemorativa do centésimo aniversário da inauguração do monumento, perante a presença dos restantes membros do executivo municipal, de vários representantes da Liga dos Combatentes, da ADFA – Associação dos Deficientes das Forças Armadas e do Exército Português.

O edil apontou o restauro desenvolvido como um “bom exemplo de preservação e salvaguarda do nosso património”, adiantando ainda que a autarquia vai reeditar duas obras da autoria do historiador famalicense Amadeu Gonçalves, publicadas em 2018, aquando das comemorações do centenário da trágica Batalha de La Lys - considerada um dos maiores desastres militares da história de Portugal - e que honram a memória dos mais de 500 famalicenses que participaram neste combate: “Dicionário dos expedicionários famalicenses” e “A I Guerra Mundial e as suas repercussões em Vila Nova de Famalicão”.

O autarca famalicense lembrou ainda todos aqueles que defenderam “com coragem e sacrifício a nossa bandeira e o nosso país”, anunciando, a este propósito, que é intenção da Câmara Municipal erguer um novo memorial na cidade em homenagem aos ex-combatentes do Ultramar.

A cerimónia deste domingo ficou ainda marcada pela visita à exposição “100 anos de Memórias: Monumento aos Mortos da Grande Guerra”, patente na Praça 9 de Abril. Ao longo dos doze painéis que compõem a mostra, os visitantes terão a oportunidade de conhecer as circunstâncias que originaram a Primeira Guerra Mundial e a entrada de Portugal neste conflito, o surgimento do exército português que combateu no teatro de operações, conhecido como “Corpo Expedicionário Português”, muitos deles originários do Minho e, particularmente, de Vila Nova de Famalicão e a trágica Batalha de La Lys. Pretende-se, ainda, dar a conhecer os fatores que levaram à construção deste tipo de memorial um pouco por todo o país; os antecedentes e a sua inauguração em Vila Nova de Famalicão; a simbologia que representa, bem como a revolução urbanística e toponímica que a sua edificação originou no local onde se encontra.

Recorde-se que a decisão de construir um monumento aos mortos da Primeira Grande Guerra foi tomada na reunião camarária de 9 de fevereiro de 1920, na sequência de um ofício-circular da Junta Patriótica do Norte, que propunha a sua construção em todos os concelhos do país. A inauguração deste monumento viria a produzir, já em 1927, a última alteração toponímica nesta praça, ficando a designar-se Praça 9 de Abril.

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FAMALICÃO ASSINALA CENTENÁRIO DO MUNUMENTO DE HOMENAGEM “AOS MORTOS DA GRANDE GUERRA”

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Este domingo, 14 de abril, às 10h30, com a apresentação pública da obra de conservação e restauro promovida pela autarquia

Estão concluídas as obras de conservação e restauro do monumento de homenagem aos combatentes mortos na Primeira Grande Guerra, situado na Praça 9 de Abril, em Vila Nova de Famalicão, e cuja inauguração decorreu há precisamente 100 anos.

A intervenção, que resultou de um investimento municipal na ordem dos 15 mil euros, acontece no ano em que se comemora o centenário da inauguração da obra de autoria de Luís Esteves Carvalho, que aconteceu a 9 de abril de 1924, na então Praça Conde de S. Cosme do Vale.

A apresentação pública do restauro e a comemoração dos 100 anos do monumento estão marcadas para este domingo, dia 14 de abril, pelas 10h30, com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, e de vários representantes da Liga dos Combatentes e da ADFA – Associação dos Deficiente das Forças Armadas, na Praça 9 de Abril.

O momento ficará ainda marcado pela homenagem do Município aos combatentes mortos na Primeira Guerra Mundial, pela visita à exposição “100 anos de Memórias: Monumento aos Mortos da Grande Guerra”, patente na Praça 9 de Abril e pela realização de uma Eucaristia, às 11h15, na Igreja Matriz Nova de Famalicão.  

Ao longo dos doze painéis que compõem a exposição, os visitantes terão a oportunidade de conhecer as circunstâncias que originaram a Primeira Guerra Mundial e a entrada de Portugal neste conflito, o surgimento do exército português que combateu no teatro de operações, conhecido como “Corpo Expedicionário Português”, muitos deles originários do Minho e, particularmente, de Vila Nova de Famalicão e a trágica Batalha de “La Lys”. Pretende-se ainda dar a conhecer os fatores que levaram à construção deste tipo de memorial um pouco por todo o país; os antecedentes e a sua inauguração em Vila Nova de Famalicão; a simbologia que representa, bem como a revolução urbanística e toponímica que a sua edificação originou no local onde se encontra.

Recorde-se que a decisão de construir um monumento aos mortos da Primeira Grande Guerra foi tomada na reunião camarária de 9 de Fevereiro de 1920, na sequência de um ofício-circular da Junta Patriótica do Norte, que propunha a sua construção em todos os concelhos do país. A inauguração deste monumento viria a produzir, já em 1927, a última alteração toponímica nesta praça, ficando a designar-se Praça 9 de Abril.

O QUE FOI A BRIGADA DO MINHO NA FLANDRES DURANTE A PRIMEIRA GRANDE GUERRA?

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Batalha de La Lys aconteceu há 106 anos

A Brigada do Minho – denominação pela qual ficou conhecida e célebre a 4ª Brigada de Infantaria – integrou a 2ª Divisão do Corpo Expedicionário Português, teve como missão, desde 7 de Fevereiro de 1918, guarnecer o sector de Fauquissart, na região de Pas-de-Calais, no norte de França.

As suas forças cooperavam tacticamente com o 6º Grupo de Baterias de Artilharia, o 4º Grupo de Metralhadoras Pesadas e as 4ªs baterias de morteiros médios e morteiros pesados.

A bandeira da Brigada do Minho foi confeccionada e oferecida pelas famílias dos oficiais da Brigada.

Como refere em carta reproduzida neste relatório o Tenente-Coronel João Diogo Guerreiro Telo, “Unificou o seu Quartel General, identificou-o de tal forma com o seu modo de ser, que êle constituiu até ao 9 de Abril um comando verdadeiramente modelar; conseguiu reunir na sua Brigada, e sabe Deus à custa de quantos esforços e de quanta perseverança, os quatro batalhões oriundos do Minho indo assim buscar ao espírito regionalista o primeiro élo da cadeia que tão fortemente os havia de futuro ligar, fazendo dêles um blóco homogénio onde se fundiam todos os esforços qualquer que fôsse a sua região d’origem.

Dados êstes primeiros passos, a fria e inexpressiva designação de 4ª B.I. dava lugar à de “Brigada do Minho” – E este já tinha história, já tinha tradições; tinha a história e as tradições heróicas da sua tão querida província natal, eram os descendentes dos Minhotos de Caminha e da linha do Ave, eram os mantenedores dos loiros dos minhotos de matacães da Guerra Penínsular – e êsses Minhotos quiseram e fôram dignos das suas tradições, bateram-se com denôdo pela Bandeira que o seu Minho, num gesto galante, lhes enviava para os nortear no campo de batalha.”

Quis a História que a capitulação da Rússia ocorrida na sequência da revolução ocorrida no final de 1917 levásse ao fim da frente oriental, o que possibilitou à deslocação massiva para a frente ocidental de todas as forças e meios limitares que ali tinham concentradas. E, como resultado, a tragédia da Batalha de La Lys, porventura a maior derrota militar portuguesa desde a Batalha de Alcácer-Quibir.

Carlos Gomes / Fotos: livro propriedade do autor

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