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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MINHO: VEM AÍ O CALOR… E O CHAMPARRIÃO!

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O champarrião é uma das bebidas tradicionais do Minho muito apreciada em ambiente de festa no Verão. Provavelmente inspirada no “champerion” francês, foi trazida para Portugal pelas tropas portuguesas da Brigada do Minho que combateram na Flandres durante a Grande Guerra.

Trata-se de uma bebida com teor alcoólico preparada com vinho verde, branco ou tinto, misturado com cerveja, gasosa e açúcar, podendo adicionar-se pau de canela e café. Deve juntar-se gelo para servir-se bem fresco

Foto: https://www.geocaching.com/

CAMINHA E A GRANDE GUERRA: SOLDADO ANÍBAL GONÇALVES COUTADA ERA NATURAL DE ARGA DE BAIXO

Anibal Gonçalves Coutada, soldado pertencente ao Regimento de Infantaria nº3, embarcou em 15 de Abril de 1917. Porém, foi punido por ter recusado embarcar em França para a frente, no dia 28 de Julho desse ano, alegando “doença que lhe não foi reconhecida”. Pela ocorrência foi punido com 15 dias de prisão correcional.

O referido soldado era natural de Arga de Baixo, no concelho de Caminha. Terminada a Grande Guerra, desembarcou em Lisboa a 19 de Abril de 1919.

Fonte: Arquivo Histórico Militar

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SARDINHAS “MINHOTA” É UMA DAS MARCAS MAIS ANTIGAS DA INDÚSTRIA CONSERVEIRA PORTUGUESA – A RAÇÃO DE COMBATE QUE VIROU GOURMET

Remonta aos começos do século XIX a invenção da comida enlatada, atribuindo-se ao industrial francês Nicolas Appert o invento do método de conservação dos alimentos através do seu aquecimento e acondicionamento em recipientes fechados como forma de interromper o processo de fermentação, segundo Pasteur como forma de eliminar os microrganismos. Durante muito tempo, este invento destinou-se a ser utilizado pelas tropas em campanha como ração de combate, o que ainda se verifica.

A elevada utilização da comida enlatada nas trincheiras da Primeira Grande Guerra, assistiu-se a um grande incremento da indústria conserveira. Em Portugal, devido à sua localização costeira, esta atividade centrou-se preferencialmente no embalamento de espécies piscícolas como o atum e a sardinha. Com o decorrer do tempo, o consumo de produtos alimentares em embalagens de metal generalizou-se como uma forma nomeadamente de reduzir os inconvenientes resultantes do armazenamento das embalagens, aumentando contudo os custos ambientais e a necessidade de se proceder à reciclagem.

O consumo das conservas veio a generalizar-se e a ser usado também pela população civil no seu consumo diário, facto a que não é alheio, entre outros aspetos, a publicidade que foi criada à sua volta, associando inclusive o produto a uma ideia de tradição que na realidade não existia. Exemplo disso, são as latas de sardinhas “Minhota”, com a sua embalagem colorida e atraente exibindo uma lavradeira minhota.

GLÓRIA AOS HERÓIS DA BRIGADA DO MINHO QUE TOMBARAM NA FLANDRES EM 1918!

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9 de Abril. Final da noite. Os alemães capturam seis mil portugueses da segunda divisão e quase 100 peças de artilharia. As tropas alemãs avançam. Mas não cumprem totalmente o objectivo: avançar para além das ribeiras de La Lol e La Lys. Dizimada é a Brigada do Minho. Mas conseguiu resistir heroicamente juntamente com as restantes tropas portuguesas durante 24 horas permitindo a reorganização da frente de combate. Se ouve vencedores neste dia foram sem duvida os soldados portugueses que lutando 1 contra 10 (ou mais dependendo das fontes) travaram o avanço germanico.

Fonte: Corpo Expedicionário Português. 1916-1919

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FAMALICÃO HONRA A MEMÓRIA COM RESTAURO DO MONUMENTO AOS “MORTOS DA GRANDE GUERRA

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Trabalhos promovidos pela autarquia, no âmbito do centenário do monumento, implicaram um investimento municipal de 15 mil euros

“Aquilo que hoje quisemos transmitir é a nossa vontade e convicção de que devemos honrar a história. Porque é na nossa história e na nossa memória que encontramos as nossas raízes e os alicerces que sustentam o nosso futuro enquanto comunidade”.

Foi desta forma que o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão assinalou este domingo, dia 14 de abril, a conclusão dos trabalhos de restauro e conservação do monumento de homenagem “Aos Mortos da Grande Guerra”, localizado na Praça 9 de Abril.  

Mário Passos falava ontem, na cerimónia comemorativa do centésimo aniversário da inauguração do monumento, perante a presença dos restantes membros do executivo municipal, de vários representantes da Liga dos Combatentes, da ADFA – Associação dos Deficientes das Forças Armadas e do Exército Português.

O edil apontou o restauro desenvolvido como um “bom exemplo de preservação e salvaguarda do nosso património”, adiantando ainda que a autarquia vai reeditar duas obras da autoria do historiador famalicense Amadeu Gonçalves, publicadas em 2018, aquando das comemorações do centenário da trágica Batalha de La Lys - considerada um dos maiores desastres militares da história de Portugal - e que honram a memória dos mais de 500 famalicenses que participaram neste combate: “Dicionário dos expedicionários famalicenses” e “A I Guerra Mundial e as suas repercussões em Vila Nova de Famalicão”.

O autarca famalicense lembrou ainda todos aqueles que defenderam “com coragem e sacrifício a nossa bandeira e o nosso país”, anunciando, a este propósito, que é intenção da Câmara Municipal erguer um novo memorial na cidade em homenagem aos ex-combatentes do Ultramar.

A cerimónia deste domingo ficou ainda marcada pela visita à exposição “100 anos de Memórias: Monumento aos Mortos da Grande Guerra”, patente na Praça 9 de Abril. Ao longo dos doze painéis que compõem a mostra, os visitantes terão a oportunidade de conhecer as circunstâncias que originaram a Primeira Guerra Mundial e a entrada de Portugal neste conflito, o surgimento do exército português que combateu no teatro de operações, conhecido como “Corpo Expedicionário Português”, muitos deles originários do Minho e, particularmente, de Vila Nova de Famalicão e a trágica Batalha de La Lys. Pretende-se, ainda, dar a conhecer os fatores que levaram à construção deste tipo de memorial um pouco por todo o país; os antecedentes e a sua inauguração em Vila Nova de Famalicão; a simbologia que representa, bem como a revolução urbanística e toponímica que a sua edificação originou no local onde se encontra.

Recorde-se que a decisão de construir um monumento aos mortos da Primeira Grande Guerra foi tomada na reunião camarária de 9 de fevereiro de 1920, na sequência de um ofício-circular da Junta Patriótica do Norte, que propunha a sua construção em todos os concelhos do país. A inauguração deste monumento viria a produzir, já em 1927, a última alteração toponímica nesta praça, ficando a designar-se Praça 9 de Abril.

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FAMALICÃO ASSINALA CENTENÁRIO DO MUNUMENTO DE HOMENAGEM “AOS MORTOS DA GRANDE GUERRA”

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Este domingo, 14 de abril, às 10h30, com a apresentação pública da obra de conservação e restauro promovida pela autarquia

Estão concluídas as obras de conservação e restauro do monumento de homenagem aos combatentes mortos na Primeira Grande Guerra, situado na Praça 9 de Abril, em Vila Nova de Famalicão, e cuja inauguração decorreu há precisamente 100 anos.

A intervenção, que resultou de um investimento municipal na ordem dos 15 mil euros, acontece no ano em que se comemora o centenário da inauguração da obra de autoria de Luís Esteves Carvalho, que aconteceu a 9 de abril de 1924, na então Praça Conde de S. Cosme do Vale.

A apresentação pública do restauro e a comemoração dos 100 anos do monumento estão marcadas para este domingo, dia 14 de abril, pelas 10h30, com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, e de vários representantes da Liga dos Combatentes e da ADFA – Associação dos Deficiente das Forças Armadas, na Praça 9 de Abril.

O momento ficará ainda marcado pela homenagem do Município aos combatentes mortos na Primeira Guerra Mundial, pela visita à exposição “100 anos de Memórias: Monumento aos Mortos da Grande Guerra”, patente na Praça 9 de Abril e pela realização de uma Eucaristia, às 11h15, na Igreja Matriz Nova de Famalicão.  

Ao longo dos doze painéis que compõem a exposição, os visitantes terão a oportunidade de conhecer as circunstâncias que originaram a Primeira Guerra Mundial e a entrada de Portugal neste conflito, o surgimento do exército português que combateu no teatro de operações, conhecido como “Corpo Expedicionário Português”, muitos deles originários do Minho e, particularmente, de Vila Nova de Famalicão e a trágica Batalha de “La Lys”. Pretende-se ainda dar a conhecer os fatores que levaram à construção deste tipo de memorial um pouco por todo o país; os antecedentes e a sua inauguração em Vila Nova de Famalicão; a simbologia que representa, bem como a revolução urbanística e toponímica que a sua edificação originou no local onde se encontra.

Recorde-se que a decisão de construir um monumento aos mortos da Primeira Grande Guerra foi tomada na reunião camarária de 9 de Fevereiro de 1920, na sequência de um ofício-circular da Junta Patriótica do Norte, que propunha a sua construção em todos os concelhos do país. A inauguração deste monumento viria a produzir, já em 1927, a última alteração toponímica nesta praça, ficando a designar-se Praça 9 de Abril.

O QUE FOI A BRIGADA DO MINHO NA FLANDRES DURANTE A PRIMEIRA GRANDE GUERRA?

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Batalha de La Lys aconteceu há 106 anos

A Brigada do Minho – denominação pela qual ficou conhecida e célebre a 4ª Brigada de Infantaria – integrou a 2ª Divisão do Corpo Expedicionário Português, teve como missão, desde 7 de Fevereiro de 1918, guarnecer o sector de Fauquissart, na região de Pas-de-Calais, no norte de França.

As suas forças cooperavam tacticamente com o 6º Grupo de Baterias de Artilharia, o 4º Grupo de Metralhadoras Pesadas e as 4ªs baterias de morteiros médios e morteiros pesados.

A bandeira da Brigada do Minho foi confeccionada e oferecida pelas famílias dos oficiais da Brigada.

Como refere em carta reproduzida neste relatório o Tenente-Coronel João Diogo Guerreiro Telo, “Unificou o seu Quartel General, identificou-o de tal forma com o seu modo de ser, que êle constituiu até ao 9 de Abril um comando verdadeiramente modelar; conseguiu reunir na sua Brigada, e sabe Deus à custa de quantos esforços e de quanta perseverança, os quatro batalhões oriundos do Minho indo assim buscar ao espírito regionalista o primeiro élo da cadeia que tão fortemente os havia de futuro ligar, fazendo dêles um blóco homogénio onde se fundiam todos os esforços qualquer que fôsse a sua região d’origem.

Dados êstes primeiros passos, a fria e inexpressiva designação de 4ª B.I. dava lugar à de “Brigada do Minho” – E este já tinha história, já tinha tradições; tinha a história e as tradições heróicas da sua tão querida província natal, eram os descendentes dos Minhotos de Caminha e da linha do Ave, eram os mantenedores dos loiros dos minhotos de matacães da Guerra Penínsular – e êsses Minhotos quiseram e fôram dignos das suas tradições, bateram-se com denôdo pela Bandeira que o seu Minho, num gesto galante, lhes enviava para os nortear no campo de batalha.”

Quis a História que a capitulação da Rússia ocorrida na sequência da revolução ocorrida no final de 1917 levásse ao fim da frente oriental, o que possibilitou à deslocação massiva para a frente ocidental de todas as forças e meios limitares que ali tinham concentradas. E, como resultado, a tragédia da Batalha de La Lys, porventura a maior derrota militar portuguesa desde a Batalha de Alcácer-Quibir.

Carlos Gomes / Fotos: livro propriedade do autor

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MINHO: JÁ PROVOU O CHAMPARRIÃO?

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O champarrião é uma das bebidas tradicionais do Minho muito apreciada em ambiente de festa no Verão. Provavelmente inspirada no “champerion” francês, foi trazida para Portugal pelas tropas portuguesas da Brigada do Minho que combateram na Flandres durante a Grande Guerra.

Trata-se de uma bebida com teor alcoólico preparada com vinho verde, branco ou tinto, misturado com cerveja, gasosa e açúcar, podendo adicionar-se pau de canela e café. Deve juntar-se gelo para servir-se bem fresco

Foto: https://www.geocaching.com/

PONTE DE LIMA HOMENAGEIA NORTON DE MATOS

O Núcleo de Ponte de Lima da Liga dos Combatentes vai amanhã, quinta-feira, pelas 17h15, proceder à homenagem do General Norton de Matos com a deposição de uma coroa de flores junto ao busto, em Ponte de Lima.

A cerimónia pretende assinalar a passagem do 105° aniversário (9 de Abril de 1918) sobre a “Batalha de Lá Lys”, durante a Grande Guerra (1914/1918).

Dessa forma, pretende-se recordar o Pontelimense, General Norton de Matos, então Ministro da Guerra, neste período conturbado, bem como os heróicos 17 militares do Concelho de Ponte de Lima que ao "serviço" de Portugal tombaram no campo de batalha.

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QUEM FORAM OS LIMIANOS QUE TOMBARAM NA GRANDE GUERRA?

João Pereira da Rocha, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 26 de Maio de 1891 no Paço, lugar da freguesia de São Julião de Freixo, filho de António Pereira da Rocha e de Rosa Pereira; solteiro e morador em São Julião de Freixo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido a 19 de Abril de 1918 em consequência dos ferimentos recebidos em combate a 9 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

José Carlos Ferreira, 1.º cabo da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 10 de Fevereiro de 1893 na freguesia de Santiago de Poiares, filho de António Ferreira e de Josefa Afonso; solteiro e morador na vila de Ponte de Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido a 19 de Abril de 1918 em consequência dos ferimentos recebidos em combate a 9 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

José Barbosa, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 5 de Dezembro de 1895 no Souto, lugar da freguesia de São Miguel de Gondufe, filho natural de Maria Josefa Barbosa; solteiro e morador na freguesia de Gonfufe; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 27 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

Manuel Fernandes, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 2 de Novembro de 1893 na Quinta, lugar da freguesia de São Julião de Freixo, filho de José Fernandes e de Teresa Lopes; casado e morador em São Julião de Freixo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 3 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

António de Sá Leones, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 1 de Setembro de 1894 na Guarda, lugar da freguesia de São Julião deMoreira do Lima, filho de Sebastião de Sottomayor Abreu Leones e de D. Isabel Clara Barbosa; solteiro e morador em Moreira do Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918, na Batalha de La Lys.

Adelino de Sousa, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 6 de Março de 1895 na Armada, lugar da freguesia de Santa Maria deBeiral do Lima, filho natural de Maria de Sousa; solteiro e morador em Beiral do Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918, na Batalha de La Lys.

Francisco Alves Gonçalves, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 30 de Junho de 1893 na Rebeca, lugar da freguesia de Santa Maria de Beiral do Lima, filho de António Gonçalves e de Maria Alves; casado e morador em Beiral do Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918, na Batalha de La Lys.

Manuel Fernandes, soldado condutor da 6.ª Companhia do Regimento de Obuses de Campanha; nascido a 15 de Setembro de 1893 no sítio dos Quartéis, freguesia de Santa Maria dos Anjos dePonte de Lima, filho de Domingos José Fernandes e de Maria Lama; casado e morador na vila de Ponte de Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 20 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao 6.º Grupo de Baterias de Artilharia; falecido em combate a 9 de Abril de 1918, na Batalha de La Lys.

João Luís Fiúza, primeiro-cabo da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 5 de Agosto de 1895 no Sobral, lugar da freguesia do Divino Salvador de Estorãos, filho de José António Fiúza e de Antónia Lourenço; solteiro e morador em Estorãos; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria, “a Brigada do Minho”; falecido em combate a 24 de Setembro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Abílio Fagundes, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 28 de Março de 1892 na freguesia de Santo Estêvão de Vilar das Almas, filho de José Maria Gonçalves Rato e de Francisca Rosa Fagundes; solteiro e morador em Vilar das Almas; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 25 de Setembro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

José Rodrigues Barbosa de Castro, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 1 de Dezembro de 1893 nos Carvalhos, lugar da freguesia de São Julião de Freixo, filho de António Barbosa de Castro e de Rosa Rodrigues; solteiro e morador na freguesia de Santa Eulália de Panque, concelho de Barcelos; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 28 de Setembro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Manuel de Lima, soldado da 5.ª Companhia do Regimento de Obuses de Campanha; nascido a 14 de Outubro de 1893 na Posa, lugar de Santa Maria de Rebordões, filho de Delfina de Lima; solteiro e morador em Rebordões; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 21 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao 4.º Grupo de Baterias de Artilharia; falecido em combate a 1 de Outubro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

António Lima Coelho, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 18 de Agosto de 1893 no Cercal, lugar da freguesia de São Salvador do Souto de Rebordões, filho António Coelho e de Rosa Lima; solteiro e morador na freguesia do Souto de Rebordões; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 3 de Fevereiro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

João António Gomes, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 5 de Dezembro de 1892, no Brichal, lugar da freguesia de Santo André de Santa Cruz do Lima, filho de Domingos José Gomes e de Antónia Maria; solteiro e morador na freguesia de Santa Cruz do Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a10 de Março de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

João do Nascimento Rodrigues, soldado da 5.ª Companhia do Regimento de Obuses de Campanha; nascido a 1 de Janeiro de 1893 em Linhares, lugar da freguesia do Divino Salvador deBertiandos, filho de José António Rodrigues e de Maria de Jesus; casado e morador na freguesia de São Silvestre de Santa Comba; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 20 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao 5.º Grupo de Baterias de Artilharia; falecido em combate a 10 de Março de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Manuel Gonçalves Gomes, soldado clarim da 7.ª Companhia do Regimento de Sapadores Mineiros; nascido a 2 de Outubro de 1895 em Faldejães, lugar da freguesia de Santa Marinha deArcozelo, filho de João Gomes e de Maria Josefa Gonçalves; solteiro e morador na vila de Ponte de Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917, onde pertenceu ao Batalhão de Sapadores Mineiros; falecido em combate a 18 de Março de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

Porfírio Manuel Alves, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 7 de Julho de 1893 na Balouca, lugar da freguesia de Santa Maria deCabração, filho de Manuel José Alves e de Agostinha Maria Afonso; solteiro e morador na freguesia de Cabração; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a25 de Maio de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

João Amaralou João Amaral Andrade de Melo, soldado do 2.º Grupo de Baterias de Artilharia de Guarnição; nascido a 13 de Julho de 1896 na Fonte Quente, lugar da freguesia de Santo André de Vitorino de Piães, filho de Francisco de Andrade e de Ana de Melo; solteiro e morador na freguesia de Vitorino de Piães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 27 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao Corpo de Artilharia Pesada; falecido em combate a 31 de Maio de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

António Rodrigues, soldado corneteiro da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 3 de Maio de 1894 em Tourão, lugar da freguesia de Santa Maria deRefóios do Lima, filho natural de Rosa Teresa Rodrigues Neto; casado e morador em Vila Verde; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 16 de Novembro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

António de Sá Leones, soldado de Infantaria da Brigada do Minho, falecido em combate na Batalha de La Lys, em França.

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS APRESENTA EM VIANA DO CASTELO O LIVRO “MEMÓRIAS E CORRESPONDÊNCIA DE UM COMBATENTE – A GUERRA DE 14”

No próximo dia 12 de abril, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, pelas 17.00 horas, é apresentado o livro “Memórias e Correspondência de um Combatente - A Guerra de 14”, de Maria de Fátima Passos da Silva, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, às 17.00 horas. A apresentação estará a cargo de Miguel Nunes Ramalho. A iniciativa é organizada pelo Centro de Estudos Regionais.

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O Capitão Vicente Leonardo José da Silva, nascido em Viana do Castelo, na década de oitenta do séc. XIX, participou na frente da Primeira Guerra Mundial, na Flandres, incorporado no batalhão de Infantaria 9, deixando registadas as suas memórias e uma vasta correspondência que se encontra reunida no livro organizado por Maria de Fátima Passos da Silva e prefaciado por Adriano Moreira. A edição será apresentada por Miguel Nunes Ramalho, licenciado e Mestre em História Contemporânea pela Faculdade de Letras de Lisboa. Doutorado em História, Defesa e Relações Internacionais, numa parceria da Academia Militar e do ISCTE/IUL, Miguel Ramalho é autor de vários livros sobre a história militar e política, tendo desempenhado missões como Observador da União Europeia, Nações Unidas e OSCE em vários processos eleitorais na Europa e na África.

O evento decorrerá na Sala Couto Viana, na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, contando com uma breve intervenção do Coro do Centro de Estudos Regionais e a leitura de excertos por Teresa Henrique Ramalho, professora do Ensino Secundário e autora de livros de contos.

A entrada é livre

A direção do Centro de Estudos Regionais

ARCOS DE VALDEVEZ: MANOEL ESTEVES CAPELA – UM SOAJEIRO NA GRANDE GUERRA

Manoel Esteves Capela, Soldado do Regimento de Infantaria nº 5, era natural do Soajo e embarcou em 25 de Julho de 1917. Regressou a Portugal a bordo do Cruzador Auxiliar “Pedro Nunes” em 11 de Maio. À altura era solteiro e desconhece-se se existem descendentes em Arcos de Valdevez.

Fonte: Arquivo Histórico Militar / Foto: Arquivo Histórico da Marinha

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PONTE DE LIMA: NATURAL DA CABRAÇÃO FEITO PRISIONEIRO NA GRANDE GUERRA

Abilio José Domingues - 1ºCabo - Regimento de Infantaria nº3, da 4ª Brigada de Infantaria do Corpo Expedicionário Português, natural da Freguesia da Cabração, concelho de Ponte de Lima.

Era filho de José Manuel Domingues e de Maria Clara de Matos.

Foi feito prisioneiro pelo inimigo e internado no campo de Muster II, situado no município suíço do cantão de Grisões.

Fonte: Arquivo Histórico-Militar

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VILA NOVA DE CERVEIRA: SOLDADO MANUEL AFONSO COELHO – NATURAL DE COVAS – COMBATEU NA FLANDRES E FOI PUNIDO POR TER COMIDO A BOLACHA DA RAÇÃO

Manuel Afonso Coelho - Soldado - Regimento de Infantaria nº3, era natural de Covas, do concelho de Vila Nova de Cerveira.

Destacou para a Flandres em 22 de Abril de 1917 e desembarcou em Lisboa em 4 de Fevereiro de 1919. Foi feito prisioneiro de guerra pelo inimigo, tendo sido internado no campo de Münster II, entregue em 16 de Janeiro de 1919.

Enquanto permaneceu nas trincheiras, foi punido com 10 dias de detenção por não ter apresentado a bolacha da ração que lhe havia sido distribuída com a recomendação de a não comer…

Fonte: Arquivo Histórico-Militar

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