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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ALFREDO GUIMARÃES – O HERÓI VIMARANENSE DE LA LYS

  • artigo de Álvaro Manuel Nunes

Um dos heróis da Batalha de La Lys, falecido na frente de combate em 9 de abril de 1918, foi o capitão Alfredo Guimarães, vimaranense nascido na freguesia de S. Paio, em 22 de abril de 1884.

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Filho de pais adotivos, João Lopes Cardoso Guimarães e Rita Maria Ribeiro de Castro Guimarães, ambos naturais de Ronfe, Alfredo Guimarães foi, com efeito, um dos milhares de homens que pereceram nessa trágica batalha na Flandres, há mais cem anos atrás e que hoje, como muitos outros, jaz no cemitério português de Richebourg, em França.

De facto, incorporado na Brigada do Minho, enquanto oficial observador do Regimento de Infantaria nº. 29 (embora pertencesse a cavalaria nº.2), Alfredo Guimarães distinguir-se-ia heroicamente nesta fatídica batalha, apesar da desconfiança inicial que despertara entre seus homens, pela sua postura original e singular. De facto, como “trajava uniforme de coiro preto da aviação, desconhecido nas trincheiras e, como era louro e vermelhaço, quiseram ver no seu traje original um disfarce propício a ocultar o papel de espião” - lê-se num artigo da revista “Guerra” intitulado “Um cavaleiro na Flandres”, de autoria do tenente-coronel Francisco Aragão, republicado no periódico vimaranense “A Velha Guarda” de 2 de setembro de 1928. De facto, Alfredo Guimarães tentara altos voos como aviador, na Escola de Guerra, que todavia não concluiria. Deste modo, os seus adejos ater-se-iam tão-somente aos volteios celestiais da honra e da glória, ironicamente conquistados em terra e nas trincheiras, como nos conta a fonte citada:

“Conheci com intimidade Alfredo Guimarães que foi do meu curso na Escola de Guerra e a quem me prenderam depois laços da melhor camaradagem na aviação. E nas longas conversas que tivemos na pista de Vila Nova da Rainha e no meu quarto na Escola – que pouco a pouco se transformou no clube mais concorrido do campo - (…) Era então seu instrutor - e logo passados os primeiros dias de voarmos juntos o desenganei, dizendo-lhe com amiga franqueza o que até aí outros lhe tinham escondido, também por amizade. Era uma pessoa fisicamente incompatível com o serviço da aviação, para o qual, aliás sobejaram tantas qualidades morais “(…)

Qualidades que, prossegue o citado testemunho, o revelavam “inabalável na sua resolução de se chegar à frente fosse como fosse, desse por onde desse” . E assim seria de facto, a 9 de abril de 1918:

“Estava no apoio quando se iniciou o bombardeamento formidável que precedeu o ataque do dia 9. E é já sob a ação terrivelmente destruidora desse bombardeamento que avança com o seu pelotão para a frente a reforçar as forças de infantaria 8 que guarneciam as trincheiras da 1ª. linha. Aí, resiste a luta até à aproximação dos alemães, conseguindo retirar, sempre perseguido pelo fogo dos atacantes que lhe abateu muitos dos seus homens soldados. Mas, a sua energia - que a excitação da luta torna dura e inexorável -, manteve ordenadamente a retirada que se estende até ao posto de comando do batalhão. Lá encontra, impassível perante o esfacelar da Brigada, que se pressente, o intrépido comandante do 29 e dele recebe com palavras de incitamento e de louvor 20 soldados que logo o acompanham e que ele arrasta através da chuva de granadas e de balas até aos postos de apoio. Quando uma hora depois de lá volta, está ferido e o sangue já lhe ensopa a camisa e a farda; mas as suas primeiras palavras para o comandante não são de desânimo, nem de renúncia - pede-lhe de novo soldados para contra-atacar o inimigo! Nem os tinha já o major Xavier da Costa que via

fundidos com metralha ou soterrados nos abrigos 500 homens do efetivo que o batalhão contava. Guimarães é mandado acompanhar a Brigada – para ser devidamente pensado e evacuado. E consegue chegar vivo a Laventie. À entrada da Rua Enfer junto do estaminé que os nossos chamam de Palha, reconhece ocupada por portugueses e ingleses, uma trincheira. E já não pensa no ferimento, nem no penso, nem no posto de socorro. Insistem para que se retire, mas recusa-se a fazê-lo e ali fica a afrontar mais uma vez a morte, que já tanto e tanto o respeitava. Não pude saber como caiu para sempre o Cavaleiro 29 e a sua campa que foi posteriormente encontrada, não conta das horas belas da luta que sustentou e dos momentos dolorosos de sofrimento e de angústia que viveu.

Mas a energia indomável com que cumpriu o seu dever e se excedeu cumprindo-o até morrer, a determinação com que lutou, marchando duas vezes, para a metralha a seu pedido e vendo recusado o seu terceiro oferecimento quando, já ferido, o renovava, e a espontânea decisão com que se junta aos últimos elementos de defesa junto a Laventie, falam bem alto do ardente espírito de lutador, que sempre conservou através de todas as duras circunstâncias desse seu último dia de vida”.

Alfredo Guimarães seria promovido a capitão e condecorado com o grau de Oficial da Torre, do Valor, Lealdade e Mérito e com a Cruz de Guerra da 2ª. Classe pelos seus prestimosos serviços prestados na I Grande Guerra (1914-1918), enquanto militar integrado na Brigada do Minho, formada por infantaria 20 de Guimarães, infantaria 8 e 29 de Braga e infantaria 3 de Viana do Castelo.

Outrossim, a sua cidade berço consagraria seu nome na toponímia urbana, de acordo com uma proposta que seria aprovada por unanimidade na sessão camarária de 15 de agosto de 1924. Concretamente, na Rua Capitão Alfredo Guimarães que proveniente da confluência da Rua Dr. Joaquim de Meira com Avenida General Humberto Delgado, desemboca na rotunda do campus de Azurém da Universidade do Minho.

Nascido e falecido em abril, Alfredo Guimarães é por isso (mais) um dos nossos heróis desses tempos difíceis …

Fonte: https://www.facebook.com/correiodahistoria.pt

O QUE FOI A BRIGADA DO MINHO NA FLANDRES DURANTE A PRIMEIRA GRANDE GUERRA?

A Brigada do Minho – denominação pela qual ficou conhecida e célebre a 4ª Brigada de Infantaria – integrou a 2ª Divisão do Corpo Expedicionário Português, teve como missão, desde 7 de Fevereiro de 1918, guarnecer o sector de Fauquissart, na região de Pas-de-Calais, no norte de França.

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As suas forças cooperavam tacticamente com o 6º Grupo de Baterias de Artilharia, o 4º Grupo de Metralhadoras Pesadas e as 4ªs baterias de morteiros médios e morteiros pesados.

A bandeira da Brigada do Minho foi confeccionada e oferecida pelas famílias dos oficiais da Brigada.

Como refere em carta reproduzida neste relatório o Tenente-Coronel João Diogo Guerreiro Telo, “Unificou o seu Quartel General, identificou-o de tal forma com o seu modo de ser, que êle constituiu até ao 9 de Abril um comando verdadeiramente modelar; conseguiu reunir na sua Brigada, e sabe Deus à custa de quantos esforços e de quanta perseverança, os quatro batalhões oriundos do Minho indo assim buscar ao espírito regionalista o primeiro élo da cadeia que tão fortemente os havia de futuro ligar, fazendo dêles um blóco homogénio onde se fundiam todos os esforços qualquer que fôsse a sua região d’origem.

Dados êstes primeiros passos, a fria e inexpressiva designação de 4ª B.I. dava lugar à de “Brigada do Minho” – E este já tinha história, já tinha tradições; tinha a história e as tradições heróicas da sua tão querida província natal, eram os descendentes dos Minhotos de Caminha e da linha do Ave, eram os mantenedores dos loiros dos minhotos de matacães da Guerra Penínsular – e êsses Minhotos quiseram e fôram dignos das suas tradições, bateram-se com denôdo pela Bandeira que o seu Minho, num gesto galante, lhes enviava para os nortear no campo de batalha.”

Quis a História que a capitulação da Rússia ocorrida na sequência da revolução ocorrida no final de 1917 levásse ao fim da frente oriental, o que possibilitou à deslocação massiva para a frente ocidental de todas as forças e meios limitares que ali tinham concentradas. E, como resultado, a tragédia da Batalha de La Lys, porventura a maior derrota militar portuguesa desde a Batalha de Alcácer-Quibir.

Carlos Gomes / Fotos: livro propriedade do autor

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PRISIONEIROS PORTUGUESES DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (FRENTE EUROPEIA - 1917/1918)

  • Crónica de Daniel Bastos

A I Guerra Mundial (1914-1918) ocupa um papel preponderante no seio da historiografia nacional, porquanto além dos efeitos militares repercutiu em Portugal consequências de natureza socioeconómica e política que contribuíram decisivamente para a queda da Primeira República Portuguesa (1910-1926).

Embora desde 1914 existissem confrontos entre patrulhas lusas e germânicas nos territórios moçambicanos e angolanos, dada a proximidade limítrofe das colónias africanas portuguesas com as colónias alemãs, e inclusive tenham perecido no decurso do conflito mais portugueses em Angola e Moçambique do que na Flandres, a entrada do país na frente europeia ocorreu somente em 1917.

Com incontáveis dificuldades para constituir o Corpo Expedicionário Português (CEP), foram mobilizados mais de cinquenta mil soldados para as trincheiras da Flandres, região norte da fronteira franco-belga onde ocorreu a 9 de abril de 1918 a fatídica batalha de Lys em que o exército alemão destroçou o CEP. No desfecho do conflito que consagrou a vitória militar da Inglaterra, França, Estados Unidos e restantes aliados, nos quais se incluíam Portugal, a aritmética nacional era reveladora: mais de 7 mil mortos, mais de 7 mil feridos, quase 6 mil desaparecidos e quase 9 mil incapazes.

As raízes da emigração portuguesa no território francês remontam precisamente a este período, quando milhares de soldados lusos não regressaram a Portugal, optando por se tornarem emigrantes em terras gaulesas. Ainda hoje, existem descendentes destes soldados e emigrantes lusos que preservam a sua memória e zelam o cemitério militar português de Richebourg, no norte de França, um cemitério militar exclusivamente português, que reúne um total de 1831 militares mortos na frente europeia.

É o caso da nonagenária Felicia Assunção Pailleux, filha do soldado e depois emigrante João Assunção, um minhoto de Ponte da Barca, que fez parte da 2ª Divisão do CEP e que como outros compatriotas que optaram no final do conflito bélico por não regressar a Portugal, onde grassava uma profunda crise política, económica e social, fixou-se na zona onde combateu, no Norte-Pas de Calais, uma zona de minas de carvão que absorveu muita mão-de-obra. Ao longo das últimas quatro décadas, Felicia Paileux tem sido a porta-estandarte da bandeira de Portugal nas cerimónias evocativas da Grande Guerra no cemitério de Richebourg e no monumento aos soldados lusos em La Couture, no Norte-Pas de Calais, honrando a memória do seu pai, soldado e emigrante português falecido em 1975, que muito antes da emigração massiva dos anos 60 escolheu como muitos outros antigos companheiros de armas a França para viver, trabalhar e constituir família.

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O historiador Daniel Bastos, cujo percurso tem sido alicerçado no seio das Comunidades Portuguesas, acompanhado em 2019 de Felícia Assunção Pailleux, filha do antigo combatente na I Guerra Mundial e depois emigrante em França, João Assunção, no Museu Nacional da História da Imigração em Paris

 

Há poucos anos, a investigadora Maria José Oliveira, autora do livro "Prisioneiros Portugueses da Primeira Guerra Mundial, Frente Europeia - 1917/1918", difundiu um novo olhar e importante contributo para a história da participação portuguesa na frente europeia da Grande Guerra, através da elaboração de uma lista inédita de 259 prisioneiros onde é revelado além do nome, data de nascimento e morte, a causa do falecimento e, em 178 casos, o local da sepultura.

Como sustenta a investigadora, cujo avô foi um dos milhares de soldados portugueses que foram feitos prisioneiros na batalha de La Lys, houve vários cativos lusos, com menos de 30 anos, que morreram em campos de internamento e de trabalhos forçados na Alemanha, França, Bélgica e Polónia, vítimas de tuberculose pulmonar, de gripe pneumónica ou ferimentos, tendo a grande maioria sido trasladada para o cemitério militar português de Richebourg.

Segundo a mesma, além deste cemitério, existem ainda portugueses sepultados noutros locais de França como Loisne, Fresnes, Pont du Hem ou os cemitérios militares de Vieille Chapelle e Sainghin-en-Mélantois, sendo que a investigação permitiu encontrar um português em Gadenstedt e em Fort Blucher, na Alemanha, um outro em Ninove, na Bélgica, assim como apreender que alguns ficaram sepultados nos próprios campos onde foram feitos prisioneiros.

PAREDES DE COURA: FORAM MUITOS OS COURENSES QUE INTEGRARAM O CORPO EXPEDICIONÁRIO PORTUGUÊS

Foram muitos os filhos de Paredes de Coura que participaram na Primeira Grande Guerra, incorporados nas fileiras do Corpo Expedicionário Português. Aqui publicamos o boletim individual de alguns dos courenses onde aparece mencionado nomeadamente o seu nome, filiação e localidade de origem.

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Fonte: Arquivo Histórico Militar

JOÃO AFONSO GONÇALVES: UM LIMIANO NO CORPO EXPEDICIONÁRIO PORTUGUÊS FEITO PRISIONEIRO NA ALEMANHA

João Afonso Gonçalves, Soldade nº 323 do Regimento de Infantaria nº 3, natural de Cabração, Ponte de Lima, do 1º Corpo Expedicionário Português, embarcou para a frente em 15 de Abril de 1917 e desembarcou em 18 de Janeiro de 1919.

Desaparecido em 9 de Abril de 1918, foi considerado prisioneiro do inimigo tendo sido encontrado no Campo de Münster, na Alemanha.

Era filho de José Afonso Manuel Gonçalves e Rosa Afonso.

Fonte: Arquivo Histórico Militar

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ABÍLIO JOSÉ DOMINGUES: UM LIMIANO NO CORPO EXPEDICIONÁRIO PORTUGUÊS

Abílio José Domingues, 1º Cabo nº 108 do Regimento de Infantaria nº 9, natural de Cabração, Ponte de Lima, do 1º Corpo Expedicionário Português, embarcou para a frente em 22 de Abril de 1917 e desembarcou em 21 de Fevereiro de 1919. Era filho de José Manuel Domingues e Maria (…) de Matos.

Fonte: Arquivo Histórico Militar

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OS SOLDADOS PORTUGUESES QUE SE TORNARAM EMIGRANTES EM FRANÇA NO FINAL DA GRANDE GUERRA

  • Crónica de Daniel Bastos

A presença da comunidade portuguesa em França, a mais numerosa das comunidades lusas na Europa e uma das principais comunidades estrangeiras estabelecidas no território gaulês, rondando um milhão de pessoas, está historicamente ligada ao processo de reconstrução francês após o fim da segunda Guerra Mundial. Reconstrução, que em parte, foi suportada por um enorme contingente de mão-de-obra portuguesa que motivada pela procura de melhores condições de vida, e nas décadas de 1960-70 pela fuga à Guerra Colonial e à repressão política do Estado Novo, encontrou nos setores da construção civil e de obras públicas da região de Paris o seu principal sustento.

Mas originariamente, a emigração portuguesa para França está ligada à participação do Corpo Expedicionário Português (CEP) na frente europeia da Grande Guerra (1914-1918), acontecimento bélico que levou para França em 1917 cerca de 55 mil portugueses para lutar nas trincheiras dos aliados britânicos contra o inimigo alemão, e do qual milhares de soldados não regressaram, optando por se tornarem emigrantes em terras gaulesas.

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O historiador Daniel Bastos, cujo percurso tem sido alicerçado no seio das Comunidades Portuguesas, acompanhado em 2019 de Felícia Assunção Pailleux, filha do antigo combatente na I Guerra Mundial e depois emigrante em França, João Assunção, no Museu Nacional da História da Imigração em Paris

 

Ainda hoje, existem descendentes destes soldados e emigrantes lusos que preservam a sua memória e zelam o cemitério militar português de Richebourg, no norte de França, um cemitério militar exclusivamente português, que reúne um total de 1831 militares mortos na frente europeia. É o caso da nonagenária Felicia Assunção Pailleux, filha do soldado e depois emigrante João Assunção, um minhoto de Ponte da Barca, que fez parte da 2ª Divisão do CEP e que como outros compatriotas que optaram no final do conflito bélico por não regressar a Portugal, onde grassava uma profunda crise política, económica e social, fixou-se na zona onde combateu, no Norte-Pas de Calais, uma zona de minas de carvão que absorveu muita mão-de-obra.

Ao longo das últimas quatro décadas, Felicia Paileux tem sido a porta-estandarte da bandeira de Portugal nas cerimónias evocativas da Grande Guerra no cemitério de Richebourg e no monumento aos soldados lusos em La Couture, no Norte-Pas de Calais, honrando a memória do seu pai, soldado e emigrante português falecido em 1975, que muito antes da emigração maciça dos anos 60 escolheu como muitos outros antigos companheiros de armas a França para viver, trabalhar e constituir família.

PAREDES DE COURA HOMENAGEIA OS COURENSES QUE COMBATERAM NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Paredes de Coura homenageia com Memorial e livro os seus filhos que intervieram na I Guerra Mundial

6ª feira | 28 jun | 18h00

“Paredes de Coura na I Guerra Mundial - do Armistício à Paz em Versalhes” é evocado esta sexta-feira, dia 28 de junho – data em que se comemora O Tratado de Versalhes, assinado a 28 de junho de 1919, e que inaugurou oficialmente o período de Paz --, com o lançamento do livro inédito ‘O Silêncio e a Voz dos Heróis de Paredes de Coura na I Guerra Mundial’, bem como com a inauguração do Memorial em homenagem aos Combatentes Courenses.

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“Lembrar é antes de mais uma forma de amar. Uma forma de amar aqueles que deram em sacrifício pelo seu país muitos anos das suas vidas. Outros, porém, tiveram menos sorte e deram a vida toda. Mas a morte, como escreveu Camões, nunca será o final para todos aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando”, o tributo de Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura, recordando também que “nesse tempo dramático, muitas famílias e aldeias inteiras do concelho tiveram vontade de esquecer tempos tão violentos. Mas hoje é imperioso lembrar aqueles que lutaram pelo seu país e pela democracia. Queremos, por isso, que este livro e o monumento que vamos levantar sejam os lugares da memória dos que lutaram. O que de importante significa para nós permanecerá na memória desse lugar. Permanecer é significar”.

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Lembrar é uma forma de amar

‘O Silêncio e a Voz dos Heróis de Paredes de Coura na I Guerra Mundial’ é uma homenagem aos combatentes courenses que há 100 anos participaram naquele conflito, militares filhos da terra que intervieram nos palcos da Europa e de África, e foi escrito em coautoria por Henrique Rodrigues e Albino Penteado Neiva. Já o Memorial em homenagem aos combatentes courenses tem assinatura do escultor Ricardo Crista e vai permanecer à entrada das Portas de Corno de Bico, na Avenida Cónego Bernardo Chouzal.

“Temos o dever de lembrar que a Europa foi e poderá voltar a ser o mais violento dos continentes. É, por isso, dever cívico combater a força do esquecimento e construir lugares de memória ou de reflexão”, justifica Vitor Paulo Pereira, sublinhando que tanto o livro como o memorial “serão duas pertinentes formas de evocar a memória do altruísmo, do amor e do sacrifício”. Para o autarca, “a História, a permanência, a identidade e grandeza de Portugal estão profundamente ligadas ao contributo valoroso do povo de Coura e dos seus militares. Revemo-nos na ação dos nossos antepassados, nos atos de valentia e de coragem, de abnegação e de patriotismo de todos quantos participaram nessa Grande Guerra”.

Para além destas iniciativas nesta sexta-feira, 28 de junho, no dia seguinte o Arquivo Municipal promove ainda duas conferências temáticas: “Bernardino Machado, a Guerra e a Paz”, da autoria de Norberto Cunha, e “Paredes de Coura na Guerra. Os Heróis Ignorados”, da autoria de Henrique Rodrigues. Entretanto, no Arquivo Municipal, continua patente a exposição “Paredes de Coura na 1ª Grande Guerra”, que foi inaugurada no passado dia 14 de junho.

Recorde-se que o Armistício que pôs fim à I Guerra Mundial ocorreu no dia 11 de novembro de 1918. O Tratado de Versalhes, assinado a 28 de junho de 1919, inaugurou oficialmente o período de Paz.

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EXPOSIÇÃO ‘DA BATALHA DE LA LYS AO ARMISTÍCIO’ JÁ RECEBEU MAIS DE MEIO MILHAR DE VISITANTES

Patente no Museu Municipal de Caminha até ao final deste mês de janeiro

O Museu Municipal de Caminha tem patente ao público, até ao dia 31 de janeiro, a exposição “Da Batalha de La Lys ao Armistício - Os Caminhenses na Grande Guerra”, que destaca e homenageia os soldados caminhenses que participaram na Grande Guerra. Esta exposição já foi visitada por mais de meio milhar de pessoas.

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A exposição “Da Batalha de La Lys ao Armistício - Os Caminhenses na Grande Guerra” é composta por três núcleos.  O primeiro dá enfoque à Batalha de La Lys; o segundo, dá a conhecer os caminhenses na Grande Guerra, onde se podem ver os rostos e percurso de vida dos cerca de 150 homens que combateram na Primeira Grande Guerra e, por último, existe um núcleo dedicado a Sidónio Pais, um Presidente da República natural de Caminha. Esta mostra está a ser um sucesso, uma vez que o número de visitantes já ultrapassa o meio milhar.

Recorde-se que esta exposição fez parte das comemorações “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais” promovidas pela Câmara Municipal de Caminha em parceria com o Agrupamento de Escolas Sidónio Pais, com o objetivo de assinalar dois factos históricos: o Armistício e o assassinato de Sidónio Pais.

Patente até ao final do mês, a exposição “Da Batalha de La Lys ao Armistício - Os Caminhenses na Grande Guerra” pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10H00 às 13H00  e das 14H00 às 18H00. A entrada é gratuita.

CASA MUSEU DE MONÇÃO EXPÕE SOBRE A PARTICIPAÇÃO DE PORTUGAL NA GRANDE GUERRA

Exposição A participação dos soldados portugueses na 1ª Grande Guerra (1914-1918)

A Casa Museu de Monção/Universidade do Minho em colaboração com a Liga de Combatentes - Núcleo de Monção e o Município de Monção promove novamente a exposição intitulada - A participação dos soldados portugueses na 1ª Grande Guerra (1914-1918).

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Nesta exposição é possível observar um acervo gentilmente cedido pelo Dr. Manuel Albino Penteado Neiva, que foi usado por soldados portugueses que integraram o Corpo Expedicionário Português (CEP) e mais propriamente a designada “Brigada do Minho”, composto por objetos originais tais como capacetes e invólucros de armas designados como a “arte das trincheiras”, espadas, revolveres, máscara anti gás, o telefone usado nas trincheiras, mapas, objetos do quotidiano como o cantil, o prato de marmita, o garfo e a colher, moedas e notas da época, condecorações, bibliografia essencial da Grande Guerra, entre outras.

Nesta exposição pode observar-se documentação original da mobilização dos jovens portugueses para a Grande Guerra, relatos de La Lys e da vida nos campos de prisioneiros, a vida nas trincheiras, as designadas "cartas da saudade" escritas pelos jovens portugueses, elementos relativos às devoções e crenças no período da Guerra, os postais e textos e memórias dos combatentes.

Trata-se de uma iniciativa conjunta desta Unidade Cultural da Universidade do Minho, a Casa Museu de Monção e conta com a colaboração do Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência espólio), do Núcleo de Combatentes - Núcleo de Monção e do Município de Monção.

A Exposição pode ser visitada na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção até ao próximo dia 15 de fevereiro.

VALADARES, TEATRO MUNICIPAL ACOLHE COLÓQUIO “DO ARMISTÍCIO DA GRANDE GUERRA AO ASSASSINATO DE SIDÓNIO PAIS”

Sábado, dia 8 de dezembro, a partir das 10H00

Participam José Santos, Paulo Torres Bento, Armando Malheiro e Fernando Rosas

A Câmara Municipal de Caminha e o Agrupamento de Escolas Sidónio Pais vão promover o colóquio “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”, com a participação de José Santos, Paulo Torres Bento, Armando Malheiro e Fernando Rosas. O evento decorre no próximo sábado, dia 8 de dezembro, pelas 10H00, no Valadares, Teatro Municipal de Caminha. Este colóquio encerra as comemorações“Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”.

A iniciativa “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”teve como objetivo assinalar dois factos históricos: o Armistício e o assassinato de Sidónio Pais, avaliando o impacto que ambos tiveram no Município.

O colóquio do próximo sábadoé composto por dois painéis:“O CEP e os Militares do Concelho de Caminha”, orientado pelo sargento José Santos e Paulo Torres Bento; e “Sidónio, a Guerra e a Política”, com Armando Malheiro e Fernando Rosas. Esta formação dirige-se a todos os grupos de professores e educadores.

O colóquio terá início, pelas 10H00, no Valadares, Teatro Municipal de Caminha, ea abertura estará a cargo de Guilherme Lagido Domingos, presidente em exercício da Câmara Municipal de Caminha; Maria Esteves, diretora do Agrupamento de Escolas Sidónio Pais, e Jorge Oliveira Fernandes, diretor do Centro de Formação Vale do Minho.

O painel “O CEP e os Militares do Concelho de Caminha” apresenta as comunicações ‘Os militares do concelho de Caminha a e Brigada do Minho na Flandres”, por Paulo Torres Bento (professor de História e historiador especializado em temas locais e regionais), e “Na pele do soldado Português na Grande Guerra: necessidades e realidades”, com José Manuel Alves dos Santos (sargento ajudante do Exército e historiador de temas militares).

O painel “Sidónio, a Guerra e a Política” encerra o colóquio, com as intervenções “Portugal na 1ª Guerra Mundial, o quadro interno e o quadro externo”, a cargo de Fernando Rosas (doutor em História, da Universidade Nova de Lisboa) e “Sidónio Pais, o Sidonismo e a 1ª Guerra Mundial”, por Armando Malheiro da Silva (doutor em História, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto).

Exposição e mostra bibliográfica

para visitar até 31 de janeiro

Este evento integrou várias iniciativas, com destaque para a mostra bibliográfica “A Livraria do Coronel Júlio Torres” e a exposição “Da Batalha de Lalys ao Armistício”, patentes na Biblioteca Municipal e Museu Municipal, até 31 de janeiro.

A exposição “Da Batalha de Lalys ao Armistício” é composta por três núcleos.  O primeiro dá enfoque à Batalha de Lalys, o segundo, dá a conhecer os caminhenses na Grande Guerra, onde se podem ver os rostos e percurso de vida dos cerca de 150 homens que combateram na Primeira Grande Guerra e, por último, existe um núcleo dedicado a Sidónio Pais, um Presidente da República natural de Caminha.

A mostra bibliográfica “A Livraria do Coronel Júlio Torres” é composta por quatro painéis. Júlio Augusto Valadares Torres nasceu a 13 de abril de 1890, no Porto, filho de Júlio Augusto Valadares, negociante, natural de Caminha, e de Maria Adelaide Araújo Alves, natural de Monção. Era neto paterno de Manuel Gavinho Torres e de Maria Quitéria Valadares e materno de Domingos José Alves e Maria Emília de Araújo Cunha. Muito cedo, por doença e falecimento do pai, veio viver com a mãe para casa do avô paterno, na Rua de S. João nº 52, em Caminha. Participou na Primeira Guerra Mundial, inicialmente na Campanha de Moçambique, de maio a outubro de 1916, e depois em França, de janeiro de 1918 a junho de 1919.

Sobre a “A Livraria do Coronel Júlio Torres” importa referir que, em fevereiro de 2015, o Município de Caminha recebeu das mãos da Senhora D. Isolina Macedo 630 livros pertencentes à sua biblioteca pessoal, legada pelo seu pai, Coronel Júlio Valadares Torres. Trata-se de uma coleção que foi constituída ao longo da vida do Coronel e que o terá acompanhado pelas diversas residências, designadamente: Valença; Braga; Porto; Lisboa e Caminha. 1876 e 1949 são as datas extremas que as edições apresentam.

A Livraria do Coronel Júlio Valadares Torres, desde 2015 património do Município de Caminha, é gerida pela Biblioteca Municipal. Todos os exemplares foram catalogados e estão disponíveis para o público, em sala reservada. Os temas predominantes nestes volumes são: literatura portuguesa e estrangeira, sobretudo francesa; história; geografia; política; filosofia; estratégia militar e viagens. Os autores são de renome e alguns já raros ou mesmo ausentes nos catálogos do sec. XXI.

O afeto do Coronel Júlio Torres por cada um dos seus livros evidencia-se pelas encadernações personalizadas, com peles naturais e têxteis, maioritariamente manufaturadas pelo vilarmourense Mário Pontes, pelas anotações sistemáticas manuscritas, pelos recortes de imprensa que intercalava, de modo oportuno e frequente, entre as páginas dos volumes e pelo evidente carácter metódico que estabeleceu para conduzir a seleção das obras e a constituição da coleção. Em 2018, atendendo a este legado, alcançamos a intemporalidade dos livros e o reconhecimento pelo seu dom para perpetuar e renovar o saber e a cultura.

CAMINHA HOMENAGEIA COMBATENTES DA GRANDE GUERRA

A homenagem aos Mortos da Grande Guerra teve lugar hoje de manhã, em Caminha, com uma cerimónia no Largo dos Combatentes, seguida da inauguração da mostra bibliográfica “A Livraria do Coronel Júlio Torres”, e da exposição “Da Batalha de Lalys ao Armistício”.

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Foi, nas palavras do Presidente da Câmara, uma celebração da memória e da paz, mas também uma oportunidade de reflexão sobre um conflito que fez milhões de vítimas, num tempo em que se erguem novas trincheiras, sob a forma de muros, que ameaçam o futuro.

Fotos: Município de Caminha

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CAMINHA HOMENAGEIA ANTIGOS COMBATENTES DA GRANDE GUERRA

Iniciativas de homenagem aos Mortos da Grande Guerra dão a conhecer rostos e percursos de vida dos cerca de 150 caminhenses que combateram. Cerimónia principal tem lugar sábado, pelas 10h00 seguindo-se a inauguração de duas exposições

A Câmara Municipal de Caminha e o Agrupamento de Escolas Sidónio Pais vão homenagear os combatentes caminhenses da Primeira Grande Guerra, numa cerimónia que terá lugar sábado, dia 17, a partir das 10H00. A Homenagem aos Mortos da Grande Guerra integra o programado evento “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”, que está a ser promovido em Caminha até 14 de dezembro.

Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais” tem como objetivo assinalar dois factos históricos, o Armistício e o Assassinato de Sidónio Pais, avaliando o impacto que ambos tiveram no Município.

Acerimónia Homenagem aos Mortos da Grande Guerra inicia com a inauguração do futuro “Largo dos Combatentes”, em plenoCentro histórico de Caminha, pelas 10H00, seguida da inauguração da mostra bibliográfica ‘A Livraria do Coronel Júlio Torres’ e da exposição “Da Batalha de Lalys ao Armistício”.

A mostra bibliográfica ‘A Livraria do Coronel Júlio Torres’ é composta por quatro painéis e poderá ser visitada na Biblioteca Municipal de Caminha até 14 de dezembro. Júlio Augusto Valadares Torres nasceu a 13 de abril de 1890, no Porto, filho de Júlio Augusto Valadares, negociante, natural de Caminha e de Maria Adelaide Araújo Alves, natural de Monção. Era neto paterno de Manuel Gavinho Torres e de Maria Quitéria Valadares e materno de Domingos José Alves e Maria Emília de Araújo Cunha. Muito cedo, por doença e falecimento do pai, veio viver com a mãe para casa do avô paterno, na Rua de S. João nº 52, em Caminha. Participou na Primeira Guerra Mundial, inicialmente na Campanha de Moçambique, de maio a outubro de 1916, e depois em França de janeiro de 1918 a junho de 1919.

Em 1940 casou em Portalegre com Aura Adelaide de Araújo Cunha, natural de Monção, com quem teve duas filhas, Isolina Isabel da Cunha Torres e Maria Adelaide da Cunha Torres. Faleceu a 10 de janeiro de 1960 na sua casa da Rua de São João e está sepultado no cemitério de Caminha no jazigo de família.

Sobre a ‘A Livraria do Coronel Júlio Torres’ importa referir: ‘em fevereiro de 2015 o Município de Caminha recebeu das mãos da Senhora D. Isolina Macedo 630 livros pertencentes à sua biblioteca pessoal, legada pelo seu pai, Coronel Júlio Valadares Torres. Trata-se de uma coleção que foi constituída ao longo da vida do Coronel e que o terá acompanhado pelas diversas residências, designadamente: Valença; Braga; Porto; Lisboa e Caminha. 1876 e 1949 são as datas extremas que as edições apresentam. A Livraria do Coronel Júlio Valadares Torres, desde 2015 património do Município de Caminha, é gerida pela Biblioteca Municipal. Todos os exemplares foram catalogados e estão disponíveis para o público, em sala reservada. Os temas predominantes nestes volumes são: literatura portuguesa e estrangeira, sobretudo francesa; história; geografia; política; filosofia; estratégia militar e viagens. Os autores são de renome e alguns já raros ou mesmo ausentes nos catálogos do sec. XXI.   O afeto do Coronel Júlio Torres por cada um dos seus livros evidencia-se pelas encadernações personalizadas, com peles naturais e têxteis, maioritariamente manufaturadas pelo vilarmourense Mário Pontes, pelas anotações sistemáticas manuscritas, pelos recortes de imprensa que intercalava, de modo oportuno e frequente, entre as páginas dos volumes e pelo evidente carácter metódico que estabeleceu para conduzir a seleção das obras e a constituição da coleção.  Em 2018, atendendo a este legado, alcançamos a intemporalidade dos livros e o reconhecimento pelo seu dom para perpetuar e renovar o saber e a cultura.

Da cerimónia ainda faz parte, como referimos atrás, a inauguração da exposição “Da Batalha de Lalys ao Armistício”, patente no Museu Municipal de Caminha, que homenageia os caminhenses que combateram na Primeira Grande Guerra.

A exposição é composta por três núcleos. O primeiro dá enfoque à Batalha de Lalys. O segundo, dá a conheceros Caminhenses na Grande Guerra, onde se podem ver os rostos e percurso de vida dos cerca de 150 homens que combateram na Primeira Grande Guerra e, por último, um núcleo dedicado a Sidónio Pais, um Presidente da República natural de Caminha.

Sexta-feira, dia 16 de novembro, pelas 18H00, “A Maçonaria e a Loja Ancorense Vedeta do Norte” é o tema da conferência, com Paulo Torres Bento e um convidado da Maçonaria.

Na semana seguinte, a 23 de novembro, também pelas 18H00, decorrerá a conferência “A Pneumónica no Concelho de Caminha”, com Aurora Regoe Luís Belo.

No dia 8 de dezembro, terá lugar o colóquio “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”, composto por dois painéis “O CEP e os Militares do Concelho de Caminha”, orientado pelo sargento José Santos e Paulo Torres Bento, e “Sidónio, a Guerra e a Política”, com Armando Malheiro e Fernando Rosas.

PROGRAMA:

Sexta 16 de novembro | 18H00

A Maçonaria e a Loja Ancorense Vedeta do Norte

Conferência

Paulo Torres Bento / Convidado da Maçonaria

Local: Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora

Sábado 17 de novembro

Homenagem aos Mortos da Grande Guerra

10H00

Cerimónia no “Largo dos Combatentes”

Local: Centro histórico de Caminha

11H00

Mostra Bibliográfica

Livraria do Coronel Júlio Torres

Local: Biblioteca Municipal de Caminha

11H15

Da Batalha de Lalys ao Armistício

Exposição

Local: Museu Municipal de Caminha

sexta 23 de novembro | 18H00

A Pneumónica no Concelho de Caminha

Conferência

Aurora Rego / Médico convidado

Local: Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora

sábado 08 de dezembro

10H00

O CEP e os Militares do Concelho de Caminha

Colóquio

Sargento José Santos / Paulo Torres Bento

Local: Valadares, Teatro Municipal

15H00

Sidónio, a Guerra e a Política

Colóquio

Armando Malheiro / Fernando Rosas

Local: Valadares, Teatro Municipal

LIMIANOS REGRESSAM À GRANDE GUERRA

Recriação Histórica em Ponte de Lima: 18 de Novembro. Os Limianos na Primeira Grande Guerra

Com a organização do Município de Ponte de Lima e a participação da Companhia de Teatro Viv’Arte, juntamente com diversos grupos de teatro locais, como o Grupo Art’In Facha, Os Gorilas, o Grupo Duplaface e o Grupo Pequenos Actores do Lima, realiza-se no próximo domingo, 18 de novembro a Recriação Histórica Os Limianos na Primeira Grande Guerra. Agora que se cumprem cem anos sobre o término desse tão importante conflito bélico, que está a ser assinalado um pouco por todo o mundo e designadamente na Europa, tenta-se recriar um pouco da atmosfera vivida então, ao mesmo tempo que se presta um sincero tributo a todos os soldados limianos que integraram o Corpo Expedicionário Português (CEP).

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O recrutamento dos moços para o CEP, a guerra nas trincheiras e o regresso dos soldados a Ponte de Lima vão ser alguns dos aspetos a encenar nesta recriação evocativa da Primeira Guerra Mundial. A Recriação Histórica tem início às 15h00, dia 18 de novembro (domingo), nas imediações do Paço do Marquês, onde se encontra instalado o Centro de Interpretação da História Militar de Ponte de Lima.

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