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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DA BARCA DEVERIA RECLAMAR A DEVOLUÇÃO DA "PEDRA DOS NAMORADOS" QUE SE ENCONTRA NO MUSEU MUNICIPAL DO PORTO

Aspeto da "pedra dos namorados", baixo-relevo funerário procedente das imediações da estação luso-romana de Bilhares, Freguesia de São Silvestre da Ermida, na Serra Amarela, concelho de Ponte da Barca. Pertencente ao Museu Municipal do Porto e exposta no claustro da Biblioteca Municipal do Porto, atualmente na secção lapidar do Museu Nacional de Soares dos Reis. Deve-se a Rocha Peixoto a recolha desta obra de pedra a qual fora descobrindo nas suas digressões de férias.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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O QUE DIZ O ETNÓLOGO ROCHA PEIXOTO?

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Mesmo em S. Silvestre da Ermida, na Serra da Amarela, como noutras povoações de Barroso e do Gerês, os « ajuntos » frequentes para a decisão em comum dos serviços de interesse colectivo – sementeiras e regas, segadas e queimadas, consertos e festividades – a sobrevivência ainda não de todo obliterada dos seis « homens do acordo» para a liquidação de pendências, o regime das vezeiras, a reunião, no mesmo local, dos espigueiros de todos, outros despojos bem vivazes de algumas formas de vida comunal, dão a imagem, com o aspecto da terra, o vestuário, a alfaia, a religiosidade e os costumes, dum aglomerado social já bem remoto.

  • 2Pedra dos Namorados encontra-se actualmente no « Museu Nacional de Soares dos Reis» (Porto).

2Para a cultura da Veiga do Meio, que é a mais próxima da freguesia, o « vivo» fornece uma parte do adubo desde o Outono à Primavera, alojado e mantido nas cortes do lugar ; mas de Junho a Setembro toda a rês é conduzida mais para o alto, para o sítio de Bilhares, e aí fornece então o elemento essencial ao cultivo da campina adjacente. As « cortes de Bilhares » são pequenos casinholos dispostos em grupos e de forma quadrada, com uma só porta de ingresso e saída, coberturas de colmo e apicotadas, elementarmente edificados com pedra solta e assentes num solo do qual se exuma, com frequência, muita pedra aparelhada, restos de cerâmica, telhas de rebordo e umas pequenas mós – que eram as que serviam aos mouros para moerem o ouro e a prata.2

  • 3Pertence hoje ao Museu Municipal do Porto para onde foi conduzida a instâncias do actual Conservado (...)

3Pouco distante desta estação luso-romana, numa bouça para onde, aliás, ainda em tempos não esquecidos, fora transportada dum lugar próximo, existia a Pedra dos Namorados. (3) É uma laje pesada e espessa, com a forma que a ilustração representa e já danificada à esquerda e para a base. Jazendo fora do lugar onde primitivamente tivera assento, com o relevo para o alto, revestida de musgos e líquenes, e quase oculta pelo giestal de em volta, o povo denominou-a, na conformidade da representação figurativa, já à data em que fora deslocada. A tradicional atribuição aos mouros deu mesmo origem à lenda dum suposto tesouro que a laje ocultava :

Quem me virar,

Debaixo há de achar.

4E depois de inutilmente voltada :

Já há muito ia,

Que deste lado jazia.

5A natureza dum mau granito, o dilatado tempo de exposição, o meio cósmico, áspero e desabrido, porventura mais do que uma deslocação, tudo concorreu para que deste interessantíssimo monumento subsista apenas um fruste monólito com figuração quase indistinta. Apura-se entretanto que duas personagens, vestidas com uma túnica ou saio que apenas excede os joelhos, dão as mãos direita e esquerda, numa acomodação escultórica bem ingénua e bárbara. A cabeça duma personagem é coifada e a sua mão direita sustenta no peito, já indistinto mesmo ao tacto, um objecto que verosìmilmente era discóide. A outra personagem,. numa posição simétrica do braço esquerdo, mantinha um outro objecto que, pela palpação, se verifica ser alongado, talvez cilindro-cónico. Nenhum outro pormenor avulta a não serem as saliências das orelhas na personagem de cabeça descoberta. Só inferiormente e à direita, num despojo de almofada saliente, mal se divisam uns ténues vestígios do que poderia ter sido um depoimento lapidar.

6Toda a laje mede de alto 1,80 m. e pesa actualmente 740 kgs. A largura na base é de 1 metro e, a meia altura, de 0,95 m. A face posterior bombeia, e a espessura oscila entre 0,15 m. e 0,21 m. Das figuras a altura total não excede 1,10 m. Por fim um rebaixo de 0,02 m. no fundo da laje é outro pormenor que importa registrar.

  • 4PIERRE PARIS, La sculpture antique, pág. 154 e segs. Quantin ed. Paris. S. d.
  • 5JULES MARTHA, L’art étrusque, págs. 214-6. Firmin-Didot ed. Paris, 1889.
  • 6PIERRE PARIS,  cit., pág. 333.
  • 7JULES MATHA, Manuel d’archéologie étrusque et romaine, págs. 63-4 e 67, Quantin ed. Paris. S. d. – (...)

7As dimensões, a forma e a intenção simbólica do marido e mulher que parece ressaltar desse baixo relevo de modelação tão grosseira e rude, convergem para que se lhe atribua um inicial destino funerário. Ocorrem, ao examinar essa escultura quase informe, as numerosas estelas funerárias cartaginesas e de Esparta, por igual esculpidas com figuras de arte rudimentar (4), os cipos esculturados e dispostos juntos aos túmulos em certas necrópoles etruscas, as estelas, ao alto, ornamentadas com baixos-relevos, ainda na Toscana, as lajes redondas ou ovais, com 1 metro e 2 de altura, muito numerosas em Bolonha (5). Por outro lado é bem sabido que o tema ordinário dos sarcófagos etruscos consistia em representar nas tampas a mulher e o marido (6) numa atitude convencional e quase invariável. Em regra, como nas proximidades de Chiusi, o marido meio deitado mantém numa das mãos um símbolo e com a outra toca familiarmente numa espádua da mulher ; mais pormenorizados, os baixos-relevos narram os factos capitais da vida dos esposos, desde a cerimónia do casamento à última viagem que realizam inseparáveis até à eternidade ; outras vezes o tema apenas varia na atitude, representando os cônjuges deitados face a face e amorosamente abraçados para sempre (7).

8Admitindo o mesmo destino para a Pedra dos Namorados restaria averiguar se como estela ou tampa de sepulcro ela foi esculpida.

9A forma arredondada só na parte superior, a provável inscrição sobposta ao figurado e o rebaixo já aludido levariam a atribuir-lhe o papel duma estela. Mas é bem insignificante a altura do rebaixo para, por via dele, presumirmos uma erecção com solidez ; e convém ainda não desdenhar, considerando a magnífica conservação do granito no lado posterior, esta circunstância do desigual efeito atmosférico nas duas faces do moimento. Como tampa de sarcófago as dimensões já exaradas asseguram a plausibilidade absoluta quanto à largura e mais reduzida apenas, mas suficiente, na altura.

  • 8LÉON MOREL, La Champagne souterraine, pág. 9, Matot ed. Reims. S. d.

10Ao cognominar o baixo-relevo o povo teve aproximadamente a intuição do assunto representado. Independentemente dos casos conhecidos e dos já citados convém recordar o das sepulturas gaulesas em que marido e mulher estavam colocados lado a lado, olhando-se e dando-se as mãos (8), e ainda os numerosos exemplos dos túmulos romanos em demasia vulgarizados. A obliteração do modelado e a sua infantil incorrecção deixam perceber entretanto e suficientemente as mãos que se unem.

  • 9DE BELLOGUET, Ethnogénie gauloise, III, pág. 74. Maisonneuve ed. Paris, 1868.
  • 10MARQUARDT, La vie privée des romains, II, pág. 208. Fontemoing ed. Paris, 1893.– DE BELLOGUET,  (...)
  • 11SALOMON REINACH, La sculpture en Europe avant les influences greco-romaines, in L’Anthropologie, V, (...)
  • 12DAREMBERG et SAGLIO, , voc. Matres, fasc. 32, págs. 1637 e ainda 1638. Hachette ed. Paris, 190 (...)
  • 13PERROT et CHIPIEZ, Histoire de l’art dans l’antiquité, III, Phénicie, pág. 469. Hachette ed. Paris, (...)

11Os vestuários dum e doutra não se distinguem, como acontecia de resto, em certos casos, nos romanos e nos gauleses (9) sendo até comum o saio a lusitanos, a gauleses, a lígures e a germânicos (10); a capucha (cuculla ?), todavia, diferenceia os sexos. Por fim os símbolos ou atributos que em uma mão cada um suspende recordam motivos similares exibidos como acessórios em algumas esculturas pré-históricas e em certos baixos-relevos hititas, como os cornos ou crossas, os vasos ad umbilicum em várias figuras galo-romanas11, a maçã emblemática da fecundação e o corno da abundância na plástica gaulesa (12), a pátera, contra o peito, de certas terras-cotas fenícias (13) e romanas. A actual situação do modelado, já inicialmente reduzido a uma evidente indigência artística, não permite transpor os horizontes duma conjectura apenas verosímil.

12Esta Pedra dos Namoradas partilha, com as estátuas dos guerreiros lusitanos e outra escultura esparsa de algumas nossas estações proto-históricas, o mesmo carácter duma arte rudimentar que, de resto, é comum aos povos de génio ou dotado ou rebelde a outras e mais altas aspirações estéticas. Todavia pela forma, pelo destino e pela intenção representada constitui um documento de viva curiosidade e indefectível interesse para a arqueologia nacional.

Porto, Maio de 1903.

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O Censual de Braga omite no concelho de Ponte da Barca, até ao século XVIII, a freguesia de São Silvestre de Ermida. Porém, segundo alguns autores, o topónimo da freguesia poderá derivar de "uma ermida" com comunidade monástica pré-nacional dedicada a São Silvestre, mártir bracarense do século V.

Américo Costa, descreve-a como um curato anexo à abadia de São Miguel de Entre-Ambos-Os-Rios, pertencendo a apresentação do seu cura ao abade desta freguesia.

Refere ainda que São Silvestre da Ermida viria posteriormente a autonomizar-se de São Miguel de Entre-Ambos-Os-Rios, voltando. contudo, a anexar-se-lhe na primeira metade do século XIX.

Em termos administrativos aparece, em 1839, na comarca de Braga, em 1852, na de Pico de Regalados. Em 1862 fazia parte da comarca de Vila Verde e, em 1878, da de Ponte da Barca.

Em 1927, pelo Decreto-lei nº 13 917, de 9 de Julho, a comarca de Ponte da Barca foi suprimida, ficando as suas freguesias anexas à comarca de Arcos de Valdevez, para efeitos judiciais.

Pertence à Diocese de Viana do Castelo desde 3 de Novembro de 1977.

Fonte: https://digitarq.advct.arquivos.pt/

Desde a reorganização administrativa iniciada em 2012, passou a integrar a União das Freguesias de Entre Ambos-os-Rios, Ermida e Germil.

 

 

BRAGA REÚNE EXECUTIVO MUNICIPAL

Reunião Pública do Executivo Municipal de Braga: Segunda-feira, dia 27 de Julho, pelas 09h30, no gnration, Braga

O Município de Braga realiza a Reunião pública do Executivo Municipal que terá lugar na Segunda-feira, dia 27 de Julho, pelas 09h30, no edifício gnration, em Braga.

Em análise estarão, entre outros assuntos, a proposta de execução do projecto ‘Eu já passo Aqui’; o regulamento de funcionamento e utilização das instalações desportivas municipais; a proposta de classificação da Mamoa de Lamas e do Edifício n.º1 da Praça da República como Bens Culturais de interesse Municipal; a requalificação da Avenida Padre Júlio Fragata; as respostas socioeducativas de fornecimento de refeições escolares e actividades de animação e apoio à família destinadas às crianças do pré-escolar e do 1º Ciclo do Ensino Básico da rede pública do Concelho; o Programa Municipal de Enriquecimento Curricular para o ano lectivo de 2020/2021 e propostas de apoios financeiros.

A ordem de trabalhos desta Reunião está disponível para download em: http://goo.gl/7ETwJX

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Mamoa de Lamas

PAREDES DE COURA: POVOADO FORTIFICADO DE COSSOURADO

As imagens mostram vários aspectos do povoado fortificado de Cossourado, no concelho de Paredes de Coura, em nomeadamente o sector escavado, o núcleo reconstituído, achados arqueológicos como uma mó de vaivém com bolotas e uma panela com asas de suspensão e ainda a reconstituição provável do povoado.

Trata-se de imagens de Augusto de Lemos insertas numa publicação da Câmara Municipal de Paredes de Coura, editada pelo Gabinete de Arqueologia e Património.

Fonte: Arquivo Municipal de Paredes de Coura

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ESPOSENDE: CIRCUITO MEGALÍTICO DO PLANALTO DE VILA CHÃ PROMOVE RECURSOS PATRIMONIAIS

Arrancaram as intervenções arqueológicas do “Circuito Megalítico do Planalto de Vila Chã”, inseridas num projeto mais vasto designado por “Circuito Megalítico de Esposende”. Com um investimento de cerca de 30 mil euros, estas ações serão financiadas através da candidatura PROVERE MINHO Inovação.

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Entre as primeiras manifestações do Homem no Município de Esposende, podemos encontrar os monumentos megalíticos, construções funerárias em pedra (dólmen) e terra (mamoa), enquadráveis genericamente no III milénio a. C.

Pela quantidade deste tipo de monumentos existentes no concelho, a maioria concentrada no planalto de Vila Chã, constata-se a importância que estas manifestações tiveram no atual território de Esposende.

Assim, entende o Município de Esposende que estes sítios arqueológicos constituem um recurso patrimonial ao serviço da sociedade e pretende valorizar, promover e dinamizar, despertando uma consciência coletiva para a preservação e o conhecimento de um passado comum.

Este projeto, concebido em 2007 por técnicos da Divisão de Cultura e objeto de candidatura em 2018, reúne agora condições para a sua implementação no terreno. São desenvolvidas escavações arqueológicas, levantamentos fotogramétricos e M.R.M. (“Morphological Residual Model”), método que permite identificar arte rupestre em superfícies erodidas nos três monumentos megalíticos contemplados. No final do processo estes ficarão dotados de sinalética de orientação e painéis informativos.

De referir que, entre 2019 e março de 2020, mais de 350 visitantes usufruíram de visitas orientadas pelo Serviço de Património Cultural. Este serviço municipal está sediado no Centro Interpretativo de S. Lourenço, onde o visitante pode apreciar alguns dos objetos arqueológicos recuperados dos dólmens do Rápido e da Cruzinha na exposição “Mar de Histórias” e obter mais informações na exposição “IDENTIDADE(S): O Homem e o Território”.

ARCUENSES VIAJAM À PRÉ-HISTÓRIA

12 Meses 12 Experiências: Viagem à Pré-história

O Mezio foi um local de eleição das comunidades humanas da Idade da Pedra, há pelo menos 5000 anos atrás.

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Aqui caçavam, encenavam rituais e criavam muita mas mesmo muita arte.

No próximo dia 9 de Fevereiro, venha descobrir e conhecer várias Antas (túmulos) e gravuras (um dos complexos de arte rupestre pré-histórico mais importantes do Noroeste da Península Ibérica) desvendando mistérios de um mundo perdido.

Trata-se de um percurso, ora paisagístico, ora panorâmico que permite contactar com este valores arqueológicos, históricos e naturais.

Após o trilho, poderá desfrutar de um excelente almoço convívio com iguarias típicas tradicionais.

Os interessados devem inscrever-se em www.portadomezio.com ou através do telefone 258 510 100.

Programa:

Data: 9 de Fevereiro de 2020

Local de encontro: Porta do Mezio, Arcos de Valdevez

8h30 – Receção dos Participantes

9h00 – Inicio da caminhada

9h15 – Visita e interpretação do núcleo megalítico do Mezio

10h30 – Visita e interpretação das gravuras rupestres do Gião

12h00 – Chegada à aldeia de Boimo

13h00 – Fim da caminhada

13h30 – Almoço no restaurante da Porta do Mezio

Nota: A hora de fim da atividade pode alterar-se conforme as condições e os participantes.

FAMALICÃO: ESPAÇO VERDE E QUALIFICADO NASCE NO CASTRO DE S. MIGUEL-O-ANJO

Câmara Municipal de Famalicão está a executar trabalhos de limpeza florestal

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão está a executar trabalhos de limpeza florestal no terreno do Castro de S. Miguel-O-Anjo, na freguesia de Calendário. O espaço com cerca de 80 mil metros quadrados foi adquirido pela autarquia em 2017, com o objetivo de salvaguardar e preservar este património, permitindo o estudo e a investigação sobre o passado histórico deste local.

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Neste âmbito, a autarquia está a elaborar um plano estratégico com um conjunto de ações, donde sobressai a prospeção arqueológica do local e respetivo levantamento topográfico. Mas para já estão a ser desenvolvidos trabalhos, que permitirão disponibilizar em breve um espaço verde, cuidado e qualificado ao serviço população. Para isso, os serviços municipais da proteção civil estão no terreno a desenvolver trabalhos de limpeza de eucaliptos e desmatação, protegendo e salvaguardando as espécies autóctones.

“Estamos a criar condições para que a população possa desfrutar deste espaço, convivendo com a natureza, através de atividades desportivas como caminhadas ou simplemente em ações de lazer e descanso”, explica o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha. E acrescenta: “pela sua localização que permite uma vista panoramica de grande beleza, mas também pelo seu valor histórico e patrimonial, enquanto gardião de um passado longinquo, este terreno merece ser recuperado e qualificado e devolvido à população”.

Refira-se que espaço que está classificado como imóvel de interesse público desde 1990, acolhe as ruínas de um povoado fortificado cujos achados arqueológicos apontam para uma datação que se situa entre o séc. I a.C. e o séc. I d.C..

Localizado num pequeno outeiro que se destaca do vale, o Castro de S. Miguel -o -Anjo goza de uma ampla vista em todo o seu redor (360º). Da sua plataforma central (acrópole) usufrui-se de um domínio visual privilegiado sobre a cidade de Vila Nova de Famalicão, o Monte do Facho e de quase todo o concelho; quando as condições atmosféricas são favoráveis também são visíveis os concelhos vizinhos (Trofa, Santo Tirso, Guimarães e Vila do Conde) e o mar.

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ARCOS DE VALDEVEZ APROVA INVESTIGAÇÃO ARQUEOLÓGICA NO ALDA PEDRADA

Aprovada Intervenção Arqueológica no acampamento Romano do Alto da Pedrada

A Câmara municipal aprovou a abertura de um procedimento concursal, tendo em vista a realização de uma intervenção arqueológica no Sítio do Alto da Pedrada, pelo valor base de 11.500,00.

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A presente intervenção decorre da importância e singularidade deste Sítio arqueológico, o qual corresponde a um acampamento do período romano ainda muito bem preservado. Este projeto está integrado num projeto ibérico de investigação dedicado ao estudo das relações estabelecidas entre o exército romano e as comunidades indígenas do Noroeste da Península Ibérica, coordenado pelo arqueólogo João Fonte.

Esta intervenção contribuirá para a posterior valorização desta importante estação arqueológica do nosso concelho, e, ao mesmo tempo para a dinamização cultural e turística de Arcos de Valdevez.

JOVENS ARCUENSES VISITAM A PRÉ-HISTÓRIA

PAÇO EM Família: A vida na Pré-história

Potes e potinhos em barro

|28 de Setembro|15h00

Nesta oficina vamos até ao tempo em que apenas as mãos do oleiro transformavam a argila em objetos de uso diário, marcas da identidade dos povos que habitaram ou chegaram a estas paragens.

Fazendo uma viagem pela Pré-história, iremos conhecer as diferentes formas e decorações das peças em barro que o Homem criou há mais de cinco mil anos atrás. Mas para isso vamos, com as próprias mãos e alguns instrumentos, experimentar recriar o barro de então e moldar e decorar potes e potinhos, inspirados nos vestígios de outros tempos do concelho de Arcos de Valdevez e de Portugal!

Atividade gratuita, sujeita a inscrição prévia. A inscrição poderá ser efetuada presencialmente ou através dos contactos:

Email: pacodegiela@cmav.pt

Telefone: 258520529

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BARCELOS: LUCIANO VILAS BOAS VENCE PRÉMIO MANUEL MONTEIRO COM A OBRA "PRÉ-HISTÓRIA RECENTE DA SERRA DO CARVALHO"

 “Pré-História Recente da Serra do Carvalho” vence Prémio Manuel Monteiro. Luciano Vilas Boas é o autor

O trabalho de investigação “A Pré-História Recente da Serra do Carvalho - Uma abordagem a Partir do Núcleo de Monumentos sob Tumuli Vale de Chão, Pedralva”, da autoria de Luciano Miguel Matos Vilas Boas, é o vencedor da II edição do Prémio de História Local Dr. Manuel Monteiro.

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Este prémio, que pretende honrar a memória daquele ilustre escritor, arqueólogo, etnólogo, magistrado, diplomata e crítico de arte bracarense, nasceu com o propósito de «fomentar o interesse dos investigadores pela história de Braga».

O júri, constituído por Maria do Carmo Franco Ribeiro, Miguel Sopas Bandeira e Armando Malheiro da Silva, considerou o trabalho vencedor como um «contributo significativo para o estudo e aprofundamento de um âmbito específico da história de Braga», tendo exposto com «clareza, rigor e particular capacidade de argumentação» o seu raciocínio.

Recorde-se que o valor do prémio é de 2.500 euros, ao qual acresce a publicação da obra vencedora. Por sua vez, os trabalhos distinguidos com menção honrosa terão reservada a possibilidade de publicação na Revista Bracara Augusta.

Esta segunda edição deste prémio bienal, que contou com cinco trabalhos a concurso, destinava-se a cidadãos de nacionalidade portuguesa, maiores de idade, residentes ou não na área do Município de Braga. As temáticas a apresentar deveriam ser de teor historiográfico relativos a Braga – a nível administrativo, antropológico, patrimonial, político, económico, cultural, artístico, religioso ou outros.

A entrega do Prémio Manuel Monteiro decorrerá numa sessão pública agendada para 25 de Setembro, no âmbito das Jornadas Europeias do Património.

VALENÇA DESCOBRE SANTUÁRIO DE ARTE RUPRESTE

Valença Tem um Dos Maiores Núcleos de Arte Rupestre. Nova Rota Vai Valorizar Gravuras

Em Valença foram descobertos 115 afloramentos rochosos, com gravuras, sendo um dos maiores núcleos da Arte Rupestre no Noroeste Peninsular, segundo especialistas da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho.

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Neste conjunto estão incluídas algumas das mais belas e importantes composições da Arte Rupestre Atlântica, as quais foram classificadas como Imóvel de Interesse Público (IIP).

Algumas das gravuras remontam à Idade do Bronze – Ferro (1800 a.C. - 218 a.C.), tendo sido identificadas, catalogadas, fotografadas e decalcadas pelo Serviço Municipal de Arqueologia, no âmbito da Carta Arqueológica Municipal, em parceria com a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho.

115 Rochas com Gravuras

Os 115 afloramentos rochosos com gravuras, em Valença, estendem-se pelas freguesias de: Verdoejo com 23, Taião com 15, Sanfins com 17, Ganfei com 24 e Gandra com 37.

Valença vai integrar a Rede Nacional de Arte Rupestre (RNART)

Valença vai integrar membro da Rede Nacional de Arte Rupestre (RNART) que tem por objetivo «promover, valorizar e capacitar os recursos patrimoniais e humanos das entidades da rede, potenciar o impacto e a missão dos sítios detentores de arte rupestre e instituir mecanismos de partilha de recursos físicos e humanos»

Esta rede conta com o respaldo técnico e cientifico da Fundação Côa Parque, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Rota da Arte Rupestre

Paralelamente, a este projeto RNART, o Município de Valença, em parceria com a Ventominho, vai implementar circuito interpretativo e didático de visitação / interpretação as gravuras identificadas no Monte dos Fortes, na freguesia de Taião.

Esta é a oportunidade para dar a conhecer este importante legado, tornando-o visitável a todo o público, nomeadamente o escolar, reforçando a oferta de turismo cultural / patrimonial do concelho.

ARCOS DE VALDEVEZ ESCUTA "VOZES DAS PEDRAS"

ARDAL/Porta do Mezio apresenta resultados do projeto Vozes das Pedras

A ARDAL/Porta do Mezio promoveu um evento de encerramento do Projeto Vozes das Pedras - Promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião, apoiado pelo Programa Operacional da Região Norte 2020 – Património Cultural e pelo Município de Arcos de Valdevez.

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Este evento teve início no dia 4 de Abril, com o “Vozes das Pedras… na Escola”. Esta ação foi organizada no Agrupamento de Escolas de Valdevez, dirigida aos alunos do 5º e 7º ano, teve como objetivo dar a conhecer todo o projeto ao público escolar, bem como oferecer um livro juvenil “Vozes das Pedras - A vida no Neolítico” e um jogo de mesa “Vozes das Pedras – Área Arqueológica Mezio-Gião”.

Já no dia 5 de Abril decorreu, na Casa das Artes, a ação “Vozes das Pedras… na Comunidade”, uma ação dirigida ao público em geral, onde para além da apresentação geral do projeto à comunidade, foi apresentado o livro “Uma escrita antes da escrita”, com textos e fotografias de António Martinho Baptista e que retrata a arte rupestre do Gião. Foi, ainda, apresentado um CD de música ambiental, da autoria da Folk & Wild. 

No último dia do evento, 6 de Abril, foi realizada a ação “Vozes das Pedras… na Natureza”, que decorreu na Porta do Mezio e cujo objetivo foi a inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião e a realização do percurso pedestre às Gravuras Rupestres do Gião. Ainda neste dia, foi possível ver a recuperação da Mamoa 2 do complexo Megalítico do Mezio, situada no interior nas instalações da Porta do Mezio. Foram, ainda, apresentados os trabalhos de levantamento 3D realizados nas gravuras rupestres de 100 rochas do Gião.

Com este projeto a ARDAL/Porta do Mezio visa dar resposta a uma crescente procura do turista do Parque Nacional da Peneda-Gerês e da Porta do Mezio, em particular, por estes monumentos culturais, oferecendo-lhe novos suportes e experiências relativos a esta temática. Acresce, ainda, que através dele contribui para a preservação e valorização desta área arqueológica, de relevância para a região.

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ARCOS DE VALDEVEZ VALORIZA PRÉ-HISTÓRIA

Vozes das Pedras - promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião

  • Apresentado livro “Uma Escrita antes da escrita” sobre a arte rupestre dos Montes do Gião
  • Gião é um dos mais notáveis santuários de arte rupestre do noroeste peninsular

O Projeto Vozes das Pedras- promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião, apresentado pela ARDAL e aprovado pelo Programa Operacional da Região Norte 2020 – Património Cultural, financiado pelo FEDER e apoiado pelo Municipio de Arcos de Valdevez, foi apresentado esta semana em 3 eventos. Na Casa das Artes de Arcos de Valdevez foi apresentado o livro “Uma Escrita antes da escrita”, com textos e fotografias de António Martinho Baptista e que retrata a arte rupestre dos Montes do Gião.

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Nesta apresentação, João Esteves, presidente da Câmara Municipal, referiu que “a valorização do património e da memória histórica desempenham um papel relevante no progresso cultural, social e económico do nosso território e no orgulho que os arcuenses têm na sua História e Cultura milenares” e enalteceu a importância desta publicação, enfatizando o trabalho meritório do autor “que há décadas se envolve na investigação e divulgação do Gião”, e que “há dois anos revisita este local, assumindo novas abordagens tecnológicas e refletivas, alargando assim o reconhecimento deste grande complexo arqueológico”.

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O autor, António Martinho Baptista, afirmou sentir uma forte ligação ao local, pois logo que chegou ao PNPG realizou trabalhos no Gião, e fez um breve enquadramento deste santuário, referindo e enaltecendo o facto de este local ter marcas de há 5000 atrás.

O Gião é uma zona que apresenta uma arte antropocêntrica, avançou António Baptista, dizendo que se centra na figura humana, a qual se encontra explanada em centenas de gravuras. “É uma notável coleção de representações de figuras humanas, interligadas entre si” e “uma notável mistura de paisagem natural e humanizada. É um santuário rupestre e a arte rupestre é um elemento agregador da paisagem”, atestou.

Para o autor este local deve ser uma referência naquilo que toca aos locais de visitação da pré-história do Norte de Portugal.

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Esta iniciativa, Vozes das Pedras… na Comunidade, uma ação dirigida ao público em geral, onde foi apresentado este livro, contemplou também a apresentação de um CD de música ambiental, da autoria da Folk & Wild. Enquadrou-se numa série de atividades desenvolvidas nos dias 4, 5 e 6 de Abril, com o objetivo de apresentar o trabalho que realizado quer na Porta do Mezio e quer na área arqueológica do Mezio-Gião, entre as quais se incluíram também as Vozes das Pedras… na Escola, evento organizado no Agrupamento de Escolas de Valdevez, dirigido aos alunos do 5º e 7º ano e que teve como objetivo a apresentação e oferta do livro juvenil “Vozes das Pedras - A vida no Neolítico”, bem como do jogo de mesa “Vozes das Pedras – Área Arqueológica Mezio-Gião”; Vozes das Pedras… na Natureza, evento realizado no Mezio e cujo objetivo foi a inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião e a realização do percurso pedestre às Gravuras Rupestres do Gião. Ainda neste dia, foi possível ver a recuperação da Mamoa 2 do complexo Megalítico do Mezio, situada no interior nas instalações da Porta do Mezio.

O projeto Vozes das Pedras contribui para a preservação e valorização desta área arqueológica, de relevância para a região.

De referir também que o Município de Arcos de Valdevez tem prosseguido uma estratégia de promoção e valorização do seu património cultural, ciente que dessa forma está a avançar no desenvolvimento de um concelho que conjuga passado com futuro.

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ARCOS DE VALDEVEZ VALORIZA ÁREA ARQUEOLÓGICA DO MEZIO-GIÃO

Vozes das Pedras: Promoção e Valorização da Área Arqueológica do Mezio-Gião

No âmbito do Projeto Vozes das Pedras - Promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião, a ARDAL, com o apoio do Município de Arcos de Valdevez, vai realizar nos dias 4, 5 e 6 de Abril, uma série de iniciativas, com o objetivo de apresentar o trabalho que realizado quer na Porta do Mezio e quer na área arqueológica do Mezio-Gião.

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Este projeto, financiado pelo Programa Operacional da Região Norte – Património Cultural, pretendeu garantir as condições de preservação desta área arqueológica, assim como dar continuidade ao estudo e valorização do património arqueológico da região.

Assim irão ser organizados três eventos distintos:

1 – Vozes das Pedras… na Escola

Este evento será organizado no Agrupamento de Escolas de Valdevez e será dirigido aos alunos do 5º e 7º ano. Terá como objetivo a apresentação e oferta do livro juvenil “Vozes das Pedras - A vida no Neolítico”, bem como do jogo de mesa “Vozes das Pedras – Área Arqueológica Mezio-Gião”.

2 – Vozes das Pedras… na Comunidade

Esta ação será realizada na Casa das Artes de Arcos de Valdevez e será dirigida ao público em geral, onde será apresentado o livro monográfico “Uma escrita antes da escrita – A arte rupestre dos Montes do Gião” da autoria de António Martinho Baptista e, ainda, do CD de música ambiental, da autoria da Folk & Wild.

3 – Vozes das Pedras… na Natureza

Este evento será realizado no Mezio e terá como objetivo a inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião e a realização do percurso pedestre às Gravuras Rupestres do Gião. Ainda neste dia, será possível ver a recuperação da Mamoa 2 do complexo Megalítico do Mezio, situada no interior nas instalações da Porta do Mezio.

Convidamo-los a participar. Aguardamos a vossa presença!

PROGRAMA:

1 – EVENTO NA ESCOLA

Data: 4 Abril de 2019

Hora: 09h15

Local: Escolas de Arcos de Valdevez

Público: alunos do 5º e 7º ano do Agrupamento de Escolas de Arcos de Valdevez

  • Apresentação e oferta do livro juvenil “Vozes das Pedras - A vida no Neolítico”
  • Apresentação e oferta do jogo de mesa “Vozes das Pedras – Área Arqueológica Mezio-Gião”

2 – EVENTO NA COMUNIDADE

Data: 5 de Abril de 2019

Horário: 21h30 às 23h00

Local: Casa das Artes de Arcos de Valdevez

Público: Público em geral

  • Apresentação do livro monográfico “Uma escrita antes da escrita – A arte rupestre dos Montes do Gião” - autoria de António Martinho Baptista
  • Apresentação do CD de música ambiental, de tendência ritual - produção de Folk & Wild

* Oferta do livro “Uma escrita antes da escrita – A arte rupestre dos Montes do Gião”

* Oferta do CD de música ambiental
* Sessão de autógrafos

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias.

Contactem-nos através do e-mail portadomezio@ardal.pt ou do site www.portadomezio.pt ou do n.º 258 510 100.

3 – EVENTO NA NATUREZA

Data: 6 de Abril de 2019

Horário: 09h30 às 13h00

Local: Porta do Mezio, Arcos de Valdevez

Público: Público em geral

  • Inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião
  • Percurso pedestre às Gravuras rupestres do Gião

Programa:

09h00 – Receção dos participantes na Porta do Mezio

09h30 – Inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião

10h00 – Início do percurso pedestre às gravuras rupestres do Gião

10h15 – Visita ao Núcleo Megalítico do Mezio

10h45 – Visita às gravuras rupestres do Gião

12h00 – Chegada à Porta do Mezio/Fim da caminhada

Percurso:

Porta do Mezio – Núcleo Megalítico – Gravuras rupestres do Gião – Porta do Mezio

Distância: 6 km

Duração: 2h00

Dificuldade: Fácil

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias.

Contactem-nos através do e-mail portadomezio@ardal.pt ou do site www.portadomezio.pt ou do n.º 258 510 100.

ARCOS DE VALDEVEZ RECUPERA PATRIMÓNIO MEGALÍTICO

Vozes das Pedras - promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião

No âmbito do Projeto Vozes das Pedras- promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião, apresentado pela ARDAL e aprovado pelo Programa Operacional da Região Norte – Património Cultural, financiado pelo FEDER, encontra-se concluída a recuperação da Mamoa 2 do complexo Megalítico do Mezio, integrada nas instalações da Porta do Mezio e o Mapeamento dos monumentos rupestres do Gião.

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O principal objetivo destas duas intervenções é garantir as condições de preservação destes monumentos, assim como dar continuidade ao estudo e valorização do património arqueológico da região.

A intervenção arqueológica da Mamoa 2 revelou uma câmara de planta poligonal alongada e aberta, apesar dos evidentes sinais de destruição que afetaram a estrutura ao longo dos tempos. Entre o espólio arqueológico recolhido, ainda que em reduzida quantidade, destaca-se uma pequena enxó votiva e um micrólito em sílex.

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Concluído o estudo, procedeu-se aos trabalhos de consolidação de forma a tornar o monumento apto à visita. O percurso implementado permite que o público veja a área da câmara, o anel de pedras periférico e a mamoa em terra, sem necessidade de interferir com o monumento, garantindo assim a sua preservação.

Em paralelo, decorreram os trabalhos de registo gráfico de arte rupestre na área arqueológica do Gião, incidindo sobre um conjunto significativo de afloramentos gravados. Mediante técnicas avançadas de digitalização 3D, criaram-se réplicas detalhadas da morfologia das superfícies pétreas, permitindo assim a observação e estudo dos painéis gravados em ambiente virtual. Desta forma está garantida a preservação das gravuras.

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MONÇÃO: ARTEFACTOS DE PEDRA LASCADA (BIFACES E MACHADOS DE MÃO) DESCOBERTOS NA BELA

No âmbito do projeto de investigação transfronteiriço “Miño-Minho: Os Primeiros Habitantes do Baixo Minho”, foi descoberto, em Maio, durante trabalhos de prospeção, o Sítio Paleolítico da Bela. Seguiram-se, entre 25 de junho e 3 de julho, trabalhos arqueológicos, tendo-se identificado um número significativo de artefactos de pedra lascada: bifaces e machados de mão.

Figura 1

A descoberta ocorreu num talude que ladeia um antigo caminho rural e na base de um muro que delimita um terreno agrícola. Com o objetivo de avaliar a sua importância, procedeu-se à limpeza e verticalização do referido talude, o que permitiu recolher, uma vez mais, uma amostragem expressiva de materiais de pedra lascada.

Os próximos trabalhos, a desenvolver em Abril e Maio de 2019, terão como principal objetivo a realização de uma escavação no referido terreno agrícola, onde foram recolhidos artefactos importantes, avaliando, com maior profundidade, a relevância deste sítio arqueológico.

Este projeto, participado por investigadores das universidades de Lisboa, Porto e Minho, e do CENIEH (Centro Nacional de Investigación sobre la Evolución Humana), contou com o apoio da Câmara Municipal de Monção e da Junta de Freguesia de Bela, bem como da disponibilidade do proprietário do terreno, onde decorreu a sondagem arqueológica.

Figura 2

Figura 3

ROTA DO MEGALITISMO E ARTE RUPESTRE EM DEBATE EM CAMINHA NO DIA 10 DE MARÇO

Caminha acolhe a primeira sessão do Ciclo de Conferências ‘Alto Minho 4D Viagem no Tempo’

Caminha vai acolher a primeira sessão do ciclo de conferências ‘Alto Minho 4D - Viagem no Tempo’, designada de ‘Rota do Megalitismo e Arte Rupestre’, uma iniciativa da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho. O objetivo é dar a conhecer a história e arte do Alto Minho. Para além da conferência, esta ação ainda compreende uma visita de estudo ao património do concelho e uma representação teatral ‘Portas do Tempo’. Este ciclo de conferências arranca a 10 de março, no Valadares, Teatro Municipal de Caminha.

O ciclo de conferências ‘Alto Minho 4D - Viagem no Tempo’ começa em março e tem como objetivo introduzir no património cultural e artístico deste território, ao longo do tempo em que ele foi construído, os habitantes que aqui residem e os turistas que o visitam. Estas conferências têm por base o património existente nos diferentes concelhos desta Comunidade Intermunicipal. O objetivo é ter, cada mês, uma conferência na sede de um dos 10 municípios, tomando por tema uma época histórica e a arte que a representa. Para além de fornecerem aos participantes os conteúdos mais recentes e aprofundados dos temas propostos, estas conferências visam contribuir para uma experiência do território, no contacto com o seu património gastronómico e através de visitas guiadas a locais onde se encontram exemplares significativos da rota anunciada.

Assim, o ciclo de conferências ‘Alto Minho 4D - Viagem no Tempo’ começa em Caminha com a conferência ‘Rota do Megalitismo e Arte Rupestre’, que terá lugar pelas 11H00, no Valadares, Teatro Municipal. Pelas 14H30, segue-se uma visita de ao património do concelho, que inclui as gravuras Rupestres de Lanhelas; a Cividade de Âncora e o Dólmen da Barrosa, em Vila Praia de Âncora e, termina com a representação teatral ‘Portas do Tempo’, pela Universidade Sénior do Rotary Clube de Caminha, encenada por Ricardo Simões. A sessão teatral terá lugar pelas 21H30, no Valadares, Teatro Municipal.

É de referir que da conferência fazem parte as comunicações: ‘Os primeiros habitantes do Vale do Minho”, a cargo da equipa de investigação dos seguintes académicos: Prof. Doutor Sérgio Monteiro Rodrigues (UP); Prof. Doutor João Pedro (UL); Prof. Doutor Eduardo Méndez-Quintas (CENIEH); Prof. Doutor Alberto Gomes (UP); Prof. Doutor Manuel Santoja (CENIEH); Prof. Doutor Alfredo Pérez-González (CENIEH) e ‘O megalitismo e a Arte Rupestre no Alto Minho. Mapa atualizado para novas rotas da arte paleolítica’, a cargo Prof. Doutora Ana Bettencourt (UM).

A participação nestas sessões e visitas é gratuita. No entanto, as pessoas devem efetuar a respetiva inscrição através do endereço http://www.centroculturaldoaltominho.org/.

Depois de Caminha, segue-se Monção com a “Rota dos Castros” (07 de Abril 2018); Ponte de Lima com a  “Rota do Romano” (05 de Maio 2018); Ponte da Barca com a “Rota do Românico” (16 de Junho 2018); Valença com a “Rota dos Castelos e Fortalezas” (22 de Setembro 2018); Melgaço com a “Rota dos Mosteiros” (20 de Outubro 2018); Viana do Castelo com a “Rota dos Descobrimentos” (17 de Novembro 2018); Arcos de Valdevez com a “Rota do Barroco” (15 de Dezembro 2018); Paredes de Coura com a “Rota da Arquitetura Tradicional” (12 de Janeiro 2019); e, por fim, Vila Nova de Cerveira com a “Rota do Contemporâneo ao Futuro” (09 de Fevereiro 2019).

O ciclo de Conferências é uma iniciativa da CIM Alto Minho, que no caso de Caminha conta com o apoio do Centro Cultural do Alto Minho, do Município de Caminha e da Universidade Sénior de Caminha.