"Encontrada pelo investigador Abel Viana, na primeira metade do século XX, num pinhal em Chã das Carvalheiras, esta lage terá sido gravada na idade do bronze. Apresenta uma figura esquematizada de um caprídeo, junto a um sulco com cerca de um metro e meio de comprimento, sendo ainda visíveis motivos geométricos vários. No entanto, a constatação das diferenças técnicas aplicadas nas insculturas, tanto na largura como na profundidade dos sulcos, leva a crer que se trate de registos de épocas diferentes. Testemunhos avançam que existiria neste local um número elevado de insculturas, algumas com representações zoófilas, destruídas pelos canteiros. Atualmente integra o conjunto do Santuário de Arte Rupestre de Góis."
O Castro de São Lourenço é um povoado fortificado, no qual foram encontrados vestígios que recuam ao século IV a.C. É um dos destinos em destaque nas Viagens de Instagram desta semana.
O Castro de São Lourenço situa-se na freguesia de Vila Chã, município de Esposende, distrito de Braga. Fica o registo e a dica de passeio para esta primavera pois, além da importância histórica, o enquadramento natural do lugar também é muito bonito.
Fonte: SAPO | Foto: Castro de São Lourenço Instagram / @asaventurasdamargarida
O Município de Braga apresenta amanhã, dia 22 de março, o documentário “A Mamoa de Lamas, um segredo ancestral”, de Raul Losada, sobre o monumento megalítico mais bem preservado de Braga.
Com 5 mil anos de história, a Mamoa de Lamas não é apenas um túmulo funerário, mas um símbolo de identidade e memória coletiva. O documentário explora a sua descoberta e as preciosas gravuras e objetos que revelam as práticas e rituais dos seus construtores.
Este documentário será exibido à tarde, no âmbito da programação do Descentrar.
22 de março | 15h30 | Auditório da Junta de Freguesia de Lamas | Braga | Entrada gratuita
b) Sinopse: A Mamoa de Lamas é um monumento megalítico, de tipo funerário, que remonta à época Pré-histórica. Em fevereiro de 1993, aquando do desaterro para urbanização de uma área elevada, localizada na freguesia de Lamas, a curta distância da cidade de Braga, foi posta a descoberto a estrutura de um túmulo megalítico ainda protegido pelas terras da mamoa.
c) Dinamização: João Alves I Junta de Freguesia de Lamas
Trata-se de um ciclo de sete visitas guiadas aos espaços patrimoniais com enfase na fase Pré-Romana e Romana, e que estando associada ao “Passaporte Património” pretende mobilizar as famílias e interessados pelo património para o conhecimento do nosso legado cultural.
O Município de Arcos de Valdevez, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Valdevez, está a dar continuidade, no presente ano letivo, ao projeto "Adota um Monumento".
No presente ano, o projeto envolve os alunos do 3º ciclo do ensino do ensino básico, os quais, na disciplina de História, se encontram a estudar um monumento local, tendo sido escolhido, no presente ano letivo, o Núcleo Megalítico do Mezio!
Com a orientação dos professores, os alunos irão explorar a história, a cultura e os mistérios associados a este monumento ancestral.
No final do ano letivo, os alunos apresentarão os seus trabalhos à comunidade, partilhando as suas descobertas.
Trata-se de um projeto que promove não só o envolvimento dos mais jovens com a história e a cultura de Arcos de Valdevez, mas também, fortalece os laços entre a escola, os alunos e a comunidade.
O Município de Ponte de Lima acolheu entre os dias 4 e 5 de março o I Congresso Ponte de Lima: do Neolítico à Idade Média que pretendeu assinalar o início das celebrações dos nove séculos da atribuição do foral de D. Teresa, que antes mesmo do despontar da nacionalidade fez Vila o lugar de Ponte, em 4 de março de 1125.
O evento contou com a presença de vinte e cinco conceituados professores universitários e investigadores das Universidades do Porto, Coimbra, Minho e NOVA de Lisboa, que presentearam Ponte de Lima e todos os presentes com estudos de elevado valor que dão a conhecer novas luzes sobre diversas temáticas da história deste concelho, desde o período mais remoto até à Idade Média, bem como estimulam a reflexão e o debate em torno da preservação e valorização da nossa memória coletiva e do nosso património material e imaterial.
Seguir-se-á um segundo congresso, agendado para os dias 14, 15 e 16 de novembro, cuja temática incidirá sobre os períodos modernos e contemporâneo da história de Ponte de Lima.
O I Congresso Ponte de Lima: da Idade do Bronze à Idade Média, inserido no programa das comemorações dos 900 anos de Ponte de Lima, irá realizar-se nos dias 4 e 5 de março, no auditório dos Paços do Concelho.
Este primeiro congresso conta com a presença de conceituados investigadores que irão abordar temas relacionados com a génese da vila e do concelho de Ponte de Lima.
Convidam-se os historiadores, professores, investigadores e a comunidade a juntarem-se a marcarem presença neste congresso cujo programa será divulgado em breve.
Acaba de ser inaugurada, na presença do autarca de Viana do Castelo, Luís Nobre, a requalificação e conservação de um dólmen/mamoa encontrado na freguesia. Este monumento funerário foi alvo de qualificação e estudo graças a uma parceria entre a autarquia e uma empresa local e está agora disponível para visita.
Trata-se de um monumento funerário megalítico do período calcolítico com 7.30 metros de largura e, junto ao dólmen, foi encontrada uma cista também do mesmo período. O monumento fica agora visível e pode ser visitado, depois de ter sido qualificado. Para o Presidente da Junta local, Manuel Salgueiro, trata-se de um excelente exemplo de “responsabilidade civil em parceria entre autarquia e empresa”, frisando que agora pode ser visitada “com a dignidade que merece”.
Na cerimónia de inauguração, o autarca Luís Nobre enfatizou o trabalho desenvolvido pelas freguesias e o facto de “uma empresa ter cedido o espaço para o bem coletivo graças à capacidade de mobilização da junta de freguesia que transforma ideias para o bem de todos”.
Depois de inaugurar o monumento, o autarca inaugurou também o novo parque infantil da freguesia, onde voltou a reiterar a importância da coesão territorial e do valor e importância das freguesias para o coletivo e para a Câmara Municipal. “Viana do Castelo são todas as freguesias”, reiterou, vincando que existe uma política municipal que ouve os presidentes de junta e que, em conjunto, são implementados diversos projetos, onde se inclui os que foram agora inaugurados em S. Romão de Neiva.
Em curso projeto para instalação do futuro Espaço da Memória do Mar de Vila Praia de Âncora
Os trabalhos em curso no Forte da Lagarteira, em Vila Praia de Âncora, revelaram um conjunto de exemplares de indústria lítica talhada, pré-histórica, com 15 a 20 mil anos. Os achados foram devidamente registados e acautelados, e delimitado o respetivo perímetro, suspendendo-se aí a intervenção. A Câmara Municipal está a desenvolver no Forte um projeto de recuperação e valorização para instalação do Espaço da Memória do Mar de Vila Praia de Âncora, intervenção financiada pelos programas Norte 2020 e Mar 2020, num investimento global um pouco superior aos 200 mil euros.
O acompanhamento arqueológico que está a ser levado a cabo no âmbito do projeto de recuperação e valorização do Forte da Lagarteira permitiu a identificação de uma sequência estratigráfica que evidencia a existência de vários níveis com materiais arqueológicos enquadráveis na Pré-História. Os achados estão ainda a ser alvo de um estudo mais pormenorizado por técnicos especializados, mas sabe-se já que terão entre 15 e 20 mil anos.
Esta descoberta revelou a necessidade de realização de trabalhos arqueológicos ajustados à natureza dos achados, que serão afetados pela execução do projeto. Assim, foi necessário proceder a escavação arqueológica manual nas áreas de afetação do projeto, de forma a possibilitar por um lado, o registo e compreensão da sequência estratigráfica do sítio, bem como a minimização dos impactes decorrentes da obra.
De acordo com o estudo já elaborado, foi no âmbito do acompanhamento arqueológico dos desaterros realizados na Praça de Armas que se registou a presença de uma sequência estratigráfica na qual se evidencia, pouco abaixo do nível de circulação, a presença de um depósito composto por seixos. “Este assenta sobre uma sequência de depósitos sedimentares homogéneos, globalmente de coloração escura, que cobrem um conjunto de níveis sedimentares acinzentados ou negros, com pouca potência estratigráfica. Na base destes níveis foi possível identificar outro nível de seixos envoltos numa sedimentação fina de coloração acinzentada que assenta sobre o substrato geológico composto por granito.
No âmbito destes trabalhos foi possível identificar um conjunto de exemplares de indústria lítica talhada. Trata-se de indústria macrolítica constituída, nomeadamente, por seixos afeiçoados (unifaciais e bifaciais), picos pesos de rede, lascas, etc. Algumas destas peças apresentam um elevado índice de desgaste.
Os achados recolhidos e a sequência estratigráfica observada enquadram-se na problemática geoarqueológica das formações quaternárias do litoral minhoto”.
Como referimos, a Câmara Municipal de Caminha começou a desenvolver, no final de 2022, o Projeto de Recuperação e Valorização do Forte da Lagarteira A obra permitirá instalar, naquele Forte, o Espaço da Memória do Mar de Vila Praia de Âncora e criar mais um polo de atração para Vila Praia de Âncora e para o concelho.
O futuro Espaço da Memória do Mar de Vila Praia de Âncora (EMMVPA) nasceu pela vontade da Câmara ver recuperado aquele exemplar do património, abrindo-o ainda mais ao público. O futuro Espaço da Memória do Mar de Vila Praia de Âncora resultara de um projeto candidatado a fundos comunitários, nomeadamente ao Programa Mar 2020 e Programa Norte 2020. O apoio solicitado foi de 208 468,74 €, conseguindo-se um apoio de 177 198,43 €.
O Espaço da Memória do Mar de Vila Praia de Âncora será um Núcleo Museológico a instalar no Forte da Lagarteira, dedicado ao património cultural e natural marítimo da costa do concelho de Caminha. Nele, os visitantes poderão conhecer as raízes históricas desta póvoa marinheira e a rica biodiversidade da nossa costa. O mar foi, desde a origem, o garante económico de gerações e gerações de habitantes de Vila Praia de Âncora.
O Forte da Lagarteira é um Monumento de Interesse Público desde 1967 e parte integrante da memória da paisagem de Vila Praia de Âncora.
O Presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro, a Vice-Presidente e Vereadora da Cultura, Fátima Moreira e os Vereadores Paulo Gago e Ricardo Alves, visitaram no Dia do Ambiente, a Mamoa do Madorro, localizada na União de freguesias de Calvos e Frades. Os terrenos onde se localiza a mesma, que são propriedade da autarquia, são contíguos ao já sobejamente conhecido Centro de Interpretação do Carvalho de Calvos.
A visita do executivo ao local, acompanhados pelo técnico de arqueologia do município, pretendeu acompanhar a evolução dos trabalhos de delimitação do terreno, a criação de acessos e marcar a decisão de avançar com as várias dinâmicas previstas para aquele espaço arqueológico e que serão determinantes para, além da preservação, para a potencialização e valorização turística do mesmo.
Assim, está previsto que a breve trecho se levem a efeito, entre outras, intervenções arqueológicas, estabelecendo parcerias com Universidades; a sua musealização, garantindo a integridade e prossecução do monumento, para a fruição pública das gerações vindouras; a interpretação da mamoa, recorrendo a painéis informativos; a sua divulgação turística; a dinamização de serviços educativos e a promoção de visitas guiadas.
É também intenção, devido à proximidade do Centro Interpretativo do Carvalho de Calvos, proceder à criação de um polo interpretativo dos resultados arqueológicos nesse espaço.
A “mamoa do Madorro”, que remonta ao período do Neolítico (aproximadamente 4 º milénio a.C.) foi descoberta em 2006, quando iniciou o projeto de valorização da via romana XVII no concelho da Póvoa de Lanhoso. Foi no decorrer desses trabalhos que, nas imediações do Carvalho de Calvos, foi identificada uma estrutura circular de grandes dimensões e com ligeira depressão central, presumindo-se tratar de um monumento sob tumulus, conhecido por mamoa. Esta informação foi posteriormente confirmada com a realização de um estudo de geo radar no qual se verificou a presença de estruturas arqueológicas, caracterizadas com a câmara de inumação, o átrio e o corredor de acesso ao monumento, virado a nascente, tudo coberto pelo montículo artificial de terra.
Até à presente data, esta é a maior mamoa conhecida no concelho da Póvoa de Lanhoso.
Espaço vai ser alvo de um projeto de valorização patrimonial
Está confirmado, o Castro de S. Miguel-o-Anjo, em Vila Nova de Famalicão, foi local de vivência humana desde o segundo milénio a. C. A confirmação chegou depois de concluídos os trabalhos de escavação realizados entre fevereiro e dezembro de 2021, onde foram identificadas várias estruturas medievais nomeadamente sepulturas e alguns muros que poderão ter pertencido ao edifício fortificado, tantas vezes associado ao local.
Os trabalhos de escavação foram coordenados por uma equipa de arqueólogos tendo contado com o apoio e logística do Gabinete de Arqueologia do Município de Vila Nova de Famalicão bem como, com a participação de voluntários do Banco de Municipal de Voluntariado. As escavações concentraram-se na parte mais elevada do povoado (Acrópole), onde foram intervencionados três setores, criteriosamente selecionados para obtenção da maior quantidade de dados possível.
Refira-se que o Castro de S. Miguel-o-Anjo se encontra classificado como imóvel de interesse público desde 1990.
Para as além das descobertas arqueológicas que permitiram comprovar que o local teve ocupação humana, também se detetaram estruturas circulares relacionadas com a Idade do Ferro. Mas muitas foram destruídas para que as suas pedras fossem reaproveitadas na construção dos edifícios medievais. Ficou, contudo, nos níveis de revolvimento uma grande quantidade de espólio cerâmico indício de que a acrópole teve uma forte ocupação durante a este período cronológico.
Da Idade do Bronze recolheram-se materiais cerâmicos e pétreos que sugerem a possibilidade de se poderem identificar níveis de ocupação daquela época.
Para o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, “os resultados obtidos com estes trabalhos permitiram confirmar a importância do local possibilitando também, o arranque da valorização do espaço, que se encontra em fase de projeto, e se vai associar a outros projetos em curso por parte do município, como por exemplo a rede de trilhos atualmente em desenvolvimento pelo Pelouro do Desporto”.
Entretanto foram já colocados painéis informativos no Monte de São Miguel-o-Anjo marcando cada um dos acessos com um painel de sensibilização e informação ao visitante, destacando a entrada em Zona Arqueológica, espaço de cultura onde os trajetos devem respeitar os vestígios e a proteção do património, estando, também os comportamentos em harmonia com a fauna e a flora existentes. No topo do Monte, painéis acolhem e identificam a memória do espaço, com informação que permitirá o reconhecimento de uma história, identidade e herança comuns, e uma fruição de um espaço onde a cultura e o ambiente se unem.
O dolmen da Barrosa ou a Lapa dos Mouros fica junto à ponte de Abadim, na freguesia de Gontinhães, hoje Vila Praia de Âncora. Na fotografia, junto ao dolmén, foi fotografada uma jovem mulher de ceitoura ou foice na mão.