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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BARCELOS: LUCIANO VILAS BOAS VENCE PRÉMIO MANUEL MONTEIRO COM A OBRA "PRÉ-HISTÓRIA RECENTE DA SERRA DO CARVALHO"

 “Pré-História Recente da Serra do Carvalho” vence Prémio Manuel Monteiro. Luciano Vilas Boas é o autor

O trabalho de investigação “A Pré-História Recente da Serra do Carvalho - Uma abordagem a Partir do Núcleo de Monumentos sob Tumuli Vale de Chão, Pedralva”, da autoria de Luciano Miguel Matos Vilas Boas, é o vencedor da II edição do Prémio de História Local Dr. Manuel Monteiro.

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Este prémio, que pretende honrar a memória daquele ilustre escritor, arqueólogo, etnólogo, magistrado, diplomata e crítico de arte bracarense, nasceu com o propósito de «fomentar o interesse dos investigadores pela história de Braga».

O júri, constituído por Maria do Carmo Franco Ribeiro, Miguel Sopas Bandeira e Armando Malheiro da Silva, considerou o trabalho vencedor como um «contributo significativo para o estudo e aprofundamento de um âmbito específico da história de Braga», tendo exposto com «clareza, rigor e particular capacidade de argumentação» o seu raciocínio.

Recorde-se que o valor do prémio é de 2.500 euros, ao qual acresce a publicação da obra vencedora. Por sua vez, os trabalhos distinguidos com menção honrosa terão reservada a possibilidade de publicação na Revista Bracara Augusta.

Esta segunda edição deste prémio bienal, que contou com cinco trabalhos a concurso, destinava-se a cidadãos de nacionalidade portuguesa, maiores de idade, residentes ou não na área do Município de Braga. As temáticas a apresentar deveriam ser de teor historiográfico relativos a Braga – a nível administrativo, antropológico, patrimonial, político, económico, cultural, artístico, religioso ou outros.

A entrega do Prémio Manuel Monteiro decorrerá numa sessão pública agendada para 25 de Setembro, no âmbito das Jornadas Europeias do Património.

VALENÇA DESCOBRE SANTUÁRIO DE ARTE RUPRESTE

Valença Tem um Dos Maiores Núcleos de Arte Rupestre. Nova Rota Vai Valorizar Gravuras

Em Valença foram descobertos 115 afloramentos rochosos, com gravuras, sendo um dos maiores núcleos da Arte Rupestre no Noroeste Peninsular, segundo especialistas da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho.

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Neste conjunto estão incluídas algumas das mais belas e importantes composições da Arte Rupestre Atlântica, as quais foram classificadas como Imóvel de Interesse Público (IIP).

Algumas das gravuras remontam à Idade do Bronze – Ferro (1800 a.C. - 218 a.C.), tendo sido identificadas, catalogadas, fotografadas e decalcadas pelo Serviço Municipal de Arqueologia, no âmbito da Carta Arqueológica Municipal, em parceria com a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho.

115 Rochas com Gravuras

Os 115 afloramentos rochosos com gravuras, em Valença, estendem-se pelas freguesias de: Verdoejo com 23, Taião com 15, Sanfins com 17, Ganfei com 24 e Gandra com 37.

Valença vai integrar a Rede Nacional de Arte Rupestre (RNART)

Valença vai integrar membro da Rede Nacional de Arte Rupestre (RNART) que tem por objetivo «promover, valorizar e capacitar os recursos patrimoniais e humanos das entidades da rede, potenciar o impacto e a missão dos sítios detentores de arte rupestre e instituir mecanismos de partilha de recursos físicos e humanos»

Esta rede conta com o respaldo técnico e cientifico da Fundação Côa Parque, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Rota da Arte Rupestre

Paralelamente, a este projeto RNART, o Município de Valença, em parceria com a Ventominho, vai implementar circuito interpretativo e didático de visitação / interpretação as gravuras identificadas no Monte dos Fortes, na freguesia de Taião.

Esta é a oportunidade para dar a conhecer este importante legado, tornando-o visitável a todo o público, nomeadamente o escolar, reforçando a oferta de turismo cultural / patrimonial do concelho.

ARCOS DE VALDEVEZ ESCUTA "VOZES DAS PEDRAS"

ARDAL/Porta do Mezio apresenta resultados do projeto Vozes das Pedras

A ARDAL/Porta do Mezio promoveu um evento de encerramento do Projeto Vozes das Pedras - Promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião, apoiado pelo Programa Operacional da Região Norte 2020 – Património Cultural e pelo Município de Arcos de Valdevez.

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Este evento teve início no dia 4 de Abril, com o “Vozes das Pedras… na Escola”. Esta ação foi organizada no Agrupamento de Escolas de Valdevez, dirigida aos alunos do 5º e 7º ano, teve como objetivo dar a conhecer todo o projeto ao público escolar, bem como oferecer um livro juvenil “Vozes das Pedras - A vida no Neolítico” e um jogo de mesa “Vozes das Pedras – Área Arqueológica Mezio-Gião”.

Já no dia 5 de Abril decorreu, na Casa das Artes, a ação “Vozes das Pedras… na Comunidade”, uma ação dirigida ao público em geral, onde para além da apresentação geral do projeto à comunidade, foi apresentado o livro “Uma escrita antes da escrita”, com textos e fotografias de António Martinho Baptista e que retrata a arte rupestre do Gião. Foi, ainda, apresentado um CD de música ambiental, da autoria da Folk & Wild. 

No último dia do evento, 6 de Abril, foi realizada a ação “Vozes das Pedras… na Natureza”, que decorreu na Porta do Mezio e cujo objetivo foi a inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião e a realização do percurso pedestre às Gravuras Rupestres do Gião. Ainda neste dia, foi possível ver a recuperação da Mamoa 2 do complexo Megalítico do Mezio, situada no interior nas instalações da Porta do Mezio. Foram, ainda, apresentados os trabalhos de levantamento 3D realizados nas gravuras rupestres de 100 rochas do Gião.

Com este projeto a ARDAL/Porta do Mezio visa dar resposta a uma crescente procura do turista do Parque Nacional da Peneda-Gerês e da Porta do Mezio, em particular, por estes monumentos culturais, oferecendo-lhe novos suportes e experiências relativos a esta temática. Acresce, ainda, que através dele contribui para a preservação e valorização desta área arqueológica, de relevância para a região.

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ARCOS DE VALDEVEZ VALORIZA PRÉ-HISTÓRIA

Vozes das Pedras - promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião

  • Apresentado livro “Uma Escrita antes da escrita” sobre a arte rupestre dos Montes do Gião
  • Gião é um dos mais notáveis santuários de arte rupestre do noroeste peninsular

O Projeto Vozes das Pedras- promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião, apresentado pela ARDAL e aprovado pelo Programa Operacional da Região Norte 2020 – Património Cultural, financiado pelo FEDER e apoiado pelo Municipio de Arcos de Valdevez, foi apresentado esta semana em 3 eventos. Na Casa das Artes de Arcos de Valdevez foi apresentado o livro “Uma Escrita antes da escrita”, com textos e fotografias de António Martinho Baptista e que retrata a arte rupestre dos Montes do Gião.

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Nesta apresentação, João Esteves, presidente da Câmara Municipal, referiu que “a valorização do património e da memória histórica desempenham um papel relevante no progresso cultural, social e económico do nosso território e no orgulho que os arcuenses têm na sua História e Cultura milenares” e enalteceu a importância desta publicação, enfatizando o trabalho meritório do autor “que há décadas se envolve na investigação e divulgação do Gião”, e que “há dois anos revisita este local, assumindo novas abordagens tecnológicas e refletivas, alargando assim o reconhecimento deste grande complexo arqueológico”.

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O autor, António Martinho Baptista, afirmou sentir uma forte ligação ao local, pois logo que chegou ao PNPG realizou trabalhos no Gião, e fez um breve enquadramento deste santuário, referindo e enaltecendo o facto de este local ter marcas de há 5000 atrás.

O Gião é uma zona que apresenta uma arte antropocêntrica, avançou António Baptista, dizendo que se centra na figura humana, a qual se encontra explanada em centenas de gravuras. “É uma notável coleção de representações de figuras humanas, interligadas entre si” e “uma notável mistura de paisagem natural e humanizada. É um santuário rupestre e a arte rupestre é um elemento agregador da paisagem”, atestou.

Para o autor este local deve ser uma referência naquilo que toca aos locais de visitação da pré-história do Norte de Portugal.

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Esta iniciativa, Vozes das Pedras… na Comunidade, uma ação dirigida ao público em geral, onde foi apresentado este livro, contemplou também a apresentação de um CD de música ambiental, da autoria da Folk & Wild. Enquadrou-se numa série de atividades desenvolvidas nos dias 4, 5 e 6 de Abril, com o objetivo de apresentar o trabalho que realizado quer na Porta do Mezio e quer na área arqueológica do Mezio-Gião, entre as quais se incluíram também as Vozes das Pedras… na Escola, evento organizado no Agrupamento de Escolas de Valdevez, dirigido aos alunos do 5º e 7º ano e que teve como objetivo a apresentação e oferta do livro juvenil “Vozes das Pedras - A vida no Neolítico”, bem como do jogo de mesa “Vozes das Pedras – Área Arqueológica Mezio-Gião”; Vozes das Pedras… na Natureza, evento realizado no Mezio e cujo objetivo foi a inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião e a realização do percurso pedestre às Gravuras Rupestres do Gião. Ainda neste dia, foi possível ver a recuperação da Mamoa 2 do complexo Megalítico do Mezio, situada no interior nas instalações da Porta do Mezio.

O projeto Vozes das Pedras contribui para a preservação e valorização desta área arqueológica, de relevância para a região.

De referir também que o Município de Arcos de Valdevez tem prosseguido uma estratégia de promoção e valorização do seu património cultural, ciente que dessa forma está a avançar no desenvolvimento de um concelho que conjuga passado com futuro.

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ARCOS DE VALDEVEZ VALORIZA ÁREA ARQUEOLÓGICA DO MEZIO-GIÃO

Vozes das Pedras: Promoção e Valorização da Área Arqueológica do Mezio-Gião

No âmbito do Projeto Vozes das Pedras - Promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião, a ARDAL, com o apoio do Município de Arcos de Valdevez, vai realizar nos dias 4, 5 e 6 de Abril, uma série de iniciativas, com o objetivo de apresentar o trabalho que realizado quer na Porta do Mezio e quer na área arqueológica do Mezio-Gião.

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Este projeto, financiado pelo Programa Operacional da Região Norte – Património Cultural, pretendeu garantir as condições de preservação desta área arqueológica, assim como dar continuidade ao estudo e valorização do património arqueológico da região.

Assim irão ser organizados três eventos distintos:

1 – Vozes das Pedras… na Escola

Este evento será organizado no Agrupamento de Escolas de Valdevez e será dirigido aos alunos do 5º e 7º ano. Terá como objetivo a apresentação e oferta do livro juvenil “Vozes das Pedras - A vida no Neolítico”, bem como do jogo de mesa “Vozes das Pedras – Área Arqueológica Mezio-Gião”.

2 – Vozes das Pedras… na Comunidade

Esta ação será realizada na Casa das Artes de Arcos de Valdevez e será dirigida ao público em geral, onde será apresentado o livro monográfico “Uma escrita antes da escrita – A arte rupestre dos Montes do Gião” da autoria de António Martinho Baptista e, ainda, do CD de música ambiental, da autoria da Folk & Wild.

3 – Vozes das Pedras… na Natureza

Este evento será realizado no Mezio e terá como objetivo a inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião e a realização do percurso pedestre às Gravuras Rupestres do Gião. Ainda neste dia, será possível ver a recuperação da Mamoa 2 do complexo Megalítico do Mezio, situada no interior nas instalações da Porta do Mezio.

Convidamo-los a participar. Aguardamos a vossa presença!

PROGRAMA:

1 – EVENTO NA ESCOLA

Data: 4 Abril de 2019

Hora: 09h15

Local: Escolas de Arcos de Valdevez

Público: alunos do 5º e 7º ano do Agrupamento de Escolas de Arcos de Valdevez

  • Apresentação e oferta do livro juvenil “Vozes das Pedras - A vida no Neolítico”
  • Apresentação e oferta do jogo de mesa “Vozes das Pedras – Área Arqueológica Mezio-Gião”

2 – EVENTO NA COMUNIDADE

Data: 5 de Abril de 2019

Horário: 21h30 às 23h00

Local: Casa das Artes de Arcos de Valdevez

Público: Público em geral

  • Apresentação do livro monográfico “Uma escrita antes da escrita – A arte rupestre dos Montes do Gião” - autoria de António Martinho Baptista
  • Apresentação do CD de música ambiental, de tendência ritual - produção de Folk & Wild

* Oferta do livro “Uma escrita antes da escrita – A arte rupestre dos Montes do Gião”

* Oferta do CD de música ambiental
* Sessão de autógrafos

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias.

Contactem-nos através do e-mail portadomezio@ardal.pt ou do site www.portadomezio.pt ou do n.º 258 510 100.

3 – EVENTO NA NATUREZA

Data: 6 de Abril de 2019

Horário: 09h30 às 13h00

Local: Porta do Mezio, Arcos de Valdevez

Público: Público em geral

  • Inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião
  • Percurso pedestre às Gravuras rupestres do Gião

Programa:

09h00 – Receção dos participantes na Porta do Mezio

09h30 – Inauguração da Exposição do Centro Interpretativo da Área Arqueológica Mezio-Gião

10h00 – Início do percurso pedestre às gravuras rupestres do Gião

10h15 – Visita ao Núcleo Megalítico do Mezio

10h45 – Visita às gravuras rupestres do Gião

12h00 – Chegada à Porta do Mezio/Fim da caminhada

Percurso:

Porta do Mezio – Núcleo Megalítico – Gravuras rupestres do Gião – Porta do Mezio

Distância: 6 km

Duração: 2h00

Dificuldade: Fácil

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias.

Contactem-nos através do e-mail portadomezio@ardal.pt ou do site www.portadomezio.pt ou do n.º 258 510 100.

ARCOS DE VALDEVEZ RECUPERA PATRIMÓNIO MEGALÍTICO

Vozes das Pedras - promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião

No âmbito do Projeto Vozes das Pedras- promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião, apresentado pela ARDAL e aprovado pelo Programa Operacional da Região Norte – Património Cultural, financiado pelo FEDER, encontra-se concluída a recuperação da Mamoa 2 do complexo Megalítico do Mezio, integrada nas instalações da Porta do Mezio e o Mapeamento dos monumentos rupestres do Gião.

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O principal objetivo destas duas intervenções é garantir as condições de preservação destes monumentos, assim como dar continuidade ao estudo e valorização do património arqueológico da região.

A intervenção arqueológica da Mamoa 2 revelou uma câmara de planta poligonal alongada e aberta, apesar dos evidentes sinais de destruição que afetaram a estrutura ao longo dos tempos. Entre o espólio arqueológico recolhido, ainda que em reduzida quantidade, destaca-se uma pequena enxó votiva e um micrólito em sílex.

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Concluído o estudo, procedeu-se aos trabalhos de consolidação de forma a tornar o monumento apto à visita. O percurso implementado permite que o público veja a área da câmara, o anel de pedras periférico e a mamoa em terra, sem necessidade de interferir com o monumento, garantindo assim a sua preservação.

Em paralelo, decorreram os trabalhos de registo gráfico de arte rupestre na área arqueológica do Gião, incidindo sobre um conjunto significativo de afloramentos gravados. Mediante técnicas avançadas de digitalização 3D, criaram-se réplicas detalhadas da morfologia das superfícies pétreas, permitindo assim a observação e estudo dos painéis gravados em ambiente virtual. Desta forma está garantida a preservação das gravuras.

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MONÇÃO: ARTEFACTOS DE PEDRA LASCADA (BIFACES E MACHADOS DE MÃO) DESCOBERTOS NA BELA

No âmbito do projeto de investigação transfronteiriço “Miño-Minho: Os Primeiros Habitantes do Baixo Minho”, foi descoberto, em Maio, durante trabalhos de prospeção, o Sítio Paleolítico da Bela. Seguiram-se, entre 25 de junho e 3 de julho, trabalhos arqueológicos, tendo-se identificado um número significativo de artefactos de pedra lascada: bifaces e machados de mão.

Figura 1

A descoberta ocorreu num talude que ladeia um antigo caminho rural e na base de um muro que delimita um terreno agrícola. Com o objetivo de avaliar a sua importância, procedeu-se à limpeza e verticalização do referido talude, o que permitiu recolher, uma vez mais, uma amostragem expressiva de materiais de pedra lascada.

Os próximos trabalhos, a desenvolver em Abril e Maio de 2019, terão como principal objetivo a realização de uma escavação no referido terreno agrícola, onde foram recolhidos artefactos importantes, avaliando, com maior profundidade, a relevância deste sítio arqueológico.

Este projeto, participado por investigadores das universidades de Lisboa, Porto e Minho, e do CENIEH (Centro Nacional de Investigación sobre la Evolución Humana), contou com o apoio da Câmara Municipal de Monção e da Junta de Freguesia de Bela, bem como da disponibilidade do proprietário do terreno, onde decorreu a sondagem arqueológica.

Figura 2

Figura 3

ROTA DO MEGALITISMO E ARTE RUPESTRE EM DEBATE EM CAMINHA NO DIA 10 DE MARÇO

Caminha acolhe a primeira sessão do Ciclo de Conferências ‘Alto Minho 4D Viagem no Tempo’

Caminha vai acolher a primeira sessão do ciclo de conferências ‘Alto Minho 4D - Viagem no Tempo’, designada de ‘Rota do Megalitismo e Arte Rupestre’, uma iniciativa da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho. O objetivo é dar a conhecer a história e arte do Alto Minho. Para além da conferência, esta ação ainda compreende uma visita de estudo ao património do concelho e uma representação teatral ‘Portas do Tempo’. Este ciclo de conferências arranca a 10 de março, no Valadares, Teatro Municipal de Caminha.

O ciclo de conferências ‘Alto Minho 4D - Viagem no Tempo’ começa em março e tem como objetivo introduzir no património cultural e artístico deste território, ao longo do tempo em que ele foi construído, os habitantes que aqui residem e os turistas que o visitam. Estas conferências têm por base o património existente nos diferentes concelhos desta Comunidade Intermunicipal. O objetivo é ter, cada mês, uma conferência na sede de um dos 10 municípios, tomando por tema uma época histórica e a arte que a representa. Para além de fornecerem aos participantes os conteúdos mais recentes e aprofundados dos temas propostos, estas conferências visam contribuir para uma experiência do território, no contacto com o seu património gastronómico e através de visitas guiadas a locais onde se encontram exemplares significativos da rota anunciada.

Assim, o ciclo de conferências ‘Alto Minho 4D - Viagem no Tempo’ começa em Caminha com a conferência ‘Rota do Megalitismo e Arte Rupestre’, que terá lugar pelas 11H00, no Valadares, Teatro Municipal. Pelas 14H30, segue-se uma visita de ao património do concelho, que inclui as gravuras Rupestres de Lanhelas; a Cividade de Âncora e o Dólmen da Barrosa, em Vila Praia de Âncora e, termina com a representação teatral ‘Portas do Tempo’, pela Universidade Sénior do Rotary Clube de Caminha, encenada por Ricardo Simões. A sessão teatral terá lugar pelas 21H30, no Valadares, Teatro Municipal.

É de referir que da conferência fazem parte as comunicações: ‘Os primeiros habitantes do Vale do Minho”, a cargo da equipa de investigação dos seguintes académicos: Prof. Doutor Sérgio Monteiro Rodrigues (UP); Prof. Doutor João Pedro (UL); Prof. Doutor Eduardo Méndez-Quintas (CENIEH); Prof. Doutor Alberto Gomes (UP); Prof. Doutor Manuel Santoja (CENIEH); Prof. Doutor Alfredo Pérez-González (CENIEH) e ‘O megalitismo e a Arte Rupestre no Alto Minho. Mapa atualizado para novas rotas da arte paleolítica’, a cargo Prof. Doutora Ana Bettencourt (UM).

A participação nestas sessões e visitas é gratuita. No entanto, as pessoas devem efetuar a respetiva inscrição através do endereço http://www.centroculturaldoaltominho.org/.

Depois de Caminha, segue-se Monção com a “Rota dos Castros” (07 de Abril 2018); Ponte de Lima com a  “Rota do Romano” (05 de Maio 2018); Ponte da Barca com a “Rota do Românico” (16 de Junho 2018); Valença com a “Rota dos Castelos e Fortalezas” (22 de Setembro 2018); Melgaço com a “Rota dos Mosteiros” (20 de Outubro 2018); Viana do Castelo com a “Rota dos Descobrimentos” (17 de Novembro 2018); Arcos de Valdevez com a “Rota do Barroco” (15 de Dezembro 2018); Paredes de Coura com a “Rota da Arquitetura Tradicional” (12 de Janeiro 2019); e, por fim, Vila Nova de Cerveira com a “Rota do Contemporâneo ao Futuro” (09 de Fevereiro 2019).

O ciclo de Conferências é uma iniciativa da CIM Alto Minho, que no caso de Caminha conta com o apoio do Centro Cultural do Alto Minho, do Município de Caminha e da Universidade Sénior de Caminha.

ARCUENSES VIAJAM ATÉ À PRÉ-HISTÓRIA

Construtores da Pré-história: a anta do Mezio

Há cerca de 7000 anos, durante o período do Neolítico, o Homem deixou marcas da sua presença na região do Alto Minho e do concelho de Arcos de Valdevez. Não sabemos onde habitavam, porque as suas cabanas de madeira, barro e colmo desapareceram com o passar dos anos. Mas as grandes sepulturas de pedra, que ergueram em memória dos seus antepassados, permaneceram eternizadas nos planaltos da Serra do Soajo.

Nesta oficina, através dos instrumentos pré-históricos expostos no núcleo museológico do Paço de Giela, vamos conhecer as antas da serra do Soajo ou do Mezio e descobrir como eram construídos estes grandes monumentos em terra e pedra há milhares de anos atrás.

E porque o esforço coletivo era muito importante para estas comunidades, pais e filhos vão juntar-se para recriarem maquetes da anta do Mezio e dos rituais associados.

Atividade gratuita, sujeita a inscrição prévia.

A inscrição poderá ser efetuada presencialmente ou através dos contactos:

Email: pacodegiela@cmav.pt

Telefone: 258 520 529

Telemóvel: 965 995 094

2017-11-25 - PAÇO EM FAMÍLIA - CONSTRUTORES DA PRÉ-HISTÓRIA - Cópia

MUNICÍPIO DE FAMALICÃO ADQUIRE TERRENO DE INTERESSE ARQUEOLÓGICO EM CALENDÁRIO

Castro de S. Miguel-O-Anjo pode vir a integrar Rede de Castros do Noroeste Peninsular

A Câmara Municipal de vila Nova de Famalicão é, desde esta quarta-feira, proprietária de mais de 95 por cento do terreno do Castro de S. Miguel-O-Anjo, na freguesia de Calendário. O espaço que está classificado como imóvel de interesse público desde 1990, acolhe as ruínas de um povoado fortificado cujos achados arqueológicos apontam para uma datação que se situa entre o séc. I a.C. e o séc. I d.C..

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Aos mil metros quadrados que o município já detinha, somou-se agora 115 mil metros quadrados do terreno, adquiridos através de uma permuta com os proprietários. O Castro detém uma área total de 120 mil metros quadrados.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “a aquisição do terreno por parte do município representa um passo de gigante na salvaguarda e preservação deste património milenardando-nos a possibilidade de aprofundar o estudo e investigação sobre um passado que apesar de longínquo, nos pertence e deixou marcas”. Além disso,“dá-nos a possibilidade de apresentar candidaturas a fundos comunitários”.

Quem também fez questão de marcar presença na assinatura da aquisição do terreno foi o arqueólogo e professor da Universidade do Porto, Armando Coelho, que é também um dos responsáveis da Rede de Castros do Noroeste Peninsular.

Para Armando Coelho, a aquisição desta grande parcela de terreno por parte do município “é uma excelente notícia porque vai permitir um conjunto de ações como a realização de um levantamento topográfico e geofísico do terreno e área envolvente, que irão contribuir para uma investigação castreja mais completa e mais exigente”.

“É uma porta muito ambiciosa que se abre para o território de Vila Nova de Famalicão e para toda a região, que virá a facilitar uma candidatura deste espaço à Rede de Castros do Noroeste Peninsular”.

De resto, Paulo Cunha adiantou que a autarquia irá, em breve, preparar um Plano de Ação tendo em vista um conjunto de objetivos. “Para além da proteção deste património queremos também fazer uma gestão deste espaço numa vertente cultural, patrimonial e pedagógica associada a um espaço verde de qualidade onde será possível conjugar atividades de cariz desportivo e de lazer muito diversas, complementando assim a oferta já existente de espaços públicos de qualidade existentes no concelho”, explicou Paulo Cunha.

Refira-se que para além do Castro de S. Miguel-o-Anjo já classificado desde 1990, o município aguarda a classificação do Conjunto Arqueológico das Eiras, nas freguesias de Pousada de Saramagos, Joane, Vermoim e Vale (São Martinho) e na União das Freguesias de Vale (São Cosme), Telhado e Portela.

BRAGA INAUGURA NÚCLEO MUSEOLÓGICO DAS RUÍNAS ARQUEOLÓGICAS DE SÃO MARTINHO DE DUME

União de Freguesias e Município promovem musealização das ´Ruínas Arqueológicas de São Martinho de Dume´. Inauguração do Núcleo Museológico terá lugar este Sábado

Realizar-se-á este Sábado, dia 26 de Agosto, pelas 10h30, a Inauguração do Núcleo Museológico de São Martinho de Dume (2. fase), um projecto promovido pela União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe e pelo Município de Braga.

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A intervenção realizada visou a musealização das ruínas da antiga Catedral, que se localizam sob a actual igreja paroquial de Dume e seus espaços circundantes - um espólio muito significativo e exemplar da antiga arquitectura cristã da Europa Ocidental.

No plano nacional, a salvaguarda e valorização deste monumento nacional assume uma importância impar pela sua singularidade e valia patrimonial, constituindo-se como exemplar único. A sua valorização permitirá projectar as Ruínas Arqueológicas de São Martinho de Dume para o mesmo patamar dos grandes conjuntos europeus similares, integrando-o nos circuitos internacionais de arquitectura cristã antiga.

Pelo valor patrimonial que se encontra enraizado nestes chãos, pretende-se com o projecto apresentado proporcionar uma melhor interpretação e estudo do passado. Com a concretização deste projecto estarão criadas as condições para que o Núcleo Museológico de Dume, enquanto centro de interpretação do monumento, funcione como polo cultural e lúdico, podendo albergar exposições, recepcionar visitas organizadas de público escolar e público indiferenciado mas também de especialistas em Arqueologia e História.

Mandada construir pelo Rei Suevo Charrarico no ano 550, a antiga Catedral foi consagrada a S. Martinho de Tours, como voto de agradecimento pela cura do filho. Ao longo dos tempos até ao presente, todo o espaço em causa e envolvente, foi vivido e marcado pelas várias épocas sendo os períodos mais significativos, os vividos pelos Romanos, Suevos e Visigodos, Época Medieval e o passado mais próximo com a construção de uma Igreja e Capela.

O papel de Braga na afirmação do cristianismo é internacionalmente reconhecido e encontra as suas raízes precisamente no contexto histórico dos séculos V-VII, pois o estatuto de capital religiosa cristã do Noroeste Peninsular, que desde o final do século III acumulou com a capitalidade provincial de Bracara Augusta, beneficiou da afirmação da cidade como capital do reino suevo e da notável acção organizadora de São Martinho Dumiense, bispo de Dume e Arcebispo de Braga.

As “Ruínas Arqueológicas de São Martinho de Dume” estão classificadas como Monumento Nacional (Decreto n.º 45/93, de 30-11-1993. DR 280 – I Série-B, p. 6699), com Zona Especial de Protecção (Portaria nº 227/97 (2ª série), de 13-5-1997. DR 110 – II Série, p. 5522-5523).

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ARQUEÓLOGOS INVESTIGAM CULTURA DOLMÉNICA EM PÓVOA DE LANHOSO

Escavação arqueológica de monumentos sob tumuli, na Serra do Carvalho

Estão concluídos os trabalhos arqueológicos de valorização de dois monumentos sob tumuli (antas ou dólmens), localizados na Serra do Carvalho.

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Esta intervenção arqueológica, que contou com uma dezena de voluntários de dentro e de fora do concelho da Póvoa de Lanhoso, resultou numa parceria entre a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, a Junta de Freguesia de Lanhoso e a empresa de arqueologia NEXO.

Nesta primeira fase do processo de valorização dos monumentos, foi possível identificar e definir a couraça pétrea (conjunto de pedras pequenas que impedia o deslizamento de terras e profanação da mamoa) destes monumentos, associada a algum material cerâmico distribuído pela superfície. A fase da musealização é a próxima etapa destes trabalhos que têm como objetivo a futura fruição pública.

No decorrer dos trabalhos arqueológicos, o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues, e o Presidente da Junta de Freguesia de Lanhoso, António Machado, visitaram a área de trabalho com o propósito de se inteirarem do desenvolvimento dos mesmos e enaltecer os presentes por se terem disponibilizado para contribuir para o estudo e valorização do património arqueológico do nosso território.

Estes trabalhos arqueológicos de valorização de dois monumentos sob tumuli terminaram no passado dia 18 de abril.

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PÓVOA DE LANHOSO ENTREGA CERTIFICADOS DA ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA DA VILLA ROMANA DE VIA COVA

O Vereador da Cultura e Turismo da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues, e o Presidente da Junta de Freguesia de Lanhoso, António Machado, entregaram os certificados de participação referentes aos trabalhos arqueológicos das ruínas da villa romana de Via Cova, em Lanhoso, na sede da Junta de Freguesia de Lanhoso.

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Esta intervenção arqueológica, que contou com 25 participantes em regime de voluntariado, além de ter posto a descoberto uma parte das ruínas romanas, foi o alicerçar das raízes para o desenvolvimento do espírito colaborativo, de interajuda e sentido de responsabilidade de cada participante, incutindo, desta forma, valores que permanecem para a vida.

“O Municipio deve muito ao trabalho destes voluntários, que tanto contribuíram para dignificar ainda mais o nosso património histórico. Já no próximo mês realizaremos uma nova intervenção, que só será concluída com sucesso com a ajuda dos voluntários”, salienta o Vereador da Cultura e Turismo, André Rodrigues.

No final da cerimónia, no passado dia 4 de março, o Vereador da Cultura e Turismo voltou a desafiar os presentes para participarem na próxima intervenção arqueológica, que terá como objetivo, estudar e valorizar três monumentos pertencentes à necrópole megalítica do Planalto da Pena Província, na Serra do Carvalho, que se realizará no próximo período de interrupção letiva, de 5 a 18 de abril de 2017.

Brevemente, serão disponibilizadas mais informações sobre a intervenção arqueológica dos três monumentos megalíticos.

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MUNICÍPIO DE CAMINHA VAI DEVOLVER ESPAÇO ENVOLVENTE AO DÓLMEN DA BARROSAÀS PESSOAS

Primeira fase da recuperação do espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa a realizar no âmbito do Orçamento Participativo de Caminha já começou

A recuperação do espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa a realizar no âmbito do Orçamento Participativo de Caminha já começou. Miguel Alves esteve esta manhã no local para acompanhar os trabalhos desta primeira fase da obra.

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“Este é o lançamento da primeira fase de uma obra de recuperação de todo o Dólmen da Barrosa e deste espaço fantástico que nós queremos colocar para usufruto das pessoas”, disse Miguel Alves, acrescentando que foi submetida uma candidatura para a criação de um núcleo museológico que projete o megalitismo no concelho. “Imagino por isso, dentro de poucos anos, o parque da Barrosa como um parque urbano de usufruto dos adultos e das crianças, um parque biológico onde se pode aprender muito sobre a flora, mas também uma alternativa à nossa praia. Será a partir daqui que vamos poder projetar o megalitismo no concelho de Caminha”, sublinhou.

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A visita ao espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa em Vila Praia de Âncora, contou com a presença de Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha; Guilherme Lagido Domingos, vice-presidente da Câmara Municipal; Carlos Castro, presidente da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora; Álvaro Meira, proponente da proposta, e dos técnicos responsáveis pela obra.

“Esta obra regenera urbanisticamente este parque, devolve este parque às pessoas, e vai criar condições de segurança para usufruto das crianças e dos adultos”, sublinhou Miguel Alves sobre a importância da obra.

Também Carlos Castro admitiu tratar-se de uma obra muito importante: “a requalificação desta zona envolvente do Dólmen da Barrosa é um sonho. E ainda bem que se concretiza porque vai ser uma zona muito bonita, vai ser uma zona de lazer e vai ser uma atratividade para Vila Praia de Âncora e para todos aqueles que nos visitam”.

O presidente da Câmara lembrou que esta é uma obra que “nasceu do Orçamento Participativo de Caminha”. Trata-se de uma intervenção no montante de 22.378,39 +IVA. Dos trabalhos fazem parte: o rebaixamento do muro existente no topo nascente para uma altura de 1,20m, bem como está prevista a sua reconstrução nas zonas em falta, com características idênticas ao existente; a demolição do muro atualmente existente no topo norte e reconstrução do mesmo com uma altura de 1,20m em toda a extensão. Já foram removidas as rampas de e vai ser demolida a respetiva base em betão.

Estes são os trabalhos que integram esta primeira fase. Quanto à segunda fase, Miguel Alves assegurou que já foi submetida uma candidatura ao Programa 2020 para a criação de um núcleo museológico que potencie o megalitismo de Vila Praia de Âncora e de todo o concelho de Caminha e que vai “potenciar a oferta turística que vila praia oferece”.

Miguel Alves sublinhou ainda “só foi possível fazer esta obra porque a Câmara Municipal de Caminha resolveu uma trapalhada de mais de 20 anos com a família e os herdeiros do Dólmen da Barrosa”. O autarca relembrou: “estes terrenos estavam em litigio judicial, a Câmara Municipal já pagou a primeira metade da indemnização e vai pagar até ao final de março de 2017 a outra tranche à família, de modo a que estes terrenos possam ser do município. Para já os terrenos ainda não são do município, mas já temos autorização para fazer esta obra aqui. É a resolução de mais uma trapalhada do passado que nos ajuda a construir o futuro”.

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CAMINHA RECUPERA DÓLMEN DA BARROSA

A Câmara Municipal de Caminha organiza amanhã, dia 14 de dezembro, pelas 10 horas, uma visita ao Dólmen da Barrosa, em Vila Praia de Âncora, no âmbito da intervenção a realizar com base no Orçamento Participativo.

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A Recuperação do espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa (Vila Praia de Âncora) foi um dos projetos vencedores do 1º Orçamento Participativo de Caminha. Trata-se de um projeto avaliado em 60 mil euros e prevê intervenção nos muros, plantação de espécies autóctones, instalação de mobiliário urbano e remoção da pista de skate.

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PORTA DO MEZIO QUER VALORIZAR PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

ARDAL/Porta do Mezio aprova candidatura para a promoção e valorização da Área Arqueológica Mezio-Gião

O projeto Vozes das Pedras - Promoção e Valorização da Área Arqueológica Mezio-Gião visa dar resposta a uma crescente procura do turista do Parque Nacional da Peneda-Gerês e da Porta do Mezio, em particular, por estes monumentos culturais, oferecendo-lhe novos suportes e experiências relativas a esta temática.

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Esta iniciativa irá remeter os turistas para a relação do Homem com os elementos culturais e naturais. Com pedras enquadradas numa paisagem delimitada, o Homem do Mezio-Gião criou arte rupestre e espaços de rituais de enterramento (mamoas), mas criou-os num profundo relacionamento com o espaço natural, lendo-o, interpretando-o e experienciando-se a si e à paisagem como um só. Com este projeto a ARDAL/Porta do Mezio vai valorizar e promover as 100 rochas identificadas num dos maiores santuários de arte rupestre do Noroeste Peninsular – o Gião, bem como nas 11 mamoas da Área Arqueológica do Mezio.

Pretende-se que o conhecimento que estes espaços encerram seja partilhado com o grande público, num trabalho coordenado pelo Arqueólogo Martinho Baptista, diretor Parque Arqueológico Vale do Côa.

Com um valor elegível de cerca de 350 mil euros, apoiado no âmbito do Programa Operacional da Região Norte – Património Cultural, pretende-se que este trabalho venha, também, reforçar a atratividade da Porta do Mezio, enquanto estrutura de promoção, receção, animação e interpretação do território do Parque Nacional da Peneda Gerês.

CERVEIRA É VILA DAS ARTES DESDE A PRÉ-HISTÓRIA

Investigação da UM traz novos dados sobre a arte rupestre de Cerveira

Foram identificadas cerca de 40 novas gravuras rupestres no concelho de Vila Nova de Cerveira. O trabalho de campo, recentemente desenvolvido por uma equipa da Universidade do Minho, com o apoio do Município, vai agora avançar para uma fase mais técnica/de gabinete para inventariar, estudar, conservar e divulgar mais esta descoberta de arte rupestre, consolidando a história cerveirense.

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De grande riqueza patrimonial, Vila Nova de Cerveira é um concelho que apresenta um elevado potencial arqueológico que agora se alarga à arte rupestre, apresentando concentrações muito significativas de gravuras que remontam às origens históricas em formações rochosas situadas nas encostas e chãs da Serra da Gávea e que, desde há vários anos, suscita o interesse de profissionais e a curiosidade de visitantes.

O mais recente estudo decorreu ao longo do passado mês de julho, com uma equipa de cinco investigadores da Universidade do Minho a pesquisar arte rupestre em Cerveira, na sequência do projeto de investigação de pós-doutoramento “Paisagem e representação do poder na Pré-história Recente: Arte Atlântica e Estátuas-Menir”.

O trabalho consistiu na deteção de gravuras mediante a realização de prospeção sistemática de áreas de maior potencial, originando a descoberta de cerca de 40 novos locais gravados. Para cada uma das gravuras identificadas procedeu-se à contextualização física e arqueológica dos locais, à limpeza dos afloramentos, ao estudo técnico e formal das gravuras e ao levantamento fotogramétrico.

Os dados recolhidos vão agora ser analisados e sistematizados em gabinete, afim de se proceder à sua inventariação e definição de estratégias para posterior proteção e conservação.  De sublinhar que, dando continuidade à estratégia de promoção de Vila Nova de Cerveira enquanto polo de turismo cultural, a Câmara Municipal está já a preparar com os investigadores uma visita guiada às gravuras, a ter lugar no próximo mês de setembro equacionando a criação alguns trilhos e sinalizações que divulguem este e outros legados já descobertos.

O grupo de investigadores da Universidade do Minho constituído por alunos do Mestrado e Licenciatura em Arqueologia da Universidade do Minho, sob a coordenação do Doutor Manuel Santos Estévez, pós-doutorando da Universidade do Minho, e da Prof.ª Doutora Ana Maria dos Santos Bettencourt, Professora Auxiliar com Agregação da mesma instituição de ensino.

DIRETOR REGIONAL DE CULTURA DO NORTE VISITA ESCAVAÇÕES ARQUEOLÓGICAS EM MELGAÇO

Amanhã, pelas 11h00, na Estação arqueológica de Remoães, Melgaço

A decorrerem há cerca de cinco semanas, as escavações arqueológicas na freguesia de Remoães já geraram descobertas importantíssimas para os estudos da presença do Homem na região do Vale do Minho. É neste âmbito que o Diretor Regional de Cultura do Norte, António Ponte, visita amanhã, pelas 11h00, a Estação arqueológica de Remoães, em Melgaço.

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No local estão equipas investigadoras de universidades portuguesas e espanholas. De acordo com o Coordenador do projeto, João Ribeiro, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ‘os promissores trabalhos de Melgaço permitiram reconhecer a diversidade de estratégias de ocupação da região pelo homem paleolítico tanto no tempo como no espaço, tendo mesmo permitido reconhecer a presença do homem de Neandertal na região’.

As escavações acontecem no âmbito do projeto transfronteiriço ‘Os primeiros habitantes do baixo Minho’, previsto decorrer nos vários municípios portugueses e espanhóis do troço internacional do rio Minho.

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MUNICÍPIO DE CERVEIRA APOIA INVESTIGAÇÃO NO ÂMBITO DO PATRIMÓNIO CULTURAL

Uma equipa de cinco investigadores da Universidade do Minho encontra-se em Vila Nova de Cerveira, até ao final do mês, para estudar a arte rupestre do concelho, no âmbito do projeto de investigação de pós-doutoramento “Paisagem e representação do poder na Pré-história Recente: Arte Atlântica e Estátuas-Menir”.

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 Gravura rupestre da Chã Longa – Vila Nova de Cerveira

  

O grupo de investigadores é constituído por alunos do Mestrado e Licenciatura em Arqueologia da Universidade do Minho, sob a coordenação do Doutor Manuel Santos Estévez, pós-doutorando da Universidade do Minho, e da Prof.ª Doutora Ana Maria dos Santos Bettencourt, Professora Auxiliar com Agregação da mesma instituição de ensino.

O trabalho consiste na contextualização física e arqueológica do local gravado: na limpeza do afloramento; no estudo técnico e formal das gravuras; no decalque com plástico polivinilo e no seu levantamento fotogramétrico. Serão, igualmente, observadas outras rochas na área, com o intuito de se encontrarem novas gravuras rupestres.

O Município de Vila Nova de Cerveira apoia esta investigação, sublinhando a importância da proteção e valorização do património do concelho, neste caso pré-histórico, através da requalificação e procura de vestígios histórico-arqueológicos. No sentido de dar continuidade à estratégia de promoção de Vila Nova de Cerveira enquanto polo de turismo cultural, a Câmara Municipal pretende, ainda, a constituição de trilhos e sinalizações que divulguem este legado.