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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIA CICLO-PEDONAL DE FAMALICÃO ATÉ À PÓVOA DE VARZIM FICA PRONTA EM 2020

Obras já estão a decorrer. Auto de consignação foi assinado, esta terça-feira, com um investimento de 1,9 milhão de euros e um prazo de execução de um ano

Dentro de um ano, o concelho de Vila Nova de Famalicão irá dispor de uma via ciclo-pedonal com condições de excelência para a mobilidade sustentável, mas também para a prática desportiva ou simplesmente para lazer que vai nascer no antigo ramal ferroviário que ligava a cidade de Famalicão à Póvoa de Varzim. O auto de consignação da obra de recuperação e valorização da via foi assinado esta terça-feira e a empreitada com o valor de 1,9 milhão de euros já está no terreno. Com um prazo de execução de um ano, a intervenção está entregue à empresa DACOP – Construções e Obras Pública.

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Na hora de descrever a importância desta intervenção para o concelho, Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal, falou da “concretização de uma ambição dos famalicenses” e de “uma enorme satisfação para mim enquanto autarca conseguir concretizar este objetivo coletivo”.

Para o autarca esta “é uma das mais importantes obras que se pode fazer por um concelho, quando se fala em intervenções sustentáveis, amigas do ambiente e em meios de transporte suaves”. “Está aqui uma obra que vai dar materialidade a esses discursos, porque não basta falarmos em mudar os hábitos em relação aos transportes ao nível da mobilidade se depois não conseguimos dar as condições necessárias para que as pessoas possam mudar de facto”.

Neste âmbito, Paulo Cunha afirmou que “o grande objetivo desta intervenção é a mobilidade, é que as pessoas tenham aqui um novo eixo de transporte, que possa substituir as estradas e o automóvel. Mas é também um canal de comunicação que vai servir as pessoas nas suas mais variadas funções, seja ao nível do desporto ou ainda do lazer”. Por outro lado, segundo o presidente da Câmara Municipal, com esta via“a cidade ficará mais próxima da costa e da Póvoa de Varzim permitindo que as pessoas a utilizem para chegar a Famalicão, para visitar o nosso património e a nossa cultura. É uma intervenção ambiciosa que permite rasgar horizontes”.

Com uma extensão de perto de 11 quilómetros, a via ciclo-pedonal atravessa as freguesias de Vila Nova de Famalicão, Brufe, Louro, Outiz, Cavalões e Gondifelos, seguindo depois no concelho da Póvoa de Varzim.

De acordo com a responsável pelo departamento de Gestão Urbanística da Câmara Municipal de Famalicão, Francisca Magalhães, uma das principais características da via tem a ver com a iluminação, o que irá permitir que “seja utilizada durante a noite, no verão ou no inverno, em condições de segurança”.A responsável adiantou ainda que “todo o trajeto da via será pavimentado em asfalto, com uma pintura a distinguir os espaços para peões e bicicletas. A largura é de 3,30 metros e será colocada sinalética vertical e horizontal diversa. Nos cruzamentos com as estradas nacionais o atravessamento será feito com recurso a semáforos”. Para além disso, será colocado diverso mobiliário urbano e paisagístico.

No total, a intervenção tem um custo de dois milhões de euros. Com verbas aprovadas no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), assinado entre a autarquia e o Programa Operacional Norte 2020, o município tem garantido um cofinanciamento FEDER no valor de 1,7 milhão de euros.

Beneficiando de uma paisagem atrativa, propícia ao passeio e à prática de atividades ao ar livre, mas também de grande utilidade para os trajetos diários e para a mobilidade, o percurso tem início na Rua Daniel Rodrigues nas imediações da Estação Ferroviária de Famalicão, sendo que será criada uma ligação à Rede Ciclável Urbana de Famalicão.

Entretanto, do lado da Póvoa de Varzim estão já a decorrer as obras de recuperação do antigo ramal ferroviário numa extensão de 22 quilómetros e a sua transformação na Via Ciclo-Pedonal Póvoa-Famalicão

A obra arrancou em fevereiro deste ano e deverá ficar concluída em abril de 2020.

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PROJETO INOVADOR DE COMBATE AO ANALFABETISMO E PROMOÇÃO DAS LITERACIAS INICIA-SE NO PORTO

Inicia-se, amanhã, com a assinatura do protocolo de colaboração entre as entidades copromotoras envolvidas , às 17,00 horas, na sede da Junta de freguesia de Paranhos, o projeto-piloto inovador “Percursos de Cidadania, Alfabetização e Literacias”, de combate ao analfabetismo e de promoção das literacias da população adulta do porto, em especia,l os habitantes da freguesia de Paranhos.

A Iniciativa conta com a presença dos responsáveis da entidades envolvidas, Alberto Machado , Presidente da Junta de freguesia de Paranhos, António Tavares, Provedor da Santa Casa de Misericórdia do Porto, Rui Pedroto da Fundação Manuel António da Mota, Francisco Gil Silva da Escola Artística Árvore, António Leite, delegado regional  do Instituto de Emprego e Formação Profissional e Armando Loureiro, Presidente da APEFA, Associação Portuguesa de Educação e Formação de Adultos- Aprendências que, colaborativamente, vão construir respostas promotoras de felicidade e de aprendizagens.

As oficinas de alfabetização e Literacias decorrerão na casa da cultura de Paranhos, em horários compatíveis com a disponibilidade dos adultos e contam com um conjunto de professores voluntários que aderiram ao projeto .

Trata-se de um projeto-piloto de alfabetização, inédito pela sua configuração pedagógica e organizacional, e está a ser desenvolvido em geografias diversas, como Póvoa de Varzim e Esposende.

A direcção da APEFA

Armando Gomes Loureiro

JOVENS DO CRAV CONVIVEM NA PÓVOA DE VARZIM

As equipas sub 8, sub 10 e sub 12 do CRAV deslocaram-se ao espaço Agros, na Póvoa de Varzim para participar em mais um convívio regional norte no escalão.

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Apesar de algum frio, o evento decorreu bem, muito por força do sol que se fez sentir.

No que toca a jogos, vários foram os adversários: CDUP, Sport Clube do Porto, Escola de Rugby do Porto, Braga, Trofa, entre outros. Uns jogos foram ganhos, outros perdidos, noutros ainda prevaleceu o empate. 

No entanto, predominaram os valores do desporto, com pais, atletas e dirigentes a saberem dar o exemplo às jovens promessas, que já perceberam que ganhar nem sempre é o mais importante.

CRAV DESLOCA-SE A PÓVOA DE VARZIM

A equipa sub 14 do CRAV deslocou-se no dia 20 de janeiro às instalações desportivas do complexo Agros na Póvoa de Varzim.

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Naquela que constitui a segunda jornada do torneio inter-regional norte-centro de rugby com treze jogadores (a época iniciou-se com um torneio inter-regional mas com sete jogadores), os jogadores e as jogadoras do CRAV (a competição é mista) fizeram um conjunto de três jogos contra o Guimarães-Trofa, RC Lousã e Braga-ERP.

No cômputo geral, foi apontado como aspeto positivo a progressiva adaptação dos e das jovens atletas avum campo maior e com mais jogadores, onde a exigência tática e física começava ser maior.

De resto, o torneio correu da melhor forma, sem grandes perturbações climatéricas e os agentes da modalidade a comportarem-se num quadro de franco desportivismo.

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MUNICÍPIO DE PÓVOA DE VARZIM ENTREGA DIPLOMAS DO CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA A INCLUSÃO

A Die Apfel iniciou um Curso de Capacitação para a Inclusão, sendo que uma das ações, denominada “Imagem, Autoestima e Autoconceito” dinamizada em parceria com a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, em período laboral, decorreu desde junho a finais de 2018, em ações de “Competências Sociais Básicas”.

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A ação “Imagem, Autoestima e Autoconceito” teve como objetivo reconhecer a importância da imagem, autoestima e autoconceito na inversão de trajetórias de vida negativas e capacitar os formandos para a interiorização de competências necessárias ao exercício de uma cidadania ativa e responsável, que valorize as diferenças, nomeadamente a nível do género. A ação “Competências Sociais Básicas” teve como objetivo estimular o processo de socialização e de integração laboral de indivíduos socialmente excluídos, através da promoção de competências pessoais e interpessoais e fomentar uma cultura baseada na procura/construção de oportunidades, de modo a criar percursos de vida mais responsáveis e positivos.

Na entrega de diplomas do Curso, foi realizada na Biblioteca Municipal, pela Vereadora do Pelouro da Coesão Social da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Drª Andrea Silva e pela Drª Benedita Aguiar, Diretora da Die Apfel, estando presentes os formandos e formadores do curso

A Diretora da Die Apfel, Drª Benedita Aguiar, referiu que no âmbito desta ação “pretendeu-se intervir no formando numa lógica sistémica (pessoal e social); criar condições para o incremento do desenvolvimento pessoal e social, assim como promover a motivação intrínseca”.

A Diretora da Die Apfel agradeceu “o imprescindível apoio prestado pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. De facto este suporte foi essencial para garantir a elegibilidade dos formandos, em observância às exigências da presente tipologia de intervenção”.

A Vereadora do Pelouro da Coesão Social da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Drª Andrea Silva, agradeceu à Die Apfel a realização deste Curso no concelho da Póvoa de Varzim e sublinhou a importância de se promover a formação e o acompanhamento do desenvolvimento das aprendizagens, assim como o progresso ao nível dos saberes, dotando os formandos de ferramentas que possam contribuir para melhorar as suas condições de vida, tanto a nível pessoal como profissional.

Esta iniciativa foi financiada pelo POISE (Programa Operacional Inclusão Social e Emprego), pelo Programa Portugal 2020, União Europeia e Fundo Social Europeu.

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JOSÉ EUSÉBIO, PEREGRINO A SANTIAGO DE COMPOSTELA, REALIZA NA PÓVOA DE VARZIM UMA CONFERÊNCIA PARA NOS CONTAR A SUA EXPERIÊNCIA… E DAR TESTEMUNHO DA SUA FÉ!

José Eusébio, peregrino a Santiago de Compostela, já percorreu 12 vezes itinerários jacobéus. Em conferência a realizar na Póvoa de Varzim, no próximo dia 25 de Janeiro, vai dar testemunho da sua experiência… e da sua Fé!

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Conferência dia 25 em Póvoa do Varzim

“Caminho pela geira é incomparável e constitui uma viagem no tempo”

O Grupo dos Amigos do Caminho de Santiago da Póvoa de Varzim promove na sexta-feira, da 25 de Janeiro, uma conferência intitulada “As Minhas Histórias do Caminho”, com a participação do peregrino José Eusébio, que percorreu uma dúzia de vezes diferentes itinerários jacobeus, o último dos quais o Caminho da Geira Romana e dos Arrieiros.

Na perspetiva de José Eusébio, de 31 anos, este caminho, que liga Braga a Santiago de Compostela, na distância de 240 quilómetros, “é incomparável”, com “paisagens de cortar a respiração e uma tranquilidade inexplicável. Uma viagem no tempo, muito graças ao seu legado romano”.

O peregrino, que já percorreu sete itinerários jacobeus, adianta que “as gentes desta rota demonstram espírito hospitaleiro e estão empenhadas no seu desenvolvimento.  Este caminho é sinónimo de aventura, paz e felicidade”.

Quanto à vontade de associações, como as do Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro e de Codeseda Viva, de oficializar este caminho até ao Ano Santo Jacobeu de 2021, José Eusébio, natural de Póvoa do Varzim e residente em Barcelos, afirma que é “claramente possível” concretizar o objetivo.

“Nesta fase é necessário marcar o caminho, com as famosas setas amarelas e criar as infraestruturas de apoio aos peregrinos, como albergues. Colmatando estas lacunas, o crescimento do número de peregrinos será exponencial”, refere o conferencista, que é instrutor de fitness  e professor de natação.

A conferência decorre no Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa de Varzim, a partir das 21h30. A participação é gratuita, mas a inscrição obrigatória, podendo ser feita na página de Facebook do Grupo dos Amigos do Caminho de Santiago da Póvoa de Varzim.

Após a apresentação de José Eusébio, segue-se uma conversa com a assistência e a ideia da organização  - que guarda “uma surpresa para o final”, aconselhando os participantes “a não comerem muito à sobremesa” - é que todos “levem muitas dúvidas” sobre o caminho de Santiago pelo Gerês.

O orador já percorreu os caminhos Central Português, Português da Costa e Variante Espiritual, Português do Interior (bicicleta), Finisterra/Muxia, Primitivo, Inglês e da Geira Romana e dos Arrieiros (concluído a 31 de dezembro de 2018).

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HISTORIADOR JOEL CLETO VAI A PÓVOA DE VARZIM FALAR DO CAMINHO DE SANTIAGO PELO GERÊS

Póvoa do Varzim/Joel Cleto: Conferência revela histórias do caminho de Braga a Santiago

O Grupo dos Amigos do Caminho de Santiago da Póvoa de Varzim organiza esta sexta-feira, 14, a conferência “O Caminho de Santiago pelo Gerês – A Geira Romana”, proferida pelo historiador e arqueólogo Joel Cleto.

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Segundo a organização, as inscrições gratuitas para o evento, marcado para as 21h30, no Centro de Congressos do Hotel Axis Vermar, em Póvoa do Varzim, com capacidade para 550 pessoas, “decorrem de forma incrível e a disponibilidade da sala é já pouca”.

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“Todos juntos faremos o caminho pelo Gerês, local que provavelmente todos adoram. É o Caminho Primitivo Português em destaque”, adianta a organização, informando que antes da conferência há um momento musical pelo Coral Ensaio, da Escola de Música da Póvoa de Varzim, dirigido pelo maestro e professor José Abel Carriço. O grupo interpreta música do século XVI “escolhida de forma especial para o evento”.

“O enorme interesse suscitado por um número tão elevado” de peregrinos e outros interessados na conferência, que conta com o apoio do museu municipal e do Município de Póvoa do Varzim, obrigou à alteração do local inicialmente previsto para a sua realização.

Na mesmo dia, duas horas antes da conferência, pelas 19h30, realiza-se um “Encontro de Peregrinos, Amigos e Colaboradores do Caminho pela Geira”, com o objetivo de trocar ideias sobre este itinerário jacobeu, que liga Braga a Santiago de Compostela, na distância de 240 quilómetros, apresentado em Braga em abril de 2017.

Este traçado, conhecido por Caminho da Geira Romana e dos Arrieiros ou Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro, foi percorrido por mais de 300 peregrinos em dois anos e as associações envolvidas no seu estudo, nomeadamente a Associação Jacobeia do Caminho Minhoto Ribeiro e a Associação Codeseda Viva, pretendem que seja oficializado antes do Ano Santo Jacobeu de 2021.

Nesta altura estão em curso os levantamentos históricos, patrimoniais e culturais sobre o itinerário – que prevê dois traçados essenciais a partir de A Estrada, por Pontevea e Ramalhosa ou por Sarandon e Vedra -, bem como trabalhos de limpeza e marcação. Está igualmente em curso a preparação de infraestruturas de alojamento.

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PÓVOA DE VARZIM DEU UMA “MARRADA” NA DECISÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA QUE REJEITA A ABOLIÇÃO DA TAUROMAQUIA EM PORTUGAL

A esmagadora maioria da Assembleia da República rejeitou a proposta apresentada pelo PAN no sentido da abolição das touradas em Portugal. Não obstante, a autarquia da Póvoa de Varzim decidiu abolir a tourada na área do seu concelho. A questão é a seguinte: Touros e touradas à parte, pode um município “legislar” contra o que é decidido na Assembleia da República e que, por conseguinte, toma a forma de lei? É que assim deixamos de entender como funciona o Estado português porque não é isto que se encontra inscrito na Constituição da República Portuguesa… que julgamos, ainda não é uma “república das bananas”!

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PÓVOA DE VARZIM DECLARA-SE ANTI-TOURADAS

A Póvoa de Varzim virou, em definitivo, uma página da sua História.

O Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, já tinha anunciado, na passada semana, que a Praça de Touros, uma vez feito o investimento de cinco milhões de euros previsto para transformar aquele espaço num pavilhão multiusos, deixaria de acolher touradas. Ontem, o autarca declarou “o corte inevitável com uma tradição que, tendo feito o seu caminho e prosseguido o seu objetivo, não tem, nos nossos dias, razão de ser” e declarou o concelho anti-touradas.

Depois de proibir a utilização de animais selvagens em espetáculos de circo (mesmo antes de ser proibido por lei), de criar mais condições para a população canina, quer no nosso Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia (onde se não fazem abates), quer nas instalações d’“A Cerca” (associação de voluntários com foi estabelecido protocolo de suporte à sua atividade), e depois de, com esta associação e os Bombeiros Voluntários, ter criado a Ambulância Animal para socorro de animais em sofrimento na via pública, a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim aprovou, por unanimidade, a interdição de corridas de touros ou outros espetáculos que envolvam violência sobre animais a partir de 1 de janeiro de 2019.

Lembramos, porém, que em 2017 a cedência da Praça de Touros já tinha deixado de ser gratuita.

Aires Pereira explicou que “com a progressiva perda de público dos espetáculos tauromáquicos (mais acentuada a norte que a sul), refletida numa queda global de 50% nos últimos 7 anos, as praças de touros do norte passaram a ter um uso residual.

Disse ainda que, ultimamente, apenas se realizavam duas touradas por ano naquela praça e que a sociedade "se tem vindo a posicionar de forma diferente" em relação a essas corridas: "há uma outra sensibilidade em relação às touradas, as novas gerações olham-nas de forma diferente, este ano já não se fizeram garraiadas nas festas académicas e a Câmara decidiu dar um novo uso àquela praça", referiu.

POVEIROS DANÇAM NA CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO

O Rancho Eça de Queirós atuou anteontem na Quinta do Santoinho da Casa do Minho do Rio de Janeiro em representação da Casa dos Poveiros, sediada naquela cidade do Brasil.

O Rancho Folclórico Eça de Queirós deu entrada com a dança “Sou poveira, sou poveirinha”, seguindo-se o “Fandango”, “Vira de Proa”, “Rosa Branca (música pertencente ao reportório do Rancho Tricanas da Lapa – Bairro Sul) e saindo de palco com a Marcha de São Pedro. A noitada de São Pedro realiza-se a 28 de Junho e, na Póvoa de Varzim, cada bairro faz um trono dentro das suas cores, do tipo altar e lembrando que cada bairro tem suas cores específicas para homenagear o santo. Durante essa festa onde não falta a sardinha, vinho e música, ocorrem os desfiles e as rusgas dos Ranchos dos bairros.

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Desde 1930 a Casa dos Poveiros tem sido um pedacinho da Póvoa de Varzim no Rio de Janeiro, divulgando com muito amor as tradições e cultura poveira.

De acordo com o seu historial oficial, “A ideia da criação de uma "Casa dos Poveiros" nasceu em 1929 na casa do alfaiate João Figueiras. No início pensou-se em criar grupos pró-Póvoa, tal como acontecia em Manaus, interligando os grupos de poveiros espalhados pelos estados do Brasil. Seria uma forma de unir as colônias poveiras e fazer propaganda da sua terra no país onde canta o sabiá. Dada a sua imensidão e a dificuldade de contactar os poveiros residentes nos mais recônditos lugarejos do país irmão, a ideia abortou. Na altura, era grande o surto de emigração para o Brasil. Gente nova à procura da árvore das patacas; fugindo dum país sem futuro, afogado em tristeza, desemprego e más condições de vida.

Nessa avalanche de jovens emigrantes poveiros, fervilhava urna sadia rivalidade desportiva entre o Varzim e o Sporting Clube da Póvoa, dois clubes que traziam colados ao coração. Habituados a conviver alegremente com as suas derrotas e vitórias, não podiam desabafar o fervor clubista por falta de lugares de convívio. Esse fervilhar do perde-e-ganha era "despejado" esporadicamente em qualquer esquina ou na mesa de um botequim em redor de um "chope" geladinho. Sabia a pouco, esse afiar de língua. Havia que se topar um local certo para se falar da Póvoa, dos amigos e dos clubes. Numa palavra faltava uma sede própria para matar saudades. Por outro lado, o caso do repatriamento dos pescadores poveiros chocou a jovem colônia emigrante. Se muitos pescadores regressaram à Póvoa para não se naturalizarem, outros por lá ficaram "vegetando" pelas praças com dificuldades econômicas. Era necessária e urgente uma instituição que lhes fizesse o cadastro e lhes tratasse das suas preocupações e necessidades. Esses dois itens, um local mata-saudades e uma instituição que zelasse pelos pescadores menos afortunados, foram o gatilho para a criação da "Casa dos Poveiros no Rio de Janeiro".

Por essa altura tinha regressado ao Rio, onde já estivera, João Figueiras (de seu nome João Joaquim Marques), que montou atelier de Alfaiataria na Rua Costa, 128. Como a casa era espaçosa, era lá que se reuniam alguns conterrâneos para falar dos assuntos da sua terra e da necessidade de se criar urna associação que conseguisse das autoridades brasileiras alguns benefícios para os pescadores poveiros que se fixaram no Rio. Reunião atrás de reunião, a certa altura os visitantes já não cabiam na sala de corte-e-cose de João Figueiras.

O entusiasmo e bairrismo era de tal ordem que se lançou a urgência de se criar uma "Casa dos Poveiros do Rio", custasse o que custasse. As reuniões passaram a ser diárias, João Figueiras desdobrava-se em contatos e os poveiros interessados multiplicavam-se. Finalmente, em 8 de Janeiro de 1930 era criada a "Casa dos Poveiros do Rio de Janeiro", tendo como patronos o herói "Cego do Maio" e o escritor "Eça de Queirós". Os fins vinham explícitos nos estatutos aprovados: promover a união entre poveiros; fazer a máxima propaganda da Póvoa, como a mais bela praia do norte de Portugal e por ela trabalhar em todos os sectores; prestar assistência aos nossos irmãos mais necessitados e concorrer para o progresso do Brasil, dignificando assim Portugal. Para começar, a Associação dos Empregados do Comércio do Rio cedeu o seu salão Nobre. Seguiram-se salas na Rua da Misericórdia, Mercado de São José e Constituição. Finalmente, no Conselho Diretor de Álvaro Silva foi adquirido o bonito palacete da Rua do Bispo, atual sede.

Na primeira Assembleia-geral de 8 de Janeiro de 1930 foram eleitos e empossados os seguintes poveiros: Presidente' David Martins; Vice-Presidente Vicente Gonçalves; 1º Secretário - António Fernandes e 2" Secretário - Modesto Rodrigues Maio; Tesoureiro Eusébio Marques Torres; Vogais - João Gumes Cruz e Arnaldo Miranda; Assembleia Geral - Presidente, Adelino Macieira; secretários - Manuel Francisco Marques e Américo Rodrigues, Maio; Conselho Fiscal - Dionísio Moreira Ribeiro, António Monte Novo e José Ferreira.”

Em relação ao seu rancho folclórico, “Os poveiros já tinham se instalado no palacete da Rua do Bispo e já possuíam um lugar para lembrarem da sua Cidade Natal, a Póvoa de Varzim. Mas ainda assim faltava algo para recordar suas danças e assim em 1952 foi fundado foi fundado o Rancho Folclórico da Casa com o nome, na época, de Rancho Folclórico da Casa dos Poveiros. Esse Rancho contribuiu para que ao longo dos anos, através da formação de casais, namoros e casamentos entre seus componentes.

Mas em 1985, através de uma resolução do Presidente na época, o nome do grupo foi alterado para RANCHO FOLCLÓRICO EÇA DE QUEIRÓS, em homenagem ao importante e ilustre escritor português e ilustre filho da Póvoa de Varzim, José Maria Eça de Queirós.”

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JOSÉ MILHAZES VAI À FEIRA DO LIVRO DE AMARES

José Manuel Milhazes Pinto nasceu a 2 de Outubro de 1958 na Póvoa de Varzim. Em 1977, parte para a União Soviética a fim de cursar História da Rússia e assistir à "construção do comunismo", levando a cabo os seus estudos na Universidade Estatal de Moscovo. Formado em 1983, constituiu família e ficou a residir na URSS.

A 8 de Agosto de 1989, escreve a primeira crónica para a TSF e, no ano seguinte, com o lançamento do jornal Público, torna-se seu correspondente em Moscovo.

Em 2002, começa também a colaborar com a SIC. A longa permanência na União Soviética e, depois, na Rússia, permitiu-lhe assistir e participar num dos períodos mais conturbados do séc. XX: a queda da "cortina de ferro" e a formação de novos Estados no Leste da Europa. Mantém o blogue www.darussiablogspot.com, alojado no sítio eletrónico do jornal Público.

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COLÓQUIO NACIONAL DO MILHO REÚNE NA PÓVOA DE VARZIM

Colóquio Nacional do Milho debate futuro do setor do leite em Portugal

O 9º Colóquio Nacional do Milho reúne, a 7 de Fevereiro, na Póvoa de Varzim, no Hotel Axis Vermar, mais de 450 especialistas nacionais e internacionais para um debate alargado sobre a situação atual e perspetivas futuras do mercado do leite.

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Num momento em que o setor nacional e europeu do leite atravessa uma profunda crise, a ANPROMIS- Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo pretende contribuir com uma reflexão sobre as estratégias necessárias para que o mercado dos laticínios inverta esta situação e alcance um equilíbrio de longo prazo. Participam no debate especialistas nacionais e internacionais, em representação da produção e da distribuição de leite e responsáveis pelas políticas públicas do setor.

O diretor-geral da Federação Francesa de Produção Leiteira, Gilles Psalmon, orador do painel “O mercado mundial do leite: situação atual e perspetivas futuras”, dará o exemplo sobre o modelo de organização aplicado em França, que tem permitido a este país intensificar a produção de leite, com mais litros de leite por vaca. Este modelo de produção resultou também num aumento do preço do leite em 13% pago aos produtores franceses, entre 2016 e 2017 (dados EU Milk Market Observatory).

No Colóquio serão também abordados os desafios técnicos da produção de milho silagem, na perspetiva do aumento da rentabilidade das explorações leiteiras por via do acréscimo da qualidade e da quantidade do leite produzido. No espaço de uma década (2003-2013), a produtividade do efetivo leiteiro português aumentou de 5,8 toneladas leite/vaca/ano para 7 toneladas leite/vaca/ano (dados do INE).

«O Colóquio Nacional do Milho é por excelência um fórum de discussão dos principais temas relacionados com a cadeia produtiva do milho, a montante e jusante. Constituindo o milho silagem a base da alimentação do efectivo leiteiro nacional, estamos certos que esta iniciativa ajudará à necessária reflexão com todos os intervenientes da fileira, sobre as estratégias necessárias à sustentabilidade do setor do leite, tão importante na necessária sustentabilidade económica da região Norte do país», afirma José Luís Lopes, presidente da ANPROMIS.

Fonte: http://www.anpromis.pt/

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FAMALICÃO AVANÇA COM CRIAÇÃO DE REDE URBANA PEDONAL E CICLÁVEL

Primeira fase da obra incide sobre o antigo ramal ferroviário Famalicão-Póvoa de Varzim

Em meados de 2019, será possível percorrer a antiga Linha-Férrea entre Vila Nova de Famalicão e a cidade balnear da Póvoa de Varzim a pé ou de bicicleta, usufruindo de todas as condições de uma via pedonal e ciclável moderna e segura, num cenário natural de grande beleza.

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A proposta de abertura do concurso público para a construção da primeira fase da rede urbana pedonal e ciclável de Famalicão, que incidirá sobre o percurso no concelho deste antigo ramal ferroviário foi apresentada esta quinta-feira, na reunião do executivo municipal, pelo presidente Paulo Cunha, tendo sido aprovada por unanimidade.

De acordo com o autarca a obra com um investimento base de 1,9 milhão de euros, deverá arrancar em meados de 2018, tendo um prazo de execução de um ano, devendo ficar concluída durante o Verão de 2019.

As obras envolvem um conjunto de trabalhos, como demolições, limpeza e desobstrução do pavimento, criação de rede de águas pluviais, pavimentação em betuminoso com cor diferenciada, colocação de sinalização e iluminação pública em todo o itinerário potenciando a sua utilização de dia e de noite em segurança. Para além disso, será colocado diverso mobiliário urbano e paisagístico.

Beneficiando de uma paisagem atrativa, propícia ao passeio e à prática de atividades ao ar livre, o percurso tem início na Rua Daniel Rodrigues nas imediações da Estação Ferroviária de Famalicão, seguindo depois até ao limite do concelho, numa extensão de 10.150 metros.

Segundo Paulo Cunha, “há já a garantia que a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim irá avançar também com a recuperação do antigo ramal ferroviário que liga o limite do concelho de Famalicão à cidade poveira”.

“Podemos dizer que em 2019, os famalicenses podem ir a banhos às praias da Póvoa de bicicleta”, salientou.

O presidente da Câmara Municipal adiantou ainda que “esta obra insere-se num plano mais vasto de mobilidade sustentável para a cidade que se vai realizar ao abrigo do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) e que inclui uma rede de linhas pedonais e cicláveis que irão ligar diversos equipamentos públicos da cidade”. Toda a obra terá um financiamento de 85 por cento do programa Norte 2020 através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

“Com este Plano de Mobilidade pretendemos reduzir os problemas de congestionamento na cidade, em especial junto aos equipamentos escolares e aos principais locais de concentração de estabelecimentos de comércio e serviços, pelo aumento de utilizadores dos modos suaves – pedonal e ciclável – e incrementar a mobilidade mais sustentável, criando condições para uma cidade mais amiga das pessoas e do ambiente”, adiantou Paulo Cunha.

Recorde-se que desde há vários anos que o percurso do antigo ramal ferroviário é utilizado por desportistas, principalmente ciclistas, no entanto, a sua utilização é feita sem estruturas de apoio.

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SENIORES DE FAFE VÃO A BANHOS À PÓVOA DE VARZIM

Município de Fafe promove "Um dia na Praia" para os seniores

A Câmara Municipal de Fafe irá promover, por mais um ano, a iniciativa “Um dia na Praia”, para os seniores do concelho.

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A tradição mantém-se e, por alturas do Verão, o Município oferece aos idosos viagens à Póvoa de Varzim, durante o mês de Julho.

Cada sénior tem direito a dois bilhetes, um na primeira quinzena do mês de Julho e o outro na segunda.

As inscrições estão abertas, a partir do dia 1 de Julho, e podem ser efectuadas na Junta de Freguesia da Residência (com excepção da freguesia de Golães, cujas inscrições devem ser feitas na Loja Interactiva de Turismo, na Praça 25 de Abril).

As viagens podem ser feitas individualmente, basta apresentar o bilhete no autocarro, ou então em grupo. A data do passeio é definida mediante acordo entre a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia, sendo que os idosos são previamente avisados do dia.

Raul Cunha destaca a importância desta iniciativa para a promoção de um envelhecimento activo.

Esta é mais uma iniciativa que queremos manter, por entender que é importante estimular, nos nossos seniores, um envelhecimento saudável, ativo e que saia das rotinas a que estão habituados.

O nosso objetivo é proporcionar um dia especial aos nossos idosos, levá-los a ambientes diferentes, onde possam conviver e passar bons momentos.

As reações que temos tidos são muito positivas, o que nos agrada!”

Recorde-se que esta atividade é destinada a pessoas com mais de 60 anos, mediante a apresentação do Cartão Municipal Sénior.

JONINHAS VILAR E GUSTAVO MOTA EM GRANDE NO I TORNEIO INTERNACIONAL DE KARATE DA PÓVOA DE VARZIM!

Teve hoje lugar o I Torneio Internacional de karaté da Póvoa de Varzim.

A prova contou com cerca de 700 atletas de todo o país e estrangeiro. Um excelente evento de karaté internacional que contou com alguns dos melhores karatecas do país e estrangeiro.

O karateca Gustavo Mota, no escalão de iniciados – 30gk, sagrou-se vice-campeão com uma excelente performance. Já o atleta Joninhas Vilar sagrou-se campeão, mesmo combatendo a final lesionado (dedo partido) e num peso acima do seu, pois combateu no escalão cadete -57kg e pertence aos cadetes -52kg, tendo alcançado uma vitória categórica sobre os seus adversários.

Mais um excelente resultado do karaté esposendense e da BUSHIDO AK-ESPOSENDE.

PONTE DE LIMA PARTICIPA NA FEIRA AGRÍCOLA DO NORTE

Município de Ponte de Lima e a Coopalima estarão presentes na AgroSemana – Feira Agrícola do Norte, de 3 a 6 de setembro

O Município de Ponte de Lima, em parceria com a Coopalima – Cooperativa Agrícola de Agricultores do Vale do Lima, vai marcar presença na 3ª edição da AgroSemana – Feira Agrícola do Norte, a realizar no espaço Agros na Póvoa de Varzim de 3 a 6 de setembro. Esta participação visa promover as potencialidades do sector agropecuário do concelho de Ponte de Lima, assim como a valorização do agroturismo e do seu património natural e rural.

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Dirigida às Cooperativas Associadas e aos Produtores de Leite Agros, o evento visa impulsionar, afirmar e valorizar o Setor Agropecuário e Cooperativo Nacional, com destaque para as novas parcerias instituídas, divulgando o leque acrescido de produtos e serviços das Empresas do Grupo Agros, que lançou este certame em 2013.

A componente técnica continua a ser um dos pontos fortes deste certame, tendo sido complementada com espaços expositivos, onde as Cooperativas Associadas mostram o que de melhor se faz no setor Cooperativo. A exposição de máquinas e equipamentos agrícolas das mais conceituadas marcas do mercado, o 1º Concurso da Raça Holstein Frísia – AgroSemana, bem como a inclusão de outras atividades como a gastronomia, momentos musicais, prova de produtos regionais e vários workshops e seminários sobre o setor agropecuário.

Consulte toda a informação em: www.agrosemana.pt. A entrada no recinto é livre.