Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

GOVERNO ATRIBUIU EM 1935 O NOME DO DR. GONÇALO SAMPAIO AO LABORATÓRIO E MUSEU DE BOTÂNICA DA FACULDADE DE CIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE DO PORTO

O Ministério da Instrução Pública - Direcção Geral do Ensino Superior e das Belas Artes, através do Decreto nº. 25111, publicado em Diário do Govêrno n.º 54/1935, Série I de 8 de Março de 1935, deu o nome de Instituto de Botânica Dr. Gonçalo Sampaio ao Laboratório e Museu de Botânica da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Capturargonçalosampaio1.JPG

GRUPO FOLCLÓRICO DR. GONÇALO SAMPAIO – UM DOS RANCHOS MAIS ANTIGOS DE PORTUGAL – COMEMORA 85 ANOS A DANÇAR AS NOSSAS TRADIÇÕES! – BLOGUE DO MINHO ENDEREÇA-LHE OS PARABÉNS!

A 24 de junho de 1936, o Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio fazia a sua primeira apresentação no festival de folclore nas Festas de São João de Braga! Hoje festeja 85 anos de manifestações folclóricas, tendo sempre com o objectivo da valorização, rigor e preservação do folclore e da etnografia do Baixo Minho. Reza o seguinte o seu historial oficial.

203755062_490024622276261_3468112253906941395_n.jp

Fundado em 1936 em Braga, o Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio é o grupo mais antigo do Baixo Minho e um dos 5 mais antigos do país.

Apresenta trajes de há 150 anos em uso na região de Braga. Elas, com o traje de Capotilha, de Encosta, da Ribeira e do Valdeste, com a sua variante de Sequeira. Eles, com o generalizado traje masculino.

A sua “ronda", das mais típicas, é constituída por uma ou mais concertinas, cavaquinhos, violas braguesas e violões, bombo e ferrinhos.

Usam-se ainda castanholas e castanhetas, conforme as zonas de recolha das danças que constituem o seu programa: chulas, malhões, viras e suas variantes.

Ao longo de dezenas de anos tem vindo a divulgar as danças, cantares e trajes da Região do Baixo Minho por todo o país e pelo estrangeiro, nomeadamente em Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Suíça, Brasil e República Checa, sempre muito apreciado pela sua reconhecida autenticidade.

203532813_2054348171389275_8463758715296837265_n.j

42207958_1154847174672717_4554294264531517440_n.jp

PÓVOA DE LANHOSO: LEI DA SEPARAÇÃO IMPÔS REFORMA DOS ESTATUTOS DA IRMANDADE DA ORDEM TERCEIRA DE SÃO FRANCISCO, DA FREGUESIA DE ÁGUAS SANTAS

Através de Portaria publicada em Diário do Governo n.º 150/1912, Série I de 28 de Junho de 1912, o Ministério do Interior - Direcção Geral de Assistência - 1.ª Repartição autorizou a Irmandade da Ordem Terceira de São Francisco, da Freguesia de Águas Santas, do concelho de Póvoa de Lanhoso, a desviar dos seus respectivos fundos uma quantia destinada a fazer face às despesas com a reforma dos seus estatutos, exigida pela Lei da Separação.

Capturarplanh1.JPG

PÓVOA DE LANHOSO COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS

Como vem sendo habitual, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso vai assinalar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (18 de abril) promovido pela Direção-Geral do Património Cultural, este ano, com o tema “Passados complexos: Futuros diversos”.

Castelo-da-Póvoa-de-Lanhoso.jpeg

Devido às medidas de contenção aplicadas no contexto da pandemia de COVID-19, e à semelhança do que sucedeu em 2020, no próximo domingo, 18 de abril, o Município da Póvoa de Lanhoso apresenta um conjunto de propostas pedagógicas, em contexto virtual, e oferece entradas gratuitas no Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso.

Neste caso, este espaço, na Torre de Menagem do Castelo de Lanhoso, poderá ser visitado no horário das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, sendo que se apela aos visitantes o cumprimento das regras básicas de higiene e segurança já conhecidas.

No mesmo dia, o Município irá disponibilizar nas redes sociais e website diversas atividades, como a possibilidade de colorir imagens do património local e de figuras importantes para a  História de Portugal, uma sopa de letras e palavras cruzadas, sendo estas as propostas do Centro Interpretativo Maria da Fonte e do Castelo de Lanhoso para assinalar de uma forma divertida, lúdica e pedagógica, junto dos mais novos, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

FALECEU ARMANDO ROCHA – NATURAL DE PÓVOA DE LANHOSO – FOI UM DOS MAIS PRESTIGIADOS DIRECTORES E ENSAIADORES DO RANCHO FOLCLÓRICO DA CASA DO MINHO EM LISBOA

Acabamos de tomar conheceimento do falecimento na semana passada de Armando Rocha, um prestigiado folclorista que foi durante muito tempo director e ensaiador do Rancho Folclórico da Casa do Minho, em Lisboa.

93173453_101536094861946_121799551618121728_n (2).jpg

Natural da Póvoa de Lanhoso, Armando Rocha viveu em Angola, tendo estado ligado à Casa do Minho em Luanda.

O Rancho Folclórico da Casa do Minho foi constituído em 3 de Setembro 1943, no seio daquela agremiação regionalista à época denominada Casa de Entre-o-Douro-e-Minho. Entretanto, mudanças sociais e políticas que se verificaram e também o inesperado desaparecimento do grande obreiro da Casa do Minho, o jornalista Artur Maciel, levaram a um prolongado interregno da actividade do rancho folclórico.

Ultrapassada a fase mais atribulada que o país viveu, eis que nos finais da década de setenta do século passado, o Rancho Folclórico da Casa do Minho retoma a sua actividade sob a batuta experiente de um lanhosense conhecido e estimado pelos minhotos radicados em Lisboa – o Armando Rocha.

Os minhotos radicados na região de Lisboa vêm agora partir um conterrâneo dos que foi por eles sempre mais estimado, apesar de se encontrar desde há muito tempo retirado na sua terra natal.

QUEM SÃO OS NOSOS CANTADORES AO DESAFIO? – NATY VIEIRA DA PÓVOA DE LANHOSO

Naty Vieira – “rainha das cantadeiras” como lhe chamam! – nasceu em Moure, na Póvoa de Lanhoso, no seio de uma família alegre e numerosa. Teve uma infância feliz. Vive actualmente em Moure, no concelho de Vila Verde.

54305_10200137494946205_2129477195_o.jpg

O gosto pela música veio sobretudo do seu pai que tocava concertina que fazia desgarradas e participou num rancho folclórico durante cerca de três décadas. E, foi também com pai que desde tenra idade aprendeu a arte de rimar. Estava ainda longe de imaginar o que os versos lhe trariam…

Levou a sua voz a muitas localidades e foi adquirindo experiência. Integrou a banda de Augusto Canário e hoje destaca-se como uma das melhores cantadeiras da nossa região.

QUEM FOI ÂNGELO FRONDONI – O AUTOR DO HINO DA MARIA DA FONTE?

Angelo Maria Frondoni (Zibello, Emilia-Romagna, 26 de fevereiro de 1809 —Santos-o-Velho, Lisboa, 4 de junho de 1891) foi um músico, maestro, compositor, poeta e crítico de arte, de origem italiana que fez carreira em Portugal.

Angelo_Frondoni_-_O_Occidente_(1Jul1891).png

Retrato de Angelo Frondoni - O Occidente (1891)

Angelo Maria Frondoni nasceu a 26 de fevereiro de 1809, na pequena aldeia de Pieveottoville, na comuna de Zibello, província de Parma, na região da Emilia-Romagna, em Itália, filho de Paolo Frondoni e de Maddalena Marchi. Outras fontes sugerem o ano de 1812.

Radicou-se no nosso país no ano de 1838, com cerca de 26 anos, quando veio para Portugal para ser maestro do Teatro de São Carlos, contratado pelo 1.º Conde de Farrobo. As suas primeiras composições em Portugal foram dois bailados – A Ilha dos Portentos e A Volta de Pedro o Grande de Moscovo – exibidos em 1839. O seu sucesso veio de operetas e revistas populares.

No Teatro da Rua dos Condes alcançou muito êxito com a farsa O Beijo, estreada em 26 de novembro de 1844, tendo a música sido publicada pelo editor Sassetti dada a sua grande popularidade.

Mas o que tornou Ângelo Frondoni mais famoso foi em 1846 ter composto o Hino do Minho, com letra de Paulo Midosi, que ficou conhecido popularmente como Hino da Maria da Fonte. Esta música patriótica teve larga divulgação e chegou mesmo a ser aceite nos últimos tempos da Monarquia quase como um hino nacional. No entanto, como era contra o Cabralismo e Cartismo e tinha enorme popularidade, o governo de Costa Cabral, proibiu-a. Na sequência da Revolução da Maria de Fonte, Costa Cabral havia sido demitido em 20 de maio de 1846 e exilou-se em Espanha, mas D. Maria II que sempre o apoiou voltou a nomeá-lo para governar o país em 18 de junho de 1849 (que durou até 1 de maio de 1851). Ângelo Frondoni teve dissabores nesses anos, a ponto de se ver obrigado a esconder-se para não ser preso e, ao contrário do que fazia com outros artistas, D. Maria II nunca o recebeu no Paço Real.

O Conde de Farrobo que sempre estimou Frondoni,  encomendou-lhe então uma opereta para o Teatro das Laranjeiras, Mademoiselle de Mérange, em francês,  que se cantou a 11 de junho de 1847. Dedicou-se também a ser professor de Canto, para além de escrever música para muitas comédias e dramas, tendo mesmo dirigido uma companhia de ópera-cómica italiana que em 1859 se organizou no Teatro D. Fernando.

A 11 de junho de 1859, na Igreja do Loreto, ao Chiado, casou com Maria José de Almeida, natural de Lisboa, freguesia de Santa Marinha, filha de Manuel Cristóvão de Almeida e de Severina Maria da Pena. Foi pai de Madalena Frondoni Lacombe, médium da elite lisboeta, sua única filha.[1]

Quando se construiu o Teatro da Trindade, Francisco Palha quis explorar a ópera cómica burlesca e chamou Frondoni para maestro, onde trabalhou desde O Barba Azul de 1868 até 1873. Também para o próximo Teatro Gymnasio musicou o drama Evangelho em acção (1870) e na época de 1873/74 voltou para o São Carlos, como maestro, para em 1874 apresentar a ópera burlesca O filho da senhora Angot, no Teatro do Príncipe Real.

Ângelo Frondoni também se empenhou em difundir o canto coral, para o que publicou artigos em jornais, solicitou ajuda a pessoas importantes e das sociedades de canto coral de Paris e da Bélgica e abriu até um curso gratuito, tentando concretizar a ideia sem sucesso, em Lisboa e depois, no Porto.

Interessado em literatura publicou dois folhetins na Revolução de Setembro – Da Poética em música (1854) e Efeitos de música (1867), um soneto em italiano à memória de D. Pedro V (1861) na Revista Contemporânea e a composição para canto Camões e o Jau, a partir de fragmentos de poesia de António Feliciano de Castilho, elaborada por ocasião das festas do centenário de Camões de 1880.

Angelo Frondoni faleceu aos 82 anos (outras fontes sugerem 79 e 83 anos), à 1 hora da madrugada de 4 de junho de 1891, na sua residência, o 2.º andar do número 460 da Rua 24 de Julho (hoje Avenida), freguesia de Santos-o-Velho, em Lisboa, já no estado de viúvo. Encontra-se sepultado em jazigo de família no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

O acontecimento é noticiado em vários jornais da época, podendo ler-se no Diário Illustrado (edição de 5 de junho de 1891): "Falleceu hontem, com 79 annos de edade, o maestro Angelo Frondoni, que estava em Portugal desde 1838. Veio contractado pelo conde de Farrobo para o theatro das Larangeiras, e desde então nunca mais sahira de Portugal (...) Frondoni era um excentrico, sempre muito abstracto, muito esquecido. Passeava philosophicamente de cachimbo na bocca, bengala atraz das costas. Comquanto estivesse longos annos em Portugal, não conseguiu nunca fallar bem o portuguez. Assim, na sua linguagem pittorescamente estrangeirada, dava a razão de fumar sempre cachimbo: porque era «une coise munte bom para o peita.» As suas producções musicaes eram vivas, animadas, brilhantes. Ficavam no ouvido do povo (...) Frondoni deixa uma filha casada com o sr. Leon Lacombe, engenheiro da Empreza Industrial Portugueza."

O nome de Frondoni está na toponímia de Belém, da Póvoa do Lanhoso – onde começou a Revolução da Maria da Fonte –  e da cidade do Porto

Fonte: Wikipédia

Capturarruaagelofrondoni1.JPG

Ângelo Frondoni na toponímia de Lisboa

PÓVOA DE LANHOSO: RESTOS DO PELOURINHO DO EXTINTO CONCELHO DE SÃO JOÃO DE REI

A imagem data de 1939 e apresenta a vista geral da coluna e da peça de remate, em cantaria de granito, do antigo pelourinho de São João de Rei (concelho extinto a 31 de Dezembro de 1853), em Monsul, que se encontra a servir de pilar de suporte de escadaria de habitação particular, na Estrada Nacional 205, perto de uma rotunda EM595.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

Capturarpeloursjoarei.JPG

TERRAS DE BOURO EDITA BOLETIM INFORMATIVO - CLIQUE NA IMAGEM!

Edição nº 162 do Boletim Informativo da Câmara Municipal de Terras de Bouro

A Câmara Municipal de Terras de Bouro já colocou à disposição dos munícipes, na sua página eletrónica, a sua mais recente publicação informativa.

Trata-se de uma edição trimestral, alusiva, neste caso, ao  quarto trimestre de 2020 e que tem como principal finalidade divulgar as principais atividades do município, assim como prestar as mais diversas informações relacionadas com os vários serviços municipais.

CAPAboltlanho.jpg

MARIA DA FONTE - A REVOLUÇÃO DO MINHO - FOI HÁ 175 ANOS!

Em 1846, as heroicas mulheres do Minho deram início a uma revolta popular contra a ditadura de Costa Cabral, tomaram de assalto as repartições de finanças onde destruíram as “papeletas da roubalheira” e expulsaram a soldadesca enviada para reprimir a revolta.

O levantamento popular começou na Póvoa de Lanhoso e espalhou-se rapidamente a todo o Minho e norte do país em geral. A exumação de um cadáver que havia sido sepultado na igreja foi o rastilho. Os sinos tocaram a rebate e, de rebelião em rebelião, a revolta foi adquirindo um caráter de guerrilhas populares até que a Rainha D. Maria II se viu forçada a demitir o governo.

A opressão fiscal e a prepotência do governo cartista de Costa Cabral tiveram na revolta da Maria da Fonte uma resposta à altura que constitui uma lição da História. Pena é que nem todos saibam aprender com o passado!

HINO DA MARIA DA FONTE

Viva a Maria da Fonte

A cavalo e sem cair

Com a corneta na boca

A tocar a reunir

 

Viva a Maria da Fonte

A cavalo e sem cair

Com a corneta na boca

A tocar a reunir

 

Viva a Maria da Fonte

A cavalo e sem cair

Com a corneta na boca

A tocar a reunir

 

Viva a Maria da Fonte

A cavalo e sem cair

Com a corneta na boca

A tocar a reunir

 

Viva a Maria da Fonte

A cavalo e sem cair

Com a corneta na boca

A tocar a reunir

 

Eia avante, portugueses

Eia avante, não temer

Pela santa liberdade

Triunfar ou perecer! (refrão)

 

Lá raiou a liberdade

Que a nação há-de aditar

Glória ao Minho, que primeiro

O seu grito fez soar!

 

Essa mulher lá do Minho

Que da foice fez espada

Há-de ter na lusa história

Uma página dourada!

699495_0002_2_t24-C-R0150

699495_0003_3_t24-C-R0150

PÓVOA DE LANHOSO ASSINALA 175 ANOS DA REVOLTA DA MARIA DA FONTE

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso assinala, durante o presente ano, o 175.º aniversário do início da Revolta da Maria da Fonte, que deu origem à Revolução do Minho.

Maria-da-Fonte-na-Povoa-de-Lanhoso.jpeg

“Somos uma terra com orgulho no nosso passado e na bravura das nossas gentes e a Maria da Fonte é um símbolo da Póvoa de Lanhoso. Cumprindo-se os 175 anos do começo da revolta, não podíamos deixar de assinalar esta data com um programa de qualidade, pela sua relevância e pelo contributo que representa para a nossa história e para a história do nosso país”, destaca o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Avelino Silva. “Ainda hoje é comum tocar-se o Hino da Maria da Fonte nos mais importantes eventos oficiais”.

Em 1846, é neste dia (23 de março) que se dá o enterramento tumultuoso de Custódia Teresa, primeiro ato de revolta da população contra o poder instituído. Em defesa das crenças e valores da comunidade, saíram as mulheres à rua, elevando a voz a um grito que se perpetuou pela liberdade.

Desta forma, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso preparou um programa comemorativo diversificado para assinalar este aniversário, com propostas que decorrerão até ao próximo mês de novembro. Da música ao teatro, da história à pintura, a Maria da Fonte será homenageada pela terra orgulhosa dos seus feitos que se perpetuam na identidade coletiva.

Programa diversificado e de qualidade.

O programa inicia no dia 25 de abril com a abertura da Cave Regional Maria da Fonte. No mesmo dia, a Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso apresenta o trabalho discográfico “Fénix – Filigrana sonora com registos em memória”.

No dia 7 de maio, abre a exposição "(Des)Obedecer", de Patrícia Ferreira, que conduz o olhar e o pensamento para o dilema da Obediência/Desobediência, um tema absolutamente atual, através das mostras "33" e "Maria da Fonte".

A 21 de maio arranca, o Ciclo de Conferências “Estórias do Minho – Narrativas no Feminino de uma Geografia Identitária”, que percorrerá os 24 municípios do Minho, pretendendo-se valorizar um olhar inovador sobre a herança cultural da região rememorada no feminino, enquanto sociedade de forte tradição matriarcal.

A 7 de junho, é inaugurada a exposição “As 7 Mulheres do Minho”, com curadoria de Helena Mendes Pereira. Numa referência clara à música que Zeca Afonso celebrizou, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a Zet Gallery convidam sete mulheres artistas, de várias áreas plásticas, tecnológicas e concetuais.

No dia 16 de julho, são desvendadas as vencedoras do Prémio Maria da Fonte, iniciativa da Câmara Municipal, que visa distinguir/prestigiar sete personalidades povoenses, do sexo feminino, que pela sua relevância e trabalho desenvolvido, se destacam em várias áreas de atuação de foro local, nacional e internacional.

No dia 17 de julho, realiza-se a VI Mostra de Teatro – Somos Póvoa, Maria!, no âmbito das Oficinas de Teatro. Este ano, o resultado que será levado a palco terá como mote os feitos da heroína Maria da Fonte.

“Pelos Trilhos da Revolta” é como se designa a caminhada agendada para 31 de julho e 1 de agosto, através do percurso pedestre “Maria da Fonte”. Para além de outros aspetos, este caminho levará os pedestrianistas ao secular Carvalho de Calvos e ao Castelo de Lanhoso, importante baluarte da Fundação da Nacionalidade.

No dia 2 de agosto, é lançada a publicação “Maria da Fonte” 175 Anos (1846 – 2021) A realidade…muito para além da Póvoa de Lanhoso”, que atualiza não apenas o conhecimento existente sobre a revolução como os reflexos corporizados na heroína e que se prolongam até hoje. Originalmente publicados por Paulo Freitas no Jornal Maria da Fonte na passagem dos 170 Anos da Revolução, os 28 textos em formato de “folhetim” ganham suporte de conjunto.

No dia 24 de setembro, será apresentado o Projeto Cultura para Todos – A Maria da Fonte, sendo que a memória da heroína e das mulheres do Minho será materializada num suporte cinematográfico, sobre a sua história e tudo o que dela advém, fazendo com que o seu estoicismo seja apreendido, vivenciado e experienciado, como que numa viagem no tempo.

Marcado para 12 e 13 de novembro, o Theatro Concerto – Vir à Maria encerra da melhor forma este programa comemorativo.

PÓVOA DE LANHOSO: FERNANDO ARAÚJO LEVA-NOS A VISITAR O CASTELO

Edificado num maciço rochoso do Monte do Pilar, a sua construção não se deve à vontade de nenhum rei, com é comum, mas sim ao arcebispo de Braga, por volta de 1071, para defesa da sede episcopal.

Este local já tinha ocupação humana desde o período calcolítico e também os romanos o dotaram de uma fortificação, o castelo do arcebispo terá sido melhorado no reinado de D. Afonso Henriques, passando a ter Torre de Menagem.

A este castelo estão ligados alguns episódios dramáticos, um deles refere que D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, terá sido desterrada para este castelo após a batalha de S. Mamede.

Texto e fotos: Fernando Araújo

136461307_10219148674202813_2184662693386195666_n.

136040976_10219148674762827_3579305616513007480_n.

135861796_10219148675082835_1743238260619609837_n.

135523598_10219148675442844_5709762119703918519_n.

136407858_10219148675922856_7766922843624789114_n.

136228261_10219148676362867_2797208904637452371_n.

135739386_10219148676842879_3159124992710767450_n.

136029373_10219148677442894_8500817018115351426_n.

136046843_10219148677962907_8032972322146553200_n.

135685620_10219148679522946_4637494174451229560_n.

135762981_10219148680082960_4416897884130291198_n.

135628665_10219148680442969_6091473818560890295_n.

PÓVOA DE LANHOSO: VISTA PANORÂMICA DO CASTELO NOS COMEÇOS DO SÉCULO XX

Panorámica do Castelo de Lanhoso. Entre o século X e o século XI, a antiga fortificação romana encontrava-se reduzida aos seus alicerces. O arcebispo D. Pedro (I) de Braga (1071-1091), visando a defesa avançada da sede episcopal de Braga, determinou a construção do castelo, conforme placa epigráfica no silhar (a mais antiga em um castelo de Portugal), acompanhando os alicerces e o perímetro da primitiva fortificação. De qualquer modo, datará do final do século XII e o início do século XIII a reforma do castelo, com a construção da torre de menagem. O castelo era então o que se chamava de cabeça de terra, o que traduz a sua importância regional.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

Capturarpolanhosocastle.PNG