Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

MACAENSES TRAZEM PORTUGAL E O MINHO NO CORAÇÃO

Macau no Coração Creative Pavilion 心在澳門●創意體驗館

Decorre em Macau, desde o início deste mês, o evento “Macau no Coração Creative Pavilion”, numa iniciativa da associação “Macau no Coração”.

O pavilhão vai ser um espaço que Macau no Coração vai divulgar a cultura Portuguesa. Ali vão decorrer workshops sobre a cultura portuguesas, dispõe de um espaço para exposições, vendas de artesanato português e fado ao vivo.

Agradecendo a gentileza de Ana Maria Manhao Sou, deixamos aqui algumas imagens do evento, destacando a presença constante dos trajes da região do Minho.

117167045_10158482065809463_3356319944383140330_n.

117867291_10158482065959463_2392725859426269345_n.

117325634_10158482065894463_5759381883969983794_n.

117244651_10158482065434463_5512087857220789958_n.

117413223_10158482065669463_5132866258679665611_n.

117338087_10158482065314463_5089527717992879191_n.

117236927_10158482065554463_1442062437475254779_n.

117396349_10158482065849463_5596561153302807213_n.

117375704_10158482065629463_7392954440478226065_n.

HÁ 80 ANOS, ALEMANHA NAZI PLANEOU INVADIR PORTUGAL

Espanha viu então uma oportunidade de anexar o nosso país

Passam precisamente 80 anos desde a altura em que a Alemanha nazi, congeminada com a Espanha franquista, planearam a invasão militar de Portugal e sua consequente supressão enquanto país soberano. Tratava-se da chamada “Operação Isabella” e constituía um complemento à “Operação Félix” que tinha por objetivo a ocupação do território britânico de Gibraltar. Não foi Hitler que nos salvou da invasão como foi recentemente propalado mas a habilidade da diplomacia do Estado Novo conjugada com o apoio do Reino Unido que sabia de antemão visar o seu acesso ao continente através de Portugal e Gibraltar.

1269147153_740215_0000000000_noticia_normal

Apesar de geralmente aceitar-se o princípio segundo o qual a História não se repete, não podemos deixar de alguma forma fazer um paralelismo com as invasões francesas, incluindo o Bloqueio Continental e o Tratado de Fontainebleau.

Com efeito, à semelhança das pretensões de Napoleão, também a Alemanha pretendia isolar o Reino Unido impedindo o seu acesso ao continente. E a Espanha, mau grado o Tratado de Amizade e Não Agressão Luso Espanhol celebrado em 1939, com Portugal, via nisso uma oportunidade de anexar o nosso país e, dessa forma, concretizar o velho anseio sintetizado no programa falangista da “Espanha Una” a englobar todo o espaço peninsular. E, foi com esse propósito que, em 23 de outubro de 1940, o generalíssimo Franco avistou-se com Adolf Hitler em Hendaye, no sul da França ocupada.

A invasão militar do nosso país seria executada por 3 divisões alemãs: uma blindada, que partindo de Cáceres, atacaria os portos de Lisboa e Setúbal; uma de infantaria motorizada, que partindo de Valhadolid, atacaria o Norte de Portugal e virando para Sul, ameaçaria a retaguarda das forças portuguesas que defenderiam Lisboa e a margem Norte do rio Tejo; e outra de infantaria ligeira, que partindo de Sevilha, avançaria pelo Algarve, com ou sem apoio do exército espanhol.

Com forças militares insuficientes para oferecer uma resistência capaz ao exército alemão, o governo português retiraria sob escolta da Marinha Britânica para a cidade de Ponta Delgada, nos Açores, onde estabeleceria a capital e, desse modo, não assinaria a capitulação militar. Uma estratégia, aliás, em muitos aspetos semelhante à que levou a corte portuguesa ao tempo de D. João VI para o Brasil.

Entretanto, as capacidades de defesa alteraram-se com a cedência, em 1943, da Base das Lages ao Reino Unido ao abrigo do Tratado de Aliança Luso-Britânico a fim de ser utilizada pela Royal Air Force e a chegada de grande quantidade de material de guerra moderno como viaturas blindadas, artilharia antiaérea e anticarro, sistemas antissubmarino, e esquadrilhas de aviões de caça modernos como Spitfires e Hurricanes.

Contudo, foram os falhanços militares alemães na frente oriental, na sequência da invasão da URSS iniciada em 22 de junho de 1941, na chamada “Operação Barbarossa”, mais concretamente a resistência russa no cerco à cidade de Leninegrado, que determinaram o adiamento da invasão militar de Portugal, o qual, aliás, não se chegou a concretizar.

Acresce a isto a grande influência que o partido NAZI possuía à altura entre a comunidade germânica radicada em Lisboa, não se inibindo de promover abertamente iniciativas de propaganda.

Decorridas que são oito décadas sobre os fatos mencionados, importa questionar se os interesses geoestratégicos não continuarão a determinar novas “Operações Isabella”, ainda que com recurso a outros métodos porventura mais eficazes do que a intervenção militar.

96032020_2958097510937409_1181121387994021888_o.jp

96023318_2958097527604074_4007634516473544704_o.jp

96157921_2958097480937412_6668339002266877952_o.jp

96149613_2958097660937394_7411984332979437568_o.jp

96717990_2958097817604045_7763234880229474304_o.jp

No período da Segunda Guerra Mundial, o Clube Alemão de Lisboa realizou diversas iniciativas como uma exposição de fotografia, conferências e inclusivamente uma festa comemorativa da subida de Adolf Hitler ao poder.

Fotos: DIGITARQ

CHEGOU O MOMENTO DE RESTABELECER O SERVIÇO MILITAR EFETIVO PARA TODOS OS CIDADÃOS

A defesa da Pátria é direito e dever fundamental de todos os portugueses – Artigo 276º, alínea 1 da Constituição da República Portuguesa

img_817x460$2019_04_02_21_22_13_351294.jpg

Este princípio só é válido se for aplicado a todos os cidadãos de forma universal, sem excepções nem privilégios de espécie alguma que quebram a solidariedade e o sentido cívico e fazem o egoísmo prevalecer sobre o espírito gregário.

Não temos que voltar a ouvir demagogos reclamarem a extinção das Forças Armadas nem assistir à redução trágica da sua falta de meios para cumprir a missão que lhe é atribuída – ninguém contesta a importância do seu papel na actual crise!
O não cumprimento de um serviço militar efectivo só produz cidadãos irresponsáveis e fomenta o egoísmo. Jamais contribui para a elevação do sentido patriótico dos portugueses e faz de Portugal um amontoado de indivíduos sem orgulho nem identidade. E, pior ainda, sem qualquer ligação entre si!
- É tempo de restabelecer o Serviço Militar efectivo para todos os cidadãos!

Foto: https://www.jornaldenegocios.pt/

BRASIL CELEBRA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

O Brasil também celebra o 1º de Dezembro, pois sem a Restauração de Portugal não haveria Brasil hoje

Militares brasileiros hasteiam a bandeira da Restauração do Primeiro de Dezembro de 1640. Quando a Liberdade veio, não germinou somente no Portugal europeu: espalhou-se daqui para todos os pontos do império em extraordinária prova de unidade de anseios e de esperanças. Quando soou o brado libertador, todos os portugueses de todos os continentes, excepto os de Ceuta, responderam ao apelo e marcharam para a batalha. Toda a Portugalidade se levantou; a Restauração foi dos portugueses de cá e dos de além-mar: dos luso-brasileiros, dos luso-angolanos, dos luso-moçambicanos, dos indo-portugueses. Todos lutámos pela Liberdade, e fomos todos, juntos, que a readquirimos. Que nunca o esqueçamos!

Fonte: http://novaportugalidade.pt/

78580047_2489562841302068_5371428804960976896_n.jpg

RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL FOI HÁ 379 ANOS!

Portugal e a Catalunha estão unidas por laços históricos!

Passam 379 anos desde a data histórica da Restauração da Independência de Portugal em relação ao domínio dos reis de Espanha. Um punhado de portugueses tomou de assalto o Paço da Ribeira, aprisionaram a Duquesa de Mântua e defenestraram o traidor Miguel de Vasconcelos. Estava proclamada a restauração da independência.

jsi20019

Seguiu-se a aclamação de D. João IV, Duque de Bragança, como rei de Portugal e dava-se início a uma sucessão de batalhas militares que duraram 28 anos, com vista a consolidar a independência, as quais culminaram com a assinatura do Tratado de Lisboa de 1668. Este tratado, celebrado entre Afonso VI, de Portugal e Carlos II, de Espanha, pôs fim à Guerra da Restauração, dando lugar nomeadamente à devolução de Olivença que esteve durante 11 anos sob ocupação espanhola. Apenas a praça de Ceuta ficou na posse de Espanha.

Para o sucesso do golpe palaciano contribuíram diversos fatores internos como o descontentamento dos nobres que haviam perdido os seus privilégios e eram preteridos relativamente à nobreza castelhana; a burguesia que via o seu negócio prejudicado pela concorrência dos comerciantes ingleses, holandeses e franceses e também os constantes ataques aos navios que transportavam os seus produtos e, finalmente, o povo sobre quem recaíam cada vez mais pesados impostos.

Mas, puderam os conjurados de 1640 também contar com diversos fatores externos que se revelaram favoráveis, de entre os quais se salienta a revolta que eclodira na Catalunha em 7 de junho daquele ano, contra o centralismo imposto pelo Conde-Duque de Olivares e a presença de tropas castelhanas em território catalão. Tratou-se da “Guerra dos Segadores”, assim denominada por ter tido origem imediata na morte de um ceifeiro, a qual teve lugar entre 1640 e 1652.

corpus-de-sangre--644x362--644x362

Os catalães proclamam a República Catalã em 26 de janeiro de 1641. Porém, o falecimento do seu principal chefe Pau Claris, leva a um desenvolvimento do conflito do qual resulta na incorporação de parte da Catalunha no território da França.

Tanto a revolta da Catalunha como a Restauração da Independência de Portugal contaram com o apoio do Cardeal Richelieu, o que aliás explica a defenestração – termo originado de fenêtre – de Miguel de Vasconcelos, prática muito em voga à época em todas as revoltas que ocorreram noutros países europeus. Deste modo, conseguia a França alargar as suas fronteiras políticas, fazendo-as coincidir com acidentes naturais como os Pirinéus a ocidente, o rio Reno e os Alpes a oriente, de maneira a melhor defender-se do poderio da Casa de Áustria de onde descendiam os reis de Espanha cujos domínios, no continente europeu, incluía Portugal, Nápoles, Sicília, Milão, Sardenha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Ilhas Canárias, Maiorca, Rossilhão, Franco-Condado, para além dos reinos de Castela, Leão, Valência, Aragão e a Catalunha propriamente dita.

Com o casamento em 1469, do rei Fernando II de Aragão com Isabel I de Castela, a Catalunha vinha perdendo as suas liberdades enquanto nação soberana e jogava agora a sua oportunidade de recuperar a independência política.

Dando prioridade ao esmagamento da revolta catalã, o rei Filipe IV, de Espanha, ordena ao Duque de Bragança e a muitos nobres portugueses que o acompanhem na repressão à Catalunha, tendo-se a maior parte deles recusado a obedecer.

Enquanto a Catalunha sucumbiu perante o poderio castelhano, Portugal conseguiu sair vitorioso da guerra travada contra a Espanha que durou 28 anos e veio a confirmar a nossa independência como nação soberana, em grande medida graças à revolta catalã. Por conseguinte, possuem os portugueses uma dívida histórica aos catalães na medida em que a sua sublevação foi bem-sucedida em grande medida devido à revolta dos segadores da Catalunha.

É a privação da liberdade nacional que nos leva a atribuir-lhe maior valor, parecendo por vezes que a desprezamos sempre que a damos como garantida!

Decorridos que são 375 anos sobre tais acontecimentos históricos, eis que a Catalunha volta a aspirar à sua própria independência política. Em coerência, não podemos nós, portugueses, deixarmos de reconhecer à Catalunha e ao povo catalão o direito à liberdade que em 1 de dezembro de 1640 lográmos alcançar. Portugal e a Catalunha estão unidas por laços históricos!

177210ed46e77eab488b19579158aacd

NÃO À DISCRIMINAÇÃO DOS REINTEGRACIONISTAS E DO REINTEGRACIONISMO NAS ORGANIZAÇÕES POLÍTICAS GALEGAS!

A associação galeguista Assembleia Nacional Galega (ANG) dirige-se a todas as organizações políticas galegas e galeguistas (BNG, CxG, En Marea e Anova) para que contribuam de jeito decidido e imediato a acabar com a discriminação que sofre nelas e nas suas atividades o Reintegracionismo e também os filiados e filiadas que escrevem em Galego internacional.

65605160_2373001666281975_3287557423660793856_n.jpg

Isso é especialmente chamativo e contraditório quando as principais figuras intelectuais do movimento galeguista, desde que começou no século XIX, defenderam que Galego e Português são a mesma língua e foram partidários da aproximação entre a Galiza e Portugal.

A ANG apela aos partidos políticos galegos para que:

1.Galego escrito em norma reintegrada ou internacional tenha o tratamento de Galego e se comece a fazer uso do mesmo com normalidade na sua vida interna e nas suas atividades.

  1. As pessoas filiadas que fazem uso habitual do Galego reintegrado não tenham que abandonar esta normativa para ocupar e desempenhar postos de direção ou com relevância social.Os filiados e filiadas reintegracionistas devem ser sempre respeitados e nunca ser marginalizados.
  2. Neste 25 de julho, “Dia Nacional da Galiza” ou “Dia da Pátria Galega”, como exemplo de normalidade e de que estas boas práticas são assumidas, a ANG pede aos partidos políticos galegos que usem a ortografia internacional do Galego nos seus cartazes e nos seus comunicados oficiais.

Na Galiza, em junho de 2019.

Assembleia Nacional Galega (ANG)

FAFE FOI PALCO DE APRESENTAÇÃO DE OBRA COLETIVA SOBRE HOSPITAIS E SAÚDE ENTRE BRASIL E PORTUGAL

No passado dia 4 de junho (terça-feira), foi apresentada na cidade de Fafe, o livro “Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal”.

A sessão de apresentação da obra coletiva de referência na área da História e Saúde, resultado de um conjunto de trabalhos elaborados por investigadores luso-brasileiros sobre arquitetura, urbanismo, património cultural e saúde no séc. XIX, decorreu no salão nobre da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, uma das maiores instituições sociais do Norte de Portugal.

dbdbdbdb (1) (1).JPG

O historiador fafense Daniel Bastos (dir.), na sessão de apresentação do livro “Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal”, na Santa Casa da Misericórdia de Fafe, acompanhado da vice-provedora da instituição, Maria da Conceição Castro, e do arquiteto e urbanista brasileiro Renato Gama-Rosa

 

A apresentação da obra, uma publicação da editora Fiocruz, que concentra a maior parte dos lançamentos da Fundação Oswaldo Cruz, a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, e uma das principais instituições mundiais de pesquisa em saúde pública, localizada no Rio de Janeiro, esteve a cargo do historiador fafense Daniel Bastos. E do arquiteto e urbanista brasileiro Renato Gama-Rosa, do Departamento de Património Histórico da Casa de Oswaldo Cruz, um dos organizadores do livro, em conjunto com a docente brasileira Cybelle Salvador Miranda, da Universidade Federal do Pará.

Refira-se, que um dos sete capítulos do livro, onde os cientistas sociais luso-brasileiros revisitam a benemérita rede de dezenas de associações de beneficência fundadas por emigrantes portugueses na transição do séc. XIX para o séc. XX, e que ainda hoje são instituições de referência no Brasil, principal destino da emigração lusa na época, é assinado pelo historiador Daniel Bastos com o título “O Hospital da Misericórdia de Fafe e a Contribuição da Benemerência Brasileira em Portugal no Século XIX”.

No decurso da sessão, que contou com a presença de vários membros da instituição social e da sociedade local, entre eles, da vice-provedora da instituição, Maria da Conceição Castro, em representação do provedor Vítor Ferreira Leite, dada a sua presença numa reunião da trabalho na capital portuguesa, e do vereador da Cultura do Município de Fafe, Pompeu Martins, todos foram unânimes em considerar que este novo livro é mais um contributo para o estreitar dos laços históricos e culturais luso-brasileiros. E em particular, no caso da Misericórdia de Fafe, sublinha a herança dos “brasileiros de torna-viagem” na instituição, assim como no concelho onde ainda hoje se encontram as suas marcas na cidade.

Refira-se que esta foi a primeira apresentação do livro em Portugal, após o seu lançamento no Brasil no início do ano no Rio de Janeiro, na Fundação Oswaldo Cruz, e posteriormente em Belém, na Universidade Federal do Pará.

dbdbdbdb (2).JPG

dbdbdbdb (3).JPG

dbdbdbdb (4).JPG

dbdbdbdb (5).JPG

dbdbdbdb (6).JPG

dbdbdbdb (7).JPG

dbdbdbdb (8).JPG

dbdbdbdb (9).JPG

dbdbdbdb (10).JPG

dbdbdbdb (11).JPG

dbdbdbdb (12).JPG

dbdbdbdb (13).JPG

dbdbdbdb (14).JPG

dbdbdbdb (15).JPG

dbdbdbdb (16).JPG

HISTORIADOR DANIEL BASTOS APRESENTA EM FAFE OBRA SOBRE HOSPITAIS E SAÚDE NO BRASIL E PORTUGAL

Obra coletiva sobre Hospitais e Saúde entre Brasil e Portugal apresentada em Fafe

No dia 4 de junho (terça-feira), vai ser apresentado em Fafe o livro “Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal”. 

A obra coletiva de referência na área da História e Saúde, resultado de um conjunto de trabalhos elaborados por investigadores luso-brasileiros sobre arquitetura, urbanismo, património cultural e saúde no séc. XIX, é apresentada às 17h30 no salão nobre da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, uma das maiores instituições sociais do Norte de Portugal.

Autores.jpg

O historiador Daniel Bastos (esq), que em conjunto com a docente Cybelle Salvador Miranda (centro) e o arquiteto Renato Gama-Rosa (dir.) integra uma rede luso-brasileira de estudo dos Hospitais de Beneficência Portuguesa, é o autor do livro “Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 Anos ao Serviço da Comunidade, obra que foi apresentada em 2012 no evento comemorativo do Ano de Portugal no Brasil da Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro

A apresentação da obra, uma publicação da editora Fiocruz, que concentra a maior parte dos lançamentos da Fundação Oswaldo Cruz, a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, e uma das principais instituições mundiais de pesquisa em saúde pública, localizada no Rio de Janeiro, estará a cargo do historiador fafense Daniel Bastos. E do arquiteto e urbanista brasileiro Renato Gama-Rosa, do Departamento de Património Histórico da Casa de Oswaldo Cruz, um dos organizadores do livro, em conjunto com a docente brasileira Cybelle Salvador Miranda, da Universidade Federal do Pará.

Refira-se, que um dos sete capítulos do livro, onde os cientistas sociais luso-brasileiros revisitam a benemérita rede de dezenas de associações de beneficência fundadas por emigrantes portugueses na transição do séc. XIX para o séc. XX, e que ainda hoje são instituições de referência no Brasil, principal destino da emigração lusa na época, é assinado pelo historiador Daniel Bastos com o título “O Hospital da Misericórdia de Fafe e a Contribuição da Benemerência Brasileira em Portugal no Século XIX”.

No decurso do seu contributo historiográfico, o investigador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia destaca o concelho de Fafe como uma construção contemporânea dos “brasileiros de torna-viagem”, enquadrando o Hospital da Misericórdia de Fafe, que desempenha um papel estruturante no campo social local, como uma obra paradigmática da benemerência brasileira oitocentista, gizada a partir do modelo arquitetónico da “Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro”. 

Esta é a primeira apresentação do livro em Portugal, após o seu lançamento no Brasil no início do ano no Rio de Janeiro, na Fundação Oswaldo Cruz, e posteriormente em Belém, na Universidade Federal do Pará.

Capa do livrosaudehosp.jpg

HISTORIADOR GUILHERME KOEHLER CONSIDERA QUE D. PEDRO I DO BRASIL JAMAIS FOI REI DE PORTUGAL

Na sequência das várias discussões que se têm proporcionado nos grupos monárquicos do Facebook, enviei, no dia 2 de Setembro de 2012, à Academia Portuguesa de História a seguinte exposição pedindo provas documentais.

067360543e47bfc8b6068beac9b44520--brasil-imperial-dom-pedro.jpg

Exmos. Senhores

Pedro I do Brasil

Na sequência de vários anos de estudo e de muitas horas de discussões, peço a V. Exas. se dignem apresentarem-me documentos confirmando que, na realidade, Pedro I do Brasil foi Rei de Portugal.

No que diz respeito ao período que vai desde a morte de D. João VI até à aclamação de SMF El-Rei D. Miguel I, o melhor que consegui encontrar, em termos genéricos diz isto:

No dia 6 de Março de 1826, D. João VI, doente, nomeou uma regência presidida pela Infanta D. Isabel Maria, sua filha, a qual vigoraria, mesmo com a morte do rei, até que o legítimo herdeiro e sucessor da Coroa aparecesse. (como se vê nem o Rei sabia quem era o herdeiro), D. João VI morreu 4 dias depois.

Logo D. Isabel Maria envia ao Brasil uma representação com a missão de convencer o Imperador a aceitar o trono de Portugal. Estaria o Imperador inclinado a aceitar, mas, perante a total e radical discordância e oposição dos brasileiros, "o Senhor D. Pedro mesmo positiva, e expressissimamente declarou que nada queria de Portugal, e até reconheceo mui solenemente que, sendo Imperador do Brasil, não podia ser Rei de Portugal."

  1. Pedro desde 1819 que não pisava solo português, não esteve em Portugal no ano de 1826, logo, como obrigavam as Leis Fundamentais da Monarquia a aclamação não podia ter acontecido, mais não tendo reunido as Cortes para o efeito.

Também, segundo as Leis Fundamentais da Monarquia, o Senhor D. Pedro não reunia os requisitos necessários e obrigatórios para poder suceder na Coroa de Portugal porque:

- "o Senhor D. Pedro, Filho, e Vassallo do Senhor D. João VI Rei de Portugal, não só aprovou, e favoreceo a Rebellião do Brasil, mas se apresentou á testa dos Rebeldes, e Revolucionários, como seu Chefe; desmembrou do Reino de Portugal aquella importantíssima Colónia, elevada por seu Pai á qualidade de Reino; e até se declarou a si próprio solemnemente perpetuo Defensor do paiz rebellado."

- "muito por seu querer e escolha se fez Estrangeiro a Portugal, passando a ser Soberano independente, e Imperador do Brasil, tendo-se por isso desligado este absolutamente de Portugal."

- "o Senhor D. Pedro, como Imperador do Brasil, se obrigou a residir sempre no Brasil, e não pode vir residir em Portugal; residência esta absolutamente indispensável para poder succeder na Coroa de Portugal."

- "O Senhor D. Pedro nem em Portugal, nem no Brasil foi acclamado Rei de Portugal."

- "O Senhor D. Pedro não... prestou o Juramento de guardar aos Portuguezes seus Privilégios, Liberdades, Foros, graças e costumes, que as Leis Fundamentais da Monarchia mandão que os Reis de Portugal prestem antes de serem levantados Reis, e antes que os Estados do Reino lhe prestem o Juramento de preito, e homenagem."

- "Ainda no caso de se poder suppôr legitimada pelo Senhor Rei D. João VI no Tratado de 29 de Agosto de 1825 a usurpação, e levantamento do Brasil em Império independente: caso puramente ideal, e de mera supposição, esse caso seria justamente o que previrão as Côrtes de Lisboa de 1641, dizendo: que se acontecer succeder o Rei deste Reino em algum Reino, ou Senhorio maior... e tendo dous, ou mais filhos varões, o maior succeda no Reino estranho, e o segundo neste de Portugal; e este seja jurado Príncipe, e Legitimo Sucessor."

- na outorgação da Carta Constitucional, verdade que ele assinou "... Rei de Portugal e dos Algarves". ELE assinou, mas não tinha qualquer legitimidade para o fazer porque tinha de ter sido legitimado pelas Cortes para o ser. Era a mesma coisa que o sr Rosário Poidimani se lembrar de fazer uma Carta, assinar como Rei de Portugal dos Algarves e passar a sê-lo, nem que fosse por um dia.

Em relação ao período pós-Convenção de Evoramonte, não há qualquer dúvida de que não foi Rei porque a acta das Cortes de 1834 é bem explícita e mostra que D. Pedro apenas foi Regente como vou expor:

Agosto, 15 – Abertura das primeiras Cortes, de acordo com a Carta Constitucional, após o fim da Guerra Civil. As sessões decorreram no Convento de S. Bento da Saúde, que passou a denominar-se Palácio das Cortes.

Agosto, 18 - Primeira sessão parlamentar, com discussão da proposta do ministro do Reino para que D. Pedro conservasse a regência até à maioridade da Rainha.

Agosto, 30 - D. Pedro prestou juramento solene como Regente, na sala do trono do Palácio da Ajuda.

Setembro, 18 - D. Pedro enviou uma mensagem às Cortes a pedir escusa da Regência, devido ao seu estado de saúde.

Setembro, 20– Juramento solene de D. Maria II da Carta Constitucional, depois de ter sido declarada a sua maioridade.

Conclusões:

Se o Ministro do Reino propõe que conservasse a regência, era porque não era Rei; se fosse Rei, não prestava juramento solene como regente; se a coroa era sua não pedia escusa da regência.

Pelas razões apresentadas concluo que D. Pedro do Brasil jamais foi Rei de Portugal e que só mesmo a História dos liberais vencedores fez dele isso.

Estamos num país livre que deve ter orgulho no seu passado, logo a mentira e a traição não podem sobrepor-se à verdade e à honra.

Os melhores cumprimentos

Guilherme Koehler

Fonte: https://www.facebook.com/guilherme.koehler.3?eid=ARAq-kF0m8kHg3eiCVWq14JC_ZpPBMJOI8RXGpuGbqJzqkwhR3zVvYBLCfOwXzpd3PPXLFIL0kRYh2m3 (Via: Bandeira Branca)