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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DE LIMA VAI A OURENSE COMEMORAR DIA DE PORTUGAL

Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas – Município de Ponte de Lima presente nas comemorações em Ourense – Galícia

O Município de Ponte de Lima vai estar presente nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que o Consulado Português na Galiza vai promover nos dias 9 e 10 de junho.

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À semelhança do ano passado, o Consulado Português na Galiza promove as comemorações do Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, em estreita colaboração com os municípios do norte de Portugal. As festividades terão novamente lugar no centro da cidade de Ourense, nomeadamente na Praça Bispo Cesáreo e na Praça Maior de Ourense, sendo que ambas detêm excelentes condições e infraestruturas.

A cultura e a etnografia limiana estará representada através do Rancho Folclórico da Ribeira, estando a atuação marcada para sábado, 9 de junho, às 16 horas.

MINHO PARTICIPA NA GUARDA NA FEIRA IBÉRICA DE TURISMO

Porto e Norte volta à Guarda Feira Ibérica de Turismo, de 28 de abril a 1 maio

A Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) segue em força com a aposta na promoção de escapadinhas e turismo familiar na 5ª edição da Feira Ibérica de Turismo (FIT), a decorrer na cidade da Guarda, já entre 28 de abril a 1 maio.

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No que é considerado um dos certames mais importantes no setor do turismo do país, com 10 mil metros quadrados de superfície de exposição, a TPNP vai participar com um stand de 60 metros quadrados partilhado com um conjunto de parceiros públicos e privados da região, que vão promover uma série de iniciativas com a marca do norte do país. 

“Este certame tem vindo a afirmar-se cada vez mais no Mercado Ibérico, direcionando-se no sentido de promover a ligação social, comercial e estratégica entre Portugal e Espanha. Apresenta-se, neste sentido, como uma plataforma de divulgação, promoção, captação e desenvolvimento de fluxos turísticos e dos recursos endógenos da vasta e riquíssima região transfronteiriça. É, desta forma, incentivada a troca de experiências e consequente abertura a novos mercados e produtos turísticos diferenciadores, através do conhecimento do nosso património”, comenta Melchior Moreira, Presidente da Entidade Regional Turismo Porto e Norte.

Produto turístico cada vez mais apetecível e procurado pelos turistas, o conceito de “city breaks” e “short breaks” será promovido junto dos visitantes da Feira Ibérica de Turismo. Para além de centenas de ofertas para descobrir a região, os visitantes serão ainda brindados com experiências gastronómicas e poderão conhecer em primeira mão os diversos eventos que integram as agendas culturais dos municípios nortenhos.

CERVEIRA APOIA PARTICIPAÇÃO DOS JOVENS NA UNIVERSIDADE JÚNIOR

Inscrições abertas para apoios à Universidade Júnior 2018 – Universidade do Porto

A Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira vai apoiar a participação de jovens cerveirenses, que frequentem o 9º ano de escolaridade ou o ensino secundário dos estabelecimentos de ensino do concelho, na 14ª edição da Universidade Júnior – Universidade do Porto, que decorre de 2 a 27 de julho. Inscrições já se encontram abertas, entre hoje e o dia 3 de maio, através de preenchimento de formulário.

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O objetivo é que os participantes possam sentir um pouco o ambiente da vida académica, além de conviver com jovens de todos os pontos do país. Ao longo de uma semana, são dinamizadas diversas atividades e projetos de investigação em áreas tão diversificadas como as ciências, as tecnologias, as humanidades, as artes ou o desporto.

Com o intuito de apoiar os jovens oriundos de agregados familiares mais desfavorecidos (que frequentem o 9º ano de escolaridade ou o ensino secundário), este ano, a autarquia cerveirense vai atribuir três bolsas completas de uma semana, que incluem o pagamento da propina de inscrição (seguro, almoço materiais e almoço e lanche), o alojamento (dormida, jantar, pequeno almoço e inclui as deslocações entre o local de alojamento e as faculdades ou unidades de investigação, a realização de atividades suplementares) e transporte de Vila Nova de Cerveira para o Porto e vice-versa. Aos candidatos à bolsa completa não apoiados, fica garantida a comparticipação da propina de inscrição.

A candidatura deverá ser apresentada junto do serviço de Educação nos Serviços Municipais de Intervenção Social ou via email (educacao@cm-vncerveira.pt), através de ficha de inscrição, anexando a última declaração de IRS (2016), a nota de liquidação do agregado familiar e o comprovativo da composição do agregado emitido pela Junta de Freguesia. Os candidatos serão seriados de acordo com a menor capitação.

De sublinhar que na ficha de inscrição, os alunos devem indicar três opções de participação na escolha das atividades. O encaminhamento da documentação para a Universidade do Porto é da responsabilidade da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira.

As inscrições decorrem de entre hoje, 23 de abril, e o dia 3 de maio. O programa para a 14ª edição é ainda de caráter provisório. Para mais informações, consultar o site da Universidade do Porto https://universidadejunior.up.pt/

MONÇÃO CELEBRA DIA DA COMUNIDADE LUSO-BRASILEIRA

Amanhã, vai decorrer nas instalações da EPRAMI (Escola Profissional Alto Minho Interior), em Monção o Colóquio Portugal / Brasil – A descoberta continua, a partir de Monção, evento no qual a Casa Museu de Monção/Universidade do Minho também colabora.

Neste colóquio pretende-se celebrar o Dia da Comunidade Luso-Brasileira e o momento histórico em que Pedro Álvares Cabral avista terra do Brasil, onde é hoje Porto Seguro, a 22 de abril de 1500. Foi essa a data que o Senado Brasileiro aprovou como “Dia da Comunidade Luso Brasileira” - iniciativa que viria a ser ratificada por Portugal. A efeméride é celebrada em todo o Brasil, com grande empenho dos Portugueses, mas passa quase despercebida em Portugal. Esta iniciativa dará oportunidade de debate em torno de questões de Emigração, Cidadania e Lusofonia, a nível nacional, com particular enfoque para o Minho e, em especial, para Monção.

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PORTUGAL E ESPANHA ESTREITAM COOPERAÇÃO TRANSFRONTEIRIÇA NO RIO MINHO

Constituição do AECT Rio Minho aprovada pelos Governos de Portugal e Espanha

No seguimento do processo de constituição iniciado em 2016 pela Uniminho – Associação do Vale do Minho Transfronteiriço, os Governos de Portugal e Espanha aprovaram formalmente a constituição do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial do Rio Minho – AECT Rio Minho – que tem como associados a CIM Alto Minho e a Deputación Provincial de Pontevedra.

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De acordo com Manoel Batista, Presidente da Uniminho e Presidente da Câmara Municipal de Melgaço “a aprovação da constituição deste novo instrumento de cooperação transfronteiriça no território do Rio Minho vai trazer um nova energia na procura de soluções conjuntas para a resolução e eliminação dos ainda persistentes obstáculos à permeabilidade transfronteiriça, designadamente nas áreas da saúde, dos transportes e da educação”; por outro lado, afirmou ainda que “permitirá também promover o território transfronteiriço singular do Rio Minho, potenciando todo o seu património natural e cultural”.

O AECT Rio Minho, com sede em Valença, abrange os 10 concelhos da CIM Alto Minho e 16 concelhos galegos da Província de Pontevedra com ligação ao Rio Minho, e tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento socioeconómico e da coesão institucional do território de intervenção, para a promoção do património cultural e natural transfronteiriço, para a valorização das potencialidades dos seus recursos endógenos, e para a criação e consolidação da marca turística transfronteiriça Rio Minho e outras marcas no âmbito nacional e internacional.

No seguimento desta aprovação, o AECT Rio Minho será em breve constituído através de escritura pública a celebrar entre a CIM Alto Minho e a Deputación de Pontevedra, sendo que esta constituição integra-se ainda no projeto Smartmiño, co-financiado pelo Programa Interreg V A, promovido por estas duas entidades e pelo Centro de Estudos Euro-Regionais Galiza-Norte de Portugal.

TRAVESSIA PEDONAL VAI UNIR GALIZA E PORTUGAL

Concurso Internacional para Travessia Pedonal Cerveira-Tomiño: 26 propostas conhecidas quinta-feira

Terminado o prazo para apresentação de propostas, a Deputación de Pontevedra recebeu 26 ideias de projeto para a futura travessia pedonal sobre o rio Minho, a ligar os concelhos de Vila Nova de Cerveira e de Tomiño. Na próxima quinta-feira, o júri internacional reúne em ato público, na Sala de Xuntas da Deputación, para revelar as caraterísticas de cada projeto submetido. Até final de fevereiro serão conhecidos os três projetos que passam à 2ª fase.

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Lançado em setembro, o Concurso Internacional de Ideias para a travessia pedonal transfronteiriça entre Vila Nova de Cerveira e Tomiño teve um excelente acolhimento de entidades profissionais, resultando em 26 propostas que deram entrada na Deputación de Pontevedra, entidade promotora do concurso no âmbito de uma parceria com o Municípios de Vila Nova de Cerveira e com o Concello de Tomiño.

Para que o processo fosse totalmente transparente, as propostas, sem identificação dos autores, foram apresentadas em dois envelopes fechados e identificados unicamente com um lema: um respeitante às particularidades técnicas e o outro com os dados dos autores. Garantido este método, a Deputación de Pontevedra convocou o júri internacional para, na próxima quinta-feira, procederem, em ato público, à abertura das propostas (técnicas) para verificar se cumprem os requisitos.

Para este ato público foram convocados representantes da Deputación; do Município de Vila Nova de Cerveira e do Concello de Tomiño; do Colégio de Arquitetos de Galicia; do Colégio de Engenheiros de Caminhos, Portos e Canais; da Ordem dos Engenheiros de Portugal; da Ordem dos Arquitetos de Portugal; da Comandancia Naval do Miño.

Segundo explicou o deputado de Cooperação Transfronteiriça Uxío Benítez, a Deputación de Pontevedra, o Município de Vila Nova de Cerveira e o Concello de Tomiño estão à procura “das melhores e mais inovadoras e enriquecedoras propostas” para unir a província de Pontevedra e o Norte de Portugal através de uma travessia para peões e ciclistas que permitirá criar um espaço público comum, o primeiro europarque da Península Ibérica, unindo o atual Parque do Castelinho em Vila Nova de Cerveira com o Espazo Fortaleza de Tomiño. “Os autores dos três desenhos finalistas recebem uma verba de participação de 10.890,00 euros cada um e serão convidados a participar na segunda fase de seleção para a elaboração do anteprojeto da ponte. O contrato para reatar este anteprojeto será adjudicado ao vencedor por um montante de 54.450,00 euros. Após este processo, é que avançará com as autorizações necessárias e pareceres dos organismos competentes para poder desenvolver a obra. Na terceira fase, e após obtidas as autorizações, a Deputación encarregará o vencedor de elaborar o projeto construtivo definitivo, com um orçamento máximo de 121.880,00 euros.

De realçar que a elaboração do desenho da travessia pedonal sobre o rio Minho enquadra-se numa das atividades do projeto VISIT_RIO_MINHO apresentado à primeira convocatória do Programa Operativo España-Portugal (POCTEP) 2014-2020 Interreg V-A, numa candidatura conjunta da Deputación de Pontevedra com a CIM Alto Minho, os concelhos do Norte de Portugal, a Fundación CEER, o Centro Tecnológico do Mar e a Universidade de Vigo. Este projeto obteve um cofinanciamento de 75% de fundos FEDER no marco da referida convocatória do POCTEP 2014-2020 Interreg V A, com um orçamento total aprovado de dois milhões de euros, com uma comparticipação da União Europeia que chega a 1.500.000 euros.”

IBÉRICO? SÓ CONHECEMOS O PORCO…

Senhora do Almortão

Ó minha Mãe Soberana

Virai costas a Castela

Não queirais ser castelhana

- Popular, Beira Baixa

Numa altura em que os povos de Espanha procuram libertar-se das grilhetas de Castela, eis que surgem solicitos os serventuários do iberismo a inventar “plataformas ibéricas de cultura popular” como se a identidade cultural do povo português e a sua matriz étnica tivesse algo a ver com a do país vizinho, apesar da proximidade geográfica. E, sintomaticamente, não referem uma plataforma luso-espanhola mas “ibérica” como se a Restauração da nossa Independência nem sequer tivesse ocorrido em 1640!

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Claro que todos os laços de cooperação com quaisquer povos é salutar e deve contribuir para a fraternidade universal – jamais para a dominação cultural! Mas essa cooperação deve ser estabelecida prioritariamente com os países e povos que em todos os continentes partilham connosco a língua e com eles também partilhámos os nossos usos e costumes. E, no contexto da Península Ibérica, com o povo irmão da Galiza, a Catalunha com a qual possuímos afinidades desde os tempos medievais quando os peregrinos se dirigiam a Santiago de Compostela e levavam consigo tradições que influenciaram o nosso cancioneiro galaico-minhoto e ainda, sem esquecer naturalmente o território português de Olivença que parece não merecer o mesmo cuidado e atenção…

Mas, como se Portugal não constituísse uma realidade política, social e cultural própria, diversa e independente do país vizinho, eis que uma vez mais se desenterra o cadáver do iberismo e volta-se de novo a falar da Ibéria. Mas, verdadeiramente ibérico apenas nos apraz o porco, aquele que depois de ter sido alimentado a bolota na planície alentejana, é desgraçadamente levado para os matadouros de Espanha, porventura até em Badajoz onde ocorreu a dita reunião de ibéricos!

Mas, porventura nenhum português se exprimiu de forma tão eloquente como o nosso imortal Eça de Queirós quando afirmou:

“Sobre a Espanha sabem o meu pensamento [. ..I; detesto os encontros e abraços da panela de ferro com a panela de barro: detesto mais que se vá pedir esmola a um pobre e auxílio a um paralítico. Detesto também o sistema militar da Espanha, e aquela sinistra colaboração de generais e fidalgos. De resto, amo tudo, na Espanha. Somente gostava mais dela se ela estivesse na Rússia”

Eça de Queirós. “Distrito de Évora”, 11" 13, 21 Fev. 1867, p. 2.

Foto: https://www.porcopretoalentejano.com/

MUNICÍPIOS MINHOTOS E GALEGOS RECONHECEM FRONTEIRA DO RIO MINHO

Ata de Reconhecimento de Fronteira do Rio Minho reforça relações entre municípios

Os 13 concelhos da raia minhota - cinco portugueses e oito galegos – formalizaram, esta terça-feira, a assinatura anual da Ata de Reconhecimento de Fronteira do Rio Minho. Pelo segundo ano consecutivo, a cerimónia contou com a representação de todos os municípios, demonstrando que as relações transfronteiriças Norte de Portugal/Galiza se mantêm consolidadas.

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Foi em pleno rio Minho, entre Vila Nova de Cerveira e Valença, a bordo de uma fragata da Marinha Portuguesa que os representantes dos municípios portugueses de Caminha, Melgaço, Monção, Valença, Vila Nova de Cerveira, e dos galegos A Guarda, Arbo, As Neves, Crecente, O Rosal, Salvaterra do Miño, Tomiño e Tui reafirmaram as excelentes relações existentes ao nível de cooperação e gestão conjunta do rio Minho.

O ato simbólico consolida as ligações institucionais e de amizade entre os municípios ribeirinhos, e destes com as autoridades marítimas em prol de uma cada vez maior valorização ambiental e paisagística daquele rico e vasto troço internacional de água.

No caso concreto de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, a Alcaldesa do Concello de Tomiño, Sandra Gonzalez Alvarez, e a 1ª Teniente do Alcalde – Presidente de O Rosal, Doña Maria Carmen Alonso Alonso, assinaram a ata de vistoria de fronteira entre os dois países, onde não se consta qualquer alteração no percurso do referido curso de água.

A cerimónia oficial enquadra-se nos termos do Artigo 25º do Tratado de Limites entre Portugal e Espanha, de 29 de setembro de 1864, quando foi reconhecida a linha fluvial do rio Minho que serve de fronteira entre os dois países. Foram assinados pelos presentes exemplares em português e em espanhol, e devidamente chancelados com os respetivos selos municipais. O exemplar português será, posteriormente, remetido ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.

MINHO DESFILA EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA EM 1640

A Banda Musical da Carvalheira, de Terras de Bouro e a Banda Nova de Barroselas, da Associação Banda Escuteiros de Barroselas vão representar o Minho no desfile nacional de Bandas Filarmónicas que vai ter lugar no próximo dia 1 de Dezembro, no âmbito das comemorações do dia da Restauração da Independência Nacional em 1640.

A organização pertence ao Movimento 1º de Dezembroque lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios. É possível realizá-lo também graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro.

Está também prevista a edição este ano de um livro em forma de álbum fotográfico que constitui um interessante registo das participações das bandas filarmónicas nas comemorações do 1º de Dezembro.

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A Banda Musical de Carvalheira foi criada em 1839 pelo conhecido Padre Tomé em Ervedeiros, na freguesia de Carvalheira, Terras de Bouro. É um dos maiores embaixadores de Carvalheira e até mesmo do concelho, uma vez que tem levado e honrado os seus nomes em milhares de aldeias, vilas e cidades espalhadas por todo o território nacional e até em terras estrangeiras. Ao longo de quase dois séculos de existência muitos foram os obstáculos encontrados por esta banda mas nada foi suficientemente forte para a derrubar. Atualmente, a Banda é formada por cerca de 50 músicos de todas as idades, essencialmente amadores e regida pelo Maestro António Luís.

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Por seu turno, a Banda Nova de Barroselas, da Associação Banda de Escuteiros de Barroselas, foi fundada em 1934 por Armindo dos Santos Barbosa, a Banda Escuteiros de Barroselas surgiu ao mesmo tempo que o respectivo grupo de escutas, tendo-o acompanhado na Missa da primeira Promessa de Escuteiros a 29 de Junho de 1934, dia de S. Pedro, padroeiro da freguesia, abrilhantando também a procissão. A iniciativa teve tal sucesso que começaram a ser convidados para se apresentarem em freguesias vizinhas. Menos de uma dezena de anos após a sua fundação e por imposição do regulamento do Corpo Nacional de Escutas, a banda desvinculou-se do grupo de escutas. No entanto o nome original manteve-se até à actualidade.

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas que este ano se realiza tem o seguinte programa:

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.900 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 6ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

BANDA NACIONAL:

Banda da Armada

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda Musical e Artística da Charneca (Lisboa)

Banda Musical de Figueiredo (Arouca)

Sociedade Recreativa e Filarmónica 1º de Janeiro de Castro Verde (Castro Verde)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda de Música da Carvalheira (Terras de Bouro)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Associação Recreativa Musical Covilhanense | Banda da Covilhã (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Banda Filarmónica da União de Aldeia de João Pires (Sociedade Recreativa e Musical) (Penamacor)

Sociedade Filarmónica Aurora Pedroguense (Sertã)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão / Filarmónica do Alqueidão (Figueira da Foz)

Filarmónica Instrução e Recreio de Abrunheira (Montemor-o-Velho)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

SUA - Sociedade União Alcaçovense (Viana do Alentejo)

Sociedade Filarmónica Portimonense (Portimão)

Sociedade Filarmónica Avelarense (Ansião)

Sociedade Artística Musical 20 de Julho de Santa Margarida do Arrabal (Leiria)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão Grande)

Associação Musical e Artística Lourinhanense (Lourinhã)

Banda da Escola de Música da Juventude de Mafra (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião (Gavião)

Sociedade Musical Nisense (Nisa)

Sociedade Recreativa Musical Alegretense (Portalegre)

Banda Filarmónica de Crestuma (Vila Nova de Gaia)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba (Alcácer do Sal)

Banda Musical do Barreiro (Barreiro)

Banda Nova de Barroselas (Associação Banda Escuteiros de Barroselas) (Viana do Castelo)

Banda Marcial de Tarouquela e Municipal de Cinfães (Cinfães)

Banda de Música de São Cipriano “A Nova” (Resende)

Será um total de 32 entidades, integrando 1 grupo de persussão, 1 banda nacional militar e 30 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1900 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Capitão-Tenente Délio Gonçalves, da Banda da Armada.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

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SERÁ QUE A DEVOLUÇÃO DO TERRITÓRIO DE OLIVENÇA A PORTUGAL TAMBÉM É ILEGAL FACE À CONSTITUIÇÃO ESPANHOLA?

O governo de Madrid impede o povo catalão não possui o direito de decidir o seu destino político através de referendo alegando que este instrumento democrático é inconstitucional. Será que a constituição espanhola também impede a Espanha de restituir a Portugal o território que mantém ilegitimamente ocupado há mais de dois séculos, apesar dos compromissos que assumiu nesse sentido?

Em 20 de Janeiro de 1801, Espanha, cínica e manhosamente concertada com a França Napoleónica, sem qualquer pretexto ou motivo válido, declara guerra a Portugal e, em 20 de Maio, invade o nosso território, ocupando grande parte do Alto-Alentejo, na torpe e aleivosa «Guerra das Laranjas». Comandadas pelo «Generalíssimo» Manuel Godoy, favorito da rainha, as tropas espanholas cercam e tomam Olivença.

Ao assinar em 1817, o Tratado de Viena, a Espanha concordava e comprometia-se a devolver o território português de Olivença. Referia o artigo 105.º dor eferido Tratado o seguinte: “As Potências, reconhecendo a justiça da reclamações formuladas por Sua Alteza, o Príncipe Regente de Portugal e do Brasil, sobre a vila de Olivença e os outros territórios cedidos à Espanha pelo tratado de Badajoz de 1801, e considerando a restituição destes objectos como uma das medidas adequadas a assegurar entre os dois Reinos da Península aquela boa harmonia, completa e estável, cuja conservação em todas as partes da Europa tem sido o fim constante das suas negociações, formalmente se obrigam a empregar por meios conciliatórios os seus mais eficazes esforços a fim de que se efectua a retrocessão dos ditos territórios a favor de Portugal. E as Potências reconhecem, tanto quanto depende de cada uma delas, que este ajuste deve ter lugar o mais brevemente possível”.

Não obstante, a Espanha até ao momento nunca honrou a sua palavra, quaisquer que fossem os regimes políticos que ali tiveram vigência, o que nunca os coibiu de cinicamente nos tratar por “hermanos”…

Em 1864, Portugal e Espanha trataram de proceder à delimitação da sua fronteira comum. Perante a recusa do Estado Português em reconhecer a soberania espanhola sobre o território de Olivença, a Comissão Internacional de Limites Luso-Espanhola interrompeu os seus trabalhos na zona da desembocadura do rio Caia, tendo os mesmos apenas sido retomados em 1926, a partir da desembocadura da ribeira dos Cuncos no rio Guadiana, portanto a sul de Olivença.

O Estado Português jamais reconheceu a ocupação do território de Olivença por parte de Espanha, razão pela qual se mantém por colocar os marcos fronteiriços naquele local. Tratando-se de um território de jure pertencente a Portugal nem sequer se coloca juridicamente a questão da autodeterminação – o que se coloca é, do ponto de vista moral, a ocupação em si mesma, ao arrepio do direito internacional, contra os compromissos que assumiu que leva a descredibilizar a palavras dos seus governantes e os protestos de amizade em relação ao povo português. Ou será que a devolução do território que não legalmente não lhe pertence também é inconstitucional face à nova Lei em Espanha?

Carlos Gomes

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A GALIZA, PORTUGAL ESQUECIDO

Inaugurador da liberdade portuguesa, o ano de 1139 determinou, igualmente, o divórcio – que nunca foi plenamente aceite – entre Portugal e a Galiza. A separação foi afronta à realidade linguística, à unidade cultural, à própria justiça histórica: no século XII, a delimitação entre o Condado Portucalense e o restante Reino da Galiza – este último integrado, ele próprio, na coroa castelhano-leonesa de que Afonso Henriques decidiu apartar-se – era meramente administrativa e resultara da atribuição, por Afonso VI de Leão, de Portucale a Henrique de Borgonha. Hoje, a fronteira mantém-se tão artificial como no passado, sendo o português a língua dominante em toda a faixa ocidental da Península Ibérica.

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A separação entre os dois pedaços originais da Portugalidade – de um lado, a Galiza, que foi berço da língua e o primeiro dos países portugueses; do outro, o Condado que se autonomizou, fortaleceu, manteve forte a chamada da nossa liberdade e se expandiu pelo globo – foi motivadora de incontáveis conflitos entre Portugal e o seu vizinho espanhol. Décadas sobre a tomada de Lisboa, em 1147, Afonso I tentaria capturar Tui e outras localidades galegas, intento que abandonaria após ser derrotado pelos leoneses em Badajoz. No século XIV, Fernando I seria – o que aconteceu em diversas ocasiões – aclamado como rei pela Galiza; novamente, foi a força do braço castelhano a impedir a reunificação entre os dois países portugueses da Península. Também presente esteve a Galiza na mente de D. Luís de Vasconcelos e Sousa, conde de Castelo Melhor, que pretendeu juntá-la a nós a troco da paz com a Espanha dos Habsburgo. A tentativa saiu novamente gorada, pois, ainda que avançassem vitoriosas as armas portuguesas, o governo do Conde foi derrotado nos gabinetes por políticos invejosos e homens menores.

Não se encontrando hoje aberto - pelo menos, não para a maioria dos galegos - o problema do estatuto político da Galiza, o combate a travar é, lá, fundamentalmente cultural. Com a língua galego-portuguesa perigada por um projecto de aculturação – de facto, castelhanização – que dura há séculos, o mundo português deve devotar àquela parcela de si própria a maior das atenções. É o que fará, também, a Nova Portugalidade, tão empenhada na defesa da Portugalidade na Galiza como em qualquer outro pedaço do nosso espaço civilizacional.

Portugal e Galiza são e serão um só coração.

RPB

Fonte: https://www.facebook.com/pg/novaportugalidade/

CAMINHA ACOLHE X CONFERÊNCIA DE MINISTROS DA JUVENTUDE E DESPORTO DA CPLP

Representantes dos governos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste reunidos de 28 e 30 de julho

Caminha acolhe, na próxima semana,a X Conferência de Ministros da Juventude e Desporto da CPLP, recebendo os representantes dos governosde Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. O encontro terá lugar entre os dias 28 a 30.

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Na IXª Conferência, realizada na Ilha do Sal, em Cabo Verde, ficou acordado que a cimeira de 2017 teria lugar em Portugal e Caminha foi o concelho escolhido para receber este evento. Esta será, provavelmente, a mais importante cimeira setorial internacional realizada no concelho de Caminha, e que decorrerá no fim-de-semana em que aqui também ter lugar a Feira Medieval.

Na presidência desta Conferência estará oministro da Educação de Portugal, Tiago Brandão Rodrigues, que irá realizar a sessão de abertura.Esta conferência, decorre na sequência dos termos da Resolução 18/2016, de 17 de julho, em que os ministros participantes na IX Reunião acordaram, conforme referimos, realizar a próxima Reunião em 2017 e em Portugal.

A Conferência será uma oportunidade para apresentação e discussão de temas pertinentes e atuais comuns nas áreas da Juventude e do Desporto do espaço da CPLP.Entre os documentos estratégicos, serão analisados o relatório de atividade de 2016, o plano de atividades 2017/2018 e assuntos relativos aos Jogos Desportivos de 2018, bem como outros projetos estruturantes para o futuro da Conferência.