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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTOS DE PASSAGEM TRANSFRONTEIRIÇOS: AECT RIO MINHO ELENCA CINCO MEDIDAS CONTRA POSIÇÃO INFLEXÍVEL DOS GOVERNOS DE PORTUGAL ESPANHA

No seguimento do Despacho do Ministro da Administração Interna do Governo Português, do passado dia 12 de fevereiro, que determina os pontos de passagem autorizados na fronteira terrestre, os Alcaldes dos Concellos de A Guarda, Oia, O Rosal, Tomiño, Tui, Salceda de Caselas, Salvaterra, As Neves e Arbo, e os Presidentes das Câmaras Municipais de Caminha, Melgaço, Monção, Valença, Ponte da Barca e Vila Nova de Cerveira, pertencentes ao AECT Rio Minho, reunidos hoje de manhã, através de videoconferência, declaram o seguinte:

- com esta renovação de encerramento das fronteiras, os Governos reiteram a indisponibilidade de suportar os custos com mais pontos de passagem autorizados controlados, querendo transpor para os trabalhadores e trabalhadoras transfronteiriças grande parte desse ónus. Neste sentido, voltamos a reforçar que devem ser os estados a suportar estes gastos e que devem imediatamente dar início a uma compensação financeira para as empresas e os trabalhadores e trabalhadoras transfronteiriças que estão a sofrer as consequências desta medida;

- os Concellos galegos e Municípios portugueses da fronteira ao Alto Minho com a Galiza, sempre manifestaram a sua disponibilidade para colaborar com apoio logístico na abertura de novos pontos de passagem de atravessamento de fronteiras;

- a fiscalização excessiva (para além do comprovativo de ser trabalhador transfronteiriço), que está a ser realizada neste momento nos pontos de passagem autorizada, está a contribuir, por um lado, para uma demora desnecessária no momento de atravessamento e, por outro lado, para um desconforto psicológico e social que este território não vivia há mais de 30 anos.

Assim, atendendo a esta posição inflexível que consideramos injusta e desproporcionada, os Alcaldes dos Concellos e Presidentes das Câmaras Municipais do AECT Rio Minho, decidiram o seguinte:

- exigir a integração imediata dos trabalhadores e trabalhadoras transfronteiriços como beneficiários dos mecanismos/apoios socioeconómicos aprovados pelos Governos de Portugal e de Espanha para fazer face aos impactos da pandemia Covid-19, e que as empresas prejudicadas com o encerramento de fronteiras sejam igualmente elegíveis nos mecanismos de recuperação próprios;

- solicitar ajuda política e económica à Comissão Europeia, uma vez que se considera que se está a pôr em causa um dos grandes pilares da União Europeia: a Europa sem fronteiras;

- recolher um dossier de testemunhos reais, de vidas e negócios afetados gravemente por esta medida, e remeter para conhecimento dos Governos de Portugal e Espanha;

- solicitar uma reunião urgente com o Senhor Ministro da Administração Interna do Governo Português;

- apoiar a mobilização de agentes económicos e sociais para a realização imediata de ações simbólicas de protesto contra as condições de encerramento dos pontos de passagem da fronteira entre o Alto Minho e a Galiza.

MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA ADMITE ALTERAR HORÁRIOS NAS FRONTEIRAS TERRESTRES

“Apesar de não ter recebido qualquer informação oficial, regozijo-me com as declarações dadas hoje pelo Senhor Ministro da Administração Interna, Doutor Eduardo Cabrita, que deixou em aberto a possibilidade de alterar horários nas fronteiras terrestres ou o número de postos de passagem obrigatória.

O Alto Minho e a Galiza aguardam com muita expetativa que, nos próximos dias, seja anunciado o reverso total da medida atualmente em vigor relativamente ao encerramento das fronteiras nesta região, de forma a servir os reais e necessários interesses das trabalhadoras e dos trabalhadores transfronteiriços, assim como dos transportes de mercadorias” – afirmou o Diretor do AECT Rio Minho e Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, em reação às declarações dadas hoje pelo Senhor Ministro da Administração Interna, relativamente ao encerramento das fronteiras.

AUTARCAS DO ALTO MINHO E GALIZA CONTRA O FECHO DAS FRONTEIRAS

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Marinho, participou hoje, em Valença, numa ação de protesto que juntou autarcas do Alto Minho e da Galiza contra as restrições que afetam a passagem na fronteira entre Portugal e Espanha, numa ação que visou alertar para o impacto económico e social da medida prevista no estado de emergência e solicitar a abertura imediata de mais pontos de passagem.

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Augusto Marinho, entende que “esta medida prejudica gravemente os muitos trabalhares transfronteiriços, assim como penaliza fortemente todos os meios de transporte de mercadorias”, salientando ainda que o Governo “tem de repensar isto rapidamente e reverter a situação”.

Recorde-se que a Câmara de Ponte da Barca já tinha solicitado ao Governo a criação de um ponto de passagem autorizado na Fronteira da Madalena, em Lindoso, após total encerramento decretado desde o passado Domingo.

AECT RIO MINHO LANÇA APELO AOS GOVERNOS DE PORTUGAL E ESPANHA PARA "DEIXAR DE CASTIGAR AS TRABALHADORAS E OS TRABALHADORES TRANSFRONTEIRIÇOS"

  • Municípios de fronteira avaliam ação contra o Estado português por atentado à saúde pública

Autarcas dos 26 municípios portugueses e galegos que compõem o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho exigiram aos Governos de Portugal e Espanha o “devido e merecido respeito” pelos milhares de trabalhadoras e trabalhadores transfronteiriços e centenas de transportes de mercadorias que, diariamente, atravessam as oito travessias existentes entre o Alto Minho e a Galiza e que estão a ser “castigados” com o encerramento de fronteiras e a concentração num único ponto autorizado, a Ponte Internacional de Valença.

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Durante uma ação simbólica reivindicativa decorrida, esta manhã, na Ponte Eiffel de Valença-Tui, a medida imposta por ambos os governos foi classificada de “castigo inapropriado” para as trabalhadoras e os trabalhadores transfronteiriços, um “erro colossal” e uma posição “escandalosa”, tendo sido reclamada a abertura urgente de todos os pontos de passagem entre o Alto Minho e a Galiza, com recurso a controlo e permissão de circulação para estas exceções.

“Não estamos a pedir que passem mais pessoas, mas antes que passem as mesmas pelos locais habituais”, disse o diretor do AECT Rio Minho, Fernando Nogueira, sublinhando que “tem de haver respeito pela saúde pública, mas também pelas trabalhadoras e trabalhadores transfronteiriços”. “Os governos estão a obrigar as pessoas a fazer centenas de quilómetros a mais, com prejuízo para a saúde física e psicológica. Temos conhecimento de dezenas de profissionais de saúde de ambos os lados que estão na linha da frente ao combate à Covid-19 e que agora se vêm obrigados a levantarem-se mais cedo e a passar horas em filas”, explicou o também Presidente de Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, acrescentando: “O Governo português alega a falta de recursos humanos para decretar o encerramento dos pontos de fronteira, e então passa o ónus dos custos que é um dever do Estado para as trabalhadoras e os trabalhadores transfronteiriços”.

O edil cerveirense considerou ainda que este encerramento de pontos de passagem e a concentração num só local está a ter o efeito inverso ao que o Governo esperava. “A justificação para esta medida é a de prevenção de contágios, mas a verdade é que se está a potenciar contactos, ajuntamentos na fronteira e, consequentemente, possíveis contágios”, alertou Fernando Nogueira, colocando ainda a hipótese de se “intentar uma ação contra o estado português por atentado à saúde publica, no limite, e se existirem condições legais para o fazer. É um assunto que tem de ser juridicamente estudado”.

O vice-diretor do AECT Rio Minho falou em “autêntico escândalo” protagonizado por ambos os governos, “cometendo o mesmo erro praticado em março e abril, mesmo após a realização de três protestos e de várias reuniões para dar a conhecer a realidade dinâmica desta fronteira”. Uxio Benítez reiterou que “a decisão dos Estados não colocar patrulhas policiais para economizar gastos, transferindo-os para as trabalhadoras e os trabalhadores, é um escândalo”. “Tem de haver controlos sanitários, evidentemente, mas se se permite a passagem às trabalhadoras e aos trabalhadores tem de ser por todos os espaços transfronteiros existentes”.

A intenção inicial desta ação conjunta era realizar um encontro entre os/as autarcas de ambos os lados da fronteira a meio da Ponte Eiffel de Valença-Tui, que se encontra encerrada à circulação, respeitando os limites territoriais de cada país, abordagem que não foi autorizada pelas autoridades portuguesas.

“Sentimo-nos injustiçadas”

Esta ação simbólica reivindicativa contou com os testemunhos de Carolina Lemos Costa e Daniela Costa, de Vila Nova de Cerveira, enfermeiras num lar de idosos em A Guarda, na Galiza, onde trabalham mais portugueses. O trajeto diário normal era a passagem pela Ponte Internacional da Amizade, entre Cerveira-Tomiño, sendo agora obrigadas a deslocar-se a Valença e voltar para trás.

"Este encerramento aumenta muito os quilómetros feitos diariamente, perde-se muito tempo. Acaba por ser um stress. Tenho de sair muito cedo de casa quando estou no turno da manhã, ou então depois de um turno da noite, sem descansar, tenho de esperar 25 minutos para passar. É difícil. Sentimo-nos injustiçadas", referiu Carolina Lemos Costa.

Daniela Costa também defendeu a abertura de "mais pontos de passagem para facilitar a vida a quem está a trabalhar". "Na verdade, nós nunca paramos. Agora a viagem é mais demorada, têm sido dias cansativos e já vimos de um desgaste físico de vários meses de trabalho. Por exemplo, quando fazemos os turnos da manhã temos de nos levantar com muito mais antecedência para chegar ao trabalho a tempo e horas", argumentou.

MINHO E GALIZA RECLAM REABERTURA DA FRONTEIRA

AECT Rio Minho defende reabertura urgente de mais pontos de atravessamento da fronteira do Alto Minho com a Galiza

Os Municípios portugueses e Concellos galegos da fronteira do rio Minho consideram que os quilómetros de filas de trânsito que se registam na fronteira Valença-Tui, resultado da reposição do controlo terrestre de fronteiras e encerramento de travessias, é uma imagem de “outros tempos”, disponibilizando-se para colaborar no que for necessário para que esta reabertura aconteça o mais rápido possível, evitando sobrecarregar os cerca de 6 mil trabalhadores e trabalhadoras transfronteiriças com mais custos, além do desgaste físico e psicológico à chegada ao local de trabalho.

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O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho reforçou, em reunião realizada esta segunda-feira, através de videoconferência com a participação de 18 municípios portugueses e galegos, o total desacordo com a medida decretada pelos Governos de Portugal e de Espanha para um novo encerramento de três pontes sobre o rio Minho, que entrou em vigor às 00h00 de 31 de janeiro, como medida de contenção à pandemia Covid-19.

A questão das fronteiras parece ser encarada pelo Governo de Portugal com ‘dois pesos e duas medidas’, pois se o Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros lamentou aquilo que classificou de "decisão inútil" a interdição de portugueses e portuguesas na Alemanha, não se entende o procedimento imposto com a reposição do controlo terrestre de fronteiras entre Portugal e Espanha, pelo menos nos moldes em que está a ser aplicado. Assiste-se a uma contradição diplomática que gera mal-estar para os governos locais de ambos os lados das fronteiras assim como para as populações.

À semelhança do que aconteceu no encerramento das fronteiras do passado mês de março, esta medida revela uma total falta de conhecimento da realidade deste território fronteiriço. Durante esse período, a Ponte Internacional de Tui-Valença (então o único ponto autorizado de passagem) concentrou cerca de 44% do total da mobilidade entre Espanha e Portugal, pelo que, após perceção do real impacto na vida dos milhares de trabalhadores e trabalhadoras transfronteiriças, os respetivos Governos reconheceram esta situação e reabriram as pontes de Cerveira-Tomiño, Monção-Salvaterra e Peso-Arbo (Melgaço).

Apenas alguns meses depois, e num segundo momento de encerramento de fronteiras, é completamente incompreensível não ter esta realidade em conta, enveredando por uma medida que potencia ‘o efeito funil’ num único ponto de apoio (Valença-Tui a 24h) e, consequentemente, ajuntamentos que podem propiciar um maior foco de contágio, como assim se comprovou no primeiro dia útil de trabalho: quilómetros de filas de trânsito para atravessar a fronteira, desperdícios de tempo desnecessários e, mais uma vez, a introdução de um inexplicável obstáculo a uma população de fronteira que já não sente a fronteira, mas antes se sentem cidadãos de uma Europa sem fronteiras.

Há ainda a sublinhar que os horários de abertura parcial estipulados para a Ponte Internacional Monção-Salvaterra do Miño também não servem os trabalhadores e trabalhadoras transfronteiriças que desempenham funções por turnos diferenciados, obrigando várias centenas a ter de recorrer ao único ponto de apoio aberto 24h ou optar pelo desespero de aguardar pelo período autorizado.

Neste sentido, mais uma vez os Municípios portugueses e Concelhos galegos do AECT Rio Minho apelam aos Governos de Portugal e de Espanha que tenham em linha de conta esta realidade e que procedam à reabertura de, pelo menos, das pontes internacionais de Cerveira-Tomiño, Monção-Salvaterra, Peso-Arbo (Melgaço), e do posto fronteiriço da Madalena entre Lindoso e Lóbios (Ponte da Barca – Orense), com um horário verdadeiramente adequado às necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras transfronteiriças.

Os Municípios portugueses e Concelhos galegos do AECT Rio Minho disponibilizam-se ainda para colaborar no que for necessário para que a reabertura aconteça o mais rápido possível, evitando sobrecarregar os trabalhadores e trabalhadoras transfronteiriças com mais custos, colocando-os em situações de desgaste físico e psicológico devido a filas intermináveis, com impacto no dia a dia pessoal e profissional, não tendo o mesmo rendimento produtivo. Numa situação de crise socioeconómica não é justo transferir mais custos para os trabalhadores e para as trabalhadoras transfronteiriças (combustível, tempo), que deveriam ser suportados pelos Estados, com a colocação dos meios necessários para o controlo de mobilidade nos diversos pontos de passagem fronteiriça ao longo da fronteira do Alto Minho. Mais uma vez destacamos que, de acordo com a publicação do Observatório Transfronteiriço Espanha-Portugal de 2019, dos 60 pontos existentes entre ambos os países, os de Valença-Tui, Cerveira-Tomiño e Monção-Salvaterra estão entre os cinco com maior fluxo de tráfego transfronteiriço e representam mais de 50% total entre Portugal-Espanha (mesmo não existindo dados sobre a Ponte Internacional Peso-Arbo, em Melgaço).

A terminar, o AECT Rio Minho volta a reivindicar aos Governos de Portugal e Espanha, e ainda ao Governo Autónomo da Galiza, a criação de um cartão da/o cidadã/o transfronteiriça/o que se poderá tornar indispensável para vivência social e para a economia destas regiões de fronteira, bem como a implementação de uma ITI – Intervenção Territorial Integrada de caráter transfronteiriço, com vista a concertar os fundos europeus do próximo quadro comunitário, de modo a que as regiões fronteiriças sejam compensadas por este segundo e duro golpe socioeconómico.

AECT Rio Minho, Valença, 01 de fevereiro de 2021

O Diretor do AECT Rio Minho e Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira,

Fernando Nogueira

O Vice-Diretor do AECT Rio Minho e Deputado de Cooperação Transfronteiriça da Deputación de Pontevedra

Uxío Benitez Fernandez 

O Presidente da Câmara Municipal dos Arcos de Valdedez

João Manuel Esteves

O Presidente da Câmara Municipal de Caminha

Miguel Alves 

O Presidente da Câmara de Melgaço

Manoel Batista 

O Presidente da Câmara Municipal de Monção

António Barbosa 

O Presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura

Vitor Pereira 

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca

Augusto Marinho 

O Presidente da Câmara Municipal de Valença

Manuel Lopes 

O Alcalde de A Guarda

António Lomba Paz 

A Alcaldesa de O Rosal

Ánxela Fernández 

A Alcaldesa de Tomiño

Sandra González 

O Alcalde de Tui

Enrique Cabaleiro 

A Alcaldesa de Salceda de Caselas

Maria Dolores Castiñeira 

A Alcaldesa de Salvaterra do Miño

Marta Valcárcel Gómez 

O Alcalde de As Neves

Xosé Manuel Rodríguez 

O Alcalde de Arbo

Horácio Gil Expósito 

O Alcalde de A Cañiza

Luis Gomez Piña 

O Alcalde de Ponteareas

Xosé Represas Giráldez

BARCELOS ACOLHE CONGRESSO IBÉRICO SOBRE MOBILIDADE

O Município de Barcelos vai acolher, entre 15 e 17 de abril, o 17º Congresso Ibérico “A Bicicleta e a Cidade”, este ano sob o tema “A era da infraestrutura”, iniciativa que se propõe debater a mobilidade ativa.

A escolha do Município de Barcelos para a realização da próxima edição do Congresso Ibérico, representa uma excelente oportunidade para cimentar as boas práticas no domínio da mobilidade ciclável que estão a ser pensadas e implementadas em Barcelos.

Com efeito, o Município está a operar uma mudança de paradigma na mobilidade da cidade que começou em 2018 com a criação do BarcelosBus, duas linhas de transporte público urbano com elevada frequência, ligando pontos de interface nas entradas da cidade, e cruzando-se em pleno centro, no campo da feira que se revelam um sucesso; em 2019 o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave lançou o UBike e a cidade preparou um projeto de execução para criar uma rede ciclável urbana segura, que leve as pessoas a utilizarem a bicicleta no dia a dia.

Estas foram as primeiras etapas de um programa que transformará o conceito de mobilidade na cidade.

Brevemente será lançado um concurso para a operação da rede de transportes públicos urbanos, bem como para um sistema de bicicletas partilhadas com 500 veículos em toda a cidade. Estas são duas vertentes que vão integrar um novo sistema de mobilidade transversal e intermodal, capaz de trazer uma nova vida e uma nova vivência da cidade.

Trata-se de um sistema que integrará todas as peças que definem o movimento das pessoas na cidade. A futura rede alargada de autocarros urbanos será uma peça fundamental, tal como as ligações a parques de estacionamento e interfaces como a estação ferroviária assegurarão facilidade na transição de modo de transporte.

Mas outra dimensão importante será a criação de uma rede de ciclovias circulares que irá abranger todos os quadrantes da cidade, pensadas já em harmonia com projetos de remodelação do espaço pedonal da cidade. Este projeto inclui diversos abrigos de apoio ao longo da rede e a criação de uma estação especial junto ao IPCA para a conversão do público estudantil a esta modalidade de mobilidade, e a instalação de passadeiras inteligentes ao longo da rede.

Mais do que um simples serviço de transportes, este novo sistema será organizado como articulação de todos estes vetores de mobilidade, garantindo a sustentabilidade e a promoção do uso responsável e inteligente dos recursos ao dispor de todos os munícipes.

para sistemas de transportes alternativos, que se querem seguros, eficientes, e competitivos, tendo em conta os interesses sociais, como o respeito pelo ambiente.

O Congresso “A Bicicleta e a Cidade” é organizado pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores da Bicicleta (FPCUB) e pela sua congénere espanhola ConBici, em parceria com o Município de Barcelos, sendo um dos mais importantes fóruns europeus de discussão de políticas de promoção da mobilidade ciclável e realiza-se, de dois em dois anos, de forma alternada, em Portugal e em Espanha.

As inscrições estão abertas para o público em geral em https://congressoiberico.fpcub.pt , sendo que para apresentações devem ser feitas até 28 de fevereiro, com notificação da sua aceitação em 15 de março. Os presidentes de Junta têm inscrição gratuita.

LÍDERES DA EURO-REGIÃO APRESENTAM PLANO ESTRATÉGICO PARA O PÓS-COVID-19 AOS GOVERNOS DE PORTUGAL E ESPANHA

Documento resulta das conclusões da Conferência de Líderes do Eixo Atlântico

O Eixo Atlântico apresentou hoje, dia 17 de Dezembro, um documento com as conclusões estratégicas dos líderes da euro-região para a recuperação pós-Covid-19 que será enviado aos Governos de Portugal e Espanha.

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Este plano estratégico resulta da Conferência de Líderes, que decorreu Setembro em Pontevedra, na Galiza, e juntou um grupo de especialistas e autarcas de 31 municípios da associação transfronteiriça do Eixo Atlântico para debaterem a recuperação económica e social em toda a Euro-região no pós-pandemia Covid-19.

Esta é uma iniciativa pioneira e única no contexto europeu que junta autarcas e decisores políticos de dois países. Tendo em conta os interesses da Euro-região do Norte de Portugal e da Galiza, o documento apresenta políticas a desenvolver, no quadro do processo de reconstrução, para superar a crise causada pela pandemia, bem como para fortalecer a resiliência das cidades e prevenir os efeitos de futuras crises que possam ocorrer.

De acordo com Ricardo Rio, a cooperação que se regista nesta euro-região, que se prolonga há mais de 25 anos, é um factor que representa uma vantagem competitiva na preparação dos possíveis cenários pós-pandemia.

“Vamos apostar na criação de novas políticas urbanas que respondam aos desafios actuais de forma a estimular a competitividade e a inovação, criando melhores condições para o desenvolvimento territorial”, disse, realçando a importância da colaboração e partilha de responsabilidades entre poderes públicos, da cooperação institucional e do envolvimento dos cidadãos e de todos os agentes da sociedade para se potenciar os modelos de desenvolvimento mais sustentados e assentes na inovação.

O Eixo Atlântico irá agora apresentar o documento aos governos de Portugal e Espanha, bem como à Xunta de Galicia e à CCDR-N, para serem incluídos nas políticas de recuperação, tanto a nível de gestão política como a nível de financiamento. Ao mesmo tempo, servirá de guia para matérias da competência dos municípios para serem delineadas soluções conjuntas e complementares, evitando a dispersão, a duplicação, promovendo a cooperação. 

Com base nos quatro pilares identificados para o futuro (economia, política social, desenvolvimento sustentável e inovação, complementados pela regeneração urbana e investigação), as medidas propostas incluem o fortalecimento do papel das cidades e do valor das suas marcas; as novas dimensões das cidades inteligentes e a proposta de um esquema de política local pós-Covid-19; o futuro das cidades na nova era que se avizinha e a necessidade de reforçar a participação dos cidadãos.

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LÍDERES DA EURO-REGIÃO VÃO APRESENTAR PLANO ESTRATÉGICO PARA RECUPERAÇÃO PÓS-COVID-19 AOS GOVERNOS DE PORTUGAL E ESPANHA

Líderes da euro-região apresentam amanhã,  no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga, plano estratégico para recuperação pós-Covid-19 aos governos de Portugal e Espanha

O Município de Braga apresenta um documento, que será enviado aos Governos de Portugal e Espanha, com as conclusões estratégicas dos líderes da euro-região para a recuperação pós-Covid 19. A iniciativa irá decorrer amanhã, Quinta-feira, 17 de Dezembro, às 10h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga.

Na ocasião estarão presentes o presidente do Eixo Atlântico e da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e o secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Mao.

Este plano estratégico resulta da Conferência de Líderes, que decorreu Setembro em Pontevedra, na Galiza, e juntou um grupo de especialistas e autarcas de 31 municípios da associação transfronteiriça do Eixo Atlântico para debaterem a recuperação económica e social em toda a Euro-região no pós-pandemia Covid-19.  Tendo em conta os interesses da Euro-região do Norte de Portugal e da Galiza, o documento apresenta políticas a desenvolver, no quadro do processo de reconstrução, para superar a crise causada pela pandemia, bem como para fortalecer a resiliência das cidades e prevenir os efeitos de futuras crises que possam ocorrer. 

O Eixo Atlântico irá apresentar o documento aos governos de Portugal e Espanha, bem como à Xunta de Galicia, para serem incluídos nas políticas de recuperação, tanto a nível de gestão política como a nível de financiamento. Ao mesmo tempo, servirá de guia para matérias da competência dos municípios para serem delineadas soluções conjuntas e complementares, evitando a dispersão, a duplicação e promovendo a cooperação.

1º DE DEZEMBRO - O DIA DA UNIÃO DOS PORTUGUESES!

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Foto gentilmente cedida pelo sr. D. Lourenço Almada, 8º Conde de Almada

 

Esta noite, esperançosa entre todas as noites Portuguesas, quero prestar humilde homenagem ao Português que liderou a revolta de 1 de Dezembro de 1640 e permitiu livrar-nos do jugo espanhol dos malfadados Filipes... Refiro-me a D. Antão de Almada, 7.º conde de Avranches, aqui retratado fielmente (quadro do Paço de Lanheses, perto de Viana do Castelo, ainda propriedade da ilustre Família de D. Antão, os actuais Condes de Almada).

Foi Ele que, quando interpelado na manhã do dia 1 por um cavalheiro que lhe perguntou a onde ia, respondeu: «Vou ali trocar de Rei e já volto»...

Precisamos - urgentemente - de um novo D. Antão de Almada e de 40 ou mais Conjurados que nos livrem deste novo e mais funesto jugo, deste desgoverno, da UE, da OMS, da ONU e da banca globalista ávida de rapina... E que defenestrem os traidores a Portugal!

Viva Portugal! Obrigado, D. Antão!

Texto: Carlos S. Silva / https://www.facebook.com/photo?fbid=10202811681922523&set=p.10202811681922523

PRISIONEIROS PORTUGUESES DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (FRENTE EUROPEIA - 1917/1918)

  • Crónica de Daniel Bastos

A I Guerra Mundial (1914-1918) ocupa um papel preponderante no seio da historiografia nacional, porquanto além dos efeitos militares repercutiu em Portugal consequências de natureza socioeconómica e política que contribuíram decisivamente para a queda da Primeira República Portuguesa (1910-1926).

Embora desde 1914 existissem confrontos entre patrulhas lusas e germânicas nos territórios moçambicanos e angolanos, dada a proximidade limítrofe das colónias africanas portuguesas com as colónias alemãs, e inclusive tenham perecido no decurso do conflito mais portugueses em Angola e Moçambique do que na Flandres, a entrada do país na frente europeia ocorreu somente em 1917.

Com incontáveis dificuldades para constituir o Corpo Expedicionário Português (CEP), foram mobilizados mais de cinquenta mil soldados para as trincheiras da Flandres, região norte da fronteira franco-belga onde ocorreu a 9 de abril de 1918 a fatídica batalha de Lys em que o exército alemão destroçou o CEP. No desfecho do conflito que consagrou a vitória militar da Inglaterra, França, Estados Unidos e restantes aliados, nos quais se incluíam Portugal, a aritmética nacional era reveladora: mais de 7 mil mortos, mais de 7 mil feridos, quase 6 mil desaparecidos e quase 9 mil incapazes.

As raízes da emigração portuguesa no território francês remontam precisamente a este período, quando milhares de soldados lusos não regressaram a Portugal, optando por se tornarem emigrantes em terras gaulesas. Ainda hoje, existem descendentes destes soldados e emigrantes lusos que preservam a sua memória e zelam o cemitério militar português de Richebourg, no norte de França, um cemitério militar exclusivamente português, que reúne um total de 1831 militares mortos na frente europeia.

É o caso da nonagenária Felicia Assunção Pailleux, filha do soldado e depois emigrante João Assunção, um minhoto de Ponte da Barca, que fez parte da 2ª Divisão do CEP e que como outros compatriotas que optaram no final do conflito bélico por não regressar a Portugal, onde grassava uma profunda crise política, económica e social, fixou-se na zona onde combateu, no Norte-Pas de Calais, uma zona de minas de carvão que absorveu muita mão-de-obra. Ao longo das últimas quatro décadas, Felicia Paileux tem sido a porta-estandarte da bandeira de Portugal nas cerimónias evocativas da Grande Guerra no cemitério de Richebourg e no monumento aos soldados lusos em La Couture, no Norte-Pas de Calais, honrando a memória do seu pai, soldado e emigrante português falecido em 1975, que muito antes da emigração massiva dos anos 60 escolheu como muitos outros antigos companheiros de armas a França para viver, trabalhar e constituir família.

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O historiador Daniel Bastos, cujo percurso tem sido alicerçado no seio das Comunidades Portuguesas, acompanhado em 2019 de Felícia Assunção Pailleux, filha do antigo combatente na I Guerra Mundial e depois emigrante em França, João Assunção, no Museu Nacional da História da Imigração em Paris

 

Há poucos anos, a investigadora Maria José Oliveira, autora do livro "Prisioneiros Portugueses da Primeira Guerra Mundial, Frente Europeia - 1917/1918", difundiu um novo olhar e importante contributo para a história da participação portuguesa na frente europeia da Grande Guerra, através da elaboração de uma lista inédita de 259 prisioneiros onde é revelado além do nome, data de nascimento e morte, a causa do falecimento e, em 178 casos, o local da sepultura.

Como sustenta a investigadora, cujo avô foi um dos milhares de soldados portugueses que foram feitos prisioneiros na batalha de La Lys, houve vários cativos lusos, com menos de 30 anos, que morreram em campos de internamento e de trabalhos forçados na Alemanha, França, Bélgica e Polónia, vítimas de tuberculose pulmonar, de gripe pneumónica ou ferimentos, tendo a grande maioria sido trasladada para o cemitério militar português de Richebourg.

Segundo a mesma, além deste cemitério, existem ainda portugueses sepultados noutros locais de França como Loisne, Fresnes, Pont du Hem ou os cemitérios militares de Vieille Chapelle e Sainghin-en-Mélantois, sendo que a investigação permitiu encontrar um português em Gadenstedt e em Fort Blucher, na Alemanha, um outro em Ninove, na Bélgica, assim como apreender que alguns ficaram sepultados nos próprios campos onde foram feitos prisioneiros.

VIANA DO CASTELO: REVISTA LUSO-BRASILEIRA PUBLICOU EM 1956 UMA EXTENSA REPORTAGEM SOBRE O NAVIO GIL EANNES

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Fonte: Dua Pátrias – Revista Documentário Luso-Brasileira. Nº 2. 1955-1956

  • Comentário de Gonçalo Fagundes Meira

Nossa Senhora de Fátima

Quando se fez ao mar ruma às terras do bacalhau, a 12 de maio de 1955, o Gil Eannes, levando consigo uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, que os pescadores portugueses fizeram questão de ofertar à comunidade católica de St John´s.

Logo que o navio aportou, a cerimónia que se seguiu, rodeada do aparato próprio dos grandes eventos religiosos, foi vivida com desmedida emoção. Ângelo Silva, um Senhor no conhecimento da pesca do Bacalhau, que foi enfermeiro no Gil Eannes, diz que a descrição não chega para retratar a comoção com que se viveu o acontecimento. Só estando lá.

Os pescadores, regra geral, são pessoas de fé profunda. A sua atividade profissional, com a vida permanentemente em perigo, muito contribui para tal. Na pesca do bacalhau, essa ligação à religiosidade, pelo que ainda hoje se ouve a antigos pescadores, era ainda mais enraizada. Não é por acaso que o Gil Eannes dispunha de todas as condições para o culto religioso.

O estado de êxtase que se devia ter vivido naquela cerimónia rodeada de sentimento de irmanação entre povos, que sendo diferentes viviam em grande proximidade, é por isso compreensível. Com esta cerimónia de componentes religiosa e profana estava feito o acolhimento ao “navio da esperança”, como muitos o apelidavam.

MACAENSES TRAZEM PORTUGAL E O MINHO NO CORAÇÃO

Macau no Coração Creative Pavilion 心在澳門●創意體驗館

Decorre em Macau, desde o início deste mês, o evento “Macau no Coração Creative Pavilion”, numa iniciativa da associação “Macau no Coração”.

O pavilhão vai ser um espaço que Macau no Coração vai divulgar a cultura Portuguesa. Ali vão decorrer workshops sobre a cultura portuguesas, dispõe de um espaço para exposições, vendas de artesanato português e fado ao vivo.

Agradecendo a gentileza de Ana Maria Manhao Sou, deixamos aqui algumas imagens do evento, destacando a presença constante dos trajes da região do Minho.

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HÁ 80 ANOS, ALEMANHA NAZI PLANEOU INVADIR PORTUGAL

Espanha viu então uma oportunidade de anexar o nosso país

Passam precisamente 80 anos desde a altura em que a Alemanha nazi, congeminada com a Espanha franquista, planearam a invasão militar de Portugal e sua consequente supressão enquanto país soberano. Tratava-se da chamada “Operação Isabella” e constituía um complemento à “Operação Félix” que tinha por objetivo a ocupação do território britânico de Gibraltar. Não foi Hitler que nos salvou da invasão como foi recentemente propalado mas a habilidade da diplomacia do Estado Novo conjugada com o apoio do Reino Unido que sabia de antemão visar o seu acesso ao continente através de Portugal e Gibraltar.

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Apesar de geralmente aceitar-se o princípio segundo o qual a História não se repete, não podemos deixar de alguma forma fazer um paralelismo com as invasões francesas, incluindo o Bloqueio Continental e o Tratado de Fontainebleau.

Com efeito, à semelhança das pretensões de Napoleão, também a Alemanha pretendia isolar o Reino Unido impedindo o seu acesso ao continente. E a Espanha, mau grado o Tratado de Amizade e Não Agressão Luso Espanhol celebrado em 1939, com Portugal, via nisso uma oportunidade de anexar o nosso país e, dessa forma, concretizar o velho anseio sintetizado no programa falangista da “Espanha Una” a englobar todo o espaço peninsular. E, foi com esse propósito que, em 23 de outubro de 1940, o generalíssimo Franco avistou-se com Adolf Hitler em Hendaye, no sul da França ocupada.

A invasão militar do nosso país seria executada por 3 divisões alemãs: uma blindada, que partindo de Cáceres, atacaria os portos de Lisboa e Setúbal; uma de infantaria motorizada, que partindo de Valhadolid, atacaria o Norte de Portugal e virando para Sul, ameaçaria a retaguarda das forças portuguesas que defenderiam Lisboa e a margem Norte do rio Tejo; e outra de infantaria ligeira, que partindo de Sevilha, avançaria pelo Algarve, com ou sem apoio do exército espanhol.

Com forças militares insuficientes para oferecer uma resistência capaz ao exército alemão, o governo português retiraria sob escolta da Marinha Britânica para a cidade de Ponta Delgada, nos Açores, onde estabeleceria a capital e, desse modo, não assinaria a capitulação militar. Uma estratégia, aliás, em muitos aspetos semelhante à que levou a corte portuguesa ao tempo de D. João VI para o Brasil.

Entretanto, as capacidades de defesa alteraram-se com a cedência, em 1943, da Base das Lages ao Reino Unido ao abrigo do Tratado de Aliança Luso-Britânico a fim de ser utilizada pela Royal Air Force e a chegada de grande quantidade de material de guerra moderno como viaturas blindadas, artilharia antiaérea e anticarro, sistemas antissubmarino, e esquadrilhas de aviões de caça modernos como Spitfires e Hurricanes.

Contudo, foram os falhanços militares alemães na frente oriental, na sequência da invasão da URSS iniciada em 22 de junho de 1941, na chamada “Operação Barbarossa”, mais concretamente a resistência russa no cerco à cidade de Leninegrado, que determinaram o adiamento da invasão militar de Portugal, o qual, aliás, não se chegou a concretizar.

Acresce a isto a grande influência que o partido NAZI possuía à altura entre a comunidade germânica radicada em Lisboa, não se inibindo de promover abertamente iniciativas de propaganda.

Decorridas que são oito décadas sobre os fatos mencionados, importa questionar se os interesses geoestratégicos não continuarão a determinar novas “Operações Isabella”, ainda que com recurso a outros métodos porventura mais eficazes do que a intervenção militar.

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No período da Segunda Guerra Mundial, o Clube Alemão de Lisboa realizou diversas iniciativas como uma exposição de fotografia, conferências e inclusivamente uma festa comemorativa da subida de Adolf Hitler ao poder.

Fotos: DIGITARQ

CHEGOU O MOMENTO DE RESTABELECER O SERVIÇO MILITAR EFETIVO PARA TODOS OS CIDADÃOS

A defesa da Pátria é direito e dever fundamental de todos os portugueses – Artigo 276º, alínea 1 da Constituição da República Portuguesa

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Este princípio só é válido se for aplicado a todos os cidadãos de forma universal, sem excepções nem privilégios de espécie alguma que quebram a solidariedade e o sentido cívico e fazem o egoísmo prevalecer sobre o espírito gregário.

Não temos que voltar a ouvir demagogos reclamarem a extinção das Forças Armadas nem assistir à redução trágica da sua falta de meios para cumprir a missão que lhe é atribuída – ninguém contesta a importância do seu papel na actual crise!
O não cumprimento de um serviço militar efectivo só produz cidadãos irresponsáveis e fomenta o egoísmo. Jamais contribui para a elevação do sentido patriótico dos portugueses e faz de Portugal um amontoado de indivíduos sem orgulho nem identidade. E, pior ainda, sem qualquer ligação entre si!
- É tempo de restabelecer o Serviço Militar efectivo para todos os cidadãos!

Foto: https://www.jornaldenegocios.pt/