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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CASA DO PORTO NO RIO DE JANEIRO: UM PEDAÇO DA VETUSTA COMARCA D’ENTRE-O-DOURO-E-MINHO NO BRASIL

Do ponto de vista histórico, geográfico e etnográfico, o Minho estende-se até ao rio Douro, formando com o Douro Litoral uma única região que corresponde à vetusta Comarca d’Entre-o-Douro-e-Minho. Foi uma efémera quanto absurda reforma administrativa que ao Minho subtraiu o Douro Litoral.

No Rio de Janeiro, a Casa do Porto constitui uma parcela viva da nossa comunidade que ali se radicou, gente que partilha com os minhotos a mesma forma de pensar e viver pois as suas raízes fundam-se na terra que foi a Comarca d’Entre-o-Douro-e-Minho. Reproduzimos o seu historial oficial:

“A Casa Do Porto, fundada em 2 de agosto de 1945, tem por objetivo manter viva as tradições da Cidade do Porto e suas freguesias, através da cultura portuguesa.

A Casa do Porto, com suas fulgurantes atividades sociais, foi, pelo Prefeitura da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, como Governo, considerada de “Utilidade Publica”

Finalidades estatutárias da Casa do Porto: Associação Regionalista, Cultural, Recreativa, Filantrópica e Desportiva.

Projetos Principal da Casa do Porto: Transformar a Casa do Porto em uma entidade polivalente nas áreas de Cultura, Desporto, Filantropia, Cultural e Econômica.

Patrono da Casa do Porto: Infante Dom Henrique.”

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ALFREDO DE MAGALHÃES: UM VALENCIANO ILUSTRE QUE FOI PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO

Nasceu em 20-04-1870, em Valença do Minho. Formou-se na Faculdade de Medicina na Universidade do Porto. Foi eleito deputado, por Lisboa, nas eleições legislativas de 28 de Agosto de 1910 e deputado às constituintes em 1911. Entre 1933 e 1937 exerceu a presidência da Câmara Municipal do Porto. E foi o responsável pela inauguração, em 1938, da Maternidade Júlio Dinis, no Porto, que funcionava na dependência técnica da Faculdade de Medicina. Morreu em 1957, com 87 anos.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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VIANA DO CASTELO: TERRA ADOPTIVA DO ESCRITOR ALEXANDRE VIEIRA - DESTACADO MILITANTE ANARCO-SINDICALISTA E PRIMEIRO DIRECTOR DO JORNAL "A BATALHA"

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ALEXANDRE VIEIRA (1880 – 1974)

Alexandre Vieira foi um operário gráfico, jornalista e publicista ligado ao movimento operário e ao anarco-sindicalismo, figura marcante na agitação operária e nos acontecimentos revolucionários que caracterizaram a Primeira República Portuguesa e os anos posteriores. Foi destacado militante sindicalista, fortemente empenhado na acção do movimento sindical revolucionário e na luta pela melhoria da condição operária.

Foi o primeiro director do periódico operário «A Batalha» e teve grande actividade na Universidade Popular Portuguesa (1919 – 1933). Participou na criação da União Operária Nacional (1914) e da Confederação Geral do Trabalho (1919). Depois integrou-se na Resistência ao fascismo. Na sua longa caminhada pela emancipação social e humana do proletariado, foi preso várias vezes.

Nasceu no Porto, em Setembro de 1880 e, cedo, foi com os pais para Viana de Castelo onde, aos 10 anos, começou como aprendiz de latoeiro. Aos 15 anos de idade, na sua passagem por Coimbra, iniciou a aprendizagem de tipógrafo, condição profissional que jamais abandonaria. Com 23 anos de idade dirigiu, em Viana de Castelo, o jornal «O Lutador», órgão local da Federação das Associações Operárias. Não tardou a partir para Lisboa onde se fixou definitivamente, filiando-se na Associação dos Compositores Tipográficos. As grandes lutas operárias de então na Europa e as suas contingências trouxeram a Portugal essa experiência e, em 1906, constituiu-se a CGT. A influência cultural francesa, por meio da literatura anarquista, gerou no nosso país o sindicalismo revolucionário e Alexandre Vieira, que privava nos meios libertários, com Emílio Costa, Pinto Quartin, Campos de Lima, Neno Vasco, Adolfo Lima e Aurélio Quintanilha, tornou-se um dos seus mais activos militantes e propagandistas.

Em 1908, animando a crítica e a vivência sindicalista transportou-as para as associações de classe de tipo profissional. Começou a publicar-se o diário sindicalista «A Greve», redigido, composto, impresso e vendido por um grupo de militantes, entre os quais estava Alexandre Vieira como seu director, coadjuvado por Pinto Quartin, anarquista, e Fernandes Alves, socialista. O jornal durou apenas seis meses e Vieira viria a confessar: «se bem que o novo jornal defendesse com vivacidade os trabalhadores, manda a verdade que se diga que fez uma medíocre divulgação do Sindicalismo» (in «Para a História do Sindicalismo em Portugal», A. Vieira, col. Seara Nova,pág.30). Esta confissão é um dos traços do seu carácter.

“Vieira era um homem íntegro, duma extraordinária lealdade, sem dogmatismos, praticando uma amizade sólida com todos; se discordava não se irritava e até seria capaz de contemporizar”.

Em Novembro de 1910, ainda na euforia da implantação da República, surgiu o novo semanário «O Sindicalista», também com a direcção e colaboração de Alexandre Vieira, para substituir «A Greve». Marcando uma posição e doutrinação sindicalista revolucionária, «O Sindicalista» veio desenvolver uma nova dinâmica sindical e despertar nas classes trabalhadoras um espírito novo de autonomia e da sua missão histórica, com uma identidade própria na evolução da sociedade portuguesa e nos acontecimentos que agitavam a I República e, depois, durante o período fascista. Alexandre Viera teve uma notável intervenção e perseverante acção na evolução sindical a começar na Casa Sindical, gérmen da futura central sindical.

Posteriormente, em 1917, assumiu a direcção de “O Movimento Operário”, órgão da União Operária Nacional e, em 1919, a do diário “A Batalha”.

Sem cansaço, nem esmorecimentos, manteve-se activo até aos últimos dias da sua vida.

Chegou a ser internado para tratamento de começo de tuberculose (1920), quando esta doença ceifava milhares de trabalhadores.

Tomou parte, como delegado, nos I e II Congresso Nacional Gráfico (1905 e 1907); no II Congresso Sindicalista (1911); no I Congresso Nacional Operário (1914); na Conferência Tipográfica de Lisboa (1915); nos III e IV Congressos Gráficos Na¬cionais (1915 e 1916); na Conferência Operária Nacional (1917); no II Congresso Nacional Operário (1919); na Conferência dos Sindicatos de Lisboa (1922); na Conferência Inter-sindical Gráfica (1924).

Em 1928 participou, em representação da Associação dos Compositores Tipográficos de Lisboa, no IV Congresso da Internacional Sindical Vermelha (Moscovo 1928). No regresso, ficou exilado em França durante cinco anos. De regresso a Portugal, passou a exercer a profissão de revisor de provas tipográficas.

Durante muitos anos foi membro efectivo do Conselho Administrativo da Universidade Popular Portuguesa, bem como da Associação dos Inquilinos Lisbonenses.

Para além de volumosa colaboração em diversos periódicos, sendo o director e principal redactor de alguns, é autor das seguintes publicações:

  • Em volta da minha profissão: Subsídios para a história do movimento operário. Lisboa, 1950.
  • Como se corrigem provas tipográficas: Noções úteis para quem manda executar impressão às tipografias. Albagráfica, Lda, Lisboa, 1951 (col. Gonçalves Piçarra).
  • Figuras gradas do Movimento Social Português. Lisboa, 1959.
  • Delegacia a um Congresso Sindical. Lisboa, 1960.
  • Para a História do Sindicalismo em Portugal. Lisboa, Seara Nova, 1970.

Anunciava-se para breve a publicação do segundo volume de “Figuras gradas do movimento social português” quando faleceu, sem ver a liberdade restabelecida em Portugal.

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Fontes: http://colectivolibertarioevora.wordpress.com/.../alexan.../

http://www.iscsp.utl.pt/.../letra_v/vieira,_alexandre.doc

http://mosca-servidor.xdi.uevora.pt/projecto/index

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Em 15 de Junho de 1969, o jornal “Aurora do Lima” noticiou a estadia de Alexandre Vieira a banhos de sol na Praia Norte de Viana do Castelo.

Fonte: Fundação Mário Soares

FALECEU O ARQUITETO FERNANDO MEIRELES: CONHECIDA FIGURA VIANENSE

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

Faleceu no Porto, no Hospital de São João, onde tinha sido submetido a uma delicada operação. Fernando Meireles era um Arquiteto bem conhecido na nossa cidade, já que fez projetos para várias obras publicas e particulares; mas destacava-se mais como cidadão elevado, cortês e de educação esmerada.

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Já afastado da arquitetura, Fernando Meireles passou a dar expressão a um sentimento artístico que sentiu desde sempre. É desta forma que surgem as suas exposições de pintura em Viana e fora de Viana, individuais e coletivas. Na nossa cidade, nas galerias da Casa Melo Alvim, Santa Casa da Misericórdia de Viana, Fundação da Caixa Agrícola, Ordem do Médicos, particularmente, Fernando Meireles teve oportunidade de apresentar trabalhos sempre com variantes. Daí ele confessar o seu experimentalismo e a sua insatisfação em relação ao que fazia. Dizia-se um amante da arte e isso era bem patente nos seus trabalhos, pela temática, que contrariava em cada mostra, pela segurança que manifestava em cada trabalho e pelo equilíbrio das cores, pouco variadas. Apostava muito na técnica e no recurso à colagem.

Pintava permanentemente, porque para além de gostar da pintura, dizia que só sabia trabalhar e que para ele parar era mesmo morrer. Aliás, afirmava sempre na abertura das suas exposições, que se não fosse a arte, agora reformado, não sabia como haveria de se ocupar. Há algum tempo visitámo-lo em casa, porque nos prometeu um quadro para a exposição solidária do SCV. Mandou escolher dos muitos que tinha. Quando lhe perguntamos se nos dava a liberdade de escolher o que entendíamos como melhor, deu uma gargalhada e, de braços abertos, anuiu, dizendo que sim com a cabeça.

Foi o último dos muitos gestos bonitos que praticava. Falamos de projetos para novas exposições, logo que nos libertássemos desta maldita pandemia, mas já não será possível. Ficará bem uma exposição de homenagem dos bastantes quadros que deixou. Tem a palavra a família, a quem apresentamos sentidas condolências.

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Imagens da última exposição de Fernando Meireles, realizada na Galeria da Ordem dos Médicos em Viana, no primeiro trimestre de 2020

“A MOCIDADE VENCE” EM VIANA DO CASTELO

Em 11 de Junho de 1939, o Grupo Excursionista “A Mocidade Vence” realizou um passeio a Viana do Castelo. Refira-se que, à semelhança dos “grupos almoçaristas”, os grupos excursionistas estiveram na origem de muitas colectividades de cultura e recreio, algumas das quais actuais clubes recreativos e desportivos de renome.

Tratavam-se geralmente pequenos “clubes” com número limitado de membros constituídos nos bairros operários e populares das cidades e que tinham nas tabernas os seus principais pontos de encontro onde, aliás, exibiam invariavelmente um quadro ornamentado com as fotos dos seus membros. A admissão de novos membros dependia da vacatura dos anteriores por desistência ou falecimento, após aprovação dos demais associados.

Fonte: Centro Português de Fotografia

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SABE QUE O DISTRITO DO PORTO JÁ TEVE UMA CASA REGIONAL EM LISBOA?

A Casa do Distrito do Porto, em Lisboa, constituiu uma cisão ocorrida na década de quarenta do século passado, na Casa de Entre-o-Douro-e-Minho (ex-Grémio do Minho), quando aquela agremiação regionalista decidiu alterar a sua denominação para Casa do Minho. Apesar disso, continua a constar nos seus estatutos a possibilidade dos naturais dos concelhos do Distrito do Porto serem admitidos como seus sócios efectivos, procurando dessa forma manter a identidade histórica e geo-etnográfica de toda a região.

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Fonte: Vida Mundial Ilustrada, Ano V, nº 230, 11 Outubro 1945 / Hemeroteca Municipal de Lisboa

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O Conselho Diretivo da Casa do Distrito do Porto, em Lisboa, ofereceu esta fotografia ao Arquivo da Câmara Municipal do Porto recordando a homenagem que os naturais do Distrito do Porto prestaram, em Lisboa, em 11 de Novembro de 1944, ao portuense e Mestre da Pintura Portuguesa António Carvalho da Silva Porto.

Esta foto representa a mesa de honra que assistiu à cerimónia de descerramento da lápide no prédio n.º 6 da Rua Luisa Todi, onde faleceu o insigne artista, a que presidiu o Sr. Comandante Nuno de Brion, Governador Civil de Lisboa, que tinha à sua direita o Sr. Tenente Coronel Alvaro da Salvação Barreto, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e à esquerda o Dr. José de Figueiredo, em representação oficial de Sua Exa. O Ministro da Educação Nacional, Dr. José Caeiro da Mata.

No primeiro plano o Sr. Engenheiro Oscar Saturnino, Presidente da Assembleia Geral da Casa do Distrito do Porto, que também tinha a representação oficial da Câmara Municipal do Porto.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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A lápide ainda se encontra na fachada do edifício testemunhando a existência em Lisboa da Casa do Distrito do Porto.

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REGIONALISMO EM MOVIMENTO: FUTEBOL CLUBE DO PORTO REUNIU ADEPTOS E DIRIGENTES EM LISBOA NA CASA DO DISTRITO DO PORTO EM MEADOS DO SÉCULO PASSADO

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Almoço-convívio da primeira Casa do Futebol Clube do Porto em Lisboa, realizada na Casa do Distrito do Porto (CDP) com a presença como convidado do Dr. Urgel Horta, então Presidente (1951-1954—2º mandato) do Futebol Clube do Porto. Bandeirinhas da Casa engalanavam a mesa do almoço.

Fonte: http://www.ribeirodearaujo.com/

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QUEM FOI O BARCELENSE D. ANTÓNIO BARROSO - MISSIONÁRIO EM ÁFRICA E BISPO DO PORTO?

António José de Sousa Barroso (Remelhe, Barcelos, 5 de Novembro de 1854 - Porto, 31 de Agosto de 1918) foi missionário em África, bispo de São Tomé de Meliapor e enfim bispo do Porto.

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Filho de José António de Sousa e de Eufrásia Rosa Barroso.

Aos 17 anos de idade vai estudar no seminário de Braga, e daqui transferido em 1873 para o Real Colégio das Missões Ultramarinas de Cernache do Bonjardim, onde se ordenou em 1879.

Foi missionário cientista em Angola e em Moçambique. O seu relatório de 1894, sobre o "Padroado de Portugal em África" patenteia o valor da sua acção como bispo missionário.

Em 1899, será bispo do Porto. Em 1911, quando foi dada a conhecer a «Pastoral do Episcopado Português», em que se afirma desacordo com alguma Legislação do Governo, reaviva-se a luta anticlerical. Os governadores civis proíbem a leitura dessa pastoral e, por desobediência a essa proibição, são presos dezenas de párocos. E o próprio bispo do Porto foi preso e levado, sob custódia, a Lisboa. Sempre afirmando a determinação apostólica, D. António Barroso conhecerá depois o exílio, de onde só voltará em 1914, e, antes de voltar a conhecer o exílio no 1917, refugia-se durante um longo período no Santuário de Nossa Senhora do Porto d'Ave, onde ainda hoje permanece o seu retrato a óleo numa parede da sacristia. Regressa ainda no mesmo ano à sua diocese, onde vem a falecer, nove meses mais tarde.

Foi sepultado no cemitério paroquial de Remelhe, Barcelos, tendo os seus restos mortais sido trasladados em 1927 para uma capela-monumento erigida no recinto. Em 17 de Novembro de 2019, os seus restos mortais foram transladados para a igreja paroquial de Remelhe, numa cerimónia presidida por D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga.

Foi impressa uma nota de 10 angolares de Angola com a sua imagem.

Encontra-se em curso a Causa da sua beatificação, promovida pela Diocese do Porto. Em 16 de Junho de 2017 foi proclamado Venerável, com a aprovação, pelo Papa Francisco, do decreto da Declaração das virtudes heróicas de D. António Barroso.

Em 20 de Outubro de 2019 foi inaugurada em Cernache do Bonjardim uma estátua a D. António Barroso.

Fonte: Wikipédia

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