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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MINHOTOS DESFILARAM NO PORTO EM 1969 NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DO TURISTA

Comemorações do Dia do Turista tiveram o Galo de Barcelos como logótipo

Em 20 de Abril de 1969, teve lugar na cidade do Porto as comemorações “Abril em Portugal: do Dia do Turista”.

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As imagens registam vários aspetos do desfile de trajes regionais do norte de Portugal de entre as quais destacamos a participação de grupos folclóricos minhotos como Afife, Monção, Grupo Folclórico da Corredoura (Guimarães) e São Torcato (Guimarães), entre outros, nos jardins do Palácio de Cristal.

Para além destes, houve ainda a representação do folclore de Ovar; Paços de Brandão; Oliveira de Azemeis; Vila do Conde (Guilhabreu, Rio Mau e Junqueira); Murtosa; Arouca; Amarante).

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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PONTE DE LIMA: PELOURINHO E PAÇO DE BERTIANDOS NOS COMEÇOS DO SÉCULO XX

Perspectiva do pelourinho. O chamado Pelourinho de Bertiandos foi levantado na altura da formação do efémero concelho, utilizando-se para tal um marco miliário romano que estava no terreiro do solar. Trata-se de um marco datado do século III d.C., fazendo parte da Via Romana que ligava Braga a Tui e Lugo, passando, entre outras localidades, por Prado, Ponte de Lima e Paredes de Coura.

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Foi descoberto em 1641, no tempo de Francisco Pereira da Silva, 3º Senhor de Bertiandos, e levado para o solar. É formado por uma simples coluna monolítica, mais larga no topo, e possui uma inscrição latina, que permite datá-lo.

Uma das imagens mostra a fachada principal do Palácio de Bertiandos, formado por dois corpos (em cada lado de uma torre do século XVI), sendo um deles mais antigo, com pedra de armas. A construção revela características maneiristas, apresentando uma imponente e nobre escadaria exterior. Já o seu interior revela o gosto setecentista, possuindo um rico espólio, nomeadamente na biblioteca. O conjunto arquitectónico é composto ainda por uma capela do século XVIII.

Outra imagem apresenta a vista geral da fachada principal, do pátio e do pelourinho, do Solar de Bertiandos, em frente à Estrada Nacional 202, e um pormenor do pelourinho, colocado no jardim da casa dos Senhores de Bertiandos, donatários da Vila.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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EXPOSIÇÃO COLONIAL PORTUGUESA: UMA MINHOTA E UMA INDÍGENA GUINEENSE DA ETNIA BIJAGÓS

Em 1934, realizou-se no Palácio de Cristal, no Porto, a 1ª Exposição Ultramarina Colonial Portuguesa.

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O certame destinou-se a mostrar a grandeza de Portugal, incluindo os seus territórios ultramarinos. Para o efeito, reconstituiram-se no local aldeias indígenas, foi criado um jardim zoológico com animais exóticos e edificadas réplicas de monumentos ao mesmo tempo que se dava a conhecer os diferentes povos e grupos étnicos, a sua gastronomia e o empreendedorismo empresarial do país naqueles territórios.

Na prática, esta exposição viria a tornar-se um ensaio para a organização da Exposição do Mundo Português que veio a ter lugar em Lisboa apenas seis anos depois.

Na imagem vemos uma minhota com o seu traje domingueiro de lavradeira – vulgo traje à vianesa – junto de uma jovem indídegena guineense da etnia dos Bijagós.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

FALECIMENTO DO DR. GONÇALO SAMPAIO FOI NOTÍCIA NO JORNAL “COMÉRCIO DO PORTO”

Sob o título “Uma figura notável da Ciência portuguesa / Prof. Gonçalo Sampaio / Faleceu, ontem, no Pôrto, o eminente naturalista e folclorista”, publicou o jornal “Comércio do Porto” na sua edição de 28 de Julho de 1937, a respectiva notícia necronológica.

Aquele periódico portuense destacou o nefando acontecimento, incluindo o retrato e biografia do Professor Gonçalo Sampaio. Refira-se que o ilustre minhoto era antigo professor catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Fonte: Arquivo da Universidade do Porto

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MUNICÍPIO ARCUENSE RECRIA RECONTRO DE VALDEVEZ

Na próxima quinta-feira, pelas 11h00, no Paço de Giela, o Município de Arcos de Valdevez realizará uma iniciativa que procura marcar a data da Recriação Histórica do Recontro de Valdevez de 1141, que se realiza anualmente no primeiro fim-de-semana de Julho neste Monumento Nacional, e que este ano, por razões de contexto da COVID-19, teve adiamento para o próximo ano.

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O evento terá um primeiro momento simbólico de grande importância com a apresentação de uma estrutura de 2 por 6 metros, que reproduz, de forma adaptada, o grande painel de azulejos sobre o Recontro de Valdevez existente na Estação de S. Bento, no Porto, realizado no início do século XX pelo artista Jorge Colaço.

A partir de 4 de Julho os visitantes do Paço de Giela são convidados a colocarem um “azulejo” de 15x15 cm sobre esse painel, criando essa noção de “reconstrução emotiva” da Recriação, num total de quase 500 peças que edificarão este verdadeiro “Pórtico do Tempo”, que ficará disponível durante todo o verão.

Como complemento, será igualmente apresentada uma escultura em poliestireno, integralmente revestida a fibra de vidro de alta resistência, realizada por um artista arcuense, e que em tamanho natural representará, no local, a figura de Afonso Henriques e do seu cavalo, sendo a “primeira peça” de um evolutivo e futuro parque de figuras e elementos relacionados com o Recontro e com o século XII.

Finalizando estes momentos, haverá espaço para a apresentação do espumante “Vez”, realizado especificamente com base na importância e significado do Recontro de Valdevez na História local e nacional, na forma de um produto diferenciador, com estética e conteúdo vínico muito próprios, e que marca uma parceria específica do Município arcuense com a Adega Cooperativa de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez.

REVOLUÇÃO LIBERAL ACONTECEU HÁ 200 ANOS!

Porto. Era ainda madrugada quando, no dia 24 de Agosto de 1820, os militares dirigiram-se para o Campo de Santo Ovídio com o propósito de desencadear uma revolução com vista à implantação de um regime constitucional – o Liberalismo!

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Por detrás da sublevação encontrava-se o Sinédrio, uma associação secreta destinada a preparar a revolução.

Uma vez chegados ao Campo de Santo Ovídio, actual Praça da República, os militares formaram em parada e assistiram à missa. De seguida, uma salva de artilharia anunciou o levantamento militar.

Às 8 horas da manhã, os revolucionários reuniram-se na Câmara Municipal do Porto e proclamaram a “Junta Provisional do Governo Supremo do Reino”. Entre os seus membros, salientamos os vogais João da Cunha Sotto-Mayor, natural de Viana do Castelo e José Maria Xavier de Araújo, de Arcos de Valdevez, ambos em representação da província do Minho. A Universidade teve como representante o pontelimense Frei Francisco de São Luís (Saraiva), vulgo Cardeal Saraiva.

Na altura, a Corte encontrava-se no Brasil para onde partira na sequência das invasões francesas. A Junta revolucionária exigia o seu retorno e a convocação das Cortes com vista à elaboração de uma Constituição política para o país.

A revolução alastrou a outras cidades, nomeadamente a Lisboa, vindo então os governos do Porto e de Lisboa a fundir-se, constituindo a “Junta Provisional do Supremo Governo do Reino”.

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José Maria Xavier de Araújo foi um jurista e magistrado, bacharel em Cânones pela Universidade de Coimbra, membro do Sinédrio. Exerceu as funções de deputado às Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa em 1821-1822, eleito pelo círculo do Minho. Foi membro da Maçonaria. Colaborou em diversos periódicos e é autor de umas memórias sobre a Revolução Liberal do Porto de Agosto de 1820.

Nasceu em Arcos de Valdevez em 1786, numa casa da actual rua Cerqueira Gomes. Era filho do Conselheiro de Fazenda e Desembargador Francisco Xavier de Araújo. Faleceu no Porto em 1858.

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Por seu turno, João da Cunha Sotto-Mayor nasceu em Viana do Castelo a 22 de Setembro de 1767 e faleceu em Monção, em 30 de Novembro de 1850. Foi magistrado, membro da Maçonaria, tendo exercido as funções de Grão.Mestre do Grande Oriente Lusitano entre 1821 e 1823.

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 Frei Francisco de São Luís, vulgo Cardeal Saraiva, foi um dos principais vultos do liberalismo e constitui um dos ícones maiores de Ponte de Lima e do Minho. Nasceu em Ponte de Lima em 1766 e faleceu em Lisboa em 1845. Aos catorze anos de idade, ingressou no Mosteiro de São Martinho de Tibães, da ordem beneditina, tendo daí saído anos mais tarde para o Mosteiro de Santo André de Rendufe e, posteriormente, para a Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra.

Filiado na Maçonaria da qual chegou a ser Grão-mestre, adoptou o nome Condorcet, tendo ainda integrado o Sinédrio que foi a organização responsável pela revolução portuense de 1820. Apesar dos seus ideais, não deixou de combater os invasores franceses pelos quais muitos liberais tomaram partido sem receio de que tal atitude configurasse um acto de traição.

Após a revolução, tornou-se um dos membros da Junta Provisional do Supremo Governo do Reino e, pelas Cortes Constituintes, nomeado membro do Conselho de Regência. Foi ainda Reitor da Universidade de Coimbra, deputado às Cortes e Presidente da Câmara dos Deputados.

Em 1824, resignou ao episcopado e veio a ser desterrado para o Mosteiro da Serra de Ossa, de onde saiu após a chegada das tropas liberais a Lisboa em 1833. Foi feito Patriarca de Lisboa em 1840 e, em 1843, confirmado no título e pelo Papa Gregório XVI elevado ao cargo cardinalício.

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Os restos mortais do Cardeal Saraiva repousam no Panteão dos Cardeais, no Mosteiro de S. Vicente de Fora, em Lisboa.

UNIDADES DE SAÚDE DO PORTO E VILA POUCA DE AGUIAR USAM AJUSTADORES DE MÁSCARAS PRODUZIDOS NO CURTIR CIÊNCIA

O que há de comum entre as unidades de saúde familiar Porto Douro e Aníbal Cunha, ambas do Porto, e o Centro de Saúde de Vila Pouca de Aguiar?

Em todos estes três serviços de saúde, as equipas médicas e de enfermagem usam os ajustadores de máscaras produzidos nas impressoras 3D do Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães.

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Quando deu início à produção de material de proteção, o Curtir Ciência estava longe de imaginar que os pedidos surgiriam das mais diversas proveniências. Instituições e profissionais de saúde manifestaram desde logo um grande interesse nas peças. Além dos serviços locais que manifestaram interesse, os pedidos chegaram também de fora do concelho. Só no Centro de Saúde de Vila Pouca de Aguiar são cerca de 50 os profissionais, entre médicos, enfermeiros e auxiliares que dão uso às peças produzidas no Curtir Ciência. No caso das duas unidades do Porto, o número de profissionais é mais do dobro.

O Curtir Ciência aproveitou o período de confinamento para produzir material de proteção, colocando os seus meios técnicos e humanos ao serviço do esforço de mitigação da pandemia. Os objetivos iniciais – produzir 200 viseiras – depressa tiveram que ser revistos em virtude dos pedidos. Em breve, o Centro Ciência Viva de Guimarães iniciará a distribuição de mais de 1000 viseiras por instituições ligadas à saúde, educação e proteção civil.

No caso das peças ajustadoras, os pedidos surgiram sobretudo de profissionais de saúde. E percebe-se porquê. Toda a gente já deve ter visto os efeitos do uso continuado das máscaras, em particular nas orelhas, devido à força dos elásticos. “Estas peças permitem segurar as máscaras sem necessidade de prender os elásticos nas orelhas. São maleáveis o suficiente para se adequarem ao contorno da nunca de cada utilizador”, elucida Sérgio Silva, Diretor Executivo do Curtir Ciência.

Para conseguir responder às solicitações, o Curtir Ciência teve que aumentar a sua capacidade produtiva. Nesse esforço contou com o contributo solidário do Clube Ciência Viva da Escola Abel Salazar, de Ronfe, através da cedência de duas impressoras 3D.