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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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REGIONALISMO EM MOVIMENTO: CASA DO DISTRITO DO PORTO - UMA CISÃO NA CASA DO MINHO NA DÉCADA DE 40 DO SÉCULO PASSADO

A Casa do Distrito do Porto, em Lisboa, constituiu uma cisão ocorrida na década de quarenta do século passado, na Casa de Entre-o-Douro-e-Minho (ex-Grémio do Minho), quando aquela agremiação regionalista decidiu alterar a sua denominação para Casa do Minho. Apesar disso, continua a constar nos seus estatutos a possibilidade dos naturais dos concelhos do Distrito do Porto serem admitidos como seus sócios efectivos, procurando dessa forma manter a identidade histórica e geo-etnográfica de toda a região.

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Fonte: Vida Mundial Ilustrada, Ano V, nº 230, 11 Outubro 1945 / Hemeroteca Municipal de Lisboa

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O Conselho Diretivo da Casa do Distrito do Porto, em Lisboa, ofereceu esta fotografia ao Arquivo da Câmara Municipal do Porto recordando a homenagem que os naturais do Distrito do Porto prestaram, em Lisboa, em 11 de Novembro de 1944, ao portuense e Mestre da Pintura Portuguesa António Carvalho da Silva Porto.

Esta foto representa a mesa de honra que assistiu à cerimónia de descerramento da lápide no prédio n.º 6 da Rua Luisa Todi, onde faleceu o insigne artista, a que presidiu o Sr. Comandante Nuno de Brion, Governador Civil de Lisboa, que tinha à sua direita o Sr. Tenente Coronel Alvaro da Salvação Barreto, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e à esquerda o Dr. José de Figueiredo, em representação oficial de Sua Exa. O Ministro da Educação Nacional, Dr. José Caeiro da Mata.

No primeiro plano o Sr. Engenheiro Oscar Saturnino, Presidente da Assembleia Geral da Casa do Distrito do Porto, que também tinha a representação oficial da Câmara Municipal do Porto.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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A lápide ainda se encontra na fachada do edifício testemunhando a existência em Lisboa da Casa do Distrito do Porto.

QUEM FOI O BARCELENSE MIGUEL ÂNGELO PEREIRA?

Miguel Ângelo Pereira nasceu em Barcelinhos, Barcelos, em 27 de Janeiro de 1843 e faleceu na cidade do Porto em 1 de Fevereiro de 1901. Foi baptizado nesta cidade, por aí viverem seus pais. Era filho primogénito de Bento de Araújo Pereira, que foi o seu primeiro professor de música e de sua mulher D. Ludovina Rosa de Jesus. Foi casado com D. Elvira Vidigal de Resende Pereira.

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Seu pai emigrou para o Brasil por motivos políticos: para aí foi também Miguel Ângelo, depois de se ter mantido em Portugal, durante anos, auxiliando o sustento da sua casa com o pouco rendimento que auferia, ajudando à missa; aos 8 anos já fazia parte do coro infantil da Igreja da Lapa, no Porto.

No Brasil foi discípulo de Segismundo Talberg e de Francisco Manuel da Silva: aí tirou, no Conservatório, os cursos de composição e piano revelando-se, desde logo, um apreciável músico. Regressou ao Porto aos 20 anos, iniciando então a sua carreira como professor e compositor. Como organista foi discípulo do artista Vidor.

A sua biografia, com um resumido estudo sobre a sua obra, está publicada na Grande Enciclopédia Luso-Brasileira, vol. 21, fls. 162. Dela colhemos muitas das notícias que aqui damos, como já o fizemos no estudo publicado na revista "Aveiro e o seu Distrito" – número 8, de 1969, pág. 63 e seguintes. Para o seu estudo, podemos ainda citar o Dicionário de Música Ilustrado de Tomás Borba e Fernando Lopes Graça, pág. 362 e 363 – vol. I – Z (2.º) 1958, "O Tripeiro" de 10 de Outubro de 1966, com desenho de Manuel Monterroso e muito especialmente o destacado estudo de Alberto Moreira na mesma revista – O grande pianista e compositor "portuense" Miguel Ângelo – reunido em volume em 1956 sob o título de "Miguel Ângelo.

Esboço bibliográfico do talentoso maestro e compositor "portuense". A ele se refere a Revista Musical. Guilherme Braga também traçou a sua biografia, com elogiosas referências, no número nove do "Porto Elegante" de 1865. Alberto Soubiés, na sua História da Música, exaltou os seus méritos: considera-o um "pianista de talento" que com facilidade abrangia todos os géneros de música.

Durante dezenas de anos evidenciou-se no Porto com as suas composições e audições, em época em que esta cidade contava no seu seio outros grandes artistas. Outro tanto, no Brasil, ascendeu ao lugar de organista particular da capela do Imperador.

Entre as suas obras notáveis contam-se a marcha "Progredior" dedicada ao Porto, um "Te-Deum Laudamus" a quatro vozes, a grande orquestra, que foi executado nesta cidade quando aí se inaugurou, na Praça da Batalha, a estátua a D. Pedro V, cantado pelo deão e executado pela orquestra do senhor Silvestre, para tal fim composta por oitenta professores ("O Tripeiro" n.º 5 de Setembro de 1956 – fls. 150 e separata fls. 23) e a "Marcha improvisada".

Alberto Moreira no mesmo "O Tripeiro" – n.º 3 de Julho de 1956 fls. 87 e citado livro fls. 20, é de parecer que algumas das composições de Miguel Ângelo foram feitas, a convite de algum mestre de Capela – o referido Silvestre ou Canedo. Este Silvestre – Silvestre de Aguiar Bisarro – era o pai do grande feirense Dr. António Augusto de Aguiar Cardoso, que foi mestre da capela de S. Silvestre no Porto, por si fundada e da qual foi director-proprietário. Como maior afirmação do seu talento, como artista, Miguel Ângelo compôs uma ópera intitulada "Eurico" com base no livro do mesmo nome de Alexandre Herculano, representada em S. Carlos – Lisboa – em 1870, no Teatro de S. João – Porto –, pela primeira vez em 1874 (onde lhe foi oferecida uma batuta de prata) e ainda nesta cidade repetida por várias vezes. Também foi executada no Rio de Janeiro em 1878. Legou-nos, ainda: a "Cantata a Luís de Camões" que se diz ter sido escrita em quinze dias e foi executada a 10 de Junho de 1880 na Nave Central do Palácio de Cristal; "Ondina", quinteto de piano e instrumentos de corda, em ré maior; os quartetos de corda, "Scherse" (alia gallega) e "Mi Lá Ré Sol Dó"; "Fantasia Heróica", escrita para peça de concurso para o certame musical de Braga em 1894; "Adamastor", sinfonia a 6 pianos e ainda diversas peças para piano e canto com letra de João de Deus e de outros poetas; a ópera "Laida", que só foi dada a publicidade depois da sua morte (em parte reproduzida na Revista Musical n.º 7 – fls. 3) e cuja partitura está em Leipzig; "Avalanche"; "Stabat Mater" e um "Libera-me".

Foi ainda Miguel Ângelo quem musicou a ""Marcha do Ódio", com versos de Guerra Junqueiro. Produziu ainda outras obras arroladas na dita Grande Enciclopédia e mencionada Revista Musical, onde se informa ele ter usado o pseudónimo de Sam. No Porto fundou e dirigiu a "Sociedade de Quartetos", que mais tarde foi integrada no Orfeão Portuense.

Foram seus discípulos Óscar da Silva, D. Teresa Amaral, Artur Pereira, Ernesto Maia e D. Maria S. Vasconcelos Leão. Tinha um temperamento irascível, o que lhe concitou más vontades que muito o prejudicaram, sobretudo depois da publicação da revista musical "Eurico".

Depois de 1885, a par da decadência como artista, deterioraram-se as suas faculdades mentais até que veio a falecer numa casa de saúde do Porto em 1 de Novembro de 1901, deixando um grande nome como maestro, professor de música, organista e compositor.

Fonte: http://www.mic.pt/

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Fonte: Vida Mundial Ilustrada, Ano II, nº 89, 28 Janeiro 1943 / Hemeroteca Municipal de Lisboa

GÉRALD BLONCOURT HOMENAGEADO NO INstantes – FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOTOGRAFIA DE AVINTES

O início do presente mês de setembro assinalou o arranque da 7.ª edição do INstantes – Festival Internacional de Fotografia de Avintes, uma singular mostra de fotografia que tem a capacidade de congregar fotógrafos de diversas origens, e que se tem assumido ano após ano como uma das mais relevantes iniciativas culturais realizadas em Portugal.

Enriquecendo-se com diversas propostas dentro do mundo da fotografia artística, conceptual e de autor, o INstantes promove este ano, até 30 de setembro, 25 exposições divididas entre 5 polos, nomeadamente, Avintes, Castelo de Paiva, Lourosa, Grijó e Vilar de Andorinho. Localidades onde estão expostos trabalhos de fotógrafos naturais de Portugal, Espanha, Itália, Holanda, Finlândia, Brasil, Colômbia, Cabo Verde, Moçambique e Japão.

No decurso da programação do festival, o trabalho e percurso de vida do fotógrafo Gérald Bloncourt, conhecido fotógrafo da emigração portuguesa, foi no passado dia 19 de setembro, numa altura em que se cumpre dois anos sobre o seu falecimento, homenageado através de uma conferência proferida pelo historiador Daniel Bastos na Casa da Cultura em Avintes.

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O historiador Daniel Bastos (dir.), acompanhado do fotógrafo Pereira Lopes, fundador e diretor do INstantes, no decurso da conferência de homenagem a Gérald Bloncourt

 

Responsável pela conceção e realização dos livros “O Olhar de Compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores” e “Dias de Liberdade em Portugal”, que eternizam, respetivamente, o valioso espólio fotográfico de Bloncourt sobre e a emigração portuguesa nos anos 60 e o nascimento da democracia portuguesa, Daniel Bastos, cujo percurso tem sido alicerçado no seio das Comunidades Portuguesas, evocou o fotógrafo franco-haitiano como uma “figura inspiradora, que salvou do esquecimento os protagonistas anónimos da história portuguesa, que lutaram aquém e além-fonteiras pela liberdade e direito a uma vida melhor. Um homem que amou e honrou os portugueses, e a quem prestamos, a nossa sentida homenagem”.

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MINHOTOS LEVAM JAZZ E CERVEJA ARTESANAL À LETRARIA DO PORTO

"Há jazz na Letra" traz os sons do jazz à Letraria do Porto durante mês de Setembro.

No jardim escondido da Letraria do Porto, além de poderem provar os saborosos maltes e lúpulos da Cerveja Letra, os aficionados da cerveja artesanal podem usufruir da melhor experiência cervejeira acompanhada das envolventes sonoridades do jazz.

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“Há Jazz na Letra” é o novo formato semanal das jam sessions promovidas pela Cerveja Letra no jardim da Letraria do Porto. Com uma componente de improvisação, que revela o lado mais informal do jazz, estas sessões permitem que o público possa desfrutar dos concertos num ambiente mais direto e próximo dos músicos. 

Em setembro, todos os domigos, das 18h às 21h, as jam sessions “Há Jazz na Letra” continuarão a ser lideradas pelos habitués Pedro Molina, no contrabaixo, e Antón Iglesias, na bateria, que virão acompanhados por um naipe de músicos convidados, inspiradores nomes da música da cena do jazz nacional.

Todos os concertos são gratuitos e, porque são ao ar livre, a sua realização estará dependente das condições climatéricas. Devido à atual pandemia de Covid-19, o acesso ao jardim será condicionado a uma lotação que permita a manutenção do distanciamento social e o plano de contingência incluirá medidas de prevenção de contágio como circulação condicionada, com utilização obrigatória de máscara, regras de distanciamento social e de higienização das mãos, através da disponibilização de dispensadores de álcool-gel e desinfetante."

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MINHOTOS DESFILARAM NO PORTO EM 1969 NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DO TURISTA

Comemorações do Dia do Turista tiveram o Galo de Barcelos como logótipo

Em 20 de Abril de 1969, teve lugar na cidade do Porto as comemorações “Abril em Portugal: do Dia do Turista”.

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As imagens registam vários aspetos do desfile de trajes regionais do norte de Portugal de entre as quais destacamos a participação de grupos folclóricos minhotos como Afife, Monção, Grupo Folclórico da Corredoura (Guimarães) e São Torcato (Guimarães), entre outros, nos jardins do Palácio de Cristal.

Para além destes, houve ainda a representação do folclore de Ovar; Paços de Brandão; Oliveira de Azemeis; Vila do Conde (Guilhabreu, Rio Mau e Junqueira); Murtosa; Arouca; Amarante).

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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PONTE DE LIMA: PELOURINHO E PAÇO DE BERTIANDOS NOS COMEÇOS DO SÉCULO XX

Perspectiva do pelourinho. O chamado Pelourinho de Bertiandos foi levantado na altura da formação do efémero concelho, utilizando-se para tal um marco miliário romano que estava no terreiro do solar. Trata-se de um marco datado do século III d.C., fazendo parte da Via Romana que ligava Braga a Tui e Lugo, passando, entre outras localidades, por Prado, Ponte de Lima e Paredes de Coura.

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Foi descoberto em 1641, no tempo de Francisco Pereira da Silva, 3º Senhor de Bertiandos, e levado para o solar. É formado por uma simples coluna monolítica, mais larga no topo, e possui uma inscrição latina, que permite datá-lo.

Uma das imagens mostra a fachada principal do Palácio de Bertiandos, formado por dois corpos (em cada lado de uma torre do século XVI), sendo um deles mais antigo, com pedra de armas. A construção revela características maneiristas, apresentando uma imponente e nobre escadaria exterior. Já o seu interior revela o gosto setecentista, possuindo um rico espólio, nomeadamente na biblioteca. O conjunto arquitectónico é composto ainda por uma capela do século XVIII.

Outra imagem apresenta a vista geral da fachada principal, do pátio e do pelourinho, do Solar de Bertiandos, em frente à Estrada Nacional 202, e um pormenor do pelourinho, colocado no jardim da casa dos Senhores de Bertiandos, donatários da Vila.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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