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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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AMAReMAR APRESENTA ESPETÁCULO NO PORTO

O projeto social e comunitário AMAReMAR, desenvolvido pelo Município de Esposende, vai integrar a programação que antecede o MEXE - Encontro Internacional de Arte e Comunidade, evento que o PELE - Espaço de Contacto Social e Cultural realiza entre os dias 16 e 20 de setembro, na cidade do Porto.

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O Triumph’arte – Grupo de Teatro Comunitário de Esposende sobe ao palco no próximo domingo, dia 15 de setembro, pelas 16h00, na Casa d’Artes do Bonfim, no Porto, com o espetáculo de Teatro-fórum “Tu e eu, e agora?”, que convida à discussão e reflexão sobre o tema da discriminação face à orientação sexual de cada indivíduo.

Em atividade desde 2016, o projeto AMAReMAR tem vindo a promover a coesão social, valorizando a educação pela arte, através das diversas atividades que desenvolve, no enriquecimento da formação integral do indivíduo e do seu coletivo, e no desenvolvimento de uma sociedade mais solidária e participativa. Este projeto enquadra-se no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da agenda 2030 da ONU, designadamente ODS 1 - Erradicar a Pobreza, ODS 4 - Educação de Qualidade, ODS 10 – Reduzir as desigualdades, ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes e ODS 17 – Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade.

Atendendo à sua dimensão e importância, a participação neste evento é da maior relevância, constituindo uma oportunidade para dar a conhecer o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Município de Esposende junto da comunidade esposendense.

MUSEU DE CAMINHA PROMOVE VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO CORPO, ABSTRAÇÃO E LINGUAGEM NA ARTE PORTUGUESA – OBRAS DA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA NA COLEÇÃO DE SERRALVES

Ambas as iniciativas decorrem sábado

No âmbito da exposição “Corpo, Abstração e Linguagem na Arte Portuguesa” – obras da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) na Coleção de Serralves, o Museu Municipal de Caminha vai promover sábado, dia 7 de setembro, uma visita guiada e uma oficina destinada às famílias. No dia 20, vai decorrer uma formação para técnicos e professores. As inscrições já estão a decorrer.

A visita guiada à exposição terá lugar já no sábado, dia 7, a partir das 11H00, e dirige-se ao público em geral. A partir das 15H00, vai decorrer a oficina destinada às famílias.

No dia 20 de setembro, decorrerá a formação dirigida a educadores, professores (dos vários níveis de ensino) e técnicos de serviços educativos no sentido de lhes oferecer um enquadramento geral da exposição, assim como algumas ferramentas de mediação com os objetos expositivos que lhes permitam posteriormente conduzir, de modo autónomo, atividades educativas dirigidas a crianças, jovens e adultos.

Ambas as iniciativas carecem de inscrição e são gratuitas.  Esta atividades vão ser dinamizadas pelos serviços educativos do Museu de Serralves.

Recorda-se que a exposição “Corpo, Abstração e Linguagem na Arte Portuguesa” – obras da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) na Coleção de Serralves, está patente ao público até ao dia 20 de outubro.

“A exposição representa, por um lado, os primórdios da constituição da Coleção de Serralves e, por outro, uma perspetiva muito singular sobre a arte produzida em Portugal entre as décadas de 1960–80. As obras escolhidas atestam os diversos níveis de diálogo e confluência formais que os artistas portugueses souberam estabelecer entre si e com o contexto internacional a partir do pós-guerra. Uma das particularidades mais notáveis da arte portuguesa neste longo período de consolidação das práticas artísticas em Portugal foi a relativa indiferença ou o recurso instrumental aos aspetos mais conceptuais e performativos da arte, não obstante alguns artistas se terem dedicado a eles, como Graça Morais, António Palolo e José de Carvalho, ou até terem sido incontornáveis e essenciais em períodos específicos das carreiras de Alberto Carneiro, Ângelo de Sousa e Julião Sarmento. O que esta exposição procura verificar é o modo como a pintura e a escultura enquanto meios resultaram primordiais a todos estes artistas e às suas indagações artísticas e filosóficas”.

A exposição pode ser visitada de terça-feira a domingo das 10H00 às 13H00 e das 14H00 às 18H00 e a entrada é gratuita.

PORTISTAS ESTAGIAM EM ARCOS DE VALDEVEZ

Sub 19 do Futebol Clube do Porto fazem estágio em Arcos de Valdevez

Já há algum tempo que o concelho arcuense se destaca pela procura que tem ao nível desportivo para a realização de estágios de equipas nacionais e estrangeiras devido às boas condições que oferece para a realização de treinos e estágios.

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De momento encontra-se a estagiar nas instalações desportivas arcuenses, a equipa de sub 19 do Futebol Clube do Porto. Este estágio culminará no sábado, 27 de julho, com um jogo pelas 10h30 com a equipa sénior do Maria da Fonte.

A zona desportiva de Arcos de Valdevez é composta pelo Estádio Municipal, o Estádio Municipal da Coutada, o Estádio Municipal de Rugby, uma piscina interior e outra exterior, com ginásios.

Esta procura por parte das equipas atesta a qualidade das instalações existentes e promove dinâmica económica e turística. Aspetos de grande importância que levam o nome de Arcos de Valdevez cada vez mais longe, pelos melhores motivos.

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TERRAS DE BOURO INAUGURA TELA PROMOCIONAL DA PENEDA-GERÊS NO AEROPORTO SÁ CARNEIRO

Inauguração da tela promocional do Parque Nacional da Peneda-Gerês no  Aeroporto Sá Carneiro

No dia 12 de julho, autarcas, empresários turísticos de Terras de Bouro e a Associação Gerês Viver Turismo, deslocaram-se ao aeroporto Sá Carneiro, no Porto, para assistir e participar no evento de inauguração da tela promocional do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

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Sublinhe-se a importância desta promoção do único parque nacional do nosso país, naquela que é o “maior porta de entrada” de fluxo de turistas na zona norte de Portugal e que estará em destaque neste local  até meados de setembro.

O ato ficou marcado pela intervenções do Presidente do Porto e Norte e dos Presidentes dos Municípios do PNPG, além do Diretor do Aeroporto.

O Município de Terras de Bouro, para além de material turístico promocional do concelho, apresentou também  o doce  “Beneditinos de S. Bento,” que  está na final distrital de Braga das 7 Maravilhas dos Doces de Portugal e os Pastéis de Sta. Eufémia.

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PONTE DE LIMA RECEBE SERRALVES

Serralves em Ponte de Lima com Exposição Temporária “A Minha Casa é a Tua Casa” - Villa Moraes e Torre da Cadeia Velha até 29 de Setembro

O Palacete Villa Moraes e a Torre de Cadeia Velha são os edifícios que recebem a exposição temporária A Minha Casa é a Tua Casa: Imagens do Doméstico e do Urbano na Coleção de Serralves”.

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A inauguração oficial realizou-se no dia 25 de junho pelo Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Eng. Victor Mendes, na presença da Presidente do Conselho de Administração da Fundação Serralves, Dra. Ana Pinho e do Diretor do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Philippe Vergne.

Esta iniciativa cultural surge na sequência de um protocolo entre o Município de Ponte de Lima e a Fundação de Serralves, pelo qual o Município acedeu ao Estatuto de Fundador de Serralves estabelecendo uma cooperação duradoura entre ambas as instituições.

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Organizada pelo Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves, esta mostra itinerante, traz a Ponte de Lima obras que se encontram à guarda daquela reputada instituição cultural do nosso país. Segundo a curadora da exposição, Paula Fernandes, “os artistas e as obras nela apresentados colocam o doméstico no centro das suas preocupações, propondo diferentes interpretações daquilo que se entende por casa.” As casas imaginadas por artistas serão temporariamente a nossa casa.

A Presidente do Conselho de Administração da Fundação Serralves, Dra. Ana Pinho, confirmou “a importância das várias parcerias que Serralves tem efetuado com autarquias e outras entidades, uma mais-valia para mostrar a arte contemporânea (..) mostrar o que é feito pelos nossos artistas contemporâneos, sendo esta parceria com Ponte de Lima um exemplo, pela forma como acolhem o projeto Serralves”, disse Ana Pinho Presidente do Conselho de Administração da Fundação Serralves.

Por sua vez, o Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Eng.º Victor Mendes, revelou que “para nós é um orgulho integrarmos esta Fundação, que é hoje um exemplo a nível nacional e internacional”. O autarca ressalvou ainda que “foi graças ao apoio dos mecenas que apresentamos esta exposição itinerante em dois edifícios emblemáticos da Vila de Ponte de Lima”, considerando que “fazemos uma aposta forte na cultura, pois acreditamos que a sustentabilidade de um território tem que estar ligado à Cultura”.

A exposição temporária A Minha Casa é a Tua Casa: Imagens do Doméstico e do Urbano na Coleção de Serralves”, estará patente até ao dia 29 de setembro, de terça-feira a domingo, das 9h30-13h00/14h00-17h30, no Palacete da Villa Moraes e na Torre da Cadeia Velha, com entrada livre.

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PAN DESAFIA LISBOA E PORTO A SEREM CIDADES VEG-FRIENDLY

O Partido Pessoas-Animais-Natureza quer posicionar Lisboa e Porto na vanguarda da sustentabilidade, da diminuição da pegada ecológica e das preocupações com o bem-estar animal

O PAN alerta para os impactos ambientais de um consumo excessivo de carne e quer dar o exemplo nas duas maiores cidades do país, apresentando uma iniciativa que pretende declarar Lisboa e Porto como cidades veg-friendly, ou seja, amigas de uma cultura de alimentação 100% vegetal.

As recomendações de ambos os Grupos Municipais serão apresentadas e submetidas a votação na Assembleia Municipal do Porto no dia 12 de Junho e na Assembleia Municipal de Lisboa no dia 18 de Junho.

De acordo com Bebiana Cunha, deputada municipal do PAN na Assembleia Municipal do Porto, a primeira cidade onde o PAN vai apresentar esta iniciativa, “Uma alimentação de base vegetal, ao contrário do que se possa pensar, não está apenas associada a questões de bem-estar animal mas também a questões ambientais e da nossa saúde. Os dados sobre a pegada ecológica da produção de animais para consumo são preocupantes, contrastando com o impacto da produção de produtos de origem vegetal. Para além disso, são conhecidos os benefícios de um menor consumo de carne para a nossa saúde”.

Em Lisboa, a deputada municipal Inês de Sousa Real acrescenta ainda que “não podemos descurar, em ambas as cidades, que o número de pessoas preocupadas com o seu bem-estar, com a sua saúde e com o ambiente aumenta de dia para dia. É necessário que as políticas públicas apoiem as respostas para estas pessoas, sejam locais ou visitantes, que optam por uma dieta à base de produtos de origem vegetal”.

Na base destas recomendações estão factos que relacionam o consumo excessivo de carne aos efeitos das alterações climáticas, nomeadamente o impacto da produção pecuária na emissão de gases de efeito de estufa, na degradação dos solos e no consumo de água, uma vez que para produzir 1Kg de carne são necessários 16.000 litros de água, cerca de 15 vezes mais do que é necessário para produzir 1Kg de cereais ou leguminosas[1].

Por outro lado, a Organização Mundial de Saúde tem vindo a alertar para o risco de um consumo regular de carnes vermelhas, que está associado ao aparecimento de cancro colo-retal, do pâncreas e da próstata, bem como ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e da diabetes.

As recomendações para Lisboa e Porto visam, essencialmente, desenvolver uma estratégia para se declarar as cidades veg-friendly, que pode passar por implementar ações que informem e incentivem uma alimentação vegetal, prever uma opção 100% vegetal nos eventos públicos das cidades, realizar um dia 100% vegetal por semana em todas as cantinas municipais e proporcionar formação em cozinha vegetariana nessas cantinas. O PAN propõe ainda a elaboração de guias gastronómicos vegetarianos e a criação de plataformas que valorizem projetos com uma visão sustentável e o comércio de proximidade.

CICLO MUSICAL "SONS DO SILÊNCIO" ARRANCA NA TORRES DOS CLÉRIGOS

Realizou-se no passado domingo, dia 2 de junho, o primeiro de três concertos integrados no ciclo ‘Sons do Silêncio, a Música e o Barroco’, mais uma iniciativa do programa cultura Mosteiro de Emoções. O Concerto pedagógico e comentado pelos músicos Pedro Sousa Silva e Ricardo Leitão Pedro teve como palco a Igreja da Torre dos Clérigos, no Porto.

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Pedro Sousa Silva é doutorado em Música pela Universidade de Aveiro. O flautista, professor adjunto na Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo (Porto), integra o centro de investigação CESEM da Universidade Nova de Lisboa, tendo dedicado grande atenção ao imenso reportório inédito contido nas fontes portuguesas dos séculos XVI e XVII. Na Torre dos Clérigos, o flautista brindou o público presente com a interpretação de vários temas musicais do período Barroco utilizando flautas diferentes tipos de flautas, mais antigas e mais recentes.

Ricardo Leitão Pedro é um dos raros músicos de hoje dedicado à prática histórica do canto al liuto, acompanhado-se a si mesmo com diferentes instrumentos antigos de corda dedilhada. No concerto do passado domingo, no Porto, tocou alaúde e tiorba.

A este concerto assistiram o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, o diretor executivo da Torre dos Clérigos, Dr. António Tavares, os vereadores Dra. Carla Lousada e Eng. Pedro Sousa, entre outros convidados e público em geral.

O ciclo musical ‘Sons do Silêncio, a Música e o Barroco’ é composto por três concertos pedagógicos comentados. O primeiro evento realizou-se no Porto. O próximo concerto acontece no dia 7 de julho no Mosteiro de S. Miguel de Refojos, a partir das 17h30. Sob o mote ‘Sete obras, sete flautas, um flautista’, o concerto será comentado por Pedro Sousa Silva e Dimitris Andrikopoulos.

O último concerto vai realizar-se no dia 21 julho, a partir das 18h30, no Mosteiro de S. Miguel de Refojos, com participação dos músicos Pedro Sousa Silva e Ricardo Leitão Pedro.

Esta é uma iniciativa integrada no programa cultural Mosteiro de Emoções que é financiado por fundos comunitários, através do Norte 2020.

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HOMILIA NA PÁSCOA 2019

Salvação e fé

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Recordamos a profecia de Jesus: “Destruí este templo e eu, em três dias, o reedificarei” (Jo 2, 19). E o Evangelista explica: “Ele referia-se ao templo do seu corpo” (Jo 2, 21). Destruído na sexta feira e permanecendo no túmulo em dia de sábado, na aurora de Domingo cumpre-se a profecia e o Senhor, vivo e próximo, volta ao contacto com os seus. É esta ressurreição gloriosa que celebramos neste dia de Páscoa, no qual ressoa o grito incontido: “Jesus está vivo! Aleluia”.

Como se chegou a esta certeza? O Evangelho dá-nos pistas: a perceção de Maria Madalena, a pedra de acesso ao túmulo retirada, as ligaduras no chão, o sudário enrolado. São estes “sinais” que levam à compreensão e aceitação do mistério. Sinais para alguns insuficientes, pois não demonstram laboratorial ou matematicamente, mas plenamente reveladores para quem os vive a partir da experiência da proximidade, da fé e do amor.

Foi o caso de João, o tal discípulo que chegou ao túmulo em primeiro lugar e que “viu e acreditou”. Que fez correr João, porventura apelidado de louco pelos comerciantes da estreita rua que, da cidade velha de Jerusalém, saía em direção ao monte Calvário? O mais jovem dos Apóstolos foi o único que tinha vivido de perto os dramas do julgamento, crucifixão e sepultura do Senhor. Fez-se «próximo» de Jesus, quando os outros se afastaram. Por amor, e só por amor, não abandonou o Amigo nem a Mãe do Amigo. Por isso, receber d’Ele o sagrado encargo de amparar a Mãe, já viúva e, a partir daquele momento, sem ninguém para cuidar dela.

É por esta contínua presença junto do Amigo que, para o “discípulo amado”, a fé na ressurreição se tornou um dado quase natural. “Viu e acreditou”. Viu a partir do olhar da afetividade e acreditou confiadamente ou com a naturalidade com que uma criança acredita na mãe. É provável que a sua razão não compreendesse tudo, mas o amor ajudou o coração a abrir-se e a ver. Foi essa intuição amorosa e de proximidade que permitiu a João ver e acreditar antes de todos os outros. Nele, a alegria pascal maturou sobre uma base de amor fiel. Um amor que nada nem ninguém pode quebrar ou pôr em causa.

Creio que esta continua a ser a grande via de acesso ao mistério central da nossa fé: o da ressurreição de Cristo. Racionalmente, nenhuma ciência a demonstra. Mas na proximidade existencial e amorosa com o Senhor, «comendo e bebendo com Ele», como invocava S. Pedro no discurso escutado na primeira leitura, a fé de que “Deus O ressuscitou dos mortos” e “O constituiu juiz dos vivos e dos mortos” torna-se uma “absoluta certeza”. Certeza pregável a “toda a casa de Israel”, mais familiarizada com a crença na ressurreição, mas também pregável ao ainda pagão Cornélio e sua família, o qual, curiosamente, o chamou à cosmopolita Cesareia Marítima, porque se impressionou com esse testemunho e se dispôs a ser batizado.

Como sabemos bem, a atualidade necessita muito deste testemunho a ser dado por aqueles que vivem a tal proximidade amorosa com o Senhor. Face a uma nova cultura de massas, por vezes de base materialista e hedonista, é preciso apresentar o grande “sinal” histórico: ao longo de dois milénios, milhões e milhões de cristãos afinaram a sua existência pela “ressurreição” e celebraram-na ininterruptamente no próprio dia semanal em que aconteceu: no primeiro dia da semana ou Domingo. De tal forma que fé em Jesus Cristo, crença na ressurreição, guarda do Domingo como dia absolutamente diferente e celebração festiva aglutinaram-se numa mesma unidade, qual marca identitária da cultura ocidental humanista.

Esta marca está a perder-se. E a perder-se em detrimento da dignidade pessoal e dos direitos humanos. Pensemos no novo esclavagismo da laboração contínua, «legalmente» imposta pelos novos senhores do mundo que dominam a economia e, por esta, os governos. Pensemos como os critérios dos «turnos», em sectores onde, para além da ganância, nada os justifica, a par dos graves transtornos psicológicos do trabalhador e do fracionamento dos encontros familiares, está a gerar a «morte do Domingo», o fim dos ritmos semanais, a abolição dos verdadeiros momentos celebrativos e o fracionamento da família e das relações de amizade. O mesmo se diga da abertura dos supermercados e dos centros comerciais ao Domingo, expressão de um certo subdesenvolvimento humano e mesmo económico. Enfim, está-se a gerar uma civilização fria, sem alma, individualista, sem profundidade de relações e até mesmo sem outros contactos que não sejam os da «realidade virtual».

Caro cristãos, convoco-vos para esta tarefa urgente de trazer nova alma à nossa cultura mediante a inserção nela da crença profunda na ressurreição. Dizei-o a todos e vivei-a convictamente a partir da proximidade amorosa com o Senhor Jesus. A Páscoa é a alegria do céu que irrompe sobre a terra. A Páscoa é a luz da esperança que desfaz as nossas trevas e angústias. A Páscoa é a forma de percebermos uma nova comunhão entre as pessoas. Jesus está vivo! Brilhe em todos nós a alegria da ressurreição.

+ Manuel Linda

Bispo do Porto

CABECEIRAS DE BASTO LEVOU AO PORTO OS MELHORES DOS SEUS PALADARES

‘Mesa de Cabeceiras’ deu a conhecer no Porto a excelência dos produtos locais e da sua gastronomia

Os melhores sabores de Cabeceiras de Basto, com especial ênfase para a tradição gastronómica beneditina, estiveram ontem, dia 17 de abril, em destaque na Loja de Turismo ‘Porto Welcome Center’, onde se reuniram renomados Chefs, com realce para o Chef António Loureiro, recentemente galardoado com uma estrela Michelin, presenças que muito honraram o Município Cabeceirense.

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O evento contou com a presença do vice-presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Dr. Inácio Ribeiro, bem como do vice-presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Dr. Mário Machado, e da vereadora do Turismo e da Cultura, Dra. Carla Lousada, investigadores e historiadores, técnicos do Município, professores e estudantes do ISCET, convidados e público em geral.

Associaram-se, ainda, ao evento os Chefs António Loureiro e António Costa, a especialista em gastronomia conventual, Dra. Anabela Ramos, a investigadora Dra. Arminda Costa, bem como os investigadores e também chefs Paulo Castro e Teresa Mendes.

Nesta ação promocional da ‘Mesa de Cabeceiras’ no Porto estiveram em destaque os vinhos verdes de Basto, os licores, cavacas e rosquilhos, produtos de fumeiro, mel, entre outros, assim como produtos do receituário beneditino como o perrexil, o arroz doce, a marmelada, a compota de flor de laranjeira, entre outros.

Na oportunidade, o vice-presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Dr. Inácio Ribeiro, elogiando “a forma abnegada com que trabalham os produtores locais” e desafiando-os a continuar a trabalhar em nome da qualidade dos seus produtos, disse que o Turismo do Porto e Norte “tem as suas portas abertas” para os Municípios promoverem aquilo que de melhor fazem. “Temos, ainda, o desafio de fazer com que todos aqueles que nos visitam (lojas de turismo) possam percorrer todo o nosso território”, salientou Inácio Ribeiro.

Coube à vereadora do Turismo e da Cultura, Dra. Carla Lousada, cumprimentar e agradecer a todos “por se juntarem a nós neste momento, tão especial, que pretende dar a conhecer Cabeceiras de Basto, numa das suas vertentes mais emblemáticas – a gastronomia”. E sublinhou: “estou certa de que a vossa presença em muito nos ajudará a promover o que de melhor temos para oferecer aos turistas, cativando e despertando a curiosidade de novos públicos”.

Os Chefs presentes agradeceram o convite, elogiaram a iniciativa – oportunidade para tomarem contacto mais próximo com os produtos de excelência de Cabeceiras de Basto – assumindo-se, igualmente, como defensores da boa gastronomia tradicional portuguesa.

Todos os produtores locais presentes neste evento falaram sobre as especificidades dos seus produtos, dando a conhecê-los um pouco melhor, bem como a origem dos mesmos.

A ‘Mesa de Cabeceiras’ que se estende até ao próximo mês de junho é um evento de degustação e exaltação da carne cabeceirense, onde os chefs convidados trabalharão três tipos de carne: barrosã, maronesa e minhota. No total, serão três os momentos em que profissionais e dirigentes de turismo, críticos gastronómicos, empresários de restauração e hotelaria, comunicação social e influencers, se sentarão à ‘Mesa de Cabeceiras’.

Esta experiência de contacto com produtos endógenos das terras de Basto será combinada com as influências dos saberes e sabores beneditinos e com a criatividade dos Chefs convidados para o evento. Carnes, vinhos, ervas condimentares, compotas, mel e licores, partilharão, nos dois próximos meses, a mesa de três espaços distintos em Guimarães, Braga e Porto, onde será promovida a gastronomia Cabeceirense pela ‘mão’ dos Chefs António Loureiro, Paula Peliteiro e António Costa.

A iniciativa visa a promoção dos melhores sabores Cabeceirenses, bem como a afirmação de Cabeceiras de Basto como destino gastronómico pela qualidade dos seus produtos endógenos.

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"MESA DE CABECEIRAS" É APRESENTADA AMANHÃ NO PORTO

Iniciativa integrada no programa cultural ‘Mosteiro de Emoções’ é apresentada no Porto Welcome Center

É apresentada amanhã, dia 17 de abril, pelas 16h00, no Porto Welcome Center (sito na Praça de Almeida Garrett 27, Porto), a iniciativa ‘Mesa de Cabeceiras’, ação promocional que contará com a presença do vice-presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Inácio Ribeiro. Marcarão, igualmente, presença no evento o vice-presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Mário Machado, e a vereadora do Turismo e da Cultura, Carla Lousada.

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Os renomados Chefs António Loureiro, Paula Peliteiro e António Costa estarão, também, presentes nesta apresentação pública da ‘Mesa de Cabeceiras’ que incluirá uma degustação de produtos locais e também de tradição gastronómica beneditina. Neste âmbito contaremos, igualmente, com a presença dos chefs Paulo Castro e Teresa Mendes. A especialista em gastronomia conventual, Anabela Ramos, dará também a conhecer algumas especificidades dos sabores beneditinos, assim como a investigadora Arminda Costa.

Esta experiência de contacto com produtos endógenos das terras de Basto será combinada com as influências dos saberes e sabores beneditinos e com a criatividade dos Chefs convidados para o evento. No total, serão três os momentos distintos em que profissionais e dirigentes de turismo, críticos gastronómicos, empresários de restauração e hotelaria, comunicação social e influencers, se sentarão à ‘Mesa de Cabeceiras’. Carnes, vinhos, ervas condimentares, compotas, mel e licores, partilharão, nos próximos meses, a mesa de três espaços distintos em Guimarães, Braga e Porto, onde será promovida a gastronomia Cabeceirense pela ‘mão’ dos Chefs António Loureiro, recentemente galardoado com uma estrela Michelin, Paula Peliteiro e António Costa.

A Mesa de Cabeceiras é um evento de degustação e exaltação da carne cabeceirense, onde os chefs convidados trabalharão três tipos de carne: barrosã, maronesa e minhota.

A iniciativa visa a promoção dos melhores sabores Cabeceirenses, bem como a afirmação de Cabeceiras de Basto como destino gastronómico pela qualidade dos seus produtos endógenos.

CERVEIRA RECEBE ORFEÃO UNIVERSITÁRIO DO PORTO

Centenário Orfeão Universitário do Porto escolhe ‘Vila das Artes’ para Digressão da Páscoa

Entre este sábado e segunda-feira, o Orfeão Universitário do Porto (OUP) encontra-se em Vila Nova de Cerveira para a tradicional digressão comemorativa da quadra pascal. O grupo de 200 atuais e antigos estudantes da Universidade do Porto vai contactar com lares de idosos e apresentar um Sarau Cultural no Cineteatro, com entrada livre.

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As digressões fazem parte do calendário orfeónico desde 1913, ano em que se deslocou pela primeira vez a Espanha. Desde então, o Orfeão Universitário do Porto já se apresentou pelo continente europeu, africano, americano e asiático em inúmeras digressões.

Treze anos após ter escolhido Vila Nova de Cerveira pela primeira vez para a habitual Digressão da Páscoa, o Orfeão Universitário do Porto está de regresso à ‘Vila das Artes’ para presentear os Cerveirenses com um espetáculo único, repleto de música, dança e humor, privilegiando o canto, a etnografia e as manifestações culturais académicas nacionais. Além de visitar os lares de idosos do concelho e de algumas arruadas pelo centro histórico, o arranque da digressão fica marcado com um Sarau Cultural dirigido ao público em geral, agendado para este sábado, 13 de abril, no Cineteatro de Cerveira, às 21h30.

O Orfeão Universitário do Porto é constituído por cerca de 200 estudantes que trabalham ativamente nos 12 agrupamentos artísticos que integra, organizados em três grandes vertentes: Coral, Etnográfica e Académica. Construída em redor da cultura musical, é uma instituição universitária que valoriza a amizade, a saudade, o amor, a música, a cultura, não esquecendo o seu objetivo fundamental de representar a Universidade do Porto.

Trata-se ainda de uma das associações académicas mais antigas do país (fundado em 1912), sendo já reconhecida como uma Instituição de Utilidade Pública sem fins lucrativos distinguida pela sua ação cultural com o Grau de Comendador da Ordem da Benemerência, Comendador da Ordem de Instrução Pública e Medalha de Ouro de Mérito Artístico da Cidade do Porto, entre outras distinções em Portugal e no estrangeiro.

O PORTO É A CIDADE DA ARQUITETURA

Afirma ao BLOGUE DO MINHO o arquitecto Miguel Ibraim Rocha em entrevista conduzida por Benedita Aguiar

Miguel Ibraim da Rocha, arquiteto e fundador da Oficina de Projetos de Arquitetura UNUM Lda, profundo conhecedor da cidade do Porto e do país, com gabinete em plena Avenida dos Aliados, tem atualmente projetos em desenvolvimento nas principais artérias da cidade, de que são exemplo os edifícios na própria Avenida dos Aliados e Avenida Brasil, mas também em Lisboa onde o projeto referência é o Mosteiro de Santo Antãoo-Velho, vulgarmente conhecido como “O Coleginho”.

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As suas obras definem-se por traços limpos, com grande preocupação em manter a autenticidade dos edifícios, aceitando as contradições resultantes das suas múltiplas vivências históricas, mas sem complexos, é capaz de introduzir novas estruturas capazes de responder às exigentes novas realidades funcionais, exaltando, seletivamente percursos, espaços ou elementos arquitetónicos mais significativos.

Sentado atrás do seu estirador, o arquiteto conversou connosco, sobre a influência que a cidade do Porto teve e tem na sua vida, sobre os desafios da profissão em Portugal e sobre a oportunidade de fazer projetos dentro e fora de país. Descobrimos assim um pouco mais sobre suas inspirações e ambições.

Benedita Aguiar – Que significado tem o Porto na sua vida?

Miguel Ibraim da Rocha – O Porto é uma cidade deslumbrante com uma autenticidade arquitetónica muito própria e onde muitos estilos arquitetónicos se reúnem. Exemplos de arquitetura romana, gótica, barroca ou contemporânea, conferem a esta cidade uma extraordinária riqueza e que coloca o seu centro histórico como “um valor universal excecional” reconhecido e que merece especial proteção e valorização, listado por isso, como Património Mundial pela UNESCO.

O Porto é, quanto a mim, a cidade portuguesa da Arquitetura.

Devido a este seu património, cultura e identidade, a cidade encontra na arquitetura uma marca identitária, excecionalmente traduzida na sua "escola de arquitetura" que tem levado os seus herdeiros arquitetos aos mais altos patamares do reconhecimento arquitetónico mundial. Especial destaque, é claro, para os “Pritzker” Siza Vieira e Souto Moura, mas muitos outros se têm revelado e destacado por esse mundo fora.

Eu vivo e sinto esta cidade desde que nasci e o meu pai, construtor durante 50 anos, trouxe-me para dentro da construção e do mundo da arquitetura pelo que, desde muito cedo, encontrei na arte de construir a vocação à qual quis estar ligado

Benedita Aguiar – Quais os desafios que se apresentam a um arquiteto hoje em dia?

Miguel Ibraim da Rocha – Quando iniciei a atividade, devo dizer que não foi fácil. Sempre fui adepto de parcerias e as primeiras, por diversas razões, acabaram por não surtir o resultado esperado. Por outro lado e numa cidade de arquitetos é normal que a sociedade procure os arquitetos em voga. Entrar nesse mundo é pois um enorme desafio, complicado ao iniciar e depois de iniciar difícil de manter. Mas, por outro lado, sempre foi claro para mim que, tendo eu experiência do lado da promoção, teria de trabalhar com ousadia e precisão, percebendo e atendendo as necessidades de cada cliente, resultando em propostas inesperadas mas tecnicamente capazes. Hoje, um dos maiores mercados onde um arquiteto se pode afirmar é na reabilitação. Mas a reabilitação obriga a uma dose extraordinária de humildade do arquiteto perante a obra já construída, procurando, sempre que se justifique, manter a autenticidade do elemento arquitetónico, concordando eu aqui com Boito que aconselha a não se ludibriar as gerações presentes ou futuras, com mimetismos ou modas transitórias, devendo pelo contrário valorizar-se o estilo próprio da arquitetura, preservando-se deste modo a autenticidade das raízes culturais de uma região.

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Claustro do “Coleginho” – Mosteiro de Santo Antão-o-Velho

 

Foi este o pensamento que esteve na conceção do projeto de reabilitação do “Coleginho” em Lisboa onde a uma certa degradação formal do edifício, motivada por algumas adições espúrias, a recuperação do edificado não foi entendida com o sentido de uma recomposição arqueológica, mas antes e no essencial, da interpretação da organização espacial e dos caracteres tipológicos de uma construção que se revelou extremamente recetiva.

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“O Coleginho” – Proposta do conjunto com retificação volumétrica proposta

 

Assim, a intervenção, para além de considerar as melhores condições para a instalação do programa proposto, em todas as suas vertentes funcionais, teve como objetivo a clarificação volumétrica do conjunto, com particular relevância no desenho das coberturas, anulando os corpos disformes e adicionando uma nova cobertura que fecha o claustro, disciplinando assim o desenho formal, no objetivo de torná-lo mais coerente com a escala e tipologia do edifício. A solução, visa assim, restituir a autencidade ao edifício, aceitando as contradições resultantes de múltiplas vivências históricas mas também introduzindo, com critério, novas estruturas capazes de responderem às novas realidades funcionais, exaltando os elementos arquitetónicos mais significativos.

Benedita Aguiar – Que implicação tem o cliente no conceito arquitetónico e como este o influencia na hora de pensar a arquitetura?

Miguel Ibraim da Rocha – O cliente tem sempre implicação.

Em boa verdade, é ele que vai habitar e viver a casa. É importante por isso perceber quais as suas preocupações e desejos para que o arquiteto possa interpretar e dar uma resposta que vá de encontro a essas suas exigências.

Recentemente, numa casa projetada para um atleta de futebol internacional português, foi-me pedido algo singular. Tive de adaptar o projeto ao enorme número de troféus do cliente e ele queria, e bem, que estes estivessem em destaque numa das zonas da casa. Também existia uma enorme vontade que a casa fosse muito comunicante entre os espaços e mesmo entre os pisos.

A simplicidade conceptual e programática da casa une uma simplicidade estrutural definida por dois volumes, organizados sobre duas linhas estruturais que suportam a construção. Quando se abrem as janelas do piso térreo, a sala torna-se um piso livre, totalmente aberto para os jardins, quase fazendo parte deste.

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Casa em Paços de Ferreira

 

Benedita Aguiar – Na sua opinião, qual será o futuro da arquitetura com tanta evolução tecnológica?

Miguel Ibraim da Rocha – Li recentemente uma entrevista de Danièl Modol, presidente da Fundação Mies van der Rohe, onde ele afirma que a arquitetura está a entrar numa nova fase, onde os arquitetos aparecem novamente a dar relevo e atenção à memória dos lugares, porque estes são valores fortemente identitários.

Concordo em absoluto!

Considero, para além disso que esta ideia da memória deve ir mais longe com o emprego dos materiais tradicionais presentes logo no primeiro momento do “concept” arquitetónico, contribuindo assim para a sustentabilidade, mesmo na arquitetura pública onde esta ideia até deve ter um peso fundamental. Estamos neste momento a meio de um grande projeto público onde este carácter identitário do lugar é um dos temas do projeto.

Mas projetar é uma tarefa cada vez mais complexa. Hoje temos exigências técnicas que influenciam de sobremaneira o resultado final dos projetos. Veja-se por exemplo que ainda há uns anos atrás, raramente um projeto previa questões como as acessibilidades ou o comportamento térmico e acústico. Hoje, para além de uma obrigação técnica é uma imposição do cliente à qual o arquiteto tem de dar resposta. Eu diria que esta indústria do conforto incentiva o arquiteto a procurar e a planear novas soluções e a ter mais conhecimento sobre as várias tecnologias e soluções de mercado.

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Hotel em Matosinhos

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Reabilitação de prédio na Rua do Bonjardim no Porto

FAMALICÃO PROMOVE ATIVIDADES EM SERRALVES

Serviços Educativos da Devesa na 6.ª edição do Bioblitz Serralves

Os Serviços Educativos do Parque da Devesa vão animar a edição deste ano do Bioblitz Serralves, que decorre de 5 a 7 de abril, no Parque de Serralves, no Porto, com inúmeras atividades para toda a família.

A atividade Murmúrios das Árvores vai dar a conhecer Metamorfose, uma instalação sonora presente na Devesa.JPG

A iniciativa, promovida pela Fundação Serralves com o apoio do CIBIO-In- BIO e da LIPOR, pretende divulgar o conhecimento científico sobre a biodiversidade urbana através do contacto do público com Investigadores e da sua participação em atividades científicas e pedagógicas.

“Murmúrios das Árvores” e “Aves do Parque da Devesa” são as duas atividades que o Parque da Devesa vai promover em Serralves.

A primeira – “Murmúrios das Árvores” vai decorrer no dia 6 de abril, entre as 11h00 e as 17h00, e vai dar a conhecer dois instrumentos coletivos criados pela Companhia de Música Teatral e que habitaram ou habitam o espaço do Parque da Devesa. Já a atividade “Aves do Parque da Devesa” vai decorrer no dia 7, entre as 10h00 e as 19h00, dando a conhecer algumas das aves que habitam o parque, as suas características físicas, as suas rotinas, a alimentação e o habitat.

Todas as iniciativas são de acesso gratuito.

PROJETO INOVADOR DE COMBATE AO ANALFABETISMO E PROMOÇÃO DAS LITERACIAS INICIA-SE NO PORTO

Inicia-se, amanhã, com a assinatura do protocolo de colaboração entre as entidades copromotoras envolvidas , às 17,00 horas, na sede da Junta de freguesia de Paranhos, o projeto-piloto inovador “Percursos de Cidadania, Alfabetização e Literacias”, de combate ao analfabetismo e de promoção das literacias da população adulta do porto, em especia,l os habitantes da freguesia de Paranhos.

A Iniciativa conta com a presença dos responsáveis da entidades envolvidas, Alberto Machado , Presidente da Junta de freguesia de Paranhos, António Tavares, Provedor da Santa Casa de Misericórdia do Porto, Rui Pedroto da Fundação Manuel António da Mota, Francisco Gil Silva da Escola Artística Árvore, António Leite, delegado regional  do Instituto de Emprego e Formação Profissional e Armando Loureiro, Presidente da APEFA, Associação Portuguesa de Educação e Formação de Adultos- Aprendências que, colaborativamente, vão construir respostas promotoras de felicidade e de aprendizagens.

As oficinas de alfabetização e Literacias decorrerão na casa da cultura de Paranhos, em horários compatíveis com a disponibilidade dos adultos e contam com um conjunto de professores voluntários que aderiram ao projeto .

Trata-se de um projeto-piloto de alfabetização, inédito pela sua configuração pedagógica e organizacional, e está a ser desenvolvido em geografias diversas, como Póvoa de Varzim e Esposende.

A direcção da APEFA

Armando Gomes Loureiro

PINTOR ARCUENSE MUTES PARTICIPA NO PORTO EM COLETIVA DE PINTURA

Exposição Coletiva de Pintura “Art Without Stigmas”

No próximo dia 2 de Março, na Galeria 60-62 Art Gallery, situada na Rua São João, nº 62, no Porto, vai estar patente uma exposição coletiva de pintura, denominada “Art Without Stigmas”. Nesta exposição que conta com a participação de 12 artistas, estará o Arcoense Mutes.

O objetivo primordial deste evento, é dar a conhecer ao público a forma como estes 12 artistas plásticos, com percursos de vida e artísticos significativamente distintos, percepcionam o Mundo e o estado atual da nossa Sociedade através da sua Linguagem, a Arte. Os artistas que vão expor nesta colectiva são.

- André Gigante

- Elisa Costa

- Jacqueline de Montaigne

- Laura Hidalgo

- Leonor Sousa

- Madina Ziganshina

- Manuel Gomes

- Mutes

- Patrícia Ferreira

- Rita Ravasco

- Rita Vidigal

- Third

Esta exposição estará patente até ao dia 31 de Março.

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GRUPOS FOLCLÓRICOS DEVEM DAR-SE AO RESPEITO: NO FOLCLORE TAMBÉM SE CABULA!

No folclore também se recorre à cábula! – que o diga o “Danças e Cantares Etnográficos do Orfeão Universitário do Porto”. A avaliar pelas fotos do próprio grupo e que disponibiliza ao público através da sua página no Facebook, caso se submetessem a exame nesta área seguramente obteriam a reprovação… fazemos votos que obtenham melhor aproveitamento noutras cadeiras uma vez que nesta não aprenderam a lição!

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