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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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LINHA DE ALTA VELOCIDADE PORTO – VIGO: EURODEPUTADA ISABEL SANTOS GRAVA “CONSTRUÍMOS EUROPA” DEDICADO AO INVESTIMENTO EUROPEU NA FERROVIA

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13 de abril, 09:00 | Estação da Campanhã, Porto

A viagem começa no Porto e termina em Valença, trajeto que corresponde a uma parte da futura Linha de Alta Velocidade Porto-Vigo, financiada ao abrigo do PRR

No sábado, 13 de abril, Isabel Santos grava mais um episódio da rubrica “Construímos Europa”, desta vez com destaque para a Linha de Alta Velocidade Porto-Vigo. A eurodeputada fará a viagem de comboio entre o Porto e Valença acompanhada pelo deputado à Assembleia da República, José Carlos Barbosa, especialista em ferrovia. A partida está marcada para as 9h00 na Estação de Campanhã, no Porto, com destino a Valença, onde serão recebidos pelo presidente da Câmara Municipal, José Manuel Carpinteira, às 11h30.

A futura ligação ferroviária Porto-Vigo será parte integrante da Rede Transeuropeia de Transportes que, de acordo com Isabel Santos, “tem como objetivo fortalecer a coesão territorial, social e económica da UE, bem como contribuir para a descarbonização através da aposta na mobilidade sustentável”. Além disso, “o troço fronteiriço entre o Porto e Vigo será estratégico para o norte do país, onde está concentrada grande parte da indústria, nomeadamente no que se refere ao transporte de mercadorias entre Portugal e o resto da Europa”. O concurso para a primeira fase da Linha de Alta Velocidade foi lançado em janeiro deste ano e prevê-se que a obra fique concluída até 2040.

A gravação da viagem de comboio resultará no quinto episódio da rubrica “Construímos Europa”, divulgada através das plataformas digitais de Isabel Santos, e que destaca projetos financiados por fundos europeus, cujo impacto se traduz num efetivo desenvolvimento da qualidade de vida dos cidadãos.

  • 08h30 Encontro na Estação de Porto-Campanhã
  • 09h00 Partida (duração 02h22)
  • 11h30 Chegada a Valença e encontro com José Manuel Carpinteira, Presidente da Câmara Municipal de Valença
  • 14h00 Regresso ao Porto

ANA PIRES – UMA ARCUENSE QUE FOI JULGADA E CONDENADA PELO TRIBUNAL DO SANTO OFÍCIO SOB ACUSAÇÃO DE IMPEDIR O RECTO MINISTÉRIO DO SANTO OFÍCIO

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A imagem mostra a capa do extenso processo de Ana Pires que correu contra si no Tribunal do Santo Ofício – Inquisição de Coimbra. O processo decorreu entre 28 de Agosto de 1658 e 24 de Maio de 1660.

Ana Pires era natural de Arcos de Valdevez, Arcebispado de Braga. Filha de Domingos Anes, cristão-velho, lavrador, e de Clara Esteves, cristã-velha.

Possuía o estatuto social cristã-velha e, à altura em que foi acusada contava 60 anos de idade. Vivia em Massarelos, no Porto e era viúva do mareante Pedro Pires Crespo ou Preto.

A acusação consistia no “impedimento do recto ministério do Santo Ofício”. Foi presa em 28 de Agosto de 1658 tendo sido sentenciada por auto-de-fé de 23 de Maio de 1660 e condenada a “Degredo para o couto de Castro Marim, por dois anos, pagamento de custas”.

Fonte: ANTT

ALUNOS DE ARCOS DE VALDEVEZ REALIZAM MAIS UMA VISITA AO MUSEU DO PAPEL MOEDA NO PORTO

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O Município de Arcos de Valdevez em parceria com o Agrupamento de Escolas de Valdevez, proporcionaram, no passado dia 19 de março, mais uma visita de estudo ao Museu do Papel Moeda, desta vez, com os alunos do 7º e 8º ano da EB de Sabadim. Esta visita, integrou uma das atividades do Projeto “No Poupar é que Está o Ganho”, promovido pela Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, e proporcionou aos alunos o contacto com a história do dinheiro de papel e uma das maiores coleções de papel moeda de toda a Europa. Orientados pela guia, os alunos tiveram a oportunidade de observar de perto diversas notas antigas e atuais, bem como de aprender sobre a evolução do design e das técnicas de produção do papel moeda ao longo dos séculos. Além disso, puderam também ficar a conhecer a importância da moeda como meio de troca e de reserva de valor. Os discentes aplicaram conhecimentos adquiridos nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento, mostraram-se entusiasmados com a experiência e afirmaram que esta atividade lhes permitiu compreender melhor a importância do papel moeda na sociedade e na economia.

Com este projeto tenta-se aumentar a literacia financeira dos nossos jovens e fazer com que aprendam a gerir melhor o seu orçamento.

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EXPOSIÇÃO COLONIAL PORTUGUESA: UMA MINHOTA E UMA INDÍGENA GUINEENSE DA ETNIA BIJAGÓS

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Em 1934, realizou-se no Palácio de Cristal, no Porto, a 1ª Exposição Ultramarina Colonial Portuguesa.

O certame destinou-se a mostrar a grandeza de Portugal, incluindo os seus territórios ultramarinos. Para o efeito, reconstituiram-se no local aldeias indígenas, foi criado um jardim zoológico com animais exóticos e edificadas réplicas de monumentos ao mesmo tempo que se dava a conhecer os diferentes povos e grupos étnicos, a sua gastronomia e o empreendedorismo empresarial do país naqueles territórios.

Na prática, esta exposição viria a tornar-se um ensaio para a organização da Exposição do Mundo Português que veio a ter lugar em Lisboa apenas seis anos depois.

Na imagem vemos uma minhota com o seu traje domingueiro de lavradeira – vulgo traje à vianesa – junto de uma jovem indídegena guineense da etnia dos Bijagós, conhecida por Rosita.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

SABIA QUE FOI EM PONTE DE LIMA QUE EM 1892 SURGIU EM PORTUGAL O PRIMEIRO GRUPO FOLCLÓRICO? – FOTO DE ABEL CUNHA

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Data de 4 de setembro de 1892, a mais antiga referência escrita acerca da existência de um grupo de folclore em Portugal. Trata-se de um artigo com ilustração de Sebastião de Sousa Sanhudo, publicado no jornal humorístico “O Sorvete”, nº 123, dando conta da deslocação à cidade do Porto de “Grupo de Lavradeiras de Ponte de Lima”.

Durante muito tempo, considerou-se o antigo Rancho das Lavradeiras de Carreço, fundado em 1904, como o mais antigo agrupamento folclórico constituído em Portugal. Contudo, um documento que data de mais de dez anos anteriores à sua fundação leva-nos a concluir que, até novas provas em contrário, foi em Ponte de Lima que pela primeira vez surgiu um grupo folclórico devidamente organizado e trajado, o que não significa que não seja o Rancho das Lavradeiras de Carreço actualmente o mais antigo em actividade.

E, com o título “O grupo de lavradeiras de Ponte de Lima no Porto”, fá-lo nos seguintes termos: “Graças à iniciativa dos generosos Bombeiros Voluntarios tiveram os portuenses occasião de vêr com os seus proprios olhos o que é uma esturdia no Minho. Lavradores e lavradeiras de puro sangue. Musica genuina da aldeia, cantadores e cantadeiras de fina raça; danças e cantares, tudo, enfim que o Minho tem.

Lourenço, o director da musica, tornou-se a figura mais saliente entre o seu grupo, pois que, ás primeiras gaitadas adquiriu logo as simpatias do publico que o chamou repetidas vezes e o cobriu de aplausos delirantes.

O sympathico Lourenço, quer na flauta, que toca bem – quer no sanguinho de Nosso Senhor Jesus Christo – mostrou-se um bom beiço. Das raparigas: a Thereza, a Rita e a Maria, muito alegres e folgazonas, as outras tambem muito pandegas. E p’ra que viva Ponte do Lima!

A notícia vem acompanhada de uma ilustração que constitui um desenho assinado pelo próprio responsável da publicação, o conceituado caricaturista Sebastião de Sousa Sanhudo, também ele natural de Ponte de Lima. A gravura mostra as lavradeiras com o seu traje característico incluindo os lenços de franjas, os aventais de quadros e as chinelas enquanto os homens com seus coletes e casacas de botões negros e, como não podia deixar de suceder, o inconfundível chapéu braguês por vezes bastante esquecido entre os grupos folclóricos minhotos da actualidade. Uma particularidade que nos salta à vista é o facto do sympathico Lourenço que aparece com a sua flauta e era o director da música ser um negro cuja origem se desconhece, aparecendo aqui integrado naquele que se julga ter sido o primeiro grupo folclórico português.

Em 14 de janeiro de 1966, o jornal limiano “Cardeal Saraiva” transcrevia uma crónica produzida pelo jornalista Severino Costa no “Comércio do Porto” na qual asseverava ser o “grupo de lavradeiras de Ponte do Lima” originário da freguesia da Correlhã, dizendo a dado passo: “Lembrava-me muito bem do simpático Lourenço. Era um exímio tocador de flauta que na minha infância ouvi diversas vezes, não podendo porém, dizer como nem onde. Mas da pessoa lembro-me muito bem. Era um homem de fala muito suave, muito educado, alegre, e tinha uma prosóide curiosa… Nada sei da sua família e de como veio para Ponte de Lima”. De resto, não sabemos o que levou o autor a concluir a proveniência daquele “grupo de lavradeiras”, a não ser porque ainda deverá ter conhecido ou obtido informações a respeito de algumas pessoas mencionadas na notícia publicada em “O Sorvete”. E conclui: “Mas do que parece não ficarem dúvidas, depois do aparecimento deste documento autêntico, é que Correlhã tinha, em 1892, um rancho folclórico. Não se concebe que alguém se tenha lembrado, por acaso, da freguesia de Correlhã.

Se dali foi levado ao Porto, pelos Bombeiros Voluntários, tal grupo, é porque ele existia constituído, com suas danças próprias, com nome firmado, com indumentária”.

Em todo o caso e qualquer que seja a proveniência exacta do primeiro grupo folclórico, a referida edição do jornal “O Sorvete” vem documentar ter sido em Ponte de Lima a sua origem, informação essa que vem corrigir uma opinião que durante muito tempo foi sustentada nomeadamente pelas vozes mais autorizadas. Não obstante, o eventual aparecimento de novas provas poderá reservar-nos mais surpresas e inclusive contrariar as conclusões a que até agora chegámos, pelo que nunca devemos dar por definitivo os resultados da nossa investigação.

- Carlos Gomes, Correlhã, Berço do Folclore Português. O Anunciador das Feiras Novas, nº XX, 2003, Ponte de Lima

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Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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Foto do sympatico Lourenço, o “director da música” do Grupo de Lavradeiras de Ponte de Lima. (Colecção particular de Ovídio de Sousa Vieira)

PEDRO HOMEM DE MELLO FALECEU HÁ 40 ANOS!

O poeta Pedro Homem de Mello foi reconhecidamente um dos mais eminentes folcloristas portugueses. De seu nome completo Pedro da Cunha Pimentel Homem de Mello, nasceu no Porto em 1904 onde também veio a faleceu em 5 de Março de 1984.

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Apaixonado pelas tradições do Minho em geral e pelos costumes das gentes da Serra d’Arga, da Apúlia e de Viana do Castelo em particular, adoptou Afife como a sua própria terra, aí tendo vivido no Convento de Cabanas. E é em Afife que se guardam os seus restos mortais.

A Pedro Homem de Mello se deve a divulgação do folclore português através da RTP – ao tempo não existiam outros canais televisivos – bem como muitos poemas que ficaram célebres através da voz de Amália Rodrigues, Frei Hermano da Câmara e Sérgio Godinho. Entre eles, lembramos “Povo que Lavas no Rio”, “Havemos de Ir a Viana” e “O Rapaz da Camisola Verde”.

A Câmara Municipal de Lisboa prestou-lhe homenagem, consagrando o seu nome na toponímia da capital.

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DKC DE VIANA CELEBROU PROTOCOLO COM ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DO PORTO

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A DKC de Viana assinou protocolo com ESE do Porto, para formação em contexto de trabalho –  em Curso Técnico superior profissional em Desporto e Turismo Natureza

Face à qualidade e utilidade que apresenta a DKC de Viana firmou protocolo com a competentíssima Escola Superior de Educação do Porto para formação de alunos em contexto de trabalho no Curso Técnico superior profissional em Desporto e Turismo Natureza.

Protocolo assinado pelo Exmo. Presidente da ESE do Porto Dr. José Alexandre da Silva Pinto e pelo Presidente da Direção da Darque Kayak Clube, de Viana do Castelo, Dr. Américo Castro.

O protocolo tem por objetivo estabelecer as formas de cooperação entre as duas instituições, visando a organização e implementação da formação dos alunos desta Escola Superior, na componente prática, desenvolvendo competências técnicas, relacionais e organizacionais relevantes para a qualificação profissional a adquirir.

Serão dois os estagiários que farão o estágio durante um período de cinco meses neste clube vianense no ano de 2024.

A DKC de Viana mantem-se assim num plano superior de formação e procura por instituições do ensino superior de elevada qualidade.

A Direção,

O Presidente da DKC de Viana,

Dr. Américo Castro

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QUEM FOI O ESCRITOR E POETA DELFIM GUIMARÃES A QUEM PONTE DE LIMA DEVE MUITOS DOS SEUS VERSOS?

O seu nome está ainda ligado à cidade do Porto onde nasceu, a Lisboa onde exerceu a sua atividade profissional e à Amadora onde viveu e concretizou muitas das suas realizações cívicas. Teve limianos como antepassados e algumas das suas descendentes nasceram em Ponte de Lima onde aliás também viveu.

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A Lisboa onde trabalhou e fundou a editora “Guimarães, Libânio e Cª” que viria mais tarde a adoptar a denominação de Guimarães Editores, atualmente pertencente ao grupo Leya. A Ponte de Lima à qual dedicou grande parte dos seus versos e também alguns dos seus romances, para além da sua enorme ligação familiar do qual foi inclusive Administrador do Concelho. E ainda à cidade da Amadora onde viveu e deixou importante obra cívica da qual salientamos a criação da Liga dos Melhoramentos da Amadora, responsável pela instituição da Escola Alexandre Herculano.

O nome de Delfim Guimarães encontra-se consagrado na toponímia de Lisboa, de Ponte de Lima e também da cidade da Amadora onde, aliás, dá o nome ao jardim que constitui a sua sala de visitas e aí tem erigido um busto. Apenas o Porto, cidade onde nasceu, não lhe prestou até ao momento a devida homenagem. A efeméride que este ano se assinala constitui uma excelente oportunidade para conhecer a vida e a obra deste escritor.

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“Delfim Guimarães. O Poeta da Amadora” é o título da melhor biografia até ao momento produzida acerca da vida e obra do poeta e escritor Delfim Guimarães. Da autoria de Lopes Vieira, o livro é uma edição da Câmara Municipal da Amadora, publicado em 1989 e encontra-se actualmente esgotado. A passagem dos 150 anos sobre a data do seu nascimento justificaria seguramente uma segunda edição desta obra.

Neste livro, o autor traça de uma forma admirável o perfil do escritor Delfim Guimarães, acrescentando à sua biografia a sua obra literária e a sua intervenção cívica, não apenas no domínio profissional como ainda como cidadão interventivo na sua época que deixou uma obra cujos frutos continuam a ser colhidos pelas actuais gerações. Referimo-nos principalmente à sua acção política e cívica naquela localidade que viria a ser o actual Concelho da Amadora, nomeadamente através da criação da Liga de Melhoramentos que, entre outras iniciativas, foi responsável pela fundação das Escolas Alexandre Herculano.

Lopes Vieira convida-nos a uma digressão através da obra literária do escritor Delfim Guimarães, apresentando-nos muitos dos seus poemas, grande parte dos quais dedicados ao Ponte de Lima, facto que por si só justificaria o seu reconhecimento como “O Poeta de Ponte de Lima” – se foi na Amadora que ele viveu grande parte da sua vida e pelo seu progresso social se bateu, não restam dúvidas de que foi a Ponte de Lima que dedicou os seus versos!

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Rua Delfim de Brito Guimarães (Lisboa)

Poeta 1872 - 1933

Freguesia(s): Campolide

Início do Arruamento: Rua Basílio Teles

Fim do Arruamento: Rua José Malhoa

Data de Deliberação Camarária: 08/02/1995

Data do Edital: 17/02/1995

Data do Edital do Governo Civil:

Data do Edital do Governo Civil:

Designação(ões) Anterior(es): Troço da Rua A à Avenida José Malhoa, compreendido entre a Rua Basílio Teles e a Avenida José Malhoa.

Historial: “Aos vinte e três dias do mês de Setembro de mil novecentos e noventa e quatro pelas dezasseis horas, numa das salas dos Paços do Concelho, reuniu a Comissão Municipal de Toponímia (...) Seguiu-se a leitura de uma carta da casa do Concelho de Ponte Lima, solicitando que o nome do poeta Delfim Guimarães, seja atribuído a uma rua de Campolide, situada nas imediações da sede da referida Instituição.

A Comissão emitiu parecer favorável, designando para o efeito o troço da Rua A à Avenida José Malhoa, compreendido entre a Rua Basílio Teles e a Avenida José Malhoa que, assim, passará a denominar-se: Rua Delfim De Brito Guimarães/Poeta/1872 – 1933”.

Delfim de Brito Guimarães nasceu no Porto em 4 de Agosto de 1872 e faleceu na Amadora, em 6 de Julho de 1933. De filiação republicana e maçónica, estudioso das Letras Portuguesas, cavaleiro apaixonado pela Menina e Moça de Bernardim Ribeiro, em querelas com Teófilo Braga ou em franca e admirativa correspondência com D. Carolina Michaëlis de Vasconcelos, conforme transcreveu no seu «Arquivo Literário». A sua paixão romântica pela política (União Republicana), levou-o às polémicas sobre as cores e os símbolos da bandeira nacional. Em 1889, veio para Lisboa e com apenas dezanove anos começou a trabalhar como guarda-livros no Século, onde passou a administrador. Ali permaneceu por dez anos mas foi obrigado

a retirar-se, pois a Administração não via com bons olhos a sua actividade literária. Fundou e consolidou uma importante Casa Editora – a Guimarães Editores, que ainda hoje existe na Rua da Misericórdia. Através desta editora, trouxe ao nosso conhecimento, autores estrangeiros notáveis em cuidadas traduções. Poeta, novelista, crítico, erudito, dramaturgo, investigador literário, Delfim de Brito Guimarães prestou valiosos serviços às letras portuguesas. Iniciou a sua carreira de escritor em 1893 com Alma Dorida, um livro de poemas escritos em prosa, dedicado à sua mãe. Nesse mesmo ano escreveu também Lisboa Negra, versos que dedicou à Capital, revelando a sua difícil adaptação a esta cidade. Confidências, um novo livro de poemas, é publicado em 1894 e, no ano seguinte, sai um livro de «orações», em verso, intitulado Evangelho. Em 1902, escreve uma comédia denominada Juramento Sagrado e neste mesmo ano, escreve um poema inspirado em ambientes medievais e de cariz romântico, chamado A Virgem do Castelo. No ano em que abre a Livraria, em 1903, publicou Outonais, obra em poesia dedicada ao amor e, em 1916, durante a Grande Guerra, por publicou uma colectânea de poemas de diversas métricas e estilos, intitulada A Alma Portuguesa. Deixou um património editorial inestimável, quer pelo fundo editorial acumulado, quer pelos serviços que prestou à cultura portuguesa.

Fonte: http://www.cm-lisboa.pt/

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A imagem mostra os descendentes do escritor Delfim Guimarães por ocasião da atribuição do seu nome a uma artéria de Lisboa.

Delfim Guimarães nasceu em Santo Ildefonso, no Porto e viveu grande parte da sua vida na Amadora, nos arredores de Lisboa, onde teve grande intervenção cívica e política. Porém, as suas raízes familiares encontram-se em Ponte de Lima, terra em relação à qual consagrou muitos dos seus poemas.

Em Lisboa fundou em 1899 a editora “Guimarães, Libânio e Cª”, actualmente conhecida como Guimarães Editores.

Na Amadora onde viveu e veio a falecer, em 6 de Julho de 1933, foi o grande impulsionador da Liga dos Melhoramentos da Amadora e das escolas Alexandre Herculano. Esta cidade consagrou-lhe um jardim em pleno centro, atribuindo-lhe o seu nome e aí descerrando o busto cuja imagem junto se reproduz. Autêntica sala de visitas da Amadora onde se realizam os principais eventos culturais, o Parque Delfim Guimarães foi inaugurado em 1937 pelo então Presidente da República, General Óscar Carmona.

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Delfim de Brito Monteiro Guimarães (Porto, 4 de Agosto de 1872 - Amadora, 6 de Julho de 1933) foi um poeta, ensaísta, bibliófilo e tradutor português.

Trabalhou na área comercial onde desempenhou funções de contabilista e de administrador de diversas empresas, mas ficou conhecido pela sua produção literária, nomeadamente poesia, ensaio, conto, teatro e história, tendo sido fundador da editora «Guimarães, Libânio e C.ª» em 1899, atualmente conhecida como Guimarães Editores.

Tem colaboração em publicações periódicas, como é o caso das revistas Branco e Negro (1896-1898), Ave Azul (1899-1900), A Sátira (1911), Atlântida (1915-1920) e na Revista de turismo iniciada em 1916.

Foi iniciado na Maçonaria na Loja O Futuro, em Lisboa, com o nome simbólico de Bakunine.

A 17 de maio de 1919, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.

Fonte: Wikipédia

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Exemplar com dedicatória oferecido ao jornalista Rocha Martins, aqui tratado por “ilustre camarada”, em 5 de Abril de 1921.

“Á Memória de Herculano” é o título de um poema de cariz patriótico da autoria do escritor e poeta Delfim Guimarães, publicado em 1910, por ocasião da “celebração do centenário do nascimento do egrégio historiador português” ocorrida em 28 de março daquele ano, e editado pela Livraria Editora Guimarães & Cª, editora fundada pelo próprio autor.

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Com vasta obra literária, o escritor Delfim Guimarães nasceu no Porto em 4 de agosto de 1872, encontrando-se também ligado a Ponte de Lima, terra à qual dedicou a maioria dos seus versos e ainda á cidade da Amadora onde viveu e veio a falecer em 6 de julho de 1933.

O livro cuja imagem reproduz foi pelo autor oferecido a Henrique Marques, na dedicatória tratado como “bom amigo e camarada”.

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“Asas de Portugal” é o título de um poema de cariz patriótico da autoria do escritor e poeta Delfim Guimarães, publicado em 1922, por ocasião da primeira travessia aérea do Atlântico Sul levada a cabo por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, no contexto das comemorações do primeiro centenário da independência do Brasil.

O poema foi escrito na Amadora, terra com grandes tradições aeronáuticas, e editado pela Livraria Editora Guimarães & Cª, editora fundada pelo próprio autor.

Com vasta obra literária, o escritor Delfim Guimarães nasceu no Porto em 4 de agosto de 1872, encontrando-se também ligado a Ponte de Lima, terra à qual dedicou a maioria dos seus versos e ainda á cidade da Amadora onde viveu e veio a falecer em 6 de julho de 1933.

O livro cuja imagem reproduz foi pelo autor oferecido à Redação do jornal Diário de Notícias.

O Parque Delfim Guimarães situa-se no centro da Amadora, na zona mais antiga da cidade, entre a Avenida Elias Garcia e a linha de caminho de ferro que, desde finais do século XIX, contribuiu decisivamente para a expansão do primitivo aglomerado urbano designado como Porcalhota.

Correspondendo ao mais antigo e emblemático espaço verde do concelho, construído na década de 30 do século XX, por iniciativa da então estrutura municipal sediada em Oeiras foi primeiro apelidado de Jardim-Parque da Amadora, ocupando os terrenos agrícolas situados nas imediações do bairro Santos Mattos, primeiro conjunto habitacional da cidade.

O espaço integrado no Parque organiza-se a partir de uma pérgola central, dotada de fonte e bancos em redor. A partir deste espaço definem-se caminhos sinuosos, pontuados por canteiros de roseiras e herbáceas. O jardim possui, igualmente, alguns elementos importantes para a história local como o busto do poeta Delfim Guimarães que deu o nome ao espaço e que se encontra implantado numa rotunda intermédia assim como algumas lápides comemorativas de efemérides locais.

Inicialmente o parque integrou um tradicional espaço com areia balouços e escorregas, conjunto que, depois de ter sido reformulado, se transformou num moderno parque infantil obedecendo às novas normas de segurança. Igualmente numa intervenção mais recente foi criada uma "zona de estadia formal", dotada de bancos e cadeiras.

História

O Parque Delfim Guimarães deve o seu nome ao poeta que viveu e faleceu na cidade (1872-1933) tendo contribuído para esta iniciativa o tenente Cândido Pinheiro, vereador da Câmara de Oeiras, residente na então freguesia da Amadora. O conjunto ajardinado foi inaugurado a 27 de Junho de 1937, na presença do Presidente da República, General Óscar Carmona, escassos dias depois de a Amadora ter sido elevada à categoria de vila. Em 1997 o jardim foi sujeito a obras de reconversão a cargo da Arquiteta Paisagista Patrícia França, tendo estas sido parcialmente concluídas em 2002. Em 2015 o espaço foi novamente objeto de uma intervenção, apostando-se desta vez numa poda algo radical das árvores existentes, intervenção esta com impactos negativos no valor paisagístico do conjunto, tendo sido reduzidas as áreas de sombra e a bela mancha verde que caraterizava o local. De notar que este é um dos poucos espaços verdes existentes na zona central da cidade tão intensamente urbanizada, algo que hoje se sabe ser indispensável para a melhoria da qualidade de vida da população.

Paulo Fernandes/IPPAR/2007. Atualizada por Maria Ramalho/DGPC/2015.

Fonte: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/

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Placa toponímica no Parque Delfim Guimarães, na Amadora, exibindo a heráldica do concelho de Oeiras em relação à qual a Amadora pertencia à época.

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Escultura no Parque Delfim Guimarães, na cidade da Amadora

PONTE DO LIMA

 

Ponte do Lima, berço de meu Pae,

Jardim encantador do nosso Minho,

É para ti que grande parte vae

Do meu carinho…

 

Tam engraçada, tam risonha e clara,

Toda em vinhedos, milharaes, pomares,

- Labruja, Freixo, Rebordões, Seara –

Que belos ares!

 

Tuas montanhas, rudes serranias,

Não teem inveja, á serra do Marão;

Tuas ermidas e alvas casarias

Lindas que são!

 

Fazes lembrar-me ás vezes, deslumbrante,

A nobre Coimbra – em ponto pequenino…

Beija-te os pés o Lima sussurrante

E cristalino…

 

És a mais bela, a mais fagueira estância

De quantas formam o diadema astral

D’esta pátria gentil, toda fragância,

Que é Portugal…

 

O teu viçoso campo-santo encerra

Cinzas queridas de parentes meus…

Bem hajas sempre, carinhosa terra,

Benza-te Deus!

 

Ali repousa meu avô paterno,

E à sua beira, em níveo caixãozinho,

Dormindo um sono sossegado, eterno,

Tenho um anjinho…

 

Assim, velando o sono da inocente

Filhinha que perdi de tenra idade,

Vejo, sorrindo, o bravo combatente

Da Liberdade.

 

Ai! Não te esqueço, terra sonhadora,

De frescas sombras, de saudável clima;

Castelã senhoril, dominadora,

Do rio Lima!

 

Se não é como filho que te quero,

Porque ao Porto consagro eu esse afecto,

A ti voto eu também culto sincero,

Amor de neto…

 

Amor de neto? Não; maior ainda!…

Dei-te uma filha à terra, ao chão de abrolhos,

E outra ahi me nasceu, graciosa e linda,

Luz dos meus olhos!

 

Se a minha filha, com amor filial,

Recorda a terra amada em que nasceu,

Com que feição ardente e paternal

Te quero eu!…

 

Ponte do Lima, berço de meu Pae,

Jardim encantador do nosso Minho,

É para ti que grande parte vae

Do meu carinho…

BLOCO DE ESQUERDA EXIGE A REVISÃO DO PREÇO DO TRANSPORTE PÚBLICO RODOVIÁRIO DE VIANA DO CASTELO PARA O PORTO

O Bloco de Esquerda foi informado por um grupo de utilizadores dos transportes públicos do Alto Minho, que desde 01 de Janeiro de 2024, as deslocações de Viana do Castelo para o Porto em Transporte Público rodoviário vão ficar por mais de 200 € mensais.

De 88 € mensais, o custo com o transporte para um utilizador de Viana do Castelo, passa para 171,60 €, acrescido de 30 € ou 40 €, valor do passe Andante para os trabalhadores, uma vez que o autocarro já não pára no centro do Porto, fazendo o valor disparar para mais de 200 € mensais.

A decisão da Câmara Municipal de Viana do Castelo em apoiar apenas em 40% os passes, contrário ao que, por exemplo, acontece no município de Esposende onde os passes se vão manter nos 88 €, é incompreensível e está em total desacordo com todas as políticas de promoção dos transportes públicos que estão a ser tomadas, tanto em Portugal como na Europa. A aposta em transportes públicos e a consequente redução da utilização do automóvel particular, não tem apenas impactos no fluxo de trânsito em zonas muito saturadas, tem também impactos ambientas e impactos sociais, pois reduz os custos mensais das famílias.

Importa referir, que em Julho de 2022, foi lançado um documento intitulado ALTO MINHO Towards a net-zero energy transition. Co-creating a sustainable future. Este documento, que é um plano de ação integrada, desenvolvido no âmbito do projeto URB EN PACT – together towards net-zero energy cities project (um instrumento da Política de Coesão, co-financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e pelos 28 Estados-Membros), em que estiveram envolvidos todos os municípios do Alto Minho, com o apoio da CIM do Alto Minho, refere claramente que uma das fraquezas regionais para a transição energética é a fraca rede de transportes públicos, com uma frota antiga e uma cobertura muito deficiente. Algo, que quem vive no Alto Minho sente diariamente. Ora, sendo que o Município de Viana do Castelo participou deste projecto, torna-se ainda mais inexplicável esta decisão de deixar de apoiar quem quer utilizar os transportes públicos.

Numa região onde a aposta nos transportes públicos fica muito aquém do aceitável, estando em total desfasamento em relação ao que já se faz em muitas outras; as famílias, que já tinham dificuldades em enfrentar as despesas do mês, com os apoios dados até aqui nos transportes públicos, a partir deste mês vão ver o seu orçamento mensal ainda mais restringido com este aumento.

O Bloco de Esquerda solidariza-se com todos os utilizadores dos transportes públicos do Alto Minho e continuará a lutar para que sejam criadas alternativas ao uso do transporte individual por todo o distrito de Viana do Castelo. O passa culpas entre as autarquias e a CIM do Alto Minho é inadmissível e exigimos que o valor anterior se mantenha.

BRAGA E PORTO REATIVAM A PARTIR DE AMANHÃ A LIGAÇÃO RODOVIÁRIA ENTRE AS DUAS CIDADES

Os municípios do Porto e de Braga, reconhecendo a importância da ligação entre as duas cidades, decidiram reactivar, a partir de amanhã, Quarta-feira, dia 6 de Dezembro, o serviço de transporte rodoviário de passageiros entre Porto e Braga.

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Hoje mesmo, a CIM do Cávado solicitou à AMP delegação de competências que confira a esta entidade a legitimidade para, no quadro legal, realizar a contratação pública da linha em causa, de forma a restabelecer o serviço.

Esta decisão, que surge por consenso entre Rui Moreira e Ricardo Rio, é justificada, desde logo, pela necessidade de assegurar o acesso a instituições de ensino superior, bem como aos centros hospitalares do Porto e ao Instituto Português de Oncologia, entre outros pontos nevrálgicos da cidade.

Assim, durante os dias 6 e 7 de Dezembro, o transporte rodoviário de passageiros será efectuado a título gratuito (custeado pelo Município do Porto), em serviço ocasional, assegurando 15 circulações diárias.

A partir a próxima Segunda-feira, dia 11, no pressuposto de que a AMP dará resposta com a urgência que a situação exige, a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado, legitimada para o efeito e enquanto autoridade de transportes inter-regional, com competência partilhada para a linha entre Porto e Braga, assumirá a gestão do serviço de transporte público de passageiros (cujo eventual défice será suportado pelos municípios de Braga e Porto em partes iguais).

CDU EXIGE QUE CIM DO CÁVADO E ÁREA METROPOLITANA DO PORTO REPONHAM IMEDIATAMENTE LIGAÇÃO RODOVIÁRIA DIRECTA ENTRE BRAGA E PORTO

Centenas de utilizadores que se serviam do autocarro para se deslocarem de Braga até ao Porto, pela A3, perderam este serviço esta 6ªf, dia 1 de Dezembro. Há relatos de utentes cujos empregos e acesso a serviços públicos ficam postos em causa com o fim desta carreira.

Esta situação resulta do facto de a UNIR, a nova rede de transportes rodoviários do Grande Porto, não contemplar uma linha equivalente à existente.

Este serviço é de grande relevância para as populações. Segundo é conhecido, vendia cerca 1500 passes e 18 mil bilhetes de bordo, em cada ano.

Sobre esta questão, temos vindo a assistir a uma troca de argumentos no plano público entre a CIM do Cávado e a Área Metropolitana do Porto, mas não há ainda qualquer indicação sobre a reposição do serviço.

A CDU – Coligação Democrática Unitária considera inadmissível que esta situação não fosse antecipada e acautelada, ficando as populações subitamente sem soluções. 

Num contexto em que importa reforçar medidas com vista à valorização dos transportes públicos, de soluções de intermodalidade e de melhores condições para a mobilidade entre concelhos e regiões, caminho para o qual é indispensável a articulação entre as autoridades com competências nos transportes, não se compreende que aconteçam situações como esta.

A CDU exige que a CIM do Cávado e a Área Metropolitana do Porto, lideradas POR autarcas do PSD e do PS, respectivamente, encontrem uma solução com vista à reposição imediata da carreira.

A CDU torna público que levará este assunto à próxima reunião da Câmara de Braga e expressa a sua solidariedade com os utentes afectados, apelando à sua mobilização na defesa da reposição da carreira.

ALEXANDRE ALVES COSTA APRESENTA LIVRO “INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA HISTÓRIA E ARQUITETURA PORTUGUESA” NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE CAMINHA – APRESENTAÇÃO ADIADA PARA O DIA 27 DE JANEIRO DE 2024

Sessão terá lugar no próximo dia 27 de Janeiro de 2024

Foi adiada para o dia 27 de janeiro de 2024, a apresentação do livro “Introdução ao Estudo da História e Arquitetura Portuguesa”, de Alexandre Alves Costa, que teria lugar amanhã, 17H00, na Biblioteca Municipal de Caminha.

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A Câmara Municipal de Caminha está a promover durante este mês o 30º aniversário da Biblioteca e Museu Municipal de Caminha com uma panóplia de atividades muito variada. No dia 14 de Janeiro de 2024, terá lugar a apresentação do livro “Introdução ao Estudo da História e Arquitetura Portuguesa”, de Alexandre Alves Costa, com a presença do autor. A apresentação está a cargo de Eduardo Jorge Fernandes e moderada por Fontaínhas Fernandes. A sessão vai decorrer pelas 17H00, na Biblioteca Municipal de Caminha. É organizada pela Câmara Municipal e Amigos da Rede de Bibliotecas de Caminha.

Com um vasto curriculum, Alexandre Alves Costa tem um longo percurso pedagógico nas áreas de Projeto e História da Arquitetura Portuguesa. Foi Membro da Comissão Instaladora do curso de Arquitetura da FAUP, tendo desempenhado os cargos de Presidente do Conselho Diretivo e Científico. Foi ainda membro das Comissões Instaladoras dos cursos de Arquitetura da Universidade de Coimbra e da Universidade do Minho e diretor do primeiro Programa de Doutoramento em Arquitetura da FAUP.

Exerce a profissão de arquiteto desde 1970. Colaborou, entre outros, com os arquitetos Álvaro Siza, Camilo Cortesão, José Luís Gomes, José Manuel Soares, Alfredo Côrte-Real e Sérgio Fernandez. Com obra construída e vastamente publicada, o seu trabalho, realizado conjuntamente com Sérgio Fernandez, foi distinguido com o Prémio da Associação Internacional dos Críticos de Arte / Ministério da Cultura.

Detentor de uma ampla bibliografia publicada, Alexandre Alves Costa integrou o Conselho Editorial do “Boletim da Universidade do Porto”, da revista “Monumentos” da Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais e do Conselho Editorial do JA – Jornal Arquitetos da Ordem dos Arquitetos. É Membro Honorário da Ordem dos Arquitetos desde 2010. Foi agraciado, em 2006, com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio.

Quanto a Eduardo Jorge Fernandes, é de referir que é professor auxiliar do Mestrado Integrado em Arquitetura da Universidade do Minho, onde leciona desde 2001, como responsável por várias Unidades Curriculares das áreas da Teoria, da História e do Projeto.  Investigador integrado do Grupo “SpaceR” do Laboratório de Paisagens, Património e Território (LAB2PT) da UM, desde a sua criação (em 2013). Licenciado em Arquitetura pela FAUP em 1992; Mestre em Planeamento do Ambiente Urbano pelas FAUP e FEUP em 1998; doutorado em Cultura Arquitetónica pela EAUM em 2011, com a tese “A Escolha do Porto, contributos para a atualização de uma ideia de Escola”. É autor de diversos projetos e textos, dos quais se destacam os livros Guia de Arquitectura de Guimarães (Argumentum, 2012), Representações de Poder do Estado em Portugal e no Império (editado com Fátima Ferreira, Circo de ideias, 2019), A Escrita do Porto: Antecedentes (Afrontamento, 2021) e A Escrita do Porto: Construção de uma identidade (Afrontamento, 2023).

As comemorações dos 30 anos da Biblioteca e Museu Municipal de Caminha continuam até ao final do mês. O dia 26 de novembro, dia em que se celebra o aniversário de 30 anos da abertura da Biblioteca e Museu Municipal de Caminha, será marcado com uma cerimónia de comemoração às 11H00, nos dois edifícios e a apresentação do projeto Fotomemória – Fotografia Falada, pelas 15H00, no Valadares, Teatro Municipal de Caminha.

A sessão terá como moderador Daniel Maciel  e como convidados Argas: Octávio Pires – Festa de Arga de São João (22m19s); Argela: Beatriz Rodrigues – Feira do Cerdal (14m23s); Dem: Aida do Céu Martins – Traje de Dem (17m07s); Gondar: José Maria Pires – Domingo de Páscoa (08m10s); Riba de Âncora: Olívia de Jesus Martins – Radionovela (12m49s) e Vile: Henriqueta Areias – Segar Erva (06m21s)

O projeto Fotomemória consistiu na recolha, digitalização e catalogação de fotografias de álbuns pessoais, a partir dos testemunhos de quem cedeu as fotografias. Assume-se como projeto de divulgação e educação ao permitir a livre consulta pelo portal Lugar do Real a este espólio e como projeto de investigação e produção audiovisual ao cruzar-se com outras iniciativas como o Fotografia Falada. É um projeto desenvolvido no âmbito da candidatura “Cultura para todos”, financiado pelo Programa Operacional Regional do Norte NORTE 2020. É uma organização da Câmara Municipal de Caminha e AO NORTE - Associação de Produção e Animação Audiovisual

Projeto “DAR VOZ AOS JOVENS”

Durante este mês está a decorrer um processo de consulta participativa e colaborativa dirigido aos jovens da região do Alto Minho “DAR VOZ AOS JOVENS”. Nesta consulta alargada, o inquérito tem como objetivo conhecer os hábitos culturais e compreender o lugar que a Biblioteca Municipal ocupa na vida dos jovens entre os 15 e os 24 anos. Assim, a RIBAM convida todos os jovens a “DAR VOZ” às suas expetativas colaborando com as Bibliotecas Municipais para que estas possam criar e desenvolver novos espaços e serviços que respondam às suas necessidades e interesses. Este inquérito estará disponível em https://forms.gle/ZnYB4AuHsjFQkaUj7  até ao dia 30 de novembro de 2023. Trata-se de uma iniciativa da equipa da Rede Intermunicipal das Bibliotecas Públicas Municipais do Alto Minho (RIBAM) (Arcos de Valdevez; Caminha; Melgaço; Monção; Paredes de Coura; Ponte da Barca; Ponte de Lima; Valença; Viana do Castelo; Vila Nova de Cerveira).

Foto: Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto

ALEXANDRE ALVES COSTA APRESENTA LIVRO “INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA HISTÓRIA E ARQUITETURA PORTUGUESA” NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE CAMINHA

Sessão terá lugar dia 18, pelas 17H00

A Câmara Municipal de Caminha está a promover durante este mês o 30º aniversário da Biblioteca e Museu Municipal de Caminha com uma panóplia de atividades muito variada. No sábado, dia 18 de novembro, terá lugar a apresentação do livro “Introdução ao Estudo da História e Arquitetura Portuguesa”, de Alexandre Alves Costa, com a presença do autor. A apresentação está a cargo de Eduardo Jorge Fernandes e moderada por Fontaínhas Fernandes. A sessão vai decorrer pelas 17H00, na Biblioteca Municipal de Caminha. É organizada pela Câmara Municipal e Amigos da Rede de Bibliotecas de Caminha.

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Com um vasto curriculum, Alexandre Alves Costa tem um longo percurso pedagógico nas áreas de Projeto e História da Arquitetura Portuguesa. Foi Membro da Comissão Instaladora do curso de Arquitetura da FAUP, tendo desempenhado os cargos de Presidente do Conselho Diretivo e Científico. Foi ainda membro das Comissões Instaladoras dos cursos de Arquitetura da Universidade de Coimbra e da Universidade do Minho e diretor do primeiro Programa de Doutoramento em Arquitetura da FAUP.

Exerce a profissão de arquiteto desde 1970. Colaborou, entre outros, com os arquitetos Álvaro Siza, Camilo Cortesão, José Luís Gomes, José Manuel Soares, Alfredo Côrte-Real e Sérgio Fernandez. Com obra construída e vastamente publicada, o seu trabalho, realizado conjuntamente com Sérgio Fernandez, foi distinguido com o Prémio da Associação Internacional dos Críticos de Arte / Ministério da Cultura.

Detentor de uma ampla bibliografia publicada, Alexandre Alves Costa integrou o Conselho Editorial do “Boletim da Universidade do Porto”, da revista “Monumentos” da Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais e do Conselho Editorial do JA – Jornal Arquitetos da Ordem dos Arquitetos. É Membro Honorário da Ordem dos Arquitetos desde 2010. Foi agraciado, em 2006, com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio.

Quanto a Eduardo Jorge Fernandes, é de referir que é professor auxiliar do Mestrado Integrado em Arquitetura da Universidade do Minho, onde leciona desde 2001, como responsável por várias Unidades Curriculares das áreas da Teoria, da História e do Projeto.  Investigador integrado do Grupo “SpaceR” do Laboratório de Paisagens, Património e Território (LAB2PT) da UM, desde a sua criação (em 2013). Licenciado em Arquitetura pela FAUP em 1992; Mestre em Planeamento do Ambiente Urbano pelas FAUP e FEUP em 1998; doutorado em Cultura Arquitetónica pela EAUM em 2011, com a tese “A Escolha do Porto, contributos para a atualização de uma ideia de Escola”. É autor de diversos projetos e textos, dos quais se destacam os livros Guia de Arquitectura de Guimarães (Argumentum, 2012), Representações de Poder do Estado em Portugal e no Império (editado com Fátima Ferreira, Circo de ideias, 2019), A Escrita do Porto: Antecedentes (Afrontamento, 2021) e A Escrita do Porto: Construção de uma identidade (Afrontamento, 2023).

As comemorações dos 30 anos da Biblioteca e Museu Municipal de Caminha continuam até ao final do mês. O dia 26 de novembro, dia em que se celebra o aniversário de 30 anos da abertura da Biblioteca e Museu Municipal de Caminha, será marcado com uma cerimónia de comemoração às 11H00, nos dois edifícios e a apresentação do projeto Fotomemória – Fotografia Falada, pelas 15H00, no Valadares, Teatro Municipal de Caminha.

A sessão terá como moderador Daniel Maciel  e como convidados Argas: Octávio Pires – Festa de Arga de São João (22m19s); Argela: Beatriz Rodrigues – Feira do Cerdal (14m23s); Dem: Aida do Céu Martins – Traje de Dem (17m07s); Gondar: José Maria Pires – Domingo de Páscoa (08m10s); Riba de Âncora: Olívia de Jesus Martins – Radionovela (12m49s) e Vile: Henriqueta Areias – Segar Erva (06m21s)

O projeto Fotomemória consistiu na recolha, digitalização e catalogação de fotografias de álbuns pessoais, a partir dos testemunhos de quem cedeu as fotografias. Assume-se como projeto de divulgação e educação ao permitir a livre consulta pelo portal Lugar do Real a este espólio e como projeto de investigação e produção audiovisual ao cruzar-se com outras iniciativas como o Fotografia Falada. É um projeto desenvolvido no âmbito da candidatura “Cultura para todos”, financiado pelo Programa Operacional Regional do Norte NORTE 2020. É uma organização da Câmara Municipal de Caminha e AO NORTE - Associação de Produção e Animação Audiovisual

Projeto “DAR VOZ AOS JOVENS”

Durante este mês está a decorrer um processo de consulta participativa e colaborativa dirigido aos jovens da região do Alto Minho “DAR VOZ AOS JOVENS”. Nesta consulta alargada, o inquérito tem como objetivo conhecer os hábitos culturais e compreender o lugar que a Biblioteca Municipal ocupa na vida dos jovens entre os 15 e os 24 anos. Assim, a RIBAM convida todos os jovens a “DAR VOZ” às suas expetativas colaborando com as Bibliotecas Municipais para que estas possam criar e desenvolver novos espaços e serviços que respondam às suas necessidades e interesses. Este inquérito estará disponível em https://forms.gle/ZnYB4AuHsjFQkaUj7  até ao dia 30 de novembro de 2023. Trata-se de uma iniciativa da equipa da Rede Intermunicipal das Bibliotecas Públicas Municipais do Alto Minho (RIBAM) (Arcos de Valdevez; Caminha; Melgaço; Monção; Paredes de Coura; Ponte da Barca; Ponte de Lima; Valença; Viana do Castelo; Vila Nova de Cerveira).

Foto: Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto

VETERANOS DO FUTEBOL CLUBE DO PORTO E DE VALENÇA JUNTAM-SE PARA AJUDAR A MENINA MELISSA

As grandes figuras do futebol de Valença e do Futebol Clube do Porto dão corpo às equipas Valença All Stars e FCP Vintage que se vão defrontar, no próximo sábado, dia 11 de novembro, às 16h00, no Campo da Cruz, em São Pedro da Torre, Valença.

Este jogo amigável e solidário contará com a presença de grandes figuras do futebol de Valença e do FCP, como por exemplo Pena, João Pinto e Ricardo Costa .

Os bilhetes para o jogo encontram-se à venda em muitos estabelecimentos comerciais do concelho ao preço de 5 euros.

Toda a receita angariada reverterá para a campanha de ajuda à pequena Hannah Melissa. Esta menina valenciana, com dois anos e a frequentar a Creche da Santa Casa da Misericórdia de Valença, sofre de microcefalia, uma má formação congénita e trigonocefalia, fatores que afetam o seu desenvolvimento motor e cognitivo.

Através da página “Os Sonhos de Melissa” são muitas as pessoas anónimas e instituições que têm estendido a sua mão amiga a esta família que precisa de ajuda para os tratamentos intensivos que a menina tem que realizar.

Recorde-se que no próximo dia 11 de Novembro, pelas 20h00, vai decorrer também no Restaurante STOP 2, em São Pedro da Torre, uma Jantar Solidário, para angariar fundos para a menina Hannah Melissa.

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ESPOSENDE RECEBEU ENCONTRO REGIONAL DAS CPCJ DOS DISTRITOS DE BRAGA, PORTO E VIANA DO CASTELO

Esposende acolheu, na passada sexta-feira, 3 de novembro, um Encontro Regional das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) dos distritos de Braga, Porto e Viana do Castelo.

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A iniciativa contou com a presença da Presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, Rosário Farmhouse, da Vice-Presidente, Maria João Fernandes, e da Equipa Técnica Regional do Norte. Em representação do Município e Presidente da CPCJ de Esposende, esteve a Vice-presidente da Câmara Municipal, Alexandra Roeger.

O evento, que decorreu numa unidade hoteleira da cidade, contou com a participação de cerca de oito dezenas de técnicos/as provenientes de dezenas de CPCJ dos referidos distritos.

Este encontro proporcionou a divulgação de diversos projetos e iniciativas que a Comissão Nacional se encontra a desenvolver, constituindo também um espaço de auscultação dos/as profissionais das CPCJ em diferentes matérias relacionadas com o seu funcionamento e políticas nacionais no âmbito da promoção dos direitos e proteção das crianças e jovens.

A CPCJ é uma instituição oficial não judiciária com autonomia funcional que visa promover os direitos das crianças e jovens e prevenir ou pôr termo a situações suscetíveis de afetar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento. Tem competência para intervir sempre que os pais, o representante legal ou quem tenha a guarda de facto de qualquer criança ou jovem ponha(m) em perigo a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento, ou quando esse perigo resulte de ação ou omissão de terceiros ou da própria criança ou do jovem a que aqueles não se oponham de modo adequado a removê-lo.

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