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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ARCOS DE VALDEVEZ: CALHEIROS E MENEZES ARRENDOU TERRA EM RIO DE MOINHOS POR 6 MIL RÉIS NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XIX

Carta enviada por José [Lopes de Calheiros e Meneses] a Clara [Carolina Malheiro Lobato Teles de Meneses] sobre os dois barris de vinho que transportou o barqueiro e sobre o emprazamento de uma terra a um homem de Santa Eulália de Rio de Moinhos [Arcos de Valdevez], arrendada por 6000 reis dando de foro 8000 reis.

Data indeterminada entre 1810 a 1833

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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ANTÓNIO XAVIER CORDEIRO – UM LIMIANO QUE FOI UM DOS FUNDADORES DO INTEGRALISMO LUSITANO – TEM O SEU NOME CONSAGRADO NA TOPONÍMIA DE LISBOA

A escassas dezenas de metros da Avenida da República e da Praça de Londres, o bairro do Arco do Cego é considerado o percursor da habitação social em Lisboa. Projectado durante a Primeira República, a sua construção só veio a ser concretizada em pleno Estado Novo. De ruas pacatas e estreitas, consagra numa das suas artérias o nome de Xavier de Sousa, um limiano que foi um dos fundadores do Integralismo Lusitano. Mas, afinal quem foi Xavier Cordeiro?

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“Nasceu na freguesia de Arcozelo (Além-da-Ponte), em 9 de janeiro de 1880. Era filho do Dr. António Xavier de Sousa Cordeiro (oriundo de uma distinta família de Leiria), juiz da antiga Relação dos Açores e Delegado do Procurador Régio na Comarca de Ponte de Lima, e de D. Claudina Elisa Garcia Cordeiro.

Fez os seus estudos preparatórios nos liceus de Lisboa, Faro e Santarém. Em 1897, matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e conclui o curso em 1903.

Casa em 1905 com D. Maria Helena Taborda Bom de Sousa, na freguesia de Nossa Senhora da Lapa em Lisboa, de quem teve dois filhos - António Carlos e Maria Amélia.

Ao longo da sua vida profissional desempenhou o cargo de professor e diretor da reputada Escola Nacional, dedicando-se simultaneamente à advocacia.

Em 1907 é nomeado para o lugar de oficial da Direção-Geral da Instrução Pública, cargo onde se manterá até à sua morte.

Adriano Xavier Cordeiro foi um dos fundadores do Integralismo Lusitano, conjuntamente com António Sardinha, Alberto Monsaraz, Luís de Almeida Braga, João do Amaral, Simão Pinto de Mesquita e Hipólito Raposo e participou na conferência da Liga Naval Portuguesa sobre a “Questão Ibérica”, a quem coube a parte relativa ao Direito e às Instituições dos dois estados peninsulares, mais concretamente sobre os direitos de Portugal à sua livre existência como nacionalidade.

Em 1917 profere na Associação de Advogados de Lisboa a conferência “O problema da vinculação” (publicada em dois volumes). Seguem-se outras conferências, designadamente “Palavras sobre a arte do povo” proferida na abertura de uma exposição de indústrias regionais portuguesas, na qual realça “com o fervor de um apóstolo e o escrúpulo literário de um verdadeiro estilista”.

Foi nomeado pelo então Ministro da Justiça, Dr. Osório de Castro, para elaborar o projeto da instituição do Casal de Família em Portugal, que é apresentado em sessão do senado de 8 de janeiro de 1919.

Faleceu no Porto em 11 de setembro de 1919, representando a sua morte uma verdadeira perda nacional.”

Fonte: https://arquivo.cm-pontedelima.pt/

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PONTE DE LIMA HOMENAGEIA ANTÓNIO DE ARAÚJO MIMOSO

  • Crónica de Adelino Tito de Morais

Músicos “internacionais” na homenagem a António Mimoso (Ponte de Lima)

Realiza-se brevemente a homenagem a António de Araújo Mimoso (1881 – 1953), por iniciativa do Clube de Gastronomia de Ponte de Lima e da família/descendentes do benemérito dos concelhos de Ponte de Lima e Viana do Castelo.

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O programa, elaborado há dias com os proprietários da Casa Grande de Sá, freguesia do concelho de Ponte de Lima, residência de António Mimoso, permitirá uma cerimónia com dois momentos marcantes: um apontamento musical, por parte de Joel Vaz, oboé na Orquestra Sinfónica de Gotemburgo, Suécia, mas com várias interpretações musicais em Portugal, Suíça e Alemanha, designadamente na European Union Youth Mind Orchestra (Orquestra Juvenil dos 27 estados europeus, Ferrara, Itália), a Orchestre La Suisse Romande, a Banda da GNR, a Orquestra Gulbenkian e Orquestra Metropolitana de Lisboa. O talento de Moreira de Lima será acompanhado por um outro: Diogo Penha, de Vitorino das Donas, compositor e violoncelista, com actuações em Portugal, Espanha, Alemanha, Brasil, aluno de Alexander Znachonak, da Bielorrússia; o músico já acompanhou interpretações com o grupo Moonspell, Orquestra de Câmara de Coimbra, Moda Lisboa e Portugal Fashion, além de concertos com Mário Laginha, Pedro Burmester, Rui Massena e Madredeus.

O motivo da arte dos sons se associar á lembrança da Figura Limiana, deve-se ao facto de António Mimoso ter ajudado financeiramente as Bandas de Música de Moreira, Ponte de Lima e S. Martinho da Gândara, algumas delas agradeciam o contributo tocando na sua casa, em dia de aniversário, ou na romaria do Senhor da Saúde, para cuja festividade abria a sua adega!

Mas, o nome do “fidalgo – rico” como escutamos a quem o conheceu, ecoava, além do seu concelho, onde foi o principal capitalista para a estância de Santa Maria Madalena, ora na compra da capela, ora no aformoseamento do monte para Parque de Lazer (1923 – 1937). Aliás, a organização da homenagem pretende mostrar o motor / gerador de electricidade comprado por outro benemérito local, João Francisco Rodrigues de Moraes (1851 – 1936) para aquele miradouro, antes ao serviço do Teatro Diogo Bernardes que também lhe pertenceu, peça identificada por Álvaro Gomes Dias, filho do saudoso responsável da manutenção daquele espaço verde de Arca e Fornelos, e irmão do grande Limianista Padre Manuel Dias, também já no reino dos céus!

Quanto a evocações da Obra e do Homem, elas estarão a cargo do signatário, e dos investigadores Rosário Sá Coutinho e Miguel Ayres de Campos.

Os convidados e familiares para a evocação do ilustre Limiano, deputado da nação, Presidente da Câmara Municipal e Administrador do Concelho, esses serão provenientes de Lisboa, Aveiro, Porto, Guimarães, Barcelos, Braga, Ponte de Lima, Arcos de Valdevez e Viana do Castelo.

PONTE DE LIMA: AS HERAS AMEAÇAM A PRESERVAÇÃO DA PONTE MEDIEVAL

Nos últimos anos, as margens do rio Lima na vila de Ponte de Lima têm beneficiado de uma intervenção que lhes confere ainda uma maior beleza. Porém, a decoração da ponte medieval com heras pode colocar em risco a sua preservação, para além de descaracterizar o monumento.

As heras penetram pelas fendas entre as pedras e com o tempo vão engrossando e colocando em causa a sua estabilidade. É uma realidade que encontramos frequentemente em muros velhos das nossas aldeias, condenando os mesmos à ruína.

A preservação do património não passa por acrescentarem-lhe elementos estranhos mas conservarem-no na sua autenticidade, assegurando as condições para a sua preservação através dos tempos. E, sempre que se afigura necessário acrescentar elementos novos, estes devem constituir materiais neutros para reduzir o impacto, o que não é o caso.

Estes reparos têm vindo a ser feitos nas redes sociais, de forma construtiva, por vários limianos, de entre os quais salientamos o historiador António Matos Reis.

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Foto: José Ernesto Costa

PONTE DE LIMA / PAREDES DE COURA: PROVISÃO DE D. AFONSO VI SOBRE QUEIXAS CONTRA FERNANDO DANTAS, CAPITÃO DO CONCELHO DE COURA

Carta de Gaspar Pacheco de São Paio, escrivão da Câmara de Sua Magestade na vila de Ponte de Lima, pela qual certifica que existe no cartório da câmara uma provisão de D. Afonso VI sobre as queixas da câmara de Ponte de Lima contra Fernão Dantas, capitão do concelho de Coura, por ter tomado as águas de S. Romão e Bretea

Contem: o traslado da provisão de D. Afonso VI pela qual manda que o capitão Fernão Dantas não bula com as águas de S. Romão e Bretea sob pena de 5 anos de degredo em África e 1.000 cruzados aplicados para as despesa da Mesa do Desembargo do Paço (1665 Mai. 22, Lisboa); Traslado da certidão passada por João Maciel Vidal, escrivão da correição de Viana Foz do Lima, de que Fernão Dantas foi notificado do conteúdo da provisão régia (1665 Dez. 12, Ponte de Lima); Traslado do termo de desistência que fez Fernão Dantas Barbosa, juiz ordinário do concelho de Coura, das águas do carvalhal pertencentes aos moradores da Labruja, termo da vila de Ponte de Lima (1665 Dez. 30, Coura).

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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PONTE DE LIMA: CERTIDÃO DA ATA DA SESSÃO ORDINÁRIA DA JUNTA DE FREGUESIA DE MOREIRA DO LIMA EM 1934 RECONHECENDO TERRENO PERTENCENTE À CASA DO BÁRRIO

Certidão em pública-forma da ata da sessão ordinária da Junta de Freguesia de Moreira do Lima de 6 de Maio de 1934, da parte referente ao reconhecimento do terreno junto à coutada de São Cipriano, no monte de Antelas, como terreno particular da Casa do Bárrio, representada por Rita e Joaquina Mendes Norton de Matos.

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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PONTE DE LIMA: EM 1928, GOVERNO MANDOU DEVOLVER A MOREIRA DO LIMA BENS DO CULTO CATÓLICO APROPRIADOS PELO ESTADO DURANTE A PRIMEIRA REPÚBLICA

O Ministério da Justiça e dos Cultos - Direcção Geral da Justiça e dos Cultos - 2.ª Repartição (Cultos), através da Portaria nº. 5536, publicada em Diário do Govêrno n.º 180/1928, Série I de 1928-08-08, mandou fazer a entrega de bens arrolados por virtude da Lei da Separação à corporação encarregada do culto na freguesia de Moreira do Lima, concelho de Ponte do Lima.

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ANTÓNIO NORTON DE MATOS – UM TESTEMUNHO DO DR. JOSÉ RIBEIRO E CASTRO

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Estava doente há já algum tempo. Hoje, deixou-nos. Que Deus o guarde, como merece. Foi um homem de mão cheia, um encanto de pessoa: sereno, discreto, generoso, amigo, bem humorado.

Conheci o António Norton de Matos – o “senhor engenheiro”, como os mais novos o tratávamos -, quando ele foi deputado do CDS na Assembleia Constituinte, em 1975/76. Depois, fiquei a conhecê-lo muito bem, quando foi meu diretor na “Democracia 76”, o órgão oficial do partido, durante o período de um ano e oito meses em que se publicou (1976/77). Esta fotografia é desse período, em 1976, quando ele tinha pouco mais de 40 anos – é tirada do n.º 8 da revista, Agosto/Setembro 1976.

O órgão inicial do CDS, o jornal “Democracia 74”, foi literalmente soterrado pelos dois assaltos ao “Caldas”, a sede nacional do partido, no 4 de Novembro (1974) e no 11 de Março (1975). Os assaltos dos extremistas de esquerda vandalizaram a sede e com particular intensidade o rés-do-chão, onde o jornal era produzido. O parque de máquinas foi destruído e houve perda de muitos materiais. Recomeçar era difícil e o CDS tinha poucos recursos. À segunda foi pior. A seguir ao 11 de Março, só sairiam mais dois números, produzidos fora. Esse quinzenário original acabou ao fim de dez edições.

A seguir ao 25 de Novembro, formei uma pequena equipa de gente nova que propôs a retoma do jornal, agora em formato de revista mensal. O projecto foi aprovado pela direcção do CDS, nascendo, assim, a “Democracia 76”, composta e impressa (ainda a chumbo) numa tipografia – a Neogravura – ao pé da Basílica da Estrela.

Eu tinha 22 anos. A direcção do partido escolheu o Eng.º António Norton de Matos como uma espécie de nosso tutor. Era o director. Fiquei como sub-director e o resto da equipa na redacção.

Foi um projecto que nos realizou e nos ajudou a crescer: o João Mattos e Silva, o José Pedro Barretto, o Jaime Almeida Ribeiro e o José Theotónio (mais tarde, o António Câmara de Oliveira) – a que acresciam, o José Almeida Ribeiro (cartoonista), o José Manuel Vasconcelos (fotógrafo) e Luís Moreira (gráfico). Destes, já morreram três. Além da revista, todos asseguravam em permanência o funcionamento do mítico DOP, que conduzia toda a comunicação do partido, sob a supervisão do Vice-Presidente, o Adelino Amaro da Costa.

O António Norton de Matos era um director amigo e encorajador. Não houve uma única divergência e, quando as dificuldades apertavam, lá estava a dar-nos ânimo. Com formato modesto, que os recursos eram muito escassos, a revista era apreciada pelos militantes e simpatizantes e houve algumas edições que marcaram, embora sem nunca alcançar o impacto da “Folha CDS”, que também produzíamos no DOP, de que eu era director. Da “Democracia 76” publicaram-se 22 números, até ter de deixar de publicar-se por falta de capacidade financeira. Passámos a ver-nos menos a partir daí.

Ficámos amigos para a vida. Cada encontro foi sempre uma festa, nas andanças minhas ou nas do “senhor engenheiro”, fosse em Lisboa, fosse em Ponte de Lima, terra a que realmente pertencia e de onde era originária a sua família.

Norton de Matos é um nome ilustre da vida portuguesa. E ele nunca o desmereceu. Pelo contrário, ficou como um seu príncipe, que é o que esta foto (por certo do José Manuel Vasconcelos) instantanamente nos lembra.

Fonte: https://www.facebook.com/jose.ribeiroecastro

NOTA DE PESAR DO CDS PELO FALECIMENTO DO ENGº ANTÓNIO NORTON DE MATOS

Foi com profunda consternação que no CDS recebemos a notícia da morte do Eng. António Norton de Matos.

Formado em engenharia química, foi fundador do CDS e deputado na Assembleia Constituinte, eleito pelo círculo de Viana do Castelo, tendo sido ainda diretor do jornal do CDS ‘Democracia 76.

António Norton de Matos foi um homem generoso e de fortes convicções: foi detido no cerco do Palácio de Cristal e votou contra a Constituição em 1976.

Para além da vida política, Norton de Matos desenvolveu extensa atividade profissional em diversas empresas nacionais, integrando a equipa que liderou a Expo 98.

À sua família, o CDS apresenta os sentimentos de pesar, saudade e gratidão pelos serviços prestados ao Partido e ao País.

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