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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MOÇAS DO “CANCIONEIRO DO ALTO MINHO” SERVIRAM DE MODELO AO PINTOR LIMIANO RICARDO FERREIRA

O artista limiano Ricardo Ferreira que recentemente expôs algumas das suas obras em Ponte de Lima, inspirou-se nas lindas jovens que fazem parte do grupo “O Cancioneiro do Alto Minho” nalguns dos seus trabalhos.

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Reconhecido como um dos mais lídimos representantes do folclore da nossa região, o grupo “O Cancioneiro do Alto Minho” encontra-se sediado no Luxemburgo, tal como o artista Ricardo Ferreira radicado na Suíça. Longe da Pátria o coração bate mais forte pelas nossas origens!

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PONTE DE LIMA: BONECAS | MALVADA ASSOCIAÇÃO ARTÍSTICA “COMO DEFENDER HOJE OS DIREITOS DA MULHER, DAS CRIANÇAS E, LOGO, DOS HOMENS?”

23 de Outubro – 22h00 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

A 23 de Outubro, às 22h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, o espectáculo de teatro Bonecas, pela Malvada Associação Artística, com interpretação de Inês Pereira, Nádia Yracema, Susana Sá e Matilde Magalhães.

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Bonecas inspira-se numa história que o escritor Afonso Cruz contou a Ana Luena e a José Miguel Soares e que estará incluída no seu próximo romance; inspira-se igualmente no universo de Paula Rego, cujo processo criativo, tão singular, estimula por analogia a construção deste espectáculo. Tem ainda na base as experiências de criação artística partilhadas com um grupo de raparigas de um centro de acolhimento temporário e com mulheres vítimas de violência doméstica. É por territórios femininos e cruéis que assistimos, em Bonecas, a uma inversão de papéis, em que as vítimas são prisioneiras na sua própria condição de vítima e as intérpretes representam relações dicotómicas em que se confunde submisso e dominador, onde a força e a vulnerabilidade são apresentadas à semelhança de um tableau vivant.

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“Alguém rouba um livro imaginário, um livro proibido, aqui adereço de cena onde lemos excertos do conto inédito de Afonso Cruz, no qual nos podemos identificar com a Sãozinha e com as meninas que foram abandonadas no Lazareto para serem criadas da burguesia, nos anos 50 do século XX, em Lisboa. Aquelas meninas poderíamos ser nós. Escravos, hoje. Há uma voz que está dentro de mim e que quer falar sobre isto tudo para se unir a outras vozes de quem sofre de abusos e de violência. Como defender hoje os direitos da mulher, das crianças e, logo, dos homens? Daqueles que por alguma razão são atirados para uma situação de fragilidade extrema e por isso permeáveis, sujeitos à crueldade inerente ao ser humano. Muitas vezes não há saída. Como continuar espectador deste mundo? Como? Como sobreviver sem fechar os olhos, sem gritar e acusar em vão? Como? Poderá não haver resposta? Olhar o outro como se fossemos nós. Sim. O teatro permite‑nos ser, estar e falar pelo outro sem nunca deixarmos de sermos nós. Ser pelo outro sem nunca deixar de ser eu. Na morte somos todos iguais. Somos todos irmãos. Apenas corpos sem vida.” (Ana Luena)

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Direcção artística Ana Luena e José Miguel Soares

Texto cénico, encenação, cenografia e figurinos Ana Luena, a partir de um conto inédito de Afonso Cruz e do universo de Paula Rego

Música original Zé Peps

Desenho de luz Pedro Correia

Fotografia, vídeo e comunicação José Miguel Soares

Interpretação Inês Pereira, Matilde Magalhães, Nádia Yracema, Susana Sá

Apoio à produção Nuno Eusébio

Apoios Montepio Geral – Associação Mutualista, Fundação GDA

Coprodução Malvada Associação Artística, Câmara Municipal de Évora, Teatro Nacional São João, São Luiz Teatro Municipal

Bilhetes à venda (4,00€) no Teatro Diogo Bernardes e em www.teatrodiogobernardes.bol.pt

Mais informações pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt

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PONTE DE LIMA: JORNAL "CARDEAL SARAIVA" APOSTA AGORA NO DIGITAL!

Município limiano demonstra gritante falta de respeito pela história e património

O Município de Ponte de Lima tem vindo a assumir a reorganização do areal na frente ribeirinha da vila. Criou uma ecovia junto ao leito do rio, tem vindo a introduzir material inerte e terraplanar todo o areal para ali permitir o estacionamento automóvel.

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Dessa organização espacial, a autarquia limiana decidiu circunscrever a movimentação automóvel naquele espaço junto ao rio Lima, colocando várias pedras, que, depois de alinhadas, funcionam como barreira limitativa para os automóveis.

Acontece que há pedras e pedras. Há pedras sem história e outras carregadas de história.

Sabemos que uma pedra é uma pedra. Porém, quando lhe é aplicada algumas transformações, ela deixa de ser uma pedra qualquer e passa a contar história.

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E tanto pode ser pelo desgaste porventura provocado pela água de um qualquer curso de água, como pela acção do homem que, ao devastá-la, a transforma em arte.

Se a tudo isto juntarmos o facto de esse trabalho artístico ter sido realizado há centenas anos, o valor dessa pedra, e da história que ela representa, é altamente elevado e merece todo o nosso respeito e valorização, nomeadamente promovendo a sua preservação.

Ora o que podemos constatar é que, junto à Avenida dos Plátanos, entre muitas pedras ali existentes sem história, foi também ali colocada uma pedra trabalhada e que, pelo seu desenho, deverá pertencer às ameias da ponte medieval.

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A confirmar-se esta evidência, tal demonstra uma falta de respeito gritante pela história e património limiano por parte da Câmara Municipal de Ponte de Lima, entidade responsável por tal “arranjo urbanístico”.

E não se fica por aqui. Há outras pedras, talvez de menor valor, mas valiosas demais para balizarem o estacionamento automóvel.

No mesmo local pode-se ver uma pedra de grandes dimensões com uma argola que terá servido para amarrar muitos barcos nas margens do Lima.

Este não é caso único de desleixo. Já há cerca de dois anos actos de vandalismo perpetrados durante a noite resultaram na queda de uma ameia junto à Torre da Cadeia Velha. Volvidos estes anos a situação ainda não foi resolvida, não tendo sido reposta a ameia no local.

Ponte de Lima, vila que se orgulha da sua história, parece andar um pouco alheada de alguns pormenores dignos de reparo.

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  • Comentário de Carlos Gomes / Administrador do Blogue do Minho

Há cerca de 40 anos, ainda se encontravam estas ameias cravadas no leito do rio, bem visíveis a quem passava na ponte. Nos começos da década de 80 do século passado, foi precisamente através do jornal "Cardeal Saraiva" que um seu colaborador alertou a situação e sugeriu a reposição das ameias na ponte. Demorou para foram recuperadas... As plantas trepadeiras não contribuem para a conservação do monumento. E, estas imagens entristecem!

ENCONTRO | KALE COMPANHIA DE DANÇA - ESTREIA NACIONAL MARCA A ABERTURA DA TEMPORADA DE DANÇA CONTEMPORÂNEA NO TEATRO DIOGO BERNARDES

16 de Outubro – 22h00 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

Sexta-feira, 16 de Outubro, às 22h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, estreia nacional do espectáculo de dança contemporânea "Encontro", pela KALE Companhia de Dança, cuja estreia ocorreu no Theatre Colysée em Biarritz (França), no âmbito do projecto de cooperação coreográfica transfronteiriço “Regards Croisés | Begirada Gurutzatuak | Miradas Cruzadas”, em formato triplo com criações de Christine Hassid (França), Osa+Mujica (Espanha) e Hélder Seabra (Portugal).

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ENCONTRO é um “espaço” onde três coreógrafos compartilham as suas ideias sobre a sociedade e a cultura de hoje, que parece tender para o uníssono. Mas e se não for assim tão profundo? Quais são as diferentes perspectivas e possibilidades? Como alguém passa a ser único dentro de uma sociedade massiva? Como pode um bailarino desenvolver e ser fiel à sua identidade? Como podemos todos nós?

PRODUTO

Vivemos numa sociedade de indivíduos em série; as mesmas roupas, mesmo penteado, mesmo comportamento. Queremos destacar-nos e ser especiais, mas aqueles que são diferentes assustam-nos. Queremos ser únicos, sendo idênticos.

Coreografia: Osa + Mujika

Interpretação: Ana Margarida Tasso, Joana Couto, Leonor Barbosa, Marlett Araújo

IN UTERO

A vida pode parecer um jogo involuntário. Desde o momento em que nascemos, herdamos a possibilidade da oportunidade e da restrição em instâncias ilimitadas.

Embora exista um sentimento de sofrimento e falta de objectivo, há também um sentimento mais profundo de cura progressiva, redenção, perdão e apoio mútuo. “Diz-se que nenhuma árvore pode crescer para o céu sem que suas raízes cheguem ao inferno".

Conceito, Direcção e Coreografia: Hélder Seabra

Interpretação: Joana Couto, José Meireles, Emily Mcdaniel, Márton Glaser, Charlie Brittain

DÉFILÉ DES POSTURES

O que ajuda a definir-nos profissionalmente, onde e como nos encaixamos? Como somos construídos como profissionais? E como ajudar os pré-profissionais em treino a construir? ... O que as noções de postura, posição e lugar podem dar-nos? E o gesto? E o desfile (défilé)? O desfile é sinónimo de passagem. A passagem é, para a coreógrafa, a transposição de um estado para outro na dança e na vida. Dança é vida, vida é dança...

Coreografia: Christine Hassid

Interpretação: Joana Couto, José Meireles, Leonor Barbosa, Márton Glaser, Charlie Brittain, Margarida Tasso, Marlett Araújo.

Ficha Artística e Técnica

ENCONTRO

Kale Companhia De Dança

Direcção Artística: Joana Castro

Gestão de Projecto: Daniela Tomaz

Designer de Luz: Joaquim Madaíl

Directora de Ensaios: Sara Moreira

Parceiros: Malandain Ballet Biarritz; Fundicion Bilbao; Sead; Ginasiano Escola De Dança

Classificação etária: maiores de 6 anos

A KALE Companhia de Dança foi criada em 2001 em prol da criação e dinamização cultural da Dança, como espaço de experimentação para coreógrafos e intérpretes em início da sua carreira profissional. Em 2016, sob Direcção Artística de Joana Castro, a KALE Companhia de Dança iniciou um novo ciclo de criação de peças originais e contemporâneas encomendadas a coreógrafos convidados, integrando bailarinos de várias nacionalidades e formações, escolhidos por audição e contratados por programa, contribuindo assim para a evolução cultural Portuguesa.

Durante o seu percurso trabalhou com coreógrafos como Gilles Baron, Olatz de Andrés, Paula Moreno, Eldad Ben-Sasson, Isabel Ariel, Elisabeth Lambeck, Marcelo Ferreira, Giselle Rodrigues, Paula Águas, Joclécio Azevedo, Osa+Mujica, Christine Hassid e Hélder Seabra.

A KALE é uma estrutura financiada pelo Apoio Sustentado às Artes do Espectáculo para 2020/2021, programa gerido pela Direcção Geral das Artes / Ministério da Cultura. Do seu projecto de internacionalização, a KALE integra desde 2018 a rede Danse qui Danse, juntamente com os parceiros Korzo / Países Baixos, Malandain Ballet Biarritz / França, Ginasiano Escola de Dança / Portugal, Dansk Danse Teater / Dinamarca e Scenario Pubblico / Compagnia Zappalà Danza / Itália.

OSA+MUJICA

É o resultado do encontro entre Jaiotz Osa and Xabier Mujika. É a soma de dois mundos criativos: o mundo da dança e o mundo da cenografia e dos figurinos. Entre os dois criam uma equipa que tem como objectivo narrar historias visuais. Têm como propósito transportar para o palco todas aquelas imagens à solta nas suas cabeças, dando-lhes forma e significado, formatando-as através do movimento e do audiovisual. A união Osa+Mujika é resultado da necessidade, dos artistas satisfazerem as suas os seus desejos através da dança e das artes visuais. Inesperadamente, a sua primeira peça de dança, com duração de 13 minutos (desenhada para espaços não convencionais), foi seleccionada pela rede AcieloAbierto 2017. Essa foi a origem de Suddenly III (50 minutos), seleccionada para a Danza Escena 2019.

HÉLDER SEABRA

Nasceu em 1982, em Vila Nova de Gaia (Portugal). Começou a dançar em 2000 no Ginasiano Escola de Dança e na P.A.R.T.S. Foi bailarino da Ultima Vez/Wim Vandekeybus, sendo depois seu assistente. Entre 2000 e 2003 desenvolveu projectos com Pedro Carvalho, Ronit Ziv/Companhia Instável e Javier de Frutos/Companhia Instável. Em 2004 fez parte de Última Vez / Wim Vandekeybus e manteve-se como membro da companhia até 2008. Dançou nas produções Puur, Spiegel, Menske e no filme Here After. Em 2009 criou Imago (para a Cia. Instável) e assistiu Sidi

Larbi Cherkaoui em Dunas. Em 2010 cocriou e interpretou Rendez-Vous com Victor Hugo Pontes. De 2010 a 2016 foi membro da companhia Eastman|Sidi Larbi Cherkaoui como intérprete, assistente e professor nos projectos educativos da companhia. Desde então desenvolve o seu próprio trabalho coreográfico e lecciona regularmente a nível internacional.

CHRISTINE HASSID

Inicia a sua formação em clássico na Academia de Dança de Bordeaux com Claude Paoli, tendo também frequentado oncurso do CNR Bordeaux e completado a sua formação no "Young Ballet of Aquitaine". Ingressa na unidade de integração profissional Coline (direcção artística de Sandrine Chaoulli), onde estuda as técnicas Limon, Cunningham, Graham e é apresentada ao trabalho e ensinamentos de Preljocaj, Galotta, Maguy Marin, Ramon Oller, Peter Goss, Serge Ricci. Junta-se à "Companhia de Dança Batsheva Junior", dirigida por Ohad Naharin em Tel Aviv. Regressa a França e trabalha para várias companhias de dança contemporânea (sendo estagiária da CCN, Claude Brumachon) e volta para a Compagnie Rédha. É solista e assistente de Rédha em todos os projectos da companhia ao longo dos anos. Como resultado, trabalha para Rédha na Alvin Ailey Dance Company (Nova York), Jeune Ballet de France (Paris), Pretoria Opera House (África do Sul), Het National Ballet Amsterdam (direcção Wayne Eagling).

Christine inicia o seu próprio trabalho coreográfico e de encenação em 2010 e em 2012 cria a companhia Christine Hassid Project, tendo ao longo destes anos desenvolvido, em França e no estrangeiro, projectos como: Beldurra, trio masculin (2014/2015)); Momentum entre au répertoire de la compagnie Dantza (2014); Un solo issu du projet http://xn--orphe-esa.com/ (2016); La relecture #2 du Spectre de la Rose (2017); Spectacle ВИДЕНИЕ РОЗЫ ET CETERA, compagnie Танц Театр (2017), entre outros.

Bilhetes à venda (4,00€) no Teatro Diogo Bernardes e em www.teatrodiogobernardes.bol.pt

Mais informações pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt

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