Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

VISCONDES DE VILA NOVA DE CERVEIRA E MARQUESES DE PONTE DE LIMA EM PAREDES DE COURA: “ROL DOS PAPÉIS QUE ESTÃO NOS BUFETES PEQUENOS DA SECRETARIA QUE PODEM EMPRESTAR ALGUM DIA” PROVAVELMENTE DO SÉCULO XVIII

Refere "escritura de dote que meus avós deram a minha mãe quando casou com meu pai, uma petição de meu avô o senhor visconde a el rei para que lhe mande paasar uma tuitiva para a Igreja de Santa Maria de Insalde, concelho de Coura [Paredes de Coura], uma quitação de 375$475 reis e que se pagaram na alfândega um maço de quitações as mais delas das missas que se dizem em São Lourenço e em Santa Cruz do Castelo e das tenças de minhas tias freiras na Rosa, um maço de escrituras da fazenda da Índia, um maço com testamentos de meu avô o senhor visconde; uma transação de minha avó a senhora D. Maria feita a meu pai e algumas escrituras de fazendas de Alfândega da Fé e um papel dos linhos de Torres Vedras, um maço de feitos sobre a fazenda de Alfândega da Fé e uma sentença contra o marquês de Gouveia para se lhe pagar jugada da Alfândega da Fé e umas cartas de partilha de meus avós e a doação dos linhos de Torres Vedras". Em baixo está escrito: "igoanha". Na segunda folha está está escrito "Corte do Lobo / róis".

Fonte: ANTT

PT-TT-VNC-B-3066_m0001.jpg

PONTE DE LIMA É UMA DAS MAIS ANTIGAS VILAS DE PORTUGAL – FOTOS DE FERNANDO ARAÚJO

Fundada em 1125 pela Condessa D. Teresa de Leão, mãe do primeiro rei de Portugal, Ponte de Lima é umas das vilas mais antigas e mais pitorescas do país. Parte do distrito de Viana do Castelo, esta vila é fortemente marcada pela sua arquitetura medieval e pela área envolvente, banhada pelo rio Lima.

152333820_10219497389360474_8252372929265920444_o.

Desde o império romano que Ponte de Lima era considerada uma localidade importante e estratégica. Por isso, já no século XIV, D. Pedro I mandou cercar a vila medieval com uma muralha de nove torres, onde só se podia entrar através de uma das seis portas.

A partir do século XVIII a vila cresceu e expandiu-se para além das muralhas. Hoje em dia, restam apenas uma porta, duas torres, umas das quais serviu de prisão durante muito tempo e, sobretudo, um valor histórico, cultural e arquitetónico únicos em Portugal.

Texto e fotos: Fernando Araújo

151581293_10219497389840486_5835890521265570809_o.

153066634_10219497390200495_2203684684490232559_o.

152733163_10219497392080542_1861876024669001703_o.

152673252_10219497396000640_5865038121203388735_o.

152738978_10219497398080692_8472866450733059586_o.

152830006_10219497398600705_8167940592555538098_o.

153276425_10219497398720708_4232523690706605361_o.

152046168_10219497399000715_7575740348287458790_o.

PONTE DE LIMA E OS CORRELEGIONÁRIOS DO PARTIDO REPUBLICANO

Em 29 de Março de 1911, Eusébio Leão, na qualidade de membro do Directório do Partido Republicano Português, pediu a António José para ouvir os correlegionários de Ponte de Lima, portadores do cartão.

No verso, tem apoio ao pedido por parte de Magalhães Lima, à altura membro do Directório do Partido Republicano.

Fonte: Fundação Mário Soares

plmagalhlima (1).png

plmagalhlima (2).png

PONTE DE LIMA LEVA "LIVROS À PORTA"!

Biblioteca Municipal de Ponte de Lima disponibiliza empréstimos domiciliários com “Livros à Porta”

À semelhança de outras instituições a Biblioteca Municipal de Ponte de Lima encontra-se temporariamente encerrada ao público no âmbito da prorrogação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República e da medida adotada pelo Município de Ponte de Lima para reduzir os riscos de exposição e contágio do Covid-19.

LivrosaPorta2021_1080x1080_Prancheta 1.jpg

No entanto, pretendendo oferecer a possibilidade de se continuar a ler, de forma gratuita, e permitir que se usufrua de todos os benefícios que a leitura acarreta, numa fase em que as comunidades mais precisam de ser fortes, coesas e resilientes, a Biblioteca Municipal, vai implementar novamente o projeto “Livros à Porta”.

Trata-se de um programa de serviço de empréstimo de livros, dvd’s e outros documentos, que vai ser disponibilizado aos munícipes, contribuindo, desta forma, para manter as comunidades atentas, alertas, informadas e ligadas à sua biblioteca.

Assim, através de um serviço público de proximidade e, conforme ficou demonstrado no anterior confinamento, a Biblioteca Municipal reinventa-se e responde às necessidades dos seus munícipes, seja com a criação e divulgação de conteúdos e atividades online, seja com a implementação de serviços de empréstimo a funcionar por marcação.

COMO FUNCIONA ESTE SERVIÇO?

1º - Aceda ao catálogo online da BMPL em https://catalogo-biblioteca.cm-pontedelima.pt/  e escolha o livro que pretende ler, o filme que ambiciona ver ou o CD de que gosta de ouvir.

2º Contacte os serviços da Biblioteca através do email biblioteca@cm-pontedelima.pt ou via telefone 258 900 411. Por email, deve indicar o nome completo e n.º de leitor e o(s) títulos(s) do(s) documento(s) pretendidos.

3º Agende data e horário para levantamento e devolução do(s) documentos(s), através do email biblioteca@cm-pontedelima.pt ou via telefone 258 900 411 .

Os livros, filmes e cd’s poderão estar no domicílio do leitor até um período máximo de 30 dias.

Após a devolução dos documentos à porta da Biblioteca, estes entrarão em quarentena na BMPL, num espaço isolado e arejado, durante 3 dias e serão devidamente desinfetados e higienizados.

Para a obtenção de mais informações ou esclarecimentos poderão contactar a Biblioteca Municipal nos contactos habituais.

Este serviço destina-se a todos os munícipes e poderá ser solicitado por qualquer leitor em qualquer ponto do Concelho.

LivrosaPorta2021-02.jpg

PONTE DE LIMA REFORÇA ACESSO À CULTURA E AO CONHECIMENTO EM PROL DA COMUNIDADE

O surto pandémico da Covid-19 colocou desafios de vária ordem, em diferentes aspetos, à sociedade contemporânea. As bibliotecas não foram exceção e, a de Ponte de Lima, embora encerrada ao público, concerta esforços para combater a exclusão e a desinformação e permitir o acesso à cultura e ao conhecimento, em prol da comunidade, com diversas ofertas reajustadas a esta nova realidade.

Biblioteca Municipal_ 0_n.jpg

Tal como outras bibliotecas do país, mesmo de portas fechadas nesta fase atípica, a Biblioteca Municipal de Ponte de Lima reinventou o seu modo de agir e de atuar disponibilizando uma panóplia de serviços de proximidade à população.

Assim, através de empréstimo domiciliário, por marcação, através do serviço de referência por telefone e por email apoiando os munícipes, através de sugestões de leituras em formato de papel e em formato digital que dão a conhecer novos autores, novos títulos e a fomentar os hábitos de leitura, através da criação e renovação de cartão de leitor, através da dinamização de atividades do serviço educativo em modalidade online, através do apoio às Bibliotecas Escolares, a instituições de Terceira Idade e outras associações parceiras e através da disponibilização de filmes e cd’s de música aos munícipes o papel cultural e cívico da Biblioteca mantém-se vivo e reforçado, mantendo o seu elo de ligação à comunidade com um serviço público capaz e eficiente.

A Biblioteca Municipal continua a trabalhar e a pensar em vós!

PONTE DE LIMA: JOSÉ COSTA LIMA LEVA-NOS ATÉ AO MUSEU DOS TERCEIROS ATRAVÉS DA SUA OBJECTIVA

151963951_4141965965833738_2720546915994947373_n.j

O Museu dos Terceiros encontra-se instalado em duas casas religiosas associadas à Ordem Franciscana: o extinto Convento de Santo António dos Capuchos e o edifício da Ordem Terceira de São Francisco. A parte remanescente do convento, fundado em finais do século XV pelo alcaide de Ponte de Lima, D. Leonel de Lima, é formada pela igreja, capela da Senhora da Graça e pela sacristia.

Igreja dos Terceiros - Museu de Arte Sacra - Ponte de Lima

A igreja conventual apresenta alguns vestígios do período inicial mas recebeu importantes modificações entre os séculos XVII e XIX, sobretudo a nível do recheio. A Igreja da Ordem Terceira, edificada entre 1745-1747, foi recheada nas décadas seguintes com retábulos, púlpitos e sanefas de desenho rococó.

Mais tarde, nos inícios do século XIX, foram acrescentados o cadeiral e o órgão de tubos, ambos de feição neoclássica. O museu foi constituído na década de 70 do século XX, com a criação do Instituto Limiano - Museu dos Terceiros. Em 2002 a Autarquia e o referido Instituto celebraram um protocolo para o restauro e gestão conjunta do espaço. Reabriu ao público em 2008, sendo uma referência na arte sacra do norte do país

Fonte: Google

150911071_4141965969167071_4517008794093215398_n.j

151238059_4141966139167054_3005988132635334381_n.j

151784268_4141966155833719_7741156323109511405_n.j

151331370_4141966159167052_3763382797489837890_n.j

151719355_4141966289167039_6399300064930330263_n.j

151794242_4141966285833706_6520574075378213182_n.j

151142312_4141966442500357_5006918649050195295_n.j

151428694_4141966612500340_4961568591618784873_n.j

151286369_4141966755833659_7570089104690073111_n.j

150947106_4141966769166991_6141323059894965780_n.j

151623465_4141967075833627_3081611830733779214_n.j

151220818_4141967385833596_8317199117452638499_n.j

151165362_4141967809166887_5860849015135550220_n.j

151782449_4141967959166872_6883245316167185533_n.j

PONTE DE LIMA E AS AMEIAS DA PONTE MEDIEVAL

No início da década de 80 do século passado, ainda as ameias da ponte medieval de Ponte de Lima encontravam-se parcialmente soterradas no leito do rio Lima mas visíveis de quem as observava a partir da ponte. Algumas ameias porque a maioria delas desapareceram porque foram removidas ou permanecem em local mais profundo.

150526432_1531380610385912_7842897266705618724_n.j

Não passaram despercebidas ao autor destas linhas, à época colaborador do semanário “Cardeal Saraiva” que ao tema deu em 1982 o devido destaque… em primeira página!

Alguns anos depois, o Município de Ponte de Lima recuperou estes pedaços da História do concelho limiano e devolveu-as ao seu devido lugar. Foi um exemplo a seguir do que deve ser feito para a preservação do nosso património!

FEIRAS NOVAS DE PONTE DE LIMA SÃO UMA DAS MAIS GENUÍNAS ROMARIAS DO MINHO

As Feiras Novas em Ponte de Lima não têm o luxo da Romaria à Senhora da Agonia. não têm o cuidadoso arrumo dos ouros no peito das mulheres nem a vaidade citadina, o ar altivo do morgadio que se exibe na avenida. Não será por acaso que Ponte de Lima recusa o estatuto de cidade. tem outras coisas que o modo de ser e estar das suas gentes têm sabido preservar. desde logo, aquele ambiente provinciano de povoado feliz, de gente simples e modesta de coração e porta aberta aos forasteiros.

151299486_4652109478136868_7786608599752593332_o.j

A sua gastronomia, farta e antiga como se vinda de mesa de lavradores é um chamariz a que se não resiste. franqueia-se a porta de um qualquer casa de comidas e bebidas sem receios de se ser enganado. a comida é por norma farta, fresca e honesta, vendida a preços justos.

Percorro muitos caminhos na quase missão de recolher imagens do nosso viver. a ideia feita de procurar o excelso no trajar representativo do folclore leva-me a procurar a imagem perfeita seja no perfil do retratado seja, no trajo que enverga e, para isso, Viana do Castelo é um local muito recomendável. há ali o brio das raparigas, a quase obrigação da irrepreensibilidade. O desfile da mordomia é disso exemplo.

O espírito em Ponte de Lima é outro onde a vaidade mundana não sobrevive facilmente. tudo é encarado com a naturalidade da própria vida. o seu cortejo integrado nas Feiras Novas é um bocado ad-doc, é para o que é e ponto final. não se impõe qualquer rigor de representação temporal, cada um vai como quer e pode, vai apenas para a festa.

Entendo por isso a fotografia aqui inserida como elucidativa da genuinidade popular transversal ao espírito das Feiras Novas, talvez da própria região. a mulher retratada que ampara com um ancinho a carga de matos não representa. é apenas ela mesmo. Atente-se na tez queimada pelas soalheiras, nas mãos cansadas de trabalhos infinitos. nas roupas sem datação que combina calçado actual com peças que poderão ser de uma qualquer época.

Os puristas do folclore dirão que a imagem não é representativa de nada, não se insere nos enquadramentos estabelecidos.., eu quase juraria que o nosso estimado Dr. Hermínio Machado teceria umas quantas loas à integração do folclore vivo na representação popular…

Texto e foto: Abel Cunha