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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DE LIMA RECEBE ELITE MUNDIAL DE BTT DOWNHILL

Elite Mundial de BTT Downhill escolhe Bike Park de Ponte de Lima para preparação da temporada competitiva 2020

A pista de Downhill do Bike Park de Ponte de Lima foi selecionada como “training camp” da elite mundial de Downhill, com vista à preparação da próxima temporada, que tem início em março deste ano, em Portugal.

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No próximo fim-de-semana a equipa campeã do mundo chega a Ponte de Lima. A “Specialized Gravity” traz à Vila Mais Antiga de Portugal, Loïc Bruni, o campeão mundial de BTT Downhill em título.

O atleta francês que fez história ao ganhar três medalhas de ouro consecutivas no Campeonato Mundial, estará em treinos no Bike Park, a partir da próxima semana.

Ponte de Lima, foi também escolhida pela “Commencal Vallnord Team”, trazendo os seus atletas, Amaury Pierron, vice-campeão do mundo de 2019, Myriam Nicole e o júnior campeão do mundo.

De notar que este espaço havia já acolhido, na semana passada, o n.6 do Ranking Mundial, Laurie Greenland, da “MS Mondraker”. O corredor de 21 anos, confessa-se fã da pista Limiana, revelando planos para voltar.

As pistas longas e rápidas, de condução técnica, aliadas à qualidade do serviço disponibilizado, são os principais atrativos do Bike Park. De realçar a recente remodelação, que veio valorizar o espaço situado entre as freguesias de Estorãos e Cabração em plena Serra D’Arga.

O Bike Park de qualidade reconhecida a nível internacional, oferece ainda vários serviços para a prática de bicicleta de montanha, desde DownHill, a Cross Country, Enduro, e passeios turísticos.

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PONTE DE LIMA CONTA HISTÓRIAS A BEBÉS

Sessão de Hora do Conto para bebés, crianças e famílias em Ponte de Lima

O Município de Ponte de Lima continua a apostar na promoção do livro e da leitura desde tenra idade através de sessões da Bebéteca desenvolvidas na Biblioteca Municipal.

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Este projeto decorre uma vez por mês na Sala Infantil e destina-se a famílias com bebés e crianças até aos 6 anos de idade.

A próxima Bebéteca será dinamizada no dia 25 de janeiro de 2020 e contará com uma sessão de leitura encenada, através da história “A formiga e a cigarra” de Luísa Ducla-Soares, seguida de um momento musical intitulado “A Cigarra e a Formiga” do Panda e os Caricas. Para terminar promover-se-á o atelier de expressão artística “Formiguinha rabiga e a sua barriga”.

PONTE DE LIMA: BAILARINA MARGOT FONTEYN DANÇOU O VIRA EM 1952, NA CASA DE NOSSA SENHORA DA AURORA EM PONTE DE LIMA

Nas imagens vemos entre outras personalidades, o Conde d’Aurora José de Sá Coutinho e Margot Fonteyn

Margot Fonteyn ou Margaret Evelyn Hookham (nome de baptismo); 18 de maio de 1919 – 21 de fevereiro de 1991) foi uma bailarina inglesa. Considerada uma das maiores bailarinas de todos os tempos, por toda sua carreira dançou com o Royal Ballet, sendo apontada como Prima Ballerina Assoluta da companhia pela rainha Elizabeth II.

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Filha de pai inglês e de mãe irlandesa descendente de brasileiros, sendo filha de um industrialista chamado Antonio Fontes. No começo de sua carreira, Margaret transformou Fontes em Fonteyn e Margaret em Margot. Em 1931 entrou para a escola de balé do Sadler's Wells. Ninette de Valois e seu coréografo, Frederick Ashton, investiram em suas qualidades excepcionais: lírica, dramática, musical e suas proporções físicas perfeitas. Em 1935, Fonteyn tornou-se a primeira bailarina com apenas dezesseis anos, dançando juntamente com Robert Helpmann. Em A bela adormecida, Margot interpretou a Princesa Aurora, conduzindo o futuro Royal Ballet a um período de glória em sua nova sede, no Convent Garden (1946), e à sua primeira e famosíssima temporada em Nova Iorque (1949).

Sua maior contruibuição artística deu-se ao lado de Ashton, pois era sua musa inspiradora e uma intérprete ideal a inúmeras criações do coréografo, entre as quais se destaca Ondine, de 1958. O ápice de sua parceria de dança com Michael Somes aconteceu durante a primeira visita do Royal Ballet à Rússia, em 1961.

Logo depois, Margot Fonteyn começou a dançar com o bailarino soviético exilado Rudolf Nureyev, vinte anos mais jovem do que ela. Fonteyn e Nureyev eram idolatrados até Margot se aposentar em 1979.

Em 1955, Margot casou-se com o diplomata panamenho Roberto Arias, filho de um ex-presidente panamenho. Arias ficou paralítico após ser baleado em 1964 por um antigo colega de partido que o suspeitava de ter um caso com a sua mulher. Depois que se afastou do palco, ela dedicou-se ao marido até a morte dele, em 1989, vivendo em sua fazenda no Panamá.

Antes de morrer, Margot Fonteyn foi homenageada, junto com Nureyev, como a grande dama do balé do século XX.

Fonte: Wikipédia

Fotos: http://lugardoreal.com/

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INVERNO | COMPANHIA DE DANÇA DE ALMADA: UM ESPECTÁCULO TOTALMENTE IMPERDÍVEL PARA OS APRECIADORES DE DANÇA CONTEMPORÂNEA, DA CULTURA POPULAR, DA ETNOGRAFIA E DO FOLCLORE

17 de Janeiro – 22h00 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

Sexta-feira à noite, dia 17 de Janeiro, às 22h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, a Companhia de Dança de Almada apresenta Inverno, a sua mais recente produção, com criação de Bruno Duarte e que estreou muito recentemente, a 28 de Novembro, em Bragança.

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Um espectáculo que faz a simbiose entre a ancestralidade e o vanguardismo, o sagrado e o profano em terras de Trás-os-Montes, no qual podemos beber imensas semelhanças com o viver do nosso Alto Minho e compreendermos as mudanças e adaptações a que muitas das nossas tradições são obrigadas, devido à nossa contemporaneidade.

Podemos mesmo afirmar que se trata de um espectáculo obrigatório para todos aqueles que se dedicam ao folclore e à etnografia, bem como, todas as pessoas que se encontrem ligadas a associações de lazer e cultura, numa altura em que se prevê para breve o arranque da execução de uma candidatura no âmbito do Aviso Cultura Para todos.

O criador, Bruno Duarte, sobre o presente espectáculo, afirmou o seguinte:

"Desde criança tenho muito presentes as imagens a que, fascinado, assistia na televisão e que me davam a conhecer um pouco do que são os costumes de inverno transmontanos – caretos, chocalheiros, diabos, figuras que sempre exerceram sobre mim um magnetismo especial. Vi na criação deste espectáculo, uma oportunidade para explorar cenicamente o cruzamento da sacralidade ritual destas celebrações ancestrais, com uma linguagem de dança contemporânea. Situado entre o sagrado e pagão, ancestral e contemporâneo, humano e sobrenatural, “Inverno” procura transmitir a magia que se vive por estes lugares na altura do solstício de inverno, retratando o pulsar da terra, a emancipação dos jovens, as arruadas, a postura de transgressão – mas tão regrada por práticas fixas – e o forte misticismo cultural. Este é um trabalho sobre o que está vivo, mas também sobre a memória. Sobre aquilo e aqueles que já viveram os locais que hoje experimentamos."

Bruno Duarte

Segundo Amadeu Ferreira, in “O Diabo e as Cinzas” (2013):

“Estes são rituais de juventude, cheios de vida e de futuro, por onde perpassam todas as actividades dos povos (…), rituais que a cada ano renovam a confiança na continuidade da vida, bem simbolizada no fogo e outros deuses pagãos.

Nunca realçaremos suficientemente o papel que os rituais (…) tiveram na evolução das nossas sociedades e lhes transmitiram um carácter de sanidade ética que consegue manter a dignidade no meio da maior pobreza e de dificuldades sem fim.”

Criação: Bruno Duarte | Cocriação e Interpretação: Bruno Duarte, Carlota Sela, Francisco Ferreira, Joana Puntel, Luís Malaquias, Mariana Romão e Raquel Tavares | Coprodução do Teatro Municipal de Bragança e Companhia de Dança de Almada

Bilhetes à venda (5,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.

PONTE DE LIMA ENCERRA EDIÇÃO DE 2020 DA VERDE NOIVOS APÓS VER PASSAR MILHARES DE VISITANTES

A Consolidação da marca Ponte de Lima como destino de excelência para a realização de festa do matrimónio, voltou a ser reforçada, na XIII Verde Noivos.

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Alavancando o crescimento e a maturação da indústria do casamento em Portugal, o Município de Ponte de Lima dedica, desde 2007, esta iniciativa a quem vai subir ao altar, ou organizar eventos festivos.

Nas palavras do Presidente da Câmara Municipal, Eng. Victor Mendes, “este é no fundo um evento que procura ir de encontro ao projeto «Em Época Baixa, Ponte de Lima em Alta», exatamente para combater a sazonalidade, e para procurar atrair mais gente” a esta que é a Vila mais Antiga de Portugal, durante a visita oficial ao evento.

A iniciativa que registou em 2020 um aumento significativo de visitantes tem, em paralelo, “tido enorme adesão da parte dos empresários ligados ao setor, uma área muito transversal que gera efetivamente muita economia do ponto de vista local”, confirmou o Presidente da Câmara Municipal.

O evento proporciona às empresas uma plataforma de negócio, direcionada para este nicho de mercado, que alavanca uma multiplicidade de setores que se souberam adaptar às necessidades de uma indústria em expansão.

“Temos aqui empresários de Ponte de Lima, e da região, que demonstram ser empresas de enorme qualidade, num setor muito importante, como é este que emprega largas centenas de pessoas, o que é uma nota que nos apraz registar”, revela o Edil Limiano, acrescentando que “há uns anos atrás nós não dispúnhamos destas empresas no nosso território, tínhamos que ir contratar empresas fora, e isso felizmente já não acontece”.

O evento cujo número de expositores atingiu as cinco dezenas, teve, este ano, um crescimento considerável, e “vem de encontro também àquilo que são os legítimos anseios do outro tecido empresarial ligado ao comércio tradicional, à restauração, e à hotelaria”, revelou o Presidente da Câmara Municipal. Nas suas palavras, “quando nós organizamos estes eventos normalmente ao fim de semana temos os nossos hotéis cheios, e temos os nossos restaurantes cheios. E portanto esse é também um fator muito importante para nós. Como temos dito, estes eventos não podem nem devem circunscrever-se apenas a este espaço físico da Expolima”, neste sentido o autarca pretende alavancar a realidade de uma nova fase do mercado, em que se pretende “que haja uma dinâmica não apenas no Centro Histórico mas em todo o concelho”, de forma a contrariar as dinâmicas da tendência sazonal, da chamada época baixa, potenciando os recursos endógenos, em prol dos agentes locais, e dos empresários do setor.

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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO COMEMORA BODAS DE PRATA COM SARRABULHO À MODA DE PONTE DE LIMA

No próximo dia 2 de Fevereiro, passam precisamente 25 anos desde a data da fundação do “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho” – vulgo VERDE MINHO – ao longo dos quais tem representado o folclore e as tradições da nossa região, no concelho de Loures onde se encontra sediado e um pouco por todo o país onde actua nos mais diversos festivais e encontros de folclore.

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Ao longo de todo o ano de 2020, levará a efeito uma série de iniciativas visando a comemoração das suas bodas de prata, as quais estão já a ser minuciosamente preparadas. Desde logo, está já agendada a realização do Almoço do Sarrabulho com Rojões à Moda de Ponte de Lima a ter lugar em Loures, no dia 2 de Fevereiro, precisamente o dia em que celebra o seu aniversário.

Também a organização da próxima edição do FolkLoures já se encontra em marcha, devendo o programa ficar preenchido até ao final do próximo mês de Outubro, encontrando-se já algumas representações confirmadas. Mas, muitas surpresas irão ocorrer, as quais o BLOGUE DO MINHO espera oportunamente vir a divulgar.

A cada dia mais reconhecido pela nossa região a qual procura servir com espírito de missão, o Grupo Folclórico Verde Minho afirma-se como um guardião das nossas tradições e do folclore minhoto na região de Lisboa, colocando-se nomeadamente ao serviço do concelho de Ponte de Lima na cidade onde se encontra sediado – Loures!

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O MINHO É VERDE – FOLCLORE É VERDE MINHO!

Disse um dia o escritor transmontano Miguel Torga, “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – não podiam, pois, os minhotos que vivem na região de Lisboa, deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua região.

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afetiva às origens. Assim nasceu em 1994 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Visa através da sua atuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore!

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