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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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A RODA DOS EXPOSTOS EM PONTE DE LIMA

As imagens reproduzem os “Mapas das Estatísticas dos expostos do Concelho de Ponte de Lima.Contém os seguintes elementos: existentes em 31 de Dezembro... (varões, fêmeas); entrados durante o ano...(varões, fêmeas); total (varões, fêmeas); falecidos (varões, fêmeas); entregues aos pais, mães ou parentes (varões, fêmeas); entregues ao Juizo Orfanológico (varões, fêmeas); que ficarão com as pessoas que os criarão (varões, fêmeas); total (varões, fêmeas); existentes no último de Dezembro... (varões, fêmeas); vacinados durante o ano; vencimento mensal das amas de (leite, seco); despesa total durante o ano com (salário das amas, enfaxis, ordenado a rodeira, aluger da casa da roda, medicamentos, mortalhas, outras despesas, total); observações.Contém um apontamento relativo à criação de rodas de expostos nos Concelhos de Penela e de Coura, que foi transcrito para o mapa.”. Estes documentos foram produzidos de 1845-11-24 a 1845-11-24 e encontram-se no Arquivo Municipal de Ponte de Lima.

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A "roda dos expostos" no Convento dos Cardaes, em Lisboa

Existe documentação semelhante nos mais variados concelhos do Minho e em todo o país em geral, com especial realce para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Ao contrário do que passou a ser divulgado como sendo um mecanismo criado para abandonar crianças recém-nascidas, a chamada “roda dos expostos” ou “roda dos enjeitados” consistia originalmente num mecanismo utilizado para transferir bens ou pequenas utilidades entre o convento e o exterior sem contacto visual. A roda funcionava como uma espécie de tambor onde se colocavam os objectos e, depois de rodada e feito o toque de chamada com a sineta que se encontrava junto, eram os mesmos recolhidos no interior.

Em virtude das suas características, passou com o tempo a ser um meio de pedido de auxílio por parte de mulheres que, encontrando-se em fase de aflição devido às mais diversas vicissitudes da vida, nomeadamente o abandono por parte de quem deveria encontrar-se a seu lado, via na “roda” uma forma de obter ajuda por parte de uma misericórdia ou outra congregação religiosa. E, na maior parte dos casos, deixavam sempre um bilhete, uma pagela recortada, uma medalhinha ou qualquer outro sinal na esperança de poderem recuperar um dia a criança que alegadamente enjeitaram… não lhes bastava a desgraça e o juízo condenatório da sociedade, vieram ainda os políticos burgueses ostensivamente anticlericais acusarem-nas do abandono dos seus próprios filhos!

Encontrando-se na maior parte das vezes as crianças em fase de aleitamento, procuravam as religiosas entre a comunidade uma mulher em condições de prestar esse serviço, para o qual obtinha remuneração e outros apoios, ficando desse modo identificada a mãe e criados laços de proximidade com o filho. Na sua chegada à instituição, era em regra baptizada com nome cristão, a maioria das vezes com o nome do santo que servia de padrinho ou era celebrado nesse dia, existindo ainda actualmente muitos casos de transmissão através das gerações do apelido “Exposto”.

À semelhança de outros boatos como os famigerados túneis e armas no interior dos conventos, a “roda dos expostos” serviu as perseguições movidas em relação às ordens religiosas e às próprias misericórdias, pelos políticos do liberalismo e da Primeira República, não raras as vezes agindo pela ambição de se apoderarem das suas propriedades.

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Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

PONTE DE LIMA E A CAMPANHA PRESIDENCIAL DE 1949

Em 27 de janeiro de 1949, por ocasião das eleições para a Presidência da República, o Governador Civil de Viana do Castelo, José de Ornelas Monteiro, endereçou ao General Norton de Matos uma carta a prestar esclarecimentos relativamente à nula intervenção da PSP na vila de Ponte de Lima, após a denuncia de manifestações desordeiras na rua.

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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MIA COUTO APRESENTA EM PONTE DE LIMA O NOVO LIVRO "O CAÇADOR DE ELEFANTES INVISÍVEIS"

Mia Couto está em Portugal para o lançamento do seu mais recente livro e Ponte de Lima é um dos locais de paragem do escritor.

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No dia 30 outubro de 2021, às 16h00, na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima o escritor moçambicano vai dar-nos a conhecer "O caçador de elefantes invisíveis".

Trata-se de uma obra cuja génese se baseia na seleção de crónicas publicadas na revista portuguesa Visão e que foram reescritas na modalidade de contos, que apresenta, segundo a Fundação Leite Couto uma "visão mítica e poética" da existência humana, misturando ironia e humor, em histórias marcadas por um olhar critico sobre a história de Moçambique.
Marque lugar nesta sessão e não perca a oportunidade de vir ouvir e conhecer um dos mais notáveis escritores da atualidade.
Contamos com a vossa presença.
Sobre o escritor:
Mia Couto nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955, tendo sido jornalista e professor. Atualmente é biólogo e escritor.
Foi distinguido, em 2007, com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de
Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia.
Em 2013 foi galardoado com o Prémio Camões.
É autor, entre outros, de "Jesusalém", "O Último Voo do Flamingo", "Vozes Anoitecidas", "Estórias Abensonhadas", "Terra Sonâmbula", "A Varanda do Frangipani" e "A Confissão da Leoa".
Traduzido em mais de 30 línguas, o escritor foi igualmente distinguido com o Prémio Vergílio Ferreira, em 1999, com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas, em 2007, e com o Prémio Eduardo Lourenço, em 2011, pelo conjunto da obra, entras outras distinções.
"Terra Sonâmbula" foi eleito um dos 12 melhores livros africanos do século XX, e "Jesusalém" esteve entre os 20 melhores livros de ficção mais publicados em França, na escolha da rádio France Culture e da revista Télérama.

VIANA DO CASTELO: RANCHO DAS LAVRADEIRAS DE SANTA MARTA DE PORTUZELO ATUOU EM 1954 PARA O DIRETOR DE TURISMO DO SUL DE FRANÇA

Ofício enviado pelo Dr. António Maria Pinheiro Torres, chefe da delegação do Secretariado Nacional da Informação, Cultura Popular e Turismo, ao Dr. José da Rocha Coelho, a agradecer a cedência da casa agrícola que possuía em Santa Marta de Portuzelo, para a exibição do Rancho das Lavradeiras dessa localidade, durante a visita ao norte do Diretor de Turismo do Sul de França, o Comandante Marcel Prat. O ofício é datado de 24 de agosto de 1954.

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA E COMÉDIAS DO MINHO PROMOVEM A REALIZAÇÃO DAS OFICINAS DE CONTINUIDADE NA ESCOLA SECUNDÁRIA DE PONTE DE LIMA

O Município de Ponte de Lima em articulação com as Comédias do Minho, integra o Projeto Mutantes. Trata-se de um projeto de educação artística, que pretende uma aproximação das artes aos jovens, que constituem o público-alvo do projeto, ao estimular a criatividade e desta forma criar e fortalecer novas relações sociais, bem como fomentar a colaboração entre os diferentes agentes no terreno, em prol da democratização do acesso à arte e da produção cultural.

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Uma das dimensões do projeto centra-se nas Oficinas de Continuidade, esta modalidade de oficinas artísticas prevê a realização, em cada um dos 10 concelhos do Alto Minho aderentes ao projeto, ao longo do ano letivo 2021/ 2022, de sessões de trabalho em regime de continuidade.

No Muninicípio de Ponte de Lima, as Oficinas de Continuidade terão início a 20 de outubro e prolongar-se-ão ao longo de todo ano letivo, na Escola Secundária de Ponte de Lima, junto de um grupo de alunos entre os 12 e os 18 anos. Serão orientadas por artistas educadores que irão desenvolver vários tipos de atividades e que os levarão a trabalhar diversas competências por via das artes, nomeadamente através do Teatro e da Dança.

Mais informações em: http://www.comediasdominho.com/portfolio/mutantes-continuidade/

PONTE DE LIMA ACOLHE LANÇAMENTO DO LIVRO "PORT-LOUIS, RUE VAUBAN,56, BRETANHA"

Lançamento do Livro “Port-Louis, Rue Vauban, 56, Bretanha”. No Auditório Municipal de Ponte de Lima, 8 de outubro, às 18 horas

O Município de Ponte de Lima vai acolher a apresentação do Livro “Port-Louis, Rue Vauban, 56, Bretanha” da autoria de Pedro Gomes, na próxima sexta-feira, 8 de outubro, às 18h00, no auditório Municipal de Ponte de Lima.

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A apresentação estará a cargo da Investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Susana Costa. Autora de dois livros: "A Justiça em Laboratório" e "Filhos da (sua) mãe" / Almedina, é ainda co-autora em várias outras obras científicas.

Sobre o Autor, Pedro Gomes, destaca-se do seu curriculum a publicação de dois livros de memórias: MAIOR DO QUE O PENSAMENTO e RAÍZES. Seguindo-se o livro de crónicas PRAÇAS DO MEU CONTENTAMENTO e três romances: E O CRIME COMPENSA AS UTOPIAS? (por editar), ANGOLA… O CANTO DO CISNE, em 2.ª edição e PORT-LOUIS, Rue Vauban, 56 – Bretanha.

Atualmente frequenta o 4ºano do Curso Industrial da Escola Comercial e Industrial de V. N. de Gaia. Curso de desenho gráfico e serigrafia do Mestre Vasco Amanajáz/Hoechst Chemie-GmbH-Porto.

A nível profissional, é Gerente da Petimex – Indústria familiar de etiquetas autocolantes – Porto. Instruendo no CSM na Escola Prática de Cavalaria – Santarém – 1967.

Curso da Escola dos Serviços de Saúde Militares – Lisboa. Efetivo ao Serviço de Queimados do Anexo do H. M. P. de Lisboa. Mobilizado pelo Regimento dos Serviços de Saúde. Angola de 1969/1971. Frequência da língua alemã no Goethe Instituto – Lisboa.

Instrumentista de Cirurgia Plástica, Estética e Reconstrutiva

Diretor da Clínica Centro Cirurgia Capilar – Lisboa

A sessão de apresentação deste livro inicia-se com música, com atuação dos alunos da Academia de Música Fernandes Fão.

PONTE DE LIMA: PRIMEIRAS PÁGINAS DO INVENTÁRIO DE MENORES EM 1914 POR ÓBITO DE JOSÉ RODRIGUES, MORADOR DA CABRAÇÃO NO LUGAR DE ESCUSA

Inventariado: Domingos José Rodrigues, casado com a inventariante, morador que foi na freguesia de Cabração, Ponte de Lima, falecido em 15 de janeiro de 1914, sem testamento. Inventariante: Emília Maria de Matos, a viúva, moradora na freguesia de Cabração, Ponte de Lima. Filhos: João Rodrigues, de 12 anos; José Manuel Rodrigues, de 10 anos; Maria Rodrigues, de 7 anos; Piedade Rodrigues, de 3 anos; Domingos Rodrigues, de 1 mês.

Fonte: Arquivo Distrital de Viana do Castelo

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