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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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RUI TEIXEIRA - PRESIDENTE DO MUNICÍPIO CERVEIRENSE - PARTICIPA NA MANIFESTAÇÃO CONTRAOS PROJETOS DE MINERAÇÃO DO LÍTIO NA SERRA D’ARGA

Sábado, 23 outubro, 10h00, Viana do Castelo

Impedir a prospeção e exploração de minérios no concelho é prioridade para o novo autarca de Vila Nova de Cerveira

Amanhã, 23 de outubro, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, participa na manifestação contra os projetos de mineração do lítio na Serra D’Arga. Para o edil cerveirense, impedir a prospeção e exploração de minérios no concelho é uma das prioridades iniciais deste mandato - “vou defender, intransigentemente, o nosso património ambiental, impedindo a exploração (nociva ao ambiente) do lítio e de outros minerais, no espaço territorial da freguesia de Covas ou em qualquer outro local do concelho”.

A manifestação, que decorre sob o mote “O Minho Unido contra as Minas”, está agendada para as 10h00 e é organizada por quatro movimentos cívicos dos distritos de Viana do Castelo e Braga – Corema: Movimento pela Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho, Movimento Em Defesa da Serra de Peneda e Soajo, Movimento SOS Serra d’Arga e Movimento SOS Terras do Cávado. O percurso será feito entre a pousada da Juventude de Viana do Castelo e a Praça da República, no centro histórico da cidade.

Em causa está a consulta pública do relatório de avaliação ambiental preliminar do Programa de Prospeção e Pesquisa de Lítio das oito potenciais áreas para lançamento de procedimento concursal, iniciada pela DGEG - Direção Geral de Energia e Geologia dois dias depois das eleições autárquicas. Entre as oito áreas previstas encontra-se a Serra d’Arga, que abrange o concelho de Vila Nova de Cerveira.

PARTIDO "OS VERDES" PROTESTAM AMANHÃ EM VIANA DO CASTELO CONTRA A EXPLORAÇÃO DO LÍTIO

Amanhã - Os Verdes Participarão no Protesto " Minho Unido contra as Minas"

O Partido Ecologista Os Verdes solidariza-se com as populações da região do Minho que agendaram para amanhã, 24 de outubro, um protesto em defesa dos seus territórios face aos impactos previsíveis associados a projetos de mineração de lítio.

Uma delegação do PEV, composta pelos dirigentes Miguel Martins, Filipe Gomes e Ana Sofia Cabeleira e por membros e ativistas do PEV, marcará presença nesta iniciativa de protesto, organizado por movimentos cívicos, sob o lema “Minho Unido contra as Minas”, Amanhã, pelas 10h00, em Viana do Castelo (junto à Pousada da Juventude).

Os Verdes, que desde 2017 têm vindo a dar voz às preocupações das populações e a desenvolver diversas ações e iniciativas parlamentares em defesa de uma maior transparência dos processos associados à exploração de lítio, e reivindicando uma maior participação das populações nos mesmos, reafirmam que a descarbonização do país não pode ser feita à custa da perda de biodiversidade e destruição de áreas naturais, com graves danos para as populações e para o Ambiente.

MILITANTES DE BRAGA DO CHEGA EXIGEM DEMOCRACIA E TRANSPARÊNCIA NO IV CONGRESSO

Democracia e transparência é a única forma de fazer política e esperar resultados que promovam um rumo certo e seguro, quer para Portugal, quer para o Distrito de Braga.

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É sob esta visão que um grupo de militantes, de gente simples, mas séria, vem trabalhando desde 2019 ao aderir às propostas do Partido CHEGA, por defender em sua génese e em seu manifesto valores fundamentais como: a liberdade, a pluralidade de opinião e a democracia: “O Chega promoverá uma verdadeira cultura de liberdade política e cultural, insurgindo-se fortemente contra os condicionamentos que persistem em manterse no espaço público e na discussão política em Portugal…”

Portanto, os denominados “ORIGINAIS”, decidiram continuar a defender o ADN do CHEGA, e mais uma vez, ao concorrer ao IV Congresso Nacional do Partido com uma lista independente (dita independente por não estar ligada aos cargos oficiais da distrital ou concelhia), pretendem ser a voz de uma política interna, de todo e qualquer militante, sem discriminação, sem “amiguismo e nepotismo”. A lista “Democracia e Transparência”, já apresentada a Mesa Nacional, é formada por 44 militantes dos vários concelhos do Distrito de Braga, encabeçada pela militante e empresária bracarense Mónica Lopes.

Para ela, “só garantimos a liberdade política quando honramos a democracia. Só somos democratas se assumirmos a transparência de todos os actos.”. Assim sendo, este grupo de militantes, defende que haja eleições para Distritais e Concelhias por considerar ser este um processo democrático de fazer política regional, e não concordam com nomeações por não garantir a TRANSPARÊNCIA e DEMOCRACIA, “nunca seremos favoráveis a essa forma de fazer política. Queremos fazer a diferença!”, ressalta Mónica Lopes. É nesta perspetiva que são convocados todos os militantes do Distrito de Braga a votarem, de forma agregadora, na lista “Democracia e Transparência” para delegados do Congresso CHEGA, no dia 06 de novembro entre as 10:00h e as 18:00h na sede do CHEGA Braga, Largo da Senhora Branca, no 56 – Piso

PONTE DE LIMA E A CAMPANHA PRESIDENCIAL DE 1949

Em 27 de janeiro de 1949, por ocasião das eleições para a Presidência da República, o Governador Civil de Viana do Castelo, José de Ornelas Monteiro, endereçou ao General Norton de Matos uma carta a prestar esclarecimentos relativamente à nula intervenção da PSP na vila de Ponte de Lima, após a denuncia de manifestações desordeiras na rua.

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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BRAGA: JUNTA DA UNIÃO DAS FREGUESIAS DE NOGUEIRA, FRIÃO E LAMAÇÃES PROMETE CONVERGÊNCIA

Cumprindo as regras sanitárias, o auditório da Freguesia de Nogueira encheu-se hoje à noite para testemunhar a instalação dos novos órgãos de poder local da União de Freguesias de Nogueira, Fraião e Lamaçães, cabendo a José A. Pinto Matos a presidência do executivo e a Luís Carlos Fernandes a presidência da Mesa da Assembleia.

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Apenas o PS — com cinco mandatos — apresentou listas para os dois órgãos, tendo a Junta de Freguesia sido eleita com 6 votos a favor, quatro abstenções e três votos nulos. A Junta é constituída por Pinto de Matos (presidente), Ana Margarida Carvalho, André Matos, Susana Leite e Rui Pedro Ramos.

O novo presidente da Junta da União de Freguesias de Nogueira, Fraião e Lamaçães agradeceu a presença dos eleitores na sala e dos eleitos para a Assembleia de Freguesia e para a a Junta. Prometeu um mandato “em diálogo” em que “saberemos encontrar pontos de convergência, com total disponibilidade e proximidade”.

Pinto de Matos prometeu uma Junta “aberta e incentivadora da participação dos cidadãos”, assumindo os compromissos assumidos na campanha eleitoral. Na Mesa da Assembleia de Freguesia, Luís Carlos Fernandes, Sandra Fernandes e Inês Oliveira Fernandes foram eleitos com seis votos a favor, cinco brancos e dois nulos.

Goreti Machado, anterior presidente da União, saudou o novo ciclo democrático, agradeceu aos elementos que trabalharam consigo ao longo dos últimos oitos anos, incluindo a Câmara Municipal, e seus técnicos, PSP, Polícia Municipal, Ministério Público e Segurança Social.

Concluiu com votos de “coragem, perseverança e dedicação aos vencedores das eleições de 26 de Setembro”.

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PCP ASSINALA CENTENÁRIO DE VICTOR DE SÁ, CONSTRUTOR MILITANTE DA CULTURA E DA LIBERDADE

A 14 de Outubro de 2021, assinala-se o Centenário do nascimento de Victor de Sá, destacado antifascista do concelho e do distrito de Braga, livreiro, escritor e editor, historiador, investigador e professor universitário, que foi também o primeiro deputado do PCP eleito no distrito de Braga, entre 1980 e 1981.

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A sua personalidade multifacetada é a de um lutador coerente e persistente, divulgando a cultura, sistematizando reflexão e conhecimento, intervindo para transformar a realidade do seu tempo, pela liberdade, a democracia e o socialismo.

A DORB do PCP evoca e homenageia a grande contribuição de Victor de Sá para a luta dos comunistas, de todos os democratas e patriotas, constituindo um exemplo e um legado que perdurará bem para lá do seu Centenário.

Dando sequência ao conjunto de iniciativas que assinalam o Centenário de Victor de Sá, anunciamos a realização da sessão de apresentação pública da reedição da obra “Fascismo no quotidiano”, a ter lugar no sábado, 16 de Outubro, pelas 17h30, no Museu Nogueira da Silva (Avenida Central, 61, Braga), com a presença de Francisco Melo, da editora “Página a Página”, Fernanda Ribeiro, Professora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e autora do prefácio a esta edição, e de Manuel Rodrigues, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP e Diretor do jornal “Avante!”

Este conjunto de iniciativas teve início com a Conferência “Victor de Sá: uma vida de acção cívica, política e cultural”, no dia 2 de Junho, no Theatro Circo. Incluiu também uma exposição evocativa no espaço da Organização Regional de Braga na edição deste ano Festa do Avante!.

Depois de ter apresentado em sede da Câmara de Braga um conjunto de propostas alusivas ao Centenário de Victor de Sá, o PCP continuará a bater-se pela concretização das iniciativas então aprovadas unanimidade no Executivo Municipal, nomeadamente:

  • A colocação de uma placa alusiva ao Centenário de Victor de Sá no passeio frente ao local onde funcionou a livraria Victor, na rua dos Capelistas, em Braga;
  • A atribuição do nome de Victor de Sá a uma sala de leitura da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva;
  • A promoção do Roteiro da Resistência, dirigido à população estudantil do município de Braga e a turistas, visando a identificação dos espaços de encontro dos democratas e antifascistas de Braga, explicando a sua atividade e o seu papel na luta pela liberdade e democracia;
  • A promoção de um concurso de ideias para elaboração de peça escultórica alusiva à Resistência e Luta pela Democracia, com vista à sua colocação em espaço público junto ao Theatro Circo, local de manifestações pela liberdade;
  • A realização de uma sessão evocativa da vida e obra de Victor de Sá;
  • A reedição, através da Fundação Bracara Augusta, da obra de Victor de Sá intitulada “Testemunho de um Tempo de Mudança” e a sua disponibilização gratuita em formato e-book na página do município na Internet.

A DORB do PCP saúda ainda as iniciativas evocativas do Centenário de Victor de Sá organizadas em Braga, Porto e Lisboa, e as respetivas entidades organizadoras: Universidade do Minho, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, Universidade do Porto e Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, entre outras.

Joaquim Victor Batista Gomes de Sá nasceu em 14 de outubro de 1921, na freguesia de Cambeses, em Barcelos, mas cedo se transferiu para Braga, cidade onde viveu grande parte da sua vida e desenvolveu o seu percurso profissional, cívico e político. Estudou no Liceu de Sá de Miranda e dedicou-se à atividade cultural em Braga. Em 1942, criou a “Biblioteca Móvel”, levando a leitura a cidadãos sem recursos nas cidades ou nos meios rurais. Em 1947, abriu em Braga a Livraria Victor, à qual, mais tarde, juntou o nome “Centro Cultural do Minho”. Esta foi um verdadeiro centro de difusão do livro e ponto de encontro de muitos leitores, em especial do Norte do País. Fruto da sua atividade cultural e política, foi por oito vezes detido pela PIDE, acusado de integrar o Partido Comunista Português. É autor de inúmeras publicações, tendo ao longo da vida mais de 600 títulos de artigos e mais de 30 livros.

A sua atividade de publicista iniciou-se publicamente em 1937, no jornal Correio do Minho, do qual viria a ser, após o 25 de Abril de 1974, diretor provisório. Participou ativamente nas candidaturas presidenciais de Norton de Matos (1948), Arlindo Vicente e Humberto Delgado (1958). Dinamizou as candidaturas da Oposição pelo distrito de Braga à Assembleia Nacional, integrando as respetivas listas em várias delas. Participou nos Congressos Republicanos de Aveiro. Em 1959 terminou a sua licenciatura em Ciências Históricas e Filosóficas na Universidade de Coimbra e concorreu a professor do ensino secundário. Foi nomeado professor da Escola Comercial e Industrial de Braga, mas foi impedido, por “desnomeação”, de tomar posse do lugar, por ação direta de alguns próceres bracarenses do regime e decisão do Conselho de Ministros. Na Universidade de Sorbonne desenvolveu o aprofundamento científico que lhe permitiu apresentar a sua tese e obter o grau de doutoramento em História pela Universidade de Paris. O seu doutoramento só foi reconhecido em Portugal em 1975. Foi Professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1974-1991), Universidade do Minho e Universidade Lusófona, de cuja Biblioteca foi obreiro e diretor, e que hoje leva o seu nome. Doou o seu espólio documental à Biblioteca Pública de Braga. Tomou a iniciativa mecenática do Prémio de História Contemporânea, que hoje leva o seu nome e é promovido pelo Conselho Cultural da Universidade do Minho) e vai já na sua 30ª edição.

Agiu num grupo de democratas que, a partir de Braga, trabalharam incansavelmente para as movimentações da Oposição com vista ao derrube do fascismo. No “Verão Quente” de 1975 foi vítima de ameaças dos terroristas do MDLP, tendo a sua livraria sido objeto, em várias noites, de apedrejamento e tiros. Foi o primeiro deputado à Assembleia da República eleito pelo PCP no círculo eleitoral de Braga, tendo desempenhado essa função entre 1980 e 1981, onde presidiu à Comissão Parlamentar de Cultura e Ambiente e subscreveu vários projetos de lei, entre os quais um de defesa do património arqueológico, outro sobre as associações de defesa do património cultural e outro ainda sobre os direitos dos trabalhadores-estudantes.

Em 1990 recebeu do Presidente Mário Soares a Comenda da Ordem da Liberdade. Faleceu em Braga, em 31 de Dezembro de 2003.

A MAÇONARIA NO MINHO EM 1935

Grande Oriente Lusitano dispunha de lojas e triângulos em Braga, Viana do Castelo, Âncora, Afife, Barcelos e Arcos de Valdevez

A Maçonaria viveu durante o Estado Novo um dos seus momentos mais difíceis. O deputado à Assembleia Nacional apresentou um projecto-de-lei sobre sociedades secretas visando a dissolução da Maçonaria.

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Em 27 de Março de 1935, a Câmara Corporativa, através de um extenso e detalhado relatório, emite o seu parecer favorável, documento que é publicado no Diário das Sessões da Assembleia Nacional em 2 de Abril de 1935. O documento veio subscrito por Domingos Fezas Vital, Afonso de Melo, Gustavo Cordeiro Ramos, José Gabriel Pinto Coelho e Abel de Andrade (relator).

A proposta de Lei é aprovada por unanimidade na Assembleia Nacional em 6 de Abril de 1935 e publicada em Diário do Governo, I Série, em 21 de Maio de 1935.

Em 31 de Janeiro de 1935, o General Norton de Mattos – à altura Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano – endereçou o seu protesto junto de José Alberto dos Reis, presidente da Assembleia Nacional e antigo maçon. Em 4 de Abril desse ano, apresenta a sua demissão de Grão-Mestre e a Maçonaria entra em triangulação ou seja, a sua organização em células com um número mínimo de três obreiros.

À altura da sua ilegalização, o Grande Oriente Lusitano contava no Minho com a seguinte organização:

Em Braga a loja Luz e Liberdade com 47 membros.

Em Viana do Castelo a loja Fraternidade com 75 membros.

Em Âncora a loja Vedeta do Norte com 12 membros.

Em Afife um triângulo com 6 membros.

Em Barcelos um triângulo com 4 membros.

Em Arcos de Valdevez um triângulo com 6 membros.

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CUMPRIR O MANDATO PARA O QUAL O CANDIDATO É ELEITO É UM DEVER CÍVICO

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  • Crónica de Carlos Gomes

O exercício do voto é considerado um direito e um dever cívico. Este princípio é sempre lembrado por todas as entidades políticas, por ocasião de actos eleitorais, a começar pelo próprio Presidente da República.

Ocorreram recentemente eleições para as autarquias locais – câmaras municipais, assembleias municipais e assembleias de freguesia – entidades que, como é recorrente afirmar-se, encontram-se mais próximas dos eleitores pois têm a ver com a resolução concrecta dos seus problemas e cujos protagonistas são geralmente pessoas reconhecidas pelos próprios eleitores.

Após a introdução do voto na urna e conhecidos os resultados, eis que os derrotados ou seja, aqueles que não almejaram os objectivos que pretendiam, em regra a presidência do executivo municipal, renunciam aos cargos para os quais foram eleitos ou, como outrora se dizia, dão “às de Vila Diogo”!...

Outros, porém, decidem não aceitar os mandatos que lhes são atribuídos no executivo municipal, dificultando dessa maneira o funcionamento eficaz da autarquia, como se o voto dos munícipes se destinasse a eleger “fiscais”.

Em ambas as situações, trata-se de um desrespeito e desprezo pelo voto dos eleitores e, consequentemente, do mandato que estes lhes atribuíram. É um comportamento que não se coaduna com o dever cívico que é exigido aos eleitores em geral. E, por aqui nos abstemos de caracterizar tal atitute pouco cívica e democrática… mas, não podemos deixar de lembrar que, com a mesma legitimidade, os eleitores também vão renunciando ao seu dever cívico!

MÁRIO PASSOS TOMA POSSE COMO PRESIDENTE DA CÂMARA DE FAMALICÃO

Novos membros autárquicos empossados em Assembleia de Tomada de Posse, domingo, 10 de outubro, pelas 16h30, na Casa das Artes

Mário Passos toma posse no próximo domingo, dia 10 de outubro, como o sétimo Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão da III República, sucedendo a Paulo Cunha que exerce o cargo desde 2013.

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A Assembleia Municipal de tomada de posse dos membros eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal está marcada para as 16h30, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, sendo esta presidida pelo presidente da Assembleia reeleito, Nuno Melo. Na sessão serão empossados os 11 vereadores que vão compor o executivo municipal: sete eleitos pela Coligação Partido Social Democrata (PSD) / Centro Democrático e Social – Partido Popular (CDS-PP) e quatro eleitos pelo Partido Socialista (PS).

Para a Assembleia Municipal, tomam posse cerca de 35 deputados eleitos: 20 da Coligação PSD/CDS-PP, 13 do PS, um do Chega e um da Coligação Democrática Unitária (CDU). Integram também a mesma, os 34 Presidentes de Junta de Freguesia que, em conjunto com os deputados eleitos, vão eleger nesta primeira sessão da Assembleia do novo ciclo autárquico, o primeiro e o segundo secretário do órgão.

Refira-se que Mário Passos venceu as eleições para a Câmara Municipal com 52,88% dos votos, tendo merecido a confiança direta de 40.143 eleitores famalicenses. O presidente recém-eleito nasceu na freguesia de Nine em 1966 e licenciou-se, no ano de 1991, no curso de Física e Química, pela Universidade do Minho (UM). Nesse mesmo ano, ingressou no grupo disciplinar do Departamento de Química da Escola de Ciências da UM, iniciando, assim, a sua carreira académica como assistente estagiário.

Em 1994, realizou as suas Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica e iniciou as suas Provas de Doutoramento, na referida universidade, em cooperação com o Instituto John Innes Centre Research Park, Norwich, em Inglaterra, tendo concluído o seu Doutoramento em Ciências no ano de 1998, tornando-se Professor Auxiliar.

Foi Presidente da Comissão de Estágio da Licenciatura de Física e Química e secretário da Comissão Coordenadora de Estágios da mesma universidade. Integrou, também, o Grupo de Missão para a Qualidade do Ensino/Aprendizagem e participou na organização de palestras, seminários e congressos.

Em 2004, Mário Passos é convidado pelo XV Governo Constitucional da República Portuguesa, para Delegado Regional de Braga do Instituto Português da Juventude. Neste período, implementou e desenvolveu diversos programas, direcionados aos jovens e ao tecido associativo do distrito de Braga, em temáticas como a empregabilidade, a inovação, o empreendedorismo, o associativismo, o voluntariado, entre outras.

Em 2009, é eleito Vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, onde se encontra até à presente data, tendo exercido funções em cerca de dez pelouros da governação autárquica.

"PS DE VIEIRA DO MINHO CRESCEU EM TODAS AS FRENTES" - LEMBRA FILIPE DE OLIVEIRA

Mais votos e mais autarcas eleitos

Mais votos, mais um vereador, mais um deputado municipal e mais uma Junta de Freguesia. “O PS de Vieira do Minho cresceu em todas as frentes e começou a derrubar o muro que tem impedido o desenvolvimento do concelho”, afirma Filipe de Oliveira, primeiro vereador socialista eleito, numa análise aos resultados das eleições autárquicas de domingo.

Filipe de Oliveira _ vereador PS na  Câmara Munic

Quando apresentou a sua candidatura à presidência da Câmara de Vieira, em janeiro deste ano, Filipe de Oliveira sabia que “era extremamente difícil” vencer António Cardoso, autarca que em 2017 tinha arrecadado para a coligação PSD-CDS 62,85 % dos votos e cinco vereadores. Mesmo assim, o candidato socialista partiu à conquista do eleitorado com um programa “para vencer e fazer renascer Vieira do Minho”.

Em resultado dessa ambição, o PS vieirense conseguiu recuperar terreno em todas as frentes. A começar pela Câmara Municipal, onde conquistou três vereadores, diminuindo o fosso em relação ao PSD, que perdeu mais de 650 votos e conquistou apenas quatro vereadores.

“Subimos o número de votos e o número de autarcas eleitos na Câmara, onde temos mais um vereador, na Assembleia Municipal, com mais um deputado municipal, e nas Juntas de Freguesia, pois mantemos Salamonde e conquistamos a Junta de Parada de Bouro”, destaca Filipe de Oliveira.

“Mesmo com armas desiguais, conseguimos encurtar a grande distância que nos separava do PSD e começamos agora a trilhar o caminho que nos vai conduzir à liderança do município de Vieira do Minho”, considera o novo vereador socialista.

Para a Câmara Municipal, a diferença entre o PS e o PSD baixou em 900 votos, ou seja, cerca de um terço. “O PSD de Vieira tem agora um presidente da Câmara politicamente enfraquecido, com o fim de ciclo à vista”, adianta Filipe de Oliveira, garantindo que, nos próximos quatro anos, o PS irá liderar na Câmara Municipal “uma oposição atenta, vigilante e rigorosa, sempre ao lado dos vieirenses”.

Para a Câmara Municipal, além de Filipe de Oliveira, o PS elegeu os vereadores Elisabete Gonçalves e Rui Mangas.

Para a Assembleia Municipal, os socialistas elegeram os deputados Hernâni Gouveia, Vânia Cruz, Dinis Frias, Maria do Sameiro Carvalho, Domingos Cerqueira, Jorge Azevedo e Eduarda Lopes.

O PS conquistou as juntas de freguesia de Parada de Bouro e Salamonde, que serão presididas, respetivamente, pela advogada Liliane Pereira – a primeira mulher a ser eleita presidente de uma Junta no concelho vieirense – e o técnico de eletricidade João Vieira.

Liliane Pereira _ Presidente da Junta de Parada de

GOVERNO MARCOU ELEIÇÕES PARA AS JUNTAS DE FREGUESIA NO DISTRITO DE BRAGA EM 1919

O Ministério do Interior - Direcção Geral de Administração Política e Civil, através do Decreto nº. 6298, publicado em Diário do Govêrno n.º 262/1919, Série I de 1919-12-24, designou o dia 8 de Fevereiro de 1920 para realizarão das eleições de várias Juntas de Freguesia do distrito de Braga que não se realizaram no dia fixado ou foram anuladas.

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FILIPE DE OLIVEIRA REJEITA "CAÇA ÀS BRUXAS" NA CÂMARA DE VIEIRA DO MINHO

Candidato do PS escreve aos trabalhadores municipais

Link do Facebook com a carta aberta aos trabalhadores municipais: https://bit.ly/3kEidUA

O candidato do Partido Socialista (PS) à presidência da Câmara Municipal de Vieira do Minho, Filipe de Oliveira, tornou pública esta sexta-feira uma carta aberta aos cerca de 280 trabalhadores municipais, garantindo-lhes que, se vencer as eleições deste domingo, serão “valorizados” e que “não haverá caça às bruxas” na autarquia.

Filipe de Oliveira confiante na vitória em Vieira

“Os vínculos precários ao município e a progressão na carreira profissional são problemas” que o candidato do PS à presidência promete “solucionar”, pois reconhecer que “estabilidade e justiça são fundamentais para motivar os trabalhadores”.

“Comigo na Presidência da Câmara de Vieira, vamos iniciar um tempo novo, mas não haverá caça às bruxas e saberemos reconhecer a qualidade, o desempenho e a dedicação ao serviço”, afirma Filipe de Oliveira, num texto publicado nas redes sociais.

“Todos os funcionários serão respeitados e valorizados. Vamos apostar numa gestão transparente e dialogante e vamos investir na formação e na dignificação dos profissionais vinculados ao Município”, acrescentou Filipe de Oliveira, num registo revelador de confiança na vitória eleitoral.

O candidato socialista afirma que precisa “do empenho e da dedicação de todos os funcionários da Câmara Municipal para transformar Vieira do Minho num concelho próspero, competitivo, solidário e melhor para todos”.

“Muitos dos funcionários municipais já me conhecem. Sabem que sou uma pessoa cumpridora e respeitadora. Por isso, podem contar comigo com uma liderança servidora em que todos remam para o mesmo lado, elevando ao máximo o Município de Vieira do Minho em cada dia de trabalho”, garantiu Filipe de Oliveira.

E o candidato a edil acrescentou: “Só com uma atitude de serviço público e de atenção permanente aos munícipes poderemos fazer da Câmara Municipal de Vieira do Minho a melhor organização para trabalhar com orgulho, motivação e felicidade.”

Filipe de Oliveira _ candidato PS Município Vieir

BRAGA: ERRO RETIRA ABELHA DO BOLETIM EM MAXIMINOS, SÉ E CIVIDADE

Um erro de comunicação retirou a abelha — símbolo da candidatura independente Servir Maximinos, Sé e Cividade, liderada por João Seco Magalhães — alertou hoje a candidatura ao conhecer o boletim de voto para a maior Assembleia da União de Freguesias da área urbana de Braga.

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Aprovado em 13 de Agosto, no Tribunal Judicial de Braga, o Símbolo da abelha foi ignorado na comunicação feita à Câmara Municipal no dia 17 de Agosto — revela João Seco Magalhães, líder da lista que apresentou o símbolo em formatos pdf, pgn e jpeg.

A inclusão da abelha, como símbolo da candidatura no boletim de voto foi “ignorada por motivos desconhecidos, aperar de ter sido aprovado, como há quatro anos”.

A lista Servir Maximinos, Sé e Cividade aparece em sexto lugar no boletim de voto e, em vez a abelha, surge uma sigla SMSC. João Seco Magalhães não exclui a hipótese de impugnar o acto eleitoral.

A CANDIDATURA "SERVIR MAXIMINOS, SÉ E CIVIDADE" E A CENSURA AO ACTUAL PRESIDENTE DA UNIÃO DE FREGUESIAS

A candidatura Servir Maximinos, Sé e Cividade, face ao desconhecimento de muitos eleitores, explica a ruptura com a actual gestão da União de Freguesias recordando a moção de censura apresentada em finais de Janeiro de 2020.

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Assim, a 30 de Janeiro do ano passado, João Seco Magalhães, António Fernandes e Sebastião Magalhães sentiram o “imperativo ético de censurar o senhor Presidente da Junta e o sr. Presidente da Câmara Municipal de Braga” por “desperdiçarem, apenas por desleixo e negligência, uma oportunidade para melhorar a vida dos nossos concidadãos”.

Os subscritores da Moção referem-se ao “alargamento e beneficiação da estrada que liga a Rotunda da Igreja de Maximinos e vai até Real, um desígnio que, desde 2005, tem vindo a ser levado a cabo por todos os maximinenses e que traria impacto positivos para todos os bracarenses em geral”.

No seu entender, é uma “obra determinante, não só para os excluídos da nossa União de Freguesias — os que têm piores acessos à cidade, os que vivem mais longe, os que vêem as suas vidas mais prejudicadas pela fakta de uma estrada condigna — mas também para toda a cidade, na medida em que é uma obra essencial para a regulação e reorientação do tráfego que estrangula a nossa rua do Caires, potenciando a qualidade de vida de todos os moradores e dos milhares de bracarenses que, todos os dias, não têm outra opção a não ser a de enfrentar o malfadado trânsito nas horas de ponta”.

A moção de censura recorda que muitos proprietários já tinham cedido os terrenos, “a título absolutamente gratuito” para a execução desta estrada, desde 2010. Faltava uma parcela onde foi autorizada uma construção que coloca em causa, de “forma irremediável” o projecto há muito existente.

Passados dez anos desde que a obra está projectada, estando concluídas a primeira e segunda fases, só se entende que não esteja concluída por “incúria dos Presidentes da Junta e da Câmara Municipal”.

João Seco Magalhães observa que o que aconteceu foi “lamentável e vem defraudar todo o esforço de centenas de cidadãos”  e “deparamo-nos hoje com o facto consumado de uma nova construção, prestes a ser finalizada na única parcela de terreno que requeria atenção por parte da Câmara Municipal e do Presidente da Junta”.

Tudo aconteceu, acrescenta a moção, porque o “Presidente da Junta andou distraído, a brincar com os interesses da União de Freguesias e dos seus cidadãos, não se fez ouvir no tempo oportuno e não exigiu à Câmara que honrasse os compromissos assumidos”.

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