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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIZELA TEM VENCEDORES DO CONCURSO CURTAS POÉTICAS 2020

A Câmara Municipal de Vizela, através da Biblioteca Municipal de Vizela, promoveu este ano, mais uma edição do Concurso Curtas Poéticas, subordinado ao tema SONHO.

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Apresentaram-se ao Concurso Curtas Poéticas projetos individuais, num total de 326 participações, inclusive a de uma escola de Dili, em Timor Leste, demonstrando a relevante projeção deste Concurso.

De destacar que este concurso integra três categorias: infantil – até aos doze anos; juvenil – dos 12 aos 18 anos; e adulto – mais de 18 anos, sendo que os poemas mais votados serão agora selecionados para fazerem parte de um livro, que a Câmara Municipal de Vizela publicará em data a informar.

Assim, os vencedores por categorias são:

Na categoria infantil:

            1º Classificado- Ana Clara, 4ºH EB Enxertos

2º Classificado- Jorge Oliveira, 4ºG EB Enxertos

3º Classificado- Beatriz Oliveira – 4ºG EB Enxertos

Na categoria juvenil:

1.º Classificado -Ana Sofia Lemos – 10º A- EB 2,3 S Infias

2º Classificado - Maria Inês Alves - 10º D - Escola Secundária de Vizela

3º Classificado - Maria Eduarda Cunha

Na categoria adulto:

1º Classificado - Sílvia Oliveira

2º Classificado - Joaquim Ribeiro

3º Classificado - Joaquim Ribeiro

A Câmara Municipal de Vizela agradece a participação de todos, bem como o empenho na arte da escrita, sendo que, atendendo às limitações que vivemos e que este ano não se realizará a Feira do Livro, os vencedores serão brevemente contactados para fazer o levantamento dos respetivos prémios.

"RAIAS POÉTICAS" REGRESSAM A FAMALICÃO

Raias Poéticas decorrem online de 19 de julho a 7 de agosto

As Raias Poéticas, que todos os anos colocam a cidade de Vila Nova de Famalicão na rota internacional da arte e do pensamento, regressam de 19 de julho a 7 de agosto para uma nona edição totalmente online.

Serão vinte dias, com vinte painéis que contarão com a participação de académicos, ensaístas, escritores e investigadores oriundos de diversas geografias ibero-afro-americanas.

Os debates serão transmitidos através da plataforma StreamYard e da página de Facebook da Associação Raias Poéticas, em www.facebook.com/raiaspoeticas/.

A iniciativa é organizada pela Associação Raias Poéticas, com o apoio da autarquia famalicense, e conta com curadoria do famalicense Luís Serguilha e do poeta, crítico e performer brasileiro, Marcelo Ariel.

O MENSAGEIRO DA VIDA – UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

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O mensageiro da vida

 

Que a paz seja o pão-nosso de cada dia,

E que as flores renasçam, de novo, com a madrugada

Das flores silvestres.

O sol sempre será, enquanto for dia,

O nosso astro-rei, mensageiro da paz,

Autor principal da vida.

Paz, sol, água e pão, será sempre a minha oração.

Márcia Passos

OUTONO NA PALAVRA - UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

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“Outono na Palavra”

 

No caminho cheio de folhas,

Nos ouriços cacheiros, vi

A árvore...

 

Contemplei-a devagar,

Era outono, no cimo do ramo,

A revelar, estava o ninho do sonho.

 

As estações mudaram,

Chegara o outono, e o castanho,

Era agora a cor vinda.

 

Com os sete ventos a soprar,

E o frio a vir, era hora de sonhar!

Porque não podemos ficar

Na caduquez da vida.

 

Márcia Passos

Pintura: Lara Passos

POETA ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA DEIXOU-NOS HÁ 10 ANOS!

Passam no próximo dia 8 de Junho precisamente 10 anos sobre a data do falecimento de um dos insignes poetas portugueses do século XX – António Manuel Couto Viana. O poeta nasceu a 24 de Janeiro de 1923 em Viana do Castelo.

Com uma vastíssima obra em vários domínios da arte e da literalira, António Manuel Couto Viana foi também encenador, tradutor, dramatirgo e ensaísta. Foi ainda empresário e director do Teatro do Gerifalto e esteve sempre ligado a companhias de teatro para a infância. Estreou-se por intermédio de David Mourão-Ferreira como actor e figurinista em 1946 no Teatro Estúdio do Salitre, em Lisboa. Pertenceu à Direcção do Teatro da Mocidade, Teatro de Ensaio (Teatro Monumental), foi diretor e empresário da Companhia Nacional de Teatro (Teatro da Trindade) e orientador artístico da Oficina de Teatro da Universidade de Coimbra. Igualmente encenou e dirigiu as companhias de ópera, como mestre de cena, do Teatro Nacional de São Carlos, do Círculo Portuense de Ópera e da Companhia Portuguesa de Ópera. Ainda muito jovem, recebera como herança do avô o teatro Aá de Miranda, em Viana do Castelo.

A sua carreira literária teve início em 1948 com a publicação do seu primeiro livro de poemas “O Avestruz Lírico”. Desde então, nunca mais parou de publicar, encontrando-se a sua vasta obra traduzida em francês, inglês, castelhano, mandarim, alemão e russo.

Dirigiu várias publicações literárias e de cultura como a revista infanto-juvenil “Camarada”, os cadernos de poesia “Graal”, “Távola Redonda” e “Tempo Presente”.

Lecciou em Lisboa no Liceu Rainha D. Leonor e, em Macau, no Instituto Cultural de Macau.

António Manuel Couto Viana à conversa com o Engº Manuel de Sá Coutinho (Aurora) e Carlos Gomes (Administrador do BLOGUE DO MINHO).

 

Da sua obra literária salientamos:

  • O Avestruz Lírico(1948)
  • No Sossego da Hora(1949)
  • O Caminho É por Aqui(1949)
  • Era uma Vez... Um Dragão(1950)
  • O Coração e a Espada(1951)
  • Em Louvor do Teatro Infantil(1951)
  • Auto das Três Costureiras(1952)
  • A Face Nua(1954)
  • O Fidalgo Aprendiz(1955)
  • A Tentação do Reino(1956)
  • O Acto e o Destino(1957)
  • Um Espinho da Flor(1959)
  • Mancha Solar(1959)
  • O Milagre de Ourique(1959)
  • A Rosa Sibilina(1960)
  • Do Cimo desse Telhado(1962)
  • Relatório Secreto(1963)
  • Poesia (1948/1963)(1965)
  • O Teatro ao Serviço da Criança(1967)
  • Desesperadamente Vigilante(1968)
  • Antígona, Ajax e Rei Édipo(1970)
  • O Avarento(1971)
  • O Senhor de Pourceaugnac(1971)
  • Pátria Exausta(1971)
  • Em Redor da Mesa(1972)
  • 10 Poesias de Agustin de Foxá(1973)
  • Raiz da Lágrima(1973)
  • O Almada Que Eu Conheci(1974)
  • 2 "Modernistas" do Alto Minho(1976)
  • 709 Poesias de Reclamo à Casa Brasileira(1977)
  • Coração Arquivista(1977)
  • Nado Nada(1977)
  • Voo Doméstico(1978)
  • João de Deus e um Século de Literatura Infantil em Portugal(1978)
  • As Pedras do Céu(1979)
  • Júlio de Lemos, num Retrato Breve e Leve(1979)
  • Retábulo para Um Íntimo Natal(1980)
  • As (E)vocações Literárias(1980)
  • Morte e Glória de Narciso no Poeta Alfredo Pimenta(1982)
  • Frei Luís de Sousa à Luz de Novas Luzes(1982)
  • Ponto de Não Regresso(1982)
  • Para um Encontro com o Poeta Alfredo Pimenta(1983)
  • Versos de Cacaracá(1984)
  • Uma Vez uma Voz: Poesia Completa - 1948-1983(1985)
  • as antologias “Tesouros da Poesia Popular Portuguesa”(1984)
  • Postais de Viana(1986)
  • O Senhor de Si(1991)
  • Café de Subúrbio(1991)
  • Colegial de Letras e Lembranças(1994)
  • A Gastronomia no Teatro e na Poesia Portuguesa(1994)
  • Bom Garfo e Bom Copo(1997)
  • Por Outras Palavras(1997)
  • Comeres em Lisboa: Roteiro Gastronómico(1998)
  • Prefiro Pátria às Rosas(1998)
  • Dez Peças de Teatro Infantil
  • Teatro Português d'Outrora Agora
  • Restos de Quase Nada(2007)
  • Disse e Repito(2008)
  • Bichos diversos em verso(2008)
  • Que é que eu tenho Maria Arnalda?(2009)
  • Cancioneiro do Rio Lima(2001).
  • 60 anos de poesia(2 vols.) (2004)

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A poesia está comigo

 

                                 Queres cantar fados, ler sinas

                                 Por ruas tortas, escusas?

                                 Ou tens pretensões mais finas?

                                 - Não me esperem nas esquinas:

                                 Não marco encontros a musas.

                                

                                 Cantem outros a desgraça

                                 Em quadras fáceis, banais,

                                 Cheias de mofo e de traça:

                                 Soluços de fim de raça,

                                 Com vinho, amor, ódios, ais.

                                

                                 E dos parques silenciosos

                                 De estátuas, buxo e luar,

                                 Cresçam sonetos cheirosos,

                                 Requintados, vaporosos

                                 Qual uma renda de altar.

                                

                                 Para mim basta o que tenho:

                                 Umas rimas sem valia,

                                 Mas próprias, do meu amanho;

                                 Minha colheita, meu ganho

                                 - Poesia! Poesia!

António Manuel Couto Viana

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No ano do seu falecimento, a Câmara Municipal de Viana do Castelo instituiu em sua homenagem o “Prémio Escolar António Manuel Couto Viana. O Concurso, dinamizado pela Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, tem por finalidade dar a conhecer a obra literária do autor e de premiar produções literárias e artísticas da população estudantil Infanto‐Juvenil da comunidade escolar vianense, sob as modalidades de Conto, de Ensaio, de Ilustração e de Poesia, e conta com o apoio dos Professores Bibliotecários dos estabelecimentos de ensino público e privado, que com a Biblioteca Municipal, são os dinamizadores junto das várias escolas do concelho.

Com este concurso, e fazendo eco das palavras do Presidente da Câmara, na 1.ª edição, pretende-se incentivar os “escritores e ilustradores mais novos de Viana” a mostrarem as suas qualidades literárias e artísticas, estimulando o gosto pela leitura, escrita e arte, com trabalhos criativos e inéditos, na modalidade de Poesia e Conto, e a partir da obra literária de António Manuel Couto Viana, no caso das modalidades de Ensaio e Ilustração.

ESCRITO NO SANGUE

ESCRITO NO SANGUE

 

Para os meus sobrinhos Mió e Eugénio

 

Foste, às praias d`outrora, ver partir uma nave?
Vai vê-la regressar, fremente, aos aeroportos.
Tem, agora, o perfil triunfal de uma ave,
Mas nas entranhas traz cinco séculos mortos!

 

Deixou, no além-mar, um farrapo de pragas,
A memória do ódio, o turbilhão das fugas.
Traz, oculto, a sangrar por vinte e cinco chagas,
Um pavilhão de medo e envergonhadas rugas.

 

Esperava-a o pó, os fétidos detritos,
O crime da indiferença e a fome das crianças.
Antes tudo acabar numa explosão de gritos
Do que este tropeçar no gume das vinganças!

 

Foste, às praias d`outrora, ver partir um navio?
Vai vê-lo regressar, sem glória, aos aeroportos.
Antes fosse vazio e viesse vazio.
Mas nas entranhas traz cinco séculos mortos!

 

António Manuel Couto Viana
(21.11.1976)
In “Sou quem fui – Antologia Poética”, p. 127. Edições Ática,2000.

(Publicado por Nonas)

Via: https://www.facebook.com/raquel.s.guedes.3

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ONDE MORA A SAUDADE - UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

Onde mora a saudade

Na velha casa, mora a saudade;
As persianas como olhos cerrados, relembram o acordar de uma família;
O jardim com um velho baloiço feito de um pneu, ainda embala a velha criança
Que já não volta… mas que o tempo eternizou;
A lareira antes para aquecer uma família, hoje fala do vazio que se escuta,
Os quadros, antes para se contemplar, hoje choram rios de tinta;
Os móveis empalideceram, misturados com a brancura do silêncio,
Esqueceu-se o abre e fecha apressado dos armários;
O relógio que antes marcava as horas, hoje apenas marca as horas da eternidade;
Apenas se contempla, numa parede esquecida, uma cruz e ali, ao lado, uma santa;
As molduras que antes serviam para lembrar pessoas e bons momentos,
Hoje parecem que gritam ou que imploram que os tirem dali;
As tralhas e as desarrumações que antes marcavam e testemunhavam a Vida,
Hoje são apenas e só tralhas que se foram acumulando.
Um velho urso e uma boneca de trapos, que antes fora a alegria de uma menina de tranças,
Hoje choram e desesperam pelo toque de outras mãos;
O velho soalho, antes limpo e brilhante, acumulou pó;
As rosas, colocadas numa jarra de louça de Viana, murcharam,
Desmotivadas pela ausência; a cama antes objeto de uso, hoje apenas marcam
Com os seus lençóis brancos, a ausência de movimentos de corpos,
Por onde se comungava em fraternidade a palavra amor;
Antes a casa era assim, alegre e cheia de vida,
Por entre os livros deixados nas estantes, procuram-se palavras,
Mas a tinta das caligrafias secou.
Hoje a casa apenas nos fala de saudade… por todos os cantos é possível sentir
A ausência… e o velho mapa, antes usado para conhecer os países, as culturas,
Hoje apenas nos indica o rumo…do nada.
E cansada de tanta ausência… a casa apenas espera que um dia,
As crianças voltem…porque assim como as andorinhas,
Também a vida renasce…a cada primavera cantada.

Márcia Passos

Foto: Raquel Pereira

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GENTES DE ESPOSENDE: MÓNICA DIAS CARDOSO É A POETISA DA NOSSA TERRA!

Mónica Maria Dias Cardoso, nasceu a 10 de Abril de 1974 em Fão pelas mãos do Dr. Juvenal, é a filha mais velha de quatro irmãos do nosso conhecido, Sérgio do Fôjo.

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Cresceu e viveu em Esposende e Fão. Em Esposende concluiu o ensino secundário, praticou desporto, nomeadamente Andebol e Karaté.

A sua infância e adolescência foram passadas no Bar Fôjo em Fão, explorado pela família.

Nos anos 90, o Fôjo era um epicentro de cultura onde nas suas longas noites se recitava poesia, cantavam-se fados, trocavam-se impressões, opiniões filosóficas e todos ficavam a ganhar mais conhecimento.

A poetisa, Monica Cardoso, herdou de seu pai esta veia artística, inspirou-se no Fôjo e no povo para as suas poesias.

Mónica Cardoso foi sempre uma mulher de armas, acompanhando também o pai e irmãos nas noites frias e solitárias no Cávado na pesca da enguia branca que garantia o sustento para os meses menos bons.

É uma mulher de fortes convicções, daquelas  que não vira a cara ao debate. Possui a hombridade em admitir quando não tem razão.E, de vez em quando, dá-nos o prazer de saborear a sua poesia que tanto nos identifica.

Muito obrigado e continua. São muitos os livros que se publicam… mas era um de tua autoria que eu tanto desejaria ler!

Luís Eiras

DESTINO FINAL – UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

“Destino Final”

 

A solidão veio

Como chuva batendo no vidro,

De uma alma só.

 

Confinada a um lugar,

Onde a imaginação floresce,

Para esquecermo-nos de que somos humanos.

 

Criamos deuses na mente, e pensamos neles,

Como histórias de embalar para esquecer o medo do escuro.

 

Sentimos vontade de proteção e por isso,

Visitamos as igrejas, e quando isso acontece,

É porque a nossa vulnerabilidade está à flor da pele,

E sentimos medo de sermos apenas nós e o nosso destino fatal.

 

Não há pior solidão do que essa... a do Homem encontrar-se, sem proteção,

Com o seu Destino Final!

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ROSA DESFOLHADA – UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

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“Rosa desfolhada”

 

Dá-me asas

Para que eu possa voar,

Até à raiz dos sonhos,

Onde se plantam as rosas que ainda nascerão

Antes do nascer do sol.

 

Dá-me a esperança

De um sol duradouro,

Onde se podem plantar

Sonhos de outrora, a toda a hora!

 

Depois, eu prometo-te,

Percorreremos todos os recantos à casa,

Até encontrarmos um lugar seguro e alto,

Onde depositaremos a nossa fé...

 

Centelha divina entre o nascer e a nossa partida,

Sítio seguro, onde há espaço, para nos sentirmos seguros

Mesmo nas nossas maiores vulnerabilidades.

 

Afinal...O amor é uma rosa desfolhada aos nossos pés.

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VEREADORA BARQUENSE SÍLVIA TORRES SEM PAPAS NA LÍNGUA: SER DO NORTE É DO CARALHO!...

Em clara alusão à polémica reportagem da TVI que classificou as nossas gentes como “menos educadas”, causando indignação geral, a vereadora da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Drª Sílvia Torres, publicou um poema na sua página do facebook que o BLOGUE DO MINHO transcreve sem interferência do lápis azul!

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//Hoje deu me uma inspiração súbita! Desculpem qualquer coisinha!! Mas sou do Norte! 

Ser do Norte…
Ser do norte é do caralho!
É falar alto e bom som e não ser nenhum paspalho!
É ter um país inteiro aos seus pés e respeitá-lo de lés a lés!
Ser do Norte é ter educação, gostar e preservar uma boa tradição!
É ter o coração na boca, a saudade na alma e pouca ou nenhuma calma!
É ter vaidade ou chieira, é gostar de romarias e de ir a uma boa feira!
Ser do Norte é ser fodido! É falar pelos cotovelos e ser bem compreendido!
É ter um bom coração, ser fiel ao seu país, e dizer um palavrão!
É ser alegre e bondoso e respeitar todo o idoso!
É gostar de folclore, saber bem bater o pé e gostar de ver balé!
Ah… ser do norte que orgulho, que imensa satisfação! Porque somos tão honestos, muito pouco "chico espertos" e temos bom coração!
Ah ser do Norte que riqueza, que privilégio sem fim...
É ter imensa beleza e saber dançar assim!!

☝Quem te dera ser do Minho, quem te dera ser do Norte, mas na vida não se tem tudo e tu tiveste pouca SORTE!!!
✍Sílvia Torres

AMOR QUE VENCE - UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

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“Amor que Vence”

Toquem os sinos bem altos,

Gritem a palavra da vitória,

O Salvador ressuscitou.

 

A provação, o sofrimento,

Não o dominaram.

Hossana nas alturas, o Amor venceu.

 

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

Preguem a sua palavra e Amem-se...

Porque o Amor Venceu!

ALARME POÉTICO - UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

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“Alarme Poético”

 

Que a poesia salve

Esta tão louca partida em massa,

Gritante despedida!

 

Dão os corpos às balas,

Os enfermeiros e os técnicos de saúde,

Dão os corpos às balas por mim e por todos!

 

Lavar as mãos é fundamental,

E proteger também, fiquem em casa,

Por ti, por mim e por todos os alguéns!

 

Zelar pelo bem-estar, não dar beijinhos nem abraços,

É uma das medidas para matar este vírus,

Que teima em se alastrar.

 

Márcia Passos, 27 de Março de 2020.

Leva a POESIA a PEITO! FICA EM CASA!!

QUEM ÉS TU MULHER? - UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

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Quem és tu mulher?

 

Quem és tu mulher,

Que em todos os caminhos, palmilhas felicidade,

E levas a erva para a cama dos animais,

E dormes sonhos jamais iguais.

 

Quem és tu mulher,

Que te levantas cedo para o ceifar,

E que carregas contigo o foice e o ancinho,

Para de novo, fazer a Terra brotar?

 

Quem és tu, mulher

Que embalas os filhos em seios maternais,

E os carregas aos braços em cada despertar?

 

Quem és tu mulher

Que ascendes ao céu da criação,

E fazes o Milagre do Sol mais uma vez,

Para que todos os que não te veem, acreditem

 

E para que, acreditando,

Brotem a nova esperança...

 

Porque em cada época,

Tu serás bem-dita!

Porque dentro do teu ventre,

Carregas o mistério e a contemplação da fecundação!

 

Márcia Passos, 8 de Março de 2020.

MONÇÃO PROMOVE SUSSURRADORES DO ALTO MINHO

No âmbito do projeto “Alto Minho a Ler: Uma Estratégia para o Sucesso Escolar”, a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, em colaboração com a Biblioteca Municipal de Monção, promoveu, na terça e quarta-feira, a iniciativa “Sussurradores do Alto Minho”, dinamizada por Miguel Horta.

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Destinando-se a alunos do ensino profissional, a ação constou de dois momentos diferentes: no primeiro dia, decorreu uma oficina de poesia, denominada “Máquina do Tempo”, onde os participantes interiorizaram a leitura e escrita poética como a componente mais emocional e sensível da narrativa.

No segundo dia, parte da manhã, teve lugar a construção dos sussurradores, tubos de grande dimensão. À tarde, os participantes vieram para a rua, deambulando pelos espaços públicos e visitando os estabelecimentos comerciais. Em cada paragem, declamavam poemas, de autores conhecidos e textos próprios, ao ouvido das pessoas.

Integrado no PIICIE - Alto Minho School4All (planos integrados e inovadores de combate ao insucesso escolar), cofinanciados pelo Norte 2020/FSE, o projeto “Alto Minho a Ler: Uma Estratégia para o Sucesso Escolar”, conta com a colaboração da RIBAM – Rede Intermunicipal de Bibliotecas Públicas Municipais do Alto Minho.

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"EMBALO DOS LIVROS ANTIGOS" - UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

“Embalo dos livros antigos”

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Tenho marcas dos dedos e do tempo,

Tenho sabedoria em mim,

Quando falo, escuto e guardo segredos

De ti.

 

São marcadores ou páginas rasgadas,

O que vais fazer-me?

Sou livro antigo, capitulo virado,

E o leitor perto de mim!

 

Como candelabro aceso,

Iluminando a noite

E as calçadas nuas, das pedras frias,

Os teus olhos brilham...

 

Acendi o clamor antigo,

De um desejo só teu,

As minhas marcas, as minhas letras, a minha voz enrugada

Ascende-te!

 

Vêm buscar-me... estou à tua espera

Na prateleira esquecida, à frente do passado,

Sou centenário e não possuo a fragância

Das coisas belas das novidades!

 

Vem buscar-me !

É mais seguro se eu envelhecer nos teus braços,

E deixo assim, o metal frio, da prateleira.

Assim, aos teus olhos, sou um rio.

 

Nas tuas mãos, embalado, de novo...sorrio!

Márcia Passos, 3 de Março de 2020

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