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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CERVEIRA COMEMORA O 25 DE ABRIL

‘25 de Abril’ assinalado simbolicamente com recital de poesia

Pela importância histórica da efeméride em prol da liberdade e da democracia, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira não vai deixar passar em branco o 47º aniversário da ‘Revolução do Cravos’.

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Simbólica e comedida. Dando cumprimento às diretrizes emanadas pela Direção-Geral de Saúde de contenção da pandemia Covid-19, a comemoração inicia às 9h30, nos Paços do Concelho, com o tradicional Hastear das Bandeiras ao som do Hino Nacional, Hino de Cerveira e Grândola Vila Morena interpretados pela Academia de Música Fernandes Fão.

Criando um momento intergeracional, algumas crianças e jovens do Agrupamento de Escuteiros de Campos vão protagonizar um breve, mas memorável Recital de Poesia alusiva ao 25 de Abril.

AMARES EVOCA FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA

Francisco de Sá de Miranda foi um dos vultos estelares da literatura portuguesa. Profundamente admirado pelas principais vozes poéticas do seu tempo, devemos a Sá de Miranda não somente a introdução do dolce stil nuovo em Portugal, mas também uma obra valiosíssima para se perceber a constelação cultural do Renascimento.

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O Centro de Estudos Mirandinos (CEM) está a organizar o Colóquio Internacional Repensar Sá de Miranda e o Renascimento, que terá lugar online nos dias 29 e 30 de abril de 2021. Visa-se com este colóquio revisitar criticamente a obra do grande escritor, nas suas várias modalidades expressivas e na riqueza dos caminhos temáticos que nela se percorrem, bem como analisar, em sede tanto filosófica como estética, o Renascimento enquanto expressão de uma nova forma de conceber e ver o mundo. Está prevista a publicação de um volume com as comunicações do evento e uma arbitragem científica por pares para esse efeito.

O colóquio está certificado na dimensão científica pedagógica (específica) para os grupos de docentes 200, 210, 220, 300, 400, 410, pelo Centro de Formação do Alto Cávado.

Pode consultar o PROGRAMA em: https://drive.google.com/.../1CZgKj7OWDWXTY5eGX5N.../view...

Comissão Organizadora:

Sérgio Guimarães de Sousa (Universidade do Minho)

João Paulo Braga (Universidade Católica)

Luciana Braga (Centro de Estudos Mirandinos)

Anabela Costa (Biblioteca Francisco de Sá de Miranda)

Vai ser lançada Obra Completa de Francisco de Sá de Miranda

Foi recentemente publicada a Obra Completa de Francisco de Sá de Miranda, numa parceria entre a editora Assírio & Alvim e a Câmara Municipal de Amares, através do Centro de Estudos Mirandinos. O volume de 680 páginas foi organizado por Sérgio Guimarães de Sousa (Diretor do Centro de Estudos Mirandinos), João Paulo Braga (Universidade Católica) e Luciana Braga (Centro de Estudos Mirandinos). Os organizadores, além de procederem ao estabelecimento de texto, recorrendo às primeiras edições da obra mirandina (sobretudo a de 1595 e a de 1614), apetrecharam o livro com centenas de notas explicativas, de modo a facilitar a compreensão do texto do poeta do Neiva. A obra vai ser apresentada no dia 5 de maio, às 11h0, na Casa da Tapada (Fiscal – Amares).

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Poema de Sá de Miranda em Azulejos na Casa do Barreiro, Gemieira, Ponte de Lima.

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TERRAS DE BOURO PROMOVE A POESIA

Apresentação e oferta aos alunos do livro de poemas “Palavras em verso” e do livro de atividades da Educação Literária do Plano Nacional de Leitura

No âmbito do projeto “Ter + Sucesso na leitura e na escrita”, projeto da responsabilidade da autarquia, a professora bibliotecária do  agrupamento de escolas elaborou um livro de apoio à exploração de algumas obras da Educação Literária e do Plano Nacional de Leitura – A vida mágica da sementinha, A fada Oriana, A viúva e o papagaio, Os heróis do 6ºF, Ulisses, Pedro Alecrim e Rosa, minha irmã Rosa.

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A senhora Vereadora da Educação, Dr.ª Ana Genoveva Araújo, esteve presente no dia 9 de Abril na Escola Básica de Rio Caldo e no dia 14 de Abril  na Escola Básica e Secundária de Terras de Bouro, para realizar a oferta do livro “Palavras em verso” a todos os alunos que aceitaram o desafio de escreverem um poema e a oferta do livro de atividades da Educação Literária e do Plano Nacional de Leitura a todos os alunos do 2º ciclo.

O prefácio do livro foi escrito pela Sra. Vereadora que aproveitou o ensejo para agradecer a todos os alunos a participação, assim como lhes pediu que façam do livro o seu melhor amigo, incentivando os alunos a lerem.

O livro de poemas “Palavras em verso” apresenta a compilação de poemas elaborados pelos alunos do segundo e terceiros ciclos e secundário do nosso agrupamento, em resposta ao desafio lançado na Semana da Leitura 2020 (ano letivo 2019/2020). Desafio esse que incitou os alunos a escreverem um poema original. A elaboração dos poemas pelos alunos contribuiu, sem qualquer dúvida, para o treino das competências de escrita e para a aplicação de conhecimentos adquiridos nas aulas de Português.

Por sua vez, o livro de atividades permitirá aos alunos, do 2º ciclo, o maior conhecimento das obras, a aplicação dos conhecimentos adquiridos nas aulas de Português e nas oficinas de leitura e de escrita com a professora e contadora de histórias Estefânia Surreira.

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BIBLIOTECA MUNICIPAL DE VILA VERDE ACOLHE EXPOSIÇÃO COM MAIS DE TRINTA ILUSTRAÇÕES INSPIRADAS EM TEXTOS DE POETAS PORTUGUESES

«Esta mostra visa "dar voz" e conceder o devido relevo à arte e à poesia e promover o acesso das pessoas a uma grande diversidade de manifestações artísticas»

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Decorreu esta tarde, na Biblioteca Municipal de Vila Verde, a inauguração da Exposição de Sílvia Mota Lopes, "Pintar com Poesia- devaneios, palavras, traços e cor".

A partir de textos de poetas lusófonos, a artista Sílvia Mota Lopes criou um mundo de cor e sensações que mostram como a poesia é uma porta para a livre criação e permite expandir os horizontes das palavras.

A mostra catalogada, patente até 30 de abril, ilustra e recria trabalhos de 32 poetas, a que se juntam cinco autores vilaverdenses vivos e uma das maiores figuras da história do concelho, o patrono da Biblioteca Municipal de Vila Verde, Álvaro da Costa Machado Vilela.

Com este quadro, o Município de Vila Verde inaugura, na abertura desta exposição, a primeira das 25 iniciativas de celebração dos 25 anos dedicada à evocação de Machado Vilela.

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O MINHO E A GALIZA – JOÃO VERDE E AMADOR SAAVEDRA

João Verde, pseudónimo de José Rodrigues Vale, poeta maior das letras monçanenses, nasceu em 1866, no Largo da Palma, e faleceu em 1934, na “Casa do Arco”, Rua Conselheiro Adriano Machado, conhecida localmente como Rua Direita.

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São da sua lavra estes versos:

“Vendo-os assim tão pertinho,

A Galiza mail'o o Minho

São como dois namorados

Que o rio traz separados

Quasi desde o nascimento.

Deixalos, pois, namorar

Já que os pais para casar

Lhes não dão consentimento.”

Na outra margem do rio Minho – da vizinha e irmã Galiza – replicou o poeta galego Amador Saavedra que respondeu nos seguintes termos:

 “Se Dios os fixo de cote

Um p’ra outro e teñem dote

Em terras emparexadas,

Pol'a mesma auga regadas

Com ou sem consentimento

D'os pais o tempo a chegar

Em que teñam que pensar

Em facer o casamento.”

BRAGA COMEMORA DIA MUNDIAL DA POESIA

Programa Comemorativo do Dia Mundial da Poesia 

Iniciativa “Onde tu quiseres…” relembra vida e obra de Sebastião Alba

Março é o mês da poesia em Braga. O Município de Braga e a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva propõem um conjunto de iniciativas culturais que pretendem celebrar as palavras, poemas e versos e que nos possibilitem viajar mesmo estando em casa.

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Com a iniciativa “Onde tu quiseres - momentos poéticos sem tempo nem espaço”, o Município de Braga relembrará a vida e obra de Sebastião Alba com a produção de um conjunto de vídeos gravados em múltiplos espaços marcantes da cidade que apresentarão uma selecção de poemas do poeta bracarense, tido por muitos dos seus pares como um dos mais relevantes da poesia portuguesa do séc. XX.  O programa completo pode ser consultado em: https://bit.ly/3bgWQ6O

Estes vídeos-poemas “Sebastião Alba, querido poeta…” foram realizados pelo PIF’H (Produções Ilimitadas Fora D’Horas) e contam com a coordenação artística de José Miguel Braga. Serão partilhados entre 16 e 20 de Março na página de Facebook do Município de Braga, às 19h00. No Domingo, dia 21 de Março, às 11h00, o registo da conversa informal entre José Miguel Braga e Amadeu Santos abordará as histórias e vivências de Sebastião Alba e a sua relação com a Cidade em que viveu. 

Um dos outros destaques da iniciativa “Onde tu quiseres - momentos poéticos sem tempo nem espaço” será a experiência sonora “Olá! Daqui quem fala é a Poesia”, produzida pela Academia de Teatro Tin.Bra, em que se fará a leitura de poemas ao vivo através de telefone ou através de mensagens de áudio via WhatsApp. Esses contactos serão realizados entre 18 e 21 de Março, em horários a definir no momento da inscrição. Para ouvir ou oferecer os poemas, será necessária uma inscrição prévia, que será possibilitada, em formulários próprios, até 12 de Março. 

Como a poesia é para todas as idades, os mais pequenos também têm lugar nesta programação. Para eles reservamos duas oficinas poéticas aos domingos, dinamizadas por Pedro Seromenho. Através da plataforma Zoom, o jogo com as palavras servirá de mote para momentos de criatividade e diversão. Para todos os interessados em Poesia, será proporcionada a “Oficina de Escrita Poética”, com Nuno Júdice, um dos mais importantes nomes da poesia portuguesa contemporânea. Estas actividades gratuitas têm limite de participantes e carecem de inscrição prévia.

Também a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS) mostrará como a “poesia é o melhor remédio”. De 1 a 31 de Março, a BLCS incentiva todos os seus leitores a fazer o empréstimo domiciliário extra de um quarto livro, de um poeta ao seu gosto, para leitura domiciliária durante três semanas.  

Serão propostas diferentes actividades referidas à Poesia, desde a apresentação de livros e autores; conversas, palestras e conferências, até outras actividades dirigidas ao público infanto-juvenil, às famílias e à comunidade em geral, nomeadamente a 12ª edição do concurso literário “Encontros de Poesia” que decorrerá até ao dia 9 de Março. Todas as informações estão disponíveis nas redes sociais e no site da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.

POETISA MARIA MANUELA COUTO VIANA NASCEU HÁ 102 ANOS!

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Poetisa e romancista, ligada também ao teatro radiofónico, começou por publicar pequenos contos e textos em jornais locais e em 1942 escreveu “Raízes que não secam”, obra que lhe valeu o prémio do Grémio Nacional dos Editores e Livreiros. Dedicou-se à escrita infantil – com títulos como “Jardim dos Gatos” ou “O Mundo dos Meninos Verdes”, escreveu poesia em português e em galego, traduziu peças de teatro, passou pelo cinema.

Maria Manuela Couto Viana nasceu neste dia 3 de março, no ano de 1919, em Viana do Castelo.

Fonte: EGEAC

QUEM É MANUEL TINOCO – UM DOS FUNDADORES DA CASA COURENSE EM LISBOA E ACTUAL DIRECTOR DO "NOTÍCIAS DE COURA"?

Manuel Tinoco – personalidade bastante conhecida e estimada da comunidade courense e minhota em geral radicada na região de Lisboa - foi um dos fundadores da Casa Courense em Lisboa e seu vice-presidente. E é actualmente director do jornal "Notícias de Coura".

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Foi também investigador durante três décadas da presença da comunidade courense na capital, tendo efectuado o levantamento dos courenses na indústria hoteleira em Lisboa, trabalho vertido em livro editado pela ADASPACO (Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Paredes de Coura).

Manuel Tinoco nasceu em Rubiães porque era tradição as mães virem ter os filhos à terra, a casa de seus pais. E, com pouco mais de um mês já estava em Lisboa. A mãe levou-o ao colo e, já sem pai que morreu de doença súbito no dia do seu baptismo em Rubiães (veio cá ver-me pela primeira vez, deixando a taberna de Santa Marta por uns dias, e morreu). E, juntamente com a sua mãe, Manuel Tinoco transformou a velha taberna no conceituado restaurante Alto Minho, um estabelecimento muito visitado  pelos minhotos que residem em Lisboa.

O jornalismo foi sempre a sua grande paixão o que levou a acalentar a vontade de regresso às origens – Paredes de Coura! – sonho que acabou por concretizar por volta dos quarenta anos de idade.

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Manuel Tinoco, ao lado do Dr. Jorge Sampaio, na qualidade de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, durante um almoço da Casa Courense em Lisboa

 

Fruto dessa paixão pela terra, não obstante ser já de uma geração diferente dos cabouqueiros da Casa Courense em Lisboa, e tendo uma ligação à terra cimentada por uma veia romantizada, ao contrário de quem por cá comeu o pão que o diabo amassou, integrou a equipa fundadora daquela instituição regionalista.

E, ao voltar para Paredes de Coura, a chama do jornalismo que lhe corria nas veias concretizou-se com a fundação do jornal “Notícias de Coura”, uma referência da Imprensa da nossa região. Mas, pelo caminho não lhe faltou a veia poética

Além das suas ligações nomeadamente à Casa Courense e ao jornal “Notícias de Coura, Manuel Tinoco foi presidente da Associação Cultural de Rubiães e também vice-presidente do Núcleo de Andebol do Liceu Pedro Nunes – clube federado português que movimentava mais atletas na década de oitenta.

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CARMINDA GONÇALVES DA COSTA – A MÃE DE MANUEL TINOCO

Foi para Lisboa em 1957, após o casamento. Nada sabia do ramo; tudo aprendeu num abrir e fechar de olhos, mal o marido faleceu, corria 1959. Com pouco mais de vinte anos de idade, com o bebé ao colo, passou então a manobrar o leme da taberna e carvoaria que era do casal. Trabalhou, trabalhou sempre, sete dias por semana, dezoito horas por dia, foi mulher, foi Mãe e Pai ao mesmo tempo, minha Heroína, gestora de uma vida de negócios de sucesso, uma vida da qual tinha um nunca disfarçado orgulho. Fez da taberna de Santa Marta a mais afreguesada da zona; mais tarde, nos idos de 1981, transformá-la-ia em restaurante. O trabalho redobrou e o talento para a cozinha ganhou asas de tamanho desmedido, de tal forma que do restaurante Alto Minho fez um verdadeiro santuário gastronómico da nossa terra. A sua terá sido das primeiras cozinhas, mesmo ainda no período anterior ao restaurante (pela década de sessenta acima), a reabilitar a culinária das casas dos lavradores de Rubiães, isto, sublinhe-se, num tempo em que um certo preconceito evitava preservar e dar importância à mesa do mundo rural. As receitas da sua avó Josefina tiveram então palco para brilharem às mãos milagrosas de minha Mãe. Em 2001, minha Mãe haveria de regressar à sua Rubiães, à sua Costa, ao Crasto. E nunca viria a morrer porque foi sempre muito maior do que a vida. Apenas passou a viver dentro de mim desde o mais gelado de todos os Janeiros, já lá vão quatro anos.

Texto: Manuel Tinoco

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Jornal "Notícias de Coura" - Clique na imagem!

ANTÓNIO FEIJÓ: O POETA LIMIANO QUE MORREU DE AMOR

António Feijó casa com D. Maria Luísa Mercedes Joana Lewin, em 1900, durante a sua estadia no Norte da Europa - Suécia e Dinamarca - onde desempenhou funções diplomáticas.

Mercedes de Castro Feijó morre prematuramente aos 37 anos, depois de um prolongado e doloroso sofrimento. Nessa altura, António Feijó emoldura o gancho que Mercedes trazia no cabelo na véspera da sua morte com a seguinte legenda: "Épingle des cheveux de ma femme, qu'elle portait la veille de sa mort."

Dois anos mais tarde, em 1917, morre António Feijó que não resistiu à profunda dor causada pela morte da sua amada.

«Morte que, sem piedade, uma a uma arrebata,

Como um tufão que passa, as nossas afeições,

E deixando-nos sós lentamente nos mata

Abrindo-lhes a cova em nossos corações.» (Hymno à morte, António Feijó)

Em 1927, os restos mortais de ambos são transportados para Ponte de Lima e sepultados lado-a-lado no cemitério da vila com a seguinte inscrição "O amor os juntou e nem a morte os separou".

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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POETA ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA NASCEU HÁ 98 ANOS!

António Manuel Couto Viana nasceu em Viana do Castelo a 24 de Janeiro de 1923, filho de um ilustre minhoto e de uma asturiana, e faleceu em Lisboa a 8 de Junho de 2010. Poeta, dramaturgo, contista, ensaísta, memorialista, tradutor, gastrólogo e autor de livros para crianças, foi também empresário teatral, director artístico, encenador e ator.

Com vasta obra publicada nas mais variadas vertentes literárias, António Manuel Couto Viana foi um dos maiores poetas do nosso tempo. Ensaísta, poeta, dramaturgo, tradutor e encenador, O livro de poemas O Avestruz Lírico, publicado em 1948, marca o início da sua carreira literária.

Ao longo da sua vasta carreira literária e artística, publicou mais de uma centena de livros, muitos dos quais traduzidos para inglês, francês, castelhano e mandarim, vulgo chinês. Encenou e dirigiu companhias de Ópera do Teatro Nacional de São Carlos, do Círculo Portuense de Ópera e da Companhia Portuguesa de Ópera. A sua paixão pelo teatro começa desde muito novo, quando recebeu por herança o Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo, mantendo-se sempre durante toda a vida ligado a companhias de teatro para a infância.

António Manuel Couto Viana à conversa com o Engº Manuel de Sá Coutinho (Aurora) e Carlos Gomes (Administrador do BLOGUE DO MINHO).

AMARES LANÇA PRÉMIO LITERÁRIO FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA - MODALIDADE POESIA

Abertas até 23 de abril candidaturas para prémio literário Francisco de Sá de Miranda 

No sentido de homenagear este grande vulto das letras, o Município de Amares lança a 2.ª edição do Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda, na modalidade de poesia. O prazo de candidaturas decorre até 23 de abril de 2021.

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O Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda tem o valor pecuniário de 7.500 euros e contempla a modalidade de poesia da autoria de escritores de língua portuguesa. Podem concorrer ao prémio autores maiores de 18 anos, com obras editadas em livro e escritas em língua portuguesa, cuja primeira edição tenha ocorrido durante os anos de 2019 e 2020. As obras a concurso poderão ser entregues pessoalmente na Biblioteca Municipal Francisco de Sá de Miranda ou enviadas via CTT, com registo e aviso de receção para o endereço: Biblioteca Municipal Francisco de Sá de Miranda, Largo D. Gualdim Pais, n.º 19, 4720-013 Amares.

O regulamento está disponível, para consulta online, em https://biblioamares.pt/cemirandinos/#cem-5

O prémio literário é atribuído bienalmente pela Câmara Municipal de Amares.

Francisco de Sá de Miranda nasceu em Coimbra, possivelmente em 1487. Estudou Gramática, Retórica e Humanidades na Escola de Santa Cruz e frequentou depois a Universidade, ao tempo estabelecida em Lisboa, onde fez o curso de Leis, alcançando o grau de doutor em Direito. Nesta universidade foi professor considerado e frequentador da Corte até 1521, onde compôs cantigas, vilancetes e esparsas, ao gosto dos poetas do século XV. O Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, impresso em 1516, publica treze poesias do Doutor Francisco de Sá de Miranda.

Entre 1521 e 1526 ou 1527, Sá de Miranda viaja pela Itália e lá conhece o ambiente literário do Renascimento, do qual absorve as linhas principais. Ao assimilar as ideias italianas do Renascimento, torna-se o pioneiro a utilizar as formas clássicas, iniciando o Renascimento em Portugal. Sá de Miranda é assim o introdutor no nosso país do verso decassílabo.

Foi casado com D.ª Briolanja de Azevedo, filha de Francisco Machado, 2.º Senhor das Terras de Entre Homem e Cávado (Amares) até ao ano da sua morte em 1558. Sá de Miranda e sua esposa D.ª Briolanja de Azevedo adquiriram uma propriedade em 1530, que, anexando terrenos, se veio a transformar na Quinta da Tapada, sita na freguesia de Fiscal em Amares, de cuja Casa Sá de Miranda foi 1.º Senhor até à sua morte. Encontra--se hoje sepultado na Igreja de Carrazedo – Amares.

No sentido de homenagear esta grande figura das letras, o Município de Amares lança a 2.ª Edição do Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda, na modalidade de poesia. Este prémio literário é atribuído bienalmente pela Câmara Municipal de Amares e visa incentivar a criatividade literária e o gosto pela criação na modalidade de poesia.

O prazo de candidaturas à 2.ª edição do Prémio Francisco de Sá de Miranda decorre até 23 de abril de 2021.

O Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda tem o valor pecuniário de 7.500 euros e contempla a modalidade de poesia da autoria de escritores de língua portuguesa.

Podem concorrer ao Prémio autores maiores de 18 anos, com obras editadas em livro e escritas em língua portuguesa, cuja primeira edição tenha ocorrido durante os anos de 2019 e 2020.

As obras a concurso poderão ser entregues pessoalmente na Biblioteca Municipal Francisco de Sá de Miranda ou enviadas via CTT, com registo e aviso de receção para o endereço: Biblioteca Municipal Francisco de Sá de Miranda, Largo D. Gualdim Pais, n.º 19, 4720-013 Amares.

DIOGO BERNARDES ESCREVEU O EPITÁFIO DO TÚMULO DE D. SEBASTIÃO QUE SE ENCONTRA NO MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS

“Se pudermos dar crédito à fama, este túmulo conserva os restos de Sebastião,

Morto nas plagas africanas

Mas não digas que é falsa a opinião dos que acreditam que ele ainda é vivo,

Porque a glória lhe assegura a imortalidade”

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  1. Sebastião nasceu há 467 anos, precisamente no dia 20 de Janeiro de 1554. E, quando morreu?

O seu tio, Filipe II de Espanha, organizou as mais grandiosas exéquias fúnebres e ordenou a ao poeta Diogo Bernardes que produzisse o epitáfio que se encontra inscrito no seu túmulo. E, desse modo a seu ver, ficava legitimada a sua pretensão ao trono de Portugal.

“Mas não digas que é falsa a opinião dos que acreditam que ele ainda é vivo” – disse o poeta!

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Fotos: Wikipédia

EM BUSCA DE NOVAS DIREÇÕES... - UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

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“Em busca de novas direções...”

 

Velejo o meu barco,

Não sei se com os olhos ou com as belezas

Que as coisas têm.

 

Na profundidade das águas,

Sinto o marejar dos néctares

E os cantares das ninfas que pintam o céu.

 

Ó vela branca dos mares navegados,

Escorre pela tua estrutura, os braços do mar,

Os abraços do mundo.

 

Iço a bandeira da força heroica das muitas nações,

E o barco parte em busca de novas direções.

Márcia Passos

É TEMPO DE NATAL - UM POEMA DE ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA

"É tempo de Natal. Exibe-se um pinheiro,

Com lâmpadas de cor, sobre o balcão.

Tem, também, pendurados, a isca do dinheiro

E flocos finos de algodão.

 

Nas férias, foge a freguesia

Do final das manhãs,

Com os seus kispos disformes, de inflada fantasia,

E o conforto das lãs.

 

Bebem-se mais bebidas quentes.

O chão, mais húmido, incomoda.

E há apelos insistentes

Do cauteleiro que anda à roda.

 

Os embrulhos, nas mesas, nos regaços,

Com vistosos papéis,

Florescem de acetinados laços,

Lembram o oiro, o incenso, a mirra, em mãos de reis.

 

Muitos adultos. Pouca criançada.

Muito cansaço. Pouca animação.

A vida (a cruz!) tão cara, tão pesada!

E dão-se as boas-festas sem se sentir que o são.

 

Consigo mesa junto à vidraça.

E é em mim que procuro, ou é lá fora,

A estrela que não luz, o pastor que não passa,

O anjo que não vem anunciar a hora?"

António Manuel Couto Viana, in Café de Subúrbio, 1991

António Manuel Couto Viana à conversa com o Engº Manuel de Sá Coutinho (Aurora) e Carlos Gomes (Administrador do BLOGUE DO MINHO).

QUEM FOI A POETISA VIANENSE MARIA MANUELA COUTO VIANA?

Maria Manuela Couto Viana. (Viana do Castelo, 1919 - Lisboa, 1983)

Poetisa, romancista, dramaturga, cronista e tradutora.

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Estudou no liceu de Viana do Castelo, cidade onde, aos treze anos, fez a sua estreia literária publicando contos nos jornais locais e, simultaneamente, a sua estreia como declamadora, carreira que prosseguiria com a apresentação, em Madrid e Barcelona, de poetas portugueses em versão castelhana e com recitais de poesia em português e em galego na Galiza, em Viana do Castelo, no Porto e em Lisboa.

Fez parte do elenco dos filmes portugueses Revolução de Maio (1937), Rosa do Adro (1938) e Aqui, Portugal (1947) e, integrando um grupo folclórico da sua terra, interpretou o principal papel do Auto das Oferendas de António Correia de Oliveira. Veio depois a dedicar-se à rádio, quer escrevendo e interpretando teatro radiofónico, quer produzindo e apresentando programas no Emissor Regional do Norte da Emissora Nacional.

A sua estreia em livro ocorreu em 1942, ao obter o primeiro prémio do concurso «Procura-se um romancista...», organizado pelo Grémio Nacional dos Editores e Livreiros, com o romance Raízes Que Não Secam... Colaborou com poemas em português e em galego em revistas literárias de Portugal, Galiza e Brasil. Foi também colaboradora das folhas de poesia Távola Redonda, onde Fernanda Botelho publicou uma introdução à sua arte poética. Está incluída em várias antologias, nomeadamente na Antologia da Poesia Feminina Portuguesa, de António Salvado.

Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997

“SALMO DA DIVINA MISERICÓRDIA” – UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

Cantai as boas obras do Senhor, Nosso Deus;

A Ele pertencemos; Toquem nossas vozes no coração do Senhor,

E alegre-se a Humanidade inteira;

Com o Senhor vêm os anjos e os santos rejubilam de alegria,

Não há formosura maior do que o louvor,

Debaixo dos nossos pés só o pó em que nos tornaremos;

Prepara-te, ó minha alma, para Jerusalém celestial,

Lá onde o sol não se põe e as trevas não chegam,

Onde as nossas candeias sempre iluminarão

A Justa Cidade Eterna;

A vida aqui é um martírio, um sopro, mero instante,

Mas se porém, a Alma se levanta, logo posso estar ao pé de Jesus,

Contemplando os Seus Sagrados Pés!

Toca-Me, ó Deus, a minha alma;

Anjos e arcanjos velai,

Quero cantar ao som das celestes trombetas,

E dizer a todos o quanto Deus é Misericordioso!

Márcia Passos

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QUEM FOI O POETA ANTÓNIO CORREIA DE OLIVEIRA QUE VIVEU EM ESPOSENDE?

António Correia de Oliveira ou António Corrêa d’Oliveira (São Pedro do Sul, 30 de julho de 1878 — Belinho, Antas, Esposende, 20 de fevereiro de 1960) foi um poeta português. Começando no final do século XIX foi publicando as primeira vez em 1933 por vinte membros da Academia Real das Ciências e sendo o recordista nacional com um total de quinze nomeações.

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Convictamente monárquico, transforma-se num dos poetas oficiosos do Estado Novo, com inúmeros textos escolhidos para os livros únicos de língua portuguesa do sistema de ensino primário e secundário.

Correia de Oliveira foi indicado para o Prémio Nobel da Literatura, pela primeira vez em 1933, sendo-o depois de também desse ano a 1940 e em 1942. A vencedora de 1945, a chilena Gabriela Mistral, que desempenhara as funções de Adida Cultural em Lisboa, declarou publicamente, no acto solene, que não merecia o prémio, estando presente o autor do Verbo Ser e Verbo Amar. Foi o terceiro português a ser indicado para o Nobel da Literatura, depois de João da Câmara em 1901 e de João Bonança em 1907, mas é o português a quem se conhece o maior número de nomeações, ultrapassado neste valor Maria Madalena de Martel Patrício que tem catorze.

Foi pai de José Gonçalo Correia de Oliveira (1921—1976), Ministro da Economia entre 1965 e 1968.

António Correia de Oliveira faleceu na freguesia de Antas, Esposende, no distrito de Braga, em 1960.

Fonte: Wikipédia

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Fonte: Vida Mundial Ilustrada, Ano I, nº 34, 8 Janeiro 1942 / Hemeroteca Municipal de Lisboa