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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CABECEIRAS DE BASTO DEDICA QUADRAS A SÃO MARTINHO

Vinte e seis grupos participaram no Encontro de Quadras de S. Martinho em Cabeceiras de Basto

Vinte e seis grupos apresentaram-se ontem, dia 10 de novembro, ao 19.º Encontro de Quadras de S. Martinho, uma iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, com o apoio da Junta de Freguesia do Arco de Baúlhe e Vila Nune.

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O evento realizou-se no Pavilhão Desportivo do Arco de Baúlhe, um convívio de S. Martinho repleto de animação, onde não faltaram as castanhas assadas e o vinho novo.

Mais de 300 cantadores/tocadores em representação das associações, coletividades e instituições do concelho de Cabeceiras de Basto subiram ao palco e interpretaram temas originais ou adaptados à época festiva, revivendo, assim, tradições antigas.

Neste evento marcaram presença o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, o vice-presidente da Câmara, Dr. Mário Machado, o vereador Eng. Pedro Sousa e presidentes de Juntas de Freguesia, entre outros autarcas do município e das freguesias e público em geral.

O encontro teve como principal objetivo proporcionar uma tarde de convívio entre as associações/coletividades do concelho e o público em geral.

De salientar que todos os grupos participantes receberam um prémio de participação no valor de 100 euros.

No final da tarde, o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, e a vereadora Dra. Carla Lousada, à chegada a Cabeceiras de Basto vindos de França, onde se deslocaram para participar em iniciativas realizadas no âmbito da geminação com Sury-le-Comtal, ainda tiveram oportunidade de se encontrar com algumas das pessoas que participaram no magusto-convívio.

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FÉRETROS DE ANTÓNIO FEIJÓ E ESPOSA CHEGARAM A PORTUGAL EM 1927 E O POVO DE LISBOA PRESTOU-LHES SENTIDA HOMENAGEM

António Feijó é porventura o poeta mais representativo do Parnasianismo e o mais eminente poeta limiano. Nasceu em Ponte de Lima em 1859 e faleceu em Estocolmo, na Suécia, em 1917, onde exercia a carreira diplomática. Porém, só dez anos decorridos foi o seu féretro, juntamente com o de sua esposa – Mercedes Joana Leuwem – trasladado para Portugal a bordo do navio sueco HMS Flygia.

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O BLOGUE DO MINHO deixa aqui o registo da chegada a Lisboa, em 12 de Novembro de 1927, dos féretros de António Feijó e esposa, através das fotografias do Centro Português de Fotografia e da Marinha Real Sueca.

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O Flygia atracado num porto holandês

AMARES EVOCA O GRANDE POETA DA TAPADA, FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA

Prémio literário inspirado no ícone das letras consagra Nuno Júdice

A Casa da Tapada, em Fiscal, local onde outrora viveu o poeta e humanista Francisco de Sá de Miranda acolhe, no próximo dia 26 de outubro, a partir das 14h30, a entrega do Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda, dedicado a uma das maiores figuras da área das letras, e que se deixou inspirar pelas belas e pacatas paisagens do concelho de Amares. Em dia de homenagem, o escritor Nuno Júdice, que venceu a primeira edição do prémio literário impulsionado pela Câmara Municipal de Amares, com a obra "O Mito da Europa", vai ser consagrado, numa cerimónia em que vai ser atribuída, também, a título póstumo, a Medalha de Mérito Municipal a Agostinho Domingues (grau prata), professor e historiador ilustre, natural de Santa Maria de Bouro, Amares, apaixonado pela obra de Francisco Sá de Miranda.

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O dia vai fazer-se de cultura e, pela cultura, pela sua promoção, por um incentivo à criatividade literária e ao gosto pela criação poética, a Câmara Municipal de Amares decidiu criar, este ano pela primeira vez, este prémio literário, que serve também o propósito de enaltecer e manter viva esta figura tão incontornável da poesia nacional, cuja passagem pelo concelho enche de orgulho Amares, terra onde deixou marca e nome que perpetua, por exemplo, na designação da Biblioteca Municipal Francisco de Sá de Miranda.

Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda vai ser atribuído bienalmente  

A Câmara Municipal de Amares vai passar a atribuir, bienalmente, o Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda, com o intuito de homenagear e divulgar o
poeta e humanista Francisco de Sá de Miranda, bem como incentivar a criação literária no domínio da poesia. A iniciativa destina-se a autores de língua portuguesa e contempla um prémio no valor monetário de 7500,00€.

Na primeira edição o júri do concurso, que avaliou um total de 167 obras foi composto por Sérgio Guimarães de Sousa, professor do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho, por Otília Pires Martins, professora associada com agregação do Departamento de Línguas e Cultura da Universidade de Aveiro, por Isidro Araújo, vereador da Cultura da Câmara de Amares, licenciado em Humanidades pela Universidade Católica Portuguesa onde também defendeu tese de Mestrado, na área das Literaturas Clássicas.

Algumas notas sobre Sá de Miranda

Francisco de Sá de Miranda nasceu em Coimbra, possivelmente em 1487. Estudou Gramática, Retórica e Humanidades na Escola de Santa Cruz e frequentou depois a Universidade, ao tempo estabelecida em Lisboa, onde fez o curso de Leis, alcançando o grau de doutor em Direito. Nesta universidade foi professor considerado e frequentador da Corte até 1521, onde compôs cantigas, vilancetes e esparsas, ao gosto dos poetas do século XV. O Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, impresso em 1516, publica treze poesias do Doutor Francisco de Sá de Miranda.

Entre 1521 e 1526 ou 1527, Sá de Miranda viaja pela Itália e lá conhece o ambiente literário do Renascimento, do qual absorve as linhas principais. Ao assimilar as ideias italianas do Renascimento, torna-se o pioneiro a utilizar as formas clássicas, iniciando o Renascimento em Portugal. Sá de Miranda é assim o introdutor no nosso país do verso decassílabo.

Foi casado com D.ª Briolanja de Azevedo, filha de Francisco Machado, 2.º Senhor das Terras de Entre Homem e Cávado (Amares) até ao ano da sua morte em 1558. Sá de Miranda e sua esposa D.ª Briolanja de Azevedo adquiriram uma propriedade em 1530, que, anexando terrenos, se veio a transformar na Quinta da Tapada, sita na freguesia de Fiscal em Amares, de cuja Casa Sá de Miranda foi 1.º Senhor até à sua morte. Encontra-se hoje sepultado na Igreja de Carrazedo – Amares.

FAFE APRESENTA REVISTA "CINTILAÇÕES"

Revista Cintilações 3 apresentada em 4 de Outubro na Sala Manoel de Oliveira,  em Fafe

Depois do lançamento do terceiro número da Cintilações, Revista de Poesia, Ensaio e Crítica, na Feira do Livro de Braga e das apresentações em Lisboa, chegou a vez desta publicação brilhar na noite de Fafe, o berço da Editora Labirinto e o reduto maior do Núcleo de Artes e Letras de Fafe, seu parceiro nesta viagem.

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A apresentação em Fafe está agendada para sexta-feira, 4 de Outubro, às 21h30, na Sala Manoel de Oliveira, no âmbito de um evento que inclui o diálogo de diferentes linguagens artísticas, designadamente, a música, a fotografia, o teatro e obviamente a poesia.

Na música, realce para a colaboração dos músicos Ana Silva (voz) e Paulo Rodrigues (viola e voz) e de alunos da Academia de Música José Atalaya.

O Teatro Vitrine também empresta a sua colaboração à iniciativa, bem como o fotógrafo Tiago Miró.

A apresentação formal da revista está a cargo de Cândido de Oliveira Martins, Professor da Universidade Católica.

A coordenação do evento é da responsabilidade da poetisa e ensaísta Leonor Castro.

A iniciativa tem ainda a colaboração dos Vinhos Norte, que proporcionarão uma degustação dos seus produtos no final da sessão.

Coordenada por Victor Oliveira Mateus e Maria João Cabrita, a revista “Cintilações” inclui, na poesia, textos de 75 poetas, a grande maioria de Portugal, mas também de Cuba, Espanha, Brasil, Colômbia, Alemanha, Roménia, Moçambique, Nicarágua, Costa Rica, Equador e Itália.

De Portugal, salientam-se os nomes de A. M. Pires Cabral, Adalberto Alves, Amadeu Baptista, Ana Luísa Amaral, António Carlos Cortez, António Manuel Ribeiro, António Salvado, Isabel Cristina Pires, João de Mancelos, João Rasteiro, Maria do Rosário Pedreira, Rui Rocha e Sara F. Costa, entre outros.

Da região minhota, referem-se os poetas Cláudio Lima, Isabel Cristina Mateus e Teresa Macedo.

De Fafe, estão antologiados seis poetas, concretamente, António de Almeida Mattos, Artur Ferreira Coimbra, João Ricardo Lopes, José Rui Rocha, Leonor Castro e Pompeu Miguel Martins.

No ensaio, há uma dezena de autores, sendo de evidenciar os nomes de Isabel Cristina Mateus, José Cândido de Oliveira Martins, Maria João Cabrita e Victor Oliveira Mateus.

Destaque ainda para as rubricas “Caderno”, “Crítica Literária”, “Prosa” e “Ensaio gráfico”.

Um número suculento, com mais de 250 páginas, com capa de Daniel Gonçalves e apoio à edição do Município de Fafe, Junta de Freguesia de Fafe, Direcção Regional da Cultura do Norte e Etapas Saúde.

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ESPOSENDE EVOCA CENTENÁRIO DE SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

No ano em que se assinala o Centenário de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), o Município de Esposende leva a efeito um programa comemorativo, como forma de marcar a efeméride e homenagear a escritora e a sua obra, que tem na poesia o seu centro.

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A exposição “E ela dança…”, que está patente na Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, em Esposende, até ao próximo mês de novembro, marca o arranque do programa de atividades. A mostra, que se distribui pelos vários espaços da Biblioteca Municipal, integra um conjunto de textos de e sobre Sophia, bem como de algumas fotografias menos conhecidas da autora.

Esta exposição é composta por 10 painéis que refletem a vida da autora, através de testemunhos de, por exemplo, Eduardo Lourenço, que explica a simbologia mística do nome Sophia. Inclui também um texto belíssimo do seu filho Miguel de Sousa Tavares, que fala da mãe com carinho e admiração, do seu lado mais íntimo. É deste texto que se retirou o nome da exposição, “E ela dança…”. Há notas pessoais da autora a sua mãe, cartas dela ao seu marido, enquanto este esteve preso. Esta é, sobretudo, uma exposição que pretende dar a conhecer o lado um pouco mais íntimo da autora, que é indissociável da sua obra.

A exposição poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 17h30. A entrada é gratuita.

Esta iniciativa encontra-se refletida no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas: Educação de Qualidade (ODS 4) e Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade (ODS 17).

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FAMALICÃO ESCOLHE VENCEDORES DO CONCURSO DE QUADRAS

Já são conhecidos os vencedores do concurso de quadras das Antoninas

“Muitas voltas dá a vida/ Dá o “Voltas” muitas mais/ Perdido nas tuas voltas/ Anda meu peito aos “ais”. Foi esta a quadra vencedora da terceira edição do concurso de quadras das Festas Antoninas, promovido entre os dias 1 e 17 de junho pelos pelouros da Mobilidade e da Família da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, subordinado ao tema “A Mobilidade e as Festas Antoninas”.

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A entrega dos prémios decorreu na passada sexta-feira, dia 21, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, integrada na sessão deste mês da iniciativa “Noite do Conto e da Poesia”.

O primeiro prémio foi atribuído à quadra n.º 33, cujo autor é Ademar Azevedo. Com o segundo prémio foi contemplada a quadra n.º 60 e a sua autora Maria Oliveira, com o pseudónimo “Aba larga”. O terceiro prémio foi para a quadra n.º 40, de Adélia Sousa, sob o pseudónimo “Maria Papoila”. José Carvalho, sob o pseudónimo “Leão de Carvalho”, venceu o “Prémio Casa das Artes”.  O júri distinguiu ainda oito quadras com menção honrosa. 

POETA AVELINO COSTA RODRIGUES APRESENTA EM VIEIRA DO MINHO O SEU LIVRO "POESIAS DO QUINTO IMPÉRIO"

Apresentação pública do Livro “Poesias do Quinto Império”

A Casa Museu Adelino Ângelo vai acolher, sábado, dia 22 de Junho, pelas 17h00 a sessão pública de apresentação do livro “ Poesias do Quinto Império”, de autoria de  Avelino Costa Rodrigues (IbnViterbo).

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Trata-se de um livro que já mereceu a atenção quer do Papa Francisco, quer do Presidente da República Portuguesa, Professor Marcelo Rebelo de Sousa.

Neste sentido, a Câmara Municipal de Vieira do Minho convida os Vieirenses a participar nesta sessão inteiramente dedicada à poesia.

PONTE DE LIMA EVOCA CONDE D'AURORA E SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

Conde d’Aurora e Sophia de Mello Breyner Andresen recordados em sessão de Poesia à Sexta

A próxima sessão de Poesia à Sexta – projeto do Município de Ponte de Lima dedicado à exaltação desta expressão literária - será realizada no dia 14 de junho, pelas 21h30, na Casa de Nossa Senhora d’Aurora e integralmente consagrada ao Conde d’Aurora – José de Sá Coutinho, que assinala este ano o 50.º aniversário de falecimento – e a Sophia de Mello Breyner Andresen, cujo primeiro centenário de nascimento se comemora também este ano.

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A Casa de Nossa Senhora D’Aurora que serviu de farol cultural a inúmeras e relevantes figuras intelectuais, que a convite do Conde d’Aurora visitavam Ponte de Lima, vai servir, agora, de palco para a dinamização de “Conversas de Poesia”. Sophia de Mello Breyner Andresen era uma dessas referências culturais e frequentava habitualmente esta Casa, a convite do Conde d’Aurora, tendo-se associado à homenagem efetuada ao Conde d’Aurora, por ocasião das comemorações do seu nascimento, no dia 7 de dezembro de 1996, regressando, assim, à Casa d’Aurora.

Esta edição contará com a participação dos grupos de teatro locais - Art’In Facha, GACEL, Gorilas e Pequenos Actores do Lima - e com a colaboração especial de Luís Dantas, que atuarão e notabilizarão esta sessão evocativa organizada em parceria pelo Município de Ponte de Lima, GACEL – Grupo de Ação, Cultural e Estudos Limianos - e a Casa de Nossa Senhora d’Aurora.

Marque presença no encerramento de “Poesia à Sexta” e associe-se a este tributo.

PEDRO PEREIRA APRESENTA POESIA EM VIANA DO CASTELO

Apresentação do livro “Escrita de lume”, de Pedro Pereira

No próximo dia 13 de junho (quinta-feira), Pedro Pereira apresenta o livro “Escrita de lume”, editado pelo Centro de Estudos Regionais, no Anfiteatro Enfª Bandeira Correia, da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, às 16.30 horas.

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Escrita de lume é um livro de poesia que, nas palavras do autor, constitui “um exercício de simplicidade que aspira à totalidade, na certeza da sua impossibilidade”. Ainda segundo Pedro Pereira, o leitor deparar-se-á com “a palavra liberta do pó que a empalidece, o verso solto do ruído que o sufoca, o poema grávido de lume, à espera de uma sede de água para se salvar”.

Pedro Pereira é antropólogo e docente no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, sendo “Escrita de lume” a primeira obra publicada na área da poesia. O livro é editado pelo Centro de Estudos Regionais.

FAMALICÃO RECEBE POETAS DE TODO O MUNDO

Mais de três dezenas de académicos, ensaístas, escritores, críticos, artistas, poetas oriundos de diversas geografias ibero-afro-americanas reúnem-se em Famalicão de 23 a 25 de Maio na 8.ª edição da iniciativa

As Raias Poéticas que acontecem e fazem acontecer

“Signos artísticos em metamorfoses activas, composições de potências-artistas, diferenças que se reconstroem com diferenças, pontos de vista que exaltam o pensamento impensável”. São assim as Raias poéticas que este ano se realizam de 23 a 25 de maio, em Vila Nova de Famalicão, com curadoria de Luís Serguilha e a presença de 35 académicos, ensaístas, escritores, críticos, artistas, poetas oriundos de diversas geografias ibero-afro-americanas. Dezoito dos convidados são pesquisadores em várias universidades ibero afro americanas que se conectarão às experimentações artísticas-poéticas de outros(as) poetas.

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A 8.ª edição das Raias intensificará “os entrecruzamentos de vários ritmos artísticos dentro de estilizações conceptuais: dança, teatro, artes plásticas, literatura se misturarão, se atravessarão por meio de afectologias em variação, de problematizações vitalistas, de topologias intempestivas, construindo transgeografias aformais”, explica Luís Serguilha.

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Destaque para as presenças de Paulo Guilherme Domenech Oneto, filósofo e Professor da UFRJ, - Universidade Federal do Rio de Janeiro e Birkbeck, University of London, de Leonardo Maia, investigador, Professor na UFRJ e na Universidade de Paris, um dos mais instigantes pesquisadores dos processos criativos-cinematográficos de Pier Paolo Pasolini, Ana Vitória, coreógrafa, bailarina, professora universitária na Angel Vianna, no Brasil e pesquisadora na Universidade Nova de Lisboa, Hélia Borges, psicanalista, pesquisadora e professora universitária na Angel Vianna, no Brasil, e de Alcimar Souza Lima, psiquiatra, escritor e professor no Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo.

Luís Serguilha diz que as Raias Poéticas “não fazem parte dos festivais, não têm biografias, nem pertencem ao historicismo, não são competições, não há pódios, nem modelos, nem estruturas lógicas, são pontos de vista que exaltam o pensamento impensável”. São, diz, “acontecimentos do acontecimento”.

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VIEIRA DO MINHO DÁ ESPAÇO À POESIA

Apresentação Pública do Livro de Poesia“ O Meu Coração Escreve Mensagens de Amor ao Teu”

A Casa Museu Adelino Ângelo vai acolher, domingo, dia 19 de maio, pelas 15h00 a sessão de apresentação publica do livro de poesia “O Meu Coração Escreve Mensagens de Amor Ao Teu” de autoria de João Ramalho.

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Trata-se de um trabalho pessoal e original pela forma como retrata o Amor entre duas pessoas.

João Ramalho, um  vieirense bem conhecido dos nossos leitores, é natural da freguesia de Cantelães, advogado, e vem dar a conhecer ao publico a sua escrita.

Neste sentido, a Câmara Municipal de Vieira do Minho convida os Vieirenses a participar nesta sessão inteiramente dedicada à poesia e às emoções.

POETA ANTÓNIO CACHO APRESENTA LIVRO DE POESIA "CANTAR VALDEVEZ"

António Cacho apresentou livro de poesia “Cantar Valdevez”

No passado sábado a Casa das Artes abriu as suas portas para receber a apresentação de mais uma obra do arcuense António Cacho.

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“Cantar Valdevez” é a sua 13ª publicação. O livro apresenta poesias sobre cada uma das freguesias do concelho, permitindo assim criar vários roteiros poéticos pelo território, dando a conhecer a história, património, tradições e usos e costumes de cada uma das localidades arcuenses.

O presidente da Câmara Municipal João Manuel Esteves esteve presente neste ato, onde enalteceu a obra de António Cacho e frisou que o mesmo é um exemplo e um incentivo para que outras pessoas também escrevam, representem, ou se dediquem a outras atividades culturais.

António Cacho começou a publicar a sua poesia em 1989, sendo considerado atualmente uma figura de relevo na poesia nacional. O autor nasceu no Brasil em 1927 e reside em Arcos de Valdevez. Exerceu advocacia durante mais de cinco décadas e foi igualmente Magistrado e professor do ensino secundário particular.

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PAREDES DE COURA REALIZA POESIA

REALIZAR: poesia

Manel Cruz - Manuel Freire - Abi Feijó – José Milhazes

Paredes de Coura | 25 a 28 abril

O mês de abril em Paredes de Coura já não passa sem o REALIZAR: poesia. Ao longo de quatro dias, entre 25 e 28, Coura preenche-se com palavras sábias, palavras inspiradoras, que percorrem espaços como o edifício da Câmara Municipal, a Biblioteca Aquilino Ribeiro, o Quartel das Artes, as Caixa da Música e dos Brinquedos, mas também a rua, praças, cantos e recantos desta bonita vila no coração do Alto Minho, para que todos, mesmo todos, desfrutem de tão importante partilha de cultura e conhecimento.

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Promovido pelo Município de Paredes Coura, é precisamente na tarde de 25 de abril, essa data histórica que tanto nos diz, que se abre esta 4ª edição do REALIZAR: poesia. “Sobre a Liberdade” é o mote da conversa inaugural. Mário Moutinho, José Milhazes e Carlos Lage, entre outros, abrem o tema ao debate, com moderação da jornalista Carla Carvalho e apontamentos musicais de Blandino. José-Alberto Marques, figura histórica do nosso concretismo literário, assume a performance poética que fecha a mesa.

música + curtas + teatro + fotografia + livros

Mais uma vez, ao longo desta edição do REALIZAR:poesia os livros são protagonistas: “A Arte da Fuga” de André Tecedeiro, do catálogo da Do Lado Esquerdo; com tradução de Adolfo Luxúria Canibal, pela Livraria Snob, é apresentado “33 POESIAS-VLADIMIR MAIAKVOSKI”;  da FLOP chega “Para acabar de vez com o juízo de Deus e outros textos finais (1946-1948)” de Antonin Artaud, em tradução de Pedro Eiras; pela Abysmo, “O Espólio do Sr. Maomé” é o mais recente livro de José-Alberto Marques; “Pequeno Roteiro Cego” de Levi Condinho é apresentado por Miguel Martins; e a “Obra Poética” de Georg Trakl  numa tradução de António de Castro Caeiro.

PAREDES DE COURA REALIZA POESIA

REALIZAR:poesia

Manel Cruz - Manuel Freire - Abi Feijó – José Milhazes

Paredes de Coura | 25 a 28 abril

O mês de abril em Paredes de Coura já não passa sem o REALIZAR:poesia. Ao longo de quatro dias, entre 25 e 28, Coura preenche-se com palavras sábias, palavras inspiradoras, que percorrem espaços como o edifício da Câmara Municipal, a Biblioteca Aquilino Ribeiro, o Quartel das Artes, as Caixa da Música e dos Brinquedos, mas também a rua, praças, cantos e recantos desta bonita vila no coração do Alto Minho, para que todos, mesmo todos, desfrutem de tão importante partilha de cultura e conhecimento.

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Promovido pelo Município de Paredes Coura, é precisamente na tarde de 25 de abril, essa data histórica que tanto nos diz, que se abre esta 4ª edição do REALIZAR:poesia. “Sobre a Liberdade” é o mote da conversa inaugural. Mário Moutinho, José Milhazes e Carlos Lage, entre outros, abrem o tema ao debate, com moderação da jornalista Carla Carvalho e apontamentos musicais de Blandino. José-Alberto Marques, figura histórica do nosso concretismo literário, assume a performance poética que fecha a mesa. À noite revisitamos o evento de 2018 com visionamento do documentário de Paulo Pinto.

Na sexta-feira, a 26, depois da passagem matinal do REALIZAR:poesia pelas escolas do concelho, escutamos novo debate, desta vez sobre a palavra e a imagem em âmbito teatral. Marta Bernardes dirige a conversa onde intervêm André E. Teodósio, João Pedro Vaz e Pedro Sobrado. Levados pelo violinista José Valente viajaremos nas palavras de Ana Hatherly e “Serpente Infinita”. Fora de horas: a memória de Joaquim Castro Caldas, por via dos 30 anos das ‘Segundas de Poesia’ do Pinguim Café. Sobem a Coura os seus habitués, com Rui Spranger aos comandos.

Sábado, 27 de março, acorda com a popular distribuição de poesia pelas ruas da vila, dita a plenos pulmões pelo Teatro Amador Courense. Com a presença dos cineastas Abi Feijó, Alexandra Ramires (Xã) e Regina Pessoa, o REALIZAR:poesia apresenta uma sessão especial de curtas de animação no Quartel das Artes. Serão exibidos 6 filmes nacionais e internacionais, numa proposta da Casa da Animação. Pelo fim de tarde “ainda não acabei” é o mote para a conversa. Em torno da “vida nova” Manel Cruz com Raquel Marinho. A noite acolhe a apresentação do resultado do Laboratório de Fotografia Viagens Na Minha Terra ministrado por Augusto Brázio e Nelson d’Aires. Estendido ao longo do mês de março, esta masterclass propôs uma visão nova sobre um dos ex-líbris de Coura, a nossa paisagem. Fora de horas, Artaud vai motivar a descida ao subterrâneo courense. Em estreia absoluta o ator Nuno Pinto leva-nos a submergir no Teatro da Crueldade.

música + curtas + teatro + pregões + fotografia + livros

Mais uma vez, ao longo desta edição do REALIZAR:poesia os livros são protagonistas: “A Arte da Fuga” de André Tecedeiro, do catálogo da Do Lado Esquerdo; com tradução de Adolfo Luxúria Canibal, pela Livraria Snob, é apresentado “33 POESIAS-VLADIMIR MAIAKVOSKI”;  da FLOP chega “Para acabar de vez com o juízo de Deus e outros textos finais (1946-1948)” de Antonin Artaud, em tradução de Pedro Eiras; pela Abysmo, “O Espólio do Sr. Maomé” é o mais recente livro de José-Alberto Marques; “Pequeno Roteiro Cego” de Levi Condinho é apresentado por Miguel Martins; e a “Obra Poética” de Georg Trakl  numa tradução de António de Castro Caeiro.   

Domingo, derradeiro dia do REALIZAR:poesia, inaugura-se em Coura com o Trilho Poético. A abrir esta promenade matinal dá-se voz a “Paredes de Coura, essa mulher!” de Maria José Fontelo Carranca. De seguida percorrer-se-ão os lugares de Coura, na companhia da poesia dita por João Rios, Rui Spranger, entre outros. A selar este evento, Manuel Freire apresenta-se em concerto único para o REALIZAR:poesia. Será acompanhado por João Paulo Esteves da Silva, piano, Diogo Alexis, contrabaixo, e Samuel Dias, bateria. Neste recital é apresentada uma escolha de canções de Manuel Freire, varrendo o tempo, desde as mais antigas às mais recentes, com especial incidência na poesia de Vitorino Nemésio e José Saramago. Teremos a participação especial das jovens vozes femininas do coro Coura Voce a dar a intensidade merecida a este momento da festa.

ARCOS DE VALDEVEZ ASSINALOU DIA MUNDIAL DA POESIA

21 de Março de 2019: Dia Mundial da Poesia

Para assinalar o Dia Mundial da Poesia, a Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo (Município de Arcos de Valdevez) convidou o poeta Filipe Faro da Costa a apresentar uma performance na EB23/S de Arcos de Valdevez e na Epralima. 

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Filipe Faro da Costa, poeta e editor arcuense, realizou uma performance poética para apresentar o seu livro "As meias do poeta Victor Hugo de Menezes".

Com a realização desta atividade pretendeu-se convidar os alunos do ensino secundário e técnico-profissional a refletir sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades criativas de cada pessoa, ampliando a sua perceção da diversidade da Poesia.

O Dia Mundial da Poesia celebra-se todos os anos em 21 de março.

A data foi criada na 30ª Conferência Geral da UNESCO em 16 de novembro de 1999.

O Dia Mundial da Poesia comemora a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação.

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PONTE DE LIMA É UM POEMA!

Dia Mundial da Poesia - Ponte de Lima encheu-se de sussurradores para segredar poesia

O Município de Ponte de Lima, através da Biblioteca Municipal, associou-se à comemoração do Dia Mundial de Poesia e invadiu as ruas do Centro Histórico, com sussurradores de poemas segredados ao ouvido, partilhando as suas poesias com entusiasmo, emoção, sentimento e vaidade.

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Esta expressão literária muito apreciada em Ponte de Lima, terra originária de grandes poetas, foi recebida com grande regozijo e satisfação pelos limianos, por visitantes e turistas, que acolheram e aplaudiram a ação no dia 19 de março.

A iniciativa, que juntou crianças, jovens, adultos e idosos, contou com a participação de aproximadamente 80 intervenientes, oriundos da EB de Ponte de Lima, da EB2/3 António Feijó, do Centro Paroquial e Social de Fornelos, do Centro Social e Paroquial da Correlhã e da ALTI - Cepões, com a colaboração do escritor, ilustrador e mediador cultural Miguel Horta, da Laredo Associação Cultural.

De relembrar que esta ação está integrada no projeto "Alto Minho a Ler: uma estratégia para o sucesso escolar", que faz parte da candidatura PIICIE - “School4All Alto Minho” –, cofinanciada pelo Norte 2020/FSE, com Planos integrados e inovadores de combate ao insucesso escolar, promovido pela CIM Alto Minho, em parceria com os Municípios do Alto Minho, visando apoiar o combate ao abandono escolar pela valorização da leitura, associada à escrita e à criação, numa perspetiva inclusiva.

JOVENS DE FAMALICÃO RECITAM POESIA NO DIA DA ÁRVORE

Poesia e Árvores aclamadas em Famalicão

Foi sob a égide e esplendor da Primavera que Vila Nova de Famalicão assinalou, esta quinta-feira, o   Dia Mundial da Árvore e o Dia Mundial da Poesia. No Jardim dos Paços do Concelho, epicentro da identidade famalicense, ecoaram poemas e foi plantada uma árvore e consagradas outras.

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O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, e o presidente da Associação de Solidariedade Social, Dar-as-Mãos, Agostinho Fernandes, iniciaram a jornada referenciandoo antigo Carvalho sexagenário, que embeleza o jardim público de Famalicão, localizado a norte do edifício. Foi ainda batizada a Cerejeira plantada por José Saramago aquando da sua visita à cidade de Vila Nova de Famalicão em 1999, após lhe ter sido atribuído o Prémio Nobel da Literatura. A cerejeira chama-se agora “Árvore do Nobel”.

E foi ainda plantada uma romãzeira, símbolo da amizade e hospitalidade de Vila Nova de Famalicão. A espécie que aparece retratada no brasão do município assinalou o 25.º aniversário da Associação Dar as Mãos.

A sessão ficou ainda marcada pelo arranque do projeto “A poesia invade a cidade”, que vai decorrer em diversos palcos de Famalicão até 5 de outubro. Neste âmbito, coube às crianças do 4.º ano da Escola Básica Luís de Camões e a leitura e teatralização do poema “Epifania de Março” de Aurélio Fernando.

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AMARES EVOCA SÁ DE MIRANDA

CONCURSO COM PRÉMIO PECUNIÁRIO DE 7.500 EUROS

Amares cria Prémio Literário para evocar Francisco Sá de Miranda

A Câmara Municipal de Amares apresentou hoje, Dia Mundial da Poesia, o Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda. Uma homenagem ao escritor português, que também dá nome à Biblioteca Municipal de Amares, e que renderá ao vencedor o prémio pecuniário de 7.500 euros.

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Com uma periodicidade bienal, o Prémio Literário Francisco Sá de Miranda tem como missão incentivar a criatividade literária e o gosto pela criação na modalidade de poesia, para além de homenagear uma grande figura das Letras, responsável pela introdução no nosso país do verso decassílabo. Destinado a autores lusófonos com obras publicadas na modalidade de poesia, o prémio terá o valor pecuniário de 7.500 euros.

O regulamento está disponível no website do Município e as candidaturas deverão ser entregues até ao dia 23 de Abril.

Na apresentação do Prémio, o presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, realçou que a atribuição do nome de Francisco de Sá de Miranda “é um reconhecimento justo por este grande escritor que escolheu Amares para viver” e que este é também uma aposta cultural do Município, que considera a Cultura “um pilar de enriquecimento e afirmação do território”.

Sérgio Guimarães de Sousa, presidente do júri do concurso, frisou que “no contexto da literatura nacional, Francisco Sá de Miranda foi das figuras maiores da literatura nacional”. Além de Sergio Sousa, o júri será composto por uma professora da Universidade de Aveiro e um representante do pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Amares.

Algumas notas

Francisco de Sá de Miranda nasceu em Coimbra, possivelmente em 1487. Estudou Gramática, Retórica e Humanidades na Escola de Santa Cruz e frequentou depois a Universidade, ao tempo estabelecida em Lisboa, onde fez o curso de Leis, alcançando o grau de doutor em Direito. Nesta universidade foi professor considerado e frequentador da Corte até 1521, onde compôs cantigas, vilancetes e esparsas, ao gosto dos poetas do século XV. O Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, impresso em 1516, publica treze poesias do Doutor Francisco de Sá de Miranda.

Entre 1521 e 1526 ou 1527, Sá de Miranda viaja pela Itália e lá conhece o ambiente literário do Renascimento, do qual absorve as linhas principais. Ao assimilar as ideias italianas do Renascimento, torna-se o pioneiro a utilizar as formas clássicas, iniciando o Renascimento em Portugal. Sá de Miranda é assim o introdutor no nosso país do verso decassílabo.

Foi casado com D.ª Briolanja de Azevedo, filha de Francisco Machado, 2.º Senhor das Terras de Entre Homem e Cávado (Amares) até ao ano da sua morte em 1558. Sá de Miranda e sua esposa D.ª Briolanja de Azevedo adquiriram uma propriedade em 1530, que, anexando terrenos, se veio a transformar na Quinta da Tapada, sita na freguesia de Fiscal em Amares, de cuja Casa Sá de Miranda foi 1.º Senhor até à sua morte. Encontra-se hoje sepultado na Igreja de Carrazedo – Amares.

FAMALICÃO ASSINALA DIA MUNDIAL DA ÁRVORE E O DIA MUNDIAL DA POESIA

Amanhã, quinta-feira, 21 de março, pelas 09h30, nos Paços do Concelho

Vila Nova de Famalicão assinala, esta quinta-feira, 21 de março, o Dia Mundial da Árvore e o Dia Mundial da Poesia, com um conjunto de iniciativas que arrancam pelas 9h30, nos jardins dos Paços do Concelho.

A jornada promovida pelo município famalicense e pela Associação Dar as Mãos decorre sob a égide da Primavera e irá consagrar o antigo Carvalho sexagenário, que embeleza o jardim público de Famalicão, localizado a norte do edifício. Será ainda batizada a Cerejeira plantada por José Saramago aquando da sua visita à cidade de Vila Nova de Famalicão em 1999, após lhe ter sido atribuído o Prémio Nobel da Literatura. A cerejeira passará a chamar-se “Árvore do Nobel”.

Para assinalar o 25.º aniversário da Associação Dar as Mãos, será plantada uma romazeira, símbolo da amizade e hospitalidade de Vila Nova de Famalicão.

A sessão ficará ainda marcada pelo arranque do projeto “A poesia invade a cidade”, que vai decorrer em diversos palcos de Famalicão até 5 de outubro. “A poesia invade a cidade” é o novo projeto da Associação Dar-as-Mãos, que venceu a edição deste ano do concurso “Programar em Rede”, lançado pela Câmara Municipal, com o objetivo de colocar vários agentes culturais do concelho a trabalharem em rede para apresentarem um projeto vencedor capaz de cativar os famalicenses e atrair turistas ao concelho.

O projeto é promovido em parceria com o Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, a Associação de Pais da Escola Júlio Brandão, a Casa ao Lado, a Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco e a instituição Piratiarte, CRL, tem como objetivo promover a literacia na rua e sensibilizar os diferentes públicos para um melhor conhecimento da literatura portuguesa através dos seus poetas. Nesse sentido serão selecionados um conjunto de poemas que serão depois afixados em vários locais da cidade. Paralelamente serão desenvolvidas atividades diversas nomeadamente nas escolas com a elaboração de poemas, mas também atividades destinadas a todo o público com ações de declamação poética em espaços públicos, entre outros. Haverá ainda a atribuição de prémios para a melhor poesia, melhor mensagem e melhor ilustração de poemas

CERVEIRA FESTEJA A POESIA

Estudantes cerveirenses sussurram poemas pelo centro histórico

Para assinalar o Dia Mundial da Poesia, um grupo de jovens estudantes do concelho de Vila Nova de Cerveira vai sussurrar poesia pelas principais artérias do centro histórico. A ação ‘Sussurradores do Alto Minho” está agendada para esta quinta-feira, entre as 14h00 e as 16h00.

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Cerca de 40 jovens estudantes da ETAP Cerveira e da Escola Básica e Secundária de Vila Nova de Cerveira vão partilhar a sua veia poética com a comunidade. Lançado pela Biblioteca Municipal, no âmbito do projeto “Scholl4All Alto Minho”, este desafio inclui oficinas e mediação, construção de materiais e intervenção de rua.

Após serem convidados a refletir e a transmitir para o papel os seus sentimentos e emoções, em forma de poesia, os jovens vão declamar publicamente os poemas da sua autoria, alternando com os de poetas reconhecidos, recorrendo a uma metodologia diferente: o sussurro. Para esse efeito foram elaborados ‘Sussurradores’, isto é, tubos de grande dimensão para captar a atenção das pessoas.

A iniciativa “Alto Minho a Ler: Uma Estratégia Para o Sucesso Escolar”, integrado no projeto “Scholl4All Alto Minho”, promovido pela CIM Alto Minho, visa apoiar o combate ao abandono escolar pela valorização da leitura, associada à escrita e à criação, numa perspetiva inclusiva que desenvolva competências entre os agentes educativos, de modo a permitir mais e melhores projetos no futuro e permitindo rentabilizar recursos públicos comuns já existentes - bibliotecas, museus, escolas, profissionais, cultura da comunidade valorizando a leitura e as literacias.

Os ‘Sussurradores’ Cerveirenses vão estar nas ruas, na quinta-feira, entre as 14h00 e as 16h00.