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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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AMARES: CENTRO DE ESTUDOS MIRANDINOS ACOLHEU VISITA CULTURAL EM TORNO DO GRANDE POETA DA TAPADA

O grande vulto das letras, Sá de Miranda, foi a figura central de uma visita ao concelho de Amares acolhida, esta quinta-feira, pelo Centro de Estudos Mirandinos – CEM.

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O passeio de interesse cultural e gastronómico contou com um grupo de 50 beneficiários do Centro de Convívio de Álvares Cabral do Porto (um espaço de convívio destinado aos aposentados da Administração Pública), que começaram por desfrutar de um agradável almoço, no qual foi possível deliciarem-se com a gastronomia local. Seguiu- se uma visita acompanhada por Luciana Braga, investigadora do CEM, à Igreja de S. Martinho de Carrazedo, onde se encontra sepultado o poeta. O dia terminou com uma ida à Casa da Tapada, última morada de Francisco de Sá de Miranda, onde o grupo teve a oportunidade de fazer uma prova de vinhos verdes produzidos pela respetiva quinta.

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ESCRITOR E POETA DELFIM GUIMARÃES NASCEU HÁ 150 ANOS – EFEMÉRIDE ASSINALA-SE EM 2022!

Delfim Guimarães foi o poeta de Ponte de Lima e da Amadora

Assinala-se em breve a passagem dos 150 anos sobre o nascimento do escritor e poeta Delfim Guimarães. O seu nome está ligado à cidade do Porto onde nasceu em 4 de Agosto de 1872.

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A Lisboa onde trabalhou e fundou a editora “Guimarães, Libânio e Cª” que viria mais tarde a adoptar a denominação de Guimarães Editores. A Ponte de Lima à qual dedicou grande parte dos seus versos e também alguns dos seus romances, para além da sua enorme ligação familiar do qual foi inclusive Administrador do Concelho. E ainda à cidade da Amadora onde viveu e deixou importante obra cívica da qual salientamos a criação da Liga dos Melhoramentos da Amadora, responsável pela instituição da Escola Alexandre Herculano.

O nome de Delfim Guimarães encontra-se consagrado na toponímia de Lisboa, de Ponte de Lima e também da cidade da Amadora onde, aliás, dá o nome ao jardim que constitui a sua sala de visitas e aí tem erigido um busto. Apenas o Porto, cidade onde nasceu, não lhe prestou até ao momento a devida homenagem. A efeméride que este ano se assinala constitui uma excelente oportunidade para conhecer a vida e a obra deste escritor.

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“Delfim Guimarães. O Poeta da Amadora” é o título da melhor biografia até ao momento produzida acerca da vida e obra do poeta e escritor Delfim Guimarães. Da autoria de Lopes Vieira, o livro é uma edição da Câmara Municipal da Amadora, publicado em 1989 e encontra-se actualmente esgotado. A passagem dos 150 anos sobre a data do seu nascimento justificaria seguramente uma segunda edição desta obra.

Neste livro, o autor traça de uma forma admirável o perfil do escritor Delfim Guimarães, acrescentando à sua biografia a sua obra literária e a sua intervenção cívica, não apenas no domínio profissional como ainda como cidadão interventivo na sua época que deixou uma obra cujos frutos continuam a ser colhidos pelas actuais gerações. Referimo-nos principalmente à sua acção política e cívica naquela localidade que viria a ser o actual Concelho da Amadora, nomeadamente através da criação da Liga de Melhoramentos que, entre outras iniciativas, foi responsável pela fundação das Escolas Alexandre Herculano.

Lopes Vieira convida-nos a uma digressão através da obra literária do escritor Delfim Guimarães, apresentando-nos muitos dos seus poemas, grande parte dos quais dedicados ao Ponte de Lima, facto que por si só justificaria o seu reconhecimento como “O Poeta de Ponte de Lima” – se foi na Amadora que ele viveu grande parte da sua vida e pelo seu progresso social se bateu, não restam dúvidas de que foi a Ponte de Lima que dedicou os seus versos!

Rua Delfim de Brito Guimarães

Poeta 1872 - 1933

Freguesia(s): Campolide

Início do Arruamento: Rua Basílio Teles

Fim do Arruamento: Rua José Malhoa

Data de Deliberação Camarária: 08/02/1995

Data do Edital: 17/02/1995

Data do Edital do Governo Civil:

Data do Edital do Governo Civil:

Designação(ões) Anterior(es): Troço da Rua A à Avenida José Malhoa, compreendido entre a Rua Basílio Teles e a Avenida José Malhoa.

Historial: “Aos vinte e três dias do mês de Setembro de mil novecentos e noventa e quatro pelas dezasseis horas, numa das salas dos Paços do Concelho, reuniu a Comissão Municipal de Toponímia (...) Seguiu-se a leitura de uma carta da casa do Concelho de Ponte Lima, solicitando que o nome do poeta Delfim Guimarães, seja atribuído a uma rua de Campolide, situada nas imediações da sede da referida Instituição.

A Comissão emitiu parecer favorável, designando para o efeito o troço da Rua A à Avenida José Malhoa, compreendido entre a Rua Basílio Teles e a Avenida José Malhoa que, assim, passará a denominar-se: Rua Delfim De Brito Guimarães/Poeta/1872 – 1933”.

Delfim de Brito Guimarães nasceu no Porto em 4 de Agosto de 1872 e faleceu na Amadora, em 6 de Julho de 1933. De filiação republicana e maçónica, estudioso das Letras Portuguesas, cavaleiro apaixonado pela Menina e Moça de Bernardim Ribeiro, em querelas com Teófilo Braga ou em franca e admirativa correspondência com D. Carolina Michaëlis de Vasconcelos, conforme transcreveu no seu «Arquivo Literário». A sua paixão romântica pela política (União Republicana), levou-o às polémicas sobre as cores e os símbolos da bandeira nacional. Em 1889, veio para Lisboa e com apenas dezanove anos começou a trabalhar como guarda-livros no Século, onde passou a administrador. Ali permaneceu por dez anos mas foi obrigado

a retirar-se, pois a Administração não via com bons olhos a sua actividade literária. Fundou e consolidou uma importante Casa Editora – a Guimarães Editores, que ainda hoje existe na Rua da Misericórdia. Através desta editora, trouxe ao nosso conhecimento, autores estrangeiros notáveis em cuidadas traduções. Poeta, novelista, crítico, erudito, dramaturgo, investigador literário, Delfim de Brito Guimarães prestou valiosos serviços às letras portuguesas. Iniciou a sua carreira de escritor em 1893 com Alma Dorida, um livro de poemas escritos em prosa, dedicado à sua mãe. Nesse mesmo ano escreveu também Lisboa Negra, versos que dedicou à Capital, revelando a sua difícil adaptação a esta cidade. Confidências, um novo livro de poemas, é publicado em 1894 e, no ano seguinte, sai um livro de «orações», em verso, intitulado Evangelho. Em 1902, escreve uma comédia denominada Juramento Sagrado e neste mesmo ano, escreve um poema inspirado em ambientes medievais e de cariz romântico, chamado A Virgem do Castelo. No ano em que abre a Livraria, em 1903, publicou Outonais, obra em poesia dedicada ao amor e, em 1916, durante a Grande Guerra, por publicou uma colectânea de poemas de diversas métricas e estilos, intitulada A Alma Portuguesa. Deixou um património editorial inestimável, quer pelo fundo editorial acumulado, quer pelos serviços que prestou à cultura portuguesa.

IN / Fonte: http://www.cm-lisboa.pt/

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A imagem mostra os descendentes do escritor Delfim Guimarães por ocasião da atribuição do seu nome a uma artéria de Lisboa.

Delfim Guimarães nasceu em Santo Ildefonso, no Porto e viveu grande parte da sua vida na Amadora, nos arredores de Lisboa, onde teve grande intervenção cívica e política. Porém, as suas raízes familiares encontram-se em Ponte de Lima, terra em relação à qual consagrou muitos dos seus poemas.

Em Lisboa fundou em 1899 a editora “Guimarães, Libânio e Cª”, actualmente conhecida como Guimarães Editores.

Na Amadora onde viveu e veio a falecer, em 6 de Julho de 1933, foi o grande impulsionador da Liga dos Melhoramentos da Amadora e das escolas Alexandre Herculano. Esta cidade consagrou-lhe um jardim em pleno centro, atribuindo-lhe o seu nome e aí descerrando o busto cuja imagem junto se reproduz. Autêntica sala de visitas da Amadora onde se realizam os principais eventos culturais, o Parque Delfim Guimarães foi inaugurado em 1937 pelo então Presidente da República, General Óscar Carmona.

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Delfim de Brito Monteiro Guimarães (Porto, 4 de Agosto de 1872 - Amadora, 6 de Julho de 1933) foi um poeta, ensaísta, bibliófilo e tradutor português.

Trabalhou na área comercial onde desempenhou funções de contabilista e de administrador de diversas empresas, mas ficou conhecido pela sua produção literária, nomeadamente poesia, ensaio, conto, teatro e história, tendo sido fundador da editora «Guimarães, Libânio e C.ª» em 1899, atualmente conhecida como Guimarães Editores.

Tem colaboração em publicações periódicas, como é o caso das revistas Branco e Negro (1896-1898), Ave Azul (1899-1900), A Sátira (1911), Atlântida (1915-1920) e na Revista de turismo iniciada em 1916.

Foi iniciado na Maçonaria na Loja O Futuro, em Lisboa, com o nome simbólico de Bakunine.

A 17 de maio de 1919, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.

Fonte: Wikipédia

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Exemplar com dedicatória oferecido ao jornalista Rocha Martins, aqui tratado por “ilustre camarada”, em 5 de Abril de 1921.

“Á Memória de Herculano” é o título de um poema de cariz patriótico da autoria do escritor e poeta Delfim Guimarães, publicado em 1910, por ocasião da “celebração do centenário do nascimento do egrégio historiador português” ocorrida em 28 de março daquele ano, e editado pela Livraria Editora Guimarães & Cª, editora fundada pelo próprio autor.

Com vasta obra literária, o escritor Delfim Guimarães nasceu no Porto em 4 de agosto de 1872, encontrando-se também ligado a Ponte de Lima, terra à qual dedicou a maioria dos seus versos e ainda á cidade da Amadora onde viveu e veio a falecer em 6 de julho de 1933.

O livro cuja imagem reproduz foi pelo autor oferecido a Henrique Marques, na dedicatória tratado como “bom amigo e camarada”.

“Asas de Portugal” é o título de um poema de cariz patriótico da autoria do escritor e poeta Delfim Guimarães, publicado em 1922, por ocasião da primeira travessia aérea do Atlântico Sul levada a cabo por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, no contexto das comemorações do primeiro centenário da independência do Brasil.

O poema foi escrito na Amadora, terra com grandes tradições aeronáuticas, e editado pela Livraria Editora Guimarães & Cª, editora fundada pelo próprio autor.

Com vasta obra literária, o escritor Delfim Guimarães nasceu no Porto em 4 de agosto de 1872, encontrando-se também ligado a Ponte de Lima, terra à qual dedicou a maioria dos seus versos e ainda á cidade da Amadora onde viveu e veio a falecer em 6 de julho de 1933.

O livro cuja imagem reproduz foi pelo autor oferecido à Redação do jornal Diário de Notícias.

O Parque Delfim Guimarães situa-se no centro da Amadora, na zona mais antiga da cidade, entre a Avenida Elias Garcia e a linha de caminho de ferro que, desde finais do século XIX, contribuiu decisivamente para a expansão do primitivo aglomerado urbano designado como Porcalhota.

Correspondendo ao mais antigo e emblemático espaço verde do concelho, construído na década de 30 do século XX, por iniciativa da então estrutura municipal sediada em Oeiras foi primeiro apelidado de Jardim-Parque da Amadora, ocupando os terrenos agrícolas situados nas imediações do bairro Santos Mattos, primeiro conjunto habitacional da cidade.

O espaço integrado no Parque organiza-se a partir de uma pérgola central, dotada de fonte e bancos em redor. A partir deste espaço definem-se caminhos sinuosos, pontuados por canteiros de roseiras e herbáceas. O jardim possui, igualmente, alguns elementos importantes para a história local como o busto do poeta Delfim Guimarães que deu o nome ao espaço e que se encontra implantado numa rotunda intermédia assim como algumas lápides comemorativas de efemérides locais.

Inicialmente o parque integrou um tradicional espaço com areia balouços e escorregas, conjunto que, depois de ter sido reformulado, se transformou num moderno parque infantil obedecendo às novas normas de segurança. Igualmente numa intervenção mais recente foi criada uma "zona de estadia formal", dotada de bancos e cadeiras.

História

O Parque Delfim Guimarães deve o seu nome ao poeta que viveu e faleceu na cidade (1872-1933) tendo contribuído para esta iniciativa o tenente Cândido Pinheiro, vereador da Câmara de Oeiras, residente na então freguesia da Amadora. O conjunto ajardinado foi inaugurado a 27 de Junho de 1937, na presença do Presidente da República, General Óscar Carmona, escassos dias depois de a Amadora ter sido elevada à categoria de vila. Em 1997 o jardim foi sujeito a obras de reconversão a cargo da Arquiteta Paisagista Patrícia França, tendo estas sido parcialmente concluídas em 2002. Em 2015 o espaço foi novamente objeto de uma intervenção, apostando-se desta vez numa poda algo radical das árvores existentes, intervenção esta com impactos negativos no valor paisagístico do conjunto, tendo sido reduzidas as áreas de sombra e a bela mancha verde que caraterizava o local. De notar que este é um dos poucos espaços verdes existentes na zona central da cidade tão intensamente urbanizada, algo que hoje se sabe ser indispensável para a melhoria da qualidade de vida da população.

Paulo Fernandes/IPPAR/2007. Atualizada por Maria Ramalho/DGPC/2015.

Fonte: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/

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ESPOSENDE ACOLHE VI BIENAL EXPOPOÉTICA DE JORGE BRAGA

Em Esposende, arrancou hoje a sexta edição da bienal Expoética, do artista e poeta esposendense Jorge Braga. O evento, denominado "A Conquista do Mundo em Três Tempos", assenta em diferentes suportes - papel, tela e escultura, tendo como base a poesia associada ao grafismo, em que a principal temática é o ambiente.

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Nesta edição, a bienal reparte-se por três locais: o hall dos Paços do Concelho, o Centro de Informação Turística e a Casa da Juventude de Esposende. A inauguração decorreu hoje, ao fim da tarde, na Câmara Municipal, com a abertura da exposição de esculturas, momento marcado por um pequeno concerto e declamação de poesia.

Jorge Braga referiu que a bienal Expoética “pretende sensibilizar a importância das novas gerações como sendo através delas que se fará a inversão da forma como se olha o mundo”. Para o artista/poeta trata-se de “olhar com arte e através da arte”, sendo que “A conquista do mundo em três tempos” diferencia três gerações em três tempos distintos, passado, presente e futuro, com o objetivo de alertar para a necessidade de se tornar o tempo de formação de uma nova geração cada vez mais curto; quando a nova geração era sensibilizada na sua juventude (passado), passa a ser sensibilizada na infância (futuro), estando para isso o sensibilizador (pais, professores, estado, sociedade em geral) obrigatoriamente a viver o presente e a preparar o futuro.

Os outros polos da Expoética abrem amanhã, dia 4 de setembro; às 19h00, no Centro de Informação Turística é inaugurada a exposição de pintura, e, às 21h00, na Casa da Juventude, fica disponível a exposição de esculturas e obras no espaço Polivalente e na arena (zona exterior), onde decorrerá um concerto de jazz.

O Município de Esposende associa-se, uma vez mais, a este evento, numa ótica de valorização e divulgação dos artistas e da cultura do concelho, dando também cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

O Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, felicitou Jorge Braga pela iniciativa da bienal, bem como pelo trabalho que vem afirmando no plano cultural, em várias vertentes, agradecendo o seu contributo para o enriquecimento da cultura no concelho. O autarca reiterou que a cultura constitui um ativo da maior relevância para o Município, que tem vindo a afirmar-se cada vez mais.

A VI Expoética estará patente até ao próximo mês de outubro.

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SÁ DE MIRANDA NASCEU HÁ 540 ANOS

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“(…) Quanto ao primeiro, sou üa pobre velha estrangeira, o meu nome é Comédia; mas não cuideis que me haveis por isso de comer, porque eu naci em Grécia, e lá me foi posto o nome (…). Ali vivi muitos anos a grande meu sabor; passaram-me despois a Roma, pera onde então, por mandado da fortuna, corria tudo. (…) despois a grandeza daquele Império que parecia pera nunca acabar, todavia acabou. E assi como a sua queda foi grande, assi levou tudo consigo, ali me perdi eu com muitas das boas artes, e aí jouvemos longo tempo como enterradas, que já quase não havia memória de nós, té que os vizinhos em que duns nos outros ficara algüa lembrança cavaram tanto que nos tornaram à vida, maltratadas porém, e pouco para ver. Agora que já íamos (como dizem) ganhando pés, sentiu-nos logo aquela nossa imiga poderosa, que nos da outra vez destruíra, foi-se lá, pôs outra vez tudo por terra. Bem entendeis que digo pola guerra, imiga de todo bem. Venho fugindo, aqui neste cabo do mundo acho paz, não sei se acharei assossego. (…) Eu trato cousas correntes, sou muito clara. (…) Cuidáveis que não havia de trazer de mulher senão o trajo? Ora vistes que também trouxe a língua. Agora sabei que inda havemos de fazer um caminho longo. (…)”

Os Estrangeiros

Sá de Miranda, autor de cantigas, vilancetes, sonetos e comédias, nasceu neste dia 28 de agosto, no ano de 1481.

Fonte: https://www.facebook.com/egeac/

PONTE DA BARCA RECEBE ENCONTRO LUSO-GALAICO NA PRAÇA DA REPÚBLICA A 23 DE JULHO

No dia 23 de Julho, pelas 21 horas, a Praça da República, em Ponte da Barca, recebe o Encontro Luso-Galaico “Trobadores e Soldadeiras” com a participação do Grupo Coral de Vila Nova de Muia, e do “Ideal Fado”, grupo que desenvolveu projetos musicais com associações concelhias, criando, no âmbito das oficinas de trabalho, novas letras de fado.

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Aberto ao público com todas as condições de segurança, cumprindo as recomendações da Direcção-Geral de Saúde, o Encontro Luso-Galaico, Cofinanciado pelo Norte 2020/ FEDER, com a parceria da Fundação Consuelo Vieira da Costa, da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, entre outros, e apoio da autarquia de Ponte da Barca, foca-se no reforço cultural e etnográfico dos dois povos, propondo uma atenção renovada sobre a herança de séculos de uma história comum.

Visa ainda enaltecer a riqueza imaterial da sonoridade e da língua desta região transfronteiriça e reforçar a criação de um esforço coletivo que garanta a expansão deste vasto e interessante património, através da produção de novos temas e interpretações geradas no seio das comunidades locais.

VIANA DO CASTELO: SANTA MARTA SAIAS NEGRAS / TEM VIDRILHOS DE LUAR – FOTO DE ABEL CUNHA

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A minha terra é Viana

Sou do monte e sou do mar

Só dou o nome de terra

Onde o da minha chegar.

 

Ó minha terra vestida

De cor de folha de rosa

Ó brancos saios de Perre

Vermelhinhos de Areosa

 

Virei costas à Galiza

Voltei-me antes para o mar

Santa Marta saias negras

Tem vidrilhos de luar.

 

Dancei a gota em Carreço

O Verde Gaio em Afife

Dancei-o devagarinho

Como a lei manda bailar

Como a lei manda bailar

 

Dancei em fila a Tirana

E dancei em todo o Minho

E quem diz Minho diz Viana.

 

Virei costas à Galiza

Voltei-me então para o Sul

Santa Marta saias verdes

Deram-lhe o nome de azul.

 

A minha terra é Viana

São estas ruas estreitas

São os navios que partem

E são as pedras que ficam.

È este sol que me abrasa

Este amor que não engana

Estas sombras que me assustam

A minha terra é Viana.

 

Virei costas à Galiza

Pus-me a remar contra o vento

Santa Marta saias rubras

Da cor do meu pensamento.

 

Poema de Pedro Homem de Mello

BARCELOS: CONCURSO "PEQUENOS GRANDES POETAS" JÁ TEM VENCEDORES APURADOS

Iniciativa congregou alunos de Barcelos em volta da poesia

O Município de Barcelos, através da Biblioteca Municipal e da Rede Concelhia de Bibliotecas Escolares, promoveu, nos dias 18 e 19 de junho, no auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos, o espetáculo “Pequenos Grandes Poetas”.

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O concurso, que contou com a participação de todos os agrupamentos de escolas concelhios nos diferentes graus de ensino, desde o 1.º ciclo ao secundário, num total de 40 alunos, incluiu a modalidade de poema inédito e na modalidade de declamação.

Devido à Covid-19, familiares e encarregados de educação dos alunos não puderam estar presentes no auditório da Biblioteca Municipal, mas aplaudiram entusiasticamente os declamadores no Auditório dos Paços do Concelho, onde a sessão estava a ser transmitida em direto.

No final, a Vereadora do Pelouro da Educação e Cultura entregou os prémios aos vencedores, que constavam de livros, um cheque-prenda e um certificado de participação.

Armandina Saleiro expressou a satisfação do Município pelo sucesso do concurso, afirmando: “É a prova de que o trabalho desenvolvido pelo Pelouro da Educação nos últimos anos, através do esforço dos professores e técnicos ao nível da Rede de Bibliotecas, está a dar frutos”.

Este concurso tem como objetivos promover os hábitos de leitura e de escrita, incentivar o gosto pela poesia e pela escrita criativa e estimular a manifestação artística e a criatividade, sendo dirigido a todos os alunos dos agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas do concelho de Barcelos.

Vencedores:

Declamação

Pré-escolar

Gabriela Alves Ferreira e Maria Clara da Silva Pinheiro | Jardim de Infância de Fonte Coberta

1º Ciclo

Sofia Santos Ferreira Viamonte Silveira | Centro Escolar de Viatodos

Tudo ao contrário / Luísa Ducla Soares

2º Ciclo

Francisca Correia Oliveira | Escola Básica Gonçalo Nunes

Non chegou, madre, o meu amigo / Dom Dinis

3º Ciclo

João Bernardo Fernandes | Colégio La Salle

Súplica / Miguel Torga

Ensino Secundário

Camila Martins Guidi | Escola Secundária de Barcelos

Poema em linha reta de Álvaro de Campos

Menção Honrosa Ensino Secundário

Inês Oliveira | Colégio La Salle

Ontem estive no inferno / João Negreiros

Poema Inédito

1º Ciclo

Lucas Cardoso / Eu gosto de ler... | Escola Básica de Aldreu

2º Ciclo

Carolina Alves Apolinário / Leitura sem compromisso | Escola Básica Gonçalo Nunes

3º Ciclo

Cláudia Ferros / Vento | Escola Básica Rosa Ramalho

Ensino Secundário

Marco Filipe Gonçalves Vilas Boas / Sentado contigo à beira deste rio | Escola Secundária de Barcelos

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VIANA DO CASTELO HOMENAGEIA ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA

Vencedores da 11ª edição do Prémio Escolar António Manuel Couto Viana anunciados em dia de homenagem ao escritor

No dia em que se assinala o aniversário do falecimento do escritor António Manuel Couto Viana, a Câmara Municipal de Viana do Castelo divulga os vencedores da 11ª edição do Prémio Escolar que foi criado para homenagear a personalidade vianense que foi autor de literatura infantil, poeta, ensaísta, tradutor e dramaturgo.

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Assim, 8 de junho, data da morte de Couto Viana, tem sido a data escolhida para a divulgação dos premiados e assume-se como o dia em que a comunidade educativa vianense, através do Prémio Escolar, se une à Câmara Municipal e à Biblioteca Municipal nesta homenagem à vida e à obra do escritor vianense. A homenagem é traduzida num prémio que tem por finalidade dar a conhecer a obra literária do autor e de premiar produções literárias e artísticas da população infantojuvenil da comunidade escolar vianense sob as modalidades de Conto, de Ensaio, de Ilustração e de Poesia.

Na presente edição foram apresentados à fase final do concurso 63 trabalhos dos alunos das escolas do concelho, públicas e privadas, e o júri deliberou premiar um total de 14 trabalhos, distribuídos pelas várias modalidade e anos de escolaridade.

Na modalidade de CONTO (tema livre), o prémio foi atribuído aos seguintes concorrentes: 1.º Ciclo do Ensino Básico, Tiago de Castro Carvalho, com “O diário”, aluno da EB1 Monserrate, do Agrupamento de Escolas de Monserrate. No 2.º Ciclo do Ensino Básico, foi vencedor Francisco Alves Marinho, com o conto “Doutor Tod”, sendo aluno do Colégio do Minho. No 3.º Ciclo do Ensino Básico, venceu o conto “Agonia, a menina moça”, de Simão Martins Barbosa, da EB2,3/S Pintor José de Brito. No Ensino Secundário foi vencedora Verónica Rodrigues Fernandes, da Escola Secundária de Monserrate, com o conto “"Jorge Jesus"”.

Na modalidade de POESIA (tema livre), o prémio foi atribuído aos seguintes concorrentes: 1.º Ciclo do Ensino Básico, Matilde Fernandes da Silva, da EB1 do Calvário, do Agrupamento de Escolas da Abelheira, com “A escavar é que a gente se entende!”. No 2.º Ciclo do Ensino Básico venceu Sara Gigante Rufo, com a poesia “Sonhar”, sendo aluna do Colégio do Minho. No 3.º Ciclo do Ensino Básico o vencedor foi Guilherme Pinto Correia, da EB2,3 Frei Bartolomeu dos Mártires, do Agrupamento de Escolas de Santa Maria Maior, com “Sentir a primavera”. No Ensino Secundário foi vencedora Maria Inês Dias de Barros, da Escola Secundária de Santa Maria Maior, com “Canto quinto e meio”.

Na modalidade de ENSAIO, o prémio foi atribuído aos trabalhos realizados a partir da obra de António Manuel Couto Viana, de acordo com os seguintes níveis de escolaridade: 2.º Ciclo do Ensino Básico, Afonso Filipe Guedes, com o: “Ensaio sobre O Peixe Risonho” a partir do poema " O peixe risonho" do livro Versos de Cacaracá, da EB2,3 Dr. Pedro Barbosa, do Agrupamento de Escolas de Monserrate. No Ensino Secundário venceu Maria Filipe da Ponte Guedes, com o ensaio “Postais de Viana de António Manuel Couto Viana”, da Escola Secundária de Monserrate.

Na modalidade de ILUSTRAÇÃO, o prémio foi atribuído aos trabalhos realizados a partir da obra de António Manuel Couto Viana, de acordo com os seguintes níveis de escolaridade: 1.º Ciclo do Ensino Básico, Vicente Martins Venda Lira Coelho, com a Ilustração intitulada “Mixórdia de poemas” a partir do livro “Bichos diversos em Versos”, aluno da EB1 Avenida. No 2.º Ciclo do Ensino Básico o vencedor foi Salvador Pires da Silva com a Ilustração a partir do poema "Se fosses… querias ser" do livro “Versos de cacaracá: poesia infantil”, aluno do Colégio do Minho. No 3.º Ciclo do Ensino Básico venceu Helena Feio Garcia com a Ilustração a partir da "Lenda da Serra da Nó" do livro “Lendas do vale do lima”, sendo aluna da EB2,3 Viana do Castelo, do Agrupamento de Escolas da Abelheira. Por fim, no Ensino Secundário a vencedora foi Magda Nery, com a Ilustração a partir do poema "Quem sou eu?"” do livro “Versos de cacaracá: poesia infantil”, da Escola Secundária de Monserrate.

Com esta iniciativa, que conta com o apoio da Editora OPERA OMNIA, a Câmara Municipal, através da sua Biblioteca, procura responder ao apelo do Manifesto da IFLA/UNESCO sobre Bibliotecas Públicas 1994 que defende a biblioteca pública como “porta de acesso local ao conhecimento - fornece as condições básicas para a aprendizagem ao longo da vida, para uma tomada de decisão independente e para o desenvolvimento cultural do indivíduo e dos grupos sociais”.

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AMARES PROMOVE CONFERÊNCIA SOBRE SÁ DE MIRANDA

No âmbito das suas atividades científico-culturais, o Centro de Estudos Mirandinos irá realizar no dia 11 de junho, às 21h30, a videoconferência intitulada "Mandei a todos que falassem português»: As comédias de Sá de Miranda", que será proferida pelo Professor José Camões, investigador principal e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

A inscrição é gratuita mas obrigatória através do link https://forms.gle/XtpRHUcAddAE91rP6 ou através dos contactos do CEM (cem@biblioamares.pt ou 253995182).

A conferência realizar-se-á através da plataforma Microsoft Teams.

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PINTORA SÍLVIA MOTA LOPES EXPÕE EM AMARES "PINTAR COM POESIA"

Exposição de 5 junho a 10 julho

“Pintar com poesia – Devaneios, palavras, traços e cor” de Sílvia Mota Lopes

Esta exposição conta com trinta e duas pinturas referentes a trinta e dois poetas onde estão incluídas duas telas alusivas a autores de Amares, uma de Francisco de Sá de Miranda e outra de António Variações.

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Sílvia Mota Lopes é uma artista multifacetada, onde a pintura, a escrita, a ilustração e a música completam o seu trabalho artístico.

A exposição estará patente ao público na Biblioteca Municipal de Amares, de 5 de junho a 10 de julho, no horário da biblioteca.

A inauguração da exposição será realizada no dia 5 de junho (sábado) às 16h e conta com a com a apresentação da obra poética de Francisco de Sá de Miranda, por Sérgio Guimarães de Sousa, e alguns momentos musicais a cargo de Luís Capela e Narciso Fernandes.

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RTP – ANTENA 2 EVOCA POETA LIMIANO ANTÓNIO FEIJÓ – NASCEU HÁ 162 ANOS!

O poeta António Feijó nasceu neste dia, em 1859, em Braga. Estudou Direito e trabalhou como diplomata no Brasil, na Dinamarca e na Suécia, onde viria a morrer. Publicou várias obras desde o início da década de 1880 até praticamente às vésperas da sua morte, frequentemente marcadas pela temática da morte e da saudade e por um sentimento de desencanto e de pessimismo. António Feijó é recordado como um dos grandes poetas do Parnasianismo português e um dos vultos incontornáveis da poesia da transição do século XIX para o século XX.

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CERVEIRA COMEMORA O 25 DE ABRIL

‘25 de Abril’ assinalado simbolicamente com recital de poesia

Pela importância histórica da efeméride em prol da liberdade e da democracia, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira não vai deixar passar em branco o 47º aniversário da ‘Revolução do Cravos’.

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Simbólica e comedida. Dando cumprimento às diretrizes emanadas pela Direção-Geral de Saúde de contenção da pandemia Covid-19, a comemoração inicia às 9h30, nos Paços do Concelho, com o tradicional Hastear das Bandeiras ao som do Hino Nacional, Hino de Cerveira e Grândola Vila Morena interpretados pela Academia de Música Fernandes Fão.

Criando um momento intergeracional, algumas crianças e jovens do Agrupamento de Escuteiros de Campos vão protagonizar um breve, mas memorável Recital de Poesia alusiva ao 25 de Abril.

AMARES EVOCA FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA

Francisco de Sá de Miranda foi um dos vultos estelares da literatura portuguesa. Profundamente admirado pelas principais vozes poéticas do seu tempo, devemos a Sá de Miranda não somente a introdução do dolce stil nuovo em Portugal, mas também uma obra valiosíssima para se perceber a constelação cultural do Renascimento.

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O Centro de Estudos Mirandinos (CEM) está a organizar o Colóquio Internacional Repensar Sá de Miranda e o Renascimento, que terá lugar online nos dias 29 e 30 de abril de 2021. Visa-se com este colóquio revisitar criticamente a obra do grande escritor, nas suas várias modalidades expressivas e na riqueza dos caminhos temáticos que nela se percorrem, bem como analisar, em sede tanto filosófica como estética, o Renascimento enquanto expressão de uma nova forma de conceber e ver o mundo. Está prevista a publicação de um volume com as comunicações do evento e uma arbitragem científica por pares para esse efeito.

O colóquio está certificado na dimensão científica pedagógica (específica) para os grupos de docentes 200, 210, 220, 300, 400, 410, pelo Centro de Formação do Alto Cávado.

Pode consultar o PROGRAMA em: https://drive.google.com/.../1CZgKj7OWDWXTY5eGX5N.../view...

Comissão Organizadora:

Sérgio Guimarães de Sousa (Universidade do Minho)

João Paulo Braga (Universidade Católica)

Luciana Braga (Centro de Estudos Mirandinos)

Anabela Costa (Biblioteca Francisco de Sá de Miranda)

Vai ser lançada Obra Completa de Francisco de Sá de Miranda

Foi recentemente publicada a Obra Completa de Francisco de Sá de Miranda, numa parceria entre a editora Assírio & Alvim e a Câmara Municipal de Amares, através do Centro de Estudos Mirandinos. O volume de 680 páginas foi organizado por Sérgio Guimarães de Sousa (Diretor do Centro de Estudos Mirandinos), João Paulo Braga (Universidade Católica) e Luciana Braga (Centro de Estudos Mirandinos). Os organizadores, além de procederem ao estabelecimento de texto, recorrendo às primeiras edições da obra mirandina (sobretudo a de 1595 e a de 1614), apetrecharam o livro com centenas de notas explicativas, de modo a facilitar a compreensão do texto do poeta do Neiva. A obra vai ser apresentada no dia 5 de maio, às 11h0, na Casa da Tapada (Fiscal – Amares).

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Poema de Sá de Miranda em Azulejos na Casa do Barreiro, Gemieira, Ponte de Lima.

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