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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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QUEM É MANUEL TINOCO – UM DOS FUNDADORES DA CASA COURENSE EM LISBOA E ACTUAL DIRECTOR DO "NOTÍCIAS DE COURA"?

Manuel Tinoco – personalidade bastante conhecida e estimada da comunidade courense e minhota em geral radicada na região de Lisboa - foi um dos fundadores da Casa Courense em Lisboa e seu vice-presidente. E é actualmente director do jornal "Notícias de Coura".

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Foi também investigador durante três décadas da presença da comunidade courense na capital, tendo efectuado o levantamento dos courenses na indústria hoteleira em Lisboa, trabalho vertido em livro editado pela ADASPACO (Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Paredes de Coura).

Manuel Tinoco nasceu em Rubiães porque era tradição as mães virem ter os filhos à terra, a casa de seus pais. E, com pouco mais de um mês já estava em Lisboa. A mãe levou-o ao colo e, já sem pai que morreu de doença súbito no dia do seu baptismo em Rubiães (veio cá ver-me pela primeira vez, deixando a taberna de Santa Marta por uns dias, e morreu). E, juntamente com a sua mãe, Manuel Tinoco transformou a velha taberna no conceituado restaurante Alto Minho, um estabelecimento muito visitado  pelos minhotos que residem em Lisboa.

O jornalismo foi sempre a sua grande paixão o que levou a acalentar a vontade de regresso às origens – Paredes de Coura! – sonho que acabou por concretizar por volta dos quarenta anos de idade.

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Manuel Tinoco, ao lado do Dr. Jorge Sampaio, na qualidade de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, durante um almoço da Casa Courense em Lisboa

 

Fruto dessa paixão pela terra, não obstante ser já de uma geração diferente dos cabouqueiros da Casa Courense em Lisboa, e tendo uma ligação à terra cimentada por uma veia romantizada, ao contrário de quem por cá comeu o pão que o diabo amassou, integrou a equipa fundadora daquela instituição regionalista.

E, ao voltar para Paredes de Coura, a chama do jornalismo que lhe corria nas veias concretizou-se com a fundação do jornal “Notícias de Coura”, uma referência da Imprensa da nossa região. Mas, pelo caminho não lhe faltou a veia poética

Além das suas ligações nomeadamente à Casa Courense e ao jornal “Notícias de Coura, Manuel Tinoco foi presidente da Associação Cultural de Rubiães e também vice-presidente do Núcleo de Andebol do Liceu Pedro Nunes – clube federado português que movimentava mais atletas na década de oitenta.

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CARMINDA GONÇALVES DA COSTA – A MÃE DE MANUEL TINOCO

Foi para Lisboa em 1957, após o casamento. Nada sabia do ramo; tudo aprendeu num abrir e fechar de olhos, mal o marido faleceu, corria 1959. Com pouco mais de vinte anos de idade, com o bebé ao colo, passou então a manobrar o leme da taberna e carvoaria que era do casal. Trabalhou, trabalhou sempre, sete dias por semana, dezoito horas por dia, foi mulher, foi Mãe e Pai ao mesmo tempo, minha Heroína, gestora de uma vida de negócios de sucesso, uma vida da qual tinha um nunca disfarçado orgulho. Fez da taberna de Santa Marta a mais afreguesada da zona; mais tarde, nos idos de 1981, transformá-la-ia em restaurante. O trabalho redobrou e o talento para a cozinha ganhou asas de tamanho desmedido, de tal forma que do restaurante Alto Minho fez um verdadeiro santuário gastronómico da nossa terra. A sua terá sido das primeiras cozinhas, mesmo ainda no período anterior ao restaurante (pela década de sessenta acima), a reabilitar a culinária das casas dos lavradores de Rubiães, isto, sublinhe-se, num tempo em que um certo preconceito evitava preservar e dar importância à mesa do mundo rural. As receitas da sua avó Josefina tiveram então palco para brilharem às mãos milagrosas de minha Mãe. Em 2001, minha Mãe haveria de regressar à sua Rubiães, à sua Costa, ao Crasto. E nunca viria a morrer porque foi sempre muito maior do que a vida. Apenas passou a viver dentro de mim desde o mais gelado de todos os Janeiros, já lá vão quatro anos.

Texto: Manuel Tinoco

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Jornal "Notícias de Coura" - Clique na imagem!

ANTÓNIO FEIJÓ: O POETA LIMIANO QUE MORREU DE AMOR

António Feijó casa com D. Maria Luísa Mercedes Joana Lewin, em 1900, durante a sua estadia no Norte da Europa - Suécia e Dinamarca - onde desempenhou funções diplomáticas.

Mercedes de Castro Feijó morre prematuramente aos 37 anos, depois de um prolongado e doloroso sofrimento. Nessa altura, António Feijó emoldura o gancho que Mercedes trazia no cabelo na véspera da sua morte com a seguinte legenda: "Épingle des cheveux de ma femme, qu'elle portait la veille de sa mort."

Dois anos mais tarde, em 1917, morre António Feijó que não resistiu à profunda dor causada pela morte da sua amada.

«Morte que, sem piedade, uma a uma arrebata,

Como um tufão que passa, as nossas afeições,

E deixando-nos sós lentamente nos mata

Abrindo-lhes a cova em nossos corações.» (Hymno à morte, António Feijó)

Em 1927, os restos mortais de ambos são transportados para Ponte de Lima e sepultados lado-a-lado no cemitério da vila com a seguinte inscrição "O amor os juntou e nem a morte os separou".

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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POETA ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA NASCEU HÁ 98 ANOS!

António Manuel Couto Viana nasceu em Viana do Castelo a 24 de Janeiro de 1923, filho de um ilustre minhoto e de uma asturiana, e faleceu em Lisboa a 8 de Junho de 2010. Poeta, dramaturgo, contista, ensaísta, memorialista, tradutor, gastrólogo e autor de livros para crianças, foi também empresário teatral, director artístico, encenador e ator.

Com vasta obra publicada nas mais variadas vertentes literárias, António Manuel Couto Viana foi um dos maiores poetas do nosso tempo. Ensaísta, poeta, dramaturgo, tradutor e encenador, O livro de poemas O Avestruz Lírico, publicado em 1948, marca o início da sua carreira literária.

Ao longo da sua vasta carreira literária e artística, publicou mais de uma centena de livros, muitos dos quais traduzidos para inglês, francês, castelhano e mandarim, vulgo chinês. Encenou e dirigiu companhias de Ópera do Teatro Nacional de São Carlos, do Círculo Portuense de Ópera e da Companhia Portuguesa de Ópera. A sua paixão pelo teatro começa desde muito novo, quando recebeu por herança o Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo, mantendo-se sempre durante toda a vida ligado a companhias de teatro para a infância.

António Manuel Couto Viana à conversa com o Engº Manuel de Sá Coutinho (Aurora) e Carlos Gomes (Administrador do BLOGUE DO MINHO).

AMARES LANÇA PRÉMIO LITERÁRIO FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA - MODALIDADE POESIA

Abertas até 23 de abril candidaturas para prémio literário Francisco de Sá de Miranda 

No sentido de homenagear este grande vulto das letras, o Município de Amares lança a 2.ª edição do Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda, na modalidade de poesia. O prazo de candidaturas decorre até 23 de abril de 2021.

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O Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda tem o valor pecuniário de 7.500 euros e contempla a modalidade de poesia da autoria de escritores de língua portuguesa. Podem concorrer ao prémio autores maiores de 18 anos, com obras editadas em livro e escritas em língua portuguesa, cuja primeira edição tenha ocorrido durante os anos de 2019 e 2020. As obras a concurso poderão ser entregues pessoalmente na Biblioteca Municipal Francisco de Sá de Miranda ou enviadas via CTT, com registo e aviso de receção para o endereço: Biblioteca Municipal Francisco de Sá de Miranda, Largo D. Gualdim Pais, n.º 19, 4720-013 Amares.

O regulamento está disponível, para consulta online, em https://biblioamares.pt/cemirandinos/#cem-5

O prémio literário é atribuído bienalmente pela Câmara Municipal de Amares.

Francisco de Sá de Miranda nasceu em Coimbra, possivelmente em 1487. Estudou Gramática, Retórica e Humanidades na Escola de Santa Cruz e frequentou depois a Universidade, ao tempo estabelecida em Lisboa, onde fez o curso de Leis, alcançando o grau de doutor em Direito. Nesta universidade foi professor considerado e frequentador da Corte até 1521, onde compôs cantigas, vilancetes e esparsas, ao gosto dos poetas do século XV. O Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, impresso em 1516, publica treze poesias do Doutor Francisco de Sá de Miranda.

Entre 1521 e 1526 ou 1527, Sá de Miranda viaja pela Itália e lá conhece o ambiente literário do Renascimento, do qual absorve as linhas principais. Ao assimilar as ideias italianas do Renascimento, torna-se o pioneiro a utilizar as formas clássicas, iniciando o Renascimento em Portugal. Sá de Miranda é assim o introdutor no nosso país do verso decassílabo.

Foi casado com D.ª Briolanja de Azevedo, filha de Francisco Machado, 2.º Senhor das Terras de Entre Homem e Cávado (Amares) até ao ano da sua morte em 1558. Sá de Miranda e sua esposa D.ª Briolanja de Azevedo adquiriram uma propriedade em 1530, que, anexando terrenos, se veio a transformar na Quinta da Tapada, sita na freguesia de Fiscal em Amares, de cuja Casa Sá de Miranda foi 1.º Senhor até à sua morte. Encontra--se hoje sepultado na Igreja de Carrazedo – Amares.

No sentido de homenagear esta grande figura das letras, o Município de Amares lança a 2.ª Edição do Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda, na modalidade de poesia. Este prémio literário é atribuído bienalmente pela Câmara Municipal de Amares e visa incentivar a criatividade literária e o gosto pela criação na modalidade de poesia.

O prazo de candidaturas à 2.ª edição do Prémio Francisco de Sá de Miranda decorre até 23 de abril de 2021.

O Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda tem o valor pecuniário de 7.500 euros e contempla a modalidade de poesia da autoria de escritores de língua portuguesa.

Podem concorrer ao Prémio autores maiores de 18 anos, com obras editadas em livro e escritas em língua portuguesa, cuja primeira edição tenha ocorrido durante os anos de 2019 e 2020.

As obras a concurso poderão ser entregues pessoalmente na Biblioteca Municipal Francisco de Sá de Miranda ou enviadas via CTT, com registo e aviso de receção para o endereço: Biblioteca Municipal Francisco de Sá de Miranda, Largo D. Gualdim Pais, n.º 19, 4720-013 Amares.

DIOGO BERNARDES ESCREVEU O EPITÁFIO DO TÚMULO DE D. SEBASTIÃO QUE SE ENCONTRA NO MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS

“Se pudermos dar crédito à fama, este túmulo conserva os restos de Sebastião,

Morto nas plagas africanas

Mas não digas que é falsa a opinião dos que acreditam que ele ainda é vivo,

Porque a glória lhe assegura a imortalidade”

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  1. Sebastião nasceu há 467 anos, precisamente no dia 20 de Janeiro de 1554. E, quando morreu?

O seu tio, Filipe II de Espanha, organizou as mais grandiosas exéquias fúnebres e ordenou a ao poeta Diogo Bernardes que produzisse o epitáfio que se encontra inscrito no seu túmulo. E, desse modo a seu ver, ficava legitimada a sua pretensão ao trono de Portugal.

“Mas não digas que é falsa a opinião dos que acreditam que ele ainda é vivo” – disse o poeta!

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Fotos: Wikipédia

EM BUSCA DE NOVAS DIREÇÕES... - UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

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“Em busca de novas direções...”

 

Velejo o meu barco,

Não sei se com os olhos ou com as belezas

Que as coisas têm.

 

Na profundidade das águas,

Sinto o marejar dos néctares

E os cantares das ninfas que pintam o céu.

 

Ó vela branca dos mares navegados,

Escorre pela tua estrutura, os braços do mar,

Os abraços do mundo.

 

Iço a bandeira da força heroica das muitas nações,

E o barco parte em busca de novas direções.

Márcia Passos

É TEMPO DE NATAL - UM POEMA DE ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA

"É tempo de Natal. Exibe-se um pinheiro,

Com lâmpadas de cor, sobre o balcão.

Tem, também, pendurados, a isca do dinheiro

E flocos finos de algodão.

 

Nas férias, foge a freguesia

Do final das manhãs,

Com os seus kispos disformes, de inflada fantasia,

E o conforto das lãs.

 

Bebem-se mais bebidas quentes.

O chão, mais húmido, incomoda.

E há apelos insistentes

Do cauteleiro que anda à roda.

 

Os embrulhos, nas mesas, nos regaços,

Com vistosos papéis,

Florescem de acetinados laços,

Lembram o oiro, o incenso, a mirra, em mãos de reis.

 

Muitos adultos. Pouca criançada.

Muito cansaço. Pouca animação.

A vida (a cruz!) tão cara, tão pesada!

E dão-se as boas-festas sem se sentir que o são.

 

Consigo mesa junto à vidraça.

E é em mim que procuro, ou é lá fora,

A estrela que não luz, o pastor que não passa,

O anjo que não vem anunciar a hora?"

António Manuel Couto Viana, in Café de Subúrbio, 1991

António Manuel Couto Viana à conversa com o Engº Manuel de Sá Coutinho (Aurora) e Carlos Gomes (Administrador do BLOGUE DO MINHO).

QUEM FOI A POETISA VIANENSE MARIA MANUELA COUTO VIANA?

Maria Manuela Couto Viana. (Viana do Castelo, 1919 - Lisboa, 1983)

Poetisa, romancista, dramaturga, cronista e tradutora.

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Estudou no liceu de Viana do Castelo, cidade onde, aos treze anos, fez a sua estreia literária publicando contos nos jornais locais e, simultaneamente, a sua estreia como declamadora, carreira que prosseguiria com a apresentação, em Madrid e Barcelona, de poetas portugueses em versão castelhana e com recitais de poesia em português e em galego na Galiza, em Viana do Castelo, no Porto e em Lisboa.

Fez parte do elenco dos filmes portugueses Revolução de Maio (1937), Rosa do Adro (1938) e Aqui, Portugal (1947) e, integrando um grupo folclórico da sua terra, interpretou o principal papel do Auto das Oferendas de António Correia de Oliveira. Veio depois a dedicar-se à rádio, quer escrevendo e interpretando teatro radiofónico, quer produzindo e apresentando programas no Emissor Regional do Norte da Emissora Nacional.

A sua estreia em livro ocorreu em 1942, ao obter o primeiro prémio do concurso «Procura-se um romancista...», organizado pelo Grémio Nacional dos Editores e Livreiros, com o romance Raízes Que Não Secam... Colaborou com poemas em português e em galego em revistas literárias de Portugal, Galiza e Brasil. Foi também colaboradora das folhas de poesia Távola Redonda, onde Fernanda Botelho publicou uma introdução à sua arte poética. Está incluída em várias antologias, nomeadamente na Antologia da Poesia Feminina Portuguesa, de António Salvado.

Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997

“SALMO DA DIVINA MISERICÓRDIA” – UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

Cantai as boas obras do Senhor, Nosso Deus;

A Ele pertencemos; Toquem nossas vozes no coração do Senhor,

E alegre-se a Humanidade inteira;

Com o Senhor vêm os anjos e os santos rejubilam de alegria,

Não há formosura maior do que o louvor,

Debaixo dos nossos pés só o pó em que nos tornaremos;

Prepara-te, ó minha alma, para Jerusalém celestial,

Lá onde o sol não se põe e as trevas não chegam,

Onde as nossas candeias sempre iluminarão

A Justa Cidade Eterna;

A vida aqui é um martírio, um sopro, mero instante,

Mas se porém, a Alma se levanta, logo posso estar ao pé de Jesus,

Contemplando os Seus Sagrados Pés!

Toca-Me, ó Deus, a minha alma;

Anjos e arcanjos velai,

Quero cantar ao som das celestes trombetas,

E dizer a todos o quanto Deus é Misericordioso!

Márcia Passos

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QUEM FOI O POETA ANTÓNIO CORREIA DE OLIVEIRA QUE VIVEU EM ESPOSENDE?

António Correia de Oliveira ou António Corrêa d’Oliveira (São Pedro do Sul, 30 de julho de 1878 — Belinho, Antas, Esposende, 20 de fevereiro de 1960) foi um poeta português. Começando no final do século XIX foi publicando as primeira vez em 1933 por vinte membros da Academia Real das Ciências e sendo o recordista nacional com um total de quinze nomeações.

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Convictamente monárquico, transforma-se num dos poetas oficiosos do Estado Novo, com inúmeros textos escolhidos para os livros únicos de língua portuguesa do sistema de ensino primário e secundário.

Correia de Oliveira foi indicado para o Prémio Nobel da Literatura, pela primeira vez em 1933, sendo-o depois de também desse ano a 1940 e em 1942. A vencedora de 1945, a chilena Gabriela Mistral, que desempenhara as funções de Adida Cultural em Lisboa, declarou publicamente, no acto solene, que não merecia o prémio, estando presente o autor do Verbo Ser e Verbo Amar. Foi o terceiro português a ser indicado para o Nobel da Literatura, depois de João da Câmara em 1901 e de João Bonança em 1907, mas é o português a quem se conhece o maior número de nomeações, ultrapassado neste valor Maria Madalena de Martel Patrício que tem catorze.

Foi pai de José Gonçalo Correia de Oliveira (1921—1976), Ministro da Economia entre 1965 e 1968.

António Correia de Oliveira faleceu na freguesia de Antas, Esposende, no distrito de Braga, em 1960.

Fonte: Wikipédia

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Fonte: Vida Mundial Ilustrada, Ano I, nº 34, 8 Janeiro 1942 / Hemeroteca Municipal de Lisboa

POETA SEBASTIÃO PEREIRA DA CUNHA: REVISTA "BRANCO E NEGRO" PUBLICOU A NOTÍCIA NECROLÓGICA

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Fonte: Branco e Negro – Semanário Ilustrado. nº 26. 27 Setembro 1896 / Hemeroteca Municipal de Lisboa

QUEM FOI SEBASTIÃO PEREIRA DA CUNHA?

Sebastião Maria do Carmo Filomena Pereira da Cunha e Castro Lobo (9 de Fevereiro de 1850 - 16 de Setembro de 1896) ou simplesmente Sebastião Pereira da Cunha como era assim que assinava, fidalgo-cavaleiro da Casa Real, deputado da Nação, morador no palácio e castelo de Portuzelo na freguesia de Santa Marta de Portuzelo e 11.º senhor da Casa Grande em Paredes de Coura, foi um político e poeta português.

Era convicto "legitimista" como seu pai.

Terá sido um dos últimos poetas românticos, reuniu várias vezes em sua casa, Guerra Junqueiro, António Feijó e outros desse movimento romântico, e terá se exprimido através de um lirismo historicizante.

Ppr altura do seu falecimento a revista O Occidente dedica-lhe as seguintes palavras:

  • “Sebastião Pereira da Cunha era uma d’estas figuras que se impunham pela forma insinuante da voz, pela naturalidade do gesto e pelo olhar franco, leal, digno; e o modo elegante de dizer era sublinhado por um jogo de phisionomia tão expontaneo que, agradando, deliciava e interessava todos os que fruíam o encanto de com elle privarem".
  • «Saio de Malha», drama (1893).
  • «A Cidade Vermelha», poema hispano-árabe (1894).
  • «Serões de Portuzelo»

Ainda terá escritos «Primeiro Alvor», a «Tarde de um César», o poemeto «Heroes d’Africa» e «Minho».

Dirigiu a publicação literária e cientifica "Pero Galego", ao lado de Alberto da Rocha Páris e de João Caetano da Silva Campos. Colaborou igualmente n´A Civilização, revista da estudantil da Imprensa da Universidade de Coimbra.

Filho de António Pereira da Cunha e Castro (Viana do Castelo, 9 de Abril de 1819 - Lisboa, 18 de abril de 1890), Fidalgo da Casa Real (Alvará de 4 de Fevereiro de 1825), senhor da Casa Grande e da Torre da Cunha em Paredes de Coura, do Morgado dos Lobos em Monção. Sócio do Instituto de Coimbra, membro do Conservatório Real de Lisboa, presidente da Sociedade Artística de Musica de Viana do Castelo, deputado da nação em 1856 (que não tomou posse por se recusar, como outros partidários de el-rei D. Miguel, em prestar o juramento estabelecido na Lei), casado em 26 de Abril de 1848 com D. Maria Ana Isabel Apolónia Machado de Mendonça Eça Castelo Branco (Palácio de Santo André, Lisboa, 9 de fevereiro de 1826 - Lisboa, 26 de Junho de 1907), filha dos 1.ºs condes da Figueira.

Casado, na freguesia de Arroios (Lisboa), a 19 de Outubro de 1869, com sua prima co-irmã:

  • Maria Amália das Necessidades de Almada Pereira Cirne Peixoto (18 de Outubro de 1847 - 3 de Março de 1881), filha dos 3.ºs Condes de Almada, Lourenço José Maria de Almada Abreu Pereira Cirne (5 de Dezembro de 1818 — 7 de Setembro de 1874) e Maria Rita Machado de Castelo-Branco Mendonça e Vasconcelos[, filha terceira dos 1.ºs conde da Figueira, D. José Maria Rita de Castelo Branco e de D. Maria Amália Machado Eça Castro e Vasconcelos Magalhães Orosco e Ribera), filha dos 3.ºs Condes de Almada.

Tiveram:

  • Maria Rita Pereira da Cunha (22 de Setembro de 1870).
  • Lourenço Pereira da Cunha (m.m.).
  • António Pereira da Cunha (15 de Agosto de 1874 - 1879).
  • Lourenço (no crisma António) Pereira da Cunha Lobo e Castro (19 de Dezembro de 1875), casado em 28 de Janeiro de 1905 com Maria Ana de Cabedo e Vasconcelos (23 de Maio de 1884), filha dos viscondes do Zambujal. Com geração.
  • Maria da Conceição Pereira da Cunha (23 de Janeiro de 1877), casada em 27 de Maio de 1905, com Tomás de Ataíde de Almeida Cayola (23 de Março de 1880), oficial do exército, filho de Tomás de Almeida Cayola, major da Administração Militar, e de Júlia de Lima. Com geração.
  • Sebastião Maria da Conceição Pereira da Cunha (8 de Julho de 1879 - 7 de Setembro de 1906), casado com sua prima Maria Rita de Carvalho Daun e Lorena (Pombal) e de Maria Amália Machado (Figueira).

Fonte: Wikipédia

O BLOGUE DO MINHO remete para outro artigo acerca de Sebastião Pereira da Cunha publicado aqui

PONTE DA BARCA, / SEMPRE FORMOSA E CONTENTE! / É TANTA A GRAÇA QUE CATIVA TODA A GENTE! …

Ponte da Barca é um concelho de contrastes, situada no Alto Minho deve o seu topónimo à “barca” que fazia a ligação entre as duas margens do Rio Lima, muitas vezes peregrinos a caminho de Santiago de Compostela, sendo a “ponte” construída em meados do séc. XIV que lhe vai dar o nome de S. João de Ponte da Barca (1450).

Ponte da Barca, com as suas pesqueiras no Rio Lima (pesca da lampreia), possui ainda coutos de caça, desportos náuticos, praia fluvial, bons restaurantes e infra-estruturas hoteleiras, artesanato e folclore.

Texto e fotos: Fernando Araújo

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VIZELA TEM VENCEDORES DO CONCURSO CURTAS POÉTICAS 2020

A Câmara Municipal de Vizela, através da Biblioteca Municipal de Vizela, promoveu este ano, mais uma edição do Concurso Curtas Poéticas, subordinado ao tema SONHO.

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Apresentaram-se ao Concurso Curtas Poéticas projetos individuais, num total de 326 participações, inclusive a de uma escola de Dili, em Timor Leste, demonstrando a relevante projeção deste Concurso.

De destacar que este concurso integra três categorias: infantil – até aos doze anos; juvenil – dos 12 aos 18 anos; e adulto – mais de 18 anos, sendo que os poemas mais votados serão agora selecionados para fazerem parte de um livro, que a Câmara Municipal de Vizela publicará em data a informar.

Assim, os vencedores por categorias são:

Na categoria infantil:

            1º Classificado- Ana Clara, 4ºH EB Enxertos

2º Classificado- Jorge Oliveira, 4ºG EB Enxertos

3º Classificado- Beatriz Oliveira – 4ºG EB Enxertos

Na categoria juvenil:

1.º Classificado -Ana Sofia Lemos – 10º A- EB 2,3 S Infias

2º Classificado - Maria Inês Alves - 10º D - Escola Secundária de Vizela

3º Classificado - Maria Eduarda Cunha

Na categoria adulto:

1º Classificado - Sílvia Oliveira

2º Classificado - Joaquim Ribeiro

3º Classificado - Joaquim Ribeiro

A Câmara Municipal de Vizela agradece a participação de todos, bem como o empenho na arte da escrita, sendo que, atendendo às limitações que vivemos e que este ano não se realizará a Feira do Livro, os vencedores serão brevemente contactados para fazer o levantamento dos respetivos prémios.

"RAIAS POÉTICAS" REGRESSAM A FAMALICÃO

Raias Poéticas decorrem online de 19 de julho a 7 de agosto

As Raias Poéticas, que todos os anos colocam a cidade de Vila Nova de Famalicão na rota internacional da arte e do pensamento, regressam de 19 de julho a 7 de agosto para uma nona edição totalmente online.

Serão vinte dias, com vinte painéis que contarão com a participação de académicos, ensaístas, escritores e investigadores oriundos de diversas geografias ibero-afro-americanas.

Os debates serão transmitidos através da plataforma StreamYard e da página de Facebook da Associação Raias Poéticas, em www.facebook.com/raiaspoeticas/.

A iniciativa é organizada pela Associação Raias Poéticas, com o apoio da autarquia famalicense, e conta com curadoria do famalicense Luís Serguilha e do poeta, crítico e performer brasileiro, Marcelo Ariel.

O MENSAGEIRO DA VIDA – UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

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O mensageiro da vida

 

Que a paz seja o pão-nosso de cada dia,

E que as flores renasçam, de novo, com a madrugada

Das flores silvestres.

O sol sempre será, enquanto for dia,

O nosso astro-rei, mensageiro da paz,

Autor principal da vida.

Paz, sol, água e pão, será sempre a minha oração.

Márcia Passos

OUTONO NA PALAVRA - UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

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“Outono na Palavra”

 

No caminho cheio de folhas,

Nos ouriços cacheiros, vi

A árvore...

 

Contemplei-a devagar,

Era outono, no cimo do ramo,

A revelar, estava o ninho do sonho.

 

As estações mudaram,

Chegara o outono, e o castanho,

Era agora a cor vinda.

 

Com os sete ventos a soprar,

E o frio a vir, era hora de sonhar!

Porque não podemos ficar

Na caduquez da vida.

 

Márcia Passos

Pintura: Lara Passos