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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

ARTISTA ROSA VAZ EXPÕE EM AMARES

Rosa Vaz nasceu em Angola. Representada em várias colecções particulares e públicas. Artista plástica e promotora cultural com incidência na Lusofonia. Membro de várias associações culturais e de apoio Sócio/Cultural e Humanitário.

Vive em Braga.

É artista do projecto ARTÁFRICA da Fundação Calouste Gulbenkian.

Participou num vasto conjunto de exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro.

Em exposição no Solar das Bouças até 11 de Outubro intitulada da Leira para a Bouça

Texro e fotos: Fernando Araújo

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PINTOR SOUSA PINTO: MOLHADO ATÉ AOS OSSOS

Cena de interior, de recanto de cozinha rústica. No centro da composição está representada uma mulher sentada, que torce roupa molhada da criança despida, que está ao seu lado.

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As duas figuras estão enquadradas num escano, banco tradicional de espaldar alto. A mulher traja roupas tradicionais portuguesas, ampla saia, blusa branca com mangas compridas arregaçadas, xaile colorido, traçado sobre o peito, e lenço amarelo sobre a cabeça, atado na nuca.

A criança despida ao seu lado, está voltada para a esquerda, de costas para a mulher, com o rosto escondido pelos braços e mãos, em gesto aparente de timidez ou amuo. Há ainda uma figura de criança que espreita para observar a cena, a meia altura da composição, no extremo esquerdo.

Sobre as figuras salienta-se a estrutura geométrica de um louceiro, onde contrastam as formas dos objectos de uso quotidiano. Existem dois focos de luz incidentes na composição, a que vem da esquerda, que incide sobre toda a faixa vertical atrás da figura da criança que espreita a cena e que a põe em contraluz e a incidência da luz da lareira, que reflecte na saia da mulher e em alguns elementos posicionados à direita da composição.

Saliente-se o elemento da representação da água no chão, caída da roupa que a mulher torce. Em toda a composição é notório o carácter de esboço, de inacabado, de alguns elementos.

Fonte: Museu Nacional Soares dos Reis

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José Júlio de Sousa Pinto foi um pintor português, talvez o mais conhecido pintor português dos séculos XIX e XX a nível nacional e internacional, nascido no ano de 1856 nos Açores, Angra do Heroísmo, e falecido em 1939, em França, José Júlio de Sousa Pinto era irmão de Alberto Carlos Sousa Pinto, também pintor. Estudou no Porto, na Academia Portuense de Belas Artes (a partir de 1870) e com os mestres Marques de Oliveira, Silva Porto, Soares dos Reis, João Correia e Tadeu de Almeida Furtado.

A partir de 1880 tornou-se pensionista em Paris, onde recebeu influências das obras de Collin, Dagnan-Bouveret e Bastien-Lepage e foi aluno de Yvon e Alexandre Cabanel. Três anos depois já expunha no Salon (O calção rasgado, que lhe granjeou uma menção honrosa), e em terras francesas retratou paisagens e personagens da Bretanha (como O barco desaparecido, 1890), vertente sentimental e de busca do autêntico que continuou quando se dedicou à mesma temática em Portugal.

Ganhou a medalha de ouro nas Exposições Atlanta (1896) e nas Internacionais de Nice (1884) e do Porto (1887), a segunda medalha na Exposição Internacional de Paris de 1889, a medalha de prata na do Rio de Janeiro (1895), foi membro do júri do Salon em 1900, recebeu a Comenda de Santiago e foi oficial da Legião de Honra. Foi um artista extremamente prolífico e as suas obras foram muito requisitadas por colecionadores e museus nacionais e internacionais, pelo que se encontram bastante dispersas. Alguns dos seus trabalhos mais relevantes são O hóspede inconsolável (1884), Molhado até aos ossos (1888), Um ninho no bosque (1889), Preparativos do barco (1892), A colheita das batatas (1900), Lavadeiras da Bretanha (1902), Rapariga de Valongo (1910), O velho Borges (1913), A senhora Maria (1913), Efeito de Sol ao fim da tarde (1913), Monsanto à tarde (1914), Raparigas colhendo flores (1914), Pôr do Sol na Bretanha e Cabeça de Velha, entre outros, e encontram-se espalhados por coleções privadas e instituições como o Museu Nacional de Soares dos Reis (Porto), a embaixada de Portugal em Roma, o Museu do Luxemburgo, o Museu de Melbourne (Austrália), o Museu de Monte Carlo, o Museu de Amiens, o Museu Regional Grão Vasco (Viseu), a Casa-Museu dos Patudos (Alpiarça) e o Museu de Arte Contemporânea (Lisboa).

Fonte: Infopédia

ARTISTA VIANENSE JOSÉ PASSOS RETRATA A MULHER DO MINHO

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José Artur Rodrigues Passos de seu nome completo, nasceu em 1969, na freguesia de Monserrate, em Viana do Castelo, e é funcionário desde há 20 anos naquele estabelecimento hospitalar, outrora designado por Hospital de Santa Luzia.

Licenciado em Design do Produto, o autor destas e outras obras, desde cedo demonstrou o gosto pelo desenho e pela pintura. Qualquer folha de papel em branco era preenchida pelo o que se lhe passava na alma.

JOSÉ MALHOA RETRATOU A MULHER DO MINHO NA SUA OBRA “CUIDADOS D’AMOR”

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Em 1905, no auge da sua carreira, Malhoa pinta esta versão dos “Cuidados de Amor”, tema para o qual fará vários estudos nos anos seguintes. A jovem camponesa, vestida “à minhota”, surge em primeiro plano, num jogo de contraluz que sublinha a sua expressão melancólica. Um dos aspetos mais interessantes da pintura reside no modo como Malhoa trabalha a luminosidade, concentrada maioritariamente na representação do campo hortícola que ocupa quase todo o espaço da composição. As pequenas pinceladas espessas e rápidas, as gamas diversas de verdes e azuis esbatidos, iluminados pela mistura de branco, formam uma mancha cromática e luminosa na qual se adivinha a horta e o solo de terra quente, seca pelo sol.

Óleo sobre tela, 89 x 78 cm

FIGUEIRÓ DOS VINHOS. Museu e Centro de Artes Figueiró dos Vinhos

Fonte: https://nbcultura.pt/

PINTOR COVILHANENSE JOÃO SALCEDAS RETRATA PONTE DE LIMA

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João Salcedas é natural e vive na Covilhã. É desenhador profissional na empresa Haco Etiquetas. Mas, decerto deslumbrou-se por Ponte de Lima, o que não é de estranhar em virtude dos seus encantos e rara beleza. E, pegou no pincel e retratou-a em tons de aguarela, com intensidade e amor como se aqui tivesse nascido.

E, contrariando o apelo em verso do insígne poeta limiano Teófilo Carneiro – Pintores de Portugal, ajoelhai! / Isto é um milagre, não é cor nem tinta!... / Mas não pinteis, pintores! Orai, rezai! / Uma beleza destas não se pinta!... – João Salcedas pintou Ponte de Lima, à sua maneira, ao nosso tempo, mas com todo o respeito e devoção que a missão lhe exigia… com a maior veneração!

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QUEM FOI O PINTOR BARCELENSE ANTÓNIO CÂNDIDO DA CUNHA?

António Cândido da Cunha viveu entre 1866 e 1926. Em Barcelos, onde nasceu e passou a infância, manifestou especial propensão para o desenho e a música. Tais inclinações deve tê-las herdado do pai, José Joaquim da Cunha, conhecido em Barcelos como desenhador de projectos de arquitectura e como músico.

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Cândido da Cunha frequentou a Academia de Belas Artes do Porto entre 1887 e 1894. Seus mestres foram António Sardinha, em Arquitectura Civil (classe em que obteve o Prémio Soares dos Reis em 92), Marques de Oliveira em Desenho e João A. Correia em Pintura Histórica. Foi nesta modalidade que Cândido da Cunha terminou o curso, precisamente com a apresentação de Agar e Ismael no deserto, prova classificada com 18 valores, merecedora de menção de louvor por parte do júri académico.

Ainda no Porto, integrou entre 1893 e 97 as Exposições d’Arte, promovidas por António José da Costa, Marques de Oliveira, Marques Guimarães e Júlio Costa. Em Lisboa, estreou-se em 1896 no Grémio Artístico, tendo em 98 conquistado a medalha de 2ª classe, justamente com o seu último trabalho escolar Agar e Ismael. Nesta fase, compreendida entre 1896-1898, o pintor estudou em Paris, na Academia Julian, sob protecção régia e a expensas do Estado português. Aí se aperfeiçoou com Jean-Paul Laurens e Benjamin Constant.

Prova de que foi muito apreciado pelos seus mestres na capital francesa foi a admissão, em 1898, no Salon parisiense, com o Viático na aldeia, tela que havia realizado na Bretanha, em Finisterra. Este trecho valer-lhe-ia uma 3ª medalha na Exposição Universal de Paris de 1900. Após o regresso a Portugal, em finais de 1898, iniciou um novo ciclo que viria a revelar-se bastante produtivo, de tal modo o pintor se deixou seduzir pelos motivos de paisagem da região de Barcelos, arredores de Esposende e Águeda.

Esta época ficou marcada pela apresentação pública nas mostras da Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa (entre 1902-1915) e no Porto (entre 1909-1911). Em finais de carreira, compareceu em diversos certames de iniciativa particular, levados a efeito na cidade do Porto. Carlos Ramos, na Ilustração Moderna (1926), ao examinar a obra de Cândido da Cunha organiza-lhe o percurso artístico faseando-lhe as obras. A fase a que chamou de uma primeira maturidade (1897 a 1899), equivalente a época parisiense e aos anos que imediatamente a antecederam e lhe sucederam, caracteriza-se por simplicidade de meios de expressão e vivacidade na interpretação dos temas com que pintou pequenos quadros, como a Pochade (Rua da Rainha), o Boulevard Montparnasse ou o Carnaval de Paris, e a portuguesa Feira de Barcelos.

O espírito romântico do artista foi-se deixando entretanto atrair por motivos pungentes, como o nocturno Viático, logo eleito como a sua obra-prima (ficou irremediavelmente perdido no naufrágio do vapor St. André, dele restando um esboceto no Museu Nacional de Soares dos Reis). A produção ulterior, compondo-se de obras de idealização mais rica e impressionante, viria a contrapor-se as anteriores.

O pintor parece ter ficado entregue ao recolhimento do seu temperamento solitário, fazendo circunscrever os assuntos dos seus quadros – sem no entanto os repetir – a aspectos de paisagens fluviais, silenciosas, imersas numa luz vespertina. A tela exposta no Museu Nacional de Soares dos Reis Últimos raios de sol data de 1897 e evoca um ambiente repousante de entardecer, bem representativo da paisagística de Cândido da Cunha quer pela opção de tons sombrios, encontrados em “climas” de penumbra, quer pela representação das águas calmas de um rio. Quando Joaquim Lopes lhe chamou “pintor das horas crepusculares” estava a referir-se a temas como este por si tratados, “... temas vividos nas horas tranquilas do amanhecer e do declinar do dia, absorvendo-lhes toda a beleza cromática”.

Fonte: Instituto dos Museus e da Conservação

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PINTOR LEOPOLDO BATTISTINI RETRATOU A MULHER MINHOTA

O quadro pertence ao pintor Pedro Charters d’Azevedo a quem desde já agradecemos a amabilidade da cedência da imagem para reproduzirmos no BLOGUE DO MINHO. Produzida algures nos começos do século XX - Leopoldo Battistini veio para Portugal em 1905 – trata-se de uma obra magnífica e praticamente desconhecida uma vez que integra desde sempre a colecção particular da família do seu proprietário.

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Para além do lado artístico, o quadro possui elevado interesse do ponto de vista etnográfico, nomeadamente no que respeita ao traje e à ourivesaria em uso à época, de que se salienta uma curiosa peça que será muito provavelmente uma bolota em ouro pendente das orelhas da moça.

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Leopoldo Battistini retratado por Carlos Reis.

 

“Artista italiano, nasceu em Jesi, Ancona, em 1865, e morreu em Lisboa, no ano de 1936. Aos vinte e três anos veio para Portugal, contratado pelo Governo português, para exercer a função de professor de desenho e pintura na Escola Industrial de Brotero, em Coimbra.

Por volta de 1903, transitou para a Escola Marquês de Pombal, em Lisboa. Esta transferência estará relacionada com a visita do rei D. Carlos ao seu atelier, pois o monarca, também ele pintor, interessava-se muito pelo trabalho a pastel do mestre.

Na Escola Industrial Marquês de Pombal trabalhou até ser aposentado, vinte e sete anos após o seu ingresso.

A Leopoldo Battistini se deve a renovação, em Portugal, da indústria artística da cerâmica, tendo saído da sua “Fábrica de Cerâmica Constância” – em Lisboa – verdadeiras obras-primas, bem como trabalhos de restauro de azulejo que atingiram um elevado grau de perfeição.

Em reconhecimento das suas excepcionais qualidades de artista foi homenageado com a Ordem de Santiago em 1902; com a comenda da Coroa de Itália em 1908; com a comenda Stella al Merito del Lavoro All’Estero em 1923; e com a Ordem Portuguesa de Mérito Industrial em 1935.

O Museu Municipal de Lisboa possui uma esplêndida colecção dos trabalhos do artista.”

Fonte: http://193.137.22.223/pt/patrimonio-educativo/repositorio-digital-da-historia-da-educacao/

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Leopoldo Battistini (1865 – 1936)

PINTOR RICARDO FERREIRA INAUGURA EXPOSIÇÃO EM PONTE DE LIMA

Foi hoje inaugurada a exposição das obras de Ricardo Ferreira, à qual tive a honra de assistir, como convidado de honra.

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Com a presença do Senhor Presidente da Câmara e vereadores, que honraram estes trabalhos, dum Limiano de cepa.

Na sua intervenção, o Presidente elogiou estes trabalhos, e o artista, que não pára de crescer, e mostrar tantas belezas da Terra, que o viu nascer.

A terminar, convidou o artista, para no próximo ano, já com festas, uma nova exposição seja efetuada.

Vale a pena visitar e adquirir uma obra deste artista, já consagrado, pelos Limianos

Texto e fotos: José Gonçalves

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AGUARELAS DE ROQUE GAMEIRO RETRATAM COSTUMES DO MINHO

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A ILUSTRAÇÃO: As Pupilas do Senhor Reitor

Colecção do Museu de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian,

em depósito no Museu de Aguarela Roque Gameiro (Minde)

Roque Gameiro revela na ilustração da edição da obra de Júlio Dinis cujo subtítulo é "Crónica de Aldeia", a grande capacidade que tinha de adequar as imagens ao texto e de compreender inteiramente a mensagem do escritor. Recriou a aldeia idealizada pelo escritor a partir dos ambientes rurais do Minho e do Douro. Aí fez pesquisas para localizar a área onde decorrera a acção do romance de maneira a ilustrar condizente com as descrições que o autor fazia das paisagens. Comprou utensílios e trajes usados na época para melhor os poder descrever. Todo o seu trabalho de ilustrador revela o investigador atento. Roque Gameiro tomou como modelos, para representar as personagens Clara e Margarida a filha Raquel e a sobrinha Hebe Gomes.

     Numa entrevista dada ao Diário de Lisboa, Roque Gameiro contesta a algumas perguntas sobre o local onde decorreu a acção das Pupilas do Sr. Reitor:

"... Convencido de que o fundo do cenário não podia ser Ovar (...), palmilhei, de recanto a recanto, o norte todo. Encontrei em Santo Tirso - onde Júlio Dinis também esteve várias vezes e onde residiu demoradamente -, a paisagem que se ajustava, com uma realidade de entusiasmar, às descrições do romance."

in Roteiro do Museu de Aguarela Roque Gameiro

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PINTOR PEDRO CHARTERS D’AZEVEDO RETRATOU A MINHOTA COM O SEU TRAJE À VIANESA

O pintor Pedro Charters d’Azevedo retratou na tela de forma magnífica a rapariga minhota com o seu traje domingueiro de lavradeira. Nela não escapam a expressão alegre e radiante, e o rosto corado na pele branca. E, no traje, o rigor, a postura e o ourar. Moça solteira como comprovam as três libras que tráz ao peito. É minhota!

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Pedro Charters d’Azevedo nasceu em Lisboa a 3/11/46. Autodidacta, começou a desenhar e a pintar regularmente em 1998. Iniciou a sua actividade pública em 1999, dedicando-se em exclusivo à pintura a partir de 2000. Em 2001 frequenta o Curso de Pintura da “Sociedade de Belas Artes”. Tendo até hoje realizado algumas dezenas de exposições.

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Comentário/Entrevista: Desde muito cedo que Pedro Charters d'Azevedo revelou ter talento para as Artes Plásticas, mas foi preciso chegar aos 52 anos de idade e à reforma para descobrir verdadeiramente a pintura. E é assim que, em 1999, o artista autodidata começa a pintar com regularidade. Pedro Charters d’Azevedo trabalha com acrílico, pastas e diversos materiais sobre tela. Gosta de pintar o que não é figurativo, procurando evocar algo ou desconstruir o concreto. Embora também faça retratos sob encomenda, o que realmente lhe dá prazer é explorar a arte moderna e contemporânea. Começa o dia com uma hora de desporto e segue para o exercício desta recémdescoberta paixão pela pintura. O seu atelier situa-se em Lisboa, espaço no prédio onde mora.

O artista encara a pintura como uma atividade para ser levada como qualquer outra e sublinha que é preciso trabalhar todos os dias para produzir cada vez melhor arte. “Se o artista ficar à espera que a inspiração lhe apareça, não chega lá.” - afirma. Este é o conselho que deixa a todos aqueles que pretendam enveredar pela pintura: “Trabalhar, trabalhar, trabalhar!”.

Pintar, diz o próprio, traz-lhe entusiasmo, e vida. Com algumas exposições individuais e coletivas, no seu ainda jovem percurso como pintor, considera-se um artista gestual, com muito por explorar. As suas telas têm recebido aceitação no mercado de arte, no qual o artista ingressou pela primeira vez no ano 2000. Vende as suas obras através de leilões, outras tantas em exposições e através de um site próprio (www.pedrocharters.com). “Não fico rico, mas permite alguns luxos e paga-me este devaneio. Pintar faz-me sentir vivo! ” – confessa entusiasticamente.

Quando questionado sobre que interpretação faz da reação do mercado à sua arte, Pedro Charters d'Azevedo afirma não conseguir atribuir-lhe uma lógica. “Dizem-me que a minha obra está a ser procurada e que o que vai acontecer é que o seu valor vai subir. Mas ainda não percebi qual o melhor mês para vender, o melhor sítio para expor, nem tão pouco compreendo porque é que agora procuram os meus trabalhos e antes não, quando eu sou o mesmo e trabalho igual. São circunstâncias, às vezes vou a um lugar e sou um sucesso, noutro não me dizem nada e eu... não percebo.”- desabafa, em tom de diversão.

Pedro desconhece as motivações dos colecionadores e o do público em geral, mas sente-se feliz com o sucesso que tem obtido. Está consciente de que as apreciações que recebe às suas telas dependem da leitura do público, e sabe que este compra porque gosta, mas sabe igualmente que há quem compre as suas obras para fazer um investimento.

Do público, gosta de receber uma avaliação válida dos seus quadros. “Aceito qualquer interpretação de uma obra minha, desde que respeitem o trabalho e façam uma apreciação minimamente válida. Dizer que é ”giro” não chega. Têm 2 de dizer se gostam dos tons, da imagem, das figuras, não gostam da ideia, da dimensão, ou mesmo não condiz com o sofá… algo concreto.” - afirma.

As obras de Pedro Charters d’Azevedo revelam as emoções do artista, a sensibilidade e uma grande envolvência espiritual. Transmitem ainda mensagens de forma subtil, por entre o distanciamento que a pintura do pensamento moderno e contemporâneo de hoje implica e a sempre eterna procura de sentido e identificação que é inata ao indivíduo.

O artista sente que tem muito que explorar na sua arte e mostra-se arrebatado com as perspetivas. Afinal, passaram-se muitos anos desde que a criança Pedro Charters d’Azevedo era convidada a subir num banco de escola para desenhar no quadro, a giz, um azevinho, com bolinhas e estrelinhas – uma das lembranças mais remotas do artista daquilo que é o reconhecimento externo às suas aptidões. “Sempre tive aptidões que as pessoas reconheciam, mas ninguém na altura fomentou. Vida de artista não era carreira, não é?”- conta, sem vislumbre de mágoa. O talento não foi fomentado mas, tal percurso de vida não lhe trouxe arrependimentos. Constituiu família, tendo exercido as mais variadas profissões “Fui técnico de formação, informático, chefe de oficina, caixa, escriturário, contabilista… fiz tudo, tudo. Tinha de sustentar os filhos.” – conta o artista, pai de quatro filhos e avô.

Na pintura, Pedro Charters d’Azevedo vibra, convive e se entusiasma, vivendo intensamente os momentos da criação.

Texto: Cristina Carvalho (Jornalista) - Artigo na Revista Artshow

MINHOTA RETRATADA POR VARELA ALDEMIRA

Luiz Varela Aldemira (Galiza, 1895 - 1975) foi um pintor português.

Natural da Galiza, desenvolveu a sua carreira artística em Portugal, começando por estudar na Escola de Belas-Artes de Lisboa, onde foi aluno de Columbano. Já naturalizado português, viajou, como bolseiro do Instituto de Alta Cultura, por Espanha, França e Itália (1933). Seguindo o movimento naturalista, apropriou-se também de alguns valores do modernismo, na procura de uma síntese que nunca encontrou plena resolução.

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A sua obra afirmou-se através de retratos, paisagens e desenhos, conquistando alguns prémios internacionais: Exposição Internacional do Rio de Janeiro (1922), Exposição Ibero-Americana de Sevilha (1930). Foi premiado pela Sociedade Nacional de Belas Artes, da qual foi nomeado presidente em 1932. Ocupou o cargo de vice-secretário da Academia Nacional de Belas-Artes.

Trabalhou como desenhista da Faculdade de Medicina de Lisboa e dedicou-se à docência, leccionando a cadeira de Pintura na EBAL. Distinguiu-se também na crítica e História de Arte, publicando vários estudos: A arte e a psicanálise (1935), Columbano (1941), Silva Porto (1952), Henrique Pousão (1959) e A pintura na teoria e na prática (1961).

Fonte: Wikipédia

MALHOA RETRATOU A MULHER DO MINHO

CLARA, 1903

Oferecido pelo banqueiro brasileiro Guilherme Guinle à Embaixada de Portugal no Rio de Janeiro. Doação do Ministério dos Negócios Estrangeiros ao MNAC, em 1955.

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Num vasto espaço rectangular apresenta-se uma minhota que o artista identifica na legenda como uma das Pupilas do sr. Reitor, do romance de Júlio Diniz. Clara fixa directamente o artista e o espectador torna-se cúmplice deste olhar e do momento em que a rapariga torce a roupa. Esta figura, dada a dimensão da tela, ergue-se num grande vulto colorido, captada como se um espelho convexo a reflectisse, ou seja, ilusoriamente desfocada, omite a sua verdadeira representação frontal. Ao longe, um homem apaixonado, Daniel, apercebe-se da cena e observa. No plano que os medeia, surgem os amarelos dourados do trigo, em pinceladas soltas.

Clara identifica-se com uma camada rural idilicamente feliz na fruição do campo. Assim, verifica-se em Malhoa a necessidade de corrigir imperfeições, de aligeirar o trabalho com um sorriso, de trajar a minhota a rigor. Saliente-se que num estudo, Clara reflecte a sua outra face, absorta e cansada, escondendo o olhar e o sorriso.

Esta composição abre-se à captação da natureza, num cromatismo vibrante e remete-se à apreensão do pormenor. O engenho cenográfico afirma-se entre o olhar amável, por vezes irónico e a observação atenta, ou seja, entre o sorriso de pose de Clara e o seu pé enlameado, realisticamente tratado. Em pinturas luminosas, de que esta Clara é exemplo, as propostas de ar livre são ultrapassadas em telas onde se alinha, em registos fotográficos sem filtros, uma “odisseia rústica nacional” (ALMEIDA in FRANÇA, 1966, vol. II, 280 ).

Texto: Maria Aires Silveira / Fonte: Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado