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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BIBLIOTECA MUNICIPAL DE VILA VERDE ACOLHE EXPOSIÇÃO COM MAIS DE TRINTA ILUSTRAÇÕES INSPIRADAS EM TEXTOS DE POETAS PORTUGUESES

«Esta mostra visa "dar voz" e conceder o devido relevo à arte e à poesia e promover o acesso das pessoas a uma grande diversidade de manifestações artísticas»

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Decorreu esta tarde, na Biblioteca Municipal de Vila Verde, a inauguração da Exposição de Sílvia Mota Lopes, "Pintar com Poesia- devaneios, palavras, traços e cor".

A partir de textos de poetas lusófonos, a artista Sílvia Mota Lopes criou um mundo de cor e sensações que mostram como a poesia é uma porta para a livre criação e permite expandir os horizontes das palavras.

A mostra catalogada, patente até 30 de abril, ilustra e recria trabalhos de 32 poetas, a que se juntam cinco autores vilaverdenses vivos e uma das maiores figuras da história do concelho, o patrono da Biblioteca Municipal de Vila Verde, Álvaro da Costa Machado Vilela.

Com este quadro, o Município de Vila Verde inaugura, na abertura desta exposição, a primeira das 25 iniciativas de celebração dos 25 anos dedicada à evocação de Machado Vilela.

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PINTOR LIMIANO RICARDO FERREIRA RETRATA O RIO LIMA EM TONS DE AGUARELA

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João Ricardo Alves Ferreira nasceu em Ponte de Lima a 12 de Outubro de 1961, na rua Beato Francisco Pacheco. É um pintor autodidata exercendo a sua arte nas horas livres. A aguarela é a técnica que melhor domina. Actualmente encontra-se nos Alpes suíços onde trabalha numa estação de ski. Mas, a tela chama-o sempre a nela retratar o carinho que sente pela sua terra – Ponte de Lima!

ARTISTA VIANENSE JOSÉ PASSOS RETRATA A PAIXÃO DE CRISTO

José Artur Rodrigues Passos de seu nome completo, nasceu em 1969, na freguesia de Monserrate, em Viana do Castelo, e é funcionário desde há 20 anos naquele estabelecimento hospitalar, outrora designado por Hospital de Santa Luzia.

Licenciado em Design do Produto, o autor destas e outras obras, desde cedo demonstrou o gosto pelo desenho e pela pintura. Qualquer folha de papel em branco era preenchida pelo o que se lhe passava na alma.

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SANTIAGO BELACQUA COM NOVA EXPOSIÇÃO EM FAMALICÃO

A partir deste sábado, dia 27 de março, os famalicenses vão poder apreciar a obra de Santiago Belacqua, que foi o primeiro artista português convidado a expor no Vaticano, em 7 igrejas do concelho de Vila Nova de Famalicão.

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A exposição “…e o Seu reino não terá fim” apresenta 20 quadros da autoria do artista plástico famalicense.

A mostra, promovida no âmbito do programa “Há Cultura”, através da CSIF do Vale D’Este, vai estar patente até ao dia 8 de maio na Igreja Paroquial de Sezures, Igreja Paroquial de Arnoso Santa Maria, Capela do Senhor dos Passos (Arnoso Santa Maria), Mosteiro de Arnoso Santa Eulália, Capela de Nossa Senhora do Fastio (Arnoso Santa Eulália), Igreja Paroquial de Arnoso Santa Eulália e Igreja Paroquial de Nine.

Santiago Belacqua traz a esta exposição pinturas das coleções “Cristo Suspenso” e “Pietà” e ainda outros quadros que marcam o seu percurso, como “A Imaculada Conceição”, “A Última Ceia”, “Pregado na Cruz”, “Ressurreição”, entre outros.

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QUEM É A LINDA MORDOMA VIANENSE RETRATADA PELO PINTOR HENRIQUE MEDINA?

O quadro retrata D. Maria Estela Veloso de Antas Varajão, trajada de mordoma, esposa do marechal Costa Gomes que foi o segundo Presidente da República após o 25 de Abril de 1974.

Maria Estela Veloso de Antas Varajão, nasceu em Viana do Castelo a 23 de Março de 1927, filha de João Campos Varajão e de D. Angélica Martins Veloso (8 de Dezembro de 1952.

Este quadro, da autoria do pintor Henrique Medina, foi produzido em 1957, tendo a Câmara Municipal de Viana do Castelo vindo a adquiri-la, encontrando-se exposta em espaço nobre dos Paços do Concelho.

Nesta obra de arte, Maria Estela Varajão da Costa Gomes apresenta-se trajada de mordoma de Viana, com uma “saia com bastas e barra de veludo preto, bordados a vidrilho; avental de veludo preto, também bordado a vidrilho; camisa de linho branca bordada a ponto cruz, em azul clarinho, ombros, peito e punhos; colete de trespasse, também, bordado a vidrilho; algibeira de veludo preto; lenço de seda natural estampado na cabeça e atado à barba, à frente tapando o pescoço e enrolado nas pontas. Em ouro, ostenta brincos à rainha; gramalheira com colar de fio de ouro entrançado; na parte em que arma o seio um botão em forma de meia laranja; dele irradiam duas tiras rematadas por borlas emparelhadas; e medalhão”.

Embora flaviense de nascimento, a Viana do Castelo criou o Marechal Costa Gomes laços de afecto que o tornaram nomeadamente uma presença constante nas festas de Nossa Senhora d’Agonia.

MUTES CRIA CAPA DO ÁLBUM "SUBTERRÂNEOS" DO GAJO

O Gajo é João Morais, musico Português com mais de 30 anos de carreira. Foi guitarrista do Punk Rock, passou pelos Corrosão Caótica, Carbon H, e os Gazua.

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Quis o destino que um dia o Gajo tropeçasse na viola alentejana campaniça, onde encontrou forma de expurgar a sua criatividade, através dos seus belos acordes, que emanam raízes e tradições Portuguesas.

Mutes é um Operário Plástico Arcoense, que num belo dia, como um outro qualquer, após pintar uma bengala, fez um post nas redes sociais, através de um vídeo, onde passava a música d´O Gajo, “O navio dos Loucos”, a música ficou nesse vídeo.

Dias mais tarde O Gajo contacta Mutes. Desde então cresceu uma bela amizade de parte a parte, uma admiração através do trabalho de ambos. O Gajo fez um convite a Mutes para a capa de um álbum, e Mutes aceitou.

FALECEU O ARQUITETO FERNANDO MEIRELES: CONHECIDA FIGURA VIANENSE

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

Faleceu no Porto, no Hospital de São João, onde tinha sido submetido a uma delicada operação. Fernando Meireles era um Arquiteto bem conhecido na nossa cidade, já que fez projetos para várias obras publicas e particulares; mas destacava-se mais como cidadão elevado, cortês e de educação esmerada.

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Já afastado da arquitetura, Fernando Meireles passou a dar expressão a um sentimento artístico que sentiu desde sempre. É desta forma que surgem as suas exposições de pintura em Viana e fora de Viana, individuais e coletivas. Na nossa cidade, nas galerias da Casa Melo Alvim, Santa Casa da Misericórdia de Viana, Fundação da Caixa Agrícola, Ordem do Médicos, particularmente, Fernando Meireles teve oportunidade de apresentar trabalhos sempre com variantes. Daí ele confessar o seu experimentalismo e a sua insatisfação em relação ao que fazia. Dizia-se um amante da arte e isso era bem patente nos seus trabalhos, pela temática, que contrariava em cada mostra, pela segurança que manifestava em cada trabalho e pelo equilíbrio das cores, pouco variadas. Apostava muito na técnica e no recurso à colagem.

Pintava permanentemente, porque para além de gostar da pintura, dizia que só sabia trabalhar e que para ele parar era mesmo morrer. Aliás, afirmava sempre na abertura das suas exposições, que se não fosse a arte, agora reformado, não sabia como haveria de se ocupar. Há algum tempo visitámo-lo em casa, porque nos prometeu um quadro para a exposição solidária do SCV. Mandou escolher dos muitos que tinha. Quando lhe perguntamos se nos dava a liberdade de escolher o que entendíamos como melhor, deu uma gargalhada e, de braços abertos, anuiu, dizendo que sim com a cabeça.

Foi o último dos muitos gestos bonitos que praticava. Falamos de projetos para novas exposições, logo que nos libertássemos desta maldita pandemia, mas já não será possível. Ficará bem uma exposição de homenagem dos bastantes quadros que deixou. Tem a palavra a família, a quem apresentamos sentidas condolências.

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Imagens da última exposição de Fernando Meireles, realizada na Galeria da Ordem dos Médicos em Viana, no primeiro trimestre de 2020