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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FREDERICO GRANELL EXPÕE EM MONÇÃO PINTURA E ESCULTURA

O artista Frederico Granell apresenta em Monção uma exposição de pintura e escultura "Tempo de travessia", que está patente ao público de 4 de julho a 10 de agosto, na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho.

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Segundo o artista Federico Granell: «La exposición trata del viaje, de descubrir lugares, de descubrir gente, sabores, luces, una de mis pasiones es viajar y eso se percibe en la pintura que realizo. Un paseo puede ser muy inspirador, ver como cambia el cielo con el paso de la tarde, un árbol de Monçao a orillas del Miño, la luz dorada proyectada sobre unas nubes al ponerse el sol en una playa del norte, un bosque, la naturaleza me transmite mucho. Nosotros somos pasajeros, ella permanece.

  Otro de mis temas favoritos es el paso del tiempo, en las casas abandonadas que pinto se percibe ese tiempo detenido. Ese cariño que se puso al construir un edificio y cómo, incluso en ruinas, mantiene una cierta belleza y dignidad.  La muestra se compone de momentos fugaces atrapados».

A entrada é livre! 

Horário da Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho:

terça a sexta feira: das 09h30 às 12h00 e das 14h00 às 17h00 

sábado: das 14h00 às 19h00

domingo e segunda feira: encerrada

Mais informações em:

www.casamuseumoncao.uminho.pt

www.facebook.com/pages/Casa-Museu-de-MonçãoUniversidade-do-Minho/809321412454696

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN INAUGURA EXPOSIÇÃO SOBRE “SARAH AFFONSO E ARTE POPULAR DO MINHO”

Dia 11 de Julho, às 18 horas

Esta exposição explora a relação entre a obra de Sarah Affonso e a arte popular do Minho. Muitas vezes recordada como a mulher de Almada Negreiros, pretende-se evocar a artista como uma modernista reconhecida com um percurso próprio, de notável qualidade. A inauguração tem entrada livre.

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Sarah Affonso

Nascida em Lisboa, em 1899, a vida de Sarah Affonso tem uma relação particular com a sua obra. Foram poucas as mulheres que souberam transpor em Portugal as barreiras sociais à afirmação das mulheres como artistas nas primeiras décadas do século XX. Foi a primeira mulher a frequentar, contra todas as convenções, o Brasileira, no Chiado, o que ilustra não só os preconceitos do seu tempo mas também o espírito independente com que os encarava. Mas se, por um lado, o tempo em que viveu condicionou o seu percurso artístico, foram também as suas vivências e memórias que usou como matéria-prima da sua arte. Foi a partir da sua própria vida – da infância e e dos laços de amizade e amor – que construiu uma linguagem e uma temática próprias.

Nascida em Lisboa numa família modesta, Sarah Affonso cedo foi viver para Viana do Castelo, onde ficou até aos 15 anos. Estes primeiros anos da sua vida marcariam indelevelmente a sua obra, desenvolvida nos trilhos dessa memória das paisagens minhotas, dos azuis, dos pinhais e das praias, do seu quotidiano e das tradições, das festas, profissões e feiras. Estudou pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, onde foi um dos últimos alunos de Columbano Pinheiro. Deste terá ficado com o gosto pelo retrato e pela encenação de uma certa intimidade (veja-se o Retrato de Tagarro e Waldemar Costa, 1929).

Expõe pela primeira vez em 1923, na Sociedade Nacional das Belas Artes em Lisboa (SNBA). Uma crítica de Mário Domingues aconselha-a a ir para Paris, o que faz no ano seguinte, suportada pelas poupanças do pai. Nos oito meses que passa na capital do mundo da arte frequenta aulas de modelo na Académie de Grande Chaumièr e, sobretudo, exercita o olhar – visita museus e exposições, mas também teatros e bailados, educando-se em tendências artísticas ignoradas em Portugal.

De volta a Lisboa, participa no primeiro e segundo Salão de Outono (SNBA, respetivamente 1925 e 1926). É neste período que começa a trabalhar nas artes decorativas, estratégia de sobrevivência habituais para os artistas portugueses nos anos 20. Faz ilustração de livros infantis, trabalhando frequentemente com Fernando de Castro (de Mariazinha em África - Romance para Meninos, 1925, a O Tesouro da Casa Amarela, 1932), e de imprensa (ABCzinho, entre outros), além de uma e outra incursão na cenografia. Mas trabalha sobretudo no bordado e no tricô. Após uma primeira exposição individual no Salão Bobonne, bem recebida pela crítica, volta em 1928 para Paris, vivendo do trabalho num atelier de costura. É particularmente impressionada por uma exposição de Henri Matisse, impacto que se pode detetar no quadro As Meninas deste ano (Museu do Chiado, Lisboa), exposto com algum sucesso no Salon d’Automne.

Após regressar a Lisboa no ano seguinte, em que expõe com José Tagarro no Salão Bobonne, participa em exposições coletivas (Salão de Artistas Independentes, 1930, onde expõe As Meninas; Salão de Inverno, 1932; Artistas Independentes, 1936; Exposição Moderna do Secretariado Nacional de Propaganda em 1940, 1942, 1944 – quando recebe o Prémio Souza-Cardoso por um retrato do filho – e 1945), e expõe individualmente em 1932, na Galeria do Século, e de novo em 1939. A receção crítica da sua obra foi, geralmente, boa, não obstante as categorias retóricas que subtilmente demarcavam as artistas mulheres (com uma obra inevitavelmente caracterizada como  «lírica», «feminina», «íntima», «delicada» ...) dos seus colegas masculinos.

Em 1934 casa com Almada Negreiros, que acabara de voltar de uma estadia de sete anos em Madrid. A prazo, as obrigações de sustentar a sua família, tarefa nem sempre fácil, concorreram para a voluntária retirada da pintura, em finais dos anos 40. Mas  nos primeiros anos do seu casamento desenvolve o que será a parte mais importante da sua obra pictórica. Dos retratos de meninas e mulheres e das paisagens urbanas passa para composições que incorporam motivos antes utilizados nos bordados, oriundos da cultura e imaginário populares. Evoca, a partir da  memória da infância passada no Minho, costumes (procissões, festas, alminhas) e mitologias populares (nomeadamente as sereias). A obra Casamento na Aldeia, de 1937, é representativa desta fase da obra de Affonso. Outro motivo frequente é a família, que retrata num universo íntimo com sugestões mágicas ou lendárias (veja-se Família, também de 1937).

Como já foi referido, foram várias as razões que levaram Sarah Affonso a abandonar a pintura. Às razões pessoais juntavam-se a insegurança profissional e a falta de condições de trabalho. Continuou, no entanto, com um trabalho menos visível nas artes decorativas e de apoio a Almada Negreiros, ainda pouco conhecido. Em finais dos anos 50, retomou algumas das direções interrompidas, como a ilustração infantil (entre outros de A Menina do Mar, 1958, de Sophia de Mello Breyner Andresen) e o desenho.

Em 1953 obras suas integraram a representação portuguesa na Bienal de S. Paulo. No mesmo ano, houve uma retrospetiva na Galeria Março, Lisboa, e outra em 1962, na Galeria Dominguez Alvarez, Porto. No entanto, foi – à semelhança de outras artistas mulheres, como Milly Possoz ou Ofélia Marques – algo esquecida pela historiografia, situação que só mais recentemente começou a ser corrigida. Neste aspeto, olhares mais demorados porventura revelariam, na «poética de ingenuidade» que caracteriza a obra de Affonso, uma proposta pictórica  mais pensada e consciente do que os motivos «inocentes» poderiam levar a crer, alimentada por uma cultura artística que não era comum em Portugal e um sentido de liberdade que lhe permitiu traçar sempre o seu próprio caminho.

Nota: Sobre a vida e a visão da artista pode-se consultar as Conversas com Sarah Affonso (Lisboa: Arcádia, 1982) de Maria José de Almada NEGREIROS, a sua nora, que serviram de base para Sarah Affonso (Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1989), da mesma autora. Para situar a artista no seu tempo, sobretudo no que diz respeito a questões de género, veja-se Emília FERREIRA, “Da deliciosa fragilidade feminina”, in Margens e Confluências, n. 11/12 (Dezembro 2006), p. 143-187.

Gerbert Verheij

Fonte: https://gulbenkian.pt/

PINTOR CRIS DK EXPÕE EM VIANA DO CASTELO

“June” de Cris DK, é a exposição que se segue na Galeria Barca d’Artes.

Inaugura já na próxima terça-feira, dia 11, pelas 19h. Trata-se da primeira exclusivamente dedicada à pintura a óleo deste jovem artista.

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Autodidata nas artes plásticas, começou a mostrar a sua pintura há apenas dois anos, mas revelou desde logo um domínio técnico pouco comum. Assume-se na procura de um realismo não fotográfico. Não se identifica com o hiper-realismo, considera que mais do que os detalhes lhe importa uma ideia global para cada trabalho. A verdade é que o resultado é de um impressionante rigor e a força da arte emerge do querer e do saber fazer de Cris D.K.

Imperdível mais esta exposição na galeria do Centro Cultural do Alto Minho, em Viana do Castelo, no nº 31 da Rua dos Manjovos.

Estará aberta ao público de 11 de junho a 8 de julho.

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PINTOR MUTES EXPÕE EM PONTE DE LIMA

Pintor Mutes expõe na Bienal Internacional Art´in Lima

Art’in Lima é um projeto cultural promovido pelo Município de Ponte de Lima que visa, na senda de outros projetos anteriores, atrair anualmente a produção artística contemporânea a esta antiga localidade portuguesa.

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Põe em contacto artistas de múltiplas proveniências, nacionais e estrangeiros, intérpretes de novos movimentos e tendências artísticas, que criam conceitos inovadores e exibem, na diversidade das técnicas e suportes utilizados, os seus trabalhos em monumentos históricos e museus desta vila. Esta exposição estará espalhada por vários edifícios da vida de Ponte do Lima, nomeadamente na Capela das Pereiras, Centro de interpretação do território, Museu do Brinquedo Português, Centro de interpretação e promoção do vinho verde e no Museu dos Terceiros (Mute). O pintor Arcoense Mutes é um dos Artistas entre vários, a expor nesta Coletiva pelo 3º ano consecutivo. A abertura da mostra de arte contemporânea Art’in Lima-Sob o Signo de Baco, a realizar em Ponte de Lima, decorrerá no próximo dia 29 de junho (sábado), às 18h00, e contará com a presença do Senhor Diretor Regional de Cultura do Norte, Doutor António Ponte. A sessão terá início na Capela das Pereiras e terminará no Museu dos Terceiros, onde será servido um Verde de Honra.

ADÃO CRUZ – O MÉDICO PINTOR

Exposição na Ordem dos Médicos de Viana

É uma realidade bem evidente, os médicos, normalmente, têm uma acentuada tendência para a escrita, para as artes e para a cultura em geral: Abel Salazar, Miguel Torga, e Fernando Namora, no seu tempo, eram médicos e foram grandes escritores, tal como hoje o é Lobo Antunes, que também já exerceu a medicina. Nas artes, entre vários, podem-se destacar, Abel Salazar, uma figura eminente da medicina e da cultura portuguesa, Celestino Gomes e Mário Botas. E a atestar que a arte toca muito de perto os médicos, a Ordem dos Médicos, através das suas diversas delegações regionais, promove regularmente exposições de médicos artistas. No ano em curso, em Viana, a OM quase só vai fazer exposições com médicos, em várias especialidades artísticas.

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E foi aqui que, no sábado passado, dia 01, mais uma mostra foi inaugurada, desta vez com Adão Cruz, um médico cardiologista, com um longo percurso ligado às artes e à escrita, com inúmeras exposições realizadas, particularmente em Portugal e Espanha, representado em oito países, com 12 livros publicados, na área da literatura e da pintura. Segunda afirma, pinta e escreve com a mesma paixão com que exerceu a medicina, que ainda hoje pratica de forma voluntária, apesar de dez bem sentidas décadas de vida. Como a justificar o seu percurso pelos caminhos da arte diz “que sempre amou a liberdade de pensamento e da razão, a verdadeira riqueza do ser humano e que foi com este amor que sempre sonhou libertar-se ao longo da vida, também pelos caminhos da ciência, da escrita e da pintura”.

Adão cruz apresenta 22 quadros com pintura em acrílico, com laivos expressionistas, predominância de cores quentes e onde perpassa, em muitos deles, uma acentuada crítica social. Diz que nem sequer gosta de atribuir títulos para os seus quadros, com a preocupação de que seja o observador a interpretar o que passou para a tela. Atribuir nomes aos quadros pode não se conjugar com a visão de quem os aprecia, afirma. Presente na cerimónia, Emerenciano, um pintor de referência no contexto da arte em Portugal, salientou o facto de Adão Cruz, apesar de não ser um pintor de escola, ter feito uma carreira de permanente aprendizagem na pintura, sempre com a preocupação de ver para além da estética em cada quadro que produz.

A exposição vai estar patente até a o dia 30 do corrente mês na Galeria da Ordem dos Médicos, sita na Rua da Bandeira, 472, aberta ao público às terças e quintas-feiras, das 17, 30 às 19, 30 horas e aos sábados, das 9,00 às 13,00 horas.

Gonçalo Fagundes Meira

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MONÇÃO EXPÕE PINTURA "AO SABOR DAS METÁFORAS"

Encontra-se patente ao público em Monção a exposição de pintura "Ao Sabor das Metáforas", dos artistas Alua & Pólen, de 1 de junho a 3 de julho, na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho.

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Segundo o artista Pólen: «Como um poema agora a cores // Uma pétala espremida numa toalha em branco // Um azul depois roubado de algum céu// Algum mar // Se calhar de algum rio// Uma gota de sangue // Ou de vinho tinto, é a mesma coisa… // Depois uma linha preta,  a Contornar manchas simuladas De dança Um bocadinho laranja das ervas de S. Roberto // Uma boca a sorrir, Dois olhos marinados em forma de Mensagem Um nariz com sardas ecológicas // Um ombro tatuado num pescoço com Três orelhas, 100 brincos…Uma reunião de borboletas em volta do sol, Kilo e meio de pintinhas em Roxos magenta. Três papoilas vadias em Meditação; meia dúzia de aves; Aves tratas? Aves Truzes? A pintura poema rodo pia AO SABOR DAS METÁFORAS. Depois é só assinar e dar verniz E oferecer a alguém Como uma flor…».

A entrada é livre! 

Horário da Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho: 
terça a sexta feira: das 09h30 às 12h00 e das 14h00 às 17h00

sábado: das 14h00 às 19h00

domingo e segunda feira: encerrada

Mais informações em:

www.casamuseumoncao.uminho.pt

www.facebook.com/pages/Casa-Museu-de-MonçãoUniversidade-do-Minho/809321412454696

FALECEU NO BRASIL O ARTISTA MANUEL FÉLIX IGREJAS A QUEM O MINHO MUITO DEVE

Faleceu esta madrugada no Brasil o artista Manuel Félix Igrejas a quem os portugueses em geral e o Minho em particular muito devem pela dedicação e talento que dedicou à sua divulgação. A Casa do Minho no Rio de Janeiro é uma verdadeira galeria de arte do artista.

Manuel Igrejas vinha desde há cerca de um mês lutando contra uma pneumonia. O velório realiza-se em Campinas.

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Um Museu para Manoel Félix Igrejas: A Casa do Minho

Assim como o Bar Arco Teles poderia ser informalmente considerado um verdadeiro museu da obra de Nilton Bravo, pelo fato de posssuir nove paineis do mestre, proclamo hoje que a Casa do Minho, aquela casa portuguesa muito recuada no Cosme Velho poderia, com sobras, ser um Museu Manoel Félix Igrejas, dada a generosa quantidade de suas obras ali.

São sete obras: seis paineis azulejares e uma tela (!). Simplesmente fantástico, inda mais se consideramos que seu trabalho ali se estende por quatro décadas.

Esta que provavelmente é uma das obras mais importantes do Manoel em nossa cidade -- um lindo painel de 140 azulejos com sua típica moldura colocada no restaurante Costa Verde -- é de 1971. Neste mesmo ambiente uma pintura sua a óleo (!) retratando moinhos minhotos, de 1983. Nota-se que a pintura já sofreu cortes. Antes de se chegar ao restaurante, um belo painel dedicado à Nossa Senhora da Conceição do Sameiro, de 2010, onde Manoel, ao retratar os anjos, pode dar voz à sua veia naïf.

Colocado no alto de uma escadaria, só sendo possível a visualização para quem desce, outro grande painel quadrado de 121 azulejos de 2009 em que o pintor português homenageaia sua mulher Margarida, que o ajudava com as tintas.

Subindo um pouco mais, descobrimos um fonte com outro painel do Manoel, desta feita de 2005. Novamente motivos minhotos, a pudica minhota ounvindo os flertes de um Santos Dumont. Em local a que não tive acesso, outro pequeno painel com poema tecendo loas ao Minho.

E só na saída nos deparamos com outra pequena, notável, obra do Igrejas, de 2012. Na entrada, porém perceptível apenas para quem sai : um Afonso Henriques de espada na mão, incomum em Igrejas por ser no tradicionalíssmo azul e branco português.

Não por acaso Manoel Félix Igrejas foi homenageado com uma sala de cultura.

Fonte: http://avidanumagoa.blogspot.com/

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PINTOMEIRA EXPÕE EM VIANA DO CASTELO “FACES DAS MADONAS DO RENASCIMENTO"

Exposição encontra-se patente na Galeria da Santa Casa da Misericórdia de Viana

A cerimónia de abertura desta mostra vai acontecer no próximo sábado, dia 4 de Abril, pelas 17,30 horas, estando desde já a despertar forte expectativa, dado a mesma integrar apenas quadros do seu novo tema, o décimo quinto, numa demonstração de que a insubmissão e a procura da diferença foi sempre a sua melhor característica ao longo de uma carreira de 52 anos de pintura.

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Pintomeira é natural de Deocriste, concelho de Viana do Castelo, e um dos mais conceituados artistas plásticos, sobretudo nas áreas da pintura, fotografia e ilustração.

Em Amesterdão, capital da Holanda, durante a década de 1970 e, ainda, no seu período surrealista, Pintomeira foi fortemente influenciado pelos temas dos pintores do Renascimento, principalmente os alusivos à mitologia greco-romana. Salientamos as obras Leda e o Cisne de 1977, Apollo e Daphne e Júpiter e Antiope, de 1978.

Com este novo trabalho, Faces de Madonas do Renascimento, o seu 4º tema relacionado com o rosto feminino (Faces 2003, Outras Faces 2010 e Novas Faces 2016), Pintomeira revisita a obra renascentista, sendo, agora, influenciado pelas devotas e piedosas faces das Madonas produzidas durante esse admirável período da história da arte. Se a sua expressão devota e contemplativa nos remete para as obras de temática religiosa produzidas durante o renascimento, estas faces são interpretações individuais de desenho simples e de ausência da lógica nas proporções, portanto, já de estilo maneirista.

Com o título “Faces de Madonas do Renascimento”, Pintomeira apresenta trabalhos em técnica mista sobre tela, sobre papel de fotografia colado em placa de PVC e sobre cartão. Ele usa tintas acrílicas, grafite e pastel para a preparação de um fundo de linguagem abstracta. O seu enérgico e marcante estilo continua presente no desenho das faces das madonas, utilizando o seu, já característico, forte e denso contorno. São recorrentes as figuras geométricas, o tracejado, os drippings e o design gráfico.

A pintura é, na sua quase totalidade, monocromática, onde predominam o preto e o branco e as respectivas gradações de tons cinza. Algumas obras apresentam-se com pequenas manchas de cores primárias.

A Faces de Madonas do Renascimento conduziram assim Pintomeira à produção do seu 15º tema, numa já longa e multifacetada carreira, onde se encontram, também, a fotografia a arte digital e a ilustração.

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE MOSTRA PINTURA DE FERNANDO ROSÁRIO

Abriu esta sexta-feira ao público, no Museu Municipal de Esposende, a exposição "Vita Christi", do pintor esposendense Fernando Rosário. A mostra é complementada com peças de arte sacra de autores consagrados, inserindo-se nas solenidades da Semana Santa, mas a exposição estará patente até 31 de maio.

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Segundo o presidente da Câmara Municipal de Esposende, "o apoio à cultura local é uma obrigação do Município", razão pela qual há um projeto para o concelho que passa pela valorização do espólio de Ventura Terra, Viana de Lima, Henrique Medina, Manuel Boaventura e Belemino Ribeiro, entre outros, mas que contempla o apoio a artistas contemporâneos.

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"As medidas adotadas visam o benefício da comunidade. As políticas são direcionadas na educação para a cultura e preservação do património que é nosso", sublinhou Benjamim Pereira, agradecendo a Fernando Rosário por disponibilizar a sua obra à fruição da população.

O pintor revelou o seu sonho de ver as suas obras "reunidas num local próprio, principalmente as que versam temas locais".

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COLETIVO DOZE D’ARTE EXPÕE NO BRAÇO DE PRATA EM LISBOA

Vai estar patente ao público na Fábrica Braço de Prata em Lisboa (FBP), no próximo dia 4/04/2019 pelas 19:00 h, uma exposição de pintura do Coletivo Doze D´Arte. Este coletivo, são um grupo de amigos pintores que se juntaram através de um convite do pintor Arcoense Mutes, para realizarem uma exposição no Porto, em que o nome da mesma era Doze D´Arte, assim ficou registado o coletivo.

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Os 12 artistas que enquadram este Coletivo, são:

Ana Camilo - Lisboa

Carl Godinho - Estremoz

Carlos Saramago - Mação

Dila Moniz - Caldas da Rainha

Luiz Morgadinho - Seia

Alua & Polen - Melgaço

Martinho Lima - Guimarães

Miguel Moreira e Silva - Bragança

Mutes -Arcos de Valdevez

Paulo Sanches - Algarve

Raf  Cruz - Lisboa

Vitor Zapa - Braga

Ninguém sabe muito bem o que a Fábrica é.

A FBP é um edifício meio abandonado, vestígio do lugar da administração da antiga fábrica de material de guerra. As suas 12 salas mutantes tanto são salas de concerto, como galerias de arte, gabinetes de curiosidades, estúdio de cinema, atelier de artes plásticas, oficina de ourivesaria, loja de roupas usadas e de outras coisas a usar, salas de jantar, bar, ou simplesmente livrarias. A FBP fica situada na Rua da Fábrica de Material de Guerra, 1 1950-128 Lisboa.

PINTOR ARCUENSE MUTES EXPÕE NA SUÉCIA

Mutes em exposição coletiva na Suécia

Através de um convite da galeria “Wagner Art Gallery” e da sua curadora Laetitia Wagner, o pintor Arcuense Mutes foi convidado juntamente com outros Artistas Nacionais e Internacionais a expor na cidade de Gotemburgo, na Suécia.

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Esta exposição tem como tema (A Ressurreição). Cada um dos Artistas através da sua linguagem pictórica, expressou-se, mostrando agora a sua forma de fazer Arte nesta cidade de Gotemburgo.

Os Artistas Nacionais e Internacionais que compõe este coletivo são: Suécia (T. Björk). Portugal (Sónia Queimado Fonseca), (Marta Baptista), (Pedro Rafael Cruz), (Mutes). Itália (Alessio Bolognesi).Tunísia (Lo Lostlines). República do Togo (Trez Folly). França (Spiderguile)

MESTRE FILIPE PEREIRA MOSTROU EM CELORICO DE BASTO A ARTE DE PINTAR EM PORCELANA

“Em segundos nasce uma obra de arte”

Foi no âmbito do mês das camélias que o Município de Celorico de Basto promoveu o workshop “Pintura em Porcelana”, uma arte apresentada pelo mestre Filipe Pereira, madeirense, que tem vindo, desde os 21 anos, a apresentar a pintura em porcelana pelo mundo. A ação decorreu no atelier de cerâmica, no dia 09 de março com o apoio do professor de cerâmica, Vitor Resende.  

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Um artista altamente conceituado na arte de pintar em porcelana que mostrou aos presentes, neste workshop, algumas das principais técnicas utilizadas desde o óleo mole, a texturas, o relevo, para criar as obras-primas apresentadas. Depois de pintadas essas obras são colocadas a temperaturas de 800 graus tendo em conta os materiais utlizados para adquiri o formato desejado.

O artista pintou sobretudo flores, tendo incidido em trabalhos com camélias, lembrando que estamos no mês das camélias, mas pinta também rostos, animais, preferindo objetos concretos ao abstrato.

 “Descobri esta vocação quando tinha 12 anos e a partir desse instante fui aperfeiçoando esse talento. Apesar das reticências dos meus pais nunca mais deixei de pintar em porcelana e desde os 21 anos tenho vindo a levar esta arte pelo mundo fora” salientou o mestre Filipe Pereira.

O entusiasmo de quem assistia e participava no workshop era prova evidente do trabalho deste artista como nos referiu Ana Maria, participante vocacionada para a pintura. “ Eu olho para a pintura como uma forma de relaxamento, é algo que me deixa tranquila e hoje estou encantada, gostei muito deste workshop, o mestre é de facto extraordinário no trabalho que apresenta”.

Todos os participantes no workshop usaram algumas das técnicas apresentadas numa peça de porcelana que foi devidamente transformada em arte pelo mestre Filipe Pereira. Essas peças foram ao forno a 800 graus e serão entregues oportunamente a todos os intervenientes.

O mestre Filipe Pereira já percorreu mais de 106 países na apresentação da sua arte e irá estar na próxima semana na Coreia do Sul a apresentar mais um workshop em pintura em Porcelana.

No mesmo dia decorreu o espetáculo “ballet da Camélias” com o cineteatro dos bombeiros voluntários pleno para assistir aos momentos artísticos apresentados. Um espetáculo produzidos por estúdio 89.

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PINTOR ARCUENSE MUTES PARTICIPA NO PORTO EM COLETIVA DE PINTURA

Exposição Coletiva de Pintura “Art Without Stigmas”

No próximo dia 2 de Março, na Galeria 60-62 Art Gallery, situada na Rua São João, nº 62, no Porto, vai estar patente uma exposição coletiva de pintura, denominada “Art Without Stigmas”. Nesta exposição que conta com a participação de 12 artistas, estará o Arcoense Mutes.

O objetivo primordial deste evento, é dar a conhecer ao público a forma como estes 12 artistas plásticos, com percursos de vida e artísticos significativamente distintos, percepcionam o Mundo e o estado atual da nossa Sociedade através da sua Linguagem, a Arte. Os artistas que vão expor nesta colectiva são.

- André Gigante

- Elisa Costa

- Jacqueline de Montaigne

- Laura Hidalgo

- Leonor Sousa

- Madina Ziganshina

- Manuel Gomes

- Mutes

- Patrícia Ferreira

- Rita Ravasco

- Rita Vidigal

- Third

Esta exposição estará patente até ao dia 31 de Março.

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JÚLIA BARREIRO E RAMÓN CRESPO EXPÕEM ESCULTURA E PINTURA NA CASA MUSEU DE MONÇÃO

Encontra-se patente ao público até ao próximo dia 29 de março, na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho, a Exposição de pintura e escultura "Mezclum" e "Momentos", dos artistas Júlia Barreiro e Ramón Crespo.

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Trata-se de uma exposição de pintura em aguarela intitulada "Mezclum" da artista espanhola Júlia Barreiro. No mesmo espaço pode também apreciar as peças do escultor Ramón Crespo subordinadas à temática "Momentos".

Segundo os artistas: 

«Mezclum, como o próprio nome sugere, existem duas fases mistas da minha pintura. Uma mais figurativa, onde capto o prazer de observar coisas, tecidos, bolas de lã, abóboras, com outra mais feminina e expressiva, onde o protagonismo é reservado para as mulheres. São aguarelas que expressam seus sentimentos, com uma técnica característica de toda a minha pintura» (Júlia Barreiro).

«Momentos, é um conjunto de peças de cerâmica, escultura em madeira, técnica Raku, onde a oliveira e o carvalho são os mais importantes. Supõem momentos de criação nos quais modelos espontâneos e tamanhos não estabelecidos surgem livremente. "Momentos" reúne pinceladas de todas as minhas esculturas criativas» (Ramón Crespo).

A entrada é livre!

Muito agradecemos a sua visita e a melhor divulgação da exposição.

Horário da Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho:

terça a sexta feira: das 09h30 às 12h00 e das 14h00 às 17h00

sábado: das 14h00 às 18h00

domingo e segunda feira: encerrada

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ALEXANDRE CONEFREY EXPÕE EM FAMALICÃO

“Anima Mea” de Alexandre Conefrey para ver até maio na Ala da Frente. Exposição foi inaugurada no passado sábado e tem entrada livre

Depois da Fundação Calouste Gulbenkian, do Centro Cultural de Belém, da Fundação de Serralves ou da Andrew Mummery Gallery, em Londres, os trabalhos de Alexandre Conefrey chegam agora à Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão.

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O artista lisboeta esteve no passado sábado, dia 9, no concelho famalicense para inaugurar “Anima Mea”, uma exposição que vai estar patente na galeria de arte contemporânea até dia 18 de maio.

Comissariada por António Gonçalves, a exposição explora o confronto do artista com uma cadeia de impossibilidades do mundo interior e exterior, material e espiritual. Composta por 28 desenhos, a mostra remete para um universo da pintura de Brueghel, pintor Flamengo do Séc. XVI.

Segundo António Goncalves, “o uso da linguagem do desenho e a exploração das expressividades do carvão suscitam uma particular atenção para as formas que surgem e se organizam em cada plano da folha de papel. Formas que partem das estruturas da torre e dos moinhos. Alusões, parecenças, revelações, aproximações, são repostas que se propõem nas manchas, nas linhas, nas texturas que Alexandre Conefrey plasma na folha de papel. É partir das quais que somos levados ao universo da simbologia, da presença do fazer histórico, em que cada autor deu por meio da imaginação sentido às formas que nos são familiares, mas nem sempre percetíveis.”

Alexandre Conefrey nasceu em Lisboa em 1961, onde vive e trabalha. Fez o curso de desenho no Ar.Co, em Lisboa entre 1993 e 95 e foi bolseiro no Royal College of Art, em Londres. As suas obras estão presentes em diversas coleções: AR.CO; Caixa Geral de Depósitos, Lisboa; CAM, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Coleção António Cachola; Ministério dos Negócios Estrangeiros; Fundação Carmona e Costa; Coleção de Arte Fundação EDP; e diversas coleções privadas.

A exposição propõe, assim, uma atenção à simplicidade do gesto e às suas potencialidades de expressão e investigação enquanto meio para reter as possibilidades da representação.

Com entrada livre, as portas estão abetas de terça a sexta-feira, das 10h00 às 17h30 e aos fins-de-semana das 14h30 às 17h30.

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DOZE D´ARTE NA GALERIA DAYS ARE

Vai estar patente ao público na Galeria DAYS ARE, situada na rua Miguel Bombarda, nº 124 sala A, na cidade do Porto, uma exposição coletiva de pintura denominada Doze D´Arte.

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Esta exposição vai patentear obras de pintores de Norte a Sul do Pais, sendo este um coletivo de Artistas onde cada um dos seus intervenientes, prima pela sua forma de fazer Arte.

A exposição é inaugurada no próximo sábado dia 16-02-2019, com vernissage pelas 16:00, até ás 20:00 h, sendo a curadoria a cabo de Aurelina Dias.

Os artistas que ingressam esta exposição, são: Alua Polen, Ana Camilo, Carl Godinho, Carlos Saramago, Dila Moniz, Luiz Morgadinho, Martinho Lima, Miguel Silva, Mutes, Paulo Sanches , Pedro Raf , Vitor Zapa.

BRAGA ACOLHE EXPOSIÇÃO DE PINTURA E ESCULTURA

Casa dos Crivos acolhe exposição de Maria Casal e Francisco Pazos

No dia 8 de Fevereiro, às 18h00, o Município de Braga inaugura na Casa dos Crivos a exposição de pintura e escultura “Espazo e Tempo Compartidos”, de Maria Casal e Francisco Pazos.

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Esta mostra resulta de uma selecção de obras contemporâneas, pictóricas e escultóricas, de carácter artístico, abstracto e figurativo, de evidente beleza e de uma singular expressividade e sensibilidade, capaz de fundir-nos num silêncio cheio de vida.

Assim, formam este especial universo María Casal e Francisco Pazo, dois artistas ligados pela essência de contrastes da matéria, experimentando sensações, num conceito de emoção, força e pura criatividade, envoltas num sentimento de harmonia, que desvendando um mundo mágico, são capazes de fazer-nos antever o seu espaço, num espelho doutros tempos e noutra dimensão.

A exposição estará patente ao público até ao dia 03 de Março. A entrada é livre