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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PAREDES DE COURA REALIZA FESTA DA TRUTA – 31 DE MAIO A 2 DE JUNHO

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Canário & Amigos :: Sangre Ibérico :: Encontro de Tunas :: concurso de pesca :: showcooking com chef Lídia Brás

A truta do rio Coura é o ponto de partida para um fim de semana de convívio e diversão, numa Festa da Truta que também traz o espetáculo de Augusto Canário & Amigos, inigualável no mais genuíno dos cantares ao desafio, bem como a fusão de fado e pop flamenco dos Sangre Ibérico e as festivas atuações das tunas académicas.

De hoje até domingo, a Festa da Truta volta a marcar o arranque das festas que todos os anos trazem vibrantes momentos de confraternização a Paredes de Coura. À semelhança das edições anteriores os convívios à mesa também estão garantidos, com os restaurantes Mouras, Miquelina e Casa do Xisto a servirem deliciosas trutas no espaço da festa, no Largo Hintze Ribeiro.

É a partir desta incontornável referência gastronómica que o Município de Paredes de Coura dedica este fim de semana de 31 de maio, 1 e 2 de junho à Festa da Truta, com sessões de showcooking com a chef Lídia Brás e novas abordagens à confeção de singulares pratos com recurso a este peixe de rio, mas também os já habituais convívios de pesca, animação infantil, animação com concertinas, tunas académicas e concertos para um fim de semana que se quer preenchido.

No que toca a concertos, na edição deste ano da Festa da Truta vamos ter o arraial com Augusto Canário & Amigos, esta sexta-feira, estando reservado para a noite de amanhã o concerto com os Sangre Ibérico, ambas as iniciativas a partir das 22h30, bem como o 4º Encontro de Tunas na tarde de domingo, a partir das 15h30.

Ingredientes mais que apelativos para um fim de semana em Paredes de Coura, que promete receber principescamente e de forma calorosa quem a visita.

PROGRAMA:

31 maio - SEXTA-FEIRA

17H30 - Abertura da Festa

22H30 - Canário & Amigos

01 junho – SÁBADO

08H00 - Concurso de Pesca no Taboão

15H00 - Entrega dos prémios do Concurso de Pesca

16H00 - Showcooking chef Lídia Brás

22H30 - Concerto Sangre Ibérico

02 junho – DOMINGO

15H30 - 4º Encontro de Tunas

20H00 - Encerramento da Feira

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A PESCA DA SARDINHA NA COSTA PORTUGUESA – A SUA QUALIDADE DEPENDE DO COMEÇO DA NORTADA! – FOTOS DE LUÍS EIRAS

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No S. João, a sardinha pinga no pão” – diz o povo imbuído na sua sabedoria empírica. Com efeito, é por esta altura que a sardinha é mais gorda, devendo-se tal facto a circunstâncias de ordem climática e geofísica únicas na costa portuguesa que fazem desta espécie um exemplar único em toda a Península Ibérica.

Tradição de origens remotas, a sardinha era tradicionalmente pescada por meio da arte xávega, método que consistia numa forma de pesca por cerco. Deixando uma extremidade em terra, as redes são levadas a bordo de uma embarcação que as vai largando e, uma vez terminada esta tarefa, a outra extremidade é trazida para terra. Então, o saco é puxado a partir da praia, outrora recorrendo ao auxílio de juntas de bois, atualmente por meio de tração do guincho ou de tratores. Entretanto, as modernas embarcações de arrasto vieram a ditar a morte da arte xávega e, simultaneamente, a ameaçar a sobrevivência das próprias espécies piscícolas, colocando em causa o rendimento familiar dos próprios pescadores.

A sardinha constitui um das suas principais fontes de rendimento, representando quase metade do peixe, calculado em peso, que passa nas lotas portuguesas. Matosinhos, Sesimbra e Peniche são os principais portos pesqueiros de sardinha em todo o país.

Quando, no início da Primavera, o vento sopra insistentemente de norte durante vários dias, os pescadores adivinham um verão farto na pesca da sardinha, do carapau, da cavala e outras espécies que são pescadas na costa portuguesa. A razão é simples e explica-se de forma científica: esta época do ano é caracterizada por um sistema de altas pressões sobre o oceano Atlântico, vulgo anticiclone dos Açores, o qual se reflete na observância de elevadas temperaturas atmosféricas, humidade reduzida e céu limpo. Verifica-se então uma acentuada descida das massas de ar que resultam no aumento da pressão atmosférica junto à superfície e a origem de ventos anticiclónicos que circulam no sentido dos ponteiros do relógio em torno do centro de alta pressão, afastando os sistemas depressionários. Em virtude da situação geográfica de Portugal continental relativamente ao anticiclone, estes ventos adquirem uma orientação a partir de norte ou noroeste, habitualmente designado por “nortada”.

Sucede que, por ação do vento norte sobre a superfície do mar e ainda do efeito de rotação da Terra, as massas de água superficiais afastam-se para o largo, levando a que simultaneamente se registe um afloramento de águas de camadas mais profundas, mais frias e ricas em nutrientes que, graças à penetração dos raios solares, permite a realização da fotossíntese pelo fito plâncton que constitui a base da cadeia alimentar no meio marinho. Em resultado deste fenómeno, aumentam os cardumes de sardinha e outras espécies levando a um maior número de capturas. E, claro está, o peixe torna-se mais robusto e apetecível.

O mês de Junho, altura em que outrora se celebrava o solstício de Verão e agora se festejam os chamados "Santos Populares" – Santo António, São João e São Pedro – é, por assim dizer, a altura em que a sardinha é mais apreciada e faz as delícias do povo nas animações de rua. Estendida sobre um naco de pão, a sardinha adquire um paladar mais característico, genuinamente à maneira portuguesa.

Por esta altura, muitos são os estrangeiros que nos visitam e, entre eles, os ingleses que possuem a particularidade de a fazerem acompanhar com batata frita, causando frequente estranheza entre nós. Sucede que, o “fish and chips” ou seja, peixe frito com batatas fritas, atualmente bastante popular na Grã-Bretanha, teve a sua origem na culinária portuguesa, tendo sido levado para a Inglaterra e a Holanda pelos judeus portugueses, dando mais tarde origem à tempura que constitui uma das especialidades gastronómicas mais afamadas do Japão.

CÂMARA MUNICIPAL DA PÓVOA DE LANHOSO CONVIDADA A INTEGRAR O PROJETO DISTURB

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A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso foi convidada a integrar o projeto DISTURB, um estudo inovador e vanguardista, que tem como objetivo mapear as dinâmicas locais nas questões da violência doméstica e promover possibilidades de intervenções a nível sistémico.

Este projeto, realizado em conjunto com a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através do SIGO - Serviço para a Promoção da Igualdade de Género e Oportunidades, e a doutoranda em design pela Universidade de Barcelona, Raquel Lima, procura utilizar o design para facilitar a visualização de temas complexos e criar intervenções que possam potenciar a capacidade do sistema de intervir positivamente na questão da violência doméstica.

Como proposta metodológica, a pesquisa vai realizar o levantamento do contexto local através da escuta das narrativas dos/as agentes das diversas instituições, através de inquéritos. O projeto também pretende promover a criação de um mapa que contribua para a visualização do fenómeno nas suas múltiplas esferas. Além da perceção do tema, visa ainda promover a participação de agentes externos para a cocriação de soluções, que tenham impacto positivo no sistema em que atua a Rede SIGO e que, na ótica da inovação social, possam contribuir para compreender o fenómeno da violência doméstica na região.

Como impacto, pretende também beneficiar múltiplas áreas interrelacionadas com o tema, proporcionando uma partilha de saberes e contribuindo para o avanço dos estudos e soluções para problemas sociais complexos. Pretende-se ainda que pessoas e grupos que atuam em rede na solução das questões da violência contra as mulheres possam, através desta proposta, obter uma visão sistémica da questão; apurar a perceção sobre os papéis dos/as intervenientes em rede; encontrar soluções para problemas complexos, que necessitam de múltiplas intervenções; ter a oportunidade de criar intervenções em múltiplos ângulos; promover insights para estratégias e ação; e trabalhar a empatia e promover o trabalho colaborativo.

Estima-se que este projeto tenha a duração de dois meses, contando com a participação das entidades que fazem parte da Rede SIGO e de convidados/as especialistas em inovação social e instituições de inovação social, que queiram juntar-se a este desafio.

O SIGO - Serviço para a Promoção da Igualdade de Género e Oportunidades é uma resposta municipal que trabalha em rede e que atua ao nível da intervenção em casos de violência doméstica e ao nível da prevenção.

VIANA DO CASTELO COMEMORA O DIA EUROPEU DO MAR E O DIA DO PESCADOR

Para comemorar o Dia Europeu do Mar e o Dia do Pescador, preparamos uma série de atividades para si!

O Dia Europeu do Mar pretende destacar a importância dos oceanos e mares para a economia, para o meio ambiente e a sociedade. Já o Dia do Pescador é uma homenagem aos homens e mulheres corajosos que trabalham nos mares, enfrentando desafios diários para fornecer alimentos frescos e saudáveis para as nossas mesas. É uma oportunidade para reconhecer e valorizar o trabalho árduo e a dedicação destes profissionais que desempenham um papel fundamental nas nossas comunidades.

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VIANA DO CASTELO: JÁ VISITOU O NAVIO-HOSPITAL GIL EANNES – MEMÓRIA VIVA DA ASSISTÊNCIA À PESCA DO BACALHAU?

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O Navio-Hospital Gil Eannes foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 1955 tendo como missão, apoiar a frota bacalhoeira nos mares da Terra Nova e Gronelândia.

Embora a sua principal função fosse prestar assistência hospitalar a todos os pescadores e tripulantes, o Gil Eannes foi também navio capitania, navio correio, navio rebocador e quebra-gelos, garantindo abastecimento de mantimentos, redes, isco e combustível aos navios da pesca do bacalhau.

A partir de 1963 passou a fazer viagens de comércio como navio frigorífico e de passageiros, entre as campanhas de pesca, realizando a sua última viagem de assistência à frota bacalhoeira em 1973, ano em que efetuou uma viagem diplomática ao Brasil como embaixada flutuante de Portugal, nas receções oferecidas pelo então embaixador Prof. José Hermano Saraiva.

Depois de estar parado durante 18 meses, em 1975 iniciou novamente atividade como navio comercial (frigorífico) fazendo cargas regulares de bacalhau seco da Noruega para Lisboa, ao serviço da Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau. Ainda, nesse mesmo ano, foi requisitado pelo Governo Português para participar na independência de Angola, como navio hospital.

Após a chegada de Angola foi novamente armado para efetuar viagens comerciais, tendo navegado pela Noruega, Canadá, Nova Inglaterra, África do Sul, República dos Camarões e Espanha. Entre estas viagens fez algumas paragens para manutenção nos estaleiros de Viana do Castelo e Aveiro.

Terminada a sua atividade em 1984, andou de cais em cais do porto de Lisboa até ser vendido a um sucateiro para abate em 1997, quando já estava profundamente degradado e pilhado de muito do equipamento que o apetrechava.

Perante este inglorioso destino do emblemático navio hospital, a comunidade vianense foi mobilizada, pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, para o trazer à cidade onde nascera, resgatando-o à sucata para ser exposto no porto de mar de Viana do Castelo como memória viva do passado marítimo da cidade e do país.

Em 1997 foi constituída a Comissão Pró-Gil Eannes com o objetivo de angariar os meios financeiros necessários para resgatar o Navio Gil Eannes ao sucateiro que o ía desmantelar. Em 1998, aquela Comissão deu origem à Fundação Gil Eannes, atual proprietária do navio que se propôs transformá-lo num polo de atracão da cidade de Viana do Castelo, tendo sempre presente a transmissão de valores e conhecimentos das artes marítimas aos mais diversos públicos que visitam o navio.

Em Janeiro de 1998 o navio chegou à cidade que o viu nascer, e entrou diretamente nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para os primeiros trabalhos de limpeza e reabilitação, que contou com o apoio de várias instituições, empresas e cidadãos, criando-se assim as condições de segurança para a sua abertura ao público em Agosto do mesmo ano.

Em 2000, com o apoio da Iniciativa Comunitária Pesca, foram realizadas obras de beneficiação para assegurar o sistema de esgotos, abastecimento de águas, eletricidade e aquecimento, tornando o navio habitável e possibilitando a criação de uma Pousada da Juventude instalada nas antigas enfermarias, um bar/esplanada instalado na zona das copas de mestrança e marinheiros, uma sala de reuniões instalada na antiga sala de jantar dos oficias, uma loja de recordações e gabinete administrativo bem como, uma sala de exposições temporárias instalada na antiga enfermaria dos doentes contagiosos. Durante a criação daqueles serviços, o percurso de visita foi sendo alargado a novos compartimentos do navio que progressivamente foram reabilitados.

Hoje, os visitantes podem "navegar" pela ponte de comando, cozinha, padaria, casa das máquinas, consultório médico, sala de tratamentos, gabinete de radiologia, bloco operatório, diversos camarotes, capela e ainda, aceder a quatro Quiosques Multimédia com diversa informação histórica e fotográfica bem como, simular virtualmente a entrada na barra de Viana do Castelo e atracar o navio na doca comercial daquela cidade através de um Simulador de Navegação instalado no convés superior.

Texto: Fundação Gil Eannes / Fotos: Carlos Gomes

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MELGAÇO DÁ A CONHECER A CAPTURA DA LAMPREIA NO RIO MINHO

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Cerca de 70 pessoas participaram, este sábado, na caminhada com os pescadores das Pesqueiras do Rio Minho

Num percurso de cerca de 4km, ao longo do qual foi possível observar 27 pesqueiras, os participantes tiveram a oportunidade de ouvir histórias reais, assistir a uma simulação da pesca da lampreia e conhecer mais sobre esta arte ancestral.

A ação, integrada no programa de atividades da iniciativa «Lampreia do Rio Minho – Um prato de excelência», teve como propósito divulgar as pesqueiras do rio Minho, bem como a importância da arte piscatória aqui desenvolvida.

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VILA PRAIA DE ÂNCORA EVOCA A PESCA DO BACALHAU

Vila Praia de Âncora vai poder assistir, no próximo domingo, dia 14 de abril, pelas 16 horas, no Cineteatro dos Bombeiros Voluntários, à projeção do documentário "MAR MAIOR", de Rui Bela e Senos da Fonseca que estarão connosco, juntamente com os atores que ainda se encontram entre nós, e que nos contam, na primeira pessoa, a história da pesca do bacalhau.

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