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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIANA DO CASTELO E O COMITÉ DE GEMINAÇÕES DE PESSAC UNEM-SE PARA DISCUTIR JUVENTUDE, EDUCAÇÃO E AMBIENTE

O Comité de Geminações de Pessac e a Câmara Municipal de Viana do Castelo promovem, esta sexta-feira, 23 de setembro, uma videoconferência que visa debater as consequências das alterações climáticas e a sustentabilidade do uso da água.

Esta atividade bi-lateral foi aprovada e incluída no calendário da Temporada França-Portugal, iniciativa dos Governos de Portugal e França, tendo como objetivos discutir a juventude, a educação e o ambiente, com uma preocupação acrescida em relação ao meio marinho, o mar, subida das águas, preservação do meio ambiente e das comunidades ribeirinhas, desenvolvimento sustentável, entre outros.

A videoconferência, que acontece a partir do auditório do Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) arranca pelas 13h15 e decorre até às 16h00, contando com intervenções do Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, do Cônsul de Portugal em Bordéus e do Presidente do Comité das Geminações.

Nesta conferência vão ainda intervir responsáveis do CMIA, cientistas franceses da Associação Terre et Océan, especialistas vianenses, direções escolares, professores e estudantes. Está, assim, assegurada a participação de alunos e professores da Escola EB 2,3 Frei Bartolomeu dos Mártires e de alunos do Collège Noês de Pessac.

VIANA DO CASTELO: ESTÃO A APARECER GOLFINHOS MORTOS COM MARCAS DE REDES E CAUDA AMPUTADA. ÚLTIMO OCORRIDO NA PRAIA NORTE

Reportamos que o departamento de defesa do ambiente da DKC de Viana se deparou (e já avisamos as autoridades) na praia norte, ecovia, antes do moinho branco um golfinho morto com marcas de redes e a cauda cortada.

Suscita-nos o facto de que na Amorosa a 30 de julho  https://radioaltominho.pt/noticias/viana-golfinho-da-a-costa-na-amorosa/?fbclid=IwAR0zeFmueHdgV6R_xN_GFwkeTtSYuDba6hm2jz5FlJKMo4ZrRJNVIOJmYbY se tenha encontrado outro com as mesmas caraterísticas, também com a cauda cortada.

Já comunicamos à policia marítima.

Mostramos a nossa preocupação com esta prática que poderá constituir um atentado ambiental.

Quanto à atividade a que se poderá imputar estes comportamentos, a DKC de Viana não se pronuncia, deixando isso para os órgãos de policia criminal, mesmo supondo que se trata de prática intencional.

A DKC de Viana condena a prática destes comportamentos.

Em anexo. fotos de ontem à tarde pelas 20.30h.

O Presidente da DKC de Viana,

Dr. Américo Castro

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PESCADORES DE ESPOSENDE: NO SÃO JOÃO, A SARDINHA PINGA NO PÃO! – FOTOS LUÍS EIRAS

No S. João, a sardinha pinga no pão” – diz o povo imbuído na sua sabedoria empírica. Com efeito, é por esta altura que a sardinha é mais gorda, devendo-se tal facto a circunstâncias de ordem climática e geofísica únicas na costa portuguesa que fazem desta espécie um exemplar único em toda a Península Ibérica.

Tradição de origens remotas, a sardinha era tradicionalmente pescada por meio da arte xávega, método que consistia numa forma de pesca por cerco. Deixando uma extremidade em terra, as redes são levadas a bordo de uma embarcação que as vai largando e, uma vez terminada esta tarefa, a outra extremidade é trazida para terra. Então, o saco é puxado a partir da praia, outrora recorrendo ao auxílio de juntas de bois, atualmente por meio de tração do guincho ou de tratores. Entretanto, as modernas embarcações de arrasto vieram a ditar a morte da arte xávega e, simultaneamente, a ameaçar a sobrevivência das próprias espécies piscícolas, colocando em causa o rendimento familiar dos próprios pescadores.

A sardinha constitui um das suas principais fontes de rendimento, representando quase metade do peixe, calculado em peso, que passa nas lotas portuguesas. Matosinhos, Sesimbra e Peniche são os principais portos pesqueiros de sardinha em todo o país.

Quando, no início da Primavera, o vento sopra insistentemente de norte durante vários dias, os pescadores adivinham um verão farto na pesca da sardinha, do carapau, da cavala e outras espécies que são pescadas na costa portuguesa. A razão é simples e explica-se de forma científica: esta época do ano é caracterizada por um sistema de altas pressões sobre o oceano Atlântico, vulgo anticiclone dos Açores, o qual se reflete na observância de elevadas temperaturas atmosféricas, humidade reduzida e céu limpo. Verifica-se então uma acentuada descida das massas de ar que resultam no aumento da pressão atmosférica junto à superfície e a origem de ventos anticiclónicos que circulam no sentido dos ponteiros do relógio em torno do centro de alta pressão, afastando os sistemas depressionários. Em virtude da situação geográfica de Portugal continental relativamente ao anticiclone, estes ventos adquirem uma orientação a partir de norte ou noroeste, habitualmente designado por “nortada”.

Sucede que, por ação do vento norte sobre a superfície do mar e ainda do efeito de rotação da Terra, as massas de água superficiais afastam-se para o largo, levando a que simultaneamente se registe um afloramento de águas de camadas mais profundas, mais frias e ricas em nutrientes que, graças à penetração dos raios solares, permite a realização da fotossíntese pelo fito plâncton que constitui a base da cadeia alimentar no meio marinho. Em resultado deste fenómeno, aumentam os cardumes de sardinha e outras espécies levando a um maior número de capturas. E, claro está, o peixe torna-se mais robusto e apetecível.

O mês de Junho, altura em que outrora se celebrava o solstício de Verão e agora se festejam os chamados "Santos Populares" – Santo António, São João e São Pedro – é, por assim dizer, a altura em que a sardinha é mais apreciada e faz as delícias do povo nas animações de rua. Estendida sobre um naco de pão, a sardinha adquire um paladar mais característico, genuinamente à maneira portuguesa.

Por esta altura, muitos são os estrangeiros que nos visitam e, entre eles, os ingleses que possuem a particularidade de a fazerem acompanhar com batata frita, causando frequente estranheza entre nós. Sucede que, o “fish and chips” ou seja, peixe frito com batatas fritas, atualmente bastante popular na Grã-Bretanha, teve a sua origem na culinária portuguesa, tendo sido levado para a Inglaterra e a Holanda pelos judeus portugueses, dando mais tarde origem à tempura que constitui uma das especialidades gastronómicas mais afamadas do Japão.

Fotos: Luís Eiras / http://esposendealtruista.blogspot.pt/

SEDE DA ASSOCIAÇÃO DE PESCADORES RIBEIRINHA DE VIANA INSTALADA NA INCUBADORA DE VIANA DO CASTELO NA PRAIA NORTE

O Presidente da Câmara Municipal e a Associação de Pescadores Ribeirinha de Viana assinaram contrato de cedência de utilização de instalações junto à Incubadora de Viana do Castelo, na Praia Norte, para que a coletividade possa instalar a sua sede.

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De acordo com o documento, “a cedência de utilização junto às referidas instalações é feita única e exclusivamente à Associação de Pescadores Ribeirinha de Viana para constituição de sede, de modo a proceder ao atendimento aos associados, realização de reuniões e demais tarefas administrativas relacionadas com o objeto social da associação”.

A Associação de Pescadores Ribeirinha de Viana foi criada a 7 de dezembro de 2021 e é uma associação de pesca artesanal, sem fins lucrativos, constituída essencialmente por pescadores da Ribeira de Viana do Castelo e dos Ancoradouros de Darque e Senhora das Areias.

A criação da associação resultou da necessidade que a comunidade piscatória sentiu no acesso ao diálogo com as diversas entidades locais e associadas à pesca, bem como no acesso a concursos e candidaturas de apoio ao setor.

Já em abril passado o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo marcou presença na inauguração da nova lingueta de encalhe para embarcações artesanais que representou um investimento municipal na ordem dos 50 mil euros e que permitiu ainda a aquisição de dois novos carrinhos para encalhar embarcações para manutenção e resolução de avarias, bem como de um guincho elétrico para subir os barcos.

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VIANA DO CASTELO ASSINALA DIA DO PESCADOR COM INICIATIVAS DIVERSAS A 31 DE MAIO

No dia 31 de maio, Viana do Castelo vai celebrar o Dia do Pescador com diversas iniciativas que visam homenagear e divulgar esta profissão tão enraizada no concelho de Viana do Castelo.

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Sendo Viana do Castelo um concelho de mar e rio, que conta com 24 quilómetros de praias banhadas pelo Oceano Atlântico, a pesca artesanal sempre foi e continua a ser parte integrante do território.

Assim, a Associação de Pescadores Ribeirinha de Viana tem iniciativas programadas para este dia. Pelas 10h00, será promovida uma visita de estudantes à Ribeira e à Docapesca, na iniciativa “A Escola vai à Ribeira”. Já pelas 14h45 será retomada a tradição da colocação de bandeiras do Sport Clube Vianense nas embarcações de pesca vianenses.

Às 15h00, será promovida uma bênção das embarcações de pesca pelo Bispo da Diocese de Viana do Castelo, D. João Lavrador.

Já o Centro de Mar, em parceria com a Vianapesca e DocaPesca, vai promover um roteiro pela doca comercial da cidade entre as 13h00 e as 15h00, para alunos do ensino secundário. Será, assim, possível visitar uma embarcação de pesca e ficar a conhecer o ambiente vivido a bordo de um barco durante a faina no mar.

De seguida, serão visitadas as instalações da lota, onde a DocaPesca fará uma visita guiada dando a conhecer todas as etapas da receção, controlo e venda em leilão do peixe que chega diariamente do nosso mar. No final do roteiro serão visitados os armazéns de apresto, onde se poderá observar a reparação das artes de pesca pelos pescadores.

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MELGAÇO LANÇA PACOTE TURÍSTICO “A LAMPREIA E AS PESQUEIRAS DO RIO MINHO”

Amanhã, sábado, dia 14 de maio, pelas 11h00. Durante a Festa dos Pescadores das Pesqueiras do rio Minho

Melgaço organiza amanhã, sábado, dia 14 de maio, a Festa dos Pescadores das Pesqueiras do rio Minho e, aproveitando o potencial turístico e cultural da atividade piscatória na raia, lança o pacote turístico “A Lampreia e as Pesqueiras do Rio Minho”. A festa é uma organização da autarquia melgacense e da Associação dos Pescadores e marca o encerramento da época de pesca nos dois lados da fronteira* neste rio. A iniciativa tem início pelas 11h00, junto ao acesso ao rio Minho na freguesia de Alvaredo (coordenadas: 42.101261, -8.313881).

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Para além de ser um momento de convívio entre os pescadores, assim como das várias instituições/entidades com as quais estes mantêm relações profissionais e/ou institucionais, a Festa dos Pescadores das Pesqueiras do rio Minho pretende chamar a atenção para a importância da atividade piscatória nas pesqueiras do Rio Minho, nomeadamente ao nível dos aspetos económicos, ecológicos, sociais, patrimoniais e culturais.

O pacote turístico “A Lampreia e as Pesqueiras do Rio Minho”, uma iniciativa promovida em colaboração com os pescadores, a Capitania do Porto de Caminha e o Município de Melgaço, nasceu com o propósito de preservar e divulgar as Pesqueiras do rio Minho, bem como a arte piscatória aqui desenvolvida, que foi sendo transmitida de geração em geração e que permanece até aos dias de hoje. A ação consiste em orientar os turistas pelos trilhos de acesso às pesqueiras, exemplificando todo o processo da arte da pesca, pelos próprios pescadores, desde a construção das redes até ao seu uso nas pesqueiras, contando as histórias e curiosidades sobre a arte da pesca artesanal e das construções milenares existentes nas duas margens.

A ação oferecerá, assim, aos turistas uma experiência associada à gastronomia, aos produtos endógenos e à descoberta das suas origens, à autenticidade do território e ao saber fazer tradicional. O rio Minho marca a identidade das gentes de Melgaço e a ele estão ligadas as principais atividades que foram, durante anos, as suas fontes de sobrevivência. O rio era rico em espécies que ainda hoje fazem as delícias gastronómicas, com destaque para o salmão, sável, savelha e, sobretudo, a lampreia, espécies utilizadas como produtos de promoção turística do concelho de Melgaço e da região.

PROGRAMA:

11h00 - Concentração dos pescadores e entidades convidadas (acesso ao Rio Minho por Alvaredo - coordenadas: 42.101261, -8.313881)

11h15 - Caminhada pelas pesqueiras e explicação da arte da pesca

             - Apresentação do pacote turístico “A Lampreia e as Pesqueiras do Rio Minho”

13h00 - Almoço convívio

PESQUIRAS DO RIO MINHO: preservar um saber comum aos dois territórios da raia

A origem da construção das pesqueiras do rio Minho perde-se na História: as primeiras referências documentadas são do séc. XI. Já eram utilizadas pelos romanos para a pesca daquela que é considerada uma das maiores iguarias do rio Minho: a lampreia. Testemunham saberes ancestrais na escolha dos melhores sítios para a sua implementação, na sua orientação em relação às correntes do rio, no processo de trabalhar a pedra e erguer os muros, na escolha das redes mais adequadas e, ainda, no sistema de partilha comunitária do seu uso.

O rio internacional concentra, nas duas margens e apenas no troço de 37 quilómetros, entre Monção e Melgaço, cerca de 900 pesqueiras (das quais cerca de 350 estão ativas), “engenhosas armadilhas” da lampreia, do sável, da truta, do salmão ou da savelha.

Estas construções representam um património ímpar que, dado o seu elevado valor, tem de ser conservado e preservado. Desta forma, está em curso a candidatura das pesqueiras do rio Minho ao registo nacional de património imaterial, promovida pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho. «Mais do que guardar a história que as pesqueiras encerram é dar-lhe dinâmica, do ponto de vista económico, tornando-as numa referência para o setor do turismo.», atenta Manoel Batista, autarca de Melgaço.

«É um património vivo, mas que está em risco, claramente. Esta candidatura é uma oportunidade de dar valor a esta prática viva e um momento único para os jovens voltarem ao rio, onde tem estado praticamente ausentes.», alertou o antropólogo Álvaro Campelo aquando da apresentação pública da candidatura, em agosto de 2020.

*No troço compreendido entre a linha que passa pelas torres do Castelo da Lapela, em Monção - Portugal, e pela igreja do Porto, em Espanha, e o limite superior da linha fronteiriça.

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CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO APROVA APOIOS ÀS ASSOCIAÇÕES DE PESCADORES DE CASTELO DO NEIVA E RIBEIRINHA DE VIANA

Na última reunião de executivo foi aprovada uma proposta que Apoios às Associações de Pescadores de Castelo do Neiva e da Ribeirinha de Viana. De acordo com o documento apresentado pelo Presidente da Câmara, as dificuldades sentidas pelos pescadores justificam estes subsídios.

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“Ao longo dos últimos dois anos, todo o mundo viveu constrangimentos de diversa ordem, em virtude da pandemia Covid-19. Esta realidade atingiu, mais recentemente com o conflito no leste da Europa, proporções que foram contra ao que se previa com o alívio gradual das restrições que se vinha a verificar. Todos pensávamos que as dificuldades iriam começar a ser menores e que teria lugar uma retoma dos vários setores da sociedade e principalmente da economia”, refere a proposta.

No entanto, “os custos com a energia e com os combustíveis aumentaram”, sendo “ambos os recursos essenciais para a atividade de muitos dos nossos agentes económicos”.

“A Câmara Municipal de Viana do Castelo tem acompanhado as necessidades e as dificuldades que estão associadas a esta conjuntura que se vive atualmente. O nosso concelho dispõe de duas associações de pescadores que representam outras tantas comunidades de pescadores e armadores de pesca artesanal. Estas associações são instituições sem fins lucrativos que são o suporte e a âncora destes profissionais do mar. Os custos de funcionamento destas duas associações aumentaram e as dificuldades inerentes tornaram-se maiores. Por isso, propõe-se um apoio financeiro de 5.000 euros à Associação dos Armadores de Pesca de Castelo do Neiva e outros 5.000 euros à Associação dos Pescadores da Ribeirinha de Viana, de forma a que esta verbas permitam minimizar as dificuldades que ambas as associações têm, para honrar os compromissos assumidos com os seus associados e, por sua parte, os mesmos terem meios para manter ativa esta importante atividade no nosso concelho”, esclarece o documento.

RECOLHIDAS QUASE DUAS TONELADAS DE RESÍDUOS DAS PRAIAS E ZONAS RIBEIRINHAS DE ESPOSENDE

A ação de voluntariado ambiental que o Município de Esposende, através da empresa municipal Esposende Ambiente, levou a efeito nos dias 1 e 2 de abril, permitiu recolher cerca de 1,94 toneladas de resíduos no litoral e zonas ribeirinhas do concelho.

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A ação contou com a participação de cerca de 650 voluntários, tanto do concelho como de outras localidades, que procederam à limpeza de vários pontos do litoral, desde o limite norte do concelho, na Foz do Rio Neiva, em Antas, até à Praia da Ramalha, em Apúlia, numa extensão próxima de 15 quilómetros, e que abrangeu cerca de 65% do litoral de Esposende.

No primeiro dia, participaram alunos, professores e responsáveis do Jardim de Infância de Cepães, da Escola Profissional de Esposende, da Escola Básica António Rodrigues Sampaio, da Escola Secundária Henrique Medina, de Esposende, e da Escola Secundária de Barcelos, tendo recolhido resíduos do areal e espaço dunar nas praias de Belinho, Mar, Rio de Moinhos, Cepães, Ramalha e zona ribeirinha de Esposende, no estuário do Cávado. No dia 2, as praias, dunas e zonas ribeirinhas do concelho de Esposende encheram-se de voluntários, que dedicaram algumas horas do seu fim-de-semana ao ambiente.

Esta ação de voluntariado ambiental foi desenvolvida no âmbito do projeto E-Redes e do programa da Bandeira Azul para 2022 e, para além da Câmara Municipal, da Esposende Ambiente e da Associação Rio Neiva, respetivamente, promotor e parceiros do projeto E-Redes, contou também com a colaboração e participação de estabelecimentos de educação e ensino, do Parque Natural do Litoral Norte, Junta de Freguesia de Antas, União das Freguesias de Esposende, Marinhas e Gandra, União de Freguesias de Apúlia e Fão, Estação Náutica de Esposende, ACICE - Associação Comercial e Industrial de Esposende, Agrupamento de Escuteiros de Marinhas e de Esposende, escolas de surf e kitesurf do concelho (Onda Magna, Element Fish, GKS Clube, Salt Flow e Esposende Surf Team), Associação AssoBio, Associação Cívica Mais Esposende, Associação Rio Terra e Mar, Associação de Trabalhadores do Município (ADCRSME), Futebol Clube das Marinhas e do Gandra Futebol Clube, e de vários voluntários, entre os quais um grupo de recentes refugiados da Ucrânia que, individualmente, quiseram dar o seu contributo para a melhoria da qualidade das praias do concelho.

Com estas ações pretende-se alertar a população para a problemática dos resíduos nas praias e oceanos, reduzir o impacto dos plásticos descartáveis no ambiente marinho, contribuir para a preservação dos habitats abrangidos e fomentar o voluntariado ambiental junto dos munícipes.

Por esta via, o Município, através da Esposende Ambiente, está a contribuir para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, nomeadamente no que se refere ao ODS 13 - Ação Climática, ODS 14 - Proteger a Vida Marinha, ODS 15 - Proteger a Vida Terrestre e ODS 17 - Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade.

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VIANA DO CASTELO: NOVA LINGUETA DE ENCALHE PARA EMBARCAÇÕES ARTESANAIS INSTALADA PARA APOIAR PESCADORES VIANENSES

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo marcou ontem presença na inauguração da nova lingueta de encalhe para embarcações artesanais, que irá servir os pescadores vianenses. O equipamento representa uma reivindicação da Associação de Pescadores Ribeirinha de Viana, correspondendo a uma antiga aspiração dos homens do mar. O investimento municipal, na ordem dos 50 mil euros, permitiu ainda a aquisição de dois novos carrinhos para encalhar embarcações para manutenção e resolução de avarias, bem como de um guincho elétrico para subir os barcos.

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O edil vianense referiu a importância desta “parceria tripartida” entre Município, União de Freguesias e Associação de Pescadores. “Vocês [pescadores] identificaram uma necessidade, a Junta fez chegar à Câmara e a Câmara assumiu a sua resolução. Tal como existiu um compromisso para concretizarmos o equipamento, agora também precisamos que vocês se comprometam, nomeadamente no que toca à organização do espaço, o que contribui para o respeito pela vossa atividade”, declarou o autarca, referindo que é necessário que o espaço esteja cuidado e apelativo para vianenses e turistas. “É quase como ter uma casa. Temos de a manter organizada, para nos sentirmos confortáveis a utilizá-la”, frisou.

“A pesca é uma atividade extremamente exigente e terem em terra ainda dificuldades acrescidas para que possam dedicar-se à atividade é algo que não pode acontecer”, reforçou Luís Nobre.

Sobre a necessidade de haver maior limpeza na área da lota do porto de pesca, Luís Nobre referiu que irá articular com a APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, entidade responsável pelo espaço, para “todos juntos, encontrarmos soluções que facilitem a atividade, de uma forma organizada”.  

Na inauguração do novo equipamento de apoio à comunidade piscatória, a Presidente da União de Freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela, Helena Brito, entregou oficialmente as chaves do guincho elétrico à associação.

De acordo com o Presidente da Ribeirinha de Viana, António Coimbra, esta nova lingueta “vem substituir as travessas antigas, que estavam muito desgastadas” e, neste momento, os pescadores aguardam pela instalação de água e eletricidade na zona, para que o equipamento que foi instalado pela União de Freguesias, com financiamento garantido pelo Município, possa entrar em funcionamento.

António Coimbra referiu que esta era uma velha aspiração, referindo que “já podíamos ter mais sócios, mas alguns pescadores não se associam porque não têm onde encalhar os barcos”. Indicou ainda a necessidade de, “com a máxima urgência”, retirar as embarcações de pesca desportiva daquela zona. “Estas plataformas foram construídas para embarcações de pesca artesanal, mas por cada barco de pesca artesanal estão aqui atracados 8 ou 9 de pesca desportiva ou lúdica”, considerou.

A Associação de Pescadores Ribeirinha de Viana foi criada a 7 de dezembro de 2021 e é uma associação de pesca artesanal, sem fins lucrativos, constituída essencialmente por pescadores da Ribeira de Viana do Castelo e dos Ancoradouros de Darque e Senhora das Areias. A criação da associação resultou da necessidade que a comunidade piscatória sentiu no acesso ao diálogo com as diversas entidades locais e associadas à pesca, bem como no acesso a concursos e candidaturas de apoio ao setor.

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CATARINA MARTINS (BE) REUNIU COM A ASSOCIAÇÃO DE PESCADORES DE VILA PRAIA DE ÂNCORA

No passado fim de semana, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins,  visitou o porto de Vila Praia de Âncora e reuniu com a Associação de Pescadores Profissionais e desportivos.

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A iniciativa teve como objetivo ouvir as preocupações dos pescadores sobre o estado do porto, como por exemplo a barra do porto de mar, uma das mais perigosas do nosso país, construída com um erro colossal na configuração dos molhes do porto de mar, situação que o governo assumiu, em novembro de 2020, em resposta a uma pergunta do Bloco de Esquerda. Sabemos que há um estudo em andamento para corrigir a situação e esperamos que haja orçamento para corrigir o problema.

Outra preocupação dos pescadores é inoperância da Docapesca em relação ao porto de Vila Praia de Âncora, que o tem deixando sem qualquer intervenção há mais de 10 anos. O porto está com graves problemas de luminosidade noturna, devido que todos os pontos de luz estarem fundidos, provocando um enorme falta de segurança a quem regressa do mar. A falta de recolha de óleos usados pelos barcos provoca uma gravíssimo problema ambiental. 

Não é aceitável que a Docapesca continue inativa, em relação às questões ambientais, de segurança e na verificação do peixe que muitas vezes não passa pela lota.

O Bloco levará estas questões ao parlamento e  questionará o Ministério do Mar, para que o porto de Vila Praia de Âncora ofereça todas as condições a que trabalha no mar. 

CATARINA MARTINS, COORDENADORA DO BLOCO DE ESQUERDA, ENCONTRA-SE AMANHÃ COM OS PESCADORES DE VILA PRAIA DE ÂNCORA

A corrdenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, reunirá amanhãm dia 5 de Março, pelas 14h30, com a direção da Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora.

A reunião tem lugar nas instalações da Associação e será seguida de visita ao portinho, tendo por objetivo averiguar as condições dos pescadores e do porto.

ASSOCIAÇÃO DE PESCADORES RIBEIRINHA DE VIANA CRIADA PARA UNIR HOMENS DO MAR

Foi ontem publicamente apresentada a Associação de Pescadores Ribeirinha de Viana, recentemente criada para recuperar a união dos homens do mar. Numa cerimónia que aconteceu no Salão Nobre da sede do Sport Clube Vianense, foi assumido pela direção da coletividade piscatória que o objetivo é “trabalhar com todos” e recuperar o bom entendimento entre todos.

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O Presidente da Associação que já conta com cerca de 30 associados, António Coimbra, indicou ter como princípio “trabalhar com todos, sem exceção”, para retomar uma união “que fugiu há muito tempo”, em prol de melhores condições para a comunidade piscatória.

“Esta associação foi criada para que os pescadores de Viana do Castelo, de uma vez por todos, consigam ganhar algo que lhes tem fugido há muito tempo, que é a união. O pescador de Viana tinha uma desunião muito grande, cada um fugia para o seu lado”, frisou o responsável. Neste momento, a Ribeirinha de Viana está instalada numa sede provisória, mas está a trabalhar com o município na procura de um espaço definitivo.

O Presidente da Câmara Municipal, Luís Nobre, enalteceu a criação da associação, não tendo dúvidas “de que vai funcionar e valer a pena”. “Se há grupo da comunidade vianense que pensa com a cabeça e o coração são os pescadores, pelo que antevejo um trabalho profícuo”, frisou o edil.

Na última reunião ordinária de executivo, a Câmara Municipal aprovou uma proposta de subsídio à Associação de Pescadores, no valor de 5.500 euros, para aquisição de material informático e apoio ao funcionamento inicial da coletividade.

A Associação de Pescadores Ribeirinha de Viana foi criada a 7 de dezembro de 2021 e é uma associação de pesca artesanal, sem fins lucrativos, constituída essencialmente por pescadores da Ribeira de Viana do Castelo e dos Ancoradouros de Darque e Senhora das Areias.

A criação da associação resultou da necessidade que a comunidade piscatória sentiu no acesso ao diálogo com as diversas entidades locais e associadas à pesca, bem como no acesso a concursos e candidaturas de apoio ao setor.

Já Rui Pedro Silva, Presidente da direção do Sport Clube Vianense, referiu o “enorme gosto” de poder acolher a cerimónia, tendo em conta que “historicamente, o SCV tinha uma forte ligação com a comunidade piscatória, que infelizmente veio a perder”. O dirigente desportivo entregou as bandeiras do SCV aos pescadores presentes, para que a bandeira do clube possa voltar a ser hasteada nos barcos da região.

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ESTUDO DE RECONFIGURAÇÃO DO PORTINHO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA ESTÁ EM MARCHA

Professor do Instituto Superior Técnico, responsável pela elaboração do estudo, veio reunir com Associação de Pescadores e Câmara Municipal de Caminha

Dando seguimento ao compromisso assumido pelo Governo no verão passado, a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em coordenação com a Câmara Municipal de Caminha, deslocaram-se a Vila Praia de Âncora para reunir com pescadores na sede da Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos daquela localidade. Em cima da mesa esteve a dragagem efetuada ao Porto de Mar que permitiu extrair cerca de cem mil metros cúbicos do seu interior que foram depositados no cordão da Duna dos Caldeirões mas, sobretudo, debater os pressupostos e soluções do estudo de reconfiguração do Portinho de Vila Praia de Âncora há muito desejado pelos pescadores e pelo Município.

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Para o Presidente da Câmara Municipal de Caminha, Miguel Alves, que esteve presente na visita técnica ao local, “estamos a cumprir com a nossa palavra e estamos, sobretudo, a cumprir com o nosso dever. Desde que cheguei à Câmara de Caminha, sempre ouvi os pescadores profissionais e desportivos de Vila Praia de Âncora dizerem que o desenho do Portinho estava errado, que estavam pior com o novo Porto de Mar do que estava antes de ele ser construído e que nunca tinham sido ouvidos por parte das instituições, mesmo das autárquicas. Agora o estudo está a avançar como tinha sido prometido, e os pescadores estão a ser ouvidos e vão contribuir para a solução”.

A liderar a equipa que vai elaborar o estudo, está o Professor Trigo Teixeira, do Instituto Superior Técnico, dando garantia de competência e de isenção. O objetivo do trabalho dos especialistas é propor uma nova configuração para o porto de Vila Praia Âncora de forma a minimizar as condições de assoreamento, reduzir substancialmente as necessidades de dragagem de manutenção, e, sobretudo, melhorar as condições de segurança para as embarcações no acesso ao porto. Do estudo deverá resultar o desenho de um novo layout do porto, já com as correções necessárias, com vista a proceder-se à respetiva avaliação de impacte ambiental e depois à concretização das intervenções conjuntas DGRM/APA nos molhes de proteção.

Durante a visita técnica efetuada, ficou clara a importância da dragagem realizada até ao final de dezembro, mas também as suas limitações, decorrentes da morfologia do porto e do permanente movimento de sedimentos. Para Miguel Alves, “a presença no local foi essencial para os responsáveis da DGRM e da APA perceberem que, infelizmente, é preciso continuar a fazer dragagens e que elas têm que acontecer já este ano. O contrato de dragagens que assinamos há uns meses no Cineteatro dos Bombeiros de Vila Praia de Âncora vai ser muito útil para podermos garantir que, após o tempo de invernia, se possa reforçar o investimento de dragagem já efetuado. Só assim podemos dar mais garantias de navegabilidade e segurança de forma imediata”.

O autarca de Caminha não quis deixar de elogiar “a persistência e trabalho da Associação de Pescadores e a resiliência e contributo dos diferentes pescadores que nos ajudaram a refletir sobre o que é necessário fazer. A realização deste estudo é uma grande vitória da comunidade piscatória” rematou Miguel Alves.

A última dragagem efetuada em Vila Praia de Âncora resultou num investimento de 1.722.000 euros, financiado pelo POSEUR e com a DGRM a suportar a componente nacional (455.829 euros). O contrato para dragagem do Portinho está já assinado e garante a manutenção da infraestrutura até 2023. Tendo em conta a observação feita no local, o volume de movimentação de areias previstas para este ano será revisto.

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CDS-PP CONSIDERA “URGENTE” SALVAR A ORLA COSTEIRA DE ESPOSENDE

Areia de Carvalho, cabeça-de-lista pelo distrito de Braga, ouviu pescadores

O problema da erosão costeira que avança no concelho de Esposende levou José Paulo Areia de Carvalho, cabeça-de-lista do CDS-PP pelo círculo de Braga, a visitar a zona envolvente das casas de Cedovém e Pedrinhas, na Apúlia, e manifestar a sua “enorme preocupação” com o avanço do mar e “a necessidade urgente de serem tomadas medidas consensuais entre o poder local e a administração central” para salvar o que resta da orla costeira.

Areia de Carvalho com os pescadores de Esposende.jEm Esposende, ocorre uma das situações mais graves do país no que toca à exposição da costa à força devoradora do mar, com as ondas cada vez mais perto de casas, quase todas de segunda habitação, nomeadamente em Cedovém e Pedrinhas, onde situações de perigo já estão sinalizadas, como observou Areia de Carvalho.

“É preciso criar um consenso entre o poder central e a autarquia, mas quem prometer soluções fáceis e imediatas estará a ser populista porque a verdade é que a natureza tem a sua forma de agir e a única coisa que podemos fazer é minimizar os seus efeitos”, considera Areia de Carvalho.

Para o candidato do CDS-PP à Assembleia da República, “o problema da erosão na costa de Esposende não está na natureza, mas sim nas intervenções humanas que ao longo do tempo foram permitidas e que desequilibraram o território”.

“Os ministros socialistas já vieram a Esposende anunciar que a solução iria ser encontrada, mas a verdade é que continua tudo na mesma”, frisa Areia de Carvalho, assumindo o compromisso de levar o assunto à Assembleia da República logo após a sua eleição como deputado.

O CASO “INCONCEBÍVEL” DA BARRA DE ESPOSENDE

Na terça-feira, 11 de janeiro, José Paulo Areia de Carvalho, acompanhado pela candidata de Esposende, Tânia Lima da Mota, visitou o concelho, com deslocações a Apúlia, onde reuniu com pescadores locais, a Esposende, onde conversou com a Associação dos Pescadores Profissionais do Concelho de Esposende e a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Esposende, tendo ainda visitado a zona da barra de Esposende e, por fim, a Fonte Boa, onde visitou uma exploração agrícola local.

Segundo Areia de Carvalho, estas visitas traduzem “áreas estratégicas para o concelho de Esposende e para o próprio distrito de Braga, às quais tem faltado vontade política ao Governo para investir”.

“Esposende é o único concelho litoral do distrito de Braga e o setor da pesca depara-se com extremas dificuldades causadas pela degradação costeira”, lembra Areia de Carvalho, que em 2021 foi candidato à presidência do município.

Referindo-se em particular à barra de Esposende, afirmou: “Para o PS, Esposende é o parente pobre das dragagens. É inconcebível que o problema continue sem solução à vista. É certo que a solução técnica tem de ser deixada para os técnicos, mas o Governo tem de decidir e não optar por remendos que nada resolvem.”

No âmbito da visita à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Esposende, Areia de Carvalho mostrou-se “preocupado com o facto de os apoios do Estado ficarem aquém dos custos reais das associações”.

“Conforme o CDS tem reiterado, o Governo não pode limitar-se a aplaudir os bombeiros, devendo apoiar efetivamente as corporações que se debatem com falta de meios”, afirmou Areia de Carvalho.

Areia de Carvalho viu algumas casas ameaçadas pel