VIANA DO CASTELO: CANÁRIO REALIZA CONCERTO NA IGREJA DE PERRE

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A primeira ronda disputada em 2020 ditou sortes distintas para as duas equipas da ADC Perre nos respetivos campeonatos: Primeira vitória no Campeonato Nacional da 2ª divisão e primeira derrota no Campeonato Distrital da AXD Braga.
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Disputou-se no passado fim de semana mais uma jornada dos campeonatos nacionais e distritais por equipas, esta com a curiosidade de pela primeira vez as duas equipas da ADC Perre disputarem as respetivas partidas em casa.
Depois do prometedor empate frente a uma das equipas mais fortes do torneio na última ronda, a ADC Perre “B” averbou o seu primeiro desaire. A vitória de Paulo Costa Pereira e o empate de Jacinto Tavares nos primeiros tabuleiros revelaram-se insuficientes para levar de vencida os líderes do torneio e ditaram uma derrota pela margem mínima (2 ½ - 1 ½).
Na 2ª Divisão Nacional, a equipa A da ADC Perre obteve a sua primeira vitória na competição (2 ½ - 1 ½). A derrota de Miguel Palhas no terceiro tabuleiro, foi compensada com as vitórias de David Melo e Francisco Parente, nos segundo e quarto tabuleiro respetivamente. O empate de António Franco no primeiro tabuleiro fixou o resultado final.
Finda a segunda ronda de competição a equipa A segue em quarto lugar e na próxima ronda deslocar-se-à ao Porto para defrontar a equipa do GX do Porto “B”. Por sua vez, a equipa B, atual quinta classificada, defrontará o CX A2D “C” em Famalicão.
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Em Perre, o ano arranca a valer com o Open d3 Reis 2020, o nosso 1º torneio de partidas classicas.
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A Academia de Xadrez da ADC Perre organiza, entre 2 e 5 de janeiro, o seu primeiro torneio homologado de partidas clássicas, no qual cada jogador terá noventa minutos, com um acréscimo de trinta segundos por lance, para terminar a partida.
O torneio destina-se a jogadores filiados na Federação Portuguesa de Xadrez para a época desportiva de 2019-2010 e os interessados em participar podem consultar o regulamento e inscrever-se através do blog www.jogaconosco.blogspot.com.
Há três prazos de inscrição. O primeiro a terminar a 13 de dezembro, o segundo a 23 de dezembro e o último a 31 de dezembro.
A competição é aberta a todas as idades e no final haverá troféus para os melhores dos diferentes escalões e serão sorteadas surpresas entre todos os inscritos.
O evento terá lugar nas instalações da Escola do Cálvário (Museu de Perre), em Perre, Viana do Castelo.
Na época natalícia que se avizinha, jogar e ajudar serão os verbos que estarão sobre os tabuleiros no II TORNEIO DE XADREZ SOLIDÁRIO, que se disputará no dia 21 de Dezembro de 2019, a partir das 15:00 horas.
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Será um torneio a disputar em ritmo de rápidas, em que cada jogador terá cinco minutos, com um acréscimo de dois segundos por lance, para terminar a partida.
É a segunda edição desta prova solidária em que a inscrição é feita com a doação de, pelo menos, 1 kg de bens alimentares não perecíveis. Os bens arrecadados reverterão a favor da Casa Vicentina de S. Miguel de Perre. O torneio será aberto, pelo que podem inscrever-se todos os que queiram ajudar esta causa.
Haverá troféus para o vencedor absoluto, para o melhor sub-16 da Academia de xadrez da ADC Perre e para o melhor jogador não federado.
As inscrições podem ser feitas através de correio electrónico, com indicação do nome e data de nascimento, para adcp.formacao@gmail.com, ou preenchendo o formulário de inscrição disponível no blog da academia (www.jogaconosco.blogspot.com).
Reunião com Vereador junta três freguesias em Santa Marta de Portuzelo
No dia 12 de setembro realizou-se uma reunião de trabalho dirigida pelo Vereador Luís Nobre, e que juntou os membros dos Executivos e das Assembleias de Freguesia de Santa Marta de Portuzelo, Perre e Outeiro.
O assunto em debate era o PDM, que estará para participação pública até ao dia 30 de setembro. Da reunião saíram notas importantes, bem como estratégias a implementar nos próximos tempos. O PDM – Plano Diretor Municipal é um importante instrumento onde estão registadas as estratégias municipais de ocupação do solo.
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"Oh minha Rosinha
eu hei-de ir, hei-de ir,
Jurar a verdade
que eu não sei mentir (...)"
Fotos de Sérgio Moreira & Silvia Moreira são uma obra de arte a realçar a beleza da terra e das suas gentes
A festa é dedicada a S. Miguel, S. José e Nossa Senhora das Dores cujos dias que lhes estão consagrados não se celebram nesta ocasião. Mas, o esplendor da festa e o encanto das moças de Perre não lhes permite fecharem-se no templo.

Situada na margem direita do rio Lima, no concelho de Viana do Castelo, Perre é habitada desde épocas remotas, existindo nos seus cumes numerosos vestígios de povoamentos castrejos.
O traje à lavradeira adquire aqui um enorme significado em virtude das suas tradições na cultura e tecelagem do linho e na arte do bordado tradicional, sendo outrora os seus fatos bordados pelas raparigas.
Referiu Cláudio Basto na sua obra “Traje à Vianesa”, “A habilidade da tecedeira sabe tirar à saia o monótono que ressultaria se os listões vermelhos e negros se alternassem regularmente. Assim, por exemplo, pelo meio do amplo listão preto, faz passar uma lista vermelha tripartida por duas listazinhas pretas; e pelo meio do listão vermelho, uma estreita lista preta que, de quando em quando, biparte com um filete branco; por vezes, ao meio do listão vermelho, longitudinalmente, tece uma listazinha branca”.

É, pois, também evidente o seu talento artístico que o grande escritor Ramalho Ortigão tão eloquente escreveu n’As Farpas:
“A aldeã do distrito de Viana é, por via de regra, tecedeira. É preciso não se confundir o que no Minho se chama tecedeira com o que geralmente se entende por teceloa. A tecedeira de Viana não se emprega numa fábrica nem tem propriamente uma oficina. Sabe simplesmente tecer como a menina de Lisboa sabe fazer crochet; e junto da janela engrinaldada por um pé de videira o seu pequenino tear caseiro, como o da casta Penépole, tem o aspecto decorativo de um puro atributo familiar, como um cavalete de pintura ou um órgão de pedais no recanto de um salão. A tecedeira trabalha mais para si do que para os outros nesse velho tear herdado e transmitido de geração em geração, e não tece servilmente e automaticamente, como nas fábricas, sobre um padrão imposto pelo mestre da oficina, mas livremente, como artista, ao solto capricho da sua fantasia e do seu gosto, combinando as cores segundo os retalhos da lã de que dispõe, contrastando os tons e variando os desenhos ao seu arbítrio. Tecer em tais condições é educar a vista e o gosto para a selecção das formas num exercício infinitamente mais útil que o de todas as prendas de mãos com que nos colégios se atrofia a inteligência e se perverte a imaginação das meninas de estimação, ensinando-lhes ao mesmo tempo como se abastarda o trabalho e como se desonra a arte.”
Fotos: Sérgio Moreira & Silvia Moreira














