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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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AMARES REABILITA IGREJA DO MOSTEIRO DE RENDUFE

Município de Amares acompanha obras no Mosteiro de Rendufe

O presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, esteve no terreno a acompanhar de perto o processo de reabilitação da Igreja do Mosteiro de Santo André, em Rendufe, Amares. A intervenção está em curso desde o passado dia 19 de agosto e integra uma candidatura aprovada pelo Programa Norte 2020, no âmbito da “Operação Mosteiros a Norte”, da responsabilidade da Direção Regional de Cultura do Norte.

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De visita ao local, o autarca, que esteve acompanhado pelo pároco da freguesia, Padre Nuno Oliveira, sublinhou a importância desta intervenção que não tem dúvidas “vai contribuir para a valorização arquitetónica, histórica, cultural” deste património e, consequentemente, “potenciar o seu usufruto e estima” por parte dos amarenses e dos turistas que visitam concelho.

A obra orçada em cerca de 504 mil euros (mais IVA) tem um prazo de execução de 270 dias para os trabalhos, que incidem na Igreja, Capela-Mor e Capela do Santíssimo Sacramento, Antessacristia e Sacristia, bem como no Alpendre do Adro, com intervenções na cobertura, drenagem periférica e reforço estrutural da Igreja, como forma de contenção da degradação do espaço interior e do espólio artístico do seu recheio, da autoria de Frei Vilaça.

A intervenção encontra-se consignada à empresa Augusto Oliveira Ferreira e Companhia Lda.

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FAMALICÃO RECUPERA ÓRGÃO DO SÉCULO XIX

Órgão do século XIX recuperado em Famalicão. Concerto inaugural realiza-se a 21 de setembro, pelas 21h00, na igreja de Telhado

No dia 21 de setembro realiza-se na igreja de Telhado, em Vila Nova de Famalicão, pelas 21h00, o concerto inaugural do último órgão de tubos construído pelo organeiro Manuel de Sá Couto, em 1836, e que foi recentemente restaurado pela empresa JMS Organaria. Rosana Orsini (soprano) e Marco Brescia (órgão) são os convidados deste concerto inaugural. A entrada é livre.

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O restauro que durou cerca de sete meses e implicou um investimento total de 20 mil euros permitiu dotar o órgão da sua traça original, depois de ter sido completamente adulterado com os restauros realizados ainda no seculo passado.

“Depois de um trabalho bastante minucioso conseguimos recuperar a tinta original, o teclado também foi restituído à forma original. Todas as partes mecânicas foram revistas e foi feita a harmonização de origem tal como o construtor havia feito na época”, explica Joaquim Silva da JMS Organaria, adiantando que se “trata de um órgão histórico e de caraterísticas únicas”.

Terá sido, muito provavelmente o último órgão construído Manuel de Sá Couto.

O restauro contou com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, que atribuiu um subsídio no valor de nove mil euros.

O concerto inaugural contará com as presenças do Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, entre outras personalidades do concelho.

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CLÍNICA DENTÁRIA ANGEL SMILE RECUPERA IMÓVEL HISTÓRICO NO CENTRO DE FAMALICÃO

Angel Smile compra instalações da Caixa Geral de Depósitos

A clínica dentária Angel Smile, com sede em Barcelos, escolheu o centro da cidade de Vila Nova de Famalicão para fazer crescer o seu negócio, comprando um edifício histórico na Praça D. Maria II, que, na segunda metade do século passado, acolheu o principal balcão da Caixa Geral de Depósitos na então vila famalicense.

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O edifício, em granito, que faz esquina com a Rua de Santo António, está devoluto desde a década de 1980, surgindo agora uma oportunidade para a sua reabilitação através da sua reconversão numa clínica dentária de última geração, onde deverão trabalhar duas dezenas de profissionais, entre médicos dentistas, técnicos superiores de próteses dentária e assistentes dentários. A nova clínica será, por isso, um importante elemento de revitalização de uma zona da cidade que tem perdido habitantes e serviços nas últimas décadas.

INVESTIMENTO DE 2 MILHÕES

A aquisição do edifício, as obras de reabilitação e adaptação e o equipamento necessário implicarão um investimento global que rondará os 2 milhões de euros.

“O local é excelente e apaixonei-me pelo edifício porque acho que tem tudo a ver com a Angel Smile e com aquilo que pretendemos disponibilizar no mercado de Vila Nova de Famalicão”, afirma o médico dentista Anselmo Vasconcelos, fundador, CEO e diretor clínico da Angel Smile, cuja opção por um imóvel histórico no centro da cidade de Vila Nova de Famalicão, segundo revela, também se deve ao “profissionalismo” dos consultores da agência imobiliária MEDIUM.  

“A MEDIUM foi um elemento-chave neste processo. Não conhecia ninguém da MEDIUM e, agora, para mim, são parceiros e amigos. Foram incansáveis na procura de soluções”, declara Anselmo Vasconcelos, que afiança ter escolhido Famalicão para crescer em função de um estudo de mercado. “A Angel Smile escolheu Famalicão, tendo em conta alguns números da Ordem dos Médicos Dentistas em termos de necessidades da população e a proximidade em relação a Barcelos, onde temos a nossa sede”, adiantou o CEO da Angel Smile.

CÂMARA MUNICIPAL ANALISA PROJETO

Localizado na Praça D. Maria II, em pleno centro de Vila Nova de Famalicão, o edifício terá de manter o aspeto exterior. Trata-se de um imóvel da arquitetura moderna, construído em meados do século XX.

Atualmente, o imóvel tem dois pisos, com pé direito de 5 e 4 metros, respetivamente, o que dará para converter em três pisos. Além disso, deverá crescer com um piso abaixo do chão e mais um pequeno andar recuado, com impacto zero. O projeto está a ser analisado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

As obras de reabilitação e reconversão devem começar logo que seja possível. O objetivo da Angel Smile será abrir a clínica entre finais de 2020 e inícios de 2021. Tudo dependerá da aprovação municipal e do andamento das obras, para as quais será necessário cerca de um ano de trabalhos.

Segundo o CEO da Angel Smile, “o edifício enquadra-se na política da marca”. “Nós posicionamo-nos num segmento médio-alto e somos uma clínica dentária que faz captação de clientes internacionais, trabalhando no segmento do turismo da saúde. Além disso, fazemos formação de médicos dentistas. Por isso, queremos ter em Famalicão umas instalações que transmitam este posicionamento”, explicou, sem receio da concorrência, pois, considera que “Famalicão ainda tem necessidade de dentistas”.

A Angel Smile, com sede em Barcelos, terra do fundador, desde 2013, tem captado uma média de 60 a 70 novos pacientes por mês e instala-se em Famalicão numa política de “crescimento ponderado”.

Anselmo Vasconcelos, de 39 anos, dono e único sócio da clínica, é médico dentista licenciado pela CESPU e pós-graduado em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade do Minho.

FAMALICÃO REABILITA TEATRO NARCISO FERREIRA

Reabilitação do Teatro Narciso Ferreira arranca segunda-feira. Auto de consignação é celebrado na próxima segunda-feira, pelas 11h00, no recinto do Mercado de Riba de Ave, em frente ao Teatro

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, convida os órgãos de comunicação social para a cerimónia de assinatura do auto de consignação que marca o arranque das obras de reabilitação do Teatro Narciso Ferreira, em Riba de Ave. A sessão está marcada para a próxima segunda-feira, 9 de setembro, pelas 11h00, no Mercado de Riba de Ave, mesmo em frente ao teatro. O momento conta com a presença do autor do projeto, arquiteto Noé Diniz.

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A obra foi adjudicada à empresa Costeira – Engenharia e Construção, S.A., pelo valor de 2.957 146, 89 euros e um prazo de execução de 450 dias. Com verbas aprovadas no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), assinado entre a autarquia e o Programa Operacional Norte 2020, o município tem garantido um cofinanciamento FEDER.

Refira-se que o edifício do Teatro Narciso Ferreira encontra-se presentemente em estado de ruína, pretendendo-se a sua total reabilitação física e cultural. Este facto mereceu especial preocupação do executivo camarário pelo que, consta como um dos projetos prioritários a levar a cabo no âmbito da candidatura Portugal 2020 – PEDU de Vila Nova de Famalicão, na prioridade de investimento 6.5 – Regeneração Urbana.

CERVEIRA ESTABELECE CONCESSÃO DO CASTELO

Concessão do Castelo de Cerveira capta interesse de três investidores

Três investidores nacionais das áreas da hotelaria e restauração formalizaram as suas propostas ao novo concurso público lançado pelo Instituto do Turismo de Portugal para a concessão da exploração do Castelo de Vila Nova de Cerveira, ao abrigo do Programa Revive. Após cumpridos os trâmites legais subjacentes ao processo, o autarca cerveirense prevê que a adjudicação possa acontecer até ao final do presente ano.

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Apesar da existência de dois interessados ao concurso que terminou a 5 de junho, o Instituto do Turismo de Portugal entendeu, por razões administrativas, formalizar a sua exclusão e consequente extinção do concurso, prosseguindo com a abertura de um novo concurso público internacional, cujo período de apresentação de propostas iniciou a 25 de julho e terminou esta terça-feira, 27 de agosto, com a submissão de três candidaturas nacionais.

Para o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, “a expetativa é a de que, finalmente, possa haver uma solução que valorize e dignifique o Castelo de Cerveira, o ex-libris do concelho e que esta notícia seja a preparação da prenda de aniversário dos 700 anos da fundação de Vila Nova de Cerveira, que se assinala a 1 de outubro de 2021”. Fernando Nogueira afirma que, dando seguimento aos procedimentos necessários e aos prazos estabelecidos, “é expectável que o processo possa estar concluído até ao final do ano".

Após a submissão de propostas segue-se o período de análise e uma reunião do júri que será convocada em breve com vista à elaboração do relatório preliminar. Posteriormente, decorre a audiência prévia, a elaboração do relatório final e a consequente adjudicação da proposta ao concorrente vencedor.

Dos 33 imóveis nacionais identificados pelo Governo, o Castelo de Cerveira foi o 15.º concurso a ser lançado no âmbito do REVIVE, um programa conjunto dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças com a colaboração das autarquias locais, que visa valorizar e recuperar o património sem uso, reforçar a atratividade dos destinos regionais e o desenvolvimento de várias regiões do país.

O concurso para a concessão da exploração do Castelo de Vila Nova de Cerveira (Imóvel de Interesse Público) tem como objetivo a realização de obras, incluindo de infraestruturas, e posterior exploração para fins turísticos, como estabelecimento hoteleiro, estabelecimento de alojamento local, na modalidade de estabelecimento de hospedagem ou outro projeto de vocação turística, com um prazo de execução de contrato de 50 anos.

DIREÇÃO REGIONAL DA CULTURA DO NORTE VAI REABILITAR IGREJA DO MOSTEIRO DE SANTO ANDRÉ DE RENDUFE EM AMARES

A Igreja do Mosteiro de Santo André de Rendufe vai ser alvo de reabilitação. A informação foi avançada, ao Município de Amares, pela Direção Regional da Cultura do Norte, que adianta, ainda, que os trabalhos vão ter início no dia 19 de agosto com um prazo de execução de 270 dias.

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A Direção Regional abriu procedimento por concurso público para a realização da empreitada, tendo adjudicado a obra à empresa Augusto Oliveira Ferreira e Companhia Lda.

Fotos: https://www.culturanorte.pt/

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Com origem anterior a 1090, este mosteiro foi uma das principais casas beneditinas entre os séculos XII-XIV.

Da obra medieva nada resta devido a reformas posteriores. A atual igreja data de 1716-1719 e recebeu valiosa talha barroca e foram edificados o claustro e a biblioteca. Após a sua extinção, em 1834, a igreja passou a paroquial e arruinaram-se as dependências monacais.

A história do mosteiro beneditino de Rendufe remonta à época do Conde D. Henrique e embora se desconheça a data da sua fundação, eventualmente devida a Egas Pais de Penegate, é possível que tenha ocorrido pouco antes de 1090, pois em Dezembro desse ano o seu abade figura num julgamento. De acordo com uma inscrição existente no pavimento, junto ao arco do cruzeiro, a igreja já se encontrava concluída em 1151. Durante a Idade Média foi um mosteiro bastante rico e com um amplo domínio mas, à semelhança do que aconteceu em boa parte das casas conventuais do nosso país, experimentou um forte abalo em consequência da gestão ruinosa dos abades comendatários e anteriormente, das questões levantadas entre o mosteiro, o arcebispo e a família patronal dos Vasconcelos. Essas questões conduziram à sua extinção, seguida de restauração em 1401.

A grande reforma da primitiva igreja deveu-se à iniciativa do último comendatário - D. Henrique de Sousa (descendente do cardeal Alpedrinha), que em 1551 reedificou o mosteiro. O templo passou então a possuir três naves com capelas laterais. Esta campanha de obras permitiu que a igreja se mantivesse até ao século XVIII, não se integrando no conjunto de mosteiros remodelados depois da criação da Congregação beneditina, em 1567. 

Ao longo do século XVII várias obras denunciam um desejo de actualização estética, consumado na centúria seguinte. A mais significativa é a fachada da portaria, que ostenta a data de 1638 e segue modelos quinhentistas divulgados no tratado de Sebastião Serlio O tecto da nave foi forrado por duas vezes, e na sacristia registam-se móveis novos, executados por Agostinho Marques, de Braga, em 1697.

É, no entanto, durante o primeiro quartel do século XVIII que se assiste a uma constante actividade construtiva, responsável pela reforma integral da igreja, e demais dependências conventuais, grande parte das quais, infelizmente, desaparecida no incêndio de 1877.

A existência de registos periódicos, os chamados Estados de Tibães, permite acompanhar as obras, triénio a triénio. Assim, entre 1716 e 1719 levantou-se a nova igreja, de planta em cruz latina, com nave única coberta por abóbada de berço e dois altares laterais, transepto, altares colaterais e capela-mor de grandes dimensões, num traçado que obedece à generalidade das plantas beneditinas da época. A fachada, por sua vez, afasta-se dos modelos empregues anteriormente, ao apresentar um portal central, a que se sobrepõem três nichos com as imagens de Santo António, São Bento e Santa Escolástica (as actuais são de época posterior), e três janelas ovais. No interior, o arco da tribuna e a nova abóbada da capela-mor são de 1725-28. A talha foi executada entre 1719 e 1725 e dourada entre 1725 e 1728, continuando depois, em 1752-1755. É de estilo nacional, filiando-se o retábulo da capela-mor no de São Bento da Vitória, no Porto, razão pela qual Roberth Smith atribui a sua autoria ao do entalhador da igreja portuense, Gabriel Rodrigues. Situação semelhante verifica-se ao nível do cadeiral do coro, de 1722. A talha das bancadas da capela-mor pode ser cotejada com a de Tibães (atr. A Frei José António Vilaça) que, tal como a das janelas, é já rococó.

Por sua vez, a biblioteca foi edificada no triénio de 1716-19, tal como o claustro, do qual apenas subsistem as ruínas, com arcadas de capitéis toscanos. O novo dormitório remonta a 1728-31. Uma das últimas obras, mas de grande significado, por obedecer a novas directivas que visavam retirar o Santíssimo Sacramento da capela-mor, foi a edificação da capela do Sacramento, em 1777-80, numa linguagem pombalina.

Adaptado de: IPPAR / IGESPAR

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LANÇAMENTO DO PROGRAMA “DINAMIZAR FORTALEZAS”, EM MONÇÃO

Num cenário perfeito, onde as muralhas, o casco urbano e o rio Minho trocavam “olhares” de grande cumplicidade, realizou-se a apresentação pública do programa nacional “Dinamizar Fortalezas”, cujo objetivo consiste na valorização das 62 fortificações de fronteira desenhadas por Duarte D´Armas, no livro das fortalezas, datado do século XVI.

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A cerimónia de lançamento deste novo programa nacional teve lugar, ontem à tarde, no Baluarte dos Néris, sendo presidida pelo Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, contando ainda com a Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, e o Presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo.

Numa cobertura ao estilo medieval, o que conferiu mais autenticidade à sessão, o presidente monçanense, António Barbosa, congratulou-se pela escolha de Monção para receber a cerimónia, sublinhando a forma cordata e recetiva como o município tem sido tratado pelo atual governo.

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Abertura, proximidade e disponibilidade foram as palavras utilizadas por António Barbosa para descrever o relacionamento com os vários ministérios do governo presidido por António Costa. Disse: “Temos uma porta aberta para a resolução dos problemas da nossa terra. Louvo aqui publicamente a recetividade do governo”.

Focando-se no programa “Dinamizar Fronteiras”, o autarca referiu tratar-se de um projeto que contribuirá para “o reforço da atratividade das regiões de fronteira como destinos turísticos”, transformando “espaços únicos de história e cultura em locais de conhecimento e visitação”.

Afirmando que o programa tem um conjunto de particularidades que “entroncam” na estratégia de desenvolvimento do município, Antonio Barbosa felicitou o governo por este “exercício de descentralização” que “reforça a oferta turística nas regiões periféricas” e “combate as assimetrias regionais”.

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E como o investimento é fundamental no progresso de qualquer terra, António Barbosa, aproveitando a presença do titular da pasta da economia, lembrou as dificuldades de Monção neste sector que, referiu, não se deve à falta de interesse das empresas mas, lamentou, à ausência de solo disponível.

“Desejamos que o Minho Parque Monção, em processo judicial, tenha uma resolução breve. Contudo, não ficamos de braços caídos e avançamos com uma nova zona industrial, numa extensão de 6 hectares, na freguesia de Messegães” referiu António Barbosa, acrescentando:

“O processo está a andar, devendo ser objeto de candidatura até setembro. Pedimos-lhe, Sr. Ministro, que nos ajude a responder, afirmativamente, aos empresários que se querem instalar em Monção e aos jovens que querem permanecer na sua terra”.

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“O turismo tem de diversificar-se para ganhar dimensão e atrair mais visitantes”

Após a passagem de um vídeo curto sobre o novo programa do governo, a Secretaria de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, explicou, em pormenor, os objetivos de um programa que visa divulgar o legado patrimonial em toda a linha da fronteira luso-espanhola e criar um conjunto de atrativos para valorizar as zonas periféricas.

Durante muitos anos o turismo nacional estava confinado ao sol, à praia, a Lisboa, ao Algarve e à Madeira. Essa estratégia, disse Ana Mendes Godinho, está a mudar com apostas claras em outros produtos e regiões. Dessa forma, acrescentou, dispersamos recursos e ganhamos dimensão para atrair mais turistas.

O lançamento do programa “Dinamizar Fortalezas”, na terra de Deu-la-Deu Martins, heroína local que salvou o burgo das investidas castelhanas, insere-se nessa estratégia global, potenciando a oferta turística nas regiões de fronteira e “piscando” o olho aos nossos vizinhos espanhóis para a promoção conjunta da península Ibérica.

“Nos dias de hoje, Portugal e Espanha são o maior destino turístico do mundo ao ultrapassar 100 milhões de visitantes. No passado, a linha de fronteira, dividiu os dois países. Neste momento, serve como elo de ligação. Juntos temos um potencial enorme que devemos aproveitar” sublinhou. 

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“O exemplo do Alto Minho é notável”

Com a apresentação do programa a cargo da Secretaria de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, o Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, focou-se nos números do turismo. Bons. Muito bons. Só na região norte, em três anos, passou-se de 2 milhões de hóspedes para 4,2 milhões.

E neste extraordinário desempenho da região norte, surge a região do Minho com 25 por cento do total de turistas que pernoitam no território. Dados reveladores do aumento de turistas que merecem de Pedro Siza Vieira um forte elogio à capacidade da região para captar turistas.

“Como membro do governo tenho de prestar o meu agradecimento às gentes do Alto Minho pelo contributo que tem dado para o crescimento e para a vitalidade da nossa economia” afirmou Pedro Siza Vieira, enaltecendo “o exemplo notável da região para a diversificação da atividade económica”.

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MONÇÃO LANÇA PROGRAMA DINAMIZAR FORTALEZAS

A Câmara Municipal de Monção e o Turismo de Portugal, I.P procedem ao lançamento do Programa Dinamizar Fortalezas – Fortalezas de Fronteira, que terá lugar no Baluarte dos Néris, Fortaleza de Monção, no dia 23 de julho, terça-feira, pelas 15h00, contando com a presença do Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, e da Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

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Este programa pretende promover, de forma integrada, o acesso a exemplares únicos de arquitetura militar do passado e a sua fruição pelas populações locais e seus visitantes, procurando ainda a sua preservação e transmissão às gerações futuras.

A primeira fase do Programa Dinamizar Fortalezas são as 62 fortificações desenhadas por Duarte D’Armas – escudeiro do rei D. Manuel – no Livro das Fortalezas, no séc. XVI, às quais acrescerão, mais tarde, outras, com data de construção posterior, também na linha de fronteira.

Objetivos:

. Contribuir para o reforço de atratividade das respetivas regiões como destinos turísticos, gerando riqueza e criando postos de trabalho, e também novas dinâmicas económicas;

. Combater os desequilíbrios relativamente às regiões do interior, contribuindo para a coesão económica e social do país;

. Descrever a geografia de um país com base no legado das fortificações da linha de fronteira de Portugal com Espanha;

. Divulgar o legado patrimonial existente em toda a linha de fronteira luso-espanhola, uma das mais antigas do mundo;

. Transformar estes espaços únicos de história e cultura, em locais dinâmicos de visita e de conhecimento do país, e em particular, da região e cultura raianas;

. Agregar e divulgar a informação disponível sobre as fortificações abrangidas;

. Promover a ação articulada entre municípios e outros agentes públicos e privados na estruturação do produto, da criação de rotas, itinerários e programas turísticos.

DEPUTADA CARLA CRUZ (PCP) QUESTIONA MINISTRA DA CULTURA SOBRE A NECESSIDADE DE INTERVENÇÃO URGENTE NO MOSTEIRO DE RENDUFE EM AMARES

Na sequência da visita realizada a 21 de maio por uma delegação do PCP ao Mosteiro de Rendufe, a deputada Carla Cruz questionou o Governo sobre a necessidade urgente de intervenção para suster o elevado grau de degradação e risco de colapso de partes do Mosteiro, designadamente- hospedaria, sala do rebico e capela- mor. Na resposta enviada pelo Governo (em anexo) é assumido que serão realizadas obras na capela-mor, remetendo para futuro a intervenção nas restantes áreas.

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O PCP entende que a resposta do Governo não responde àquelas que são as necessidades de preservação, conservação e valorização de tão importante monumento, pelo que voltou a questionar o Governo (pergunta em anexo), sobre a realização de obras que não estejam dependentes do fim do processo negocial com a Paróquia.

O PCP reafirma o seu compromisso de continuar a defender o património e exigir do Governo a alocação dos meios financeiros e humanos imprescindíveis à concretização da valorização e preservação do Mosteiro de Rendufe.

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COLEÇÃO DE POSTAIS DIGITAIS MOSTRA CONVENTO DE S. MIGUEL DE REFOJOS EM CELORICO DE BASTO

Coleção de Postais Digitais sobre o Mosteiro de S. Miguel de Refojos para visitar no Espaço BONINA, Porto, até final do mês

Foi inaugurada na passada sexta-feira, dia 12 de julho, no Espaço BONINA, Casa das Associações, no Porto, a exposição ‘Passe Partout’ - Coleção de Postais sobre o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, mostra que estará patente ao público até ao final de julho, data do encerramento do programa cultural Mosteiro de Emoções.

Presidente da Câmara inaugurou Coleção de Postais Digitais no Espaço Bonina.JPGNa inauguração desta iniciativa marcou presença o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, acompanhado do vereador Eng. Pedro Sousa, bem como alguns artistas que integram esta Coleção, entre outros convidados e população em geral.

De referir que, sob a orientação de Rebecca Moraladizadeh, Curadora da Exposição, foi criado um conjunto de reproduções de postais digitais em diversas técnicas artísticas, plásticas e audiovisuais que se encontram também disponíveis ao público no site da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto.

No total, 18 postais - quinze obras digitais, dois postais sonoros e um em vídeo – compõem a Coleção de Postais sobre o Mosteiro de S. Miguel de Refojos ‘Passe Partout’, cujo grande objetivo é dar visibilidade ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos – monumento beneditino, ex-líbris de Cabeceiras de Basto.

Desde o vídeo ao som, desde o desenho à pintura, desde a fotografia à colagem, desde a filografia à instalação, a Coleção apresenta uma forma contemporânea de valorizar e perpetuar a História e a Imagem do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, considerada a Joia do Barroco em Terras de Basto.

Trata-se de mais uma iniciativa integrada no programa cultural Mosteiro de Emoções que é financiado por fundos comunitários, através do Norte 2020.

RICARDO RIO, PRESIDENTE DO MUNICÍPIO BRACARENSE INALTECE ELEVAÇÃO DO BOM JESUS A PATRIMÓNIO MUNDIAL

Inscrição do Bom Jesus como Património Mundial da Unesco é fruto de ´esforço colectivo que cumpre enaltecer´

Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, considerou que a atribuição da classificação de Património Cultural Mundial da Unesco ao Santuário do Bom Jesus é uma ´grande vitoria´ para Portugal e, de forma particular, para Braga que resultou de um ´esforço colectivo que cumpre enaltecer´.

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“Foi um processo difícil mas muito saboroso. O Bom Jesus e a Cidade cresceram em paralelo e foram funcionado como factores de atractividade recíproca e é assim que tem de continuar a acontecer. A fruição deste espaço por parte dos Bracarenses e dos visitantes tem funcionado em articulação com as dinâmicas criadas pela Cidade e o Município deu o contributo que estava ao seu alcance para que este desfecho fosse possível”, disse o Autarca durante uma conferência de imprensa de balanço da candidatura e perspectivas de futuro que decorreu hoje, dia 9 de Julho.

O Edil recordou, a título de exemplo, o trabalho desenvolvido pelo Município ao nível do ordenamento urbanístico em sede de PDM - que veio salvaguardar a integridade do Santuário, factor bastante valorizado pelos representantes da Unesco – e adiantou ainda que cabe à Câmara Municipal continuar a dar o seu contributo para a valorização do Bom Jesus em diversas dimensões, nomeadamente na sua salvaguarda, na protecção civil, nos factores de animação do espaço e nas acessibilidades.

“Queremos que o Bom Jesus seja cada vez mais um activo único à escala global e com esta classificação estamos certos que o espaço e a Cidade vão ganhar mais projecção e visibilidade”, disse, elogiando o ´excepcional trabalho´ da Confraria, Arquidiocese, das arquitectas paisagistas Teresa Andresen e Teresa Portela Marques, coordenadoras científicas da candidatura, e o esforço diplomático efectuado pelos Embaixadores Sampaio da Nóvoa e Morais Cabral.

A ideia de candidatar o Santuário do Bom Jesus à lista do Património Mundial surgiu em 1998, aquando da primeira grande requalificação, sendo que em 2017 a candidatura foi oficialmente inscrita na lista indicativa de Portugal para Património Mundial. Constituído por 26 hectares de mata a património classificados, o espaço é visitado anualmente por 1 milhão e 200 mil pessoas.

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SANTUÁRIO DO BOM JESUS DO MONTE EM BRAGA JÁ É PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

43ª sessão do Comité do Património Mundial - Inscrições do Palácio Nacional de Mafra e do Santuário do Bom Jesus em Braga na Lista do Património Mundial

07 julho 2019

No decurso da 43ª sessão do Comité do Património Mundial que decorre em Bacu, Azerbaijão, de 30 de junho a 10 de julho de 2019, foram hoje inscritos dois novos bens portugueses na Lista do Património Mundial. Portugal passa assim a dispor de 17 bens inscritos nesta prestigiosa lista.

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O conjunto monumental do Palácio Nacional de Mafra inclui o Palácio propriamente dito, que integra a Basílica, cujo frontispício une os aposentos do Rei e da Rainha, o Convento, o Jardim do Cerco e a Tapada, sendo uma das mais emblemáticas e magnificentes obras do Rei D. João V. 

O Santuário do Bom Jesus do Monte em Braga constitui um conjunto arquitetónico e paisagístico construído e reconstruído a partir do século XVI, no qual se evidenciam os estilos barroco, rococó e neoclássico. Compõe-se de um “Sacro Monte”, de um longo percurso de via-sacra atravessando a mata, de capelas que abrigam conjuntos escultóricos evocativos da morte e ressurreição de Cristo, fontes e estátuas alegóricas, da Basílica, culminando no “Terreiro dos Evangelistas”.

Fica assim bem assinalado o 40º aniversário da adesão de Portugal à Convenção para a Proteção do Património Mundial, Cultural e Natural em Portugal, aprovada pelo Decreto n.º 49/79 de 6 de junho.

A Lista do Património Mundial integra bens de valor universal excecional, o qual é aferido através do cumprimento de determinados critérios e de condições de integridade e de autenticidade, bem como da existência de um plano de gestão, por forma a preservar o valor excecional do bem e assegurar a sua proteção eficaz enquanto algo que é propriedade de toda a Humanidade.

A Lista do Património Mundial passa assim a integrar os seguintes 17 bens portugueses: Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém em Lisboa,  Convento de Cristo em Tomar, Mosteiro da Batalha e Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo nos Açores,  1983; Centro Histórico de Évora, 1986;  Mosteiro de Alcobaça, 1989; Paisagem Cultural de Sintra, 1995; Centro Histórico do Porto, Ponte Luiz I e Mosteiro da Serra do Pilar, 1996; Sítios Pré-Históricos de Arte Rupestre do Vale do Rio Côa e de Siega Verde, 1998 /2010; Floresta Laurissilva na Madeira, 1999; Alto Douro Vinhateiro e Centro Histórico de Guimarães 2001; Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, 2004; Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações, 2012; Universidade de Coimbra – Alta e Sofia, 2013; Real Edifício de Mafra - Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco, Tapada, Santuário do Bom Jesus do Monte em Braga, 2019.

Foram ainda inscritos este ano na Lista do Património Mundial, entre outros, os bens Parati – Cultura e Biodiversidade no Brasil, o Sistema de Gestão da Água de Augsburgo na Alemanha e o sítio de Babilónia no Iraque.

Fonte: https://www.unescoportugal.mne.pt/

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SANTUÁRIO DO BOM JESUS DO MONTE NA DIRECÇÃO-GERAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Anúncio n.º 110/2019, DR, 2.ª série, n.º 117, de 21-06-2019 (ver Anúncio)

Despacho de concordância de 29-03-2019 da diretora-geral da DGPC

Parecer favorável de 20-03-2019 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura

Proposta de 31-01-2019 da DRC do Norte

Parecer favorável de 14-12-2018 da CM de Braga

Em 23-11-2018 a DRC do Norte enviou à CM de Braga a proposta de decisão para parecer

Anúncio n.º 68/2017, DR, 2.ª série, n.º 90, de 10-05-2017 (ver Anúncio)

Despacho de 25-01-2017 da diretora-geral da DGPC a determinar a abertura do procedimento de ampliação da classificação,de forma a integrar todo o sacro-monte, incluindo o Elevador do Bom Jesus do Monte (MIP), e eventual reclassificação como MN

Proposta de 24-11-2016 da DRC do Norte para a ampliação da classificação e eventual reclassificação para MN

Decreto n.º 251/70, DG, I Série, n.º 129, de 3-06-1970 (ver Decreto)

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Nota Histórico-Artística

O Santuário do Bom Jesus do Monte, tal como o conhecemos hoje, é o resultado de múltiplas intervenções arquitectónicas, aliadas a um esforço significativo de actualização estética e catequética que, desde o final do século XV, têm reafirmado a vocação religiosa deste espaço. Na sua construção trabalharam vários artistas de Braga, principalmente durante o período barroco, uma vez que a feição cenográfica dos escadórios e o conceito de igreja de peregrinação se acentuou, essencialmente, nesta época. Da mesma forma, encontra-se-lhe indissociavelmente ligado o nome do arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles, que conferiu a todo este complexo uma unidade arquitectónica e iconográfica, celebrando, ao mesmo tempo, o seu próprio poder enquanto membro da igreja, ao colocar as suas armas no pórtico que dá início ao percurso. As obras do templo mantiveram-se, contudo, até ao século XIX, e muito embora seja a linguagem barroca a predominar em todo o espaço, são múltiplos os testemunhos do rococó e do neoclassicismo.

A primeira edificação religiosa erguida neste local por ordem do Arcebispo D. Jorge da Costa, remonta a 1494. Foi reconstruída, sucessivamente, em 1522 e 1629, datando desta última campanha as seis capelas da Paixão, as casas para os romeiros e a nomeação de um ermitão. Ou seja, se a ideia da Paixão de Cristo associada a um percurso através do monte (entendido como caminho de salvação), esteve presente desde o início, foi a partir da intervenção de 1629 que esta se tornou mais efectiva, culminando, no século XVIII, com o projecto de D. Rodrigo de Moura Teles e de D. Gaspar de Bragança. De facto, em 1722 todo o complexo foi reformulado, uniformizado e definido o percurso a partir do pórtico com as armas do arcebispo, surgindo então as oito novas capelas e as respectivas fontes com figurações mitológicas, que confrontavam "a Verdade e a Fé cristãs (...) com a falsidade emanada de outros cultos" (FERNANDES, 1989, p. 93).

No Terreiro das Chagas encontra-se a fonte com emblemas da Paixão que tem vindo a ser atribuída a André Soares, e com o qual termina esta primeira parte do percurso. Seguem-se o Escadório dos Cinco Sentidos, em que cada fonte corresponde a um sentido, facilmente identificável, e o Escadório das Virtudes (com as representações da Fé, Esperança e Caridade), este último atribuído a Carlos Amarante, e executado já ao tempo do Arcebispo D. Gaspar de Bragança, responsável pela ampliação do santuário.

O paralelo com o Caminho do Calvário e a função catequética do Bom Jesus encontra-se bem expressa ao longo da trajectória ziguezagueante através da qual se chega à igreja, e onde todas as manifestações artísticas convergem num mesmo sentido, como refere José Fernandes Pereira: "no escadório dos Cinco Sentidos a mensagem centra-se no carácter ilusório e pecaminoso do conhecimento sensível" (FERNANDES, 1988, p. 27). Contudo, a água e as imagens sagradas funcionam como possibilidades de purificação, que culminam no Escadório das Virtudes, onde o romeiro contacta com as verdades teologais, encontrando-se, então, "apto a entrar no ponto culminante de todo o percurso: a igreja, a casa de Deus, na qual só devem entrar os puros" (FERNANDES, 1988, p. 27).

O templo situava-se, anteriormente, no final do Escadório dos Cinco Sentidos, e a sua traça é atribuída a Manuel Pinto Vilalobos (c. 1725). Foi destruído para dar lugar ao actual, edificado por Carlos Amarante, numa linguagem que denota a abertura ao neoclassicismo, e a depuração decorativa daí decorrente, numa composição onde se destaca o corpo central, coroado por frontão triangular, e ladeado por duas torres. Contudo, e apesar da citação clássica, Amarante denota a influência da arquitectura bracarense de André Soares, bem presente na eficaz animação da fachada. O interior é bastante sóbrio, com quatro capelas laterais, destacando-se no altar principal o Calvário da autoria do escultor de Braga José Monteiro da Rocha, e as telas de Pedro Alexandrino.

RC

Fonte: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/

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CELORICO DE BASTO DEBATE VIVÊNCIAS DO CONVENTO DE REFOJOS DO LIMA

Seminário Internacional encerrou com balanço muito positivo

Chegou hoje, dia 7 de junho, ao fim a quarta edição do Seminário Internacional Ora et Labora ‘Refojos de Basto: Natureza e meio natural na vida, linguagens e imaginário da vida monástica’ que ao longo de dois dias decorreu na Casa do Tempo em Cabeceiras de Basto.

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Mais de 100 pessoas participaram neste IV Seminário Internacional que trouxe até Cabeceiras de Basto especialistas nacionais e estrangeiros de universidades e conceituadas instituições, cuja sessão de encerramento contou com o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto.

Depois de felicitar a Câmara Municipal, a Comissão Organizadora do IV Seminário, bem como os oradores pelas suas apresentações, o presidente da Assembleia Municipal destacou a importância dos estudos e debates realizados em torno da história do nosso Mosteiro. “Uma relevante iniciativa para Cabeceiras de Basto e para as suas gentes”, disse.

Evidenciando as potencialidades deste território, Joaquim Barreto, afirmou que “Cabeceiras de Basto tem dado provas do seu potencial” e que os Seminários Internacionais têm “fortalecido e tornado mais coeso” o conhecimento sobre o legado cultural e histórico do Mosteiro Beneditino de S. Miguel de Refojos.

O IV Seminário Internacional, organizado pelo Município de Cabeceiras de Basto e pelo CITCEM/FLUP (Centro de Investigação Transdisciplinar ‘Cultura, Espaço e Memória da Faculdade de Letras da Universidade do Porto), encerrou com balanço muito positivo.

Foram dois dias de troca de conhecimentos, experiências que contribuirão, certamente, para o enriquecimento cultural de todos.

CABECEIRAS DE BASTO APROFUNDA CONHECIMENTO DA HISTÓRIA DO MOSTEIRO DE S. MIGUEL DE REFOJOS

Cabeceiras de Basto continua a aprofundar conhecimento sobre a história do Mosteiro de S. Miguel de Refojos. IV Seminário Internacional Ora et Labora arrancou esta manhã na Casa do Tempo

O Diretor Regional da Cultura do Norte, Dr. António Ponte, presidiu esta manhã, dia 6 de junho, à sessão de abertura do IV Seminário Internacional Ora et Labora ‘Refojos de Basto: Natureza e meio natural na vida, linguagens e imaginário da vida monástica’ na Casa do Tempo, em Cabeceiras de Basto. A sessão de abertura teve lotação esgotada, juntando mais de 100 pessoas.

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Nesta sessão marcaram também presença o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves e vereadores, a Dra. Paula Gonçalves, em representação do presidente da Assembleia Municipal, o Dr. Luís Fardilha, em representação do CITCEM/FLUP - Centro de Investigação Transdisciplinar ‘Cultura, Espaço e Memória da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, presidentes de Juntas de Freguesia, entre outros convidados e público em geral.

O evento decorre até amanhã no auditório da Casa do Tempo, onde investigadores, historiadores e outros especialistas integrarão os diferentes painéis como oradores. Serão dois dias de troca de conhecimentos, experiências e sensações que contribuirão, certamente, para o enriquecimento cultural de todos.

Na oportunidade e depois de cumprimentar os conferencistas, participantes e restantes convidados, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, começou por agradecer “todo o empenho do Diretor Regional da Cultura na construção da ‘Rede dos Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas’ que, a partir de hoje, integra mais um Mosteiro, o Mosteiro de Paço de Sousa, Penafiel”.

O presidente da Câmara agradeceu, igualmente ao Centro de Formação de Basto e ao seu diretor Dr. João Carlos Sousa, que tornaram possível a acreditação deste Seminário pelo Conselho Científico.

Reafirmando o desígnio de “ver o Mosteiro de S. Miguel de Refojos classificado como monumento nacional”, o presidente da Câmara disse que “este Seminário é mais um passo” nesse sentido.

Refira-se que este Seminário é uma das maiores iniciativas que integra o vasto programa cultural ‘Mosteiro de Emoções’ que, desde o início de 2018, tem vindo a ser cumprido pela Câmara Municipal no âmbito da candidatura ‘Mosteiro de S. Miguel de Refojos - Património Cultural Ímpar’, apoiada pelo Norte 2020, programa cultural este que se prolonga até ao final do próximo mês de julho. Na oportunidade o edil fez um balanço “muito positivo” do que tem sido a concretização deste projeto cultural ao longo destes últimos dezassete meses no que se refere à participação e envolvimento dos Cabeceirenses.

Na sua intervenção, o Diretor Regional da Cultura do Norte, Dr. António Ponte, enalteceu o papel da Câmara Municipal no processo de intervenção e valorização do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, salientando que o importante desafio do processo de valorização patrimonial passa pela “produção, transmissão e transformação do conhecimento” para a população em geral. “Só assim serão reconhecidos os valores do Património”, disse António Ponte, enaltecendo o papel dos investigadores neste processo de transmissão de conhecimento.

O Diretor Regional da Cultura fez o ponto de situação da ‘Rede dos Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas’, cabendo aos técnicos desta mesma Direção Regional apresentar a Rede, designadamente as linhas gerais de atuação, as ações desenvolvidas até ao momento, bem como fazer uma breve apresentação de cada Mosteiro integrante.

Na oportunidade, o Dr. Luís Fardilha em representação do CITCEM/FLUP, felicitou a organização do Seminário pela escolha do tema, manifestando “a disponibilidade e o interesse do CITCEM em continuar a colaborar com a Câmara Municipal” na organização deste Seminário Internacional, parceria que tem dado já “bons frutos”, considerou. 

Por seu turno, a Dra. Paula Gonçalves, em representação do presidente da Assembleia Municipal de Cabeceiras de Basto, louvou a iniciativa, o seu interesse histórico e cultural, desejando um trabalho profícuo a todos os participantes neste IV Seminário Internacional Ora et Labora.

No decorrer desta sessão de abertura do IV Seminário Internacional, o Município de Penafiel, representado pela vice-presidente da Câmara e vereadora da Cultura, Dra. Susana Oliveira, assinou o Memorando de Entendimento de Adesão à ‘Rede dos Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas’, juntando-se, assim, o Mosteiro de Paço de Sousa de Penafiel ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos, Cabeceiras de Basto; ao Mosteiro de São Martinho de Tibães, Braga; ao Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro, Felgueiras; ao Mosteiro de Santo André de Rendufe, Amares; ao Mosteiro de São Bento da Vitória, Porto; e ao Mosteiro de São Bento, Santo Tirso, estes que assinaram o Memorando em 2017 com a Direção Regional de Cultura do Norte. Esta Rede tem em vista a elaboração de proposta de inscrição dos Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas na lista do Património Cultural da Humanidade, como bem em série.

A finalizar os trabalhos desta manhã, foi inaugurada na Sala da História da Casa do Tempo a exposição de fotografia ‘Monges e Rostos’ da autoria de Miguel Louro, com curadoria de Adriana Henriques.

A quarta edição do Seminário Internacional Ora et Labora ‘Refojos de Basto: Natureza e meio natural na vida, linguagens e imaginário da vida monástica’ organizada pelo Município de Cabeceiras de Basto e pelo CITCEM/FLUP vem, assim, de novo colocar em evidência a importância patrimonial e cultural do Mosteiro Beneditino de Refojos de Basto às escalas regional, nacional e internacional.

Note-se que o programa cultural do evento destaca esta noite o Concerto de Canto Gregoriano com o grupo Aeternus Cantabile na Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, a partir das 21h30.

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AMARES VENCEU CONCURSO INTERMUNICIPAL "AS OLIMPÍADAS DA CIDADANIA E DO PATRIMÓNIO"

A turma B do 3º e 4º anos do Centro Escolar de Caldelas, do Agrupamento de Escolas de Amares, venceu, ontem, o Concurso Intermunicipal "As Olimpíadas da Cidadania e do Património", iniciativa integrada no projeto Plataforma + Cidadania.

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O evento, que contou com a presença da vereadora da Educação do Município de Amares, Cidália Abreu, realizou-se no Auditório Municipal de Esposende, tendo participado os municípios da Comunidade Intermunicipal do Cávado – Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde, que competiram pelo lugar vencedor através de um jogo interativo.

O projeto +Cidadania tem uma intenção clara e objetiva de envolvimento e implicação dos diversos atores da comunidade numa rede social e comunitária em prol do bem comum, tendo sido desenhado sob a temática da Educação para a Cidadania. É dirigido, em especial, para as crianças, no entanto, implica necessariamente o envolvimento dos diferentes agentes envolvidos na educação deste grupo.

A missão deste projeto é, recorrendo às tecnologias digitais, promover o desenvolvimento dos níveis de cidadania participativa em crianças mobilizando a rede social e comunitária para a construção de uma sociedade mais solidária, mais responsável e interdependente.

O Concurso Intermunicipal "As Olimpíadas da Cidadania e do Património" foi uma iniciativa promovida pela CIM Cávado, em articulação com o Município de Amares e com a colaboração do Agrupamento de Escolas de Amares.

ARCOS DE VALDEVEZ VAI CRIAR GEOSSÍTIOS

"Rochas que contam Histórias": Projeto para criação de Geossítios no valor de 184.000,0 euros

A Câmara Municipal aprovou, no âmbito do projeto “Rochas que Contam Histórias – valorização do património geológico e geomorfológico arcuense”, a abertura de procedimento concursal, pelo valor base de 184.000,0 euros, para a aquisição da conceção, execução e colocação de conteúdos para a sensibilização e educação ambiental sobre o património geológico e geomorfológico e a sua relação com a fauna, flora e a paisagem, suportados num conjunto de ferramentas, designadamente uma unidade interativa tridimensional; um posto Interativo táctil; painéis interpretativos para colocação exterior, os quais Incorporarão conteúdos interpretativos dos geossítios localizados nos espaços classificados, transmitidos de modo simples e acessível para o público; placas Sinalizadoras para orientar a visitação e orientar as ações de sensibilização e educação ambiental desenvolvidas nas áreas classificadas; estruturas para colocação de código QR para colocação ao longo de percursos ou junto dos geossítios que permitam fornecer informação mais detalhada sobre os geossítios mas também sobre o restante património natural; aplicação Móvel (App); um Portal de internet, dedicada à geodiversidade e ao património geológico e a sua interligação com os habitats a fauna e a flora das áreas classificadas no Município dos Arcos de Valdevez.

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O projeto “Rochas que Contam Histórias” visa tornar uma área de Arcos de Valdevez num grande centro interpretativo onde se vão identificar e interpretar um conjunto diverso de valores naturais com destaque para a geologia e geomorfologia e a sua relação com os restantes valores naturais ali presentes e que é suporte de um conjunto de habitats e de espécimes da fauna e da flora, alguns dos quais protegidos. Trata-se, portanto, de criar condições “in loco” para que a comunidade infantojuvenil e o público em geral possam conhecer os aspetos naturais do seu território, os aprenda a interpretar e desta forma adquira uma maior consciencialização para a proteção da natureza.

Com o projeto também se pretende promover a articulação entre o uso eficiente dos recursos naturais e as atividades socioeconômicas com estímulos para o contributo destas para a conservação, gestão, ordenamento e conhecimento da biodiversidade, dos ecossistemas e dos recursos geológicos.

A Operação “POSEUR-03-2215-FC-000059 - Rochas que Contam Histórias - Arcos de Valdevez”, é cofinanciada pelo FC, Programa Operacional POSEUR, Portugal2020, Eixo III - Proteger o ambiente e promover a eficiência dos recursos e conta com um Investimento Elegível de 342.555,00 € e Comparticipação Comunitária de 291.171,75 €.

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CABECEIRAS DE BASTO DÁ "ABRAÇO DE LÃ" AO MOSTEIRO DE S. MIGUEL DE REFOJOS

Iniciativa assinala, no próximo dia 3 de junho, o Dia Mundial da Criança

No próximo dia 3 de junho de 2019, pelas 10h00, a comunidade Cabeceirense vai abraçar o Mosteiro de S. Miguel de Refojos com os cachecóis criados no âmbito da iniciativa ‘Dá Lã… um abraço ao Mosteiro’ integrada no programa cultural ‘Mosteiro de Emoções’. O desafio foi lançado a todos os Cabeceirenses, às famílias, às instituições. Fazerem um cachecol de lã!

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“Um Cabeceirense um cachecol, uma família um cachecol, uma instituição um cachecol” é o slogan desta iniciativa que conta com o apoio da Iberdrola.

Através da produção manual de cachecóis em tricot, a população vai dar um abraço gigante ao monumento beneditino, ex-líbris de Cabeceiras de Basto. Esperam-se largas centenas de cachecóis trazidos pelas crianças, pela população sénior, pelas instituições e famílias.

O Município de Cabeceiras de Basto comemora nesse mesmo dia, e com este abraço ao Mosteiro, o Dia Mundial da Criança, pelo que conta com a participação de toda a comunidade educativa, desafiando cada criança e jovem estudante a levar o seu cachecol para o abraço ao Mosteiro. O cachecol poderá depois ser oferecido pelos participantes ao Mosteiro, comprometendo-se a Câmara Municipal a promover, posteriormente, uma exposição de cachecóis em espaço público, em novo momento de grande manifestação de carinho pelo património.

Com esta iniciativa a Câmara Municipal destaca também o trabalho das Mulheres de Bucos que dão vida à Casa da Lã, um verdadeiro núcleo museológico vivo que integra o Museu das Terras de Basto. De referir que também o Centro de Emprego do Médio Ave colabora com a iniciativa através da participação de um grupo de formandas que recebem formação na Casa da Lã.

“A Iberdrola junta-se com entusiasmo a este abraço dado à cultura, ao património e às gentes de Cabeceiras de Basto. O apoio dado a esta iniciativa insere-se na construção do Sistema Eletroprodutor do Tâmega, o maior projeto da empresa em Portugal e que conta já com mais de metade do investimento total (1.500 milhões de euros) aplicado”, refere a Iberdrola.

A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto convida, assim, toda a população a dar um ‘abraço em lã’ ao ‘Nosso Mosteiro’.