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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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DEPUTADA CARLA CRUZ (PCP) QUESTIONA MINISTRA DA CULTURA SOBRE A NECESSIDADE DE INTERVENÇÃO URGENTE NO MOSTEIRO DE RENDUFE EM AMARES

Na sequência da visita realizada a 21 de maio por uma delegação do PCP ao Mosteiro de Rendufe, a deputada Carla Cruz questionou o Governo sobre a necessidade urgente de intervenção para suster o elevado grau de degradação e risco de colapso de partes do Mosteiro, designadamente- hospedaria, sala do rebico e capela- mor. Na resposta enviada pelo Governo (em anexo) é assumido que serão realizadas obras na capela-mor, remetendo para futuro a intervenção nas restantes áreas.

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O PCP entende que a resposta do Governo não responde àquelas que são as necessidades de preservação, conservação e valorização de tão importante monumento, pelo que voltou a questionar o Governo (pergunta em anexo), sobre a realização de obras que não estejam dependentes do fim do processo negocial com a Paróquia.

O PCP reafirma o seu compromisso de continuar a defender o património e exigir do Governo a alocação dos meios financeiros e humanos imprescindíveis à concretização da valorização e preservação do Mosteiro de Rendufe.

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COLEÇÃO DE POSTAIS DIGITAIS MOSTRA CONVENTO DE S. MIGUEL DE REFOJOS EM CELORICO DE BASTO

Coleção de Postais Digitais sobre o Mosteiro de S. Miguel de Refojos para visitar no Espaço BONINA, Porto, até final do mês

Foi inaugurada na passada sexta-feira, dia 12 de julho, no Espaço BONINA, Casa das Associações, no Porto, a exposição ‘Passe Partout’ - Coleção de Postais sobre o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, mostra que estará patente ao público até ao final de julho, data do encerramento do programa cultural Mosteiro de Emoções.

Presidente da Câmara inaugurou Coleção de Postais Digitais no Espaço Bonina.JPGNa inauguração desta iniciativa marcou presença o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, acompanhado do vereador Eng. Pedro Sousa, bem como alguns artistas que integram esta Coleção, entre outros convidados e população em geral.

De referir que, sob a orientação de Rebecca Moraladizadeh, Curadora da Exposição, foi criado um conjunto de reproduções de postais digitais em diversas técnicas artísticas, plásticas e audiovisuais que se encontram também disponíveis ao público no site da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto.

No total, 18 postais - quinze obras digitais, dois postais sonoros e um em vídeo – compõem a Coleção de Postais sobre o Mosteiro de S. Miguel de Refojos ‘Passe Partout’, cujo grande objetivo é dar visibilidade ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos – monumento beneditino, ex-líbris de Cabeceiras de Basto.

Desde o vídeo ao som, desde o desenho à pintura, desde a fotografia à colagem, desde a filografia à instalação, a Coleção apresenta uma forma contemporânea de valorizar e perpetuar a História e a Imagem do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, considerada a Joia do Barroco em Terras de Basto.

Trata-se de mais uma iniciativa integrada no programa cultural Mosteiro de Emoções que é financiado por fundos comunitários, através do Norte 2020.

RICARDO RIO, PRESIDENTE DO MUNICÍPIO BRACARENSE INALTECE ELEVAÇÃO DO BOM JESUS A PATRIMÓNIO MUNDIAL

Inscrição do Bom Jesus como Património Mundial da Unesco é fruto de ´esforço colectivo que cumpre enaltecer´

Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, considerou que a atribuição da classificação de Património Cultural Mundial da Unesco ao Santuário do Bom Jesus é uma ´grande vitoria´ para Portugal e, de forma particular, para Braga que resultou de um ´esforço colectivo que cumpre enaltecer´.

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“Foi um processo difícil mas muito saboroso. O Bom Jesus e a Cidade cresceram em paralelo e foram funcionado como factores de atractividade recíproca e é assim que tem de continuar a acontecer. A fruição deste espaço por parte dos Bracarenses e dos visitantes tem funcionado em articulação com as dinâmicas criadas pela Cidade e o Município deu o contributo que estava ao seu alcance para que este desfecho fosse possível”, disse o Autarca durante uma conferência de imprensa de balanço da candidatura e perspectivas de futuro que decorreu hoje, dia 9 de Julho.

O Edil recordou, a título de exemplo, o trabalho desenvolvido pelo Município ao nível do ordenamento urbanístico em sede de PDM - que veio salvaguardar a integridade do Santuário, factor bastante valorizado pelos representantes da Unesco – e adiantou ainda que cabe à Câmara Municipal continuar a dar o seu contributo para a valorização do Bom Jesus em diversas dimensões, nomeadamente na sua salvaguarda, na protecção civil, nos factores de animação do espaço e nas acessibilidades.

“Queremos que o Bom Jesus seja cada vez mais um activo único à escala global e com esta classificação estamos certos que o espaço e a Cidade vão ganhar mais projecção e visibilidade”, disse, elogiando o ´excepcional trabalho´ da Confraria, Arquidiocese, das arquitectas paisagistas Teresa Andresen e Teresa Portela Marques, coordenadoras científicas da candidatura, e o esforço diplomático efectuado pelos Embaixadores Sampaio da Nóvoa e Morais Cabral.

A ideia de candidatar o Santuário do Bom Jesus à lista do Património Mundial surgiu em 1998, aquando da primeira grande requalificação, sendo que em 2017 a candidatura foi oficialmente inscrita na lista indicativa de Portugal para Património Mundial. Constituído por 26 hectares de mata a património classificados, o espaço é visitado anualmente por 1 milhão e 200 mil pessoas.

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SANTUÁRIO DO BOM JESUS DO MONTE EM BRAGA JÁ É PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

43ª sessão do Comité do Património Mundial - Inscrições do Palácio Nacional de Mafra e do Santuário do Bom Jesus em Braga na Lista do Património Mundial

07 julho 2019

No decurso da 43ª sessão do Comité do Património Mundial que decorre em Bacu, Azerbaijão, de 30 de junho a 10 de julho de 2019, foram hoje inscritos dois novos bens portugueses na Lista do Património Mundial. Portugal passa assim a dispor de 17 bens inscritos nesta prestigiosa lista.

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O conjunto monumental do Palácio Nacional de Mafra inclui o Palácio propriamente dito, que integra a Basílica, cujo frontispício une os aposentos do Rei e da Rainha, o Convento, o Jardim do Cerco e a Tapada, sendo uma das mais emblemáticas e magnificentes obras do Rei D. João V. 

O Santuário do Bom Jesus do Monte em Braga constitui um conjunto arquitetónico e paisagístico construído e reconstruído a partir do século XVI, no qual se evidenciam os estilos barroco, rococó e neoclássico. Compõe-se de um “Sacro Monte”, de um longo percurso de via-sacra atravessando a mata, de capelas que abrigam conjuntos escultóricos evocativos da morte e ressurreição de Cristo, fontes e estátuas alegóricas, da Basílica, culminando no “Terreiro dos Evangelistas”.

Fica assim bem assinalado o 40º aniversário da adesão de Portugal à Convenção para a Proteção do Património Mundial, Cultural e Natural em Portugal, aprovada pelo Decreto n.º 49/79 de 6 de junho.

A Lista do Património Mundial integra bens de valor universal excecional, o qual é aferido através do cumprimento de determinados critérios e de condições de integridade e de autenticidade, bem como da existência de um plano de gestão, por forma a preservar o valor excecional do bem e assegurar a sua proteção eficaz enquanto algo que é propriedade de toda a Humanidade.

A Lista do Património Mundial passa assim a integrar os seguintes 17 bens portugueses: Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém em Lisboa,  Convento de Cristo em Tomar, Mosteiro da Batalha e Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo nos Açores,  1983; Centro Histórico de Évora, 1986;  Mosteiro de Alcobaça, 1989; Paisagem Cultural de Sintra, 1995; Centro Histórico do Porto, Ponte Luiz I e Mosteiro da Serra do Pilar, 1996; Sítios Pré-Históricos de Arte Rupestre do Vale do Rio Côa e de Siega Verde, 1998 /2010; Floresta Laurissilva na Madeira, 1999; Alto Douro Vinhateiro e Centro Histórico de Guimarães 2001; Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, 2004; Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações, 2012; Universidade de Coimbra – Alta e Sofia, 2013; Real Edifício de Mafra - Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco, Tapada, Santuário do Bom Jesus do Monte em Braga, 2019.

Foram ainda inscritos este ano na Lista do Património Mundial, entre outros, os bens Parati – Cultura e Biodiversidade no Brasil, o Sistema de Gestão da Água de Augsburgo na Alemanha e o sítio de Babilónia no Iraque.

Fonte: https://www.unescoportugal.mne.pt/

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SANTUÁRIO DO BOM JESUS DO MONTE NA DIRECÇÃO-GERAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Anúncio n.º 110/2019, DR, 2.ª série, n.º 117, de 21-06-2019 (ver Anúncio)

Despacho de concordância de 29-03-2019 da diretora-geral da DGPC

Parecer favorável de 20-03-2019 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura

Proposta de 31-01-2019 da DRC do Norte

Parecer favorável de 14-12-2018 da CM de Braga

Em 23-11-2018 a DRC do Norte enviou à CM de Braga a proposta de decisão para parecer

Anúncio n.º 68/2017, DR, 2.ª série, n.º 90, de 10-05-2017 (ver Anúncio)

Despacho de 25-01-2017 da diretora-geral da DGPC a determinar a abertura do procedimento de ampliação da classificação,de forma a integrar todo o sacro-monte, incluindo o Elevador do Bom Jesus do Monte (MIP), e eventual reclassificação como MN

Proposta de 24-11-2016 da DRC do Norte para a ampliação da classificação e eventual reclassificação para MN

Decreto n.º 251/70, DG, I Série, n.º 129, de 3-06-1970 (ver Decreto)

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Nota Histórico-Artística

O Santuário do Bom Jesus do Monte, tal como o conhecemos hoje, é o resultado de múltiplas intervenções arquitectónicas, aliadas a um esforço significativo de actualização estética e catequética que, desde o final do século XV, têm reafirmado a vocação religiosa deste espaço. Na sua construção trabalharam vários artistas de Braga, principalmente durante o período barroco, uma vez que a feição cenográfica dos escadórios e o conceito de igreja de peregrinação se acentuou, essencialmente, nesta época. Da mesma forma, encontra-se-lhe indissociavelmente ligado o nome do arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles, que conferiu a todo este complexo uma unidade arquitectónica e iconográfica, celebrando, ao mesmo tempo, o seu próprio poder enquanto membro da igreja, ao colocar as suas armas no pórtico que dá início ao percurso. As obras do templo mantiveram-se, contudo, até ao século XIX, e muito embora seja a linguagem barroca a predominar em todo o espaço, são múltiplos os testemunhos do rococó e do neoclassicismo.

A primeira edificação religiosa erguida neste local por ordem do Arcebispo D. Jorge da Costa, remonta a 1494. Foi reconstruída, sucessivamente, em 1522 e 1629, datando desta última campanha as seis capelas da Paixão, as casas para os romeiros e a nomeação de um ermitão. Ou seja, se a ideia da Paixão de Cristo associada a um percurso através do monte (entendido como caminho de salvação), esteve presente desde o início, foi a partir da intervenção de 1629 que esta se tornou mais efectiva, culminando, no século XVIII, com o projecto de D. Rodrigo de Moura Teles e de D. Gaspar de Bragança. De facto, em 1722 todo o complexo foi reformulado, uniformizado e definido o percurso a partir do pórtico com as armas do arcebispo, surgindo então as oito novas capelas e as respectivas fontes com figurações mitológicas, que confrontavam "a Verdade e a Fé cristãs (...) com a falsidade emanada de outros cultos" (FERNANDES, 1989, p. 93).

No Terreiro das Chagas encontra-se a fonte com emblemas da Paixão que tem vindo a ser atribuída a André Soares, e com o qual termina esta primeira parte do percurso. Seguem-se o Escadório dos Cinco Sentidos, em que cada fonte corresponde a um sentido, facilmente identificável, e o Escadório das Virtudes (com as representações da Fé, Esperança e Caridade), este último atribuído a Carlos Amarante, e executado já ao tempo do Arcebispo D. Gaspar de Bragança, responsável pela ampliação do santuário.

O paralelo com o Caminho do Calvário e a função catequética do Bom Jesus encontra-se bem expressa ao longo da trajectória ziguezagueante através da qual se chega à igreja, e onde todas as manifestações artísticas convergem num mesmo sentido, como refere José Fernandes Pereira: "no escadório dos Cinco Sentidos a mensagem centra-se no carácter ilusório e pecaminoso do conhecimento sensível" (FERNANDES, 1988, p. 27). Contudo, a água e as imagens sagradas funcionam como possibilidades de purificação, que culminam no Escadório das Virtudes, onde o romeiro contacta com as verdades teologais, encontrando-se, então, "apto a entrar no ponto culminante de todo o percurso: a igreja, a casa de Deus, na qual só devem entrar os puros" (FERNANDES, 1988, p. 27).

O templo situava-se, anteriormente, no final do Escadório dos Cinco Sentidos, e a sua traça é atribuída a Manuel Pinto Vilalobos (c. 1725). Foi destruído para dar lugar ao actual, edificado por Carlos Amarante, numa linguagem que denota a abertura ao neoclassicismo, e a depuração decorativa daí decorrente, numa composição onde se destaca o corpo central, coroado por frontão triangular, e ladeado por duas torres. Contudo, e apesar da citação clássica, Amarante denota a influência da arquitectura bracarense de André Soares, bem presente na eficaz animação da fachada. O interior é bastante sóbrio, com quatro capelas laterais, destacando-se no altar principal o Calvário da autoria do escultor de Braga José Monteiro da Rocha, e as telas de Pedro Alexandrino.

RC

Fonte: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/

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CELORICO DE BASTO DEBATE VIVÊNCIAS DO CONVENTO DE REFOJOS DO LIMA

Seminário Internacional encerrou com balanço muito positivo

Chegou hoje, dia 7 de junho, ao fim a quarta edição do Seminário Internacional Ora et Labora ‘Refojos de Basto: Natureza e meio natural na vida, linguagens e imaginário da vida monástica’ que ao longo de dois dias decorreu na Casa do Tempo em Cabeceiras de Basto.

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Mais de 100 pessoas participaram neste IV Seminário Internacional que trouxe até Cabeceiras de Basto especialistas nacionais e estrangeiros de universidades e conceituadas instituições, cuja sessão de encerramento contou com o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto.

Depois de felicitar a Câmara Municipal, a Comissão Organizadora do IV Seminário, bem como os oradores pelas suas apresentações, o presidente da Assembleia Municipal destacou a importância dos estudos e debates realizados em torno da história do nosso Mosteiro. “Uma relevante iniciativa para Cabeceiras de Basto e para as suas gentes”, disse.

Evidenciando as potencialidades deste território, Joaquim Barreto, afirmou que “Cabeceiras de Basto tem dado provas do seu potencial” e que os Seminários Internacionais têm “fortalecido e tornado mais coeso” o conhecimento sobre o legado cultural e histórico do Mosteiro Beneditino de S. Miguel de Refojos.

O IV Seminário Internacional, organizado pelo Município de Cabeceiras de Basto e pelo CITCEM/FLUP (Centro de Investigação Transdisciplinar ‘Cultura, Espaço e Memória da Faculdade de Letras da Universidade do Porto), encerrou com balanço muito positivo.

Foram dois dias de troca de conhecimentos, experiências que contribuirão, certamente, para o enriquecimento cultural de todos.

CABECEIRAS DE BASTO APROFUNDA CONHECIMENTO DA HISTÓRIA DO MOSTEIRO DE S. MIGUEL DE REFOJOS

Cabeceiras de Basto continua a aprofundar conhecimento sobre a história do Mosteiro de S. Miguel de Refojos. IV Seminário Internacional Ora et Labora arrancou esta manhã na Casa do Tempo

O Diretor Regional da Cultura do Norte, Dr. António Ponte, presidiu esta manhã, dia 6 de junho, à sessão de abertura do IV Seminário Internacional Ora et Labora ‘Refojos de Basto: Natureza e meio natural na vida, linguagens e imaginário da vida monástica’ na Casa do Tempo, em Cabeceiras de Basto. A sessão de abertura teve lotação esgotada, juntando mais de 100 pessoas.

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Nesta sessão marcaram também presença o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves e vereadores, a Dra. Paula Gonçalves, em representação do presidente da Assembleia Municipal, o Dr. Luís Fardilha, em representação do CITCEM/FLUP - Centro de Investigação Transdisciplinar ‘Cultura, Espaço e Memória da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, presidentes de Juntas de Freguesia, entre outros convidados e público em geral.

O evento decorre até amanhã no auditório da Casa do Tempo, onde investigadores, historiadores e outros especialistas integrarão os diferentes painéis como oradores. Serão dois dias de troca de conhecimentos, experiências e sensações que contribuirão, certamente, para o enriquecimento cultural de todos.

Na oportunidade e depois de cumprimentar os conferencistas, participantes e restantes convidados, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, começou por agradecer “todo o empenho do Diretor Regional da Cultura na construção da ‘Rede dos Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas’ que, a partir de hoje, integra mais um Mosteiro, o Mosteiro de Paço de Sousa, Penafiel”.

O presidente da Câmara agradeceu, igualmente ao Centro de Formação de Basto e ao seu diretor Dr. João Carlos Sousa, que tornaram possível a acreditação deste Seminário pelo Conselho Científico.

Reafirmando o desígnio de “ver o Mosteiro de S. Miguel de Refojos classificado como monumento nacional”, o presidente da Câmara disse que “este Seminário é mais um passo” nesse sentido.

Refira-se que este Seminário é uma das maiores iniciativas que integra o vasto programa cultural ‘Mosteiro de Emoções’ que, desde o início de 2018, tem vindo a ser cumprido pela Câmara Municipal no âmbito da candidatura ‘Mosteiro de S. Miguel de Refojos - Património Cultural Ímpar’, apoiada pelo Norte 2020, programa cultural este que se prolonga até ao final do próximo mês de julho. Na oportunidade o edil fez um balanço “muito positivo” do que tem sido a concretização deste projeto cultural ao longo destes últimos dezassete meses no que se refere à participação e envolvimento dos Cabeceirenses.

Na sua intervenção, o Diretor Regional da Cultura do Norte, Dr. António Ponte, enalteceu o papel da Câmara Municipal no processo de intervenção e valorização do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, salientando que o importante desafio do processo de valorização patrimonial passa pela “produção, transmissão e transformação do conhecimento” para a população em geral. “Só assim serão reconhecidos os valores do Património”, disse António Ponte, enaltecendo o papel dos investigadores neste processo de transmissão de conhecimento.

O Diretor Regional da Cultura fez o ponto de situação da ‘Rede dos Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas’, cabendo aos técnicos desta mesma Direção Regional apresentar a Rede, designadamente as linhas gerais de atuação, as ações desenvolvidas até ao momento, bem como fazer uma breve apresentação de cada Mosteiro integrante.

Na oportunidade, o Dr. Luís Fardilha em representação do CITCEM/FLUP, felicitou a organização do Seminário pela escolha do tema, manifestando “a disponibilidade e o interesse do CITCEM em continuar a colaborar com a Câmara Municipal” na organização deste Seminário Internacional, parceria que tem dado já “bons frutos”, considerou. 

Por seu turno, a Dra. Paula Gonçalves, em representação do presidente da Assembleia Municipal de Cabeceiras de Basto, louvou a iniciativa, o seu interesse histórico e cultural, desejando um trabalho profícuo a todos os participantes neste IV Seminário Internacional Ora et Labora.

No decorrer desta sessão de abertura do IV Seminário Internacional, o Município de Penafiel, representado pela vice-presidente da Câmara e vereadora da Cultura, Dra. Susana Oliveira, assinou o Memorando de Entendimento de Adesão à ‘Rede dos Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas’, juntando-se, assim, o Mosteiro de Paço de Sousa de Penafiel ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos, Cabeceiras de Basto; ao Mosteiro de São Martinho de Tibães, Braga; ao Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro, Felgueiras; ao Mosteiro de Santo André de Rendufe, Amares; ao Mosteiro de São Bento da Vitória, Porto; e ao Mosteiro de São Bento, Santo Tirso, estes que assinaram o Memorando em 2017 com a Direção Regional de Cultura do Norte. Esta Rede tem em vista a elaboração de proposta de inscrição dos Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas na lista do Património Cultural da Humanidade, como bem em série.

A finalizar os trabalhos desta manhã, foi inaugurada na Sala da História da Casa do Tempo a exposição de fotografia ‘Monges e Rostos’ da autoria de Miguel Louro, com curadoria de Adriana Henriques.

A quarta edição do Seminário Internacional Ora et Labora ‘Refojos de Basto: Natureza e meio natural na vida, linguagens e imaginário da vida monástica’ organizada pelo Município de Cabeceiras de Basto e pelo CITCEM/FLUP vem, assim, de novo colocar em evidência a importância patrimonial e cultural do Mosteiro Beneditino de Refojos de Basto às escalas regional, nacional e internacional.

Note-se que o programa cultural do evento destaca esta noite o Concerto de Canto Gregoriano com o grupo Aeternus Cantabile na Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, a partir das 21h30.

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AMARES VENCEU CONCURSO INTERMUNICIPAL "AS OLIMPÍADAS DA CIDADANIA E DO PATRIMÓNIO"

A turma B do 3º e 4º anos do Centro Escolar de Caldelas, do Agrupamento de Escolas de Amares, venceu, ontem, o Concurso Intermunicipal "As Olimpíadas da Cidadania e do Património", iniciativa integrada no projeto Plataforma + Cidadania.

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O evento, que contou com a presença da vereadora da Educação do Município de Amares, Cidália Abreu, realizou-se no Auditório Municipal de Esposende, tendo participado os municípios da Comunidade Intermunicipal do Cávado – Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde, que competiram pelo lugar vencedor através de um jogo interativo.

O projeto +Cidadania tem uma intenção clara e objetiva de envolvimento e implicação dos diversos atores da comunidade numa rede social e comunitária em prol do bem comum, tendo sido desenhado sob a temática da Educação para a Cidadania. É dirigido, em especial, para as crianças, no entanto, implica necessariamente o envolvimento dos diferentes agentes envolvidos na educação deste grupo.

A missão deste projeto é, recorrendo às tecnologias digitais, promover o desenvolvimento dos níveis de cidadania participativa em crianças mobilizando a rede social e comunitária para a construção de uma sociedade mais solidária, mais responsável e interdependente.

O Concurso Intermunicipal "As Olimpíadas da Cidadania e do Património" foi uma iniciativa promovida pela CIM Cávado, em articulação com o Município de Amares e com a colaboração do Agrupamento de Escolas de Amares.

ARCOS DE VALDEVEZ VAI CRIAR GEOSSÍTIOS

"Rochas que contam Histórias": Projeto para criação de Geossítios no valor de 184.000,0 euros

A Câmara Municipal aprovou, no âmbito do projeto “Rochas que Contam Histórias – valorização do património geológico e geomorfológico arcuense”, a abertura de procedimento concursal, pelo valor base de 184.000,0 euros, para a aquisição da conceção, execução e colocação de conteúdos para a sensibilização e educação ambiental sobre o património geológico e geomorfológico e a sua relação com a fauna, flora e a paisagem, suportados num conjunto de ferramentas, designadamente uma unidade interativa tridimensional; um posto Interativo táctil; painéis interpretativos para colocação exterior, os quais Incorporarão conteúdos interpretativos dos geossítios localizados nos espaços classificados, transmitidos de modo simples e acessível para o público; placas Sinalizadoras para orientar a visitação e orientar as ações de sensibilização e educação ambiental desenvolvidas nas áreas classificadas; estruturas para colocação de código QR para colocação ao longo de percursos ou junto dos geossítios que permitam fornecer informação mais detalhada sobre os geossítios mas também sobre o restante património natural; aplicação Móvel (App); um Portal de internet, dedicada à geodiversidade e ao património geológico e a sua interligação com os habitats a fauna e a flora das áreas classificadas no Município dos Arcos de Valdevez.

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O projeto “Rochas que Contam Histórias” visa tornar uma área de Arcos de Valdevez num grande centro interpretativo onde se vão identificar e interpretar um conjunto diverso de valores naturais com destaque para a geologia e geomorfologia e a sua relação com os restantes valores naturais ali presentes e que é suporte de um conjunto de habitats e de espécimes da fauna e da flora, alguns dos quais protegidos. Trata-se, portanto, de criar condições “in loco” para que a comunidade infantojuvenil e o público em geral possam conhecer os aspetos naturais do seu território, os aprenda a interpretar e desta forma adquira uma maior consciencialização para a proteção da natureza.

Com o projeto também se pretende promover a articulação entre o uso eficiente dos recursos naturais e as atividades socioeconômicas com estímulos para o contributo destas para a conservação, gestão, ordenamento e conhecimento da biodiversidade, dos ecossistemas e dos recursos geológicos.

A Operação “POSEUR-03-2215-FC-000059 - Rochas que Contam Histórias - Arcos de Valdevez”, é cofinanciada pelo FC, Programa Operacional POSEUR, Portugal2020, Eixo III - Proteger o ambiente e promover a eficiência dos recursos e conta com um Investimento Elegível de 342.555,00 € e Comparticipação Comunitária de 291.171,75 €.

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CABECEIRAS DE BASTO DÁ "ABRAÇO DE LÃ" AO MOSTEIRO DE S. MIGUEL DE REFOJOS

Iniciativa assinala, no próximo dia 3 de junho, o Dia Mundial da Criança

No próximo dia 3 de junho de 2019, pelas 10h00, a comunidade Cabeceirense vai abraçar o Mosteiro de S. Miguel de Refojos com os cachecóis criados no âmbito da iniciativa ‘Dá Lã… um abraço ao Mosteiro’ integrada no programa cultural ‘Mosteiro de Emoções’. O desafio foi lançado a todos os Cabeceirenses, às famílias, às instituições. Fazerem um cachecol de lã!

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“Um Cabeceirense um cachecol, uma família um cachecol, uma instituição um cachecol” é o slogan desta iniciativa que conta com o apoio da Iberdrola.

Através da produção manual de cachecóis em tricot, a população vai dar um abraço gigante ao monumento beneditino, ex-líbris de Cabeceiras de Basto. Esperam-se largas centenas de cachecóis trazidos pelas crianças, pela população sénior, pelas instituições e famílias.

O Município de Cabeceiras de Basto comemora nesse mesmo dia, e com este abraço ao Mosteiro, o Dia Mundial da Criança, pelo que conta com a participação de toda a comunidade educativa, desafiando cada criança e jovem estudante a levar o seu cachecol para o abraço ao Mosteiro. O cachecol poderá depois ser oferecido pelos participantes ao Mosteiro, comprometendo-se a Câmara Municipal a promover, posteriormente, uma exposição de cachecóis em espaço público, em novo momento de grande manifestação de carinho pelo património.

Com esta iniciativa a Câmara Municipal destaca também o trabalho das Mulheres de Bucos que dão vida à Casa da Lã, um verdadeiro núcleo museológico vivo que integra o Museu das Terras de Basto. De referir que também o Centro de Emprego do Médio Ave colabora com a iniciativa através da participação de um grupo de formandas que recebem formação na Casa da Lã.

“A Iberdrola junta-se com entusiasmo a este abraço dado à cultura, ao património e às gentes de Cabeceiras de Basto. O apoio dado a esta iniciativa insere-se na construção do Sistema Eletroprodutor do Tâmega, o maior projeto da empresa em Portugal e que conta já com mais de metade do investimento total (1.500 milhões de euros) aplicado”, refere a Iberdrola.

A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto convida, assim, toda a população a dar um ‘abraço em lã’ ao ‘Nosso Mosteiro’.

VIEIRA DO MINHO APRESENTA GUIA DO PATRIMÓNIO CULTURAL

Feira do Livro encerrou com lançamento do Guia do Património Cultural de Vieira do Minho

Encerrou ontem, dia 27 de maio,  ao público mais uma edição da Feira do Livro de Vieira do Minho. O momento ficou marcado pela apresentação do “ Guia do Património Cultural do concelho de Vieira do Minho”, de autoria do Vieirense Paulo Marques Silva e pela atuação do Grupo de Cavaquinhos da Universidade Sénior.

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A cerimónia contou com a presença da presidente da Assembleia Municipal, Neli Pereira e do presidente da Câmara Municipal, António Cardoso, que aproveitou a ocasião para felicitar o autor pelo trabalho desenvolvido materializado no “ Guia do Património Cultural do Concelho, espelho das  riquezas patrimoniais e culturais, que nos caracterizam e que muito nos honram".

De salientar, que o Guia surgiu no âmbito das comemorações do Ano Europeu do Património Cultural, tendo também a sua realização merecido o voto unânime dos deputados da Assembleia Municipal de Vieira do Minho, na reunião ordinária de 27 de fevereiro de 2018.

Trata-se de uma actualização do guia do património cultural do concelho com o cunho pessoal do vieirense Paulo Marques da Silva e cujo objectivo é preservar e divulgar a memória colectiva do povo vieirense.

Neste guia do património cultural,  podemos encontrar uma síntese de todo o percurso do território de Vieira do Minho até à formação do concelho.

O Guia pode ser consultado ou adquirido na Biblioteca Municipal, no Posto de Turismo ou na Casa de Lamas.

VIEIRA DO MINHO APRESENTA GUIA DO PATRIMÓNIO CULTURAL

Vieira do Minho apresenta Guia do Património Cultural do Concelho

No encerramento da Feira do Livro, o Município de Vieira do Minho vai apresentar aos Vieirenses e público em geral o Guia do Património Cultural do Concelho, de autoria de Paulo Manuel Marques da silva.

O momento realiza-se, segunda-feira, dia 27 de Maio, pelas 18h00, no recinto da Feira do Livro, que tem estado a decorrer de 23 a 27 de maio, na Praça em frente ao Município.

Refira-se que este guia foi realizado no âmbito das comemorações do Ano Europeu do Património Cultural, tendo também a sua realização merecido o voto unânime dos deputados da Assembleia Municipal de Vieira do Minho, na reunião ordinária de 27 de fevereiro de 2018.

FAMALICÃO VAI RESTAURAR LOCOMOTIVA “ANDORINHA”, A MAIS ANTIGA EM PORTUGAL

A mais antiga locomotiva portuguesa está sediada em Vila Nova de Famalicão

A “Andorinha”, a mais antiga locomotiva portuguesa a vapor, que integra o espólio do Museu Nacional  Ferroviário que se encontra em Vila Nova de Famalicão, vai ser alvo de uma intervenção profunda de restauro, estando assim assegurada a salvaguarda deste importante património nacional.

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A locomotiva parqueada em Nine desde o ano de 2002, altura em que foi retirada da antiga secção museológica de Braga, onde esteve guardada desde 1977, vai viajar até às instalações do Museu Nacional Ferroviário, onde irá beneficiar de um processo de recuperação e restauro a efetuar pelos técnicos competentes, num processo coordenado pela Fundação do Museu Nacional Ferroviário.

Com o objetivo de preservar este singular exemplar do património ferroviário nacional, a Fundação do  Museu Nacional Ferroviário, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Junta de Freguesia de Nine acordaram uma posição conjunta, que vai permitir a realização de uma intervenção de restauro há muito aguardada e que só agora se vai concretizar.

Antes disso, porém, a “Andorinha” irá integrar a “Automobilia”, um evento nacional que decorre em Aveiro, de 17 a 19 de maio, e que se destaca pela promoção, divulgação e preservação histórica dos meios de transporte, nas suas diferentes vertentes (rodoviários, ferroviários aéreos e marítimos). A presença da locomotiva na exposição surge no âmbito do processo da sua deslocalização até ao Entroncamento.

Entretanto, ficou já acordado entre as partes envolvidas que após o restauro, a "Andorinha" regressará a Vila Nova de Famalicão, ficando guardada e exposta para visita no Museu Ferroviário de Lousado, num novo espaço a ser criado e com temática também alusiva à freguesia de Nine, nomeadamente no contexto da ferrovia.

Recorde-se que a Andorinha foi fabricada, em Inglaterra, no ano de 1856 por William Fairbaim&Sons, e adquirida em 1857 num lote de quatro locomotivas destinadas ao caminho-de-ferro do Leste (Lisboa-Elvas), teve entre outras funções, assegurar os primeiros serviços rápidos de Lisboa - Santa Apolónia a Vila Nova de Gaia e o apoio na construção das linhas do Minho e do Douro, tratando-se assim de um símbolo nacional, regional e local.

BRAGA: VILAMINHO DIZ-SE PERSEGUIDA POR VEREADOR E PONDERA QUEIXA NO MINISTÉRIO PÚBLICO

Em causa a vedação de um terreno privado nas Sete Fontes

A Vilaminho considera que os factos praticados pelo vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Braga, Miguel Bandeira, no âmbito do processo de licenciamento da vedação de um dos seus terrenos nas Sete Fontes, “configuram uma clara violação dos direitos” da empresa, pelo que a atuação do autarca “é inequivocamente merecedora de tutela penal, bem como suscetível de participação ao Ministério Público do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga para efeitos de propositura de ação para perda de mandato de responsável autárquico”.

Esta revelação foi feita numa carta registada, que a Vilaminho fez chegar ao presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, neste mês de abril. Para justificarem uma eventual ação de perda de mandato, os juristas da Vilaminho invocam a Lei da Tutela Administrativa.

O empresário Ermelando Sequeira não consegue licença para vedar um dos seus terrenos.JPG

O QUE ESTÁ EM CAUSA

Em causa está o processo de licenciamento da vedação de um terreno nas Sete Fontes, face ao qual o município nada decide, desde 6 de julho de 2017, o que, para a Vilaminho, configura uma violação do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação em vigor.

Sobre essa violação, a Vilaminho – Inovação Imobiliária teve necessidade de recorrer aos tribunais em finais de 2018, tendo apresentando uma intimação judicial contra a Câmara Municipal de Braga, no Tribunal Administrativo e Fiscal.

Então estava em causa o facto de a Vilaminho não conseguir obter uma licença municipal para vedar um dos seus terrenos nas Sete Fontes, denominado Bouça das Chedas, junto ao Hospital da cidade, esperando, há mais de ano e meio, que a Câmara Municipal de Braga aprove ou chumbe o pedido de licenciamento.

Uma ação de intimação à prática de ato é um instrumento jurídico que tem por objetivo obrigar a Câmara Municipal de Braga a pronunciar-se e a justificar a sua posição, já que ainda não o fez, ignorando os sucessivos pedidos da Vilaminho.

O empresário Ermelando Sequeira, do grupo Vilaminho, não abdica de vedar o seu terreno, adquirido há 23 anos, dado que se trata de "um direito enquanto proprietário".

“ATITUDE PERSECUTÓRIA”

A Vilaminho, que considera estar a ser vítima de “uma atitude persecutória” por parte do pelouro do Urbanismo da Câmara Municipal, a quem acusa de faltar à verdade neste processo.

Na carta enviada ao presidente da Câmara, a Vilaminho solicita que Ricardo Rio “se digne averiguar o sucedido (…) acionando os meios legais competentes para sindicar tal atuação e sancionar as pessoas responsáveis”.

No decurso de ação judicial intentada pela Vilaminho, a correr termos pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, a empresa imobiliária “tomou conhecimento, na contestação junta aos autos pela ré Câmara Municipal de Braga, a 18-12-2018”, de que, segundo a autarquia, “ainda estaria em prazo para se pronunciar sobre o projeto de arquitetura integrante do referido pedido de licenciamento pelo facto de ter pedido um novo parecer à Direção Regional de Cultura do Norte, encontrando-se a aguardar decisão final a ser proferida por esta entidade”.

UM PARECER “ESCONDIDO”

Motivada pelo conhecimento de tal facto, a 18-02-2019, a Vilaminho solicitou informações à própria Direção Regional de Cultura do Norte sobre a existência de despacho no âmbito do alegado pedido de parecer. Nesse seguimento, através da resposta desta entidade, rececionada a 29-03-2019, a Vilaminho apurou que o despacho proferido pela Diretora do Serviço de Bens Culturais, a 06-12-2018, integrou o parecer favorável condicionado comunicado à CMB por fax enviado em 10-12-2018.

“Por tudo quanto resulta demonstrado, dúvidas não restarão de que, aquando da sua contestação de 18/12/2018, a CMB já conhecia (ou não podia razoavelmente desconhecer) o parecer favorável que a DRCN lhe havia remetido a 10-12-2018, parecer este de que alegadamente estaria dependente a deliberação sobre o projeto de arquitetura”, afirma a Vilaminho na carta enviada a Ricardo Rio.

VEREADOR NA BERLINDA

Tal situação, conclui a Vilaminho, “para além de representar um claro expediente dilatório com o manifesto intuito de protelar indefinidamente a decisão final do pedido de licenciamento, configura manifestamente uma atitude persecutória por parte de algum(ns) elemento(s) da Câmara Municipal de Braga, nomeadamente, e tendo em conta as informações disponibilizadas pelo próprio município, por parte do sr. vereador Miguel Bandeira, uma vez que é no seu gabinete que o processo alegadamente se encontra para despacho, sem que para tal delonga exista qualquer motivo atendível, desrespeitando assim, em absoluto, aquela que deveria ser a função, por excelência, desse pelouro”.

Na missiva enviada ao presidente do município bracarense, a Vilaminho lembra que “tem pleno conhecimento da manifesta pretensão do sr. vereador Miguel Bandeira de impedir a execução da vedação em causa neste processo de licenciamento, afirmação que o próprio fez perante os representantes da Vilaminho, em reunião de 12-12-2017” – isto “a acrescer à infundada omissão da existência de um parecer favorável da Direção Regional de Cultura do Norte no âmbito do processo administrativo e à litigância de má-fé em que a Câmara de Braga incorreu ao ocultar tal facto ao tribunal na ação judicial em curso”.

O processo de licenciamento foi iniciado em 6 de julho de 2017, mas tem assumido contornos caricatos, uma vez que a Câmara Municipal de Braga, no início do processo, em que tinha a obrigação de submeter todos os documentos à Direção Regional de Cultura do Norte, terá perdido alguns dos papéis necessários, acabando por ter sido a Vilaminho a reenviar diretamente para o organismo do Ministério da Cultura os documentos que antes entregara no município. Daí que a Vilaminho considere que está a ser vítima de perseguição e tratamento desigual por parte da Câmara Municipal.

A Vilaminho é proprietária de duas parcelas de terreno na zona envolvente às Sete Fontes.JPG

VILAMINHO APRESENTA PROJETO PARA AS SETE FONTES

Documento está patente em exposição no Largo S. João de Souto, em Braga

A Vilaminho – Promoção Imobiliária SA tem um projeto alternativo de criação de um parque urbano nos terrenos envolventes ao antigo sistema de abastecimento de água das Sete Fontes, na zona norte-nordeste da cidade de Braga, e abriu uma exposição para mostrar o seu trabalho a todos os bracarenses.

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A empresa imobiliária, que é a segunda maior proprietária de terrenos nas Sete Fontes – e que tem visto a Câmara Municipal de Braga fugir ao diálogo e à negociação –, contratou o arquiteto-paisagista Daniel Monteiro, cujo trabalho será agora exposto na Galeria de Janes, no Largo S. João de Souto nº 14/15, no centro histórico de Braga.

Todos os cidadãos interessados podem visitar a exposição, que abriu nesta terça-feira, 16 de abril, e estará patente de segunda a sexta-feira das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00.

O arquiteto-paisagista Daniel Monteiro, que tem o seu gabinete na Rua 25 de Abril, em Braga, elaborou um estudo que contempla um parque verde nas Sete Fontes, com uma extensão de 14 hectares, superior ao parque anunciado pela Câmara Municipal, assim como zonas de construção. Esta solução, que prevê um parque urbano “com vida”, que respeite o património, a cultura e a memória coletiva daquele espaço, contemplando alguma construção de qualidade, é vista como a ideal para pacificar as relações entre a Câmara Municipal de Braga e os proprietários dos terrenos das Sete Fontes, que não aceitam ceder os terrenos por 10 euros por metro quadrado.

Depois de tornadas públicas as linhas principais do plano municipal para os terrenos das Sete Fontes, o arquiteto-paisagista Daniel Monteiro considera que “a Câmara Municipal de Braga e a VILAMINHO defendem ideias idênticas para as Sete Fontes”.

Em sua opinião, “o que é importante é que as partes consigam sentar-se à mesa”, sendo o seu trabalho uma base para o restabelecimento do diálogo. Sobre o trabalho exposto, que é o seu projeto para as Sete Fontes, Daniel Monteiro afirma: “Este estudo deve ser encarado como uma proposta para uma discussão pública sobre aquilo que o município de Braga e os bracarenses pretendem para as Sete Fontes. A preocupação central com este estudo conceptual foi criar uma base viável de discussão e de avaliação do que é que se poderá fazer. Esta proposta é uma base de conversa, um bom ponto de partida, para discutir o futuro das Sete Fontes e resolver o impasse em que aquele território se encontra.”

O empresário Ermelando Sequeira, da VILAMINHO, por seu turno, insiste na sua disposição para dialogar com a autarquia liderada por Ricardo Rio: “Estamos de boa-fé neste processo. De tal modo que estamos dispostos a ceder este projeto à Câmara Municipal de Braga. Queremos o melhor para a cidade e para os bracarenses e estamos disponíveis para o diálogo e para a negociação”.

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MUSEU DAS TERRAS DE BASTO CELEBROU "DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS"

A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, através do Museu das Terras de Basto, associou-se ontem, dia 17 de abril, à comemoração do ‘Dia Internacional dos Monumentos e Sítios’ que se celebra hoje promovido pela Direção Geral do Património Cultural (DGPC), em colaboração com a ICOMOS Portrugal.

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A vereadora da Cultura, Dra. Carla Lousada, e o presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto, Prof. Luís Santos, associaram-se à iniciativa.

Sob o tema ‘Património e Paisagem Rural’ e com a participação do projeto Férias Solidárias da Associação de Pais, bem como do Curso de Formação ‘Capacitar para a Inclusão’, realizou-se uma visita à exposição do linho, patente no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe, seguida de uma caminhada pela Ecopista. As crianças tiveram, ainda, oportunidade de desenvolver atividades relacionadas com a temática do linho.

Esta ação pretendeu sensibilizar os participantes, em particular, e a população, em geral, para a importância da preservação do património cultural material e imaterial.

Cabeceiras de Basto tem uma oferta diversificada e muito rica, com destaque para o património edificado e imaterial com imponentes monumentos e magníficas paisagens que regalam o olhar e confortam a alma. Realçamos, a este propósito, o Museu das Terras de Basto, no Arco de Baúlhe, bem como o Nosso Mosteiro, o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, Mosteiro Beneditino, ex-líbris do concelho de Cabeceiras de Basto – um bem cultural classificado de interesse público.

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TERRAS DE BOURO COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS

Terras de Bouro assinala Dia Internacional dos Monumentos e Sítios a 18 de abril

No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios a 18 de abril e à semelhança dos anos anteriores, o Núcleo Museológico de Campo do Gerês estará de Portas Abertas no dia 18 de abril. Assim, serão disponibilizados e efetuados dois turnos de visitas guiadas, o primeiro às 10h00 e o segundo às 15h00.

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A data, que visa promover os monumentos e sítios históricos além da valorização do património português, assinalará iniciativas enquadradas no tema Património e Paisagem Rural e, ao mesmo tempo,  tenta alertar para a necessidade da sua conservação e proteção.

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