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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CERVEIRA PRETENDE INAUGURAR O ROTEIRO DAS MINAS E PONTOS DE INTERESSE MINEIRO E GEOLÓGICO DE PORTUGAL

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Durante uma visita técnica à empreitada de recuperação ambiental da antiga área mineira de Covas – fase complementar, iniciada em agosto, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, manifestou junto da EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro a vontade de integrar uma parceria com vista à inclusão deste território no Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal.

A deslocação, realizada na semana passada, permitiu acompanhar o desenrolar dos trabalhos de requalificação ambiental, que visam mitigar passivos ambientais acumulados e valorizar o património natural e mineiro existente. No local, o autarca sublinhou a importância de transformar este espaço recuperado num ponto de interesse turístico, pedagógico e científico, reforçando a identidade histórica de Covas e promovendo novas oportunidades de desenvolvimento local. A integração no Roteiro das Minas representa, segundo Rui Teixeira, “um passo decisivo para a afirmação de Vila Nova de Cerveira no contexto nacional de valorização do património mineiro, potenciando visitas, investigação e dinamização económica sustentável”.

Desativada na década de 1980, a atual intervenção na Antiga Área Mineira da Freguesia de Covas visa complementar as soluções implementadas há cerca de 15 anos, assegurando a correção e melhoria dos sistemas de tratamento passivos e reforçando as medidas de proteção ambiental e de segurança da população local.

Com uma duração estimada de um ano e um investimento na ordem dos 3ME, a empreitada enquadra-se no contrato de concessão da EDM para a recuperação ambiental das antigas áreas mineiras degradadas, representando mais um passo significativo na reabilitação e valorização ambiental do território.

A reformulação do sistema de tratamento passivo tem como objetivo essencial evitar a contaminação de massas de água de boa qualidade, promovendo a recolha e tratamento adequado dos efluentes e desta forma reabilitar as vertentes hidrológica e ambiental na envolvente mineira e elevar a capacidade de uso dos solos contribuindo para o saneamento ambiental e garantindo uma revegetação integrada no meio envolvente que venha a contribuir para a valorização ecológica e da biodiversidade da área de influência.

Recorde-se que as antigas minas de volfrâmio de Covas foram oficialmente encerradas e seladas em 2008, após uma intervenção de requalificação conduzida igualmente pela EDM, num investimento de 1,6ME.

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VIANA DO CASTELO CONSIGNA EMPREITADA DE CONSERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA IGREJA DE S. ROMÃO DE NEIVA

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O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, participou hoje na cerimónia de consignação da empreitada que vai permitir conservar e valorizar a Igreja Paroquial de S. Romão de Neiva. A obra, um investimento total a rondar os 480 mil euros e cofinanciada em 284 mil euros pelo Programa Regional do Norte 2030, vai ser apoiada pela autarquia na sua componente nacional, que ronda os 200 mil euros.

A cerimónia, conduzida pelo pároco Renato Oliveira, permite assim o arranque de um “velho anseio da comunidade local e uma urgência de valorização cultural”, como a descreveu Renato Oliveira. “Esta é uma obra que resulta da exemplar cooperação institucional entre a Fábrica da Igreja, a junta de freguesia e a Câmara Municipal de Viana do Castelo”, referiu ainda o pároco, lembrando que a autarquia deu todo o apoio na gestão da candidatura a fundos comunitários.

A empreitada prevê, com a maior brevidade, retirar as humidades do interior do edifício secular, a substituição de toda a cobertura de telha, rufos e conservação de todo o exterior, assim como uma intervenção na torre, garantindo sobretudo a estanquicidade do edifício. Para Luís Nobre, esta é uma “tarefa complexa” e um investimento avultado, que que anunciou que a autarquia irá acompanhar o esforço financeiro, no âmbito do Programa Valorizar o Património.

“Neste edifício, há um valor patrimonial, religioso mas também histórico que deve ser valorizado, já que aqui está a história dos vossos antepassados mas também a identidade da comunidade”, vincou o autarca, lembrando que é importante também a sua valorização em termos turísticos, tal como assenta a candidatura a fundos comunitários, nomeadamente no que toca aos Caminhos de Santiago.

De lembrar que a fundação primitiva do Mosteiro beneditino data dos séculos X-XI, tendo o cenóbio sido ampliado e sagrado em 1087 pelos bispos de Braga e de Tuy. O mosteiro é um monumento de grande relevância histórica e cultural e está intimamente ligado à disseminação do cristianismo na região durante o período medieval e à rota de peregrinação para Santiago de Compostela.

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"CASAS ANTIGAS DA RIBEIRA LIMA" APRESENTADA EM ARCOS DE VALDEVEZ – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

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No âmbito do programa de mais um Congresso da Casa Nobre, realizado em Arcos de Valdevez, foi apresentada a associação – Casas Antigas da Ribeira Lima – um projecto para a dinamização, alguns eventos temáticos onde a história, o recheio com suas artes decorativas, episódios familiares e a gastronomia, estiveram na base da fundação da colectividade.

Com o investigador e bibliófilo Limiano Miguel Ayres de Campos como porta – voz da associação, foi divulgado que já aderiram á proposta duas dezenas de casas antigas, solares ou casas senhoriais. Como associados, mormente dos concelhos de Viana do Castelo e Ponte de Lima, estão entre esse património cultural integrante para circuitos na região, alguns valores culturais deste segundo concelho como: Casa Grande de Sá, Paço de Calheiros, Casa do Outeiro em Arcozelo, Casa do Cruzeiro ou do Vale da Piedade e Paço de Vitorino das Donas..

Miguel Ayres de Campos sublinhou ainda a valorização de espaços agrícolas e de lazer adjacentes ás Casas, como os jardins, exemplificando o seu aproveitamento para Mostras Gastronómicas ou refeições temáticas ou recriação de outras de tempos idos, como já aconteceu por duas vezes na sua Casa Grande de Sá, em cooperação com o nosso Clube de Gastronomia de Ponte de Lima. O colega historiógrafo João Abreu Lima, sublinhou também o valor arquitectónico de algum desse património e  sua interacção com a comunidade ao longo de séculos.

Aguarda-se para breve uma assembleia geral das Casas Antigas da Ribeira Lima, para discutir a constituição de órgãos sociais e Plano de Actividades, entre outros assuntos.

A apresentação deste arrolamento de residências históricas nas Terras do Vez, contou com a participação do líder da autarquia, Olegário Gonçalves, e o arcuense Vitor Alves Gomes (foto de capa), administrador em Bruxelas do Conselho Europeu de Investigação, entidade patrocinadora do congresso da Casa Nobre e programa “Vínculos com (a) História “, que o ano passado proporcionou a visita a 18 solares ou casas antigas na Ribeira Lima, com apoio de estudantes da Escola Secundária de Ponte de Lima, após uma pequena formação por Miguel Ayres de Campos     .

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MUNICÍPIO DE BRAGA DÁ PRIMEIROS PASSOS NA PROTECÇÃO DO CONVENTO DAS CONVERTIDAS

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O presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, realizou uma visita ao Recolhimento das Convertidas, acompanhado pela Vereadora da Cultura e Património, Catarina Miranda. Embora o edifício ainda não integre formalmente o património municipal, a autarquia solicitou as chaves do imóvel, permitindo efectuar uma primeira avaliação detalhada do seu estado de conservação.

Durante a visita, foram identificadas diversas fragilidades, nomeadamente vidros partidos e infiltrações já visíveis no interior do edifício. Com base nesta avaliação, a Câmara Municipal vai avançar com pequenas intervenções de emergência, como o fecho de janelas, com o objectivo de mitigar riscos e impedir a progressão dos danos.

João Rodrigues sublinhou a importância de preservar este património singular. “O essencial é salvaguardar o edifício, a sua memória e o seu simbolismo. Importa esclarecer que solicitámos as chaves para podermos intervir, mesmo não sendo ainda uma obrigação nossa. Queremos garantir que a cidade, os Bracarenses e todos os que nos visitam possam encontrar aqui um espaço que acrescente valor à experiência de viver ou descobrir Braga".

A vereadora Catarina Miranda está a coordenar, com o apoio de técnicos especializados, um conjunto de acções rápidas e pontuais para assegurar a estabilização do imóvel até que possam ser equacionadas intervenções estruturais mais abrangentes.

A Autarquia Bracarense mantém o seu compromisso com a defesa e valorização do património histórico da cidade, garantindo que o Recolhimento das Convertidas, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 2012, terá a atenção e o cuidado necessários nesta fase preliminar.

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ARCOS DE VALDEVEZ: JÁ ESTÃO EM CURSO AS OBRAS NO SANTUÁRIO DA PENEDA

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A empreitada de reabilitação e requalificação do Santuário da Peneda já está em curso e recebeu a visita do executivo municipal, composto pelo Presidente da Câmara, Olegário Gonçalves, e pela Vice-Presidente, Emília Cerdeira.

Estão previstas intervenções na conservação do Templo, a requalificação do Adro e a conservação e restauro do Escadório das Virtudes, num projeto que pretende enaltecer o Santuário, integrado na história do território e classificado como Monumento Nacional.

Esta valorização tem como objetivo promover o papel do Santuário da Nossa Senhora da Peneda no desenvolvimento da região, através da conservação do património histórico e cultural associado a este monumento.

De realçar que esta é uma obra apoiada pelo Município de Arcos de Valdevez, através de fundos comunitários, e conta ainda com um investimento da Confraria de Nossa Senhora da Peneda.

A obra, com um investimento total de 1.808.453,51€, está integrada na operação “Valorização e Conservação do Santuário de Nossa Senhora da Peneda: Templo, Adro e Escadório das Virtudes”, financiado pelo programa Norte 2030 - FEDER - 01930100, no valor de 1.337.805,92€.

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VIANA DO CASTELO: COBERTURA E CAIXILHARIA DA IGREJA DE SÃO DOMINGOS REABILITADA EM EMPREITADA DE 523 MIL EUROS

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A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou, hoje, em reunião ordinária de executivo, a minuta do contrato para a empreitada de obras de conservação da Igreja de São Domingos, que será adjudicada por praticamente 523 mil euros, acrescidos de IVA, e com 270 dias de prazo de execução.

Na apresentação da proposta, o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre indicou que esta será a terceira intervenção a ser realizada na Igreja de São Domingos, mas que ainda faltam mais duas fases para que a reabilitação do templo esteja concluída.

Recorde-se que a Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Monserrate desenvolveu o projeto de execução para a conservação da cobertura e caixilharia exterior da Igreja de São Domingos, tendo em consideração o elevado estado de degradação das mesmas. Posteriormente, através de protocolo firmado a 27 de janeiro deste ano, cedeu o projeto de execução ao Município.

O Município garantiu, através do AVISO NORTE2030-2024-31 - Cultura - Iniciativas Âncora Regionais (“Rotas do Norte”), financiamento para as obras necessárias na Igreja de São Domingos. A empreitada visa a substituição da cobertura e caixilharia exterior da igreja integrada no Convento de São Domingos.

A Igreja de São Domingos localiza-se no centro histórico, no Largo de São Domingos, e corresponde a um elemento singular do Património Cultural. A operação “Obra de Conservação da Igreja de São Domingos” insere-se na Tipologia de intervenção RSO4.6-01 – Cultura e reveste-se de caráter, maioritariamente, infraestrutural.

Trata-se de uma intervenção em património cultural, designadamente uma intervenção de salvaguarda, conservação e restauro, reabilitação, valorização, programação e promoção do património de um Bem Cultural, classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910 (igreja) / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 149 de 27 junho 1973, e é propriedade do Estado Português.

De acordo com a candidatura apresentada pela autarquia vianense, a intervenção proposta de substituição da cobertura e caixilharia exterior pressupõe a manutenção do uso como lugar de culto religioso e atividades complementares associadas ao mesmo fim, nomeadamente culturais e formativas.

As infiltrações que ocorrem devido ao mau estado de conservação da cobertura têm danificado os tetos em madeira e o revestimento das paredes, interferindo também com a instalação elétrica. A falta de isolamento térmico da cobertura e o mau estado de algumas caixilharias acentua o desconforto do espaço durante as estações mais frias.

Assim, a intervenção que agora será adjudicada visa promover a conservação e valorização do imóvel, mantendo intactas todas as suas caraterísticas patrimoniais e assegurando melhores condições de conforto para os utentes, potenciando o seu uso de forma mais frequente e em maior número de participantes.

Por conseguinte, os trabalhos de conservação serão basicamente constituídos por trabalhos de restauro, reparação e limpeza, mantendo integralmente as características existentes.

A construção da igreja de Santa Cruz ou Igreja de São Domingos remonta ao século XVI. Da autoria do mestre João Lopes, o Moço, e elaborada segundo os rigorosos planos e indicações de São Bartolomeu dos Mártires, a igreja do Convento de São Domingos corresponde a um tempo quinhentista.

CASA-MUSEU DE MONÇÃO PROMOVE “MEMÓRIAS AO SERÃO” PARA VALORIZAR O PATRIMÓNIO IMATEERIAL DO CONCELHO

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"Uma forma de relembrar e cuidar de um património comum."

“Memórias ao Serão” é um ciclo de encontros, pensado para valorizar a voz da comunidade e o património imaterial do concelho. Em ambiente próximo e descontraído, serão partilhadas histórias, vivências e saberes que revelam a riqueza da memória coletiva e aproximam gerações. Um espaço de diálogo, afeto e identidade, onde o passado se cruza com o presente para projetar o futuro.

VALENÇA: FEIRA DOS SANTOS DE CERDAL CORRE MUNDO NOS SELOS DOS CTT

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A Capela de São Bento da Lagoa, em Cerdal, encheu para assistir às Conversas da Feira 2025, realizadas a 31 de outubro, sob o tema “Feira dos Santos de Cerdal – Uma Feira Transformada em Selo”.

A Feira Anual dos Santos de Cerdal passa, agora, a correr mundo através da mais recente edição filatélica dos CTT – Correios de Portugal, que lhe dedica quatro selos personalizados com imagens emblemáticas desta tradicional feira, acompanhados de um booklet comemorativo.

Na sessão de apresentação, o Presidente da Câmara Municipal de Valença, José Manuel Carpinteira, sublinhou que “A Feira dos Santos de Cerdal é a mãe de todas as feiras, um orgulho de Valença, em especial de Cerdal, que ao evocar o segundo aniversário da sua classificação reforça o seu legado, os seus saberes e a sua identidade local.”

O momento contou, também, com as intervenções do Presidente da Assembleia Municipal, José Manuel Cerqueira, do Presidente da Junta de Freguesia de Cerdal, Hugo Silva, e do Pároco de Cerdal, Gonçalo do Vale, que destacaram a relevância cultural, histórica e económica da feira, enquanto símbolo identitário e fator de desenvolvimento da freguesia e do concelho de Valença.

A sessão foi moderada pelo historiador Narciso Serra e contou com a presença de Sofia Pereira, diretora comercial dos CTT – Correios de Portugal, Jorge Palhares, responsável dos CTT em Valença, Manuel Pereira, responsável pela gestão da Feira dos Santos, e Isilda Salvador, técnica municipal.

As “Conversas da Feira” constituem um espaço anual de debate, reflexão e valorização do património imaterial associado à Feira dos Santos de Cerdal, classificada desde 2023 como Património Cultural Imaterial de Portugal pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), no domínio das práticas sociais, rituais e eventos festivos, na categoria das festividades cíclicas.

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CASTELO DE LANHOSO REGISTA VISITAÇÃO CRESCENTE: 3.648 PESSOAS DESDE A INAUGURAÇÃO DO NOVO CENTRO INTERPRETATIVO

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Desde a inauguração do novo Centro Interpretativo no Castelo de Lindoso, no passado dia 24 de julho, o monumento nacional tem atraído cada vez mais visitantes. O número de visitantes tem mostrado uma tendência crescente, com destaque para o mês de agosto, que registou um total de 2.438 visitantes. Julho, apesar de ser um período mais curto, entre os dias 24 e 31, contabilizou 228 entradas, e até metade de setembro, 982 pessoas passaram pelo Castelo de Lindoso, perfazendo um total de 3648 visitantes.

O novo espaço museológico, fruto de uma colaboração entre a Câmara Municipal de Ponte da Barca e o Estado-Maior do Exército Português, resultou numa exposição permanente que reconstitui a história e o papel fundamental do Castelo de Lindoso ao longo dos séculos. Sob a orientação científica do Professor Doutor Mário Barroca, a exposição valoriza a arquitetura e a história militar do castelo, bem como a sua importância no contexto civil, proporcionando uma experiência completa e fluída aos visitantes.

O projeto, que representou um investimento de cerca de 100 mil euros por parte da autarquia, é um marco importante para o turismo cultural da região, reforçando o Castelo de Lindoso como um ponto de referência na preservação e promoção do património histórico.

Recorde-se que este monumento histórico, que remonta ao século XIII, foi uma das fortalezas militares mais importantes da raia minhota, desempenhando um papel fundamental na defesa da fronteira portuguesa durante o século XVII.

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VALENÇA: FEIRA DOS SANTOS DE CERDAL – TAMBÉM CONHECIDA POR FEIRA DOS GALEGOS – ENCONTRA-SE EM VIAS DE SER CLASSIFICADA COMO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL

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A centenária Feira dos Santos de Cerdal, única na sua tipologia em todo o Alto Minho, destaca-se no Noroeste Peninsular pela singularidade das suas caraterísticas: é uma feira/romaria de início do ciclo de inverno; está documentada, desde 1758, desenvolvendo-se, desde então, no mesmo local e espaço, apresentando poucas diferenças na sua tipologia de gestão; apresenta uma área de influência que ultrapassa largamente a NUTS II e abarca toda a Galiza; congrega um conjunto de patrimónios anexos, reconhecidos e valorizados tanto em Portugal como na Galiza.

A Feira dos Santos é uma festividade cíclica e multicultural, cujas práticas sociais, rituais e eventos associados refletem as seculares e históricas relações luso-galaicas características do Alto Minho raiano. Esta Feira anual desenrola-se no Terreiro de São Bento, em Cerdal – Valença, impreterivelmente no dia 1 de novembro, estendendo-se pelo dia 2 do mesmo mês, dias em que a Igreja Católica celebra a Festa de Todos os Santos e o Dia de Fiéis Defuntos. Tradicionalmente, poderá acrescentar-se mais um dia, dependendo da sua posição no calendário – se se encontra, ou não, junto a um fim de semana. Por se realizar em dias tão importantes para a comunidade católica, por estar ligada à esfera da Igreja desde as suas origens e ao culto beneditino, a Feira é provida de missa (outrora com várias sessões), realizada bem cedo, acolhendo espiritualmente e dando as boas-vindas a todos os feirantes e visitantes. Os epítetos utilizados do outro lado da fronteira para designar a Feira dos Santos – “Feira dos Galegos” ou “Mãe de todas as Feiras” – demonstram também a força da feira no ideário cultural galego, atraindo milhares de galegos das quatro províncias da Comunidade Autónoma da Galiza (Pontevedra, Ourense, Lugo e Coruña). Portugueses e espanhóis reúnem-se numa Feira que, não tendo programação festiva, se desenrola num enorme convívio espontâneo ao ar livre de grande importância para a região. Com raízes que se perdem no tempo, surge como manifestação já devidamente consolidada em 1758 aquando das Memórias Paroquiais desse mesmo ano. Porém, investigações recentes parecem apontar para uma génese mais recuada, no século XVII, através de uma provisão do rei Filipe IV de Espanha em favor do Mosteiro de Ganfei que poderá estar ligada a esta manifestação. Conhecida além-fronteiras tanto pela qualidade como pela diversidade dos produtos disponibilizados (na qual se pode “comprar e vender um pouco de tudo”, como diz a gíria popular), tem nos “Perícos dos Santos” o seu produto âncora, e no Cavalo Garrano o elemento de destaque, esta que é uma das três raças equinas nacionais. A Feira dos Santos de Cerdal engloba em si mesma um amplo conjunto de costumes e tradições, de grande valor histórico e cultural, com enorme impacto direto e indireto na comunidade local e na região onde se insere.

Ficha de Património Imaterial | Isilda Manuela Vilela Martins Salvador

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MUSEU MUNICIPAL DE CAMINHA MOSTRA TESOURO NACIONAL

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“Piroga Monóxila” destaca-se na exposição “Da Pré-História à Romanização” Inauguração amanhã, dia 24 de outubro, pelas 17h30

“Da Pré-História à Romanização” é o tema da exposição que vai ser inaugurada amanhã, dia 24 de outubro, pelas 17h30, no Museu Municipal de Caminha. Entre as peças que vão ser expostas, o destaque vai para um Tesouro Nacional, a “Piroga Monóxila”, cuja cronologia aponta para o período entre a segunda metade do séc. X e a primeira metade do séc. XI.

A recuperação deste valioso exemplar tem um grande significado para o concelho de Caminha e foi possível graças ao contrato que a Câmara Municipal estabeleceu, no ano passado, com o Património Cultural, Instituto Público, para cedência de bens culturais móveis, neste caso a “Piroga Monóxila”, já classificada como Tesouro Nacional,

A Piroga em causa foi classificada, conjuntamente com mais cinco pirogas, como de interesse nacional, com a designação de “Tesouro Nacional”. Como referimos na altura, para poder ser exposta em Caminha foram estabelecidos vários requisitos, designadamente quanto à sala de exposição e medidas de segurança. Há condições ambientais, de humidade relativa, temperatura e iluminação, assim como a ausência de vibração e de poluentes atmosféricos que têm de ser cumpridos.

ARCOS DE VALDEVEZ: ROMARIA DE SÃO BENTO DO CANDO DISTINGUIDA NO DIA INTERNACIONAL DO PATRIMÓNIO IMATERIAL

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Arcos de Valdevez foi distinguido com a entrega da placa distintiva da classificação do Lanço da Cruz como Património Cultural Imaterial de Portugal, no âmbito das comemorações do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, no dia 17 de outubro.

A cerimónia oficial decorreu em Lisboa e contou com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, que entregou a distinção ao Município de Arcos de Valdevez.

A Romaria de S. Bento do Cando integra as festividades cíclicas que decorrem anualmente no Alto Minho, principalmente as que se celebram em contextos de montanha, nos lugares associados a assentamentos humanos oriundos da prática de pastoreio. Tratando-se de uma “branda” o lugar do Cando situa-se num ponto alto do Parque Nacional Peneda Gerês (PNPG), e pertence, como outras “brandas”, à freguesia da Gavieira, concelho de Arcos de Valdevez. É um lugar altaneiro afastado dos principais centros urbanos e também dos restantes cinco lugares e de outras “brandas” da freguesia. É marcado pela economia e paisagem montanhesa extrema e em razão disso, a deslocação a esta “branda” adquire um significado para a vida quotidiana e outro para a celebração de exceção, que é a romaria. Sendo esta uma Romaria em honra de S. Bento, ela está relacionada com a evangelização da Ordem Beneditina, pois a “branda” do Cando era uma ‘estação’ de paragem e repouso entre mosteiros que iam desde Portugal à Galiza. Desta forma, criou-se o culto e se relacionaram os milagres de S. Bento de Núrcia com as necessidades e crenças dos romeiros.

VALENÇA DISTINGUIDA NO DIA INTERNACIONAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL

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Valença foi distinguida com a entrega da placa distintiva da classificação do Lanço da Cruz como Património Cultural Imaterial de Portugal, no âmbito das comemorações do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, no dia 17 de outubro.

A cerimónia oficial decorreu em Lisboa e contou com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, que entregou a distinção ao Município de Valença.

Recorde-se que foi em junho deste ano que a singular e secular tradição do Lanço da Cruz, celebrada entre Cristelo Covo e Sobrada (Tomiño, Galiza), foi oficialmente reconhecida e inscrita neste Inventário Nacional.

Para o Presidente da Câmara Municipal, José Manuel Carpinteira, “este reconhecimento é um orgulho para Cristelo Covo e Sobrada, para Valença e Tomiño.

O Lanço da Cruz é uma marca da nossa identidade que transpõe fronteiras, partilhada entre galegos e portugueses, e representa uma responsabilidade redobrada na sua preservação e valorização”.

O Lanço da Cruz é uma manifestação única da cultura pascal transfronteiriça, celebrada anualmente na Segunda-feira de Páscoa, unindo as populações das duas margens do rio Minho.

Com esta distinção, Valença passa a contar com dois bens inscritos no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial — o Lanço da Cruz e a tradicional Feira dos Santos de Cerdal — reforçando o seu papel como território de referência na preservação das tradições e da identidade cultural do Alto Minho.

MUNICÍPIO DE BRAGA APRESENTA PROJECTO DA 1ª FASE DE EXECUÇÃO DO PARQUE DAS SETE FONTES

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O Município de Braga apresenta amanhã à comunicação social o projecto da 1ª fase de execução do Parque das Sete Fontes.

A iniciativa contará com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga.

A primeira fase do Parque das Sete Fontes marca o início de um dos projectos paisagísticos mais emblemáticos de Braga. Com 8,6 hectares de intervenção, esta etapa é um passo decisivo na criação de um parque ecológico e cultural em torno do Monumento Nacional das Sete Fontes.

Trinta hectares de parque verde público, 30 hectares de área florestal privada e 30 hectares de área urbana com criação de praças, pequenas edificações de apoio, miradouros, percursos pedestres e cicláveis. Assim será o Parque das Sete Fontes, cujo elemento central é o ancestral sistema de abastecimento de águias à Cidade de Braga, uma obra hidráulica do século XVIII classificada como Monumento Nacional desde 2011.

TESOUROS DA TERRA II: ARCOS DE VALDEVEZ PROMOVE TARDE DEDICADA À DESCOBERTA DO PATRIMÓNIO AMBIENTAL

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No próximo dia 25 de outubro, pelas 15h30, realiza-se, no Centro Ciência Viva dos Arcos – Oficinas de Criatividade Himalaya, uma tarde dedicada à descoberta do património natural e à reflexão sobre o impacto ambiental.

O evento terá início com uma atuação musical do Grupo Coral dos Professores do Porto, seguida da inauguração da exposição “Tesouros da Terra II”, do colecionador José Silva Ferreira, médico de profissão, arqueólogo e geólogo por paixão, e um dos impulsionadores do espaço Minerais e Rochas – Coleção Silva Ferreira.

Durante a inauguração, José Silva Ferreira apresentará uma seleção representativa de 634 minerais da coleção do Eng. Norberto Caria, adquiridos ao longo da sua vida por vários continentes. Algumas destas peças são tão raras e valiosas que poderiam integrar os espólios dos museus mais prestigiados, enriquecendo agora o património geológico que o Centro Ciência Viva dos Arcos tem o prazer de exibir.

A tarde culminará com a conferência intitulada “Exploração de Recursos Naturais e Impacto Ambiental”, apresentada pelo Professor Alexandre Lima, do Departamento de Geociências, Ambiente e Ordenamento do Território da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Nota Biográfica: Alexandre Lima - Geólogo e académico com experiência em investigação internacional e que tem publicado extensivamente sobre prospeção de vários tipos de depósitos minerais. Atual Diretor do Mestrado em Geologia da FCUP.

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MACAU INSCREVE FOLCLORE PORTUGUÊS NA LISTA DO PATRIMÓNIO CULTURAL INTANGÍVEL 2025

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Hoje estamos muito felizes que a ”Dança Folclórica Portuguesa“ tenha sido incluída oficialmente como um “Projecto do Património Cultural Intangível 2025”.

Continuaremos a preservar o património cultural de Macau e Portugal, expondo o encanto da Dança Folclórica Portuguesa. Trabalharemos também em conjunto para fortalecer esses laços, promover e partilhar ainda mais esta cultura tradicional rica e única com o mundo – afirma o Macau no Coração.

BRAGA ACOLHE EXPOSIÇÃO SOBRE PATRIMÓNIO CULTURAL

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Museu dos Biscainhos acolhe até 26 de Outubro a exposição de fotografia “Um ensaio visual”, da autoria do fotojornalista bracarense Hugo Delgado.

Trata-se de um trabalho criado a convite do Município de Braga no âmbito do Concurso Municipal de Fotografia, que soma já 20 edições. A edição de 2024 teve como tema o património arquitetónico e arqueológico classificado do Concelho, servindo de inspiração para esta exposição fotográfica.

Com esta iniciativa pretende-se abrir as portas à comunidade, dando a conhecer o património classificado de Braga através do olhar peculiar de Hugo Delgado.

A exposição estará patente no Museu dos Biscainhos até 26 de outubro.