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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CERVEIRA QUER CONCESSIONAR CASTELO

Lançado Concurso REVIVE para concessão do Castelo de Cerveira

O Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, esteve, esta sexta-feira, 18 de janeiro, em Vila Nova de Cerveira, para presidir ao ato de formalização do Programa REVIVE para o Castelo de Cerveira. O concurso público para a concessão deste imóvel entrou em vigor no imediato, com a apresentação de propostas por parte de investidores interessados a decorrer até 5 de junho.

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Dos 33 imóveis nacionais identificados, o Castelo de Cerveira é o 15.º concurso a ser lançado no âmbito do REVIVE, um programa conjunto dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças com a colaboração das autarquias locais, que visa valorizar e recuperar o património sem uso, reforçar a atratividade dos destinos regionais e o desenvolvimento de várias regiões do país.

Para assinalar a formalização deste procedimento, o Ministro Adjunto e da Economia esteve, ao início da tarde de sexta-feira, no Castelo de Cerveira, estimando que sejam investidos cerca de 3 milhões de euros para as obras de requalificação do conjunto amuralhado e a sua adaptação à atividade turística. Pedro Siza Vieira informou que os investidores interessados podem apresentar propostas até 5 de junho de 2019 e que o imóvel será concessionado durante 50 anos para exploração para fins turísticos. “Estamos muito satisfeitos por estar aqui. Este projeto tem sido muito caro para os cerveirenses, por isso espero que possamos assinalar os 700 anos de Cerveira aqui, num Castelo revivido”, disse Pedro Siza Vieira, seguindo-se uma visita a alguns espaços do Castelo.

Para o autarca cerveirense, "volvidos 10 anos de impasse e de abandono deste espaço, o lançamento do REVIVE abre uma janela de oportunidades para a resolução de uma enorme preocupação dos Cerveirenses". Fernando Nogueira frisou que embora esta “não seja a solução definitiva de todos os problemas subjacentes ao Castelo, é seguramente um passo muito importante para que se concretize o propósito de devolver este imóvel ao serviço dos Cerveirenses, da economia local e dos inúmeros turistas que reconhecem o Castelo como um dos ex-libris do concelho”.

O ato de formalização oficial do lançamento de concurso público decorreu no próprio Castelo, tendo sido acompanhado pela Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, o Secretário de Estado da Economia, João Correia Neves, o Secretário de Estado da Defesa do Consumidor, João Torres, o Secretário de Estado da Valorização do Interior, João Catarino, além de outras entidades públicas locais, regionais e nacionais, e população.

“SENTE A HISTÓRIA” ESTE SÁBADO NA IGREJA MATRIZ DE PONTE DA BARCA COM CONCERTO DE SCARAMUCCIA

Ponte da Barca acolhe, no sábado, 19 de janeiro, às 22h, na Igreja Matriz, um concerto de Scaramuccia no âmbito do projeto “Sente a História”, organizado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho. De forma a fomentar o património, decorrerá, também, às 21h30, uma visita guiada.

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A iniciativa decorre desde maio do ano passado, levando concertos a 30 monumentos e locais históricos com o objetivo de valorizar os principais ativos patrimoniais de cada concelho e a capacitação dos ativos culturais e artísticos associados à música, possibilitando a valorização e o reconhecimento de diferentes gerações de músicos oriundos ou residentes no Alto Minho, através do desenvolvimento de competências e de novas parcerias, criando ainda condições para valorização pública desses talentos.

SOBRE O ENSEMBLE SCARAMUCCIA E OS SEUS MÚSICOS

O Ensemble Scaramuccia foi fundado em 2013 por iniciativa do violinista Javier Lupiáñez com a ambição de redescobrir o repertório barroco menos conhecido. O espírito de Scaramuccia deseja dar vida a todo esse repertório que se ouvia não só nos lugares mais requintados, mas também nas tavernas e ruas do período barroco. Na preparação de cada programa e concerto é feita uma pesquisa e estudo aprofundado a fim de redescobrir aquelas relíquias musicais escondidas e perdidas entre a vasta literatura musical do barroco maioritariamente interpretada.

O Ensemble Scaramuccia iniciou o seu trajeto no Fringe do Festival de Utrecht e no Fringe do Festival de Bruges em 2013 e desde então tem vindo a desenvolver uma intensa carreira nos Países Baixos, Bélgica, Reino Unido e Itália. Entre as várias apresentações em concerto é de salientar a participação no Festival de Artes de Maldon (Reino Unido), no Museu da Música “Vleeshuis” (Bélgica), na temporada de concertos Kasteelconcerten (Países Baixos) Echi Lontani (Itália) ou no Internationaal Kamermusiek Festival Utrecht – Janine Jansen e Amigos (Países Baixos).

O interesse em descobrir novo repertório barroco proporcionou a este ensemble a oportunidade de tocar em estreia mundial duas obras de Vivaldi, numa emissão gravada ao vivo e transmitida em 2014 pela rádio holandesa Concertzender, no programa “De Musyck Kamer”.

Em Novembro de 2015 gravaram o seu primeiro CD com a discográfica Ayros, dedicando­-O à nova música de Vivaldi e a obras recentemente descobertas para violino e baixo contínuo.

Em 2016 foram distinguidos com o prémio do público para melhor ensemble do concurso internacional Göttinger Reihe Historischer Musik 2015/2016 (Alemanha).

GALIZA / LUGO. O DRAMA DOS ANCARES: O ABANDONO DO PATRIMÓNIO ETNOGRAFICO

Manuel Rodríguez, veciño de Cervantes, leva quince anos divulgando os tesouros etnolóxicos dos Ancares, e aspira a mudar a comarca en Parque Nacional ou Natural

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Palloza en Cervantes | Miguel Núñez

Manuel Rodríguez Blasco, Antonio Álvarez e a Asociación Castaño y Nogal

A comarca dos Ancares integra a serra do mesmo nome, que se estende dende o pico Miravales, na triple fronteira entre Galicia, León e Asturias, ata o porto do Portelo, nas inmediacións dos Montes do Cebreiro. Este espazo natural comprende os Ancares lucenses e os Ancares leoneses. No ámbito ten refuxio preto do 93 por cento da flora de Galicia, proba obxectiva do interese ambiental.

A zona fora declarada no seu día Reserva da Biosfera, Reserva Nacional de Caza, Rede Natura 2000 da Unión Europea, Zona de Especial Protección para as Aves (ZEPA) ou Lugar de Interese Comunitario; mais o certo é que ningunha destas declaracións administrativas aporta protección real e efectiva ao patrimonio cultural, natural, flora e fauna ancaresa, ao non incluír plans de actuación sobre o territorio nin aportar fondos, co efecto negativo de percibilas a poboación local como negativas, ao ter a sensación de vivir baixo restriccións proteccionistas sen alcance nin efecto.

Os Ancares é un espazo xeográfico de montaña único en Europa, que irmanda parte dos últimos bosques primixenios da cordilleira cantábrica, con algún dos patrimonios etnográficos máis importantes do continente. Isto débese a unha ortografía senlleira, que propiciou a conservación deses bosques e dos usos milenarios de habitantes, que quedaron conxelados no tempo, mentres desaparecían en moitos outros lugares de Europa, feito pouco coñecido e divulgado.

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Pallozas de Piornedo | Turismo de Galicia

Entre os elementos máis importantes de carácter etnográfico e cultural dos Ancares, achamos construccións de teito vexetal, de arquitectura redonda; algunhas datan da Idade de Bronce, polo que falamos dun legado de máis de dous mil anos. As pallozas son a súa máxima expresión: vivenda redonda, de teitume vexetal, onde habitaban persoas e animais, que compartían estancia e calor, sen compartimentos de saída para o fume, que se filtraba entre as varas de centeo do teito.

Vencellado a isto atopamos adheridos, tanto nas vellas pallozas coma nas casas máis modernas, os hórreos, de colmazo vexetal. Trátase dun celeiro aéreo, de herdo celta, de planta cadrada ou de tipo asturiano, a catro augas. Ademais da arquitectura vexetal, observamos outra de corte tradicional, un pouco menos arcaica, como é a arquitectura da lousa, da que se conservan bastantes exemplos.

Desgraciadamente, todas as administracións, a Xunta de Galicia –máximo responsable do patrimonio galego– o Estado español e a Unión Europea, fixeron ouvidos xordos ás peticións de rescate do patrimonio único ancarés. Hogano estímase que quedan apenas un cento de pallozas do lado galego da serra, das que tan só unha ducia atópase nun estado medianamente aceptable. O resto, ou ben atópanse baixo protexcores metálicos coma a uralita ou o fibrocemento, ou ben perderon total ou parcialmente a teitura vexetal, en estado de ruína total ou parcial, o que resulta incomprensible en pleno século XXI e nun dos estados da Unión Europea, por falta dun plan de rehabilitación e conservación.

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Restos en Cervantes dun rexio pombal de planta circular | Patrimonio dos Ancares

No caso dos hórreos, apenas poderían contabilizarse entre cincuenta e cen hórreos con teito de palla, pouquísimos tendo en conta que hai apenas cincuenta anos a totalidade das casas contaban cun destes celeiros aéreos para a súa subsistencia. Canda a iso, cómpre engadir a perda de centos de vivendas de lousa tradicional, debido á enorme despoboación da comarca, máis dun 73 por cento no último século.

O caso ancarés é un extremadamente grave para a realidade etnográfica en Europa, pois algúns dos seus conxuntos son dos máis numerosos do continente. O Piornedo, Vilarello de Donís, Pando, Robledo, Moreira, Deva, Degrada… son algúns dos exemplos máis importantes e que contan cuns poucos anos de esperanza para evitar esta enorme perda, da que todos somos herdeiros e propietarios. Os Ancares urxen a que as administracións fagan algo xa, é unha loita contrarreloxo.

Non é abondo dotar a devandita comarca histórica de títulos chamativos e merecidos –Reserva da Biosfera, Rede Natura 2000 da Unión Europea, Lugar de Interese Comunitario, etcétera–, senón que hai que aplicar as medidas axeitadas, actuando con eficacia e responsabilidade, para frear o lapidario deterioro de dito patrimonio. Menos distincións, e máis accións e subvencións.

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Pallozas en A Pedriña, parte do patrimonio en forma de itinerarios que propón o Instituto de Estudos do Territorio | As Nogais

Suxiro que o mellor xeito de sensibilizar aos responsábeis políticos comprometidos coa tarefa é que deixen de pisar a moqueta dos despachos, e acodan ao escenario natural dos Ancares, a sentir a suavidade do céspede verde e centenario, a respirar aire puro, non contaminado pola toxicidade burocrática, a escoitar o rumor do vento e recollerse nas sombras das árbores. É posible que unhas horas de acougo e soidade en tan solemne e cautivador escenario estimulasen a súa sensibilidade e xenerosidade durmidas.
Non só as persoas son titulares de dereitos, como proclama a doutrina oficial, tamén o son os territorios cando reúnen determinadas características sociais e culturais, e cando constitúen un espazo histórico e patrimonial acreditado. No caso dos Ancares, é obriga das administracións públicas o conservar e preservar dito ancestral patrimonio.

Fonte: Óscar Bernárdez / http://lugoxornal.gal/

BRAGA VALORIZA ÍNSULA DAS CARVALHEIRAS

Braga desenvolve projecto de valorização e abertura à visita da Ínsula das Carvalheiras. Protocolo de cooperação assinado entre o Município e UMinho

O Município de Braga e a Universidade do Minho assinaram esta Segunda-feira, 10 de Dezembro, o protocolo de cooperação que visa o desenvolvimento do projecto integrado de valorização, musealização e adequação à visita do conjunto arqueológico das Carvalheiras, classificado como Imóvel de Interesse Público.

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O trabalho será desenvolvido em duas fases, prevendo-se que o pré-projecto seja apresentado no primeiro semestre de 2019, altura em que está prevista a sua discussão pública.

Para Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, este é o “momento de reafirmação da parceria existente com a Universidade do Minho, com o conhecimento que é produzido na Cidade e ainda com a valorização do património de uma Cidade que ambiciona ser Capital Europeia da Cultura”.

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A primeira fase do projecto será desenvolvida ao longo do próximo ano e contemplará a concepção da solução arquitectónica de musealização das ruínas e dos circuitos de visita, das soluções de conservação e cobertura dos vestígios, da solução arquitectónica do centro de interpretação e da sua articulação com a área a visitar e do tratamento da envolvente, que implica uma solução de arranjo paisagístico do interior do quarteirão das Carvalheiras.

A segunda fase, que diz respeito à execução do projecto propriamente dito, será desenvolvida a partir de 2020. A Cidade passará assim a dispor de uma ampla área patrimonial musealizada e aberta ao público, que constituirá um equipamento de grande valor histórico e cultural, “verdadeiramente emblemático da origem romana da de Braga, capaz de ajudar a reforçar a sua identidade e a diferenciar a oferta cultural de Braga, reforçando a sua singularidade, competitividade e atractividade”, como explicou Ricardo Rio na cerimónia que contou com a presença do reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, e do Director Regional de Cultura do Norte, António Ponte.

Simultaneamente, este projecto permitirá criar as condições para dotar o interior do quarteirão das Carvalheiras de um parque urbano, aberto à Cidade e aos visitantes, anexo às ruínas, que facultará um usufruto qualificado do espaço pelos cidadãos e o desenvolvimento de actividades culturais e de lazer.

Segundo Manuela Martins, vice-reitora da Universidade do Minho, a entrada no circuito será feita pela Rua Cruz de Pedra, a partir de um imóvel propriedade do Município de Braga e que será recuperado para acolher um Centro Interpretativo que será a porta de entrada na Ínsula das Carvalheiras.

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ESPOSENDE PROMOVE PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO

Património Arquitetónico e Cultura(s) dão mote a tertúlia

A Câmara Municipal de Esposende vai promover, na próxima sexta-feira, 7 de dezembro, no Museu Municipal de Esposende, uma sessão, com entrada livre, que inclui a visita à exposição, a tertúlia “Património Arquitetónico e Cultura(s) e a apresentação e distribuição aos presentes do catálogo da Exposição “Arquiteturas do Concelho”. Participam no debate o presidente da Câmara Municipal, Arq. Benjamim Pereira, o Arq. João Carlos Santos, da Direção Regional da Cultura do Norte, o Arq. João Paulo Rapagão, professor da Universidade Lusíada, o Arq. António Menéres, Comissário Científico da Exposição e o Arq. Paulo Guerreiro, Comissário da Exposição.

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Em julho passado, foi inaugurada a exposição “Arquiteturas do Concelho. Esposende entre o Atlântico e as suas terras” com fotografias do arquiteto António Menéres, resultantes do projeto “Inquérito à Arquitetura Regional Portuguesa”, realizado entre 1956 a 1960 e que consistiu no levantamento de toda a arquitetura popular do país.

Além do debate com o autor da exposição fotográfica, a tertúlia reunirá dois vultos da arquitetura portuguesa, João Rapagão, vencedor do prémio da 3ª Bienal Internacional de Arquitetura, realizada em 1997, em São Paulo, pelo projeto da Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo, instalada no Solar dos Távoras, e João Carlos dos Santos, coordenador do setor de Obras, Conservação e Restauro da Direção de Serviços dos Bens Culturais da Direção Regional da Cultura do Norte e autor do projeto de Recuperação e Reabilitação do Noviciado, Ala Sul e Claustro do Refeitório do Mosteiro de S. Martinho de Tibães, em Braga.

Este regresso a Esposende do arquiteto António Menéres apresenta reflexos do passado, através de interpretações significativas, onde a arquitetura e o efeito social cruzam o mundo rural, as suas texturas fundidas com as gentes e geografias locais.

A exposição, que se mantem aberta ao público, está dividida em seis módulos principais: Território Histórico, Arquiteturas Rurais, Arquitetura Religiosa, Sargaceiros e Abrigos, Banho Santo e Esposende Hoje.

ESPOSENDE REALIZA TERTÚLIA SOBRE PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO

A Câmara Municipal de Esposende promove a Tertúlia “Património Arquitetónico e Cultura(s)” e a apresentação do catálogo da Exposição “Arquiteturas do Concelho”, a ter lugar na próxima sexta-feira, dia 7 de dezembro, no Museu Municipal de Esposende, de acordo com o seguinte programa:

16h00 - Visita à Exposição “Arquiteturas do Concelho”

16h30 - Tertúlia “Património e Cultura(s)”

               Presidente da Câmara Municipal, Arq. Benjamim Pereira

               Vice Diretor da DGPC, Arq. João Carlos Santos

               Arq. João Paulo Rapagão, Professor da Universidade Lusíada

               Arq. António Menéres, Comissário Científico da Exposição

               Arq. Paulo Guerreiro, Comissário da Exposição

Apresentação do Catálogo “Arquiteturas do Concelho

VIANA DO CASTELO: ATELIÊ SAMTHIAGO TRABALHA PARA O VATICANO

Ateliê de restauro de Viana do Castelo entra na lista oficial de fornecedores do Vaticano

O Atelier Samthiago, sediado em Viana do Castelo, especializado em trabalhos de conservação e restauro, foi incluído na lista oficial de empresas prestadoras de serviços autorizadas pelo Vaticano, informou esta quinta-feira o sócio gerente.

O processo da certificação agora alcançada, válida até 2020, foi iniciado em 2014 e implicou "um rigoroso escrutínio da capacidade técnica e financeira".

"Foi processo longo e complicado. Candidatámo-nos e fomos aceites na lista de empresas que podem prestar serviços ao Vaticano por cumprirmos uma série de requisitos. Digamos que é o primeiro passo para poder trabalhar no Vaticano", disse.

Fonte: https://24.sapo.pt/

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CABECEIRENSES DEBATEM EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

Tertúlia sobre Educação Patrimonial decorreu na Casa do Tempo

‘Educação Patrimonial’ foi o tema da terceira tertúlia integrada no Ciclo ‘O Futuro Visita o Passado’ do programa cultural Mosteiro de Emoções que decorreu ontem à tarde, dia 21 de novembro, na Casa do Tempo.

Tertúlia sobre Educação Patrimonial decorreu na Casa do Tempo

Coube ao presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, proceder à abertura e ao encerramento deste evento, evidenciando o processo permanente e sistemático de trabalho educacional centrado no Património Cultural como fonte primária de conhecimento e enriquecimento individual e coletivo.

A tertúlia teve como oradores a Dra. Belanita Abreu, escritora de livros infantis, formadora na área da escrita criativa e licenciada em Ensino Básico, bem como a Dra. Iolanda Silva que é licenciada em Gestão do Património, mestranda em Património e Turismo Cultural.

Esta terceira tertúlia foi especialmente dirigida a professores, educadores, animadores socioculturais, empresas de animação, técnicos ligados à educação, cultura e turismo mas também para todos os interessados e população em geral.

A partir da experiência e do contacto direto com as evidências e manifestações da cultura, em todos os seus múltiplos aspetos, sentidos e significados, o trabalho de Educação Patrimonial procura levar as crianças e adultos a um processo ativo de conhecimento, apropriação e valorização de sua herança cultural, capacitando-os para um melhor usufruto destes bens, e propiciando a geração e a produção de novos conhecimentos, num processo contínuo de criação cultural.

Esta foi a terceira tertúlia inserida no Ciclo de Tertúlias ‘O Futuro Visita o Passado’ que é uma das 23 atividades do programa cultural ‘Mosteiro de Emoções’ que tem como grande objetivo divulgar o vasto e rico Património Cabeceirense, cujo verdadeiro ex-líbris é o Mosteiro de S. Miguel de Refojos.

O programa cultural Mosteiro de Emoções decorre até julho de 2019 e resulta de uma candidatura a Fundos Comunitários, através do NORTE 2020, e que, para além das ações imateriais de promoção do Nosso Mosteiro tem também associado um conjunto de obras de requalificação e restauro do imóvel.

As tertúlias que compõem este Ciclo de Tertúlias ‘O Futuro Visita o Passado’ têm como objetivo, por um lado a integração de novos residentes, profissionais e visitantes regulares na comunidade, por outro o reforço da identidade local junto da população jovem, bem como a formação e sensibilização dos agentes associativos e dinamizadores recreativos e culturais locais.

FAFE DÁ A CONHECER O PATRIMÓNIO

Município de Fafe apresenta Exposição de Fotografia dedicada ao ‘ Barroco e ao Rococó’ no concelho. III Fascículo "Património Religioso – Memória e Identidade"

A Câmara Municipal de Fafe inaugura no próximo dia 12 de novembro mais uma Exposição de Fotografia em torno do "Património Religioso – Memória e Identidade", desta feita dedicada aos estilos Barroco e o Rococó em Fafe.

O evento terá lugar na Biblioteca Municipal de Fafe, na próxima segunda-feira, 12 de novembro, às 14:30.

As 37 fotografias em exposição dão a conhecer vários elementos dos estilos Barroco e o Rococó em 9 templos fafenses: as Igrejas de Paços, Quinchães, Cepães, Vinhós, Aboim e Estorãos; e ainda as capelas de N. Sra. dos milagre (S. Gens), capela de Sto. António (Arões Sta. Cristina) e S. José (Fafe).

A exposição será acompanhada pelo lançamento do terceiro fascículo "O Barroco e o Rococó em Fafe - PARTE 1", que vem assim dar continuidade á coleção "Património Religioso: memória e identidade", que se iniciou com um fascículo dedicado aos templos de cunho românico aos quais se seguiram os templos de influência Maneirista e Barroca, no fascículo número 2.

Esta Iniciativa pretende dar continuidade ao roteiro do "Património Religioso: memória e identidade", no qual se pretende dar a conhecer todas as igrejas e capelas do concelho de Fafe, ao longo de vários fascículos que se desenvolverão em torno de diferentes temáticas.

Recorde-se que a entrada na Exposição, que permanece na Biblioteca Municipal durante todo o mês, é livre.

ALUNOS DE CABECEIRAS DE BASTO RECEBEM SEBENTA DO PATRIMÓNIO

Mais de trezentos alunos receberam a Sebenta do Património. Mosteiro de S. Miguel de Refojos em destaque

No âmbito do programa ‘Mosteiro de Emoções’, a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto entregou ontem, dia 6 de novembro, aos alunos dos 3º e 4º anos do 1º ciclo, a Sebenta do Património da autoria da Escritora de contos infantis Belanita Abreu, com ilustrações de Maria Abreu. A entrega, aos cerca de 300 alunos destes dois anos de escolaridade, foi organizada em duas sessões que decorreram no Auditório do Mercado Municipal e que contaram com a presença da Vereadora da Educação, da Diretora do Agrupamento e dos professores. A escritora do conto não pode estar presente mas deixou a todos uma mensagem em vídeo.

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A Sebenta do Património inclui uma história, cujo título é ‘A LENDA DA PENA AZUL - O Segredo do Mosteiro de São Miguel de Refojos’, e um conjunto de passatempos com alusão ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos, um monumento que continuará a atrair e a seduzir cada vez mais visitantes e turistas, levando o nome de Cabeceiras de Basto bem longe. Desta forma a Câmara Municipal aposta num processo permanente e sistemático de trabalho educacional centrado no Património Cultural como fonte primária de conhecimento e enriquecimento individual e coletivo.

A partir da experiência e do contacto direto com as evidências e manifestações da cultura, em todos os seus múltiplos aspetos, sentidos e significados, o trabalho de Educação Patrimonial procura levar as crianças, neste caso particular, a um processo ativo de conhecimento, apropriação e valorização da herança cultural, capacitando-os para um melhor usufruto destes bens, e propiciando a geração e a produção de novos conhecimentos, num processo contínuo de criação cultural.

Esta Sebenta do Património contém, nas páginas centrais, um poster com alusão ao Mosteiro para ser ilustrado por cada uma das crianças que a receberão, dando origem a uma outra iniciativa, designada ‘Concurso de Ilustração Infantil’ que decorrerá no 1º semestre de 2019.

Na oportunidade, a Vereadora da Cultura, Dra. Carla Lousada, incentivou os pequenos alunos a lerem com atenção a história que a Sebenta contém e a trabalharem a ilustração e os passatempos que a mesma propõe, elementos que despertarão em todos o interesse por conhecerem melhor o Património fantástico que é o Mosteiro de S. Miguel de Refojos.

A Dra. Céu Caridade, Diretora do Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto, incentivou os alunos a procurarem conhecer melhor a sua terra e o seu património e a afirmarem com orgulho e sem qualquer vergonha ou complexo que são de Cabeceiras de Basto, «porque a nossa terra é sempre a melhor terra», disse.

Estas sessões de entrega da Sebenta do Património aos pequenos leitores foi animada com a leitura do conto pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal que assim deu um brilho especial ao momento e despertou, desde logo, um elevado interesse nos alunos.

O Programa cultural “Mosteiro de Emoções” é financiado por fundos comunitários através do NORTE 2020 e desenvolve-se até julho de 2019.

Próximas iniciativas:

NOVEMBRO

21 de novembro | 17h30

O Futuro visita o passado – Ciclo de tertúlias - Tertúlia Sobre Educação Patrimonial

Local: Casa do Tempo

30 de novembro | 15h30

Concurso Literário Nacional – Conto Infantil de Cabeceiras de Basto

Cerimónia da Entrega de Prémios

Local: Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira de Carvalho, no Arco de Baúlhe

DEZEMBRO

6 a 9 dezembro (de 5ª feira a domingo)

Bienal Internacional de Flauta Transversal – Exposição, Master classes e Concertos

Local: Mosteiro de S. Miguel de Refojos – Cabeceiras de Basto

Banda Cabeceirense | Adriana Ferreira, Ana Maria Ribeiro e Michel Bellavance e Isolda Crespi

Sebenta do Património - Mosteiro de Emoções

PONTE DE LIMA: CASA DE POMARCHÃO FOI DOADA À FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD

Solar minhoto do Séc. XV foi doado à Fundação Champalimaud

A Casa de Pormachão, um solar minhoto na freguesia de Arcozelo, em Ponte de Lima, que data do séc. XV, vai ser um centro de encontros e retiros científicos da Fundação Champalimaud.

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O velho solar — classificado como Imóvel de Interesse Público desde 2002 — foi deixado por vontade de Frederico Luís de Albuquerque Vilhena Villar, falecido recentemente, e constitui “uma das mais valiosas doações feitas àquela fundação, criada por António Champalimaud”.

A fundação prevê realizar vários encontros internacionais no solar já no ano de 2019, alguns dos quais “encontros improváveis, que juntarão cientistas e intelectuais de diferentes áreas, como medicina e arte, ou biologia e música”.

A casa de Pomarchão é uma das mais significativas casas solarengas da região de Ponte de Lima, que “combina uma estrutura maneirista de raiz, com variados elementos barrocos, posteriormente acrescentados, numa tradição arquitectónica de continuidade” tendo sofrido obras de ampliação em 1755, nomeadamente com a construção da capela.

http://www.diarioimobiliario.pt/

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FAMALICÃO PREMEIA REABILITAÇÃO DO PALÁCIO DA IGREJA VELHA

Reabilitação do Palácio da Igreja Velha vence primeira edição do Prémio Januário Godinho. Prémio foi entregue na passada sexta-feira, no Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide

A reabilitação do Palácio da Igreja Velha, em Vermoim, é a obra vencedora da primeira edição do Prémio Januário Godinho, promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, que foi entregue na passada sexta-feira, no Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide. O projeto de arquitetura foi da responsabilidade do gabinete VISIOARQ arquitetura, tendo como co-autores os arquitetos Vicente Gouveia, Nuno Poiarez, Pedro Afonso. A promoção da obra ficou a cargo da empresa Vetor Predileto Unipessoal.

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O prémio foi atribuído por unanimidade, tendo o júri destacado “a magnitude do interior do edifício e dos espaços exteriores e a forma como os projetistas o souberam interpretar e valorizar, tendo o projeto refletido a adequação do programa à pré-existência.” Do projeto foi valorizada, também, “a integração do novo edifício quanto à escala, volumetria e implantação”.

De acordo com a ata do júri O edifício, construído no último quartel do século XIX, “foi cuidadosamente reabilitado em todos os seus compartimentos e dependências. Os elementos singulares e artísticos, tais como a talha em madeira trabalhada, a riqueza dos tetos em estuque, marmoreados, com artesoados e ainda mobiliário, na sua maior parte, de estilo D. José conferem a autenticidade deste Palácio. Adossado a edifício localiza-se a capela cuja talha, com frescos, pintura de teto e estuques cuidadosamente restaurados.”

Na entrega do prémio, o arquiteto Nuno Poiarez, assumindo-se como um profissional “da velha guarda que respeita o passado”, afirmou que “ao classificar de interesse municipal o edifício, a autarquia deu o input ao cliente fazendo-o acreditar que estava no caminho certo reabilitando-o na sua plenitude e foi rigorosamente reabilitado segundo as normas tradicionais antigas com todos os requisitos, mas ao mesmo tempo com todo o conforto contemporâneo e modernista”.

Por sua vez, o arquiteto Fernando Gonçalves, da empresa promotora, destacou o investimento feito para salvaguardar um edifício histórico. “O prémio significa o reconhecimento de um trabalho em que nós apostamos, uma reabilitação feita com rigor e o culminar de um desafio enorme e de um investimento na ordem dos 5 milhões de euros”.

Para a diretora do Departamento de Urbanismo da Câmara Municipal, Francisca Magalhães, que também integrou o júri, este prémio “é um estímulo à reabilitação, não sendo o único, este pretende promover a qualidade da reabilitação”. Segundo a responsável “o conjunto destas ações demonstram a vontade política que existe na promoção da reabilitação urbana”.

Com o valor de 7 mil euros, o prémio divide-se em 2 mil euros para o promotor e 5 mil euros para a equipa projetista. Na fachada do edifício premiado será colocada uma placa com a menção do prémio e o ano em que foi atribuído.

Refira-se que o renascimento do Palácio da Igreja Velha começou a escrever-se em 2012 quando a Telhabel adquiriu este singular património histórico, então degradado e com futuro incerto, para o recuperar e reabilitar.

Esta imponente construção, edificada em 1881 ao estilo barroco, com duas torres acasteladas e uma capela de estilo neogótico, dedicada a S. Francisco de Assis, está agora salvaguardada e valorizada, vocacionando-se para a realização de eventos e para hospedar quem neles participa.

A extensão do edifício mereceu ainda a atribuição recente do conceituado prémio da Architizer, plataforma online de arquitetura que reúne trabalhos de mais de 40 mil empresas de arquitetura do mundo.

Refira-se que a entrega do prémio Januário Godinho decorreu no âmbito do colóquio “A Linha do Tempo e o Tempo de Reabilitar” que reuniu um conjunto diversificado de especialistas nacionais nas áreas da arquitetura e do património em S. Miguel de Seide.

A iniciativa esteve inserida na 3.ª edição do Festival Visão’ 25 que terminou na sexta-feira.

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CABECEIRAS DE BASTO REABILITA MOSTEIRO DE S. MIGUEL DE REFOJOS

Presidente da Câmara visitou obras de reabilitação das torres da Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos

O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto visitou na passada quarta-feira, dia 24 de outubro, as obras de reabilitação do Mosteiro, mais concretamente os trabalhos de beneficiação da fachada principal e das torres sineiras, a uma altura de 42 metros.

Presidente da Câmara visitou obras de reabilitação das torres da Igreja  (1)

O presidente da Câmara fez-se acompanhar nesta visita pelos vereadores Dra. Carla Lousada e Eng. Pedro Sousa, técnicos do Município, um historiador local e ainda pelo técnico responsável da obra.

De salientar que estes trabalhos resultam de uma candidatura a fundos comunitários no montante global de 2 milhões de euros, aprovada pelo Programa Operacional Regional do Norte (Norte 2020) – designada ‘Mosteiro de S. Miguel de Refojos, Património Cultural Ímpar’ – que visa a afirmação do património histórico-cultural como produto turístico de afirmação do território de Cabeceiras de Basto na região.

A intervenção que está neste momento em curso inclui, ainda, o arranjo do adro e a instalação de um sistema eletrostático de afastamento de aves, prevendo aquela mesma candidatura estudos diversos sobre patologias e outros problemas estruturais que afetam o imóvel, sobre a antiga Botica e sobre o sistema hidráulico do Mosteiro para a melhoria do conhecimento científico e histórico deste bem.

Estas obras que contam também com o apoio e acompanhamento da Direção Regional de Cultura do Norte, têm como objetivo primordial desenvolver uma intervenção completa de proteção e salvaguarda do património edificado, assegurando a sua preservação, presente e futura.

Presidente da Câmara visitou obras de reabilitação das torres da Igreja  (2)

FORTE E ESTAÇÃO ARQUEOLÓGICA DE LOVELHE É SÍTIO DE INTERESSE PÚBLICO

Chega ao fim mais um longo processo administrativo de classificação de património de Vila Nova de Cerveira, encetado em 1977. O conjunto do Forte e Estação Arqueológica de Lovelhe está, a partir de hoje, classificado como Sítio de Interesse Público, de acordo com uma publicação em Diário da República, assinada a 19 de setembro pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Mendes.

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 “Tínhamos dois processos em vias de classificação que já se arrastavam há 40 anos e, no espaço de dois anos, após muita perseverança, foram finalmente concluídos. O Fortim da Atalaia, em 2017, e agora o Forte e Estação Arqueológica de Lovelhe estão classificados como de Interesse Público, dois desfechos de importância incalculável para a respetiva proteção, conservação e valorização futura”, reage o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira.

No caso concreto do conjunto do Forte e Estação Arqueológica de Lovelhe, o objetivo é torná-lo um espaço visitável e acessível à comunidade cerveirense e turistas porque, de acordo com Fernando Nogueira, “não há no Norte Peninsular uma estação arqueológica tão rica como o Forte de Lovelhe".

A classificação como Sítio de Interesse Público poderá viabilizar a criação do núcleo museológico de Lovelhe, a recuperação do Forte de Lovelhe e o aprofundamento da exploração das valências da Quinta do Forte de Lovelhe.

O Forte de Lovelhe e a Estação Arqueológica de Lovelhe localizam-se no lugar da Breia, na União de Freguesias de Vila Nova de Cerveira e Lovelhe.

É formado por um amplo conjunto patrimonial que inclui a Fortaleza, mas também um vasto conjunto de ruínas arqueológicas que têm vindo a ser intervencionadas desde a década de 80 pelo Prof. Doutor Carlos A. Brochado de Almeida, dando a conhecer vários vestígios provenientes das seguintes ocupações – forte setecentista – igreja medieval – villa romana – habitat da idade do ferro.

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BRAGA QUER VER "VIAS ROMANAS" RECONHECIDAS COMO ITINERÁRIO CULTURAL EUROPEU

Braga lidera candidatura das ‘Vias Romanas’ a Itinerário Cultural Europeu

O Município de Braga procedeu à entrega da candidatura das vias romanas europeias a itinerário cultural europeu durante o 8.º Forum do Conselho Europeu das Rotas Culturais, que teve lugar em Görlitz, na Alemanha. O dossiê foi entregue pelo vereador do Património, Miguel Bandeira, ao director do Instituto de Itinerários Culturais do Concelho da Europa, Stefano Dominioni.

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“Este é um passo fundamental para o reconhecimento da importância de Braga no contexto da rede de vias romanas europeias e para a projecção internacional do nosso património”, salientou Miguel Bandeira.

O Forum do Conselho Europeu das Rotas Culturais teve a participação dos mais altos representantes das instituições ligadas à gestão do património cultural e turístico das cerca de três dezenas de rotas culturais actualmente classificadas. Este encontro constituiu o momento oportuno para a troca de ideias e experiências entre os mais diversos participantes, e o lugar privilegiado para se promover a divulgação do vasto e rico património arqueológico Bracarense.

A Cidade de Braga esteve presente em associação com a rota romana “Via de La Plata”, representando as cidades de Gijón (Espanha), Ljujbljana (Eslovénia), Arlon (Bélgica), Alésia (França) e Udine (Itália), que se espera venha a ser classificada como Itinerário Cultural Europeu, titulo atribuído pelo Conselho da Europa.

PONTE DAS TÁBULAS EM BARCELOS PASSA A SER DE USO PEDONAL

O Município de Barcelos promove a travessia pedonal, em exclusivo, da Ponte das Tábuas, sobre o Rio Neiva, de forma a defender aquela importante construção da rede viária medieval e um dos mais significativos monumentos do Caminho Português a Santiago.

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Em causa está a degradação do piso da ponte durante os últimos anos, e a impossibilidade de se garantir a estabilidade estrutural, pela circulação de automóveis e principalmente de máquinas agrícolas, que implica um risco para a segurança do monumento e para os seus utilizadores. A ponte ficará encerrada a todo o trânsito motorizado, destinando-se apenas à passagem de peões e de ciclistas.

O piso da ponte será alvo de obras de conservação e de restauro, para a reposição de algumas lajes degradadas.

A Ponte das Tábuas situa-se na extrema das freguesias de Aguiar, Balugães e Cossourado, e está documentada desde 1135, tendo sido beneficiada durante os inícios do século XVII, por ocasião da reforma viária da Dinastia Filipina.

A antiguidade da ponte atesta a importância do lugar na passagem do rio e por este lado do vale do Neiva, por onde passava a estrada medieval entre o Porto e Ponte de Lima, e por essa via, o acesso mais importante a Compostela em território português, durante as Idades Média e Moderna.

Hoje, ainda é calcorreada por dezenas de peregrinos que todos os dias seguem pelo território de Barcelos, em direção a Santiago de Compostela.

ESTADO ENTREGA ESTAÇÃO RADIONAVAL DE APÚLIA E FORTE DE S. JOÃO BAPTISTA AO MUNICÍPIO DE ESPOSENDE

Esposende viveu, hoje, um dia histórico e emblemático, com a assinatura do Auto de Entrega de uma parcela de terreno da Estação Radionaval de Apúlia e a assinatura do Auto de Cedência do Forte de S. João Baptista ao Município.

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A cerimónia decorreu junto ao Forte de S. João Baptista, com a presença do Secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, e revestiu-se de particular simbologia, porque encerra um processo com duas décadas, como salientou o Presidente do Município, Benjamim Pereira, considerando que Esposende recebe uma “prenda dupla” no ano em que celebra as bodas de prata da elevação a cidade.

Em causa está a aquisição de uma parcela de terreno de 35 560 metros quadrados da antiga Estação Radionaval de Apúlia, pelo montante de 936 mil euros, e a cedência do Forte de S. João Baptista, por um período de 50 anos, pelo valor de 204 mil euros, sendo que o Município terá que realizar investimentos de 1,5 milhões de euros na requalificação deste imóvel.

Ambos os imóveis estão devolutos há vários anos, apresentando evidentes sinais de degradação. Por via deste acordo com a Administração Central, ambos passam para a posse da Câmara Municipal de Esposende que, no âmbito de uma parceria com a Universidade do Minho, irá criar duas unidades dedicadas à investigação e tecnologia marinhas. Assim, na Estação Radionaval de Apúlia ficará instalado o Instituto Multidisciplinar de Ciência e Tecnologia Marinha (IMCTM) e no Forte de S. João Baptista será criado o Centro de Divulgação Científica de Atividades Marinhas (CDCAM), sendo que, neste caso, a parceria envolverá outras entidades, para além da Universidade do Minho.

O Presidente da Câmara Municipal expressou a sua satisfação por ver concluído um processo que se arrastou no tempo e que foi sofrendo sucessivos avanços e recuos. Reconheceu, contudo, a complexidade do processo e afirmou o empenho e determinação do Município na alienação destes espaços. Benjamim Pereira frisou que estes imóveis implicaram investimento do Município, só possível graças à boa situação financeira da Câmara Municipal, considerando que este desfecho foi para o bem da comunidade e do próprio país, atendendo aos projetos que irão ser desenvolvidos.

Com sentido de realização, mas com os olhos postos no futuro, Benjamim Pereira afirmou que o Município já está a trabalhar com vista à execução dos referidos projetos e que pretende aproveitar eventuais oportunidades de financiamento. Assumindo que a responsabilidade do Município começa agora, referiu que, no imediato, o trabalho passa pela limpeza e vedação destes espaços, a par do desenvolvimento dos projetos..

Focado no projeto de desenvolvimento traçado para Esposende, Benjamim Pereira afirmou empenho e determinação na sua concretização e apontou um conjunto de investimentos, alguns em curso e outros em vias de execução, assegurando que “há estabilidade nas políticas do Município”.

Concluiu com agradecimentos ao Governo e a todos quantos estiveram envolvidos na concretização dos atos hoje formalizados.

“Os fins públicos que estes edifícios serviram durante muitos anos vão agora ser substituídos por outros serviços, também eles em benefício de Esposende, do Norte, de Portugal e dos Portugueses”, afirmou o Secretário de Estado da Defesa Nacional.

Marcos Perestrello reconheceu que o processo foi longo, assinalou, contudo, que o desfecho foi positivo, na medida em que prevalece o caráter público destas infraestruturas. Saudou, assim, o acordo alcançado e os benefícios que dele resultam, salientando que tanto a Câmara Municipal como o Governo fazem uma “gestão exigente” dos recursos. Assumiu, de resto, que a Administração Central não consegue tratar a totalidade do seu património sem a parceria das autarquias.

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AMARES SENSIBILIZA JOVENS PARA A DEFESA DO PATRIMÓNIO

Município de Amares sensibiliza os mais novos para a riqueza patrimonial do concelho. Iniciativa marca arranque das Jornadas Europeias do Património

“Partilhar Memórias” com os alunos do 1º ciclo” do Agrupamento de Escolas de Amares foi a atividade que marcou, esta manhã, o arranque das Jornadas Europeias do Património, integradas no Ano Europeu do Património, assinalado também no concelho.

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“O Município de Amares preparou um conjunto de atividades que pretende chamar a atenção dos amarenses para o nosso património e, em particular, criar nos mais jovens um novo olhar, mais atento e apaixonado, sobre aquilo que representa determinado património e que tem uma história associada, que atravessa gerações e séculos de vida”, começou por referir vice-presidente da Câmara de Amares e vereador da Cultura, Isidro Araújo.

“Convidámos, neste sentido, algumas pessoas ligadas à comunidade a partilhar com os mais novos a sua paixão pelo nosso património (i) material, as suas histórias de vida e memórias para que perpetuem no tempo e possam servir de incentivo à perseveração e valorização daquilo que faz parte das nossas raízes e da nossa cultura”.

Jornadas decorrem até domingo

A iniciativa prolonga-se até domingo. Amanhã, dia 29, pelas 9h00, vai decorrer uma visita histórica guiada, sob o tema “Explorando a Abadia” e à noite realiza-se a encenação da obra do Padre António Vieira, “Sermão de Santo António aos Peixes”, seguida de uma conferência sobre a vida e obra do mesmo, no Mosteiro de Santo André de Rendufe.

Durante o fim de semana três dos monumentos mais emblemáticos do concelho de Amares: Mosteiro de Rendufe, Santuário de Nossa Senhora da Abadia e o Mosteiro de Santa Maria de Bouro estão de portas abertas ao público.

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