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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA: PROJECTO DO PARQUE DAS SETE FONTES E PLANO DE URBANIZAÇÃO FORAM APRESENTADOS EM SESSÃO PÚBLICA

Iniciativa realiza-se dia 8 de Fevereiro no Museu D. Diogo de Sousa

No próximo dia 8 de Fevereiro, pelas 09h30, está agendada uma sessão pública no Museu D. Diogo de Sousa onde será apresentado e aberto à discussão a versão preliminar do Plano de Urbanização das Sete Fontes e o respectivo projecto paisagístico para o Parque das Sete Fontes.

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A proposta técnica para elaboração do Plano de Urbanização para as Sete Fontes está praticamente concluída, estimando-se que seja enviada à CCDR-N até final do presente mês. No entanto, afigura-se necessário prorrogar por nove meses o seu prazo de elaboração para garantir que as entidades tutelares envolvidas tenham tempo para apreciar e pronunciar-se sobre os referidos documentos. Este pedido de prorrogação será submetido a votação na reunião do Executivo Municipal agendada para a próxima Segunda-feira, dia 13 de Janeiro.

Para Miguel Bandeira, vereador do Município de Braga, este é um momento ´há muito tempo desejado pela cidade e pelos cidadãos que, ao longo dos anos, se bateram pela salvaguarda e valorização´ das Sete Fontes. “É o culminar de um longo e intenso trabalho que envolveu uma equipa interdisciplinar nacional e internacionalmente reconhecida, com os mais altos níveis de competência científica, e o consumar de uma etapa importante. Seguem-se agora outros objectivos imprescindíveis à finalidade de construção do Parque Público, nomeadamente a cooperação e negociação com os proprietários. Prosseguimos fortemente empenhados neste desígnio”, garante. 

Após a apresentação da proposta técnica na sessão pública seguir-se-ão as restantes fases de trabalho, designadamente os pareceres e a concertação com as diversas entidades envolvidas, a participação pública e, finalmente, a aprovação formal do Plano.

“Queremos um processo transparente e participado”

O Município de Braga tem em curso um programa para as Sete Fontes capaz de afirmar a sua salvaguarda, viabilizar o seu usufruto pela população, assegurar o enquadramento urbanístico e potenciar o seu valor patrimonial e paisagístico.

“Queremos que este seja um projecto permanentemente escrutinado, transparente e participado”, refere Miguel Bandeira, lembrando que todo o desenho proposto procura assegurar a conservação e a valorização do monumento nacional; a salvaguarda da adução de água ao monumento e a gestão das águas pluviais.

Para além da dimensão de protecção de salvaguarda e conservação deste Monumento Nacional, procura-se promover um desenho que facilite a apropriação dos sistemas naturais (regeneração de habitats, promoção e instalação de novos habitats, os caminhos da água, a vegetação existente, etc...) sem deixar de se considerar a dimensão social e recreativa do espaço que se pretende criar.

DOSSIER DAS "FORTALEZAS ABALUARTADAS DA RAIA" CHEGA À UNESCO

Dossier das “Fortalezas Abaluartadas da Raia” chega à UNESCO

Após longos meses de trabalho intenso, foi formalmente entregue, dia 18 de dezembro, na Comissão Nacional da UNESCO, em Lisboa, o dossier de candidatura das “Fortalezas Abaluartadas da Raia” a Património da Humanidade.

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A candidatura do processo de classificação das “Fortalezas Abaluartadas da Raia” à Lista do Património Mundial foi conduzida, coordenada e preparada em estreita colaboração com as comunidades locais dos Municípios de Almeida, Elvas, Marvão e Valença, através dos seus representantes, com equipas multidisciplinares de distintas competências, e com a colaboração de investigadores e especialistas de várias instituições de ensino superior.

O Bem objeto da candidatura, materialmente importante pela extensão e pelos exemplares que a enquadram, é composto pela Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas (já classificada pela UNESCO em 2012) e pelas fortificações abaluartadas de Almeida, Marvão e Valença, centrando-se na existência de uma Raia evocadora de património cultural imaterial, corporizado no património construído, coerente e multiforme, das Fortalezas Abaluartadas – uma rede estruturada de povoamento que não se confina apenas ao interesse da defesa e correlativos aspetos militares.

A candidatura apresenta-se em série, confinada à excelência de fortificações abaluartadas na fronteira de Portugal, mas tendencialmente aberta à agregação de outros exemplares similares.

Tratando-se de uma candidatura em série (pouco habitual e, em Portugal, a primeira desse tipo), implicou um inovador e aturado trabalho de articulação entre os diferentes parceiros, resultando em aprofundado conhecimento dos valores patrimoniais em presença, ao longo dos cerca de 1300 Km da fronteira terrestre.

António Machado (Almeida), Nuno Mocinha (Elvas), Luís Vitorino (Marvão) e Manuel Lopes (Valença), são os atuais líderes municipais responsáveis por esta candidatura, e estão convictos de que, um possível reconhecimento pela UNESCO irá certamente potenciar o valor universal dos quatro Sítios candidatos e, consequentemente, elevar o número e a qualidade dos afluxos turísticos que procuram lugares distintos, únicos e de valor excecional.

ARCOS DE VALDEVEZ RECUPERA MIRADOUROS

Câmara Municipal de Arcos de Valdevez recupera miradouros em vários pontos do concelho

A Câmara Municipal recuperou miradouros em vários pontos do concelho, nomeadamente em S. Mamede, Senharei, no Monte do Castelo, na Estrica, em Sistelo, em Cabana Maior e em Tibo, na Gavieira.

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Estes miradouros são alguns dos vários pontos de interesse do concelho, onde se pode apreciar uma bela paisagem.

Foram colocadas placas de apoio à interpretação da paisagem, com uma nova imagem, bem como recuperados os pisos dos recintos.

Com estas intervenções é, agora, possível desfrutar destes espaços de uma forma mais aprazível e com mais segurança.

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UNESCO RECONHECE FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS COMO ORGANIZAÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL (ONG) PARA A SALVAGUARDA DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL

A Federação de Folclore Português recebeu a acreditação, da UNESCO, enquanto Organização Não Governamental (ONG) no âmbito da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial.

Com este reconhecimento institucional a FFP recebe a alta distinção da UNESCO para os assuntos do património cultural imaterial e valida a nossa instituição enquanto entidade de reconhecido mérito neste campo da cultura.

É o reconhecer do trabalho árduo de um movimento de gente que ama a sua pátria e o ser Português.

Agradecemos o apoio da Fundação INATEL neste processo, que se tornou fulcral para que tal fosse possível.

Portugal está de parabéns! Os folcloristas portugueses estão de parabéns!

Prof. Dr. Daniel Calado Café

Presidente da Direção

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LAGOAS DE PONTE DE LIMA SOMAM 19 ANOS DE EXISTÊNCIA

A Área de Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro d'Arcos celebra, no próximo dia 11 de dezembro, 19 anos desde a data da sua criação.

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As comemorações terão início no dia do aniversário, com o cantar de parabéns às Lagoas pelos participantes do programa de apoio às Áreas Projeto, que terão direito a bolo e champanhe (sumo).

Segue-se, no dia 14 de dezembro, ‘Um Dia Aberto na Quinta de Pentieiros’, com entradas e atividades gratuitas, promovidas pelo Serviço Área Protegida e pelos seus parceiros. Passeios de pónei e de charrete, visitas guiadas e o circuito de arborismo vão animar o dia dos participantes que se quiserem juntar a nós.

No dia 15, e para assinalar o Dia Internacional das Montanhas, será realizado o Percurso Pedestre de Montanha - o ‘Trilho do Lobo Atlântico’ (8,5 km). O ponto de encontro será a Quinta de Pentieiros, de onde os participantes sairão de autocarro para o início do percurso, no lugar do Cerquido.

Não falte! Contamos com a sua presença!

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CERVEIRA CONCESSIONA CASTELO QUE SERÁ INAUGURADO COMO HOTEL EM 2021

Assinado contrato de concessão do Castelo de Cerveira com inauguração desejada para as comemorações dos 700 anos do Município

A Secretária de Estado do Turismo, Engª Rita Marques, presidiu, esta manhã, à cerimónia de assinatura do Contrato de Concessão do Castelo de Vila Nova de Cerveira no âmbito do Programa REVIVE, com a presença do promotor vencedor do concurso, Eurico da Fonseca. O Presidente da Câmara Municipal sublinhou “um passo fundamental para a abertura de portas do ex-libris do concelho” transformado em hotel, havendo já uma data ideal e consensual para a inauguração: a comemoração dos 700 anos da fundação de Vila Nova de Cerveira, a 1 de outubro de 2021.

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Encerrado desde finais de 2008, o Castelo de Vila Nova de Cerveira conheceu, hoje, mais um desenvolvimento no seu longo processo de revitalização. Após a divulgação, em outubro, da proposta vencedora ao abrigo do Programa governamental REVIVE, o concessionário Eurico da Fonseca oficializou o projeto de uma unidade hoteleira de 4 estrelas com a assinatura do contrato.

Com ligação ao ramo imobiliário há mais de 20 anos, o investidor Eurico da Fonseca enalteceu “as caraterísticas diferenciadoras do Castelo de Cerveira” que justificam um projeto de sucesso. “Acredito muito na interação da comunidade com os turistas, e esta autenticidade confere a este projeto aquilo que eu considero de único. Desde que soube que o imóvel ia integrar o REVIVE, soube que era uma boa oportunidade, e confirmei essa minha vontade quando me desloquei para estudar a operação durante alguns meses”, realçou o responsável pela recuperação do imóvel transformado num hotel, com 41 quartos e a criação de cerca de 20 postos de trabalho diretos, e cuja abertura desejada é 2021.

Fundamentando a importância do ano 2021 para Vila Nova de Cerveira, o Presidente da Câmara Municipal relembrou que se assinalam os 700 anos da fundação do concelho, através da atribuição do foral pelo Rei D. Dinis, pelo que “é vontade do promotor juntar-se à programação de comemoração e presentear Cerveira com uma belíssima prenda de aniversário: abertura de portas do Castelo de Cerveira, a dignidade que merece, devolver-lhe a utilização e assim contribuir para a dinamização da economia local e para atratividade turística regional e nacional”. E rematou: “Seria uma belíssima prenda de aniversário a abertura de portas do Castelo de Cerveira no dia 1 de outubro de 2021”.

A Secretária de Estado do Turismo, Engª Rita Marques, salientou o impacto do Programa REVIVE, “na requalificação de ativos que, na sua maioria, se encontravam em estado devoluto ou em estado degradação evidente, e fomentar parcerias público-privadas para criar novas dinâmicas turísticas e disponibilizá-las aos públicos”. A governante elogiou “o enquadramento cénico extraordinário do Castelo de Cerveira”, e “o papel do município em prol da dinamização turística e cultural, cabendo ao governo também fazer o seu papel”.

O Castelo de Vila Nova de Cerveira é uma fortaleza medieval de estilo gótico, construído em 1320 por ordem do rei D. Dinis, e que alberga a antiga Igreja da Misericórdia, a antiga Casa dos Governadores, a cadeia e outros anexos. Situado no centro de Vila Nova de Cerveira e junto à estação ferroviária, o Castelo de Vila Nova de Cerveira dispõe de uma vista privilegiada para o Rio Minho, que traça a fronteira natural com Espanha, que está do outro lado da margem. Este complexo foi adaptado a Pousada entre 1982 e 2008.

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PELOURINHO DE PAREDES DE COURA PERTENCE AO MUNICÍPIO DESDE 1909

Em resposta à Direcção Geral da Fazenda Pública, relativamente à pertença do Pelourinho de Paredes de Coura, a Direcção de Finanças do Distrito de Viana do Castelo respondeu em 16 de Novembro de 1942  ao Director Geral da Fazenda Pública - Repartição do Património, que o referido Pelourinho de Paredes de Coura está afecto à Câmara Municipal do referido concelho desde 1909 ou 1910, data em que foram reunidas as diferentes peças de que é constituído e se encontravam dispersas por várias localidades, o colocou no local onde hoje (1942) se encontra, isto é, no largo em frente dos Paços do concelho. Direcção de Finanças de Viana do Castelo.

O pelourinho, outrota também designado por picota, consistia numa coluna de pedra onde era exercida a justiça a justiça sobre aqueles que eram punidos por actos criminosos, sendo por tal considerados símbolos da liberdade municipal. Situam-se geralmente frente aos paços do concelho das diversas municipalidades pelo menos desde o século XII,tendo desde o século XV servido para a execução de penas capitais.

De estilo românico, gótico ou manuelino, os pelourinhos são geralmente constituídos por uma base cobre a qual assenta a coluna que é encimada por um capitel on apresentavam uma espécie de guarita, com grades de ferro.

Em relação especificamente aos pelourinhos de Paredes de Coura, o site https://www.visitarportugal.pt/ refere-nos o seguinte:

“Com a honra de obtenção de dois Pelourinhos, o primeiro obtido em 1257, outorgado por D. Afonso III, e o segundo através do documento do novo foral em 1515, por D. Manuel I, mantendo-se assim como concelho até à atualidade através dos seus dois elementos como o Pelourinho e a Antiga Prisão.

Contudo, o Pelourinho esteve perdido e desmantelado durante muitos anos, vindo a ser reconstruído em 1909, com materiais de fragmentos da picota original, integrando também elementos datados da reconstrução.

De uma simplicidade, ergue-se sobre um pedestal de três degraus quadrangulares, também quadrangular o plinto em que assenta a base da coluna. O fuste cilíndrico e liso, rematado no topo também por uma moldura lisa, como indicação de capitel. Este é encimado por dois cilíndricos de faces côncavas, rematados com tabuleiros quadrangulares, um sobre o outro. Aqui pousa o remate propriamente dito, constituído por uma grande esfera lisa com o escudo nacional adossado e coroado por um cone esguio.

No decorrer do ano de 1933, este monumento foi classificado como Imóvel de Interesse Público.”

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VILA PRAIA DE ÂNCORA: EM MEADOS DO SÉCULO PASSADO A ANTA DA BARROSA ERA PROPRIEDADE PARTICULAR

De acordo com correspondência trocada entre a Câmara Municipal de Caminha e a Direcção Geral da Fazenda Pública, durante o período compreendido de 16 de Novembro de 1942 a 16 de Março de 1943, a Anta da Barrosa, no concelho de Caminha, era à época propriedade particular e pertencente aos herdeiros de Rodrigo Rocha, da Vila da Praia de Âncora, que eram Maria José Rocha e Lídia Teresa Rocha.

Por seu turno, a Ponte de Vilar de Mouros sobre o Coura, no concelho de Caminha, fazia já parte da Estrada Municipal e foi reparada pelo Estado, por intermédio da Direcção dos Edifícios e Monumentos Nacionais.

Fonte: Arquivo do Ministério das Finanças

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QUEM ACODE AO NOSSO PATRIMÓNIO? – PELOURINHO DO SOAJO NÃO É ESTEIO PARA CÂMARAS DE VÍDEOVIGILÂNCIA!

O Pelourinho do Soajo é Monumento Nacional, classificado por Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910. Não obstante, acabem de lhe pendurar uma câmara de videovigilância como se de um vulgar esteio se tratasse… um autêntico atentado ao património que deve ser reprimido!

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“O antigo couto de Eiró, que esteve anexo ao Mosteiro de Ermelo, recebeu muitos privilégios ao longo dos séculos, e teve foral dado por D. Manuel em 1514. O concelho foi extinto no século XIX, e integrado em Arcos de Valdevez. Conserva um pelourinho, levantado diante do antigo edifício dos Paços do Concelho.

O pelourinho assenta directamente em plataforma de três degraus quadrangulares de aresta, de factura muito tosca, e bastante desgastados. A coluna é cilíndrica, mas igualmente muito tosco, tendo secção ligeiramente menor na base. Não existe capitel; o topo da coluna, de talhe arredondado, é simplesmente ornado com uma carranca esquemática, aparentemente representando um rosto sorridente. O remate é constituído por uma laje triangular, ao modo de ábaco ou tabuleiro, bastante saliente.

O monumento é muito curioso, e também difícil de caracterizar, masmo em termos cronológicos. Várias explicações têm sido adiantadas para a representação do topo do fuste, mas nenhuma é consistente. Tratar-se-à de um pelourinho relativamente tardio, que alguns autores têm considerado do século XVII. A cara, redonda, poderá ter um simbolismo solar, ou lunar.”

Sílvia Leite / http://www.patrimoniocultural.gov.pt/

Foto: Tatiana Martinho

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CERVEIRA VALORIZA PATRIMÓNIO CULTURAL

Cerveira elogiada pela dinamização de eventos que valorizam o património cultural e envolvem grupos de cidadãos

O Município de Vila Nova de Cerveira participou, entre 18 e 21 de novembro, em Leece (Itália), no II Meeting "PUnCH: Participação de cidadãos não-representados para a valorização do Património Cultural", no qual foi convidado a partilhar boas práticas culturais que interligam o património cultural à interação da comunidade local e à atratividade turística. Consórcio de 16 parceiros enalteceu a dinâmica existente no concelho reconhecido como ‘Vila das Artes’.

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A população portuguesa destaca-se entre todos os Estados-Membros pelo valor que atribui ao património cultural para o próprio país (96%), e 84 % dos inquiridos defende que as autoridades públicas devem atribuir mais recursos ao património cultural da Europa. Estas são algumas das conclusões retiradas do “Eurobarómetro 466 - Património Cultural Os Europeus e o Património Cultural” (setembro 2017), e que serviram de diagnóstico para a implementação do projeto ‘PUnCH’.

Contudo, há ainda dados preocupantes, e no caso de Portugal, 69% dos inquiridos afirmam que não estão envolvidos, de alguma forma, com o Património Cultural e 45% destacam a falta de interesse (contra 31% média EU) como a principal barreira para não aceder a locais ou atividades relacionadas com o património cultural.

Neste sentido, uma rede de 16 parceiros (quatro Associações de Municípios, cinco Municípios e sete Organizações da Sociedade Civil) de 11 Países da UE, República do Norte da Macedónia e Sérvia, juntaram-se para executar o projeto ‘PUnCH’, cujo principal objetivo é dar a jovens desfavorecidos e grupos sub-representados a oportunidade de intervir no debate sobre o futuro da Europa, em geral, e as políticas da UE sobre a valorização do património cultural, em particular.

Após a reunião de lançamento do projeto em França, as entidades parceiras reuniram-se, entre 18 e 21 de novembro, em Leece (Itália), onde se promoveu um encontro de inclusão social através da valorização do patrimônio tangível: recolha de boas práticas. Representado por dois técnicos municipais, Vila Nova de Cerveira apresentou a vasta programação cultural anual, tendo sido muito elogiado pela realização de eventos que, à valorização do património cultural e da atratividade turística, conseguem associar um forte cariz comunitário, como por exemplo a ‘Queima de Judas’ e ‘O Crochet Sai à Rua’.

A essência deste projeto também foi apresentada a nível local, a 12 de novembro, nomeadamente ao serviço cultural da autarquia, à Fundação Bienal de Arte de Cerveira e à direção de alguns museus do concelho, com o propósito de ficarem a conhecer o objetivo do ‘PUnCH’, a auscultação e recolha de sugestões de oportunidades de inclusão social através da valorização do Património Tangível.

A execução deste projeto europeu contempla seis encontros internacionais, pelo que ainda está previsto um Meeting em Vila Nova de Cerveira e que vai focar a Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira, em setembro de 2020; há ainda uma reunião em Valência (Espanha) para abordar as oportunidades de inclusão social através da valorização do património imaterial; em Larissa (Grécia) para aprofundar a importância do património digital; e o encontro final está agendado para a Polónia.

A decorrer em Capitais Europeias da Cultura da UNESCO, edifícios históricos renovados e reutilizados para a inclusão social de jovens desfavorecidos, estes encontros contam com um total de 450 participantes diretos e o envolvimento de mais de 40.000 participantes indiretos.

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CERVEIRA ACOLHE SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE PATRIMÓNIO

Seminário Internacional “Património Mundial, Património Vernáculo & Património de Terra” reúne especialistas internacionais

Com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova Cerveira e a Fundação da Bienal de Cerveira, a Escola Superior Gallaecia está a organizar, ao longo desta sexta-feira, o Seminário Internacional “Património Mundial, Património Vernáculo e Património de Terra”, contando com a presença de especialistas provenientes da Nova Zelândia, Irão, França, Itália, Espanha e Portugal. Autarca Fernando Nogueira presidiu à sessão solene de abertura, evocando exemplos de preservação do património e das boas práticas urbanísticas implementadas no concelho.

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Dinamizado através do projeto europeu de investigação 3dPast “Leaving and virtual visiting European World Heritage” sob a coordenação da Escola Superior Gallaecia (Portugal), com a parceria da Università degli Studi di Firenze (Itália) e da Universitat Politècnica de València (Espanha), este debate de cariz internacional tem como finalidade proteger o património português, através da partilha de informação e de ações de sensibilização.

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira aceitou o convite para presidir à sessão de abertura, com a Diretora-Geral da Direção Geral do Património Cultural, Paula Araújo da Silva e a presidenta da ESG, Mariana Correia. Fernando Nogueira sublinhou que “Vila Nova de Cerveira tem sido um município particularmente atento às alterações urbanísticas, prestando atenção às freguesias do interior do concelho, de forma a não descaracterizar o que é o património natural e edificado de cada uma das localidades mais rurais, tentando sensibilizar e incentivar que as intervenções efetuadas no âmbito público respeitem as características vernáculas correspondentes da tipologia própria de cada local”. O edil cerveirense assegurou que “o conhecimento do impacto da arquitetura vernacular na atratividade turística aliada à existência de recursos e condições singulares, colocam a preservação e a valorização do nosso património como uma das apostas competitivas a nível turístico”.

O presente seminário conta com um vasto leque de oradores convidados, nomeadamente a Arq. Paula Araújo da Silva, Diretora-Geral do Património Cultural; a Dr.ª Regina Durighello, Diretora da Unidade de Monitorização de Património Mundial do ICOMOS Internacional de Paris; a Prof.ª Soraya Genin, Presidente do ICOMOS-Portugal; o Arq. Manuel Lacerda, Focal Point Português para o Património Mundial; a Prof.ª Mariana Correia, Presidente do Comité Cientifico Internacional ICOMOS-ISCEAH (património em terra) e Presidente da esGallaecia; o Diretor da Escola de Arquitetura da Universidade de Florença; Prof.ª Camilla Mileto e Prof. Fernando Vegas, responsáveis do grupo de património vernáculo da Universidade Politécnica de Valencia; especialistas internacionais como Arq. Ian Bowman (Nova Zelândia), Dr. Rasool Vatandoust (Irão), e especialistas nacionais como o Prof. Gilberto Carlos, a Prof.ª Ana Lima e a Prof.ª Goreti Sousa, do Centro de Investigação Ci-ESG, da Escola Superior Gallaecia.

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BOM JESUS PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE É TEMA DO CONCURSO MUNICIPAL DE FOTOGRAFIA 2019

Inscrições a partir do dia 20 de Novembro no Museu da Imagem

‘O Bom Jesus do Monte – Património Mundial da Humanidade’ é o tema do XVI Concurso Municipal de Fotografia, uma iniciativa organizada pelo Município de Braga que visa aproximar os Bracarenses do património da Cidade.

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As inscrições, limitadas a 50 concorrentes, iniciam-se no dia 20 de Novembro, no Museu de Imagem (de terça a sexta-feira, das 11h00 às 18h30, e aos sábados das 14h30 às 18h30), implicando apenas o pagamento de uma caução que se destina a garantir a efectiva participação dos inscritos, sendo a referida caução devolvida, aquando da entrega da máquina fotográfica.

Esta edição do concurso de fotografia decorrerá nos dias 13, 14 e 15 de Dezembro e conta com o apoio dos Transportes Urbanos de Braga, que irá assegurar o transporte dos concorrentes mediante a apresentação da câmara fotografia fornecida pelo Município.

Cada concorrente poderá apontar a objectiva ao geral e ao pormenor, ao material e ao humano, ao exterior e ao interior, mas também aos rituais religiosos, costumes e tradições.

Este concurso incluirá a habitual exposição pública, a inaugurar em Fevereiro de 2020 na Fonte do Ídolo, e na qual estarão patentes os trabalhos premiados pelo júri, bem como uma fotografia de cada um dos concorrentes, nos termos do regulamento do concurso.

O tema proposto visa reconhecer e homenagear a atribuição do Santuário do Bom Jesus do Monte a Património Cultural Mundial da UNESCO, bem como estimular o interesse, a sensibilidade dos concorrentes em particular e dos turistas e cidadãos em geral, no que respeita ao seu valor histórico, artístico, cultural, religioso e paisagístico.

CASTELO DE CERVEIRA VAI SER TRANSFORMADO EM HOTEL DE 4 ESTRELAS

Autarca realça passo “decisivo” na transformação do Castelo de Cerveira em hotel de 4 estrelas

A Secretaria de Estado do Turismo anunciou, esta terça-feira, que o Castelo de Vila Nova de Cerveira deverá abrir em 2021, transformado em hotel de quatro estrelas, num investimento estimado em cerca de 3 milhões de euros. O imóvel, que integrou o Programa Revive, foi adjudicado a Eurico da Fonseca, que desenvolveu o projeto do Palácio de São Bento da Vitória, no Porto. Autarca cerveirense realça “um passo decisivo para que se concretize o propósito de devolver este imóvel ao serviço dos Cerveirenses, da economia local e dos inúmeros turistas que reconhecem o Castelo como um dos ex-libris do concelho”.

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De acordo com a nota emitida pela Secretaria de Estado do Turismo, a proposta vencedora apresentada por Eurico da Fonseca atingiu praticamente o triplo do valor base do concurso, correspondendo a uma renda anual de 33.500 euros anuais (o valor base estava fixado em 13.260 euros). O investimento estimado para a recuperação do imóvel é de cerca 3 milhões de euros, para a instalação de um hotel com um mínimo de 4 estrelas, que contará com 41 quartos, restaurante e ginásio, e cuja abertura está prevista para o final de 2021.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, “o Programa REVIVE abriu uma janela de oportunidades para a resolução de uma enorme preocupação dos Cerveirenses, após 10 anos de impasse e de abandono do Castelo”. Fernando Nogueira elogia “a atenção e celeridade” com a então Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, que liderou este processo, “culminando com uma utilização digna daquele imóvel”. “Dar vida ao nosso Castelo tem sido a bandeira do atual executivo desde 2013. Nunca desistimos e, em cinco anos de diversas reuniões e pedidos, formais e informais, finalmente temos uma solução que nos parece ser uma mais-valia para Cerveira e para os Cerveirenses, sendo já uma prenda de aniversário antecipada para os 700 anos da fundação de Vila Nova de Cerveira, que se assinala a 1 de outubro de 2021”, diz Fernando Nogueira.

Para a Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, “a conclusão do concurso do Castelo de Vila Nova de Cerveira é uma excelente notícia para a requalificação e valorização deste espaço extraordinário e para a criação de alojamento que responda à procura crescente no Alto Minho. A recuperação deste imóvel com 700 anos de história será um importante fator de geração de riqueza e de criação de emprego e comprova a importância do Revive na recuperação do nosso património público”.

A Secretária de Estado da Cultura, Ângela Ferreira, sublinha “a importância deste passo para a preservação e dinamização do património cultural português, peça chave da nossa identidade histórica, mas igualmente desafiante para o futuro de todos nós. O Castelo de Vila Nova de Cerveira deve convocar-nos para o compromisso efetivo de devolvermos o património às pessoas, dinamizando-o com a criação, também nestes espaços, de mais e melhor oferta cultural para os cidadãos”.

O Castelo de Vila Nova de Cerveira é um castelo medieval de estilo gótico, construído em 1320 por ordem do rei D. Dinis, e que alberga a antiga Igreja da Misericórdia, a antiga Casa dos Governadores, a cadeia e outros anexos. Situado no centro de Vila Nova de Cerveira e junto à estação ferroviária, o Castelo de Vila Nova de Cerveira dispõe de uma vista privilegiada para o Rio Minho, que traça a fronteira natural com Espanha, que está do outro lado da margem. Este complexo foi adaptado a Pousada entre 1982 e 2008.

Até ao momento foram lançados concursos relativos a 19 imóveis no âmbito do Revive – programa lançado em 2016 que tem como missão promover e agilizar os processos de rentabilização e preservação de património público devoluto, tornando-o apto para a atividade turística.

Com o Castelo de Vila Nova de Cerveira, passam a ser 11 os imóveis adjudicados ao abrigo do Programa Revive, o que representa um investimento de 103 milhões de euros.

Foto: Gilberto Coutinho

ALUNOS DE CELORICO DE BASTO VISITAM IGREJAS DO ROMÂNICO

Alunos do 4º Ano do ensino Básico de Celorico de Basto visitaram igrejas do românico

Visitas contemplaram a Igreja do Divino Salvador de Ribas, a Igreja de Santa Maria de Veade e a Igreja do Divino Salvador de Fervença.

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Durante a última semana, 6 turmas do 4º ano do Agrupamento de Escola de Celorico de Basto visitaram as igrejas de Celorico de Basto que integram a Rota do Românico, um projeto pedagógico proposto pela Rota do Românico ao Município de Celorico de Basto e ao Agrupamento de Escolas.

No dia 9 de outubro, duas turmas estiveram na igreja do Divino Salvador de Ribas durante a tarde onde puderam ver e aprender as características do estilo arquitetónico presentes no edifício.

Segundo Emilia Machado, técnica da Rota do Românico, “este é o projeto pedagógico inserido no serviço educativo da Rota direcionado às crianças do 4º ano do ensino básico. O mesmo foi apresentado ao Município e ao Agrupamento em Julho por forma a, no arranque do ano letivo, constar no plano curricular ou nas atividades propostas para as crianças desse ano de estudos. O Projeto decorre durante todo o dia com dois momentos específicos. Durante a manhã em contexto sala de aula onde abordamos a história e a formação de Portugal, as características do Românico e a Rota do Românico. À tarde visitamos um monumento integrado na Rota do românico o mais próximo possível da escola, onde lhes mostramos as características do românico”. 

O Românico é um estilo arquitetónico muito marcante no concelho de Celorico de Basto como nos reportou o Vereador da Educação e Cultura do Município de Celorico de Basto. “Temos características marcantes do Românico pelo nosso território, com grande visibilidade nas igrejas e no Castelo de Arnoia, mas existem outros monumentos no concelho com muitas referências deste período como é o caso do Mosteiro de S. Bento de Arnoia” disse o autarca que olha para este projeto como uma forma positiva de dar a conhecer o “património edificado, as marcas do românico, a nossa história, para que a mesma se perpetue e se preserve da melhor forma, porque é a marca da nossa identidade. Apoiamos este tipo de iniciativas porque é nas escolas, com os mais jovens, que deve ser incutido o gosto pela património, este saber conhecer e saber valorizar”.

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