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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA: “RUSGUS VICENTINUS” VISITOU O ANTIGO CONVENTO DO SALVADOR - – ATUAL LAR CONDE DE AGROLONGO

No âmbito do projeto "O Rusgus Vicentinus visita", a Rusga de S. Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho, levou a efeito a última edição deste ano, dedicada ao antigo Convento do Salvador, atual Lar Conde de Agrolongo em Braga. Tal como na última visita à Escola Sá de Miranda e ao Solar de Infias ou Vale Flores, em território vicentino, contamos uma vez mais, com o muito saber do investigador e especialista em História de Arte, Eduardo Pires de Oliveira, na condução da visita.

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Após as boas-vindas por parte da direção do Lar Conde de Agrolongo, a visita teve o seu início na igreja do antigo convento das freiras beneditinas, onde Eduardo Pires de Oliveira (EPO), começou por contextualizar a instalação daquela comunidade religiosa em Braga, vinda da freguesia de Vitorino das Donas, Ponte de Lima. A decoração interior do templo, ao estilo barroco, deixa transparecer, o que se torna comum ou recorrente em conventos femininos, ou seja, uma arte mais aprimorada, mais cuidada e, em alguns casos, mais rica. Segundo EPO, poder-se-á dizer que aquele espaço religioso, está muito em linha com o conceito de 'arte total' alemão. Ou seja, não se consegue identificar em todo o seu interior, um espaço vazio ou parede em branco. Tudo se encontra revestido, seja por talha, pintura, cantaria, azulejo, vitrais, ou outro tipo de materiais. Como peças a merecer destaque, a imponência do púlpito, o altar-mor, o órgão de tubos, o arco sanefa e as pinturas dos caixotões do teto.

Da igreja passou-se à sacristia, para se ver a riqueza do arcaz (móvel de grandes dimensões com gavetões), onde se guardam os paramentos, toalhas de altar e demais alfaias litúrgicas. O terceiro ponto da visita, foi o museu. Local onde se guarda e mostra uma parte muito significativa e substancial da história da instituição. Aí, o nosso guia optou por começar pela dependência dedicada em exclusivo ao grande benemérito da Instituição, José Francisco Correia, mais conhecido por Conde de Agrolongo. Depois, foi percorrer os muitos corredores de vitrines, onde se pode ver de tudo um pouco, como: uma enorme variedade de paramentos, dos mais sóbrios aos mais ricos em termos de materiais e ornamentos, Capas de Asperge, Véus Umerais, pálios, lanternas, oratórios, imagens e crucifixos, mais que muitos, redomas com santos, quadros com pinturas ou estampas, castiçais, conjuntos de jarras de flores, jarrões, serviços de pratos, de chá e café, faqueiros, entre muito outro espólio, associado aos diferentes tempos e vivências da secular instituição.

Do museu passamos diretamente para o claustro. Aí, tivemos oportunidade de constatar as diferentes fases de construção do mesmo. Ao nível do piso térreo, a arcaria do primitivo claustro é bastante sóbria. Ao nível do primeiro piso, uma arcaria já bastante mais elaborada, correspondente aos obras de requalificação do espaço, mandadas executar pelo benemérito Conde de Agrolongo, sendo o projeto da responsabilidade de Moura Coutinho.

Terminamos a visita no Salão Nobre, onde Eduardo Pires de Oliveira sugeriu que, com os inúmeros quadros que cobrem as quatros paredes, com pinturas ou retratos dos inúmeros membros que já serviram a instituição, se poderia reconstituir uma parte muito significativa da vida social bracarense. Daria um interessantíssimo trabalho de investigação académica, rematou. Refira-se a propósito, que Eduardo Pires de Oliveira, o nosso 'guia de serviço', é autor de um trabalho monográfico relativo à instituição Conde de Agrolongo.

O projeto "O Rusgus Vicentinus visita", é mais um projeto da Rusga de São Vicente de Braga - GEBM, que leva já mais de uma dezena de anos e, visa promover a visita a sítios, territórios e respectivas comunidades, ou monumentos de interesse histórico e patrimonial. Sempre assessorados por especialistas bastante conhecedores ou com trabalhos e/ou publicações relativos aos locais selecionados para visitar. É já bastante extensa a lista de locais visitados, quer a nível local, concelho de Braga,  quer a nível nacional, nomeadamente; Chaves, Miranda do Douro, Viseu, Guimarães, Bragança, Barcelos, Boticas, entre outras localidades.

O Presidente 

José Pinto

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ESPAÇO DA MEMÓRIA DO MAR DE VILA PRAIA DE ÂNCORA VAI NASCER NO FORTE DA LAGARTEIRA

Preservação do monumento cria mais um polo de atração, de preservação e partilha da memória comum

A Câmara Municipal de Caminha está a desenvolver o Projeto de Recuperação e Valorização do Forte da Lagarteira, cujas obras começaram, entretanto, a ser executadas. As intervenções são financiadas pelos programas Norte 2020 e Mar 2020, num investimento global um pouco superior aos 200 mil euros. A obra permitirá instalar, naquele Forte, o Espaço da Memória do Mar de Vila Praia de Âncora e criar mais um polo de atração para Vila Praia de Âncora e para o concelho.

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O futuro Espaço da Memória do Mar de Vila Praia de Âncora (EMMVPA) nasceu pela vontade da Câmara ver recuperado aquele exemplar do património, abrindo-o ainda mais ao público. O Presidente da Câmara, Rui Lages, está a acompanhar as obras, e na última visita, mostrou-se agradado pelo sucesso de mais esta candidatura, uma mais valia que permitirá, ao mesmo tempo, preservar o Forte da Lagarteira, mas também dar-lhe uma nova vida, respeitando a relação com a Vila e com o mar. “A Câmara tem vindo a assumir a gestão do monumento e, por diversas vezes, criámos aqui eventos, abrimos as portas ao público e tentámos dar mais visibilidade e mais vida a um espaço tão importante e tão querido das nossas gentes”, explica Rui Lages.

No entanto – prossegue o Presidente – “era para nós óbvio que não teríamos muitas condições para ir mais longe sem uma intervenção adequada, que preservasse também o património. Mas tínhamos ambição e vontade e trabalhámos no projeto, construímos aquilo a que chamámos o ‘Espaço da Memória do Mar de Vila Praia de Âncora’. Com base nesse trabalho formalizámos a candidatura e tivemos sucesso. Estamos a executar a obra e em breve teremos aqui mais um polo de atração, de preservação e partilha da nossa memória comum, nesta Terra de mar e de marinheiros, de pescadores e de gente que ama estas praias, estas rochas e as muitas histórias que estes espaços encerram”.

O futuro Espaço da Memória do Mar de Vila Praia de Âncora resultara de um projeto candidatado a fundos comunitários, nomeadamente ao Programa Mar 2020 e Programa Norte 2020. O apoio solicitado foi de 208 468,74 €, conseguindo-se um apoio de 177 198,43 €.

O Espaço da Memória do Mar de Vila Praia de Âncora será um Núcleo Museológico a instalar no Forte da Lagarteira, dedicado ao património cultural e natural marítimo da costa do concelho de Caminha. Nele, os visitantes poderão conhecer as raízes históricas desta póvoa marinheira e a rica biodiversidade da nossa costa. O mar foi, desde a origem, o garante económico de gerações e gerações de habitantes de Vila Praia de Âncora.

Com estas linhas orientadores, o programa museológico para o Forte da Lagarteira, Monumento de Interesse Público desde 1967 e parte integrante da memória da paisagem de Vila Praia de Âncora, assenta na promoção, proteção e valorização dos recursos endógenos, realçando a atividade económica principal do território e o seu património cultural.

Como pano de fundo está sempre a sustentabilidade económica e financeira do território por via dos serviços que possam ser oferecidos, nomeadamente através de uma oferta turística qualificada e diferenciadora.

“Este Núcleo pretende promover o desenvolvimento local de base comunitária, a conservação, proteção e promoção do património natural e cultural procurando desenvolver a valorização no território dos recursos endógenos associados à conservação de recursos naturais. O foco será sempre a organização de iniciativas capazes de comunicar, informar e sensibilizar para a proteção e conservação da natureza e programas e ações de desenvolvimento de turismo de natureza, reforçando a visibilidade, interna e externa, da região, em articulação com a conservação desses recursos”, refere-se no projeto.

O Espaço Memória do Mar de Vila Praia de Âncora é um espaço que irá unir o património cultural ao património natural, num espaço icónico de Vila Praia de Âncora e que constituirá uma ponte para a fruição do património natural da costa atlântica do Município de Caminha.

Como ponto alto da experiência de visita, será criado um espaço onde o visitante poderá admirar o fundo marinho da nossa costa atlântica, entrando em contacto com a fauna e flora subaquática da região, numa experiência inovadora e totalmente imersiva.

Com esta experiência lúdica e pedagógica, os visitantes poderão conhecer toda a biodiversidade do nosso mar, bem como aprender de que forma podemos protegê-lo, enquanto património natural essencial à vida no planeta Terra, e valorizá-lo enquanto recurso económico e turístico do Concelho de Caminha e de Vila Praia de Âncora.

O Espaço Memória do Mar de Vila Praia de Âncora constituir-se-á, assim, como a “casa do mar” e será a partir dele que se poderá explorar o território terrestre e marítimo, conhecer as suas tradições marítimas e ainda, através do seu programa de animação e dinamização cultural, promover o património natural de todo o Concelho de Caminha.

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GOVERNO CLASSIFICA PESCA NAS PESQUEIRAS DO RIO MINHO COMO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL

A Direção-Geral do Património Cultural, através do Anúncio nº. 265/2022 de 30 de Novembro, publicado em Diário da República nº. 231/2022, Série II de 30 de Novembro, procedeu à inscrição da manifestação «Pesca nas Pesqueiras do Rio Minho» no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial

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ARCOS DE VALDEVEZ: GOVERNO VAI CLASSIFICAR COMO MONUMENTO DE INTERESSE PÚBLICO A PONTE DE CABREIRO

A Direção-Geral do Património Cultural, através do Anúncio nº. 260/2022 de 29 de Novembro, publicado em Diário da República n.º 230/2022, Série II de 2022-11-29, apresenta o Projeto de decisão relativo à classificação como monumento de interesse público (MIP) da Ponte de Cabreiro, nos lugares de Sobreira e Igreja, freguesia de Cabreiro, concelho de Arcos de Valdevez.

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ARCOS DE VALDEVEZ ACOLHEU 6º CONGRESSO CASA NOBRE – UM PATRIMÓNIO PARA O FUTURO

Arcos de Valdevez recebeu duas centenas de participantes em congresso internacional sobre casas históricas e senhoriais.

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O Município de Arcos de Valdevez realizou de 10 a 12 de Novembro o 6ª Congresso Internacional subordinado à temática da Casa Nobre: Um Património para o Futuro, dando desta forma seguimento a um projeto consolidado de estudo da memória, arquivo, heráldica, genealogia, defesa e valorização do património construído, turismo e desenvolvimento regional, entre outros, num evento único nas suas características e assumidamente um dos fóruns principais de reflexão, estudo e debate sobre estas temáticas ao nível nacional e internacional.

A edição deste ano contou com 4 palestras, e 2 mesas redondas, apresentação de 2 livros, uma sessão de cinema e 66 comunicações provenientes de diversos investigadores nacionais e estrangeiro, bem como com cerca de 200 pessoas inscritas.

O Presidente da Câmara Municipal referiu que este Congresso se “insere num conjunto vasto de iniciativas de valorização do património cultural construído que o Município tem estado a dinamizar, com o propósito de reforçar o sentimento de pertença dos cidadãos e da identidade local; valorizar e reabilitar o património e o espaço urbano; promover o turismo e o desenvolvimento socioeconómico da região”.

Neste âmbito, afirmando que a valorização do património cultural se assume “como um dos pilares do processo de Desenvolvimento Sustentável que preconizamos para Arcos de Valdevez”, destacou a reabilitação de monumentos nacionais, como “o Paço de Giela e o CIB/Igreja do Espirito Santo”; a criação das Oficinas de Criatividade Himalaya, “que hoje já pertence à rede nacional de centros de Ciência Viva; a reabilitação da Casa/Castelo de Sistelo e do Centro Etnográfico de Soajo; a criação do Centro Interpretativo Arqueológico Mezio-Gião; a “reabilitação dos dois fortins do extremo do séc. XVII” e a “criação do Espaço Valdevez, o qual está em fase de conclusão.”

Deu nota também dos incentivos que o Município tem dado ao nível da reabilitação de privados, da promoção de procedimentos para a classificação nacional de património no concelho, “como a paisagem Cultural de Sistelo/Monumento Nacional”, estando também o Município a aguardar decisão sobre o “processo de classificação do santuário de Nossa Senhora da Peneda.”

Por fim, afirmou que a Câmara Municipal irá “continuar a investir na valorização do património cultural, motivando e envolvendo todos os arcuenses e visitantes”, assim como irá continuar a “pugnar junto do Governo para que haja um reforço efetivo dos meios financeiros necessários para a reabilitação e valorização de património cultural”.

 O Congresso Casa Nobre teve como objetivo central atrair e divulgar a investigação de qualidade em torno destes temas e problemáticas, bem como colocar Arcos de Valdevez como centro assumido de estudo e valorização deste importante património histórico.

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GUIMARÃES: GOVERNO CLASSIFICA POSTO DUPLO DE ABASTECIMENTO DE COMBUSTÍVEIS DE COVAS COMO MONUMENTO DE INTERESSE PÚBLICO

O Gabinete da Secretária de Estado da Cultura, através da Portaria nº. 814/2022 de 22 de Novembro, publicado em Diário da República nº 225/2022, Série II de 22 de Novembro de 2022, classifica como monumento de interesse público (MIP) o Posto Duplo de Abastecimento de Combustíveis de Covas, no lugar do Salgueiral, freguesias de Creixomil e Urgeses, concelho de Guimarães.

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MONÇÃO: PONTE DO MOURO RECLASSIFICADA COMO ALDEIA DE PORTUGAL

Posicionando-se como experiência global da ruralidade, a Rede de Aldeias de Portugal, criada e dinamizada pela Associação de Turismo de Aldeia (ATA), impulsiona o interior como destino de excelência.

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A aldeia de Ponte do Mouro, pertencente às freguesias de Barbeita e Ceivães, foi reclassificada como Aldeia de Portugal, reforçando a importância do seu legado histórico, patrimonial e natural, através de um novo conceito de turismo rural baseado na partilha de recursos e potencialidades.
A classificação de Ponte do Mouro foi obtida no dia 22 de fevereiro de 2013, tendo a reclassificação acontecido no dia 9 de novembro de 2022, devendo-se ao cumprimento integral de um conjunto de novos compromissos expressos no Regulamento/Caderno de Normas da Rede Aldeias de Portugal, documento revisto em maio deste ano.
Partindo do envolvimento dos intervenientes locais e da implementação de estratégias sociais e económicas, a Rede de Aldeias de Portugal tem como objetivo a participação comunitária e o desenvolvimento local, traduzindo-se na oferta de experiências de ruralidade e na valorização de um passado de tradições, costumes e vivências.
Criada e dinamizada pela Associação de Turismo de Aldeia (ATA), a Rede de Aldeias de Portugal reivindica a diferença e impulsiona o interior como destino de excelência. O reconhecimento e integração de Ponte do Mouro é fruto de uma candidatura apresentada pela ADRIMINHO com o envolvimento político e associativo local.
Ponte de Mouro
Em Ponte do Mouro, encontramos locais aprazíveis para passear e relaxar. A ponte, erguendo-se sobre o rio Mouro, é um ponto de enorme interesse, tanto a nível histórico, como arquitetónico. Originária do século XIV, foi remodelada em 1627, encontrando-se classificada como Imóvel de Interesse Público.
Em 1386, testemunhou o encontro histórico do Rei D. João I com o Duque de Lencastre, pretendente ao trono de Castela. Neste encontro, estabeleceram-se as condições da cooperação militar portuguesa com o rei inglês, que pretendia conquistar Castela. Ficou também acordado, o casamento do Rei D. João I com Dona Filipa de Lencastre, filha do duque.
Um valioso legado histórico que envolve o local numa aura de espiritualidade e imponência. Inserindo-se no percurso do Caminho Ribeiro Minhoto, a ponte encontra-se numa espantosa envolvente paisagística, onde se inscreve a Capela de São Félix, a Casa do Cruzeiro, a Capela do Santo Cristo e alguns moinhos, verdadeiros tesouros de tempos imemoriais.
Além deste património extraordinário e invulgar, Ponte do Mouro apresenta um conjunto de atrativos naturais, convidando a um banho refrescante na zona de lazer do rio Mouro e a uma caminhada pelos passadiços de madeira que vão crescendo nas margens daquele afluente do rio Minho.

CÂMARA MUNICIPAL DE VALENÇA QUER COMPRAR O ANTIGO COLÉGIO PORTUGUÊS

A Câmara Municipal de Valença aprovou a manifestação de interesse na aquisição do edifício do antigo Colégio Português, em reunião do Executivo de 9 de novembro. A proposta de 1 milhão e 650 mil euros foi apresentada pelo Presidente da Câmara, José Manuel Carpinteira e aprovada, por unanimidade.

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No seguimento, a Câmara Municipal de Valença formalizará esta proposta de compra do edifício à Santa Casa da Misericórdia de Valença.

Para o Presidente da Câmara, José Manuel Carpinteira, “Este é um imóvel emblemático para Valença. A recuperação do Antigo Colégio Português e área envolvente é uma obrigação de Valença e dos Valencianos e permitirá colocar este ex-libris de Valença, de novo ao serviço da nossa comunidade nas áreas sociais e culturais, proporcionando à cidade uma nova centralidade, com a qualificação urbana de todo o espaço”.

O imóvel do Antigo Colégio Português nasceu por vontade de um benemérito valenciano, Joaquim Apolinário da Fonseca. Valenciano, bairrista, com uma ampla dedicação à vida social e económica do concelho, deixou à Santa Casa da Misericórdia de Valença a verba para a construção do Asilo Fonseca, um asilo para a infância desvalida.

Começou a ser construído em 1910, mas só em 1928 foi inaugurado. Nesta ocasião a Santa Casa da Misericórdia assinou um contrato de comodato com a Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição que permaneceram até 1974, com a designação de Colégio Português.

Posteriormente funcionou como liceu, Casa da Cultura, Escola Secundária, Biblioteca Municipal e por fim sede da ESCE - Escola Superior de Ciências Empresariais.

Desde a saída desta Escola deixou de ter qualquer utilização.

Ao longo destes 94 anos de existência o imóvel é transversal à história de muitas gerações de valencianos e portugueses que por aqui passaram, nos seus percursos de vida, sobretudo académicos.

O imóvel de planta hexagonal, com um extenso e singular volume de construção de onde se destacam, ainda, a torre do zimbório e a capela de Nossa Senhora de Fátima, destaca-se pela sua imponência a todos quantos circulam nas avenidas centrais de Valença.

RECESSAP PARTICIPOU NO ENCONTRO INTERNACIONAL DO PATRIMÓNIO E ROTAS CULTURAIS IBERO-AMERICANAS

O encontro decorreu nos dias 10 e 11 de novembro, na cidade de Quito, no Equador, e teve por objetivo promover o turismo cultural, as suas experiências e os seus desafios.

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A Coordenadora da Secretaria Técnica da Rede participou no encontro com a apresentação de uma conferência com o título “Celebrar a diversidade cultural através do património cultural”

A Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa participou durante os dias 10 e 11 de novembro no Encontro Internacional do Património e Rotas Culturais Ibero-americanas que decorreu na cidade de Quito, no Equador (América do Sul).

O encontro, organizado pela Oficina Nacional do Equador da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI), teve lugar no Centro Cultural Benjamín Carrión Bellavista durante os dias 10 e 11 de novembro, com o objetivo de promover o turismo cultural, suas experiências e desafios. No encontro participaram mais de 20 especialistas internacionais, incluindo representantes do Equador, Argentina, Perú, Santiago do Chile, Bolívia e Panamá, e organizações como o Instituto Europeu de Itinerários do Conselho da Europa, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios e o Caminhos de Santiago.

A Coordenadora da Secretaria Técnica da Rede Europeia das Celebrações da Semana Santa e Páscoa, Encarnación Giráldez, participou no encontro com a apresentação de uma conferência com o título “Celebrar a diversidade cultural através do património cultural”, no painel subordinado ao tema “Celebrando o património cultural: religiosidade e património imaterial”, moderado por Norma Campos, da Visión Cultural (Bolívia), e no qual também participou um representante de Quito que falou sobre a Semana Santa dessa cidade.

A cooperação em matéria de património cultural constitui um espaço propício para a promoção de acções com impacto no âmbito social, cultural, educativo e económico, para além de potenciar o património como motor de desenvolvimento no âmbito do turismo cultural, contribuindo para a criação de emprego e transformação de regiões mais isoladas.

Destacou-se o papel que podem ter as Rotas Culturais como laboratórios abertos de atuação e colaboração que favorecem a aproximação de pessoas, instituições e redes, colocando em destaque o património natural e cultural local, assim como, o património material e imaterial. Constituem, ainda, um motor para melhorar a qualidade de vida das pessoas e o desenvolvimento sustentável dos territórios, para além de servirem de estímulo a acções educativas, com capacidade para difundir e promover conceitos à volta das transformações climáticas e da sustentabilidade para as próximas gerações.

Um dos principais vetores desta iniciativa centra-se nos valores em termos de direitos de diversidade cultural. Estes contribuem para fomentar o exercício da democracia cultural, o acesso à cultura, a participação e o diálogo intercultural entre diversos espaços e geografias.

Mais sobre a Rede Europeia

A Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa foi criada em 2019 e faz parte da Fundação Italiana Federico II, representando os municípios de Palermo e Caltanissetta, da Sicília, Itália; o município de Birgu, em Malta; a Comissão de Quaresma e Celebrações da Semana Santa, em Braga, Portugal; as Representações da Paixão de Cristo, em Skofja Loka, Eslovénia; os municípios que fazem parte da rota Caminos de Pasión (Alcalá la Real em Jaén, Baena, Cabra, Lucena, Priego de Córdoba e Puente Genil em Córdoba e Carmona, Écija Osuna e Utrera em Sevilha). Também dentro da geografia espanhola encontramos Orihuela em Alicante; Lorca, em Múrcia e Viveiro, em Lugo.

Esta Rede tem como objetivo promover e divulgar o património cultural, tanto material como imaterial, relacionado com as comemorações da Semana Santa e da Páscoa, através de ações que valorizem este património, promovam o desenvolvimento turístico sustentável e contribuam para a salvaguarda do património imaterial através de trabalhos científicos e de investigação. Da mesma forma, o seu principal objetivo é unir forças e sinergias para consolidar um modelo de estudo, salvaguarda e divulgação do património das tradições da Semana Santa e da Páscoa na Europa.

FAMALICÃO INAUGURA RESTAURO DOS AZULEJOS DA FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA

Este sábado, dia 12 de novembro, às 15h00, com a presença de Mário Passos e do autor dos painéis de azulejos, Charters de Almeida

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, participa este sábado, dia 12 de novembro, pelas 15h00, na inauguração do restauro dos icónicos painéis de azulejo de João Charters de Almeida e Silva que revestem o edifício da Fundação Cupertino Miranda, numa sessão pública que terá lugar no auditório da Fundação com a presença do autor.  

A intervenção arrancou em julho do ano passado com o objetivo de preservar a memória e história dos cerca de 54 mil azulejos da autoria de Charters de Almeida que hoje são um dos ex-libris da cidade de Vila Nova de Famalicão e da região.

Com um orçamento global na ordem dos 500 mil euros, a obra contou com um apoio municipal de 150 mil. Para a realização da intervenção, a Fundação Cupertino de Miranda contou com a empresa Signinum e com o apoio científico do Instituto Politécnico de Tomar/Universidade de Aveiro.

PROGRAMA

15h00 | Sessão de apresentação do restauro dos painéis de azulejos, que contará com a presença de Charters de Almeida.

15h45 | Visita orientada aos painéis por Charters de Almeida.

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MUNICÍPIO DE BARCELOS REABILITA MAIS UM EDIFÍCIO DO CENTRO HISTÓRICO

Já estão em execução as obras de reabilitação de mais um edifício situado no casco velho do Centro Histórico de Barcelos. Encostado ao solar dos Pinheiros, este edifício vai, entre outras funções, servir de posto de informação e apoio aos peregrinos, valorizando assim o Caminho de Santiago na sua passagem pela cidade de Barcelos.

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Construído no início do século XIX, reflete um inegável valor patrimonial devido à sua natureza arquitetónica e, sobretudo, pelo enquadramento com diversos monumentos nacionais, designadamente o já referido edifício do Solar dos Pinheiros, mas também as ruínas do Paço dos Duques de Bragança, a Igreja Matriz de Barcelos, o Pelourinho e os Paços do Concelho.

A empreitada representa um investimento de 285.140,38€, sendo comparticipada com 242.369,32€ pelo FEDER, através do Programa Norte 2020.

A empresa “Periciargumento, S. A.”, adjudicatária da empreitada, tem um prazo de 10 meses para a execução dos trabalhos.

O edifício será dotado de uma sala de receção e estar, zona de informação multimédia/internet, salas de apoio e instalações sanitárias. Para tirar partido do logradouro e dos vãos existentes, será construído um passadiço, que permitirá usufruir de um pequeno jardim localizado nas traseiras do edifício e, em simultâneo, ter acesso direto para o jardim público situado sobre o parque de estacionamento subterrâneo.

O edifício, que se encontrava em ruínas, está inserido num terreno com cerca de 163 metros quadrados. Tem dois pisos acima da cota de soleira, uma área de implantação de 123 metros quadrados e uma área bruta de construção de aproximadamente 246 metros quadrados. Conta, ainda, com um logradouro, com cerca de 40 metros quadrados.

Ao apoiar esta operação, os Fundos Europeus Estruturais de Investimento constituem-se como instrumento fundamental para a melhoria da qualidade do ambiente urbano de Barcelos, promovendo a qualidade de vida e ambiental, a revitalização económica e urbanística, e incentivando o investimento de iniciativa privada.

MUNICÍPIO DE VALENÇA APRESENTOU CANDIDATURA DAS FORTALEZAS ABALUARTADAS AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Os municípios de Valença, Almeida e Marvão, representados pelos seus presidentes, José Manuel Carpinteira, António Machado e Luís Vitorino, respetivamente, apresentaram ao Presidente da República o dossier da candidatura das “Fortalezas Abaluartadas da Raia” a Património Mundial da UNESCO.

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Numa audiência que decorreu no Palácio de Belém, em Lisboa, o Senhor Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se conhecedor desta candidatura conjunta e considerou que o dossier revela um trabalho muito coeso, completo e de grande valor cientifico.

O Presidente da República prometeu acompanhar de perto o processo da candidatura e revelou que a temática abordada será de grande interesse para Portugal.

Recorde-se que o património abrangido na candidatura integra a Fortaleza de Valença e de Marvão e a Praça-forte de Almeida, exemplares únicos da arquitetura militar dos séculos XVII e XVIII, sendo os mais representativos de sistema abaluartado e na defesa da linha de fronteira.

A Fortaleza de Valença é formada pelos polígonos da Magistral (mais antiga) e da Coroada, separados por um fosso, com falsas-bragas. Possui dez baluartes e dois meios baluartes, cinco revelins, cinco reparos, seis redentes, dois contraguardas, dois cobre-faces, um tenalha, 34 guaritas, 214 canhoneiras, seis fortes, três poternas, dois paióis e 10 casamatas.

A raia luso-espanhola é a faixa da fronteira mais antiga e estável do mundo, com cerca de 1319 km, e uma das mais fortificadas da Europa, com particularidades históricas e culturais únicas.

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ARCOS DE VALDEVEZ ACOLHE CONGRESSO DE CASAS HISTÓRICAS E SENHORIAIS

Arcos de Valdevez recebe duas centenas de participantes em congresso internacional sobre casas históricas e senhoriais

O Município de Arcos de Valdevez realizará nos próximos dias 10 a 12 de Novembro o 6ª Congresso Internacional subordinado à temática da Casa Nobre: Um Património para o Futuro, dando desta forma seguimento a um projecto consolidado de estudo da memória, arquivo, heráldica, genealogia, defesa e valorização do património construído, turismo e desenvolvimento regional, entre outros, num evento único nas suas características e assumidamente um dos fóruns principais de reflexão, estudo e debate sobre estas temáticas ao nível nacional e internacional.

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Atrair e divulgar a investigação de qualidade em torno destes temas e problemáticas é o objetivo central desta iniciativa, bem como colocar Arcos de Valdevez como centro assumido de estudo e valorização deste importante património histórico.

A edição deste ano conta com 4 palestras e 66 comunicações provenientes de diversos investigadores nacionais e estrangeiros, com uma participação significativa do Brasil e Espanha, que se debruçam sobre vários temas de estudo e análise deste património histórico. No global, entre intervenientes e inscritos/assistentes, o Congresso contará com cerca de duas centenas de participantes.

As palestras serão proferidas por Marcello Simonetta (Arquivo Medici, Itália), Mafalda Soares da Cunha (Universidade de Évora), Agustín Santana (Universidade La Laguna, Tenerife) e Mercedes Unzu e Jesús Leache (Pamplona, Navarra), todas conectadas com as quatro áreas temáticas em que se desenvolve o Congresso: Memória Histórica: História da Família, Genealogia e Heráldica; Património: Estudos, Defesa e Valorização; Arquivos e documentação familiares; Turismo e Desenvolvimento Regional.

O Congresso conta ainda no seu programa com umas duas mesas redondas subordinadas aos temas “Projeto Vinculum: entre História, arquivística e património” e “A Casa Nobre pela voz dos seus proprietários”, bem como uma sessão de cinema, com exibição do filme “A Coleção Invisível” do brasileiro Bernard Attal, a apresentação de dois livros da coleção “Casas Armoriadas do concelho dos Arcos de Valdevez” e a entrega do 2º Prémio D. Fernando José de Mascarenhas- Marquês de Fronteira, instituído pelo Município arcuense.

MUNICÍPIO DE BRAGA DISTINGUE “LOJAS COM HISTÓRIA” E “OFICINAS COM HISTÓRIA”

Critérios de atribuição das distinções serão analisados na reunião do Executivo Municipal

Será analisado esta Sexta-feira, dia 28 de Outubro, em sede de reunião do Executivo Municipal, o regulamento que estabelece os critérios para atribuição das distinções "Lojas com História" e "Oficinas com História".

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A distinção ´Lojas com História´, que entra na sua segunda fase, destina-se a estabelecimentos e entidades que se destacam pelas suas características únicas. São passíveis de classificação todos os estabelecimentos que cumpram com o estipulado no artigo 2° da Lei n.° 42/2017 de 14 de Junho e cuja actividade se insira, nomeadamente, nas divisões 45, 46, 47, 55, 56, 64, 79, 92, 94, 95 e 96 da Classificação Portuguesa das Actividades Económicas (CAE). Na primeira fase deste programa, que decorreu em 2018, foram distinguidas 44 lojas históricas em Braga.

Já a distinção "Oficinas com História" terá a sua primeira edição e é referente a actividades artesanais ou criativas de interesse histórico, cultural ou social local. São passíveis de classificação todas as actividades executadas através de trabalhos manuais, sem recorrer a máquinas nem a processos automatizados (pelo menos em grande parte do processo produtivo), das quais resultam produtos não estandardizados. É requerido um mínimo de 25 anos de actividade.

O processo de candidaturas às distinções "Lojas com História" e "Oficina com História" pode ser submetido a qualquer momento através de preenchimento de formulário próprio, que será brevemente disponibilizado para o efeito no website da Câmara Municipal de Braga.

A candidatura deve conter uma breve memória descritiva e justificativa da apresentação da candidatura, dando cumprimento aos critérios para atribuição da distinção, assim como fotografias antigas (se existirem) e actuais da loja ou oficina, datadas e legendadas – e/ou elementos documentais e evidências que comprovem a informação apresentada, designadamente comprovativo da antiguidade do estabelecimento ou oficina.

Considerando que a tradição e inovação são duas faces complementares do valor social do tecido económico, estas distinções visam distinguir as entidades que se destacam pela sua singularidade e pelo reconhecido valor que detêm, contribuindo para a identidade do Município e qualidade da arquitectura, do património cultural e da paisagem social e económica de Braga.

A classificação destas entidades e actividades permite ainda que estas disponham de uma identificação distintiva que potencia a sua preservação, continuidade, sustentabilidade económica e notoriedade. Reconhece-se desta forma a importância do comércio como um dos elementos distintivos e diferenciadores da cidade, nas suas dimensões social, económica e ambiental.

O Município assume também o compromisso de dinamizar acções com o objectivo de apoiar a preservação de estabelecimentos e entidades reconhecidos como de valor colectivo. Além disso, essa protecção é agora alargada a um conjunto de actividades artesanais ou criativas, frequentemente não associadas a actividades comerciais, apoiando assim a preservação de um conjunto de práticas e saberes característicos de Braga.

SABERES E PRÁTICAS TRADICIONAIS DE CONSTRUÇÃO DO CAVAQUINHO JÁ FAZEM PARTE DO INVENTÁRIO NACIONAL DO PATRIMÓNIO IMATERIAL

A Direção-Geral do Património Cultural, através do Anúncio n.º 229/2022, de 25 de outubro, publicado em Diário da República n.º 206/2022, Série II, torna pública a inscrição da manifestação «Saberes e práticas tradicionais de construção do cavaquinho» no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

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ARCOS DE VALDEVEZ: PAÇO DA GLÓRIA NA FREGUESIA JOLDA MADALENA EM 1921

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HISTÓRIA ADMINISTRATIVA/BIOGRÁFICA/FAMILIAR

O Paço da Glória encontra-se inserido numa propriedade com cerca de 10 ha, em encosta, virada ao vale de confluência do rio Vez com o Lima, composta por jardim, mata e vinha.

A primeira referência ao lugar remonta a 1258, nas Inquirições de D. Afonso III, na altura chamada de Quinta de Novais. Em 1515 as terras foram doadas pelo rei D. Manuel I a Martim Fernandes Vilarinho, permanecendo na família até 1909, altura em que foram vendidas por Francisco Pereira de Castro.

O paço foi reconstruído no séc. XVIII por Francisco de Araújo e Amorim, que fez considerável fortuna no Brasil e regressou em 1730. A capela da casa, fundada em 1737, dedicada a Nossa Senhora da Glória, deu o nome à propriedade. Em 1909 a venda do Paço foi feita a Aleixo de Queirós Sottomaior de Almeida e Vasconcelos (1868-1917), pessoa algo excêntrica que serviu de inspiração ao Conde d’Aurora para o seu personagem do livro “D. Aleixo”.

Tornado Conde de Santa Eulália, em 1908, pelo rei D. Manuel II, era um artista que chegou a ir para Paris e mais tarde executar a imagem do Sagrado Coração de Jesus da Igreja de Santa Luzia de Viana do Castelo. Partiu para os Estados Unidos onde conheceu Elisabeth Stetson, viúva do famoso fabricante de chapéus Stetson, com quem veio a casar. A considerável fortuna que fez levou-o a comprar o Paço da Glória e o Convento de Refóios do Lima, restaurando-o dando-lhe o aspeto revivalista que possui, incorporando nele elementos arquitetónicos trazidos do Convento dos Remédios de Braga.

A nova condessa não partilhava da mesma paixão pelo lugar que o conde e partiu para os Estados Unidos. Mais tarde o solitário Conde de Santa Eulália sofreu um trágico acidente na sua charrete e morreu. A propriedade passou após a morte da condessa para o seu filho J. Henry Stetson, sendo vendida em hasta pública em 1937 e comprada pelo inglês Peter Pitt Millward, figura muito rica ligada ao volfrâmio durante a 2ª Grande Guerra.

Novas remodelações são feitas no paço, inspiradas em palácios italianos e no Paço da Palmeira, em Braga. O interior foi enriquecido por valiosas coleções de pintura e escultura. Em 1976 foi doada a Colin Clark e comprada em 1987 por Maurício Alves Carvalho de Macedo. Em 2002 foi vendida ao atual proprietário.

Fonte: Centro Português de Fotografia