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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO: OBRAS DE RENOVAÇÃO E RESTAURO CONCEDEM TRAÇA ORIGINAL À CASA DE CAMILO CASTELO BRANCO

Projeto cofinanciado pelo programa Norte 2020 envolve renovação e restauro da Quinta e da Casa dos Caseiros

A pouco tempo de se assinalarem 106 anos sobre o grande incêndio que destruiu quase por completo a moradia onde Camilo Castelo Branco viveu entre o inverno de 1863 e a data da sua morte, a 1 de junho de 1890, em Seide, no concelho de Vila Nova de Famalicão, a Câmara Municipal iniciou a obra de renovação e restauro da Quinta e da Casa dos Caseiros, observando a traça original do edifício.

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“Trata-se de uma obra de enorme relevância e que espelha bem a aposta cultural do município na preservação e valorização do património camiliano. Um trabalho incessante e apaixonante que tem atravessado gerações, motivado pelo valor da obra de Camilo Castelo Branco e pelo interesse que sempre suscitou a sua atribulada existência”, afirma a propósito o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha. 

A empreitada que arrancou esta segunda-feira, 18 de janeiro, insere-se na candidatura «Rota Camilo: Valorização da Casa-Museu e Cemitério da Lapa», recentemente aprovada no âmbito do programa operacional Norte 2020, sendo cofinanciada através Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Com um investimento de cerca de 320 mil euros e o prazo de execução de um ano, a obra diz respeito à remodelação, ampliação e arranjos exteriores da Casa de Camilo. “É uma obra de arquitetura que vai valorizar ainda mais este lugar da vida e da ficção camilianas. O restauro da casa dos caseiros e a renovação da quinta permitirá, não só oferecer aos visitantes um cenário tão semelhante quanto o que Camilo experienciou, mas permitir que com essas novas infraestruturas possamos diversificar ainda mais a oferta pedagógica, cultural e científica da instituição para o melhor conhecimento da vida e da produção literária do escritor, além do período histórico em que viveu”, sublinha Paulo Cunha.

Refira-se que Camilo Castelo Branco residiu na casa de Seide cerca de 26 anos. Aqui chegou por amor, aqui escreveu, viveu com a família e aqui pôs termo à vida. Considerada a mais emblemática memória viva do maior escritor do romantismo português, a Casa de São Miguel de Seide ganhou um significado histórico de fundamental importância para o conhecimento profundo de todas as temáticas camilianas.

Para além deste projeto, a candidatura apresentada em conjunto com a Venerável Irmandade da Lapa, no Porto, prevê ainda a qualificação do Cemitério da Lapa, um monumento de interesse público, onde se encontra o jazigo que guarda os restos mortais de Camilo Castelo Branco. A Câmara Municipal viu ainda aprovada ao Norte 2020 a candidatura «Rota Camilo: Qualificação e Divulgação Territorial». No conjunto, a autarquia famalicense irá beneficiar de um investimento de mais de 700 mil euros, contando com uma comparticipação FEDER de cerca de 500 mil euros. Os projetos envolvem, para além do município, um conjunto de instituições parceiras, com ligações importantes à memória camiliana.

PONTE DE LIMA: TORRE DE S.PAULO

Vila mais antiga de Portugal (estatuto orgulhosamente reclamado pelos limianos em referência ao foral de D. Teresa, datado de 1125), e capital do Alto Minho até ao século XV, Ponte de Lima só foi dotada de um sistema defensivo em época muito tardia. Com efeito, é do século XIV que datam os dados seguros acerca da edificação da cerca, resumindo-se as hipóteses de ter existido uma muralha anterior a uma mera sugestão de trabalho, que continuamente esbarra com a inexistência de indicadores arqueológicos e documentais (ANDRADE, 1990, p.56, nota 22).

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O caminho para a Baixa Idade Média foi marcado, no nosso país, por uma progressiva afirmação dos núcleos urbanos e proto-urbanos, que foram funcionando, cada vez mais, como pólos aglutinadores do espaço e dos homens. Neste sentido, a intensificação das trocas comerciais e a maior mobilidade humana, determinou a progressiva aplicação de taxas aduaneiras e de impostos sobre os bens e o trânsito. Em meados do século XIV, quando se iniciaram as obras da cerca de Ponte de Lima, esta era já uma realidade em todo o reino e numerosas eram as vilas e cidades que se amuralhavam, não só tendo em vista as vantagens militares daí resultantes, mas, também, as vantagens económicas (ALMEIDA, 1987, p.101).

Até há pouco tempo, discutia-se, ainda, qual o momento específico em que os trabalhos de construção da muralha haviam arrancado e qual a marcha da empreitada. O estudo que Mário Barroca dedicou a uma inscrição do reinado de D. Pedro, que comemora precisamente o início das obras, não deixa margem para dúvidas. Esta inscrição (colocada originalmente na Torre Velha) já havia sido lida por vários autores, mas a maioria incorrera em erros de precisão cronológica. Por ela, sabemos que a 8 de Março de 1359 iniciaram-se as tarefas de britar pedra para o muro e que este começou a ser levantado a 3 ou 6 de Julho desse ano (BARROCA, 2000, vol.2, t.2, p.1734). Onze anos decorreram até que o sistema estivesse completo, pois a 19 de Maio de 1370, num documento de D. Fernando, já não se referem quaisquer obras (IDEM, p.1734).

A cerca construída nesse tempo pode considerar-se relativamente grande, desenvolvendo-se ao longo de mais de um quilómetro de extensão. Nove torres protegiam um perímetro ovalóide irregular, que incluía a ponte gótica (presumivelmente construída uns anos antes), onde se implantavam duas torres (ambas nas extremidades da estrutura: a Torre Velha, do lado Norte, e a da Ponte, ligada ao sistema defensivo da vila).

No século XV, edificou-se uma décima torre - a do Castelo -, assim denominada por se situar junto à cidadela, estrutura tutelar da vila, localizada na vertente Sul do complexo militar, mas da qual, infelizmente, nada chegou até hoje (ALMEIDA, 1987, p.101). Ainda da centúria de Quatrocentos datava o paço, construído por D. Leonel de Lima a partir de 1469 e na sequência da instituição da Arcaidaria-Mor de Ponte de Lima por D. Afonso V, estrutura tripartida com corpo central de duplo piso ladeado por duas torres (SILVA, 1995, p.168) e de que resta, somente, uma parcela muito adulterada da fachada principal.

No reinado de D. Manuel, para além do ameamento da ponte, edificou-se a Torre da Cadeia (principal elemento do complexo defensivo da vila que ainda resta). A ela associou-se a Porta Nova, facto que gerou uma alteração urbanística da localidade, criando uma nova centralidade ribeirinha no local da antiga judiaria.

Nos séculos seguintes, foram muitos os momentos de destruição da cerca. Em 1787, a Câmara "autorizou a demolição de parte da muralha medieval" para aplicar a pedra a edificações públicas e privadas (ANDRADE, 1990, p.14). Menos de um século depois, em 1857, demolia-se a última torre, datando, dessa altura, a única fotografia da torre velha. Restou a da Cadeia, que desempenhou esta função quase até aos nossos dias e que se instituiu como uma marca cenográfica da vila, e a de São Paulo, que defendia inicialmente a Rua do Postigo.

PAF / http://www.patrimoniocultural.gov.pt/

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CÂMARA DE AMARES PROCURA CLASSIFICAR PEREGRINAÇÃO DE NOSSA SENHORA DA ABADIA COMO INTERESSE MUNICIPAL

Depois de ter proposto a Laranja de Amares para ser classificada como património vegetal de interesse municipal, a Câmara Municipal de Amares vai levar, também, à próxima Assembleia Municipal uma proposta para reconhecer a Peregrinação de Nossa Senhora da Abadia como um evento cultural imaterial de relevância municipal, a fim de poder ser classificada como interesse municipal.

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“Este é um evento público concelhio muito específico, com cerca de 45 anos, que ultrapassa mesmo as marcas da religiosidade e se torna uma marca importante do concelho de Amares. Pela carga cultural que a peregrinação tem e ainda pelo que ela representa de entrega e partilha de um povo e de um concelho que ali se une imbuído do seu espirito de fé, mas também de mostra do seu espirito de comunidade, apresentámos uma proposta, já aprovada em reunião de câmara, para que a Peregrinação de Nossa Senhora da Abadia, fosse aprovada como evento cultural imaterial de relevância municipal, a fim de poder ser classificada como interesse municipal”, referiu o vice-presidente e vereador da Cultura do Município de Amares, Isidro Araújo.

Peregrinação reúne 24 freguesias anualmente

O Mosteiro de Nª Sª da Abadia, considerado, o mais antigo Santuário Mariano da Península Ibérica, é hoje centro de uma das mais simbólicas peregrinações do concelho de Amares e do Minho, que se realiza anualmente no último domingo do mês de maio. Esta peregrinação que parte da Igreja/ Mosteiro de Santa maria de Bouro e sobe a encosta da Abadia até ao Santuário, num percurso de cerca de quatro quilómetros, é realizada pelo arciprestado de Amares que ali coloca cada uma das vinte quatro freguesias do concelho numa representação de fé, transportando etapa a etapa o andor da Senhora da Abadia durante todo o percurso.

Foto: Arquidiocese de Braga

VIANA DO CASTELO: QUEM ACODE AO CONVENTO DE S. FRANCISCO DO MONTE?

O Convento de S. Francisco do Monte encontra-se em ruínas. O site VIMEO publica em http://vimeo.com/39148406 um vídeo que mostra o estado a que chegou o património. Transcreve-se o texto que acompanha o referido vídeo.

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Este convento franciscano foi fundado no ano de 1392 por Frei Gonçalo Marinho. Com a extinção das ordens religiosas em Portugal em 1834, o convento foi ficando gradualmente em ruínas. Despojado e vilipendiado acabou por sucumbir perante a inoperância das entidades oficiais e o silêncio seráfico e cúmplice dos vianenses ao longo de décadas.

Em 1959, alguém previra que dos vianenses não haveria muito a esperar... " As gerações sucedem-se, desatentas e ignorantes, sem um gesto de compreensão ou de respeito por esses legados da história ". Desde essa data passaram mais cinquenta anos e nada mudou.

Como foi possível deixar o Convento S. Francisco do Monte chegar ao ponto onde chegou?

Fotos: Carlos Vieira

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CAMINHA REQUALIFICA IGREJA DE GONDAR

Câmara apoia requalificação da Igreja Paroquial de Gondar

A Igreja Paroquial de Gondar está a ser alvo de importantes obras de requalificação, num esforço conjunto que envolve a Fábrica da Igreja, Baldios de Gondar, Junta de Freguesia de Gondar e Orbacém e a que se junta a Câmara Municipal de Caminha que, na sua última reunião e por proposta do Presidente, Miguel Alves, aprovou a atribuição de um subsídio à Fábrica da Igreja Paroquial de Gondar, no montante de 15 mil euros, para apoio nas obras em curso.

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O Presidente da Câmara visitou esta semana a Igreja, acompanhando o Presidente da Junta de Freguesia, José Cunha, para se inteirar das obras que estão a acontecer, cuja primeira fase está a terminar. Trata-se de uma intervenção muito desejada na freguesia e que vem sendo preparada com a comunidade local há cerca de seis anos. Duas feijoadas solidárias e um peditório ajudaram a reunir o valor total, que ronda os 110 mil euros, 90 mil investidos na primeira fase.

O templo estava bastante degradado e, como refere José Cunha, testemunhou ao longo de muitos anos os momentos mais positivos e felizes da comunidade de Gondar, como as celebrações regulares, casamentos, baptizados e outros; mas também os negativos, como é o caso dos funerais.

Nesta intervenção foi substituído o telhado e resolvidos os problemas de infiltrações, humidade, etc., colocado “pladur”, substituída a instalação eléctrica e realizadas pinturas no interior.

Na fase seguinte, logo que as condições meteorológicas o permitam, previsivelmente na primavera, serão reparados os sinos, realizadas pinturas exteriores e colocado um rodapé em granito.

Os arranjos permitiram já a realização de cerimónias este Natal. Durante a execução das obras, as missas e demais celebrações realizaram-se no salão paroquial (intervencionado entretanto pela Junta de Freguesia, por forma a poder acolher os diversos momentos) e no Centro Cultural.

A Câmara teve em conta a importância histórico-cultural da Igreja Paroquial de Gondar para a população e para o concelho de Caminha, enquanto fator identitário e símbolo administrativo. Refira-se que esta Igreja já era referenciada em 1320, na lista que o Rei D. Dinis mandou elaborar para apuramento da taxa a pagar pelas freguesias da Diocese de Tui.

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MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA REVITALIZA CAPELA DE SANTIAGO E BENEFICIA MUSEU DOS TERCEIROS

Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou a adjudicação da empreitada de “Revitalização da Capela de Santiago e Recuperação e Beneficiação dos Alçados e Vãos do Museu dos Terceiros” pelo valor de 240.440,00€

No âmbito do projeto de Qualificação e Valorização do Caminho Português de Santiago de Compostela, a Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou na reunião de 28 de dezembro, a adjudicação da empreitada de “Revitalização da Capela de Santiago e Recuperação e Beneficiação dos Alçados e Vãos do Museu dos Terceiros”, pelo valor de 240.440,00€+Iva.

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Prevê-se o restauro integral da Capela de Santiago, uma das poucas capelas dedicada a Santiago de Compostela, outrora pertencente à Casa de Bragança e, antes desta, à Igreja Compostelana, em pleno Caminho de Santiago, na freguesia da Correlhã.

A intervenção traduz-se na substituição dos pavimentos exteriores existentes em terra batida por pavimento em betuminoso colorido amarelo, execução de cobertura nova na capela, restauro das paredes alvenaria de pedra, restauro dos elementos decorativos em pedra, execução de novos rebocos, colocação de novos vãos e novas infraestruturas elétricas.

A par desta intervenção acresce uma outra, desta feita, no atual Museu dos Terceiros, extinto convento franciscano do século XV, que teria uma das mais antigas hospedarias onde pernoitavam peregrinos.

Recorde-se que a Autarquia Limiana viu aprovada a candidatura apresentada ao Norte2020, onde incluiu vários projetos de restauro e qualificação de espaços associados ao Caminho Português para Santiago de Compostela.

Requalificar e conservar monumentos de caráter relevantes, numa parte do troço do Caminho Português de Santiago, bem como dinamizar o itinerário cultural com ações de promoção no Museu dos Terceiros e promover a proteção, certificação e divulgação do Caminho de Santiago, em parceria com a Associação dos Amigos do Caminho Português de Santiago, são os grandes objetivos deste projeto de Qualificação e Valorização do Caminho Português de Santiago de Compostela, cujo investimento total é de 812.609,51€, com uma taxa de comparticipação de 85%, o que equivale a 690.718.09€, garantindo a autarquia a restante verba, que ascende aos 121 891,42€.

PÓVOA DE LANHOSO: FERNANDO ARAÚJO LEVA-NOS A VISITAR O CASTELO

Edificado num maciço rochoso do Monte do Pilar, a sua construção não se deve à vontade de nenhum rei, com é comum, mas sim ao arcebispo de Braga, por volta de 1071, para defesa da sede episcopal.

Este local já tinha ocupação humana desde o período calcolítico e também os romanos o dotaram de uma fortificação, o castelo do arcebispo terá sido melhorado no reinado de D. Afonso Henriques, passando a ter Torre de Menagem.

A este castelo estão ligados alguns episódios dramáticos, um deles refere que D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, terá sido desterrada para este castelo após a batalha de S. Mamede.

Texto e fotos: Fernando Araújo

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PAREDES DE COURA: CLASSIFICAÇÃO COMO MONUMENTO NACIONAL DA IGREJA, O PÓRTICO E DA CAPELA-MÓR DA IGREJA DE RUBIÃES

Por Decreto de 2 de Fevereiro de 1913 foi classificada Monumento Nacional a Igreja Paroquial de Rubiães, da época românica, existente no concelho de Paredes de Coura. Por Decreto nº 8228, de 4 de Julho de 1922, dá-se igual classificação ao pórtico e capela-mor (românicos) da Igreja de Rubiães sita no mesmo concelho. Direcção de Finanças de Viana do Castelo. Correspondência de 9 a 19 de Novembro de 1954.

Fonte: Secretaria Geral do Ministério das Finanças

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