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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE PRESERVA E PROMOVE PATRIMÓNIO IMATERIAL DA APÚLIA

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Apresentado livro/catálogo “Paisagens do Sargaço”

A marcar o Dia Internacional dos Museus, que hoje, 18 de maio, se comemora sob a temática “Museus para a Investigação e Educação”, o Município de Esposende apresentou o livro/catálogo “Paisagens do Sargaço”.

Sensivelmente um ano após a sua inauguração, o Museu do Sargaço, em Apúlia, acolheu a sessão de apresentação desta edição, da autoria do investigador Álvaro Campelo. A publicação, cofinanciada no âmbito do Programa “Portugal 2020”, afigura-se como uma viagem no tempo, onde é explicada a cultura do sargaço e toda a sua envolvência espiritual e física, documentada por uma série de imagens históricas e atuais.

O livro/catálogo reflete o núcleo expositivo do Museu do Sargaço, como deu nota o autor, desafiando a comunidade a encarar este espaço não como património do passado, mas antes “património do futuro”. Referindo-se à temática deste Dia Internacional dos Museus, Álvaro Campelo afirmou que “o Museu é um espaço de pedagogia, de aprendizagem” e, neste contexto, defendeu que “o Museu do Sargaço tem de ser o grande centro do pensar da freguesia de Apúlia”, exortando, por isso, a comunidade e as associações locais a envolverem-se em torno do Museu do Sargaço.

O autor/investigador sublinhou a riqueza patrimonial do concelho de Esposende, onde se insere o património imaterial como o Banho Santo de Mar, as paisagens do sargaço de Apúlia, os tapetes do Senhor aos Enfermos de Belinho e as cestas de junco de Forjães. Deu nota também da excelência da gastronomia e dos produtos endógenos locais e destacou o diferenciador cultivo das masseiras. Realçou a importância da preservação da cultura e da identidade locais, apelando ao contributo de todos nesse desígnio. “Isto é a nossa história, a nossa memória, daí surge a inovação e a criatividade”, afirmou fazendo notar, ainda, que o território só tem a ganhar em termos turísticos.

Numa semana marcada pela realização de um conjunto de eventos culturais e pela garantia de execução de projetos estruturantes para o concelho, nomeadamente nas vertentes da educação e da saúde, o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, expressou também a sua satisfação pela edição da publicação “Paisagens do Sargaço”, que dá visibilidade à cultura do sargaço, uma importante tradição das gentes de Apúlia. “Passar esta cultura para as crianças é o maior legado que lhes podemos deixar”, afirmou o autarca, defendendo a premência de preservar as tradições, a memória e a identidade locais, sob pena de se perder um “património valiosíssimo”. Afirmou que neste campo, o Município tem cumprido o seu papel, de que é exemplo a criação do Museu do Sargaço, numa estratégia também de valorização e de promoção do território. Uma aposta assertiva que tem dados frutos, afirmou o autarca, aludindo aos projetos previstos para a Estação Radionaval de Apúlia e do Forte de S. João Baptista, precisamente orientados para a investigação e educação, vertentes a que alude a temática deste Dia Internacional dos Museus.

“Cabe-nos a nós tornar os museus espaços vivos e dinâmicos”, referiu o Presidente da Câmara Municipal na sua intervenção, onde deu nota do investimento concretizado pelo Município, tanto na beneficiação dos equipamentos culturais como na execução de novos projetos, bem como no apoio às associações culturais do concelho. “A cultura tem mesmo um pilar basilar na nossa atuação”, afirmou.

Perante os apulienses presentes, Benjamim Pereira referiu que já foi lançado o concurso público para a requalificação da Unidade de Saúde de Apúlia, num investimento superior a 1 milhão de euros e cujo financiamento só cobre metade desse valor, o que expressa a preocupação do Município em garantir à comunidade o acesso aos cuidados de saúde. Deu nota também de que está para breve o avanço do projeto de construção do novo Centro de Saúde de Esposende, no valor de 6 milhões de euros, e revelou que está garantido o financiamento para a execução da segunda fase das obras de requalificação da Escola Secundária Henrique Medina. “O Município está forte e pujante”, vincou.

Em representação do executivo da Junta da União das Freguesias de Apúlia e Fão, Luísa Torres saudou a edição do livro/catálogo, “que retrata uma atividade épica e própria da comunidade apuliense”, a qual “permanece viva” desempenhando “parte importante na identidade e história da mesma” sendo também “fator de atração turística”. Agradeceu o contributo do Município e de todos quantos colaboraram nesta edição e apelou ao Município para, por um lado, dar maior visibilidade ao Museu do Sargaço e, por outro, que concretize a edição de “uma obra que retrate, identifique, imortalize para a posteridade as gentes, as canções e as histórias de Apúlia”.

A sessão contou com uma pequena representação de “um serão numa típica casa de Apúlia, durante a metade do século XX”, protagonizada pela “Mareada”, uma associação apuliense criada para a recolha, preservação, promoção e divulgação do património material e imaterial de Apúlia.

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ARCOS DE VALDEVEZ PROMOVE EXPOSIÇÃO DE DESENHO – INAUGURA HOJE E DECORRE ATÉ DIA 30 DE JUNHO NO PAÇO DA GIELA

O Paço de Giela associa-se, mais uma vez, às comemorações do Dia Internacional dos Museus, celebrado anualmente a 18 de maio. Este dia foi criado pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) e procura sublinhar a importância do papel dos museus no novo paradigma de conhecimento.Para assinalar esta data, este ano vamos inaugurar uma exposição com trabalhos dos alunos do curso de Artes Visuais do Agrupamento de Emeio do desenho.

Esta exposição apresenta uma variedade de obras que abrangem técnicas proporcionando uma visão fascinante pela arte do desenho. Temos a honra de o convidar para a abertura oficial da Exposição para apreciar o talento artístico presente.

A exposição estará patente no auditório do Paço de Giela de 18 de Maio a 30 de Junho.

Público-alvo: público em geral

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ARCOS DE VALDEVEZ VAI REQUALIFICAR A CASA DO GUARDA NO MONTE DO CASTELO

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A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez aprovou a abertura de procedimento concursal para a execução da “Requalificação da Casa do Guarda no Monte Nossa Senhora do Castelo, anexos e pavilhão multiusos”, pelo preço base de 281.120,00 euros.

A presente empreitada, localizada no Monte Nossa Senhora do Castelo, tem como objetivo recuperar e requalificar a antiga casa do guarda e respetivos anexos, assim como a construção de um pavilhão multiusos.

Este projeto faz parte integrante do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Oeste e é inovador na medida em que pretende a valorização do património natural com um valor excecional do ponto de vista paisagístico e cultural, assim como, a afirmação e o aprofundamento da vocação turística do designado território de Santa Cruz.

Assim, este projeto será simbolicamente a Porta de entrada do território do Plano.

É precisamente nesta porta de entrada que se pretende a implantação deste projeto de “recuperação da Casa do Guarda e edificação do Pavilhão Multiusos”, onde será criado um centro interpretativo e de receção para o visitante e melhoradas as condições para a prática de atividades de ar livre no território de Santa Cruz.

A requalificação da Casa do Guarda no Monte Nossa Senhora do Castelo, anexos e pavilhão multiusos pertence à Operação “PDR2020-10216-097353 | Valorização do Território a Oeste do Concelho - A Senhora do Castelo - Arcos de Valdevez”, cofinanciada pelo Fundo Europeu, Programa Operacional PDR2020 e com um Investimento Elegível de 143.341,90 € e Comparticipação Comunitária de 114.673,52€.

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PAREDES DE COURA: PARA QUANDO A CLASSIFICAÇÃO PATRIMONIAL DA FÁBRICA DE LATICÍNIOS DE MANTELÃES?

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Arquitectura industrial, revivalista. Edifício fabril, ligado à indústria de lacticínios, de planta em U com corpos adaptados ao declive do terreno, de um e dois pisos. Fachadas rebocadas e pintadas, com cunhais apilastrados, tendo a fachada principal regularmente rasgada no primeiro piso por janelas de peitoril e portas rectilíneas, molduradas, e, no segundo, por janelas de peitoril de arco apontado, sendo a central de sacada. Constitui o principal edifício de uma antiga fábrica de lacticínios, que beneficia de excepcional implantação ribeirinha. A sua fachada principal apresenta maior cuidado e dinamismo, sendo marcado pela sequência de vãos de arco apontado no 2º piso, de sabor revivalista.

O edifício principal que restou das construções que compunham a antiga fábrica de lacticínios possui planta em U, composta por corpo principal rectangular, a N., e dois menores a S., adaptados ao declive acentuado do terreno. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de quatro águas. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com cunhais apilastrados, terminadas em beirado simples. A fachada N., virada ao rio, é a mais cuidada; apresenta dois pisos, regularmente rasgada por nove vãos, sobrepostos, tendo, alternado, no primeiro piso janelas de peitoril rectilíneas e portas de verga recta, de molduras simples, e, no segundo piso, janelas de peitoril e, ao centro, uma de sacada, de arco apontado, igualmente molduradas, criando bandeiras em triângulo equilátero. Nas fachadas laterais, semelhantes, rasga-se ao nível do segundo piso, uma janela de contorno idêntico. Aproveitando o declive do terreno, a fachada virada a S. e à via, apresenta apenas um piso, sendo os vários rasgados por janelas ou portas rectilíneas de molduras simples. Restam um conjunto arruinado a O. e engenhos a N., um moinho com levada e cubo e restos de outras estruturas. Nada parece restar do corpo adossado a E., de um só piso mas de considerável comprimento que o primitivo conjunto edificado compreendia. A construção também arruinada que se ergue do lado fronteiro da estrada deveria integrar a fábrica uma vez que apenas um caminho rural se rasgava neste ponto *1.

Enquadramento Rural e harmonioso. Ergue-se destacado junto à Ponte de Mantelães (v. PT01160509015) e ao Rio Coura, paralelo à estrada. Enquadram a casa campos agricultados ocupando as margens e, acompanhando o curso de água, desenvolve-se denso arvoredo. No lado fronteiro da via cresce um pinhal. No lado oposto da margem do rio, ergue-se a Casa de Mantelães.

A fábrica era dotada de duas desnatadeiras "Burmeister, sistema holandês e Laval, francês", motor de 8 cavalos, caldeira a vapor com capacidade para 500 litros que fornecia água para lavar depósitos do leite, esquentadores, etc. O complexo integrava oficinas para a construção de caixas de madeira, soldagem das latas e ainda pocilgas. Para "refrescar" a nata, a água era conduzida a partir de uma nascente privativa da fábrica que corria para um tanque em cantaria onde se emergiam os recipientes que a continham (CUNHA, 1909).

1892, anterior a - erguia-se no local onde seria construída a fábrica um engenho de serrar madeira, colmado, certamente hidráulico (CUNHA, 1909); 1892, 17 Fevereiro - inauguração do edifício construído a mando de Miguel Dantas G. Pereira, Par do Reino, como fábrica da lacticínios com motor hidráulico ( CUNHA, 1909 ); 1907 - pertencia a Bernardino Machado (CUNHA, 1909); 1990, final da década - os proprietários preparam recuperação do edifício principal.

*1 - É descrito que o pagamento do leite se fazia, no início da laboração, em cédulas de papel que vieram a ser substituídas por chapas de latão, "circulares e delgadas". No primeiro domingo de cada mês eram estas fichas trocadas na fábrica por moeda. Estas fichas seriam de diversos tamanhos correspondendo a diferentes quantidades de leite (1, 2 e 5 lts) entregues e, consequentemente, a diferentes quantias monetárias. Eram ao tempo aceites como moeda de pagamento no comércio do concelho e concelhos circundantes, como em Valença, e até mesmo em Tui (CUNHA, 1909).

Autor e data: Alexandra Cerveira 1997 / Fonte: Sistema de Informação do Património Arquitetónico

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MOSTEIRO DE SÃO JOÃO D’ARGA – ERGUIDO PROVAVELMENTE NO SÉCULO XIII – ESTÁ CLASSIFICADO COMO MONUMENTO NACIONAL DESDE 2013

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Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 18/2013, DR, 1.ª Série, n.º 119 de 24 junho 2013

Mosteiro beneditino românico e barroco, transformado em santuário de montanha em recinto fechado com igreja românica, do tipo da bacia do Minho, de planta poligonal, reformulada no séc. 18, em estilo barroco, e dois albergues dispostos frontalmente, de planta em L e dois pisos, de arquitectura popular. Altares em pedra, pintados, polícromos; imagens em pedra; albergues de dois pisos, com planta em L.

Igreja de planta poligonal composta pelos volumes desiguais e articulados horizontalmente da nave e capela-mor rectangulares, e sacristia, mais baixa e também rectangular adossada a S.. Coberturas em telhado de duas águas na igreja e de uma na sacristia. A frontaria, virada a O., tem portal axial de verga recta, ladeado e sobrepujado por óculos elipsoidais gradeados, terminando em frontão angular interrompido com aleta em voluta, encimado por cruz latina, alta, assente sobre plinto. Cunhais com pilastras toscanas encimadas por pináculos. Fachadas N. e S. semelhantes, sendo a nave percorrida por cornija sustentada por cachorrada lisa e decorada, excepto na zona próxima da frontaria, em que a diferença no aparelho do paramento demonstra a reconstrução que sofreu. São rasgadas por portal de vão rectangular, com arquivolta em arco apontado, de tímpano liso, sustentado por impostas lisas, sobre pés-direitos; na capela-mor, virada a N. abre-se uma pequena janela e a S. uma abertura quadrangular da sacristia. A fachada E. demonstra pela diferença de aparelhos dos paramentos obras de remodelação; no remate da empena, cruz grega pomeada. No interior, púlpito com base pétrea e varandim em madeira, pintado no lado do Evangelho. Arco triunfal de arco apontado, sublinhado por dois anjos tocheiros e envolvido por amplo retábulo, constituído por duas séries de colunas compósitas sustentando cornija com entablamento clássico, apresentando no intercolúnio as imagens de São João Evangelista, do lado da Epístola, e da Senhora da Conceição, do lado do Evangelho, estando encimadas por sanefas. No ático está gravada num quadro a cena do Baptismo de Cristo, enquadrada por imagens, em pedra, de Santa Ana, do lado do Evangelho e de uma outra imagem, do lado da Epístola. Tecto de madeira de perfil curvo e pavimento lajeado. Na capela-mor, antecedida por um degrau, altar em pedra, barroco, pintado, polícromo. As hospedarias, de planta em L, implantam-se frontalmente a N. e a S. da igreja, definindo o contorno do recinto em três dos seus lados e cujos lados menores enquadram o portal de entrada do terreiro. Formam quatro volumes, com dois pisos, cobertos com telhados de duas águas. Têm pequeno pé-direito, paramentos em aparelho irregular, fazendo-se o acesso por porta de verga recta. No piso térreo, destinado às vendas e tabernas, tem pavimentos cimentados e em terra batida, constituindo a zona frontal uma galeria aberta entrecortada pelos pilares que sustentam o varandim do piso superior. A este acede-se por escadas frontais, tendo o varandim parapeito em grandes lajes e pilares quadrangulares sustentando a cobertura, constituindo um corredor amplo pelo qual se faz a passagem para os compartimentos dos romeiros. As compartimentações efectuam-se por divisórias em madeira, tendo pavimento de soalho, e escassas janelas, de vão quadrangular.

Enquadramento Rural, isolado, plataforma em encosta de pendor acentuado, sobranceira à ribeira de São João, no contraforte N. da Serra de Arga, coberta com pinhal. Recinto de contorno rectangular com duas entradas, abertas no muro que o delimita.

Envolvendo a capela regista-se um murete constituído por lajes colocadas de cutelo, definindo o percurso de promessas. O retábulo-mor, com acesso através de um degrau, apresenta três séries de pilastras, decoradas com motivos que se prolongam nos toros do ático, em cujo remate está, em cartela subcircular, a representação da cena da Degolação de São João Baptista. Na capela-mor conserva-se inscrita num silhar a data 1333, em alto-relevo. A sacristia apresenta uma cobertura em abóbada de pedra, tendo um pavimento lajeado. Num cunhal da hospedaria da ala S. encontra-se inscrita numa cartela, em baixo-relevo, a data 1907. O portal do terreiro é delimitado por ombreiras de secção quadrangular, com base e cornija moldurada, sobrepujado por plinto de pináculo, tendo portão gradeado, alto, de duas folhas, ao lado do qual se encontram outros dois, de uma folha e de menores dimensão. Junto a uma das hospedarias encontra-se um sarcófago, servindo como pia de água. O terreiro está pontuado por alguns sobreiros de grande porte que ensombram os dois coretos, constituídos por bancada de planta quadrangular em alvenaria de granito, sendo só num caso coberto com alpendre metálico. Na bancada de um dos coretos, encontra-se reaproveitado um silhar com uma cruz patada.

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Bibliografia:

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de - Alto Minho. Lisboa: 1987, pp. 154-155; ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de - História da Arte em Portugal. Lisboa: 1986, vol. 3; COSTA, António Carvalho da - Corografia Portugueza e descripçam topografica do famoso reyno de Portugal. Braga: 1706, vol. 1, pp. 248-251; ALMEIDA, José António Ferreira de (org.) - Tesouros Artísticos de Portugal. Lisboa,:1976, p. 100-101; ALVES, Lourenço - Caminha e o seu concelho. Monografia. Caminha: 1985, pp. 281-285; OLIVEIRA, Ernesto Veiga de Santiago - A Romaria de S. Joao D'Arga, Geographica. Lisboa: 1971, 7 (28), pp. 3-15; «Secretário de Estado da Cultura marca presença. Mosteiro de s. João D'Arga reabilitado reabre ao público na segunda-feira». In Correio da Manhã. 22 agosto 2015, p. 15; SERRÃO, Joaquim Veríssimo - Livro das Igrejas e Capelas do Padroado dos Reis de Portugal - 1574. Paris: Fundação Calouste Gulbenkian Centro Cultural Português, 1971; VIEIRA, José Augusto - O Minho Pittoresco. Lisboa: 1886, vol. 1, p. 175.

Fonte: Sistema de Informação do Património Arquitetónico

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PAREDES DE COURA: MOZELOS RECUPERA CAPELA DE SANTA BÁRBARA

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Capela de Santa Bárbara em Mozelos foi construída em 1732

A Junta de Freguesia de Mozelos está procurar financiamento com vista à recuperação da Capela de Santa Bárbara que foi doada à autarquia por Manuel, Júlia e Irene, herdeiros de Maria da Graça Bessa Meneses,

Em virtude do estado avançado de degradação e o risco de derrocada, a prioridade consiste em preservar a fachada e o brasão de armas.

Acredita-se que a referida capela de Santa Bárbara foi construída em 1820. Porém, a avaliar por um documento existente no Arquivo Distrital de Braga, foi em 14 de Agosto de 1733 efetuado um “REGISTO de peticao a favor de Francisca da Costa, viuva de Joao Mendes da Costa da freguesia de Sao Paio de Mozelos, para se benzer a sua capela de Santa Barbara sita na sua quinta de Pantanhas da dita freguesia.”.

Mais ainda, com data de 3 de Abril de 1732, foi efectuado o “REGISTO de despacho de provisao a favor de Francisca da Costa, viuva de Joao Mendes da Costa, para fazer uma capela com a invocacao de Santa Barbara na sua freguesia de Sao Paio de Mozelos”.

VILA PRAIA DE ÂNCORA E O FORTE DA LAGARTEIRA

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O Forte da Âncora, também conhecido como Forte da Lagarteira, fica localizado no antigo lugar da Lagarteira, actual Freguesia de Vila Praia de Âncora no Concelho de Caminha, Distrito de Viana do Castelo.

in diversas fontes.

Sobre uma elevação rochosa na margem direita da Foz do Rio Âncora em posição dominante sobre a Praia, defendia aquele Porto e Povoação pesqueira, coadjuvando a defesa da Praça-Forte de Caminha. Inscreve-se na Região de Turismo do Alto Minho.

Acredita-se que a primeira ocupação humana da Foz do Rio Âncora seja anterior à Invasão Romana da Península Ibérica, mas foi neste período que adquiriu importância graças à extração de minérios na Região.

Segundo a tradição, a toponímia Âncora liga-se ao episódio do afogamento nas águas daquele Rio da Rainha D. Urraca com uma âncora atada ao pescoço, como punição pelo adultério para com o seu esposo D. Ramiro II de Leão.

Embora alguns autores acreditem que a moderna Fortificação remonte à altura da Guerra da Restauração (1640-1668), é mais correto atribuí-la ao Reinado de D. Pedro II (1667-1705) que fez reforçar as defesas da linha fronteiriça do Rio Minho e da costa oceânica a Sul da sua Foz.

Para este local foi determinada a construção de duas estruturas marítimas: O Forte do Cão na Gelfa, cobrindo a Foz do Rio e o Forte da Lagarteira cobrindo o Portinho a Norte da Povoação, este último tendo sido iniciado em 1690. Na mesma altura e na mesma região foram erguidos ainda o Forte de Montedor e o Forte da Areosa, este último próximo de Viana do Castelo.

Em 1955 o Forte foi objecto de obras de conservação a cargo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 47.508, publicado no DG n.º 20, de 24 de Janeiro de 1967, rectificado (localização) no DG n.º 59, de 10 de Março de 1967.

No início da década de 1980 sofreu obras de consolidação e beneficiação. Mais recentemente em 1997 voltou a sofrer atenções, quando sofreu novas beneficiações e trabalhos de revisão e conservação.

Características do Forte:

Fortificação marítima abaluartada de pequenas dimensões, apresenta Planta Poligonal Estrelada, formada por quatro Baluartes Laterais e Bateria ressaltada pelo lado do Rio. As suas Muralhas em cantaria de pedra, apresentam Guaritas Facetadas nos Vértices.

Sobre o Portão de Armas inscreve-se a pedra com as Armas Reais.

No Terrapleno erguem-se três construções com Cobertura de uma água e duas Rampas de Acesso ao Adarve e Eirado. Os Quartéis Abobadados, contam com Lareiras.

Nas Canhoneiras da Bateria, podem ser observadas antigas Peças de Artilharia.

Leonor Especial / Fonte: Política, História e Património de Portugal

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ESPOSENDE CONVIDA A REFLETIR SOBRE O IMPACTO DE CATÁSROFES EM SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS

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18 de abril - Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Como forma de assinalar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se comemora hoje, 18 de abril, subordinado à temática “Catástrofes e conflitos à luz da carta de Veneza”, o Município de Esposende desenvolveu uma dinâmica em torno da exposição “Mar de Histórias”, patente no Centro Interpretativo de S. Lourenço, que envolveu cerca de 200 participantes, entre professores e alunos do 7.º ano de escolaridade.

Este ano pretende-se refletir sobre os atuais desafios à escala global, como as alterações climáticas, as catástrofes naturais e os conflitos. As zonas costeiras são, desde há milénios, regiões muito dinâmicas e sujeitas a uma grande diversidade de agentes naturais e antrópicos. As alterações climáticas, devido ao aumento do nível médio global do mar, estão a provocar maior frequência de valores extremos do nível local do mar. Estas tendências têm provocado maior erosão costeira, nomeadamente provocando galgamentos e inundação temporária de zonas litorâneas, das quais decorre a exposição e/ou descoberta de elementos naturais e antrópicos até então desconhecidos. Pese embora este fenómeno de forte erosão costeira, em muito potenciada por fenómenos climáticos extremos como fortes tempestades, no caso do litoral de Esposende têm vindo a ser descobertos, ao longo dos últimos anos, sítios arqueológicos, com milhares de artefactos que remontam a milhares de anos.

Exemplo destas circunstâncias foi particularmente o inverno de 2013-2014, o qual se pautou por um número invulgarmente elevado de temporais no Atlântico Norte e que afetaram o litoral Oeste de Portugal.  A ondulação provocada por alguns destes temporais mais intensos - especialmente a tempestade Hércules - causou prejuízos muito avultados no litoral da Noruega, Dinamarca, Alemanha, Irlanda, Reino Unido, França, Espanha e Portugal.

No entanto, esta tempestade e cidadãos ativos permitiram a descoberta do naufrágio quinhentista de Belinho, profundamente divulgado ao nível nacional e internacional, como é o caso do artigo mais recente, publicado na reputada revista Journal of Maritime Archaeology da editora Springer, intitulado "Metal objects were much desired. A 16th century shipwreck cargo off the coast of Esposende (Portugal) and the importance of studying ship cargos". É exclusivamente dedicado à carga do navio de Belinho e encontra-se disponível para consulta gratuita on-line. Ainda sobre esta matéria, poderá ser consultado gratuitamente, no repositório da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), o trabalho “Depois do mar | A coleção de estanho e de latão de Belinho (Esposende)”, de Elisa Frias-Bulhosa, estagiária do Serviço de Património Cultural em 2022/23, realizado no âmbito do Mestrado em História da Arte, Património e Cultura Visual da FLUP, que obteve a classificação de 20 valores.

Importa refletir sobre o impacto que estes episódios vão tendo em sítios arqueológicos até agora desconhecidos; sobre como temos vindo a atuar para registar os vestígios, recuperar os artefactos e conservar os objetos; que dados têm sido obtidos com o trabalho desenvolvido por diversas equipas inter e transdisciplinares, tanto sobre os sítios como do respetivo espólio arqueológico agora revelados; e qual o papel dos cidadãos sobre estes locais.

Considerando que “um cidadão esclarecido, é um cidadão ativo”, as Jornadas Europeias de Arqueologia’ 2024 de Esposende, que decorrerão de 14 a 16 de junho, darão a conhecer os resultados mais recentes de trabalhos que têm vindo a ser realizados nos sítios arqueológicos costeiros de Esposende, como, por exemplo, a CASE (Carta Arqueológica Subaquática de Esposende) ou na Praia de Guilheta, em Antas. A adesão do Município a este evento europeu enquadra-se nas metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU e na estratégia de valorização do património arqueológico do território concelhio.

Para mais informações poderão entrar em contacto com o Centro Interpretativo de S. Lourenço, através do telefone 253 960 179, do e-mail arqueologia@cm-esposende.pt ou consultar a página de internet do Património Cultural do Municipio de Esposende, em https://www.municipio.esposende.pt/viver/patrimonio-cultural.

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VILA PRAIA DE ÂNCORA: DÓLMEN DA BARROSA É MONUMENTO NACIONAL DESDE 1910

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Situado em Vila Praia de Âncora, o Dólmen da Barrosa encontra-se classificado como monumento nacional desde 1910. Também conhecido por “Lapa dos Mouros”, o Dólmen da Barrosa é um monumento megalítico dos finais do neolítico, calculando-se em mais de dois mil anos a sua existência. Caraterizado como um dólmen de corredor sem diferenciação entre este e a câmara funerária propriamente dita, o Dólmen da Barrosa é considerado um dos monumentos megalíticos mais representativos do género na Península Ibérica.

"Situada na povoação de Vila Praia de Âncora, a "Anta da Barrosa" foi objecto de classificação, como "Monumento Nacional", logo em 1910, certamente por constituir o maior e mais bem preservado monumento megalítico de todos quantos foram identificados até à data no Vale de Âncora.

Escavado em 1879 pelo conhecido investigador vimarenense de oitocentos, Francisco Martins de G. M. Sarmento (1833-1899), numa altura em que a temática dolménica assumia proporções verdadeiramente inauditas junto da comunidade científica europeia da época, a anta foi, já em meados do século passado, estudada por João de Castro Nunes.

Trata-se de um monumento constituído, como os demais pertencentes a esta tipologia, por câmara sepulcral de planta poligonal formada por oito esteios e respectiva laje de cobertura - ou "chapéu" -, para além do corredor com cerca de um metro e meio de largura por seis de comprimento, ainda que não pareçam subsistir quaisquer vestígios de mamoa - ou tumulus - que a pudesse cobrir originalmente na totalidade. Estas dimensões estarão, na verdade, na base da hipótese de trabalho levantada pela conhecida arqueóloga alemã Vera Leisner, que inseriu este exemplar na tipologia genérica dos dolmens de corredor do Noroeste Peninsular e, dentro desta, no sub-agrupamento caracterizado pela indiferenciação revelada entre câmara funerária e corredor.

Entretanto, a investigação realizada por J. de Castro Nunes permitiu identificar a existência, na superfície de três lajes, de motivos decorativos típicos deste "mundo dolménico", com serpentiformes e signos em forma de "U", aqui executados através do método da percussão.

O início do século XXI trouxe, contudo, outras novidades relativas à História do sítio, ao serem encontrados vestígios de uma ocupação romana nas suas imediações, ao que tudo indica, entre os séculos I e II d. C., como parece indicar a análise dos fragmentos de cerâmica comum e de alguns materiais de construção, como telha romana - tegulae -, num testemunho mais da reutilização periódica (quando, não mesmo, sistemática) dos mesmos espaços simbólicos para, não apenas, apreender o seu significado preexistente, como sobrepor um novo poder temporal mediante a apropriação (ou, talvez, sobreposição ao) do poder espiritual.

[AMartins]" / Fonte: IGESPAR

Dólmen da Barrosa (6)

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Dólmen da Barrosa

VILA PRAIA DE ÂNCORA: MUNICÍPIO DE CAMINHA PROMOVE VISITAS AO DÓLMEN DA BARROSA

A Câmara Municipal de Caminha vai assinalar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, no dia 18 de abril, com visitas guiadas ao Dólmen da Barrosa, em Vila Praia de Âncora.

Venha conhecer um dos monumentos mais emblemáticos do nosso concelho.

Atividades gratuitas

Inscrições: Museu Municipal de Caminha / T 258 023 178

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VISÃO ESTRATÉGICA PARA O FUTURO DO CASTELO DE CERVEIRA É APRESENTADO EM CONTEXTO EUROPEU

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O Município de Vila Nova de Cerveira participou, de 8 a 10 de abril, no segundo Encontro Transnacional da rede ARCHETHICS em Gdansk, na Polónia, no âmbito do projeto ARCHETHICS (Dissonant European Heritage as Labs of Democracy).  O edil cerveirense, Rui Teixeira, deu a conhecer ao consórcio a visão estratégica que está a ser desenvolvida em conjunto com o Grupo de Ação Local (GAL) de Vila Nova de Cerveira.

A rede ARCHETHICS é um projeto que reúne nove municípios da União Europeia de diferentes dimensões que partilham a presença de um património dissonante desafiante e muito diversificado.

No âmbito do segundo Encontro Transnacional do consórcio, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, teve a oportunidade de apresentar o trabalho que foi desenvolvido nos últimos seis meses pelo município, nomeadamente os resultados das reuniões de trabalho com o GAL, que tem como principal objetivo desenvolver uma Estratégia Integrada de Revitalização Económica, Social e Cultural para o Castelo de Cerveira.

Com mais de 20 participantes de diferentes instituições locais e regionais, as sessões tiveram como principais conclusões:  a necessidade de reverter a concessão do Castelo de modo a reintegrá-lo nas vivências sociais, culturais e económicas do município; a ambição de valorizar e preservar este património material, bem como a sua memória coletiva (imaterial); recuperar o Castelo como o ex-libris do território e promover ações que potenciem este valioso património a nível turístico, religioso, cultural, educativo e científico.

“Esta foi uma oportunidade de partilhar a nível europeu esta nossa causa que tem sido prioritária para este executivo e o excelente trabalho estratégico de auscultação que está a ser desenvolvido com os nossos parceiros locais e regionais, a partir de uma abordagem horizontal e participada”, explicou o edil cerveirense.

O Programa de Cooperação Territorial Europeia URBACT permite a partilha de boas-práticas e experiências entre cidades europeias que têm desafios similares ao nível do Desenvolvimento Urbano Sustentável, pelo que Rui Teixeira e a equipa de projeto tiveram ainda a oportunidade de participar em visitas na Cidade de Gdansk ao seu património dissonante – o bairro Residencial de Grunwald.

Recorde-se que além de Vila Nova de Cerveira, fazem ainda parte do projeto ARCHETHICS o Município de Cesena (Itália), na qualidade de coordenador do projeto, e as cidades de Kazanlak (Bulgária), Cracóvia e Gdansk (Polónia), Bétera (Espanha), Leros (Grécia), Leipzig (Alemanha) e Permet (Albânia). O património comum foi definido por historiadores, arquitetos e especialistas como "dissonante" por transmitir uma ligação problemática entre os elementos físicos (edifícios, ruas, praças, bairros, etc.) e o contexto histórico e político e os valores que os produziram no passado.

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VIANA DO CASTELO ASSINALA DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS COM SESSÃO DEDICADA A CHAFARIZ QUINHENTISTA

No dia 18 de abril, a Câmara Municipal de Viana do Castelo assinala o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (DIMS) com uma sessão dedicada à empreitada de reabilitação do Chafariz quinhentista da Praça da República.

A Casa dos Nichos acolhe, às 10h00, a sessão aberta à comunidade com o tema “Chafariz da Praça da República em Viana do Castelo - O Restauro de uma obra hidráulica quinhentista, em granito: metodologias, critérios e intervenção”.

Recorde-se que o Chafariz da Praça da República (antiga Praça da Rainha), obra quinhentista que, em conjunto com os Antigos Paços do Concelho e a Misericórdia compõem a imagem mais reconhecida do centro histórico de Viana do Castelo, está a ser alvo de um profundo programa de restauro. Com a atividade pretende-se apresentar a intervenção, os desafios e as soluções, ao público interessado, através de uma apresentação publica, na Casa dos Nichos, seguida de uma visita à "obra".

A empreitada de conservação e restauro do Chafariz, classificado como Monumento Nacional desde 1910 e verdadeiro ex-libris da principal sala de visitas da cidade, é uma obra superior a 122 mil euros, acrescido de IVA. Em causa estão patologias da pedra que afetam o chafariz, a necessidade de substituição da tubagem interior e da consolidação da estrutura. É necessário que o chafariz seja desmontado para ser tratado e voltar a ser colocado. “A desmontagem do pilar central do chafariz é uma operação essencial, que permitirá a revisão total do sistema hidráulico e a verificação e colmatação estrutural dos diversos elementos pétreos que o constituem”, lê-se no projeto.

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (DIMS) assinala-se anualmente a 18 de abril. Este dia foi criado pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), em 1982. No ano seguinte, a UNESCO reconheceu esta data, na 22.ª Conferência Geral. O seu objetivo é destacar a importância dos monumentos e sítios na história e identidade dos vários povos, bem como apelar à sua preservação e valorização.

O tema escolhido para 2024 é “Catástrofes e Conflitos à luz da Carta de Veneza”, proposto pelo International Council of Monuments and Sites (ICOMOS). O tema convida a refletir o Património Cultural partilhado que emana desta convenção internacional, no ano em que celebra 60 anos, e que papel ainda desempenha na atualidade.

A Carta de Veneza foi adotada em 1964, duas décadas após a II Guerra Mundial, numa época que prometia progresso e desenvolvimento económico ilimitados. Seis décadas depois, o mundo enfrenta uma emergência climática, um número crescente de catástrofes naturais e conflitos, que levam à destruição de locais culturais e à deslocação em massa de populações.

Testemunhos vivos de tradições seculares de um povo, os monumentos históricos são um património comum, que urge salvaguardar para as gerações futuras, com toda a riqueza da sua autenticidade. A Carta de Veneza, apresenta assim, os princípios internacionais orientadores da conservação e do restauro dos monumentos históricos, entendendo que “a conservação e restauro de monumentos visa salvaguardar tanto a obra de arte como o testemunho da história” (artigo 3.º).

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MONÇÃO: PALÁCIO DA BREJOEIRA DISTINGUIDO COM O PRÉMIO “CINCO ESTRELAS REGIÕES”

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Numa avaliação feita pelos consumidores, o Palácio da Brejoeira é, pelo segundo ano consecutivo, a melhor experiência enoturística no distrito de Viana do Castelo.

Situado na freguesia de Pinheiros, Concelho de Monção, o Palácio da Brejoeira é uma grandiosa moradia em estilo neoclássico, mandada construir no início do século XIX, só ficando concluída cerca de trinta anos depois. De portas abetas ao publico, recebe visitas guiadas.

Circundada de altos muros, ao gosto da época, com um frondoso parque de essências arbóreas pouco vulgares, envolve um conjunto notável - palácio, bosque, jardins e vinhas - que seduz e encanta os visitantes pelo ambiente harmonioso e tranquilo.

Além dos seus jardins de estilo inglês, cultivam-se, com esmero, 18 hectares de vinha de casta Alvarinho que D. Hermínia Paes transformou num dos vinhos mais emblemáticos da nossa região. Sem abdicar da tipicidade única do vinho Alvarinho, na adega produzem-se vinhos de qualidade.

Réplica do Palácio da Ajuda, em Lisboa, esta faustosa moradia fidalga ficou conhecida por ter recebido, em 1950, uma reunião entre António de Oliveira Salazar e o General Franco. Uma casa revestida de sumptuosidade, com elevado valor histórico, e uma beleza paisagística e aromática protagonizada por vinhedos de Alvarinho.

Prémio “Cinco Estrelas regiões”

Implementada em 2014, pela Five Stars Consulting, o prémio “Cinco Estrelas” atinge, em cada edição, números superiores à edição anterior, tanto em termos de marcas avaliadas, como de categorias formadas e de consumidores envolvidos.

Como sistema de avaliação, o Prémio “Cinco Estrelas” identifica o melhor que existe no mercado ao nível de produtos, serviços e marcas, através de uma metodologia que avalia as principais características com capacidade para influenciar, positivamente, as decisões dos consumidores.

Para chegar às marcas vencedoras, que se distinguiram pela sua qualidade, de norte a sul do país, estiveram envolvidos 454.000 consumidores que, em vários meses de testes, avaliaram perto de 1.100 marcas, em diversas categorias, tendo sido premiadas apenas 128.

“Parabéns. Esta distinção prestigia o Palácio da Brejoeira e enaltece, ainda mais, a riqueza patrimonial, histórica e vínica do nosso município, afirmando-o como um destino turístico de referência nacional e internacional".

António Barbosa

Presidente da Câmara Municipal de Monção