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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CASA DO MINHO EM LISBOA ABRIU AS PORTAS PARA RECEBER O SENHOR EM DOMINGO DE PASCOELA

Muitos minhotos radicados na região de Lisboa acorreram hoje à Sede da Casa do Minho, em Telheiras, para festejar a Ressurreição do Senhor, nos moldes tradicionais em que a mesma tem lugar na nossa região.

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Os minhotos seguiram em procissão pelas ruas da localidade, levando consigo a cruz florida que, uma vez chegada à Sede daquela Instituição regionalista, foi dada a beijar a todos os presentes. À frente íam os bombos e os tocadores de concertina, fazendo os moradores assomarem às janelas e varandas, os quais não deixavam escapar a oportunidade de registar fotograficamente o acontecimento. Logo, seguidos do Padre João Caniço e dos mordomos com as suas opas vermelhas, levando consigo a sineta e a caldeirinha.

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À chegada à Casa do Minho, o caminho encontrava-se tapetado de alecrim, funcho e rosmaninho, exalando os seus aromas característicos. E, por fim, após a celebração religiosa da visita pascal – que nalgumas regiões do Minho designam por compasso! – os presentes acercaram-se de uma lauta mesa repleta das melhores iguarias da nossa região, apropriadamente regado com vinho verde propositadamente colhido e engarrafado para as comemorações recentes dos 95 anos da Casa do Minho e 75 anos do seu Rancho Folclórico.

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A Pascoela ocorre sete dias após a Páscoa, sendo também designada por Dia da Misericórdia de Deus, oitava da Páscoa ou Quasímodo, denominações caídas em desuso após o Concílio Vaticano II. A preferência da Casa do Minho pela celebração da Pascoela – aliás à semelhança das demais casas regionais minhotas – deve-se ao facto da maior parte dos nossos conterrâneos deslocarem-se para o Minho por ocasião desta quadra festiva.

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Há mais de um século, o escritor e jornalista valenciano José Augusto Vieira, descrevia a Páscoa no Minho, na revista “Branco e Negro” (Semanario Illustrado), nº.1 de 5 de Abril de 1896, nos seguintes termos:

“O Natal é a festa da noite, a Paschoa e festa do dia!

Pelos caminhos da aldeia o parocho revestido de sobrepeliz e estola vae acompanhado pelo mordomo da cruz, pelo caldeirinha de agua benta, pelo campainha, pelo creado encarregado de receber os folares. Partem sol nado.

São muitos e distantes os logares, e a cruz, enfeitada com belos cordões de ouro e laços de fita coloridos, aromatisada com essência de cravo ou rosmaninho, tem de ser beijada por todos os freguezes.

Os vizinhos invadem uns as casas dos outros; os parentes teem de ir beijal-a a casa dos parentes, embora a distancia seja longa.

Avista-se além a Cruz, n’uma volta da azinhage. A campainha vibra no ar ambalsamado pelo perfume das macieiras em flôr, e então todos se dão pressa em juncar de flores e plantas aromaticas a entrada do seu lar, e estender sobre a mesa a alva toalha de rendas, onde o folar é depositado.

O padre chega. Enche-se a casa.

Alleluia, boas festas.

E a todos ajoelhados o parocho dá a Cruz para beijar, correndo assim a freguesia inteira.

Os ausentes teem vindo de fora, esquecem-se antigos ódios, visitam-se amigos velhos; a panella é gorda n’esse dia, o vinho espuma alegremente. É a natureza que ressurge, e quando a seiva ascende exhuberante e fecunda, não é para admirar que o espírito se vivifique pela alegria.”

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Também Carlos Gomes publicou em tempos no Portal do Folclore < http://folclore.pt/> o seguinte artigo, depois transcrito para o BLOGUE DO MINHO:

Na Páscoa, o Cristianismo celebra a morte e ressurreição de Jesus Cristo, o que faz desta festividade porventura a mais importante e de maior significado para os cristãos. Com efeito, é a crença na ressurreição de Jesus Cristo que distingue a fé cristã em relação a outras confissões religiosas. Foi apenas no século II que a Igreja Católica fixou a Páscoa no domingo, sem a menor referência à celebração judaica. Sucede que Jesus Cristo, segundo o calendário hebraico, terá morrido em 14 de Nissan, precisamente o início do Pessach ou seja, o mês religioso judaico que marca o início da Primavera.

Com efeito, de acordo com a tradição judaica, a Páscoa provém de Pessach que significa passagem e evoca a fuga dos judeus do Egipto em busca da Terra Prometida. Na realidade, tal significação remonta a raízes ainda mais ancestrais, concretamente às celebrações pagãs que ritualizavam a passagem do Inverno para a Primavera ou seja, as festas equinociais associadas à fertilidade e ao renascimento dos vegetais.

Tais celebrações eram antecedidas pela Serração da Velha, o Entrudo e as saturnais que originaram as festividades de Natal. Mas, as novas religiões monoteístas alicerçaram-se sobre as ruínas das crenças antigas e, por cima dos antigos santuários pagãos ergueram-se as novas catedrais românicas e góticas. Da mesma forma que, sobre as ruínas dos velhos castros foram construídos os castelos medievais. E, assim, também as celebrações pagãs se revestiram de novas formas mais de acordo com novas conceções religiosas e se cristianizaram, adquirindo uma nova simbologia e significação.

Subsistem, no entanto, antigas usanças que denunciam as origens pagãs da festividade pascal associadas a costumes importados da cultura anglo-saxónica que, em contacto com as tradições judaico-cristãs originam um sincretismo que conferem à celebração pascal uma conceção religiosa bastante heterodoxa. É o que se verifica, nomeadamente, com toda a simbologia associada ao coelho e aos ovos da Páscoa, sejam eles apresentados sob a forma de chocolate, introduzidos nos folares ou escondidos no jardim, rituais estes ligados à veneração praticada pelos nórdicos a Ostera, considerada a deusa da fertilidade e do renascimento, por assim dizer a “deusa da aurora”.

Tal como para os judeus, a Pessach alude à passagem do anjo exterminador antes da sua partida do Egipto e, ao assinalarem as suas casas com o sangue do cordeiro levaram a que fossem poupados da praga lançada por Javé, para os cristãos é o próprio Jesus Cristo que incarna a vítima sacrificial ou seja, o cordeiro pascal que expia os pecados dos homens. Também para os cristãos, a Páscoa representa a passagem da morte para a vida eterna e o reencontro com Deus.

Na Páscoa, o sol primaveril irrompe pelas veigas verdejantes enquanto as árvores se espreguiçam num novo amanhecer. As flores exalam um perfume inebriante que inundam os céus e a todos contagia. As casas dos lavradores engalanam-se para receber a visita pascal. Junca-se o caminho com um tapete colorido feito de funcho, cravo e rosmaninho. O pároco, de sobrepeliz e estola entra pelos quinteiros, logo seguido a curta distância pelo mordomo, vestindo a opa vermelha e levando consigo a cruz florida que a dá a beijar, e o sacristão com a sineta e a caldeirinha de água benta. Lá fora, o estalejar dos foguetes indica o local exato onde segue a cruz. Em redor, a natureza renasce e adquire especial fulgor.

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JOVENS BARQUENSES PROCURAM OVOS DA PÁSCOA

Páscoa | Caça aos ovos foi a proposta para os mais pequenos em Ponte da Barca

Foi com uma caça aos ovos de ouro que a autarquia de Ponte da Barca promoveu uma divertida tarde na Loja Interativa de Ponte da Barca, durante a época Pascal.

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Os mais pequenos deliraram com a corrida aos ovos de ouro e com a oferta de um ovo de chocolate pelas mãos do Presidente da Câmara, Augusto Marinho.

Ainda durante a atividade, os petizes tiveram oportunidade de conhecer a Loja de Turismo e ficar a saber mais sobre a história de Ponte da Barca, concretamente do navegador barquense Fernão de Magalhães, no Centro Interpretativo com o seu nome, inserido nas mesmas instalações que a Loja Interativa de Turismo.

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VILAVERDENSES COMEM OVOS COZIDOS NA PONTE DE PRADO NA NOITE DE PÁSCOA

Ovo na Ponte. Em noite de Páscoa, todos os caminhos vão dar à Ponte de Prado!

“Aquele que, à meia-noite do dia de Páscoa, sobre ela [Ponte de Prado] comer um ovo cozido, passará todo o ano sem ser acometido de dores de cabeça”, reza a lenda. Diz a voz do povo que as cascas do ovo devem ser lançadas sobre o leito do Rio Cávado para que se cumpra a profecia popular. A superstição dá o mote, mas foi no ambiente de amizade, alegria e celebração Pascal que a tradição do Ovo na Ponte ganhou raízes e extravasou as fronteiras da Vila de Prado e do concelho, mobilizando anualmente milhares de pessoas à ponte filipina. Para ‘empurrar’, habitualmente, os ovos são acompanhados por vinho verde ou champanhe.

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Em noite de Páscoa, a partir das 23h00, a multidão ruma à Ponte de Prado para encerrar com chave de ouro um dia de enorme simbolismo. A 21 de abril de 2019, todos os caminhos vão dar à Vila de Prado!

A Junta de Freguesia da Vila de Prado volta a apoiar a organização logística do evento com a ornamentação e iluminação da Ponte, o encerramento do trânsito e o stand de apoio com bebidas e ovos cozidos, localizado junto à Casa do Povo da Vila de Prado. De resto, como tem acontecido ao longo das décadas, a tradição fica entregue à iniciativa popular. À semelhança dos anos anteriores, espera-se uma bela moldura humana, composta por milhares de pessoas, para uma noite de tradição, amizade e convívio.

O presidente da Junta de Freguesia da Vila de Prado, Albano Bastos, sublinha a importância de manter vivas as tradições locais, que espelham e reforçam a identidade pradense, Por outro lado, o Ovo na Ponte tem atraído um número crescente de visitantes ao longo dos últimos anos, pelo que a tradição contribui também de forma categórica para a divulgação da freguesia e do concelho de Vila Verde, assumindo-se como um elemento diferenciador de promoção e valorização do território.

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VALENCIANOS ATRAVESSAM O RIO MINHO COM A CRUZ PASCAL

Páscoa Sem Fronteiras em Valença. Cruz Pascal Atravessa o Rio Minho de Barco

A Cruz Pascal vai atravessar o Rio Minho, num tradicional compasso pascal transfronteiriço, com o emblemático Lanço da Cruz. Segunda-feira de Páscoa, 22 de Abril, às 17h, o rio Minho é o palco para uma tradição popular e religiosa onde milhares de minhotos e galegos mostram a sua fé.

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Uma Festa em Dois Países

O Santuário da Senhora da Cabeça, na freguesia valenciana de Cristelo Côvo, o Cais de Sobrado - Torron, em Tomiño (Galiza) e o rio Minho são os recintos de uma autentica romaria galaico-minhota que decorre sempre na segunda-feira imediata ao fim de semana da Páscoa.

Lanço da Cruz e Procissão Fluvial

Da romaria destaca-se o emblemático Lanço da Cruz.

Ao entardecer, depois da visita pascal a Cristelo-Côvo, o pároco com a Cruz Pascal, entra num barco de pesca e dirige-se até à margem espanhola onde dá a cruz a beijar. Entretanto os pescadores lançam as redes benzidas ao rio. Todo o peixe que sair no lance é para o pároco. Com o pároco português regressa, no barco, o pároco de Sobrado – Torron, concelho de Tomiño (Galiza), dando a cruz a beijar aos peregrinos que aguardam junto ao rio, na margem portuguesa. Várias embarcações portuguesas e galegas acompanham este compasso pascal, numa castiça e autêntica procissão fluvial, nas águas do Minho.

Romaria Galaico Minhota

Até à noite os sons das gaitas de foles misturam-se com os das concertinas, das castanholas, o rufar dos bombos e tambores numa autêntica romaria galaico-minhota.

Os Merendeiros do Carneiro da Páscoa

Na terça-feira, 23 de Abril, merece especial referência a missa para os peregrinos da Galiza, celebrada em galego, por um padre da Galiza. Neste dia também, por tradição, os peregrinos desfrutam dos seus merendeiros nas sombras do parque comendo, sobretudo, o que sobrou do carneiro ou cabrito da Páscoa.

A tradição do Lanço da Cruz é uma manifestação religiosa e popular muito acarinhada pelas populações da raia minhota que ano após ano atrai um maior número de populares e turistas.

BRAGA: MAXIMINOS REALIZA VIA SACRA

20 mil espectadores na antevisão à Semana Santa de Braga

20 mil espectadores. A Via Sacra de Maximinos voltou às ruas da freguesia e encheu-se ao longo dos dois quilómetros de percurso, que uniam o Largo do Penedo ao Monte de São Grgeório. 

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Foram 15 as estações em 10 cenários diferentes e mais de 300 pessoas envolvidas entre figuração e staff. Aquela que é a maior via sacra ao vivo da Península Ibérica conseguiu aumentar no número de espectadores e melhorar as suas infraestruturas, numa dinâmica que a organização garante que será para manter. 

Para 2020 fica a promessa de uma Via Sacra renovada e cheia de energia para viver o caminho de Cristo até à cruz. 

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Declaração-Daniel Martins.doc

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