Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

3º CONGRESSO DA REDE EUROPEIA DE CELEBRAÇÕES DA SEMANA SANTA E PÁSCOA ESTÁ A MENOS DE UM MÊS DE DISTÂNCIA

2R6A2301-b.jpg

  • Sob o tema “Identidades Vivas”, o Congresso irá explorar o valor da autenticidade e os desafios de salvaguardar o património, enquanto fomenta o desenvolvimento do turismo nas celebrações.
  • O evento ocorrerá nas cidades portuguesas de Ovar e Santa Maria da Feira, de 8 a 10 de outubro de 2025.
  • O programa inclui quatro conferências, duas mesas redondas e três painéis temáticos com contribuições de cerca de vinte especialistas de Portugal, Espanha, Eslovênia, Croácia, Polônia e Malta.
  • O evento é organizado em colaboração com a Comissão das Solenidades da Quaresma de Ovar e a Comissão da Semana Santa de Santa Maria da Feira

A Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa está a finalizar os preparativos para a terceira edição do Congresso Europeu da Semana Santa e Páscoa, que ocorrerá de 8 a 10 de outubro nas cidades portuguesas de Ovar e Santa Maria da Feira. Sob o tema "Identidades Vivas", o congresso irá abordar o valor da autenticidade e os desafios da salvaguarda do património e do desenvolvimento do turismo nas celebrações.

Organizado pela Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa, em colaboração com a Comissão das Solenidades da Quaresma de Ovar e a Comissão da Semana Santa de Santa Maria da Feira, tem o apoio do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória, Universidade do Porto) e do CEHR (Centro de Estudos de História Religiosa, Universidade Católica Portuguesa).

O programa é estruturado em torno de conferências e mesas redondas lideradas por especialistas de diferentes países, e a inscrição está fixada em 40€, aberta até o dia 6 de outubro.

O Congresso busca abordar a Semana Santa e a Páscoa na Europa a partir de uma perspectiva global, destacando os elementos históricos e rituais compartilhados, assim como examinar o significado atual dessas celebrações dentro do contexto europeu. O objetivo é enfatizar a identidade que permeia as celebrações, tanto nas pessoas quanto nos lugares onde acontecem, em sua continuidade e evolução.

Explorando as Identidades Vivas

Após refletir sobre a "Semana Santa como Patrimônio Comum" no primeiro congresso, e sobre a transição "Do Local ao Universal" no segundo, esta terceira edição propõe explorar as "Identidades Vivas" expressas através das práticas e manifestações da Semana Santa e Páscoa. O objetivo é fomentar a reflexão sobre o valor da autenticidade e os desafios enfrentados por essas celebrações no contexto do desenvolvimento do turismo.

Entre os seus objetivos estão: explicar o conceito de «identidade» e entender como ele se reflete nas comunidades e suas práticas; debater a relevância da interdisciplinaridade no estudo das celebrações, bem como os desafios impostos pelos processos de salvaguarda; explorar as diferentes expressões das práticas e manifestações da Semana Santa e Páscoa, resultado de um processo contínuo de intercâmbio; e discutir e refletir sobre os desafios que o turismo impõe a essas celebrações atualmente.

Programa do Congresso

O congresso inclui quatro conferências e duas mesas redondas, bem como três painéis temáticos com contribuições de cerca de vinte especialistas de Portugal, Espanha, Eslovênia, Croácia, Polônia e Malta. Os painéis são organizados sob os seguintes temas: "Paixão e Identidade", "Religião e Cultura no Espaço Público" e "Cidade, Crenças e Pessoas". Além disso, foram agendadas visitas e atividades culturais para permitir que os participantes descubram as cidades anfitriãs do evento.

O congresso visa reunir especialistas de diferentes nacionalidades para contribuir para o intercâmbio científico e a colaboração sobre um elemento patrimonial que permanece vivo e relevante, e que ano após ano atrai um grande número de fiéis, turistas, estudiosos e o público em geral.

Mais sobre a Rede Europeia

A Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa, estabelecida em 2019, é uma organização dedicada a promover as tradições ligadas à Semana Santa e Páscoa, salvaguardando assim o seu rico património. O seu principal objetivo é contribuir para um entendimento mais profundo dos valores deste vasto legado, que permanece vivo em grande parte da Europa. Um legado que combina notáveis diferenças locais com a sua presença generalizada como um elemento comum em muitas regiões.

MERCADO DA PÁSCOA DE CERVEIRA ALARGADO A MAIS UM FIM-DE-SEMANA

INSTA_PASCOA_PROGRAMA_25_ALARGAMENTO.png

Face às condições meteorológicas adversas que marcaram o Mercado de Páscoa no final da semana passada, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira decidiu alargar o evento por mais três dias, de 25 a 27 de abril, numa atitude próxima e cooperante com os expositores e comerciantes locais. A decisão visa também proporcionar à população e visitantes a oportunidade de usufruir plenamente do ambiente festivo e familiar que caracteriza esta iniciativa.

Com a previsão de bom tempo para o fim-de-semana prolongado que se avizinha, o Parque de Lazer do Castelinho volta a acolher bancas de produtos locais, artesanato e gastronomia tradicional inicialmente inscritas, que desde logo manifestaram vontade em marcar presença neste alargamento. A estas juntam-se várias atividades de cariz familiar, como insufláveis, pinturas faciais, jogos tradicionais e animação itinerante, fazendo do Mercado de Páscoa de Cerveira um verdadeiro ponto de encontro entre a tradição e o dinamismo local.

A iniciativa, que tem vindo a afirmar-se no calendário festivo da região e na Galiza, pretende agora recuperar o tempo perdido devido à chuva e manter viva a celebração da época pascal, num ambiente descontraído e ao ar livre, antecipando uma grande afluência.

A programação associada ao alargamento do Mercado de Páscoa é gratuita, estando em funcionamento na sexta-feira, 25 de abril, das 14h00 às 19h00, e no sábado e domingo, das 11h00 às 19h00.

TRADIÇÃO SECULAR VOLTOU A REUNIR PORTUGUESES E GALEGOS NAS MARGENS DO RIO MINHO

LançodaCruzValençaTomiño.jpg

O tradicional Lanço da Cruz, uma das mais emblemáticas celebrações do Alto Minho, voltou a unir as comunidades de Cristelo Covo (Valença, Portugal) e Sobrada (Tomiño, Galiza) no Rio Minho, reafirmando-se como um Património Cultural Imaterial.

Esta cerimónia, que marca o ponto alto das festividades em honra de Nossa Senhora da Cabeça, atraiu ontem 21 de abril milhares de pessoas às margens do rio, num momento de profunda fé, tradição e convívio transfronteiriço.

𝐔𝐦 𝐑𝐢𝐭𝐮𝐚𝐥 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐭𝐫𝐚𝐯𝐞𝐬𝐬𝐚 𝐠𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬

Às 16h00, os párocos de ambas as paróquias entraram em barcos de pesca tradicionais, levando consigo as Cruzes Pascais, e dirigiram-se ao meio do Rio Minho. Ali, as cruzes foram beijadas pelos sacerdotes e comitivas, simbolizando a união entre as duas margens.

A Cruz portuguesa seguiu para Sobrada (Galiza), enquanto a galega foi levada para Cristelo Covo (Portugal), sendo oferecida ao beijo dos fiéis de ambos os lados do rio. O momento foi acompanhado pelos sons tradicionais dos bombos, pandeiretas, castanholas, concertinas e gaitas de foles, que animaram a celebração.

𝐔𝐦𝐚 𝐅𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐌𝐢𝐬𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐅𝐞́, 𝐇𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐞 𝐂𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚

Além do ritual religioso, o Lanço da Cruz mantém traços de antigos cultos pagãos ligados às águas, fundindo-se com a tradição cristã. A presença de pescadores, que lançam as redes em busca da lampreia, reforça a ligação secular das comunidades ao Rio Minho.

𝐔𝐦𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚 𝐚 𝐮𝐧𝐢𝐫

Sob um sol radiante, milhares de minhotos e galegos celebraram mais um capítulo desta tradição centenária, que continua a fortalecer os laços entre Portugal e a Galiza. O Lanço da Cruz não é apenas um ato de fé – é um património vivo, testemunho da riqueza cultural do Minho e da sua história partilhada.

A GALIZA MAIL’O MINHO: TRADIÇÃO SECULAR VOLTOU A REUNIR PORTUGUESES E GALEGOS NAS MARGENS DO RIO MINHO

491645011_1178684374287042_4799957010035385766_n.jpg

O tradicional Lanço da Cruz, uma das mais emblemáticas celebrações do Alto Minho, voltou a unir as comunidades de Cristelo Covo (Valença, Portugal) e Sobrada (Tomiño, Galiza) no Rio Minho, reafirmando-se como um Património Cultural Imaterial.

Esta cerimónia, que marca o ponto alto das Festividades em honra de Nossa Senhora da Cabeça, atraiu milhares de pessoas às margens do rio, num momento de profunda fé, tradição e convívio transfronteiriço.

Um Ritual que atravessa gerações

Às 16h00, os párocos de ambas as paróquias entraram em barcos de pesca tradicionais, levando consigo as Cruzes Pascais, e dirigiram-se ao meio do Rio Minho. Ali, as cruzes foram beijadas pelos sacerdotes e comitivas, simbolizando a união entre as duas margens.

A Cruz portuguesa seguiu para Sobrada (Galiza), enquanto a galega foi levada para Cristelo Covo (Portugal), sendo oferecida ao beijo dos fiéis de ambos os lados do rio. O momento foi acompanhado pelos sons tradicionais dos bombos, pandeiretas, castanholas, concertinas e gaitas de foles, que animaram a celebração.

Uma Festa que mistura Fé, História e Cultura

Além do ritual religioso, o Lanço da Cruz mantém traços de antigos cultos pagãos ligados às águas, fundindo-se com a tradição cristã. A presença de pescadores, que lançam as redes em busca da lampreia, reforça a ligação secular das comunidades ao Rio Minho.

Uma tradição que continua a unir

Sob um sol radiante, milhares de minhotos e galegos celebraram mais um capítulo desta tradição centenária, que continua a fortalecer os laços entre Portugal e a Galiza. O Lanço da Cruz não é apenas um ato de fé – é um património vivo, testemunho da riqueza cultural do Minho e da sua história partilhada.

493067000_1178684504287029_6739483003437795161_n.jpg

490389991_1178684884286991_8372120129221769248_n.jpg

490741446_1178684347620378_7344350209131681421_n.jpg

491213888_1178684744287005_8341036995881925885_n.jpg

491385289_1178684660953680_3693545854295146769_n.jpg

491831724_1178684320953714_6300156789044308585_n.jpg

492301751_1178684354287044_6431302409875522249_n.jpg

492526382_1178684627620350_5923493980099682001_n.jpg

492882319_1178684344287045_8755975682716663231_n.jpg

492895706_1178684567620356_4516876661765819111_n.jpg

492946027_1178684857620327_1678468514252582092_n.jpg

MINHOTOS FESTEJAM A PASCOELA!

29749728_1695035590518867_578731114646295898_o.jpg

"Padre de aldeia abençoando em dia de Páscoa" - Costumes portugueses da província do Minho. Autor: Augusto Roquemont (1804-1852)

A Pascoela ocorre sete dias após a Páscoa, sendo também designada por Dia da Misericórdia de Deus, oitava da Páscoa ou Quasímodo, denominações caídas em desuso após o Concílio Vaticano II.

Há mais de um século, o escritor e jornalista valenciano José Augusto Vieira, descrevia a Páscoa no Minho, na revista “Branco e Negro” (Semanario Illustrado), nº.1 de 5 de Abril de 1896, nos seguintes termos:

“O Natal é a festa da noite, a Paschoa e festa do dia!

Pelos caminhos da aldeia o parocho revestido de sobrepeliz e estola vae acompanhado pelo mordomo da cruz, pelo caldeirinha de agua benta, pelo campainha, pelo creado encarregado de receber os folares. Partem sol nado.

São muitos e distantes os logares, e a cruz, enfeitada com belos cordões de ouro e laços de fita coloridos, aromatisada com essência de cravo ou rosmaninho, tem de ser beijada por todos os freguezes.

Os vizinhos invadem uns as casas dos outros; os parentes teem de ir beijal-a a casa dos parentes, embora a distancia seja longa.

Avista-se além a Cruz, n’uma volta da azinhage. A campainha vibra no ar ambalsamado pelo perfume das macieiras em flôr, e então todos se dão pressa em juncar de flores e plantas aromaticas a entrada do seu lar, e estender sobre a mesa a alva toalha de rendas, onde o folar é depositado.

O padre chega. Enche-se a casa.

Alleluia, boas festas.

E a todos ajoelhados o parocho dá a Cruz para beijar, correndo assim a freguesia inteira.

Os ausentes teem vindo de fora, esquecem-se antigos ódios, visitam-se amigos velhos; a panella é gorda n’esse dia, o vinho espuma alegremente. É a natureza que ressurge, e quando a seiva ascende exhuberante e fecunda, não é para admirar que o espírito se vivifique pela alegria.”

SEM PÁSCOA NÃO HÁ PASCOELA

“Na Páscoa, o Cristianismo celebra a morte e ressurreição de Jesus Cristo, o que faz desta festividade porventura a mais importante e de maior significado para os cristãos. Com efeito, é a crença na ressurreição de Jesus Cristo que distingue a fé cristã em relação a outras confissões religiosas. Foi apenas no século II que a Igreja Católica fixou a Páscoa no domingo, sem a menor referência à celebração judaica. Sucede que Jesus Cristo, segundo o calendário hebraico, terá morrido em 14 de Nissan, precisamente o início do Pessach ou seja, o mês religioso judaico que marca o início da Primavera.

Com efeito, de acordo com a tradição judaica, a Páscoa provém de Pessach que significa passagem e evoca a fuga dos judeus do Egipto em busca da Terra Prometida. Na realidade, tal significação remonta a raízes ainda mais ancestrais, concretamente às celebrações pagãs que ritualizavam a passagem do Inverno para a Primavera ou seja, as festas equinociais associadas à fertilidade e ao renascimento dos vegetais.

Tais celebrações eram antecedidas pela Serração da Velha, o Entrudo e as saturnais que originaram as festividades de Natal. Mas, as novas religiões monoteístas alicerçaram-se sobre as ruínas das crenças antigas e, por cima dos antigos santuários pagãos ergueram-se as novas catedrais românicas e góticas. Da mesma forma que, sobre as ruínas dos velhos castros foram construídos os castelos medievais. E, assim, também as celebrações pagãs se revestiram de novas formas mais de acordo com novas conceções religiosas e se cristianizaram, adquirindo uma nova simbologia e significação.

Subsistem, no entanto, antigas usanças que denunciam as origens pagãs da festividade pascal associadas a costumes importados da cultura anglo-saxónica que, em contacto com as tradições judaico-cristãs originam um sincretismo que conferem à celebração pascal uma conceção religiosa bastante heterodoxa. É o que se verifica, nomeadamente, com toda a simbologia associada ao coelho e aos ovos da Páscoa, sejam eles apresentados sob a forma de chocolate, introduzidos nos folares ou escondidos no jardim, rituais estes ligados à veneração praticada pelos nórdicos a Ostera, considerada a deusa da fertilidade e do renascimento, por assim dizer a “deusa da aurora”.

Tal como para os judeus, a Pessach alude à passagem do anjo exterminador antes da sua partida do Egipto e, ao assinalarem as suas casas com o sangue do cordeiro levaram a que fossem poupados da praga lançada por Javé, para os cristãos é o próprio Jesus Cristo que incarna a vítima sacrificial ou seja, o cordeiro pascal que expia os pecados dos homens. Também para os cristãos, a Páscoa representa a passagem da morte para a vida eterna e o reencontro com Deus.

Na Páscoa, o sol primaveril irrompe pelas veigas verdejantes enquanto as árvores se espreguiçam num novo amanhecer. As flores exalam um perfume inebriante que inundam os céus e a todos contagia. As casas dos lavradores engalanam-se para receber a visita pascal. Junca-se o caminho com um tapete colorido feito de funcho, cravo e rosmaninho. O pároco, de sobrepeliz e estola entra pelos quinteiros, logo seguido a curta distância pelo mordomo, vestindo a opa vermelha e levando consigo a cruz florida que a dá a beijar, e o sacristão com a sineta e a caldeirinha de água benta. Lá fora, o estalejar dos foguetes indica o local exato onde segue a cruz. Em redor, a natureza renasce e adquire especial fulgor.

Capturarserreleispascoa.PNG

Fonte: Illustração Catholica, nº 45, Braga, 9 de Maio de 1914

ESPOSENDENSES CELEBRARAM ENTERRO DO SENHOR – FOTOS DE LUÍS EIRAS

491850198_9885648194831494_7447046914065070346_n.jpg

As gentes de Esposende realizaram ontem a Procissão do Enterro do Senhor, uma das celebrações que ocorrem no âmbito da Semana Santam culminando as celebrações deste tempo litúrgico com a Vigília e o Compasso Pascal.

A Procissão do Enterro do Senhor expressa o sentimento, a comoção e a devoção dos católicos com a morte de Cristo na cruz e o seu enterro. Estas procissões começaram a realizar-se em finais do séc. XV e inícios do séc. XVI, oriundas de tradições vindas de Jerusalém.

491550982_9885646141498366_5700382876495157806_n (1).jpg

491818968_9885647954831518_7044297636047574726_n.jpg

491935552_9885645868165060_1739169656979175512_n.jpg

491938952_9885649151498065_9132645339672031576_n.jpg

491939143_9885645858165061_4351020551012627205_n.jpg

491947249_9885646134831700_6320173313298202633_n.jpg

491952266_9885646121498368_564809178068399681_n.jpg

492172466_9885648208164826_6716520750202510050_n.jpg

492216527_9885646621498318_1155193660042719035_n.jpg

492219900_9885648958164751_3629641777261936944_n.jpg

492250418_9885649194831394_2758283416208696238_n.jpg

492588940_9885648474831466_84228102586238506_n.jpg

VIA-SACRA EM CELORICO DE BASTO ENCHEU DE FIEIS A IGREJA MATRIZ DE BRITELO

DSC04317.jpg

A encenação do caminho de Jesus desde a condenação até à morte na cruz, promovida pelo programa Celorico a Mexer do Município de Celorico de Basto,  decorreu esta terça, 15 de abril, na igreja matriz de S. Pedro de Britelo.

A Via Sacra ao vivo procurou ser um  momento solene para retratar a Paixão de Cristo, vivida neste período da Quaresma, que  antecede a Páscoa. Como habitualmente, toda a encenação  foi preparada com rigor para que a comunidade vive-se, ao longo das 14 estações, o caminho de Jesus até ao Calvário.  Grande parte das personagens bíblicas foram interpretadas pelos idosos do Celorico a Mexer, momentos plenos de devoção e fé.

Como habitualmente, o Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, marcou presença nesta cerimónia e enalteceu “ a importância destas ações numa comunidade que vive com intensidade a sua fé. O Celorico a Mexer é um programa que cria motivos e razões para manter os nossos idosos em comunidade e, por isso, proporciona  iniciativas que os movam a sair de casa, a participar , a sentir-se parte de uma comunidade que é de todos e para todos”.

Toda a cerimónia foi presidida pelo Arcipreste de Celorico de Basto, Francisco Medeiros, assistido pelo Pe. Carlos Macedo, pelo Pe. Sérgio Araújo e pelo Pe. Parcídio Rodrigues. Os cânticos foram divinamente cantados pelo coro dos funcionários da divisão de Desenvolvimento Social e Saúde do Município.

A Via Sacra pretende ser um momento de meditação e reflexão caraterísticas do tempo litúrgico vivido, a Quaresma. 

Em 2025, a Igreja celebra o Jubileu “Peregrinos da Esperança”, um tempo de renovação espiritual, perdão e reconciliação, em que somos chamados a viver a graça do perdão e a transformar as nossas vidas, renovando a nossa fé e compromisso com o Evangelho, pelo que esta Via Sacra levou todos os presentes a refletir sobre as diferentes dimensões da esperança: a esperança que surge no meio da dor, a esperança que brota do sofrimento e, acima de tudo, a esperança que se encontra na promessa da Ressurreição.

DSC04483.jpg

DSC04249.jpg

DSC04258.jpg

DSC04284 (2).jpg

DSC04337.jpg

ARRANCOU EM PONTE DA BARCA CICLO DE ENCENAÇÕES TEATRAIS DA PÁSCOA

46ee3bb7-1a81-4986-9ae5-ffe512323e04.jpg

Arrancou, na noite do passado sábado, a primeira de três encenações teatrais que integram a programação pascal de Ponte da Barca. Inicialmente prevista para decorrer no Mosteiro de Vila Nova de Muía, a peça foi transferida para o Pavilhão Municipal devido às condições meteorológicas adversas. Ainda assim, o público pôde assistir à emocionante representação de "O Sermão da Montanha", que percorreu momentos marcantes da vida de Cristo, desde o Seu nascimento em Belém até à chegada a Jerusalém.

O ciclo prossegue já na próxima Quinta-feira Santa, com a tradicional recriação de "A Mui Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo", nos arredores do Mosteiro de Bravães. Esta encenação retrata, com intensidade e emoção, as últimas 24 horas de vida de Jesus na Terra.

A programação culmina a 19 de abril, às 22h30, com a encenação de "A Ressurreição de Jesus Cristo", no imponente Mosteiro Românico de São Martinho de Crasto, encerrando esta série de representações com um momento de grande simbolismo e espiritualidade.

Todas as peças são encenadas por Jaime Ferreri e contam com a participação de cerca de 300 atores e figurantes locais, oriundos das diversas freguesias do concelho. Com figurinos detalhados, cenários cuidados e iluminação especial, estas encenações representam um momento marcante da vivência pascal em Ponte da Barca, unindo fé, cultura e comunidade.

d3f0388d-b6b2-4885-b0b6-98ae846cc75c.jpg

de269afd-2230-4aa3-8595-29545e555f14.jpg

VIANA DO CASTELO: BIFE DA PÁSCOA NAS SUAS ORIGENS EM CARDIELOS – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

Aqui começou Bife da Páscoa em 1962.jpg

Aqui começou a tradição do bife da Páscoa em 1962

Podemos designá-lo como uma festividade cíclica gastronómica anual, e que tudo começou por 1962, idealizado por Américo Antunes Correia (1899-1982), proprietário da desaparecida Pensão Rio Lima, na cidade de Viana do Castelo, do restaurante com o mesmo nome, e da Quinta Dom Sapo, na freguesia de Cardielos, hoje unidade de Turismo no Espaço Rural.

Mas, de acordo com o actual concessionário do “berço” da iguaria de véspera de Domingo de Páscoa, o Chef Domingos Gomes, volta-se a cumprir a tradição, desde os produtos utilizados para a receita e a produção vínica local, esse Loureiro de Cardielos: o  Phulia, um projeto e obra de jovens empreendedores.

Portanto, reunidos condimentos de qualidade e desejo de sabor, no próximo Sábado de Aleluia, 19 de Abril, um almoço especial terá lugar nessa localidade situada a meio caminho entre Ponte de Lima e a capital do distrito. E, como fomos espreitar o cardápio, após as explicações do Chef Manuel Viana, que com mais sete irmãos nasceu no local de origem da iguaria pascal, vamos a ele; o desfile para debicar tem início às 13,00 horas, com entreténs variados, produção regional de charcutaria em especial da Arte dos Sabores em Ponte de Lima, e pratos quentes, seguindo-se um bife da vazia de bovino com 200 gramas, grelhado: para completar a recriação sexagenária do ágape, haverá acompanhamento com batata frita, salada e alguns segredos.

Num canto da sala do “Rio Lima”, montar-se-á a mesa de sobremesas, sobrepujada de doçaria e frutas, para assim finalizar o convívio dos comensais que desejarem inscrever-se no repasto típico  cardielense.

ARCOS DE VALDEVEZ: ONDE A PÁSCOA É MAIS DOCE!

65166407_1224452557716295_2486566363921907712_n.jp

O concelho de Arcos de Valdevez é um dos concelhos minhotos que possui uma mais rica e variada doçaria tradicional. A sua fama ultrapassa os limites da nossa região. E, na Páscoa, quando o pároco vai dar a cruz a beijar e as portas abrem-se para receber conterrâneos e amigos que literalmente invadem o quinteiro perfumado de aromas de alecrim, funcho e rosmaninho, não há mesa que não disponha destas deliciosas iguarias que só as gentes arcuenses têm mestria de conceber.

São elas os Charutos dos Arcos e o Pão de Ló do Soajo, o Bolo de discos e os Calhaus do Soajo, o Bolo de Mel e, como não podia deixar de ser, os tão característicos Rebuçados dos Arcos.

A doçaria tradicional de Arcos de Valdevez também possui os seus guardiães que não deixam os seus méritos por mãos alheias. Encontram-se entre eles a Padaria do Soajo e a Doçaria Central, localizada na rua General Norton de Matos, na vila de Arcos de Valdevez.

Em relação à Doçaria Central – prestes a completar o seu duplo centenário! – é justo fazer-lhe uma referência especial. E, para isso, nada melhor do que transcrever o seu própria historia oficial.

“Fundada em 1830 a Doçaria Central tem como especialidades o Doce Sortido; Pão de Ló; Charutos dos Arcos e Rebuçados dos Arcos.

Desde que foi fundada por Francisca Doceira, em 1830, que cada doce guarda o saber e o sabor dos ensinamentos que recebeu num convento. O lento passar do tempo permitia mil e uma experiencias com açúcar, ovos, amêndoa, chocolate e coco transformando as receitas em verdadeiros tesouros.

Mantendo os segredos sempre em família, de geração em geração, entrar na Doçaria Central é recuar á época das balanças decimais, dos fornos a lenha e das batedeiras á manivela. Utensílios com mais de cem anos que guardam o sabor de sempre”.

- Quando visitar Arcos de Valdevez não deixe de deliciar-se com estas maravilhas da doçaria tradicional minhota!

11266139_478240095670882_371091339992586564_o.jpg

176692054_1977153409115363_6385508901968166918_n.j

Bolo_de_Discos_2_1_970_2500.jpg

bolo_de_mel_1_970_2500.jpg

178962666_1981645765332794_6163160429488711516_n.j

166647285_1779363588891853_6178779463011861877_n.j