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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MENSAGEM DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTE DE LIMA

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Caros Limianos e Caras Limianas,

Neste momento tão perturbador para todos nós, enquanto comunidade, gostava de agradecer a todos os Limianos o comportamento exemplar e profundamente responsável que de uma forma geral têm manifestado ao acatar as orientações do Governo, da Autarquia e da Direção-Geral da Saúde no combate a esta pandemia.

Agora, entrados já na fase de mitigação desta pandemia e tendo pela frente um período tão complicado cuja duração não podemos ainda vislumbrar, lanço um sentido apelo a todos vós para que continuem a seguir os conselhos de um maior isolamento social, a forma mais eficaz de quebrar as cadeias de contágio.

O período da Páscoa, que se aproxima, costuma felizmente ser sinónimo, nesta nossa Terra, de alargado convívio entre familiares e amigos. É uma época que ajuda a cimentar as relações humanas.

Mas, por muito que isso nos custe, a Páscoa deste ano terá forçosamente que ser diferente, sem cerimónias religiosas nem Compasso Pascal. Não podemos colocar em causa o esforço e os sacrifícios feitos até aqui.

Por muito que isso doa, devemos manter a distância mesmo em relação aos que estão mais perto dos nossos corações, evitando os convívios/almoços mais alargados entre família e amigos.

É nosso dever protegermo-nos uns aos outros e ainda mais os nossos pais e os nossos avós, que são os que correm mais riscos.

Triste ironia a destes tempos, em que o afastamento aos nossos entes mais queridos é a melhor prova de que os amamos!

Consciente da dificuldade deste pedido, mas também da sua necessidade, confio no espírito de missão de todos os Limianos. Só assim poderemos dar a volta a esta situação. Da nossa parte, contem com tudo o que for necessário. Cá estaremos para ajudar nesta luta.

Desejo a todos uma Boa Páscoa, com saúde, EM CASA.

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima

Victor Mendes

BLOCO DE ESQUERDA QUER QUE GOVERNO PROLONGUE APOIO ÀS FAMÍLIAS NO PERÍODO DE FÉRIAS DE PÁSCOA

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda entregou, hoje, na Assembleia da República, um Projeto de Resolução que recomenda ao Governo o prolongamento do apoio excecional à família durante as férias da Páscoa, de forma a garantir a justificação das faltas dos trabalhadores motivadas por assistência a filhos ou dependentes menores durante os períodos de interrupção letiva, bem como o consequente apoio excecional à família para trabalhadores por conta de outrem ou independentes.

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No documento, os deputados e deputadas do Bloco referem que “embora muitas famílias já tivessem organizado a sua vida de forma a garantir o acompanhamento dos dependentes menores de 12 anos durante as férias, muitas dessas soluções passavam pelo recurso aos avós ou a centros de atividades, colégios ou respostas sociais que agora se encontram encerradas”.

“O Bloco de Esquerda considera que a interrupção do apoio extraordinário à família para trabalhadores durante as férias da Páscoa acarreta riscos laborais, sociais e até sanitários que não devem ser ignorados. Um período excecional exige medidas excecionais. O Governo já anunciou que está disposto a prolongar este apoio às famílias com crianças em creches. Mas isso não basta. O país tem respondido de forma exemplar às orientações das autoridades de saúde para permanecer em casa, cabe ao Governo garantir todas as condições para isso possa acontecer”, acrescentam os deputados.

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FAMALICÃO CANCELA EVENTOS DA SEMANA SANTA

Decisão da Confraria das Santas Chagas na sequência da pandemia do vírus COVID 19

Na sequência da evolução do vírus COVID 19 e, atendendo às orientações da Direção Geral da Saúde (DGS), às medidas tomadas pelo Município de Vila Nova de Famalicão e às orientações da Arquidiocese de Braga, a Confraria das Santas Chagas  cancelou toda a programação relativa ao mês de março no âmbito da realização da Semana Santa 2020.

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Em relação às iniciativas programas para a mês de abril ficam desde já canceladas  as procissões do Senhor “Ecce Homo”, do Enterro do Senhor e o Cortejo Bíblico, assim como todos os concertos, a exposição Cristianismo_Na_Cultura e a 1ª Feira “Páscoa Doce” em Vila Nova de Famalicão. Será posteriormente tomada a decisão sobre a realização do ciclo de cinema e do concerto de Páscoa.

O  ambiente decorativo da Semana Santa previsto para as ruas da cidade de Vila Nova de Famalicão será mantido.  As celebrações litúrgicas da Semana Santa / Páscoa, que terão lugar na Antiga e na Nova Matriz, manter-se-ão seguindo as recomendações da Arquidiocese de Braga e do Arciprestado de Vila Nova de Famalicão

MUNICIPIO DE MONÇÃO PROMOVE “ATIVIDADES DE PÁSCOA” PARA CRIANÇAS DO ENSINO PRÉ-ESCOLAR E 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO

A Câmara Municipal de Monção, em colaboração com o Agrupamento de Escolas de Monção e Associações de Pais e Encarregados de Educação, promove, entre 30 de março e 3 de abril, das 9h00 às 18h00, a iniciativa “Atividades de Interrupção Letiva da Páscoa”.

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Destinando-se às crianças do Ensino Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico do concelho, as inscrições/pagamento decorrem entre os dias 9 e 13 de março, nos serviços de educação da Câmara Municipal de Monção, localizados no edifício da Biblioteca Municipal de Monção. 

As “Atividades de Interrupção Letiva da Páscoa” decorrem na Escola Básica José Pinheiro Gonçalves, em Monção, na Escola Básica do Vale do Mouro, em Tangil, e na Escola Básica de Pias, englobando atividades desportivas, lúdicas e culturais.

Além de proporcionarem momentos divertidos e enriquecedores aos mais pequenos, as “Atividades de Interrupção Letiva da Páscoa” constituem uma vantagem para os encarregados de educação que, em período de pausa letiva, tem dificuldades para encontrar soluções alternativas à escola.

AS ORIGENS DO BAILE DA PINHA OU PINHATA

Este baile, também conhecido por Baile da Pinhata, vem de épocas antigas e realizava-se num espírito cristão litúrgico do domingo "Laetare", domingo em que sensivelmente ao meio da Quaresma a Igreja convidava os fiéis a porem de parte a penitência e celebrarem a alegria da antevisão da Ressurreição de Jesus na Páscoa que se aproximava. Enquadrava-se, portanto, no mesmo sentido em que se insere o "Demi-Carême" francês.

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(…) O baile realiza-se normalmente na véspera da Páscoa, quadra em que as famílias que residem fora aqui se reencontram. Com a sala esplendorosamente decorada e repleta de gente, chega o momento solene da abertura do baile, com a chegada da corte real, Rei e Rainha do baile, acompanhados pelos respectivos vassalos e aias ou damas de honra. A fantasia e riqueza dos trajes dependem muito da imaginação, do brio e da bolsa dos pais dos eleitos do baile do ano anterior. Esta festa assemelha-se nalguns aspectos a um casamento.

O fotógrafo contratado desloca-se às casas do rei e da rainha fotografar estes com os seus pares de honra e familiares. O rei e a rainha depois de instalados no trono e de pousar para as objectivas, inauguram a pinhata, dançando só os dois, ao som de aplausos da multidão, a primeira peça do baile, enquanto o séquito faz círculo à sua volta.

A dança seguinte é executada pelas aias e pelos vassalos. Seguidamente dançam os vassalos com as respectivas aias e os reis. Só depois começa o baile para toda a gente. Dois grandes bolos oferecidos pelo par real são servidos com vinho do porto ou espumoso. Fazem-se leilões como em todos os bailes e dança-se alegremente até altas horas da noite.

Por volta das 4 horas da manhã, é chegado o momento de maior expectativa, de grande emoção. Trata-se da "dança da pinha" ou "dança da fita". Só os pares (solteiros) que compraram as fitas, que previamente foram numeradas por sorteio, é que podem dançar. (Noutros bailes as fitas são leiloadas). A enorme pinha de madeira encontra-se pendurada ao tecto no meio da sala, envolvida por dezenas de fitas que pendem. A dança da pinha pode durar uma hora e tem por finalidade abrir a pinha.

Os vassalos e aias também podem participar nesta dança, se para tal tiverem adquirido as respectivas fitas. Ao longo da dança, o animador do baile vai anunciando, por ordem, o número do par, a pinha é descida à altura de se puxar uma fita. A dança dura até que " a fita premiada" acciona um mecanismo de abertura da pinha, e nessa altura as luzes da sala apagam-se e acendem-se as luzes multicoloridas que se encontram no interior da pinha

É o momento de maior emoção, em que há gritos de alegria e se aplaude o novo rei e nova rainha, que abriram a pinha. É o fim de um reinado e o começo de outro. Depois os novos eleitos dão início a outra série de danças. Estes escolherão novos vassalos e novas aias e recebem a coroa que lhes dá “poderes reais" para a "pinhata" do ano seguinte.

Fonte: http://www.jf-aljustrel.pt/ Foto: http://bandadosamouco.blogspot.pt/

FÉRIAS DA PÁSCOA EM BARCELOS RECHEADAS DE ATIVIDADES

Durante a interrupção letiva das Férias da Páscoa, o Município de Barcelos vai promover múltiplas atividades lúdicas para o tempo livre dos mais novos, entre a Casa da Juventude, a Galeria de Arte, o Museu de Olaria, o Theatro Gil Vicente, a Biblioteca Municipal e o Pavilhão Municipal.

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A Casa da Juventude apresenta um programa de oficinas dedicado às expressões plásticas e que decorrerá entre 30 de março e 9 de abril, das 10h30 às 12h00, para grupos, e das 15h00 às 17h30, para individuais. A participação é gratuita, mas as inscrições são obrigatórias e limitadas, devendo todos os interessados proceder à inscrição até ao dia 25 de março.

No mesmo período, a Galeria Municipal de Arte propõe atividades dirigidas a crianças entre os 18 e os 16 anos e que se realizarão durante a parte da tarde, entre as 14h30 e as 17h. Entre as propostas didáticas, encontram-se a criação do diário visual, a área dos cortes e recortes e do sesenho 3D e a oficina da arte ao acaso. As inscrições são gratuitas, embora limitadas.

Já a parte da manhã, entre as 10h e as 12h, ficará reservada ao Museu de Olaria e a vários ateliês direcionados para crianças entre os 6 e os 12 anos. A parte da tarde, entre as 14h30 e as 16h30 é destinada a crianças entre os 3 e os 14 anos com visitas orientadas às exposições patentes e atividades em oficina.

Numa divertida aventura no mundo dos livros, a Biblioteca Municipal de Barcelos preparou também um programa especial, destinado a crianças dos 6 aos 10 anos de idade, que procura motivar aprendizagens que valorizam a curiosidade e a criatividade, tendo como ponto de partida o contacto com o livro, entre a hora do conto, oficinas de leitura, expressão plástica, encontro com escritores, jogos e cinema.

As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias.

O Theatro Gil Vicente também promove nos dias 31 de março, 1, 7, 8 e 9 de abril atividades como cinema e teatro. As incrições são feitas diretamente na bilheteira do Theatro Gil Vicente.

Fora de portas, as crianças poderão inscrever-se ainda nas Férias Desportivas, no Pavilhão Municipal, atividades dirigidas a crianças entre os 6 e os 15 anos. De entre as atividades destacam-se o futebol, badminton, patinagem e jogos lúdicos.

Todas as atividades do programa das Férias da Páscoa são gratuitas, à exceção das realizadas no Museu de Olaria, que têm o custo de 1,10€ por participante.

As inscrições para todas as atividades decorrem de 24 de fevereiro a 25 de março. As inscrições são obrigatórias e limitadas e deverão ser feitas através do formulário de inscrição disponível no site do Município http://buonline.cm-barcelos.pt. À exceção das atividades no Theatro Gil Vicente que deverão ser feitas na bilheteira do mesmo.

Pode obter mais informações no Balcão Único do Município de Barcelos ou através do e-mail otldctjd@cm-barcelos.pt.

CASA DO MINHO EM LISBOA ABRIU AS PORTAS PARA RECEBER O SENHOR EM DOMINGO DE PASCOELA

Muitos minhotos radicados na região de Lisboa acorreram hoje à Sede da Casa do Minho, em Telheiras, para festejar a Ressurreição do Senhor, nos moldes tradicionais em que a mesma tem lugar na nossa região.

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Os minhotos seguiram em procissão pelas ruas da localidade, levando consigo a cruz florida que, uma vez chegada à Sede daquela Instituição regionalista, foi dada a beijar a todos os presentes. À frente íam os bombos e os tocadores de concertina, fazendo os moradores assomarem às janelas e varandas, os quais não deixavam escapar a oportunidade de registar fotograficamente o acontecimento. Logo, seguidos do Padre João Caniço e dos mordomos com as suas opas vermelhas, levando consigo a sineta e a caldeirinha.

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À chegada à Casa do Minho, o caminho encontrava-se tapetado de alecrim, funcho e rosmaninho, exalando os seus aromas característicos. E, por fim, após a celebração religiosa da visita pascal – que nalgumas regiões do Minho designam por compasso! – os presentes acercaram-se de uma lauta mesa repleta das melhores iguarias da nossa região, apropriadamente regado com vinho verde propositadamente colhido e engarrafado para as comemorações recentes dos 95 anos da Casa do Minho e 75 anos do seu Rancho Folclórico.

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A Pascoela ocorre sete dias após a Páscoa, sendo também designada por Dia da Misericórdia de Deus, oitava da Páscoa ou Quasímodo, denominações caídas em desuso após o Concílio Vaticano II. A preferência da Casa do Minho pela celebração da Pascoela – aliás à semelhança das demais casas regionais minhotas – deve-se ao facto da maior parte dos nossos conterrâneos deslocarem-se para o Minho por ocasião desta quadra festiva.

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Há mais de um século, o escritor e jornalista valenciano José Augusto Vieira, descrevia a Páscoa no Minho, na revista “Branco e Negro” (Semanario Illustrado), nº.1 de 5 de Abril de 1896, nos seguintes termos:

“O Natal é a festa da noite, a Paschoa e festa do dia!

Pelos caminhos da aldeia o parocho revestido de sobrepeliz e estola vae acompanhado pelo mordomo da cruz, pelo caldeirinha de agua benta, pelo campainha, pelo creado encarregado de receber os folares. Partem sol nado.

São muitos e distantes os logares, e a cruz, enfeitada com belos cordões de ouro e laços de fita coloridos, aromatisada com essência de cravo ou rosmaninho, tem de ser beijada por todos os freguezes.

Os vizinhos invadem uns as casas dos outros; os parentes teem de ir beijal-a a casa dos parentes, embora a distancia seja longa.

Avista-se além a Cruz, n’uma volta da azinhage. A campainha vibra no ar ambalsamado pelo perfume das macieiras em flôr, e então todos se dão pressa em juncar de flores e plantas aromaticas a entrada do seu lar, e estender sobre a mesa a alva toalha de rendas, onde o folar é depositado.

O padre chega. Enche-se a casa.

Alleluia, boas festas.

E a todos ajoelhados o parocho dá a Cruz para beijar, correndo assim a freguesia inteira.

Os ausentes teem vindo de fora, esquecem-se antigos ódios, visitam-se amigos velhos; a panella é gorda n’esse dia, o vinho espuma alegremente. É a natureza que ressurge, e quando a seiva ascende exhuberante e fecunda, não é para admirar que o espírito se vivifique pela alegria.”

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Também Carlos Gomes publicou em tempos no Portal do Folclore < http://folclore.pt/> o seguinte artigo, depois transcrito para o BLOGUE DO MINHO:

Na Páscoa, o Cristianismo celebra a morte e ressurreição de Jesus Cristo, o que faz desta festividade porventura a mais importante e de maior significado para os cristãos. Com efeito, é a crença na ressurreição de Jesus Cristo que distingue a fé cristã em relação a outras confissões religiosas. Foi apenas no século II que a Igreja Católica fixou a Páscoa no domingo, sem a menor referência à celebração judaica. Sucede que Jesus Cristo, segundo o calendário hebraico, terá morrido em 14 de Nissan, precisamente o início do Pessach ou seja, o mês religioso judaico que marca o início da Primavera.

Com efeito, de acordo com a tradição judaica, a Páscoa provém de Pessach que significa passagem e evoca a fuga dos judeus do Egipto em busca da Terra Prometida. Na realidade, tal significação remonta a raízes ainda mais ancestrais, concretamente às celebrações pagãs que ritualizavam a passagem do Inverno para a Primavera ou seja, as festas equinociais associadas à fertilidade e ao renascimento dos vegetais.

Tais celebrações eram antecedidas pela Serração da Velha, o Entrudo e as saturnais que originaram as festividades de Natal. Mas, as novas religiões monoteístas alicerçaram-se sobre as ruínas das crenças antigas e, por cima dos antigos santuários pagãos ergueram-se as novas catedrais românicas e góticas. Da mesma forma que, sobre as ruínas dos velhos castros foram construídos os castelos medievais. E, assim, também as celebrações pagãs se revestiram de novas formas mais de acordo com novas conceções religiosas e se cristianizaram, adquirindo uma nova simbologia e significação.

Subsistem, no entanto, antigas usanças que denunciam as origens pagãs da festividade pascal associadas a costumes importados da cultura anglo-saxónica que, em contacto com as tradições judaico-cristãs originam um sincretismo que conferem à celebração pascal uma conceção religiosa bastante heterodoxa. É o que se verifica, nomeadamente, com toda a simbologia associada ao coelho e aos ovos da Páscoa, sejam eles apresentados sob a forma de chocolate, introduzidos nos folares ou escondidos no jardim, rituais estes ligados à veneração praticada pelos nórdicos a Ostera, considerada a deusa da fertilidade e do renascimento, por assim dizer a “deusa da aurora”.

Tal como para os judeus, a Pessach alude à passagem do anjo exterminador antes da sua partida do Egipto e, ao assinalarem as suas casas com o sangue do cordeiro levaram a que fossem poupados da praga lançada por Javé, para os cristãos é o próprio Jesus Cristo que incarna a vítima sacrificial ou seja, o cordeiro pascal que expia os pecados dos homens. Também para os cristãos, a Páscoa representa a passagem da morte para a vida eterna e o reencontro com Deus.

Na Páscoa, o sol primaveril irrompe pelas veigas verdejantes enquanto as árvores se espreguiçam num novo amanhecer. As flores exalam um perfume inebriante que inundam os céus e a todos contagia. As casas dos lavradores engalanam-se para receber a visita pascal. Junca-se o caminho com um tapete colorido feito de funcho, cravo e rosmaninho. O pároco, de sobrepeliz e estola entra pelos quinteiros, logo seguido a curta distância pelo mordomo, vestindo a opa vermelha e levando consigo a cruz florida que a dá a beijar, e o sacristão com a sineta e a caldeirinha de água benta. Lá fora, o estalejar dos foguetes indica o local exato onde segue a cruz. Em redor, a natureza renasce e adquire especial fulgor.

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JOVENS BARQUENSES PROCURAM OVOS DA PÁSCOA

Páscoa | Caça aos ovos foi a proposta para os mais pequenos em Ponte da Barca

Foi com uma caça aos ovos de ouro que a autarquia de Ponte da Barca promoveu uma divertida tarde na Loja Interativa de Ponte da Barca, durante a época Pascal.

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Os mais pequenos deliraram com a corrida aos ovos de ouro e com a oferta de um ovo de chocolate pelas mãos do Presidente da Câmara, Augusto Marinho.

Ainda durante a atividade, os petizes tiveram oportunidade de conhecer a Loja de Turismo e ficar a saber mais sobre a história de Ponte da Barca, concretamente do navegador barquense Fernão de Magalhães, no Centro Interpretativo com o seu nome, inserido nas mesmas instalações que a Loja Interativa de Turismo.

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VILAVERDENSES COMEM OVOS COZIDOS NA PONTE DE PRADO NA NOITE DE PÁSCOA

Ovo na Ponte. Em noite de Páscoa, todos os caminhos vão dar à Ponte de Prado!

“Aquele que, à meia-noite do dia de Páscoa, sobre ela [Ponte de Prado] comer um ovo cozido, passará todo o ano sem ser acometido de dores de cabeça”, reza a lenda. Diz a voz do povo que as cascas do ovo devem ser lançadas sobre o leito do Rio Cávado para que se cumpra a profecia popular. A superstição dá o mote, mas foi no ambiente de amizade, alegria e celebração Pascal que a tradição do Ovo na Ponte ganhou raízes e extravasou as fronteiras da Vila de Prado e do concelho, mobilizando anualmente milhares de pessoas à ponte filipina. Para ‘empurrar’, habitualmente, os ovos são acompanhados por vinho verde ou champanhe.

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Em noite de Páscoa, a partir das 23h00, a multidão ruma à Ponte de Prado para encerrar com chave de ouro um dia de enorme simbolismo. A 21 de abril de 2019, todos os caminhos vão dar à Vila de Prado!

A Junta de Freguesia da Vila de Prado volta a apoiar a organização logística do evento com a ornamentação e iluminação da Ponte, o encerramento do trânsito e o stand de apoio com bebidas e ovos cozidos, localizado junto à Casa do Povo da Vila de Prado. De resto, como tem acontecido ao longo das décadas, a tradição fica entregue à iniciativa popular. À semelhança dos anos anteriores, espera-se uma bela moldura humana, composta por milhares de pessoas, para uma noite de tradição, amizade e convívio.

O presidente da Junta de Freguesia da Vila de Prado, Albano Bastos, sublinha a importância de manter vivas as tradições locais, que espelham e reforçam a identidade pradense, Por outro lado, o Ovo na Ponte tem atraído um número crescente de visitantes ao longo dos últimos anos, pelo que a tradição contribui também de forma categórica para a divulgação da freguesia e do concelho de Vila Verde, assumindo-se como um elemento diferenciador de promoção e valorização do território.

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VALENCIANOS ATRAVESSAM O RIO MINHO COM A CRUZ PASCAL

Páscoa Sem Fronteiras em Valença. Cruz Pascal Atravessa o Rio Minho de Barco

A Cruz Pascal vai atravessar o Rio Minho, num tradicional compasso pascal transfronteiriço, com o emblemático Lanço da Cruz. Segunda-feira de Páscoa, 22 de Abril, às 17h, o rio Minho é o palco para uma tradição popular e religiosa onde milhares de minhotos e galegos mostram a sua fé.

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Uma Festa em Dois Países

O Santuário da Senhora da Cabeça, na freguesia valenciana de Cristelo Côvo, o Cais de Sobrado - Torron, em Tomiño (Galiza) e o rio Minho são os recintos de uma autentica romaria galaico-minhota que decorre sempre na segunda-feira imediata ao fim de semana da Páscoa.

Lanço da Cruz e Procissão Fluvial

Da romaria destaca-se o emblemático Lanço da Cruz.

Ao entardecer, depois da visita pascal a Cristelo-Côvo, o pároco com a Cruz Pascal, entra num barco de pesca e dirige-se até à margem espanhola onde dá a cruz a beijar. Entretanto os pescadores lançam as redes benzidas ao rio. Todo o peixe que sair no lance é para o pároco. Com o pároco português regressa, no barco, o pároco de Sobrado – Torron, concelho de Tomiño (Galiza), dando a cruz a beijar aos peregrinos que aguardam junto ao rio, na margem portuguesa. Várias embarcações portuguesas e galegas acompanham este compasso pascal, numa castiça e autêntica procissão fluvial, nas águas do Minho.

Romaria Galaico Minhota

Até à noite os sons das gaitas de foles misturam-se com os das concertinas, das castanholas, o rufar dos bombos e tambores numa autêntica romaria galaico-minhota.

Os Merendeiros do Carneiro da Páscoa

Na terça-feira, 23 de Abril, merece especial referência a missa para os peregrinos da Galiza, celebrada em galego, por um padre da Galiza. Neste dia também, por tradição, os peregrinos desfrutam dos seus merendeiros nas sombras do parque comendo, sobretudo, o que sobrou do carneiro ou cabrito da Páscoa.

A tradição do Lanço da Cruz é uma manifestação religiosa e popular muito acarinhada pelas populações da raia minhota que ano após ano atrai um maior número de populares e turistas.