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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PAREDES DE COURA: CASA DO OUTEIRO VAI DAR LUGAR A POUSADA RURAL DE ALTO PADRÃO

“Levamos 25 investidores a ver a Casa do Outeiro. E tu foste o único sonhador”, reconheceu Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura ao dirigir-se a Marcelo Murta, da AGNT- Gestão e Mediação, a entidade que ganhou a concessão da Casa do Outeiro, um solar setecentista na freguesia de Agualonga, e que agora viu formalizado o contrato de concessão por 50 anos ao abrigo do Programa Revive.

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Na presença da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, o autarca courense defendeu a ideia de um “modelo de hotel que ofereça pormenores de carinho, de paixão, que ofereça motivos diferenciadores à medida das pessoas. Defendemos um modelo de turismo inteligente e estamos aqui ao teu lado para em conjunto lutar por esta paixão em que acreditamos”.

Uma ideia também partilhada por Marcelo Murta, para quem o processo em que acredita “assenta no desenvolvimento local e em que o turismo pode agregar”. Este responsável da AGNT promete na Casa do Outeiro “uma pousada rural de alto padrão”, que não proporcione só alojamento, “mas que também se diferencie pelo seu envolvimento. Não será um espaço fechado, mas uma pousada de alto padrão aberta ao diálogo com a comunidade e agendas culturais locais e regionais”, acrescentou.

Na recuperação deste solar setecentista, a AGNT está a ser assessorada pela Florêncio Pedro – Arquitectos, estimando um investimento de 3M€ para os dois primeiros anos de intervenção, acreditando que no período de oito meses poderão ultrapassar as metas de licenciamento e alvarás.

Nesta cerimónia de assinatura do Contrato de Concessão da Casa do Outeiro, Vitor Paulo Pereira ofereceu simbolicamente à entidade concessionada a primitiva chave do solar. “É a chave que materializa o sonho”, reforçou a secretária de Estado Rita Marques, que na sua intervenção sublinhou que o turismo “permite alavancar outros setores da atividade e é o farol para outros setores da economia”.

A Casa do Outeiro, um solar setecentista enquadrado em meio rural, em Agualonga, integra um conjunto notável de solares do concelho de Paredes de Coura, que na região são preferencialmente denominados “Casas Grandes”. Teve a função agrícola como atividade predominante, face à extensão dos dois espigueiros existentes no terreno fronteiro à casa. A propriedade possui uma área total de 10.443,30 m² e uma área edificada de 2.353,54 m², a que acresce ainda uma área de possível ampliação.

Atualmente pertence ao município, depois de durante séculos ter sido propriedade, bem como as quintas vizinhas, da família d’Antas. No séc. XIX, por casamento, os seus proprietários passaram a usar o título de Viscondes do Peso de Melgaço. Apresentando um amplo corpo de construção de diferentes épocas, a arquitetura da Casa do Outeiro vagueia pelo maneirismo, pelo barroco, e numa fase mais tardia, pelas linhas simples e direitas de finais do século XIX.

Os investidores a quem vai ser concessionada a Casa do Outeiro apresentaram uma proposta com vista a transformar o local num estabelecimento hoteleiro ou de vocação turística. Para esta concessão por 50 anos está prevista uma renda mínima anual de 13 800 euros (1150€ mensais). A fase de licenciamento do projeto, bem como a realização das obras devem estar concluídas no prazo máximo de 4 anos.

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PAREDES DE COURA: SECRETÁRIA DE ESTADO DO TURISMO NA ASSINATURA DO CONTRATO DE CONCESSÃO DA CASA DO OUTEIRO

6ª feira | 12h00 | Centro Cultura

Paredes de Coura vai amanhã receber a Engª Rita Marques, Secretária de Estado do Turismo, na cerimónia de assinatura do Contrato de Concessão da Casa do Outeiro que terá lugar na Sala de Cinema do Centro Cultural, pelas 12 horas.

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A Casa do Outeiro, um solar setecentista enquadrado em meio rural, em Agualonga, integra um conjunto notável de solares do concelho de Paredes de Coura, que na região são preferencialmente denominados “Casas Grandes”. Teve a função agrícola como atividade predominante, face à extensão dos dois espigueiros existentes no terreno fronteiro à casa. A propriedade possui uma área total de 10.443,30 m² e uma área edificada de 2.353,54 m², a que acresce ainda uma área de possível ampliação.

Atualmente pertence ao município, depois de durante séculos ter sido propriedade, bem como as quintas vizinhas, da família d’Antas. No séc. XIX, por casamento, os seus proprietários passaram a usar o título de Viscondes do Peso de Melgaço. Apresentando um amplo corpo de construção de diferentes épocas, a arquitetura da Casa do Outeiro vagueia pelo maneirismo, pelo barroco, e numa fase mais tardia, pelas linhas simples e direitas de finais do século XIX.

Os investidores a quem vai ser concessionada a Casa do Outeiro apresentaram uma proposta com vista a transformar o local num estabelecimento hoteleiro ou de vocação turística. Para esta concessão por 50 anos está prevista uma renda mínima anual de 13 800 euros (1150€ mensais). A fase de licenciamento do projeto, bem como a realização das obras devem estar concluídas no prazo máximo de 4 anos.

PAREDES DE COURA PLANTA QUINZE MIL ÁRVORES PARA CELEBRAR O DIA DA FLORESTA AUTÓCTONE

O Município de Paredes de Coura assinala durante esta semana o Dia da Floresta Autóctone, que na Península Ibérica é assinalado a 23 de novembro, distribuindo gratuitamente mais de 15 mil árvores por todo o concelho.

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As árvores, sobretudo carvalhos, castanheiros, medronheiros, azevinhos e sobreiros, com tamanhos entre 0,5 e 2 metros, serão entregues às Juntas de Freguesia de todo o concelho para que os munícipes as possam recolher sem dificuldade de transporte. A única condição é o seu não uso comercial.

Com esta iniciativa, não só se evoca a efeméride como se releva a importância ecológica e, sobretudo, o elevadíssimo valor do coberto vegetal de todo o concelho, que o converte num dos mais importantes do Norte Atlântico de Portugal.

“Teremos de ser capazes de ligar a floresta aos projetos de cidadania com o objetivo de garantirmos que estamos a apostar numa mudança de paradigma para o futuro, através da implicação de toda a comunidade. A mudança tem de ser coletiva. A floresta tem horror ao vazio”, relembra Vitor Paulo Pereira, sustentando que “o futuro exige uma maior intervenção comunitária, que começa em cada um de nós. Cuidar da floresta e plantar espécies autóctones é um dos muitos passos que temos de dar. Sinceramente penso que estamos a fazer um bom trabalho com muitos parceiros e entidades que partilham das mesmas ideias e dos mesmos ideais”.

A iniciativa é alargada também às escolas, onde decorrerão atividades de plantação durante a semana e, no sábado, 27 de novembro, aos frequentadores do mercadinho local onde serão disponibilizadas mais árvores para entrega gratuita.

Apesar do caráter simbólico da data, esta a ação permite que, a um compasso médio de 4x4m, se garanta a plantação com a colaboração de todos de 24 hectares de floresta autóctone, o equivalente a 24 campos de futebol.

“Ao comemorarmos este dia estamos sobretudo empenhados em aumentar a biodiversidade de Paredes de Coura e, ao mesmo tempo, reduzir o risco de incêndio. Se o fizermos com a participação das juntas de freguesia, com as escolas e com todas as pessoas, estamos a transformar o nosso objetivo em partilha e consciência ambiental”, concluiu Vitor Paulo Pereira. 

Paisagem Protegida com florestação e gestão de combustível

A Área de Paisagem Protegida de Corno de Bico, em Paredes de Coura, tem sido objeto nos últimos 4 anos de diversas ações de reflorestação, levadas a cabo em colaboração com entidades como a ACHLI e a Bosques Sostenibles, o que permitiu no total a plantação de mais de 20 hectares de árvores autóctones nos Baldios de Castanheira e Bico, recuperando zonas afetadas por incêndios. 

Na área da Paisagem Protegida do Corno de Bico foram ainda realizadas intervenções de gestão de combustível e conversão da paisagem, recuperando zonas de mato e giestal para pastoreio, numa área total superior a 80 hectares. Esta conversão permite maior resiliência ao risco de incêndio e uma manutenção sustentável, uma vez que é uma área privilegiada para a atividade de pastoreio dos animais.

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RANCHO FOLCLÓRICO “OS MINHOTOS” DA RIBEIRA DA LAJE LEVOU AS NOSSAS TRADIÇÕES AO RIBATEJO

O Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage, do concelho de Oeiras – predominantemente composto por courenses e seus descendentes – actuaram anteontem em Samora Correia, no concelho de Benavente, nas comemorações do Centenário da Sociedade Filarmónica União Samorense.

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Tratou-se do 8º Festival de Inverno de Folclore que, além do anfitrião Rancho Folclórico Ceifeiras e Campinhos da SFUS, de Samora Correia, contou ainda com a participação do Rancho Folclórico de Poceirão, de Palmela.

O Festival teve início com o desfile pelas ruas de Samora Correia, a partir da Praça da República, seguindo-se a actuação dos grupos participantes no salão nobre da colectividade samorense. A iniciativa contou com o apoio da Câmara Municipal de Benavente e da Junta de Freguesia de Samora Correia.

Entretanto, o Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage retomou os seus ensaios e prepara-se para regressar à sua actividade normal já partir do início do próximo ano com a realização dos eventos que habitualmente realiza.

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PAREDES DE COURA ACOLHE SEMINÁRIO SOBRE EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE DO MINHO

Curso de Outono: sexta e sábado | 19 e 20 nov | Casa do Conhecimento

“A escola no pós-pandemia” e “Inclusão e desigualdades escolares: rotinas de acompanhamento escolar das famílias portuguesas em tempo de pandemia” são alguns dos temas em debate na edição deste ano do Curso de Outono, promovido pelo Município de Paredes de Coura e a Universidade de Minho, e que decorre esta sexta-feira e sábado, 19 e 20 de novembro, na Casa do Conhecimento em Paredes de Coura.

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José Carlos Morgado vai debruçar-se sobre “A escola no pós-pandemia”, enquanto Leonor Lima Torres apresenta o tema “Inclusão e desigualdades escolares: rotinas de acompanhamento escolar das famílias portuguesas em tempo de pandemia”. Por sua vez, Henrique Santos fala sobre “O futuro das cidades inteligentes”, enquanto Sofia Saldanha se foca no tema “As Casas: Romarigães e outras histórias”, da mesma forma que José Augusto Palhares apresenta o “Projeto Educativo de Paredes de Coura” ou Vitor Paulo Pereira a “Ação educativa da Câmara Municipal de Paredes de Coura”.

Por esta iniciativa na Casa do Conhecimento vão também passar José Carlos Fernandes, Diretor do Centro de Formação e Inovação dos Profissionais de Educação, Maria José Moreira, vereadora da Educação e Cultura da CM de Paredes de Coura, José Augusto Pacheco, do Instituto de Educação da Universidade do Minho, e Rui Vieira de Castro, Reitor da Universidade do Minho, que encerrará este Curso de Outono, que na tarde de sábado fecha com uma atividade no Centro de Interpretação Ambiental da Paisagem Protegida do Corno de Bico.

O Centro de Formação e Inovação dos Profissionais de Educação / Escolas do Alto Lima e Paredes de Coura tem por missão proporcionar formação ao pessoal docente e não docente, em funções nas escolas associadas, para o exercício da função educativa, para o exercício do apoio à ação educativa e, ainda, para exercício de funções de gestão e administração, tendo em vista assegurar a atualização, a reconversão e o aperfeiçoamento profissional.

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Programa:

Dia 19 – Sexta-feira
14h30 / Abertura
Maria José Moreira
Vereadora da Educação e Cultura da CM de Paredes de Coura,
José Carlos Fernandes
Diretor do CENFIPE
José A. Pacheco
Universidade do Minho

15h00
Vítor Paulo Pereira
Ação educativa da Câmara Municipal de Paredes de Coura

16h00
José Augusto Palhares
Projeto Educativo de Paredes de Coura

17h00
José Carlos Morgado
A escola no pós-pandemia

18h00 / Debate
Moderadores
Maria José Moreira
José A. Pacheco

18h30
Sofia Saldanha
As Casas: Romarigães e outras histórias

19h00 / Debate
Moderador
José A. Pacheco

20h00 / Encerramento

Dia 20 - Sábado
09h30
Henrique Santos
O futuro das cidades inteligentes

10h30 / Debate
Moderador
Luis Amaral

11h00
Leonor Lima Torres
Inclusão e desigualdades escolares: rotinas de acompanhamento escolar das famílias portuguesas em tempo de pandemia

12h00 / Debate
Moderador
José Carlos Fernandes

13h00 / Encerramento
Reitor da Universidade do Minho, Presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura

15h00-18h00
Atividade no Centro de Interpretação Ambiental da Paisagem Protegida do Corno de Bico

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CARTA DE MERCÊ DAS TERRAS DE FRAYÃO OU FRAIÃO, COURA, SÃO MARTINHO, SANTO ESTÊVÃO, GERAZ, VALDEVEZ, E DA CASA DE GIELA, DADA POR D. FILIPE I A D. LOURENÇO DE LIMA DE BRITO

Carta de Mercê das terras de Frayão ou Fraião, Coura, São Martinho, Santo Estevão, Geraz, Valdevez, e da Casa de Giela, dada por D. Filipe I a D. Lourenço de Lima de Brito, entre 1 de Outubro de 1583 e 14 de Setembro de 1591.

A mercê impõe que use sempre o apelido Lima antes do apelido Brito por memória dos seus avós, bem como deve casar com mulher do agrado do rei. Tem insertas outras cartas do mesmo teor dadas a antepassados seus. Tem ainda uma apostila, assinada pelo rei e datada de Lisboa 14 de Setembro de 1591, que diz que D. Lourenço de Lima de Brito é "ora" casado com D. Luisa de Távora, neta do Conde de Idanha. Refere, novamente, a obrigatoriedade do uso dos apelidos Lima e Brito segundo o estipulado na mercê.

Fonte: ANTT

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CARTA DE JOSÉ A CLARA TRATANDO DE NEGÓCIOS EM PAREDES DE COURA E PONTE DE LIMA NOS COMEÇOS DO SÉCULO XIX

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Carta enviada por José [Lopes de Calheiros e Meneses] a Clara [Carolina Malheiro Lobato Teles de Meneses] sobre a vindima feita em Sabadão, sobre um prazo que pretendia fazer um homem de Santa Baía [Gaifar, Ponte de Lima] e interesse que um pretendente demonstrou na terra que tinham na freguesia da Cunha, [Paredes de] Coura. Entre 1810 e 1833.

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

FINS DE SEMANA GASTRONÓMICOS - VIEIRA TRADIÇÃO À MESA: 13 E 14 DE NOVEMBRO – PAPAS DE SARRABULHO COM ROJÕES E CASTANHAS – VIEIRA, TRADIÇÃO À MESA

O Concelho de Vieira do Minho é uma região de tradições e costumes que não podemos, nem devemos deixar esquecer. Ciente disso, o Município vai promover os Fins de semana Gastronómicos, com o que de melhor se serve à mesa dos restaurantes vieirenses. Servir tradição é o mote para divulgar a gastronomia do concelho, combater a sazonalidade e dinamizar a economia local.

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Assim, no âmbito do projeto dos Fins de semana Gastronómicos – “Vieira, Tradição à Mesa”, e inserido no Mercado de Outono, nos próximos dias 13 e 14 de Novembro, os restaurantes de Vieira do Minho vão dar a conhecer um dos pratos mais afamados e saborosos do Minho.

As Papas de Sarrabulho com Rojões e Castanhas são o prato escolhido para dar início a estes fins de semana cheios de sabor. Este é um dos pratos com tradição e confecionado com produtos endógenos que faz as delícias de quem visita Vieira do Minho e mostra que qualquer época do ano é motivo para fazer do concelho um destino turístico de eleição.

PAREDES DE COURA LIDERA A NORTE OS CONCELHOS DE BAIXA DENSIDADE QUE MAIS BENEFICIARAM DE APOIO POR HABITANTE

Ao crescimento de 263% na criação de riqueza fazendo de Paredes de Coura o concelho que mais cresceu entre os 24 municípios dos distritos de Viana do Castelo e Braga na última década, este município do Alto Minho junta agora um outro novo indicador como sendo o concelho de baixa densidade acima dos 5 mil habitantes que a Norte mais beneficiou da intensidade de apoio por habitante para operações de esfera municipal.

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Ao garantir um valor de 1678 euros por habitante, muito acima da média regional que é 396€/habitante, o Município de Paredes de Coura dá mais um sinal da enorme vitalidade que lhe vem caracterizando nos últimos anos, conforme testemunha o documento produzido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional – Norte, sob o título ‘PORTUGAL 2020 na Região Norte: operações da esfera municipal e abordagens territoriais integradas’.

“São, de facto, bons indicadores que mostram uma grande dinâmica na concretização de projetos, consequência do número elevado de candidaturas aprovadas e um bom nível de investimento aprovado. Somos, como costumo dizer, uma Câmara Municipal diferente. Uma Câmara diferente que se assemelha muito a uma startup. A uma startup política que, através da velocidade institucional, da agilidade e da capacidade de superação, consegue uma performance que depois se reflete na vida das pessoas”, argumentou Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura, que ainda há dias também viu um outro documento disponibilizado pela CCDR-Norte reconhecer Coura como o concelho que mais cresceu na criação de riqueza no período entre 2011 e 2019.  

Uma startup política que garantiu 1678 euros do ‘Fundo aprovado por habitante’

Já com o novo documento ‘PORTUGAL 2020 na Região Norte: operações da esfera municipal e abordagens territoriais integradas’ ficamos a saber como se distribuem as operações da esfera municipal à escala concelhia, onde sobressai que o Município de Paredes de Coura garantiu 1678 euros do ‘Fundo aprovado por habitante’, consubstanciado em 54 operações, num total de 14,4M€ aprovados para um total de 17,3M€ de ‘Investimento elegível’.

“Este indicador ganha outra relevância se considerarmos que nesta análise não são considerados os outros investimentos feitos pelo Estado ou pelos empresários e que tem uma forte influência na criação de riqueza para o concelho e para os courenses. Poderia apenas referir alguns exemplos para compreendermos a dimensão do que estamos a falar: a ligação à A3, a nova fábrica de vacinas, a nova metalomecânica que vamos instalar ou o novo projeto turístico do solar da Casa do Outeiro”, enumerou Vitor Paulo Pereira, não escondendo o enorme orgulho por, mais uma vez, a gestão do seu executivo evidenciar uma assinalável dinâmica, refletida em todos estes importantes indicadores para a comunidade courense.

Os dados do documento da CCDR-Norte agora divulgado, que expõe a Dinâmica dos Fundos Europeus na Região Norte e tem como data de referência 30 de junho de 2021, refletem as dinâmicas territoriais, mas também as contratualizações realizadas com entidades locais, da mesma forma que sublinha que no Norte as abordagens territoriais são financiadas pelos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento do Portugal 2020, destacando-se o FEDER e em menor medida o FSE e FEADER.

O mesmo documento apresenta também o ranking dos maiores projetos apoiados a Norte, dos quais integra no 6º lugar o projeto de ‘Controlo e redução de perdas do Sistema de Águas do Alto Minho’, através do programa POSEUR, do Fundo de Coesão, e promovido pela AdAM (Águas do Alto Minho) do qual o Município de Paredes de Coura faz parte.

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MINISTÉRIO DA CULTURA CREDENCIA EQUIPAMENTOS NA REDE DE TEATROS E CINETEATROS PORTUGUESES

Entre os equipamentos credenciados na Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses encontram-se os seguintes relativamente ao Minho:

Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão (Vila Nova de Famalicão), Centro Cultural de Paredes de Coura (Paredes de Coura), Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), Cineteatro João Verde (Monção), Gnration (Braga), Teatro Diogo Bernardes (Ponte de Lima), Teatro Municipal Sá de Miranda (Viana do Castelo), Teatro -Cinema de Fafe (Fafe) Theatro Circo (Braga), Theatro Gil Vicente (Barcelos).

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PAREDES DE COURA: ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS TOMAM POSSE

“Uma startup política que assume os problemas como desafios” – assim define Vitor Paulo Pereira o executivo de Paredes de Coura

“O futuro do território não está dependente da nossa posição no país relativamente ao centro, mas sim da nossa capacidade de criar ou da nossa capacidade de enfrentar os desafios de uma sociedade que será muito diferente”, apontou Vitor Paulo Pereira na tomada de posse para mais um mandato, o terceiro, à frente da Câmara de Paredes de Coura, acreditando que a sua equipa não terá dificuldades de adaptação ao novo rumo que o mundo tomará: “Na verdade, confesso-vos, que não somos uma Câmara Municipal tradicional que apenas se preocupa em fazer o esperado e manter-se no poder. O nosso modo de governança e de ação aproxima-se mais de uma startup política que assume os problemas como desafios, que luta muito pelas ideias em que acredita e que olha para o impossível com indiferença. Apesar de existir uma hierarquia bem definida, esta é flexível e invisível, o que nos ajuda a manter a coesão institucional, a agilidade e a eficácia governativa”.

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Perante os muitos courenses e não só que acorreram ao Centro Cultural para assistir à cerimónia de Tomada de Posse e Instalação da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal de Paredes de Coura para o mandato de 2021 a 2025, o Presidente da Câmara eleito recuperou que “uma terra não é feita de terra ou de fronteiras, mas da memória que liga o passado ao futuro. E nessa memória, que é um legado simbólico, vive o exemplo de muitos courenses que deram muito da sua vida por Paredes de Coura. Abrem-se as portas deste lugar a Frei Redento da Cruz, a António Pereira da Cunha, a D. António Mendes de Carvalho, a Bernardo Chousal, Miguel Dantas, a Narcizo Cândido Alves da Cunha, Casimiro Rodrigues de Sá, a Bernardino António Gomes, Albano Barreiros de Oliveira, a José Joaquim Gomes, a José Luís Nogueira e tantos outros que fazem parte desta gesta heroica que, através dos seus exemplos, nos inspiram para as lutas e para os desafios que pairam ao longe”.

Consciente que tem de ser digno desta memória construída, Vitor Paulo Pereira destaca: “a herança que nos deixam é essa memória, esse legado simbólico que nos envolve e que nos abraça. É como um amor perpétuo que nos liga à terra e que, exige cada vez mais, numa prova incessante. Nós os courenses, de agora, temos de continuar a alimentar esta força e ser dignos da herança dos nossos antepassados”, sublinhou, acrescentando que “esta é a História do princípio de uma terra orgulhosa de séculos que não vive do passado ou das conquistas, mas que nasce todos os dias. Amanhecerá amanhã e estamos dispostos a começar um novo caminho. Famintos de infinito e cheios de sonhos partiremos sem alarido porque quem ama cuida em silêncio”.

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“Temos um projeto e um modelo de desenvolvimento”

Apostado em fazer tudo que for possível para garantir que Paredes de Coura corresponda aos sonhos dos seus filhos, Vitor Paulo Pereira e a sua equipa prometem estar à altura das circunstâncias e tudo farão para responder às expectativas que geraram nos courenses. “O que fica para a história é que o Partido Socialista apresentou, desde 2013, três candidaturas fortes que tiveram 3 maiorias absolutas e inequívocas, que mostram um reconhecimento pelo nosso trabalho. Com serenidade, mas com firmeza, procuraremos sempre os caminhos do diálogo e do compromisso com os outros partidos, mas sem fugir à responsabilidade de decidir. Sabemos o que queremos e sabemos para onde queremos ir. Temos um projeto e um modelo de desenvolvimento”, apontou, acrescentando também que “a política é uma missão e o exemplo perfeito da cidadania. Não nos interessa a política como instrumento de poder ou meio de afirmação pessoal. A política é, para nós, uma forma de servir, um instrumento que nos permite fazer bem o nosso trabalho para resolver com eficácia os problemas das pessoas”.

O presidente da Câmara eleito reconhece que o sucesso político é feito de grandes projetos, mas também é feito da resposta que se dá aos pequenos problemas das pessoas: “O que fizemos nestes últimos 8 anos foi verdadeiramente notável. Ultrapassou as nossas melhores expectativas. Vencemos desafios que pensávamos insuperáveis, batalhas que pensávamos impossíveis de vencer”, recordou Vitor Paulo Pereira, ao mesmo tempo que dirigia um cumprimento muito especial à sua equipa que ao longo destes 8 anos foi incansável e responsável por muitas conquistas e vitórias para o povo de Paredes de Coura. 

“O nosso governo esteve sempre atento ao nosso trabalho e ao nosso desempenho. O senhor Primeiro Ministro, António Costa, visitou 4 vezes o nosso concelho e foram 9 os senhores Ministros e 15 os secretários de Estado que vieram ver o trabalho que nós, conjuntamente com os empresários e instituições estávamos a fazer para o desenvolvimento de Paredes de Coura. E acreditam que todos ficaram verdadeiramente impressionados com a nossa capacidade de trabalho”, observou orgulhosamente, enumerando muito do que foi feito, como os investimentos nas freguesias, a requalificação de inúmeros equipamentos sociais, desportivos, escolares e educacionais que melhoraram muito a qualidade de vida de todos os courenses.

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No centro da inovação e da competitividade territorial

“Estou a lembrar as obras da Escola Secundária, do Pavilhão Gimnodesportivo, das Piscinas, Centro Cultural, Caixas dos Brinquedos e da Música, do Quartel das Artes, do Mercado Municipal, do Centro Coordenador de Transportes, das obras de regeneração urbana da vila, da fibra ótica e da iluminação Led em todo o concelho, do alargamento e requalificação das Zonas Industriais, da criação da nova Zona Industrial de Linhares, da ligação à autoestrada A3, da implantação em Paredes de Coura dos novos sectores: farmacêutico e metalúrgico e podia continuar toda a noite com mais exemplos. No total investimos quase 40 milhões de euros. E continuamos com boas contas e com capacidade de investimento para o que aí vem”, garantiu Vitor Paulo Pereira, para quem toda esta nova dinâmica, de captação de investimento e criação de emprego, não pode ser desenhada fora de uma nova estratégia para habitação. “A habitação, a preços compatíveis com os rendimentos das famílias ou na forma de arrendamento, será uma das grandes apostas para este novo mandato e que ainda arrancará este ano”, vincou o autarca, sustentando que a habitação é fundamental para suportar o crescimento industrial, como é indispensável para fixar e captar talento.

O presidente da Câmara eleito recordou também que nem no contexto da pandemia o seu executivo perdeu o foco. “Aliás, foi neste tempo difícil que conseguimos implantar em Paredes de Coura a primeira fábrica de vacinas do país que abrirá as portas a muitos jovens licenciados que poderão viver e trabalhar em Paredes de Coura numa área altamente inovadora e profissionalmente gratificante. Este investimento coloca Paredes de Coura no centro da inovação e da competitividade territorial, ao permitir a criação de um novo polo de biotecnologia entre o Norte de Portugal e Galiza. Esta é que é a verdadeira euroregião”, explicou Vitor Paulo Pereira, aproveitando a oportunidade para cumprimentar o Magnífico Reitor da Universidade Minho, o Professor Rui Vieira de Castro, manifestando “a mais profunda gratidão por toda a colaboração que a universidade tem desenvolvido com o município, em várias áreas e em muitos projetos estratégicos”.

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Brevemente no ranking dos concelhos mais exportadores da região norte

O autarca não tem dúvidas que Paredes de Coura está a crescer e a crescer bem. Que muito brevemente entrará para o ranking dos concelhos mais exportadores da região norte. Mas também sabe que, no presente, “a crise assusta a maior parte dos agentes económicos e as famílias. Todavia, a mensagem que trazemos é de esperança. Nos próximos tempos procuraremos estar sempre próximos daqueles que sofreram mais os efeitos indesejáveis desta pandemia”, relembrando que “em Coura foram sempre as dificuldades e as nossas capacidades de superação que determinaram o nosso destino”, concluiu, sem antes deixar uma última mensagem.

“Para compreendermos uma vida ou um tempo temos que juntar tudo para percebê-la: fábricas, livros, meninos a tocar trompetes, legos, estradas, casas felizes, chuva, solidão, alegria, tristeza, coragem, fortuna, derrota, felicidade, fragilidade, vitória. Tudo, tudo. Para compreender uma vida ou um tempo é preciso contar histórias. Espero sinceramente que um dia alguém conte a nossa história, não para a vanglória egoísta, mas para que esta seja inspiração para os nossos filhos, que terão a missão de continuar a escrevê-la. Não lhes deixamos nenhum conselho, apenas lhes segredamos aos ouvidos: nenhum dia sem sonho. O futuro só espera pelo audazes”, sublinhou.

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MÚSICA CLÁSSICA ENCERRA CICLO DE POLINIZAÇÃO EM PAREDES DE COURA

Vianna Brass Quintet + Coura Voce + Space Ensemble

sex, sáb e dom | Paredes de Coura

É com música clássica que este fim de semana se encerra o Ciclo de Polinização de Paredes de Coura, que desde junho tem trazido fins de semanas temáticos de jazz, tradicional e clássica a esta vila no coração do Alto Minho. Esta sexta-feira, 15 de outubro, o Ciclo de Polinização arranca com o Vianna Brass Quintet, seguindo-se no sábado, 16 de outubro, com o Coura Voce, ambos às 21h30, na Capela do Espírito Santo, enquanto no domingo o Centro Cultural de Paredes de Coura acolhe pelas 17h30 o Space Ensemble.

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Assim, já esta sexta-feira o Ciclo de Polinização regressa para o concerto Per Sonare, dos Vianna Brass Quintet. Per Sonare surge no título de inúmeras obras de finais do renascimento, indicando uma peça para soar, para ser tocada, por oposição à cantata. O quinteto de metais Vianna Brass Quintet traz-nos um concerto onde se fazem ouvir essencialmente obras de compositores do barroco alemão, como Johann Pezel, Victor Ewald, e uma sonata de autor anónimo.

Por sua vez, o Coura Voce é um coro feminino que tem vindo a desenvolver um trabalho regular desde 2017, no âmbito do ensino artístico especializado da música, fruto de uma parceria entre a Câmara Municipal de Paredes de Coura e o Conservatório Regional do Alto Minho. Interpreta repertório coral diversificado de várias épocas e estilos, com o objetivo de valorizar e divulgar a música vocal. Atualmente é constituído por 27 elementos e tem-se apresentado em audições públicas e em diversos eventos no Norte de Portugal e Espanha. Vítor Lima é o maestro titular do Coura Voce.

Já o Space Ensemble propõe o espetáculo "Pequeno Mundo", sobre o cruzamento entre a Ciência e a Arte e as inúmeras possibilidades criativas que surgem dessa fusão. Num mundo ofuscado pela ostentação, em todas as suas formas, vivemos muitas vezes distraídos e alheios à beleza das pequenas coisas que nos sustentam enquanto seres humanos. O espetáculo Pequeno Mundo remete-nos para a submersão no microuniverso que sustenta o nosso mundo mais tangível.

À semelhança do que tem acontecido nos outros fins de semana dedicados à música clássica, o Ciclo de Polinização volta a dinamizar um workshop para alunos do Conservatório Regional do Alto Minho. O Workshop de Orquestra: Cordas, sopros & Cia – (Des)construir a Música em Conjunto faz uma abordagem experimental à prática instrumental em grupo, explorando a sua versatilidade e os conceitos basilares da composição e interpretação de diversos estilos musicais. Esta iniciativa decorre no sábado, 16 de outubro, pelas 9h00, na Caixa da Música, sendo orientada por César Lima e Jaime Alvarez e destinado aos alunos do 4º e 5º grau do Curso Básico de Música do Conservatório Regional do Alto Minho.

PROGRAMA:

15 out - Vianna Brass Quintet, às 21h30, na Capela do Espírito Santo

16 out - Coura Voce, às 21h30, na Capela do Espírito Santo

17 out - Space Ensemble, às 17h30, no Centro Cultural

PAREDES DE COURA ENCHE-SE DE MÚSICA DURANTE MAIS 3 FINS-DE-SEMANA EM OUTUBRO

clássica – jazz – tradicional

1 - 3 out | música tradicional

O Ciclo de Polinização de Paredes de Coura está de regresso este mês de outubro para o seu último mês a "polinizar" a vila com música tradicional, clássica e jazz, com concertos e atividades que pretendem aproximar a população e visitantes desta relação entre a cultura e o território.

Esta iniciativa do Município de Paredes de Coura e que já decorre desde o mês de junho é um ciclo de concertos de música clássica, tradicional e jazz, composto também por workshops e atividades ligadas à música, às artes e à natureza. Cada mês do Ciclo de Polinização tem três fins de semana temáticos, dedicados alternadamente a um destes géneros musicais.

Em outubro, este ciclo continua a "polinizar" a vila com música, começando pela música tradicional (1 a 3 de outubro), seguindo-se o jazz (8 a 10 de outubro) e a música clássica (15 a 17 de outubro). Depois de três meses de concertos e atividades repartidas por vários fins de semana, outubro será o último mês do Ciclo de Polinização, marcado novamente por uma programação eclética que promete celebrar o melhor da música e da cultura portuguesa.

Tradicional

O primeiro fim de semana, de 1 a 3 de outubro, será dedicado à música tradicional. O primeiro nome confirmado é Mário Lúcio, ex-Ministro da Cultura de Cabo Verde e uma das figuras mais reconhecidas da cena cultural e musical daquele país, cuja permanente pesquisa dá à música tradicional cabo-verdiana um novo ar de modernidade, poesia e originalidade. Mário Lúcio irá atuar no dia 1 de outubro, sexta-feira, no Centro Cultural de Paredes de Coura, às 21h30, marcando a retoma da programação cultural deste espaço, que durante uma grande temporada serviu de centro de vacinação. No dia seguinte, também no Centro Cultural de Paredes de Coura, o palco será do galego Rodrigo Romaní, conceituado harpista folclórico, fundador da primeira Orquestra Folclórica de Espanha (SonDeSeu), que se apresenta em trio acompanhado pela harpista Beatriz Martínez e pelo percussionista Anxo Xesteira. Para terminar este fim de semana, no dia 3 de outubro a programação passa para o Museu Regional de Paredes de Coura, com uma Oficina de Danças do Mundo para todos os corpos e idades, às 15h00, dinamizada pelo Clube Mundanças - Desporto Escolar Comunidade, do Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura. Esta atividade é seguida por um concerto das Segue-me à Capela, às 17h30, no mesmo espaço, com um repertório constituído por cantares tradicionais recolhidos por Michel Giacometti, José Alberto Sardinha e GEFAC.

Jazz

O Ciclo de Polinização dá um salto da música tradicional para o jazz no fim de semana seguinte, de 8 a 10 de outubro, com uma programação que é fruto da parceria com a Associação Porta-Jazz, que tem lançado alguns dos álbuns mais conceituados da cena jazz nacional através da chancela Porta-Jazz. Os concertos começam no dia 8 de outubro com o trio Puzzle 3, composto por Pedro Neves, João Paulo Rosado e Miguel Sampaio, que vão atuar no Largo Visconde de Mozelos às 21h30, numa apresentação do seu primeiro disco "D". Sábado começará às 10h30, na Caixa de Música, com mais uma sessão da Locomotiva, uma oficina de jazz, ritmo e improvisação assegurada pela Porta-Jazz, com tutoria de André B. Silva, um dos músicos mais requisitados do jazz nacional, criador dos elogiados projetos musicais The Rite of Trio e The Guit Kune Do. Esta é a última oportunidade de participar nesta oficina, que se estende até domingo, com mais uma sessão às 10h30, que tem sido um grande sucesso nos vários fins de semana dedicados ao jazz e tem contado com um formador convidado diferente a cada sessão, convite que desta vez foi feito ao pianista Pedro Neves, que irá acompanhar André B. Silva na orientação destas duas últimas sessões. Ainda no dia 9 de outubro, a noite será marcada por um concerto às 21h30, no Largo Visconde de Mozelos, de João Pedro Brandão, saxofonista e compositor português aclamado pela crítica, com a apresentação do disco “Trama no Navio”, acompanhado por um grupo inédito de músicos (Ricardo Moreira, Hugo Carvalhais, Marcos Cavaleiro). O fim de semana dedicado ao jazz termina no Museu Regional de Paredes de Coura, com um concerto às 17h30 pelo quarteto de Miguel Ângelo (com João Guimarães, Joaquim Rodrigues e Marcos Cavaleiro), em apresentação de “Dança dos desastrados", terceiro álbum do contrabaixista e compositor.

Clássica

O último fim de semana do Ciclo de Polinização será dedicado à música clássica, de 15 a 17 de outubro. Todos os concertos serão no Centro Cultural de Paredes de Coura, sexta e sábado às 21h30 e domingo às 17h30. A abrir o fim de semana teremos Vianna Brass Quintet no dia 15 de outubro, com um concerto onde se fazem ouvir essencialmente obras de compositores do barroco alemão. No dia seguinte, 16 de outubro, é a vez do coro feminino Coura Voce subir ao palco do Centro Cultural, com os seus atuais 27 elementos, acompanhados pelo maestro titular do coro, Vítor Lima, para um concerto composto por repertório coral diversificado de várias épocas e estilos. No domingo, 17 de outubro, será o Space Ensemble a encerrar o Ciclo de Polinização, com o espetáculo multidisciplinar Pequeno Mundo, desenvolvido por um grupo de artistas de diversas áreas em parceria com uma investigadora da área da Biologia. Neste último fim de semana, haverá ainda o Workshop de Orquestra: Cordas, sopros & Cia – (Des)construir a Música em Conjunto, assegurado pela Academia de Música de Viana do Castelo, com César Lima e Jaime Alvarez, no dia 16 de outubro, pelas 9h00, na Caixa de Música, um workshop especialmente destinado aos alunos do 4º e 5º grau do Curso Básico de Música desta Academia, que faz uma abordagem experimental à prática instrumental em grupo, explorando a sua versatilidade e os conceitos basilares da composição e interpretação de diversos estilos musicais.

Aos domingos (3, 10 e 17 de outubro), às 9h30, haverá também caminhadas com o grupo de orientação local Ori-Coura, que já se tornaram uma atividade habitual nos fins de semana do Ciclo de Polinização, com ponto de encontro marcado no Largo Visconde de Mozelos.

PROGRAMAÇÃO

1 a 3 de outubro – MÚSICA TRADICIONAL

- 1 out

21h30 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Mário Lúcio (Solo)

- 2 out

21h30 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Rodrigo Romaní Trio

- 3 out

9h30 | Ponto de encontro: Largo Visconde de Mozelos

Caminhada com Ori-Coura

15h00 | Museu Regional de Paredes de Coura

Oficina de Danças do Mundo

com Clube Mundanças - Desporto Escolar Comunidade / Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura

17h30 | Museu Regional de Paredes de Coura

Segue-me à Capela

8 a 10 de outubro - JAZZ

- 8 out

21h30 | Largo Visconde de Mozelos

Puzzle 3 - "D"

- 9 out

10h30 | Caixa de Música 

Locomotiva - Oficina de Jazz

com André B. Silva e Pedro Neves

21h30 | Largo Visconde de Mozelos

João Pedro Brandão - "Trama no Navio"

- 10 out

9h30 | Ponto de encontro: Largo Visconde de Mozelos

Caminhada com Ori-Coura

10h30 | Caixa de Música 

Locomotiva - Oficina de Jazz

com André B. Silva e Pedro Neves

17h30 | Largo Visconde de Mozelos

Miguel Ângelo - "Dança dos Desastrados"

15 a 17 de outubro – MÚSICA CLÁSSICA

- 15 out

21h30 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Vianna Brass Quintet (Per Sonare)

- 16 out

9H00 | Caixa de Música

Workshop de Orquestra: Cordas, sopros & Cia – (Des)construir a Música em Conjunto

com César Lima e Jaime Alvarez

21h30 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Coura Voce (Vozes de Outono)

- 17 out

9h30 | Ponto de encontro: Largo Visconde de Mozelos

Caminhada com Ori-Coura

17h30 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Space Ensemble (Pequeno Mundo)

D. AFONSO VI ORDENOU AO CAPITÃO DO CONCELHO DE COURA QUE “NÃO BULA COM AS ÁGUAS” SOB PENA DE DEGREDO EM ÁFRICA

Carta de D. Afonso VI, data de 22 de Maio de 1665, acerca das queixas que fizeram os oficiais da câmara de Ponte de Lima contra Fernão Dantas, capitão do concelho de Coura, por ter tomado as águas de São Romão e Bretea para o dito concelho e manda, sob pena de 5 anos de degredo em África e de 1.000 cruzados para as despesas da Mesa do Desembargo do Paço, que o referido Fernão Dantas não bula com as águas.

Contem uma certidão do escrivão da correição da vila de Viana Foz do Lima em como deu a conhecer a Fernão Dantas o conteúdo da provisão régia (1665 Dez. 12, Ponte de Lima) e um termo de Fernão Dantas Barbosa, mandado fazer por provisão régia, pelo qual desiste das águas do Carvalhal pertencentes aos moradores do termo da vila de Ponte de Lima e se obriga a apagar a condenação de 1.000 cruzados (1665 Dez. 30, Coura).

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS EM VALENÇA E PAREDES DE COURA EM 1904

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Em quasi todo o paiz, mas especialmente nos districtos de Vianna do Castello, Villa Real, Porto, Bragança, Vizeu e Castello Branco, os parciaes do Governo juntaram-se com todos os elementos possiveis, absolutamente com todos, sem distincção de cor ou feição partidaria, para fazer guerra aos amigos politicos d'elle, orador.

Em alguns districtos chegou a parecer uma montaria politica organizada contra os regeneradores.

Assim, no districto de Vianna do Castello e em toda a parte, onde todos os elementos congregados se pudessem defrontar com os seus amigos politicos; ahi deram batalha, auxiliados pela auctoridade e empregando quantos meios de prejuizo e damno lhes foi possivel encontrar.

Havia um concelho onde o partido regenerador luctava e onde inconstestavelmente tinha maioria: era o concelho de Valença.

Com os seus amigos lidava um Deputado da nação: foi chamado a Lisboa.

Em outro concelho estava um membro d'esta Camara, o Digno Par Sr. Miguel Dantas; pois vae ler o telegramma em que S. Exa. conta a impressão que lhe causou o acto eleitoral na localidade em que reside:

"Coura. - Eleição terminou hontem noite. Perdi por 24 votos, graças violencias e illegalidades praticadas por auctoridade. Delegados Governo todos franquistas. Alem de grande força policia civil e praças linha, mais de sessenta caceteiros de concelhos limitrophes. Aspecto bellico verdadeiramente revolucionario. Não houve alteração ordem devido unicamente á prudencia dos amigos. Protesto em todas assembleias".

Por este telegramma comprehende a Camara com que liberdade e com que isenção foram realizadas as eleições municipaes em Coura.