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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ALFREDO DE SOUSA TOMAZ – “O HOMEM QUE NÃO TINHA UMA FAZENDA EM ÁFRICA” – UM ROMANCE QUASE AUTOBIOGRÁFICO

Nem todos os portugueses possuíam fazenda em Àfrica…

Mais de quatro anos depois de se ter lançado nesta "aventura", Alfredo de Sousa Tomaz vê agora o nascer deste "filho", impulsionado, segundo o autor, pela publicação na revista Notícias Magazine, suplemento do Jornal de Notícias e Diário de Notícias, em 2010, de algumas das suas histórias de África: "como tinha muitas mais histórias para contar, decidi reuni-las em livro."

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O autor refere, ainda, o orgulho em poder apresentar a obra em Ponte da Barca pois "embora não tendo nascido em Ponte da Barca, nem tampouco no Minho, escolhi para viver esta terra que me adoptou.”

Tal como Ricardo de Saavedra descreve no prefácio é este "livro sereno, perpassado por vezes de um subtil humor, que constitui uma achega preciosa à história que no terreno e dia a dia se viveu e ninguém teve ainda coragem para escrever.”

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Alfredo de Sousa Tomaz nasceu na Cova da Iria, Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, a 29 de Julho de 1942. Sexto filho de uma família numerosa e modesta, seu pai, para dar melhores condições de vida aos seus, no início da década de 50 com os seus irmãos mais velhos, partiu para Angola, tendo-se-lhes juntado pouco depois o resto da família. Em Outubro de 1961 regressou a Portugal para cumprir o serviço militar na Força Aérea, onde permaneceu até Janeiro de 1965. Pouco depois de regressar a Luanda conheceu Maria de Fátima, com quem veio a casar em Dezembro de 1967. Dessa união nasceram dois filhos.

Em Luanda a sua atividade profissional esteve quase sempre ligada às viagens e turismo, tendo trabalhado na Companhia Nacional de Navegação e numa agência de viagens.

Em 1976, depois de um quarto de século de aventuras, venturas e desventuras, o autor regressou definitivamente a Portugal com a família, tendo-se fixado em Matosinhos, onde exerceu a sua atividade comercial até 2007. Atingida a idade da reforma, foi viver com a esposa para Ponte da Barca, Alto Minho, onde permanecem até hoje, assumindo orgulhosamente a condição de “minhotos adotivos”. Esta obra, não sendo exatamente uma autobiografia, é, contudo, baseada no percurso de vida do autor por terras de África.

Com prefácio de Ricardo de Saavedra, conceituado jornalista e escritor, a obra compila uma série de histórias vividas pelo autor, desde que partiu para Angola ainda criança até ao momento em que teve de a deixar compulsivamente 25 anos depois.

Mais de quatro anos depois de se ter lançado nesta "aventura", Alfredo de Sousa Tomaz vê agora o nascer deste "filho", impulsionado, segundo o autor, pela publicação na revista Notícias Magazine, suplemento do Jornal de Notícias e Diário de Notícias, em 2010, de algumas das suas histórias de África: "como tinha muitas mais histórias para contar, decidi reuni-las em livro."

O autor refere, ainda, o orgulho em poder apresentar a obra em Ponte da Barca pois "embora não tendo nascido em Ponte da Barca, nem tampouco no Minho, escolhi para viver esta terra que me adoptou.”

Tal como Ricardo de Saavedra descreve no prefácio é este "livro sereno, perpassado por vezes de um subtil humor, que constitui uma achega preciosa à história que no terreno e dia a dia se viveu e ninguém teve ainda coragem para escrever.”

Alfredo Tomaz nasceu na Cova da Iria, Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, a 29 de Julho de 1942. Sexto filho de uma família numerosa e modesta, seu pai, para dar melhores condições de vida aos seus, partiu para Angola no início da década de 50 com os seus irmãos mais velhos, tendo-se-lhes juntado pouco depois o resto da família. Em Outubro de 1961 regressou a Portugal para cumprir o serviço militar na Força Aérea, onde permaneceu até Janeiro de 1965. Pouco depois de regressar a Luanda conheceu Maria de Fátima, com quem veio a casar em Dezembro de 1967. Dessa união nasceram dois filhos.

Em Luanda a sua atividade profissional esteve quase sempre ligada às viagens e turismo, tendo trabalhado na Companhia Nacional de Navegação e numa agência de viagens.

Em 1976, depois de um quarto de século de aventuras, venturas e desventuras, o autor regressou definitivamente a Portugal com a família, tendo-se fixado em Matosinhos, onde exerceu a sua atividade comercial até 2007. Atingida a idade da reforma, foi viver com a esposa para Ponte da Barca, Alto Minho, onde permanecem até hoje, assumindo orgulhosamente a condição de “minhotos adotivos”. Esta obra, não sendo exatamente uma autobiografia, é, contudo, baseada no percurso de vida do autor por terras de África.

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REITOR DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA APELA AOS PEREGRINOS PARA NÃO SE DESLOCAREM ATÉ AO SANTUÁRIO

"Este é um momento doloroso: o Santuário existe para acolher os peregrinos e não o podermos fazer é motivo de grande tristeza"

12 e 13 de maio devem ser vividos em casa, num clima de oração

Pela primeira vez na sua história o Santuário de Fátima vai celebrar os dias 12 e 13 de maio sem peregrinos nos seus espaços, na sequência das decisões sanitárias impostas pelas autoridades por causa da pandemia provocada pela Covid-19.

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“Este é um momento doloroso: o Santuário existe para acolher os peregrinos e não o podermos fazer é motivo de grande tristeza; mas esta decisão é igualmente um ato de responsabilidade para com os peregrinos, defendendo a sua saúde e o seu bem-estar”, refere o reitor do Santuário de Fátima numa mensagem dirigida a todos os peregrinos.

"Tomar agora esta decisão dolorosa significa procurar criar condições para podermos retomar, o mais rapidamente possível, as peregrinações a este lugar”, sublinha.

O padre Carlos Cabecinhas deixa mesmo um apelo a todos quantos, ano após ano, se dirigem a Fátima, ou que este ano tinham a intenção de o fazer.

“Neste maio, pedimos-vos que não venhais nos dias 12 e 13, mas que façais esta peregrinação pelo coração e que acompanheis a transmissão das celebrações através dos meios de comunicação social, da internet e das redes sociais”, interpela o reitor.

As celebrações decorrerão no Recinto, que estará encerrado devido às regras sanitárias definidas pelo Governo no contexto da declaração do Estado de Calamidade pública, em articulação com a Conferência Episcopal Portuguesa e que impedem as celebrações religiosas com a presença de fiéis.

Para suprir esta impossibilidade de deslocação dos peregrinos à Cova da Iria, o reitor do Santuário desafia-os a fazerem um caminho espiritual a partir de uma proposta concreta de oração para cada dia, que pode ser encontrada no site do Santuário em www.fatima.pt e nas redes sociais do santuário, a partir desta segunda feira à tarde e, diariamente, até dia 13 de maio.

“Não podemos contar com a vossa presença física, mas gostaríamos de poder contar convosco. Porque não se peregrina só com os pés, mas também com o coração, propomos-vos que façais connosco uma peregrinação pelo coração: uma peregrinação por etapas, do dia 4 ao dia 13; uma peregrinação em que o caminho não é físico, mas interior”, afirma o padre Carlos Cabecinhas, desafiando os peregrinos a acenderem, todos os dias, nas janelas de suas casas, uma vela, um dos actos mais icónicos de Fátima.

“Que, em cada dia, cada um faça um momento de reflexão e oração, de acordo com as propostas que disponibilizaremos; e que, em cada noite, acenda à janela uma vela, até à procissão de velas do dia 12. Faremos, assim, uma bela procissão de velas, difundida por todos os lugares onde viveis e vos encontrais”.

Na mensagem o reitor cumprimenta ainda os vários grupos de peregrinos que tiveram de cancelar a peregrinação a Fátima neste mês de maio, cerca de três centenas e meia, de todo o mundo, incluindo muitos portugueses que se deslocariam a pé e que este ano não o poderão fazer.

“Quero saudar todos aqueles que, habitualmente, ano após ano, se fazem peregrinos de Fátima: sentimos a vossa falta! Mas estaremos unidos na oração comum. Saúdo igualmente todos aqueles que desejariam estar presentes, este ano, aqui no Santuário: rezaremos por todos vós!”

A mensagem termina com um apelo: “Rezemos à Senhora do Coração Imaculado – Nossa Senhora do Rosário de Fátima – pedindo também a intercessão dos Santos Pastorinhos, para que possamos voltar a reunir-nos, em breve, para celebrarmos com alegria a nossa fé e para rezarmos juntos, neste Santuário, por nós e pela humanidade inteira”.

As celebrações com a presença física de peregrinos na Cova da Iria, e em todas as igrejas portuguesas, só serão retomadas no próximo dia 30 de maio. Até lá, o Santuário irá retomar a sua atividade reabrindo já a partir desta segunda-feira os locais de culto, para visita e oração, mas sem celebrações comunitárias e sem a presença física de peregrinos. Também o edifício da Reitoria retomará a sua atividade com os horários habituais, tal como as unidades comerciais que recomeçarão a funcionar.

Os Espaços Museológicos abrem ao público a partir do próximo dia 19 de maio.

Para tornar os espaços do Santuário de Fátima acessíveis à visita dos peregrinos, a instituição adotou um conjunto de medidas de prevenção e de mitigação do risco de contágio, quer para os colaboradores quer para os peregrinos, que devem ser cumpridas na íntegra, como sejam o uso de máscara em espaços fechados, a lavagem frequente das mãos, a manutenção dos distanciamento físico e a monitorização dos acessos aos espaços fechados do Santuário como sejam Basílicas, Capelas e espaços comerciais.

Entre a tarde do dia 12, de tarde e o fim da manhã do dia 13, não será permitido o acesso dos peregrinos a qualquer espaço do Santuário.

Horários de abertura de lugares de culto

Basílica de Nossa Senhora do Rosário || 09h00 às 18h00 (encerra durante a missa das 11h00 e do Ângelus às 12h00)

Basílica da Santíssima Trindade || 10h00 às 18h00

Capela do Santíssimo Sacramento || 9h00 às 20h00

Capela da Reconciliação (com atendimento de confissões) || 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00

Mensagem do Pe. Carlos Cabecinhas: https://youtu.be/dKIC1vKDoAA

NOSSA SENHORA FEZ A SUA APARIÇÃO EM PONTE DA BARCA DOIS DIAS ANTES DE APARECER AOS PASTORINHOS NA COVA DA IRIA

O QUE ACONTECEU NO BARRAL A 10 E 11 DE MAIO DE 1917

O protagonista do caso foi um pobre pastorinho, de nome SEVERINO ALVES, de dez anos de idade, filho de uma pobre e virtuosa viúva, e irmão de mais outros seis, todos eles muito tementes a Deus.

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No dia 10 de maio de 1917, deviam ser oito horas da manhã, ia esse rapazinho a caminho do monte rezando o terço, como costumava fazer, quando numa ramada próxima da Ermida de Santa Marinha, sentiu um relâmpago que o impressionou.

Dá mais alguns passos, atravessa um portelo e defronta uma Senhora, sentada, com as mãos postas, tendo o dedo maior da mão direita destacado, em determinada direção. O seu rosto era lindo como nenhum outro, toda Ela cheia de luz e esplendor, de maneira a confundir vista, cobrindo-lhe a cabeça um manto azul e o resto do corpo um vestido branco.

Logo que o pequeno vidente a viu, caiu para o lado surpreendido com tal acontecimento.

Readquirindo ânimo, levantou-se, e exclamou: “Jesus Cristo!”. Nesse mesmo instante desapareceu a Visão.

O pároco da localidade, que não parecia ser um espírito que facilmente se dominava por factos, que não parecessem credíveis, ouviu com atenção o rapazinho, não só atendendo á fama de bem comportado, que gozava na localidade, mas atendendo à sinceridade e à precisão com que relatou tudo o que viu. O pároco aconselhou-o, finalmente, a que voltasse ao lugar da Aparição e pedisse a essa Visão que o informasse quem era.

No dia seguinte ao da primeira Aparição, dia 11 de maio de 1917, uma sexta-feira, deviam ser também oito horas da manhã, pois ia soltar as ovelhas e os carneiros a fim de os levar para o monte, sem que sentisse relâmpago algum, quando atravessava o portelo, deparou-se com a mesma Senhora, que estava sentada no mesmo sítio do dia anterior.

Nesse dia, 11 de maio de 1917, o rosto da Aparição desprendia-se em sorrisos. Quando a viu, o pastorinho caiu de joelhos e disse um pouco surpreendido (para não dizer assustado) o que o pároco lhe havia aconselhado: “Quem não falou ontem, que fale hoje”.

Então a Aparição com uma voz que era um misto de rir e cantar, diferente do falar de todos os mortais que tem visto, tranquilizou-o, dizendo-lhe: “Não te assustes, sou Eu, menino”. E acrescentou: “Diz aos pastores do monte que rezem sempre o terço, que os homens e mulheres cantem a ESTRELA DO CÉU, e se apeguem comigo, que hei-de acudir ao mundo e aplacar a guerra”.

Depois de dizer o que fica escrito, sem que a criança tivesse mais tempo que responder a tudo: “Sim, Senhora”, a Visão, olhando para uma ramada, acrescentou: “Que gomos tão lindos, que cachos tão bonitos!”

Mal o rapazinho tinha olhado para a ramada, voltando a cabeça, já a Visão tinha desaparecido. O privilegiado Vidente foi imediatamente avisar do acontecido as mães dos filhos da localidade que estavam no exército. A comoção do pequeno teria sido tamanha que depois destes factos, nunca mais quis voltar sozinho ao sítio da Aparição.

Às perguntas feitas, o rapazinho respondia sempre da mesma maneira: “Se quiserem acreditar, que acreditem, se não quiserem que não acreditem”, e acrescentava: “Eu fiz a minha obrigação, avisando como me mandaram”.

Local da Aparição de Nossa Senhora da Paz.

Texto e fotos: Maria Vilas Boas / https://www.facebook.com/aparicoes.barral/

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CENTRO NACIONAL DE CULTURA APRESENTA NO SANTUÁRIO DE FÁTIMA ROTEIRO DO CAMINHO DO NORTE

Centro Nacional de Cultura apresenta no Santuário Roteiros dos Caminhos de Fátima

Iniciativa concretiza em livro a marcação dos três caminhos mais frequentados pelos peregrinos, até ao Santuário de Fátima, com indicações sobre o património cultural e religioso.

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O Santuário de Fátima acolhe na Sala de Imprensa, no próximo dia 12 de setembro, pelas 15h00, a sessão pública de apresentação dos Roteiros dos Caminhos de Fátima, uma iniciativa do Centro Nacional de Cultura desenvolvida no contexto do Programa Valorizar (Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior), apoiado pelo Turismo de Portugal.

Os Roteiros com os três Caminhos de Fátima- Caminho do Tejo (entre Lisboa e o Santuário), Caminho da Nazaré (entre Nazaré e o Santuário) e Caminho do Norte (entre Valença e o Santuário) - têm por finalidade disponibilizar, de forma sistemática, ampla e gratuita, informação completa sobre estes percursos, com destaque para a paisagem, o património, a cultura e as ambiências locais.

Os Roteiros dos Caminhos de Fátima estão impressos em três línguas - Português, Inglês e Espanhol - e apresentam a cartografia associada a cada um dos caminhos bem como conteúdos descritivos sobre cada um dos itinerários.

No final de cada Roteiro há um conjunto de informações sobre o Santuário de Fátima, a que o Centro Nacional de Cultura está intimamente ligado desde a sua criação, que é apresentado como “um lugar emblemático onde a religião e a arte se entrelaçam”. Cada Roteiro apresenta ainda uma descrição dos lugares mais emblemáticos do Santuário, desde as Basílicas à Capelinha, sem ignorar a simbologia de cada um destes espaços.

Os Caminhos de Fátima são uma rede de itinerários religiosos e culturais que partem de diferentes locais e terminam no Santuário de Fátima. Proporcionam a quem os percorre uma verdadeira “espiritualidade”, em ligação com a natureza e as vivências religiosas e culturais.

Têm por finalidade criar condições seguras e aprazíveis para peregrinos e caminhantes que se dirigem ao Santuário de Fátima, evitando as estradas com grande circulação automóvel em favor de caminhos de terra e de pequenas estradas rurais com pouca circulação. Percorrem territórios variados, com grande interesse cultural e paisagístico, e articulam-se com outros itinerários de âmbito nacional e internacional.

Desenvolvidos pelo Centro Nacional de Cultura (entidade titular do projeto e proprietária da respetiva marca), estes Caminhos são implementados em parceria com múltiplas instituições (autarquias, Turismo de Portugal, associações, organismos públicos e entidades civis e religiosas) e em articulação com o Santuário de Fátima, estando disponíveis no site www.caminhosdefatima.org .

Configuram-se como uma rede de itinerários religiosos e culturais no território, podendo articular-se com outros itinerários de âmbito nacional e internacional, como os Caminhos de Santiago ou as Rotas Marianas.

Atualmente, os Caminhos existentes são já utilizados por muitos peregrinos, maioritariamente nacionais, mas também estrangeiros. A dimensão espiritual e religiosa é predominante, mas também têm outras valências. São também utilizados por diversos públicos, com interesses e destinos específicos, sobretudo em troços que revestem de grande interesse cultural e paisagístico para caminhadas locais.

Evento: Apresentação dos Roteiros dos Caminhos de Fátima

Dia: 12 de setembro

Hora: 15h00

Local: Sala de Imprensa do santuário de Fátima

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ESPOSENDENSES VÃO AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

Abertas inscrições para a Festa do Idoso em Fátima

Decorre até ao próximo dia 17 de agosto o prazo de inscrição para a Festa do Idoso do Município de Esposende, que, este ano, terá lugar no dia 11 de setembro.

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O evento traduz-se no passeio-convívio ao Santuário de Fátima e dirige-se aos idosos residentes no concelho, com idade igual ou superior a 65 anos, pessoas portadoras de deficiência com autonomia, com idade superior a 35 anos, e pessoas que frequentam as Instituições Particulares de Solidariedade Social com valência para a terceira idade. Podem também participar os cidadãos com idade inferior a 65 anos, casados ou a viver em união de facto, bem como os filhos dos idosos inscritos na iniciativa, portadores de deficiência. As inscrições são efetuadas nas Juntas de Freguesia do concelho.

Tal como nas anteriores edições, o programa integra a Eucaristia, na Basílica da Santíssima Trindade, às 12h15, seguida do piquenique nos parques do Santuário, com regresso a casa às 18h30.

Esta iniciativa, que vai já na 24.ª edição, integra o Programa Ativo Mais, desenvolvido no âmbito da Rede Social de Esposende, o qual tem contribuído, de forma efetiva, para a qualidade de vida dos idosos, promovendo o seu bem-estar, a inclusão social e o seu reconhecimento na comunidade. Ao longo de todo o ano e de forma gratuita, a comunidade sénior concelhia tem oportunidade de participar num conjunto muito diversificado de atividades de vária índole, nomeadamente de caráter lúdico, recreativo, musical, cultural e desportivo.

O Programa Ativo Mais permite, por outro lado, fortalecer as parcerias locais, permitindo concertar esforços, otimizar recursos, integrar contributos e complementar a intervenção tendo em vista a promoção de um envelhecimento ativo e saudável.

A este programa está associado o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, nomeadamente no que se refere à Igualdade de Género (ODS 5), Reduzir as desigualdades (ODS 10), Cidades e Comunidades Sustentáveis (ODS 11), Paz, Justiça e Instituições Eficazes (ODS 16) e Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade (ODS 17).

MINHOTOS ANIMAM FESTAS EM OURÉM

Quim Barreiros e Pedro Cachadinha levaram alegria minhota às festas da vila da Freixianda

Música, animação, marchas populares, tasquinhas ,jogos tradicionais , jogos escutistas , passeios de bicicleta , de motorizadas e pedestres , folclore , mostra de artesanato , exposição auto e exposição agrícola ,foram apenas alguns dos muitos ingredientes que compuseram as festas da vila da Freixianda e que, durante 3 dias, encheram de cor e som esta localidade do norte do concelho de Ourém.

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De 21 a 23 de Junho, os tradicionais festejos de elevação a Vila, levaram à Freixianda artistas como Pedro Cachadinha, Foka Energie, PA3, Só Ritmo e o incontornável Quim Barreiros, no dia 22.

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No domingo, dia 23, o Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque, juntamente com o Vereador Rui Vital e o Presidente da Assembleia Municipal de Ourém, João Moura, fizeram questão de se associar às festividades, assistindo ao desfile da Charanga a Cavalo da Guarda Nacional Republicana e testemunhando o programa que, para além dos artistas musicais, incluiu ainda, entre outras atrações, várias tasquinhas, uma sardinhada popular, marchas e muito folclore.

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Foram oito as associações da freguesia que estiveram representadas com as suas tasquinhas ao longo dos 3 dias de festejos que tiveram o seu ponto alto na noite de sábado com cerca de 5000 pessoas a assistir ao concerto de Quim Barreiros e enchendo por completo a vila de viaturas , algo nunca antes visto.

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Outra das agradáveis surpresas foi a de Pedro Cachadinha que trouxe os seus amigos Deolinda Passos e Peixoto de Braga para uma noite de desgarradas e cantares ao desafio que foi do agrado de todos. De registar o aparecimento de exímios cantadores ao desafio entre os oureenses, uma forma de expressão artística que tem as suas origens remotas nas cantigas de escárnio e mal-dizer da Idade Média, no âmbito do cancioneiro galaico-minhoto mas que está a adquirir muitas popularidade em todo o país.

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A cereja no topo do Bolo estava guardada para a tarde de domingo e sendo uma novidade por estas bandas era muita a espectativa. Não fosse uma chuva muidinha persistente e tudo teria sido perfeito. Apesar do pequeno atraso devido ás condições atmosféricas a Charanga a Cavalo da GNR trouxe ainda assim largas centenas pessoas ás ruas da Freixianda para apreciar um espetáculo único no mundo. Não houve galope devido ás condições e humidade do piso mas a exibição foi uma agradável surpresa.

Balanço positivo nestas comemorações do dia da Freguesia da Freixianda e do 24º aniversário da elevação a Vila que prometem não baixar a fasquia continuando a crescer de ano para ano.

Até 2020!

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QUIM BARREIROS E PEDRO CACHADINHA ANIMAM FESTAS EM FREXIANDA, NO CONCELHO DE OURÉM

Em junho a Freixianda assinala dia da freguesia e 24º Aniversário de elevação a vila

De 21 a 23 de junho decorrem em Freixianda, no norte do concelho de Ourém, as suas tradicionais celebrações de evocação de elevação a vila. No programa há animação musical, tasquinhas, folclore, desfile da Charanga da GNR, exposições de artesanato e ainda uma exposição de maquinaria agrícola e automóvel.

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Participam nas tasquinhas oito coletividades da freguesia com pratos que vão desde a “Chanfana à moda da Ribeira” à “Perna de Porco no espeto com migas”. No que toca à animação está prevista uma sardinhada popular, jogos escutistas, marchas populares, Festival de Ranchos, e um Passeio Pedestre.

O programa musical é encabeçado por Quim Barreiros, dia 22, sábado, pelas 23h00.Foka Energie sobe a palco pelas 22h00 de dia 21, sexta-feira; “Só Ritmo”” atua antes e depois de Quim Barreiros dia 22 , sábado dia 23; o Grupo PA 3 encerra as festas dia 23, domingo, a partir das 22h00. Destaque também para a presença dia 21 de Pedro Cachadinha e seus amigos na sexta feira ás 20h00. No Sábado dia 22 ás 21h00 atuará a Marcha da Pelmá. No Domingo dia 23 haverá um desfile pelas ruas pela Charanga a Cavalo da GNR que depois atuará no Largo do Mercado. Também no domingo ás 18h30 haverá uma tarde de folclore.

Programa

Sexta feira dia 21 (dia da Freguesia)

19h30 – Sardinhada Popular

20h00 – Atuação de Pedro Cachadinha e seus amigos

22h00 – Atuação de Foka Energie

Sábado dia 22

21h00 – Atuação da Marcha da Pelmá

22h00 – Atuação do Grupo “ Só Ritmo”

23h00 – Atuação de Quim Barreiros e sua Banda

00h30 – Continuação da atuação do Grupo “ Só Ritmo”

Domingo dia 23

09h00 – Passeio Pedestre

17h00 – Desfile da Charanga a cavalo da GNR pelas ruas da vila

17h30 – Atuação da Charanga a cavalo da GNR no Largo Juvêncio Figueiredo

18h30 – Tarde de Folclore

22h00 – Atuação do Grupo PA3

VIEIRENSES VÃO A FÁTIMA

Passeio de Idosos a Fátima, inscrições abertas.

A Câmara Municipal de Vieira do Minho informa que se encontram abertas as inscrições para o Passeio de Idosos, ao Santuário de Nª Srª de Fátima que se vai realizar, no dia 4 de julho de 2019.

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As inscrições podem ser feitas até ao dia 20 de Junho na Junta de Freguesia da área de residência, nos Centros Sociais, para os respetivos utentes, ou diretamente na Câmara Municipal.

Refira-se que o passeio destina-se a todos os idosos do concelho, sendo gratuito para quem tem idade igual ou superior a 65 anos e/ou reformados por invalidez ou portadores de doença crónica. Nestas situações, e em caso de necessidade, os idosos podem levar gratuitamente um acompanhante.

Para todos os que não se enquadram em qualquer uma das situações, atrás mencionadas, o valor da inscrição é de 5 euros.

Lembramos, ainda que qualquer informação ou esclarecimento, relativo ao Passeio de Idosos, será prestado pela Câmara Municipal.

QUIM BARREIROS E PEDRO CACHADINHA ANIMAM FESTAS EM FREXIANDA, NO CONCELHO DE OURÉM

Em junho a Freixianda assinala dia da freguesia e 24º Aniversário de elevação a vila

De 21 a 23 de junho decorrem em Freixianda, no norte do concelho de Ourém, as suas tradicionais celebrações de evocação de elevação a vila. No programa há animação musical, tasquinhas, folclore, desfile da Charanga da GNR, exposições de artesanato e ainda uma exposição de maquinaria agrícola e automóvel.

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Participam nas tasquinhas oito coletividades da freguesia com pratos que vão desde a “Chanfana à moda da Ribeira” à “Perna de Porco no espeto com migas”. No que toca à animação está prevista uma sardinhada popular, jogos escutistas, marchas populares, Festival de Ranchos, e um Passeio Pedestre.

O programa musical é encabeçado por Quim Barreiros, dia 22, sábado, pelas 23h00.Foka Energie sobe a palco pelas 22h00 de dia 21, sexta-feira; “Só Ritmo”” atua antes e depois de Quim Barreiros dia 22 , sábado dia 23; o Grupo PA 3 encerra as festas dia 23, domingo, a partir das 22h00. Destaque também para a presença dia 21 de Pedro Cachadinha e seus amigos na sexta feira ás 20h00. No Sábado dia 22 ás 21h00 atuará a Marcha da Pelmá. No Domingo dia 23 haverá um desfile pelas ruas pela Charanga a Cavalo da GNR que depois atuará no Largo do Mercado. Também no domingo ás 18h30 haverá uma tarde de folclore.

Programa

Sexta feira dia 21 (dia da Freguesia)

19h30 – Sardinhada Popular

20h00 – Atuação de Pedro Cachadinha e seus amigos

22h00 – Atuação de Foka Energie

Sábado dia 22

21h00 – Atuação da Marcha da Pelmá

22h00 – Atuação do Grupo “ Só Ritmo”

23h00 – Atuação de Quim Barreiros e sua Banda

00h30 – Continuação da atuação do Grupo “ Só Ritmo”

Domingo dia 23

09h00 – Passeio Pedestre

17h00 – Desfile da Charanga a cavalo da GNR pelas ruas da vila

17h30 – Atuação da Charanga a cavalo da GNR no Largo Juvêncio Figueiredo

18h30 – Tarde de Folclore

22h00 – Atuação do Grupo PA3

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QUIM BARREIROS E PEDRO CACHADINHA ANIMAM FESTAS EM FREXIANDA, NO CONCELHO DE OURÉM

Em junho a Freixianda assinala dia da freguesia e 24º Aniversário de elevação a vila

De 21 a 23 de junho decorrem em Freixianda, no norte do concelho de Ourém, as suas tradicionais celebrações de evocação de elevação a vila. No programa há animação musical, tasquinhas, folclore, desfile da Charanga da GNR, exposições de artesanato e ainda uma exposição de maquinaria agrícola e automóvel.

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Participam nas tasquinhas oito coletividades da freguesia com pratos que vão desde a “Chanfana à moda da Ribeira” à “Perna de Porco no espeto com migas”. No que toca à animação está prevista uma sardinhada popular, jogos escutistas, marchas populares, Festival de Ranchos, e um Passeio Pedestre.

O programa musical é encabeçado por Quim Barreiros, dia 22, sábado, pelas 23h00.Foka Energie sobe a palco pelas 22h00 de dia 21, sexta-feira; “Só Ritmo”” atua antes e depois de Quim Barreiros dia 22 , sábado dia 23; o Grupo PA 3 encerra as festas dia 23, domingo, a partir das 22h00. Destaque também para a presença dia 21 de Pedro Cachadinha e seus amigos na sexta feira ás 20h00. No Sábado dia 22 ás 21h00 atuará a Marcha da Pelmá. No Domingo dia 23 haverá um desfile pelas ruas pela Charanga a Cavalo da GNR que depois atuará no Largo do Mercado. Também no domingo ás 18h30 haverá uma tarde de folclore.

Programa

Sexta feira dia 21 (dia da Freguesia)

19h30 – Sardinhada Popular

20h00 – Atuação de Pedro Cachadinha e seus amigos

22h00 – Atuação de Foka Energie

Sábado dia 22

21h00 – Atuação da Marcha da Pelmá

22h00 – Atuação do Grupo “ Só Ritmo”

23h00 – Atuação de Quim Barreiros e sua Banda

00h30 – Continuação da atuação do Grupo “ Só Ritmo”

Domingo dia 23

09h00 – Passeio Pedestre

17h00 – Desfile da Charanga a cavalo da GNR pelas ruas da vila

17h30 – Atuação da Charanga a cavalo da GNR no Largo Juvêncio Figueiredo

18h30 – Tarde de Folclore

22h00 – Atuação do Grupo PA3

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ARTISTAS MINHOTOS VÃO A OURÉM ANIMAR A FESTA COMEMORATIVA DOS 24 ANOS DA VILA DA FREIXIANDA

Em junho a Freixianda assinala dia da freguesia e 24º Aniversário de elevação a vila

De 21 a 23 de junho decorrem em Freixianda, no norte do concelho de Ourém, as suas tradicionais celebrações de evocação de elevação a vila. No programa há animação musical, tasquinhas, folclore, desfile da Charanga da GNR, exposições de artesanato e ainda uma exposição de maquinaria agrícola e automóvel.

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Participam nas tasquinhas oito coletividades da freguesia com pratos que vão desde a “Chanfana à moda da Ribeira” à “Perna de Porco no espeto com migas”. No que toca à animação está prevista uma sardinhada popular, jogos escutistas, marchas populares, Festival de Ranchos, e um Passeio Pedestre.

O programa musical é encabeçado por Quim Barreiros, dia 22, sábado, pelas 23h00.Foka Energie sobe a palco pelas 22h00 de dia 21, sexta-feira; “Só Ritmo”” atua antes e depois de Quim Barreiros dia 22 , sábado dia 23; o Grupo PA 3 encerra as festas dia 23, domingo, a partir das 22h00. Destaque também para a presença dia 21 de Pedro Cachadinha e seus amigos na sexta feira ás 20h00. No Sábado dia 22 ás 21h00 atuará a Marcha da Pelmá. No Domingo dia 23 haverá um desfile pelas ruas pela Charanga a Cavalo da GNR que depois atuará no Largo do Mercado. Também no domingo ás 18h30 haverá uma tarde de folclore.

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Programa

Sexta feira dia 21 ( dia da Freguesia)

19h30 – Sardinhada Popular

20h00 – Atuação de Pedro Cachadinha e seus amigos

22h00 – Atuação de Foka Energie

Sábado dia 22

21h00 – Atuação da Marcha da Pelmá

22h00 Atuação do Grupo “ Só Ritmo”

23h00 Actuação de Quim Barreiros e sua Banda

00h30 Continuação da atuação do Grupo “ Só Ritmo”

Domingo dia 23

17h00 Desfile da Charanga a cavalo da GNR pelas ruas da vila

17h30 Atuação da Charanga a cavalo  da GNR no Largo Juvêncio Figueiredo

18h30 – Tarde de Folclore

22h00 – Atuação do Grupo PA3

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GASPAR MOREIRA: UM ARCUENSE NO CONCELHO DE OURÉM

Conta a lenda que “No dia 4 de Agosto de 1578, ficou prisioneiro dos mouros, Gaspar Moreira, Moço de Câmara de El-Rei Dom Sebastião, Filho de Pedro Alves Bandeira, 4º Neto do Grande Gonçalo Pires Bandeira, era natural de Arcos de Valdevez, Nossa Senhora da Natividade, que se venera nesta Igreja, livrou-o da prisão e cativeiro”. Esta descrição consta num painel de azulejos existente na escadaria que dá acesso à Igreja Paroquial de Rio de Couros, no Concelho de Ourém, reproduzindo uma antiga gravura que outrora existiu na sacristia da antiga igreja que entretanto foi demolida, dela atualmente não restando mais do que a torre sineira.

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A LENDA DE RIO DE COUROS

A secção “Lendas de Portugal” que o Jornal “O Século” publicou em 25 de dezembro de 1970 narra-nos o seguinte:

“Porque, antigamente, abundavam, abundavam ali os curtumes, a terra passou a denominar-se Rio de Couros. Ao que se afirma, lá deve ter existido uma cidade ou grande povoação cujo nome se ignora, sendo também, de anotar que houve, nessa terra, uma capela consagrada a Nossa Senhora de Rio de Couros, ou Radecouros, como noutros tempos se dizia, e que, por fim, mudou para o título de Nossa Senhora da Piedade. Em escavações várias, feitas nas próximidades da igreja, foram encontrados não somente ossos de homens de grande estatura, crânios ainda com dentes, cipós, ou seja colunas próprias para a afixação de instruções de interesse público ou decisões do Senado romano, alicerces, pedaços de telha, tudo denotando grande antiguidade.

A fama do santuário da bonita e pitoresca localidade chegava longe, muita gente admirando o fervor religioso da população, de velhos e novos.

Em Rio de Couros passou a viver um dia, um homem, natural de Arcos de Valdevez, chamado Gaspar Moreira, que foi moço de câmara do rei D. Sebastião. Estava na corte de Lisboa quando o “Desejado” se encaminhou para África e travou com os mouros a célebre batalha de Alcácer Quibir, infausto combate ocorrido em 4 de Agosto de 1578, e no qual, entre outros portugueses e bons cristãos, intervieram, não só aquele monarca, como Gaspar Moreira, que ali ficou prisioneiro. A sua presença irritava constantemente os agarenos, que alimentavam o desejo de lhe dar morte violenta. Poucos cativos, como é da história, foram resgatados, e outros ali morreram em consequência de ferimentos que tiveram no duro combate, e, depois, cheios de fome ou maltratados. Os carcereiros mouros revelavam com as atitudes tomadas contra eles o seu rancor à Pátria lusitana.

Gaspar Moreira era tratado de maneira diferente pois estava preso à parte e às ordens de um oficial da moirama. Beneficiava de certo conforto na masmorra e de boa alimentação.

Numa noite luarenta, quando meditava sobre a sua vida, viu o tal oficial andar passeando perto dos muros da prisão. Na mão direita levava uma espada, e, com a esquerda, segurava uma forte corrente de ferro, a que prendia um grande e domado leão.

O lusitano, continuando junto das grades, ouviu, estupefacto e atemorizado, ele falar com a fera, dizendo que não tardaria muito que não lhe proporcionasse um farto banquete, pois o cristão estava engordando e ía atirar com ele para a sua boca para que o devorasse. Queria vingar-se dos portugueses, que tendo expulso os mouros das Espanhas, ali em Marrocos, os tinham, depois, atacado, mas sido vencidos por graça de Alá. Ante tal facto, atemorizado pela ideia de que o leão o mataria, recordou-se das suas romagens ao Santuário de Nossa Senhora de Rio de Couros, lembrando-se também da Batalha de Alcácer Quibir, dos seus companheiros de armas e de D. Sebastião, que ali tinha perdido a vida. No dia seguinte, viu entrar na prisão o oficial mouro que levava um pensamento: verificar se, com efeito, ele estava em condições de satisfazer o seu inclemente intento. Então, o agareno perguntou-lhe se desejava ficar liberto, ao que logo respondeu, afirmativamente. Nova atitude do oficial o deixou perturbadíssimo, pelo que fez uma prece a Nossa Senhora da Natividade para que, milagrosamente, o livrasse do cativeiro e o conduzisse para Portugal.

De repente, uma luz raiou na prisão, aparecendo-lhe a Virgem Maria com o Menino Jesus nos braços, fazendo-lhe sinal para que a seguisse. Então, as portas do cárcere abriram-se e ele acompanhou a sua libertadora, que, momentos após, desapareceu. De joelhos, tendo reconquistado a liberdade, agradeceu-a ao Céu e à Senhora da Natividade. Logrou, depois, regressar a Portugal, nessa altura já sob dominação castelhana, logo se dirigindo à ermida de Nossa Senhora de Rio de Couros para se lhe mostrar grato pelo seu milagre. Mais algum tempo passou e, quando sentiu a morte aproximar-se, rogou que o seu corpo – e assim se fez – fosse metido num caixão de pedra e sepultado junto da capela. Isso fortificou, justificadamente, a fé que já se tinha na miraculosa Senhora”.

A imagem mostra a igreja de Rio de Couros, em 1961, pouco tempo antes de ser demolida. Foto restaurada em Foto Vítor, de Caxarias, a partir de original cedido por Joaquim Gaspar, de Sandoeira, a quem agradeço a sua amabilidade.

A LENDA DE RIO DE COUROS

A secção “Lendas de Portugal” que o Jornal “O Século” publicou em 25 de dezembro de 1970 narra-nos o seguinte:

“Porque, antigamente, abundavam, abundavam ali os curtumes, a terra passou a denominar-se Rio de Couros. Ao que se afirma, lá deve ter existido uma cidade ou grande povoação cujo nome se ignora, sendo também, de anotar que houve, nessa terra, uma capela consagrada a Nossa Senhora de Rio de Couros, ou Radecouros, como noutros tempos se dizia, e que, por fim, mudou para o título de Nossa Senhora da Piedade. Em escavações várias, feitas nas próximidades da igreja, foram encontrados não somente ossos de homens de grande estatura, crânios ainda com dentes, cipós, ou seja colunas próprias para a afixação de instruções de interesse público ou decisões do Senado romano, alicerces, pedaços de telha, tudo denotando grande antiguidade.

A fama do santuário da bonita e pitoresca localidade chegava longe, muita gente admirando o fervor religioso da população, de velhos e novos.

Em Rio de Couros passou a viver um dia, um homem, natural de Arcos de Valdevez, chamado Gaspar Moreira, que foi moço de câmara do rei D. Sebastião. Estava na corte de Lisboa quando o “Desejado” se encaminhou para África e travou com os mouros a célebre batalha de Alcácer Quibir, infausto combate ocorrido em 4 de Agosto de 1578, e no qual, entre outros portugueses e bons cristãos, intervieram, não só aquele monarca, como Gaspar Moreira, que ali ficou prisioneiro. A sua presença irritava constantemente os agarenos, que alimentavam o desejo de lhe dar morte violenta. Poucos cativos, como é da história, foram resgatados, e outros ali morreram em consequência de ferimentos que tiveram no duro combate, e, depois, cheios de fome ou maltratados. Os carcereiros mouros revelavam com as atitudes tomadas contra eles o seu rancor à Pátria lusitana.

Gaspar Moreira era tratado de maneira diferente pois estava preso à parte e às ordens de um oficial da moirama. Beneficiava de certo conforto na masmorra e de boa alimentação.

Numa noite luarenta, quando meditava sobre a sua vida, viu o tal oficial andar passeando perto dos muros da prisão. Na mão direita levava uma espada, e, com a esquerda, segurava uma forte corrente de ferro, a que prendia um grande e domado leão.

O lusitano, continuando junto das grades, ouviu, estupefacto e atemorizado, ele falar com a fera, dizendo que não tardaria muito que não lhe proporcionasse um farto banquete, pois o cristão estava engordando e ía atirar com ele para a sua boca para que o devorasse. Queria vingar-se dos portugueses, que tendo expulso os mouros das Espanhas, ali em Marrocos, os tinham, depois, atacado, mas sido vencidos por graça de Alá. Ante tal facto, atemorizado pela ideia de que o leão o mataria, recordou-se das suas romagens ao Santuário de Nossa Senhora de Rio de Couros, lembrando-se também da Batalha de Alcácer Quibir, dos seus companheiros de armas e de D. Sebastião, que ali tinha perdido a vida. No dia seguinte, viu entrar na prisão o oficial mouro que levava um pensamento: verificar se, com efeito, ele estava em condições de satisfazer o seu inclemente intento. Então, o agareno perguntou-lhe se desejava ficar liberto, ao que logo respondeu, afirmativamente. Nova atitude do oficial o deixou perturbadíssimo, pelo que fez uma prece a Nossa Senhora da Natividade para que, milagrosamente, o livrasse do cativeiro e o conduzisse para Portugal.

De repente, uma luz raiou na prisão, aparecendo-lhe a Virgem Maria com o Menino Jesus nos braços, fazendo-lhe sinal para que a seguisse. Então, as portas do cárcere abriram-se e ele acompanhou a sua libertadora, que, momentos após, desapareceu. De joelhos, tendo reconquistado a liberdade, agradeceu-a ao Céu e à Senhora da Natividade. Logrou, depois, regressar a Portugal, nessa altura já sob dominação castelhana, logo se dirigindo à ermida de Nossa Senhora de Rio de Couros para se lhe mostrar grato pelo seu milagre. Mais algum tempo passou e, quando sentiu a morte aproximar-se, rogou que o seu corpo – e assim se fez – fosse metido num caixão de pedra e sepultado junto da capela. Isso fortificou, justificadamente, a fé que já se tinha na miraculosa Senhora”.

ONDE SE SITUA RIO DE COUROS?

A Freguesia de Rio de Couros situa-se a norte do Concelho de Ourém, a poucos quilómetros de Fátima e da estação ferroviária de Caxarias.

Todos os anos, por ocasião do dia 15 de agosto, realizam-se naquela localidade os tradicionais festejos em honra de Nossa Senhora da Natividade, sendo uma das mais concorridas que ocorrem na região.

A atual igreja, de traça bastante moderna, foi construída em 1964 em substituição da antiga igreja matriz que foi demolida por se encontrar em adiantado estado de degradação, não se verificando à época sensibilidade suficiente para preservar o património edificado.

A anterior igreja era de uma só nave, com dois altares laterais, tendo na sua construção sido empregues fragmentos de cipos e outras pedras romanas, algumas das quais com inscrições. Do monumento desaparecido apenas resta a torre sineira, de construção setecentista. Na atual igreja de Rio de Couros guarda-se uma imagem em pedra, de Nossa Senhora da Natividade, com o menino ao colo, remontando muito provavelmente á época em que Gaspar Moreira ali viveu.

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QUEM ERA GASPAR MOREIRA?

Gaspar Moreira, o herói da Lenda de Rio de Couros, era 4º neto de Gonçalo Pires Juzarte (Bandeira). Narra a História que, durante a Batalha de Toro, Gonçalo Pires Juzarte e outros portugueses, ao avistarem na escuridão da noite um grupo de cavaleiros castelhanos que, capitaneados por Pedro Velasco e Pedro Cabeza de Vaca, levavam o pendão de D. Afonso V como troféu de batalha, acometeram contra eles logrando recuperar a bandeira. Uma vez na sua posse, Gonçalo Pires levou o estandarte ao príncipe D. João que ainda se encontrava no campo de batalha com a sua ala.

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A bandeira em questão tratava-se da que os castelhanos haviam arrancado ao nosso porta-estandarte, o alferes D. Duarte de Almeida que haveria de ficar conhecido pelo “decepado” em virtude de a ter segurado com os dentes após lhe terem decepado os braços.

Como é sabido, o Príncipe veio a suceder a seu pai, o rei D. Afonso V, passando a reinar com o nome de D. João II. Então, como recompensa pelo feito de bravura, atribuiu a Gonçalo Pires Juzarte a tença de cinco mil reais e, tal como nos descreve o cronista Damião de Góis na sua “Crónica do Príncipe D. João”, foi ainda “satisfeito de armas de brasão, misturadas com fidalguia, que lhe o mesmo rei D. João concedeu, com alcunha e sobrenome de Bandeira”. Com efeito, o rei D. João II ordenou que Gonçalo Pires Juzarte e os seus descendentes passassem a usar o apelido de Bandeira e concedeu-lhe armas novas, datadas de 1483, as quais são as seguintes:

De vermelho, bandeira quadrada de ouro, hasteada do mesmo, perfilada de prata e carregada de um leão azul, armado e linguado de vermelho”. O timbre é constituído pelos móveis do escudo.

Gonçalo Pires Juzarte era natural de S. Martinho de Mouros que fica no concelho de Resende e tornou-se escudeiro honrado da casa do rei D. João II.

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A LENDA DE RIO DE COUROS

 

A fama de Rio de Couros

Já vem de há muitos anos;

Talvez do tempo dos Mouros

Ou do tempo dos Romanos.

 

Seria vila ou cidade

Antes da era dos Mouros?

Qual o nome de verdade:

Rio de Couros ou Radecouros?

 

Porque abundava o curtume

De peles nessa região

Daí proveio o costume

Do nome que hoje lhe dão

 

Numa bonita capela

Acima doutros tesouros

Havia a imagem bela

Da Senhora de Rio de Couros.

 

E este povo humilde e crente

Pelo seu fervor diário

Atraía muita gente

Ao bonito Santuário!

 

Entre a gente forasteira

Que a sua vida ali fez

Conta-se Gaspar Moreira

De Arcos de Valdevez.

 

Viveu nesta região

Até que teve de partir

Com o rei Dom Sebastião

Para Alcácer Quibir.

 

Na batalha contra os Mouros

Morreu Dom Sebastião

E o homem de Rio de Couros

Foi metido na prisão.

 

Embora que bem tratado

Dentro da dita prisão

Estava a ser engordado

Para alimento de um leão.

 

Certa noite à luz da lua

Olhando as grades em frente

Viu um oficial na rua

Com o leão preso à corrente

 

Falando então para a fera

Disse em voz de “mandarete”:

Só mais uns dias de espera

E terás um bom banquete.

 

Ao meditar que seria

Vítima de instintos mouros

Rezou à Virgem Maria

Senhora de Rio de Couros.

 

À Senhora da Natividade

Fez uma prece afinal:

Que lhe desse a liberdade

E o trouxesse a Portugal.

 

Nisto um milagre se deu:

No meio dum mar de luz

A Virgem lhe apareceu

Trazendo ao colo Jesus.

 

Então a porta se abriu

E com a sua libertadora

Para a saída seguiu

Desaparecendo a Senhora.

 

Voltando ao local de origem

Livre do jugo dos mouros

Prostrado agradece à Virgem

Da ermida de Rio de Couros.

 

O resto da sua vida

Foi de pura santidade

Orando no altar da ermida

À Senhora da Natividade.

 

E quando velho e cansado

Já prestes ao fim da vida

Pediu para ser sepultado

Junto da bonita ermida.

 

E assim desta maneira

Se ordenou e se fez:

Ali jaz Gaspar Moreira

De Arcos de Valdevez.

 

Daí cresceu mais a Fé

Nesse povo e nos vindouros

Vindo muita gente a pé

De romagem a Rio de Couros.

 

Muita Fé o povo tem

À Senhora da Natividade

Que outrora era também

Nossa Senhora da Piedade.

 

Há lindas recordações

Que valem grandes tesouros

Achados em escavações

No adro de Rio de Couros.

 

A graça desta região

É obra da natureza

Em que a nova geração

Não reparou com certeza.

 

Esta história se comenta

No “Século” de Dia de Natal

De mil novecentos e setenta

Em Lendas de Portugal!...

in INÁCIO, Manuel. Brincando com coisas sérias. 1995

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SOB A ÉGIDE DA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS – GRUPOS FOLCLÓRICOS PEREGRINAM A FÁTIMA

Reitor do Santuário apelou à “urgência da conversão para a comunhão com Deus”

Na homilia da Missa deste domingo, que integrou a 17.ª Peregrinação Nacional do Folclore Português, o reitor do Santuário exortou os peregrinos a um esforço urgente e constante de comunhão com Deus

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Na Missa deste III Domingo da Quaresma, que integrou a 17.ª Peregrinação Nacional a Fátima da Federação do Folclore Português, o reitor do Santuário, padre Carlos Cabecinhas, apresentou a Quaresma como tempo favorável para ”reorientar a vida para Deus”, assumindo a urgência da conversão, com vista à comunhão com Deus.

A partir do Evangelho, onde “Jesus convida à urgência da conversão de vida” e “rejeita a causalidade entre pecado e o castigo”, o sacerdote apresentou o desejo comunhão com Deus como o centro da preocupação da vida de um cristão.

O presidente da celebração apresentou, depois, a parábola da figueira, relatada na Palavra, como uma “ilustração das oportunidades que Deus concede para a conversão”, sublinhando a “abertura de esperança” apresenta no relato.

“Esta parábola, onde se sublinha a paciência e a bondade de Deus, apesar do seu tom ameaçador, tem uma nota de esperança: Jesus confia que a nossa resposta ao Seu apelo à conversão seja positiva e produza frutos”, fez notar o padre Carlos Cabecinhas, ao estabelecer um paralelo entre a figueira e o dia-a-dia.

“Pode acontecer que, durante tempo indeterminado, não demos fruto… Mas Deus espera por nós, confia em nós. Esta paciência não é passiva, porque Ele acredita em nós e oferece-nos os meios e o tempo para a nos aproximarmos Dele.”

Na conclusão, o sacerdote apresentou a Mensagem de Fátima como “reforço” deste apelo à conversão e exortou os peregrinos a um esforço urgente e constante de comunhão com Deus.

A celebração, que decorreu na Basílica da Santíssima Trindade, foi participada pelos milhares de peregrinos que integravam a 17.ª Peregrinação Nacional a Fátima da Federação do Folclore Português.

Numa das preces da Oração dos Fiéis, foi pedido por “todos os que defendem o património cultural e etnográfico”. Foi também apresentada uma prece pelas vítimas do ciclone Idai, que afetou milhares de pessoas em Moçambique.

A coleta feita na celebração destinou-se à Cáritas Portuguesa.

Enquanto decorria a Missa, no Recinto de Oração, os cerca de 4 mil participantes na 8.ª Caminhada da Paz percorriam o Recinto de Oração, em direção à Capelinha das Aparições, para cumprir um momento de oração pela paz no mundo, com consagração a Nossa Senhora dos Caminhantes.

Durante a manhã, o grupo fez um percurso de 5 quilómetros pelas avenidas de Fátima, em redor do Santuário, com a tocha da paz, que foi acesa logo pela manhã, na Capelinha das Aparições.

Fonte: https://www.fatima.pt/

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