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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PÓVOA DE LANHOSO PARTICIPOU COM ENTUSIASMO NO PASSEIO CONCELHIO A FÁTIMA

Realizou-se no dia de ontem, 20 de setembro, o Passeio Concelhio da Póvoa de Lanhoso a Fátima. Os Povoenses marcaram presença numa iniciativa que acolhem com entusiasmo e alegria.

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“Este é um momento de reencontro para as gentes da Póvoa de Lanhoso. É um momento que tem uma carga emocional intensa e que estamos felizes por poder concretizar”, considera o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Frederico Castro. Participaram cerca de dois mil Povoenses.

Para além da vertente religiosa, marcada pela devoção a Nossa Senhora de Fátima, este Passeio Concelhio compreendeu uma igualmente importante vertente lúdica, que proporcionou oportunidades de confraternização e o reencontro entre as populações das diferentes freguesias da Póvoa de Lanhoso.

Por tudo isto, uma vez no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, teve lugar a celebração da eucaristia, presidida pelo Arcipreste da Póvoa de Lanhoso, Padre Albino Carneiro, à qual também assistiu o Presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro, e elementos do seu Executivo e gabinete de apoio à presidência. Este momento de oração e recolhimento espiritual decorreu na Basílica da Santíssima Trindade, contando com a participação do grupo Voz dos Anjos, de Brunhais.

Aproximando-se a hora de almoço, com as toalhas estendidas, sobressaíram os farnéis desvendados em cima das mesas para piquenique. Na altura de alimentar o corpo, foi também possível recarregar energias nos momentos marcados pelo convívio, pelos abraços e reencontros, pelos muitos sorrisos. Houve tempo ainda para visitar a Capelinha das Aparições e para comprar as tradicionais lembranças.

O regresso à Póvoa de Lanhoso aconteceu ao final do dia, com os Povoenses de coração cheio e vontade de voltar – se não for antes, para o ano.

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MAIS DE SETE MIL SENIORES FAMALICENSES CONVIVEM EM FÁTIMA

Passeio anual promovido pela autarquia realiza-se esta semana, dividido em três dias, de quarta a sexta

Mais de sete mil seniores famalicenses rumam esta semana a Fátima, numa grande confraternização que marca o regresso do Passeio Sénior concelhio depois de dois anos de interrupção imposta pela pandemia da Covid-19.

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Ao contrário das realizações anteriores, este ano o encontro promovido pela autarquia vai dividir-se por três dias - de quarta, 7 de setembro, a sexta, dia 9 - numa aposta por menos concentração de pessoas e pela sua reunião à volta das comunidades de freguesia que lhes são mais próximas.
Assim, o dia 7 de setembro será o passeio da Comissão Social Interfreguesia (CSIF) de Castelões, Oliveira Santa Maria, Oliveira São Mateus, Pedome e Riba de Ave, da CSIF de Pousada de Saramagos, Joane, Mogege e Vermoim e da CSIF do Vale do Pelhe que abrange as freguesias de Requião, Vale de S. Martinho, Cruz, Vale S. Cosme, Telhado e Portela.
No dia 8 de Setembro é a vez da CSIF Vale do Este, que abrange as freguesias de Sezures, Arnoso Sta. Maria, Arnoso Sta. Eulália, Nine, Lemenhe, Mouquim e Jesufrei, da CSIF de Gondifelos, Cavalões, Outiz e Louro e da CSIF da Área Urbana de Calendário, Vila Nova de Famalicão, Antas, Abade de Vermoim, Gavião e Brufe.
Por último, no dia 9 de Setembro, é a vez da CSIF de Bairro, Carreira e Bente, Delães, Ruivães e Novais, da  CSIF de Landim, Avidos e Lagoa, Seide (S. Miguel e S. Paio), da CSIF de Lousado, Esmeriz e Cabeçudos e da CSIF de Fradelos, Ribeirão e Vilarinho das Cambas.

Refira-se que o Passeio Sénior a Fátima é um dos maiores convívios seniores realizados no país. Participam neste encontro cidadãos com 65 ou mais anos e os reformados a partir dos 60 anos. As inscrições decorreram durante o mês de julho.

Esta é uma iniciativa com uma longa tradição em Vila Nova de Famalicão que se traduz numa grande jornada de convívio entre a comunidade sénior do concelho. O passeio não tem qualquer custo para os seniores e é organizado pela divisão de Ação Social da Câmara Municipal, em estreita articulação com todas as Juntas de Freguesia do concelho.

COMENDADOR ARMANDO LOPES: UM DOS MAIS DESTACADOS EMPRESÁRIOS DA DIÁSPORA PORTUGUESA

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Foto: https://radioalfa.net/

  • Crónica de Daniel Bastos

Uma das marcas mais características das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é indubitavelmente a sua dimensão empreendedora, como corroboram as trajetórias de diversos compatriotas que criam empresas de sucesso e desempenham funções de relevo a nível cultural, social, económico e político.

Nos vários exemplos de empresários lusos da diáspora, cada vez mais percecionados como um ativo estratégico na promoção e reconhecimento internacional do país, destaca-se o percurso inspirador e de sucesso do comendador Armando Lopes.

Originário da freguesia de Urqueira, no concelho de Ourém, Armando Lopes, o mais velho de três irmãos, nasceu a 25 de Março de 1943 no seio de uma família modesta de agricultores. A morte precoce do pai, quando tinha 11 anos, desde cedo concorreu para que tivesse que lutar para manter o sustento do lar, forjando assim uma personalidade abnegada e profundamente comprometida com o trabalho. 

Próximo da maioridade, e em pleno início da Guerra do Ultramar (1961-1974), o jovem oureense, na esteira de milhares de compatriotas, impelido pela miséria rural, a ausência de liberdade e a procura de melhores condições de vida, partiu em direção à França. Principal destino da emigração portuguesa nos anos 60 e 70, e onde chegou no dia 3 de novembro de 1961, designadamente a Saint-Maur-des-Fossés, uma comuna a sudeste de Paris, começando desde logo a trabalhar na construção civil. 

Casado com Odete Lopes em 1964, grande suporte e companheira de vida, as capacidades extraordinárias de trabalho, mérito e perseverança, permitiram que uma década após a chegada ao território gaulês, Armando Lopes encetasse um percurso de empresário e empreendedor fulgurante, com investimentos em áreas ligadas aos transportes, à restauração, à extração de areias e movimentação de terras, e à construção.

A notável capacidade empreendedora do empresário de Ourém, radicado em França há mais de 50 anos, contribuíram para que Armando Lopes detenha 15 sociedades em França e três em Portugal (no ramo da construção civil) que dão emprego a 500 pessoas direta e indiretamente, e ostente no currículo o fornecimento de obras emblemáticas como a Eurodisney, as pirâmides do Louvre e o TGV.

O sucesso que o emigrante oureense alcançou ao longo do último meio século no mundo dos negócios, tem sido acompanhado de um apoio constante à comunidade luso-francesa. Destacando-se, a sua ligação umbilical a dois importantes símbolos da comunidade portuguesa em França, mormente, a Rádio Alfa, a emissora mais popular dos portugueses em Paris. E o clube de futebol Créteil-Lusitanos, uma base da diáspora lusa em França desde a década de 1970, que foi presidida por Armando Lopes entre 2002 e 2022.

Numa fase da vida em que tem procurado passar mais tempo com a família e dedicar-se a apoiar os filhos na gestão dos negócios familiares, o espirito empreendedor, a responsabilidade social e o referencial de envolvimento com a comunidade luso-francesa, foram distinguidos em maio de 1992, pelo então presidente da República Mário Soares, que lhe atribuiu uma Comenda. Três anos depois, em Lisboa, o comendador Armando Lopes alcançou da Associação Empresarial Portuguesa a medalha de reconhecimento de melhor empresário luso na Europa. E no alvorecer do séc. XXI, o antigo Presidente da República Francesa, Jacques Chirac, outorgou-lhe o grau de Cavaleiro da Legião de Honra.

Em 11 de junho de 2016, no âmbito das Comemorações do 10 de Junho junto da comunidade portuguesa em França, o comendador Armando Lopes, tornou-se o primeiro português vivo a dar nome a uma rua em França. Nesse dia foi inaugurada, em Cretéil, base dos seus escritórios nos arredores de Paris, a Rotunda Armando Lopes pelo primeiro-ministro, António Costa, pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelos então, Ministro da Defesa, Azeredo Lopes, e Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.

Entre os aspetos mais proeminentes do comendador Armando Lopes sobressai ainda o profundo apego às suas raízes. Em 1982, dinamizou a geminação das cidades de Leiria e de Saint- Maur-des-Fossés. No ano seguinte, para a rotunda que fica em frente do Edifício 2000, Armando Lopes encomendou ao escultor Fernando Marques, um conjunto escultórico de homenagem ao Emigrante, que ofereceu à cidade.

No decurso da década de 1990, o Município de Ourém atribuiu-lhe a medalha de mérito da cidade. E em 2018, no âmbito do projeto de recuperação do edifício da antiga Companhia Leiriense de Moagem, uma obra a cargo do grupo do empresário luso-francês, foi inaugurada na cidade de Leiria a Praça Comendador Armando Lopes pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa e pelo então Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raúl Castro, a que se associou o Presidente da Câmara de Créteil, Laurent Cathala.

Como salienta, José Manuel Dias Poças das Neves, em Comendador Armando Lopes, um ouriense cidadão europeu, o insigne empresário luso-francês que em 2017 dinamizou uma relevante campanha de recolha de fundos em favor das vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, e que ainda no ano transato inaugurou em Leiria, um Parque de estacionamento para 155 carros, é “um dos portugueses mais influentes de França, ao longo da sua vida não se limitou a ser um empresário de sucesso mas, fiel às suas origens, dedicou-se a criar pontes entre Portugal, o seu país de origem e França, o seu país de acolhimento. Não há povos sem memória e, por isso, projectou a região de Ourém e de Leiria além fronteiras, criando laços de afectividade, de solidariedade e de empreendedorismo”.

VIEIRENSES PEREGRINAM A FÁTIMA

Passeio a Fátima, inscrições nas Juntas de Freguesia e Câmara Municipal

A Câmara Municipal de Vieira do Minho informa que se encontram abertas as inscrições para o Passeio anual ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima.

Os interessados devem proceder à sua inscrição, até ao próximo dia 30 de Junho, na sua Junta de Freguesia ou na Câmara Municipal.

OURÉM: AUGUSTO CANÁRIO FEZ ARRAIAL NA FEIRA NOVA DE SANTA IRIA

Domingo em grande na Feira Nova de Santa Iria com “Somos Portugal” e Augusto Canário

A Feira Nova completou mais um dia com muita animação, com o programa “Somos Portugal” e o concerto de Augusto Canário a proporcionarem muita música e diversão a todos os visitantes.

Texto e fotos: Município de Ourém

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Desde cedo e apesar do mau tempo, foram muitos os que visitaram o tradicional mercado de Santa Iria, assim como os expositores e tasquinhas instaladas no Centro Municipal de Exposições. No período da tarde decorreu a transmissão em direto, a partir do recinto do certame, do programa “Somos Portugal” da TVI. O programa trouxe muitos artistas até Ourém que ofereceram ao público animação musical durante toda a tarde e levou algumas das tradições e atrações oureenses até todo o mundo.

A noite terminou com um grande concerto de Augusto Canário, que juntamente com a sua banda criou um verdadeiro arraial no Parque da Cidade António Teixeira, envolvendo o público nesta festa que encerrou a programação de domingo da Feira Nova de Santa Iria 2021.

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RESTOS MORTAIS DE D. JOÃO AFONSO TELES DE MENESES, 4º CONDE DE BARCELOS, REPOUSAM EM SANTARÉM

Os restos mortais do 4º Conde de Barcelos e 1º Conde de Ourém, D. Afonso Teles de Meneses, encontra-se sepultados na Igreja de Santo Agostinho da Graça, em Santarém.

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Embora tenha tido descendentes, onde se encontra o seu filho D. Pedro de Menezes fundador da Casa de Vila Real, o título não lhes foi confirmado, vagando para a Coroa com a morte do primeiro titular em 1381.

A D. João Afonso Teles de Meneses – Almirante do Reino – foi por volta de 1370, foi-lhe doada a vila de Ourém, com todas as suas rendas, padroados e igrejas, tornando-se 1º Conde de Ourém.

Era tio da rainha D. Leonor Teles de Meneses e foi o fundador do Convento da Graça, em Santarém, onde se encontra sepultado na Capela-Mor.

RESTOS MORTAIS DE D. AFONSO DE PORTUGAL, 1º MARQUÊS DE VALENÇA, REPOUSAM NA COLEGIADA DE OURÉM

Os restos mortais de D. Afonso de Portugal, 1º Marquês de Valença e 4º Conde de Ourém, repousam na cripta da Colegiada de Ourém, em pleno burgo medieval, por si mandada construir em 1445.

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Foto: Museu Municipal de Ourém

Túmulo do Marquês de Valença, na Igreja da Colegiada, para onde foram trasladados em 1487.

No seu túmulo, magnífica obra de arte gótica da autoria do escultor Diogo Pires-o-Velho, pode ler-se o seguinte epitáfio: “Aqui jaz o Ilustre Príncipe D. Afonso, Marquês de Valença, conde de Ourém, primogênito de D. Afonso, Duque de Bragança, e conde de Barcelos, e neto del Rei D. João de gloriosa memória, e do virtuoso, e de grandes virtudes D. Nuno Alvares Pereira, Condestável de Portugal. Faleceu em vida de seu pai, antes de lhe dar a dita herança, de que era herdeiro, o qual foi fundador desta Igreja, em que jaz, cuja fama e feitos este dia florescem. Finou-se a 29 de agosto do ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1460 anos.”

Os restos mortais do IV Conde de Ourém repousam na cripta da Igreja da Colegiada, em Ourém.

Conforme refere o Portal da História em (http://www.arqnet.pt/), o 1º Marquês de Valença “Era filho primogénito do 1.º duque de Bragança, D. Afonso filho de D. João I, e de sua mulher D. Brites Pereira, condessa de Ourém, filha do condestável D. Nuno Álvares Pereira.

Nasceu em Lisboa, faleceu em Tomar a 29 de Agosto de 1460.

Depois de cultivar os estudos próprios da sua hierarquia, tornou se distinto pelas suas virtudes morais e políticas, pelas quais mereceu ser estimado dos príncipes do seu tempo. Seu tio, o rei D. Duarte, resolvido a mandar um embaixador ao concílio de Basileia, que se tinha congregado para pacificar as largas discórdias entre a Igreja Grega e a Latina, que depois foi transferido por Eugénio IV para Ferrara, o nomeou a ele, confiando na sua profunda capacidade, que felizmente desempenharia as obrigações do seu cargo. Com outros companheiros e mais comitiva, saiu de Lisboa a 21 de Janeiro de 1435, e chegando a Bolonha a 24 de Julho do mesmo ano, foi recebido pelo papa com as manifestações de paternal benevolência. Concluído o concilio, foi à Palestina visitar os lugares santos, regressando depois a Lisboa Mais tarde, também teve a incumbência de acompanhar D. Leonor, quando esta infanta, sua prima, foi desposar Frederico III, imperador da Alemanha. Saiu de Lisboa a 20 de Outubro de 1451, como general da armada que a conduziu a Leorne. Desta cidade caminhou até Sena, despertando todas as atenções pela numerosa e magnífica comitiva que os acompanhava Chegando a Roma, procedeu à coroação dos dois esposos o papa Nicolau V. Terminada a cerimónia, o imperador o armou cavaleiro.

Em 1415 fundou a importante colegiada de Ourém, consignando lho copiosas rendas para sustentação das dignidades e cónegos, de que ela se compunha. Edificou também N. Sr.ª das Misericórdias, de Ourém, sumptuoso templo e sede da referida colegiada. D. Afonso V, por decreto de 11 de Outubro de 1451, lhe fez doação da vila de Valença, com todos os seus termos e limites, concedendo-lhe também o título de marquês de Valença, sendo este o primeiro marquesado que houve em Portugal. O seu corpo foi trasladado para Ourém, em 1487, sendo sepultado na capela debaixo do coro da Igreja da colegiada, num soberbo mausoléu, em que se gravou um longo epitáfio.

Dizem alguns antigos escritores, que D. Afonso foi casado ocultamente com D. Brites de Sousa, filha de Martim Afonso de Sousa, senhor de Mortágua, de cujo matrimónio houve um filho, D. Afonso de Portugal, que pretendeu suceder na casa de seu avô, o que se não pôde provar, mas o que não padece dúvida é a existência desse filho, a quem, segundo a tradição, D. João II obrigou a ser clérigo, ainda em curta idade, e foi bispo de Évora do a 24 de Abril de 1552. O marquês de Valença compôs: Itinerario ao Concilio de Basileia no anno de 1435, que saiu impresso no tomo V das Provas da Historia Genealogica da Casa Real Portugueza, por D. António Caetano de Sousa, pág. 573.”

Tendo sido o primeiro título de marquês concedido em Portugal, este foi criado pelo rei D. Afonso V, através de carta régia de 11 de Outubro de 1451, em favor de D. Afonso de Portugal, constituindo um título nobiliárquico de juro e herdade.

Ao que tudo indica e segundo teoria avançada por José de Figueiredo, seguindo a observação de Virgílio Correia em 1924, da semelhança existente com a respectiva estátua jazente que se encontra na Colegiada de Ourém, a segunda figura de opa verde com colar é identificada com D. Afonso de Bragança, IV Conde de Ourém e Marquês de Valença, no painel dos cavaleiros.

Entretanto, a cripta e o túmulo do Marquês de Valença foram classificados na categoria de Arquitectura Religiosa, através do Decreto n.º 37366, publicado no Diário do Governo n.º 70, de 5 de Abril de 1949.

A este respeito, publicou o IGESPAR a seguinte nota Histórico-Artística:

“Edificada na Igreja Matriz de Ourém, a cripta de D. Afonso, conde de Ourém e Marquês de Valença, é o único exemplar desta tipologia, construída durante o período final do gótico, que subsiste actualmente.

Apresenta semelhanças estruturais e acústicas com a Sinagoga de Tomar (SIMÕES, 1992), desenvolvendo-se em planimetria quadrangular, formada por três naves de três tramos definidos pelas colunas que suportam a abóbada de arestas que cobre o espaço.

Ao centro foi erigida a arca tumular do Marquês de Valença, em pedra de Ançã, com jacente. Os frontais são totalmente decorados com motivos vegetalistas em relevo, integrando o escudo de armas do marquês; sob a tampa foi gravada uma inscrição biográfica de D. Afonso.

A tampa é rodeada por cinta lavrada com rosetas que alastram para a parte superior, onde se dispõe a estátua jacente de mãos postas, repousando a cabeça sobre almofadas, com pés assentes numa mísula. A figura do marquês enverga túnica comprida pregueada, tendo a cabeça coberta por barrete.

A arca tumular foi executada cerca de 1485-1487, tendo sido neste último ano que D. Afonso, que havia falecido em Tomar em 1460, foi trasladado para Ourém. A obra escultórica insere-se no gosto do Gótico final, sendo atribuída às oficinas coimbrãs, nomeadamente ao cinzel de Diogo Pires o Velho. A sua tipologia apresenta muitas semelhanças com o túmulo de Fernão Teles de Menezes, erigido na Igreja de São Marcos de Coimbra.

Catarina Oliveira

IPPAR/2006”

A D. Afonso de Portugal, Marquês de Valença e 4º Conde de Ourém, deve o burgo medieval grande parte da sua histórica grandeza e progresso que só veio a ser interrompido em consequência do terramoto de 1755 e, cerca de meio século depois, as invasões francesas que a pilharam e incendiaram às ordens do general Massena. Não obstante, ainda se conserva o castelo e o palácio que foram do Marquês de Valença e o túmulo onde repousam os seus restos mortais, a convidar a uma visita sobretudo dos valencianos, a escassa distância do Santuário de Fátima.

ARTUR DE OLIVEIRA SANTOS PEDIU A BERNARDINO MACHADO COLABORAÇÃO PARA O JORNAL QUE DIRIGIA

Artur de Oliveira Santos, Director de “A Voz de Ourém”, escreveu a Bernardino Machado, a solicitar colaboração para a “imprensa do nosso partido”. O signatário tornou-se célebre pela sua intervenção nas aparições da Cova da Iria quando era Administrador do Concelho de Vila Nova de Ourém.

Fonte: Fundação Mário Soares

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ALFREDO DE SOUSA TOMAZ – “O HOMEM QUE NÃO TINHA UMA FAZENDA EM ÁFRICA” – UM ROMANCE QUASE AUTOBIOGRÁFICO

Nem todos os portugueses possuíam fazenda em Àfrica…

Mais de quatro anos depois de se ter lançado nesta "aventura", Alfredo de Sousa Tomaz vê agora o nascer deste "filho", impulsionado, segundo o autor, pela publicação na revista Notícias Magazine, suplemento do Jornal de Notícias e Diário de Notícias, em 2010, de algumas das suas histórias de África: "como tinha muitas mais histórias para contar, decidi reuni-las em livro."

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O autor refere, ainda, o orgulho em poder apresentar a obra em Ponte da Barca pois "embora não tendo nascido em Ponte da Barca, nem tampouco no Minho, escolhi para viver esta terra que me adoptou.”

Tal como Ricardo de Saavedra descreve no prefácio é este "livro sereno, perpassado por vezes de um subtil humor, que constitui uma achega preciosa à história que no terreno e dia a dia se viveu e ninguém teve ainda coragem para escrever.”

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Alfredo de Sousa Tomaz nasceu na Cova da Iria, Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, a 29 de Julho de 1942. Sexto filho de uma família numerosa e modesta, seu pai, para dar melhores condições de vida aos seus, no início da década de 50 com os seus irmãos mais velhos, partiu para Angola, tendo-se-lhes juntado pouco depois o resto da família. Em Outubro de 1961 regressou a Portugal para cumprir o serviço militar na Força Aérea, onde permaneceu até Janeiro de 1965. Pouco depois de regressar a Luanda conheceu Maria de Fátima, com quem veio a casar em Dezembro de 1967. Dessa união nasceram dois filhos.

Em Luanda a sua atividade profissional esteve quase sempre ligada às viagens e turismo, tendo trabalhado na Companhia Nacional de Navegação e numa agência de viagens.

Em 1976, depois de um quarto de século de aventuras, venturas e desventuras, o autor regressou definitivamente a Portugal com a família, tendo-se fixado em Matosinhos, onde exerceu a sua atividade comercial até 2007. Atingida a idade da reforma, foi viver com a esposa para Ponte da Barca, Alto Minho, onde permanecem até hoje, assumindo orgulhosamente a condição de “minhotos adotivos”. Esta obra, não sendo exatamente uma autobiografia, é, contudo, baseada no percurso de vida do autor por terras de África.

Com prefácio de Ricardo de Saavedra, conceituado jornalista e escritor, a obra compila uma série de histórias vividas pelo autor, desde que partiu para Angola ainda criança até ao momento em que teve de a deixar compulsivamente 25 anos depois.

Mais de quatro anos depois de se ter lançado nesta "aventura", Alfredo de Sousa Tomaz vê agora o nascer deste "filho", impulsionado, segundo o autor, pela publicação na revista Notícias Magazine, suplemento do Jornal de Notícias e Diário de Notícias, em 2010, de algumas das suas histórias de África: "como tinha muitas mais histórias para contar, decidi reuni-las em livro."

O autor refere, ainda, o orgulho em poder apresentar a obra em Ponte da Barca pois "embora não tendo nascido em Ponte da Barca, nem tampouco no Minho, escolhi para viver esta terra que me adoptou.”

Tal como Ricardo de Saavedra descreve no prefácio é este "livro sereno, perpassado por vezes de um subtil humor, que constitui uma achega preciosa à história que no terreno e dia a dia se viveu e ninguém teve ainda coragem para escrever.”

Alfredo Tomaz nasceu na Cova da Iria, Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, a 29 de Julho de 1942. Sexto filho de uma família numerosa e modesta, seu pai, para dar melhores condições de vida aos seus, partiu para Angola no início da década de 50 com os seus irmãos mais velhos, tendo-se-lhes juntado pouco depois o resto da família. Em Outubro de 1961 regressou a Portugal para cumprir o serviço militar na Força Aérea, onde permaneceu até Janeiro de 1965. Pouco depois de regressar a Luanda conheceu Maria de Fátima, com quem veio a casar em Dezembro de 1967. Dessa união nasceram dois filhos.

Em Luanda a sua atividade profissional esteve quase sempre ligada às viagens e turismo, tendo trabalhado na Companhia Nacional de Navegação e numa agência de viagens.

Em 1976, depois de um quarto de século de aventuras, venturas e desventuras, o autor regressou definitivamente a Portugal com a família, tendo-se fixado em Matosinhos, onde exerceu a sua atividade comercial até 2007. Atingida a idade da reforma, foi viver com a esposa para Ponte da Barca, Alto Minho, onde permanecem até hoje, assumindo orgulhosamente a condição de “minhotos adotivos”. Esta obra, não sendo exatamente uma autobiografia, é, contudo, baseada no percurso de vida do autor por terras de África.

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REITOR DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA APELA AOS PEREGRINOS PARA NÃO SE DESLOCAREM ATÉ AO SANTUÁRIO

"Este é um momento doloroso: o Santuário existe para acolher os peregrinos e não o podermos fazer é motivo de grande tristeza"

12 e 13 de maio devem ser vividos em casa, num clima de oração

Pela primeira vez na sua história o Santuário de Fátima vai celebrar os dias 12 e 13 de maio sem peregrinos nos seus espaços, na sequência das decisões sanitárias impostas pelas autoridades por causa da pandemia provocada pela Covid-19.

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“Este é um momento doloroso: o Santuário existe para acolher os peregrinos e não o podermos fazer é motivo de grande tristeza; mas esta decisão é igualmente um ato de responsabilidade para com os peregrinos, defendendo a sua saúde e o seu bem-estar”, refere o reitor do Santuário de Fátima numa mensagem dirigida a todos os peregrinos.

"Tomar agora esta decisão dolorosa significa procurar criar condições para podermos retomar, o mais rapidamente possível, as peregrinações a este lugar”, sublinha.

O padre Carlos Cabecinhas deixa mesmo um apelo a todos quantos, ano após ano, se dirigem a Fátima, ou que este ano tinham a intenção de o fazer.

“Neste maio, pedimos-vos que não venhais nos dias 12 e 13, mas que façais esta peregrinação pelo coração e que acompanheis a transmissão das celebrações através dos meios de comunicação social, da internet e das redes sociais”, interpela o reitor.

As celebrações decorrerão no Recinto, que estará encerrado devido às regras sanitárias definidas pelo Governo no contexto da declaração do Estado de Calamidade pública, em articulação com a Conferência Episcopal Portuguesa e que impedem as celebrações religiosas com a presença de fiéis.

Para suprir esta impossibilidade de deslocação dos peregrinos à Cova da Iria, o reitor do Santuário desafia-os a fazerem um caminho espiritual a partir de uma proposta concreta de oração para cada dia, que pode ser encontrada no site do Santuário em www.fatima.pt e nas redes sociais do santuário, a partir desta segunda feira à tarde e, diariamente, até dia 13 de maio.

“Não podemos contar com a vossa presença física, mas gostaríamos de poder contar convosco. Porque não se peregrina só com os pés, mas também com o coração, propomos-vos que façais connosco uma peregrinação pelo coração: uma peregrinação por etapas, do dia 4 ao dia 13; uma peregrinação em que o caminho não é físico, mas interior”, afirma o padre Carlos Cabecinhas, desafiando os peregrinos a acenderem, todos os dias, nas janelas de suas casas, uma vela, um dos actos mais icónicos de Fátima.

“Que, em cada dia, cada um faça um momento de reflexão e oração, de acordo com as propostas que disponibilizaremos; e que, em cada noite, acenda à janela uma vela, até à procissão de velas do dia 12. Faremos, assim, uma bela procissão de velas, difundida por todos os lugares onde viveis e vos encontrais”.

Na mensagem o reitor cumprimenta ainda os vários grupos de peregrinos que tiveram de cancelar a peregrinação a Fátima neste mês de maio, cerca de três centenas e meia, de todo o mundo, incluindo muitos portugueses que se deslocariam a pé e que este ano não o poderão fazer.

“Quero saudar todos aqueles que, habitualmente, ano após ano, se fazem peregrinos de Fátima: sentimos a vossa falta! Mas estaremos unidos na oração comum. Saúdo igualmente todos aqueles que desejariam estar presentes, este ano, aqui no Santuário: rezaremos por todos vós!”

A mensagem termina com um apelo: “Rezemos à Senhora do Coração Imaculado – Nossa Senhora do Rosário de Fátima – pedindo também a intercessão dos Santos Pastorinhos, para que possamos voltar a reunir-nos, em breve, para celebrarmos com alegria a nossa fé e para rezarmos juntos, neste Santuário, por nós e pela humanidade inteira”.

As celebrações com a presença física de peregrinos na Cova da Iria, e em todas as igrejas portuguesas, só serão retomadas no próximo dia 30 de maio. Até lá, o Santuário irá retomar a sua atividade reabrindo já a partir desta segunda-feira os locais de culto, para visita e oração, mas sem celebrações comunitárias e sem a presença física de peregrinos. Também o edifício da Reitoria retomará a sua atividade com os horários habituais, tal como as unidades comerciais que recomeçarão a funcionar.

Os Espaços Museológicos abrem ao público a partir do próximo dia 19 de maio.

Para tornar os espaços do Santuário de Fátima acessíveis à visita dos peregrinos, a instituição adotou um conjunto de medidas de prevenção e de mitigação do risco de contágio, quer para os colaboradores quer para os peregrinos, que devem ser cumpridas na íntegra, como sejam o uso de máscara em espaços fechados, a lavagem frequente das mãos, a manutenção dos distanciamento físico e a monitorização dos acessos aos espaços fechados do Santuário como sejam Basílicas, Capelas e espaços comerciais.

Entre a tarde do dia 12, de tarde e o fim da manhã do dia 13, não será permitido o acesso dos peregrinos a qualquer espaço do Santuário.

Horários de abertura de lugares de culto

Basílica de Nossa Senhora do Rosário || 09h00 às 18h00 (encerra durante a missa das 11h00 e do Ângelus às 12h00)

Basílica da Santíssima Trindade || 10h00 às 18h00

Capela do Santíssimo Sacramento || 9h00 às 20h00

Capela da Reconciliação (com atendimento de confissões) || 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00

Mensagem do Pe. Carlos Cabecinhas: https://youtu.be/dKIC1vKDoAA

NOSSA SENHORA FEZ A SUA APARIÇÃO EM PONTE DA BARCA DOIS DIAS ANTES DE APARECER AOS PASTORINHOS NA COVA DA IRIA

O QUE ACONTECEU NO BARRAL A 10 E 11 DE MAIO DE 1917

O protagonista do caso foi um pobre pastorinho, de nome SEVERINO ALVES, de dez anos de idade, filho de uma pobre e virtuosa viúva, e irmão de mais outros seis, todos eles muito tementes a Deus.

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No dia 10 de maio de 1917, deviam ser oito horas da manhã, ia esse rapazinho a caminho do monte rezando o terço, como costumava fazer, quando numa ramada próxima da Ermida de Santa Marinha, sentiu um relâmpago que o impressionou.

Dá mais alguns passos, atravessa um portelo e defronta uma Senhora, sentada, com as mãos postas, tendo o dedo maior da mão direita destacado, em determinada direção. O seu rosto era lindo como nenhum outro, toda Ela cheia de luz e esplendor, de maneira a confundir vista, cobrindo-lhe a cabeça um manto azul e o resto do corpo um vestido branco.

Logo que o pequeno vidente a viu, caiu para o lado surpreendido com tal acontecimento.

Readquirindo ânimo, levantou-se, e exclamou: “Jesus Cristo!”. Nesse mesmo instante desapareceu a Visão.

O pároco da localidade, que não parecia ser um espírito que facilmente se dominava por factos, que não parecessem credíveis, ouviu com atenção o rapazinho, não só atendendo á fama de bem comportado, que gozava na localidade, mas atendendo à sinceridade e à precisão com que relatou tudo o que viu. O pároco aconselhou-o, finalmente, a que voltasse ao lugar da Aparição e pedisse a essa Visão que o informasse quem era.

No dia seguinte ao da primeira Aparição, dia 11 de maio de 1917, uma sexta-feira, deviam ser também oito horas da manhã, pois ia soltar as ovelhas e os carneiros a fim de os levar para o monte, sem que sentisse relâmpago algum, quando atravessava o portelo, deparou-se com a mesma Senhora, que estava sentada no mesmo sítio do dia anterior.

Nesse dia, 11 de maio de 1917, o rosto da Aparição desprendia-se em sorrisos. Quando a viu, o pastorinho caiu de joelhos e disse um pouco surpreendido (para não dizer assustado) o que o pároco lhe havia aconselhado: “Quem não falou ontem, que fale hoje”.

Então a Aparição com uma voz que era um misto de rir e cantar, diferente do falar de todos os mortais que tem visto, tranquilizou-o, dizendo-lhe: “Não te assustes, sou Eu, menino”. E acrescentou: “Diz aos pastores do monte que rezem sempre o terço, que os homens e mulheres cantem a ESTRELA DO CÉU, e se apeguem comigo, que hei-de acudir ao mundo e aplacar a guerra”.

Depois de dizer o que fica escrito, sem que a criança tivesse mais tempo que responder a tudo: “Sim, Senhora”, a Visão, olhando para uma ramada, acrescentou: “Que gomos tão lindos, que cachos tão bonitos!”

Mal o rapazinho tinha olhado para a ramada, voltando a cabeça, já a Visão tinha desaparecido. O privilegiado Vidente foi imediatamente avisar do acontecido as mães dos filhos da localidade que estavam no exército. A comoção do pequeno teria sido tamanha que depois destes factos, nunca mais quis voltar sozinho ao sítio da Aparição.

Às perguntas feitas, o rapazinho respondia sempre da mesma maneira: “Se quiserem acreditar, que acreditem, se não quiserem que não acreditem”, e acrescentava: “Eu fiz a minha obrigação, avisando como me mandaram”.

Local da Aparição de Nossa Senhora da Paz.

Texto e fotos: Maria Vilas Boas / https://www.facebook.com/aparicoes.barral/

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CENTRO NACIONAL DE CULTURA APRESENTA NO SANTUÁRIO DE FÁTIMA ROTEIRO DO CAMINHO DO NORTE

Centro Nacional de Cultura apresenta no Santuário Roteiros dos Caminhos de Fátima

Iniciativa concretiza em livro a marcação dos três caminhos mais frequentados pelos peregrinos, até ao Santuário de Fátima, com indicações sobre o património cultural e religioso.

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O Santuário de Fátima acolhe na Sala de Imprensa, no próximo dia 12 de setembro, pelas 15h00, a sessão pública de apresentação dos Roteiros dos Caminhos de Fátima, uma iniciativa do Centro Nacional de Cultura desenvolvida no contexto do Programa Valorizar (Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior), apoiado pelo Turismo de Portugal.

Os Roteiros com os três Caminhos de Fátima- Caminho do Tejo (entre Lisboa e o Santuário), Caminho da Nazaré (entre Nazaré e o Santuário) e Caminho do Norte (entre Valença e o Santuário) - têm por finalidade disponibilizar, de forma sistemática, ampla e gratuita, informação completa sobre estes percursos, com destaque para a paisagem, o património, a cultura e as ambiências locais.

Os Roteiros dos Caminhos de Fátima estão impressos em três línguas - Português, Inglês e Espanhol - e apresentam a cartografia associada a cada um dos caminhos bem como conteúdos descritivos sobre cada um dos itinerários.

No final de cada Roteiro há um conjunto de informações sobre o Santuário de Fátima, a que o Centro Nacional de Cultura está intimamente ligado desde a sua criação, que é apresentado como “um lugar emblemático onde a religião e a arte se entrelaçam”. Cada Roteiro apresenta ainda uma descrição dos lugares mais emblemáticos do Santuário, desde as Basílicas à Capelinha, sem ignorar a simbologia de cada um destes espaços.

Os Caminhos de Fátima são uma rede de itinerários religiosos e culturais que partem de diferentes locais e terminam no Santuário de Fátima. Proporcionam a quem os percorre uma verdadeira “espiritualidade”, em ligação com a natureza e as vivências religiosas e culturais.

Têm por finalidade criar condições seguras e aprazíveis para peregrinos e caminhantes que se dirigem ao Santuário de Fátima, evitando as estradas com grande circulação automóvel em favor de caminhos de terra e de pequenas estradas rurais com pouca circulação. Percorrem territórios variados, com grande interesse cultural e paisagístico, e articulam-se com outros itinerários de âmbito nacional e internacional.

Desenvolvidos pelo Centro Nacional de Cultura (entidade titular do projeto e proprietária da respetiva marca), estes Caminhos são implementados em parceria com múltiplas instituições (autarquias, Turismo de Portugal, associações, organismos públicos e entidades civis e religiosas) e em articulação com o Santuário de Fátima, estando disponíveis no site www.caminhosdefatima.org .

Configuram-se como uma rede de itinerários religiosos e culturais no território, podendo articular-se com outros itinerários de âmbito nacional e internacional, como os Caminhos de Santiago ou as Rotas Marianas.

Atualmente, os Caminhos existentes são já utilizados por muitos peregrinos, maioritariamente nacionais, mas também estrangeiros. A dimensão espiritual e religiosa é predominante, mas também têm outras valências. São também utilizados por diversos públicos, com interesses e destinos específicos, sobretudo em troços que revestem de grande interesse cultural e paisagístico para caminhadas locais.

Evento: Apresentação dos Roteiros dos Caminhos de Fátima

Dia: 12 de setembro

Hora: 15h00

Local: Sala de Imprensa do santuário de Fátima

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ESPOSENDENSES VÃO AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

Abertas inscrições para a Festa do Idoso em Fátima

Decorre até ao próximo dia 17 de agosto o prazo de inscrição para a Festa do Idoso do Município de Esposende, que, este ano, terá lugar no dia 11 de setembro.

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O evento traduz-se no passeio-convívio ao Santuário de Fátima e dirige-se aos idosos residentes no concelho, com idade igual ou superior a 65 anos, pessoas portadoras de deficiência com autonomia, com idade superior a 35 anos, e pessoas que frequentam as Instituições Particulares de Solidariedade Social com valência para a terceira idade. Podem também participar os cidadãos com idade inferior a 65 anos, casados ou a viver em união de facto, bem como os filhos dos idosos inscritos na iniciativa, portadores de deficiência. As inscrições são efetuadas nas Juntas de Freguesia do concelho.

Tal como nas anteriores edições, o programa integra a Eucaristia, na Basílica da Santíssima Trindade, às 12h15, seguida do piquenique nos parques do Santuário, com regresso a casa às 18h30.

Esta iniciativa, que vai já na 24.ª edição, integra o Programa Ativo Mais, desenvolvido no âmbito da Rede Social de Esposende, o qual tem contribuído, de forma efetiva, para a qualidade de vida dos idosos, promovendo o seu bem-estar, a inclusão social e o seu reconhecimento na comunidade. Ao longo de todo o ano e de forma gratuita, a comunidade sénior concelhia tem oportunidade de participar num conjunto muito diversificado de atividades de vária índole, nomeadamente de caráter lúdico, recreativo, musical, cultural e desportivo.

O Programa Ativo Mais permite, por outro lado, fortalecer as parcerias locais, permitindo concertar esforços, otimizar recursos, integrar contributos e complementar a intervenção tendo em vista a promoção de um envelhecimento ativo e saudável.

A este programa está associado o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, nomeadamente no que se refere à Igualdade de Género (ODS 5), Reduzir as desigualdades (ODS 10), Cidades e Comunidades Sustentáveis (ODS 11), Paz, Justiça e Instituições Eficazes (ODS 16) e Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade (ODS 17).