Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

"O ANJO DE PORTUGAL" DA ESCULTORA CARVALHEIRA DA SILVA REGRESSA A VILA NOVA DE CERVEIRA

‘O Anjo de Portugal’ enriquece exposição de homenagem a Carvalheira da Silva

Depois de ter integrado as comemorações do Centenário das Aparições de Fátima, o molde da obra ‘O Anjo de Portugal’ de Carvalheira da Silva, regressou a ‘casa’ e encontra-se exposto, a partir de hoje, no Arquivo Municipal de Vila Nova de Cerveira. Peça emblemática acrescenta valor à exposição de homenagem que a Câmara Municipal inaugurou a 1 de outubro, intitulada ‘Contemplação de Arte Sacra’ - Vida e Obra de Carvalheira da Silva, e que pode ser visitada até março de 2019.

IMG_8322

Maria Amélia Carvalheira da Silva é considerada um dos expoentes máximos da arte sacra portuguesa, com raízes na freguesia de Gondarém. Vila Nova de Cerveira faz parte da sua história, pessoal e profissional, integrando o roteiro de obras espalhadas em locais tão icónicos como o Santuário de Fátima e o Vaticano, pelo que a Câmara Municipal concretizou uma vontade antiga de lhe dedicar uma exposição.

“Além de honrar a sua memória, a vida e obra da escultora cerveirense Carvalheira da Silva é demasiado valiosa para cair no esquecimento. Não podemos nem devemos privar os nossos filhos e netos de conhecer a pessoa e de contactar com o seu percurso artístico de sucesso”, realçou o autarca cerveirense Fernando Nogueira, no ato inaugural da exposição, no Dia do Município.

Patente no Arquivo Municipal até março de 2019, a mostra ‘Contemplação de Arte Sacra’ - Vida e Obra de Carvalheira da Silva - apresenta ao público cerca de 20 peças da escultora, um vasto registo informativo e fotográfico da sua carreira, bem como a condecoração "Pro Eclesia et Pontífice" atribuída pela Santa Sé e o Grau de Comendadora da Ordem de Mérito pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares.

Escultora de arte sacra, é em Fátima que tem a parte mais significativa da sua obra, nomeadamente ‘O Anjo de Portugal’, a escultura de Nossa Senhora e todas as Estações da Via-Sacra existentes nos Valinhos, assim como demais esculturas de cariz religioso espalhadas de Norte a Sul de Portugal, bem como em vários países.

Pelas raízes pessoais e profissionais a Vila Nova de Cerveira, Carvalheira da Silva doou à Câmara Municipal o molde da obra em gesso modelado e madeira, ‘O Anjo de Portugal’, cujo original se encontra no monumento construído em 1958, na Loca do Cabeço, a dar a comunhão aos três Pastorinhos de joelhos.

jardim-amc3a9lia-carvalheira-cara

Quem foi Carvalheira da Silva?

Maria Amélia Carvalheira da Silva nasceu em Gondarém, Vila Nova de Cerveira, 4 de Setembro de 1904, e faleceu em Lisboa a 31 de Dezembro de 1998. Foi uma escultora portuguesa.

Foi discípula de Salvador Barata Feyo. Em 1949, venceu o Prémio de Artes Plásticas Mestre Manuel Pereira, com a obra S. João de Deus, em barro policromado, que está exposta na capela do Palácio da Cruz Vermelha. Marcou presença em várias exposições, a título individual, em Portugal e no estrangeiro.[1]

É autora da escultura O Anjo de Portugal, e ainda da escultura de Nossa Senhora e de todas as Estações da Via-Sacra existentes nos Valinhos, em Fátima, assim como demais esculturas de cariz religioso espalhadas de Norte a Sul de Portugal.

Em 1992, recebeu, das mãos do então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, a condecoração da Santa Sé Pro Eclesia et Pontificia. Em 28 de maio de 1992, foi feita Comendadora da Ordem do Mérito pelo Presidente Mário Soares.

A Câmara Municipal de Lisboa atribuiu o seu nome a um jardim na freguesia das Avenidas Novas.

Fonte: Wikipédia

800px-AnjodePortugal

IDOSOS DE ESPOSENDE CONVIVEM EM FÁTIMA

Festa do Idoso do Município de Esposende com 2000 participantes

Cerca de dois mil idosos do concelho de Esposende participaram, hoje, na Festa do Idoso promovida pelo Município de Esposende, e que, mais uma vez, decorreu no Santuário de Fátima. 

.

Este evento, que se realiza ininterruptamente há já 23 anos, integra o Programa Ativo Mais, desenvolvido no âmbito da Rede Social de Esposende. Edição após edição regista sempre elevada adesão, refletindo a satisfação da comunidade sénior tanto pela iniciativa em si como pelo destino escolhido, local que é do seu inteiro agrado e que reúne todas as condições para acolher tão elevado número de participantes.

O programa integrou, como habitualmente, a celebração da Eucaristia, pelo Arcipreste de Esposende, Padre Delfim Fernandes, na Basílica da Santíssima Trindade. Seguiu-se o piquenique nos parques do Santuário, proporcionando o convívio entre os participantes, alguns dos quais apenas se reveem nesta oportunidade. No regresso a casa, houve ainda tempo para outro momento de convívio no Parque da Senhora da Saúde, nos Carvalhos, onde não faltou alegria e animação.

Esta iniciativa destina-se aos idosos residentes no concelho, com idade igual ou superior a 65 anos, pessoas portadoras de deficiência com autonomia, com idade superior a 35 anos, e pessoas que frequentam as Instituições Particulares de Solidariedade Social com valência para a terceira idade.

O Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, refere que o Município desenvolve, ao longo de todo o ano e de forma totalmente gratuita, um conjunto muito diversificado de iniciativas que contribuem para a qualidade de vida da comunidade idosa do concelho.

Benjamim Pereira garante que “a continuidade da Festa do Idoso não está em causa, na medida em que é das atividades que os idosos mais apreciam, como o têm largamente expressado”. Lembrou que este evento é fruto do envolvimento de várias pessoas e entidades, pelo que expressou agradecimentos às Juntas de Freguesia e Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho, aos Bombeiros Voluntários de Esposende e de Fão e à Delegação de Marinhas da Cruz Vermelha Portuguesa, que asseguraram o apoio à emergência, bem como aos coralistas que solenizaram a celebração eucarística.

.

ESPOSENDE LEVA 2 MIL IDOSOS A FÁTIMA

Município de Esposende leva 2000 idosos a conviver em Fátima

Pelo vigésimo terceiro ano consecutivo, o Município de Esposende vai levar a efeito, na próxima sexta-feira, dia 14 de setembro, a Festa do Idoso, que contará com cerca de 2000 participantes.

.

O evento tem-se traduzido, nos últimos anos, na realização de um passeio-convívio ao Santuário de Fátima. À semelhança das anteriores edições, o programa integra a Eucaristia, na Basílica da Santíssima Trindade, pelas 12h15, seguida do piquenique nos parques do Santuário, estando o regresso a casa previsto para as 18h30.

A Festa do Idoso integra o Programa Ativo Mais, desenvolvido no âmbito da Rede Social de Esposende, e é dirigida aos idosos residentes no concelho, com idade igual ou superior a 65 anos, pessoas portadoras de deficiência com autonomia, com idade superior a 35 anos, e pessoas que frequentam as Instituições Particulares de Solidariedade Social com valência para a terceira idade.

O Programa Ativo Mais proporciona à comunidade sénior do concelho, ao longo de todo o ano e de forma gratuita, um conjunto muito diversificado de atividades de vária índole, contribuindo, de forma efetiva, para a sua qualidade de vida. Além de promover o bem-estar, a inclusão social e o reconhecimento dos idosos na comunidade, este programa permite também fortalecer as parcerias locais, permitindo concertar esforços, otimizar recursos, integrar contributos e complementar a intervenção com vista à promoção de um envelhecimento ativo.

.

A PEREGRINAÇÃO DO MIGRANTE E DO REFUGIADO EM FÁTIMA

Daniel Bastos

  • Crónica de Daniel Bastos

Nos passados dias 12 e 13 de agosto realizou-se, mais uma vez, a tradicional Peregrinação do Migrante e do Refugiado em Fátima, um dos mais importantes santuários marianos do mundo, e um dos mais emblemáticos locais de peregrinação cristã e devoção católica em todo o mundo.

A jornada de fé e devoção, que assinala a quarta Aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos, marcou o arranque da Semana Nacional das Migrações, congregando na Cova da Iria, migrantes de várias partes do mundo.

Este ano, o tema da 46.ª Semana Nacional das Migrações promovida pela Obra Católica Portuguesa das Migrações, da Conferência Episcopal Portuguesa, centrou-se na frase basilar “Cada forasteiro é ocasião de encontro – Migrantes e refugiados no caminho para Cristo”. Na esteira da mensagem e da ação que o Papa Francisco tem dedicado aos migrantes e refugiados, e no reiterado pedido do chefe da Igreja Católica à comunidade internacional e aos fiéis para não abandonarem os migrantes e refugiados.

A opção por esta temática atual e premente, que a comunidade internacional parece incapaz de resolver, foi modelarmente elucidada por D. António Vitalino, vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana: “Perante o drama dos refugiados, que fogem à guerra, à fome, à seca e à pobreza, muitos morrendo pelos caminhos perigosos, vítimas de máfias sem escrúpulos, como cristãos e seres humanos não podemos ficar insensíveis a tudo isto”.

Ainda na conferência de imprensa que antecedeu as cerimónias, o Cardeal D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, vincou o “drama humanitário da transmigração epocal de povos que se dirigem à Europa, vindos do Médio-Oriente e de África”. Caraterizando as vagas crescentes destes refugiados e migrantes que todos os dias tentam entrar no Velho Continente, como “um exército de pobres que aqui chega, após dois anos de viagem pelo norte de África. Não estão em causa os números, mas pessoas concretas, com uma história, uma cultura, uma família, sentimentos, dramas e aspirações”.

Neste sentido, é de enaltecer a defesa reiterada do respeito e dignidade dos migrantes e refugiados que a Igreja Católica tem sustentado no mundo atual, assim como o seu papel de coesão e identidade que ao longo dos anos tem desempenhado no seio das comunidades portuguesas.

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE ORGANIZA FESTA DO IDOSO EM FÁTIMA

Inscrições já estão abertas

O Município de Esposende vai promover, no próximo dia 14 de setembro, mais uma edição da Festa do Idoso, com o tradicional passeio-convívio ao Santuário de Fátima. As inscrições decorrem até ao dia 16 de agosto, nas sedes de Junta de Freguesia do concelho.

festa_idoso18

Podem inscrever-se idosos residentes no concelho, com idade igual ou superior a 65 anos, pessoas portadoras de deficiência com autonomia, com idade superior a 35 anos, e pessoas que frequentam as Instituições Particulares de Solidariedade Social com valência para a terceira idade.

À semelhança das anteriores edições, o programa integra a Eucaristia, na Basílica da Santíssima Trindade, pelas 12h15, e, posteriormente, o piquenique nos parques do Santuário, estando o regresso a casa previsto para as 18h30.

Esta iniciativa, que vai já na 23.ª edição, integra o Programa Ativo Mais, que é desenvolvido no âmbito da Rede Social de Esposende, o qual tem contribuído, de forma efetiva, para a qualidade de vida dos idosos, promovendo o seu bem-estar, a inclusão social e o seu reconhecimento na comunidade. Efetivamente, a comunidade sénior concelhia tem a oportunidade de participar, ao longo de todo o ano e de forma gratuita, num conjunto muito diversificado de atividades de vária índole, nomeadamente de caráter lúdico, recreativo, musical, cultural e desportivo.

O Programa Ativo Mais permite, por outro lado, fortalecer as parcerias locais, permitindo concertar esforços, otimizar recursos, integrar contributos e complementar a intervenção tendo em vista a promoção de um envelhecimento ativo.

VIEIRENSES PEREGRINAM AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

Autarquia Vieirense levou 1600 peregrinos ao Santuário de Fátima

Cumprindo uma vez mais a tradição, a Câmara Municipal voltou a organizar o passeio convívio para os Vieirenses.

DSC_4588

Neste sentido, mais de 1600 pessoas do concelho de Vieira o Minho rumaram ontem ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no passeio anual que a Autarquia proporciona aos seniores do concelho, e no qual marcou, igualmente, presença o presidente do Município, António Cardoso.

Provenientes de todas as freguesias do concelho de Vieira do Minho, os participantes assistiram à celebração da Eucaristia na Igreja da Santíssima Trindade concelebrada pelo Arcipreste de Vieira, Padre Alcino Xavier, e pelos párocos, Albano Costa, João Lameiras, Fernando Eurico e José Alves que também integraram o passeio. De referir, ainda que a celebração da Eucaristia foi animada pelo Coro da Universidade Sénior de Vieira do Minho. A celebração da Eucaristia foi animada pelo Coro da Universidade Sénior de Vieira do Minho.

No final da celebração religiosa, os participantes neste passeio aproveitaram para aconchegar o estômago, no tradicional almoço de confraternização na zona envolvente ao Santuário, com a partilha de farnéis. Entre os peregrinos, que aproveitaram esta deslocação ao Santuário de Fátima para o cumprimento de promessas e a compra de recordações, reinou sempre um ambiente de boa disposição e alegria que se manteve durante toda a tarde e durante a viagem de regresso a Vieira do Minho.

Distribuídos por 32 autocarros, os participantes neste passeio foram acompanhados pelos técnicos da Autarquia, que tiveram a colaboração dos vários presidentes de Junta de Freguesia do concelho e de técnicos dos diferentes Centros Sociais e Paroquiais.

Nas palavras que foi partilhando com os presentes, o presidente António Cardoso referiu que "este tipo de iniciativa, para além de promover o convívio, é um excelente momento para os Vieirenses manifestarem a sua fé e devoção a Nossa Senhora de Fátima". O  autarca considerou, ainda, que "os mais Vieirenses e a promoção de estratégias que visem o seu bem-estar serão sempre uma prioridade”.

No final, António Cardoso agradeceu a “forma dedicada como todos os presentes se empenharam na iniciativa, fator que contribuiu, decisivamente, para o sucesso deste passeio”.

DSC_4771

DSC_4776

DSC_4803

RESTOS MORTAIS DE D. AFONSO DE PORTUGAL, 1º MARQUÊS DE VALENÇA, REPOUSAM NA COLEGIADA DE OURÉM

Os restos mortais de D. Afonso de Portugal, 1º Marquês de Valença e 4º Conde de Ourém, repousam na cripta da Colegiada de Ourém, em pleno burgo medieval, por si mandada construir em 1445.

Túmulo do Marquês de Valença, na Igreja da Colegiada, para onde foram trasladados em 1487.

 

No seu túmulo, magnífica obra de arte gótica da autoria do escultor Diogo Pires-o-Velho, pode ler-se o seguinte epitáfio: “Aqui jaz o Ilustre Príncipe D. Afonso, Marquês de Valença, conde de Ourém, primogênito de D. Afonso, Duque de Bragança, e conde de Barcelos, e neto del Rei D. João de gloriosa memória, e do virtuoso, e de grandes virtudes D. Nuno Alvares Pereira, Condestável de Portugal. Faleceu em vida de seu pai, antes de lhe dar a dita herança, de que era herdeiro, o qual foi fundador desta Igreja, em que jaz, cuja fama e feitos este dia florescem. Finou-se a 29 de agosto do ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1460 anos.”

Os restos mortais do IV Conde de Ourém repousam na cripta da Igreja da Colegiada, em Ourém.

Conforme refere o Portal da História em (http://www.arqnet.pt/), o 1º Marquês de Valença “Era filho primogénito do 1.º duque de Bragança, D. Afonso filho de D. João I, e de sua mulher D. Brites Pereira, condessa de Ourém, filha do condestável D. Nuno Álvares Pereira.

Nasceu em Lisboa, faleceu em Tomar a 29 de Agosto de 1460.

Depois de cultivar os estudos próprios da sua hierarquia, tornou se distinto pelas suas virtudes morais e políticas, pelas quais mereceu ser estimado dos príncipes do seu tempo. Seu tio, o rei D. Duarte, resolvido a mandar um embaixador ao concílio de Basileia, que se tinha congregado para pacificar as largas discórdias entre a Igreja Grega e a Latina, que depois foi transferido por Eugénio IV para Ferrara, o nomeou a ele, confiando na sua profunda capacidade, que felizmente desempenharia as obrigações do seu cargo. Com outros companheiros e mais comitiva, saiu de Lisboa a 21 de Janeiro de 1435, e chegando a Bolonha a 24 de Julho do mesmo ano, foi recebido pelo papa com as manifestações de paternal benevolência. Concluído o concilio, foi à Palestina visitar os lugares santos, regressando depois a Lisboa Mais tarde, também teve a incumbência de acompanhar D. Leonor, quando esta infanta, sua prima, foi desposar Frederico III, imperador da Alemanha. Saiu de Lisboa a 20 de Outubro de 1451, como general da armada que a conduziu a Leorne. Desta cidade caminhou até Sena, despertando todas as atenções pela numerosa e magnífica comitiva que os acompanhava Chegando a Roma, procedeu à coroação dos dois esposos o papa Nicolau V. Terminada a cerimónia, o imperador o armou cavaleiro.

Em 1415 fundou a importante colegiada de Ourém, consignando lho copiosas rendas para sustentação das dignidades e cónegos, de que ela se compunha. Edificou também N. Sr.ª das Misericórdias, de Ourém, sumptuoso templo e sede da referida colegiada. D. Afonso V, por decreto de 11 de Outubro de 1451, lhe fez doação da vila de Valença, com todos os seus termos e limites, concedendo-lhe também o título de marquês de Valença, sendo este o primeiro marquesado que houve em Portugal. O seu corpo foi trasladado para Ourém, em 1487, sendo sepultado na capela debaixo do coro da Igreja da colegiada, num soberbo mausoléu, em que se gravou um longo epitáfio.

Dizem alguns antigos escritores, que D. Afonso foi casado ocultamente com D. Brites de Sousa, filha de Martim Afonso de Sousa, senhor de Mortágua, de cujo matrimónio houve um filho, D. Afonso de Portugal, que pretendeu suceder na casa de seu avô, o que se não pôde provar, mas o que não padece dúvida é a existência desse filho, a quem, segundo a tradição, D. João II obrigou a ser clérigo, ainda em curta idade, e foi bispo de Évora do a 24 de Abril de 1552. O marquês de Valença compôs: Itinerario ao Concilio de Basileia no anno de 1435, que saiu impresso no tomo V das Provas da Historia Genealogica da Casa Real Portugueza, por D. António Caetano de Sousa, pág. 573.”

Tendo sido o primeiro título de marquês concedido em Portugal, este foi criado pelo rei D. Afonso V, através de carta régia de 11 de Outubro de 1451, em favor de D. Afonso de Portugal, constituindo um título nobiliárquico de juro e herdade.

Ao que tudo indica e segundo teoria avançada por José de Figueiredo, seguindo a observação de Virgílio Correia em 1924, da semelhança existente com a respectiva estátua jazente que se encontra na Colegiada de Ourém, a segunda figura de opa verde com colar é identificada com D. Afonso de Bragança, IV Conde de Ourém e Marquês de Valença, no painel dos cavaleiros.

Entretanto, a cripta e o túmulo do Marquês de Valença foram classificados na categoria de Arquitectura Religiosa, através do Decreto n.º 37366, publicado no Diário do Governo n.º 70, de 5 de Abril de 1949.

A este respeito, publicou o IGESPAR a seguinte nota Histórico-Artística:

“Edificada na Igreja Matriz de Ourém, a cripta de D. Afonso, conde de Ourém e Marquês de Valença, é o único exemplar desta tipologia, construída durante o período final do gótico, que subsiste actualmente.

Apresenta semelhanças estruturais e acústicas com a Sinagoga de Tomar (SIMÕES, 1992), desenvolvendo-se em planimetria quadrangular, formada por três naves de três tramos definidos pelas colunas que suportam a abóbada de arestas que cobre o espaço.

Ao centro foi erigida a arca tumular do Marquês de Valença, em pedra de Ançã, com jacente. Os frontais são totalmente decorados com motivos vegetalistas em relevo, integrando o escudo de armas do marquês; sob a tampa foi gravada uma inscrição biográfica de D. Afonso.

A tampa é rodeada por cinta lavrada com rosetas que alastram para a parte superior, onde se dispõe a estátua jacente de mãos postas, repousando a cabeça sobre almofadas, com pés assentes numa mísula. A figura do marquês enverga túnica comprida pregueada, tendo a cabeça coberta por barrete.

A arca tumular foi executada cerca de 1485-1487, tendo sido neste último ano que D. Afonso, que havia falecido em Tomar em 1460, foi trasladado para Ourém. A obra escultórica insere-se no gosto do Gótico final, sendo atribuída às oficinas coimbrãs, nomeadamente ao cinzel de Diogo Pires o Velho. A sua tipologia apresenta muitas semelhanças com o túmulo de Fernão Teles de Menezes, erigido na Igreja de São Marcos de Coimbra.

Catarina Oliveira

IPPAR/2006”

A D. Afonso de Portugal, Marquês de Valença e 4º Conde de Ourém, deve o burgo medieval grande parte da sua histórica grandeza e progresso que só veio a ser interrompido em consequência do terramoto de 1755 e, cerca de meio século depois, as invasões francesas que a pilharam e incendiaram às ordens do general Massena. Não obstante, ainda se conserva o castelo e o palácio que foram do Marquês de Valença e o túmulo onde repousam os seus restos mortais, a convidar a uma visita sobretudo dos valencianos, a escassa distância do Santuário de Fátima.

Ourém Medieval 119

Ourém Medieval 139

 

PINTORA MARINA MOURÃO HOMENAGEIA VIANA DO CASTELO

A pintora Marina Mourão acaba de produzir um quadro na qual se autoretrata, trajada de mordoma vianense e tendo como fundo a capela de Nossa Senhora d’Agonia, em Viana do Castelo.

35079120_2074794279426983_822299225717997568_n

A artista é originária do Brasil. Mais precisamente do Estado de Minas Gerais. Mas escolheu Portugal para viver onde constituiu família. Em Ourém exerce a sua profissão como médica dentista, distinguindo-se ainda como directora da empresa Aliança Médica Ldª – Clínicas Dentárias onde, para além do seu elevado profissionalismo colhe ainda o afecto e a simpatia dos seus pacientes.

Como ela própria se identifica, Marina Mourão é “Portuguesa e brasileira… com certeza!” E, relativamente a este quadro, limitamo-nos a transcrever a sua dedicatória nas suas próprias palavras:

“Hoje Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, eu dedico esta ilustração ao País que me acolheu com carinho e que adoptei como segunda Pátria.

Eu trajei-me de mordoma em homenagem às festas tradicionais portuguesas, especialmente a Romaria de Nossa Senhora da Agonia, Viana do Castelo, que se realiza todos os anos em meados de Agosto. Na ilustração abaixo um dos trajes típicos da região do Minho. Utilizei para criar esta ilustração...aguarela, tinta acrílica, ouro e flakes. Viva portugal!”

15380296_10153844502811525_160712949634637678_n

ESCRITOR ALFREDO DE SOUSA TOMAZ APRESENTA NA FEIRA DO LIVRO DE OURÉM O LIVRO “O HOMEM QUE NÃO TINHA UMA FAZENDA EM ÁFRICA

O escritor reside em Ponte da Barca onde também apresentou recentemente a sua obra na Casa da Cultura

O escritor Alfredo de Sousa Tomaz apresentou no passado domingo, na Feira do Livro de Ourém, o seu livro “O homem que não tinha uma fazenda em África”. A iniciativa decorre até amanhã, dia 25 de Abril, no antigo edifício dos Paços do Concelho e na Praça D. Maria II.

31295214_1803938686582679_5631479331136280186_n

O evento conta com um programa variado com diversas atividades, nomeadamente, encontros com escritores e ilustradores, sessões de autógrafos, recitais, mostra de produtos regionais, feira do livro, concurso concelhio de leitura, música, percurso artístico-literário, dança com livros, teatro e horas do conto.

Destaque para o VIII Concurso Concelhio de Leitura dirigido aos alunos do 1 e 2º ciclos das escolas do concelho, além dos encontros com vários autores e ilustradores e um espaço dedicado aos escritores ourienses.

A Festa do Livro é organizada pela Câmara Municipal de Ourém - Biblioteca Municipal com o apoio da Rede de Bibliotecas do Concelho de Ourém, Museu Municipal de Ourém - Casa do Administrador e a Livraria Arquivo.

Com prefácio de Ricardo de Saavedra, conceituado jornalista e escritor, a obra compila uma série de histórias vividas pelo autor, desde que partiu para Angola ainda criança até ao momento em que teve de a deixar compulsivamente 25 anos depois.

Mais de quatro anos depois de se ter lançado nesta "aventura", Alfredo de Sousa Tomaz vê agora o nascer deste "filho", impulsionado, segundo o autor, pela publicação na revista Notícias Magazine, suplemento do Jornal de Notícias e Diário de Notícias, em 2010, de algumas das suas histórias de África: "como tinha muitas mais histórias para contar, decidi reuni-las em livro."

O autor refere, ainda, o orgulho em ter podido também apresentar a obra em Ponte da Barca pois "embora não tendo nascido em Ponte da Barca, nem tampouco no Minho, escolheu para viver esta terra que me adoptou.”

Tal como Ricardo de Saavedra descreve no prefácio é este "livro sereno, perpassado por vezes de um subtil humor, que constitui uma achega preciosa à história que no terreno e dia a dia se viveu e ninguém teve ainda coragem para escrever.”

22491669_1608428945882999_5215796107773029724_n

Alfredo Tomaz nasceu na Cova da Iria, Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, a 29 de Julho de 1942. Sexto filho de uma família numero a e modesta, seu pai, para dar melhores condições de vida aos seus, partiu para Angola no início da década de 50 com os seus irmãos mais velhos, tendo-se-lhes juntado pouco depois o resto da família. Em Outubro de 1961 regressou a Portugal para cumprir o serviço militar na Força Aérea, onde permaneceu até Janeiro de 1965. Pouco depois de regressar a Luanda conheceu Maria de Fátima, com quem veio a casar em Dezembro de 1967. Dessa união nasceram dois filhos.

Em Luanda a sua atividade profissional esteve quase sempre ligada às viagens e turismo, tendo trabalhado na Companhia Nacional de Navegação e numa agência de viagens.

Em 1976, depois de um quarto de século de aventuras, venturas e desventuras, o autor regressou definitivamente a Portugal com a família, tendo-se fixado em Matosinhos, onde exerceu a sua atividade comercial até 2007. Atingida a idade da reforma, foi viver com a esposa para Ponte da Barca, Alto Minho, onde permanecem até hoje, assumindo orgulhosamente a condição de “minhotos adotivos”. Esta obra, não sendo exatamente uma autobiografia, é, contudo, baseada no percurso de vida do autor por terras de África.

31281397_1803936089916272_5486028161607615544_n

CORO DE PEQUENOS CANTORES DE ESPOSENDE REALIZA CONCERTO NO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

O Coro de Pequenos Cantores de Esposende (CPCE) vai participar, pela segunda vez, no Encontro de Coros Infantis do Santuário de Fátima.

CPCE

Nesta que é a décima edição, a ter lugar amanhã, dia 25 de abril, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, às 15h30, participam, além do CPCE, o Schola Cantorum Pastorinhos de Fátima e os Jovens Cantores de Guimarães.

O programa prevê um concerto onde cada um dos grupos corais apresenta individualmente o seu repertório e culmina com uma interpretação conjunta do tema Totus tuus, Maria, da autoria de António Cartageno com arranjos de João Santos.

O Coro de Pequenos Cantores de Esposende, sob a direção de Helena Venda Lima, será acompanhado pelo Órgão de Tubos da Basílica, com o organista Diogo Zão. O Coro interpretará cinco músicas e o percurso musical “Terno e Eterno Bom Sagrado” assentará nas tradições da construção polifónica do passado, proporcionando uma viagem até às sonoridades mais contemporâneas.

Este evento procura promover a partilha entre os coralistas de distintas partes do país e criar laços através da vivência artística e da linguagem coral.

JORNALISTA E ARTESÃ DESVENDAM SEGREDOS DOS CAMINHOS DE SANTIAGO

O jornalista Carlos Ferreira e a artesã Luísa Sousa são os convidados do próximo “Chá com Arte”, em Fátima, em que a conversa se desenvolve a propósito do tema Caminhos de Santiago, um conjunto de itinerários com destino à capital da Galiza percorrido no ano passado por 301 mil peregrinos.

Luisa Sousa

O encontro decorre no sábado, dia 21 de abril, no Consolata Museu – Arte Sacra e Etnologia, que organiza  em conjunto com Liga de Amigos do Museu, a partir das 16 horas e com entrada livre.

Luísa Sousa é autora do livro “Um Caminho para Todos - Diário de uma Peregrina no Caminho de Santiago”, publicado em 2016, que resulta da experiência que viveu dois anos antes quando percorreu em 42 dias a distância de mil quilómetros entre Sevilha e Santiago de Compostela, pela Via da Prata e Caminho Sanabrês.

Por sua vez, Carlos Ferreira é o autor do livro-reportagem “Alguma Dor Cura a Alma”, publicado em 2012, meses depois de em maio ter caminhado em 13 dias a distância de 481 quilómetros entre o Santuário de Fátima e Santiago de Compostela, pelo Caminho Central Português.

Nos anos seguintes percorreu mais cinco itinerários de Santiago, o último dos quais, em 2017, o Caminho da Geira Romana e dos Arrieiros (Minho Ribeiro), que liga Braga à capital da Galiza, e que as associações espanholas Jacobeia do Caminho Minhoto Ribeiro e Codeseda Viva procuram oficializar antes do Ano Santo Jacobeu de 2021.

Os convidados do “Chá com Arte”, uma iniciativa apoiada pela Doce Oureana e Chá de Aromas Oureana, vão divulgar as suas experiências e prestar informação útil a quem pretenda fazer os Caminhos de Santiago.

Contactos da organização:

Consolata Museu |Arte Sacra e Etnologia

Missionários da Consolata

Rua Francisco Marto, 52 Apt. 5

2496-908 – FÁTIMA

Tel. 249 539 470 

E.mail: museuartesacra@consolata.pt

Blogue: http://masefatima.blogspot.com

Sítio: http://www.consolata.pt

FB: www.facebook.com/mase.fatima

Carlos Ferreira

zCartaz Chá com arte

ESCRITOR ALFREDO DE SOUSA TOMAZ APRESENTA EM OURÉM O LIVRO “O HOMEM QUE NÃO TINHA UMA FAZENDA EM ÁFRICA

O escritor reside em Ponte da Barca onde recentemente apresentou a sua obra na Casa da Cultura

Data: 22 de Abril / Hora: 14h30

“O homem que não tinha uma fazenda em África”, da autoria de Alfredo de Sousa Tomaz, vai ser apresentado no dia 22 de Abril, às 14h30. É o dia dedicado aos "Poetas Oureenses", integrado na "Festa do Livro de Ourém 2018" que decorre de 18 a 25 de Abril, no antigo edifício dos Paços do Concelho e na Praça D. Maria II.

24993389_1663340920391801_3233345369951514855_n

Esta iniciativa tem um programa variado com diversas atividades, nomeadamente, encontros com escritores e ilustradores, sessões de autógrafos, recitais, mostra de produtos regionais, feira do livro, concurso concelhio de leitura, música, percurso artístico-literário, dança com livros, teatro e horas do conto.

Destaque para o VIII Concurso Concelhio de Leitura dirigido aos alunos do 1 e 2º ciclos das escolas do concelho, além dos encontros com vários autores e ilustradores e um espaço dedicado aos escritores ourienses.

A Festa do Livro é organizada pela Câmara Municipal de Ourém - Biblioteca Municipal com o apoio da Rede de Bibliotecas do Concelho de Ourém, Museu Municipal de Ourém - Casa do Administrador e a Livraria Arquivo.

Programa detalhado em www.ourem.pt

Com prefácio de Ricardo de Saavedra, conceituado jornalista e escritor, a obra compila uma série de histórias vividas pelo autor, desde que partiu para Angola ainda criança até ao momento em que teve de a deixar compulsivamente 25 anos depois.

Mais de quatro anos depois de se ter lançado nesta "aventura", Alfredo de Sousa Tomaz vê agora o nascer deste "filho", impulsionado, segundo o autor, pela publicação na revista Notícias Magazine, suplemento do Jornal de Notícias e Diário de Notícias, em 2010, de algumas das suas histórias de África: "como tinha muitas mais histórias para contar, decidi reuni-las em livro."

O autor refere, ainda, o orgulho em poder apresentar a obra em Ponte da Barca pois "embora não tendo nascido em Ponte da Barca, nem tampouco no Minho, escolhi para viver esta terra que me adoptou.”

Tal como Ricardo de Saavedra descreve no prefácio é este "livro sereno, perpassado por vezes de um subtil humor, que constitui uma achega preciosa à história que no terreno e dia a dia se viveu e ninguém teve ainda coragem para escrever.”

Alfredo Tomaz nasceu na Cova da Iria, Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, a 29 de Julho de 1942. Sexto filho de uma família numerosa e modesta, seu pai, para dar melhores condições de vida aos seus, partiu para Angola no início da década de 50 com os seus irmãos mais velhos, tendo-se-lhes juntado pouco depois o resto da família. Em Outubro de 1961 regressou a Portugal para cumprir o serviço militar na Força Aérea, onde permaneceu até Janeiro de 1965. Pouco depois de regressar a Luanda conheceu Maria de Fátima, com quem veio a casar em Dezembro de 1967. Dessa união nasceram dois filhos.

Em Luanda a sua atividade profissional esteve quase sempre ligada às viagens e turismo, tendo trabalhado na Companhia Nacional de Navegação e numa agência de viagens.

Em 1976, depois de um quarto de século de aventuras, venturas e desventuras, o autor regressou definitivamente a Portugal com a família, tendo-se fixado em Matosinhos, onde exerceu a sua atividade comercial até 2007. Atingida a idade da reforma, foi viver com a esposa para Ponte da Barca, Alto Minho, onde permanecem até hoje, assumindo orgulhosamente a condição de “minhotos adotivos”. Esta obra, não sendo exatamente uma autobiografia, é, contudo, baseada no percurso de vida do autor por terras de África.

22491669_1608428945882999_5215796107773029724_n

MUSEU DE ARTE SACRA E ETNOLOGIA DE FÁTIMA EVOCA CAMINHOS DE SANTIAGO

"Caminhos de Santiago" é título do próximo “Chá com Arte” que decorrerá no sábado dia 21 de abril no CONSOLATA MUSEU | Arte Sacra e Etnologia, em Fátima, tendo como convidados especiais Luísa Sousa “Um caminho para Todos – Diário de uma peregrina no caminho de Santiago” e Carlos Ferreira “Caminhos de Santiago de Compostela”.

image002

Pelas 16h00, após a degustação dos biscoitos da Doce Oureana e do Chá de Aromas de Oureana, num ambiente intimista, os convidados estarão à conversa sobre as suas experiências e conselhos para quem pretenda fazer os Caminhos de Santiago.

A entrada é livre.

LUISA SOUSA

UM CAMINHO PARA TODOS

Diário e reflexões ao longo do Caminho de Santiago: de Sevilha a Santiago de Compostela

Via de la Plata e Caminho Sanabrês 42 dias, 1000 Km

«Num mundo tão competitivo e de aparências como o que vivemos atualmente, quem não segue determinados padrões (ainda) é visto com outros olhos. Sejam de admiração ou de incredibilidade. Viver a vida da forma que me faz sentido e realiza, sem comparações com os demais, tem sido um Caminho de busca pessoal, ainda longe de estar terminado.

Luísa Sousa, 34 anos, licenciada em Ciências Sociais na Universidade Aberta e artesã de profissão, chega-nos com pés de peregrina e sorriso tímido, mas nunca parte sem deixar pegadas de simplicidade e dádiva.

Tem uma marcada predileção pela natureza, talvez por sempre ter estado rodeada pela mais bela fauna e flora da sua terra natal, a ilha da Madeira.

Desenganem-se pelo seu ar falsamente frágil, a sua fibra é da qualidade do Carvalho que envelhece o vinho do Porto, cidade por onde passou na sua vida académica.

Dona duma escrita simples, atual, viva e envolvente. Acredita no que escreve, porém isso nada mais é que o seu processo diário de contemplação transposto para algo físico e inteligível.

Facilmente nos vemos num mundo diferente, esse mundo que pelos seus olhos se torna melhor. Pessoa prática e sem grandes rodeios vai trazendo a arte nas suas diversas formas para a vida de quem se deixa por ela tocar.»

(…) As vivências ao longo da Via de la Plata e do Caminho Sanabrês, não se esgotam nestas linhas partilhadas: há coisas que são indizíveis, outras que ficam com quem as viveu e outras ainda que só se compreendem quando as vivenciamos. nDeixo o testemunho da minha visão dos acontecimentos com a certeza de que se o relato for realizado por algum dos meus companheiros de viagem, coexistirão histórias com versões diversas. Afinal, são tantos os Caminhos quanto o número de peregrinos que os percorrem!

Partilho o bom e o menos bom, as alegrias, os receios, as dificuldades e os presentes inesperados, sem romancear os factos. Se decido partilhar as minhas vivências, tem como único objetivo testemunhar de que este pode ser, verdadeiramente, UM CAMINHO PARA TODOS! (…)

CARLOS FERREIRA

Natural de Pombal e residente em Leiria, de 50 anos, tinha dezasseis quando publicou pela primeira vez. É um texto de 750 caracteres no Jornal do Incrível, sobre como enriquecer sem esforço, pelo qual recebeu 200 escudos (menos de um Euro!). Ainda hoje desconfia da aplicabilidade do conteúdo do texto.

Em 1985, com dezoito anos, iniciou a carreira de jornalista na Rádio Comercial de Leiria e depois passou por Órgãos de Informação como a Semana de Leiria (1985), Jornal de Leiria (1985-1989), Correio da Manhã (1986-2012), revista Diana (1989-1990), Jornal da Batalha (1990-1991) e O Crime (1991-2001). Tem ainda trabalhos publicados no DN-Jovem, Blitz, Comércio do Porto, Região de Leiria, Bailadoiro (Leiria), O Mensageiro (Leiria), Rádio Comercial e Agência Notícias de Portugal.

Entre as reportagens que realizou nestes 32 anos na Europa, Brasil e Macau, destaca a cobertura do caso do Assassino da Praia do Osso da Baleia (1987), do pós-guerra no Kosovo (1999 e 2007), do último ano da soberania portuguesa em Macau (1999) e das comemorações dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil (2000).É autor dos livros ‘Guia do Peregrino-Papa Bento XVI em Portugal” (Presselivre, 2010) e “Na Mente do Assassino-O Serial Killer da Lourinhã” (Cofina Média Books, 2012), "Guia de Fátima: 100 Anos das Aparições (Atlântico Press, 2016),"Fátima 1917-2017, Livro de Ouro" (Atlântico Press, 2017).

Caminhos de Santiago de Compostela – Sinopse

“Há meia hora que espero. Mas basta ver o céu negro de nuvens carregadas, que ameaçam desabar, para perceber o inevitável. O tempo está escuro, mais do que o habitual àquela hora. Na rua passam alunos, outras pessoas a caminho do trabalho e algumas que não denunciam o seu destino. Encasacadas e de chapéu de chuva em posição de resistir ao vento frontal. Esperar é nunca alcançar. Sigo-lhes o exemplo e parto. Um passo é uma luta contra o rio que enche a estrada, as valetas, os terrenos marginais. É um combate contra a água projetada pelos rodados dos camiões que circulam incessantes, às vezes perigosamente perto. E que provocam sucessivas vagas de vento e fazem penetrar ainda mais fundo no corpo a chuva e o frio, como ondas gigantes contra uma casca de noz. Desistir não é hipótese. Resta continuar”.

(...) O Caminho Português para Santiago de Compostela é o segundo mais importante e gera receitas anuais superiores a nove milhões de euros. A frequência de peregrinos aumentou seis vezes na última década. Em sentido contrário há também um crescente número de fiéis no Caminho de Fátima, arrastando orações e gerando negócios. Estes são os dois principais santuários cristãos da Península Ibérica, aos quais afluem 230 mil peregrinos tradicionais por ano – mais de nove milhões de pessoas, se incluirmos a totalidade de visitantes. Esta reportagem conta a história dos caminheiros e de um jornalista que palmilhou os seus destinos.

GRUPOS FOLCLÓRICOS PEREGRINAM A FÁTIMA

Mais de uma centena de grupos folclóricos de todo o país rumaram hoje em peregrinação ao Santuário de Fátima. Tratou-se da XVI Peregrinação do Folclore Português, iniciativa organizada pela Federação do Folclore Português.

29062553_1844494458903466_1192268572012967403_n

Do Minho ao Algarve, incluindo grupos provenientes de algumas comunidades portuguesas no estrangeiro, foram milhares as pessoas que envergaram os seus trajes tradicionais domingueiros e se juntaram em Fátima numa demonstração de fé e tradição, dois traços caraterísticos que marcam a identidade cultural do povo português.

Em virtude das condições atmosféricas que colcoaram constrangimentos ao programa inicialmente estebelecido, os grupos folclóricos foram convidados a dirigirem-se diretamente para a Basílica da Santíssima Trindade, local onde teve lugar a celebração da Eucaristia, presidida pelo Reitor do Santuário de Fátima, Padre Carlos Cabecinhas, a qual foi transmitida em directo através da TVI.

Sem estandartes, placas e outros elementos identificativos para além dos trajes domingueiros, os componentes dos grupos folclóricos assumiram uma atitude de respeito digna de registo numa manifestação de fé religiosa que constitui parte integrante da cultura do nosso povo.

De acordo com o Santuário de Fátima, a iniciativa contou com a participação de 3000 participantes, que integraram 146 grupos inscritos de todas as regiões etnográficas do país à exceção das ilhas. Dois grupos de Andorra e Suiça representam Diáspora.

Fotos: Santuário de Fátima

29027424_1844494642236781_3641715335318248531_n

29027584_1844494588903453_3693244173908354301_n

29135956_1844494722236773_8220029948754348740_n

29062619_1844495265570052_2705567606625968962_n

29062669_1844494462236799_4287680673074622946_n

29066763_1844495262236719_86221546937417389_n

29101629_1844495252236720_5440531446909505937_n

BLOGUE “AUREN” ESTÁ DE VOLTA!

Blogue AUREN tem administração conjunta com o BLOGUE DO MINHO  e o BLOGUE DE LISBOA

http://auren.blogs.sapo.pt/

Cerca de ano e meio decorrido desde a suspensão da publicação, o blogue “AUREN” continua a registar apreciável número de visitantes, facto que exprime o apreço com que o mesmo era tido por parte dos seus leitores.

Capturaraur

Em face de tal adesão, o blogue “AUREN” retomará a sua publicação, a qual se manterá enquanto a mesma se justifique e, sobretudo, as suas publicações forem respeitadas no que concerne à sua autoria.

Como sempre, será um espaço aberto e plural, observando o bom nome das pessoas e instituições, privilegiando o património e a cultura tradicional das gentes do concelho de Ourém e da região na qual se encontra inserida.

O Administrador,

Carlos Gomes

ESCRITOR ALFREDO DE SOUSA TOMAZ APRESENTA EM OURÉM O LIVRO “O HOMEM QUE NÃO TINHA UMA FAZENDA EM ÁFRICA

O escritor reside em Ponte da Barca onde recentemente apresentou a sua obra na Casa da Cultura
Data: 22 de Abril. Hora: 14h30
“O homem que não tinha uma fazenda em África”, da autoria de Alfredo de Sousa Tomaz, vai ser apresentado no dia 22 de Abril, às 14h30. É o dia dedicado aos "Poetas Oureenses", integrado na "Festa do Livro de Ourém 2018" que decorre de 18 a 25 de Abril.

24993389_1663340920391801_3233345369951514855_n
Com prefácio de Ricardo de Saavedra, conceituado jornalista e escritor, a obra compila uma série de histórias vividas pelo autor, desde que partiu para Angola ainda criança até ao momento em que teve de a deixar compulsivamente 25 anos depois.
Mais de quatro anos depois de se ter lançado nesta "aventura", Alfredo de Sousa Tomaz vê agora o nascer deste "filho", impulsionado, segundo o autor, pela publicação na revista Notícias Magazine, suplemento do Jornal de Notícias e Diário de Notícias, em 2010, de algumas das suas histórias de África: "como tinha muitas mais histórias para contar, decidi reuni-las em livro."
O autor refere, ainda, o orgulho em poder apresentar a obra em Ponte da Barca pois "embora não tendo nascido em Ponte da Barca, nem tampouco no Minho, escolhi para viver esta terra que me adoptou.”
Tal como Ricardo de Saavedra descreve no prefácio é este "livro sereno, perpassado por vezes de um subtil humor, que constitui uma achega preciosa à história que no terreno e dia a dia se viveu e ninguém teve ainda coragem para escrever.”
Alfredo Tomaz nasceu na Cova da Iria, Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, a 29 de Julho de 1942. Sexto filho de uma família numerosa e modesta, seu pai, para dar melhores condições de vida aos seus, partiu para Angola no início da década de 50 com os seus irmãos mais velhos, tendo-se-lhes juntado pouco depois o resto da família. Em Outubro de 1961 regressou a Portugal para cumprir o serviço militar na Força Aérea, onde permaneceu até Janeiro de 1965. Pouco depois de regressar a Luanda conheceu Maria de Fátima, com quem veio a casar em Dezembro de 1967. Dessa união nasceram dois filhos.
Em Luanda a sua atividade profissional esteve quase sempre ligada às viagens e turismo, tendo trabalhado na Companhia Nacional de Navegação e numa agência de viagens.
Em 1976, depois de um quarto de século de aventuras, venturas e desventuras, o autor regressou definitivamente a Portugal com a família, tendo-se fixado em Matosinhos, onde exerceu a sua atividade comercial até 2007. Atingida a idade da reforma, foi viver com a esposa para Ponte da Barca, Alto Minho, onde permanecem até hoje, assumindo orgulhosamente a condição de “minhotos adotivos”. Esta obra, não sendo exatamente uma autobiografia, é, contudo, baseada no percurso de vida do autor por terras de África.

22491669_1608428945882999_5215796107773029724_n

DE COMO UM RIBATEJANO SE APAIXONA PELO MINHO NUM BAIRRO DE LUANDA

* Crónica de Alfredo de Sousa Tomaz

Poderá parecer estranho o título desta crónica mas compreender-se-á se aceitarmos como uma fatalidade as “voltas que o Mundo dá” e as surpresas que nos reserva.

24993389_1663340920391801_3233345369951514855_n

Nasci na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, distrito de Santarém, província do Ribatejo. Sou, portanto, ribatejano de nascimento mas de coração tenho várias “naturalidades”.

Era eu ainda uma criança quando o meu pai decidiu partir para Angola no início da década de cinquenta, em busca de melhores condições de vida para si e para os seus. Eu sou o sexto filho de uma prole de nove que precocemente ficou reduzida a oito com a morte da minha irmã mais nova ainda com poucos meses de vida.

Em Luanda vivi toda a minha adolescência no bairro da Praia do Bispo, um bairro geográfica e socialmente dividido em dois. Implantado numa faixa de terra entre as arribas e o mar a sul da fortaleza de S. Miguel e era constituído por casas de dois pisos edificadas em frente ao mar e por outras casas mais modestas, apenas de rés-do-chão, construídas por trás das primeiras. Tanto umas como outras obedeciam a um projecto arquitectónico padrão.

As casas de dois pisos, mais bem localizadas, foram construídas pelo Estado para residência dos funcionários públicos, enquanto as mais modestas foram os próprios moradores que as ergueram, como foi o caso de meu pai.

Apesar desta aparente discriminação “geográfico-arquitectónica”, se me é permitido o termo, entre as suas gentes reinava a amizade e a comunhão de interesses, principalmente entre os mais jovens.

A principal característica do bairro era o facto de lá viver gente dos mais variados pontos do país, do Minho a Timor como se dizia na época. Tal facto originou uma mescla de culturas onde cada um, orgulhoso das suas origens, dava a conhecer os usos e costumes das suas terras, principalmente os jogos tradicionais e o folclore. Assim nasceu o Rancho Folclórico da Praia do Bispo, uma espécie de “filial” de Santa Marta de Portuzelo, sob a orientação do maestro José Pedro Martins Coelho, ilustre vianense que além de músico e maestro era também profundo conhecedor do folclore minhoto.

Nunca me senti com jeito para voltear ao som da chula, vira ou gota, mas apaixonado que estava por aquelas alegres danças e cantigas, não perdia um ensaio ou uma actuação do rancho, de que faziam parte um irmão e duas irmãs.

Obrigado maestro Zé Pedro por me ter aberto os olhos e os ouvidos para o Minho. Para minha satisfação sou hoje um minhoto adoptivo pois vivo em Ponte da Barca onde envelheço ao som das concertinas.

26235148_1685111764881383_1031032122_n

26241330_1685111784881381_1340357835_n

26241594_1685111771548049_1721685787_n

26552614_1685111778214715_718704549_n

Na fotografia de 1958 vêm-se em pormenor as tais casas de primeiro andar cuja construção se estendeu depois ao longo de toda a avenida como pode ver-se na outra foto. No circulo vermelho a minha casa. Não acredite na legenda. Nunca existiu nenhum paço episcopal naquele local. Existiu sim e ainda lá está, no alto da arriba junto ao palácio presidencial (ao tempo do governador). Dizia-se que antigamente o bispo descia as barrocas com o seu séquito para se ir banhar ao mar e terá vindo daí o nome do local.

BANDAS FILARMÓNICAS PEREGRINAM A FÁTIMA

Fátima convida à festa e fala-nos de um Deus que "dá sentido à dor e abre horizontes ao amor”, afirma o Pe. Vítor Coutinho

Na Missa da Peregrinação Jubilar das Bandas Filarmónicas foi tocada a marcha “Fátima”, da autoria do maestro Amílcar Reis, em estreia absoluta

O Santuário de Fátima acolheu este sábado a Peregrinação Jubilar das Bandas Filarmónicas, com a presença de 35 bandas e, durante a Missa, no Recinto de Oração, o vice-reitor do Santuário sublinhou a importância da música na vida das pessoas e da igreja em particular.

unnamed

“A música põe-nos em sintonia com os irmãos e ajuda-nos a rezar todos juntos como sendo um só corpo, como assembleia orante. A música torna o nosso louvor mais solene e desperta em nós emoções que nos abrem horizontes novos”, disse o Pe. Vítor Coutinho.

A partir de uma citação do papa Bento XVI, na qual afirma que a música nasce da experiência do amor e da dor e da experiência do encontro com Deus, o sacerdote sublinhou a importância da música e do canto em Fátima “porque sem música e sem canto ficamos mais distantes da experiência que aqui nos é oferecida”.

Na homilia da Missa celebrada durante a Peregrinação Jubilar das Bandas Filarmónicas, uma iniciativa integrada nas celebrações do Centenário das Aparições, que reuniu na Cova da Iria mais de 1600 músico, provenientes de 13 dioceses de Portugal continental, o vice-reitor do Santuário elogiou a presença das bandas filarmónicas  que “faz suscitar um belo ambiente de festa e reforça a alegria da celebração”.

“Em Fátima há sempre um convite à festa, porque nos sentimos em casa e porque a vida ganha aqui outro sabor”, acrescentou sublinhando que “é festa porque junto do Coração de Maria experimentamos de forma renovada a alegria de nos entregarmos a Deus, ao Deus que nunca nos abandona”.

A partir do Evangelho deste Sábado, que nos apresenta Jesus, crucificado, acompanhado por Maria, Sua Mãe, pelo discípulo amado (João) e por algumas mulheres que se mantiveram fiéis à relação que tinham com o Senhor, o sacerdote  afirmou que a cruz  "é imagem de todos os dramas da história" e representa "todos os humilhados e sofredores do mundo" bem como os que "se sentem longe de Deus ou  os que duvidam da Sua presença".

 “A dúvida sobre a força do amor também nos atormenta a nível pessoal, caros Amigos. Quem de nós não deseja ter alguém na vida com quem possa contar sempre? Quem de nós não deseja viver amores e amizades de fidelidade inquestionável?”, interpelou o sacerdote sublinhando a importância de compreendermos que a vida é feita de adversidades – “a cruz diz-nos que o amor implica a dor”- mas Deus “nunca abandona os que ama”.

“Tal como o Evangelho, Fátima fala-nos de amor e de sofrimento e fala-nos do Deus que dá sentido à dor e abre horizontes ao amor”, disse o Pe. Vítor Coutinho.

O vice-reitor do Santuário lembrou a terceira parte do chamado Segredo de Fátima, que fala de um povo que caminha em direção a uma cruz, ao lado da qual está Nossa Senhora, destacando que a figura da Mãe de Deus junto à cruz “é imagem daquilo que acontece na realidade: nas cruzes da vida humana, Maria está sempre presente, com o seu cuidado materno, a garantir-nos que Deus não deixa de nos acompanhar com o seu amor terno”.

“Também em Fátima, Maria é a Mãe junto à cruz: é Aquela que se coloca ao lado da humanidade destruída pelo ódio e ferida por tantas dores. Em Fátima, Maria é a Mãe que se apresenta com um coração capaz de acolher todas as nossas preces, com um coração onde nos podemos refugiar e onde encontramos consolo" disse ainda.

“Em Fátima, a Virgem Maria reforça em nós a certeza de que o nosso Deus é Alguém com quem podemos contar sempre: Ele não desiste da humanidade e nada O fará afastar-se de nós, de cada um de nós. Em Fátima, Maria mostra-nos um Deus que se preocupa com os aflitos da humanidade e com a humanidade aflita. Temos um Deus que se aflige e preocupa, um Deus que tem coração, um Deus que «enxuga as nossas lágrimas»”.

Durante a Missa foi tocada a marcha ‘Fátima’, da autoria do capitão Amílcar Morais, em estreia por esta ocasião.

Em nota explicativa, o autor realça que “a mensagem de Fátima traz não só a mensagem da alegria e convite à conversão, mas é também um desafio da fé vivida e testemunhada”.

Um dos momentos mais singulares desta celebração no Recinto de Oração foi o acompanhamento do andor de Nossa Senhora- na entrada e no adeus- por duas filarmónicas, constituídas por 70 músicos cada uma, representando todas as filarmónicas presentes na Peregrinação Jubilar.

No período da manhã, decorreram os desfiles fora do Santuário, em dois pontos distintos, dos quais partiram as bandas: Rotunda da Rodoviária Nacional e Rotunda de Santo António, a norte e a sul, respetivamente.

Os desfiles culminaram na Capelinha das Aparições, onde cada banda fez a sua saudação individual. Ao final da manhã, as Bandas foram acolhidas na Capelinha e em conjunto tocaram três temas de saudação a Nossa Senhora: “Bendizemos o teu nome”, “Sobre os braços da Azinheira” e o refrão do “Hino do Centenário”.

Na ocasião,  o vice-reitor do Santuário afirmou que a celebração deste Centenário ficaria incompleta se não houvesse um momento de festa como este.

“Como poderia a celebração deste Centenário não contar também com esta vossa presença, de bandas filarmónicas, que todas as semanas, por todo o País contribuem para o ambiente de festa de tantas comunidades e ajudam muitas comunidades cristãs a celebrar as festas da sua fé?”, interpelou o Pe. Vitor Coutinho.

“Com arte e com alma, «com a tuba e a trombeta», como diz a Sagrada Escritura, elevaremos ao Senhor uma prece de gratidão e de louvor”, prosseguiu destacando, por outro lado, que “celebrar aquilo que alimenta a nossa alma e que preenche o nosso coração faz-nos olhar com confiança para o futuro e dá força à nossa esperança”.

“Façamos festa, com tudo o que temos e somos. Celebremos na alegria a bondade do Senhor”, exortou o vice-reitor.