Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

AS ELEIÇÕES DE 6 DE OUTUBRO DE 2019: A PROSPERIDADE QUE TARDA! (2)

Boa parte da sociedade portuguesa deixou-se envolver na discussão estéril da criação de um museu dedicado a Salazar. Compreendo o protesto de muitos contra uma pretensão velhaca de uns quantos saudosistas, mas subscrevo por inteiro a posição da historiadora Irene Pimentel, quando esta diz aprovar a criação do dito museu desde que este retrate na plenitude o ditador de Santa Comba, não escamoteando o cortejo de misérias que resultou dos 48 anos da sua governação, onde cabem, entre outros males, o país rural, triste e atrasado que nos legou; o nosso isolamento no contexto mundial; o encarceramento e, tantas vezes, a liquidação de opositores políticos; e a guerra colonial que nos custou milhares de vidas.

Quinta_Santoinho_SalvadorVieira_Viana e o mar.jpg

Mas o Estado Novo teve o seu fim em 1974. E se a sociedade portuguesa soube evoluir satisfatoriamente a todos os níveis, também estamos longe de ter feito o que de todo era necessário, especialmente no domínio do crescimento económico, sem o qual não é possível melhorar as condições de vida das pessoas. Não vale a pena reivindicar quando pouco existe para distribuir. Podemos exigir sim uma melhor distribuição da riqueza existente, mas ir além disso é pura utopia. Apregoou-se muito a construção de um Portugal desenvolvido e debitaram-se repetidamente projetos para crescermos e nos aproximarmos da Europa que nos acolheu, mas o sucesso está bem longe do desejado. É um facto que somos parcos em recursos, mas os que dispomos também não foram convenientemente explorados, nem se pensou numa economia partindo da nossa própria realidade, porque há países na Europa a que pertencemos que, tão limitados tanto quanto nós em valores, souberam encontrar o seu caminho próprio e aproximar-se da prosperidade.

Por mais otimismo que nos queiram vender, o que se constata é que estamos a dar passos curtos num trilho onde precisamos de nos deslocar aceleradamente. E, paradoxalmente, teimamos em debater o acessório, esquecendo o essencial. Quem diria que nas agendas de partidos com assento parlamentar até cabe o serviço nacional de saúde para cães e gatos. Não o temos suficientemente para as pessoas, assistindo diariamente à sua degradação, mas alguém o propõe para os animais. E parece que, obedecendo ao politicamente correto, poucos estarão apostados em denunciar propostas que não passam de aberrações. Mas deixemos o assunto para outras crónicas.

goncalofagundes@gmail.com

MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA: A CASA COMUM DA LUSOFONIA

30128522348_0068acc1a9_b

  • Crónica de Daniel Bastos

O Museu da Língua Portuguesa, inaugurado em 2006 na megametrópole brasileira de São Paulo, a maior cidade lusófona do mundo, assume-se desde a primeira década do séc. XXI, como a casa comum da vasta comunidade formada por todos os povos e nações que compartilham a cultura e a língua de Camões.

Desde a sua origem, o único Museu de Língua Portuguesa do mundo tem como missão e objetivos valorizar a diversidade da língua portuguesa, celebrá-la como elemento fundamental e fundador da cultura, e aproximá-la dos falantes do idioma em todo o mundo.

Um idioma que é atualmente dos mais falados à escala planetária, abrangendo a língua oficial de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, e que desde 2010 foi sancionado como a terceira língua oficial da Guiné Equatorial. Como destacam os organizadores da obra “A Língua Portuguesa no Mundo - Passado, Presente e Futuro”, a língua de Camões ocupa hodiernamente um dos lugares cimeiros na lista dos idiomas que ostentam uma dimensão mundial, assim como um incomensurável potencial de expansão.

As singulares características linguístico-culturais e a diversidade dos públicos-alvo do Museu de Língua Portuguesa, que praticamente numa década recebeu cerca de quatro milhões visitantes, sofreram um duro revés no ocaso do ano de 2015, quando um incêndio de grandes proporções atingiu o edifício do espaço museológico situado no complexo da Estação da Luz.

No entanto, a enorme onda de solidariedade que se gerou a nível mundial, e em particular lusófona, tem permitido desde a fatídica data encetar um processo sustentado de reconstrução, que está a procurar contribuir decisivamente para o alargamento do estudo, preservação, valorização e divulgação da cultura e língua portuguesa.

Estimando a reabertura do Museu de Língua Portuguesa no próximo ano, os responsáveis da sua reconstrução, de acordo com recentes declarações públicas, asseguram que o espaço museológico será modernizado com várias novidades tecnológicas e interativas, mantendo simultaneamente a sala de exposições temporárias, e a icónica Praça da Língua e o Auditório.

VOTAR É UM ATO DE INTELIGÊNCIA! (1)

Alguns amigos, conhecendo a minha longa intervenção cívica e sabendo do apego que tenho a uma sociedade democrática suficientemente participada, desafiaram-me a escrever breves notas sobre o ato eleitoral que vamos ter a 6 de outubro. Aceitei o desafio porque penso que quanto mais debate fizermos à volta das questões que regem a sociedade melhor vivência teremos. Até lá disporei de quatro oportunidades para manifestar sentimentos e procurar, apenas e só, levantar questões, deixando pistas para debate e reflexão.

Eleições_Outubro_2019.jpg

Começo pelo ato de votar por considerar que as eleições serão tanto mais dignas quanto maior participação houver da parte dos eleitores. Assim sendo, com a nossa abstenção, o que poderemos ter são consultas populares que exigem bem pouco de quem é eleito para nos representar. Os eleitos do povo sentirão responsabilidades acrescidas sabendo que os seus concidadãos depositaram em si a confiança suficiente para lhe imporem trabalho aturado, generosidade e apego ao exercício da função. Se, pelo contrário, nos desinteressarmos e nos abstivermos, estamos a facilitar a vida a quem encarou a sua eleição como expediente para melhorar a sua condição socioeconómica.

Os últimos dias, por outro lado, têm-nos proporcionado oportunidades suficientes para sabermos quanto vale a participação das pessoas na vida política e como podemos abrir novas alamedas para melhorar o mundo, não só com a eleição segura de quem elegemos, mas não abdicando, por outro lado, de todos os direitos cívicos que nos proporcionam as sociedades democráticas. Os casos verificados recentemente no Reino Unido e em Itália, com a derrota de Boris Johnson e Salvini, respetivamente, demonstram bem como se pode limitar em democracia ambições de políticos nada escrupulosos com os interesses do país que representam. Citando o editorial do Expresso da última semana, valorizemos a resposta da escritora canadense Margaret Atwood a jovens leitores que queriam saber como se pode salvar o mundo e a que ela respondeu: ”Votem enquanto puderem”.

Recorrendo à metáfora, concluiremos que não votar é chutar a bola para fora do campo e, sem bola para jogar, permitir que outros nos arrastem para fora do retângulo de jogo. Ora, sem poder entrar no jogo, já estivemos nos 48 anos do Estado Novo. Agora é tempo de participar, de escolher bem, de exigir e de pedir contas. Agora é tempo de sermos cidadãos plenos para ajudarmos a construir para os vindouros uma sociedade bem mais justa que a que herdamos. Agora é tempo de votar.

goncalofagundes@gmail.com

Desenho_Salvador_Vieira.jpeg

AS VIVÊNCIAS DA EMIGRAÇÃO PORTUGUESA NOS PALCOS DO TEATRO

30128522348_0068acc1a9_b

  • Crónica de Daniel Bastos

Realidade incontornável na sociedade portuguesa, o fenómeno da emigração tem merecido cada vez mais a atenção de diversos campos de produção artística, como é o caso do Teatro, umas das principais manifestações artísticas, e um fenómeno cultural de enorme alcance na formação e desenvolvimento da cidadania.

Em Portugal, ao longo da última década, é notório o interesse que várias companhias e estruturas teatrais têm dedicado a este elemento estruturante da identidade coletiva nacional, como comprovam as inúmeras peças que têm sido levadas à cena inspiradas nas experiências e vivências da emigração.

Os exemplos são variados e perpassam o território nacional, na esteira da transversalidade do fenómeno migratório na sociedade portuguesa. No ocaso de 2011, por exemplo, o Teatro Municipal da Guarda (TMG), encetou um espetáculo sobre a odisseia da emigração lusa dos anos 60 para França, justificando então o seu diretor artístico a aposta no mesmo, pela atualidade da temática e a ligação muito forte da mesma com a região.

Em 2014, ano em que a emigração portuguesa se manteve num patamar elevado, o Teatro Experimental do Porto, levou a cena no Auditório Municipal de Gaia a peça “Nós somos os Rolling Stones”, que se assumiu como um manifesto geracional sobre a emigração de jovens lusos. Este novo paradigma da emigração portuguesa foi retratado no ciclo Migrações, que decorreu em 2018 no Teatro Maria Matos, em Lisboa, onde foi abordada a experiência de emigrantes portugueses em Great Yarmouth, uma pequena vila na costa leste de Inglaterra, através do espetáculo “Provisional figures Great Yarmouth”, que tinha sido já apresentado no Reino Unido e no Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, no Porto.

Presentemente, ainda no fim-de-semana passado, a Casa da Cultura de Câmara de Lobos, na Madeira, acolheu a produção teatral “Nas entrelinhas da emigração”, que retratou as vivências de um emigrante na África do Sul, um dos principais destinos da emigração madeirense nas décadas de 60 e 70, que no próximo ano, em conjunto com a pérola do Atlântico, será palco das comemorações oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

ANÍBAL MORGADO, O CONSTRUTOR DA CIDADE DE GUYANA NA VENEZUELA

30128522348_0068acc1a9_b

  • Crónica de Daniel Bastos

Numa época em que chegam diariamente a Portugal notícias sobre a grave crise política, económica e social em que mergulhou a Venezuela, nação onde vivem cerca de meio milhão de compatriotas que não são imunes aos efeitos da turbulência que atravessa este país da América do Sul, sobressaiu recentemente nos meios públicos de comunicação nacionais, um exemplo de esperança e resiliência de um dos mais considerados representantes da comunidade luso-venezuelana.

Mormente, o do empresário Aníbal Morgado, um aveirense que emigrou para a Venezuela há mais de seis décadas, e que é um dos principais responsáveis pela construção da cidade de Guayana, a metrópole mais povoada do Estado de Bolívar e do  Município de Caroní, com uma população de mais de um milhão de habitantes.

Um dos mais importantes centros industriais, económicos e financeiros da Venezuela, a cidade encerra a particularidade de ter sido construída de raiz nos anos 60 para responder à necessidade do poder central de criar uma metrópole no sul do país, com apoio do Instituto de Tecnologia do Massachussetts (MIT).

Ao longo do último meio século, o esforço de planificação, construção e desenvolvimento de Guayana, onde se encontram as principais barragens elétricas da Venezuela e as processadoras de ferro, alumínio, aço, bauxite e outros minerais, deve muito ao empreendedorismo de Aníbal Morgado, que através do Consórcio Empresarial Morgado (CEM), erigiu 80% do que é a metrópole em estradas, edificações, obras industriais e barragens.

Abordando o seu percurso de vida, marcado pela chegada à Venezuela em 1957, com 16 anos, território onde o irmão, Manuel Morgado, já vivia há dois anos. O empresário afirmou aos meios públicos de comunicação nacionais, que embora a Venezuela fosse “um país de muita esperança e neste momento essa esperança está bastante truncada”, está confiante que "depois de passar esta tempestade, o país ressurgirá porque a Guayana sempre tem sido uma zona de muita riqueza" e que por isso não pensa “ir embora”, acreditando que em Guayana “há futuro".

O exemplo de constância e resiliência perfilhado por Aníbal Morgado pode e deve constituir um renovado sinal de esperança no futuro da numerosa comunidade portuguesa, que tem enfrentado vários dilemas e momentos de incerteza na Venezuela.

EUTANÁSIA, PORQUE NÃO!

Foto Correctacarlarocha.jpg

Dra. Carla Rocha

Médica Especialista em Medicina Interna

Auditora do Instituto de Defesa Nacional

Antes de dissertamos sobre a eutanásia devemos levar em consideração os princípios morais, éticos e religiosos que direcionaram a evolução civilizacional, desde uma simples aldeia, cidade, região ou país ou até, mais simplesmente, quaisquer povos nómadas, pois todos têm os seus conceitos e normas que formataram o arcabouço legal, que vem a ser o embasamento que constitui a legislação básica dentro do ordenamento jurídico.

A moral é passível de variar entre culturas ou até mesmo épocas, mas há uma consciência individualizada em cada povo que persiste, ou seja, o que é imoral num determinado lugar pode não ser num outro. Podemos, por exemplo, exemplificar apontando a poligamia que em determinados países africanos ou asiáticos que professam a religião muçulmana é social e legalmente aceite, como também o é, a eutanásia, tema deste artigo que, todavia, não é aceite na maioria dos países ocidentais. Deixo claro que a moral não é atemporal, pois, com o passar dos anos, um determinado tema pode ter aceitação; ou seja, algo que décadas passadas era considerado imoral, hoje, pode já não ser mais considerado como tal. Exemplo, os biquínis que na década de trinta e quarenta eram considerados aviltantes à moral e aos bons costumes. A ética, por sua vez, representa a reflexão sobre uma moral apresentada e passível de mudanças perante algum evento que modifique radicalmente as crenças e valores pessoais de um indivíduo e de profissões, muito comum na medicina, existindo aqui, por força da evolução científica, uma maior flexibilização.

No contexto filosófico, ética e moral possuem diferentes significados. A ética está associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o comportamento humano em sociedade, enquanto a moral são os costumes, regras, tabus e convenções estabelecidas por cada sociedade.

A presente digressão tem por fim demonstrar que, nestes contextos, a eutanásia é de difícil aceitação notadamente nos países cristãos levando em consideração o princípio acima assentado.

Cabe ao médico colocar em prática todos os seus conhecimentos técnicos e tratamentos de forma que evite práticas como a eutanásia. O profissional da medicina tem que honrar o seu juramento e nunca desistir do doente, procurando sempre amenizar o seu sofrimento até os últimos momentos tendo a certeza que não deu causa ao desfecho morte. Afinal o profissional da medicina está presente para esperançar o doente e não para desacreditá-lo, mesmo sabedor que a ciência não o favorece naquele momento, não pode abrir mão de tratamentos paliativos que evite sofrimentos, de forma que venha dar qualidade de vida enquanto essa possa existir. O profissional tem que seguir o princípio da não-maleficência considerado fundamental na bioética, assim sendo, como a eutanásia gera a morte, também o médico está proibido de realizar tal prática.

Esquecer que nesse contexto existe ainda um interesse mercantilista de doação de órgãos e que até o Estado pode ter interesse nessa prática hedionda tendo em vista acautelar os altos custos da manutenção de um doente em estado terminal, é inocência de nossa parte. Temos também de considerar que a eutanásia é um incentivo para algumas famílias que querem, de alguma forma, ver-se livres do encargo de cuidar de parentes em estado de saúde grave.

Casos há que não chegam ao conhecimento público como o da conhecida jovem natural da Dinamarca, Carina Melchior, de 19 anos que estava teoricamente em morte cerebral e os médicos já se preparavam para retirar os órgãos da jovem para doação, seguindo autorização da família, em um hospital de Aarhus (Dinamarca). Só que pouco antes de os médicos iniciarem os procedimentos, a jovem saiu do coma. Dizem os jornais da altura que:

“Jovem sai do coma quando médicos se preparavam para remover órgãos. Este fato ocorreu com uma jovem de 19 anos de idade num hospital da Dinamarca, em que os médicos a diagnosticaram com morte cerebral e a família em estado de desesperança permitiu o procedimento médico para retiradas de órgãos. A sorte dessa jovem foi ter saído do estado de coma pouco antes de se executar tal procedimento, e, diferentemente do diagnóstico médico, foi possível voltar a falar, andar, ter uma vida normal”.

Por essa e outras razões é necessário que enfrentemos essa violência com firmeza.

A religião e as igrejas têm forte influência nas decisões estatais, principalmente, nos temas polémicos que envolvem a vida, como o aborto, eutanásia, estudo com células tronco, entre outros e, em alguns países, tem até grande influência nas decisões do Estado. Não podemos, por isso, deixar a vertente religiosa de lado quando refletimos sobre este assunto.

De acordo com a linha de pensamento religioso, Deus é o único detentor do poder de tirar e dar a vida a alguém, uma vez que somos “à sua imagem e semelhança”. E a prática em questão, o tirar a vida de outra pessoa, contraria os mandamentos sagrados de Cristo. A Igreja posiciona-se veementemente contrária à eutanásia, pois todos têm direito à vida digna e fraterna. Trata-se de um direito absoluto, o direito à vida, que só Deus pode tirar, ou seja, a morte deve vir naturalmente, de acordo com a sua sagrada vontade.

O grande filósofo Santo Agostinho na sua epístola assevera que

“nunca é lícito matar o outro, ainda que ele o quisesse, mesmo se ele o pedisse, porque, suspenso entre a vida e a morte, suplica ser ajudado a libertar a alma que luta contra os laços do corpo e deseja desprender-se; nem é lícito sequer quando o doente já não estivesse em condições de sobreviver”.

Os argumentos pró eutanásia tratam o tema como sendo uma solução doce, tranquila e misericordiosa. Porém, na minha opinião, isso não passa de uma falácia, pois é algo que explora o medo do sofrimento, solidão e de ser um peso para os familiares diante da morte, e não necessariamente da morte em si. Utilizam-se os argumentos do temor natural de quem se encontra numa situação delicada, apelida-se a prática com um nome socialmente aceite como “morte medicamente assistida” e surge a eutanásia como uma alternativa equivocada, que de fato é drástica e sem volta.

Considero por isso que a eutanásia, ou essa morte doce e tranquila, ou a morte misericordiosa, como por vezes também é apelidada, implica também os meios para provocá-la e a sua decisão. Reparemos que alguém, um médico mas antes de ser médico é também uma pessoa com as suas crenças e ideologias, terá de decidir que determinada pessoa, doente, e com fundamentação em dados necessariamente relativos, irá deixar de viver num determinado momento, passando assim a legitimar de forma imediata todos os que padecem de doenças similares, incuráveis naquele momento ou não, prefiram esse tipo de morte a prolongar o seu tormento por eventuais períodos de sofrimento.

O pedido para morrer é, antes, um pedido de socorro de alguém que não recebeu todo o apoio necessário, especialmente do ponto de vista psicológico e paliativo. A eutanásia não é a solução; ela é um grande risco para eliminar algo tão importante e fundamental na medicina, como os cuidados paliativos. A maior parte dos oncologistas e profissionais que lidam com pacientes terminais é contrária à eutanásia, e isso, per si, deve levar-nos a uma maior reflexão.

Este é o meu entendimento.

A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA PARA A HOLANDA

30128522348_0068acc1a9_b

  • Crónica de Daniel Bastos

Os dados mais recentes sobre a emigração lusa revelam que a Holanda, um dos países mais desenvolvidos do mundo, situado no litoral da planície do Norte da Europa, tem-se tornado ao longo das últimas décadas, um dos principais destinos dos emigrantes portugueses.

Segundo o Observatório da Emigração, a Holanda encerra o pódio das dez nações para onde mais portugueses emigram na atualidade. Ainda que os mesmos representem apenas cerca de 1% da população estrangeira que reside no território, desde o início do séc. XXI que o número de portugueses emigrados no país conhecido pela sua liberdade e tolerância, tem aumentado gradualmente, passando de 9.509, em 2000, para 16.456, em 2015.

No ano passado, este fluxo migratório atingiu um novo recorde, com a entrada de 2.800 portugueses, que escolheram esta região dos Países Baixos para iniciar um novo projeto de vida no estrangeiro.

As razões dessa escolha, não são certamente alheias, ao facto da Holanda possuir um dos salários mínimos mais altos da Europa, atualmente 1.600 euros, duas vezes superior ao que se encontra estabelecido em Portugal. Assim como, um sistema de educação, saúde e mobilidade que a tornam uma das nações com melhor qualidade de vida, como sustenta a sua constante presença nos rankings do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas

Outro dos principais motivos, que podem ajudar a explicar que este território no noroeste da Europa se tenha tornado num dos principais destinos da emigração lusa, encontram-se na sua moderna indústria tecnológica, cujas condições de trabalho, formação, progressão e remuneração exercem grande capacidade de atração sobre a mão-de-obra qualificada portuguesa.

Como no passado, com as devidas salvaguardas, quando milhares de judeus portugueses no século XVI emigraram para a Holanda, na sequência da expulsão ordenada por D. Manuel I, vicissitude histórica que contribuiu para que a mesma se tornasse a principal potência marítima e comercial no séc. XVII, em detrimento dos reinos ibéricos, os portugueses na sua demanda hodierna por melhores condições de vida remanescem como um fator relevante no desenvolvimento socioeconómico da pátria holandesa.

O ENTRECRUZAMENTO DA GUERRA COLONIAL COM A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

30128522348_0068acc1a9_b

  • Crónica de Daniel Bastos

A Guerra Colonial (1961-1974), época de confrontos bélicos entre as Forças Armadas Portuguesas e os Movimentos de Libertação das antigas províncias ultramarinas de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, representa um dos acontecimentos mais marcantes da história nacional e africana de expressão portuguesa do séc. XX.

Conflito bélico dramático, trágico e traumatizante para mais de um milhão de portugueses, que prestaram serviço militar nas três frentes de combate, onde tombaram cerca de 8.300 soldados, assim como para as populações angolanas, guineenses e moçambicanas, cujo número total de vítimas, entre guerrilheiros e civis, terá sido superior a 100 mil mortos, a Guerra do Ultramar ou Guerra da Libertação desencadeou profundas alterações demográficas, económicas, sociais, culturais e politicas.

Em Portugal, o desgaste provocado pela Guerra Colonial, que esteve na base do derrube do regime ditatorial salazarista que imperou entre 1933 e 1974, entrecruzou-se com o fenómeno da emigração. Nas décadas de 1960-70, a miséria, a pobreza e a fuga ao serviço militar de milhares de jovens como forma de escapar à incorporação na Guerra do Ultramar, impeliram a saída legal ou clandestina, de mais de um milhão de portugueses em direção ao centro da Europa, em particular para França.  

O fim da Guerra Colonial e a descolonização recrudesceriam o fenómeno migratório, não só por via da chegada ao território nacional de mais de meio milhão de portugueses de África, conhecidos como “retornados”. Mas também, pelo facto da independência das antigas colónias portuguesas de Angola e Moçambique, terem tornado no final dos anos 70, a África do Sul como o principal destino dos portugueses em África.

No entanto, no campo historiográfico do entrecruzamento da Guerra Colonial com a emigração portuguesa, existe ainda uma dimensão de conhecimento pouco ou nada estudada, designadamente a emigração nos anos 70 e 80 de milhares de antigos combatentes da Guerra do Ultramar. O impacto da emigração, ainda pouco conhecido, de milhares de homens que estiveram na Guerra Colonial, pode ser aferido pelo papel de assistência e preservação de memória dinamizado pela Liga dos Combatentes do Núcleo de Ontário, a segunda maior província do Canadá onde vivem cerca de meio milhão de portugueses, entre eles, mais de 20 mil antigos combatentes da Guerra do Ultramar, segundo dados veiculados pelo Núcleo de Ontário.

O AUMENTO DA EMIGRAÇÃO DE ENFERMEIROS PORTUGUESES

30128522348_0068acc1a9_b

  • Crónica de Daniel Bastos

No decorrer das últimas décadas tem sido impactante a tendência da emigração de jovens qualificados portugueses que perante a precariedade laboral, baixos salários e obstáculos à progressão de carreira, têm optado pela construção no estrangeiro dos seus projetos de vida.

Neste campo, tem-se destacado o fenómeno da emigração de profissionais de saúde, em particular os enfermeiros, tanto que desde 2010, números oficiais apontam para que mais de 14 mil destes profissionais de nível superior com competências técnicas, científicas e humanas tenham optado por sair de Portugal.

A grave crise económica e financeira que o país viveu a partir de 2011, e que obrigou à intervenção da troika em Portugal, atingiu duramente este grupo socioprofissional, assistindo-se nesse período à saída de 1.175 profissionais, valor que só seria ultrapassado em 2015, com a saída de 2.715 enfermeiros para o estrangeiro.

A trajetória de recuperação da economia portuguesa, e o incremento da contratação de profissionais de saúde no Serviço Nacional de Saúde (SNS), ainda que aquém das necessidades do SNS, parecia estar nos últimos anos a contribuir para o decréscimo da emigração de enfermeiros portugueses.

No entanto, dados apresentados no início deste mês pela Ordem dos Enfermeiros, instituição que emite as declarações de habilitação que estes profissionais precisam para exercer lá fora, há cada vez mais enfermeiros portugueses a procurar melhores condições de trabalho e de progressão na carreira em países como os Estados Unidos, Arábia Saudita, Inglaterra, Irlanda, França, Bélgica, Suíça ou Alemanha. Segundo a mesma, em 2018 a instituição recebeu um total de 2.736 pedidos de profissionais para exercer no estrangeiro, e o ano de 2019 pode mesmo ver este número ser superado, dado que nos primeiros seis meses do ano, a Ordem já recebeu 2.321 pedidos para obter a declaração de habilitação que permite trabalhar noutro país.

Numa época em que Portugal assiste a iniciativas que procuram apoiar o regresso de emigrantes ou lusodescendentes ao país, estas só terão verdadeiro impacto no nosso futuro coletivo, quando os responsáveis políticos e os agentes económicos concertarem uma agenda e estratégia que desde logo, não permita a constante emigração de jovens qualificados, como é o caso dos profissionais de enfermagem.

O FUTEBOL E A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

30128522348_0068acc1a9_b

  • Crónica de Daniel Bastos
  • Uma das modalidades, senão a mais importante modalidade desportiva do país, o futebol ocupa um papel fulcral na sociedade portuguesa que muitas das vezes parece viver ao ritmo do futebol e da sua omnipresença mediática, e não tanto da sua valorização enquanto festa e prática desportiva universal, capaz de aproximar povos e culturas.

    A genuína dimensão cultural do futebol, expressa numa força geradora de laços e vínculos identitários, encontra-se plasmada nas comunidades lusas espalhadas pelos quatro cantos do mundo, onde o futebol nacional, os clubes e a seleção, constituem um incontornável elemento de identidade popular portuguesa.

    Esta realidade da identificação futebolística como um vínculo capital da diáspora portuguesa ao país foi modelarmente analisada há poucos anos pela investigadora alemã Nina Clara Tiesler, através do projeto de investigação internacional “Diasbola”, dedicado ao papel do futebol entre emigrantes portugueses e lusodescendentes na Alemanha, França, Inglaterra, Suíça, Estados Unidos, Canadá, Brasil e Moçambique.

    Tendo como principal objetivo caracterizar o futebol em comparação com outros elementos culturais utilizados pelos emigrantes como meios de ligação ao país de origem, a coordenadora, do trabalho “Diasbola: futebol e emigração portuguesa”, sustenta que “a identificação futebolística e a gastronomia são os dois elementos da cultura popular mais visíveis na diáspora portuguesa”. E com “maior capacidade de reunir pessoas de classes sociais diferentes, de gerações diferentes e de sexo diferente”.

    A terminante conclusão do meio académico, de que o futebol é o principal elemento de identidade entre gerações de emigrantes, atingiu o seu apogeu quando a seleção portuguesa de futebol ganhou o Campeonato da Europa 2016 em França, onde vive a maior comunidade lusa no estrangeiro. E manifesta-se nos dias de hoje, no empenho que os principais clubes portugueses têm tido na inauguração de casas, ou na assunção de protocolos e parcerias para a abertura de escolas, nas comunidades portuguesas.

    Empenho esse que tem levado a estágios e a participações em torneios futebolísticos cada vez mais frequentes em territórios onde a emigração portuguesa está fortemente implantada, e que por força da distância e saudade dilui as diferentes cores dos clubes portugueses no verde-rubro que compõem a bandeira e a seleção nacional.

VALORIZAR OS PORTUGUESES NO MUNDO

Foto Livraria Lello.jpg

O historiador Daniel Bastos (esq.), cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, esteve presente na sessão de apresentação, que decorreu na Livraria Lello, do livro “Valorizar os Portugueses no Mundo”, do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro (dir.)

No passado dia 27 de junho, foi apresentado na Livraria Lello, um emblemático espaço da cidade do Porto e uma das mais afamadas livrarias do mundo, o livro “Valorizar os Portugueses no Mundo: Por uma visão estratégica partilhada 2015-2019”, da autoria de José Luís Carneiro, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

A obra, que tinha sido já lançada na semana transata, na Biblioteca da Imprensa Nacional em Lisboa, e que conta com prefácio do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, assume-se como um relatório de balanço dos quatro anos de mandato da Secretaria de Estado das Comunidades, estrutura governativa que foi assumida pelo antigo autarca do Município de Baião no início da legislatura que agora finda.

O livro inclui cinco capítulos dedicados às áreas de ação e prioridade política da Secretaria de Estado das Comunidades durante o recente mandato de José Luís Carneiro. Nomeadamente, “A rede consular do MNE”, “As prioridades de política da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas”, “Iniciativas promovidas pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas em cooperação com outras áreas governativas”, “Alguns eventos promovidos pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas”, e “As visitas ao estrangeiro e o contacto com as comunidades portuguesas no mundo”.

Como garante nas palavras de abertura, com “a profunda convicção de que os Portugueses nas comunidades vivem a sua relação com Portugal de modo muito especial”, o governante ao longo da obra sintetiza um conjunto de medidas políticas que foram empreendidas durante o seu mandato e que procuraram conferir às comunidades lusas espalhadas pelo mundo “uma mais ampla cidadania e uma mais forte vinculação a Portugal”.

Comungando do desiderato do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, é de enaltecer, desde logo, este modelo de prestar contas do seu mandato, uma prática que ainda não é seguida por todos os governantes. Assim como, a ligação estreita que manteve com as comunidades lusas, como sustentam as suas constantes visitas ao estrangeiro, como por exemplo, à Venezuela, ou as várias iniciativas tendentes à modernização das estruturas consulares, características distintivas do seu mandato. 

UMA VISÃO HUMANISTA: REFUGIADOS, IMIGRANTES E MIGRANTES

Foto Correcta.jpg

  • Drª Carla Rocha

A atenção das Nações Unidas sobre os refugiados já vem de longe. O pensamento nos direitos humanos vem sendo uma das grandes preocupações dessa organização e, óbvio que na conjuntura atual é marcante o abandono de indivíduos em situação precária que leva a todo tipo de males físicos, sem considerar os males psíquicos de difícil correção. A fome que se abate e ocasiona deficiências organo funcionais é inconteste, entretanto com movimentos humanitários e com a comunhão de países solidários o problema pode ser minimizado, mas o mau psicológico é bem mais demorado. Podemos asseverar que atinge a alma; o “animus” de viver, de construir, de laborar em proveito próprio ou da família fica prejudicado. A depressão se instala! Perdem-se num vazio intransponível e, daí em diante é fabricar miseráveis, verdadeiros zumbis que se não bem amparado pela sociedade nos fará remeter “Aos Miseráveis” de Vítor Hugo. Sendo que muitos não conseguirão emergir da desgraça que um dia foram obrigados a conhecer.

 É inimaginável a perspetiva de um mundo melhor para esses bastardos da sociedade incivilizada sem acompanhamento dos profissionais da área da saúde. Estabelecem-se padrões para acolhimento e tratamento, que aos olhos do povo se transformam em verdadeiros campos de concentração aviltando assim a dignidade humana. Com o princípio da não devolução a pátria mãe, por razões óbvias, resta somente uma grande simbiose de países bem-aventurados no acolhimento desses seres irmãos. Também não se pode olvidar que esse contingente, muitas vezes portadores de males de fácil contágio tem sido uma preocupação para os países recetores quanto a propagação de doenças tidas como radicadas. Exemplo: os refugiados da Venezuela que fez ressurgir o sarampo, doença erradicada há anos no Brasil por conta dos milhares de refugiados daquele país; como outras tantas ocorridas em outros países, como na Inglaterra, que teve um dos seus profissionais da área médica contagiado pelo vírus do ébola. Entendo que o problema avulta com o desespero dos imigrantes que não seguem os protocolos e, por conseguinte ingressam nos países em situação clandestina tornando os problemas incomensuráveis, muitos sequer conseguem aportar em sonhos acalentados, pois que naufragam em águas revoltas fazendo-os conhecer um verdadeiro inferno e, assim, conhecendo o inferno comparado ao de “Dante”, mesmo que causas não tenham dado. Forças adversas ao alvedrio de suas consciências os levaram ao sofrimento, ao martírio.

Organização de assistência humanitária tem socorrido aos abandonados por causas de natureza política, étnica, religiosa etc. causando um grito de desesperança desses profissionais que ecoa em todo canto da chamada civilização humanitária. É um grito de horror, de fragilidade e de incompetência em não poder aplicar seus conhecimentos de forma "otimizada" no alcance de milhares, milhões de vidas. ONG(s) se proliferam, muitas com idoneidade reconhecida, outras nem tanto. A assertiva que nos ocorre é que multidões necessitam de uma assistência multidisciplinar, pois o atendimento chamado de emergência sucumbe se não houver um acompanhamento e uma diretriz voltada para a assistência médica, social e de educação técnica de forma que prepare o homem para uma vida laboriosa e que não se torne um “pária” por omissão da própria sociedade. Entendo que tem que se trabalhar uma estrutura perene que não dê somente o atendimento de emergência, pois se assim não for será como diz o adágio popular: “enxugar gelo”. Atualmente a ONU conta com centenas de Estados signatários de comissariados que são voltados para reintegração de refugiados que pontua os documentos como sendo os meios através dos quais é assegurado que qualquer pessoa, em caso de necessidade, possa exercer o direito de procurar e de gozar de refúgio em outro país”.

Os documentos infelizmente nem sempre se colocam eficaz a serviço dos que dão azo a essas diretrizes, pois a política não anda na mesma velocidade que os tratados e convenções firmados em ambientes refrigerados, acortinados e onde ecoam falas aveludadas distante do palco dos acontecimentos e, assim vamos caminhando no aguardo de regulamentos, resoluções e leis complementares às decisões “inóspitas”, sem resguardo do clamor humano.

Dizem alguns “humanistas” que o perfil e os aspetos jurídicos relacionados aos necessitados afrontam o espírito humanitário do refugiado no que não concordo, pois nesse meio pode haver infiltrados que podem trazer muito mal aos povos pacíficos que com seus gestos humanitários não se dão conta das índoles e culturas adversas que alguns tentam impor ao país anfitrião e, com isso criam transtorno ao bom convívio. Entendo que os dados de avaliação pelos países recetores não podem ser relegados a plano inferior sob pena de se correr riscos de se privilegiar grupos que não se posicionam no perfil do emigrante ou refugiado o que causaria danos aqueles que realmente se enquadram no vernáculo (solidariedade com responsabilidade). Há uma diferenciação entre migrantes e emigrantes, aqueles tem que se ter um cuidado especial, pois não tem paradeiro certo, vivem em processo itinerante por isso quebram a finalidade do princípio humanitário.

A língua é um fator preponderante para a integração de refugiados, centros destinados a oferecer cursos de idiomas é fator importante para que haja uma perfeita simbiose entre as raças, pois entendemos que há refugiados que podem interagir passando seus conhecimentos. O conceito errôneo de que o refugiado é uma via de mão única é totalmente equivocado, pois se tem conhecimento de pessoas de nível universitário que simplesmente não ficaram em seus países em razão de guerras e insurgência de políticas contrárias as suas ideologias. O incentivo a moradia, criação de creches, facilidade de transporte coletivo se faz necessário para que o refugiado se integre a nova sociedade e possa na frequência às aulas e ao trabalho se integrar. Só atingiremos o conceito pleno de direitos humanos quando pudermos estender ao povo refugiado e imigrante o mínimo que se destina ao filho pátrio. Direito a saúde, ao trabalho, a moradia, a educação e ao transporte são requisitos básicos para a integração do refugiado.

O preconceito é a madrasta de um bom relacionamento, não há como integrar um emigrante que sofre “bulling” e xenofobia. Tais práticas podem levar o homem ao desespero e desapego, pois seus dias significam o encontro de agressões físicas e psíquicas que só o fazem sofrer e desacreditar em dias afortunados naquele lugar. È um tormento que dilacera a alma e em algumas vezes o corpo.

  • Médica. Especialista em Medicina Interna. Auditora do Instituto de Defesa Nacional

DANIEL BASTOS APRESENTOU EM GUIMARÃES NOVO LIVRO SOBRE GÉRALD BLONCOURT E O NASCIMENTO DA DEMOCRACIA PORTUGUESA

Foi ontem apresentado na cidade berço de Portugal, o livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.

dbastospp (1).JPG

O historiador Daniel Bastos (dir.), na sessão de apresentação do livro “Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”, no fórum da FNAC-Guimarães, acompanhado do deputado na Assembleia da República, Joaquim Barreto (centro), e do tradutor Paulo Teixeira (esq.)

 

A obra, concebida e realizada pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes da fotografia humanista recentemente falecido em Paris, e prefaciada pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da Direção da Associação 25 de Abril, foi apresentada no fórum da Fnac-Guimarães.

A sessão de apresentação, que computou a presença do vereador Seara de Sá, em representação do Município de Guimarães, esteve a cargo do deputado na Assembleia da República, Joaquim Barreto, que caraterizou o livro como um importante contributo para a história do nascimento e construção da democracia em Portugal.

Refira-se que, neste novo livro, realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa, mas que retratou também a explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

Através de imagens até aqui praticamente inéditas, o historiador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Designadamente, a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

dbastospp (2).JPG

dbastospp (3).JPG

dbastospp (4).JPG

dbastospp (5).JPG

dbastospp (6).JPG

dbastospp (7).JPG

dbastospp (8).JPG

dbastospp (9).JPG

dbastospp (10).jpg

dbastospp (11).JPG

EXPLORAÇÃO DO LÍTIO NO ALTO MINHO: ALGUMAS CASAS REGIONAIS VIRARAM AS COSTAS À NOSSA REGIÃO!

A generalidade das casas regionais minhotas existeentes na região de Lisboa – aliás à semelha das demais associações regionalistas – inscreveu no preâmbulo dos seus estatutos entre outros aspectos, a defesa dos interesses das suas próprias regiões. E foi nesse pressuposto que o BLOGUE DO MINHO convidou recentemente todas as casas regionais minhotas, sem excepção, a pronunciarem-se acerca da exploração do lítio na nossa região.

65969429_1352358388253775_2750419987465240576_n.jpg

Atendemos ao facto de alguns concelhos não virem eventualmente a ser abrangidos pelos contratos de mineração. Porém, apenas responderam ao nosso convite a Casa do Minho, a Casa do Concelho de Arcos de Valdevez e a Casa Cerveirense em Lisboa.

Algumas das casas regionais que supostamente representam concelhos que irão ser esburacados para extraírem o lítio e tudo o mais que vier por arrastamento, com todas as consequências para a agricultura, a paisagem e o património, parecem indiferentes ao destino a que as suas regiões estão votadas… por ignorância ou manifesto desinteresse!

Aproveitando alterações estatutárias, algumas já se encontram infiltradas até aos seus órgãos directivos por pessoas estranhas à região que dizem representar. A maior parte delas regressou aos tempos dos antigos grupos “almoçaristas” que se reuniam nas velhas tabernas… em ambos os casos, desviaram-se dos objectivos para que foram criadas!

O que mantém estas associações ditas regionalistas ligadas aos concelhos que dizem representar? – Para além do subsídio municipal que anualmente lhes é atribuído, mais nada!

Na prática, esse financiamento que é feito com o dinheiro dos contribuintes apenas serve para pagar os seus lautos banquetes quando certamente teria melhor aplicação em projectos de outras associações locais. É que a gula que os acomete não lhes deixa margem para sequer se pronunciarem acerca de um problema que aflige as populações da nossa região – a exploração do lítio!

Uma vez que mencionamos as casas regionais cujos dirigentes se pronunciaram a este respeito, por exclusão de partes estão identificadas aquelas que viraram as costas à nossa região!

Carlos Gomes

33696530_1873248869378480_4787462172106031104_n.jpg

A propósito da exploração do lítio no Minho, o BLOGUE DO MINHO questionou os dirigentes das várias casas regionais minhotas acerca da sua posição relativamente a esta questão que está a preocupar seriamente as nossas populações. Entre as associações contactadas, apenas a Casa do Minho e a Casa do Concelho de Arcos de Valdevez deram a conhecer a sua posição. Por parte da Liga dos Amigos do Concelho de Valença, da Casa do Concelho de Ponte de Lima, da Casa Courense e da Casa Cerveirense não obtivemos até ao momento qualquer resposta, o que pode indicar que não têm qualquer opinião ou interesse acerca deste assunto.

Da parte de Paulo Duque, Presidente da Direcção da Casa do Minho em Lisboa, obtivemos a seguinte resposta:

“Discordo plenamente, quer em termos ambientais quer em termos paisagísticos. Sendo a Serra D’Arga um local de eleição e também protegida, continua a ser um dos locais mais genuínos do Alto Minho.

Não entendo como protegem o Lobo Ibérico (concordo com a sua protecção) que tem causado grande prejuízo a toda a população, que a sua sustentabilidade continua a ser a pastorícia e não querem proteger a própria serra.

No passado, vejamos as minas de Covas, em Vila Nova de Cerveira, que a poluição até hoje afectou muito em termos ambientais, nomeadamente o Rio Coura.

Como presidente da Casa do Minho, não gostaria de ver a Serra D’Arga de outra forma da que está hoje ou seja, sem poluição.”

Este e muitos outros de interesse para a nossa região não têm merecido a preocupação de muitas casas regionais como deveria, apesar de inscreverem no preâmbulo dos seus estatutos a defesa dos interesses locais. Este é um bom exemplo daquilo para que deve servir uma casa regional!

44460872_2133163440069274_3494356199132889088_n.jpg

Por sua vez, Joaquim Cerqueira de Brito, Presidente da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez, esclareceu o seguinte:

“A Casa do Concelho de Arcos de Valdevez discorda completamente. Temos que defender e preservar aquilo que é mais belo no nosso País, a Natureza

Além de tudo isso, é preciso defender o bem estar das populações , que começa pela qualidade de vida.”

45494884_891548607709054_7805728917288910848_n (1).jpg

A casa Cerveirense afirma-se contra a prospecção de lítio na Serra D’Arga, juntando-se assim à posição assumida pela Camara Municipal de Vila Nova de Cerveira.

Sabemos através de informação disponibilizada pelas entidades ambientalistas, tais como a Associação Ambientalista QUERCUS, no caso da prospecção de lítio para o Alto Minho, que nos diz, e passo a citar, “que este tipo de actividade é extremamente danosa para o ambiente e para as populações, contribui para a destruição das zonas agro-silvo-pastoris de enorme relevância e para a degradação de zonas de excelência algumas únicas no Pais e que tem sido alvo de trabalhos de conservação da Natureza, alem da destruição de habitats e ecossistemas de elevada importância de conservação, que contêm espécies ameaçadas”.

Afirma ainda esta entidade, que quanto às populações envolventes, seriam vítimas desta actividade, uma vez que seriam afectadas pela poluição do ar, da água e pela degradação dos solos, importantíssimos para o pastoreio e para a agricultura, principais sustentos e contributos para a fixação da população local.

Para além disso, o turismo rural, factor que contribui para a fixação da população e crescimento da economia local, seria também gravemente afectado.

A nossa posição prende-se com todos os factores atras mencionados e com a preocupação de este tipo de actividade poder em muito ser prejudicial para o nosso concelho, partilhando também as preocupações da Camara Municipal de Vila Nova de Cerveira, tais como a dimensão do projecto, a falta de estudos de impacto ambiental para o local, o conhecimento do processo em si e as concretas implicações para as populações locais.

Drª Rosa Brito

Presidente da Direcção da Casa Cerveirense

QUAIS SÃO OS MELHORES PAÍSES PARA EMIGRAR?

30128522348_0068acc1a9_b

* Crónica de Daniel Bastos

Recentemente foram divulgados os dados do relatório que o banco global britânico HSBC realizou no decurso deste ano sobre a qualidade de vida de milhares de expatriados disseminados pelos quatro cantos do mundo.

A análise dos resultados do inquérito Expat Explorer, que a instituição financeira e bancária tem dinamizado anualmente, permite, desde logo, constatar que a segurança no trabalho, o crescimento salarial, a proteção e qualidade de vida constituem as principais motivações de quem enceta uma trajetória socioprofissional no estrangeiro.

A avaliação ponderada destas motivações leva assim o HSBC a sustentar que presentemente, os cinco melhores territórios para emigrar, são respetivamente, a Suíça, Singapura, o Canadá, Espanha e a Nova Zelândia.

No caso de Singapura, Canadá e Nova Zelândia, estados que já no ano de 2018 ocupavam posições cimeiras no ranking de regiões onde os emigrantes têm melhor qualidade de vida social e profissional, o relatório revela que a cidade-estado de Singapura, situada ao sul da Malásia, um centro financeiro global formado por uma população multicultural, destaca-se ao longo dos últimos dois anos pelas inúmeras oportunidades que tem gerado ao nível da promoção e progressão na carreira, incremento salarial, e condições de saúde e bem-estar familiar.

Esta capacidade de atração socioprofissional é transversal a todas estas nações, e no caso particular da Suíça e Canadá, países onde vivem e trabalham milhares de portugueses, são elucidativas sobre os motivos que concorrem para que a Europa Central e a América do Norte sejam um dos principais destinos da emigração lusa.

Por exemplo, no Canadá, o papel e importância da comunidade portuguesa, atualmente constituída por mais de meio milhão de luso-canadianos, impeliu em 2017, o Parlamento Federal a aprovar uma lei que declarou junho o Mês do Património Português no Canadá. Sendo que, há poucos dias, o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, no âmbito de uma entrevista ao canal canadiano multicultural Omni Television, no programa Focus Portuguese, asseverou “reconhecemos que a onda de imigração de portugueses que chegaram aqui inicialmente nas décadas de 60 e 70 construíram esta cidade (Toronto) e este país”

LIMIANOS SÃO INSULTADOS PELOS “ANTITAURINOS” E AS AUTORIDADES NÃO REAGEM PERANTE A LEI!

As gentes de Ponte de Lima têm vindo a ser sistematicamente insultadas nas redes sociais por pessoas e grupos que não se identificam com as tradições tauromáquicas. Não se trata da liberdade de expressarem os seus pontos de vista mas da forma agressiva, intolerante e sobretudo ofensiva com que se referem às nossas gentes. Não obstante, ainda não foram chamados à responsabilidade como deveriam, uma vez que a sua atitude é intolerável. Fazemos votos para que a autarquia pontelimense saiba defender a honra do seu povo contra os insultos de que tem sido alvo por parte de gente que não sabe o que é o respeito e a democracia. Passamos a transcrever aquilo que de forma insultuosa tem sido referido em relação aos limianos!

21044708_feq7u.jpeg

E isto é a maior demonstração do atraso de mentalidade (atraso mental) destes cavernícolas.

OS DE PONTE DE LIMA CONTINUAM CAVERNÍCOLAS, E NEM COM SETE FERIDOS PARA UMA VACA MANSA APRENDEM A SER GENTE CIVILIZADA…

Em Ponte de Lima, a vila mais medievalesca do Norte de Portugal, o Corpo de Deus continua a ser violado pelo que denominam "vaca das cordas", uma prática boçal e primitiva, que o autarca-mor local, à falta de melhor, acha que traz muitos “turistas” e engorda os negócios…

Esquece-se o autarca-mor que tudo isto só desprestigia esta vila, e coloca-a na cauda dos vilarejos mais medievalescos do país.

E o que acontece quando os legisladores desconhecem o sentido da evolução?

Acontece isto:

Daqui saíram sete feridos… e um morto, diz que de morte súbita... (?) (número oficial autorizado, mas podem ser muitos mais). E diz que a vaca era mansa… e até tinha os cornos embolados… E estes sete feridos foram bastante aplaudidos pela turba encharcada de álcool.

E se fossem sete mortos?

Se fossem sete mortos a turba subia aos píncaros, e para a próxima trariam um touro com os cornos desembolados e previamente torturado para parecer “bravo”, o qual, usando do seu direito de defender-se com valentia, da chusma cheia de vinho e cerveja, poderia, com sorte, em vez de sete, mandar o dobro ou mais, desta para melhor.

E a turba, já bastamente “encharcada”, daria vivas aos mortos!

E o autarca-mor ficaria satisfeito pelo sucesso da “festa”, e o Corpo de Deusteria sido honrado com suor, sangue e muito vinho, como manda o costume bárbaro, que de tradição nada tem, pois não dignifica nem a terra, nem o povo.

E é assim que se divertem os broncos, em Ponte de Lima, em pleno século XXI D.C.

E estas imagens correrão mundo, para vergonha de Portugal, mas não para vergonha de quem não tem vergonha na cara.

Isabel A. Ferreira

Fonte: https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/os-de-ponte-de-lima-continuam-801145

O CRESCIMENTO DA EMIGRAÇÃO PORTUGUESA NOS PAÍSES NÓRDICOS

30128522348_0068acc1a9_b

  • Crónica de Daniel Bastos

Os dados mais recentes sobre a emigração portuguesa apontam que os países nórdicos, uma região da Europa setentrional e do Atlântico Norte, composta por países como a Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia, ao longo do ano de 2018 atraíram cada vez mais portugueses. 

Comumente considerados como dos melhores países do mundo para se viver e trabalhar, como sustentam os seus elevados índices de qualidade de vida, democracia e competitividade. Os números revelam que a emigração lusa para a Noruega aumentou 20%, para a Dinamarca (19%), para a Suécia (9%), para a Islândia (23%) e para a Finlândia, ainda que não sejam conhecidos os valores do ano transato, os dados de 2017 revelam que nesse período as entradas de portugueses tiveram um incremento na casa dos 10%.

No caso, por exemplo, da emigração portuguesa para a Noruega, as autoridades estatísticas da nação que amiúde lidera o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, indicam que embora seja um fenómeno recente e represente apenas 1% da imigração neste país nórdico, a entrada de portugueses chegou em 2018 aos 450 cidadãos.

No conjunto dos países nórdicos que o longo da última década tem acolhido cidadãos nacionais, a Suécia, o mais populoso e o maior país nórdico, revela uma clara tendência de crescimento desde o início do séc. XXI. Nos últimos anos a Embaixada de Portugal em Estocolmo contabiliza a presença de mais de quatro milhares de portugueses na nação escandinava, muitos deles profissionais qualificados a desempenhar funções nas áreas das tecnologias de informação e comunicação (TIC), saúde, engenharias, arquitetura e investigação.

O recente crescimento da presença portuguesa nos países nórdicos, como é o caso da Suécia, deve-se também em grande medida ao número de estudantes lusos envolvidos em programas de pós-graduação e programas de mobilidade. Como o programa Erasmus, que contempla um conjunto de atividades onde se inclui a mobilidade de estudantes universitários para efetuar um período de estudos ou estágio em países da União Europeia e outros países associados ao projeto, e cuja experiência formativa no domínio pessoal e profissional, é uma indubitável mais-valia no mercado laboral.

O QUE DIZ A ATRIZ MARIA VIEIRA ACERCA DO PRÉDIO DO COUTINHO?

A atriz Maria Vieira, actualmente a residir no Brasil, colocou recentemente na sua página do Facebook a sua opinião acerca da questão do prédio do Coutinho, em Viana do Castelo. Polémica, como sempre, aqui deixamos a sua opinião sem qualquer interferência…

28377627_1600343786710871_8964478750913967971_n

Este caso inenarrável e surrealista do Prédio Coutinho, que o governo socialista e o autarca socialista de Viana do Castelo querem ver demolido à força (não nos esqueçamos que a empresa «VianaPolis» é detida em 60% pelo Estado e em 40% pela Câmara de Viana do Castelo) é uma vergonha nacional e um atentado à propriedade privada e à liberdade individual dos legítimos proprietários dos apartamentos do prédio em causa e uma prova de que o povo português é refém deste governo não eleito que continua usurpando o poder depois de ter perdido as eleições em 2015!

Alegadamente e segundo a «VianaPolis», o Prédio Coutinho configura «Poluição Visual» e por esse motivo deverá ser demolido para dar lugar a um mercado municipal, já os lindos prédios do Bairro da Jamaica que constituem um belo exemplo da melhor e mais moderna "Arquitectura de Favela" continuam de pé, competindo assim com o que de melhor se faz no género, em cidades como o Rio de Janeiro, São Paulo, Joanesburgo ou Bombaim! Mas o mais caricato é testemunharmos a ausência e o desprezo das autoridades nacionais, nomeadamente do Marcelo Rebelo de Sousa que, num gesto de "solidariedade populista", fartou-se de tirar "selfies" com os habitantes do Bairro da Jamaica, do António Costa, que governa um país cada vez mais falido, mais caótico e mais abandonado à sua sorte, dos fofinhos do Bloco de Esquerda e da sua líder Catarina Martins que tanto se preocupam com as injustiças sociais e de toda essa malta dos Direitos Humanos que até aqui têm ignorado os humanos que continuam, sem água, sem luz e sem gás, a viver sob condições desumanas no Prédio Coutinho, sob constante pressão do governo e da autarquia e com a polícia à porta de casa como se fossem um bando de criminosos!

É este Presidente da Républica das Bananas, este governo socialista/bloquista/comunista e autarcas socialistas como o de Viana do Castelo que se preparam para ser reeleitos por forma a continuarem a fazer com o país, aquilo que estão fazendo com os habitantes do Prédio Coutinho e cabe-nos a nós, portugueses, não nos esquecermos disso mesmo nas próximas eleições legislativas, presidenciais e autárquicas para que nos possamos livrar definitivamente de toda esta gente que governa Portugal como se fosse uma coutada do Terceiro Mundo!